16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia

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Como pastor, com o passar dos anos eu tive a minha cota de pessoas me abordando para saber se éramos uma igreja de “cortejo” ou de “namoro”. As pessoas invariavelmente me contavam que esse ou aquele modo era o “jeito bíblico”.

Com o passar do tempo, passei a desconfiar que a Bíblia não fala muito sobre como encontrar uma esposa, ou fala? Talvez você tenha visto essa lista circulando por aí na Internet, mas é válido revê-la porque ela defende um ponto muito importante. Então aqui está: as 16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia:

1) Encontre uma prisioneira de guerra e atraente, traga-a para casa, raspe sua cabeça, corte suas unhas, e dê a ela novas roupas. Então ela será sua. (Deut. 21:11-13)

2) “Ache” uma virgem que não está desposada a outro homem, e “conheça-a”, mas depois disso, pague ao pai dela uma quantia em dinheiro. Então ela será sua. (Deut. 22:28-29)

3) Encontre uma prostituta e case com ela. (Oseias 1:1-3)

4) Encontre um homem com sete filhas, e o impressione dando de beber ao seu rebanho. (Ex. 2:16-21)

5) Compre um pedaço de terra, e ganhe uma mulher como parte do acordo.- Boaz (Rute 4:5-10)

6) Vá a uma festa e se esconda. Quando as mulheres saírem para dançar, agarre uma e a leve para ser sua mulher. - Benjamitas (Juízes 21:19-25)

7) Deus cria uma esposa para você enquanto você dorme. Nota: isso lhe custará uma costela. - Adão (Gen. 2:19-24)

8) Concorde em trabalhar por sete anos em troca da mão de uma mulher. Seja enganado casando com a mulher errada. Então trabalhe outros sete anos pela mulher que você desejava casar em primeiro lugar. Isso mesmo! Quatorze anos de trabalho duro por uma esposa. - Jacó (Gen. 29:15-30)

9) Corte 200 prepúcios dos inimigos do seu futuro sogro e receba a filha dele por esposa. - Davi (1 Sam. 18:27)

10) Mesmo que não exista mais ninguém no mundo. Ande sem rumo por aí e você com certeza encontrará alguém. - Caim (Gen. 4:16-17)

11) Torne-se o imperador de uma grande nação e realize um concurso de beleza. Xerxes ou Assuero (Ester 2:3-4)

12) Quando você ver alguém que goste, vá para casa e conte aos seus pais, “Eu vi uma mulher; agora vai e pegue ela para mim.” Se seus pais questionarem sua decisão, simplesmente diga, “Pegue-a para mim. Ela é a única certa para mim.” - Sansão (Juízes 14:1-3)

13) Mate um homem casado e tome a esposa dele para si. (Prepare-se para perder quatro filhos por conta disso.) - Davi (2 Sam. 11)

14) Espere que seu irmão morra. Tome a viúva dele. (Não é só uma boa ideia, é a lei!) - Onã e Boaz (Deut. ou Lev., exemplo em Rute)

15) Não seja frescurento. Busque qualidade com quantidade. - Salomão (1 Reis 11:1-3)

16) Uma esposa? - Paulo (1 Coríntios 7)

Obviamente, essa lista foi escrita com humor em mente, e algumas dessas “maneiras” não são prescritivas, mas descrições de maneiras pecaminosas que o povo de Deus conduziu a si mesmo no passado - Eles não são bons exemplos. Mas ela foi escrita para demonstrar um ponto importante - as pessoas frequentemente querem que a Bíblia diga certas coisas, por exemplo: como encontrar um cônjuge e casar, todavia ignoram porções da Escritura que não se encaixam ao seu paradigma de busca. A Bíblia tem muito mais a dizer sobre casamento arranjado do que, por exemplo, tem a dizer sobre “cortejo” ou namoro. Então, como devemos proceder?

Nós temos que perceber que a Bíblia não fala de todos os assuntos que enfrentaremos na vida. Pergunte a Salomão, ele teve que usar de sabedoria quando duas prostitutas vieram a seu encontro alegando serem a mãe de uma criança. Nós devemos seguir as coisas que Deus nos deu. Em todos os relacionamentos, nós temos a obrigação de exercitar os frutos do Espírito e não maltratar alguém, isso é verdade para cônjuges em potencial. Temos também o claro mandamento bíblico que cristãos são livres para casar com qualquer pessoas que ele ou ela escolham, desde de que esses pretendentes “estejam no Senhor” (1 Co 7.39). No final, escolher uma cônjuge requer sabedoria.

A Bíblia não nos dá modos específicos de como encontrar um parceiro. Alguns são apresentados por meio da família ou amigos. Outros podem cultivar uma relação por meio de cartas (ou, como estamos mais familiarizados, por e-mails ou outras mídias sociais). Em algumas culturas, a ideia de namoro é algo mal visto. Uma vez me deparei com um colega de faculdade; ele estava se preparando para o ministério no Japão. Ele lia compenetradamente um arquivo; parecia uma ficha profissional. Por curiosidade, perguntei a ele o que ele lia. Ele me respondeu que era um arquivo de uma moça que o pai dele tinha enviado. Sua família, às cegas (com exceção de algumas fotos que acompanhavam o arquivo) estavam arranjando seu casamento. Eu estava chocado, nunca tinha passado por minha mente que cristãos piedosos não fazem tudo da mesma maneira. (Só porque Americanos e crentes agem de uma forma, não significa que é bíblica ou é a única que funciona.)

O maior ponto doutrinário aqui é que na busca por um cônjuge, devemos ter em mente duas coisas: (1) A vontade revelada de Deus em sua lei moral não deve ser infringida por palavras, pensamentos e atos nossos e (2) A liberdade cristã - onde Deus falou, somos limitados a isso, mas onde ele não falou, temos liberdade. Não somos limitados por ordenanças humanas. Isso significa que cristãos piedosos podem divergir em como vivem, mas isso não faz com que esse ou aquele seja mais santo que outro porque ela namora e não “faz corte”.

Nós também devemos notar que em sua história, a igreja nunca lidou com o assunto em seus credos ou confissões sobre como encontrar uma esposa(o). Isso nos mostra que é um assunto em que temos liberdade e ,no final, devemos confiar na graça de Deus, sua sabedoria, orarmos e receber conselhos piedosos no lugar de fazer reivindicações que a Palavra de Deus nunca fez.

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Sobre o autor: Dr. Fesko é um decano acadêmico e professor do Systematic and Historical Theology at Westminster Seminary California. Também é um ministro ordenado pela Orthodox Presbyterian Church.
Fonte: Westminster Seminary California
Tradução: Vitor Barbosa Fróes Souza
Divulgação: Bereianos
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Ética cristã e sua importância

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Falar sobre ética, inicialmente, nos parece uma tarefa difícil, por conta de sua grande abrangência e aparente complexidade. Apesar da enorme importância que a mesma exerce (ou pelo menos deveria exercer) na vida individual e comunitária, pouco ou quase nada se têm pensado ou discutido sobre o tema, seja por negligência ou ainda por medo de ofender alguém que, a princípio, já tenha uma opinião formada sobre como as coisas deveriam ser.

No meio evangélico não é diferente. É comum pensarmos que basta sabermos os dez mandamentos (Ex 20.1-17), e que eles de per si serão suficientes para termos uma perspectiva capaz de dar-nos condições de dirimir as mais diversas situações-problemas que se levantam na nossa caminhada cristã. É também verdade que eles são ordenanças dadas à nós pelo Deus Trino, mas não são as únicas, como constatamos, v.g., no Sl 15, Lv 19.18, Sl 24.4, Is 33.15, Mt 5-7, dentre outros.

Somos salvos pela fé, e não pelas obras (que podem ser pensamentos, palavras, sentimentos, ações e omissões), mas são as boas obras que testificam a veracidade, qualidade e o tamanho da minha fé (Tg 2.18), e não sendo qualquer tipo de obras, que podem nascer das mais diferentes crenças que um indivíduo pode ter e carregar, como fruto de seu desenvolvimento sócio-educativo e cultural (inclusive as decorrentes de tradições enviesadas, legalistas ou antinomistas, transmitidas por algumas igrejas, muitas das vezes por conta de uma péssima interpretação bíblica, sendo outras já pelo mau-caratismo de seus líderes), mas sim aquelas que estão prescritas na Bíblia e deixadas ao povo da aliança a fim de que, por meio da práxis delas, Deus seja glorificado da maneira que O agrada, e não da maneira que “gostamos” e/ou entendemos ser o correto e que está à parte das escrituras.

Para praticar estas obras é necessário estarmos aptos a tomarmos decisões que estejam conforme a “mente de Cristo “ (1Co 2.16), sendo imprescindível a ajuda da ética cristã, que busca o quê é moralmente certo ou errado para o cristão, ainda mais tendo em vista a complexidade do mundo contemporâneo globalizado e altamente tecnológico, que nos impõe inéditos e complicados desafios quanto a forma de procedermos por decorrência dos novos problemas apresentados, e que levantam questões sobre “o quê é ser bom?” e quais coisas boas são moralmente desejáveis.

A Ética é importante por que enfrentamos problemas morais todos os dias, muitos dos quais estão no centro das questões mais importantes da vida (ex.: política), sem contar a grande diversidade dessas questões. Cito alguns exemplos: aborto; divórcio; adultério; pena de morte; ética sexual; jogos de azar e ganância; guerra e paz; alcoolismo e drogas; meio ambiente; desobediência civil; meios de comunicação, entretenimento e pornografia; na legislação da moralidade;  no cuidado dos pobres, oprimidos e órfãos; direitos dos animais e fazendas industriais; riquezas, posses e economia; tecnologias genéticas e clonagem humana; suicídio medicamente assistido e eutanásia; coabitação e fornicação; homossexualidade; racismo e direitos humanos; tecnologias reprodutivas; etc.

Lembremos que há ainda uma diferença entre ética e moral. Sumariamente, a moralidade nos diz o quê é certo e errado e a ética nos dá o processo de como podemos chegar a esta conclusão. A última, na prática, é tão ou mais importante que a primeira.

Vale citar Scott B. Rae (p. 15):

“...A maioria das pessoas tem alguma noção de que tipos de coisas são certas ou erradas. Contudo, explicar por que você pensa que algo é certo ou errado ou se determinada pessoa é boa ou má é uma questão completamente diferente. A base sobre a qual você faz escolhas morais é geralmente tão importante quanto as próprias escolhas em si...”

Os humanistas dirão que a ética e a moral são construtos humanos, contudo, não cremos assim. O cristão crê que há uma fonte transcendente, um legislador moral, que se revelou a um povo escolhido e determinou-lhes como deveriam andar na sua presença.

É verdade que muitas pessoas nunca professaram serem cristãs, e ainda assim possuem uma vida moral invejável. Contudo, isso se dá por conta do quê chamamos na teologia de “graça comum”, em que Deus, por sua infinita misericórdia, concede à todas as pessoas uma porção de seus atributos comunicáveis, como a bondade, a verdade e a misericórdia, mesmo se essas pessoas deliberadamente O rejeitam nesta vida.

Como cristãos, devemos estar preparados para aconselhar os incrédulos, uma vez que se observa um aumento crescente do interesse das pessoas pela ética, por conta da preocupação em relação ao deterioramento moral na sociedade, do surgimento de questões tecnológicas complexas (ex.: utilização de tecidos de fetos humanos para o tratamento de certas doenças) e pelo aparecimento de uma grande quantidade de escândalos. 

Se realmente amamos a Deus de todo nosso coração e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.34-40), e se realmente somos o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mt 5.13-14), temos que estar aptos não apenas a tomar decisões éticas cristãs, mas também de obedecermos a ordenança de responder as indagações sobre a razão da nossa fé (1Pe 3.15), que talvez possa vir de um cristão neófito na mesma, ou até mesmo de um irmão que, apesar de já professar a fé verdadeira há muitos anos, ser ainda fraco nesta por não desejar o genuíno leite espiritual (1Pe 2.2), sem falar no descrente (ateu ou que professa uma falsa religião). Por fim, a exigência dessa tarefa é ainda maior aos pastores, pais (ou responsáveis) e mestres da igreja, que terão que prestar contas no dia do juízo sobre o tipo de cuidado que tiveram em relação àqueles a quem o Senhor da Igreja os confiou.

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Autor: Cláudio da Costa Leão
Divulgação: Bereianos
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Confessionalidade madura também se expressa através de submissão e coerência

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Recentemente vi um vídeo do trecho de uma palestra a respeito de como viver uma confessionalidade madura. Esse tipo de discussão é deveras importante, uma vez que há alguns anos o assunto da confessionalidade era quase que completamente ignorado em nosso meio. Aliado a isso está o fato de que há muitos jovens que, nas redes sociais, discorrem sobre o assunto de modo beligerante e sem qualquer caridade pelas pessoas que pensam de modo distinto.

A minha questão aqui gira em torno de algumas afirmações feitas na palestra, que, possivelmente até de modo inadvertido, esvaziem a autoridade das confissões reformadas de modo geral e, especificamente, dos Padrões de Westminster, símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, aos quais nós, ministros presbiterianos, juramos submissão.

Coringa e “A Faca Entrou”: a perigosa atenuação da culpa

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A obra mais falada do cinema nos últimos dias é “Coringa” (Joker). O filme, aguardado com muita expectativa, traz um Joaquin Phoenix candidato ao posto de melhor ator do ano, tenha ou não o reconhecimento da Academia (entenda aqui ganhar o Oscar). E na minha humilde opinião, se o que ele ou outro ator tivesse entregado na atuação, ficasse abaixo do que vemos na tela, talvez o filme nem fosse tão aclamado como vem sendo.

O trabalho do diretor não é ruim. O roteiro é que deixou algumas coisas a desejar. Apesar de dois excelentes plot twists (uma mudança radical e surpreendente da narrativa), o fato do Coringa ter sido planificado como personagem me desagradou. Explico: Personagens planas e esféricas são uma denominação cunhada por E.M. Forster, retiradas da obra Aspectos do Romance. Ao meu ver, o Coringa da mais recente versão cinematográfica é uma personagem plana, unilateral. Arthur Fleck, a pessoa que se torna o arqui-inimigo do Batman, é alguém que apresenta uma inocência e uma fragilidade que nos faz ter muita simpatia por ele. Em boa parte da película vemos o homem com problemas mentais querendo encontrar o seu lugar no mundo. Querendo ser notado. Querendo ser amado. Mas a notabilidade e o amor não vem. O que Arthur Fleck acumula é fracasso, desdém, sofrimento, abandono, traição. Pobre Arthur…

O Coringa interpretado por Phoenix é mais vítima do que vilão. Isso me incomodou. Basicamente o que vemos em cena é que a resposta de Arthur Fleck para todo o mal que sofreu e absorveu é a violência. Justificada por uma vida de constantes abusos, a aparição do Coringa deixa a personagem sem sua vilania clássica. Ora, o Coringa é um psicopata, alguém mal que no universo dos quadrinhos cometeu inúmeras atrocidades. Faltou a este Coringa do cinema ser mais esférico (ainda usando E.M. Forster). Ele até poderia sofrer, ele até poderia ter seus traumas. Mas faltou um indicativo de pura maldade. Alguma coisa que mostrasse que mesmo com os fatores externos, havia algo de perverso em Arthur manifesto desde muito cedo. Nem que fosse arrancar a cabeça de uns bonecos.

Algumas pessoas vão me dizer que todo o enredo está sendo contado na ótica do próprio Coringa. Portanto, nem toda aquela narrativa significa ser verdadeira. Contraponho argumentando que esta é uma interpretação alternativa. O roteiro do filme não traz uma narrativa em primeira pessoa. Ele apresenta a estória. Ele apresenta a origem do vilão. Há, no mínimo, uma dubiedade de intenção ou de interpretação. Só que o que é apresentado na tela é o que o público médio vai entender: Coringa foi uma resposta da vilania social. Gothan, aqui funcionando mais como uma personagem do que como cenário, forjou Arthur.

Vi e ouvi inúmeras pessoas comentando exatamente o que coloquei acima. As pessoas saíram do cinema colocando a responsabilidade do Arthur ter virado o Coringa em tudo e em todos: na sociedade, na mãe, no Thomas Wayne, no apresentador do Talk Show (De Niro está ótimo aqui, por sinal), menos responsabilizando o próprio protagonista pelas suas ações. E aqui eu gostaria de usar a contribuição do Theodore Dalrymple para destacar o como que isto é problemático.

Dalrymple é o pseudônimo de Anthony Daniels. Hoje um aclamado e respeitado ensaísta britânico, mas que é médico psiquiatra de formação e a exerceu por muitos anos. Um dos seus livros mais recentes lançados em português é “A Faca Entrou” (É Realizações, 2018), recheado de histórias reais de assassinos conhecidos por Dalrymple quando ele atuava como clínico geral e psiquiatra numa penitenciária. O título da obra é explicado da seguinte maneira pelo seu autor:

No entanto observei um fenômeno peculiar na penitenciária onde comecei a trabalhar vinte anos atrás — o uso da voz passiva pelos prisioneiros como forma de se distanciar das próprias decisões e persuadir os outros da falta de responsabilidade por suas ações. A princípio, notei o fenômeno ao falar com assassinos que tinham esfaqueado alguém até a morte e, invariavelmente diziam “a faca entrou”, como se a faca tivesse guiado a mão em vez da mão guiar a faca. Um assassino desses pode ter cruzado a cidade levando a faca consigo para confrontar a exata pessoa de quem guardava um sério rancor. Ainda assim, foi a faca que entrou.

O livro do Darlrymple expõe a negação da culpa e a transferência de responsabilidade para fatores externos. Isso tem sido uma mudança de paradigma que vem levando a sociedade a acomodação da violência e contribuído para uma disfuncionalidade que espanta aqueles que dela se apercebem. Uma vida sofrida ou regada por humilhações não dão um aval para crimes serem cometidos. Falando sobre os prisioneiros com quem trabalhou, Darlrymple assume que, em sua maioria, eles “tiveram infâncias terríveis, cheias de crueldade e negligencia”. Só que não existe uma conexão simples ou inescapável que nos faça afirmar categoricamente que uma coisa está ligada a outra. “Em outras palavras, eles decidiram fazer o que fizeram”.

Tornar o sofrimento, os abusos ou as negligências como causas que servem de gatilhos para atos criminosos e/ou violentos é coisa de quem enxerga “lógica no assalto” (Não pegou a referência? Clica aqui). É sandice! Não queria entrar no mérito de jogar o roteiro do filme para ideologia A ou B, pois, de fato, não acredito que o filme tenha abraçado uma ideologia. Mas não dá para negar que há uma enorme fatia no pensamento progressista que gosta de usar desse tipo de atenuante para respaldar atos que para muitos são injustificáveis. Coringa se torna celebrado em Gothan. As pessoas o exaltam. Alguém que era para ser visto como vilão é visto por uns como uma espécie de herói dos desvalidos. Insano? Muito. Só que o que potencializa a insanidade é quando admitimos que ela é real. Quem não viu uma parcela da sociedade celebrar o ato e a pessoa do Adélio Bispo, o homem que tentou matar, o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro? O mesmo foi de herói de um grupo a alguém que não poderia responder por seus atos, tido posteriormente como mentalmente incapaz (Biruta, no polular).

Coringa, ou melhor, Arthur Fleck, tinha problemas mentais, como dito. No filme não fica muito claro qual ou quais, mas sabe-se que ele possuía. Seria o transtorno mental um atenuador para os futuros crimes cometidos? Ao responder ao advogado de defesa de uma mulher acusada de assassinato, e que fora diagnosticada com um certo distúrbio de personalidade, se aquele distúrbio não deveria atenuar a culpa da acusada, Darlrymple nos conta que deu a seguinte resposta: “O senhor está cometendo um erro de lógica. Um homem com câncer no pulmão tem a doença porque fuma; um homem que fuma não tem necessariamente câncer no pulmão”.

Na Sagrada Escritura, aprendemos que o homem é um ser caído. O pecado é uma realidade que afeta a totalidade do ser humano. Jesus nos diz que é do coração que “procedem os maus intentos, homicídios, adultérios, imoralidades, roubos, falsos testemunhos, calúnias, blasfêmias” (Mateus 5.19). Só que a própria Escritura também nos diz que o homem é responsabilizado por seus atos. A narrativa do primeiro homicídio é conhecida, Caim mata seu irmão Abel por inveja. Todavia, antes de cometer tal brutalidade, ele havia sido exortado: “Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? E por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. (Gênesis 4.6 e 7).

Caim está para Coringa assim como José está para Bruce Wayne. A história de José narra um dos dramas familiares mais conhecidos do conteúdo bíblico (Começa em Gênesis 37). Sofreu bastante e foi capaz de responder de maneira diferente ao que muitos justificariam como sendo uma vingança compreensível. Já o Bruce Wayne, o Batman, sofreu ao ver seus pais morrendo diante de seus olhos — assassinados à sangue frio. Cercado de dinheiro, estava sem sua família. Uma criança sozinha no mundo. O Batman não sucumbiu a vilania “justificável”. Não é mesmo?

Sei que o Batman junto com José do Egito e o Theodore Darlrymple formaram um grupo bem mais estranho do que os componentes da Liga da Justiça e similares. Mas espero que eles lhe ajudem a ver o que eu vi e tenham clareado o meu argumento. Se você ainda não assistiu ao Coringa, assista. O filme pode até não ser tudo isso que falam, no entanto, é um bom filme e lhe fará pensar em muitas coisas. Vale ressaltar que todo e qualquer disparate deste texto (da minha análise como “crítico de cinema de araque”) é de minha inteira responsabilidade.

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Autor: Pr. Thiago Oliveira
Divulgação: Bereianos
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Resposta a Magno Paganelli, sobre “de quem é a Terra Santa”?

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Um pastor evangélico chamado Magno Paganelli escreveu uma crítica à tréplica que escrevi a Colin Chapman, a propósito de seu livro “De quem é a terra santa”.

O autor gasta dois parágrafos para se apresentar e parece muito preocupado em se mostrar como um especialista na área, falando de suas credenciais acadêmicas. Mas, em praticamente todos parágrafos de seu texto, há meias-verdades, erros, distorções, invencionices e imposturas.

Sobre a existência de um país chamado “Palestina”, Paganelli na verdade não respondeu a nenhuma das perguntas que fiz em minha tréplica. Para simplificar: ele poderia informar quando e onde existiu um país árabe chamado Palestina, e quais eram suas fronteiras e sua bandeira antes de 1948? E por que a Jordânia dominou a Cisjordânia e metade de Jerusalém durante 19 anos (1948-1967) e não fundou na época um estado palestino?

E para aqueles que, como Paganelli, estão prontos a descartar rapidamente acusações de judeofobia e antissemitismo por parte dos árabes é bom lembrar a declaração de Ismail Haniyeh, o “primeiro ministro” do Hamas, em comício em Gaza, na presença de 250 mil pessoas, em 2007: “Nós nunca reconheceremos Israel”. O líder do Hamas, Khalid Mashal, acrescentou: “Nós nunca vamos desistir de uma polegada da Palestina”.

Paganelli afirma que o Corpo de Mulas de Sião era um grupo terrorista. Tal afirmação é falsa. Este corpo foi criado em 1915 (e não em 1920, como ele erroneamente afirma), e seu comandante foi o tenente-coronel John Henry Patterson. É considerada a primeira unidade militar israelense, precursora da Legião Judaica, e foi parte da Força Expedicionária Mediterrânea, combatendo na campanha de Galípoli, contra o Império Otomano, de abril de 1915 a janeiro de 1916. A Legião Judaica, criada em 1917 como parte da Força Expedicionária Egípcia, lutou nas batalhas do Vale do Jordão e do Megido, em junho e setembro de 1918, ajudando os ingleses a derrotar os otomanos e alemães. A Legião Judaica foi desmobilizada em 1921.

Paganelli também afirma, erroneamente, que a Haganah (criada em 1920) teria suas origens no Corpo de Mulas de Sião, e seria uma organização terrorista – logo, as Forças de Defesa de Israel (criadas em 1948) teriam sua origem num suposto grupo terrorista. Na verdade, diferente do que ele afirma, a Haganah teve como precursora a Hashomer (fundada em 1909), cuja antecessora havia sido outro grupo de autodefesa, a Bar Giora (fundada em 1907). E Paganelli parece desconhecer que os grupos paramilitares Irgun (criado em 1931) e Lehi (criado em 1940) foram dissidências da Haganah (a título de comparação, a Haganah tinha 20 a 30 mil membros; o Lehi cerca de 300 a 500 membros).

Sobre a horrível explosão do quartel-general do Mandato Britânico da Palestina/Comando da Palestina, no Hotel King David, em 22 de julho de 1946, ele ignora que o Irgun fez várias ligações avisando do ataque, mas os britânicos não as levaram a sério. 91 pessoas foram mortas no ataque, inclusive 17 judeus. A Agência Judaica condenou o que chamou de “crime covarde” perpetrado por um “grupo criminoso”. Após o ocorrido, o Irgun e o Lehi romperam um acordo de cooperação com a Haganah e passaram a atuar separadamente.

Paganelli afirma que Vladimir Jabotinsky, um judeu russo, foi “um ex-terrorista soviético”, mais uma afirmação que não corresponde aos fatos. Jabotinsky, veterano do Corpo de Mulas de Sião e da Legião Judaica, era um firme anti-comunista, e chegou a escrever sobre o comunismo da União Soviética: “Um regime totalitário [que] deve ser mais insuportável para os judeus do que para qualquer outro povo, pois nenhuma outra raça disputou até agora o título dos judeus de primazia em matéria de individualidade e rebeldia”.

Como parece que Paganelli leu meu texto com óbvia má vontade, ele desconhece que Chapman – cujo livro ele não leu – acusa genérica e coletivamente os judeus pelos ataques a Balad al-Shaykh e Deir Yassin. O que fiz foi destacar que estes ataques não foram ataques realizados por todos os judeus, mas por dois grupos paramilitares judaicos, no contexto da luta de Israel por sua independência, em 1948.

Paganelli escreve que afirmar que Israel é uma democracia é “velho mito”, “propaganda enganosa” e “falácia”. Mas no Democracy Index 2018, do The Economist, o Estado de Israel é listado em 30º lugar. Já o Líbano, que ele supõe ser uma democracia exemplar, se encontra em 106º lugar. A Palestina está em 109º e o Egito, elogiado por ele, encontra-se em 127º lugar.

Paganelli ignora que os cristãos egípcios sofrem discriminação e violência que não ocorre em lugar algum em Israel. Desde 2011, centenas de coptas foram assassinados e várias igrejas foram destruídas por muçulmanos. Enquanto isso, em Israel, no vilarejo de Jish, os cristãos arameus estão revivendo a língua aramaica com o apoio da suprema corte de Israel.

E quanto aos cristãos palestinos, que são apenas 2,5% da população palestina (em 1922 eram 9,5%), a causa de seu êxodo não seria apenas o conflito entre Israel e os árabes, mas também a perseguição do Hamas e da Autoridade Palestina. Enquanto isso, os cristãos árabes que vivem em Israel estão entre as pessoas mais cultas no país.

Paganelli afirma que “há estatísticas que dão conta de que mais de 95% do partido comunista soviético chegou a ser formado por judeus”, simplesmente repetindo as mentiras e fantasias propagadas no infame texto antissemita “Os Protocolos dos Sábios de Sião”.

Por fim, num trecho surpreendente, vindo de alguém que se apresenta como especialista na área, Paganelli afirma que “antes de ser aliado dos Estados Unidos (na Guerra de 1967, p. ex.), Israel era aliado da União Soviética e de lá comprava armas, assim como o Egito de Nasser”. 
Imagem: print do blog de Magno Paganelli

Eu gostaria de saber do autor em que fábricas na União Soviética foram construídas as aeronaves Avia S-199 Mezek, Supermarine Spitfire, De Havilland Mosquito, Gloster Meteor, Boeing B-17 Flying Fortress, North American AT-6 Texan, North American P-51 Mustang, Dassault Ouragan e Dassault Mystére?


E em que fábricas da União Soviética foram construídos os carros de combate M-3, M-1, M-50 e M-51 (conhecidas por norte-americanos e britânicos como tanques Sherman), Hotchkiss H39 e AMX-13, os veículos blindados Bren Carrier e M3 Half-track e o automóvel Jeep Willys?

Para aqueles não familiarizados com história militar, entre a Guerra de Independência, em 1948, e a Crise de Suez, em 1956, as forças armadas de Israel receberam equipamento tcheco, inglês, americano e francês, contrabandeado por meio da Tchecoslováquia e, depois, comprado nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Suécia. E, na Crise de Suez, Estados Unidos e União Soviética ficaram ao lado do Egito, contra Israel, França e Inglaterra.

De onde Paganelli tirou a informação de que nessa época “Israel era aliado da União Soviética e de lá comprava armas, assim como o Egito”?

Se tal opinião inédita é verdadeira, é o furo historiográfico do século! 

Livros serão reescritos!

Fábricas como a Boeing, a North American, a De Havilland e a Dassault eram da União Soviética!

Que revelação espantosa!

As Forças de Defesa de Israel não sabiam que usavam equipamento da União Soviética!

Uma miragem no deserto!

É bom lembrar que 3.500 voluntários judeus e cristãos de 43 países lutaram ao lado de Israel na Guerra de Independência, em 1948. Destes, 1.000 vieram dos Estados Unidos, 1.000 do Reino Unido, 500 da África do Sul, 500 do Canadá e 30 da Finlândia. Estes foram chamados de Mahal, um acrônimo de “voluntários do exterior”. 123 Mahalniks foram mortos em combate.

Pelo menos, em seu texto Paganelli deixou bem clara sua posição. Só faltou ele afirmar (como ironizou meu amigo, o rabi Yehuda Hochman) “que o Rabino chefe das Forças de Defesa de Israel prepara os pães ázimos da Páscoa com sangue de crianças palestinas”.

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
Anita Shapira, Israel: uma história (Rio de Janeiro/São Paulo: Paz & Terra, 2018).
Benny Morris, Um Estado, dois Estados: soluções para o conflito Israel-Palestina (São Paulo: Sêfer, 2014).
Shlomo Aloni, Arab-Israeli Air Wars 1947-1982 (Botley: Osprey, 2001).
John Laffin, The Israeli Army in The Middle East Wars 1948-73 (London: Osprey, 1982).
Samuel Katz, Israeli Elite Units Since 1948 (London: Osprey, 1988).

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Autor: Pr. Franklin Ferreira
Divulgação: Bereianos
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O Que Podemos Aprender com a Teologia da Aliança?

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Ao estudar as alianças bíblicas podemos nos enveredar pelos caminhos da história de Israel ou dos elementos escatológicos por trás das profecias. Esses dois pontos explicam o contexto das alianças e sua finalidade, mas não esgotam o tema. Estudar a teologia da aliança é estudar o relacionamento de Deus com seu povo; como o soberano Criador se comunica e quais são os seus planos para os seus filhos. A doutrina do pacto é um dos tesouros da teologia reformada, por isso vou tratar daquilo que podemos aprender com a teologia da aliança. Este será o primeiro passo de nossos estudos.

Aprendemos o que é de fato uma aliança

A grande narrativa bíblica nos diz sobre como Deus criou um povo para si, o redimiu da morte e estabeleceu um reino para que pudesse habitar no meio desse povo. Como podemos ter clareza disso ao ler a Bíblia? A teologia da aliança é a resposta. Deus fez uma aliança, um pacto, com aqueles que elegeu para si. Esse tratado permeia todo o cânon e nos faz refletir sobre a natureza do Senhor e a maneira como ele se revela.

Resposta do Rev. Ageu Magalhães ao Pr. Silas Malafaia

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Neste vídeo o Rev. Ageu Magalhães refuta biblicamente o Pastor Silas Malafaia, referente ao vídeo que Silas divulgou criticando os calvinistas e a doutrina bíblica da predestinação. Assista:



Último vídeo, gravado em resposta ao 3º vídeo de Silas Malafaia:


Irmãos, acabo de assistir ao terceiro vídeo do Silas Malafaia. Muitos me pediram para fazer um novo vídeo respondendo aos ataques, mas não vou fazê-lo pelas seguintes razões:


1. Silas apenas repetiu os ataques dos vídeos anteriores. Nada de novo. Os mesmos ataques.

2. A Bíblia nos ensina que “é necessário que o servo do Senhor não viva a contender” (2Tm 2.24). Eu não vou passar o resto da vida respondendo a ele. Deus me deu outras responsabilidades.

3. Eu tinha esperanças (e orei por isso) para que os meus vídeos, de alguma forma, o fizessem rever sua linguagem e sua postura. Mas não aconteceu, infelizmente.

4. Os argumentos que refutaram os ataques dele quanto à doutrina bíblica da Predestinação estão disponíveis na rede e podem ser vistos pelos que têm dúvidas aqui:


Enfim, é triste ver alguém que acaba “representando” o povo evangélico perante a mídia, mas não se parece com nosso Senhor Jesus Cristo. Infelizmente, ele não muda o tom, a ironia, o sarcasmo e o jeito debochado de atacar.

Que Deus tenha misericórdia dele e abra os olhos daqueles que o seguem: Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca. Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins. A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz. Tiago 3.13-18. Que Deus abençoe a todos.

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Autor: Rev. Ageu Magalhães
Fonte: Página oficial do autor no Facebook
Divulgação: Bereianos
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Falsos Mestres, um “Câncer” Dentro da Igreja

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Zelo espiritual é uma qualidade indispensável ao verdadeiro pregador da Palavra de Deus. No entanto, esse mesmo zelo tem sido usado por falsos mestres moralistas e farisaicos com fins espúrios. É por isso que os falsos líderes são tão amados e admirados. Eles exercem suas funções eclesiásticas levantando a bandeira do zelo pelas coisas sagradas, quando na verdade, são lobos vorazes em pele de cordeiros. 

Sábado e o Pentecostes

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Uma coisa que muitas vezes nos escapa na narrativa de Atos sobre o derramamento do Espírito Santo é que isso aconteceu em um domingo. Pentecostes era um sábado celebrado em uma santa convocação no primeiro dia da Semana. Lembrando que o termo Shabbath, traduzido muitas vezes por sábado, significa descanso. Em Lv 23.15-22 encontramos a instituição da festa das semanas ou pentecostes (cf. Dt 16.9-12). Os judeus precisariam contar sete sábados (sétimo dia) após a páscoa, totalizando 49 dias, e contar o dia seguinte, necessariamente um domingo, para celebrar o sábado (descanso) de pentecostes. Em Atos 2 nós encontramos a igreja reunida no dia de pentecostes, 49 dias após a páscoa de Jesus Cristo, portanto sete vezes sete, mais um dia, assim, sete semanas após a ressureição de Cristo! Isso não parece ser aleatório, mas aponta para a completitude da obra da Redenção.


A igreja estava reunida no domingo, sete semanas após a ressureição, mantendo a tradição das aparições do próprio Cristo ressurreto (Jo 20.1;19; 26). E neste domingo, Jesus aparece mais uma vez para derramar o Espírito Santo cumprindo a profecia de Joel 2.28-32. Essa profecia anuncia o grande dia do Senhor (ἡμέραν κυρίου), que é anunciado pelo derramar do Espírito Santo no dia do Senhor (κυριακῇ ἡμέρα), o domingo. Portanto, nesta narrativa nós temos o domingo, dia do Senhor, como o completar da obra de Redenção e capacitação de Cristo, e também o anúncio da vinda de Cristo no grande Dia do Senhor, quando ele virá julgar o mundo e buscar sua noiva para o Eterno Sábado (descanso) que ele tem preparado para a igreja.

Adoremos ao Senhor neste santo dia que ele separou de forma tão maravilhosa e descansemos, como ele descansou, para aguardar aquele grande dia que descansaremos num eterno Shabbath. Maranata!

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Autor: Rev. Ronaldo Vasconcelos
Fonte: Perfil do autor no Facebook
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Sobre a “ADO 26 - Criminalização da Homofobia”

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Neste vídeo os advogados Thiago Vieira e Jean Regina, especializados em Direito Religioso, discorrem sobre a equivocada decisão do STF em relação a criminalização da homofobia (ADO 26). Tal conclusão da mais alta corte coloca em risco os direitos e garantias constitucionais fundamentais da grande maioria dos brasileiros os quais professam a fé cristã, bem como todos aqueles que se posicionarem discordando das práticas homossexuais e até mesmo as pesquisas acadêmicas que contestem a homossexualidade de alguma forma. Assista!

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Notas:
1 - Leia, na íntegra, a decisão do STF - ADO26, aqui!
2 - Pesquisa que refuta os dados do Grupo Gay da Bahia em relação aos assassinatos de gays no Brasil, veja aqui!
3 - Sobre o processo que visa restringir a liberdade de pesquisa acadêmica, veja aqui!

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Autores: Thiago Vieira e Jean Regina
Fonte: Direito Religioso
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