5 motivos por que você deve pregar sobre a ira de Deus

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Por Steven J. Lawson


O reformador de Genebra João Calvino disse: “A pregação é a exposição pública da Escritura pelo homem enviado de Deus, na qual o próprio Deus está presente em juízo e em graça”. O fiel ministério do púlpito requer a declaração tanto do juízo como da graça. A Palavra de Deus é uma espada afiada de dois gumes, que suaviza e endurece, conforta e aflige, salva e condena.

A pregação da ira divina serve como um pano de fundo negro, que faz o diamante da misericórdia de Deus brilhar mais do que dez mil sóis. É sobre a tela escura da ira divina que o esplendor da sua graça salvadora irradia mais plenamente. Pregar a ira de Deus exibe do modo mais resplandecente a sua graciosa misericórdia para com os pecadores.

Como trombeteiros sobre a muralha do castelo, que anunciam a vinda de uma catástrofe, os pregadores devem proclamar todo o conselho de Deus. Aqueles que ocupam os púlpitos devem pregar por inteiro o corpo de verdade das Escrituras, o que inclui tanto a ira soberana quanto o supremo amor. Eles não podem pegar e escolher o que querem pregar. Abordar a ira de Deus nunca é algo opcional para um pregador fiel – é um mandato divino.

Tragicamente, a pregação que lida com o juízo iminente de Deus está ausente de muitos púlpitos contemporâneos. Os pregadores se escusam ao falar da ira de Deus, isso quando não se silenciam por completo. Para magnificar o amor de Deus, muitos argumentam, o pregador deve minimizar a sua ira. Mas omitir a ira de Deus significa obscurecer o seu maravilhoso amor. Parece estranho, mas é falta de misericórdia omitir a declaração da vingança divina.

Por que a pregação da ira divina é tão necessária? Primeiro, o caráter santo de Deus a exige. Uma parte essencial da perfeição moral de Deus é o seu ódio pelo pecado. A.W. Pink assevera: “A ira de Deus é a santidade de Deus incitada a agir contra o pecado”. Deus é um “fogo consumidor” (Hebreus 12.29) que “sente indignação todos os dias” (Salmo 7.11) contra os ímpios. Deus “odeia a iniquidade” (45.7) e se enfurece contra tudo o que é contrário ao seu perfeito caráter. Ele irá, portanto, destruir (5.6) os pecadores no Dia do Juízo.

Todo pregador deve anunciar a ira de Deus, ou irá marginalizar a sua santidade, amor e justiça. Porque Deus é santo, ele está separado de todo pecado e, por conseguinte, em oposição a todo pecador. Porque Deus é amor, ele se deleita na pureza e, por necessidade, odeia tudo aquilo que é profano. Porque Deus é justo, ele deve castigar o pecado que viola a sua santidade.

Segundo, o ministério dos profetas a exige. Os profetas do passado proclamavam com frequência que os seus ouvintes, por causa de sua contínua impiedade, estavam acumulando para si mesmos a ira de Deus (Jeremias 4.4). No Antigo Testamento, mais de vinte palavras são usadas para descrever a ira de Deus, e essas palavras são usadas, em suas várias formas, num total de 580 vezes. De novo e de novo, os profetas falavam com imagens vívidas para descrever a ira de Deus derramada contra a impiedade. O último dos profetas, João Batista, escreveu acerca da “ira vindoura” (Mateus 3.7). De Moisés ao precursor de Cristo, houve um contínuo esforço para alertar os impenitentes do furor divino que os espera.

Terceiro, a pregação de Cristo a exige. Ironicamente, Jesus teve mais a dizer acerca da ira divina do que qualquer outro na Bíblia. Nosso Senhor falou sobre a ira de Deus mais do que falou sobre o amor de Deus. Jesus alertou acerca do “inferno de fogo” (Mateus 5.22) e da “destruição” eterna (7.13) onde há “choro e ranger de dentes” (8.12). Sem rodeios, Jesus foi um pregador do fogo do inferno e da condenação. Os homens nos púlpitos fariam bem em seguir o exemplo de Cristo em sua pregação.

Quarto, a glória da cruz a exige. Cristo sofreu a ira de Deus por todos aqueles que haveriam de invocá-lo. Se não há nenhuma ira divina, não há nenhuma necessidade da cruz, muito menos da salvação das almas perdidas. De que os pecadores precisariam ser salvos? Apenas quando reconhecemos a realidade da ira de Deus contra aqueles que merecem o juízo é que nós descobrimos que gloriosa notícia é a cruz. Muitos ocupantes de púlpito de hoje se vangloriam de terem um ministério centrado na cruz, embora raramente, se é que o fazem, pregam a ira divina. Isso é uma violação da própria cruz.

Quinto, o ensino dos apóstolos a exige. Aqueles que foram diretamente comissionados por Cristo foram incumbidos de proclamar tudo o que ele lhes havia ordenado (Mateus 28.20). Isso requer a proclamação da justa indignação de Deus contra os pecadores. O apóstolo Paulo advertia os descrentes do Deus que aplica ira (Romanos 3.5) e declara que somente Jesus pode nos “livrar da ira vindoura” (1Tessalonicenses 1.10). Pedro escreve sobre o “Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios” (2Pedro 3.7). Judas aborda a “pena do fogo eterno” (Judas 7). João descreve “a ira do Cordeiro” (Apocalipse 6.16). Claramente, os escritores do Novo Testamento reconheceram a necessidade da pregação da ira de Deus.

Os pregadores não devem se esquivar de proclamar o justo furor de Deus contra os pecadores que merecem o inferno. Deus tem um dia determinado no qual ele há de julgar o mundo com justiça (Atos 17.31). Este dia está despontando no horizonte. Assim como os profetas e apóstolos, e como o próprio Cristo, nós também devemos advertir os descrentes deste terrível dia vindouro e compeli-los a correrem para Cristo, o único que é poderoso para salvar.

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Fonte: Ministério Fiel
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A crítica de Calvino aos calvinistas carismáticos

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Neste vídeo gravado na Strange Fire Conference em outubro de 2013, Steven Lawson refuta os "calvinistas carismáticos", utilizando os próprios escritos de Calvino para mostrar a incompatibilidade entre calvinismo e movimento carismático. Assista:


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Fonte: Grace To You - Strange Fire Conference
Tradução/Legendas: Rafael Abreu
Divulgação: Bereianos
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Salvação: como ter certeza absoluta

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Por Steven Lawson


Algum tempo atrás, em um vôo para Oregon, eu me sentei ao lado de uma mulher que perguntou onde eu estava indo. "Sisters, Oregon", eu respondi. "Você sabe onde é?"

Assegurando-me de que ela sabia, a mulher perguntou: "O que você tem para fazer lá?"

Depois que eu disse que eu estava escrevendo um livro sobre como podemos ter certeza de que vamos para o céu, maravilhada ela perguntou: "Você quer dizer que pode se ter certeza que está indo para o céu?"

Quando percebi que Deus tinha aberto uma porta para mim partilhar com ela sobre Cristo, enfatizei que com certeza podemos saber nosso destino eterno, dizendo: "Nós podemos correr o risco de estarmos errados sobre irmos para Sisters, Oregon, mas não sobre estarmos indo para o céu".

Como podemos ter certeza? A verdade é, que podemos ter certeza sobre onde passaremos a eternidade. Nós podemos saber com convicção que quando morrermos vamos para o céu.

Mas como podemos ter certeza? Muitas pessoas lutam com a certeza da sua salvação, especialmente os novos convertidos.

Como podemos saber qual é a nossa posição diante de Deus? A Bíblia ensina que a certeza da salvação repousa firmemente sobre quatro pilares inabaláveis:
1º Pilar: Deus Não Pode Mentir

Primeiro, a segurança é baseada na confiabilidade absoluta das Escrituras. Por todo o Novo Testamento, lemos as promessas de Deus de salvar todos os que crerem em Seu Filho. A Bíblia diz: "porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" - Rm 10v13. Esta é uma promessa! Todos os que confiaram suas vidas a Jesus Cristo podem ter a firme certeza da salvação baseada na infalibilidade da Palavra de Deus.

Jesus disse: "Todo o que o Pai me der virá a Mim, e quem vier a Mim Eu jamais rejeitarei" - Jo 6v37. Se você vir a Jesus com genuíno arrependimento e fé, Ele promete que Ele te salvará. Podemos saber que Jesus nos recebeu simplesmente porque Ele disse isso! Quando a Bíblia fala, Deus fala. E o que Deus disse, Ele certamente irá cumprir. Ele salvará todos os que invocam Jesus Cristo. Você tem a Palavra Dele.

2º Pilar: Jesus Pagou Por Tudo

Segundo, a segurança repousa sobre a obra consumada de Jesus Cristo. Quando Jesus morreu na cruz, Ele carregou as nossas iniquidades, suportando a ira de Deus, e clamou: "Está consumado!" - Jo 19v30. Com isso, Ele quis dizer que a expiação completa por todos os pecados do passado, presente e futuro está concluída.

Com a Sua obra de redenção já completa, toda a nossa dívida do pecado está integralmente paga.

Assim como a salvação vem por acreditar em Cristo somente, o mesmo acontece com a segurança. Assim como confiamos no sacrifício perfeito de Cristo pelos nossos pecados, a certeza da vida eterna inunda nossos corações. Não importa o quão grande é o seu pecado, a graça de Deus é ainda maior. A Bíblia diz: "Venham, vamos refletir juntos [...] Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão" - Is 1v18.

3º Pilar: O Grande Convencedor

Terceiro, a segurança vem através do testemunho interior do Espírito Santo. A segurança, que é uma dádiva divinamente produzida, é concedida pelo Espírito de Deus a todos os verdadeiros crentes. É o ministério do Espírito Santo convencer nossos corações sobre nossa salvação. Na realidade, nenhum pregador, evangelista, pai ou amigo pode nos dar esta segurança. Nem podemos construí-la dentro de nós mesmos. Apenas o próprio Espírito Santo pode nos dar a certeza absoluta da nossa salvação eterna.

A Bíblia diz: "Sabemos por isso que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu" - 1Jo 3v24 - "Nisto conhecemos que permanecemos n'Ele, e Ele em nós, porque Ele nos deu de Seu Espírito" - 1Jo 4v13 - "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" - Rm 8v16. Isto significa que o Espírito Santo que nos convenceu do pecado, nos chamou e converteu, também nos convence de que pertencemos a Cristo. É o testemunho interior do Espírito que nos convence da autenticidade da nossa salvação.

4º Pilar:  Nova Vida Em Cristo

Quarto, a segurança vem através da evidência de uma vida transformada. Em última análise, a segurança é confirmada dentro de nós assim que vemos Deus conformando-nos à imagem de Jesus Cristo. Todos os que nasceram de novo verão claras evidências de uma nova vida em Cristo. Embora  nós nunca sejamos perfeitos nesta vida, nós vamos, no entanto, experimentar uma vida transformada. É essa transformação interior que nos fornece uma firme confirmação da nossa salvação.

A carta de primeira João detalha quais são os sinais vitais de nossa nova vida em Cristo. O apóstolo João escreveu: "Sabemos que O conhecemos, se obedecemos aos Seus mandamentos” - 1Jo 2v3. Em outras palavras, podemos estar certos de que conhecemos Cristo assim que vemos dentro de nós uma desejosa e pronta obediência para com a Palavra de Deus. Da mesma forma, João escreve que outros sinais vitais se seguirão: amor por outras pessoas - v. 1Jo  2v9-11 - amor a Deus - v. 1Jo  2v12-14 - rejeição ao mundo - v. 1Jo 2v15-17 - compreensão da verdade bíblica - v. 1Jo 2v20-27 - comportamento justo - v. 1Jo 3v4-6 - oposição do mundo - v. 1Jo 3v13 - e a oração respondida - v. 1Jo v3:22-24. Assim que vermos este fruto espiritual sendo produzido em nossas vidas, podemos estar confiantes de que Cristo vive em nós.

A completa segurança da salvação. Aqui estão quatro pilares firmes nos quais a segurança da nossa salvação repousa. Dando-nos a “completa certeza da esperança” - Hb 6v11 - com respeito ao nosso relacionamento pessoal com Jesus Cristo, esses pilares proporcionam uma inábalavel convicção da vida eterna.

Assim como partilhei com a mulher no avião, nós podemos estar errados com respeito as direções terrenas, mas não sobre nosso destino eterno. Nós devemos ter certeza da nossa salvação. A certeza da salvação é um abençoado dom de Deus para todo aquele que crê: “Escrevi-lhes estas coisas, a vocês que crêem no nome do Filho de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna - 1Jo 5v13.

Tenha certeza absoluta!

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Por Steven Lawson, Abril de 2013. Traduzido por Lidiane Cecilio.
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Expiação definitiva: por quem Cristo morreu?

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Confira abaixo a palestra de Steven Lawson, ministrada na 28ª edição da Conferência Fiel em 2012, sobre a expiação definitiva (limitada):


Fonte: Editora Fiel, canal Vimeo.
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Quão firme fundamento!

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por Steven Lawson


Nenhum edifício erigido por mãos humanas pode ser e permanecer sólido e forte, a não ser que os seus alicerces estejam bem fixos e sejam firmes. Um edifício alto não pode ser construído sobre uma fundação tendente a fragmentar-se. Não se deve construir um edifício sobre mero lixo ou entulho. Sem uma base sólida e sem colunas enterradas profundamente, a estrutura superior cairá. E mais, quanto mais alto o edifício, mais profundas as colunas devem ser. A solidez estrutural do edifício todo repousa completamente na firmeza do alicerce.

Em nenhum outro lugar essa verdade é mais aplicável do que na construção da igreja, que é "uma casa espiritual" (1Pe 2.5). Jesus Cristo em pessoa é o único Edificador da igreja, como prometeu: "Edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la" (Mt 16.18b). Cristo não disse "vocês edificarão a minha igreja". Tampouco disse: "Eu edificarei a igreja de vocês". Em vez disso, afirmou: "[Eu] edificarei a minha igreja". Cristo, pessoalmente, está construindo a sua igreja, e, como um sábio construtor, está estabelecendo-a sobre fundação de sólidas pedras – o sólido fundamento da doutrina (Ef 2.20).

Amarras Inamovíveis da Graça Soberana

A pedra angular, a principal pedra de uma igreja construída por mãos divinas, é a fé no senhorio de Jesus Cristo. Afinal de contas, foi essa a grande confissão de Pedro – "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16) – que deu azo à grande promessa de Jesus de que construiria soberanamente a sua igreja. Há, porém, outras amarras inamovíveis da igreja, além desta de que acabamos de falar. No processo de edificar a sua igreja, o Senhor Jesus levanta e coloca nos respectivos lugares as fortes colunas e os fortes componentes de tudo quanto ensinou – o completo conselho de Deus. Jesus ordenou que os seus discípulos ensinassem "tudo o que eu lhes ordenei" (Mt 28.20, com ênfase em tudo). As verdades que Cristo ensinou constituem a fundação sólida e segura. E no coração mesmo do seu ensino doutrinário está um inequívoco compromisso com a soberania da graça divina. Estas verdades centrais formam a sólida base do firme fundamento da igreja. A igreja que é construída sobre as doutrinas da graça, é erguida sobre a inexpugnável rocha da revelação divina. Que firme fundamento tal igreja tem!

Mas, triste é dizer, a igreja atual parece ter a intenção de retirar as doutrinas da graça do seu alicerce. Em vez disso, prefere construir com madeira, palha e restolho sobre areia movediça. Uma igreja assim pode ter uma impressionante aparência externa, e, portanto, pode atrair muita gente. Mas, interiormente ela não é espiritual, é instável, e, pior, em grande parte não é convertida. Tal igreja, construída sobre um alicerce tão frágil não pode ter esperança de subsistir nos dias de tribulação. Mas a história registra que quando uma igreja é edificada com o ouro, a prata e as pedras preciosas de uma mensagem centrada em Deus, ela é fortalecida e pode resistir aos mais difíceis temporais. Nem mesmo os ventos tempestuosos da apostasia, da perseguição e das terríveis chamas do martírio podem fazê-la cair. De fato, sempre que a igreja é edificada sobre a sólida rocha da graça soberana de Deus, ela permanece inamovível, como inamovível tem permanecido nas horas mais tenebrosas da história.

A Graça Soberana: um Firme Fundamento

As verdades da graça soberana formam o mais forte fundamento doutrinário para qualquer igreja ou crente. As doutrinas relacionadas com a soberania de Deus na salvação do homem lançam a mais sólida pedra angular e, assim, protegem firmemente a vida e o ministério do povo de Deus. O culto na igreja é mais puro quando o ensino dessa igreja sobre a graça soberana é mais claro. Seu modo de viver é mais limpo quando a sua exposição das doutrinas da graça é mais rica. Sua comunhão é mais agradável quando a instrução sobre a soberania de Deus é mais firme. Sua obra de evangelização no mundo é mais forte quando a sua proclamação da teologia transcendental é mais ousada. A vida espiritual da igreja toda é elevada quando a sua mensagem está ancorada no mais alto conceito sobre a graça soberana de Deus. Foi nos tempos da história em que as doutrinas da graça eram apresentadas em sua rica plenitude, que a igreja esteve melhor. Eis onde permanece o firme fundamento da igreja: nas enriquecedoras verdades da graça soberana.

A respeito desse sólido fundamento, Benjamin B. Warfield escreveu:

Pois bem, estes Cinco Pontos compõem uma unidade orgânica, um singular e uno corpo da verdade. Eles estão baseados em duas pressuposições que a Escritura endossa abundantemente. A primeira pressuposição é a completa impotência do homem, e a segunda é a absoluta soberania de Deus em sua graça. Todos os demais pontos são decorrências. O local de encontro desses dois fundamentos é o coração do Evangelho, pois, se o homem é totalmente depravado, segue-se que é necessário que a graça de Deus em salvá-lo seja soberana. De outro modo, o homem inevitavelmente a recusará em sua depravação, e permanecerá não redimido. [1]

Warfield está certo em sua avaliação. A culpa humana e a graça divina se cruzam no Evangelho, e as doutrinas da graça soberana retratam vividamente a grandiosidade da obra de salvação planejada e operada por Deus.

Sobre este ponto, Boice declara sucintamente: "As doutrinas da graça permanecem ou caem juntas, e juntas apontam para uma verdade central: a salvação é toda de graça porque é toda de Deus; e, porque é toda de Deus, é toda para a sua glória". [2] Toda a glória seja para Deus, que supre toda a graça.

Bibliografia:
[1] - B. B. Warfield, "A Review of Studies in Theology", em Selected Shorter Writings of Benjamin B. Warfield, II, ed. John E. Meeter (Nutley, NJ: Presbyterian and Reformed, 1973), 316.
[2] - Boice e Ryken, The Doctrines of  Grace: Rediscovering the Evangelical Gospel, 32.

Fonte: Editora Fiel
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As Profecias Cumpridas Demonstram a Inspiração Divina das Escrituras (Steven Lawson)

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Por Steven Lawson
Fonte: Editora Fiel
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