Deus no tempo

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No Natal, nós celebramos algo maravilhoso: Deus adentrando em nosso tempo e espaço. O eterno torna-se temporal; o infinito, finito; a Palavra que criou todas as coisas tornou-se carne.

Encarnação 

Oh, quão misterioso é tudo isto! Aquele que sabe todas as coisas (João 16:30, 21:17) “cresceu em sabedoria” (Lucas 2:52). O Autossuficiente teve fome e sede (Mt. 4:2, João 19:28).  O Criador de tudo não tinha casa (Mt. 8:20). O Senhor da vida padeceu e morreu. Deus encarnado foi desamparado por Deus Pai (Mt. 27:46).

Natal: O Ponto de Vista Cristão

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Para mim é uma alegria as muitas tradições que vieram a estar associadas com o Natal, em nossa sociedade. Todas estas tradições combinam para fazer a época do Natal feliz, uma época na qual geralmente nos encontramos mais festivos, generosos e benevolentes. Não sou de forma alguma uma daquelas vozes exigindo a remoção destes prazeres do Natal, prazeres estes que não causam danos e que causam satisfação.

Mas certamente, o significado do que chamamos “Natal” é muito mais profundo do que qualquer destas coisas. É a celebração de um nascimento, o nascimento de Jesus em Belém. A história de José, a virgem Maria, o bebê Jesus, os Pastores e os Magos – e Herodes! – é uma história familiar para a maioria dos americanos. E é certo que assim o seja: nunca na história houve outra virgem que concebesse e desse à luz uma criança! É um evento verdadeiramente extraordinário!

Mas mesmo assim, o significado do Natal é mais profundo do que isto. A coisa mais extraordinária é esta: O nascimento de Jesus não foi o princípio da sua existência! Para colocar de uma outra forma, Sua origem não está de forma alguma relacionada com o Seu nascimento.

Se isto é um pouco difícil de entender, não se sinta sozinho. Mas isto é precisamente o que as Escrituras nos dizem. De fato, houve um profeta de Israel, por nome Miquéias, que disse que este que nasceria em Belém era um “cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Isto é, Ele veio da eternidade, para entrar no tempo.

Agora, claramente, esta linguagem é completamente inapropriada com referência a qualquer humano comum. O profeta Miquéias estava mui enfaticamente afirmando o fato de que Jesus não era um homem meramente: Ele é Deus. Ele é Deus como um homem.

Este, e nada menos, é o significado do Natal. É mais do que uma história de um bebê. É a história de como o Deus eterno se tornou um bebê!

Este é um evento que é único na história, tão significante que mudamos nosso calendário por causa dele – Antes de Cristo (a.C.) e Depois de Cristo (d.C.). E é assim mesmo que deveria ser. Toda a história até este ponto estava em antecipação do evento. Desde o tempo quando o homem caiu em pecado e se arruinou no paraíso, a promessa estava aguardando o cumprimento. A promessa foi primeiramente feita a Adão e Eva – alguém da “semente da mulher” viria e destruiria o tentador. Ela foi dada a Abraão – em alguém de sua semente “todo o mundo será abençoado”. Foi dada novamente a Davi, o maior Rei de Israel – seu “maior filho” prosperará em paz em seu trono para sempre. E era na antecipação desta própria promessa que todo o povo de Deus vivia.

E assim, a própria história está centrada n'Aquele que finalmente veio à Belém. Ele era o cumprimento das antigas esperanças de Israel.

Uma pergunta permanece: a simples questão, “Por que?” Por que, em nome da razão, o Deus eterno se tornaria um homem? A resposta novamente é encontrada nas próprias promessas: Ele veio para ser o Libertador, nosso Libertador do pecado.

A justiça de Deus requer que o pecado seja punido em todas as Suas criaturas. E a punição é a morte. E assim, deixados a nós mesmos, devemos morrer – física, espiritual e eternamente. Não há escapatória – somos incapazes de nos salvar.

O que precisamos, então, é de um Salvador – alguém que esteja disposto a morrer em nosso lugar. Além disso, alguém que seja sem pecado e Ele mesmo, não merecedor da morte. Mas somente Deus é sem pecado – e Ele não pode morrer! Isto é, a menos que se torne um de nós.

E este é precisamente o resto da história. Em Belém Deus se tornou homem para morrer na cruz pelos homens, sofrendo o castigo pelos seus pecados. Em assim fazendo, Ele se tornou nosso Salvador. Ele veio sofrer a condenação da Sua própria lei, a lei que nos condenava.

O Natal, então, marca um evento significante no calendário de Deus da redenção. Ele prometeu salvar, e este primeiro Natal foi o cumprimento desta promessa.

Tudo isto é resumido naquelas palavras familiares de João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Não, nós não temos nada contra as tradições, de forma alguma. Mas os pensamentos que enchem os nossos corações são estes: O Natal é a maior história de amor jamais contada. É a história do maior amor já dado. E é a história do maior Dom – o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.

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Autor: Fred G. Zaspel
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo
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Deus se fez Homem

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Deus se encarnou como prova de amor e o incrível é que foi um amor por inimigos (“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Rm. 5.8).

Este amor se revelou em uma encarnação que promoveu paz, Paz com Deus acima de tudo (Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; Rm. 5.1).

No Natal nos lembramos que Deus se fez homem, a Segunda Pessoa da Trindade assumiu a natureza humana para que, através da sua obediência, tanto ativa (cumprindo toda a lei de modo perfeito em nosso lugar), quanto passiva (sofrendo a maldição da lei em nosso lugar), fôssemos reconciliados com Deus.

Porém, não se trata apenas de paz com Deus, uma vez que a paz com Deus se revela na paz com nossos semelhantes. 

Deus nos amou e por causa do seu amor somos levados a amá-lo (Nós amamos porque ele nos amou primeiro. 1 João 4:19) e não só a ama-lo como também a amar uns aos outros (Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. 1 João 4:11).

Quem não ama o próximo, na verdade, não ama a Deus (Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. 1 João 4:7), e Não tem paz com Deus, pois Deus não está nele (Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado. 1 João 4:12).

Declarar amor a Deus sem haver verdadeiro amor ao próximo é mentira (Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.” 1 João 4:20, 21).

Logo, podemos dizer que Cristo veio para colocar todo aquele que nele crê em paz com Deus, inimigos são feitos amigos de Deus e que esta paz se evidencia na paz com os irmãos, de tal modo que, se não amo não conheço a Deus (Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. 1 João 4:8), se não busco ter paz com todos enquanto depende de mim (se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;” Rm. 12.18), não tenho paz com Deus e que devo perseguir a paz com todos e a santificação, pois sem ela não verei a Deus (Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, Hebreus 12:14.)

Celebramos todos o Natal? Celebramos o que? Se há ódio, rancor, amargura, indiferença não há o que celebrar, o momento é de contrição, de confissão de pecado, pois sem paz com o semelhante, enquanto depende de nós, não há paz com Deus e sem paz com Deus a encarnação de Cristo não salva, condena.

Mude de vida e prepare-se para ter o que celebrar no próximo Natal, mas não precisa esperar até lá para celebrar, celebre a nova via hoje.

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Autor: Rev. Welerson Duarte
Fonte: Perfil do autor no Facebook
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Natal: uma data para celebrar a paz e o amor!

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Por Fernando Lima


Muitas pessoas desfrutam do Natal e o entendem como uma data em que se deve tratar a todos com amor, ser pacificadores, restaurar relacionamentos, distribuir perdão, fazer uma auto-análise de como foi ano, dos acontecimentos, o que deve ser repensado, modificado, melhorado, etc.

Estes atributos estão relacionados ao Natal por ele ser a data comemorativa cristã do nascimento de Jesus Cristo, e estes atributos estão ligados a Ele. Boa parte das pessoas transmitem estas características, às vezes até as desligando da pessoa a quem se refere, por ter na cabeça a imagem de um cristianismo que se parece mais com uma caricatura de filantropia do que algo a ser vivido e conhecido profundamente, distorcendo o sentido real da ligação dos "atributos natalinos" com Jesus Cristo.

Há um pano de fundo real onde estes atributos só fazem sentido quando são aplicados e relacionados a Cristo e ao propósito de sua vinda.

Falamos em amor no Natal, porque a vinda de Cristo foi uma manifestação do amor de Deus: 

"Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele." - 1 João 4:9

E este amor foi manifestado para sanar uma realidade: a do pecado, e para pagar por eles morrendo no nosso lugar.

"Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." - 1 João 4:10 

Aí sim chegamos ao ponto do verdadeiro sentido do amor que deve ser compartilhado entre nós, não só no Natal:

"Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros." - 1 João 4:11 

No Natal também falamos em paz, reconciliação, analisamos nossa vida e tentamos tirar lições boas do que passou por um motivo: Cristo nos dá paz com Deus, reconciliando nosso relacionamento com Ele, e nos dá lições nas nossas caminhadas onde aprendemos tanto com as coisas ruins, quanto com as boas que acontecem.

"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" - Romanos 5:1

Os "atributos natalinos" paz e amor, nada mais são do que reflexos, não de caricaturas, mas de verdades, que quando conhecidas, nos possibilitam comemorar muito mais o Natal, sabendo verdadeiramente que grande amor nos atingiu, e a grande reconciliação que obtivemos pela vinda, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Feliz Natal!

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Fonte: Reflitam
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O Natal é de Jesus

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Por Rev. Ericson Martins


A cada ano, ao aproximar-nos das festividades do Natal, nos deparamos com diversas polêmicas, das mais variadas, quanto ao seu real significado.  

1. Há aqueles que duvidam da legitimidade dessas festividades porque, possivelmente, o mês do nascimento de Jesus não poderia ser considerando o mês de Dezembro em nosso calendário. Duvidam, inclusive, da necessidade de comemorar essa data para a fé cristã;

2. Outros rejeitam veementemente o Natal representado por um simbolismo que, em geral, combina a figura da criança divina com as conhecidas “árvores de Natal”, presentes, velas, guirlandas, neves, ursos polares, sinos, e até com a figura do “Papai Noel”;

3. Também, há aqueles que são simplesmente indiferentes por assumirem que essas festividades fazem parte de um grande esquema comercial alimentado pelo consumismo e pela ignorância quanto ao significado do natal de Jesus, o qual independe de festas e compras;

4. Pelo fato do Natal ser uma data comemorativa essencialmente cristã, muitos simplesmente a ignora por pertencerem à outras religiões, por serem ateus ou mesmo agnósticos; 

5. Mas há ainda um grupo de pessoas que encara o Natal apenas como uma grande oportunidade para reunir a família e se fartar de alimentos preparados especialmente para a ocasião. Nesse sentido, pensa ser necessária a exigência meramente ocasional de cobrir as mágoas familiares, as infidelidades conjugais, a omissão da responsabilidade na educação dos filhos, etc, para que o Natal encontre o seu significado em tal reunião. Embora o encontro da família seja altamente positivo, definitivamente ele não dá significado bíblico ao Natal.

O Natal diz respeito à Jesus Cristo, o Filho de Deus, o qual veio como Homem resgatar o seu povo da eterna condenação do pecado, reconciliando-o definitivamente com Deus, visto que o seu nascimento pressupôs a sua missão. Aliás, as festividades do Natal só encontram a sua verdadeira e mais significativa razão nos resultados da missão de Jesus, iniciadas por seu nascimento virginal, sofrimento, sacrifício, ressurreição ao terceiro dia, ascensão aos céus e pelo seu testemunho transformador em todo o mundo, chamando pessoas ao arrependimento para viverem nova vida, pelo Espírito, diante de Deus. 

Celebrar o Natal sem a experiência de gratidão por tamanho plano de salvação que Deus bondosamente executou por seu Filho Jesus, é apenas uma atividade social, vazia da adoração àquele que é unicamente digno de atenção: JESUS CRISTO.

O Natal é de Jesus, portanto, comemore-o pelo o que ele é e pela salvação que ele oferece, mesmo que não tenha familiares em sua volta, mesmo que não tenha presentes para compartilhar, mesmo que não esteja cercando uma mesa farta de alimentos,... porque Deus está com você se você está com Jesus!

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Fonte: PIPG - Boletim Semanal, Ano XXIII - Nº 103
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Quando os magos do oriente foram adorar a Cristo?

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Por Frank Brito


E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo”. (Mateus 2:1-2)

A maioria das pessoas acreditam que os magos do Oriente se encontraram com Cristo enquanto ele ainda estava na manjedoura, tendo acabado de nascer. Essa ideia é perpetuada por quadros e presépios que mostram os magos do Oriente diante da sagrada família, na manjedoura. Mas esse cenário não condiz com a narrativa bíblica. O Evangelho segundo S. Mateus é muito claro que os magos se encontraram com o bebê Jesus, não mais quando estavam na manjedoura, mas em uma “casa” (Mt 2:11), o que aconteceu, provavelmente, cerca de dois anos depois de Cristo ter nascido.

Harmonizando os Evangelhos

Os Evangelhos segundo Mateus e Lucas são os únicos que entram em detalhes sobre as circunstâncias do nascimento de Cristo. Marcos já começa narrando Seu ministério público e o de João Batista. E o Evangelho de João, logo depois de falar sobre a Divindade de Cristo e Sua encarnação também pula direto para Seu ministério público e o de João Batista. Somente Mateus e Lucas narram as circunstâncias de Seu nascimento. Todavia, eles dão detalhes diferentes. Isso levou alguns críticos no decorrer da história a criticar a veracidade das duas narrativas, alegando que elas se contradizem. Mas quando analisamos cuidadosamente a informação que recebemos dos dois Evangelhos, fica claro que não há qualquer contradição nos fatos narrados, as duas narrativas se harmonizam perfeitamente.

Lucas começa seu Evangelho falando do anúncio do nascimento de João Batista pelo anjo Gabriel ao seu pai, enquanto este ministrava como sacerdote no templo (Lc 1:5-23), passa para o anúncio do nascimento de Cristo a Maria, também pelo anjo Gabriel (Lc 1:26-35) e depois fala sobre o nascimento dos dois (Lc 1:57-80; 2:1-40). Nada disso é narrado pelo Evangelho de Mateus. Como será demonstrado a seguir, todos os eventos narrados em Lucas 2:1-40, sobre o nascimento de Cristo, devem ser entendidos como uma explicação detalhada do que aconteceu em Mateus 1:25, antes de Mateus 2:1: “deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus” (Mt 1:25). E tudo o que é narrado no segundo capítulo de Mateus, começando pela chegada dos magos do Oriente, deve ser entendido como tendo acontecendo depois de Lucas 2:39, no decorrer do período descrito pelo verso 40: “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”.

A visita dos magos e a fuga para o Egito

Quando os magos do Oriente chegam para visitar Jesus, ele já tinha nascido. “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo”. (Mt 2:1-2) Aqui é importante observar que o texto diz somente que Cristo já tinha nascido, mas não diz há quanto tempo ele tinha nascido. Em nenhum momento é dito que tinha acabado de nascer. Pelo contrário, no decorrer do diálogo entre os magos e o rei Herodes, temos evidência de que Ele já tinha cerca de dois anos:

E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele. E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel. Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. (Mateus 2:3-7)

Aqui é muito importante observar que o rei Herodes queria saber exatamente quando a estrela apareceu. Ou seja, os magos receberam a revelação do nascimento de Cristo por meio de uma estrela e o rei Herodes queria saber quando eles tinham visto essa estrela para, com base nisso, calcular há quanto tempo Cristo havia nascido. Foi com base nisso que ele mandou matar as crianças:

Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. (Mateus 2:16)

Se ele mandou matar as crianças de dois anos para baixo, com base no testemunho dos magos, isso indica que Cristo teria nascido dois anos antes e esse havia sido o tempo que eles demoraram para sair do Oriente e chegarem em Jerusalém, desde quando receberam a revelação. Não é dito exatamente de que lugar eles vieram do Oriente, mas existem grandes possibilidades de que eles vieram do Império Arsácida, que existia ao oriente do Império Romano, o que, sem dúvidas, teria sido uma viagem longa e difícil. Ou possivelmente, eles teriam vindo da Índia, o que seria uma viagem ainda mais longa. Não temos como saber ao certo de onde eles vierem, mas o fato de virem do Oriente indica que a distância teria sido, no mínimo, um importante fator para que a viagem fosse demorada.

Além disso, é importante observar um detalhe que é frequentemente apontado por críticos como uma contradição entre as duas narrativas. Segundo o Evangelho de Mateus, os magos encontraram com Cristo em uma “casa… com Maria sua mãe” (Mt 2:11) em Belém (v. 8). Depois disso, a família sagrada foi para o Egito, onde morou por um tempo: “E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E esteve lá, até à morte de Herodes”. (Mateus 2:13-15) Todavia, segundo o Evangelho de Lucas, depois do nascimento, circuncisão e apresentação de Cristo no templo, a família sagrada “voltou à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré” (Lc 2:39). É dito que a família já morava lá (Lc 2:4), que eles somente foram até Belém por causa do alistamento (v. 2). Ou seja, eles moravam em Nazaré, foram até Belém, foram até Jerusalém para apresentar a criança e depois voltaram para Nazaré. Depois disso, não há maiores detalhes sobre outros lugares para onde eles teriam ido, mas, é dito que “todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa” (Lc 2:41). Isso significa que, para os magos terem encontrado com Jesus em Belém, é preciso que, depois deles terem voltado para Nazaré, onde eles já moravam, eles teriam voltado novamente para Belém, cerca de dois anos depois. Dois anos é tempo suficiente para que, por algum motivo, eles tivessem ido a Belém de novo. Estando lá, eles se encontraram com os magos e, então, fugiram para o Egito. E o período em que permaneceram no Egito tem que necessariamente ter sido menos de um ano, para que houvesse tempo para que fosse possível que estivessem todos os anos em Jerusalém na festa da Páscoa. Sendo assim, eles teriam fugido para o Egito em algum momento logo depois da festa da Páscoa e teriam voltado em algum momento antes da festa da Páscoa do ano seguinte. Desta maneira, as duas narrativas se harmonizam perfeitamente, sem qualquer contradição. Então, para resumir:

1. O anjo visita Maria e ela concebe do Espírito Santo (Mateus 1:18; Lucas 1:27-28).

2. Maria imediatamente vai visitar Isabel, sua prima e fica por três meses (Lucas 1:39-56).

3. José, em algum momento destes três meses, enquanto Maria estava na casa de Isabel, decide abandonar Maria, sendo impedido pelo anjo (Mateus 1:19-24).

4. João Batista nasce e é circuncidado (Lucas 1:57-79).

5. José se casa com Maria em algum momento depois dela voltar da casa de Isabel (Mateus 1:24).

6. José e Maria saem de Nazaré e vão até Belém por conta do alistamento (Lucas 2:1-5).

7. Enquanto eles estavam em Belém, Jesus nasceu na manjedoura, por não haver lugar para eles na estalagem, provavelmente pela grande quantidade de pessoas que lá havia para o alistamento (Lucas 2:6-20).

8. Eles saem de Belém, depois que nasceu, e vão até Jerusalém para apresentar Jesus no templo (Lucas 2:22-38).

9. Eles voltam para Nazaré e continuam a morar lá (Lucas 2:39).

10. Em algum momento, até dois anos depois, eles voltam para Belém (Mateus 2:8-11).

11. Estando eles em Belém, os magos do Oriente chegam em Jerusalém e se encontram com o rei Herodes para perguntar sobre o Seu nascimento (Mateus 2:1-2).

12. O rei Herodes envia os magos até Belém (Mateus 2:8).

13. Os magos, guiados novamente pela estrela, chegam até uma casa onde estava Maria com o bebê Jesus, onde eles prestam culto a Cristo e o presenteiam com “tesouros” de “ouro, incenso e mirra”. (Mateus 2:9-11)

14. Os magos voltam para o Oriente, por conta de uma revelação de Deus (Mateus 2:12).

15. José recebe uma revelação em sonho, para que fugisse ao Egito, o que eles fazem imediatamente (Mateus 2:13-14).

16. O rei Herodes manda matar todas as crianças de dois anos para baixo que havia em Belém (Mateus 2:16).

17. A sagrada família permaneceu no Egito, por menos de um ano, até a morte do rei Herodes (Mateus 2:15,22).

18. A família voltou para Nazaré (Mateus 2:22,23).

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Fonte: Resistir e Construir
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Natal e o nome de Jesus

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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” Mateus 1:21

De acordo com o relato acima, do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel, quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria. Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus, como orientou José a chamar o filho de “Jesus”.

A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa “salvar”, é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.

Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.

A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num país remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.

Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniquidades, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento consequentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer, pelo anjo Gabriel, ao recitar seu nome a José: Jesus.

Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e, desta forma, pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa, pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.

Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.

O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte, pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.

É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus! Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!

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Fonte: PIPG - Boletim Semanal, Ano XXIII - Nº 101 - 7/12/2014
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Natal e Calvinismo

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Por Jonathan Master


O que poderia ser mais evangelical e abrangente que o Natal? É uma época quando todos aqueles que celebram o Natal concordam sobre o significado da festividade, e mesmo muitos não cristãos fingem acreditar – ou pelo menos afirmar que algo bom aconteceu na noite em que Cristo nasceu. O Natal dificilmente parece ser a época apropriada para discutir as doutrinas da graça. Afinal de contas, somos levados a crer que o Natal é gloriosamente abrangente e o Calvinismo é desafortunadamente restrito.

Então por que inserir tais severas doutrinas na abrangente e bela alegria que compartilhamos no Natal? Bem, em primeiro lugar, essas doutrinas não são severas de forma alguma, ou restritas. Elas são atraentes e gloriosas, e o entendimento delas leva imediatamente ao tipo de alegria abundante que associamos ao Natal.

Mas há mais do que isso. A razão pela qual devemos associar o Natal e o Calvinismo é que o próprio Jesus o faz. Em João 6, Jesus dá uma razão muito clara para a encarnação. E a encarnação é o que celebramos quando celebramos o Natal corretamente. Ele diz isso: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Essa afirmação abrangente de Jesus toma uma forma mais definida nos versos que se seguem: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (6.39-40). Mais à frente nessa mesma discussão, Jesus fala mais sobre a vontade do Pai, a qual ele veio à terra para cumprir: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer;” (6.44). E, novamente, “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita” (6.63). Por fim, ao responder algumas questões dos discípulos sobre aqueles que não creem, Jesus diz “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (6.65).

Como a razão apontada por Jesus para a encarnação é fazer a vontade do Pai, vale a pena olhar para esses ensinamentos de uma forma sistemática. Primeiro, aprendemos que ninguém pode vir a Jesus, a não ser que o Pai o atraia ou lhe permita isso (João 6.44, 65). Isso é assim porque somente o Espírito Santo vivifica, e o homem em seu estado natural não é capaz de encontrar vida; na carne, seres humanos não possuem qualquer coisa aproveitável para alcançar a salvação (João 6.63). Aprendemos que o Filho veio para salvar aqueles que foram entregues a ele (João 6.39). Nos é dito que aqueles que foram atraídos, entregues e trazidos à vida pelo Pai de fato vêm: ninguém pode resistir à Sua graça transformadora (João 6.37). E então, talvez o mais notável, aprendemos que Cristo garante que todos os que vêm a ele em fé, aqueles que lhe foram dados pelo Pai e transformados pelo Espírito, certamente serão ressuscitados no último dia (João 6.40).

Em outras palavras, quando Jesus reflete sobre sua vinda à terra, ele explica nos termos da vontade do Pai na salvação, uma vontade que é demonstrada em no contexto da depravação total do homem, a eleição incondicional de Deus, a obra definitiva de Cristo na salvação, a graça irresistível de Deus em atrair e entregar os homens a Cristo, e a promessa gloriosa de que Cristo um dia irá ressuscitar aqueles que olham para ele em fé genuína. É disso que falamos quando falamos sobre Calvinismo. E, como vimos, também é o que Jesus ensina quando fala sobre o Natal.

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Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
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Cinco coisas para ensinar seus filhos neste Natal



Por Christina Fox


Mãe, eu preciso acrescentar algo a minha lista de Natal”.

Novamente estamos perto do Natal. As lojas estão adornadas com todas as coisas vermelhas e verdes. Caixas de correio e caixa de email estão cheias com anúncios, vendas e catálogos. Pacotes lindamente embrulhados estão na linha de frente da mente de todos—especialmente das crianças.

O Natal fornece uma maravilhosa oportunidade para derramar as verdades do Evangelho nos corações de nossas crianças. É uma época ideal para mostrá-las o grande presente que elas jamais poderiam receber, o presente de Jesus Cristo.

Abaixo há uma lista de verdades importantes para ensinar nossas crianças neste Natal:

1. A História da Redenção

Durante o Advento, com a antecipação do dia 25, nós podemos ensinar e preparar nossas crianças para celebração do nascimento de Jesus. Em nossa família, nós gostamos de começar com a história da Criação e diariamente caminhar através da história da Redenção até chegarmos ao nascimento de Cristo no dia de Natal. Nós falamos sobre a queda e a promessa de Deus de enviar o Salvador em Gênesis 3:15. Nós lemos sobre a promessa feita a Abraão que Ele reafirma no Velho Testamento. Nós discutimos Moíses e aquele “que é maior do que Moíses” e viria. Nós lemos as profecias em Isaías. Nós olhamos como toda a Bíblia aponta para nosso Redentor.

2. Humildade de Cristo

Para o mundo, o dia de feriado trata-se de extravagância, abundância, e tornar cada detalhe uma imagem perfeita. A história de Jesus, entretanto, é sobre humildade. O tempo de Natal fornece uma grande oportunidade para ensinar nossas crianças sobre o que significa ser o maior no reino (Mateus 20:26-28). Seus pais, seu local de nascimento, sua cidade natal, e seu ato de tomar forma humana são todas demonstrações de humildade. A maioria das pessoas esperava que o Messias nascesse num castelo, e não um estábulo. A maioria esperava que Ele vivesse uma vida de realeza, não pobreza. A maioria esperava que Ele conquistasse os romanos, e não que fosse crucificado por eles. Leia Filipenses 1:21 e mostra a suas crianças a humildade de Cristo.

3. Deus opera através da Fraqueza

De forma similar, ensinar nossas crianças como Deus opera através da fraqueza é outro tópico para ser ensinado no Natal. Deus sempre escolhe as coisas improváveis e fracas para usar em sua história da Redenção.  Maria era uma garota pobre e simples de uma cidade insignificante. Pedro era um pescador ignorante. Isto é visto mais dramaticamente na morte de Jesus na cruz em nosso lugar e sua ressurreição no terceiro dia, nos assegurando vitória sobre a morte e o pecado.

4. Deus mantém Suas promessas

Outra verdade importante que podemos enfatizar com nossos filhos durante esta época é que Deus mantém suas promessas. Nós podemos começar com a promessa do Salvador depois da queda e ir através do Antigo Testamento, observando a promessa de Deus para redimir seu povo, culminando na promessa cumprida em Cristo.

5. Os Nomes de Cristo

Ano passado, meus filhos aprenderam um nome diferente de Deus todos os dias durante o Advento. Nós estudamos nomes tais como Messias, Cordeiro de Deus, Emanuel, Alfa e Omega, e Príncipe da Paz. Ensinar as crianças os nomes de Jesus o que eles significam os ajudam a conhecer mais sobre Jesus, seu caráter e o que Ele tem feito. Fizemos uma corrente ligando papéis com nomes diferentes em cada um . Outra maneira de ensinar os nomes pode ser criar um ornamento de Natal para cada um e pendurá-los na árvore de Natal cada vez que você estudar esse nome.

Aproveite esta época do ano para ensinar seus filhos sobre o menino Jesus. Gaste tempo na palavra, mostrando para eles o Messias prometido e como esta promessa foi cumprida no bebê nascido em Belém. Ajude eles a ver que Jesus é o maior presente que eles jamais poderiam receber e o maior presente que eles podem compartilhar com os outros.

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Fonte: desiringGod
Tradução: César Augusto Vargas Américo
Divulgação: Bereianos

A Glória do Natal



Por R.C. Sproul


Na noite em que Jesus nasceu algo espetacular aconteceu. As planícies de Belém se tornaram um teatro para uma das mais espetaculares apresentações de som e luz na história humana. Todo o Céu apareceu.

Lucas nos relata o que aconteceu:

Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:  é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem. (Lucas 2:8-14)

O visitante angelical foi cercado pela glória de Deus. A glória estava brilhando. Essa glória não pertencia ao próprio anjo. Era a glória de Deus, significando Seu modo divino de Ser. Era o esplendor divino que envolveu o mensageiro celestial, um visível brilho divino.

Quando os pastores de Belém tremeram de medo, eles foram admoestados pelo anjo: “O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”( Lucas 2:10-11).

Todo ser humano anseia por um salvador de algum tipo. Nós olhamos para alguém ou algo que irá resolver os nossos problemas, aliviar a nossa dor, ou conceder o objetivo mais esquivo de tudo, a felicidade. Da procura de sucesso nos negócios até a descoberta de um companheiro perfeito ou amigo, nós fazemos nossa busca.

Mesmo na preocupação com o esporte, mostramos uma esperança de um salvador. Quando uma temporada desportiva termina com perdedores muito mais do que vencedores, ouvimos o grito de cidades de todo o país – “Espere até o próximo ano” Depois vem o projeto ou uma nova safra de novatos, e os fãs depositam suas esperanças e sonhos sobre o novo garoto que trará glória para a equipe. O novato, o novo cliente, a nova máquina, a notícia de que vai chegar ao correio de amanhã – todos estão investidos com mais esperança do que qualquer criatura pode eventualmente entregar.

A explosão de luz que inundou os campos de Belém anunciou o advento de um Salvador que foi capaz de, de fato, cumprir a tarefa.

Notemos que o Salvador recém-nascido é também chamado de “Cristo, o Senhor.” Para os pastores espantados esses títulos estavam carregados de significado. Este Salvador é o Cristo, o Messias esperado de Israel. Todo judeu se lembrou da promessa de Deus de que um dia o Messias, o ungido do Senhor, viria para libertar Israel. Esse Messias-Salvador é também Senhor. Ele não só vai salvar o seu povo, mas ele será seu rei, seu Soberano.

O anjo declarou que esse Salvador-Messias “vos” nasceu. A proclamação divina não é um oráculo de julgamento, mas a declaração de um presente. O Rei recém-nascido nasceu para nós.
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Por: R. C. Sproul. Extraído do site ligonier.org. © 2012 Ligonier Ministries. Original: The Glory of ChristmasTradução: www.voltemosaoevangelho.com. Original: R. C. Sproul – A Glória do Natal

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Jesus, o nome sobre todo nome!

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Por Hernandes Dias Lopes


O nome de uma pessoa é sua maior identidade. O nome representa a personalidade, o caráter e a missão de uma pessoa. Recebe-se um grande nome por herança, doação e conquista. Jesus tem o nome sobre todo o nome por essas três razões. O nome de Jesus é conhecido no céu, na terra e no inferno. Anjos, homens e demônios se curvam diante de sua majestade. Ele é o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, o Soberano dos reis da terra. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Ele é a nossa vida, a nossa paz, a nossa alegria, a nossa herança, a nossa justiça, a nossa salvação.

Em primeiro lugar, Jesus herdou o maior de todos os nomes (Hb 1.4). Jesus é a exata expressão do ser de Deus, o resplendor máximo da sua glória, o herdeiro de todas as coisas. Por isso, herdou mais excelente nome do que os anjos e foi exaltado acima de todos os seres celestiais. Ele está entronizado acima dos querubins. Diante dele até os serafins cobrem o rosto. Ele é o Rei da glória e diante de sua majestade todo o universo se curva. Jesus é tudo em todos. Ele é o centro da eternidade e da história. Ele é o agente da criação, o sustentador do universo, o regente que governa os destinos da história e faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade. Não há nenhum nome que se compare ao nome de Jesus. Nenhum nome que esteja acima do nome de Jesus. Esse nome ele herdou do Pai.

Em segundo lugar, Jesus recebeu por doação o maior de todos os nomes (Fp 2.9-11). Pelo fato do Rei da glória ter se tornado servo e se humilhado até à morte e morte de cruz, Deus Pai o exaltou sobremaneira, acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e debaixo da terra e toda língua confesse que Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai. Não há salvação fora do nome de Jesus. Ele recebeu esse porque é o Salvador do seu povo (Mt 1.21). Não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12). Há poder no nome de Jesus para curar os enfermos (At 3.6). Há poder no nome de Jesus para libertar os cativos (Lc 10.17). Há poder no nome de Jesus para termos nossas orações respondidas (Jo 16.23). O nome de Jesus é o centro das Escrituras. Jesus é o Alfa e o Ômega. Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz. Jesus é Verbo eterno, o Emanuel, o Pão da vida, a Luz do mundo, a Videira verdadeira. Ele é o bom Pastor, a Porta das ovelhas, o Caminho, e a Verdade e a Vida. Ele é a Ressurreição e a vida, Aquele que esteve morto, mas está vivo pelos séculos dos séculos. Ele é o Salvador, o Messias e o Senhor. Diante de seu nome reis e vassalos, ateus e religiosos, ricos e pobres, doutores e analfabetos, anjos, homens e demônios precisam se curvar. Seu nome está acima de todo nome que se possa referir no céu e na terra!

Em terceiro lugar, Jesus recebeu o maior de todos os nomes por conquista (Cl 2.15). Jesus triunfou sobre os principados e potestades na cruz, despojando-os e decretando sua consumada derrota. Foi na cruz que Jesus esmagou a cabeça da serpente. Foi na cruz que Jesus arrancou a armadura do valente e o expôs ao desprezo. Jesus venceu o diabo, a morte e o pecado. Ressuscitou triunfantemente, ascendeu ao céu e foi entronizado com glória e majestade, acima de todo principado e potestade. Ele tem as chaves da morte e do inferno. Jesus tem todo o poder e toda autoridade no céu e na terra. Ele tem o livro da história em suas onipotentes mãos. Em breve, ele voltará com grande poder e glória para julgar as nações. Então, ele calcará aos pés todos os seus inimigos e todos os reinos do mundo serão do Senhor e do seu Cristo e ele reinará pelos séculos dos séculos. O universo inteiro se ajoelhará para dizer: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro seja o louvor, e a honra, e a glória e o domínio pelos séculos dos séculos”. Então, depositaremos aos seus pés nossas coroas e o serviremos por toda a eternidade!

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Mensagem de Natal - Blog Bereianos



Mais um ano chegou ao fim! É tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida melhor, de estar reunido com a família e trocar presentes. Porém, é uma data que nos leva a lembrar de algo que nunca devemos esquecer no decorrer do ano: Aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, que morreu por nossos pecados e ressuscitou para nos dar vida!

O Natal é um dia festivo e esperamos que o seu coração possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Jesus Cristo! 

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho Unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". Jo 3:16 

Não importa se sabemos ou não qual a data correta que Jesus nasceu, o importante é sabermos que o nosso Salvador veio ao mundo para salvar-nos da morte e nos dar vida! Isto sim tem que ser celebrado e lembrado, não somente no Natal que a cada ano está mais consumista e egocêntrico, mas por toda as nossas vidas.

Aproveite este momento para praticar o cristianismo em sua família e amigos, anunciar as boas novas e celebrar Cristo como nosso Salvador! Que este ano que está chegando você realize todos os seus sonhos e ajude a realizar os sonhos das pessoas que estão próximas de você. Muita saúde, paz, prosperidade e crescimento, tanto espiritual como pessoal.

"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." Mt 5:16

Que Deus abençoe sua vida e de sua família.

Feliz Natal e um excelente Ano Novo!

Ruy Marinho
Editor Blog Bereianos
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