16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia

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Como pastor, com o passar dos anos eu tive a minha cota de pessoas me abordando para saber se éramos uma igreja de “cortejo” ou de “namoro”. As pessoas invariavelmente me contavam que esse ou aquele modo era o “jeito bíblico”.

Com o passar do tempo, passei a desconfiar que a Bíblia não fala muito sobre como encontrar uma esposa, ou fala? Talvez você tenha visto essa lista circulando por aí na Internet, mas é válido revê-la porque ela defende um ponto muito importante. Então aqui está: as 16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia:

1) Encontre uma prisioneira de guerra e atraente, traga-a para casa, raspe sua cabeça, corte suas unhas, e dê a ela novas roupas. Então ela será sua. (Deut. 21:11-13)

2) “Ache” uma virgem que não está desposada a outro homem, e “conheça-a”, mas depois disso, pague ao pai dela uma quantia em dinheiro. Então ela será sua. (Deut. 22:28-29)

3) Encontre uma prostituta e case com ela. (Oseias 1:1-3)

4) Encontre um homem com sete filhas, e o impressione dando de beber ao seu rebanho. (Ex. 2:16-21)

5) Compre um pedaço de terra, e ganhe uma mulher como parte do acordo.- Boaz (Rute 4:5-10)

6) Vá a uma festa e se esconda. Quando as mulheres saírem para dançar, agarre uma e a leve para ser sua mulher. - Benjamitas (Juízes 21:19-25)

7) Deus cria uma esposa para você enquanto você dorme. Nota: isso lhe custará uma costela. - Adão (Gen. 2:19-24)

8) Concorde em trabalhar por sete anos em troca da mão de uma mulher. Seja enganado casando com a mulher errada. Então trabalhe outros sete anos pela mulher que você desejava casar em primeiro lugar. Isso mesmo! Quatorze anos de trabalho duro por uma esposa. - Jacó (Gen. 29:15-30)

9) Corte 200 prepúcios dos inimigos do seu futuro sogro e receba a filha dele por esposa. - Davi (1 Sam. 18:27)

10) Mesmo que não exista mais ninguém no mundo. Ande sem rumo por aí e você com certeza encontrará alguém. - Caim (Gen. 4:16-17)

11) Torne-se o imperador de uma grande nação e realize um concurso de beleza. Xerxes ou Assuero (Ester 2:3-4)

12) Quando você ver alguém que goste, vá para casa e conte aos seus pais, “Eu vi uma mulher; agora vai e pegue ela para mim.” Se seus pais questionarem sua decisão, simplesmente diga, “Pegue-a para mim. Ela é a única certa para mim.” - Sansão (Juízes 14:1-3)

13) Mate um homem casado e tome a esposa dele para si. (Prepare-se para perder quatro filhos por conta disso.) - Davi (2 Sam. 11)

14) Espere que seu irmão morra. Tome a viúva dele. (Não é só uma boa ideia, é a lei!) - Onã e Boaz (Deut. ou Lev., exemplo em Rute)

15) Não seja frescurento. Busque qualidade com quantidade. - Salomão (1 Reis 11:1-3)

16) Uma esposa? - Paulo (1 Coríntios 7)

Obviamente, essa lista foi escrita com humor em mente, e algumas dessas “maneiras” não são prescritivas, mas descrições de maneiras pecaminosas que o povo de Deus conduziu a si mesmo no passado - Eles não são bons exemplos. Mas ela foi escrita para demonstrar um ponto importante - as pessoas frequentemente querem que a Bíblia diga certas coisas, por exemplo: como encontrar um cônjuge e casar, todavia ignoram porções da Escritura que não se encaixam ao seu paradigma de busca. A Bíblia tem muito mais a dizer sobre casamento arranjado do que, por exemplo, tem a dizer sobre “cortejo” ou namoro. Então, como devemos proceder?

Nós temos que perceber que a Bíblia não fala de todos os assuntos que enfrentaremos na vida. Pergunte a Salomão, ele teve que usar de sabedoria quando duas prostitutas vieram a seu encontro alegando serem a mãe de uma criança. Nós devemos seguir as coisas que Deus nos deu. Em todos os relacionamentos, nós temos a obrigação de exercitar os frutos do Espírito e não maltratar alguém, isso é verdade para cônjuges em potencial. Temos também o claro mandamento bíblico que cristãos são livres para casar com qualquer pessoas que ele ou ela escolham, desde de que esses pretendentes “estejam no Senhor” (1 Co 7.39). No final, escolher uma cônjuge requer sabedoria.

A Bíblia não nos dá modos específicos de como encontrar um parceiro. Alguns são apresentados por meio da família ou amigos. Outros podem cultivar uma relação por meio de cartas (ou, como estamos mais familiarizados, por e-mails ou outras mídias sociais). Em algumas culturas, a ideia de namoro é algo mal visto. Uma vez me deparei com um colega de faculdade; ele estava se preparando para o ministério no Japão. Ele lia compenetradamente um arquivo; parecia uma ficha profissional. Por curiosidade, perguntei a ele o que ele lia. Ele me respondeu que era um arquivo de uma moça que o pai dele tinha enviado. Sua família, às cegas (com exceção de algumas fotos que acompanhavam o arquivo) estavam arranjando seu casamento. Eu estava chocado, nunca tinha passado por minha mente que cristãos piedosos não fazem tudo da mesma maneira. (Só porque Americanos e crentes agem de uma forma, não significa que é bíblica ou é a única que funciona.)

O maior ponto doutrinário aqui é que na busca por um cônjuge, devemos ter em mente duas coisas: (1) A vontade revelada de Deus em sua lei moral não deve ser infringida por palavras, pensamentos e atos nossos e (2) A liberdade cristã - onde Deus falou, somos limitados a isso, mas onde ele não falou, temos liberdade. Não somos limitados por ordenanças humanas. Isso significa que cristãos piedosos podem divergir em como vivem, mas isso não faz com que esse ou aquele seja mais santo que outro porque ela namora e não “faz corte”.

Nós também devemos notar que em sua história, a igreja nunca lidou com o assunto em seus credos ou confissões sobre como encontrar uma esposa(o). Isso nos mostra que é um assunto em que temos liberdade e ,no final, devemos confiar na graça de Deus, sua sabedoria, orarmos e receber conselhos piedosos no lugar de fazer reivindicações que a Palavra de Deus nunca fez.

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Sobre o autor: Dr. Fesko é um decano acadêmico e professor do Systematic and Historical Theology at Westminster Seminary California. Também é um ministro ordenado pela Orthodox Presbyterian Church.
Fonte: Westminster Seminary California
Tradução: Vitor Barbosa Fróes Souza
Divulgação: Bereianos
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Refutando a luterana abortista com 11 argumentos

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No dia 06/08 a pastora Lusmarina Campos, representando o Instituto de Estudos da Religião (ISER) do Rio de Janeiro, defendeu a descriminalização do aborto no Brasil na Audiência pública do STF. Impregnada de teologia liberal, ela distorceu totalmente o ensino bíblico a fim de validar sua posição favorável ao aborto. Alisto abaixo 11 argumentos em refutação ao seu discurso.

1. Ela disse que “os principais argumentos levantados contra a descriminalização do aborto são religiosos”. De fato, para um cristão verdadeiro, o principal argumento contrário ao aborto é que a vida é sagrada, porque não pertence a nós, mas a Deus. Porém, é falacioso dizer que os melhores argumentos são religiosos, como se fosse uma discussão restrita a este campo. É conhecido e divulgado que juristas, biólogos, médicos e cientistas em geral se opõem ao aborto por questões humanitárias, de defesa da vida e dos direitos do nascituro.

Refutando a “pastora” do aborto

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Neste vídeo o Pr. Yago Martins refuta os argumentos utilizados pela "Pastora" Lusmarina Campos, da Igreja de Confissão Luterana, utilizados na audiência pública do Supremo Tribunal Federal, sobre a questão da descriminalização do aborto, onde ela defendeu que a Bíblia não condena o aborto. Assista: 


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Autor: Pr. Yago Martins
Fonte: Dois Dedos de Teologia
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O que você faz quando seu casamento azeda?

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Phil e Emily não vieram para encontrar ajuda na resolução dos problemas no casamento deles, embora tenham ligado para capelão para pedir aconselhamento matrimonial. Realmente, suas mentes já estavam feitas – eles tinham decidido obter o divórcio. Todavia, eles eram Cristãos e sabiam que o divórcio era errado visto que eles não tinham fundamentos bíblicos para ele. Não tinha havido nenhum adultério, nenhuma deserção; somente “um enorme sofrimento”. “Se pudermos apenas fazê-lo concordar que continuar neste casamento é uma impossibilidade”, eles pensaram, “então talvez ele seja capaz de nos mostrar como em nosso caso Deus fará uma exceção à Sua lei”. Era assim que eles estavam raciocinando internamente quando no primeiro encontro contaram suas estórias para o Capelão Cunningham.

Meninos anseiam ser homens

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Nossa sociedade não possuiu, para os homens, conceitos como ritos de passagem para a vida adulta, fato este que não se repete com meninas. Elas tem a garantia de duas fases bem marcadas: a menstruação e festa de debutantes, que as apresentam socialmente e emocionalmente para a vida adulta.


Meninos não possuem um correlato, sendo deixados a própria sorte nesse quesito, principalmente por ausência paterna, motivada por excesso de trabalho do pai ou separação do casal, onde a guarda fica primariamente com a mãe.

Nisso, somos uma geração de homens criados por mulheres, e que delas recebem a concepção errônea do que é o masculino. É impossível aprender a ser um homem pelos ensinos de uma mulher.

Os garotos, assim abandonados, criam para si seus próprios "ritos de passagem", onde se juntam para, de forma coletiva e motivados por um desejo subconsciente, "inventar o que seja a masculinidade", daí temos tanto envolvimento de jovens em violência e promiscuidade, os tornando adeptos do conceito errado de ser macho. A ausência de uma figura paterna forte que eles respeitem e imponha limites os tornam esteriótipos, caricaturas do que imaginam ser o masculino, pela sua aplicação errada e falta de direcionamento.

Outra via comumente seguida é os vermos renegando a masculinidade por eles também imaginada, censuram em si mesmos as atitudes erradas do pai. Logo, se o pai traiu a mãe e a deixou (sem entrarmos no mérito da questão), o garoto busca se afastar, seja por decisão consciente ou inconsciente, da expressão sexual com mulheres, seja física ou psicológica. Assim temos meninos efeminados que cultuam em si ideais femininos para redimir em si mesmos as angústias percebidas na figura feminina materna. O que não confere as armas emocionais que poderia os prover com as habilidades no trato social com mulheres. Pois, para eles, a relação com mulheres se dará no nível mulher-mulher, e não homem-mulher. O que nos leva ao motivo de tantas relações fracassadas. Gerando mulheres frustradas pelas decepções amorosas com esses homens ensinando seus filhos mais conceitos errados, retroalimentando o ciclo.

Devemos lembrar que meninos querem ser aceitos em comunidades de homens e, na falta destes, buscarão aceitação naquilo que reconhecem como ideal ou em grupos que os acolham. O que abre as portas para todas as distorções imagináveis, criando uma sociedade doente.

Interessante notarmos que tais "ritos" por eles criados não conseguem efetivamente torna-los homens em suas próprias percepções, eles continuam sendo meninos e por isso a necessidade constante de repetir tais ritos continuamente. Um rito original para a vida adulta é um evento momentâneo e marcado no tempo, tem seu início e fim, que após cumprido não é retornado com o mesmo status. A partir dali temos um homem que se um dia voltar a participar desse rito, será auxiliando um menino (comumente seu filho) em seu momento. O que temos hoje é o inverso disso, eternos meninos presos em ciclos que não se findam em busca de uma sensação de saciedade que nunca virá. São meninos que a todo momento expressam sua frustração.

A função de um homem é formar novos homens, e tal função tem sido preterida pelos homens e usurpada por mulheres que, por militância e ideologias, querem emascular a sociedade. E vemos claramente a vontade de Deus no seguinte texto:

"Porquanto Eu o escolhi, para que instrua seus filhos e todos os seus descendentes acerca de conservarem-se no Caminho do SENHOR, praticando o que é justo e direito" - Gênesis 18:19

Normalmente termino meus textos com a minha visão para a resolução da questão por mim levantada, mas hoje desejo fazer diferente: convido você, homem, a ponderar sobre sua própria concepção de masculinidade e como tem se apresentado ao mundo. A sua função de formar novos homens têm sido realmente posta em prática?

Lembrando que o exercício da masculinidade não é apenas para próprio benefício, ou mesmo restrito apenas a família, mas se da em um contexto comunitário/social, onde o ensino contribui para o caminhar correto de todos.

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Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
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Deus esteve em um útero: Por que o aborto é tão perverso

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Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?” (Salmo 6.5)

Jesus, o Senhor da glória (Tiago 2.1), o belo e glorioso (Is 4.2), o resplendor da glória de Deus (Hebreus 1.3), cheio de graça e verdade (João 1.14) é a pessoa por quem Deus faz todas as coisas. Tudo foi criado por Cristo (Colossenses 1.16).

Essa verdade deve ser onde começamos e terminamos qualquer discussão biblicamente fundamentada sobre questões morais.

Em uma recente viagem ao Chile, eu pude almoçar com um candidato à presidência, um senador considerado conservador, sobre a questão do aborto. Nós tivemos uma chance de compartilhar nossas perspectivas sobre aborto, e ele iniciou uma eloquente defesa da posição pró-vida. Agora, era minha vez – o que eu deveria diz que ele já não tivesse ouvido e lido?

O Mais Precioso para Deus

Eu perguntei ao senador: “Qual é a coisa mais preciosa para Deus no universo?”. Em vez de me responder, ele esperou que eu continuasse.

Eu disse: “O Filho de Deus, Jesus, é a coisa mais preciosa para Deus em todo o universo. E onde Deus colocou seu bem mais precioso? Em um útero”.

Deus não enviou seu Filho à terra na forma de um adulto para viver e morrer por nossos pecados. Em vez disso, Deus começou com a concepção no ventre da virgem Maria. O lugar mais seguro do mundo para Jesus era o útero da sua mãe. Deus valoriza tanto o útero que ele colocou seu Filho amado ali.

Talvez, nós falhemos em perceber o quanto essa verdade é incrível. Deus esteve em um útero. É tão chocante quanto o fato de que Deus esteve em uma sepultura (nos dois lugares ele recebeu vida física e espiritual). Matar crianças no útero, portanto, é equivalente a entrar numa zona de segurança criada por Deus e saquear as coisas que ele mais ama.

Roubando o glória de Deus

Deus ama o útero da mulher. Ele criou o útero para que seu Filho habitasse ali no estágio mais vulnerável de sua vida terrena. Por extensão, Deus fez o mesmo para cada um de nós. O útero é o lugar designado por Deus para se ter segurança, mas, agora, tragicamente tornou-se o lugar mais perigoso da terra.

Deus também criou o útero como o lugar a partir do qual ele traria pessoas ao mundo para seu Filho (Colossenses 1.16). Quando um nascituro é morto, não é apenas um pecado contra Deus, mas também um pecado contra a glória de Cristo. Por quê? Porque aquela alma eterna jamais terá a oportunidade de glorificar a Cristo neste mundo.

Cada aborto priva Cristo de um adorador vivo e corpóreo – o tipo que Deus procura para glorificar a si e a seu Filho. Aborto é algo tão errado porque priva Deus de sua prerrogativa maior neste mundo: uma criatura feita à imagem de Cristo que adora Deus pelo Espírito.

Se há algo que deveria nos fazer entristecer sobre o aborto – e há muitas coisas – é que Cristo tem sua glória roubada.

Nós queremos que as crianças tenham vida. Mas, mais que isso, queremos que as crianças tenham vida em Cristo – a vida que ele veio oferecer ao adentrar neste mundo no útero de uma virgem.

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Autor: Mark Jones
Fonte: DesiringGod
Tradução: Josaías Jr
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Ética bíblica versus ética cultural

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A proposta da ética do mundo é manter o desfrute dos prazeres pecaminosos, eliminando suas consequências naturais. A pílula do dia seguinte mata o óvulo fecundado antes da nidação, que é sua fixação nas paredes do útero para desenvolvimento (algo que acontece cerca de dez dias após a relação sexual). Dizem que um óvulo nos primeiros dias após a fecundação não é um ser humano. Por conseguinte, não possui dignidade ou direitos humanos.

Biblicamente, o melhor modo de impedir uma gravidez indesejada é resguardar-se sexualmente para o casamento. Nossos atos acarretam resultados, isso se chama responsabilidade.

Quanto à legalização da prostituição, todas as pessoas devem ser tratadas com respeito e jamais rechaçadas por preconceito ou orgulho. Ademais, cabe ao Estado garantir aos cidadãos o acesso à saúde, educação, segurança e inclusão social. Até um criminoso deve ser tratado como gente, criatura de Deus. Mas não se pode concordar com a erotização cultural, a banalização do sexo e a comercialização do corpo. Essas práticas afetam tanto a vida física, quanto espiritual (1Co 6.9-20; 1Ts 4.1-8). Sendo assim, os cristãos discordam do estabelecimento da prostituição como profissão.

Resumindo, não é bom ou certo, aquilo que a Bíblia diz que é ruim e errado. Além disso, evitamos até mesmo aquelas coisas que não são necessariamente pecaminosas, mas podem gerar obstáculos ao testemunho e evangelização (1Co 9.16-27; 1Ts 55.22).

Dito de outro modo, há um sentido em que a fé bíblica é contracultural e parece antiquada. Orientados pela noção de que o ser e a autoridade de Deus devem ser percebidos em todas as áreas da vida, nos posicionamos a favor de qualquer proposição que, ao mesmo tempo, beneficie o ser humano e honre devidamente a Deus.

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Autor: Rev. Misael Nascimento
Fonte: IPB Rio Preto
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Os Mandatos Criacionais

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Introdução

O registro da revelação apresenta-se com três mandatos específicos: Cultural, Social e Espiritual. Estes mandatos são os condutores da aliança de Deus com seu povo. Estes fios condutores da aliança configura a vida humana em sua totalidade. Dentro desta concepção insere-se a ideia da tríplice estruturada bíblica de uma cosmovisão que envolve: a criação, queda e redenção.

A tríplice estrutura e os mandatos criacionais são discutidos e apresentados pela Teologia Bíblica.  A definição desta ciência é a seguinte: “Teologia bíblica é aquele ramo da teologia exegética que lida como o processo da auto revelação de Deus registrada na Bíblia”.[1]  

As Marcas da Masculinidade

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Quando um rapaz se torna homem? A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.

1. Maturidade espiritual suficiente para liderar uma esposa e filhos

A Bíblia é clara a respeito da responsabilidade do homem em exercer maturidade e liderança espiritual. De fato, essa maturidade espiritual demanda tempo para ser desenvolvida, bem como é um dom do Espírito Santo agindo na alma do crente. As disciplinas da vida cristã, incluindo a oração e estudo bíblico sério, estão entre os meios que Deus usa para moldar um rapaz em um homem e trazer maturidade espiritual à vida de alguém que tem a responsabilidade de guiar uma esposa e uma família. Esta liderança espiritual é central à visão cristã sobre o casamento e a família.

A liderança espiritual de um homem não é uma questão de poder ditatorial, e sim uma liderança e influência espiritual, firme e confiável. Um homem tem de estar pronto para liderar sua esposa e filhos de um modo que honre a Deus, demonstre piedade, inculque o caráter cristão e leve sua família a desejar a Cristo e a buscar a glória de Deus. A maturidade espiritual é uma marca da verdadeira masculinidade cristã; um homem espiritualmente imaturo é, pelo menos neste sentido crucial, apenas um rapaz no aspecto espiritual.

2. Maturidade pessoal suficiente para ser um marido e pai responsável

A verdadeira masculinidade não é uma questão de exibir características supostamente masculinas destituídas do contexto de responsabilidade. Na Bíblia, um homem é chamado a cumprir seu papel de marido e pai. A menos que ele tenha o dom de celibato para o serviço do evangelho, o rapaz cristão deve almejar o casamento e a paternidade. Essa é, com certeza, uma afirmação contrária à nossa cultura, mas o papel de marido e pai é essencial à masculinidade. O casamento é incomparável em seus efeitos sobre o homem, visto que canaliza suas energias e direciona suas responsabilidades à consagrada aliança do casamento e à educação amorosa da família. Os rapazes cristãos devem aspirar ser aquele tipo de homem com o qual uma moça cristã se casaria alegremente, a quem os filhos obedeceriam, confiariam e respeitariam.

3. Maturidade econômica suficiente para manter-se num emprego e lidar com o dinheiro

Os publicitários e os empresários sabem a que alvo devem direcionar suas mensagens — diretamente aos rapazes e adolescentes. Esse segmento específico da população é atraído por bens materiais, entretenimento popular, eventos esportivos e outras opções de consumo. O retrato da masculinidade juvenil tornado popular nos meios de comunicação e apresentado como normal por meio de entretenimentos é caracterizado por imprudência econômica, egoísmo e lazer.

Um verdadeiro homem sabe como segurar um emprego, lidar responsavelmente com o dinheiro e atender às necessidades de sua esposa e sua família. Não desenvolver maturidade econômica significa que os rapazes frequentemente pulam de um emprego a outro e levam anos para “se acharem” em termos de carreira e vocação. Novamente, a adolescência prolongada caracteriza grande segmento da população de rapazes em nossos dias. Um homem verdadeiro sabe como ganhar, administrar e respeitar o dinheiro. Um rapaz crente entende o perigo que existe no amor ao dinheiro e cumpre suas responsabilidades como um servo cristão.

4. Maturidade física suficiente para trabalhar e proteger a família

A menos que seja incapacitado ou enfermo, um rapaz precisa desenvolver uma maturidade física que, por meio de estatura e vigor, identificam uma masculinidade reconhecível. É claro que os homens atingem diferentes tamanhos e demonstram diferentes níveis de vigor físico, mas a maturidade é comum a todos os homens, pela qual um homem demonstra sua masculinidade em ações, confiança e força. Um homem tem de estar pronto a usar sua força física para proteger a esposa e os filhos e cumprir as tarefas que Deus lhe designou. Um rapaz tem de ser ensinado a canalizar seu desenvolvimento e porte físico a um compromisso pessoal de responsabilidade, reconhecendo que o vigor adulto tem de ser combinado com a responsabilidade de adulto e a verdadeira maturidade.

5. Maturidade sexual suficiente para casar e cumprir os propósitos de Deus

Mesmo quando a sociedade celebra o sexo em todas as formas e todas as idades, o verdadeiro homem cristão pratica a integridade sexual, evitando pornografia, fornicação e todas as formas de promiscuidade e corrupção sexual. Ele entende o perigo da lascívia, mas se regozija com a capacidade sexual e poder reprodutivo que Deus lhe deu, comprometendo-se com uma moça, ganhando o seu amor, confiança e admiração — e, eventualmente, sua mão em casamento. É crucial que os homens respeitem esse dom inefável e o protejam até que, no contexto de um casamento santo, sejam capazes de satisfazer esse dom, amem sua esposa e almejem os filhos, que são dons de Deus. A sexualidade masculina divorciada do contexto e da integridade do casamento é uma realidade explosiva e perigosa. O rapaz precisa entender, enquanto atravessa a puberdade e o despertamento da sexualidade, que ele é responsável para com Deus pela administração deste importante dom.

6. Maturidade moral suficiente para liderar como um exemplo de retidão

O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso. 

O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus.

7. Maturidade ética suficiente para tomar decisões responsáveis

Ser um homem implica tomar decisões. Um das tarefas mais fundamentais da liderança é decidir. O estado de indecisão de muitos homens contemporâneos é a evidência de uma masculinidade atrofiada. É claro que um homem não se precipita a tomar uma decisão sem refletir, considerar e ter cuidado, mas ele se expõe a um risco, ao tomar uma decisão — e ao torná-la permanente. Isso exige uma responsabilidade moral que se estenda à tomada de decisões éticas e maduras, que glorifiquem a Deus, sejam fiéis à Palavra de Deus e estejam abertas ao escrutínio moral.

Um verdadeiro homem sabe como tomar uma decisão e viver com suas consequências — embora isso signifique que, mais tarde, ele terá de reconhecer que aprendeu por tomar uma decisão errada e por fazer a correção apropriada.

8. Maturidade de percepção do mundo suficiente para entender o que é realmente importante

Uma inversão de valores caracteriza nossa era pós-moderna, e a situação desagradável da masculinidade moderna se torna mais apavorante pelo fato de que muitos homens não têm a capacidade de desenvolver uma percepção de mundo consistente. Para o crente, isso é duplamente trágico, pois nosso discipulado cristão tem de ser demonstrado no desenvolvimento de uma mente cristã. 

O cristão tem de entender como interpretar e avaliar as questões pelo espectro dos campos da política, economia, moralidade, entretenimento, educação e uma lista aparentemente interminável de outros campos. A ausência de um raciocínio bíblico e consistente da percepção do mundo é uma característica fundamental da imaturidade espiritual. Um rapaz tem de aprender como traduzir a verdade cristã em uma maneira de pensar genuinamente cristã. Precisa aprender a defender a verdade bíblica perante seus colegas e em público; e deve adquirir a habilidade de estender sua maneira de pensar bíblica, fundamentada em princípios bíblicos, a todas as áreas da vida.

9. Maturidade relacional suficiente para entender e respeitar os outros

Os psicólogos agora falam sobre a “inteligência emocional” como um fato importante no desenvolvimento pessoal. Embora o mundo tenha dado muita atenção ao QI, a inteligência emocional é tão importante como aquele. Os indivíduos que não têm a habilidade de relacionar-se com os outros estão destinados a fracassarem diante dos mais significativos desafios da vida e não cumprirão algumas de suas mais importantes responsabilidades e papéis. 

Por natureza, muitos rapazes são direcionados por seu interior. Enquanto as moças aprendem a interpretar os sinais emocionais e se conectam, muitos rapazes não possuem essa capacidade e, aparentemente, não entendem a ausência dessa habilidade. Embora o homem tenha de demonstrar força emocional, constância e firmeza, ele tem de aprender a se relacionar com sua esposa, filhos, colegas e muitos outros, de uma maneira que demonstre respeito, entendimento e empatia apropriada. Ele não aprende isso jogando videogames e entrando no mundo pessoal, o que muitos rapazes adolescentes fazem.

10. Maturidade social suficiente para fazer contribuições à sociedade

O lar é o lugar essencial e a ênfase inescapável da responsabilidade de um homem, mas ele é chamado a sair do lar para ir ao mundo, o mundo amplo, como uma testemunha e como alguém que dará uma contribuição ao bem comum. Deus criou os seres humanos como criaturas sociais e, ainda que nossa cidadania final esteja no céu, temos de cumprir nossa cidadania na terra.

Um rapaz tem de aprender a cumprir uma responsabilidade política como cidadão e uma responsabilidade moral como membro de uma comunidade. O homem crente tem uma responsabilidade civilizacional, e os rapazes devem aprender a se verem como formadores da sociedade, visto que a igreja é identificada pelo Senhor como luz e sal. De modo semelhante, um homem crente tem de aprender a se relacionar com os incrédulos, como testemunha e como cidadãos de uma pátria terrestre.

11. Maturidade verbal suficiente para se comunicar e falar como homem

Um homem tem de ser capaz de falar, ser entendido e se comunicar de um modo que honre a Deus e transmita a verdade de Deus aos outros. Além do contexto da conversa, o rapaz deve aprender a falar diante de grandes grupos, vencendo a timidez natural e o temor que resulta de ver um grande número de pessoas e abrindo a boca e projetando palavras. 

Embora nem todos os homens se tornarão oradores públicos, cada homem deveria ter a habilidade de levantar-se, formular suas palavras e argumentar quando a verdade está sob ataque e quando a fé e a convicção têm de ser traduzidas em argumentos.

12. Maturidade de caráter suficiente para demonstrar coragem em meio ao fogo

A literatura sobre masculinidade está repleta de histórias de coragem, bravura e audácia. Pelo menos, é assim que ela costumava ser. Ora, estando a masculinidade tanto banalizada como marginalizada pelas elites culturais, e existindo subversão ideológica e confusão proveniente dos meios de comunicação, temos de recapturar um compromisso com a coragem, compromisso esse que é transportados aos desafios da vida real enfrentados pelo homem cristão.

Às vezes, a qualidade de coragem é demonstrada quando um homem arrisca sua própria vida para defender outros, especialmente sua esposa e filhos, mas também qualquer pessoa que necessita de resgate. Com muita frequência, a coragem é demonstrada em tomar uma posição em meio ao fogo hostil, recusando-se a sucumbir à tentação do silêncio e permanecendo como um exemplo e modelo para os outros, que assim serão encorajados a se manterem firmes em sua própria posição. 

Nestes dias, a masculinidade bíblica exige muita coragem. As ideologias prevalecentes e as cosmovisões desta era são inerentemente hostis à verdade cristã e corrosivas à fidelidade cristã. Um rapaz precisa ter muita coragem para se comprometer com a pureza sexual, e um homem, para se dedicar exclusivamente à sua esposa. É necessário grande coragem para dizer não àquilo que esta cultura insiste serem os prazeres e deleites legítimos da carne. É necessário muita coragem para manter integridade pessoal em um mundo que desvaloriza a verdade, menospreza a Palavra de Deus e promete auto-realização e felicidade somente pela asseveração da absoluta autonomia pessoal. 

A verdadeira confiança de um homem está arraigada nas fontes da coragem, e esta é evidência de caráter. Em última análise, o caráter de um homem é revelado no crisol dos desafios diários. Para a maioria dos homens, a vida também traz momentos em que coragem extraordinária será exigida, se ele tem de permanecer fiel e verdadeiro.

13. Masculinidade bíblica suficiente para exercer algum nível de liderança na igreja

Uma consideração mais atenta de algumas igrejas revelará que um dos problemas centrais é a falta de maturidade bíblica entre os homens da congregação e a falta de conhecimento bíblico, o que torna os homens mal equipados e completamente despreparados para exercer liderança espiritual.

Os rapazes têm de familiarizar-se com o texto bíblico e sentir-se à vontade no estudo da Palavra de Deus. Precisam estar prontos a assumir seu lugar como líderes na igreja local. Deus estabeleceu oficiais específicos para a sua igreja — homens que são dotados e chamados publicamente —, por isso, todo homem crente deveria cumprir alguma responsabilidade de liderança na vida da igreja local. 

Para alguns homens, isso pode significar um papel de liderança menos público do que o de outros. Em qualquer caso, um homem dever ser capaz de ensinar alguém e liderar algum ministério, transformando seu discipulado pessoal na realização de uma vocação santa. Há um papel de liderança para todo homem, em toda igreja, quer seja uma liderança pública ou privada, pequena ou grande, oficial ou extra-oficial. Um homem deve saber como orar diante dos outros, apresentar o evangelho e ocupar um lugar vazio quando a necessidade de liderança é evidente.

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Sobre o autor: Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.
Tradução/via: Ministério Fiel
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Ideologia de Gênero: Uma Questão Teológica e Biopolítica

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Em toda história da Igreja Cristã podemos pontuar vários ensinos contrários ao que a igreja professa. Isso é um fato inegável. O Cristianismo sempre sofreu oposição ideológica. A Ideologia de Gênero que tem sido pauta para os últimos debates sócio-educacionais é um assunto que precisa ser refletido com seriedade pela igreja e não pode ser ignorado, pelo simples fato de ser uma proposta alteradora do modelo bíblico para a sexualidade humana, a saber, homem e mulher (Gn 1.26-28). Ao me referir ao discurso hipermoderno sobre gênero, estabeleço uma ligação própria com a heresia, o termo usado por heresia é o que a Igreja tem professado no decorrer dos séculos, uma distorção da verdade declarada nas Escrituras de forma axiomática. A heresia é um desfoque da fala divina, é uma corrupção do ensino bíblico; e questão do gênero defendida por correntes psicológicas, antropológicas e sociológicas é uma distorção clara e confrontadora do que diz a Bíblia a respeito do homem e da mulher e de seu comportamento sexual[i].

De fato e de verdade, as teorias relativas à ideologia de gênero (também conhecidas como teoria queer ou gender) são desdobramentos de ideologias sociais referentes ao feminismo[ii], homossexualidade e demais distorções do comportamento sexual humano. O processamento de tal ideologia na sociedade é desastrosa e extremamente prejudicial. Crianças de ambos os sexos usarem o mesmo banheiro na escola? Deixar que a criança descubra suas inclinações sexuais sem nenhum molde – seja da religião, seja da moral vinda dos pais, seja de um padrão social ocidental – é uma violação da liberdade e não uma proclamação da liberdade. A intenção claramente é destruir a autoridade estabelecida, e isso é quebra do quinto mandamento descrito no decálogo. É força empregada por ideologias de gênero, obviamente ligadas a questões de hegemonia nas ideias biopolíticas. É um poder ideológico que dá cabo a uma guerra cultural para erradicação da moralidade cristã estabelecida no Ocidente. É um desmonte cultural em relação à função do homem e da mulher na sociedade e uma nova formulação da ideia de família, obviamente contrária a Palavra de Deus.

De um ponto de vista teológico podemos dizer que a ideologia de gênero é uma negação da realidade, uma negação da verdade e uma negação da autoridade. A realidade de que a criança nasce com um sexo e gênero é o sinônimo e não algo a ser escolhido, essa negação da realidade é uma violação do mandato social descrito em Gênesis 1. Onde lemos que o homem e a mulher deveriam procriar, assim a humanidade só se multiplicaria pelo cumprimento do mandato social, e para que isso acontecesse a sexualidade criada por Deus deveria ser cumprida como no plano original do Criador e não no exercício da homossexualidade ou na neutralidade do sexo. Deus criou o homem para se relacionar sexualmente com a mulher e não com outro homem (Rm 1.24-27). O feminismo em seu formado agressivo de desestabilização da autoridade masculina e exaltação da independência da mulher de toda opressão do sexo oposto também é uma distorção do que dizem as Escrituras sobre o papel da mulher no casamento e o papel do marido (veja Ef 5. 22-33), a submissão da mulher ao marido é estabelecida pelo próprio Deus em sua Palavra e todo ensino contrário é uma afronta a vontade do Criador.

É triste observarmos quietos a invasão diabólica de tal ideologia, que em muitos casos é inserida em materiais didáticos e paradidáticos aprovados pelo MEC. A ideologia de gênero tem sido subliminarmente colocada nestes materiais, demonstrando o tamanho da covardia e sordidez de gente que se diz educador e implanta monstruosamente na mente de crianças, padrões de reconstrução moral e social[iii]. Obviamente, nosso objetivo aqui não é examinar historicamente e exaustivamente a questão da ideologia, mas, direcionar para uma pesquisa mais ampla, diga-se de passagem, urgente principalmente para pastores, pais e professores cristãos.

A urgência e a importância de refletirmos a partir de uma visão teológica sobre o assunto é sem precedentes, nenhum cristão que esteja envolvido nos campos de conhecimento está autorizado pela Palavra de Deus a pensar autonomamente sobre quaisquer assuntos envolvendo a criação de Deus. Com isso não estou defendendo a falta de liberdade científica, mas, pontuando um princípio cristão (1 Co 10.31) que tudo que fazemos deve ser para a glória de Deus. Nossa teologia deve atender a questões sociais e devemos cultivar uma mente bíblica para o exercício de uma cosmovisão redentora, uma percepção de mundo que aponte para Cristo, o Cristo total, o Cristo que é um cerne da teologia, da revelação, da Criação e da ordem devida ao mundo criado.

Desenvolvermos uma reflexão social a partir de bases bíblicas e teológicas é ordem das Escrituras (Êx 20.1-3). O professor Felipe Nery, fundador do Observatório Interamericano de Biopolítica relata em um de seus artigos que “... na Alemanha. Dois pais são presos por não permitirem que seus filhos compareçam às aulas de sexo na escola”. E continua:

O caso dos pais presos na Alemanha por não aceitarem que sua filha fosse doutrinada pela cartilha de “gênero” ilustra bem a índole dos promotores da nova moral mundial. Trata-se de um grupo claramente totalitário. Embora use com frequência termos como “liberdade”, “tolerância” e “diversidade”, aqueles que ousam discordar de suas teorias mirabolantes são imediatamente punidos, ora por meio da mentira e da difamação, ora por sanções legais – como é o caso de Eugen e Luise Martens.
A atitude desse casal, no entanto, não é uma simples “reação”, como se os dois estivessem preocupados apenas em “desmascarar” a ideologia de gênero, ou fossem meros soldados preocupados em matar o inimigo. Talvez, Eugen e Luise Martens, pais de nove filhos, nem se interessassem muito por toda essa discussão, por essa que é realmente uma guerra cultural. A situação com que se depararam, no entanto, obrigou-os a agir. Não por ódio ao adversário, mas por amor àquilo que tinham de mais valioso: os seus filhos[iv].

Felipe Nery completa dizendo:

Algum pai poderia imaginar-se na mesma situação? A escola do próprio filho, que ele criou com tanto amor, dedicação e cuidado, querendo incutir em sua mente toda “variedade” de práticas sexuais... O que fazer? Qual atitude tomar? Ora, o gesto de Eugen e Luise parece bastante compreensível. É o mínimo que qualquer pai e qualquer mãe podem fazer para preservar a integridade e a pureza de seus filhos. Contudo, o Estado quer essas crianças para si, quer educá-las do “seu” jeito, quer implantar nelas as suas ideias, ainda que sejam essas, absurdas, citadas acima. É o que alguns parlamentares também absurdamente defendem, quando trabalham pela implantação da ideologia de gênero em nosso país. Filhos doutrinados, pais encarcerados – é este o futuro de uma nação que mina a célula-base da sociedade, a família, e entrega as suas crianças nas mãos do Estado. Eugen e Luise Martens representam a resistência dos homens de bem de todo o mundo, que não querem ver os seus filhos sequestrados de suas mãos, para serem manipulados por um Estado imoral e por uma ideologia depravada. Eugen e Luise lembram, com sua atitude, que os pais, por serem os transmissores da vida aos filhos, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores, e que essa função é essencial, insubstituível e inalienável. Eugen e Luise não negam a importância da educação sexual, mas recordam que esta deve ser dada fundamentalmente pelos pais, e não em oposição aos seus princípios e valores[v].

Portanto o que nos resta quanto cristãos? Com certeza, não um conformismo com tamanha calamidade moral e social que nos cerca, não um isolacionismo irresponsável para com nossa confissão de fé e para com a missão que nos foi dada (Rm 12.1-2). Finalizo com um grandioso texto da Escritura que me faz refletir sobre nossa postura:

"Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo..." (2 Coríntios 10:5)

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Notas:
[i] Recomendo ao leitor para aprofundamento do assunto, principalmente para um alerta sobre a prática de ensino nas escolas sobre a questão gender (gênero), o site do Observatório Interamericano de Biopolítica que tem discutido de forma competente sobre o assunto de gênero (http://biopolitica.com.br/)
[ii] Para esclarecimentos históricos a respeito da origem e desdobramentos da questão recomendo o livro  - Gender, Quem és tu? Sobre a ideologia de gênero, escrito por Olivier Bonnerwijn, editora Ecclesiae.
[iii] Citação do meu artigo no blog Electus – Ideologia de Gênero, a negação da autoridade, da realidade e da verdade. http://blogelectus.blogspot.com.br/2015/10/ideologia-de-genero-negacao-da.html#.V0cL_jUrLIU
[v] Ibdem.

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Autor: Thomas Magnum
Fonte: Electus
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O Caráter Único dos Pais Cristãos

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Há algo maravilhosamente único acerca dos pais Cristãos. Pais Cristãos buscam manter uma tendência contracultural, até mesmo enquanto procuramos preparar nossos filhos para serem inseridos na cultura, como adultos plenamente funcionais. Eles buscam preparar seus filhos para a vida na terra, ao mesmo tempo em que procuram prepará-los para a vida no céu. Pais Cristãos enxergam seus filhos como dádivas concedidas, e também compreendem a sua responsabilidade como cuidadores (“mordomos”). Eles são “nossos filhos”, contudo, também reconhecemos que eles pertencem a outro – o seu Pai Celestial. Ser um pai ou uma mãe Cristãos é uma empreitada ímpar e singular, sendo eles um tipo raro. Aqui estão algumas das coisas que tornam os pais Cristãos algo único, neste mundo caído:

1. Pais Cristãos procuram amar seus filhos, mas não adorá-los ou venerá-los.

Eles têm os nossos corações, mas eles não podem dominar as nossas almas. Nós vivemos para Deus, e não para os nossos filhos.

2. Pais Cristãos procuram inculcar princípios morais, e não apenas moralidade aparente ou externa.

Conformidade aparente não é o nosso objetivo. Nós desejamos ver os seus corações mudados e renovados no Senhor.

3. Pais Cristãos procuram encorajar um padrão, e não buscar a perfeição.

Até mesmo quando nós lhes apontamos para a Lei de Deus, nós sabemos que eles irão falhar várias vezes. A graça de Deus transbordou sobre nós, e nós devemos transbordar graça sobre eles.

4. Pais Cristãos almejam ver seus filhos sendo bem sucedidos, mas não de acordo com os padrões estabelecidos pelo mundo.

O sucesso, aos nossos olhos, difere do sucesso aos olhos do mundo. O sucesso que preenche as nossas almas com deleite é espiritual, acima de todos os outros.

5. Pais Cristãos olham para o futuro dos seus filhos, mas não para aquele que é meramente aqui, nesta terra.

Conforme criamos nossos filhos, nós os estamos treinando para a eternidade. Nós temos nossos olhos na eternidade, e estamos buscando ajustar os olhos deles na eternidade.

6. Pais Cristãos desejam que seus filhos sejam felizes, mas não às custas da santidade.

Que bênção é assistir os nossos filhos desfrutarem da vida, mas nós desejamos uma alegria que decorre da santidade e da vida piedosa.

7. Pais Cristãos querem que a vida dos seus filhos seja aliviada, mas não desprovida de provações.

Os cuidados e preocupações do mundo são pesados, e nós gostaríamos, à medida do possível, que os ombros dos nossos filhos fossem aliviados deles, mas não às custas do seu crescimento em Cristo. Nós sabemos que as provações moldam o caráter e estamos dispostos a sofrer, conforme observamos os nossos filhos sofrerem, para que um fim maior seja realizado na nossa vida e na deles.

8. Pais Cristãos esperam que seus filhos se adaptem ao seu mundo, mas que não se sintam confortáveis nele.

Os nossos filhos vivem neste mundo, mas esperamos que apenas como peregrinos e forasteiros. Pela graça de Deus, nós esperamos que eles estejam desconfortáveis aqui, pois eles estão em seu percurso para a cidade celestial.

9. Pais Cristãos encorajam os seus filhos a perseguirem a humildade, até mais do que a autoconfiança.

A autoconfiança é boa, mas não se ela triunfa sobre a humildade. A humildade é boa, até mesmo quando ela triunfa sobre a autoconfiança.

10. Pais Cristãos ensinam os seus filhos a buscarem a resposta fora de si mesmos, ou seja, em Cristo, ao invés de olharem para dentro de si mesmos.

Buscar a Deus, em Cristo, é a sua única esperança.

11. Pais Cristãos encorajam os seus filhos à independência, mas apenas conforme eles crescem na dependência do Senhor.

Nenhum de nós é verdadeiramente independente, e precisamos ensinar esta verdade para os nossos filhos. Conforme eles crescem em independência, em relação aos seus pais, a nossa espectativa é que eles estejam crescendo em uma ardende dependência no Senhor.

12. Pais Cristãos valorizam a vontade de servir mais do que o seu anseio de liderar.

A liderança Cristã revira tudo de cabeça para baixo. Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

13. Pais Cristãos valorizam o caráter mais do que as conquistas.

O valor do caráter prevalece sobre o das conquistas na “economia” de Deus, e portanto também em nossa missão como pais Cristãos.

14. Pais Cristãos aprovam que os seus filhos olhem para o seu Pai no céu mais do que para o seu pai e mãe na terra.

Nós prontamente apontamos para fora de nós mesmos. Eles têm um Pai Celestial mais seguro e fiel do que nós.

15. Pais Cristãos buscam treinar os seus filhos para colocar os outros antes de si mesmos.

Amor sacrificial domina a nossa fé, e nós desejamos que isto também os domine.

16. Pais Cristãos oram por seus filhos.

Ser um pai ou uma mãe Cristãos não é um empreendimento solitário. Se fosse, nós falharíamos. Ao invés disso, nós temos um Pai Celestial que cuida de nós, ouve as nossas orações, e ama conceder boas dádivas aos Seus filhos. Nós erguemos nossos filhos, em oração, na esperança deles serem os Seus filhos, e na espectativa de que Ele irá cuidar deles, assim como Ele cuida de nós.

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Autor: Jason Helopoulos
Fonte: The Christward Collective
Tradução: Os Puritanos
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Minha Família, Família de Deus

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Os tempos atuais trazem consigo as inovações da modernidade. É fato: o dia permanece sendo de vinte e quatro horas, mas no curso dos acontecimentos, valores de caráter espiritual, moral e social sofrem açoites de todos os lados. Assim como um algoz que surra um prisioneiro, os valores básicos do respeito familiar, da honestidade, do caráter, do temor a Deus tem sido surrados. O homem moderno, sem generalizações, negligencia valores que permitiram que a sociedade sobrevivesse apesar das intempéries do caminho. Não acredito que estamos melhorando, apesar das muitas transformações positivas na área da medicina, da educação, da política, da sociedade em geral. É digno de nota: cada novo tempo traz consigo seus próprios desafios, e somos todos frutos do nosso tempo! Não podemos negar esse fato. A maneira como nos vestimos, nos comportamos, nos relacionamos são reflexos das influências que se entrelaçam nesse cenário chamado: presente. O que é interessante em tudo isso é que não fomos, por Jesus, retirados do mundo. Pelo contrário, Ele nos enviou aos mais diversos rincões desse mundo (Mt 28.18-20), para que sob a supervisão do Espírito Santo fôssemos canais de transformações espirituais, morais e sociais. 

As mudanças mais significativas devem acontecer em primeira instância em mim mesmo, mais precisamente na maneira como me relaciono com Deus, comigo e com o meu próximo. Ao pensarmos dessa forma somos desafiados a diagnosticar não os problemas alheios, mas os que trazemos conosco. E se postularmos que a família é a base de sustentação de qualquer sociedade, descobriremos que os problemas manifestados na esfera social são reflexos do que acontece nessa esfera elementar. Logo, na tentativa de ordenar a desordem social devemos começar na base, alcançando a família, pois é daqui que irão sair os futuros profissionais que ocuparão os mais diversos cargos e posições dentro desse corpo político chamado: sociedade civil. A família que deve ser o alvo primário da minha atenção é a minha, sem fechar os olhos para a possibilidade de ajudar o próximo. As mudanças vão começar a surgir quando entendermos que precisamos fazer a nossa parte, a partir de uma transformação pessoal. As grandes mudanças foram precedidas por pequenas transformações. Não mudaremos o mundo, mas podemos contribuir para um mundo melhor, mais civilizado.

O ponto de destaque, ao trilhar os pressupostos bíblicos, é que minha família pertence ao Senhor. Minha família, família de Deus! De forma específica, o esteio central de uma família cristã que se mantém de pé apesar dos percalços da vida não é o dinheiro, não é o amor e o compromisso entre cônjuges, não são os filhos, muito menos o que outros pensam, mas Deus. Precisamos mais de Deus! Não esperemos que as pessoas a nossa volta sejam despertadas para Deus, para depois tomarmos uma iniciativa mais direta. Não! Busquemos alicerçar a família no temor ao Senhor, pois na realidade ninguém muda ninguém. Quantos exemplos de pessoas que receberam ótima educação, vindos de uma família respeitada, mas se extraviaram trilhando caminhos de vergonha. Somente Deus pode mudar verdadeiramente alguém. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos. De modo que, o Salmo 37.5 surge como uma aplicação pertinente ao que vem sendo dito: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia n´Ele, e o mais Ele fará”. Faça isso com sua família. Noutras palavras, entregue sua vida e família nas mãos de Deus, confia n´Ele, e aguarde, pois o mais Ele fará. Deus está no controle de tudo!

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Autor: Rev. Marcelo Araújo
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vila Nova (Goiânia/GO)
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A família perfeita

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Todo mundo gostaria de ter uma família perfeita, não é mesmo? Muitas vezes nós podemos pensar que nossa família parece meio louca, com manias que detestamos. É possível que olhemos para outras pessoas e pensar: “nossa... eles sim, veja como se portam! Queria que lá em casa fosse assim!”. A verdade é que é comum colocarmos em prática aquele velho ditado: “a grama do vizinho é mais verde!”.

Toda família tem seus problemas. Há sempre aquele irmão que adora fazer bagunça – principalmente os caçulas, creio eu. Brincadeiras à parte, cada núcleo familiar tem suas particularidades. Às vezes um costume que você detesta, outras pessoas têm cuidado excessivo. Quando se é uma família cristã, essas diferenças e peculiaridades não deixam de existir. Todavia, quando você é o único cristão em casa, isso pode se intensificar. Pense no seguinte: qual é maior a probabilidade de haver problemas: quando há princípios bíblicos ou quando a lei cultural vigente reina sem limites? É claro que isso não é regra. Uma família não cristã pode muito bem ser mais harmônica do que muitas famílias cristãs mundo a fora. Exemplo disso são pessoas que são extremamente dóceis na igreja mas, em casa, corra quem puder.

Há quem diga: como eu queria ter uma família como as reveladas na Bíblia! Me desculpe, mas discordo. Já ouvi um amigo comentar o que vou dizer agora – o que me dá o sentimento de não estar sozinho nessa ótica. Você gostaria de ser da família de Davi? Eu não. Um filho que se deita com uma meia-irmã e outro irmão o mata (2Sm 13.11-14; 13.23-36). Que tal da família de Jacó? Ora, o próprio Jacó passou a perna no irmão (Gn 25.29-34). E não para por aí: lembra do que aconteceu com José, filho de Jacó? Seus irmãos o jogaram em uma cisterna e, depois, o venderam como escravo (Gn 37.23-28). Que tal da família de Jesus? Os próprios irmãos de Cristo não criam nele (Jo 7.5). Tudo isso demonstrei querendo dizer que nenhuma família é perfeita, todas têm seus problemas.

Sobre a convivência familiar, Jim Britts cita algumas passagens bíblicas: Filipenses 2.3-4, Mateus 7.3-5, Romanos 12.18, Efésios 6.1-3.

Como em todo relacionamento, há parâmetros nos quais os cristãos devem procurar viver. Vejamos o que nos diz Filipenses 2.3-4:

Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

Pois bem, aqui vemos o que o apóstolo nos diz quanto à nossa conduta. Será que na convivência do dia a dia nós nos portamos com humildade, espírito de auxílio, ou temos segundas intenções? Toda criança alguma vez na vida certamente já fez algo com vista a conseguir alguma coisa dos pais. Entre irmãos, então, isso acontece várias vezes – na semana, quando não no mesmo dia. O versículo 4 implica que precisamos ter em mente o princípio de propriedade. Da mesma forma que queremos conservar o que é nosso, precisamos respeitar o que é dos outros, e zelar por isso.


Mateus 7.3-5 fala sobre julgar. Precisamos ser cautelosos com isso. Quando falo sobre julgamento ou disciplina na igreja, sempre apelo aos irmãos que sejam amorosos. É claro que não devemos deixar de julgar por conta disso, mas fazê-lo com temor e cuidado. O que diferencia você de um cristão em pecado é o cuidado de Deus. Quem garante que amanhã você não fará o mesmo? Um adúltero pode ter dito que nunca faria isso, mas fez. Por isso, precisamos vigiar e estar em comunhão com Deus.

Romanos 12.18 nos diz para ter paz com todos. Isso implica em perdão. Ah, como isso é difícil. Sempre há um infeliz que tem prazer em pisar em nosso calo. Não é fácil. Todavia, lembre-se do sacrifício de Cristo. Mesmo quando ele estava sendo crucificado, ele pedia a Deus que perdoasse quem fez aquilo a ele. Tenha isso em mente. Esforce-se. Rogue ao Senhor forças para perdoar.

Efésios 6.1-3 nos fala sobre a conduta dos filhos para com os pais. Deus nos diz para que honremos nossos pais. Ele não diz: honre seu pai se ele for bonzinho e amoroso. Mas sim: honre seus pais. Isso é duro e difícil para nós, pecadores. Mas é o que devemos fazer. Peça ajuda do Senhor, e ele te ajudará.

Alguns núcleos familiares, porém, passam por problemas incomuns. Isso porque não acontecem com todos nós, mas em casos específicos. Problemas como esses são o divórcio, abuso. São dois temas que Jim Britts aborda falando sobre família. Divórcio e abuso são coisas condenadas por Deus. O casamento não foi criado para ser desfeito. Se alguém se casa pensando em se divorciar, já começou errado. O abuso, por sua vez, é algo inconcebível, mas acontece. Nesse caso, é preciso se atentar para o comportamento de pessoas que desconfiem passar por isso e, se detectar de algo, denuncie às autoridades e à Igreja, para que ambas tratem do caso. Uma pessoa que sofreu abuso deve procurar pessoas que a ajudem. Ficar em silêncio nunca vai ajudar. Quanto ao divórcio, se uma pessoa está sofrendo por causa da separação dos pais, ela deve procurar auxílio em Deus, nos amigos e em seu pastor. Se fechar em seus próprios sentimentos apenas vai alargar uma ferida dolorida, causando mais traumas.

Se sua família parece ter algo de errado, comece a observar as demais. Se for algo sério, procure auxílio. Peça ajuda a seus amigos mais próximos, aquela pessoa que você confia e sabe que com ela você pode contar. Não saia contando para meio mundo, sejam pessoas pagãs ou cristãs. Afinal, onde há ser humano, há erro e pecado. Portanto, seja cauteloso e procure ajuda o mais breve possível, além de, claro, contar com o auxílio de Deus e derramar suas angústias em oração e na busca do Senhor.

Que ele nos abençoe e nos capacite mais e mais, dia após dia, e que sejamos irmãos, pais, tios, primos e amigos melhores, com o auxílio do bondoso e misericordioso Deus.

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Autor: Christofer F. O. Cruz
Fonte: Fidem et Rationem
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