Como alguns sabem participo de grupos cristãos em universidades públicas e buscamos trazer a estes espaços aulas de apologética para os jovens e palestras sobre temas variados segundo a cosmovisão cristã.
É de conhecimento que hoje o ambiente universitário é dominado por ideologias progressistas que são essencialmente contra o cristianismo, então sabendo que a universidade é justamente o local de pluralidade de ideias, buscamos marcar presença em tais locais para expormos nossa forma de pensar.
Semana passada a Sara Winter foi convidada pelo MCU (Movimento Cristão Universitário) sob o aval de um professor a palestrar sobre o feminismo e o papel da mulher segundo a cosmovisão cristã. Fomos impedidos de estar no local acordado uma vez que os militantes fizeram barricadas na entrada do prédio e, armados com barras de ferro e máscaras, nos ameaçavam. Fomos para outro local sendo seguidos pelos militantes que percebendo que a palestra ocorreria, nos atacaram quando adentramos no prédio. Eles destruíram a fachada para entrar e nos agredir, mas conseguimos impedi-los de entrar. Não havia escolha uma vez que estávamos em dez homens e precisávamos proteger nossas mulheres contra 250~300 agressores. (veja aqui)
Ficamos presos no prédio por aproximadamente 8 horas esperando a Polícia Federal chegar e nos escoltar para fora da universidade.
Hoje me deparo com uma matéria no jornal O Globo assinada por dois professores da UFF alegando que "grupos de extrema direita" (claramente acusando o Movimento Cristão Universitário) querem invadir o espaço público em favor de proselitismos religioso.
Quero esclarecer que nossa missão nunca foi o proselitismo, uma vez que a ninguém tentamos converter ou chamar para um igreja. O Movimento Cristão Universitário não é confessional, não defende uma igreja específica, sendo composto de membros católicos e reformados, nem estávamos ali "pregando". Ora, palestrar sobre um tema comum e fundamentar os argumentos segundo nossa cosmovisão não pode ser classificado, necessariamente, como proselitismo. E aqui fica claro a deslealdade intelectual do texto publicado.
E o argumento da matéria de um espaço laico não pode ser usado. Laico se refere que nenhuma religião sobrepujará a outra ou terá preferência, garantindo espaço para todas. Em momento algum um espaço laico será um espaço ateu, ou um espaço apenas contra o cristianismo, e é justamente isso que temos visto. Uma necessidade ideológica de banir o cristianismo (e seu pensamento) de todo debate público. O que é um contrassenso uma vez que as universidades como as conhecemos são uma criação cristã, e o pensamento cientifico nunca esteve contra o pensamento teísta. Basta vermos quantos "pais" de determinadas áreas eram teístas e cristãos, e em contra partida as "sociedades ateístas" nunca foram o berço de nenhuma descoberta científica significativa. E além disso posso citar alguns benefícios sociais que são oriundos da moral judaico-cristã como direitos humanos, tão alardeados pelos progressistas, são fruto do cristianismo do qual eles se apropriaram.
Um valor moral vale por si, não pela fonte a qual ele veio a se fundamentar, o que inclui até mesmo um religioso. Se um cristão busca uma lei de ajuda aos necessitados porque compreende ser essa a vontades Deus, tal lei é tão válida quanto se fosse proposta por um indivíduo ateu que se baseia unicamente numa visão humanista/naturalista. Por isso o debate público pertence também ao cristão e pedir para que ele deixe sua fé de lado é impossível, uma vez que a concepção religiosa faz parte do indivíduo, sendo impossível sua desassociação. Seria o mesmo que retirar desse indivíduo parte de sua essência em favor de um preconceito contra sua fé e seus valores.
Então o que foi feito na UFF por parte dos militantes de esquerda contra nosso grupo representa justamente o cercear da livre expressão que a todos contempla, e com o agravo de ser por meio de agressões físicas. Uma sociedade em que apenas uma ideologia possui direito de se expressar é, nada além, de uma ditadura de opinião.
E rotular nosso posicionamento como fascista e discurso de ódio é justamente uma forma de desqualificar o argumento proposto por, antes, desqualificar o argumentador. Nada além de falácias usadas contra os cristãos.
Buscamos essencialmente que os espaços públicos sejam um local de debate de ideias sem agressões contra quem for, e as ideias devem ser debatidas e refutadas intelectualmente, nunca fisicamente.
Que o Senhor abençoe a nossa nação.
***
Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
.
Percebo que muitos jovens, mais precisamente os rapazes cristãos, tem tido medo de entender sua própria sexualidade e desejo, rejeitando a existência deste ou o rotulando como algo perverso que deve ser combatido a todo custo. Nisso, muitos têm criado métodos para suprimir os próprios desejos e buscar, assim, o que seria uma santidade perfeita.
Da mesma forma que deixar de pensar sobre uma dor passada não gera perdão, apenas o ato de fugir de uma tentação não tem poder eficaz de mortificar os desejos impuros.
Para o perdão devemos ter uma atitude consciente da vontade para gerá-lo ao encarar a dor e as consequências dos atos dos outros, da mesma forma, para mortificarmos uma reação pecaminosa deve-se agir contra ela ativamente.
Alguns dizem que o beijo, por exemplo, por poder despertar desejos antes da hora deveria ser abolido do namoro e só existir em um contexto de casamento, tal pensamento é errado e se prova ineficaz, uma vez que temos em países islâmicos mulheres que usam a burca que lhes cobre todo corpo, para impedir os desejos sexuais de quem as observam, e os homens dessa sociedade desenvolvem desejos sexuais e fantasias até pela forma que a burca balança ao andar destas mulheres, e se masturbam pensando nisso.
A expressão sexual se manifestará de qualquer forma quando você busca refreia-lá de modo artificial, pois assim poderá agir apenas em um ato, não no fator que o origina.
Quem nunca se excitou sexualmente ao ver a pessoa que ama ou mesmo ao falar com ela ao telefone? Se a intenção de não beijar antes do casamento é válida e eficaz em impedir o despertar sexual antecipado, todas as coisas que também possibilitam isso devem ser abolidas antes de se casar, o que nos levaria de volta aos casamentos onde os noivos só se conheciam no dia do casório, de modo semelhante ao que tínhamos nos tempos bíblicos e, que as famílias faziam a escolha para os noivos e estes apenas obedeciam. O simples contato físico de andar de mãos dadas ou abraçar de modo afetivo pode despertar o desejo no indivíduo. Então, criar esses "sistemas", "métodos" que tem por finalidade prevenir desenvolvimentos de desejos se mostram apenas arbitrários e parciais, nunca se direcionando ao cerne da questão: o coração do homem é impuro, e pode macular qualquer ação por melhor que seja. Tiro por exemplo o casamento que é uma criação de Deus, que disse que não era bom que o homem vivesse só, porém o coração corrompido transforma casamentos (e todos os relacionamentos) em ídolos, onde o "amor" pelo cônjuge se torna a primazia da vida do indivíduo, colocando-o no lugar de adoração que deveria pertencer unicamente a Deus. O casamento que era bom se torna em um problema para esta pessoa.
Chegamos a tal conclusão, de modo claro, ao examinar as Escrituras, onde temos na carta aos Colossenses:
"Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, por que é que vocês, então, como se ainda pertencessem a ele, se submetem a regras: 'Não manuseie!' 'Não prove!' 'Não toque!'? Todas essas coisas estão destinadas a perecer pelo uso, pois se baseiam em mandamentos e ensinos humanos. Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne." -Colossenses 2:20-23
Atentemos para o final: "tais regras não possuem valor algum para refrear os impulsos da carne."
Esses métodos, como a ideia já citada de não beijar antes do casamento, não possuem a eficácia de impedir a impureza ou desejo errado, pois este encontrará uma forma de se manifestar. O que temos são regras tratando de uma atitude exterior, mas esquecendo do interior, do motivador que temos, exatamente o que os fariseus faziam, onde temos apenas uma formalidade com aparência de ética cristã e de novo viver, pois nada diante retira um hábito se o coração não for tratado. Uso "coração" aqui como forma livre de me referenciar aos desejos interiores do indivíduo.
Então, como agirmos sobre coisas que podem nos levar ao pecado? Mais uma vez, voltemos às escrituras:
"O Senhor disse a Caim: Por que você está furioso? Por que se transtornou o seu rosto? Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo." -Gênesis 4:6,7
Aqui vemos bem claro a indicação de como devemos lidar com os próprios desejos errados: mortifica-los como ato racional e ativo. A palavra nos manda mortificar os desejos errados.
Um erro que nós, cristãos, temos assumido é nos recusarmos a assumir que nos deixamos levar, facilmente, por conceitos que temos de nós mesmos, pois fica claro que para muitos basta não fazer algo para serem corretos.
Claro que apoiar-se apenas em nossa vontade contra a carne é um erro, por isso a vida de oração a Cristo e busca é tão importante.
"Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão" - Romanos 8:13
Pelo Espírito devemos fazer morrer os desejos. Não por métodos artificiais, não auto suficiência, mas pelo Espírito, e todo resto é vão. O que nos remete a uma vida de oração e luta contra o pecado que nos aflige tão constantemente. E, pelo Espírito, não permitimos que algo comum se torne pecado em nossas vidas.
***
Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
.
Nossa sociedade não possuiu, para os homens, conceitos como ritos de passagem para a vida adulta, fato este que não se repete com meninas. Elas tem a garantia de duas fases bem marcadas: a menstruação e festa de debutantes, que as apresentam socialmente e emocionalmente para a vida adulta.
Meninos não possuem um correlato, sendo deixados a própria sorte nesse quesito, principalmente por ausência paterna, motivada por excesso de trabalho do pai ou separação do casal, onde a guarda fica primariamente com a mãe.
Nisso, somos uma geração de homens criados por mulheres, e que delas recebem a concepção errônea do que é o masculino. É impossível aprender a ser um homem pelos ensinos de uma mulher.
Os garotos, assim abandonados, criam para si seus próprios "ritos de passagem", onde se juntam para, de forma coletiva e motivados por um desejo subconsciente, "inventar o que seja a masculinidade", daí temos tanto envolvimento de jovens em violência e promiscuidade, os tornando adeptos do conceito errado de ser macho. A ausência de uma figura paterna forte que eles respeitem e imponha limites os tornam esteriótipos, caricaturas do que imaginam ser o masculino, pela sua aplicação errada e falta de direcionamento.
Outra via comumente seguida é os vermos renegando a masculinidade por eles também imaginada, censuram em si mesmos as atitudes erradas do pai. Logo, se o pai traiu a mãe e a deixou (sem entrarmos no mérito da questão), o garoto busca se afastar, seja por decisão consciente ou inconsciente, da expressão sexual com mulheres, seja física ou psicológica. Assim temos meninos efeminados que cultuam em si ideais femininos para redimir em si mesmos as angústias percebidas na figura feminina materna. O que não confere as armas emocionais que poderia os prover com as habilidades no trato social com mulheres. Pois, para eles, a relação com mulheres se dará no nível mulher-mulher, e não homem-mulher. O que nos leva ao motivo de tantas relações fracassadas. Gerando mulheres frustradas pelas decepções amorosas com esses homens ensinando seus filhos mais conceitos errados, retroalimentando o ciclo.
Devemos lembrar que meninos querem ser aceitos em comunidades de homens e, na falta destes, buscarão aceitação naquilo que reconhecem como ideal ou em grupos que os acolham. O que abre as portas para todas as distorções imagináveis, criando uma sociedade doente.
Interessante notarmos que tais "ritos" por eles criados não conseguem efetivamente torna-los homens em suas próprias percepções, eles continuam sendo meninos e por isso a necessidade constante de repetir tais ritos continuamente. Um rito original para a vida adulta é um evento momentâneo e marcado no tempo, tem seu início e fim, que após cumprido não é retornado com o mesmo status. A partir dali temos um homem que se um dia voltar a participar desse rito, será auxiliando um menino (comumente seu filho) em seu momento. O que temos hoje é o inverso disso, eternos meninos presos em ciclos que não se findam em busca de uma sensação de saciedade que nunca virá. São meninos que a todo momento expressam sua frustração.
A função de um homem é formar novos homens, e tal função tem sido preterida pelos homens e usurpada por mulheres que, por militância e ideologias, querem emascular a sociedade. E vemos claramente a vontade de Deus no seguinte texto:
"Porquanto Eu o escolhi, para que instrua seus filhos e todos os seus descendentes acerca de conservarem-se no Caminho do SENHOR, praticando o que é justo e direito" - Gênesis 18:19
Normalmente termino meus textos com a minha visão para a resolução da questão por mim levantada, mas hoje desejo fazer diferente: convido você, homem, a ponderar sobre sua própria concepção de masculinidade e como tem se apresentado ao mundo. A sua função de formar novos homens têm sido realmente posta em prática?
Lembrando que o exercício da masculinidade não é apenas para próprio benefício, ou mesmo restrito apenas a família, mas se da em um contexto comunitário/social, onde o ensino contribui para o caminhar correto de todos.
***
Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
.