Malafaia e seus iguais

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Como todos sabem, a Prefeitura de São Paulo lacrou o cassino a igreja do auto-intitulado, auto-ordenado e auto-nomeado apóstolo Valdomiro Santiago por irregularidades diversas como, por exemplo, insuficiência do número de banheiros e de saídas de emergência. Foi patético ver o sr. Santiago chorar lágrimas de crocodilo na TV e depois ter esse momento eternizado no YouTube, para todos verem onde o amor ao dinheiro pode levar um homem.

Mas não quero aqui perder meu tempo com esse senhor desclassificado, enviado de satanás. Quero, mais uma vez, me ocupar do empresário Silas Malafaia, que um dia, no passado, chegou a ser pastor e pregador do Evangelho.

Mais uma vez o sr. Malafaia, em seus modos histriônicos e destemperados, sai em defesa do indefensável, tentando até mesmo ressuscitar o espírito de anti-catolicismo que por muito tempo assombrou os evangélicos, mas que já deveria estar morto e enterrado em um caixão de chumbo lacrado no fundo do mar. Ao dizer que a Prefeitura não fecha estádio de futebol, não proíbe Parada do Orgulho Gay e nem vai atrás de igreja católica, o sr. Malafaia faz um verdadeiro ritmo nativo sincopado pertencente ao afro-descendente com insuficiência neurológica crônica (o famoso samba do crioulo doido).

Esquece-se o sr. Malafaia que aquilo que ele chama de “Igreja” e “Evangelho” nada mais é que o velho e mau constantinismo, ou seja, a prática perniciosa que começou com o imperador Costantino, que proclamou ser o cristianismo a religião oficial do império romano, àquela época já com a capital transferida para Bizâncio, atual Istambul. Com isso, Constantino minou o cristianismo de dentro para fora, fazendo surgir práticas completamente estranhas ao cristianismo original, o que desemboca, para resumir, nas práticas esotéricas presentes nos movimentos neopentecostais, mais precisamente na Universal, na Igreja da Graça do Romildo Ribeiro Soares e na Mundial do Valdomiro. Esquece-se também esse senhor que a igreja não é massa de manobra política, como ele e o sr. Valdomiro quiseram fazer entender, para convocar 100 mil para fazer manifestação à frente da prefeitura de SP. Se fosse assim, por que não fizeram manifestação na porta do governo estadual de SP contra a política anti-mendigo do sr. José Serra, ou a profusão de pedágios naquele Estado, ou ainda, contra a política educacional desastrosa do Nosferatu da Mooca? A igreja só deve ser convocada quando dói no umbigo? E aquela história de ser sal da terra e luz do mundo, como fica, sr. Malafaia? Igreja é só para advogar em proveito próprio? Não é para testemunhar do amor e do caráter de Cristo ao mundo? Por fim, esquece-se o sr. Malafaia que o termo “evangélico”, no Brasil, é extremamente amplo. Define desde o luterano conservador (e, às vezes, até o anglicano) até o neopentecostal que gosta de rodopiar feito um pião no hospício culto. A empresa do sr. Santiago é supostamente perseguida? Engraçado, pois não vejo essa mesma “perseguição” em outros seguimentos evangélicos. Não vejo igreja batista, metodista, presbiteriana, luterana, quadrangular, cristã evangélica, menonita ou anglicana ser fechada pelos motivos que geraram o lacre para o sr. Santiago. Será que só esse senhor é macho o suficiente para desafiar o diabo, as trevas, Kixapaguá (copyright by Estevan Hernandes), o cramulhão ou seja lá o nome dado ao seu sócio? Ou será que a “perseguição”, até prometida na Palavra (por motivos bem diferentes dos do sr. Santiago e também dos de Malafaia), se deve à arrogância, à altivez, à ignorância travestida de autoridade, e outros quesitos do sr. Santiago, que prefere desobedecer as leis do Brasil, num claro descumprimento de um princípio da Palavra (Rm 13)?

Sr. Malafaia, o sr. e os seus pares, todos iguais uma vez que são originados da mesma árvore de frutos ruins, preferem que Cristo diminua e os senhores sejam exaltados. O sr. prefere exaltar seu nome e o de sua grife (que o sr. confunde com “ministério”) a exaltar o nome do Crucificado. Não me causa espanto sua defesa de Santiago, pois o sr. mesmo fez igual no passado, em relação à Universal do sr. Edir Macedo.

Não se engane, sr. Malafaia. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus? (1Pe 4.17). O sr. brinca com Deus, e com Ele não se brinca (Gl 6.7). Ainda há tempo de conversão ao verdadeiro Evangelho e ao verdadeiro Cristo, abandonando esse cristo de palha e esse evangelho parasitário que o sr. proclama. Mas saiba, também, que quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus (Jo 3.36).

Autor: Rev. Digão
Fonte: [ Blog do autor ]

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4 comentários

Lamentavel o ponto que Silas chegou
Eu o admirava muito mas depois que passou a defender edir macedo e outros perdeu toda credibilidade
E pensando que esse homem ja pregou o verdadeiro evangelho isso uns 10 anos atras

Responder

NÃO GOSTO NADA DA MANEIRA QUE ESSE PASTOR VALDOMIRO FAZ A OBRA DE DEUS, MUITO MENOS OS PASTOR SILAS MALAFAIA, MAS PENSO QUE O AUTOR PEGOU MUITO PESADO QUANDO ESCREVEU:
Mas não quero aqui perder meu tempo com esse senhor desclassificado, enviado de satanás.

TEMOS QUE TER MUITO CUIDADO QUANDO CHAMAMOS ALGUÉM DE ENVIADO DE SATANÁS!

FIQUEM NA PAZ!

Responder

Só posso repetir o que o Apóstolo Judas escreveu em sua carta nos versículos 11 e 12:
"Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré.
Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;"
Fazer o quê ?
Vamos acordar !

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De fato, Malafaia pode até estar agindo de forma errada mas chamar alguém de enviado de satanás é arriscado. Ainda mais quando esta pessoa já fez tanto pelo evangelho e só a algum tempo começou a equivocar-se podendo, inclusive, retornar aos, digamos, bons procedimentos.

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