0 Jesus era a favor do casamento gay?

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Atualmente, um dos assuntos mais discutidos, sem dúvida, é o casamento gay. Tanto na esfera política quanto na religiosa o tema é bastante debatido e estudiosos, conservadores e progressistas, discutem de forma acalorada sobre esta questão. Já demostrei no texto "A ordem natural fundamenta a incoerência do casamento gay" algumas consequências negativas que a aprovação do casamento gay na esfera civil poderia trazer para a sociedade. Meu objetivo agora focaliza-se na questão teológica propriamente dita. Isto devido ao fato de existir pessoas que se auto-denominam cristãs, que buscam legitimar biblicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este texto será uma breve resposta a esses que se dizem cristãos, não com o objetivo de humilhá-los, mas de demostrar suas incoerências.

Alguns defensores do casamento gay, que se auto-denominam "cristãos", argumentam: "Não existe nenhum verso bíblico que demostre Cristo sendo contrário ao casamento gay. Somente Moisés, os profetas e os Apóstolos eram contrários a isto".

Resposta: À Princípio é bom que se saiba que esta tentativa de dissociar os ensinos de Moisés, Cristo, os profetas e os apóstolos, não significa outra coisa senão descredibilizar a crença histórica do Cristianismo ortodoxo de que a Escritura é a inerrante palavra de Deus. Entretanto, estes pseudo-cristãos, tentando achar contradição entre os ensinos de Cristo e dos demais personagens bíblicos, acabam eles mesmos caindo em sua própria armadilha, pois, se a Bíblia é contraditória, e não é inerrante, o que garante a eles (defensores do casamento gay) que Cristo seja contrário ao casamento gay ou não? Ora, se o livro em que eles buscam fundamentar a ideia de que "Cristo não era contra o casamento gay" é recheado de erros, como estes defensores do casamento gay podem garantir que Cristo era a favor do casamento gay"? Como eles podem ter certeza disto? Como eles podem fundamentar uma convicção baseando-se em algo que, para eles próprios, não é inerrante mas que contém erros e incoerências? O que garante que a visão deles não esteja errada também?

O segundo ponto é que, mesmo Cristo não falando diretamente sobre casamento gay, ele foi claro em definir o que era, em sua concepção, o casamento legítimo quando disse:

"Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Marcos 10:6-9)

Primeiramente fica claro que, para Cristo, o casamento está fundamentado na ordem natural da criação que é universal. E a ordem natural da criação estabelece a realidade da existência de apenas dois sexos; o que passar disto é anti-natural. De forma que Cristo, quando falou isto, se baseava  na ordem da criação estabelecida por Deus, por meio d'Ele mesmo (Cl 1:16), e os apóstolos também fundamentavam sua posição tanto neste princípio natural estabelecido pelo criador, quanto pela confirmação do próprio Cristo à este princípio natural.

Uma outra questão é que este princípio, ou ordem natural, faz com que a prática homossexual continue sendo um pecado aos olhos de Deus. Por quê? Porque esta ordem natural (dois sexos/macho e fêmea) estabelecida por Deus, É UNIVERSAL, e não apenas local e restrita aos tempos bíblicos. A prática homossexual é uma quebra daquilo que fora estabelecido naturalmente por Deus: "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea" (Mc 10:6). Claro, não estamos querendo classificar a homossexualidade como o maior dos pecados; apenas colocamos esta prática como UM dos pecados resultantes da queda. A queda de Adão afetou o homem em todos os aspectos possíveis. Afetou seu intelecto, vontade, comunhão espiritual com Deus, sua condição física etc (Rm 3).

Muitos defensores da homossexualidade argumentam que o fato de terem tendências homossexuais, isto por si deveria servir como fundamento para a legitimação da prática homossexual. Ora, se for assim, então por que também não legitimarmos as tendências de certos indivíduos referente ao adultério? Sabemos que existem muitas pessoas com tendências à infidelidade, à prostituição, e tantas outras práticas. O que define a legitimidade de uma prática não é a tendência particular de certas pessoas, mas sim se tal tendência é natural e assim legitimada por Deus. Se a tendência fosse fundamento para legitimar uma prática, a sociedade se auto-destruiria, visto que muitas tendências contrariam a ordem natural das coisas que por Deus foram estabelecidas. Desta forma, a tentativa de certas pessoas em buscar sustentar suas tendências homossexuais baseando-se na Escritura, não se sustenta.

Assim sendo, podemos concluir que Deus estabeleceu uma ordem natural, leis e princípios pelos quais a humanidade deve basear-se. E que Cristo em momento algum anulou o que Deus estabeleceu, muito pelo contrário, Ele confirmou e defendeu. E que não há contradição nenhuma entre o que Cristo, Moisés, os profetas e Apóstolos ensinaram. De forma que a palavra de Deus permanece viva e infalível para todo o sempre.

Sola Scriptura!

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Autor: Álvaro Rodrigues
Fonte: A Suficiência das Escrituras
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0 Quem deve pregar na igreja?

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Dia desses estava vendo uma postagem de um colega e ex-companheiro de sala de aula do seminário. No referido post, ele tratava sobre a questão de quem deveria assumir o púlpito da igreja para a pregação. Ele defendia a posição esboçada nos símbolos de fé de Westminster, e o foco dele era quanto a impossibilidade das mulheres pregarem. Infelizmente meu querido colega foi acusado de fundamentalista e até judaizante, e o pior de tudo é que não foi por pessoas leigas ou de outras denominações, mas sim, por pastores presbiterianos. Os argumentos usados contra o post foram todos baseados na experiência pessoal e não na Escritura Sagrada. Confesso que isso me deixou muito triste e indignado, me encorajando então a escrever este breve post.


A minha intenção aqui será analisar o texto da primeira carta de Paulo a Timóteo no capítulo 2 verso 12 e o que o Catecismo Maior de Westminster diz em sua pergunta 158. Comecemos pelo Catecismo que nos fala o seguinte:

Por quem a Palavra de Deus deve ser pregada?
Resposta: A Palavra de Deus deve ser pregada somente por aqueles que têm dons suficientes, e são devidamente aprovados e chamados para o ministério. (WESTMINSTER, 2007).

O entendimento natural do texto do Catecismo é de que só podem pregar a Palavra de Deus aqueles que foram devidamente chamados ao ministério e que estes devem ser preparados para tal. Uma distinção que deve ser feita aqui é que a pregação que o Catecismo se refere é aquela que é feita na igreja local de forma oficial. Aqueles que não são ordenados ou licenciados podem em ocasiões especificas e supervisionados pelo ministro e o conselho da igreja pregar na congregação.

Entendemos também que todo crente é chamado para pregar o evangelho de forma geral atendendo a ordem do nosso Senhor na grande comissão, quanto a este assunto o Rev. Paulo Anglada em seu livro “Introdução a Pregação Reformada” nos diz que:

Isto não significa que os crentes de modo geral não possam evangelizar e testemunhar da esperança que neles há, individual e informalmente. É dever de todo crente estar preparado para explicar as razões de sua fé (1 Pe 3:15). Também não significa que não possam instruir-se, aconselhar-se, exortar-se, encorajar-se e confortar-se mutuamente. (ANGLADA, p. 87).

Ainda tratando deste assunto o grande teólogo Charles Spurgeon em seu opúsculo “O Chamado Para o Ministério” afirma que:

Todo cristão capaz de disseminar o evangelho tem direito de fazê-lo. Ainda mais, não só tem direito, mas é seu dever fazê-lo enquanto viver. (Ap. 22:17). A propagação do evangelho foi entregue, não a uns poucos, mas a todos os discípulos do Senhor Jesus Cristo. (SPURGEON, p. 01).

Devemos entender que existe uma clara distinção entre pregar a Palavra de Deus oficialmente na congregação e a nossa obrigação de pregar o Evangelho a toda criatura.

A pregação oficial da igreja deve ser feita somente por homens que foram chamados e capacitados para essa sublime tarefa. Gostaria de colocar aqui o comentário do teólogo Geerhardus Vos ao Catecismo Maior de Westminster que nos ajuda no entendimento da pergunta do Catecismo, ele afirma o seguinte:

Claro está que a pregação da Palavra é uma obra de importância muito grande. São necessárias as qualificações apropriadas para que seja feita da maneira adequada. Há qualificações espirituais, intelectuais e educacionais sobre as quais se deve insistir para que a igreja tenha um ministério adequado... um homem incapaz de pensar corretamente, incapaz de detectar a falácia de um argumento perverso, é passível de ser ele mesmo desviado por um falso ensinamento e, por sua vez, capaz de desviar outros. Um homem a quem falta educação geral e teológica normalmente não será capaz de fazer justiça a grande obra de pregação da Palavra de Deus e correrá o perigo de pregar uma mensagem desequilibrada ou parcial. Quando Deus chama um homem para a obra do ministério, também o aparelha com as habilidades e qualificações necessárias para que possa realizar a obra adequadamente. (VOS, p. 508-509).

Devemos deixar claro também que existem casos em que Deus pode chamar homens que não tenham um nível escolar alto ou até mesmo nenhum tipo de educação formal. A própria Escritura nos mostra que alguns discípulos de Cristo não tiveram instrução formal mas foram chamados ao ministério. Tratando deste assunto, Geerhardus Vos nos auxilia mais uma vez no seu comentário do Catecismo quando diz:

Eles, no entanto, gozaram da inestimável vantagem de passarem três anos na companhia de Jesus sob a sua instrução pessoal. Deus as vezes chama para o oficio ministerial um homem com pouca ou nenhuma educação formal e nesses casos excepcionais, onde está evidente a chamada divina, a igreja não deve hesitar em ordenar o candidato. (VOS, p. 508).

Apesar de Deus chamar alguns que não são dotados de educação formal, o próprio Vos nos diz que “não se deve permitir que a exceção torne-se regra”.

Mas fica ainda a questão das mulheres, afinal elas podem ou não pregar na igreja? Creio que tanto as Escrituras como o Catecismo Maior de Westminster deixam claro que as mulheres não devem pregar na congregação, nem mesmo em ocasiões especificas. O grande princípio por trás destas afirmações é a idéia do chamado. O ensino das Escrituras demonstram que o chamado para o ministério é exclusivamente masculino. Gostaria de citar mais uma vez o Rev. Paulo Anglada que afirma:

O requisito fundamental para o pregador, na concepção reformada, é a comissão. A pregação pública do evangelho é tarefa primordial dos ministros da Palavra, isto é, de homens chamados por Deus, reconhecidos como tais pela igreja, e ordenados por imposição de mãos de um presbitério para o oficio. (ANGLADA, p. 86).

Charles Spurgeon mais uma vez nos ajuda quando diz:

Todavia, o nosso serviço não assume necessariamente a forma particular de pregação. Seguramente, em alguns casos é preciso que não, como por exemplo no caso das mulheres, cujo o ensino público é expressamente proibido: 1 Tm. 2:12; 1 Co. 14:34. (SPURGEON, p.01).

As mulheres não podem assumir a pregação em nossas igrejas não é por falta de capacidade intelectual ou alguma deficiência que as possam impedir, mas por um princípio bíblico, a mulher não foi chamada para o ministério. João Calvino em seu “Comentário das cartas Pastorais”, especificamente o texto da primeira carta a Timóteo no capítulo 2 verso 12, nos diz como se segue:

Paulo não está falando das mulheres em seu dever de instruir sua família; está apenas excluindo-as do oficio do sacro magistério, o qual Deus confiou exclusivamente aos homens... se alguém desafiar esta disposição, citando o caso de Débora (Jz. 4.4) e outras mulheres sobre quem lemos que Deus, em determinado tempo, as designou para governar o povo, a resposta óbvia é que os atos extraordinários de Deus não anulam as regras ordinárias, as quais Ele quer que nos sujeitemos... a razão por que as mulheres são impedidas consiste em que tal coisa não é compatível com o seu status, que é serem elas submissas aos homens, quando a função de ensinar subentende autoridade e status superior. (CALVINO, p. 70-71).

Ainda quanto a este tema o grande comentarista bíblico William Hendriksen comentando o mesmo texto de 1º Timóteo supracitado afirma o seguinte:

Embora estas palavras possam soar como pouco amistosas, na verdade são precisamente o oposto. Aliás, expressam o sentimento de terna simpatia e de compreensão básica. Significam que a mulher não deve entrar na esfera de atividade para a qual a força de sua própria criação não é apta. Que a ave não tente viver debaixo d’água. Que o peixe não tente viver em terra seca. Que a mulher não queira exercer autoridade sobre o homem, instruindo-o nos cultos públicos. Por amor a ela e para o bem-estar espiritual da igreja, proíbe-se esta pecaminosa intromissão na autoridade divina. (HENDRIKSEN, p. 139-140).

Apesar de alguns tentarem distorcer ou ignorar o texto bíblico e dos símbolos de fé de Westminster, percebemos que estes são claros em afirmar que só quem pode assumir o púlpito das nossas igrejas são homens devidamente chamados para o ministério. Em determinados casos homens que ainda não estejam ordenados podem pregar publicamente a Palavra de Deus tutelados pelo ministro e pelo conselho da igreja. Deixo claro que não há aqui nenhum entendimento de que as mulheres não são capazes para tal, ou que elas não têm importância na igreja, mas sim, que elas não foram chamadas para o ministério da Palavra. As mulheres sempre tiveram um papel importante na igreja do Senhor e ainda o tem. Mas a pregação oficial do evangelho foi reservada aos homens que foram chamados para tal.

Tenho visto que muitos ministros em busca de tentar contextualizar as suas congregações acabam caindo no velho erro do pragmatismo e acabam por mundanizar a igreja local. Nós não devemos ser guiados pelos paradigmas da sociedade, nem por nossas experiências pessoais, antes pela única regra de fé e prática da verdadeira igreja cristã, as Escrituras Sagradas.

Soli Deo Glória!!

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Autor: Rev. Anderson Borges
Fonte: Teologia que Reforma
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0 Falso profeta sim; ai de quem achar ruim!

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Neste vídeo aqui, o Edir Macedo, que dispensa apresentações, diz com todas as letras que Deus tem a obrigação de abençoar aquele que oferta em "sua obra". Ele se orgulha deste ensino, diz que ninguém verá isso ser dito em outra igreja evangélica. Ele ainda fala que não é para a pessoa orar pelo favor divino, pois isto é falta de fé. O negócio é ofertar e colocar Deus contra a parede dizendo: "ta aqui a oferta agora me dá a resposta". Macedo chega a caçoar dos que oram pedindo pela "misericórdia de Deus". Realmente a sua teologia pode ser resumida na máxima "ou dá ou desce".


Se você assiste a esse vídeo e não sente nojo, então você precisa reavaliar o seu Cristianismo. Pois, o que este homem faz é pregar as teses de Satanás e não a Fé que nos foi transmitida por Cristo e seus apóstolos. A barganha descrita por Edir Macedo é a mesma que Satanás usou com Jesus. Leia Lucas 4.1-13 e veja que os métodos satânicos ao tentar Jesus são os mesmos que usam os falsos profetas dos nossos tempos, dos quais o Macedo é um dos maiores. A nossa vontade terrena clama por ser alimentada e é isso que Satanás propõe logo de cara pedindo para Jesus transformar as pedras em pães. Continuando a sua investida maléfica, Satanás mostra os reinos do mundo e oferece caso Jesus o adore. O Messias diante de todo o esplendor sabia muito bem que, como disse o teólogo Abraham Kuyper, não há um centímetro quadrado do Universo que o Senhor não declare seu. Essa barganha é típica do Inimigo e não pertence a Deus. Por isso que a pregação “toma lá da cá” é herética e obscura. Deus age por graça e misericórdia, quem faz trocas é o Demônio. 

Jesus não cai nas ciladas do inimigo. Nas duas respostas que Cristo deu usou as Escrituras (Deuteronômio 8:3 e 6:13). Satanás ousa guerrear com a “mesma arma” e usa o Salmo 91. Em que consiste o elemento da terceira tentação? Exacerbação da fé. O ato de Jesus se lançar do Templo para que os anjos viessem ao seu favor ao invés de glorificar a Deus O coagiria. O Diabo com isso queria simplesmente que o Filho desafiasse o Pai. Não é exatamente o que o Macedo propôs no vídeo? E quantos e quantos não estão por aí agora colocando “Deus contra a parede” querendo que Ele realize um conveniente milagre? As igrejas neopentecostais, dentre elas a Universal, estão cheias disso. Gente que sobe no púlpito e decreta, declara, determina e diz que se Deus é Deus mesmo ele tem que fazer e ponto. Afinal, quem é servo e quem é senhor? Jesus sabia de sua condição servil e não inverteu a ordem. Seu papel seria obedecer e não ordenar e novamente citando Deuteronômio (6:16) ele faz o diabo partir em retirada. 

Macedo é um falso profeta sim, e ai de quem achar ruim! Não falo isso por mero achismo. O nosso Senhor nos instruiu dizendo que devemos nos precaver e discernir quem são os picaretas da fé pelos seus frutos (Mateus 7:15 e 16). É a Escritura, e não eu, quem afirma que quem prega outro Evangelho, diferente do apostólico, é maldito (Gálatas 1:8). Este lobo e inimigo da Igreja zomba da oração de Jesus, pois foi Cristo quem nos ensinou a orar rogando pela graça de Deus-Pai e quem orava dizendo "seja feita a tua vontade". Será que isso não significa nada para você? 

Saiba que, sobre os impostores do Evangelho, a Bíblia nos dá as seguintes recomendações:


       a) Devemos nota-los e evita-los (Romanos 16:17)
       b) Devemos repreendê-los (Tito 1:9-13)
       c) Devemos nos apartar deles (2Tessalonicenses 3:6)
       d) Não devemos ter comunhão com eles (2João 9-11)
       e) Devemos rejeitá-los (Tito 3:10)


Então não venha com aquele papinho de que só Deus pode julgar. Isso é ser conivente com as heresias que ofendem ao SENHOR. Também não diga que é antiético citar o nome dos heréticos. Balela! Observando os apóstolos veremos: João fala mal (com razão) de Diótrefes (3 João 1:9). Paulo dizendo a Timóteo que entregou a Satanás os blasfemadores Himiteu e Alexandre (1 Timóteo 1:20). Possivelmente, o mesmo Alexandre é citado na segunda carta enviada a Timóteo. Paulo diz que ele foi causador de diversos males e roga para que Deus o julgue segundo as suas obras (2 Timóteo 4:14). Na mesma carta, cita Figelo e Hermógenes como líderes dissidentes da Ásia (2 Timóteo 1:15).

O cerne do Evangelho é a Graça. Nada merecíamos e nem merecemos. Tudo de bom que temos vem do caráter benevolente do SENHOR. Macedo reduz Deus a um capacho do homem. Uma gritante afronta ao Soberano. Muitos ainda o defendem por conta da identidade evangélica e o título de Bispo. Isso não quer dizer absolutamente nada. Vejam o que Paulo diz aos Filipenses:

Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Filipenses 3:18 e 19)

O apóstolo Paulo é taxativo: o fim desses que se dizem cristãos quando na verdade são inimigos da cruz é a perdição eterna. E o escritor aos Hebreus corrobora dizendo que “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Por isso tome cuidado ao tentar defender lobos como o Edir Macedo. Você pode estar tomando o partido de quem é inimigo da cruz e padecer por isso. Seja bíblico. Seja coerente. Fuja dos falsos profetas!

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Autor: Thiago Oliveira
Fonte: Electus
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0 Sugestões para Apologetas

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Defender a fé cristã é parte do Cristianismo desde o seu nascimento. Homens e mulheres do presente e do passado dedicaram suas vidas para apresentar a fé cristã de modo compreensível e acessível especialmente para aqueles que são críticos da mesma. Foi Priscila e Áquila que defenderam e apresentaram a fé cristã a Apolo (At.18-19); foi Paulo quem defendeu a fé em Atenas entre filósofos (At.17); foi Pedro que defendeu e apresentou a fé cristã entre os judeus (At.2). Diferentes métodos e abordagens foram usadas nas escrituras, mas o objetivo era sempre o mesmo: Defender a Jesus Cristo como o centro da fé cristã.


Historicamente o ministério apologético foi entregue a homens e mulheres preparados para defender a fé. Eram cristãos que conheciam a Cristo e a mensagem cristã e que poderiam abordar as críticas ao cristianismo e defendê-lo de modo adequado. Era uma forma acadêmica de expressão, apresentação e defesa do evangelho. O resultado disso é que o cristianismo histórico tem centenas de livros, argumentos e propostas apologéticas que continuam valiosos para os nossos dias.

Infelizmente, entretanto, com o recente advento da blogsfera, o ministério apologético foi usurpado por cristãos que não tem condições de assumir tal ministério. São homens e mulheres absolutamente despreparados para essa tarefa. São cristãos imaturos, neófitos e normalmente mal preparados para tal tarefa. Em algumas ocasiões, o teor e o conteúdo dos artigos publicados são ruins e equivocados. É assustador a quantidade de artigos mal escritos, mal fundamentados e equivocados são produzidos na internet dos nossos dias. Esse tipo de apologética é desnecessária, porque envergonha o evangelho. Aquele ministério que no passado deu ao cristianismo orgulho, nos nossos dias tem demonstrado nossa vergonhosa situação de despreparo.

Tal despreparo não é apenas acadêmico, é também religioso e pessoal. Apologetas dos nossos dias se esquecem que em primeiro lugar eles devem santificar a Cristo como Senhor em seus corações (1Pedro 3:15). A defesa da fé que não nasce do relacionamento pessoal com nosso Senhor não pode ser ser bem sucedida. Além disso, o modo como alguns fazem apologética viola a moral cristã. Foi Paulo que nos ensinou: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Colossenses 4:5,6). O ministério apologético tem que ser fundamentado na sabedoria cristã e na sensatez do uso das nossas palavras. O ministério apologético que viola esses princípios envergonha a igreja e o evangelho.

Por isso, nós precisamos que homens e mulheres maduros em sua fé se aventurem na defesa pública da fé cristã. Precisamos de homens e mulheres que estejam dispostos a conhecer mais do Senhor, de Sua palavra e deste mundo, para que aprendam a como apresentar as verdades do evangelho do modo claro e convincente. No artigo Cheque Sempre suas Fontes, eu terminei o artigo com algumas sugestões de natureza mais prática no que se refere a pesquisa, que acredito podem ser repetidas aqui:

(1) Cheque sempre suas Fontes: Na pesquisa teológica é fundamental que o apologeta conheça suas fontes. É impressionante o quanto da apologética online é feita a partir de um recorte de frases de teólogos ‘famosos’. Em algumas ocasiões é possível perceber que o autor nunca leu os livros que cita. Esse tipo de pesquisa é vergonhosa! Nós temos que modelar a excelência na metodologia de pesquisa por que nosso objetivo é mais do que apenas apresentar um bom argumento, mas é apresentar evidências que auxiliem cristãos duvidosos a firmarem sua fé, ou a críticos a repensarem sua oposição ao cristianismo. Honestidade acadêmica é fundamental, bem como a excelência.

(2) Conheça as evidências primárias da sua pesquisa: Um dos equívocos recorrentes entre apologetas é o uso exclusivo de literatura apologética como base para suas pesquisas. Observe que no livro Não Tenho Fé Suficiente para ser Ateu, Geisler basicamente cita seus próprios livros no capítulo 9 e outros livros igualmente apologéticos. O problema desse tipo de prática é que o apologeta é um especialista em defesa da fé e não um especialista em todas as áreas do conhecimento necessárias para se fazer a defesa da fé. Ao fazer isso, ele passa longe da evidência primária de sua pesquisa e apresenta apenas a evidência digerida por outros apologetas. Foi esse tipo de método de pesquisa que levou Geisler a publicar repetidas vezes dados equivocados sobre a quantidade de variantes textuais conhecidas no NT.

Um excelente modelo para a apologética é dada por Lee Strobel no livro Em Defesa de Cristo, no qual entrevista especialistas de diferentes áreas do conhecimento para apresentar a defesa da doutrina de Cristo. Por isso, é importante que o apologeta tenha conhecimento das evidências primárias de sua pesquisa, mesmo que seja pela instrumentação de teólogos e pesquisadores nas áreas do conhecimento nas quais são especialistas. É fundamental que o apologeta saiba onde buscar tais referências para sua pesquisa.

(3) Conheça bem os argumentos em oposição: Outro problema recorrente é que muitos apologetas não profissionais, não conhecem exatamente o que pensam aqueles que discordam de nós. Não há como fazer uma boa defesa da fé sem saber onde estão os ataques a nossa fé. É por isso que a tarefa da defesa da fé não pode ser entregue a cristão imaturos e despreparados. É necessário que o apologeta seja um cristão consciente, capaz de pesquisar em nível acadêmico com excelência e habilitado a compreender os argumentos da oposição. A intenção do apologeta não é publicar muitos artigos, mas publicar bons artigos. No submundo da internet o que menos se precisa são artigos mal escritos e mal pesquisados. É hora dos apologetas cristãos implementarem um padrão exemplar na pesquisa acadêmica para que possam ser considerados como dignos no tratamento da evidência, mesmo por aqueles que discordam do cristianismo. Que não seja nossa inabilidade de pesquisa a razão da rejeição de Cristo, mas a exclusiva volição daqueles que a Cristo se opõem.

(4) O Apologeta deve ser propagador do melhor da academia cristã: Infelizmente, nem tudo que se publica em defesa da fé é digno dessa tarefa. Existem na academia cristã excelentes livros de referência para a pesquisa teológica e o apologeta deve ser capaz de tornar público o melhor desse material. Para fazer isso, o apologeta deve desenvolver o hábito de se expor ao conhecimento teológico para aprender a diferenciar um livro ruim de um livro bom. É fundamental que a igreja brasileira tenha acesso a materiais bem escritos, bem pesquisados e que tenham contato com a produção cristã de nível acadêmico. Como defensores da fé, nós precisamos tornar público e acessível aquilo que a academia tem produzido de melhor.

(5) Reconheça e corrija seus erros: Ninguém é infalível! Nem mesmo Norman Geisler. Apesar da qualidade dos materiais apologéticos que escreveu, Geisler reconheceu vários dos erros que cometeu no livro e prontamente os corrigiu. Na defesa da fé cristã, esse tipo de humildade é fundamental. É necessário que os homens e mulheres de Deus que estão defendendo a fé cristã tenham esse tipo de atitude. Mais do conhecer as evidências, mais do que excelência e honestidade na pesquisa, humildade para lidar com as diferentes opiniões e disposição para reconhecimento e correção dos equívocos.

A tarefa da apologética é necessária no Brasil, e por isso, aqueles que se dedicam a ela devem realizar tal tarefa com excelência acadêmica. Nós precisamos que homens e mulheres que levem o cristianismo a sério se dediquem a pesquisa em nível acadêmico para defender aquilo que consideramos fundamental: A nossa fé em Cristo.

Soli Deo Gloria!

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Autor: Marcelo Berti
Fonte: Teologando
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