A homossexualidade em Romanos 1: um fruto do afastamento da humanidade

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Introdução

Ao contrário do que alguns poucos aloprados afirmam, o que Paulo combate em Romanos 1 e 2 não é a promiscuidade dentro de relações homossexuais, mas a própria homossexualidade.

A homossexualidade existe há milênios e é conhecida tanto dentro da literatura judaico-cristã quanto fora. O termo deriva dos termos homo e sexus (a primeira, tanto da língua grega quanto da latina, e a segunda da língua latina), e refere-se a um ser humano, homem ou mulher, que possui afeição e atração sexual por outro ser humano do mesmo sexo. Homens e mulheres podem ser homossexuais. As mulheres normalmente são chamadas de lésbicas e os homens de sodomitas. Lésbicas, por causa de uma ilha grega chamada Lesbos, onde viveu uma poetisa, Safo, que escreveu amplamente sobre seus relacionamentos sexuais com outras mulheres. Sodomitas, por causa da prática comum na cidade de Sodoma onde homens buscavam outros homens para relações sexuais, pública ou privadamente.

Os protestantes, desde o início, se valeram dos textos bíblicos para lidarem com o assunto. Apenas recentemente, com um distanciamento da Sagrada Escritura como elemento normativo quanto à moral, ética, sexualidade, comportamentos e fé, é que dentro do protestantismo começou-se a aceitar a homossexualidade como prática aceitável desde que dentro de princípios morais e éticos respeitáveis.

MEU OBJETIVO com esta pregação é compreender qual era o pensamento de Paulo sobre a homossexualidade. Procuraremos compreender qual a razão do apóstolo ter colocado as relações homoafetivas no topo da lista de pecados na abertura de sua epístola aos romanos.

Exposição

Em Romanos 1.1-7, Paulo fala sobre as Boas Novas sobre um Novo Rei. Paulo, claramente, começa sua epístola desafiando o pensamento dos cristãos gentios e judeus na igreja em Roma a pensarem e compararem o rei presente em seu contexto local, o próprio César, e o novo Rei que se apresenta com os mesmos títulos usados para César.

Nesta porção, fazendo clara comparação com César, Paulo chama Jesus de kyrios (Senhor), apresenta Jesus como um filho de Deus, e como alguém que possui um evangelho. Todos estes termos eram usados, antes do cristianismo, à pessoa de César.

Paulo, assim, está provocando o pensamento de seus leitores a pensarem na supremacia da pessoa de Jesus diante do Senhor de todo império romano.

Nos versos 8 a 13 deste mesmo capítulo, Paulo apresenta seu imenso desejo de visitar os cristãos romanos (especialmente, versos 11 e 12).

Nos versos 14 a 17, Paulo volta a falar sobre o Evangelho. Ele inclui temas como salvação, justificação e justiça de Deus.

Nos versos 18 a 23, Paulo apresenta a forma como seres humanos rejeitam a justiça graciosa de Deus e abraçam a corrupção.

Então, nos versos 24 a 27, Paulo entra no assunto que pretendo expor aos irmãos nesta noite. Paulo fala sobre desejos impuros, e corpos que não o honram:

É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de seus corações, para desonrarem seus corpos entre si; pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro. Rm 1.24-27

Segundo as Escrituras, a consequência da rejeição da justiça de Deus foi a entrega que o próprio Deus realizou dessas pessoas à impureza sexual. O texto diz que Deus os entregou. A palavra é παρέδωκεν, de παραδίδωμι, ou seja, entregar alguém ou alguma coisa a outro, especialmente, à autoridade de um outro.


Assim, com essa entrega, tais pessoas não teriam como vencer os impulsos desonrosos de sua carne. O final do verso 24 diz que eles desonrariam seus corpos entre si. A razão é simples: a idolatria do corpo. Ao entregarem-se a idolatria do corpo criado ao invés daquele que o criou, substituem a verdade pela mentira.

No verso 26, o verbo παρέδωκεν, o mesmo do verso 24, é repetido, enfatizando que o próprio Deus é quem confundirá a mente do homem idólatra que insiste em fugir do culto ao Criador. A partir daqui as paixões desonrosas serão explicadas com detalhes:

Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.

A homossexualidade é tratada pelo Espírito do Senhor como uma paixão desonrosa, contrária à natureza. Segundo este texto, por mais desconcertante que venha a ser, uma das maneiras de constatarmos a corrupção da vida humana é pela existência das práticas homossexuais.


Algo que deve nos chamar a atenção aqui é, porque razão Paulo coloca este pecado no topo da lista no início de sua epístola aos romanos? Como escreveu N. T. Wright, a resposta não é simples, como alguns têm sugerido. Como um judeu, essa prática já era claramente repugnante a Paulo. No entanto, muitas culturas pagãs de sua época aceitavam a homossexualidade com naturalidade.

Alguns pontos precisam ser conhecidos aqui. O próprio Nero, o imperador, era conhecido por suas práticas homossexuais, bem como várias práticas bizarras heterossexuais. É bastante possível que o apóstolo Paulo tenha desejado colocar o dedo na ferida, apontando para o sistema imperial como algo corrompido, podre, por conta de imoralidade em seu núcleo central.

Além de Roma, a homossexualidade era comum em toda a Grécia Antiga, chegando a ser considerado um modelo de educação para os jovens. Em Roma, uma curiosidade é que a relação homossexual passiva era considerada desonrosa. Os romanos eram ensinados a serem ativos em suas relações. A posição passiva era devida apenas às mulheres e aos escravos. De todos os imperadores romanos do período neotestamentário, somente Claudio foi heterossexual. O mais imoral de todos foi Julio César, que era respeitado apenas por ser o imperador e por causa de suas conquistas em favor do império. De Julio César se dizia que “era o homem de todas as mulheres e a mulher de todos os homens”.

É interessante notar também que Paulo escreve esta epístola muito provavelmente durante sua estada em Corinto. Nesta cidade, a cultura grega sobre educação sexual era muito forte. Os meninos deixavam a casa de seus pais ainda muito cedo, provavelmente no início da adolescência, e iam estudar com homens mais velhos dos quais se esperava que fossem introduzidos às práticas sexuais. Estes meninos tornavam-se amantes destes mestres adultos. A pedofilia homossexual era vista como um relacionamento afetivo e educacional entre mestres e alunos. E Paulo estava mergulhado nessa cultura quando escreveu aos romanos. E note que, quando Paulo escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, no capítulo 6, versos 9 a 11, citou que os efeminados e os sodomitas não herdariam o reino de Deus. E afirma impressionantemente que, alguns na igreja em Corinto haviam sido homossexuais, mas haviam sido justificados, lavados, santificados em nome do Senhor Jesus, pelo Espírito do nosso Deus (1Co 6.11).

É possível que Paulo tenha pensado nesse contexto coríntio e romano ao escrever. Mas esse não é o seu ponto aqui. Paulo não estava apenas dizendo que os judeus eram contrários àquela prática normal no mundo não judeu, como alguns insistem.

Paulo apenas está a esclarecer que não foi para isso que Deus fez macho e fêmea. Nem está Paulo preocupado em apontar uma realidade somente da casa imperial, ou da cultura greco-romana que assistia com certa medida de simpatia as relações homossexuais. Paulo está a tratar da homossexualidade, e não de homossexuais específicos.

No verso 18, Paulo afirma que a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça. Paulo, então, está falando de todos os homens, ou seja, da raça humana. Assim, as relações homoafetivas são um sinal de que o universo humano está quebrado.

A homossexualidade é um sinal de que Deus entregou a humanidade à outra autoridade. A homossexualidade, então, segundo a teologia-bíblica, é apenas um de muitos sinais da entrega da humanidade para viver longe de Deus e contrariamente à sua vontade e verdade.

Quando um homem se deita com um homem, temos algo que não está funcionando como deveria na criação. A criação está quebrada, fora de ponto. E isso é o resultado de Deus ter entregado os seres humanos às paixões infames, contrárias à natureza.

As escolhas que a humanidade tomou, e não apenas homossexuais, tem trazido consequências a todos. E Deus tem permitido que exploremos as consequências de nossa própria rebelião. Ele nos avisa, nos chama ao arrependimento, nos convida à conversão. Mas, se escolhermos a idolatria do corpo, a idolatria da criatura, a idolatria e serviço e culto da carne, caminharemos para o dissolver da humanidade.

Um livro lançado em 2013 nos Estados Unidos revelou o poder de Deus na vida de um famoso ator de filmes pornográficos homossexuais. O livro se chama Swallowed by Satan (Engolido por Satanás), e tem como subtítulo “como nosso Senhor Jesus Cristo me salvou da pornografia, homossexualidade e ocultismo”. Seu autor, Joseph C. Sciambra, conta a história de como ele, com uma infância tranquila numa família tradicional, entrou no universo da pornografia.

Em princípio, a porta foi via a pornografia impressa em revistas. Após ser introduzido no universo dos vídeos pornográficos, Sciambra passou a não mais se interessar somente pela pornografia heterossexual. Ele afirma em seu livro que foi a adicção à masturbação e pornografia heterossexual que o introduziu ao universo homossexual.

Ele conta como, com 19 anos de idade, ele começou a frequentar o distrito de Castro e encontrou um homem mais velho que estava disposto a pagar tudo para ele. Esse homem passou a ter encontros sexuais com ele, depois passou a filmá-lo, depois passou a mostrar tais filmes a amigos, e ele passou a fazer sucesso. Com o tempo, Sciambra passou a fazer filmes pornográficos oficialmente e a viver disso. Em suas palavras, Satanás o engoliu aos poucos.

De acordo com Sciambra, sua história não é mais ou menos extraordinária da de tantos outros que entram no universo pornográfico homossexual. Ele afirma:

“O que em minha vida justifica este livro? Em uma palavra: Eu não fiz nada que possa ser considerado extraordinário, excepcional, ou digno de nota. O que pode ser interessante aos outros é o papel que Nosso Senhor Jesus Cristo desempenhou em minha história.”

Em outra ocasião, Sciambra, pensando em sua própria história, afirma que, no universo homossexual, “Satanás tem anexado alguns demônios extremamente vorazes. A influência deles sobre suas vítimas é forte e profunda. Uma vez que eles grudam em você, se livrar deles não é algo fácil.”

Foi quando esteve à beira da morte que Joseph Sciambra descreve a sensação de algo estava o arrastando ao inferno. Sciambra diz que o pouco que havia conhecido sobre Jesus em sua infância foi suficiente para que ele clamasse o socorro de Jesus, dizendo: “Senhor, me ajude”. Ele diz que neste momento, uma paz imensa invadiu seu coração e ele se converteu. É óbvio que sua jornada de conversão foi longa, mas começou com o reconhecimento de sua carência de Jesus para transformá-lo.

Hoje, Sciambra possui um site no qual ajuda outras pessoas a encontrarem em Jesus a mão para socorrer pessoas que desejam sair da pornografia e viver um celibato até o final de sua vida.

Assim, a única solução para o problema humano da homossexualidade é a conversão. Quando os seres humanos adoram o Deus à imagem de quem foram criados, estes mesmos seres humanos passam a ser transformados por Deus a fim de serem aquilo que Deus os criou para ser.

Obviamente, esta não é uma palavra final de Paulo sobre o assunto. São apenas dois versículos (26-27). Muito mais poderia ser dito e colocado, mas os mesmos não podem ser explorados sem que este princípio esteja em mente. A homossexualidade não é fruto de uma escolha individual, ou genética, ou de uma doença, ou de uma construção social. A homossexualidade é fruto da entrega que o Criador realizou quando o primeiro casal se rebelou. A homossexualidade somente existe na humanidade pelo fato de todos terem pecado e estarem distantes de Deus. A homossexualidade, tal como qualquer outro pecado de natureza sexual, qualquer outra perversão sexual, é fruto do afastamento de Deus, da escolha que, desde o início, os homens têm feito.

Conclusão

Há poucas referências bíblicas sobre a homossexualidade. No Antigo Testamento, a primeira e principal referência é sobre a história de Sodoma, em Gn 19.4-11. Além desta passagem, Jz 19, Lv 18.22, Lv 20.13 apresentam a abominação que é ao Senhor a prática homossexual. O Antigo Testamento observa pouco este assunto, não sendo objeto de grande preocupação pelos escritores veterotestamentários. No entanto, no Novo Testamento, mostrando que não se tratava de um assunto exclusivo de um tempo distante, os escritores voltaram a tratar do assunto em 1Co 6.9-11, 1Tm 1.10 e Rm 1.27. Nestes últimos textos, a homossexualidade volta a ser condenada, embora muitos críticos no Novo Testamento acreditem que estas orientações não sejam válidas para a contemporaneidade. Muitos destes, afirmam que sejam moralistas aqueles que usam tais textos bíblicos como suporte para sua visão sobre homossexualidade.

Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; é confusão. Lv 18.22-23

Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles. Lv 20.13

Assim, hoje, entre protestantes encontra-se um pequeno grupo que sustenta não haver base para a Lei Natural e sua relação com os atos sexuais, inclusive, procriativos. À medida em que muitas nações têm revisto suas leis e têm reformado a lei civil reconhecendo e favorecendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, algumas igrejas têm buscado se adaptar ao contexto em que vivem não encarando mais como um comportamento pecaminoso as relações homossexuais.

Todavia, a vasta maioria dos cristãos permanecem com sua tradição bíblica de que a homossexualidade, por conta de todos os textos bíblicos apresentados, deve continuar a ser vista como um pecado a ser deixado. Assim como todos os demais pecados, a homossexualidade também deve ser confessada e abandonada. Não só ela, mas todos os demais pecados para os quais um ser humano diz que nasceu inclinado para aquilo.

Segundo a visão protestante mais aceita, todos são concebidos em pecado (Sl 51.5) e seguem durante a vida sendo mais inclinados ou tentados a um determinado pecado, enquanto que, outros, são mais tentados em outros pecados. Mas, desde o momento em que tal ser humano compreende o chamado para o arrependimento e fé no Filho de Deus, tal pessoa deve olhar para suas antigas práticas do mesmo modo como Deus olha. E, no caso da homossexualidade, como um pecado a ser abandonado para o resto da vida.

Termino com o testemunho de Jerry Arterburn, falecido em 13 de junho de 1988 aos 38 anos, de AIDS:

“Espero que você compreenda que não importa o quão longe você tenha ido em seu estilo de vida homossexual, nunca é tarde demais para mudar, nunca é tarde demais para voltar ao lar. Deus tem o poder de reformá-lo completamente em corpo, alma e espírito. Por causa do que Deus fez por mim, o velho Jerry Arteburn acabou. Ele se foi. E sou uma nova pessoa através do poder de Deus.”

Eu termino com a conclusão de que o apóstolo Paulo pretendia apresentar a homossexualidade não como fruto de uma doença, de uma condição social, de um determinismo genético, ou qualquer outra pressuposição moderna. O Espírito Santo usou Paulo para revelar ao Seu povo que a homossexualidade deve ser vista como um sinal da queda da humanidade e da quebra, ou seja, da impossibilidade dessa humanidade viver os propósitos de Deus sem uma conversão e retorno a Ele.

Assim como a relação entre céus e terra está quebrada, a relação entre homem e mulher também foi afetada pela queda. A homossexualidade deve ser vista conforme comentou Bob Utley – como o pior julgamento que pode haver. É como se Deus dissesse: “deixe que a humanidade caída trilhe seu próprio caminho”. Em Salmo 81.12: Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos. Em Os 4.7: Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo. Em At 7.42: Mas Deus se afastou e os entregou ao culto da milícia celestial.

O paganismo, ou seja, o distanciamento de Deus, sempre foi caracterizado pela perversão sexual. Não devemos olhar para esse pecado como mais ou menos importante, mas apenas como mais uma força que oprime pessoas afastando-as do caminho de Deus. E precisamos nos lembrar que nada nem ninguém é capaz de vencer sozinho contra as forças tentadoras de seu próprio coração (sejam estas forças a mentira, a fofoca, a ganância, ou a homossexualidade). É somente na conversão, na justificação dessa vida, que ela será capaz de viver como um homem, ou uma mulher, conforme planejados por Deus.

Deus abençoe a vida de cada um dos irmãos e nos ajude a lidarmos com esse assunto sempre com sabedoria e cuidado, e a lidarmos com as pessoas que são tentadas homossexualmente, com o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, e também com respeito e compaixão.

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Autor: Pr. Wilson Porte Jr.
Fonte: Wilson Porte Jr.

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As bênçãos de Deus ou o Deus das bênçãos? Mais uma heresia neopentecostal

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Por Pr. Wilson Porte Jr.

Pérolas de heresias modernas:

Sim, trouxa. Ok, Trouxa3… É ruim, meu irmão! Eu plantei oferta na Casa de Deus e vou colher bênçãos materiais na minha vida!” Pastor Silas Malafaia

São os apóstolos que são os responsáveis para fazer a rota do caminho real. Somos patriarcas, enviados de Deus para o grande milagre. Deus usa os apostólicos para fazer milagres, prodígios e maravilhas.” Patriarca Renê Terra-Nova
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A Bíblia nos fala de vários homens que desperdiçaram suas vidas. Estes, ainda que negativamente, são exemplos para nós. Eles, embora péssimos exemplos, apontam o caminho que nenhum de nós deve jamais trilhar.

Um destes foi Simão, o Mágico. Ele foi de Samaria. Corrupto, Simão confundiu as bênçãos de Deus com o Deus das bênçãos.

O texto de At 8.9-25 nos mostra o “testemunho de Simão”. Mas, quem foi Simão, o mágico?

Conhecido na história da igreja como o pai do gnosticismo (o ser humano é salvo por meio de conhecimentos secretos acerca de Deus, e não pelo que Cristo fez na cruz por ele), Simão foi muito citado pelos pais da igreja. Justino, o Mártir (165 d.C.), certa vez escreveu que “os samaritanos consideram Simão um deus supremo por causa de seus poderes”. Irineu de Lyon (202 d.C.), em seu famoso livro Contra as heresias, o mencionou como o “fundador da seita agnóstica”.

Como começa o erro de Simão? Em At 8.13, lemos que ele “abraçou a fé”. Você já parou para pensar nessa expressão e como ela está ligada a um homem perdido? Simão ABRAÇOU A FÉ, ele simplesmente CREU, sem se arrepender e mudar. Abraçar a fé sem arrependimento é igual à perdição!

Existe um grande perigo de nós também simplesmente crermos, mas sem nos arrependermos e assumirmos um compromisso de mudança perante Deus. Abraçar a fé como Simão significa que um dia você pode soltar da fé. Logo, a fé não é para ser abraçada, mas recebida no coração como um dom de Deus (Ef 2.8).

A fé não deve ser abraçada. Você não deve simplesmente estar disposto a crer, como quando está disposto a presentear alguém, ou simplesmente sair para tomar um café. A fé não é algo que você escolha abraçar de uma hora para outra na sua vida. A fé é um presente de Deus para você e que muda completamente a sua vida! Por isso, os discípulos pediam: dá-nos mais fé; aumenta a nossa fé…

Quais os perigos de alguém simplesmente abraça a fé, mas não se arrepende? Simão começou uma seita, o gnosticismo. Ou seja, ele criou uma religião segundo a sua mente. Este é um grande perigo de quem apenas abraça a fé.

Outro perigo é colocar os sinais, milagres e dinheiro no lugar de Cristo (v. 19-20). A expressão grega aqui é: τὸ ἀργύριόν σου σὺν σοὶ εἴη εἰς ἀπώλειαν = “O seu dinheiro com você sejam destruídos” (tradução livre). Quando abraçamos a fé, trocamos Cristo por dinheiro e coisas sobrenaturais.

E um último perigo, à exemplo de Simão, é sempre esperarmos que alguém faça alguma coisa por nossas vidas. Esperar que outros intercedam, que outros peçam perdão por nós.

A resposta de Pedro para aquele que apenas abraçou a fé foi: arrependa-se (v. 22). Simão estava atrás de poder! Mas, como hoje, naquela época as pessoas tinham uma ideia errada sobre o que é poder. Dentro das igrejas de hoje, as pessoas tem ideias absurdamente erradas sobre o significado de poder. Muitos buscam poder, sem saber o que isso significa! Poder não é a capacidade de realizar milagres, falar novas línguas, ressuscitar os mortos, e outras coisas extraordinárias.

Hoje as pessoas correm atrás do domínio. Maridos querendo dominar esposas, esposas aos maridos, filhos aos pais e patrões aos seus funcionários. Não jogue sua vida fora pensando que poder é sinônimo de autoridade, que poder é medido pela quantidade de pessoas sobre quem você tem influência, que poder é algo que você deve transmitir pelo seu comportamento (aparência externa), ou ainda que poder é sinônimo de vocês ser cabeça e não cauda.

Poder não tem nada a ver com prosperidade, com ter condições de comprar o que sempre quer. ISSO NÃO É PODER – NÃO DESPERDICE SUA VIDA CORRENDO ATRÁS DESTAS COISAS.

Você quer saber o que é poder?

Isaías 53 nos ensina o que é o poder, ou melhor, o paradoxo do poder! Abra sua Bíblia e analise você mesmo:

Is 53.1-3: O poder não se mede pela aparência externa – que aparência Cristo tinha de poder? Esse foi um dos momentos de maior poder em sua vida;

Is 53.4-7: O poder não se mede pela distribuição de castigo – Cristo, o homem mais poderoso que pode haver, não demonstrou seu poder subjugando ninguém, mas sofrendo e entendendo que aqueles sofrimentos estavam contribuindo para o bem dele e de muitos que O conhecessem um dia.

VEJA: Jesus, fonte de todo o poder, não se preocupou com prestígio, domínio, em ser cabeça, o melhor, o primeiro. NÃO LHE PARECE ESTRANHO QUE O HOMEM MAIS PODEROSO QUE JÁ EXISTIU FOI TAMBÉM O MAIS SIMPLES E SERVO?

CURIOSAMENTE, o livro de Isaías é dividido da seguinte forma (1-39, 40-66). Do capítulo 40 a 66, Is 53.5 é o que fica exatamente no meio! É o “CORAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO”, como alguns teólogos o chamam. E o que este texto diz? Que a verdadeira felicidade não está em se fazer milagres, em seu dono, em ser cabeça, em ser “poderoso”, famoso, sempre o primeiro, mas está em servir, em ter poder para servir, para amar, para negar seus confortos, abrir mão de seus pecados, e seguir ao Senhor com amor e gratidão. Isso demonstra poder em sua vida!

Simão, o mágico, ao invés de desejar o Senhor, desejou uma bênção, poderes e, com isso, destruiu a sua vida fora.

A CONCLUSÃO QUE FAÇO É QUE, quando as bênçãos e o dinheiro roubam o lugar de Cristo:

Damos grande ênfase à sinais, curas, milagres, etc. (Mt 12:39) – o amor, a alegria, o espanto, a admiração não são para Cristo, sua pessoa e obra, mas para as curas e milagres e sinais;

Criamos um cristianismo segundo a nossa mente – e temos a tendência de achar que somente nós estamos certos, somente nós conhecemos o caminho e o poder de Deus;

Cremos que a entrega de dinheiro no reino de Deus fará com que conquistemos bênçãos desejadas (grande heresia moderna dentro do evangelicalismo).

Se seu coração ainda está vivendo um cristianismo assim, peça a Deus que lhe dê a fé que vem dele (Hb 12.2) e que fará com que você se encante mais com aquilo que Deus é do que com aquilo que Deus possa lhe dar.

Ame a Cristo! Ame a Deus! E quando as bênçãos vierem, dê glória a Deus! Quando as bênçãos faltarem, dê glória a Deus! Quando Deus realizar curas e milagres em sua vida, dê glória a Deus! Quando Deus aparentemente nada fizer em sua vida, dê glória a Deus! Busque amar a Deus mais do que todas as coisas! Queira vir aos cultos para buscar a Deus, sua pessoa, para amá-lo, entendê-lo, apreciá-lo e adorá-lo, e não venha jamais aos cultos querendo ver milagres e sinais pois, segundo Cristo, são os incrédulos que vão atrás dele somente para ver o show da fé.

Ame a Cristo, não ao show! Ame ao Espírito, não os seus sinais! Ame ao Pai, e não as suas bênçãos sobre você.

O caminho estreito, onde poucos estão vivendo e caminhando, é um caminho onde se encontra e sempre se encontrará pessoas que visivelmente amam a Deus com toda a sua força, com toda a sua alma e coração, e com todo o seu entendimento, pessoas que amam a Deus sobre todas as coisas!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a amá-lo assim e a encontrar a felicidade que está reservada para nós na obediência à Sua Palavra

Se você leu até aqui, convido-o a terminar esta leitura orando o Salmo 119.33-36:

"Ó Senhor Deus, ensina-me a entender as tuas leis, e eu sempre as seguirei. Dá-me entendimento para que eu possa guardar a tua lei e cumpri-la de todo o coração. Guia-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois neles encontro a felicidade. Faze com que eu queira obedecer aos teus ensinamentos, em vez de querer ajuntar riquezas."

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Calvinismo missional

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Memorial da 1ª Ceia do Senhor realizada no Brasil, em 21 de março de 1557.

Por Wilson Porte Jr.

Recentemente, meu amigo Renato Vargens escreveu um texto refletindo sobre uma afirmação muito comum entre os cristãos. A afirmação é:
Calvinista não evangeliza! 
Será? Não evangeliza mesmo? Permita-me levantar algumas questões:

Quando começou o trabalho missionário no Brasil, você sabe? 
Sabe quem enviou os primeiros missionários para cá? 
Sabe quem enviou os primeiros missionários para as Américas? 
Sabe quem foram os primeiros mártires evangélicos que morreram por causa de sua fé no Brasil? 

Pois bem, este pequeno artigo visa responder essas perguntas além de mostrar que a grande maioria dos cristãos de hoje comentem um erro grave ao afirmarem que calvinistas não fazem missões.

Mapa do território chamado pelos
índios de 
Guanabara e pelos
portugueses de 
Rio e Janeiro
No final de 1555, apenas 55 anos após o "descobrimento" do Brasil, chegaram os primeiros protestantes na América. E eles vieram para o Brasil, mais especificamente, para o Rio de Janeiro. Uma expedição de franceses, comandada por Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571), veio ao Brasil para fundar aquilo que chamaram de "França Antártica". Essa foi uma tentativa francesa de estabelecer uma colônia no Brasil.

Logo após chegarem aqui, Villegaignon escreveu uma carta à Igreja Reformada em Genebra (e para seu pastor, João Calvino) pedindo que enviassem um grupo de evangélicos para o Brasil. Com isso, Villegaignon desejava elevar a moral e a vida espiritual na novel colônia francesa.

Em 1557, João Calvino e a Igreja Reformada de Genebra enviaram um grupo de evangélicos para viver pregar o Evangelho aos franceses que aqui já estavam e aos índios tupinambas que naquela região moravam. 

O grupo de 14 pessoas deixou a cidade de Genebra no dia 16 de setembro de 1556. Todos participavam da Igreja Reformada de Genebra que tinha como seu pastor João Calvino. A estes 14 se unirem muitos outros que formaram uma frota com 3 navios, com quase 300 pessoas, que saíram do porto de Honfleur, na Normandia, no dia 19 de novembro de 1556. 

Publicação original de Jean de Léry
História de uma viagem à Terra do Brasil
Eles chegaram no Brasil em 7 de março de 1557. Os líderes da equipe de evangélicos foram os pastores Pierre Richier e Guillaume Chartier. Além deles, veio também Jean de Léry, um sapateiro que, mais tarde, estudaria no seminário de Genebra (conhecido como Academia de Genebra), aos pés de Calvino, e que escreveria o livro História de uma Viagem à Terra do Brasil (1578), no qual conta sobre esta viagem missionária que fizeram ao Brasil.

Portanto, o trabalho missionário no Brasil (e nas Américas) começou oficialmente no ano de 1557. João Calvino foi quem enviou os primeiros missionários. Todos os missionários enviados eram reformados (o que, futuramente, ficou conhecido como calvinistas). Alguns deles acabaram morrendo aqui, por causa de sua fé. Isso fez com que se tornassem os primeiros mártires cristãos nas Américas.

Além disso, é interessante ressaltar que foram estes missionários que celebraram o primeiro culto evangélico das Américas, e isso, em terras brasileiras! Foi no dia 10 de março de 1557. Neste culto, foi cantando o Salmo 5, hino do Saltério Huguenote, e pregado o Salmo 27.4. No dia 21 de março do mesmo ano, foi celebrada a primeira Ceia do Senhor no Brasil.

Todavia, por causa da pressão que os católicos romanos, sobretudo os jesuítas, fizeram sobre Villegaignon, estes missionários, além daqueles outros crentes que vieram na primeira viagem em 1555 com Villegaignon, tiveram que tomar um navio e voltar pra Europa. Isso tudo por causa da influência de Jean Cointac, ex-dominicano, sobre Villegaignon. O conflito girou em torno da ceia do senhor, do batismo, e de alguns pontos relacionados à salvação. Por causa disso, as pregações foram proibidas na colônia, a celebração da ceia e os cultos de oração banidos, até que, por fim, todos foram expulsos.

Ao saberem que um navio passava por ali com destino à França, todos os evangélicos decidiram embarcar e voltar para a Europa. Embarcaram no dia 4 de janeiro de 1558. Quando já estavam entrando em alto mar, o navio em que estavam ameaçou afundar. Isso fez com que cinco dos tripulantes pulassem no mar e voltassem nadando para a Baía de Guanabara. Ao chegarem lá, todos foram presos. Villegaignon os forçou a responderem algumas perguntas nas quais eles declaravam em que criam. Essa era uma armadilha. Através desse documento, os cinco seriam condenados por agirem de modo contrário à religião da colônia.

Em 1558, Jean du Bordel, Matthieu Verneuil, Pierre Bourdon, André Lafon e Jacques le Balleur (os cinco calvinistas que voltaram à nado para o Brasil), foram condenados à morte e o belíssimo documento que escreveram em menos de 12 horas, ficou conhecido como a "Confissão de Fé da Guanabara". Esta foi a primeira confissão de fé escrita nas Américas. E essa confissão acabou custando a vida daqueles que a escreveram.

Ao lerem o documento, as autoridades da colônia os considerou heréticos decidindo pela morte dos reformadores evangélicos. Os três primeiros a serem mortos foram Jean, Matthieu e Pierre, no dia 9 de fevereiro de 1558. Os três foram estrangulados e lançados ao mar.

Como o único alfaiate que havia naquela região da colônia era André Lafon, sua vida foi poupada. 

Jacques le Balleur acabou conseguindo fugir para a cidade de São Vicente, no estado de São Paulo. Mas, acabou sendo preso no ano seguinte ao ser visto pregando suas convicções e foi levado para Salvador onde ficou preso durante oito anos, até 1567. Alguns historiadores afirmam que, neste ano, os Padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega convenceram o governador-geral do Brasil, Mem de Sá, a condenar à morte le Balleur por causa de heresias protestantes. Assim fazendo, Mem de Sá o enviou ao Rio de Janeiro para ser executado.

Segundo alguns historiadores, a execução de Jacques le Balleur teria sido por enforcamento, mas algo interessante aconteceu no ato da execução. Dizem esses registros históricos que, ao ser levado para execução, o carrasco responsável não conseguiu realizar a consumação da pena de morte. Alguns afirmam que o carrasco teria se recusado a executá-lo. Foi então que o Pe. José de Anchieta teria auxiliado o carrasco, estrangulando Jacques com suas próprias mãos. Alguns historiadores católicos e biógrafos de Anchieta, afirmam que a história talvez não tenha sido bem assim. Muitos afirmam que foi este fato que contribuiu para o retardamento da beatificação de José de Anchieta.

Estes, então, ficaram conhecidos como os mártires calvinistas do Brasil. Portanto, foi na França Antártica que o primeiro esforço missionário aconteceu para a criação de uma igreja evangélica na América Latina.

Nunca nos esqueçamos, portanto, que afirmar que o calvinismo ou os reformados não evangelizam é um erro grave. Não há base histórica muito menos documental para isso. Trata-se apenas de falácias criadas por quem não conhece a história. 

Que houve um grupo com nome parecido, os hiper-calvinistas, que eram contrários a evangelização, isso houve. Mas, os calvinistas de verdade nada têm a ver com esse movimento quase herético conhecido como hiper-calvinismo, no qual somos todos como robôs ou marionetes nas mãos de alguém. 

No hiper-calvinismo não há evangelismo nem missões.

O Calvinismo, desde seu início, foi regado com muita oração, evangelismo e esforço missionário. E a história dos 4 mártires calvinistas do Brasil são uma prova disso.

Jay Bauman
Ainda hoje, alguns grupos reformados estão na dianteira da evangelização no mundo. O ministério Atos 29, presido pelo pastor reformado Matt Chandler, é um exemplo disso. A Atos 29 está, inclusive, no Brasil (http://www.atos29brasil.com), plantando igrejas. Seu líder aqui no Brasil é o missionário Jay Bauman (@baumanjay), homem de Deus com coração missionário e excelente testemunho por parte de todos que lhe conhecem.

Que o exemplo destes primeiros missionários nos incentive a nunca deixarmos a obra missionária que ainda está incompleta no Brasil. Ainda há muito o que fazer, muito onde pregar, muito onde anunciar as grandezas de Deus e a mensagem do Evangelho. Que o esforço desses primeiros irmãos em terras brasileiras não tenha sido em vão. Que ele produza em nós paixão também, e dedicação completa para levar a mensagem de salvação a muitos que, ainda hoje, estão perdido.

Louvado seja Deus pela visão daqueles irmãos do século 16.

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Alguns textos para aprofundar sua pesquisa:

REIS, Álvaro. O martyr Le Balleur. Rio de Janeiro, s/ed, 1917. 
FERREIRA, Franklin. A presença dos reformados franceses no Brasil colonial, (clique no título para abrir o texto).
MATOS, Alderi de Souza. "A França Antártica e a Confissão de Fé da Guanabara". (clique no título para abrir o texto).
VIOTTI, H.A. Textos Históricos. Rio de Janeiro: Loyola, 1989.

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Caiofabianismo, Liberismo e Anticristos


Por Wilson Porte Jr.

 Ultimamente, ler o facebook e o twitter tem sido motivo de muita tristeza e lágrimas pra mim. A quantidade de pessoas seduzidas pela teologia liberal e pelo caiofabianismo me surpreende cada vez mais. Não me surpreende ver pessoas seguindo cegamente outras. Isso não... Isso sempre existiu e, acho, sempre existirá. Me surpreende é ver pessoas no Brasil todo (e fora dele), dando as mãos à teologias que destroem os fundamentos do cristianismo.

A teologia liberal e o caiofabianismo são um veneno para os eleitos de nosso tempo. Satanás nunca afastou os santos do Caminho usando artimanhas imorais. Ele sempre usou, desde a era apostólica, "gente de dentro" para tentar "enganar, se possível, até os escolhidos" (Mt 24.24 e Mc 13.22). Satanás sempre tentou destruir a igreja de dentro para fora e nunca de fora para dentro.

O cristianismo liberal e caiofabiano só têm poder para matar. Matar a igreja, matar a comunhão, matar a santidade, matar a Palavra, a Palavra que nos santifica.

Caiofabianismo, Liberismo e Anticristos

É impressionante vermos o fenômeno que acontecia nalgumas igrejas para as quais o apóstolo João escreveu sua 1ª epístola. Havia falsos profetas lá, pregando sobre o evangelho, sobre um "caminho de graça", sobre um "Cristo"... e, impressionantemente, João os chama de anticristos

Sabe o que me espanta? A igreja de então não conseguia perceber como estes "pastores" estavam sendo um mal para a igreja. Se você prega um Cristo diferente, você já é um anticristo, segundo o apóstolo João. Para ele, falsos profetas, falsos pregadores, ou ainda, pregadores que são falsos e que tornam a Palavra falsa, são anticristos!

Lamento que o mesmo aconteça hoje e que muitos estejam sendo levados, entorpecidos, embriagados, por palavras com cheiro de Evangelho, mas que negam seu poder para santificar e salvar. Me lembro do que disse o Senhor Jesus:

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Mateus 7:15-21

Não nos esqueçamos que o que tem saído da boca de Caio Fábio é: 

- apologia ao aborto (veja aqui)
- apologia à lascívia (veja aqui e aqui)
- apologia à teologia liberal (veja aqui e aqui). 

Leiam e vejam estes vídeos dos links! Leiam e vejam! Por favor!!! :,-( A linguagem chula e o sarcasmo me impressionam :,-(

Como pode alguém que afirma que a Bíblia está cheia de erros, que ela não é a Palavra de Deus, que Deus tem formas melhores de falar com o homem (sem dúvida, ele mesmo deve ser alguém por meio de quem Deus melhor fala com o homem)? Agora, pense no que disse Jesus: Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?

Pode sair alguma coisa boa da boca de alguém que nega a Bíblia como Palavra de Deus? Se sua resposta for sim, você ainda não nasceu de novo! Ou, nasceu mas ainda não tem discernimento nenhum, vive como um bebê, sorrindo atrás de alguém que melhor lhe entretenha e distraia.

A teologia liberal e o caiofabianismo é isso, uma distração, um entretenimento para quem não se satisfaz com a "Caixa", ou, com o "Livro". O caiofabianismo, como toda a teologia liberal, é um convite a "pensar" (como se isso fosse possível) fora do "Livro", ou, fora da "Caixa" preta chamada de Bíblia.

Eu tenho uma gratidão enorme para com Deus pelo fato dele não me deixar ousar pensar fora da "Caixa". Isso não significa que eu não tenha dúvidas, nem que eu a compreenda toda. Mas, graças a Deus!, já passei da fase de pensar que é possível ter comunhão com Deus sem crer e me alimentar de tudo aquilo que está na "Caixa". Ela me é suficiente e perfeita.

Minha oração é para que a misericórdia de Deus alcance o coração dos que se alimentam desse falso evangelho que não santifica e que nega a Bíblia como Palavra de Deus, inerrante e inspirada. São tão cegos que não conseguem perceber que, dizendo que a Bíblia contém erros, destroem a própria base que usam para construir seu pensamento sobre Cristo.

A Bíblia (como um gigante disse lá atrás) é a mãe de todas as heresias. E os ouvidos daqueles que não se satisfazem com a simplicidade da Palavra, do Evangelho, e das Confissões de Fé que de modo tão simples e piedoso tentam explicá-las, acabam correndo atrás de toda sorte de novidade, sobretudo as mais atraentes aos seus ouvidos. Lembra do que Paulo disse:

Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. 2 Timóteo 4:1-4

O que a teologia liberal e o caiofabianismo pregam não é a Palavra, muito menos a Sã Doutrina, mas verdades que agradam a concupiscência da carne.

Se você não caiu neste engano, louve a Deus. Por que, quanto mais perto do fim estamos, mais serão os que se desviarão da Verdade que santifica e salva, de Cristo, o Verbo de Deus, revelado nas Escrituras, e encarnado em Jesus de Nazaré.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos livre de um dia sermos seduzidos também, envenenados pelo mesmo veneno que tem gosto de evangelho, mas que apodrece e mata a alma. E que Deus tenha misericórdia da alma de tanta gente que amo com todo o meu coração, irmãos na fé de perto e de longe, que por um pouco de tempo (espero em Deus) têm sido seduzidos pelos "frutos bons" dessas árvores más chamadas liberalismo teológico e caiofabianismo.

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Uma oração por Ricardo Gondim

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Por - Wilson Porte Jr.

Onisciente Deus, possuidor de toda autoridade, soberania e poder, ninguém é como o Senhor. Ninguém conhece a vida, o passado e o futuro como o Senhor. Ninguém conhece a mim mesmo, como o Senhor. 

Ó conhecedor de mim, quem lhe conhecerá? Como conhecê-lo, tão grande, tão insondável, tão incrível que é Seu conhecimento? Como negá-lo, assim como é apresentado em Sua Palavra? Grande é o Senhor e mui digno de ser adorado.

Sei que, antes que a palavra me saia da boca, o Senhor a conhece toda. Não oro para mudar o Senhor. Oro para que eu seja mudado, para que eu aprenda como proceder diante do Senhor a fim de que possa temê-lo mais.

Oro para que nunca me deixe deixar de crer em Sua Bendita Palavra, em Sua Soberania e Bondade. Ainda que eu não compreenda, ou, não consiga explicar a contento a relação entre a Sua soberania e bondade à luz das tragédias humanas, nunca deixe-me desconfiar do Senhor ou querer justificá-lo diante daqueles que questionam Seu caráter e pessoa. O Senhor é! E eu creio, ainda que não lhe entenda como gostaria. 

Senhor, desejo orar por um homem que não crê que o Senhor seja bom e soberano. Um homem que tem pregado que o Senhor não é onipotente, um homem que tem pregado um deus totalmente estranho às Escrituras; desejo orar por Ricardo Gondim

Como pode alguém dizer que o Senhor não conhece o futuro, ou seja, que não é onisciente? Como pode alguém dizer que o Senhor não está em todos os lugares, ou seja, que não é onipresente? Como pode alguém afirmar que o Senhor não pode intervir, ou seja, que não é onipotente? Como pode alguém dizer que o Senhor é limitado, incapaz e que o Senhor não intervém? Livra-me, um dia, de ser tal homem! E livre Gondim desse erro, desse engano. 

Não apenas ele, mas muitos nesse tempo têm pregado sobre um abandono do Senhor de Sua soberania em favor de um amor que exigiria deixar-nos à mercê das contingências, do acaso. Senhor, eu não creio em contingências! Creio que o Senhor é soberano sobre tudo e sobre todos. E creio que tudo o que acontece, ainda que eu não entenda, é resultado de Sua vontade, que é sempre boa, perfeita e agradável.

Senhor, se for de Sua vontade, abra os olhos de Gondim a fim de ele veja o Senhor no beleza de Sua grandeza, santidade e incompreensibilidade. Dê a ele luz para ver e para crer. E, por misericórdia de Seu povo, não permita que mais gente se afaste dos Seus caminhos por causa desse falso deus por ele pregado, embora ele aparentemente creia que esse falso deus seja o Senhor. 

Creio que o Senhor é poderoso para abrir os olhos deste que não crê em Sua onipotência. Creio em Sua bondade. Creio que, sendo Gondim um eleito do Senhor, que Seu Espírito Santo pode esmagar a arrogância que o tem levado a dizer tantos absurdo a Seu respeito.

Mas, caso ele não seja objeto de Sua eterna escolha, intercedo ao menos por aqueles que são e que, talvez, estejam debaixo da orientação desse homem.

Obrigado por amar tanto o Seu povo, Senhor. Obrigado por intervir diariamente em nossas vidas. Obrigado por Seu soberano controle sobre tudo o que está acontecendo e o que irá acontecer. É bom saber que estou em Suas mãos!

Em nome de Cristo Jesus,

Amém.
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Por Wilson Porte Jr.

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Uma oração por Valdemiro Santiago

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Por Wilson Porte Jr.
 
Puríssimo Deus, em nome de Cristo venho ao Senhor para lhe adorar pela forma escandalosa como Sua graça transforma o pior dos pecadores em alguém santo e usado para a glória do Senhor.

Assim tem sido na história da igreja com pessoas como Saulo, Agostinho, Ambrósio, Bunyan, dentre outros, que têm sido encontrados pelo Senhor, enquanto caminhavam tão distantes de Sua presença. 

Senhor, há um homem por quem desejo interceder. Seu nome é Valdemiro Santiago. O Senhor o conhece, e eu sei que deve existir grande tristeza em Seu coração pelo que tem visto na vida deste falso apóstolo. Portanto, não direi o que ele tem feito e deixado de fazer, mas suplicarei por um milagre tão grande para nós, mas tão pequeno para o Senhor.

Ó bendito Deus, salve este homem. Não me lembro de alguém que esteja pervertendo seu Evangelho de um modo tão grosseiro e até mesmo nojento como ele. Sua venda de toalhas com seu próprio suor é uma vergonha para aqueles que se chamam pelo Seu nome. 

Sabemos que não pertencemos ao mesmo povo pois o Evangelho por ele pregado não é o mesmo que aquele pregado por nosso amado Salvador. O que eu digo ao Senhor pela vida deste homem? Ou o mate, ou o salve! Prefiro pedir por sua vida, nova vida, vida regenerada, vida transformada.


Senhor, creio que, se o Senhor não transformá-lo, mais e mais pessoas irão perder-se por caminhos de mentira. Mais e mais pessoas continuarão comprando seus lençóis ungidos, sua água e caneta abençoadas, e sua nojenta toalhinha. Além de se autointitular um apóstolo do Senhor, Valdemiro tem também pregado a mentira da prosperidade chegando a dizer que quem der o trízimo, 30% da renda mensal, será mais abençoado. 

Senhor, eu sei que ele não é um enviado do Senhor, ou seja, um apóstolo do Senhor. Ele não prega o que está em Sua Palavra. E, infelizmente, muita gente tem seguido após ele, como cegos sendo guiados por outro cego. 

Por misericórdia, dê ao Valdemiro a graça de saber o que são os Meios de Graça. Eu creio que ele pode passar a pregar sobre estes meios de graça ao invés de pregar outros meios - lenços suados, fronhas ungidas, e canetas e galões de água abençoada.

Esmague o orgulho humano presente em seu coração. Creio que ninguém pode vir ao Filho se pelo Pai ele não for trazido. Traga-o a Jesus Cristo, Pai. Triunfe com Sua graça sobre o pecado deste homem. 

Amado Deus, essa é minha oração, o meu pedido. Todavia, que não seja feita a minha vontade, mas a Sua. 

Em nome de Jesus, a quem seja a glória e a honra para todo o sempre,

Amem. 

Por Wilson Porte Jr. 

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