Homem e Mulher - iguais ou complementares?

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Nos dias da criação, Deus observou a sua obra e viu que tudo era bom. Ao criar o homem e observá-lo sozinho, “Disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18), “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27). O primeiro homem, Adão, desfrutava da presença de Deus (ser superior) e contava com a companhia de animais (seres inferiores), porém, Deus reconheceu que o homem precisava de alguém para relacionar-se de igual para igual.

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne (Gn 2.21-24).

Esses relatos esclarecem o fato de que o homem e a mulher foram criados igualmente à imagem de Deus (cf. Gn 1.27). Ambos possuem o mesmo valor diante do Criador. Não há diferenças entre os sexos no que concerne a pessoalidade e importância. Como afirma o apóstolo Paulo: “nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus” (1 Co 11.11-12). Os dois são dignos do mesmo respeito.

Mulheres e homens cristãos podem ser amigos?

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A questão é um barril de pólvora. Aqueles que respondem imediatamente "sim" podem arremessar tantos barris de evidência anedótica como aqueles que gritam "não". Poucos tratam isso como uma questão legítima - as opiniões são dadas num tom que implica que a própria questão viola o senso comum. São dadas respostas diferentes. Diferentes passagens são citadas. Diferentes colinas são construídas e desfeitas.

Assim, bela e moderada

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Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia” (1 Timóteo 2:9)

Hoje eu me propus a tratar de um tema bastante pertinente e pouco tratado entre as jovens da nossa geração, venho falar sobre moderação nas vestimentas de uma mulher cristã, e quero me restringir apenas as mulheres solteiras, pois, o tema é bastante abrangente e enseja varias discussões, vou apenas tratar aqui, das jovens solteiras. Quero que vocês moças atentem para tudo que será dito neste texto, observem com atenção cada palavra, é muito importante que vocês compreendam que a forma como se vestem pode estar sendo pecaminosa, e este primeiro pecado seria o do adultério, mas, você pode estar agora se perguntando, se você é solteira, porque então, poderia haver o pecado do adultério? E eu te explico! Porque os homens, em geral, são muito mais afetados pelo que veem, do que as mulheres, roupas imoderadas podem ensejar no olhar pecaminoso de qualquer homem. O Senhor Jesus Cristo disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela”. (Mateus 5:27-28). Se um desejo lascivo como este é uma violação do sétimo mandamento, então, vestir-se intencionalmente de maneira que provoque ou estimule tal pecado, também deve ser pecaminoso. Por esta razão, o Catecismo Maior de Westminster mostra que o sétimo mandamento ensina “moderação no vestuário” (Resposta 138) e proíbe “imoderação no vestuário” (Resposta 139). As mulheres, em geral, são afetadas por uma combinação de estímulos, diferentemente dos homens. O desejo sexual é imediatamente despertado nos homens pelo olhar. “Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?” (Jó 31:1). Outros trechos da Escritura confirmam esta ênfase de que os homens pecam facilmente ao olhar para uma mulher. Não posso concluir também que haja má intenção em alguma irmã em Cristo em se vestir de forma imoderada, é meu dever como cristã em ser caridosa em meus julgamentos e atribuir as melhores intenções ao que os outros cristãos fazem. Eu tenho plena convicção de que há mulheres Cristãs que não tem a menor ideia do que causam nos homens com seu modo de vestir. Também sei que a responsabilidade da mulher é limitada e em alguns casos, exigir de uma mulher que evite toda a cobiça masculina, somente para se assegurar que não é ela quem está provocando é errado, sei que alguns homens podem cobiçar as mulheres não importando a forma como elas se vistam. O islamismo é um testemunho vivo do absurdo de se pensar que limites externos podem resolver o problema do pecado.

Em 1Timóteo 2:9, Paulo diz que, as mulheres devem se ataviar com “traje modesto”, vestindo-se “com pudor”. A ideia é de uma adequada reserva, com recato, sobriedade, moderação ou autocontrole. Por que então nos vestir? Referindo-se ao homem, antes da queda, lemos que “ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam” (Gênesis 2:25). Depois que Adão pecou, nos é dito que, “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (Gênesis 3:7). E, depois, “fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu” (Gênesis 3:21). É evidente que o propósito das roupas era cobrir, mesmo que houvesse apenas Adão e Eva naquele lugar. Quero deixar claro, que devemos reconhecer a beleza feminina, pois, a mesma foi dada por Deus, a própria escritura nos mostra mulheres bonitas como, Sara, Raquel e as filhas de Jó, e se vestiam com extrema moderação, a beleza feminina foi concedida por Deus, e dessa forma devemos dar o devido valor e reconhecimento a mesma, não é pecado que os homens a reconheçam. A Santa Escritura não condena roupas bonitas e não exige deliberadamente um caráter monótono na forma de se vestir.

Você jovem solteira pode me trazer o seguinte questionamento: “Como poderei eu, solteira, conseguir um marido se não me fizer atrativa?” E eu trago pra você a resposta dada pelo Rev. David Silversides para o mesmo questionamento: “Primeiro, vestir com modéstia não significa vestir roupas feias ou tristes. Moderação e bom gosto sempre serão 'o seu melhor aspecto'. Segundo, a atenção masculina que você atrair para si por vestir-se de forma indecente não vale um centavo. E qualquer marido, obtido por tais meios, não será um marido que lhe fará como esposo. Pois, um homem que é lascivo antes de se casar continuará lascivo depois das bodas. O casamento ajuda os homens a buscarem a santidade; casamento não cura os homens que não são santos. A atração sexual tem sua importância dentro do casamento, mas um homem piedoso a manterá em justa medida. Ele não sentirá necessidade de vê-la vestida de forma indecente para decidir se você seria uma boa esposa em todos os sentidos, incluindo o aspecto físico. Terceiro, o vestir imodesto irá desencorajar os homens de Deus que podem estar pensando e considerando esta mulher. Ele ponderará se você é alguém sério em seguir a Cristo e, ainda, se você vai se vestir assim depois de casada. Então, não há vantagem alguma para uma mulher cristã vestir-se imodestamente.”

Moças, vos trago o conselho de Elizabeth George: “A mulher que é bela aos olhos de Deus enfeita-se diariamente com roupas que não fazem parte de seu armário. Provérbios 31.25 diz: 'A força e a dignidade são os seus vestidos'. Esses dois preciosos ornamentos são as peças mais importantes da indumentária de nossa mulher virtuosa, porque são vestimentas de um caráter piedoso.” Quero vos dizer, que não se atenham a padrões de beleza estipulados pelos homens, quero vos dizer que a maior beleza que vocês podem ter está em ser uma mulher virtuosa, piedosa. Não venho aqui hipocritamente condenar a moda, pois me pego sendo vitima dela por muitas vezes, de mesma forma, não venho querer dizer para que vocês percam o seu desejo de vestir-se bem, de arrumar o cabelo, ou fazer uma bela maquiagem, mas digo, que vocês atentem a forma como se vestem, eu vejo igrejas que se tornaram desfile de moda no domingo, o dia sagrado do SENHOR. Moças o centro de suas vidas, não pode ser a roupa do próximo culto, ou do próximo encontro com as amigas. Chamo a atenção de vocês para uma leitura complementar do texto da minha querida amiga Sonaly Soares, “A SANTIDADE VOS TORNA BELA”, leiam com atenção, compreendam o quão bela vocês serão em santidade: “Portanto as pessoas mais bonitas que podem existir nesse mundo, são aquelas que se assemelham a Ele, que foram recriadas nEle, para serem conformadas a imagem dEle (Rm 8.29). O que torna uma mulher bonita e admirável é a vida de Deus que foi gerada nela através da obra regeneradora do Espírito Santo e que se manifesta por meio da pureza, expressada em sua maneira de se vestir, como trata as pessoas, nos relacionamentos, na obediência aos mandamentos do Senhor, na maneira como se comporta com os homens, na forma de falar e em todos os aspectos da sua existência.” (Sonaly Soares)

Podemos tratar de forma pratica agora, exemplificando algumas roupas, como mini saias, mini biquinis, grandes decotes, ou roupas em geral, que não cumpram a sua função principal que é cobrir. Mostrar uma parte o todo de lugares que só devem ser conhecidos por seu marido é errado, o intuito dessas roupas é meramente sexual, a exemplo da mini saia que foi criada pela Mary Quant, ela diz que “Foi com o propósito de tornar o sexo mais disponível… Mini roupas são uma marca daquelas garotas que querem seduzir um homem”. Chamo a atenção de vocês, para Isaías 47:2,3, a Babilônia retratada como uma mulher que se exibe: “Toma a mó, e mói a farinha; remove o teu véu, descalça os pés, descobre afinal as pernas e passa os rios. A tua vergonha se descobrirá, e ver-se-á o teu opróbrio; tomarei vingança, e não pouparei a homem algum”. Vestir-se de forma moderada nunca vai indicar que nos vestiremos de forma brega, ou feia, e sim com elegância, se vestir bem, nunca vai ser o mesmo que se vestir de forma provocante. Nós, certamente devemos seguir os Puritanos em sua preocupação com a moderação no vestir, porque esta é uma exigência Bíblica, tanto para o século 17, quanto para o século 21.

Soli Deo Gloria.

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Autora: Rebeka França
Fonte: Donna Charada
Via: UMP da quarta
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Bela, recatada e do lar – Você acha que é bonito ser feio?

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Bela, recatada e do lar – Você acha que é bonito ser feio?

Uma nota no jornal e milhões de comentários inflamados. Qual o problema mesmo?

Quem diria que chegariam tempos em que precisaríamos defender a beleza, a decência e a família. Pois bem, eis que esses tempos chegaram!

Tempos de completa desestruturação de todo tipo de valor. As ‘belas-artes’ são um amontoado de formas grosseiras, desconexas e agressivas. Os valores são relativos. A família é (ou simplesmente não é) à gosto de cada um. Certamente os atributos dignos de exaltação pelos que professam ódio mortal pelos adjetivos ‘bela’, ‘recatada’ e ‘do lar’ sejam ‘feia’, ‘depravada’ e ‘anti-família’. 

Sobre a pessoa que ensejou tamanho burburinho, nem saberia dizer se é realmente ‘bela, recatada e do lar’ (e isso é completamente irrelevante). O importante é entender o porquê de tamanha reação e, no final das contas, chegar à conclusão sobre que mal há e que virtude existe em cada uma dessas qualidades.

Que mal há em ser bela? Que mal há em ser recatada? Que mal há em ser do lar?

Procurei, mas não consegui encontrar nada negativo para escrever sobre essas três qualidades. Por outro lado, poderia facilmente escrever muitos e muitos parágrafos sobre os males infindáveis de ser ‘desagradável’, ‘despudorada’ e ‘anti-família’, mas creio que um pouco de bom senso do leitor é suficiente para preencher rapidamente essas lacunas.

Pobre geração de mulheres. Conseguiram convencê-las de que é bonito ser feio. De que é cool ser depravada. E de que essa história de família não passa de conversa fiada pra oprimir.

E esse é bem o discurso do movimento ‘pró-mulher’ mais anti-mulher da humanidade. Que ao fazer do ‘machismo’ o demônio de todas as mulheres, conseguiu convencê-las que não havia valor na delicadeza com a qual Deus a havia criado. O movimento que conseguiu convencer as mulheres de que liberdade e felicidade só seriam conseguidas através da completa libertinagem. O movimento que conseguiu convencer as mulheres de que a família era uma invenção que visava seu mal e de que a sua condição biológica (maternidade) era um grande empecilho para a sua plena realização e competição no mundo.

Jogaram a mulher contra ela mesma. Elas viraram suas maiores inimigas quando decidiram se expor, se entregar e se deixar usar indiscriminadamente. Viraram suas maiores inimigas quando negaram a si mesmas o acolhimento e a companhia de uma relação familiar saudável. Viraram suas maiores inimigas quando negaram a si mesmas o prazer e o vínculo da maternidade. Terminarão suas vidas usadas, mal-amadas e sozinhas.

E o que é ser bela?

Bela é o adjetivo da pessoa agradável, que desperta admiração ou prazer. 

Ser bela é presentear o mundo com nossa existência e não tem nada a ver com ser oprimida pela ditadura da beleza (1,70 de altura, 60 kg, loira, olhos claros). Beleza vai além da aparência exterior. Essa é uma sabedoria já registrada nos ditados populares. A beleza tem a ver com um conjunto em que as qualidades de espírito influenciam diretamente sobre as qualidades físicas. Beleza vem de dentro e é a capacidade de ser agradável e de dar prazer aos que estão ao nosso redor através daquilo que somos – nossa personalidade.

As mulheres desistiram de ser belas e se contentaram em ser podres e desagradáveis versões femininas de sepulcros caiados cobertos por uma espessa camada de base translúcida da MAC e 300 baforadas de 212 Sexy. Desculpe-me, mas isso não é beleza.

O mundo precisa de mais mulheres belas de verdade. Pessoas (homens e mulheres) agradáveis, que despertam a admiração, que dão prazer em conviver. Ninguém em sã consciência se oporia a isso.

O que é ser recatada?

Recatada é o adjetivo da pessoa discreta, decente, modesta, reservada. É a qualidade de quem tem pureza, honestidade, pudor. Ser recatada é cuidar de si mesmo. É guardar-se, preservar-se. É valorizar sua dignidade, dignidade concedida por Deus ao criá-la à Sua imagem e semelhança. 

Ao permitir ser usada e abusada indiscriminadamente em nome de uma liberdade fajuta, a mulher concedeu voluntariamente o direito de ser machucada, tratada indignamente, desvalorizada. Se a mulher soubesse o bem que faz a ela mesma ao se resguardar, jamais desprezaria o cuidado consigo mesma e a preservação da sua pureza. 

O que é ser do lar?

Do lar é o adjetivo daquela cuja atividade é cuidar do bem-estar da família. É amar e dedicar-se prioritariamente ao que é mais propriamente seu – sangue do seu sangue, carne da sua carne. É valorizar o núcleo mais básico da sociedade e entender a função social de quem tem o cuidado de uma família nas suas mãos. É entender que o sucesso em qualquer outra atividade não compensa o fracasso dentro de casa. Que os sentimentos genuínos de alegria, amor e satisfação não podem ser substituídos por status, dinheiro, poder. E que colocar o lar como prioridade não significa ser intelectualmente limitada, emocionalmente dependente ou produtivamente desambicionada.

As futuras gerações são entregues à própria sorte à medida em que as mulheres negam sua importância no lar. Gerações terceirizadas, concebidas em laboratório, educadas por empresas, programadas por estranhos. Uma tragédia anunciada para a sociedade.

E o que a Bíblia diz?

Por ‘ironia do destino’, os adjetivos ‘bela’, ‘recatada’ e ‘do lar’ são exatamente os adjetivos recorrentes nas Escrituras quando se trata de feminilidade. Para longe de valores machistas, estes são valores Bíblicos.

"A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Pelo contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus."1 Pedro 3:3,4
"Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita, mas indiscreta." - Provérbios 11:22
"As mulheres mais jovens a amarem seus maridos e seus filhos, a serem prudentes e puras, a estarem ocupadas em casa, e a serem bondosas e sujeitas a seus próprios maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja difamada."Tito 2:4,5

E caso você faça parte do grupo que pensa que a Bíblia é um livro machista que visa e perpetua o mal contra as mulheres, convido-a a arrazoar com franqueza quais valores realmente beneficiam a mulher. 

Beleza, recato e domesticidade não são valores opressores, limitadores e discriminatórios. Pelo contrário, são valores que visam o bem maior da mulher, que reconhecem seu valor e seu papel fundamental no seio sociedade.

Por mais mulheres belas, recatadas e do lar! 

As mulheres precisam disso e a sociedade agradece.

Deus me ajude a cada dia a ser um pouquinho mais de cada.

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Autor: Renata Veras
Fonte: Mulheres em Apuros
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Feminismo, Marxismo e outros Abismos

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O movimento feminista tem crescido e ganhado força até mesmo dentro das igrejas. Desde reivindicações a ordenação de mulheres até uma revisão terminológica que nega a descrição paternal de Deus, preferindo chamá-lo de “Mãe Celestial”, o feminismo tem feito muitos estragos dentro da comunidade da fé. Tenho observado nas redes sociais um leque de compartilhamentos com conteúdos oriundos de coletivos feministas que gritam pela emancipação da mulher e defendem a plena igualdade de gênero (ou a inexistência do mesmo). Mas, se queremos ser chamados de cristãos, precisamos ter uma opinião solidificada na Escritura para tratar desta questão. Diferente dos outros escritos para a série sobre “marxismo cultural”, evitarei citações de outros livros para focar naquilo que nos diz a Bíblia, partindo do pressuposto ortodoxo de que ela é inspirada e isenta de erros, sendo o seu ensino infalível e autoritativo para todo e qualquer cristão.

Homem e Mulher: Diferentes, porém iguais

Lemos em Gênesis 1.27 que “Deus criou o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”. Assim sendo, se somos cristãos e bíblicos, não podemos concordar com o discurso construtivista. Simone de Beauvoir foi quem (nos idos dos anos 1950) propagou a ideia de que a “mulher não nasce mulher”, mas que isto é uma construção social e que é preciso emancipar o sexo feminino a partir de uma visão centrada em si mesma, pois, até então, a identidade feminina era sempre observada a partir das características dos homens. Lendo a Escritura e adotando o pressuposto de que o relato da criação é verdadeiro e consistente, vemos que a diferenciação macho-fêmea é algo que Deus em sua infinita sabedoria arquitetou.

Temos aqui a base para a diferenciação entre os sexos, algo que é biologicamente perceptível, e com muita facilidade. Homens e mulheres têm aparências distintas, o corpo é uma amostra gritante desta diferenciação. Sabemos que tal diferenciação é cromossômica e hormonal. Geneticistas americanos descobriram o gene TDF, encontrado apenas nos homens, este presente no par cromossômico XY. Portanto, um gene entre cerca de 100 mil que formam a bagagem hereditária fundamenta o motivo de haver sexo masculino e feminino[1]. Daí vem às demais distinções: O gene TDF é o formador dos testículos, e neles temos a produção da testosterona, hormônio que influencia na composição do corpo másculo com todas as suas particularidades. De igual modo, as mulheres têm seus hormônios, progesterona e estrógeno, que atuam na formação das características sexuais do corpo feminino.

Se ninguém nasce homem ou mulher, qual o real sentido dessas diferenças tão perceptíveis em nossos corpos? Se, como diz a ideologia de gênero (defendida por muitas feministas), a pessoa escolhe ser o que quiser, independente do corpo e do sexo, aí temos uma verdadeira construção que numa forma de aberração tenta lutar com a própria natureza que desde o nascimento já deixa evidente quem nasce com o sexo masculino e quem nasce com o sexo feminino. Uma construção antinatural e inconsistente. Ponto para Bíblia, que sempre endossou o que diz a biologia.

Agora devemos observar o seguinte: se é verdade que homens e mulheres são diferentes, também é verdade, em certo sentido que iremos estudar, que são iguais. Observemos o relato mais detalhado da criação do ser humano:

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas e fechou a carne em seu lugar, e da costela que o SENHOR Deus havia tomado, formou a mulher e a trouxe ao homem”. Gênesis 2. 21-22

Aqui encontramos algo que distingue a concepção judaico-cristã da concepção de outros povos da antiguidade: A mulher foi feita da mesma substância que o homem e não de uma inferior, como criam algumas culturas da mesopotâmia e da palestina. Lemos também em Gênesis 1.27 que adam, isto é, o ser humano, foi criado a imagem de Deus, e isto engloba macho e fêmea. Para um melhor entendimento, vejamos o versículo 2 do capítulo 5 do mesmo livro: “Criou o homem e a mulher; e os abençoou, e os chamou pelo nome de Homem (Adam), no dia em que foram criados”. 

Mulheres possuem valor, tem dignidade e devem ser tratadas como seres humanos da mesma estatura que os homens. Não são inferiores intelectualmente e/ou moralmente, como disseram filósofos do gabarito de Aristóteles e até mesmo um iluminista como Voltaire. A Bíblia nunca negou isso, pelo contrário, sempre reafirmou. Sabemos o quão importantes foram as mulheres durante todo o ministério de Jesus Cristo, e que sua primeira aparição após ter ressuscitado foi para três delas (Mc 16. 1-8). Até mesmo o apóstolo Paulo, que muitas vezes é apontado como machista por boa parte das feministas, teve um apreço enorme por muitas mulheres pelas quais chamou de cooperadoras, recebendo honrosas menções em suas epístolas[2].

Agora, devemos separar muito bem as coisas. Igualdade não é o mesmo que igualitarismo. Deus dotou homens e mulheres com características distintas e que se complementam. Esta agenda feminista que exige que mulheres exerçam toda e qualquer função ocupada por homens é um extremo que deve ser evitado. Mais uma vez é preciso se fundamentar biblicamente para tratar a questão com coerência.

Papéis Diferentes e Complementares

A base da relação homem e mulher é a formação da família. Coube ao primeiro casal encher a terra e sujeitá-la (Gn 1.28). A sociedade é o desdobramento da relação familiar e dentro da família os papéis masculino e feminino estão bem delimitados. Em Efésios 5.22-33 temos a delimitação pormenorizada pelo apóstolo Paulo.

No referido texto, Paulo começa dizendo que as mulheres precisam se submeter aos seus maridos. Esta submissão é como sendo uma sujeição ao próprio Cristo. Mas isto não quer dizer que o homem pode tratar a mulher como um lixo e que a mesma tem que se sujeitar a uma situação humilhante. Não! É preciso entender que o papel do marido é semelhante ao de Jesus. O marido é o cabeça do lar, mas sua liderança é a de líder-servo. Jesus amou a igreja ao ponto de se entregar por ela, de igual modo, os maridos devem portar um amor altruísta e sacrificial, exercendo sua liderança não pela força bruta, mas amando. É fato que o homem é biologicamente mais forte que a mulher, e muitos se utilizam desta maior força física para subjugá-las. Paulo ensina que o verdadeiro homem, que se parece com Cristo, abdica de sua força e não exerce um domínio violento. O amor é o elemento pelo qual os maridos exercem sua liderança familiar.

Se no casamento, os papéis são bem definidos, o mesmo vale para a igreja. Biblicamente, cabe ao homem o papel de liderança, o que não quer dizer que este seja um crápula pelo simples fato de liderar. O que torna um homem inapto para exercer liderança é a deturpação do princípio bíblico de que liderar é servir e todo o serviço cristão é pautado em amor. A liderança masculina é inerente à ordem criacional e Satanás tentou inverter quando tentou Eva e esta influenciou Adão. O resultado foi o mais desastroso entre todos os desastres. O pecado surgiu com a inversão da ordem estabelecida por Deus. De igual modo, não pode haver na igreja uma contraversão que coloque mulheres exercendo autoridade sobre os homens. Daí a inconsistência do pastorado feminino, que em nenhum local da Escritura encontra respaldo, muito pelo contrário (veja p. ex., 1 Tm 2.11-14).

As mulheres não estão segregadas ao ostracismo, elas podem ser ativas e são. Muitas mulheres na história da igreja foram úteis em ministérios de oração, educação infantil, ação social e evangelização. Não foram poucas as mulheres que educaram homens que se tornaram pastores fiéis, e que por meio da pregação ortodoxa glorificaram a Deus e trouxeram muitos ao arrependimento. Estes ministérios não podem ser encarados como inferiores. Tem muita importância e glorificam a Deus. As mulheres não exercem liderança oficiosa sobre os homens, este é o ponto. O igualitarismo não fará com que as mulheres se sintam algo a mais por fazerem exatamente aquilo que fazem os homens. O que dá sentido a vida de alguém é a noção de que se está fazendo aquilo que Deus requer para si de forma fiel e amorável.

Ademais, existe uma compatibilidade no binômio macho-fêmea que os tornam um por meio do matrimônio. Deus criou Eva para ser uma auxiliadora idônea (Gn 2.28) e aqui temos dois sentidos. Podemos interpretar como mesma estatura ao ponto de Adão poder olhá-la diretamente, olhos nos olhos, e também podemos inferir que seja o correspondente a posição oposta, a banda que forma um todo. Assim, toda mulher que foge do casamento e da maternidade (ou adia) para se dedicar a uma carreira profissional, achando que irá se realizar na vida, comete um equívoco e alcançará frustração, pois, está abnegando daquilo que é sua incumbência natural. Não afirmo que não possa trabalhar e almejar um bom cargo, apenas saliento que estes devem ser objetivos secundários.

Um abismo chama outro abismo

Quando o feminismo surgiu, algumas pautas eram até justas[3], todavia, o movimento se perdeu em pressupostos marxistas e tentaram redefinir o papel das mulheres na sociedade. Para os coletivos feministas-marxistas, o modelo patriarcal é basilar para o sistema capitalista e por isso é necessário subverter o papel da família para se atingir os ideais revolucionários e estabelecer o regime do proletariado. Acontece que a subversão não para por aí.

Após a proposta de redefinição do papel social da mulher, houve a defesa de uma redefinição da sexualidade. Sexo livre e homossexualidade foram os primeiros frutos colhidos. Muitas lésbicas endossaram os coletivos feministas e pregaram a legitimação do casamento gay. Atualmente a ideologia de gênero é pauta principal, juntamente com a legalização do aborto, pois, afirmam que a mulher tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo. Quer algo mais anticristão do que os assuntos elencados? O moderno movimento feminista é mais um instrumento nas mãos do marxismo cultural para doutrinar a sociedade com conceitos divergentes daquilo que o cristianismo sempre apregoou e tem ganhado cada vez mais espaço nos governos de esquerda, tornando-se pastas que abertamente lutam pela emancipação feminina, associadas aos grupos LGBT’s e outras ditas minorias.

Recentemente, um vídeo campanha protagonizado por atores globais exaltou o direto da mulher de decidir interromper a gravidez. A campanha intitulada “Meu corpo, Minhas regras” tem 30 mil “deslikes” a mais do que likes, demonstrando que a sociedade não digere bem este tipo de abordagem leviana e pobre. Existe uma moção de repúdio contra o vídeo (você pode assinar clicando aqui). O corpo da criança não nascida não é uma extensão do corpo da mãe. E pouco importa o tempo de semanas do embrião. O que há no ventre da mulher é um ser vivo e portador da imago Dei, é assim que trata a Escritura (Gen. 25:22; Jer 1.5; Sal 22:9-10; 71:6). Perceba que a filiação antecede o nascimento de acordo com Lc 1.36, 41, 44. Logo, abortar é assassinato, um pecado hediondo e que Deus sempre puniu com severidade.

À guisa de conclusão, fica nítida a inconsistência entre os ideais feministas - intoxicados de marxismo - e o ensino bíblico. O materialismo e o construtivismo são pensamentos que contrastam com o Evangelho, este último, é metafísico e sustenta a ordem criacional. Por isso, estejamos alertas e combativos. Quando o feminismo começar se infiltrando em nossas congregações, usemos a Bíblia para que este mal seja arrancado fora do seio da Igreja. Fiquemos com o compatibilismo de Gênesis 1.27:

Deus criou o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”.

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Notas:
[1] Saiba mais clicando aqui: http://super.abril.com.br/ciencia/cromossomos-coisa-de-homem
[2] Seria bom ler o Capítulo 16 de Romanos e contar quantas mulheres são saudadas pelo apóstolo Paulo.
[3] Direito ao voto, direito a educação e salários iguais para funções iguais exercidas por funcionários homens são exemplos de pautas que considero justas. 

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Autor: Thiago Oliveira
Fonte: Electus
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A comunicação no casamento

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Atender as nossas necessidades e às expectativas do nosso cônjuge, e tudo isso harmoniosamente, tem sido um grande desafio através dos séculos. O primeiro problema de comunicação surgiu no Éden, quando nossos primeiros pais, Adão e Eva pecaram contra Deus. Como filhos de Adão, o pecado também afetou todas as áreas da nossa vida, inclusive a comunicação.

Um casamento bem sucedido é construído e mantido pela ponte da boa comunicação. Para lograrmos êxito precisamos de uma boa comunicação. Para que nossa comunicação seja satisfatória é necessário que cada um expresse seus pensamentos, sentimentos e desejos de modo que o outro ouça e entenda.

Parece simples, mas não é. Pastores e conselheiros afirmam que as queixas mais ouvidas são do tipo: “ele simplesmente não se comunica. Há anos eu tento fazê-lo conversar comigo”. Ou então: “é impossível entendê-la. Não há sintonia entre nós. Portanto, eu desisto, não quero mais viver com ela”.

Surgem então os problemas. As dificuldades de comunicação concebem intermináveis conflitos, provocados em sua grande maioria por problemas comuns e básicos. Começamos a nos armar como se fôssemos travar uma verdadeira briga contra um terrível inimigo. Mas espere aí! Ele é o nosso próprio cônjuge! E por falar em brigas... Em sua opinião, quais são as principais armas que temos levado à briga? Neste post gostaria de compartilhar com você pelo menos algumas armas que considero extremamente letais para o casamento:

Principais armas contra a comunicação eficaz

1. Memória rancorosa. Conhecida também como “síndrome do baú”, diz respeito às mágoas do passado que guardamos por muito tempo e que trazemos à memória justamente no momento de uma discussão, prejudicando o nosso relacionamento e destruindo a ponte para o diálogo.

2. Frases duras e desnecessárias. Por que precisamos discutir algum assunto ou reclamar de alguma coisa com raiva? Por que gritamos e usamos palavras tão duras? Você já notou que até a expressão de nosso rosto muda quando somos grosseiros. O que ensinamos para os nossos filhos quando agimos assim? O que você faria se alguém entrasse na sua casa no exato momento em que você está brigando com seu cônjuge?

3. Comparações sem nenhum sentido. A esposa se desentendeu com o marido porque ele deixou mais uma vez os sapatos na sala ou não abaixou a tampa do vaso sanitário, mas a discussão se avoluma e sem nenhuma objetividade e inteligência vai parar nas comparações entre as sogras. Pobres sogras, sempre sobra pra elas! As comparações sem sentido são semelhantes à tentativa de se apagar um incêndio com gasolina.

4. Ataques pessoais. Esta é uma arma terrível. Não há coisa mais triste do que ferirmos aquele que prometemos amar, honrar e respeitar com gozações, apelidos e ridicularizações. Os maridos nunca devem rir ou fazer gozações quando estiverem discutindo alguma coisa com sua esposa. Já as mulheres não podem usar o excesso de lipídios abdominais de seu marido para ridicularizá-lo em meio a uma discussão só porque ele é buchudinho[1].

5. Silêncio total. O casal briga e depois fica sem se falar na mesma casa por semanas evitando o encontro. Os filhos percebem e acham tudo muito estranho. Parece que seus pais não se conhecem. Nós, maridos, somos experts nisso, “matamos na unha” quando ficamos chateados e ainda batemos no peito dizendo: “a nossa melhor arma é o silêncio”. Mas onde fica o diálogo nisso tudo?

O que fazer e não fazer na comunicação?

1. Não levante o passado de seu cônjuge, mas perdoe. O livro de Provérbios diz que “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23). O perdão sincero constrói sólidas pontes para uma comunicação sincera e amorosa entre o casal.

2. Não seja grosseiro, mas educado como se tratasse um estranho. Você já percebeu que dificilmente nós tratamos um estranho com grosserias? Por que deve ser diferente com quem tanto amamos? A Bíblia diz que “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18). Quando usamos a Palavra de Deus em nossa comunicação transformamos uma briga em entendimento pacificador e cheio de perdão (Pv. 15.1).

3. Não conte histórias sem fim, antes seja conciso e objetivo. As diferenças ou divergências sempre existirão, e nós precisaremos sempre enfrentá-las com objetividade. Em meio a uma discussão nunca fuja do foco. Esteja pronto para ouvir, tardio para falar e se irar (Tg 1.19). “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.” (Pv 19.11).

4. Não pague na mesma moeda, antes seja positivo, amável, altruísta (ainda que não sinta vontade). “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.” (Pv 24.29). As palavras sábias em meio a uma discussão promovem a cura das feridas porque são cheias de amor e de encorajamento (Pv 12.18; 16.24). Nunca demore para perdoar ou pedir perdão.

5. Não fique emburrado, nem dê tratamento silencioso, mas seja cooperador e edifique ao seu cônjuge com suas palavras. Se usarmos a Bíblia como o fundamento da nossa comunicação nós edificaremos quem mais amamos com nossas próprias palavras. O silêncio não pode ser utilizado pelo casal como uma arma da carne. Devemos falar a verdade em amor (Pv 27.5) e sempre ouvir também, pois isso faz muito bem para o relacionamento (Pv 19.20).

Como melhorar a minha comunicação?

1. Seja dedicado. Se você deseja que o seu cônjuge mude, que ele se comunique, converse com você, tome a iniciativa e mude primeiro. Para essa tarefa duas coisas serão extremamente importantes: esforço e boa vontade. Deus pode realizar por meio de você algo que você nunca imaginou.

2. Seja humilde, reconheça suas limitações e ore. Deus, em sua soberania, planejou tudo de maneira tão sábia que a nossa santificação ou aperfeiçoamento em santidade de vida só acontecerá se antes de nos comunicarmos com o nosso cônjuge exercitamos a nossa comunicação com Deus. A realidade é que temos orado muito pouco. A pergunta é: Quanto tempo você tem gastado em oração por seu marido ou esposa? A oração nos faz mais humildes, mais dependentes de Deus e da sua graça. O exercício da humildade nos leva à submissão, quebra o nosso orgulho, nos transforma em servos uns dos outros.

3. Busque sempre bons conselhos. Não fique ilhado. Todos nós precisamos de conselheiros bíblicos, classes de casais, conferências e reuniões para sermos supridos. Os casais mais velhos devem ajudar os casais mais novos. Lembre-se: isso é bíblico.

4. Estude a Palavra e leia bons livros. Leia e estude a Bíblia. Nela encontramos o padrão divino para a comunicação eficaz no casamento. Utilize bons livros e torne-se um pesquisador do assunto. Muita coisa boa tem sido publicada sobre comunicação em livros cristãos para casais.

Conclusão

Não existe casamento perfeito, e isto é fato. A razão pura e simples é porque nós não somos perfeitos! Contudo, a Bíblia nos diz que Deus é perfeito e misericordioso. Ele nos revelou em sua Palavra a graça abundante e maravilhosa do nosso Senhor Jesus Cristo, a qual redime e restaura os pecadores e seus casamentos. Ele sempre nos leva novamente ao início de tudo.

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Notas:
[1] No Nordeste, barrigudinho.

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Autor: Rev. Alan Kleber Alves Rocha é sergipano, graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Recife-PE) e mestrando pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper. É casado com Adriana e pai da Ester. Pastoreia a Igreja Presbiteriana de Aracaju desde 2009.
Fonte: E a Bíblia com isso?
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A maldição da esposa piedosa

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Eu tenho visto isto com bastante frequência. Ele é o homem que raramente toma a liderança da sua casa. Ele é o homem que quase nunca reúne a família para os devocionais. Ele é o homem que se sente estúpido quando pergunta para a sua esposa se ele pode orar por ela, ou, quando pergunta se ela gostaria de se sentar e ler a Bíblia com Ele. Ele é o ser que parece ter medo de ser piedoso.

Por que ele é assim? Em muitos casos, é porque a sua esposa é mais piedosa - mais piedosa do que ele. Pode ser que ela seja cristã por mais tempo. Pode ser que ela tenha um conhecimento mais profundo da Bíblia. Pode ser que ela tenha lido mais livros e ouvido mais sermões. Pode ser que ela seja aquela que ama estudar a Bíblia e cujo coração palpita quando ela adiciona um novo termo ao léxico teológico dela. E quando ele se compara a ela, se sente inadequado. Ele se sente uma farsa. Ele se sente envergonhado de fazer aquilo que ele sabe que deveria fazer. Ele acha mais fácil não fazer nada.

Você percebe o que ele está fazendo? De alguma forma ele fez da maturidade espiritual da sua esposa um problema. Ele entrou em algum tipo de competição com ela que fez do amor que ela tem pelo Senhor um obstáculo. Ele passou a ver a piedade dela como uma maldição ao invés de uma bênção, como se ele tivesse sido amaldiçoado com uma esposa piedosa.

Meu amigo, se esse é você, você precisa saber que entendeu tudo errado. Nenhum marido ou pai lidera porque ele é digno disso. Ninguém é adequado para esta tarefa. Todos nós ficamos aquém de várias formas. Todos os dias, cada um de nós vai além do limite das nossas capacidades. Nós não temos a capacidade para isso. Mas nós devemos fazer da mesma forma.

A solução é não desistir. A solução é parar de não fazer nada. A solução é fazer - fazer aquilo que Deus chamou você para fazer apesar dos seus medos e apesar dos seus receios. A solução sempre é a simples obediência.

Alegre-se pela piedade da sua esposa, e agradeça a Deus por um dom tão precioso. Celebre isso buscando piedade na sua própria vida. Você não precisa ser um teólogo brilhante ou um renomado erudito na Bíblia. Você não precisa ler As Institutas. Você não precisa ser mais piedoso do que sua esposa. Você precisa apenas reconhecer o seu pecado e inadequação, e fazer aquilo que Deus chamou você para fazer. E tudo isso começa com a admissão da sua completa inabilidade para fazer a menor das coisas a parte da força de Deus.

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Autor: Tim Challies
Fonte: Tim Challies Website
Tradução: Thiago McHertt
Via: Veritas
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Seus defeitos me fazem crescer

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Como o próprio nome já diz, "defeitos", deduzimos não ser uma coisa boa. Mas como os defeitos do outro podem ser benéficos para você? Nos planos de Deus isso pode ser algo bom, o problema é que muitas vezes somos impacientes e de cara nos irritamos e pensamos em desistir de tudo. Quantos casamentos terminados, quantas amizades moídas por não suportarmos o defeito do outro? É cômodo nos afastarmos daquilo que nos fere, seja qual for a parte emocional, o difícil é enfrentar com sabedoria sem sermos covardes.

É fácil olharmos para os defeitos dos outros, o que não acontece com tanta frequência é olharmos para nós mesmos, nos autoavaliar e pensar no que precisamos mudar. Acaba acontecendo que não suportamos algumas coisas na outra pessoa, mas é cômico como queremos que as pessoas engulam seco nossas atitudes defeituosas, porém perfeitas aos nossos olhos.

Se Cristo olhasse nossos defeitos e simplesmente nos desse às costas, o que seria de nós? Louvado seja por Ele ser longânimo e misericordioso. Aí está! Que tal aprendermos com as Escrituras como lidar com os defeitos do outro para que sejamos parecidos com Cristo?

"Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou..." (Ef. 2.4)

Um dos mandamentos do Senhor é para que amemos ao próximo como a nós mesmos. Nos dias de hoje, as pessoas estão sedentas de amor, consequentemente todas as virtudes que viriam deste amor se esvai pelo ralo. Aqui neste pequeno versículo vemos que Deus é misericordioso por que nos amou! Como eu ou você teremos misericórdia dos erros alheios se estivermos desprovidos de amor? 

Precisamos buscar isso em Deus, orar para ter um coração misericordioso, um coração fácil em perdoar; lembrando que tais virtudes não significam sermos bobos. Além do amor ser manso, ele também serve para correção: 

"...repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina." (2 Timóteo 4.2)

A palavra paciência vem do L. PATI, "aguentar, sofrer", do Grego PATHE, "sentimento". 

Isso é uma virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. Olha que interessante, para suportar males, literalmente, haja paciência! 

Se o amor tudo suporta, como suportará sem paciência? Esta virtude é outra que deve ser trabalhada, se ao seu lado existissem apenas pessoas perfeitas, não haveria como aperfeiçoar a paciência, nem a misericórdia, tão pouco iria crescer à imagem de Cristo. Aprenda a crescer com o defeito de quem está ao seu lado: 

        Seu orgulho, me tornou humilde;
        Seu falatório, me fez uma boa ouvinte;
        Seu mau humor, me fez ser uma pessoa engraçada para ter fazer sorrir;
        Sua desesperança, me fez aumentar a fé para poder te ajudar;
        Sua agitação, me fez alguém mais tranquila;
        Seus atrasos, me fizeram ser pontual;
        Sua pressa, me fez ter cautela;
        Sua memória curta, me fez ser mais atenta;
        Sua falta de interesse, me fez uma pessoa interessada;
        Seu desleixo, me fez ser organizada.   

Quantos defeitos poderíamos citar aqui, dos quais nos fariam melhorar! Se observarmos apenas os pontos negativos, como se isso fosse um "carma", vamos acabar nos tornando tão defeituosos quanto a nossa maneira de enxergar as coisas. 

Não seja covarde a ponto de se afastar das pessoas que quase te fazem perder a paciência, não as abandone, por que você pode perder a grande chance de se tornar parecido com Cristo. Os seus defeitos, me fazem crescer! 

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Autora: Daniele Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & teologia

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A jovem namorada do pastor

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Creio que a maioria dos seminaristas, tenham o desejo de se casar. Mas como escolher uma moça que saiba o que é ser mulher de pastor? O que a moça precisa avaliar antes do sim?

Obviamente, que existe a palavra "amor" e que tudo pode ser superado, mas o amor deve ser exercido com sabedoria, o amor tem um lado racional que não deve ser negligenciado. Citarei um exemplo radical: "Eu o (a) amo, mas uma pena que não quer saber de trabalhar". Veja bem, por mais que ame esta pessoa, seu lado racional alerta que se o outro não gosta de trabalhar, futuramente poderá ter problemas e será uma pedra no caminho do casamento. Notou o lado racional que não devemos deixar de lado?

O ministério pastoral é algo muito sério, é um chamado de Deus para cuidar de vidas, cuidar daqueles que o Senhor salvou, alimentá-los com um evangelho puro e bíblico. Se você se envolver com a pessoa errada este dom tão lindo poderá cair por terra sem mesmo que perceba. Antes de exercer este dom com excelência, casa-se com excelência. Se um futuro pastor não souber escolher uma esposa verdadeiramente disposta a segui-lo no ministério, como confiaremos que ele fará boas escolhas para a igreja? Lembrando que todos somos falhos, não estamos imunes ao erro, mas cabe o alerta:

Para as Moças

Minha querida, se você está prestes a se casar com um pastor ou futuramente encontre alguém que exercerá este ministério, seja coerente e sábia ao assumir a responsabilidade. A forma bíblica de como amar o esposo é a mesma, seja ele pastor ou não. O que diferencia é o estilo de vida que cada um leva.

A agenda cheia: Você provavelmente é pastoreada, e notou o quanto seu pastor é exigido pelos membros, seja para conselhos, seja para visitação ou algum entretenimento (aniversário e casamentos, por exemplo). Você deverá ser sábia neste sentido, não sendo imatura a ponto de querer competir a atenção do seu marido com os membros da igreja. Os pastores costumam ser chamados para a festa de quase todos os aniversariantes da igreja, assim como casamentos, batizados e ficaria muito chato não comparecerem. Você precisará estar empenhada em acompanhar seu esposo nestes eventos. Ninguém é obrigado ir à lugar algum, mas caberá o bom senso, pois seu marido não é apenas um membro da igreja ele é o pastor daquele povo.

Horários irregulares: Complementando a sua agenda cheia, sempre acontecem imprevistos, e estes imprevistos podem ser de madrugada, de sábado, nas férias...O próprio nome já diz, é imprevisível! Esteja preparada para atender telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite, pode ser algum membro hospitalizado necessitando de oração, um parente deles que tenha falecido ou algum acidente que exija a presença do pastor. Caberá ao seu esposo administrar isso, mas se de fato ele precisar sair correndo para alguma emergência, não aborreça seu esposo, pelo contrário, ore pelo motivo de sua saída.

Viagens e troca de cidades: Acaba sendo normal as viagens pastorais, seja para palestras, retiros, encontros, etc...Porém haverá dias em que a esposa não poderá ir, e novamente você não deve ficar rancorosa por não ter ido. Deverá apoiar seu marido nestas viagens, para que ele não vá com o coração pesado por sua causa. Outro ponto que quero destacar é a transferência de igreja. Conheço alguns pastores que precisaram mudar-se para outros estados sem prévio aviso. Saiba que se isto acontecer, não tem como cada um morar num canto, você deverá estar disposta a mudar às pressas para onde for seu marido.

Ser receptiva: Você gosta de receber pessoas em casa? Lembre-se que quando há visitantes na igreja, como família de outro pastor, ou seminaristas, eles costumam ficar na casa do pastor. No período de "visita" você provavelmente deverá abrir mão da sua rotina para dar-lhes atenção. A preocupação com roupa de cama, almoço e jantar, será sua! Sem dúvidas vai se cansar, atrasará seus compromissos outrora programados, mas essa vai ser sua função, acolher estas pessoas e tratá-las bem.

Carreira e emprego fixo: Algumas mulheres sonham em trabalhar com aquilo que sempre estudou, sonham em seguir uma carreira profissional e estima crescimento. Não quero entrar no mérito se isso é certo ou errado, mas o fato é que isso acontece! Suponhamos que trabalhe numa empresa em que te exija transferência de cidade, como seu esposo largaria a igreja para morar em outro lugar? Consegue notar como é delicado? Se você monta seu estabelecimento e surge aquela transferência inesperada do seu esposo, como vai fechar as portas do dia para a noite? Trabalhar fora não é errado, muitas mulheres precisam ajudar seus maridos, mas isso não pode ser um empecilho para seu esposo exercer o ministério.

Aos Seminaristas

Se você leu acima, o que te cabe é orar pra discernir se sua pretendente tem o dom de exercer estas funções. Não seja superficial na sua escolha, pense no ministério que o Senhor te deu, procure uma esposa que irá te auxiliar nas funções. Não tenha pressa, seja cuidadoso tão quão Cristo é com a Igreja. Não se deixe levar por aparências físicas ou qualquer outra característica "fofa" da moça. Analise friamente as características espirituais, não precisa ser uma teóloga, mas alguém que saiba no crê e não se deixa levar por todo vento de doutrina. Seja sábio, jovem!

Concluindo...

Poderia citar aqui várias outras características da vida de um pastor, mas creio ter conseguido passar a ideia principal, que é: Sejam cautelosos! Meninas, se vocês não tem este dom, não digam "sim", isso lá na frente poderá ser um fardo para você ao invés de benção. Rapazes, não vos coloqueis em jugo desigual, orem e peçam sabedoria para que possam viver com uma mulher que acrescentará no ministério ao invés de atrapalhar. Que o Senhor abençoe cada num nesta escolha.

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NOTA: O que me levou a escrever este artigo é o fato de estar vendo algumas moças, "namorando" pastores, sem mesmo saber o que de fato isso representa. Ao mesmo tempo vendo garotos que já estão ou almejam um ministério pastoral, envolvidos com meninas que ainda não são firmes na fé. 

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Autora: Danieli Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & Teologia

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11 Coisas que os pastores precisam saber sobre o pensamento de sua esposa

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Uma das coisas mais agradáveis na era da Internet é a oportunidade de interagir com as esposas de pastores. Eu uso o termo "pastores" para  referir ao pastor sênior de uma igreja, mas meus comentários não estão limitados a essa posição única. Ele também pode se referir a outros cargos ministeriais em uma igreja.

Muitos dos comentários que eu recebi foram compartilhados em anônimo, e certamente entendem a necessidade de manter os nomes em sigilo. Mas os comentários são reais e literais. Muitas vezes eu posso sentir as esperanças e as feridas que vêm com esses comentários. Aqui estão os onze pensamentos mais frequentes de esposas de pastores:

1. "Eu estou sozinha". Esta declaração foi a mais frequente, uma estatística esmagadora. Ela está associada a alguns desses outros comentários, mas tem seu peso por si mesma.

2. "Ao criticarem você, também me machuco". Os pastores são regularmente criticados. Enquanto pastores estão sendo feridos, eles precisam entender que suas esposas estão sendo também.

3. "Eu gostaria de mais tempo com você". Muitas esposas de pastores sentem que seus casamentos não estão saudáveis, porque o pastor coloca os membros da igreja em primeiro lugar.

4. "Por favor não me use como um exemplo negativo no seu sermão". Mesmo quando é contado com humor, esposas de pastores podem ser prejudicadas por essas ilustrações.

5. "Deixe-me ser eu mesma". Muitas esposas não sentem que podem ser elas mesmas, pois o seu cônjuge espera que elas falem e ajam de maneira que não refletem seu verdadeiro eu.

6. "Eu amo quando você passa o tempo com nossos filhos". Muitas esposas estão feridas porque sentem que os filhos não são uma prioridade.

7. "Eu me preocupo com as nossas finanças". Essa frase foi uma das que ouvimos com mais frequência. Muitos pastores não são bem remunerados. Isso não só prejudica o pastor como pode ferir toda a família.

8. "Por favor me dê respaldo quando eu for criticada". Dói saber que esposas de pastores têm sido criticadas, especialmente quando o seu cônjuge não vai em sua defesa. Se em mim causa dor, eu posso imaginar o quanto dói em sua esposa.

9. "Eu gostaria que você se dedicasse à família quando estivesse em casa". Esposas geralmente entendem as emergências, no entanto, alguns pastores nunca se “desconectam” para se dedicar às suas famílias.

10. "Eu me preocupo com a nossa família quando nos mudamos muito". Mobilidade profissional é a norma para muitos pastores. Mas ela entende que essa mobilidade, muitas vezes inclui um preço para a família.

11. "É difícil fazer amigos de verdade na igreja". Esta declaração foi uma das razões pelas quais esposas de pastores sentem-se sozinhas.

Costumo destacar aos nossos leitores a orar por seus pastores. Peço-vos a orar pelas famílias de pastores também. A maioria destes membros da família são obedientes ao chamado de Deus em suas vidas; e fazem isso sem reclamar. Mas isso não significa que, às vezes, possa ser doloroso.

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Autor Thom S. Rainer com Alice Ferreira
Fonte: The Gospel Coalition
Tradução: Daniele Bosqueti
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