Igreja cria "oração em drive thru" [2]

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Quem lembra da missa ao ar livre em forma de "Drive Thru"? Clique aqui para relembrar. No final da postagem eu ainda comentei que logo essa nova moda iria chegar no meio do povo Brasileiro. Dito e feito, ainda não chegou no Brasil, mas tem "pastores" Brasileiros aderindo tal prática nos EUA (não em formato de culto, mas está bem próximo), leia abaixo:



A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) da cidade de Houston, no Texas (Estados Unidos), iniciou um projeto inovador: o “Prayer Drive-Thru” (oração dentro do carro). Com ele, as pessoas podem pedir orações e conversar brevemente com os pastores sobre os problemas, no interior do automóvel. O objetivo é atrair quem não costuma freqüentar a igreja.

“Como aqui em Houston pouco se vê pessoas nas ruas, só carros, então tivemos essa idéia”, explica o bispo Renato Cardoso, responsável pelo trabalho evangelístico da IURD no Texas.

O método, iniciado há 2 meses, virou notícia na imprensa local pela inovação e boa aceitação por parte dos participantes.

O “Prayer Drive-Thru” acontece aos sábados. Três pastores participam da evangelização. Os pedidos mais freqüentes são orações pela família e saúde.

Nesse tipo de evangelização, os veículos entram no estacionamento da igreja e são encaminhados para a fila formada pelos carros de quem quer receber a oração.
“Na primeira parada, os ocupantes do automóvel recebem um formulário e um kit de apresentação da igreja com informações sobre as reuniões. No formulário, eles descrevem os problemas e qual a oração que estão pedindo. Na parada seguinte, em frente à igreja, o pastor que recebe o formulário faz as orações, dá um aconselhamento rápido e convida os ocupantes do carro a participar de uma reunião na igreja”, conta.

Segundo o bispo, muitos dos que recebem essas orações voltam e dão testemunhos de vitórias obtidas. Algumas já estão participando das reuniões da Igreja que acontecem todos os dias em vários horários. A catedral do Texas fica no 5150 N Shepherd Dr, Houston, Texas.

Fonte: Folha Universal

Via [Amenidades da Cristandade]
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O que teria feito um pregador moderno?

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Autor da pregação: Paul Washer

Todo mundo é “nascido de novo” na América. E a razão porque eles são “nascidos de novo” é, em maior parte, por causa da maioria dos pregadores e pastores que não compreendem o Evangelho nem o poder do Evangelho e porque nós reduzimos o Evangelho à “Quatro Leis Espirituais” e “Cinco Coisas que Deus Deseja que Você Saiba”.
. Fizemos a mesma coisa que o Catolicismo fez desde o seu início: transformar a salvação em nada mais que alguns poucos passos e uma oração supersticiosa no final; transformar a salvação em nada mais do que uma mera decisão humana, onde um homem decide por si próprio simplesmente saltar fora da linha do “ir para o inferno”, a fim de saltar para a linha do “ir para o céu”. Paul Washer

Fonte: www.voltemosaoevangelho.blogspot.com
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Eles estão no nosso meio (Psy)Cristão...

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Extra! Descobrimos a verdadeira razão da apostasia atual nas Igrejas, e também o motivo da degradação mundial, da corrupção na política, das drogas, da miséria, etc. Leia abaixo:


Quem são os dominadores deste mundo?

Eles dominam o planeta a milênios.

Sinteticos ou partenogeneticamente criados, esses humanoides ocupam posições em cargos estratégicos em todos os segmentos da sociedade mundial, como se fossem humanos, desenvolvendo a tática de dividir para conquistar.

De onde são?

São oriundos das milhares de colônias espaciais, dos laboratórios instalados no fundo dos oceanos, do centro oco da terra, e do triângulo das bermudas.

Quais os seus objetivos?

A missão desses seres é conquistar o universo, ponto de partida: nosso sistema solar, para onde seus pais foram banidos, após a primeira tentativa de golpe, que também objetivava, dominarem os mundos, escravizarem a raça humana, em especial o gênero masculino, portadores da matéria-prima ESPERMATOZOIDE, que lhes proporcionaria a proliferação psiquica, criando assim um exército imbatível.

Histórias de suas atuações no Planeta Terra:

O que é difundido como mitologia é real. Corrupção no parlamento, a falta de lógica na atuação do judiciário, as decisões políticas, sócio-econômicas mundial gerando miséria as nações, falsos líderes religiosos, a fragilidade na educação, as injustiças na divisão das riquezas, as fortunas de origem duvidosa para um único ser, drogas, o inexplicável.

Todos esses mistérios estão detalhados no livro: Os Dominadores Deste Mundo.

Quem somos?

O autor do livro e todos os que de alguma maneira tem contribuído para os resultados finais deste livro, somos filhos da Luz, preparados para combater essas individualidades malignas, inimigos dos terráqueos. Somos a RESISTÊNCIA VIVA.


Não acredita?
Veja o vídeo abaixo:




Não acredita ainda? Veja você mesmo a fonte do "ministério cristão": http://www.olivro.org

Segundo o autor deste livro, através das "revelações" da existência destes seres travestidos de humanos, trouxe uma nova consciência aos Cristãos da necessidade da busca de um avivamento espiritual. Os Cristãos passaram a ter consciência da gravidade do momento e começaram a viver uma nova vida com Cristo! E ainda: Existem humanóides convivendo entre nós, inclusive agindo no Orkut!

Resumindo tudo: Falsos pastores, falsos governantes, falsos líderes, são todos "humanóides" disfarçados de seres humanos e estão agindo para conquistar o planeta. Cuidado, você pode estar sendo manipulado por eles. Será que seu pastor não é um também? Será que seu chefe não é um humanóide? ;)

O cara deve ter ido a uma rave gospel do repleplé, só pode...

Ruy Marinho
Blog Bereianos

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Os "Bebedores" de Shekinah.

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Clique na imagem para ampliar.
mais um arremedo de publici(o)tário gospel...


Fonte: blog Cabeça de crente Via: PavaBlog
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Neuroses Eclesiásticas.

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As Más Notícias

Uma Análise Preliminar


A hora agora é de recebermos notícias más, e nunca é agradável falar de coisas ruins. Mas vamos acreditar no que o Senhor Jesus disse: “a verdade vos libertará” - mesmo se essa verdade não for tão bonita quanto gostaríamos que fosse. Como compensação, na hora das boas notícias, novamente será a verdade quem vai nos ajudar.

Antes, porém, de falar dos nossos problemas, quero aqui reconhecer e testemunhar que a Igreja faz muito bem para muita gente. Ao longo de 2.000 anos de Cristianismo, são muitas as pessoas que encontraram na igreja o caminho do evangelho de Jesus Cristo, endireitaram suas vidas, recuperaram-se socialmente, emocionalmente, e passaram a viver muito melhor o restante de suas vidas nesta terra, sem falar na vida eterna nos céus. Isso não pode e nem pretende ser negado aqui. O convite deste livro é para observarmos a verdade de que, além de ter feito bem a muita gente, essa mesma igreja também tem feito muitas pessoas sofrerem - inclusive nós mesmos, às vezes. No dizer do apóstolo Paulo, “se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (I Co 11.31). Esta é a intenção deste livro: um auto-julgamento, na esperança de, com a ajuda de Deus nesse auto-exame, virmos a ser mais aperfeiçoados, cristãos melhores e mais saudáveis.


O MAL-ESTAR DA IGREJA

A má notícia é que não estamos tão bem assim. Embora muitos líderes de grandes congregações e ministérios pensem de modo diferente, as constatações de muitos gabinetes pastorais e de também de consultórios psicológicos se juntam às daqueles que sentem que a igreja não está bem. E não está bem porque os crentes não estão bem.

No meio de uma sociedade que vai adoecendo seus relacionamentos, a Igreja não tem se saído muito melhor. Buscamos aqui as “neuroses de igreja” - ou “neuroses eclesiogênicas” - adoecimentos, especialmente emocionais, que são típicos de quem participa da vida de uma igreja, e ali aprendeu a se relacionar com Deus. Neuroses são definidas como um adoecimento de origem psicológica, em que os sintomas (o comportamento que se vê) são a expressão simbólica de um conflito psíquico. Não tenho a pretensão de fazer uma análise completa e abrangente de todos os quadros e tipos - nossas igrejas diferem muito entre si e minha capacidade é bastante limitada. Mas há sinais de doença emocional mais evidentes e que trazem sofrimento a muitos - vamos tentar nos focar nestes.

Não se pode considerar uma igreja boa quando seus membros não se sentem bem. Muitas vezes os membros das igrejas parecem presos a uma estrutura circular, repetitiva, em que só podem receber a graça de Deus os que estão muito mal, muito necessitados ou infantilizados (como, por exemplo, os que fazem fila para receber a unção ao final dos cultos dos irmãos neopentecostais, ou os que pedem oração publicamente nos cultos dos irmão tradicionais). Enquanto isso, a igreja incentiva testemunhos de vitória, exemplos de seriedade e compromisso, grandes conquistas, coisa que crentes infantes se sentem incapazes de oferecer. As igrejas podem até estar cheias, mas o que aconteceria se, apenas como exemplo, desligássemos os microfones e os instrumentos musicais?

Os crentes provavelmente “acordariam” para sua realidade, se perceberiam mais distantes uns dos outros, sem muita coisa para assistir, mais abandonados e carentes do que realmente lhes faria bem - contato real, humano, amoroso e edificante - e provavelmente muitos se afastariam das reuniões. Mas essas constatações de um mal-estar na igreja precisam de mais fundamento.

Que sinais enxergamos do mal-estar entre os crentes?


Loucura?

Um sinal bastante intrigante é encontrado nos sanatórios, hospitais psiquiátricos para doentes mentais em estado grave. Embora atualmente muito combatidos (por boas razões, diga-se), os sanatórios também estão cheios, e com muitos irmãos evangélicos entre os pacientes. Isso poderia apontar duas coisas: ou a igreja estaria enlouquecendo as pessoas que a procuram, ou talvez a igreja seria procurada por pessoas que estão enlouquecendo e não consegue recuperar sua saúde mental. É claro que isso não é tão simples assim - em muitos casos a igreja alivia o sofrimento psicológico dos que a procuram. Para nosso propósito, por enquanto, tomemos os sanatórios cheios de evangélicos apenas como um sinal de que algum problema deve haver; mas ainda não é suficiente para concluirmos nada.


Frustração?

Um segundo sinal: o mundo está cheio de ex-crentes. Já nos anos 80, segundo o Jornal Batista, o número de ex-batistas no Brasil era praticamente igual ao número de batistas na ativa. Muito provavelmente isso também se aplica às demais denominações evangélicas tradicionais. Com o fenômeno das igrejas neopentecostais, uma nova safra de crentes evangélicos inundou o Brasil e, à medida que os anos passam e as promessas de prosperidade não se cumprem, uma nova safra de ex-crentes decepcionados deve estar voltando para as ruas, enquanto outros crentes começam uma “peregrinação” de igreja em igreja, intuindo que há alguma verdade salvadora nesse meio, mas não se sentindo seguros de a ter localizado. Essa massa de irmãos freqüenta as “igrejas da moda”, que são duramente criticadas pelas igrejas mais estabelecidas, que não admitem sua parte de culpa nessa decepção coletiva.

Esse já é um sinal mais direto. Não esperamos que a igreja satisfaça a todos que a procuram. Mas decepcionar a tantas pessoas, dentre a pequena parcela da população que se decide a entrar nela, é sem dúvida mais um indicador de que há problemas sérios que não estão sendo tratados, uns nas igrejas tradicionais, outros nas pentecostais.


Desconfiança?

Um terceiro sinal: o receio em relação à ciência, especialmente as ciências humanas, tais como a Psicologia e a Sociologia. O grande desenvolvimento da ciência moderna teve em seu princípio muita participação de cristãos. Eram pessoas que se dedicavam à maravilhosa descoberta das coisas, dos seres, do universo, em suma, a contemplar as fantásticas obras de Deus. Com o tempo, o espaço dado a Deus foi encolhendo, e hoje a ciência tem fama de ser quase uma inimiga de Deus.

As ciências humanas investigam nossas motivações mais profundas, os desejos diversos da alma humana, denunciando muitas incoerências que encontram, e a fé em Deus parece ser desafiada em todas as universidades (pelo menos é o que sentem muitos líderes cristãos). Felizmente, essa resistência tem diminuído, mas ainda persiste em grande parte do meio evangélico.

E por que o crente tem medo de consultar um psicólogo? Primeiramente, talvez, porque é difícil para todo mundo admitir que temos problemas, e mais ainda quando aprendemos (e ensinamos) a cantar que Jesus é a solução de todos os nossos problemas. Além disso, temos medo de que o psicólogo vá nos encorajar a abandonar nossa fé, a abandonar nosso casamento, ou a própria igreja, etc. Provavelmente, mesmo sem isso estar claro para nós, temos receio da psicologia - e da universidade em geral - porque talvez ela poderia desmascarar nossos cânticos, questionar nossas certezas, e denunciar nossa moral que tão custosamente pregamos aos jovens e adolescentes. Se estivéssemos mais seguros de que aquilo que cremos e pregamos é sem sombra de dúvida a verdade, não deveríamos ter tanta desconfiança, não é mesmo?

Na verdade, nossa dificuldade não é apenas com a psicologia, ou com as ciências humanas, ou mesmo com a ciência em geral. Temos grande dificuldade é em lidar com críticas. E isso só revela nossa absoluta falta de hábito de nos criticar, de praticar a auto-crítica. I Coríntios 11:31 diz: “se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados”. Quantas vezes você já ouviu um sermão ou aula sobre esse texto? A crítica envolve a difícil tarefa de reconhecer erros, ouvir reclamações, parar nosso ritmo frenético de atividades e falas e se dispor a escutar, a refletir, a examinar, a criticar. A prática da crítica implica em aceitar, sempre, um certo montante de fracasso. E isso parece que não condiz com a postura de quem tem o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores a seu lado.


Pasteurização?

Mas ainda há um quarto sinal de que as coisas não vão tão bem assim conosco: a qualidade de vida que levamos. Qualidade, não em termos econômicos ou de conforto material, mas de “qualidade viva” mesmo. Nossa vida evangélica, no dia-a-dia, poderia ser chamada de “pasteurizada” (dos leites em saquinho), ou então UHT: como aqueles leites de caixinha, nossa vida sofreu um choque térmico altíssimo, e ficou estéril, infecunda, sem muito brilho nem muita cor. As pessoas de fora da igreja consideram o crente como “aquele que não faz isso, não participa daquilo, não prova aquiloutro”, ou seja, uma identidade negativa. O crente é visto como um ótimo funcionário, bom trabalhador, mas péssimo para se conviver, sem disposição de se sociabilizar.

Na política, não queremos envolvimento (e muitos que o fazem são um péssimo exemplo, buscando apenas vantagens para si próprio). Das questões sociais, movimentos e reivindicações, queremos distância. Parece que temos medo do engajamento.

A bem da verdade, esses fenômenos não são privilégio da igreja, mas acontecem em escala ainda maior e igualmente doentia na cultura secular, em nossa sociedade “pós-moderna”, que, como ensina o Dr. James Houston, descobriu que estávamos sendo enganados por nossos heróis e nos jogou num caldeirão indiferenciado, onde tudo e nada têm praticamente o mesmo valor. Aqui, porém, tal qual no Apocalipse, vamos começar o julgamento pelo povo de Deus.

Uma área que pode exemplificar isso: a música. No meu trabalho tenho contatos com estúdios de gravação profissionais, músicos e técnicos de som; não são muitos, mas são muito bons no que fazem. Perguntei a esses amigos músicos seculares o que eles achavam das nossas bandas Gospel. Eles, com muito jeito para não me constranger (sabiam que eu era evangélico), responderam que os músicos tocam muito bem, têm boa técnica, mas que a música parece “sem alma”. Certinha, tecnicamente perfeita, mas sem alma.

Acho que é um bom retrato das nossas vidas: procuramos fazer tudo certo, da melhor maneira possível; mas, por alguma razão, não tem muito sabor, não tem muita vida. (E nós pregamos e cantamos que Jesus veio para que tenhamos vida, e vida em abundância...). Talvez por isso sejamos acusados de hipócritas, de não-autênticos. Mas isso também não é verdadeiro: olhamos para dentro de nós mesmos e sabemos que não estamos querendo enganar ninguém.

Não é nossa intenção “fazer de conta” que somos espirituais. Corremos para Deus em oração, pedimos-lhe para sondar nosso coração, e sabemos que oramos com sinceridade. Mas nossa vida continua da mesma forma. Estamos preocupados, queremos acertar em tudo, pedimos a direção e ajuda de Deus, prestamos atenção nos sermões ou profecias, freqüentamos a igreja, mas nossa vida segue “pasteurizada”, meio viva, meio morta. A igreja não muda isso, e parece que ela até reforça essa “pasteurização”. Há algo errado, e isso merece uma investigação.


INVESTIGAÇÃO

Quando há algo errado em nossa casa, vamos procurar encontrar o problema, até resolvê-lo. O convite, agora, é para “aprofundarmos as más notícias”.

Vamos “entrar na igreja” para tentar descobrir o que está havendo, tentar identificar por quê uma comunidade que deveria estar gerando vida abundante está produzindo “semizumbis”, pouco vivos. Por que uma instituição que poderia ser terapêutica está ajudando a adoecer, e por que tantas pessoas que dela se aproximam saem frustradas após algum tempo?

1. O clima dentro das igrejas

O que uma ida aos templos e cultos das igrejas nos faz sentir? O que a Igreja, por si só - independentemente das pregações e canções - nos leva a lembrar, a pensar, a fazer? Arrisco algumas impressões: o ambiente da igreja (incluindo as pessoas que lá estão, durante algumas horas na semana) nos lembra da existência de Deus, como Alguém maior que nós, acima de nós, supremo, inquestionável. Estar na igreja nos lembra, ainda, da existência da eternidade, especialmente do Céu, mas também (principalmente para crianças) do inferno.

Essas duas “impressões”, experimentadas dominicalmente, contribuem para um certo sentimento de pequenez a nosso respeito, como diz o Pregador de Eclesiastes: “Deus está lá em cima e tu aqui em baixo”. Isso tem sua verdade: Deus de fato é o Altíssimo, Todo-Poderoso; mas desde Jesus revela-se como “Emanuel”, Deus conosco.

Como contraponto ao distanciamento, lá dentro do prédio que convencionamos chamar de igreja desfrutamos de alguma convivência humana; temos amigos, às vezes temos rivais, há espaço para jovens conhecerem pessoas do sexo oposto.

A participação em grupos menores fortalece as amizades, e mesmo os ensaios de corais ou bandas incrementam esses relacionamentos. Isso tudo é muito bom, e acontece “aqui embaixo, cá entre nós”, dentro da “casa de Deus”. Essa vida mais social nos torna afetivamente supridos, o que reforça a separação que muitas vezes é pregada, entre os crentes e “o mundo”. Imaginamos que Deus lá do alto nos abençoa e protege, e ao mesmo tempo condena o mundo lá fora.

E enquanto Deus é sentido “lá no alto”, aqui em baixo existe uma categoria de servos especiais dEle, que de certa forma O representam: são os pastores e pastoras e, no caso dos irmãos pentecostais, também os profetas e profetisas.

É a eles que buscamos quando precisamos ouvir alguma orientação da parte de Deus, quando queremos “ouvir a palavra de Deus”. E, mesmo quando não procuramos, são eles que trazem a mensagem de Deus para nós, nas pregações dominicais (e nas eventuais profecias a nós dirigidas). Não dá para negar: mesmo que nós protestantes afirmemos a correta doutrina do “sacerdócio universal dos crentes”, no ambiente da Igreja praticamos uma separação entre ministros (pastores, anciãos, presbíteros, qualquer que seja o nome) e os irmãos e irmãs em geral, muito parecida com a diferenciação entre clero e leigos na igreja católica. Essa hierarquia amplia, no cristão comum, aquele sentimento de pequenez, de incapacidade própria.

Conseqüentemente, o mapa de atividade na igreja se parece muito com um estádio de futebol: muitos sentados assistindo e alguns poucos “heróis” correndo feito loucos, providenciando a “ação”. Como a igreja não é um clube de futebol, e como são esses poucos ativos os que fazem uso da palavra, é muito freqüente que eles confundam “viver para Deus” com “assumir alguma responsabilidade nesta igreja” (afinal, eles estão sentindo o desgaste na própria pele).

Isso nos leva à próxima área de investigação:


2. O Clima das Pregações

Tradicionalmente, temos dois tipos de pregação em nossas igrejas: os sermões para “os de fora”, chamados de sermões evangelísticos, e o sermões para “os de dentro”, para os crentes, os sermões doutrinários. As diferenças entre esses dois tipos são grandes, e bastante reveladoras. Nas mensagens evangelísticas a tônica é: “Deus te ama, e te aceita; venha para Jesus assim como está, e Ele perdoará os teus pecados; saia dessa vida e junte-se a nós”.

Antigamente quase todas as igrejas tinham cultos no domingo pela manhã (dirigido aos crentes) e novamente à noite (dirigido aos visitantes, evangelístico). Hoje apenas alguns grupos mantêm essa prática. Mas o que é pregado aos crentes, para os que já aceitaram a mensagem evangelística, decidiram crer em Jesus e se integraram à igreja?

Nas últimas duas décadas tenho visitado muitas igrejas diferentes no Brasil, tanto tradicionais quanto pentecostais, além de algumas católicas. É impressionante a semelhança do “tom” das mensagens. Quando falam aos crentes (que é a grande maioria dos casos), os pregadores sempre estão cobrando alguma coisa, sempre mostrando a necessidade de algum aperfeiçoamento.



3. O Clima do Louvor e Adoração

Também aqui encontraremos, dito de forma simplificada, pelo menos dois formatos diferenciados (vejam novamente nossa “capacidade” de nos dividirmos): o formato “tradicional” e o “avivado” ou pentecostal. E tentando ficar no meio do caminho, algumas igrejas “modernas”, mais tradicionais na teologia, porém informais no culto.

No formato tradicional, o louvor em nossos cultos é utilizado para a transmissão de mensagens. É a forma musicada de expressarmos as mesmas coisas que são pregadas, uma espécie de continuação (ou complemento) da pregação falada. Os que tocam e cantam sentem que estão fazendo “a obra do Senhor”, e se dedicam - às vezes dramaticamente - a fazê-lo. O canto congregacional também é um complemento da mensagem pregada, com os hinos escolhidos do hinário daquela denominação, de forma a trazer mensagem coerente com o que estiver sendo dito no culto. E todas partes musicadas são previamente programadas, com raras exceções. Para os mais jovens, cânticos mais recentes com letra projetada em tela e instrumentos eletrônicos; para a geração dos pais e avôs, hinos acompanhados ao piano ou órgão. Com o passar dos anos, o entusiasmo pelos cânticos diminui, possivelmente pela mesmice.

No formato avivado, mais comum no meio pentecostal, existe um “momento de louvor” de longa duração (geralmente uma hora inteira). Ele tem uma finalidade diferente: servir de “desafogo” das tensões; a palavra de ordem é “celebração”. O canto e o acompanhamento musical são geralmente ensaiados e performados por um grupo grande, que, escorado na amplificação do som, faz com que a música e as canções “encham” o ambiente, enlevando o público presente (ao mesmo tempo em que afasta e irrita os vizinhos...). Assim o povo, sempre em pé, é levado a sentir emoções através da música, praticamente da mesma forma que as grandes bandas de rock secular procedem em seus shows. Na igreja, porém, são inspirados sentimentos de pertencer a Deus e a Sua família, sentimentos de alegria e participação na glória vitoriosa de Deus. O altíssimo volume da música, aliado aos comentários incentivadores dos ministrantes, dirige esse “sentimento coletivo”. E a insensibilidade para com os vizinhos fica escancarada, no máximo disfarçada de “querer encher a cidade com nossas verdades”, mas na prática está claro que não nos interessamos por eles como pessoas.

Nesses cultos, o louvor (freqüentemente confundido com adoração) tem um sentido próprio, uma unidade fechada em si mesma, independente também da pregação que o sucederá. É como se Deus fosse transmitir duas mensagens por culto (e ainda uma terceira, em caso de haver testemunhos pessoais), sem falar da hora da contribuição financeira. Mas um traço é comum em todos os lugares que praticam esse estilo de louvor: há pouco ou nenhum lugar para contrição e tristeza. A impressão, praticamente se contrapondo às mensagens pregadas, é que Deus sempre espera que estejamos alegres, domingo após domingo. Essa “injeção de ânimo” ajuda e abençoa a muitos crentes que por ela esperam. Mas com o tempo, como com qualquer remédio ou droga de uso muito repetido, muitas pessoas vão percebendo que seus estados de espírito “reais” não são bem-vindos. E a decepção piora as coisas porque, ao perceber essa menor mobilização da platéia, o dirigente do louvor lançará mão de recursos tais como: “levante-se, abrace seu irmão ao lado e diga: Deus te ama”. Naturalmente o dirigente tem a melhor das intenções, mas ele está manipulando a congregação, e se deixando guiar pelos seus próprios sentimentos e limitações (no caso deste exemplo, provavelmente será a sua necessidade pessoal de ver seu trabalho fazendo todo mundo feliz e se abraçando). Como conseqüência, é encorajada uma artificialidade dos relacionamentos, e o aspecto exterior (comportamento) substitui o interior (coração). Por mais que cantemos e repitamos a frase bíblica, não estaremos adorando “em espírito e em verdade”.

Freqüentando um ambiente assim enquanto vivem sua vida cotidiana, como estará o íntimo dos cristãos?


4. O Clima no Coração do Cristãos

Convido você, leitor e leitora, a olhar para dentro de si mesmo, até para ver se minha observação coincide com a sua:

Imagine Deus olhando para você agora (experimente fechar os olhos por um instante) Qual seria a expressão do rosto dEle? Ao olhar para você, Deus parece feliz, sério ou triste?

Como na verdade não vemos a face de Deus, podemos dizer que nossa imaginação é uma boa medida de projeção da nossa imagem de Deus. Ou do “nosso Deus”, por assim dizer, que fomos criando e internalizando conforme vivemos no ambiente da igreja e da família.

Outra pergunta que pode nos ajudar: qual é a sua principal preocupação perante Deus? Ao estar consciente da presença de Deus, do que você lembra?

Que tipo de oração você faz mais freqüentemente?

Todas essas perguntas geralmente mostram que estamos preocupados em não errar. E que, tal qual nas pregações dominicais, Deus parece sempre insatisfeito, esperando alguma melhoria de nossa parte. Em algumas denominações, esse cuidado em não errar adquire tons mais dramáticos porque, atrás da esquina, ainda nos espreita o terror da perda da salvação.

Os cristãos temos medo de errar, de tomar decisões erradas. Nos dedicamos a combater o pecado. Por isso, naturalmente, temos receio de nos envolver com iniciativas de outros grupos, especialmente se forem de fora da igreja. Nossa maior preocupação, nossa maior busca, é por saber “a vontade de Deus”.

A supremacia em nosso coração é do DEVER: o que é que eu devo fazer? O que é certo?

Perguntas como “crente pode isso?” ou “É pecado tal coisa?” revelam o mesmo sentimento, e a nossa preocupação mais íntima: temos medo de errar.

Por isso, a não ser que tenhamos certeza de que aquilo é a vontade de Deus, melhor não fazer. Certo?


5. A qualidade de nossa membresia - a roda viva

Ao mesmo tempo em que estamos preocupados com não errar, essa pergunta de “o que é que eu devo fazer” encontra resposta rápida na igreja. Parece que, na falta de bons relacionamentos, que dêem prazer simplesmente por estarmos juntos, nos dedicamos a criar várias atividades na igreja, que nos mantenham sempre ocupados e “produtivos”. Assumir cargos na estrutura da igreja é uma velha forma das igrejas tradicionais engajarem alguém. Já as igrejas pentecostais multiplicaram o número de cultos, seja no templo, seja nos lares, também como forma de manter participantes um maior número de pessoas. Na igreja tradicional “precisamos” de pessoas para cantar nos corais, para distribuir folhetos de casa em casa, para dirigir ou auxiliar em diversos departamentos, com atividades no sábado e em todo o domingo. Nas comunidades pentecostais, as pessoas “precisam” comparecer aos cultos quase todos os dias da semana, com destaque para a participação na equipe de louvor. Ambas as igrejas formaram uma espécie de “grade de programação” que precisa ser preenchida (e acompanhada) pelos membros. É uma espécie de roda-viva, como aqueles moinhos dos tempos antigos, empurrados por animais ou por escravos, em que a pessoa era acorrentada a seu tronco para empurrar sem cessar, e sem poder sair. Geralmente a gente só percebe a loucura desse ativismo quando o vê de fora. Para quem está nos papéis centrais, como os pastores, só dá para pensar na próxima “necessidade” a ser preenchida (precisa alguém para trazer a palavra, alguém para dirigir os cânticos, alguém para dirigir a oração, alguém para dar os avisos, etc, etc, etc,) Para pessoas que vivem solitárias ou não têm bom relacionamento familiar, a igreja com tantas reuniões acaba até ajudando a suprir a carência de relacionamentos.

Mas para aqueles que têm vida em família, a igreja acaba prejudicando a qualidade de relacionamentos, por praticamente não permitir que façam programas entre si (nos sábados, jovens e adolescentes têm atividades; nos domingos, a obrigação é todos estarem na igreja - e novamente divididos por faixa etária). Quando é que pais e filhos podem passear, ter lazer em conjunto? Durante a semana, quando todos têm escola e trabalho?

Toda essa participação em cultos e atividades é ensinada como sendo “para Deus”. Dedicar seu tempo para Deus (na verdade, “para a igreja”), então, acaba sendo entendido como retirar tempo de convívio com seus familiares, e utilizálo para as atividades da grade de programação da igreja. É claro que alguma dedicação é positiva, e faz bem para nós próprios também; mas com esse nível de ativismo de nossas igrejas não é de admirar que pouco ouvimos falar de versos 9 da Bíblia tais como I Timóteo 5.8: “Se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo”.

Muitas vezes, na ânsia por obedecer e por fazer a vontade de Deus, temos praticado o mesmo pecado que Jesus condenou nos fariseus: em vez de cuidar dos nossos familiares, dedicamos “a Deus” nosso tempo e dinheiro (na verdade, dedicamos à igreja), e descuidamos da família. A começar por nós pastores... (para a continuação da leitura deste livro, clique abaixo e faça o download do mesmo).


Fonte: Livro "Neuroses Eclesiásticas e o Evangelho para Crentes. Clique aqui para o download".


Autor: Karl Kepler, psicólogo, pastor, professor de Teologia e presidente do CPPC (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos).

Dica: [PavaBlog]
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Pregadores que o mundo precisa ouvir.

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O Brasil precisa de pregadores como Paul Washer.

Pequena Biografia:

Paul Washer tornou-se um crente, enquanto freqüentava a Universidade do Texas estudando para se tornar um advogado de petróleo e gás. Ele completou seus estudos de graduação e matriculou-se no Southwestern Theological Seminary, onde recebeu seu grau de Mestrado. Paul deixou logo após a formatura os EUA como um missionário para o Peru.

Paul ministrou como um missionário no Peru por 10 anos, e durante este tempo, ele fundou a Sociedade Missionária HeartCry para apoiar plantadores peruanos de igreja. O trabalho da HeartCry suporta agora mais de 80 missionários indígenas (missionários da própria cultura) em 15 países diferentes pela Europa Oriental, América do Sul, África, Ásia e Médio Oriente.

Um pregador itinerante, Paul também ensina freqüentemente em sua igreja local, Primeira Igreja Batista de Muscle Shoals, e é o autor do livro “The One True God: A Biblical Study of the Doctrine of God”.

Atualmente, Paul serve como o diretor da Sociedade Missionária HeartCry e reside em Muscle Shoals, Alabama com Charo, sua esposa, e dois filhos Ian e Evan, e uma filha Rowan.

Para ver outros vídeos deste pregador, clique aqui.
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As falácias da doutrina benção e maldição.

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As falácias da doutrina benção e maldição.
Uma resenha do livro "benção e maldição" de Jorge Linhares.


Criticar uma Doutrina dentro do evangelicalismo não é uma tarefa fácil. Essa dificuldade está no temor de criar-se um clima de competição, mágoas e estar apto a esperar até uma retaliação daqueles que assumiram ou adotaram como verdade determinado ensino. Principalmente quando se trata de um colega renomado, de ministério profícuo e de bom testemunho; porém, Deus sempre será a prioridade e a sua Palavra ainda terá sempre a primazia. A Bíblia dá base para que se possa questionar tudo, analisar com cautela qualquer doutrina estranha que não se coloque dentro do escopo hermenêutico e teológico. Isto quer dizer que toda Doutrina genuinamente bíblica deve estar dentro de princípios de interpretação histórico-gramatical, levando em conta o que o autor realmente tinha a intenção de ter falado, incluindo os contextos imediato, cultural e histórico, como também levando as peculiaridades gramaticais de exegese. O teológico, no que diz respeito ao desenvolvimento da Revelação Especial de Deus, que é a sua Palavra, mostrando que uma Doutrina Bíblica jamais poderá quebrar o vínculo teológico ensinado nos 66 livros da Bíblia, seja a Teologia Bíblica como a Teologia Sistemática.

Algumas considerações são necessárias.

A primeira: Não se questiona o trabalho desse amado pastor e de como tem contribuído no Reino de Deus através da sua igreja; não se questiona nenhum aspecto na sua área espiritual, mas na sua área de ensino desse tema.

Segundo: O motivo maior dessa resenha é uma resposta àqueles que têm dúvidas e ainda não viram uma refutação a respeito, não levando em conta os perigos, as contradições, as negligências teológicas e conclusões simplistas.


O livro “Benção e Maldição”, que tem sido best-seller, é de uma linguagem muito simples e muito objetiva. Um livro que uma pessoa leiga se dá muito bem, mas que causa questionamentos e inquietações àqueles que se aprofundam mais nas Escrituras. É um livro que demonstra vir de suas pregações no Brasil proclamando esse tema. Tem nove capítulos bem sucintos e sempre citando versos das Escrituras; porém, longe de seus contextos e sem nenhuma explicação exegética, desconhecendo as contradições de seu tema nos próprios contextos dos capítulos desses versos citados, que serão mostrados nessa resenha.

A base de sua doutrina é como toda Doutrina duvidosa se manifesta, dá-se mais valor às experiências que às Escrituras, pois o livro busca nos pilares de experiências que ouviu e que ele passou no seu ministério. Ele mesmo diz na pág. 13: “Ouvi certa vez um testemunho que me deixou ainda mais convicto do poder das palavras.” Na pág. 45 escreve: “Recebi uma carta que de certa forma constata esse triste fato”. Assim como asseverou, a sua doutrina está firmada sobre a areia dos testemunhos volúveis das pessoas e não totalmente nas Escrituras Sagradas.

O Pr. Jorge Linhares começou até equilibrado no capítulo primeiro, pois ele diz na pág. 10: “As palavras têm o poder de encorajar ou abater as pessoas. Elas despertam alegria ou levam à angústia. Por causa de palavras não medidas, duras e desprovidas de misericórdia, lares são destruídos, filhos abandonando os pais, travam-se grandes conflitos entre colegas de trabalho, amizades são rompidas”. Ele na pág. 11 ainda diz que “preferia ficar calado a ofender alguém, pois sabia que as palavras podem tanto aproximar as pessoas, como afastá-las uma das outras”.

Se o Pr. Jorge Linhares terminasse seu livro nessas palavras estaria dando uma grande mensagem ao Reino de Deus e à Igreja, porque realmente o que a Escritura fala da bênção e maldição faladas pelas pessoas é o que diz respeito às conseqüências psicológicas e de relacionamentos, não de uma forma mística, como preconizam as seitas esotéricas e a Seicho-no-iê.


A maioria dos textos citados nesse primeiro capítulo é correto, pois cita a importância de saber falar às pessoas evitando palavras torpes e ofensivas, mas precisa-se saber que todos os textos que o autor citou, se forem direcionados para palavras faladas propriamente ditas, serão mal interpretados, como por exemplo o texto citado de 1 Co 15.33 “as más conversações corrompem os bons costumes”.

O Pr. Citou até um testemunho de uma mulher que caiu em adultério por que ouviu palavras de suas amigas. A palavra grega que Paulo usa em 1 Co 15.33 é o substantivo homilia que quer dizer associação, companhia. Essa palavra só aparece uma única vez no N.T. Apesar do verbo relativo homileö significar “conversar, falar em discurso”, mas o seu substantivo quer dizer associação. Na verdade, Paulo estava advertindo sobre as más companhias, não propriamente dizendo palavras faladas. Algumas traduções já corrigiram essa tradução que a R.A. fez. Seguiram a King James em Inglês que diz: “Evil associations corrupt good manners”, acompanhando a Linguagem de Hoje e a NVI.

Isso não implica que as palavras têm um poder místico, pois a conversação diz respeito a uma comunicação, não propriamente por palavras. Os surdos-mudos, se nas suas companhias conversarem nos seus sinais conversas vãs, terão maus costumes. Hoje, temos os famosos chats na Internet. Não se precisa falar palavras para dialogar entre amigos. Se houver uma conversa má pelos chats, com certeza, terão maus costumes. Portanto, o Pr. Jorge Linhares falou um texto sem olhar o seu real significado como todos os textos citados em seu livro.


No Segundo capítulo o Pr. Jorge ousa dar um significado de Maldição diferente do escopo das Escrituras Sagradas, pois ele diz na pág. 16: “Maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem para causar dano à vida do amaldiçoado”. A palavra maldição segundo as escrituras só podem caber dois significados. O restante é pura invenção desse amado escritor.

A primeira diz respeito da maldição vinda da quebra da Lei, pois segundo o costume da época para se fazer uma aliança ter-se-ia que falar as bênçãos e as maldições. Como nos contratos hoje em dia, têm-se as cláusulas de direitos e multas caso quebre o contrato. Deus trouxe essa linguagem ao seu povo e deu a sua Lei chamando-a de “palavras da Aliança” diberey haberit (Ex 34.28). Antes da palavra berit tem o artigo definido ha mostrando que Deus estava falando com Moisés levando em conta as normas da Aliança, tornando-se maldito aquele que transgredir a sua lei e esperando o Cordeiro que viria na Plenitude dos Tempos para tirar a maldição. Paulo confirmou isso quando disse em Gálatas 3.10, dizendo que a quebra da Lei traria maldição esperando somente na graça de Jesus Cristo. Ele continua que Cristo nos libertou da Maldição da Lei (Gl 3.13).

Quando os patriarcas falavam uma benção como Isaque a Jacó, era a bênção da aliança que Deus fizera com Abraão perpetuando. Tanto que quando Esaú pediu para Isaque abençoá-lo, ele não fez (Gn 27.33-38). Ele poderia ter abençoado assim mesmo, mas não aconteceu, pois foi Isaque que Deus escolheu (Rm 9.10-13), ou seja, o poder da palavra da Bênção de Isaque não estava em si nas suas palavras, mas na promessa de Deus como diz Paulo em Romanos 4.16-18. Paulo fala com ênfase sobre a promessa, que tinha a primazia, não as palavras em si. Se havia uma outra maldição e Paulo não falou esperando somente quando o Pr. Jorge e outros escritores da Palavra Positiva escrevessem seus livros, Deus deixou de falar a muita gente, inclusive aos apóstolos e pais da Igreja e aos discípulos dos apóstolos. É melhor ficar com o óbvio: Paulo não deixou de falar nenhuma maldição hereditária. O que acontece dessa maldição de palavras é da simples cabeça desses amados e queridos pastores, somente isso.


A segunda acepção bíblica das palavras bênção e maldição é o que elas querem dizer literalmente: dizer coisas boas ou más. Tanto as palavras hebraicas e gregas querem dizer isso. O que a Escritura nos adverte é que não devemos amaldiçoar, ou seja, falar coisas más ao nosso próximo. Isso é falado não tanto por causa da pessoa que ouve, mas por causa da pessoa que diz, porque quem fala coisas más é por que o seu coração está contaminado pelo pecado de inveja, homicídio, sujeira. Jesus advertiu sobre isso: Em Mt 5.21,22; Mc 7.20-23. É isso que Tiago quis dizer quando fala no seu capítulo que ensina sobre o cuidado da língua (Tg 3.9,10). Tiago usa no verso 9 que não podemos abençoar o Senhor e depois amaldiçoar os homens. Ele usa a mesma palavra vinda da raiz grega do verso 9. Isso quer dizer que se fosse como um feitiço, Tiago estaria falando uma bobagem, pois como poderíamos falar uma palavra positiva para acontecer para Deus? Não. Tiago estava falando que não podemos falar coisas boas a Deus e depois falar coisas más ao nosso próximo. Isso confirma pelo que ele ensina mais adiante (Tg 4.13-15).

Tiago joga por terra essa doutrina nesses versos, pois ele diz que não podemos DIZER hoje e amanha iremos a tal cidade, mas devemos dizer SE DEUS QUISER. Ele usa no verso 13 o verbo legö, que quer dizer “falar, dizer”, no particípio presente, mais enfático ainda mostrando uma projeção constante. Isso demonstra que não está nas nossas palavras o destino das coisas, mas nas mãos de Deus; embora que se admita que as palavras influenciam e trazem conseqüências sérias à auto-afirmação das pessoas. Principalmente aos filhos e subordinados.


Para não se prolongar muito, precisa-se analisar pelo menos três textos apenas citados pelo Pr. Jorge Linhares e que não foram analisados exegeticamente. O primeiro texto é o Salmo 109.17.

Esse salmo, geralmente, o Pr. Jorge Linhares se baseia seu engenhoso e esotérico ensino dizendo que aqueles que amam a maldição ela o apanha e aquele que não quer a benção ela se aparta, levando o seu significado para palavras faladas. Mais uma vez o Pr. Jorge Linhares negligenciou fortemente a interpretação das Escrituras. Note-se que Davi não está falando de palavras faladas como uma maldição de feitiço, pois o próprio Davi, no mesmo salmo, disse que ele estava AFLITO E NECESSITADO (v.22). O adjetivo hebraico ´aniy é muito forte, sendo traduzido até para pobre como traduz a King James em inglês e a Linguagem de Hoje. Pois se fosse assim, Davi estaria se amaldiçoando? Quando Davi fala de maldição e benção era no contexto de aliança quebrada, pois aqueles que quebravam as alianças teriam punição severa. Davi estava dizendo que aqueles que não queriam o Senhor, houvesse o julgamento de Deus sobre eles. É isso que fala em todo o salmo, imprecações a seus inimigos.


O segundo texto mais controverso está em Provérbios 18.21. Esse verso é o mais usado pelos proclamadores dessa doutrina esotérica. Eles negligenciam fortemente a hermenêutica bíblica, pois segundo a poesia hebraica a segunda parte do verso não rimava nas palavras, mas no sentido contrário ou de uma forma sinonímia. Nesse caso o autor usou a segunda parte do verso para explicar a primeira. A morte e a vida estão no poder da língua. Na segunda parte o autor explica melhor: o que bem a utiliza come do seu fruto. Isso quer dizer que essa morte e vida aqui dizem respeito a conseqüências sérias através das palavras e essas conseqüências o autor já tinha falado no capítulo: ira, traumas, mágoas, contendas, mas não uma ação mística através das palavras.

Outro fator importante nessa interpretação é que se a morte é literal como diz esse autor, por que a vida não seria? Uma pessoa que tem uma inteligência mínima sabe que as palavras não dão vida a nada. Se não houver uma fecundação, uma semente não adianta o timbre da voz e as palavras que forem. Então essa interpretação de dizer que é literal não é inteligente.


O terceiro texto é uma explicação apenas do que Jesus disse em Mateus 15.11, como sempre, mal interpretado pelo Pr. Jorge Linhares, pois segundo o contexto, Jesus está falando de contaminação espiritual por causa da falta de lavar as mãos como ensinavam os fariseus. Jesus afirma que o que entra não contamina, que fica subentendido que esse entrar é pela boca, claro, pois Jesus está falando de contaminação espiritual, que para os fariseus acontecia quando comiam sem lavar as mãos.

Jesus ensina que a contaminação espiritual vem do que sai da boca. A ênfase não é a palavra boca, mas o verbo ekporeuomai no particípio com artigo definido mostrando que Jesus falava de algo interior que se manifestava no nosso corpo, não propriamente da boca. Marcos explica melhor em seu Evangelho mostrando que a intenção de Jesus mesmo era ensinar que de dentro do coração do homem que sai os pecados (Mc 7.20,21). Portanto, Jesus não está falando de palavras nem enfatizando a boca do homem, mas o que Jesus ensinou é que o pecado vem do coração do homem, do seu interior, não da sua boca. Ela é somente um órgão que se manifestará, pois Jesus falou que a boca fala do que o coração está cheio (Lc 6.45).


No capítulo oito, o Pr. Refuta a si mesmo sem notar, pois toda falta de verdade há contradições irreconciliáveis, que, às vezes, manifestam-se naturalmente. Nesse capítulo o autor trata do tema “Maldições que não se cumprem”. Ele começa citando, como sempre, um testemunho que ele recebera várias pragas de uma pessoa e não aconteceu. Ele cita o texto: A Maldição sem causa não se cumpre (Pv 26.2). Ele coloca inadvertidamente o exemplo de Balaão que quis amaldiçoar o povo no deserto e Deus falou a ele que não amaldiçoasse porque o povo era abençoado (Nm 22.6). Ora, se esse povo que foi considerado incrédulo pelo próprio Deus, causando juízo e ficando prostrados no deserto, foi considerado abençoado, quanto mais aqueles que estão debaixo do sangue de Jesus.

Realmente a única causa da maldição é a alienação de Deus e de sua palavra, mas aqueles que têm a Cristo FORAM ABENÇOADOS COM TODA A SORTE DE BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS NAS REGIÕES CELESTIAIS EM CRISTO JESUS (Ef 1.3).

Portanto, mesmo que alguém tenha falado palavras fortes e terríveis não significa que irão acontecer. O próprio Davi foi amaldiçoado pelos seus inimigos como por Golias e não se viu uma repreensão de Davi pelas palavras de Golias e nem houve alguma conseqüência por isso, mas vitória, pois a sua vida estava nas mãos de Deus.


Nesse penúltimo parágrafo é necessário falar das conseqüências dessa doutrina esotérica da palavra da maldição positiva. Uma das conseqüências é elevar o homem à condição de um deus.

O Pr. Jorge Linhares na pág. 51 afirma: “Foi pela palavra que Deus criou a terra, o firmamento, os animais, as aves, as plantas, o homem. Disse Deus: haja. E houve. Nós também temos o poder de trazer à existência muita coisa boa, através de nossas palavras”. Essa declaração é perigosa, porque coloca o homem no lugar de um deus. O homem não pode absolutamente nada fora de Cristo. Jesus disse: sem mim nada podeis fazer (Jo 15.5).

A palavra do homem é destruição e miséria, como disse Paulo aos romanos (Rm 3.14-16), pois Paulo está falando ao homem na condição de natureza caída. Se Deus deixasse para que se cumprisse o que falamos, estaríamos perdidos e terrivelmente frustrados, pois a Bíblia diz que enganoso é o coração do homem e terrivelmente corrupto (Jr 17.9,10). Se a boca fala o que o coração está cheio, então, Deus é sábio em deixar o homem na condição de homem apenas.

A outra conseqüência é que essa doutrina gera falta de humildade, pois as pessoas terão medo de confessar seus medos, suas fraquezas, seus perigos, pois se alguém falar isso, segundo o Pr. Jorge Linhares, pode acontecer. Com isso, as pessoas entram em uma falta de humildade dizendo que vai tudo bem, não mostrando realmente como a sua alma está. A Bíblia alerta que precisamos falar o que somos, até mesmo para sermos curados (Tg 5.16). O próprio Paulo disse que era fraco e o principal dos pecadores e não houve nenhuma ameaça que Paulo se tornou mais pecador por causa disso (2 Co 12.9,10; 1 Tm 1.15,16).

A última conseqüência que se comenta e mais grave é por que essa doutrina coloca por baixo o pecado original, da expiação e do próprio Deus, já que tira a soberania de Deus e a coloca nos lábios das pessoas e nega o que Cristo operou na cruz.


Autor: Francisco Mário Magalhães.
Pastor da Igreja Batista Nacional de Balsas, Teólogo e Pensador Cristão
Fonte:
http://reflexoes-e-teologia.blogspot.com

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Você é dizimista?

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Nos últimos três meses fizemos uma pesquisa referente a um assunto que, na minha opinião, é um dos mais controversos no meio Cristão atual; o dízimo. Colocamos 6 opções de escolha, todas elas com bases bíblicas para que todos pudessem consultar a Bíblia, causando assim um incentivo para estudo e análise dos textos relacionados.

Os resultados foram os seguintes:

Você é dizimista?

Sim, porque não quero "roubar" a Deus e quero ser abençoado em troca, conforme Ml 3:8-12
14 (7%)

Não, porque o dízimo fazia parte da lei e o mesmo foi abolido pela Graça. (Hb 7:11-19)
15 (8%)

Sim, porque o dízimo vem antes da lei, logo devo entregá-lo mesmo na Graça (Gn 14:20).
29 (15%)

Não, porque o modo de contribuição no N.T. é as ofertas voluntárias com amor (2Co 9:7).
52 (28%)

Sim, porque mesmo estando o dízimo abolido no N.T., eu resolvi dar o dízimo espontaneamente (2 Co 9:7).
58 (31%)

Não sei, quero saber mais.
14 (7%)


Há algum tempo postamos aqui neste blog um compilado de análises exegéticas sobre o dízimo, para quem não leu, recomendamos a leitura do mesmo, principalmente para aqueles que pediram mais informações a respeito. Segue o link:

http://bereianos.blogspot.com/2005/08/dzimo-obrigatrio-ou-no.html
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Crente fica doente?

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Por: Augustos Nicodemus Lopes

Creio em milagres. Creio que Deus cura hoje em resposta às orações de seu povo. Durante meu ministério pastoral, tenho orado por pessoas doentes que ficaram boas. Contudo, apesar de todas as orações, pedidos e súplicas que os crentes fazem a Deus quando ficam doentes, é um fato inegável que muitos continuam doentes e eventualmente, chegam a morrer acometidos de doenças e males terminais.

Uma breve consulta feita à Capelania Hospitalar de grandes hospitais de algumas capitais do nosso país revela que há números elevados de evangélicos hospitalizados por todos os tipos de doença que acometem as pessoas em geral. A proporção de evangélicos nos hospitais acompanha a proporção de evangélicos no país. As doenças não fazem distinção religiosa.

Para muitos evangélicos, os crentes só adoecem e não são curados porque lhes falta fé em Deus. Todavia, apesar do ensino popular que a fé nos cura de todas as enfermidades, os hospitais e clínicas especializadas estão cheias de evangélicos de todas as denominações – tradicionais, pentecostais e neopentecostais –, sofrendo dos mais diversos tipos de males. Será que poderemos dizer que todos eles – sem exceção – estão ali porque pecaram contra Deus, ficaram vulneráveis aos demônios e não têm fé suficiente para conseguir a cura?

É nesse ponto que muitos evangélicos que adoeceram, ou que têm parentes e amigos evangélicos que adoeceram, entram numa crise de fé. Muitos, decepcionados com a sua falta de melhora, ou com a morte de outros crentes fiéis, passam a não crer mais em nada e abandonam as suas igrejas e o próprio Evangelho. Outros permanecem, mas marcados pela dúvida e incerteza. Eu gostaria de mostrar nesse post, todavia, que mesmo homens de fé podem ficar doentes, conforme a Bíblia e a História nos ensinam.

1. Há diversos exemplos na Bíblia de homens de fé que adoeceram. Ao lermos a Bíblia como um todo, verificamos que homens de Deus, cheios de fé, ficaram doentes e até morreram dessas enfermidades. Um deles foi o próprio profeta Eliseu. A Bíblia diz que ele padeceu de uma enfermidade que finalmente o levou a morte: “Estando Eliseu padecendo da enfermidade de que havia de morrer” (2Re 13.14). Outro, foi Timóteo. Paulo recomendou-lhe um remédio caseiro por causa de problemas estomacais e enfermidades freqüentes: “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23).

Ao final do seu ministério, Paulo registra a doença de um amigo que ele mesmo não conseguiu curar: “Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto” (2Tm 4.20).

O próprio Paulo padecia do que chamou de “espinho na carne”. Apesar de suas orações e súplicas, Deus não o atendeu, e o apóstolo continuou a padecer desse mal (2Co 12.7-9). Alguns acham que se tratava da mesma enfermidade da qual Paulo padeceu quanto esteve entre os Gálatas: “a minha enfermidade na carne vos foi uma tentação, contudo, não me revelastes desprezo nem desgosto” (Gl 4.14). Alguns acham que era uma doença nos olhos, pois logo em seguida Paulo diz: “dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar” (Gl 4.15). Também podemos mencionar Epafrodito, que ficou gravemente doente quando visitou o apóstolo Paulo: “[Epafrodito] estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza” (Fp 2.26-27).

Temos ainda o caso de Jó, que mesmo sendo justo, fiel e temente a Deus, foi afligido durante vários meses por uma enfermidade, que a Bíblia descreve como sendo infligida por Satanás com permissão de Deus: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça. Jó, sentado em cinza, tomou um caco para com ele raspar-se” (Jó 2.7-8). O grande servo de Deus, Isaque, sofria da vista quando envelheceu, a ponto de não saber distinguir entre Jacó e Esaú: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam” (Gn 27.1). Esses e outros exemplos poderiam ser citados para mostrar que homens de Deus, fiéis e santos, foram vitimados por doenças e enfermidades.

2. O mesmo ocorre na História da Igreja. Nem mesmo cristãos de destaque na história da Igreja escaparam das doenças e dos males. João Calvino era um homem acometido com freqüência de várias enfermidades. Mesmo aqueles que passaram a vida toda defendendo a cura pela fé também sofreram com as doenças. Alguns dos mais famosos acabaram morrendo de doenças e enfermidades. Um deles foi Edward Irving, chamado o pai do movimento carismático. Pregador brilhante, Irving acreditava que Deus estava restaurando na terra os dons apostólicos, inclusive o da cura divina. Ainda jovem, contraiu uma doença fatal. Morreu doente, sozinho, frustrado e decepcionado com Deus.

Um outro caso conhecido é o de Adoniran Gordon, um dos principais líderes do movimento de cura pela fé do século passado. Gordon morreu de bronquite, apesar da sua fé e da fé de seus amigos. A. B. Simpson, outro líder do movimento da cura pela fé, morreu de paralisia e arteriosclerose. Mais recentemente, morreu John Wimber, vitimado por um câncer de garganta. Wimber foi o fundador da igreja Vineyard Fellowship (“A Comunhão da Vinha ou Videira”) e do movimento moderno de “sinais e prodígios”. Ele, à semelhança de Gordon e Simpson, acreditava que pela fé em Cristo, o crente jamais ficaria doente. Líderes do movimento de cura pela fé no Brasil também têm ficado doentes. Não poucos deles usam óculos, para corrigir defeitos na vista e até têm defeito físico nas mãos.

O meu ponto aqui é que cristãos verdadeiros, pessoas de fé, eventualmente adoeceram e morreram de enfermidades, conforme a Bíblia e a História claramente demonstram. O significado disso é múltiplo, desde o conceito de que as doenças nem sempre representam falta de fé até o fato de que Deus se reserva o direito soberano de curar quem ele quiser.

Autor: Augustos Nicodemus Lopes
Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com

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A terra é de satanás?

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O movimento de batalha espiritual
ensina que a Terra é de Satanás

De acordo com os ensinos do movimento de Batalha Espiritual, a administração e governo terrenos pertencem a Satanás. Isso se deveu ao pecado de Adão. Ao primeiro homem foi dada administração e governo sobre a criação; no entanto, ele, quando pecou, teria entregado a autoridade ao diabo. Decorrente disto, o diabo tem controle sobre os governos, e Deus não interfere nisso, por questões éticas e legais. Daí o ensino da legalidade e ilegalidade.

De acordo com isso, Satanás teria todo o direito legal de administrar o sistema terreno, e Deus romperia com a ética se interferisse nesse direito. Foi por isso que Jesus veio, para devolver o direito ao homem de governar. A partir de Jesus, portanto, temos a autoridade de governar sobre a criação. Para apoiar essa idéia, citam-se textos como Mt 4: 8 e 9, que diz: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” e 2 Co 4:4 “nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”.


O que a Bíblia diz sobre a terra ser de Satanás?

Quando nos voltamos para a Bíblia e nos deparamos com Deus julgando a humanidade através do dilúvio Gn 6:11-26, com textos como Sl 24:1: "Do Senhor é a terra e sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam...” - Como poderíamos abraçar a idéia de que Satanás é governante da terra e concorrente em pé de igualdade de Deus? Quando nos deparamos com o Sl 50:10-12, em que o Senhor diz: “... meu é todo o animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas. Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo... pois meu é o mundo e a sua plenitude” e Dn 2:21: “... é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis” - Que fazemos com estes textos? Somente nos redermos a eles e reconhecermos que Deus nunca deixou e nunca vai deixar de ser soberano sobre todas as coisas.

No Livro do profeta Isaías ficamos vislumbrados em saber que Deus usou o rei da Assíria para julgar a Israel e depois também julga à Assíria (Is 10:5-12). Em I Sm 2: 6 e 7, encontramos Ana orando da seguinte forma: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta”. O salmista, inspirado, declara no Sl 103:19: “Nos céus estabeleceu o Senhor o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo”.

Deus é soberano e governa sobre todas as coisas, inclusive sobre o diabo. Porventura diante destes textos encontramos alguma coisa que sobrou para Satanás governar? Tenho certeza que não.

No entanto o que fazer com textos bíblicos que dizem que satanás é o deus deste mundo? A fim de responder esta pergunta, precisamos nos perguntar que “mundo” que é este. Russell Shedd nos dá um esclarecimento sobre isto:

“... trata do sistema de valores alienado de Deus, que orienta o pensamento dos homens em oposição a Ele. Assim, o kosmos jaz no maligno (o diabo, 1 Jo 5:19; cf. Jo 12:31; 14:30). As trevas dominam este mundo (Jo1:5; 12:46) e o pecado macula sua existência como um todo.”

Por isso não nos estranha Jesus e Paulo atribuírem este título a Satanás. Ele é o deus de um mundo pecaminoso e que se nega a submeter ao único Deus e também reina sobre as heresias e mentiras que querem afastar o povo de Deus da Verdade.

E é exatamente disso que se refere os textos de Mt 4:8, 2 Co 4:4 e outros. No entanto, é necessário notarmos que inclusive sobre o mundo pecaminoso Deus é soberano. No sentido de delimitar a ação maligna. Vemos isso na crucificação, onde era um ato soberano de Deus para cumprir os seus propósitos, mas também um ato pecaminoso do homem incitado pelo diabo: “sendo este Jesus entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2:23). Erickson comenta sobre o assunto da seguinte forma: “Há várias maneiras pelas quais Deus pode relacionar-se e de fato se relaciona com o pecado: ele pode (1) preveni-lo; (2) permiti-lo; (3) dirigi-lo ou (4) limitá-lo. Note que em cada caso, Deus não é a causa do pecado humano, mas age em relação a ele”.

Autor: Clériston Andrade
Contato: mensagemdacruz@ibest.com.br

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