A onipotência de Deus e o "dilema da pedra"

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Por Rafael de Lima


É provável que alguma vez na vida você já tenha se deparado, ou vá se deparar, com a seguinte indagação: "Deus pode fazer uma pedra tão pesada que Ele mesmo não possa movê-la?". Essa pergunta tem sido feita por céticos que se acham muito espertos e que tentam, com ela, embaraçar e constranger os cristãos. A ideia é colocar em xeque o atributo da onipotência de Deus e, posteriormente, questionar a sua existência.

De fato, a pergunta soa como um dilema, visto que, se a resposta para o questionamento é que Deus pode criar a pedra, Ele não poderá movê-la, caso Ele não possa criá-la, da mesma forma haverá algo que Ele não pode fazer.

Vejamos porque este é um falso dilema que falha tanto teologicamente quanto logicamente.

Primeiramente, o referido questionamento falha em termos teológicos. O falso “dilema da pedra” se baseia em um conceito errado do que seria a onipotência divina. De fato, para o senso comum (e para a esmagadora maioria dos cristãos), dizer que Deus é onipotente equivale a dizer que Ele pode fazer tudo. Todavia, isto não passa de um equívoco teológico, visto que, claramente existem coisas que Deus não pode fazer. Don Fortner enumera uma lista de sete coisas que Deus não pode fazer: Deus não pode mudar ou ser mudado (Ml 3:6; Tg 1:17); Deus não pode mentir (Tt 1:2); Deus não salva um pecador sem um sacrifício agradável (Hb 9:22); Deus não pode levar para o céu alguém que não seja perfeitamente justo à Sua vista (Mt 5:20; Hb 12:14); Deus não pode mandar para o inferno alguém por quem Cristo sofreu e morreu no Calvário (Is 53:11; Rm 8:33,34); Deus não pode salvar um pastor aparte da pregação do evangelho (1Co 1:21-24; Tg 1:18; 2Pe 1:23-25); Deus não pode falhar em salvar qualquer pecador que confie no Senhor Jesus Cristo, seu Filho amado (Jo 3:16,36)[1]. Recomendamos a leitura integral do artigo para uma melhor elucidação.

Sproul define qual seria o conceito teológico correto para onipotência: “Como termo teológico [...] onipotência não significa que Deus pode fazer qualquer coisa [...] O que onipotência realmente significa é que Deus mantém poder absoluto sobre sua criação”.[2]

Teologicamente falando a resposta para o falso dilema da pedra seria: Não. Deus não pode fazer a pedra, pois ele estaria criando algo sobre o qual não teria domínio e, desta forma, anulando a sua onipotência.

Um segundo erro seria de ordem lógica. Ainda que abandonássemos a definição teológica de onipotência e adotássemos a ideia (incorreta) de que afirmar que Deus é onipotente é afirmar que Ele pode fazer tudo, o “dilema da pedra” falharia em termos lógicos.

Nas palavras de Phillip R. Johnson, a lei mais fundamental da lógica, chamada lei da contradição (ou não contradição), pode ser definida da seguinte maneira:

A lei da contradição significa que duas proposições antitéticas não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e no mesmo sentido. X não pode ser não-X. Uma coisa não pode ser e não ser simultaneamente. E nada que é verdade pode ser auto-contraditório ou inconsistente com qualquer outra verdade.[3]

O falso dilema da pedra tenta propor justamente isto, que Deus possa e não possa ao mesmo tempo e no mesmo contexto. Sproul propõe um dilema análogo ao da pedra que nos ajuda a perceber a falácia:

O que acontece quando uma força irresistível se choca contra um objeto irremovível? Podemos conceber uma força irresistível. Podemos, igualmente, conceber um objeto irremovível. O que não podemos conceber é a coexistência dos dois. Se uma força irresistível encontra um objeto irremovível, e o objeto se mover, o mesmo não poderia mais ser chamado com propriedade de irremovível. Se o objeto não se mover, então nossa força "irresistível" não poderia mais ser chamada, com propriedade, irresistível. Portanto, vemos que a realidade não pode conter uma força irresistível e um objeto irremovível.[4]

Assim, concluímos que o “dilema da pedra” falha tanto na sua perspectiva teológica, quanto na sua base lógica, se demonstrando apenas como mais uma falácia, sendo, portanto, um falso dilema.

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Notas
[1] FORTNER, Don. Sete coisas que Deus não pode fazer. Disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/atributos_deus/sete_coisas_deus_nao_pode.htm>. Acesso em: 10 set. 2014.
[2] SPROUL, R. C. Verdades essenciais da fé cristã. 1º caderno. 3ª ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010, p. 38.
[3] JOHNSON, Phillip R. A Lei da Contradição. Disponível em: <http://www.monergismo.com/textos/apologetica/Lei_Contradicao_Phillip.pdf>. Acesso em: 10 set. 2014.
[4] SPROUL, R. C. Op. cit., p. 38. 

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Fonte: Cosmovisão Cristã
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Materialismo: um salto de fé

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Por Jorge Fernandes Isah


Sempre entendi que um darwinista baseia todas as suas convicções e conceitos não na ciência, muito menos na comprovação científica ou empirismo, mas na falsa premissa da não existência de Deus.

O que os move não é o conhecimento científico, nem as descobertas que “poderiam” apontar para a não existência de Deus, mas o contrário, eles direcionam e acomodam a ciência para dentro do seu escopo filosófico, o qual se evidencia metodologicamente corrompido pela forma como se manipulam, burlam, gerenciam as informações a fim de se ratificar o pressuposto filosófico da não existência de Deus.

A ciência torna-se apenas o veículo para a corroboração da crença na descrença; o meio pelo qual eles dão vazão aos seus pressupostos através da falsa ideia de que estão à procura da razão e da verdade; quando a ciência transforma-se no meio de propagação doutrinária, a despeito do seu apelo pseudo-racional querer excluir a fé, quando, na verdade, ela está arraigada na fé. É o discurso panfletário idealizando-se anti-panfletário, como se fosse possível condenar o proselitismo religioso usando-se do proselitismo para difundir o materialismo, uma nova religião tão ou mais radical como nenhuma outra já foi.

No fundo, o cético faz da ciência e de si mesmo os seus “deuses”; esses são os elementos forjadores da cosmovisão materialista, e ao rejeitarem o Criador simplesmente o substituem por Suas criaturas [sim, a ciência não é criação humana, mas parte da criação divina, assim como o homem]. É o que Paulo alerta: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos… Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” [Rm 1.22, 25]. Na verdade, esse trecho da Escritura explica muito bem o que acontece atualmente: o homem se entregando à pregação, ao discurso, em favor do autonomismo, e assim excluí-se o teocentrismo para, em seu lugar, erguer altares antropocêntricos.

Em suas argumentações e sofismas, os crédulos ateus utilizam-se do fato da ciência não ser neutra para contaminá-la com sua filosofia naturalista, e assim dizer que agem em neutralidade. Parecendo racionais são levianos, e forçam até a exaustão o rótulo de inconsistentes, místicos e preconceituosos aos outros crédulos [em especial, os cristãos] quando suas concepções estão viciadas exatamente pela inconsistência, pelo misticismo, preconceitos e uma metodologia completamente corrompida. Verdadeiramente os naturalistas não estão a serviço da ciência, mas servem-se dela para atingir seus objetivos; usam-na como “ambiente” para disseminar e estabelecer seus dogmas. Em sua maioria são tão fundamentalistas como os fundamentalistas que atacam e execram, pois não estão dispostos ao diálogo, mas à doutrinação mais agressiva que se possa estabelecer e exercitar, e ela começa pelo pressuposto de desqualificar e rejeitar qualquer premissa que não seja igual a “Deus não existe” [não que haja algum benefício em dialogar com eles, pois se encontram de tal maneira presos em seu círculo vicioso que a menor hipótese de liberdade intelectual parecem-lhes pior do que o ferrolho a prender-lhes pés e mãos].

Afinal, quem é mais crédulo? O crente ou o ateu?

É interessante que o “novo ateísmo”[1] proclama a liberdade do homem de todas as formas de opressão religiosa, e o faça direcionando-o explicitamente ao materialismo filosófico, como única e última opção. Ou seja, prega-se uma “libertação”, mas essa libertação somente existirá se o liberto tornar-se ateu. Não é interessante? Quer dizer que para se ser livre o homem somente o será se a liberdade o levar ao âmago do sistema ateísta? E até onde será possível ir em defesa dessa liberdade? Como reagirão diante daqueles que se recusarem  a aceitá-la? Os neo-ateístas não estarão revivendo tudo aquilo que dizem combater, mas que é bem possível repetir em nome da sua fé? Ao final, o que teremos serão homens enjaulados, sem sequer uma réstia de luz.

Esse método se assemelha, ou melhor, é idêntico ao discurso marxista. Ao livrar o homem do capitalismo, fatalmente a única opção passa a ser o comunismo. O homem é livre para escolher o comunismo, e tão somente ele; e, chegando lá, estará invariavelmente aprisionado ao sistema, sem nenhuma chance de volta ou outra opção de escolha. A menos que se auto-imploda por ineficiência ou fragilidade, por sua própria inexiquilidade. Em nada é diferente da liberdade que bois e porcos têm no “corredor da morte” em direção ao matadouro. Não há escolha nem salvação. Essa é a liberdade do ateísmo e do marxismo… Mais uma mentira vergonhosa, em que o homem está preso pela suposta liberdade de querer se manter preso.

Por exemplo, Richard Dawkins[2] propõe a mesma libertação comunista: a de aprisionar o homem no ateísmo, no materialismo. E somente estando-se ali ele será, no seu conceito esdrúxulo, livre. Mas livre de quê? De algum tipo de fé? De algum tipo de sistema autoritário e despótico? De algum tipo de jogo onde as cartas estejam marcadas? E depois nos chamam de burros, de cegos. Ou querem enganar a quem além de si mesmos? Como esses homens podem conviver com tanta incoerência e ilogicidade? Somente a desonestidade intelectual como resposta. Ou seria uma fé equivocada? Ao ponto em que o “neo-ateísmo” esforça-se em excluir a história da própria História?

O modelo que desejam para a sociedade é, basicamente, o modelo marxista implementado na extinta URSS por Lenin e Stalin, na China por Mao, em Cuba por Fidel, no Camboja por Pol Pot, e em tantos outros lugares; é o mesmo projetado pelo ateísmo moderno: para aniquilar a ideia de Deus é preciso exterminar o homem, ao não permitir que ele pense, racionalize, mas tenha seus pensamentos reduzidos a um padrão de indiferença, onde todos estarão confinados a um modelo unificado de comportamento e expressão: a submissão cega. Milhões de pessoas sentiram na pele a ideologia marxista, o controle do Estado sobre a sociedade e o indivíduo; a impossibilidade de se “escapar” com vida desse sistema a não ser rendendo-se incondicionalmente; ser controlado completamente pelas forças de “libertação”, ou seja, fazer do homem uma simples máquina a serviço da vontade burocrática. Isso é fruto de um irracionalismo voluntário, da falta de discernimento analítico, o aniquilamento do senso crítico, da razão, tornando homens em manadas de idiotas.

O Estado não serve, precisa ser servido em sua voracidade perversa; o Estado não admite Deus, mas quer se fazer um; o Estado não pretende ter cidadãos, mas escravos; não aceita nada menos do que o seu ideal maníaco de onipotência e onipresença. Da mesma forma, o gene egoísta é a nova desculpa para que o Estado controle, domine e subjugue o homem. E a desculpa é sempre a mesma escandalosa mentira: assim é melhor!… Mas para quem?

A loucura doentia do neo-ateísmo, que simplesmente revive conceitos experimentados e fracassados à exaustão, como se fossem novidade, é ser essencialmente aquilo que diz combater. Será que os novos ateus pretendem reescrever a História, ou ficarão apenas na idade média, em especial no período negro da inquisição? Se o falso cristianismo existe e é injusto, há contudo o verdadeiro cristianismo, o qual é justo. Mas o que dizer do marxismo? Que nada mais é do que o materialismo levado às últimas consequências? O naturalismo em sua expressão mais virulenta e odiosa? Em qual lugar houve justiça? Ele apenas promoveu e ainda promove a injustiça em sua sanha destrutiva, em sua descrença em Deus e nos valores cristãos. Ateísmo e marxismo são irmãos siameses a serviço do mesmo senhor: o diabo!

E como tal, não prescinde a fé, mas vive por ela… equivocadamente, diga-se de passagem, posta num ídolo de barro.

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Notas:

[1] Novo ateísmo ou antiteísmo é a oposição ativa ao teísmo, ao ponto em que não basta rejeitar a Deus, mas lutar para o extermínio de qualquer crença divina, pois, assim o mundo seria muito melhor. Ou seja, eles crêem que não crendo tudo caminhará para a perfeição, mas, além da crença em si mesmo e em suas idéias, o que têm de concreto?
[2] Clinton Richard Dawkins é o maior expoente do neo-ateísmo na atualidade. Ele conclama os ateus a “sairem do armário” e ir à luta contra as religiões e seus deuses, e militarem por um mundo melhor, onde não há espaço para as religiões.

- Este texto tem como ponto de partida o “Bate-Papo com André Venâncio” e os vários comentários à postagem, e a leitura do ótimo livro “Cartas para Dawkins”, da Editora Monergismo.

- Para o título, utilizei-me de uma expressão do filósofo e teólogo dinamarquês, considerado o pai do existencialismo, Soren Kierkegaard, “o salto da fé”, o qual para ele a fé é uma aposta, uma aventura arrojada, um mergulho no desconhecido, um salto arriscado, em que a fé se opõe à razão, de tal forma que são mutuamente exclusivas. Acredito que o darwinismo é mais ou menos isso: uma fé-cega a lançar o homem na treva mais densa que a mente humana pode conceber.

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Fonte: NAPEC
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Não tenho fé suficiente para ser ateu

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Por Robson T. Fernandes


O ateísmo é um movimento que tem crescido nas últimas décadas, segundo o IBGE. Tal movimento se divide em ateus práticos (não apresentam nenhum tipo de religiosidade), ateus teóricos (se preparam filosoficamente), e os ateus militantes (propagam a “fé” ateia).

A afirmação de que não existem evidências científicas para se provar a existência de Deus, tem se tornado o argumento mais freqüente dos ateus, porém, esses deveriam saber que, semelhantemente, não existem provas científicas para a não existência de Deus. Todas as evidências científicas apontam para a existência de um Criador. Por isso, tantos cientistas na atualidade têm abandonado o ateísmo para se converterem a Cristo e adotarem o Criacionismo.

O ateísmo afirma que Deus não pode ser observado epistemologicamente portanto não faz parte da ciência. Tal afirmação é falha, porque a Ciência nunca negou a existência de Deus. Na verdade, os cientistas decidiram deliberadamente nunca estudar a questão DEUS! Os cientistas simplesmente decidiram não tratar de tal assunto. Agora, decidir não estudar sobre uma pessoa é uma coisa, e afirmar que tal pessoa (que nunca foi estudada) não existe é outra totalmente diferente.

O ateísmo afirma que a religião é má e responsável pela morte de milhões de pessoas na história. Tal argumento pode, em parte, ser verdadeiro. Porém, se partirmos desse pressuposto, iremos observar que o ateísmo foi responsável por um número de mortes muito maior que a religião, a exemplo da China ateísta, ou da Coréia do Norte, ou da antiga URSS, ou ainda através de Lênin, Stalin etc., que foram responsáveis, juntos, pela morte de mais de 100.000.000 de pessoas no mundo, através da história.

Então, onde está Deus? Diante de tal pressuposto os ateus ironizam acerca da existência de Deus, já que O mesmo não pode ser visto fisicamente.

Utilizando-nos da mesma falácia, podemos concluir que um ateu não raciocina, pois não podemos ver fisicamente o seu raciocínio. Um ateu não tem inteligência, pois não podemos ver fisicamente a sua inteligência. Um ateu não tem amor, pois não podemos ver fisicamente o seu amor. Um ateu não tem sentimentos, pois não podemos ver fisicamente os sentimentos. Na verdade, utilizando-nos da mesma falácia, podemos até dizer que um ateu nem tem cérebro, pois não podemos enxergar o seu cérebro, e muito menos a sua capacidade de pensar. Já que não podemos ver essas coisas fisicamente, poderíamos dizer que um ateu é simplesmente um corpo físico que anda vagando, sem cérebro, sem capacidade de pensar, sentir e amar, sem inteligência e sem raciocínio. Seguindo a mesma falácia, utilizada pelos ateus, podemos dizer que um ateu é simplesmente um corpo físico vazio, oco, sem nada por dentro.

Por fim, lembro-me de Nietzsche, que disse: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens”. E realmente o foi.

Profecias bíblicas precisas ou mera coincidência?

A Bíblia possui 985 profecias que alguns julgam se tratar de “coincidências”, das quais 573 estão no Antigo Testamento e 412 no Novo Testamento.

Dessas 985 “coincidências” mais de 500 já aconteceram, por “coincidência” exatamente como estavam escritas, “coincidentemente” cumprindo datas, locais, contextos e personagens.

Quando Jesus Cristo estava pregado numa cruz por causa dos pecados da humanidade, 30 “coincidências” aconteceram num período de 6 horas – das 09:00h às 15:00h.

Essas “coincidências” são mais semelhantes a “Cristocidências”. Por exemplo, o Livro de Daniel capítulo 9 e versículo 25 nos diz que desde que a ordem fosse dada para reedificar Jerusalém até que as obras estivessem prontas seriam decorridas 9 semanas. E desde que a cidade estivesse edificada até a chegada do Ungido (Messias = Cristo) seria decorridas 62 semanas.

Pois bem, na cultura judaica – e isto fica claro nos primeiros versículos do capítulo 9 – existem dois tipos de semanas. As semanas de dias (como nós conhecemos), e a semana de anos. Essa semana a que se refere Daniel é a semana de anos, assim sendo, se uma semana de dias tem 7 dias, uma semana de anos tem 7 anos.

Quando nós lemos o livro de Neemias no capítulo 2 podemos ver a ordem para a edificação, ou reconstrução de Jerusalém sendo dada. Exatamente após a ordem ser dada começou a contagem de Daniel 9:25. Sete (7) semanas de anos, isto é, 49 anos. Por “coincidência” quando se completou 49 anos a cidade estava edificada. Que coincidência!

Todavia, não acabou por aqui. Quando a cidade estava edificada começou a segunda contagem. Sessenta e duas (62) semanas de anos, isto é, 434 anos. Por “coincidência” quando se completava 434 anos, após esse feito, era o dia exato em que o texto de Mateus 21:5 nos diz que Jesus CRISTO (Ungido = Messias) estava entrando em Jerusalém montado em uma cria de jumenta. Segundo alguns historiadores seria o dia 14 de Março. Naquele exato dia. Que “coincidência”!

Todavia, não acabou por aqui! O texto de Zacarias capítulo 9 e versículo 9 nos diz exatamente como o Rei chegaria em Jerusalém, quer dizer, montado em uma cria de jumenta. E aconteceu exatamente assim. Que “coincidência”!

Todavia, não acabou por aqui! O único momento da vida de Jesus em que Ele permitiu ser chamado de Rei foi naquela situação. Que “coincidência”!

Todavia, não acabou por aqui! O fato, isto é, a “coincidência” é que essa profecia foi feita no Livro de Daniel, que foi escrito em 537a.C. (537 anos antes de Cristo nascer), iniciada no livro de Neemias, que foi escrito entre 445a.C. e 425a.C (~430 anos antes de Cristo nascer), detalhada no livro de Zacarias, que foi escrito entre 520a.C e 518a.C. (~520 anos antes de Cristo nascer), e cumprida no livro de Mateus, que foi escrito entre 60d.C. e 70d.C. Se cumpriu nos mínimos detalhes. Que “coincidência”!

Agora, para quem deseja continuar de mãos dadas com o ceticismo, existem mais 984 “coincidências”, isto é, profecias que podem ser estudadas na Bíblia!

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Fonte: NAPEC
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Todos vivemos por fé. Até você, ateu.

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Por Yago Martins


Estive em Goiânia semana passada. A história é longa demais para servir como introdução para esta postagem, mas posso citar que foi uma verdadeira aventura, se comparado com o fato de que a coisa mais emocionante que havia feito na vida até então fora passar a terceira marcha na autoescola. Lá, pude lançar as primeiras bases de alguns projetos e conhecer muita gente bacana, incluindo a jornalista Nilce Moretto, com quem pude ter boas conversas sobre o sentido da vida, do universo e tudo mais.

Enquanto, em meio a sua agitada rotina, ela já fazia o milionésimo favor, levando este cabeça-chata ao aeroporto (a família que estava me hospedando não possuía carro), ela levantou uma questão interessante, e nem me pergunte como chegamos neste assunto. ”Meu olho é azul, o da minha mãe é castanho. Será que ela vê as coisas como eu vejo?”, questionava a pequena Moretto quando criança. A pergunta dizia respeito à nossa compreensão da realidade. Será que todos nós vemos as mesmas coisas, ou vemos tudo de modo diferente?

Confessei, feliz por descobrir que eu não era uma criança anormal, que eu possuía uma pergunta parecida: “Como será ser outra pessoa?”, pensava eu. Minha elaboração já adulta do questionamento infantil era: se eu possuo medos, pontos de vista, preconceitos, considerações e modos de agir que são baseados na criação que tive, nas experiências que passei ou nas informações que coletei, se eu tivesse outra criação, outras experiências e outras informações, como seria minha análise das coisas que estão à minha volta?

Quando voltei para minha amada Fortaleza, fui contar para a noiva, como de costume, sobre como foi a viagem, e fiz questão de citar esta conversa, perguntando se alguma formulação parecida a incomodava quando criança. Resposta afirmativa: ”Será que as outras pessoas me veem como eu me vejo? Será que as outras pessoas se veem como eu as vejo?”, era seu questionamento infantil. Certa vez, ela chegou a perguntar para sua irmã mais nova se a imagem que aparecia no espelho era equivalente à aparência real.

Passamos um tempo falando, eu e minha noiva, sobre como todos precisamos viver por fé, até os ateus. Como sabemos se aquilo que vemos é real? Como temos certeza que o significante é equivalente ao significado? Como sabemos se a lógica é funcional, se o único modo de prová-la é com mais lógica, cometendo uma petição de princípio? Como sabemos que existe uma realidade? Como sabemos se tudo não é uma ilusão? Como saber se não somos cérebros em um tubo de ensaio possuindo meras induções elétricas ou se não fomos criados há cinco minutos, tendo o passado implantado em nossa mente, como brinca Lane Craig?

Se você me pede para provar que a Bíblia é verdade, e eu digo: “claro que é, olha aqui o que Paulo diz em segunda Timóteo…”, você me interromperia e me acusaria de cometer uma petição de princípio, uma razão circular. Porém, se eu te peço para provar que a lógica funciona como meio de perceber e racionalizar o mundo, você teria que usar a lógica para isso. Se eu te peço para provar a realidade, você precisará apelar para a realidade para conseguir fazer isto. No fim das contas, em ultima instância, todos precisamos de petição de princípio. No fim das contas, todos vivemos por fé. No fim das contas, todos possuímos pressupostos não provados que precisam ser assumidos como corretos para que o mundo faça sentido.

Se você discorda, é só me provar que a razão é confiável, mas sem usar nenhum argumento racional. Boa sorte.

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Adolf Hitler era Cristão?

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As vezes, os neo-ateus querendo zombar do cristianismo dizem que Hitler era cristão. Porém, neste vídeo abaixo dois pesquisadores revelam a verdadeira religião que Hitler seguia e a sua "grande" jogada. Assista:


Fonte: Dica do Rudy Souza, via Facebook.

Quem quiser se aprofundar a respeito, assista um complexo documentário sobre a história de Hitler, aqui.
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Breves reflexões sobre a laicidade do Estado

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Por Fábio Correia (filósofo calvinista)


O que significa um Estado Laico? Responder e ter clareza sobre isso é de grande importância. A falta de conhecimento ou mesmo um conhecimento apenas superficial do que realmente significa um Estado Laico tem levado religiosos e ateus a assumirem posturas igualmente extremistas.

Pode o Estado manter em suas repartições símbolos religiosos, por exemplo? Essa é apenas uma questão a ser refletida. Talvez, uma das menores. Porém, é uma questão sintomática. Ela revela o grau de distorção acerca desse assunto.

Antes de continuarmos, vamos rever a definição de Estado Laico, de forma simples e sintética:

“Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Estado teocrático ou teocrático é o contrário de um estado secular, ou seja, é um estado onde há uma única religião oficial (como é o caso do Vaticano e do Irã). O Estado secular deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. Difere-se do estado ateu - como era a extinta URSS - porque no último o estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa. Entretanto, apesar de não ser um Estado ateu, o Estado Laico deve respeitar também o direito à descrença religiosa”.
Conforme: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_secular.

Devemos notar que o Estado Laico não é contra a Religião ou a Religiosidade. Antes, pelo contrário, ele tem o dever de defender o direito de culto ou de qualquer outra expressão religiosa do cidadão.

Os ateus, sob a alegação de terem seu “direito de não crer” violado, querem transformar de forma sutil, inteligente, maliciosa, discreta, imperceptível e intencional o “Estado Laico” em um “Estado ateu”. Ou seja, querem que o Estado se oponha a qualquer tipo de Religiosidade ou expressão religiosa. Querem proibir o uso de símbolos religiosos em repartições públicas, por exemplo. Mas, será que isso é uma reivindicação válida e justa? Sim e Não, eu diria. Vejamos:

Sim, se o símbolo religioso tiver sido adquirido com dinheiro público, principalmente.

Mas há ainda outras situações, mais gerais e abrangentes, que tornaria a reclamação dos Ateus e de, agora, “outros credos”, justa e válida:

a) Se o símbolo religioso “peculiar” estiver ocupando área comum de espaço público. Exemplo: uma imagem de uma santa católica no pátio da Secretaria de Educação do Estado, ainda que não tenha sido adquirida com dinheiro público. Um protestante, certamente, não iria gostar de ver que um espaço que “também” lhe pertence está sendo usurpado por uma crença que ele definitivamente não concorda. Da mesma forma o ateu.

b) Se o espaço público estiver sendo utilizado com o fim de divulgar uma “bandeira religiosa” específica. Exemplo: um evangélico que prega sua mensagem no metrô. Por mais que entendamos que a mensagem pregada é verdadeira, não dá pra conviver harmonicamente com esse tipo de prática num Estado Laico. O que os evangélicos achariam se um religioso do Candomblé resolvesse fazer um “despacho” no metrô? Essa é uma expressão religiosa tal qual sua pregação. Nesse caso, se o Estado Laico entende ou permite que o evangélico manifeste sua expressão religiosa, deve também assegurar o mesmo direito ao Macumbeiro.

Não, se o símbolo religioso estiver sendo usado por um funcionário público ou mesmo por um contribuinte, no exercício pleno de sua liberdade religiosa e nos limites de seu espaço particular.

A França, por lobby do ateísmo, proibiu até mesmo que alunas frequentassem aulas usando a tradicional “burca”, símbolo religioso do Islamismo. Isso não é, definitivamente, ato legítimo de um Estado Laico. Isso é decreto de “Estado Ateu”. É uma invasão e uma violação à liberdade religiosa e à própria liberdade, em si. Curiosamente isso ocorreu no país que é um dos mais importantes símbolos da Liberdade. Um verdadeiro retrocesso aos pressupostos conquistados pela “Revolução Francesa”.

Nesse sentido, o funcionamento do Estado Laico é análogo ao de um condomínio. Ou seja, cada condômino tem total liberdade de encher seu apartamento com santos católicos ou da umbanda, por exemplo. Porém, ele não pode utilizar as áreas comuns do condomínio para fazer prevalecer seus símbolos religiosos ou ainda a cor de sua preferência individual, com a qual pinta seu imóvel.

Evidentemente que existem outras questões mais complexas que envolvem esse assunto e que não iremos abordar nessa breve reflexão, como por exemplo: a questão do “casamento gay”, da “adoção de filhos por casais gays”, o “direito a pensão alimentícia e herança em caso de relações homoafetivas” e tantas outras.

Algumas dessas questões não possuem nenhum caráter religioso. Trata-se apenas de uma questão de justiça, como é o caso do direito a herança e de ser dependente em planos de saúde, requeridos pelos gays. Nessas, o estado deve resolver e, sequer, perguntar algo aos religiosos. Outras, porém, envolvem questões de crença, como o chamado “casamento gay e adoção”. Os não religiosos e ateus, porém, não reconhecem isso. Querem até que o Estado ignore a opinião dos Religiosos. Mas essa é uma postura de um Estado Ateu e não de um Estado Laico.

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Prefiro a esperança do Evangelho.

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Por Renato César


Toda fase que se inicia na vida um dia terá fim. A infância começa de maneira encantadoramente frágil. Quando bebês, somos fofinhos, espontâneos, cativantes. Para muitos pais, é a fase que mais deixa saudade.

Então crescemos de pouquinho em pouquinho, até que a mais bela fase da vida de um ser humano chega a seu fim, dando lugar a adolescência, um período, para alguns, de instabilidade e grandes mudanças. Para a maioria de nós, a segunda melhor fase, pois é quando descobrimos muitos dos prazeres da vida, porém ainda sem o peso da responsabilidade da vida adulta.

A adolescência passa e, finalmente, nos tornamos adultos. A liberdade que essa fase traz consigo também acarreta maiores responsabilidades, descolorindo um tanto a vida, fazendo aparecer tons de rotina, de obrigações e afazeres diários que nos tomam quase todo o tempo, com o trabalho, criação dos filhos...

Os anos se passam, e até mesmo a longa fase adulta, recheada com suas responsabilidades diárias, dá lugar à velhice, a última e mais dolorosa de todas as fases. É quando olhamos pra trás na esperança de ter feito valer a pena todos os esforços desprendidos, todas as noites mal dormidas, todos os segundos gastos em busca de um futuro melhor.
Por fim, a fase da vida precisa dar lugar à fase da morte. Mas será esta a última fase? Começamos nascendo e terminamos morrendo? É só isso? 

Não posso, não consigo crer nessa hipótese. Não é possível que a morte seja o final de tudo. Prefiro crer no Evangelho. Não apenas porque é uma ideia mais agradável e afasta minha crise existencial, mas porque me parece mais lógica.

Se tudo acabasse com a morte, seria como dizer a alguém que terminou o doutorado: “Pronto, acaba aqui. Você já sabe tudo sobre esse assunto. Não há mais nada a aprender”. Na verdade, é desse ponto em diante que o novo começa. É quando surgem os maiores desafios e descobertas. Se assim não fosse, a humanidade não evoluiria. Sempre há um depois, a não ser que o agora seja para sempre. Mas sempre não existe neste mundo material.
Prefiro crer no Evangelho, porque ele me diz que depois de toda uma vida existe outra, melhor, abundante, perfeita e eterna. O Evangelho me diz que o que hoje vejo por espelho, em enigma, verei face a face. Em outras palavras, me diz que os vislumbres do outro mundo presentes neste, como o amor incondicional da mãe pelo filho, tornar-se-ão patentes a meus olhos e encherão toda a existência humana.

Não posso crer que a longa caminhada no deserto da vida, que para uns é mais difícil que para outros, termine em nada. Se há um deserto a ser cruzado, é porque do outro lado há uma terra prometida. E é para esta Terra que os filhos da promessa, os que creem no Messias, no Cristo ressurreto, estão indo.
A morte não é fim de tudo, mas tão somente o que vemos daqui de onde estamos, como era o monte Nebo (Dt 32.49) para os israelitas. Ela é o último obstáculo a ser superado antes de se chegar à Terra Prometida, à santa cidade, de onde mana a água da vida.

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Sobre o autor: Cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE. 

Artigo enviado por e-mail. 
Contatos com o autor: renatocesarmg@hotmail.com
Divulgação: Bereianos
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O desafio da universidade para os jovens cristãos.

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Por Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: IP Santo Amaro - Canal Youtube
Dica de Danilo Neves de Almeida, via Facebook.
Divulgação: Bereianos
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Ateísmo simplista, dualismo ilógico ou cristianismo complicado?

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Por C. S. Lewis

Pois bem, então o ateísmo é simplista. E vou lhes falar de outro ponto de vista igualmente simplista que chamo de "cristianismo água-com-açúcar". De acordo com ele, existe um bom Deus no Céu e tudo o mais vai muito bem, obrigado - o que deixa completamente de lado as doutrinas difíceis e terríveis a respeito do pecado, do inferno, do diabo e da redenção. 

Os dois pontos de vista são filosofias pueris. Não convém exigir uma religião simples. Afinal de contas, as coisas no mundo real são complexas. Parecem simples, mas não são. A mesa à qual estou sentado parece simples, mas peça a um cientista que diga do que ela é realmente feita: você ouvirá uma longa história a respeito dos átomos e de como as ondas luminosas refletem-se neles e chegam ao nervo óptico, provocando um efeito no cérebro. Assim, o que chamamos de "enxergar a mesa" nos leva a mistérios e complicações aparentemente inesgotáveis. Uma criança que faz uma oração infantil é algo singelo. Se você estiver disposto a parar por aí, ótimo. Mas, se você não se contentar com isso (coisa que acontece bastante no mundo moderno) e quiser levar avante o questionamento sobre o que realmente acontece, tem de estar preparado para enfrentar dificuldades. Se exigimos algo que vá além da simplicidade, é tolice nos queixarmos de que esse algo a mais não é simples. 

Com muita freqüência, entretanto, esse procedimento tolo é adotado por pessoas que não têm nada de tolas, mas que, consciente ou inconscientemente, querem destruir o cristianismo. Essas pessoas apresentam uma versão da religião cristã própria para crianças de seis anos e fazem dela o objeto de seu ataque. Quando tentamos explicar a doutrina cristã tal como é entendida por um adulto instruído, elas se queixam de que estamos dando um nó na cabeça delas, de que tudo o que dizemos é complicado demais e de que, se Deus realmente existisse, teria feiro a "religião" simples, pois a simplicidade é bela, etc. Esteja sempre em guarda contra este tipo de gente, sujeitos que trocam de argumento a cada minuto e só nos fazem perder tempo. 

Note o absurdo da ideia de um Deus que "faz uma religião simples": como se a "religião" fosse algo inventado por Deus, e não a sua afirmação de certos fatos inalteráveis a respeito de sua própria natureza. A experiência me diz que a realidade, além de complicada, é quase sempre estranha. Não é precisa, nem óbvia, nem previsível. Por exemplo, quando você descobre que a Terra e os outros planetas giram em torno do Sol, pensa naturalmente que todos os planetas devem se comportar da mesma maneira, que são separados por distâncias iguais ou distâncias que aumentam proporcionalmente, ou que devem aumentar ou diminuir de tamanho à medida que se afastam do Sol. No entanto, não encontramos nem métrica nem método (que possamos compreender) nos tamanhos ou nas distâncias. Além disso, alguns planetas possuem uma lua; outros, quatro; alguns, nenhuma; e um planeta tem um anel. 

A realidade, com efeito, é algo que ninguém poderia adivinhar. Este é um dos motivos pelo qual acredito no cristianismo. E uma religião que ninguém poderia adivinhar. Se ela nos oferecesse o tipo de universo que esperaríamos encontrar, eu acharia que ela havia sido inventada pelo homem. Porém, a religião cristã não é nada daquilo que esperávamos; apresenta todas as mudanças inesperadas que as coisas reais possuem.

Deixemos de lado, portanto, todas as filosofias pueris e suas respostas simplistas. O problema não é nada simples, e a resposta tampouco. E qual é o problema? E um universo cheio de coisas evidentemente más e aparentemente sem sentido, mas que ao mesmo tempo contém criaturas como nós, que têm a consciência dessa maldade e desse absurdo. Existem só dois pontos de vista que conseguem contemplar todos esses fatos. Um deles é o cristianismo, segundo o qual estamos num mundo bom que se perdeu, mas que ainda assim conserva a memória de como deveria ser. O outro ponto de vista chama-se dualismo. 

Dualismo é a crença de que, na raiz de todas as coisas, há duas forças iguais e independentes, uma delas boa, a outra má. O universo é o campo de batalha no qual travam uma guerra sem fim. Creio que, ao lado do cristianismo, o dualismo é a crença mais viril e sensata existente no mercado. Porém, traz em si uma armadilha. Os dois poderes, ou espíritos, ou deuses - o bom e o mal - são tidos como independentes um do outro. Ambos existem eternamente. Nenhum deles gerou o outro, nenhum deles tem mais direito que o outro de chamar a si mesmo de "Deus". Cada um deles, presumivelmente, considera a si mesmo o Bem, e ao outro, o Mal. Um deles aprecia o ódio e a crueldade; o outro, o amor e a misericórdia; e cada qual sustenta sua própria visão das coisas. 

No entanto, o que temos em mente quando chamamos um deles de Poder Benigno, e o outro, de Poder Maligno? Talvez queiramos dizer simplesmente que preferimos um ao outro — como alguém pode preferir uma cerveja a um vinho doce; ou então queiramos dizer que o que quer que cada um deles pense a seu respeito, e independentemente de nossas preferências humanas imediatas, um deles está efetivamente errado, enganado ao se considerar benigno. Ora, se tudo o que queremos dizer é que preferimos o primeiro poder, temos de desistir definitivamente dessa conversa de Bem e de Mal, pois o Bem é aquilo que devemos preferir quaisquer que sejam os nossos sentimentos momentâneos. Se "ser bom" significasse apenas aderir ao lado que por acaso nos agrada, o Bem não mereceria ser chamado assim. Logo, o que queremos dizer é que um dos poderes está errado, enquanto o outro está certo. 

Mas no momento em que dizemos isto, insere-se no universo um terceiro fator, distinto dos outros dois poderes: uma lei, ou padrão, ou regra geral do Bem à qual o primeiro poder se submete, e o outro, não. Se os dois poderes são julgados por esse padrão, então o próprio padrão ou o Ser que o criou está além e acima de qualquer um dos poderes. E ele o Deus verdadeiro. Na realidade, quando dizemos que um poder é bom e o outro é mau, entendemos que um está em relação harmoniosa com o Deus verdadeiro e supremo, e o outro, não.

C. S. Lewis
Cristianismo puro e simples
Via: Cinco Solas
Divulgação: Bereianos

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A confiabilidade dos Evangelhos

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Por Davi Lago

Podemos citar três razões que demonstram a confiabilidade da narrativa dos evangelhos:

Razão nº1: Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos narrados. Isso é muito importante porque indica que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares e pessoas próximas às diversas testemunhas oculares. O fato de as testemunhas oculares estarem vivas no tempo em que os evangelhos foram escritos é crucial porque elas poderiam desmentir qualquer informação mentirosa.

Há muitas evidências que demonstram que os evangelhos foram escritos cedo. Há evidências internas, como por exemplo: o livro de Atos termina bruscamente com Paulo esperando seu julgamento (At 28.31) o que indica que Lucas, o autor, terminou o livro naquele período. Sabe-se que Paulo foi martirizado entre 63 e 64 d.C. Sabe-se também que o livro de Atos foi escrito por Lucas depois de seu evangelho (At 1.1). Logo, o evangelho de Lucas foi escrito no máximo, apenas trinta anos após o ministério de Jesus.

Outro exemplo de evidência interna é a ausência de qualquer referência no Novo Testamento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Isso claramente aponta o fato de que todos os livros no Novo Testamento foram escritos em data anterior a 70 d.C. É notável o fato de que Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída (Mc 13.1-4,14,30). E Jerusalém foi realmente destruída no ano 70 d.C. assim como Jesus profetizou. Sem dúvida os autores do Novo Testamento, que estavam preocupados em provar que Jesus é o Filho de Deus, teriam citado o cumprimento dessa profecia para apoiar sua argumentação.

Há também evidências relacionadas aos papiros com fragmentos do Novo Testamento que sobreviveram até nossos dias. O papiro conhecido como Chester Beatty é datado de 200-250 d.C.; o papiro Bodmer II de 200 d.C.; o papiro Early Chrisitian de 150 d.C.; e o papiro John Rylands MSS de 130 d.C. Esses papiros comprovam que os evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos narrados.

Há evidências relacionadas aos escritos patrísticos. Por exemplo, a epístola de Policarpo aos filipenses foi escrita em 120 d.C., as cartas de Inácio em 115 d.C. e a epístola de Clemente aos coríntios em 95 d.C. Todos esses escritos contém inúmeras citações dos evangelhos e demais textos do Novo Testamento.

Portanto, se concluí que os evangelhos passam do teste mais ácido de todos os escritos da Antiguidade. Os evangelhos foram escritos na mesma geração que viu os eventos narrados. O fato dessa geração ter preservado os evangelhos para as gerações posteriores indica o fato de que não houve nenhuma distorção ou fraude na narrativa dos eventos.

Razão nº2: Os eventos narrados nos evangelhos são solidamente apoiados pelas descobertas históricas e arqueológicas. A arqueologia comprova a historicidade de eventos, pessoas e lugares descritos nos evangelhos. Por exemplo: Em Lucas 2.1-3 está escrito que foi realizado um censo no período em que Quirino era governador da Síria. Sabe-se hoje que os romanos realizavam um censo a cada 14 anos e que esses censos tiveram início com César Augusto. Inscrições encontradas em Antioquia confirmam que Quirino iniciou seu governo em 7 a.C. Em Lucas 3.1 é citado um governador chamado Lisânias. Foi encontrada uma inscrição próximo à cidade de Damasco que comprova a existência dele. Em João 19.13 é mencionado um pavimento de pedra, chamado Gábata, localizado no palácio de Pilatos. O arqueólogo William Albright comprovou que esse pavimento existiu, foi destruído em 70 d.C. e reconstruído pelo governador Adriano. Esses são apenas alguns exemplos das descobertas arqueológicas que comprovam a historicidade dos eventos narrados nos evangelhos.

Razão nº3: Os evangelhos não foram alterados com o passar dos séculos. Esse fato é comprovado por evidências maciças. Primeiro, há cerca de 4.000 manuscritos completos do Novo Testamento em grego espalhados pelos museus do mundo, e cerca de 13.000 manuscritos com fragmentos do Novo Testamento. É uma diferença monumental se comparado com outras obras da Antiguidade: há apenas dez manuscritos de Guerras Gálicas de Júlio César, dois manuscritos de Anais de Tácito, e sete manuscritos gregos das obras de Platão.

Segundo, os manuscritos do Novo Testamento foram encontrados em diversas localidades como Egito, Síria, Turquia, Itália, Grécia e Palestina.

Terceiro, os manuscritos do Novo Testamento que sobreviveram aos nossos dias foram escritos transcritos próximos aos manuscritos originais escritos pelos próprios autores. Há papiros com fragmentos do Novo Testamento que datam de 50 a 100 anos após a escrita dos originais. Há manuscritos completos que datam de 400 anos após a escrita dos originais (por exemplo: Codex Sinaiticus, Codex Alexandrino, Codex Vaticanus). Há uma diferenaça descomunal aos outros escritos da Antiguidade. Por exemplo: o manuscrito mais antigo que temos da História de Tucídes, é de 1300 anos após o original; História de Heródoto de 1350 anos; Guerras Gálicas de Júlio César de 950 anos; História de Tácito de 750 anos; Anais de Tácito de 950 anos. Entre os milhares de manuscritos do Novo Testamento que possuímos hoje, há diferenças mínimas, que são apontadas em notas de rodapé nas traduções modernas. Essas diferenças mínimas em nada alteram a doutrina cristã e podem ser superadas através da análise do que diz a maioria dos manuscritos.

A conclusão a que os estudiosos chegam é que nenhum outro documento da Antiguidade é tão confiável como os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento.

Fonte: NAPEC

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Refutando o "erro cíclico de redundância" da Bíblia


Por Gabriel Brasileiro


Ateus contemporâneos (neo-ateístas) atacam bastante a Sagrada Escritura, sempre buscando nela alguma possível contradição, erro, ou apenas algum motivo para ridicularizarem os cristãos. Uma forma de argumentação contra Bíblia envolve um “ciclo lógico” que aparentemente faz sentido, dando a impressão que a Bíblia é falível. Essa argumentação funciona com três simples perguntas que você pode ver na imagem abaixo: 



Primeiro, o grande erro desse "ciclo" é colocar a Bíblia como algo pessoal. Isto é, usar a expressão "a Bíblia diz...". O certo seria: "Os autores dos livros Bíblicos dizem...". Esses autores diziam que o que escreviam era infalível porque afirmavam que era o próprio Deus quem os inspirava. Porém, pode ser apontado outro problema, que seria: "Que credibilidade posso dar a esses autores?". Para essa pergunta há uma simples resposta:

Se lermos as cartas apostólicas podemos ver que o único objetivo delas era a propagação do evangelho. Não vemos em nenhum canto algo que poderíamos chamar de “conspiratório”. Vamos supor que os apóstolos tinham interesses políticos e econômicos inventando uma possível inspiração divina. Se o objetivo deles era obter “lucros” escrevendo aquilo, eles foram os homens mais burros de todos os tempos. Pois, eles nunca ganharam riquezas e nem status social. Muito pelo contrário eles tiveram uma vida absurdamente desgraçada e foram martirizados de formas infelizes, pelo simples fato de afirmarem que as coisas que escreviam eram totalmente inspiradas por Deus. Dado essa objeção, torna-se muito mais provável acreditarmos que eles receberam realmente inspiração divina, a que acreditar que tudo foi uma conspiração. Sendo assim, podemos dar grande credibilidade a esses autores.

 No livro “Em Guarda”, o filósofo e historiador William Lane Craig, escreve: 

“No entanto, o poder explicativo da hipótese da conspiração é sem dúvida mais fraco no que diz respeito às origens da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Pois a hipótese é na verdade uma negação desse fato; ela procura explicar a mera aparência de crença por parte dos discípulos. Porém, como os críticos universalmente reconheceram não se pode negar com alguma plausibilidade que os primeiros discípulos no mínimo criam sinceramente que Jesus ressuscitaria. Eles apostaram suas vidas nessa convicção. Essa deficiência por si só tem sido suficiente na mente da maior parte dos estudiosos para enterrar de vez a hipótese da conspiração” 

Vejam que encontramos uma resposta plausível para a pergunta: "Como você sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus?". Usando a resposta demonstrada acima esse "ciclo" foi quebrado, como podemos ver abaixo:



Outra objeção a esse argumento seria a superioridade da experiência pessoal. Nesse caso eu não teria um fator externo para refutar o argumento em questão. Todavia, eu teria um fator interno que me diria que a Bíblia é realmente a palavra de Deus, independentemente do que os outros acreditem ou tentem-me fazer acreditar. Esse fator interno seria minha experiência pessoal com Deus (testemunho interno do Espírito Santo). Não é possível provar a ninguém essa experiência, apenas, para você mesmo. Seria como você conhecer um extraterrestre, chegar em casa, contar isso para sua família e eles lhe disserem: “Extraterrestres não existem!”. Suponha que, logo após, sua família lhe mostre argumentos lógicos para lhe provar que ETs realmente não existem. Todo e qualquer argumento que lhe apresentarem será, com certeza, irrelevante para que você mude de opinião. Pois, você teve verdadeiramente uma experiência com esse ser de outro planeta. Mesmo que você não possa provar a existência dele e nem possa refutar argumentos contra a sua existência, você tem certeza que ele existe. Isso acontece da mesma forma com a Bíblia. Podemos ter experiências pessoais com Deus (testemunho interno do Espírito Santo) que nos mostram que Ele existe e que a Sagrada Escritura é realmente Sua palavra. Essas experiências são frutos da íntima comunhão com Deus. Isto é, se tivermos uma íntima comunhão com Deus, podemos ter a total certeza que a Bíblia é Sua palavra, independentemente de argumentos que tentem mostrar o contrário.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Sl 119:105)

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O “fundamentalismo neo-ateu”, falacioso e desonesto de Matthew Chapman.

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Por Ruy Marinho

Nesta semana, tive o conhecimento de uma entrevista feita com o bisneto de Charles Darwin, Sr. Matthew Chapman, publicada no site UOL e noticiada pelo Gospel+. Trata-se de um cineasta neo-ateu norte-americano, que dirigiu um filme chamado “A Tentação”, o qual estreou no Brasil recentemente. Veja aqui!

Confesso que tenho o hábito de acompanhar debates interessantes entre apologistas cristãos e ateus, muitos deles com um bom nível de respeito e honestidade com as questões abordadas. Porém, fiquei surpreso com a desonestidade intelectual apresentada nesta entrevista por este secularista pós-moderno norte-americano. Com alto teor de covardia e afirmações falaciosas, Chapman parece não ter “evoluído” segundo seu bisavô famoso. Afinal, Charles Darwin não era necessariamente ateu, mas sim agnóstico, bem mais coerente nos questionamentos sobre a existência de Deus do que seu bisneto. Além disso, existem indícios de que no final de sua vida Darwin tenha-se reconciliado com o cristianismo.[1]

Na entrevista, o Sr. Chapman afirma: “Eu achei que estava na hora de fazer um thriller sobre os dois lados opostos da fé americana. Um que é secular, sofisticado e educado e outro que é bíblico, homofóbico, subjuga as mulheres e acredita que o universo só tem 10 mil anos de idade. E tem muita gente que acredita nisso nos EUA.

Com este argumento desonesto e depreciativo ao cristianismo, o Sr. Chapman em uma atitude dualisticamente maniqueísta, coloca os ateus como sofisticados e educados, contrapondo os cristãos como mal-educados, homofóbicos e subjugantes de mulheres. Ele erra ao utilizar este argumento inconsistente, pois ignora a realidade dos fatos para expressar seu pensamento tendencioso. É óbvio que existem alguns mal-educados no meio cristão, como também existe no meio secular e inclusive entre os ateus. Prova disso é a própria atitude do Sr. Chapman, na qual mostra exatamente o oposto do que ele afirma ser. Ora, suas afirmações não procedem! Os ensinamentos do cristianismo são totalmente opostos aos que ele acusa.

Como cristãos, reprovamos qualquer atitude de violência. O fato de não concordar com o comportamento homossexual em razão da fé cristã e de questões naturais, não significa que somos “doentes”. Ora, a palavra homofobia é uma patologia pscicológica direcionada àqueles que possuem medo irracional ou aversão excessiva pelos homossexuais. Esta palavra é utilizada desonestamente por militantes gays para nomear aqueles que manifestam “opiniões” contrárias às práticas homossexuais. Uma incoerência absurda que infelizmente virou moda no Brasil!

Outra afirmação falsa é que o cristianismo subjuga mulheres. Quem ler a Bíblia respeitando o contexto completo saberá que nenhuma outra religião do mundo concede às mulheres uma posição tão privilegiada e honrosa como o cristianismo. No Antigo Testamento, por conta da dureza do coração da humanidade e segundo o contexto cultural e histórico da época, existia uma punição rigorosa, tanto para mulheres adúlteras, quanto para homens adúlteros, ladrões, assassinos, estupradores etc. (Lv 20:10, 20:27, 24:10-13. Dt 13:5-10, 21:8-21, 22:22-24). Porém, como desconhecedores da Bíblia, os ateus fragmentam as escrituras pegando textos isolados da Antiga Aliança, bem como ignoram o Novo Testamento, para tentar descredibilizar a Bíblia e ainda afirmar que tais atos são praticados por nós cristãos nos dias de hoje. Um absurdo!

Deus criou a mulher, pois sabia que sem ela, o homem não seria feliz (Gn 2:18). Sara, a esposa de Abraão, é citada dentre os que servem de exemplo para toda a humanidade (Hb 11:11). O próprio Jesus evangelizou a mulher Samaritana e tratou-a com amor e dignidade, embora tivesse ela uma vida totalmente imoral (Jo 4:9). Jesus perdoou a mulher adúltera e mostrou que é totalmente contra o machismo, claro, ordenando que ela não adulterasse mais (Jo 8:7-11). Cristo honrou todas as mulheres, pois após a ressurreição, apareceu, primeiramente, para uma mulher: Maria Madalena (Jo 20:11-18) Esta mesma mulher, Maria Madalena, teve a honra de ser a primeira pessoa a anunciar a ressurreição do Salvador (Jo 20:18). O apóstolo Paulo destaca figuras femininas que foram destaque no seu ministério (Rm 16:12). A Bíblia Sagrada proíbe o homem de ter mais de uma esposa (Gn 2:24, Mt 19:5-6, 1Tm 3:2), proíbe que o homem repudie a esposa, salvo se ela for infiel a ele (Mt 5:32). As mulheres virtuosas são comparadas a jóias preciosas (Pv 31:10). É dito que uma boa esposa é uma dádiva de Deus (Pv 19:14). Às mulheres é legado a capacidade de poder edificar o seu lar (Pv 14:1). Através da instrumentalidade de uma mulher, o Salvador veio ao mundo (Lc 1:30-31) A Bíblia Sagrada ordena que as mulheres sejam tratadas com amor e dignidade, Paulo repete isso três vezes em Efésios 5 (vs 25, 28 e 33). Elas devem ser tratadas com respeito e dignidade - (1Pe 3:7).

Já que o Sr. Chapman não conhece tanto a Bíblia, ele deveria se preocupar mais em provar a veracidade dos estudos de seu bisavô. Afinal, existem muito mais problemas em transformar a “teoria” da evolução em “verdade absoluta” do que suspeitas para descredenciar o criacionismo bíblico. Porém, ignorando estes fatos, ele estranhamente faz uma inversão de valores ao desmerecer os cristãos que acreditam nos relatos bíblicos, exaltando o ateísmo como posição correta. Grande incoerência!

Na tentativa de desmoralizar o cristianismo, ele afirma: “Se a única coisa que está impedindo você de matar uma criança é porque Deus mandou você não fazer isso, você é maluco. É óbvio que você não deve matar uma criança, você não precisa de que alguém te diga isso. Você pode ver sofrimento e reagir a ele.”

O argumento que o Sr. Chapmam utiliza é falacioso! Um cristão não mata crianças só porque Deus mandou não matar (Ex 20:13), mas principalmente porque temos o amor de Deus introduzido em nossos corações (Rm 2:15, Hb 4:12 e 10:16). É claro que para pessoas como Chapmam, este amor será algo “maluco”, pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens (1Co 1:25). Na verdade, sabedoria é o que falta nos argumentos de Chapman, pois os mesmos contradizem com a realidade. Haja vista, os regimes comunistas ateus como Josef Stalin, Mao Tsé-Tung e Pol Pot que mataram milhões de pessoas - inclusive várias crianças - em proporções bem maiores que as distorções religiosas como a inquisição, o terrorismo e as cruzadas. Até Adolf Hitler usou a teoria de Darwin como justificativa filosófica para o Holocausto. [2]

Chapman insiste, afirmando que não precisamos de ninguém para dizer que não devemos matar uma criança, pois reagimos naturalmente ao sofrimento. Ele deveria dizer isso a um psicopata, um pedófilo ou um sequestrador, que em suas próprias decisões "naturais" matam crianças, ou então para índios de algumas tribos que enterram crianças vivas por conta de defeitos genéticos. Quem sabe, perguntar aqueles que matam crianças indefesas em algumas escolas, atirando loucamente com arma de fogo para todos os lados, ou então para as seitas que sacrificam crianças em seus rituais macabros. Por que será que essas pessoas não "reagem ao sofrimento"?

Na verdade, essa tentativa de justificar a bondade de forma naturalista que Chapman utiliza, parte de uma premissa sem fundamento. Qual é a base para o princípio de bondade no ser humano? Qualquer tentativa de responder esta pergunta - ignorando os princípios de Deus como autor absoluto de bondade e justiça, torna-se subjetiva e incoerente. Por exemplo, se o princípio de bondade vier instintamente “do que achamos certo”, trata-se de um pressuposto inconsistente, pois o que é bom para Chapman pode não ser bom para nós, o que é bom para a maioria, não é bom para uma minoria, o que é bom para uma cultura ocidental, pode não ser bom para uma cultura oriental, e assim por diante.

Então, de onde parte esta reação moral do ser humano? Da possibilidade de que a moralidade estaria embutida no DNA ou em processos naturais, conforme defendem os darwinistas? Impossível, pois segundo o darwinismo existe apenas o material, mas o material não possui moralidade. Qual o peso do ódio? Existe um átomo para o amor? Qual é a composição química da molécula do homicídio? Perguntas totalmente sem sentido porque partículas físicas não são responsáveis pela moralidade. Sem uma fonte objetiva e transcendente de moralidade, todas as questões morais nada mais são do que preferências pessoais subjetivas. Além do mais, mesmo descobrindo um “sentimento moral” dentro de nós, não significa que não exista lei moral objetiva fora de nós mesmos. Portanto, sem Deus não existe referencial fixo para o princípio de bondade!

Chapman não foi feliz ao concluir uma opinião sobre o Brasil sem ao menos analisar os fatos verdadeiros. Vejamos a afirmação dele: “Se você analisar sociedades com menos envolvimento religioso, como Suécia e Escandinávia, os países tratam seus cidadãos melhor do que países como Irã, Iraque, Paquistão e Afeganistão. Que fazem coisas atrozes às pessoas, a mulheres, crianças, artistas e homossexuais. Eu conheço o país muito bem, é que vocês tem um crescimento muito grande de fundamentalistas cristãos e evangélicos e eu acho que isso é algo que é preciso tomar cuidado, para que eles não ganhem muito poder.”

O Sr. Chapman formula muito mal o seu “fundamentalismo ateu”[3], pois mostra-se desonesto ao fazer um falso julgamento sobre o nosso país sem ao menos conhecê-lo, bem como comparar o Brasil à países com predominância de muçulmanos radicais. Bastaria para ele uma simples análise nas estatísticas do IBGE para constatar que os quase 200 milhões de habitantes no Brasil, 86,8% são cristãos, dos quais 64,6% católicos, 22,2% evangélicos; 10,8% sem religião/outros, 2% espíritas, 0,3% umbanda e candomblé.[4]

Se o raciocínio dele estivesse certo, o Brasil seria um país confessional e intolerante à outras religiões, não haveria democracia, teríamos atentados terroristas, perseguições religiosas e matanças por todos os lados. Ao contrário disto, somos um país miscigenado, aconfessional, onde convivem o afro-religioso, o espírita, o evangélico, o católico, o ateu, o muçulmano etc. Nossa Constituição Federal garante exatamente o contrário do que Chapman afirma: a liberdade religiosa e liberdade de expressão (art.3 inciso IV, art.5 incisos VI, VIII e IX ). No Estado democrático brasileiro, o respeito as crenças e valores filosóficos da sociedade provam explicitamente a democracia estabelecida. Inclusive o nosso país é presidido por uma mulher, além de possuir uma representatividade feminina muito forte nos três poderes: judiciário, legislativo e executivo. O povo elege diretamente suas lideranças através de voto popular. Portanto, comparar o Brasil com países intolerantes é completamente incoerente, pois é incompatível com a nossa realidade.
 
Por fim, o Sr. Chapman foi desonesto em utilizar de forma pejorativa o termo “fundamentalismo cristão”. Comparar os fundamentos cristãos bíblicos com distorções religiosas violentas é um absurdo. Os fundamentos do cristianismo não são ofensivos, muito menos possuem alguma semelhança com países de predominância de mussulmanos radicais, pelo contrário, justamente por questões de intolerância religiosa que existem vários cristãos perseguidos, presos e até mortos nestes países. No cristianismo, os ensinos de Jesus Cristo convocam até mesmo ao amor pelos inimigos. “Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). “Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21-22).

Se o objetivo do Sr. Chapman foi criar polêmica para aproveitar a mídia em benefício de divulgar o seu filme, creio que a estratégia não foi das melhores. Com certeza, a grande maioria dos brasileiros não verá tal filme de conteúdo ateísta, inclusive eu.


Soli Deo Gloria!

Notas:
[1] - Oswald 3. Smith, Litt. D., artigo extraído de Prayer Crusade, publicada por The Little Church by the Sea, mc.) Citado no livro: O que eles disseram a um passo da eternidade, John Myers, pp. 244, Worship Produções, D’Sena Editora. Para saber mais, clique aqui!
[2] - Adolf Hitler - Mein Kampf, de 1924. Quarta reimpressão. Londres: Hurst & Blackett, 1939, p. 239-40,242 [publicado em português pela Editora Cenrauro, Minha luta].
[3] - Embora muitos neo-ateus discordem do termo “fundamentalista ateu”, o mesmo tem sentido ao ser aplicado quando um ateu “fundamenta” suas convicções e segue à risca os preceitos derivados. Desta forma, a colocação ateísta de oximoro para tal termo é descartada, pois existe uma defesa dos fundamentos de convicções. Como diria P.E.Johnson: “Aquele q afirma ser cético em relação a um conjunto específico de crenças é, na verdade, um crente em outro conjunto de crenças.”
[4] – IBGE, senso demográfico 2010.

Fonte: Bereianos
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