0 O que vem depois da morte?

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Neste vídeo o Rev. Augustus Nicodemus Lopes, com base em Hebreus 9:27-28, fala a respeito da característica principal que identifica o Evangelho como a verdade de Deus, em comparação com outras vozes que soam no mundo religioso pretendendo vir da parte d'Ele. O que vem depois da morte?

Sermão pregado no último domingo, dia 02/03/2015, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia. Assista:




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Fonte: PIPG - Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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0 Por que seu casamento virou uma prisão?

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Por Josemar Bessa


Tempos atrás alguém me disse que seu casamento era uma prisão. Como a cultura tem formatado a visão daqueles que dizem ser cristãos em nossos dias. A Bíblia diz: "Alegra-te com a mulher da tua mocidade." - Provérbios 5:18

Como isso é diferente do que nossa cultura ensina a cada dia. A Bíblia não diz: “Alegre-se na sua jovem esposa” – Apesar disso ser verdade também. Mas o que é enfatizado é “alegra-te com a mulher da tua mocidade” – Sim, aquela garota com quem você se casou quando ambos eram jovens. Já passou algum tempo deste então. Talvez tenha passado muito tempo. Mas NADA importante de fato mudou. Ela ainda é aquela garota que se deu a você diante de Deus no dia do seu casamento. Ela colocou-se nos seus braços. Da maneira mais profunda ela fez isso, vulnerável e confiante. Lembre-se disso todos os dias e maravilhe-se com isso. Deus planejou isso. Deus planejou assim o casamento.

Lembre-se daqueles dias, como costumavam rir e se divertir... é tua responsabilidade ter isso de novo e de novo... agora e sempre: "Alegra-te com a mulher da tua mocidade." – Sim, muitas coisas na vida mudam, e certamente mudaram. Vocês viram juntos uma quantidade de problemas e tristezas que jamais sonharam que veriam e sentiriam. Mas você ainda tem aquela garota... e ela conta mais do que todos os problemas do mundo e tristezas que possam ser vividas. Olhe para ela... anos e anos passaram... mas apesar da vida, muito não mudou. Pense sobre a fidelidade a você ao longo dos anos, apesar, você tem que reconhecer, das tuas falhas, fraquezas, defeitos... e tudo isso foi graça de Deus. Tua vida com ela é a expressão da misericórdia de Deus sobre você de muitas e variadas maneiras. Deixe o teu coração derreter de novo e de novo... e se glorie em Deus pelo plano eterno que é manifestado em teu casamento.

Teu casamento não é uma prisão... teu casamento, apesar do que afirma toda uma cultura a tua volta, que é voltada para o ego, não é uma sentença de morte – O casamento só é uma sentença de morte para o teu egoísmo. Teu casamento é uma fonte de alegria que flui da bondade e misericórdia de Deus. Que maravilha o plano de Deus no casamento, que cada dia mais visa a libertação do inferno do ego para um caminho de alegria que começa agora em nossa vida, e depois continua indefinidamente naquilo que ele representa na união de Cristo com sua igreja. Aqui essa alegria deve ser mais profunda e maior a medida que envelhecemos juntos e compartilhamos essa graça enquanto vivemos – esposa e esposo. A ordem não é só seguir adiante, é se alegrar: "Alegra-te com a mulher da tua mocidade."

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Fonte: Fides Reformata
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0 O cristianismo pós-moderno - 1/2

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Por Gene Edward Veith, Jr.


De muitas maneiras, a igreja não pode deixar de ser apanhada nas mudanças pós-modernas. Já vimos o quanto é altamente segmentada a sociedade pós-moderna, com diferentes grupos se fragmentando em suas próprias subculturas. O exemplo mais claro desse fenômeno pode estar na própria área dos conservadores. 

Os crentes hoje têm suas próprias escolas, suas próprias faculdades, suas próprias livrarias, sua própria indústria do entretenimento e sua própria mídia. Os pós-modernistas reivindicam que, como não pode haver um consenso universal, as pessoas que compartilham uma mesma linguagem e visão de mundo devem formar suas próprias comunidades auto-suficientes. E isso está realmente acontecendo no cristianismo contemporâneo. Os crentes que denunciam a subcultura cristã devem reconhecer que a alternativa poderá ser a extinção cultural. O cristianismo foi excomungado da cultura geral—sistematicamente excluído das escolas, do estabelecimento intelectual e da mídia. O estabelecimento de escolas, editoras, grupos de artes, radiodifusoras, empresas, etc. poderá ser uma das grandes realizações da igreja do século vinte e um. À medida que as pressões pós-modernistas se intensificam, ter instituições na direção oposta já colocadas poderá provar ser de valor incalculável para que os crentes possam apresentar uma resistência eficaz.


Os cristãos deverão aproveitar estas suas bases para incursões na cultura geral e para exercerem sua influência em todos os níveis. Certamente devem resistir à tentação de permanecer na segurança do “gueto cristão”. Contudo, poderão se ver aceitos só até certo ponto. Geralmente as pessoas não escolhem viver num gueto. Os guetos judeus e de negros eram meios de exclusão, e os crentes podem esperar ser excluídos de um mundo cada vez mais sem Deus. Os judeus do gueto de Varsóvia e os pretos de Harlem dos anos 20 foram barrados da corrente geral, mas isso não os impediu de ter uma vida cultural própria, vibrante e rica. Os crentes poderão aspirar o mesmo.


O problema não é os cristãos terem suas próprias instituições paralelas, mas que essas instituições costumam às vezes ser tão semelhantes às seculares. Surpreende a freqüência com que a mentalidade cultivada pela subcultura evangélica se assemelha à do pós-modernismo secular.


A rejeição pós-modernista da objetividade permeia a igreja evangélica. “Temos uma geração menos interessada em argumentos cerebrais, pensamento linear, sistemas teológicos”, observa Leith Anderson, “e mais interessada em encontros com o sobrenatural”.[116] Em consequência, as pessoas que vão à igreja funcionam num paradigma diferente de espiritualidade. “O velho paradigma ensinava que se você tivesse o ensino, a doutrina certa, você teria experiência de Deus. O novo paradigma diz que se você tiver a experiência de Deus, você terá a doutrina certa”.[117] Não só fica a doutrina objetiva minimizada em favor de uma experiência subjetiva; a experiência realmente se torna o critério para se avaliar a doutrina. 

Anderson, pastor de uma megaigreja e consultor de crescimento de igrejas, diz que os pastores precisarão de lidar cada vez mais com pessoas como o jovem que vimos antes que diz que crê na inerrância da Escritura, na teologia reformada, e na reencarnação. Dizer-lhe que crer na reencarnação é incoerente com crer na Bíblia poderá não lhe dizer quase nada. A nova geração (o pastor poderia ter dito a geração pós-modernista) simplesmente não raciocina em termos sistemáticos. O jovem gosta da Bíblia, de João Calvino, e de Shirley MacLaine. Cada um destes faz sentido para ele. Consegue conviver com as contradições.[118]

Essa tendência de deixar para o segundo plano a doutrina e o pensamento objetivo ajuda a explicar porque 53 por cento dos crentes evangélicos conseguem acreditar que não existem absolutos (comparado aos 66 por cento dos americanos em geral).[119] É claro que a tradição evangélica sempre cultivou as emoções e enfatizou uma religião experiencial, em oposição a mero “conhecimento mental”. Essa abertura a sentimentos pessoais e experiência constitui um ponto de contato com o pós-modernismo, que já foi adiante exagerando o papel da subjetividade até um ponto além de qualquer coisa que pudesse ser reconhecida por um “evangélico quente” do século dezenove.

De modo similar, os evangélicos vêm mostrando a tendência de enfatizar o papel da escolha na salvação. As pessoas são instigadas a fazer uma “decisão por Cristo”, um compromisso sempre descrito como função da vontade humana. Essa terminologia coaduna bem com a mentalidade pós-modernista, que entende religião e moralidade em termos de opção, não de verdade.

Quando os evangélicos se aprofundam em sua própria rica herança teológica, entretanto, encontram mais substância nessa “teologia da decisão” do que haviam percebido. Para Lutero, Calvino, Santo Agostinho e muitos outros teólogos bíblicos, a vontade humana está em servidão ao pecado, de maneira que nossas escolhas nos afastam de Deus. Na salvação nós não escolhemos Deus; ele nos escolhe. Não somos salvos por nossa vontade, mas pela graça de Deus que transforma nossa vontade pecaminosa pelo poder do Espírito Santo. Então, e somente então, é que se pode dizer que temos a liberdade da vontade e somos capacitados a “escolher Cristo”. Mesmo teólogos, tais como Armínio, Wesley e Aquinas, que criam que a vontade humana é livre e precisa cooperar no processo da salvação, não viam a salvação como pura opção autônoma.

O evangelicalismo, tendo talvez negligenciado sua teologia, parece atraente aos pós-modernistas, portanto, pelo seu emocionalismo quente e sua exaltação da escolha. Outras práticas que os evangélicos têm seguido durante anos (como estudos bíblicos e grupos de oração) de repente encontraram nova ressonância nos meios pós-modernistas (com seu gosto por grupos de apoio e o cultivo da identidade do grupo). Mas, embora as tradições do evangelicalismo possam ser boas maneiras de atrair os pós-modernistas para evangelizá-los, por vezes a conversão tem tomado a direção contrária.

Já vimos como o pós-modernismo é aberto à cultura popular e à franca comercialização. A arte, a política e as idéias—desligadas da realidade objetiva—são todas colocadas de modo a satisfazer o gosto do consumidor. A retórica e marketing em massa substituem a persuasão racional. O pós-modernismo incentiva a mentalidade de consumidor, sempre voltada para o que as pessoas apreciam e querem. Isso se extrapola à religião, como vimos. Quando a verdade deixa de ser fator, a pessoa escolhe sua religião como qualquer outro produto—eu gosto? Isso me dá o que quero?

Charles Colson conta o caso de uma igreja evangélica que decidiu que precisava crescer em número de membros. Primeiro o pastor encomendou uma pesquisa de mercado. Descobriu que muitas pessoas tinham uma restrição à palavra “Batista”. A igreja mudou de nome. A pesquisa mostrou que as pessoas queriam mais acesso, e por isso a igreja construiu outro prédio perto da rodovia. Essa tinha tetos com vigas aparentes, lareiras de pedra, e era sem cruzes ou outros símbolos religiosos que pudessem causar desconforto às pessoas. Então o pastor decidiu parar de usar linguagem teológica. “Se usarmos as palavras redimir ou converter vão pensar que estamos falando em títulos financeiros” Parou de pregar sobre inferno e maldição eterna e passou a tópicos mais positivos. E a igreja cresceu, cresceu muito. “Reina o espírito de colocar as pessoas acima da doutrina” falou efusivamente um membro. “A igreja aceita totalmente as pessoas como são, sem qualquer espécie de faça e não faça”.[120] Abandonando assim sua doutrina e sua autoridade moral, e ajustando seu ensino às exigências do mercado, a igreja embarcou numa peregrinação ao pós-modernismo. 

Em lugar da pregação que conduz à convicção do pecado e à salvação através da cruz de Jesus Cristo, as igrejas pregam a mensagem do “sinta-se bem” que visa consolar e alegrar as pessoas. Há quem descreva a cultura pós-modernista como uma “cultura terapeuta”, na qual o sentimento de bem-estar social, e não a verdade, é o valor controlador.[121] A igreja dos nossos dias também enfrenta a tentação de substituir pela teologia a terapia.

Visto como o pensamento pós-moderno se impacienta com as crenças espirituais transcendentes, o enfoque muda para o aqui e agora, para o que se sente e se toca. As pessoas têm pouco interesse no céu; querem a saúde e a prosperidade já. Como os pós-modernistas são orientados ao poder, serão atraídos a igrejas de poder que prometem milagres para resolver todos os problemas, força política, crescimento geométrico nos números, e um sucesso atrás do outro.[122] (Lutero estava pensando em algo semelhante quando contrastou a “teologia da glória” baseada no poder e orgulho, com a “teologia da cruz” baseada em nossa própria humilhação e o sofrimento de Jesus Cristo).[123]

Colson critica severamente as teologias da “religião do relax” e a capitulação à cultura popular do “McIgreja”. O consumismo na igreja, ele afirma, “dilui a mensagem, altera o caráter da igreja, perverte o evangelho, e desfaz a autoridade da igreja”.[124]

Ainda mais sério do que o consumismo da igreja (embora geralmente o acompanhe), a própria teologia evangélica em alguns lugares tem se rendido à ideologia pós-modernista. Essa nova teologia, conforme desenvolvida por teólogos acadêmicos e conforme evidenciada em inúmeras livrarias e púlpitos evangélicos, já foi descrita como uma megamudança que se desvia do protestantismo clássico para um entendimento completamente diferente (e essencialmente pós-modernista) do evangelho.[125]

A teologia da megamudança tenta amaciar as arestas duras da ortodoxia bíblica e acomodar os valores e mentalidade da sociedade contemporânea. Michael Horton explica a nova teologia através de uma série de contrastes:

Onde o cristianismo clássico frisa a transcendência de Deus e sua imutabilidde, onipotência e onisciência, o novo modelo frisa a imanência de Deus, que é dinâmico, é capaz de alteração, e está em parceria com sua criação. O cristianismo clássico vê toda a raça humana como implicada na Queda de Adão. Sendo assim, somos todos corrompidos e condenados. O pecado é uma condição. Mas o novo modelo nega a queda universal. Não somos culpados pelo pecado de Adão, exceto na medida em que seguimos o mau exemplo moral de Adão. O pecado é um ato.
O cristianismo clássico ensina que nosso problema é nossa condenação, que todos nos achamos debaixo da ira de Deus. O novo modelo ensina que nosso problema é essencialmente a ignorância—não sabemos o quanto Deus nos ama.
O cristianismo clássico nos ensina que não há salvação à parte da fé na obra expiatória de Jesus Cristo. O novo modelo ensina que muitos são salvos à parte da fé em Cristo, que o Espírito Santo pode trazer salvação mesmo a pessoas que não conhecem Cristo, o qual é apresentado menos como nosso sacrifício do que como nosso exemplo.
O cristianismo clássico ensina que nosso estado eterno é a imortalidade ou no céu ou no inferno. O novo modelo ensina que os maus são aniquilados, mas que a não ser isso, o céu estará aberto para todos.[126]

O novo modelo reflete diversos princípios pós-modernistas: pouca atenção a absolutos; falta de confiança em transcendência; preferência por “mudança dinâmica” sobre “verdade estática; o desejo de pluralismo religioso para que pessoas de outras culturas e religiões sejam salvas; atenção restrita à idéia da autoridade de Deus sobre nós; o espírito de tolerância, sentimentos calorosos, e a psicologia pop. Apesar de todos seus pensamentos bonitos, porém, a teologia da megamudança é uma facada que atinge a raiz de qualquer fé que se possa chamar de evangélica—a boa nova que Jesus Cristo morreu sobre a cruz para expiar a culpa de nossos pecados e oferecer-nos o dom gratuito da salvação. O próprio evangelho está em perigo.

Os teólogos dessa megamudança entendem a morte de Cristo na cruz como sendo a forma que Deus usou para nos mostrar o quanto nos ama. Por essa ótica, Cristo não expia nossos pecados, visto que nossos pecados nada mais são do que nossos atos individuais. Jesus não é nosso sacrifício; ao contrário, ele é nosso exemplo. Ele mostra como devemos amar uns aos outros. Sua morte na cruz nos faz ter pena dele, e quando reconhecemos o quanto ele sofreu, isso nos faz sentir o amor de Deus. Motiva-nos a mudar nossa vida e amar os outros.

O evangelismo, conforme esse modelo, não compreende proclamar o juízo de Deus contra os pecadores e sua oferta graciosa da salvação pela fé em Jesus Cristo. Pelo contrário, o evangelismo simplesmente instrui as pessoas sobre o quanto Deus as ama. Deus realmente não quer castigar ninguém; ele quer que todos se sintam bem sobre si mesmos, que vivam uma vida plena e sejam felizes. Aqueles que se afastam de Deus irão perder toda essa vida abundante, embora o Espírito Santo possa bem trazê-los ao Céu mesmo se nunca tiverem conhecido a Cristo.

Embora essa teologia transforme Deus num terapeuta caloroso e indistinto, é essencialmente um ensino de moralismo e desespero, enfocado em obras humanas. Seu otimismo facilitado não dá consolo a almas atormentadas e não inclui nenhuma provisão eficaz para o perdão do pecado. “Pois se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão!” insiste o livro de Gálatas (2:21), o qual avisa solenemente contra tentar agradar os homens criando algum outro evangelho (1:6-10).

Michael Horton, crítico penetrante dessa teologia pseudo-evangélica, elucidou bem essa inversão centrada no humano:

Antes, Deus existia para sua própria felicidade, mas o novo deus existe para a nossa. Em lugar de pecadores terem que ser justificados diante de um deus bom e santo, nós mesmos somos agora os bons que exigimos que Deus se justifique diante de nós. Por que deveríamos acreditar nele? Como crer nele me fará mais feliz e mais realizado do que crer em Karma ou no mais recente carro de trio elétrico ideológico?[127]

É simplesmente grotesca a arrogância e superficialidade daqueles que desejariam se chegar diante de Deus exigindo satisfação ao consumidor, tratando o Santo de Israel como se ele fosse uma mera escolha dentre muitas opções.

Horton olha de frente o fato de que a revelação de Deus poderá não ser aquilo que queremos ou gostamos:

Vejamos. Há muita coisa que encontramos na Bíblia de que não gostamos nem um pouquinho. Há muito na mensagem cristã que nos ofende. Deus deve existir para cuidar que eu receba o que quero; para que eu seja feliz. O papel da cruz é mostrar às pessoas o quanto Deus nos ama e quer que imitemos o amor e compaixão de Cristo. Está lá para levantar nossa estima própria e mostrar o quanto nós valemos. Mas como o inferno pode fazer as pessoas felizes? Como pode reformar as pessoas? É que justamente nesses nossos dias, parece que não estamos fazendo as perguntas que a Bíblia responde.
Segundo a Escritura a pergunta universal não é “Como posso eu ser feliz?” e sim “Como posso eu ser salvo?[128]

 [Continua nos próximos dias...]

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Notas:
[112] George Gallup, Jr., and Robert Bezilla, "U.S. Religious Composition Changes; Fervor Constant", Princeton Religion Research Center (1993), Religious News Service, em Reporter: News for Church Leaders, agosto 1993, 16. As estatísticas sobre americanos que afirmam ser cristãos são extraídas de uma pesquisa da Gallup citada por Charles Colson, The Body (Dallas: Word Publishing, 1992), 46.
[113] George Barna, The Barna Report: What Americans Believe (Ventura CA: Regal, 1991), 292-294. 3. Bill Hall, "Is the Church Growth Movement ReallyWorking?" em Power Religion: The Selling Out of the Evangelical Church, ed. Michael Horton (Chicago: Moody Press, 1992), 142-143.
[114] Ver a discussão de Colson sobre esse ponto, The Body, 31.
[115] Leith Anderson, A Church for the Twenty-First Century (Minneapolis: Bethany House, 1992), 20.
[116] Idem, 21.
[117] Leith Anderson deu esse exemplo numa oficina, "Facing the Future", na convenção da Evangelical Press Association, 12 maio 1993, St. Paul, MN.
[118] Barna, Barna Report, 83-85, 292-294.
[119] Colson, The Body, 43-44.
[120] Ver Roger Lundin, The Culture of Interpretation: Christian Faith and the Postmodern World (Grand Rapids,MI: Eerdmans, 1993), 5-6.
[121] Sobre as várias manifestações da mentalidade de poder na igreja, ver Michael Horton, ed., Power Religion: The Selling Out of the Evangelical Church (Chicago: Moody Press, 1992).
[122] Ver, por exemplo, Alister E. McGrath, Luther's Theology of the Cross (Oxford: Basil Blackwell, 1985).
[123] Colson, The Body, 44-47. O termo "hot-tub religion" vem de J. I. Packer.
[124] Ver Robert Brow, "The Evangelical Megashift", Christianity Today, 19 fevereiro 1990, 12-14.
[125] "Theology at a Glance", Modern Reformation, janeiro/fevereiro 1993, 33.
[126] Michael S. Horton, "How Wide Is God's Mercy" Modern Reformation, janeiro/fevereiro 1993, 8.
[127] Michael S. Horton, "What is theMegashift?" Modern Reformation, janeiro/fevereiro 1993, 1.
[128] Ernest Gellner, Postmodernism, Reason and Religion (London: Routledge, 1992), 96.

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1 Quando a graça de Deus nos fortalece

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Por Denis Monteiro


A história de Sansão é muito bela, ela mostra como a graça de Deus atua na vida do redimido pecador. O escritor de Juízes não omitiu em nenhum momento quem era realmente Sansão, ele foi um homem que não cumpriu com o seu voto e cada momento de sua vida sempre transgredia a Lei de Deus. O Rev. Valdeci enumera algumas de suas fraquezas: Sansão era imediatista, era iracundo e não sabia perder, era inconsequente e altamente vingativo.¹ 

Todas essas características dadas a Sansão mostram como ele claramente pecava, mas mesmo pecando, Deus sempre agia graciosamente na vida dele. 

A primeira menção da graça de Deus em sua vida foi Deus usar a fraqueza de Sansão para cumprir o Seu propósito. O texto de Juízes 14.4 nos mostra: Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isto vinha do Senhor; pois buscava ocasião contra os filisteus; porquanto naquele tempo os filisteus dominavam sobre Israel.” Versículos anteriores nos mostram que Sansão se apaixonou por uma filisteia, aliança proibida na Lei de Deus: “[não] te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria” (Dt 7.3,4); Porque, se de algum modo vos desviardes, e vos apegardes ao restante destas nações que ainda ficou entre vós, e com elas vos aparentardes, e vós a elas entrardes, e elas a vós, sabei certamente que o Senhor vosso Deus não continuará a expulsar estas nações de diante de vós, mas elas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos; até que pereçais desta boa terra que vos deu o Senhor vosso Deus” (Js 23.12,13). 

Estas passagens acima nos mostram claramente a proibição de Deus ao casamento misto, e a pergunta que nos surge é: Como Deus usa o pecado, uma transgressão à Sua Lei, para cumprir o Seu propósito? Primeiramente devemos entender que Deus controla todas as coisas, até mesmo as nossas ações pecaminosas (cf. Gn 45.5-8; 2Sm 17.14; 1Rs 12.15; Is 63.17), segundo, todas as vezes que a Escritura mostra Deus controlando as ações pecaminosas, o pecador nunca age contrário a vontade de Deus como que se o mesmo não quisesse pecar, até porque o pecado está no ser humano desde a sua concepção. Logo, mesmo sendo controlado por Deus, a vontade do pecador é sempre pecar. Portanto, todas as ações de Deus sempre foram para a Sua glória, mesmo que nós não consigamos entender plenamente, mas devemos ter em mente que “todas as coisas cooperam bem”. A soberania de Deus sobre as ações pecaminosas dos homens, como os textos acima nos mostram que podem ser consideradas como protótipos daquilo que viria sobre o Seu Único Filho, Jesus Cristo. Deus controlou as ações pecaminosas dos homens para que Cristo morresse na cruz e libertasse seu povo de seu pecado (Mt 1.21). 

Sendo assim, vemos a graça de Deus agindo por meio da fraqueza deste homem. Em meio a sua estupidez, Deus agiu graciosamente com ele para que o Seu plano O glorificasse. A graça de Deus nisso é que Deus usa não apenas como somos, mas também quem somos. A graça de Deus supera as nossas fraquezas. 

A graça de Deus é revelada não só no propósito do próprio Deus, mas nos sinais que Deus concede a Sansão. Em todas as ocasiões que Sansão estava em apuros, o Espirito do Senhor, de tal maneira, se apoderava dele para matar os seus inimigos (cf. Jz 14.6, 19; 15.14). Como por exemplo, no templo de Dagom, Sansão foi capturado pelos filisteus, teve seus olhos vazados e apresentados em espetáculo diante de todos como um troféu da vitória sobre Israel. Diante desta situação, Sansão clama a Deus e pede força “só desta vez” para que ele matasse os filisteus como vingança por apenas um olho (16.28), e Deus concedeu graça a Sansão, o qual abraçou as duas colunas do templo e fez força até que derrubasse toda a casa sobre os filisteus e sobre ele mesmo, e nesta noite, pela graça de Deus, Sansão matou mais filisteus do que em toda a sua vida (v.29,30).

Esses enchimentos com o Espirito Santo poderia ser padrão de seu ofício se Sansão permanecesse fiel a Deus, cumprindo, por exemplo, seu voto (Jz 13.5). Mas Deus, por sua graça, concedia esporadicamente Seu Espirito a este pecador para cumprir o Seu plano. Sendo assim, podemos ver por intermédio deste homem o que Deus poderia fazer realmente. Portanto, devemos deixar a nossa vida de pecado e encher-nos do Espirito Santo para que o nosso falar, o nosso lar e o nosso envolvimento com a sociedade seja guiado por intermédio da ação divina (Ef 5.18 – 6. 1-9). 

O que aprendemos com isso

Não são as nossas boas obras que nos aproximam de Deus, e nem nossas más obras que nos afastam de Deus. A concepção evangélica popular é de que Deus se afasta de seus filhos. Bom, não é isso que a história de Sansão nos mostra, pelo contrário, é nós que nos afastamos de Deus. Pois, Ele sabe que “somos pó” (Sl 103.14) e, além do mais, Deus provou seu amor para conosco enviando Seu Filho a morrer por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). Dessa forma o cristão deve recobrar o ânimo, pela história de Sansão, de que Deus é gracioso e que nos usa até por meio de nossas fragilidades. 

Mesmo que as nossas fraquezas não nos afaste de Deus, elas fazem com que Deus nos prive de receber (e desfrutar) a totalidade do que Deus tem preparado para nós. Mas o arrependimento é o caminho para que Deus aja em nós por meio de Sua graça, como mostrei acima quando Sansão estava no templo de Dagom. Portanto, mesmo que Deus opere em nós tanto o querer como o efetuar, nós temos que desenvolver a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12,13). 

Somente a graça de Deus tem o poder de transformar o pecador, esta graça fez com que tal juiz entrasse para a galeria dos “heróis da fé” (Hb 11.32). E é essa mesma graça é eficiente para triunfar sobre as maiores fraquezas dos servos de Deus em todas as épocas, usando a nossa fraqueza para atingir o propósito divino e superar essa fraqueza se arrependendo.

E tal graça é belamente cantada: 

          Maravilhosa graça, maior que o meu pecar
          Como poder cantá-la? Como hei de começar?
          Pois alivia a alma, e vivo em toda a calma
          Pela maravilhosa graça de Jesus

          Graça quão maravilhosa graça
          Como o firmamento é sem fim
          É maravilhosa, é tão grandiosa
          Tão sublime e doce para mim
          É maior que a minha vida inútil
          É maior que o meu pecado vil
          O nome de Jesus engrandecei e glória dai

          Maravilhosa graça, traz vida perenal
          Por Cristo perdoado, vou à mansão real
          Sei que hoje sou liberto, vivo de Deus bem perto
          Pela maravilhosa graça de Jesus

          Graça quão maravilhosa graça
          Como o firmamento, é sem fim
          É maravilhosa, é tão grandiosa
          Tão sublime e doce para mim
          É maior que a minha vida inútil
          É maior que o meu pecado vil
          O nome de Jesus engrandecei e glória dai 

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Nota:
SANTOS, Valdeci da Silva. O triunfo da graça na vida prática. São Paulo: Cultura Cristã, 2011. pp 89-93

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Fonte: Bereianos
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