16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia

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Como pastor, com o passar dos anos eu tive a minha cota de pessoas me abordando para saber se éramos uma igreja de “cortejo” ou de “namoro”. As pessoas invariavelmente me contavam que esse ou aquele modo era o “jeito bíblico”.

Com o passar do tempo, passei a desconfiar que a Bíblia não fala muito sobre como encontrar uma esposa, ou fala? Talvez você tenha visto essa lista circulando por aí na Internet, mas é válido revê-la porque ela defende um ponto muito importante. Então aqui está: as 16 maneiras de como encontrar uma esposa de acordo com a Bíblia:

1) Encontre uma prisioneira de guerra e atraente, traga-a para casa, raspe sua cabeça, corte suas unhas, e dê a ela novas roupas. Então ela será sua. (Deut. 21:11-13)

2) “Ache” uma virgem que não está desposada a outro homem, e “conheça-a”, mas depois disso, pague ao pai dela uma quantia em dinheiro. Então ela será sua. (Deut. 22:28-29)

3) Encontre uma prostituta e case com ela. (Oseias 1:1-3)

4) Encontre um homem com sete filhas, e o impressione dando de beber ao seu rebanho. (Ex. 2:16-21)

5) Compre um pedaço de terra, e ganhe uma mulher como parte do acordo.- Boaz (Rute 4:5-10)

6) Vá a uma festa e se esconda. Quando as mulheres saírem para dançar, agarre uma e a leve para ser sua mulher. - Benjamitas (Juízes 21:19-25)

7) Deus cria uma esposa para você enquanto você dorme. Nota: isso lhe custará uma costela. - Adão (Gen. 2:19-24)

8) Concorde em trabalhar por sete anos em troca da mão de uma mulher. Seja enganado casando com a mulher errada. Então trabalhe outros sete anos pela mulher que você desejava casar em primeiro lugar. Isso mesmo! Quatorze anos de trabalho duro por uma esposa. - Jacó (Gen. 29:15-30)

9) Corte 200 prepúcios dos inimigos do seu futuro sogro e receba a filha dele por esposa. - Davi (1 Sam. 18:27)

10) Mesmo que não exista mais ninguém no mundo. Ande sem rumo por aí e você com certeza encontrará alguém. - Caim (Gen. 4:16-17)

11) Torne-se o imperador de uma grande nação e realize um concurso de beleza. Xerxes ou Assuero (Ester 2:3-4)

12) Quando você ver alguém que goste, vá para casa e conte aos seus pais, “Eu vi uma mulher; agora vai e pegue ela para mim.” Se seus pais questionarem sua decisão, simplesmente diga, “Pegue-a para mim. Ela é a única certa para mim.” - Sansão (Juízes 14:1-3)

13) Mate um homem casado e tome a esposa dele para si. (Prepare-se para perder quatro filhos por conta disso.) - Davi (2 Sam. 11)

14) Espere que seu irmão morra. Tome a viúva dele. (Não é só uma boa ideia, é a lei!) - Onã e Boaz (Deut. ou Lev., exemplo em Rute)

15) Não seja frescurento. Busque qualidade com quantidade. - Salomão (1 Reis 11:1-3)

16) Uma esposa? - Paulo (1 Coríntios 7)

Obviamente, essa lista foi escrita com humor em mente, e algumas dessas “maneiras” não são prescritivas, mas descrições de maneiras pecaminosas que o povo de Deus conduziu a si mesmo no passado - Eles não são bons exemplos. Mas ela foi escrita para demonstrar um ponto importante - as pessoas frequentemente querem que a Bíblia diga certas coisas, por exemplo: como encontrar um cônjuge e casar, todavia ignoram porções da Escritura que não se encaixam ao seu paradigma de busca. A Bíblia tem muito mais a dizer sobre casamento arranjado do que, por exemplo, tem a dizer sobre “cortejo” ou namoro. Então, como devemos proceder?

Nós temos que perceber que a Bíblia não fala de todos os assuntos que enfrentaremos na vida. Pergunte a Salomão, ele teve que usar de sabedoria quando duas prostitutas vieram a seu encontro alegando serem a mãe de uma criança. Nós devemos seguir as coisas que Deus nos deu. Em todos os relacionamentos, nós temos a obrigação de exercitar os frutos do Espírito e não maltratar alguém, isso é verdade para cônjuges em potencial. Temos também o claro mandamento bíblico que cristãos são livres para casar com qualquer pessoas que ele ou ela escolham, desde de que esses pretendentes “estejam no Senhor” (1 Co 7.39). No final, escolher uma cônjuge requer sabedoria.

A Bíblia não nos dá modos específicos de como encontrar um parceiro. Alguns são apresentados por meio da família ou amigos. Outros podem cultivar uma relação por meio de cartas (ou, como estamos mais familiarizados, por e-mails ou outras mídias sociais). Em algumas culturas, a ideia de namoro é algo mal visto. Uma vez me deparei com um colega de faculdade; ele estava se preparando para o ministério no Japão. Ele lia compenetradamente um arquivo; parecia uma ficha profissional. Por curiosidade, perguntei a ele o que ele lia. Ele me respondeu que era um arquivo de uma moça que o pai dele tinha enviado. Sua família, às cegas (com exceção de algumas fotos que acompanhavam o arquivo) estavam arranjando seu casamento. Eu estava chocado, nunca tinha passado por minha mente que cristãos piedosos não fazem tudo da mesma maneira. (Só porque Americanos e crentes agem de uma forma, não significa que é bíblica ou é a única que funciona.)

O maior ponto doutrinário aqui é que na busca por um cônjuge, devemos ter em mente duas coisas: (1) A vontade revelada de Deus em sua lei moral não deve ser infringida por palavras, pensamentos e atos nossos e (2) A liberdade cristã - onde Deus falou, somos limitados a isso, mas onde ele não falou, temos liberdade. Não somos limitados por ordenanças humanas. Isso significa que cristãos piedosos podem divergir em como vivem, mas isso não faz com que esse ou aquele seja mais santo que outro porque ela namora e não “faz corte”.

Nós também devemos notar que em sua história, a igreja nunca lidou com o assunto em seus credos ou confissões sobre como encontrar uma esposa(o). Isso nos mostra que é um assunto em que temos liberdade e ,no final, devemos confiar na graça de Deus, sua sabedoria, orarmos e receber conselhos piedosos no lugar de fazer reivindicações que a Palavra de Deus nunca fez.

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Sobre o autor: Dr. Fesko é um decano acadêmico e professor do Systematic and Historical Theology at Westminster Seminary California. Também é um ministro ordenado pela Orthodox Presbyterian Church.
Fonte: Westminster Seminary California
Tradução: Vitor Barbosa Fróes Souza
Divulgação: Bereianos
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O que é masculinidade biblicamente qualificada?

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Vivemos numa época em que a noção de masculinidade é completamente ignorada e terrivelmente distorcida. Não são poucas as vezes em que vemos na TV, os homens, especialmente os pais, como tolos, incompetentes e fracos, enquanto seus filhos parecem fontes de sabedoria. Ou então, os homens são vistos como valentões que usam de sua força para ameaçar e intimidar. Na verdade, as estrelas masculinas de Hollywood no esporte e na música, não são diferentes disso na vida real. A maioria destes famosos não parece ter o desejo de cuidar de sua mulher nem de suas próprias crianças. São abusivos, imaturos; adolescentes presos em corpos de homens-feitos; são efeminados e fracos – física, psicológica e espiritualmente. Hoje em dia, infelizmente, modelos de masculinidade são raros na sociedade em geral.

Homem e Mulher - iguais ou complementares?

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Nos dias da criação, Deus observou a sua obra e viu que tudo era bom. Ao criar o homem e observá-lo sozinho, “Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18), “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). O primeiro homem, Adão, desfrutava da presença de Deus (ser superior) e contava com a companhia de animais (seres inferiores), porém, Deus reconheceu que o homem precisava de alguém para relacionar-se de igual para igual.

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.21-24).

Esses relatos esclarecem o fato de que o homem e a mulher foram criados igualmente à imagem de Deus (cf. Gn 1.27). Ambos possuem o mesmo valor diante do Criador. Não há diferenças entre os sexos no que concerne a pessoalidade e importância. Como afirma o apóstolo Paulo: “nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus” (1 Co 11.11-12). Os dois são dignos do mesmo respeito.

Meninos anseiam ser homens

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Nossa sociedade não possuiu, para os homens, conceitos como ritos de passagem para a vida adulta, fato este que não se repete com meninas. Elas tem a garantia de duas fases bem marcadas: a menstruação e festa de debutantes, que as apresentam socialmente e emocionalmente para a vida adulta.


Meninos não possuem um correlato, sendo deixados a própria sorte nesse quesito, principalmente por ausência paterna, motivada por excesso de trabalho do pai ou separação do casal, onde a guarda fica primariamente com a mãe.

Nisso, somos uma geração de homens criados por mulheres, e que delas recebem a concepção errônea do que é o masculino. É impossível aprender a ser um homem pelos ensinos de uma mulher.

Os garotos, assim abandonados, criam para si seus próprios "ritos de passagem", onde se juntam para, de forma coletiva e motivados por um desejo subconsciente, "inventar o que seja a masculinidade", daí temos tanto envolvimento de jovens em violência e promiscuidade, os tornando adeptos do conceito errado de ser macho. A ausência de uma figura paterna forte que eles respeitem e imponha limites os tornam esteriótipos, caricaturas do que imaginam ser o masculino, pela sua aplicação errada e falta de direcionamento.

Outra via comumente seguida é os vermos renegando a masculinidade por eles também imaginada, censuram em si mesmos as atitudes erradas do pai. Logo, se o pai traiu a mãe e a deixou (sem entrarmos no mérito da questão), o garoto busca se afastar, seja por decisão consciente ou inconsciente, da expressão sexual com mulheres, seja física ou psicológica. Assim temos meninos efeminados que cultuam em si ideais femininos para redimir em si mesmos as angústias percebidas na figura feminina materna. O que não confere as armas emocionais que poderia os prover com as habilidades no trato social com mulheres. Pois, para eles, a relação com mulheres se dará no nível mulher-mulher, e não homem-mulher. O que nos leva ao motivo de tantas relações fracassadas. Gerando mulheres frustradas pelas decepções amorosas com esses homens ensinando seus filhos mais conceitos errados, retroalimentando o ciclo.

Devemos lembrar que meninos querem ser aceitos em comunidades de homens e, na falta destes, buscarão aceitação naquilo que reconhecem como ideal ou em grupos que os acolham. O que abre as portas para todas as distorções imagináveis, criando uma sociedade doente.

Interessante notarmos que tais "ritos" por eles criados não conseguem efetivamente torna-los homens em suas próprias percepções, eles continuam sendo meninos e por isso a necessidade constante de repetir tais ritos continuamente. Um rito original para a vida adulta é um evento momentâneo e marcado no tempo, tem seu início e fim, que após cumprido não é retornado com o mesmo status. A partir dali temos um homem que se um dia voltar a participar desse rito, será auxiliando um menino (comumente seu filho) em seu momento. O que temos hoje é o inverso disso, eternos meninos presos em ciclos que não se findam em busca de uma sensação de saciedade que nunca virá. São meninos que a todo momento expressam sua frustração.

A função de um homem é formar novos homens, e tal função tem sido preterida pelos homens e usurpada por mulheres que, por militância e ideologias, querem emascular a sociedade. E vemos claramente a vontade de Deus no seguinte texto:

"Porquanto Eu o escolhi, para que instrua seus filhos e todos os seus descendentes acerca de conservarem-se no Caminho do SENHOR, praticando o que é justo e direito" - Gênesis 18:19

Normalmente termino meus textos com a minha visão para a resolução da questão por mim levantada, mas hoje desejo fazer diferente: convido você, homem, a ponderar sobre sua própria concepção de masculinidade e como tem se apresentado ao mundo. A sua função de formar novos homens têm sido realmente posta em prática?

Lembrando que o exercício da masculinidade não é apenas para próprio benefício, ou mesmo restrito apenas a família, mas se da em um contexto comunitário/social, onde o ensino contribui para o caminhar correto de todos.

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Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
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Mulheres e homens cristãos podem ser amigos?

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A questão é um barril de pólvora. Aqueles que respondem imediatamente "sim" podem arremessar tantos barris de evidência anedótica como aqueles que gritam "não". Poucos tratam isso como uma questão legítima - as opiniões são dadas num tom que implica que a própria questão viola o senso comum. São dadas respostas diferentes. Diferentes passagens são citadas. Diferentes colinas são construídas e desfeitas.

As Marcas da Masculinidade

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Quando um rapaz se torna homem? A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.

1. Maturidade espiritual suficiente para liderar uma esposa e filhos

A Bíblia é clara a respeito da responsabilidade do homem em exercer maturidade e liderança espiritual. De fato, essa maturidade espiritual demanda tempo para ser desenvolvida, bem como é um dom do Espírito Santo agindo na alma do crente. As disciplinas da vida cristã, incluindo a oração e estudo bíblico sério, estão entre os meios que Deus usa para moldar um rapaz em um homem e trazer maturidade espiritual à vida de alguém que tem a responsabilidade de guiar uma esposa e uma família. Esta liderança espiritual é central à visão cristã sobre o casamento e a família.

A liderança espiritual de um homem não é uma questão de poder ditatorial, e sim uma liderança e influência espiritual, firme e confiável. Um homem tem de estar pronto para liderar sua esposa e filhos de um modo que honre a Deus, demonstre piedade, inculque o caráter cristão e leve sua família a desejar a Cristo e a buscar a glória de Deus. A maturidade espiritual é uma marca da verdadeira masculinidade cristã; um homem espiritualmente imaturo é, pelo menos neste sentido crucial, apenas um rapaz no aspecto espiritual.

2. Maturidade pessoal suficiente para ser um marido e pai responsável

A verdadeira masculinidade não é uma questão de exibir características supostamente masculinas destituídas do contexto de responsabilidade. Na Bíblia, um homem é chamado a cumprir seu papel de marido e pai. A menos que ele tenha o dom de celibato para o serviço do evangelho, o rapaz cristão deve almejar o casamento e a paternidade. Essa é, com certeza, uma afirmação contrária à nossa cultura, mas o papel de marido e pai é essencial à masculinidade. O casamento é incomparável em seus efeitos sobre o homem, visto que canaliza suas energias e direciona suas responsabilidades à consagrada aliança do casamento e à educação amorosa da família. Os rapazes cristãos devem aspirar ser aquele tipo de homem com o qual uma moça cristã se casaria alegremente, a quem os filhos obedeceriam, confiariam e respeitariam.

3. Maturidade econômica suficiente para manter-se num emprego e lidar com o dinheiro

Os publicitários e os empresários sabem a que alvo devem direcionar suas mensagens — diretamente aos rapazes e adolescentes. Esse segmento específico da população é atraído por bens materiais, entretenimento popular, eventos esportivos e outras opções de consumo. O retrato da masculinidade juvenil tornado popular nos meios de comunicação e apresentado como normal por meio de entretenimentos é caracterizado por imprudência econômica, egoísmo e lazer.

Um verdadeiro homem sabe como segurar um emprego, lidar responsavelmente com o dinheiro e atender às necessidades de sua esposa e sua família. Não desenvolver maturidade econômica significa que os rapazes frequentemente pulam de um emprego a outro e levam anos para “se acharem” em termos de carreira e vocação. Novamente, a adolescência prolongada caracteriza grande segmento da população de rapazes em nossos dias. Um homem verdadeiro sabe como ganhar, administrar e respeitar o dinheiro. Um rapaz crente entende o perigo que existe no amor ao dinheiro e cumpre suas responsabilidades como um servo cristão.

4. Maturidade física suficiente para trabalhar e proteger a família

A menos que seja incapacitado ou enfermo, um rapaz precisa desenvolver uma maturidade física que, por meio de estatura e vigor, identificam uma masculinidade reconhecível. É claro que os homens atingem diferentes tamanhos e demonstram diferentes níveis de vigor físico, mas a maturidade é comum a todos os homens, pela qual um homem demonstra sua masculinidade em ações, confiança e força. Um homem tem de estar pronto a usar sua força física para proteger a esposa e os filhos e cumprir as tarefas que Deus lhe designou. Um rapaz tem de ser ensinado a canalizar seu desenvolvimento e porte físico a um compromisso pessoal de responsabilidade, reconhecendo que o vigor adulto tem de ser combinado com a responsabilidade de adulto e a verdadeira maturidade.

5. Maturidade sexual suficiente para casar e cumprir os propósitos de Deus

Mesmo quando a sociedade celebra o sexo em todas as formas e todas as idades, o verdadeiro homem cristão pratica a integridade sexual, evitando pornografia, fornicação e todas as formas de promiscuidade e corrupção sexual. Ele entende o perigo da lascívia, mas se regozija com a capacidade sexual e poder reprodutivo que Deus lhe deu, comprometendo-se com uma moça, ganhando o seu amor, confiança e admiração — e, eventualmente, sua mão em casamento. É crucial que os homens respeitem esse dom inefável e o protejam até que, no contexto de um casamento santo, sejam capazes de satisfazer esse dom, amem sua esposa e almejem os filhos, que são dons de Deus. A sexualidade masculina divorciada do contexto e da integridade do casamento é uma realidade explosiva e perigosa. O rapaz precisa entender, enquanto atravessa a puberdade e o despertamento da sexualidade, que ele é responsável para com Deus pela administração deste importante dom.

6. Maturidade moral suficiente para liderar como um exemplo de retidão

O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso. 

O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus.

7. Maturidade ética suficiente para tomar decisões responsáveis

Ser um homem implica tomar decisões. Um das tarefas mais fundamentais da liderança é decidir. O estado de indecisão de muitos homens contemporâneos é a evidência de uma masculinidade atrofiada. É claro que um homem não se precipita a tomar uma decisão sem refletir, considerar e ter cuidado, mas ele se expõe a um risco, ao tomar uma decisão — e ao torná-la permanente. Isso exige uma responsabilidade moral que se estenda à tomada de decisões éticas e maduras, que glorifiquem a Deus, sejam fiéis à Palavra de Deus e estejam abertas ao escrutínio moral.

Um verdadeiro homem sabe como tomar uma decisão e viver com suas consequências — embora isso signifique que, mais tarde, ele terá de reconhecer que aprendeu por tomar uma decisão errada e por fazer a correção apropriada.

8. Maturidade de percepção do mundo suficiente para entender o que é realmente importante

Uma inversão de valores caracteriza nossa era pós-moderna, e a situação desagradável da masculinidade moderna se torna mais apavorante pelo fato de que muitos homens não têm a capacidade de desenvolver uma percepção de mundo consistente. Para o crente, isso é duplamente trágico, pois nosso discipulado cristão tem de ser demonstrado no desenvolvimento de uma mente cristã. 

O cristão tem de entender como interpretar e avaliar as questões pelo espectro dos campos da política, economia, moralidade, entretenimento, educação e uma lista aparentemente interminável de outros campos. A ausência de um raciocínio bíblico e consistente da percepção do mundo é uma característica fundamental da imaturidade espiritual. Um rapaz tem de aprender como traduzir a verdade cristã em uma maneira de pensar genuinamente cristã. Precisa aprender a defender a verdade bíblica perante seus colegas e em público; e deve adquirir a habilidade de estender sua maneira de pensar bíblica, fundamentada em princípios bíblicos, a todas as áreas da vida.

9. Maturidade relacional suficiente para entender e respeitar os outros

Os psicólogos agora falam sobre a “inteligência emocional” como um fato importante no desenvolvimento pessoal. Embora o mundo tenha dado muita atenção ao QI, a inteligência emocional é tão importante como aquele. Os indivíduos que não têm a habilidade de relacionar-se com os outros estão destinados a fracassarem diante dos mais significativos desafios da vida e não cumprirão algumas de suas mais importantes responsabilidades e papéis. 

Por natureza, muitos rapazes são direcionados por seu interior. Enquanto as moças aprendem a interpretar os sinais emocionais e se conectam, muitos rapazes não possuem essa capacidade e, aparentemente, não entendem a ausência dessa habilidade. Embora o homem tenha de demonstrar força emocional, constância e firmeza, ele tem de aprender a se relacionar com sua esposa, filhos, colegas e muitos outros, de uma maneira que demonstre respeito, entendimento e empatia apropriada. Ele não aprende isso jogando videogames e entrando no mundo pessoal, o que muitos rapazes adolescentes fazem.

10. Maturidade social suficiente para fazer contribuições à sociedade

O lar é o lugar essencial e a ênfase inescapável da responsabilidade de um homem, mas ele é chamado a sair do lar para ir ao mundo, o mundo amplo, como uma testemunha e como alguém que dará uma contribuição ao bem comum. Deus criou os seres humanos como criaturas sociais e, ainda que nossa cidadania final esteja no céu, temos de cumprir nossa cidadania na terra.

Um rapaz tem de aprender a cumprir uma responsabilidade política como cidadão e uma responsabilidade moral como membro de uma comunidade. O homem crente tem uma responsabilidade civilizacional, e os rapazes devem aprender a se verem como formadores da sociedade, visto que a igreja é identificada pelo Senhor como luz e sal. De modo semelhante, um homem crente tem de aprender a se relacionar com os incrédulos, como testemunha e como cidadãos de uma pátria terrestre.

11. Maturidade verbal suficiente para se comunicar e falar como homem

Um homem tem de ser capaz de falar, ser entendido e se comunicar de um modo que honre a Deus e transmita a verdade de Deus aos outros. Além do contexto da conversa, o rapaz deve aprender a falar diante de grandes grupos, vencendo a timidez natural e o temor que resulta de ver um grande número de pessoas e abrindo a boca e projetando palavras. 

Embora nem todos os homens se tornarão oradores públicos, cada homem deveria ter a habilidade de levantar-se, formular suas palavras e argumentar quando a verdade está sob ataque e quando a fé e a convicção têm de ser traduzidas em argumentos.

12. Maturidade de caráter suficiente para demonstrar coragem em meio ao fogo

A literatura sobre masculinidade está repleta de histórias de coragem, bravura e audácia. Pelo menos, é assim que ela costumava ser. Ora, estando a masculinidade tanto banalizada como marginalizada pelas elites culturais, e existindo subversão ideológica e confusão proveniente dos meios de comunicação, temos de recapturar um compromisso com a coragem, compromisso esse que é transportados aos desafios da vida real enfrentados pelo homem cristão.

Às vezes, a qualidade de coragem é demonstrada quando um homem arrisca sua própria vida para defender outros, especialmente sua esposa e filhos, mas também qualquer pessoa que necessita de resgate. Com muita frequência, a coragem é demonstrada em tomar uma posição em meio ao fogo hostil, recusando-se a sucumbir à tentação do silêncio e permanecendo como um exemplo e modelo para os outros, que assim serão encorajados a se manterem firmes em sua própria posição. 

Nestes dias, a masculinidade bíblica exige muita coragem. As ideologias prevalecentes e as cosmovisões desta era são inerentemente hostis à verdade cristã e corrosivas à fidelidade cristã. Um rapaz precisa ter muita coragem para se comprometer com a pureza sexual, e um homem, para se dedicar exclusivamente à sua esposa. É necessário grande coragem para dizer não àquilo que esta cultura insiste serem os prazeres e deleites legítimos da carne. É necessário muita coragem para manter integridade pessoal em um mundo que desvaloriza a verdade, menospreza a Palavra de Deus e promete auto-realização e felicidade somente pela asseveração da absoluta autonomia pessoal. 

A verdadeira confiança de um homem está arraigada nas fontes da coragem, e esta é evidência de caráter. Em última análise, o caráter de um homem é revelado no crisol dos desafios diários. Para a maioria dos homens, a vida também traz momentos em que coragem extraordinária será exigida, se ele tem de permanecer fiel e verdadeiro.

13. Masculinidade bíblica suficiente para exercer algum nível de liderança na igreja

Uma consideração mais atenta de algumas igrejas revelará que um dos problemas centrais é a falta de maturidade bíblica entre os homens da congregação e a falta de conhecimento bíblico, o que torna os homens mal equipados e completamente despreparados para exercer liderança espiritual.

Os rapazes têm de familiarizar-se com o texto bíblico e sentir-se à vontade no estudo da Palavra de Deus. Precisam estar prontos a assumir seu lugar como líderes na igreja local. Deus estabeleceu oficiais específicos para a sua igreja — homens que são dotados e chamados publicamente —, por isso, todo homem crente deveria cumprir alguma responsabilidade de liderança na vida da igreja local. 

Para alguns homens, isso pode significar um papel de liderança menos público do que o de outros. Em qualquer caso, um homem dever ser capaz de ensinar alguém e liderar algum ministério, transformando seu discipulado pessoal na realização de uma vocação santa. Há um papel de liderança para todo homem, em toda igreja, quer seja uma liderança pública ou privada, pequena ou grande, oficial ou extra-oficial. Um homem deve saber como orar diante dos outros, apresentar o evangelho e ocupar um lugar vazio quando a necessidade de liderança é evidente.

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Sobre o autor: Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.
Tradução/via: Ministério Fiel
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A comunicação no casamento

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Atender as nossas necessidades e às expectativas do nosso cônjuge, e tudo isso harmoniosamente, tem sido um grande desafio através dos séculos. O primeiro problema de comunicação surgiu no Éden, quando nossos primeiros pais, Adão e Eva pecaram contra Deus. Como filhos de Adão, o pecado também afetou todas as áreas da nossa vida, inclusive a comunicação.

Um casamento bem sucedido é construído e mantido pela ponte da boa comunicação. Para lograrmos êxito precisamos de uma boa comunicação. Para que nossa comunicação seja satisfatória é necessário que cada um expresse seus pensamentos, sentimentos e desejos de modo que o outro ouça e entenda.

Parece simples, mas não é. Pastores e conselheiros afirmam que as queixas mais ouvidas são do tipo: “ele simplesmente não se comunica. Há anos eu tento fazê-lo conversar comigo”. Ou então: “é impossível entendê-la. Não há sintonia entre nós. Portanto, eu desisto, não quero mais viver com ela”.

Surgem então os problemas. As dificuldades de comunicação concebem intermináveis conflitos, provocados em sua grande maioria por problemas comuns e básicos. Começamos a nos armar como se fôssemos travar uma verdadeira briga contra um terrível inimigo. Mas espere aí! Ele é o nosso próprio cônjuge! E por falar em brigas... Em sua opinião, quais são as principais armas que temos levado à briga? Neste post gostaria de compartilhar com você pelo menos algumas armas que considero extremamente letais para o casamento:

Principais armas contra a comunicação eficaz

1. Memória rancorosa. Conhecida também como “síndrome do baú”, diz respeito às mágoas do passado que guardamos por muito tempo e que trazemos à memória justamente no momento de uma discussão, prejudicando o nosso relacionamento e destruindo a ponte para o diálogo.

2. Frases duras e desnecessárias. Por que precisamos discutir algum assunto ou reclamar de alguma coisa com raiva? Por que gritamos e usamos palavras tão duras? Você já notou que até a expressão de nosso rosto muda quando somos grosseiros. O que ensinamos para os nossos filhos quando agimos assim? O que você faria se alguém entrasse na sua casa no exato momento em que você está brigando com seu cônjuge?

3. Comparações sem nenhum sentido. A esposa se desentendeu com o marido porque ele deixou mais uma vez os sapatos na sala ou não abaixou a tampa do vaso sanitário, mas a discussão se avoluma e sem nenhuma objetividade e inteligência vai parar nas comparações entre as sogras. Pobres sogras, sempre sobra pra elas! As comparações sem sentido são semelhantes à tentativa de se apagar um incêndio com gasolina.

4. Ataques pessoais. Esta é uma arma terrível. Não há coisa mais triste do que ferirmos aquele que prometemos amar, honrar e respeitar com gozações, apelidos e ridicularizações. Os maridos nunca devem rir ou fazer gozações quando estiverem discutindo alguma coisa com sua esposa. Já as mulheres não podem usar o excesso de lipídios abdominais de seu marido para ridicularizá-lo em meio a uma discussão só porque ele é buchudinho[1].

5. Silêncio total. O casal briga e depois fica sem se falar na mesma casa por semanas evitando o encontro. Os filhos percebem e acham tudo muito estranho. Parece que seus pais não se conhecem. Nós, maridos, somos experts nisso, “matamos na unha” quando ficamos chateados e ainda batemos no peito dizendo: “a nossa melhor arma é o silêncio”. Mas onde fica o diálogo nisso tudo?

O que fazer e não fazer na comunicação?

1. Não levante o passado de seu cônjuge, mas perdoe. O livro de Provérbios diz que “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23). O perdão sincero constrói sólidas pontes para uma comunicação sincera e amorosa entre o casal.

2. Não seja grosseiro, mas educado como se tratasse um estranho. Você já percebeu que dificilmente nós tratamos um estranho com grosserias? Por que deve ser diferente com quem tanto amamos? A Bíblia diz que “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18). Quando usamos a Palavra de Deus em nossa comunicação transformamos uma briga em entendimento pacificador e cheio de perdão (Pv. 15.1).

3. Não conte histórias sem fim, antes seja conciso e objetivo. As diferenças ou divergências sempre existirão, e nós precisaremos sempre enfrentá-las com objetividade. Em meio a uma discussão nunca fuja do foco. Esteja pronto para ouvir, tardio para falar e se irar (Tg 1.19). “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.” (Pv 19.11).

4. Não pague na mesma moeda, antes seja positivo, amável, altruísta (ainda que não sinta vontade). “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.” (Pv 24.29). As palavras sábias em meio a uma discussão promovem a cura das feridas porque são cheias de amor e de encorajamento (Pv 12.18; 16.24). Nunca demore para perdoar ou pedir perdão.

5. Não fique emburrado, nem dê tratamento silencioso, mas seja cooperador e edifique ao seu cônjuge com suas palavras. Se usarmos a Bíblia como o fundamento da nossa comunicação nós edificaremos quem mais amamos com nossas próprias palavras. O silêncio não pode ser utilizado pelo casal como uma arma da carne. Devemos falar a verdade em amor (Pv 27.5) e sempre ouvir também, pois isso faz muito bem para o relacionamento (Pv 19.20).

Como melhorar a minha comunicação?

1. Seja dedicado. Se você deseja que o seu cônjuge mude, que ele se comunique, converse com você, tome a iniciativa e mude primeiro. Para essa tarefa duas coisas serão extremamente importantes: esforço e boa vontade. Deus pode realizar por meio de você algo que você nunca imaginou.

2. Seja humilde, reconheça suas limitações e ore. Deus, em sua soberania, planejou tudo de maneira tão sábia que a nossa santificação ou aperfeiçoamento em santidade de vida só acontecerá se antes de nos comunicarmos com o nosso cônjuge exercitamos a nossa comunicação com Deus. A realidade é que temos orado muito pouco. A pergunta é: Quanto tempo você tem gastado em oração por seu marido ou esposa? A oração nos faz mais humildes, mais dependentes de Deus e da sua graça. O exercício da humildade nos leva à submissão, quebra o nosso orgulho, nos transforma em servos uns dos outros.

3. Busque sempre bons conselhos. Não fique ilhado. Todos nós precisamos de conselheiros bíblicos, classes de casais, conferências e reuniões para sermos supridos. Os casais mais velhos devem ajudar os casais mais novos. Lembre-se: isso é bíblico.

4. Estude a Palavra e leia bons livros. Leia e estude a Bíblia. Nela encontramos o padrão divino para a comunicação eficaz no casamento. Utilize bons livros e torne-se um pesquisador do assunto. Muita coisa boa tem sido publicada sobre comunicação em livros cristãos para casais.

Conclusão

Não existe casamento perfeito, e isto é fato. A razão pura e simples é porque nós não somos perfeitos! Contudo, a Bíblia nos diz que Deus é perfeito e misericordioso. Ele nos revelou em sua Palavra a graça abundante e maravilhosa do nosso Senhor Jesus Cristo, a qual redime e restaura os pecadores e seus casamentos. Ele sempre nos leva novamente ao início de tudo.

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Notas:
[1] No Nordeste, barrigudinho.

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Autor: Rev. Alan Kleber Alves Rocha é sergipano, graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Recife-PE) e mestrando pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper. É casado com Adriana e pai da Ester. Pastoreia a Igreja Presbiteriana de Aracaju desde 2009.
Fonte: E a Bíblia com isso?
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A maldição da esposa piedosa

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Eu tenho visto isto com bastante frequência. Ele é o homem que raramente toma a liderança da sua casa. Ele é o homem que quase nunca reúne a família para os devocionais. Ele é o homem que se sente estúpido quando pergunta para a sua esposa se ele pode orar por ela, ou, quando pergunta se ela gostaria de se sentar e ler a Bíblia com Ele. Ele é o ser que parece ter medo de ser piedoso.

Por que ele é assim? Em muitos casos, é porque a sua esposa é mais piedosa - mais piedosa do que ele. Pode ser que ela seja cristã por mais tempo. Pode ser que ela tenha um conhecimento mais profundo da Bíblia. Pode ser que ela tenha lido mais livros e ouvido mais sermões. Pode ser que ela seja aquela que ama estudar a Bíblia e cujo coração palpita quando ela adiciona um novo termo ao léxico teológico dela. E quando ele se compara a ela, se sente inadequado. Ele se sente uma farsa. Ele se sente envergonhado de fazer aquilo que ele sabe que deveria fazer. Ele acha mais fácil não fazer nada.

Você percebe o que ele está fazendo? De alguma forma ele fez da maturidade espiritual da sua esposa um problema. Ele entrou em algum tipo de competição com ela que fez do amor que ela tem pelo Senhor um obstáculo. Ele passou a ver a piedade dela como uma maldição ao invés de uma bênção, como se ele tivesse sido amaldiçoado com uma esposa piedosa.

Meu amigo, se esse é você, você precisa saber que entendeu tudo errado. Nenhum marido ou pai lidera porque ele é digno disso. Ninguém é adequado para esta tarefa. Todos nós ficamos aquém de várias formas. Todos os dias, cada um de nós vai além do limite das nossas capacidades. Nós não temos a capacidade para isso. Mas nós devemos fazer da mesma forma.

A solução é não desistir. A solução é parar de não fazer nada. A solução é fazer - fazer aquilo que Deus chamou você para fazer apesar dos seus medos e apesar dos seus receios. A solução sempre é a simples obediência.

Alegre-se pela piedade da sua esposa, e agradeça a Deus por um dom tão precioso. Celebre isso buscando piedade na sua própria vida. Você não precisa ser um teólogo brilhante ou um renomado erudito na Bíblia. Você não precisa ler As Institutas. Você não precisa ser mais piedoso do que sua esposa. Você precisa apenas reconhecer o seu pecado e inadequação, e fazer aquilo que Deus chamou você para fazer. E tudo isso começa com a admissão da sua completa inabilidade para fazer a menor das coisas a parte da força de Deus.

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Autor: Tim Challies
Fonte: Tim Challies Website
Tradução: Thiago McHertt
Via: Veritas
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Seus defeitos me fazem crescer

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Como o próprio nome já diz, "defeitos", deduzimos não ser uma coisa boa. Mas como os defeitos do outro podem ser benéficos para você? Nos planos de Deus isso pode ser algo bom, o problema é que muitas vezes somos impacientes e de cara nos irritamos e pensamos em desistir de tudo. Quantos casamentos terminados, quantas amizades moídas por não suportarmos o defeito do outro? É cômodo nos afastarmos daquilo que nos fere, seja qual for a parte emocional, o difícil é enfrentar com sabedoria sem sermos covardes.

É fácil olharmos para os defeitos dos outros, o que não acontece com tanta frequência é olharmos para nós mesmos, nos autoavaliar e pensar no que precisamos mudar. Acaba acontecendo que não suportamos algumas coisas na outra pessoa, mas é cômico como queremos que as pessoas engulam seco nossas atitudes defeituosas, porém perfeitas aos nossos olhos.

Se Cristo olhasse nossos defeitos e simplesmente nos desse às costas, o que seria de nós? Louvado seja por Ele ser longânimo e misericordioso. Aí está! Que tal aprendermos com as Escrituras como lidar com os defeitos do outro para que sejamos parecidos com Cristo?

"Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou..." (Ef. 2.4)

Um dos mandamentos do Senhor é para que amemos ao próximo como a nós mesmos. Nos dias de hoje, as pessoas estão sedentas de amor, consequentemente todas as virtudes que viriam deste amor se esvai pelo ralo. Aqui neste pequeno versículo vemos que Deus é misericordioso por que nos amou! Como eu ou você teremos misericórdia dos erros alheios se estivermos desprovidos de amor? 

Precisamos buscar isso em Deus, orar para ter um coração misericordioso, um coração fácil em perdoar; lembrando que tais virtudes não significam sermos bobos. Além do amor ser manso, ele também serve para correção: 

"...repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina." (2 Timóteo 4.2)

A palavra paciência vem do L. PATI, "aguentar, sofrer", do Grego PATHE, "sentimento". 

Isso é uma virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. Olha que interessante, para suportar males, literalmente, haja paciência! 

Se o amor tudo suporta, como suportará sem paciência? Esta virtude é outra que deve ser trabalhada, se ao seu lado existissem apenas pessoas perfeitas, não haveria como aperfeiçoar a paciência, nem a misericórdia, tão pouco iria crescer à imagem de Cristo. Aprenda a crescer com o defeito de quem está ao seu lado: 

        Seu orgulho, me tornou humilde;
        Seu falatório, me fez uma boa ouvinte;
        Seu mau humor, me fez ser uma pessoa engraçada para ter fazer sorrir;
        Sua desesperança, me fez aumentar a fé para poder te ajudar;
        Sua agitação, me fez alguém mais tranquila;
        Seus atrasos, me fizeram ser pontual;
        Sua pressa, me fez ter cautela;
        Sua memória curta, me fez ser mais atenta;
        Sua falta de interesse, me fez uma pessoa interessada;
        Seu desleixo, me fez ser organizada.   

Quantos defeitos poderíamos citar aqui, dos quais nos fariam melhorar! Se observarmos apenas os pontos negativos, como se isso fosse um "carma", vamos acabar nos tornando tão defeituosos quanto a nossa maneira de enxergar as coisas. 

Não seja covarde a ponto de se afastar das pessoas que quase te fazem perder a paciência, não as abandone, por que você pode perder a grande chance de se tornar parecido com Cristo. Os seus defeitos, me fazem crescer! 

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Autora: Daniele Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & teologia

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A jovem namorada do pastor

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Creio que a maioria dos seminaristas, tenham o desejo de se casar. Mas como escolher uma moça que saiba o que é ser mulher de pastor? O que a moça precisa avaliar antes do sim?

Obviamente, que existe a palavra "amor" e que tudo pode ser superado, mas o amor deve ser exercido com sabedoria, o amor tem um lado racional que não deve ser negligenciado. Citarei um exemplo radical: "Eu o (a) amo, mas uma pena que não quer saber de trabalhar". Veja bem, por mais que ame esta pessoa, seu lado racional alerta que se o outro não gosta de trabalhar, futuramente poderá ter problemas e será uma pedra no caminho do casamento. Notou o lado racional que não devemos deixar de lado?

O ministério pastoral é algo muito sério, é um chamado de Deus para cuidar de vidas, cuidar daqueles que o Senhor salvou, alimentá-los com um evangelho puro e bíblico. Se você se envolver com a pessoa errada este dom tão lindo poderá cair por terra sem mesmo que perceba. Antes de exercer este dom com excelência, casa-se com excelência. Se um futuro pastor não souber escolher uma esposa verdadeiramente disposta a segui-lo no ministério, como confiaremos que ele fará boas escolhas para a igreja? Lembrando que todos somos falhos, não estamos imunes ao erro, mas cabe o alerta:

Para as Moças

Minha querida, se você está prestes a se casar com um pastor ou futuramente encontre alguém que exercerá este ministério, seja coerente e sábia ao assumir a responsabilidade. A forma bíblica de como amar o esposo é a mesma, seja ele pastor ou não. O que diferencia é o estilo de vida que cada um leva.

A agenda cheia: Você provavelmente é pastoreada, e notou o quanto seu pastor é exigido pelos membros, seja para conselhos, seja para visitação ou algum entretenimento (aniversário e casamentos, por exemplo). Você deverá ser sábia neste sentido, não sendo imatura a ponto de querer competir a atenção do seu marido com os membros da igreja. Os pastores costumam ser chamados para a festa de quase todos os aniversariantes da igreja, assim como casamentos, batizados e ficaria muito chato não comparecerem. Você precisará estar empenhada em acompanhar seu esposo nestes eventos. Ninguém é obrigado ir à lugar algum, mas caberá o bom senso, pois seu marido não é apenas um membro da igreja ele é o pastor daquele povo.

Horários irregulares: Complementando a sua agenda cheia, sempre acontecem imprevistos, e estes imprevistos podem ser de madrugada, de sábado, nas férias...O próprio nome já diz, é imprevisível! Esteja preparada para atender telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite, pode ser algum membro hospitalizado necessitando de oração, um parente deles que tenha falecido ou algum acidente que exija a presença do pastor. Caberá ao seu esposo administrar isso, mas se de fato ele precisar sair correndo para alguma emergência, não aborreça seu esposo, pelo contrário, ore pelo motivo de sua saída.

Viagens e troca de cidades: Acaba sendo normal as viagens pastorais, seja para palestras, retiros, encontros, etc...Porém haverá dias em que a esposa não poderá ir, e novamente você não deve ficar rancorosa por não ter ido. Deverá apoiar seu marido nestas viagens, para que ele não vá com o coração pesado por sua causa. Outro ponto que quero destacar é a transferência de igreja. Conheço alguns pastores que precisaram mudar-se para outros estados sem prévio aviso. Saiba que se isto acontecer, não tem como cada um morar num canto, você deverá estar disposta a mudar às pressas para onde for seu marido.

Ser receptiva: Você gosta de receber pessoas em casa? Lembre-se que quando há visitantes na igreja, como família de outro pastor, ou seminaristas, eles costumam ficar na casa do pastor. No período de "visita" você provavelmente deverá abrir mão da sua rotina para dar-lhes atenção. A preocupação com roupa de cama, almoço e jantar, será sua! Sem dúvidas vai se cansar, atrasará seus compromissos outrora programados, mas essa vai ser sua função, acolher estas pessoas e tratá-las bem.

Carreira e emprego fixo: Algumas mulheres sonham em trabalhar com aquilo que sempre estudou, sonham em seguir uma carreira profissional e estima crescimento. Não quero entrar no mérito se isso é certo ou errado, mas o fato é que isso acontece! Suponhamos que trabalhe numa empresa em que te exija transferência de cidade, como seu esposo largaria a igreja para morar em outro lugar? Consegue notar como é delicado? Se você monta seu estabelecimento e surge aquela transferência inesperada do seu esposo, como vai fechar as portas do dia para a noite? Trabalhar fora não é errado, muitas mulheres precisam ajudar seus maridos, mas isso não pode ser um empecilho para seu esposo exercer o ministério.

Aos Seminaristas

Se você leu acima, o que te cabe é orar pra discernir se sua pretendente tem o dom de exercer estas funções. Não seja superficial na sua escolha, pense no ministério que o Senhor te deu, procure uma esposa que irá te auxiliar nas funções. Não tenha pressa, seja cuidadoso tão quão Cristo é com a Igreja. Não se deixe levar por aparências físicas ou qualquer outra característica "fofa" da moça. Analise friamente as características espirituais, não precisa ser uma teóloga, mas alguém que saiba no crê e não se deixa levar por todo vento de doutrina. Seja sábio, jovem!

Concluindo...

Poderia citar aqui várias outras características da vida de um pastor, mas creio ter conseguido passar a ideia principal, que é: Sejam cautelosos! Meninas, se vocês não tem este dom, não digam "sim", isso lá na frente poderá ser um fardo para você ao invés de benção. Rapazes, não vos coloqueis em jugo desigual, orem e peçam sabedoria para que possam viver com uma mulher que acrescentará no ministério ao invés de atrapalhar. Que o Senhor abençoe cada num nesta escolha.

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NOTA: O que me levou a escrever este artigo é o fato de estar vendo algumas moças, "namorando" pastores, sem mesmo saber o que de fato isso representa. Ao mesmo tempo vendo garotos que já estão ou almejam um ministério pastoral, envolvidos com meninas que ainda não são firmes na fé. 

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Autora: Danieli Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & Teologia

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11 Coisas que os pastores precisam saber sobre o pensamento de sua esposa

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Uma das coisas mais agradáveis na era da Internet é a oportunidade de interagir com as esposas de pastores. Eu uso o termo "pastores" para  referir ao pastor sênior de uma igreja, mas meus comentários não estão limitados a essa posição única. Ele também pode se referir a outros cargos ministeriais em uma igreja.

Muitos dos comentários que eu recebi foram compartilhados em anônimo, e certamente entendem a necessidade de manter os nomes em sigilo. Mas os comentários são reais e literais. Muitas vezes eu posso sentir as esperanças e as feridas que vêm com esses comentários. Aqui estão os onze pensamentos mais frequentes de esposas de pastores:

1. "Eu estou sozinha". Esta declaração foi a mais frequente, uma estatística esmagadora. Ela está associada a alguns desses outros comentários, mas tem seu peso por si mesma.

2. "Ao criticarem você, também me machuco". Os pastores são regularmente criticados. Enquanto pastores estão sendo feridos, eles precisam entender que suas esposas estão sendo também.

3. "Eu gostaria de mais tempo com você". Muitas esposas de pastores sentem que seus casamentos não estão saudáveis, porque o pastor coloca os membros da igreja em primeiro lugar.

4. "Por favor não me use como um exemplo negativo no seu sermão". Mesmo quando é contado com humor, esposas de pastores podem ser prejudicadas por essas ilustrações.

5. "Deixe-me ser eu mesma". Muitas esposas não sentem que podem ser elas mesmas, pois o seu cônjuge espera que elas falem e ajam de maneira que não refletem seu verdadeiro eu.

6. "Eu amo quando você passa o tempo com nossos filhos". Muitas esposas estão feridas porque sentem que os filhos não são uma prioridade.

7. "Eu me preocupo com as nossas finanças". Essa frase foi uma das que ouvimos com mais frequência. Muitos pastores não são bem remunerados. Isso não só prejudica o pastor como pode ferir toda a família.

8. "Por favor me dê respaldo quando eu for criticada". Dói saber que esposas de pastores têm sido criticadas, especialmente quando o seu cônjuge não vai em sua defesa. Se em mim causa dor, eu posso imaginar o quanto dói em sua esposa.

9. "Eu gostaria que você se dedicasse à família quando estivesse em casa". Esposas geralmente entendem as emergências, no entanto, alguns pastores nunca se “desconectam” para se dedicar às suas famílias.

10. "Eu me preocupo com a nossa família quando nos mudamos muito". Mobilidade profissional é a norma para muitos pastores. Mas ela entende que essa mobilidade, muitas vezes inclui um preço para a família.

11. "É difícil fazer amigos de verdade na igreja". Esta declaração foi uma das razões pelas quais esposas de pastores sentem-se sozinhas.

Costumo destacar aos nossos leitores a orar por seus pastores. Peço-vos a orar pelas famílias de pastores também. A maioria destes membros da família são obedientes ao chamado de Deus em suas vidas; e fazem isso sem reclamar. Mas isso não significa que, às vezes, possa ser doloroso.

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Autor Thom S. Rainer com Alice Ferreira
Fonte: The Gospel Coalition
Tradução: Daniele Bosqueti
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