O Pastor precisa mesmo ser Teólogo?

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Mais uma vez, dirijo-me aos pastores. É importante deixar claro que não falo como pastor, mas como ovelha que tem alguns pedidos a fazer. Não falo em tom de superioridade, mas com muito carinho e respeito aos pastores. Tem sido semeada em muitas igrejas - e até em instituições teológicas - a ideia de que ser pastor não é ser teólogo. Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que não sou a favor de uma teologia sem espiritualidade, nem de que o conhecimento bíblico apenas, sem que haja uma vida piedosa, seja suficiente. Também não estarei dizendo que não se pode ser pastor sem ter feito algum curso teológico. O ponto não é esse e não entrarei nessa questão.

Dito isso, apresento-lhes um fato: não é pequena a quantidade de igrejas que são pastoreadas por homens com raso conhecimento teológico e superficial conhecimento bíblico. Há instituições que carecem profundamente da sã doutrina e do zelo pelas Escrituras. Mas a grande pergunta é: Se isso é um fato, por qual motivo ele existe? Tenho um palpite. Acredito que tudo que deixamos de lado, seja em qualquer área de nossa vida, é porque não consideramos importante (que Deus tenha misericórdia de nós, pois fazemos isso). E, se a teologia tem sido deixada de lado por alguns pastores/igrejas/instituições, é porque ela não tem sido considerada importante. A teologia ortodoxa afirma que o estudo sobre Deus (Theo + logia) deve ser baseado única e exclusivamente na Bíblia. O que me leva a concluir que, quando o estudo teológico é deixado de lado, a própria Escritura também não tem sido considerada importante.

Então, surge o ponto central deste meu escrito: É possível ser pastor e não ser teólogo? Minha resposta vai mais além que um simples "não". O conceito de pastor e teólogo tem sido dicotomizado quando, na realidade, ambos nunca deveriam, nem poderiam ser considerados diferentes com relação ao pastorado. Vejamos o que Efésios 4:11-14 diz:

"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro." 

Note, no versículo 11, que as expressões "pastores e mestres" estão ligadas. No grego, elas são apontadas por um mesmo artigo. Alguns para apóstolos; Outros para profetas; Outros para evangelistas; E, por fim, outros para PASTORES e MESTRES. Essas últimas expressões, que formam um mesmo grupo - e não dois, caracterizam os dons espirituais de homens que têm a responsabilidade de cuidar e guiar o rebanho. Sim, são os pastores. Mas o que quer dizer "mestres"? Em outras versões, encontramos a palavra "doutores" no lugar de "mestres". Essas palavras querem dizer a mesma coisa: pessoas que detém conhecimento. E, se estamos falando de mestres da igreja, que tipo de conhecimento seria se não o do Filho de Deus (v.14), o próprio Cristo, revelado na Escritura?


O próprio texto deixa claro para quais finalidades Deus designou essas pessoas. No aspecto positivo, "preparar os santos para a obra do ministério", edificar o "corpo de Cristo" - a Igreja, alcançar a "unidade da fé" e "conhecimento do Filho de Deus" - Jesus Cristo, chegar à "maturidade", atingir "a medida da plenitude de Cristo". No aspecto negativo, evitar que sejamos "como crianças", "jogados para cá e para lá por todo vento de DOUTRINA" (ênfase minha), evitar homens que "induzem ao erro". Fica claro, pelo texto, que ser pastor é ser mestre, de modo que eles tenham o conhecimento suficiente para tudo isso. Então do que estamos falando? De pastores teólogos! Sim, existem teólogos que não são pastores, mas é inadmissível biblicamente a existência de pastores não teólogos.

É provável que, até aqui, a maioria destes pastores dos quais me refiro já tenham desistido de ler este texto. Discursos e atitudes como essas provocam justamente aquilo que deve se evitado pelo pastor e mestre. As igrejas não têm crescido. Os irmãos têm permanecido como crianças, levados por qualquer vento de doutrina. E a consequência disso é erro por cima de erro. Meu convite é a você, ovelha como eu, que tem sido prejudicado pela ausência de líderes como esses. Oremos e trabalhemos por uma radical mudança em nosso meio. Não podemos nos calar. A igreja tem voz. Podemos e devemos cobrar, com amor e humildade, que nossos pastores empenhem-se no estudo teológico para servir melhor as suas igrejas. Até quando vamos ter perguntas sem respostas? Até quando vamos engatinhar enquanto outras igrejas crescem em maturidade bíblica? Aos pastores não teólogos, falo pautado na Palavra e não com minha autoridade própria, arrependam-se e mudem de atitude, ou vocês verão suas ovelhas sendo melhor pastoreadas por pregações do YouTube do que por vocês.

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Autor: Richardson Gomes
Fonte: Electus
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Thalles é o menor problema da igreja brasileira

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Esses dias o feed do Facebook da maioria dos evangélicos brasileiros foi tomado por críticas e mais críticas ao cantor Thalles Roberto, devido a sua decisão de "ir" para o mundo cantar para ser "luz", depois de receber uma "revelação" direta de "deus", vulgo seu próprio ego. Não vou aqui perder tempo falando sobre sua arrogância, prepotência, sua cosmovisão totalmente errada, suas loucuras e histerias ou sobre o mal cheiro que sinto quando este homem abre a boca. Isso muitos já estão fazendo.

E realmente muitos estão fazendo mesmo! É quase unânime. Quase todos estão falando da mesma coisa, como se estivessem todos no mesmo time ou pensassem da mesma forma (e graças a Deus que pelo menos nisso, pensamos igual). É exatamente esse o ponto no qual quero chegar: O Thalles Roberto é o menor problema da igreja evangélica brasileira atual. Não me preocupo tanto com o que o Thalles diz ou deixa de dizer. Não me preocupo tanto com o que o Bispo Macedo diz ou deixa de dizer, dentre outros... Acredito que há coisas muito mais preocupantes em nosso meio. Não adianta levar palhaços a sério. Deixemos eles em seus circos divertindo suas crianças, pois é isso mesmo que elas querem. Não estou dizendo que não devemos nos importar, mas às vezes tapamos nossos olhos para problemas bem mais sérios porque estamos nos divertindo em criticar outras crianças.

O meu ponto é que tem gente que crê numa graça barata, gente que desmerece a pregação do evangelho trazendo um olhar totalmente marxista para o cristianismo, gente que odeia o estudo teológico aprofundado das Escrituras, gente que não se satisfaz somente com a Palavra de Deus também está criticando o Thalles. E é isso que é o mais preocupante. A Bíblia tem saído das igrejas há muito tempo, mas só conseguem se importar com a saída do Thalles. Me preocupo com tanta igreja cedendo ao liberalismo teológico, aceitando ordenação de pastoras, abrindo espaço cada vez mais pra Teologia da Missão Integral e daqui a um tempo (como aconteceu nos EUA) tornando a presença de pastores gays cada vez mais hegemônica. Isso tudo devido à desvalorização de algo "simples": a Bíblia. A Bíblia tem sido atacada, mas ninguém se importa. Muitos jovens cristãos que estão criticando o Thalles são os mesmos que criticam outros jovens que se empenham no estudo teológico. 

Até quando vamos viver assim? Nos escandalizando quando um cantorzinho que prega mais a si mesmo do que a Cristo deixa de ser gospel, enquanto muitos estão fugindo veementemente da centralidade das Escrituras e nem sentimos falta? O pecado latente no evangelicalismo brasileiro, a escassez doutrinária, a onda marxista e a libertinagem da "graça" andam tão impunes e nem mesmo notamos! Quando alguns gritam para alertar as demais ovelhas, são rejeitados. "Quanta besteira", dizem. "Isso não é nada". Desculpem-me, mas antes de chamarem o Thalles de antibíblico, deveriam ao menos procurarem ser bíblicos. Veja o que A. W. Tozer disse a respeito disso:

"Não é uma coisa esquisita e um espanto que, com a sombra da destruição atômica pendendo sobre o mundo e com a vinda de Cristo estando próxima, os seguidores professos do Senhor se entreguem a divertimentos religiosos? Que numa hora em que há tão desesperada necessidade de santos amadurecidos, numerosos crentes voltem para a criancice espiritual e clamem por brinquedos religiosos?"

Parabéns aos pastores, líderes e membros de igrejas que são fieis à Palavra de Deus e a estimam tanto quanto ao próprio Deus. Estes sim podem olhar para problemas infantis e criticarem com toda propriedade, por tanto lutarem para que problemas muito mais graves deixem de existir nas nossas igrejas. Encerro com as palavras do apóstolo Paulo aos Coríntios, que ao ver tanta impureza, percebia que não havia nem lamento por isso:

"Geralmente se ouve que há entre vós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem possua a mulher de seu pai. Estais ensoberbecidos, e nem ao menos vos entristecestes por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação". - 1 Coríntios 5:1,2

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Autor: Richardson Gomes
Fonte: Electus
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As heresias fatais do "Amor"

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Por Richardson Gomes


Nesses últimos dias tenho ouvido alguns discursos de certos mestres da atualidade, frutos de uma teologia pós-modernista, que têm como base ideológica o que eles chamam de amor. São doutrinas estranhas, porém muito conhecidas, que têm sido abraçadas e pregadas por pastores e líderes que são referências no cenário evangélico de hoje. Eloquentes, donos de excelentes oratórias, pastores como Ed René Kivitz, Caio Fábio, Ariovaldo(s), Ricardo Gondim, dentre outros, que afirmam heresias que acabam negando muitas verdades centrais de todo o cristianismo.

Creio que se os pastores não atentarem para um rigoroso zelo pelas verdades bíblicas, alinhando-se e adequando-se à teologia ortodoxa, serão certamente seduzidos pelo universalismo (que afirma que todo humano será salvo), pelo teísmo aberto (que tira de Deus o controle do mundo em que vivemos), pela teologia liberal (que nega a inerrância e a infabilidade da Bíblia), pela missão integral (coloca a ação social acima da pregação do evangelho) e outros pensamentos fatais. Com isso, permitirão que, aos poucos, essas ideias adentrem em suas igrejas e, com elas, o mundanismo e a secularização ganharão força e deixarão a Bíblia, a Palavra de Deus, de lado, caracterizando igrejas verdadeiramente doentes. Esse é o motivo porque isso é tão perigoso - e este alerta é tão importante.

Me preocupo muito quando observo no discurso de todos esses propagadores, uma carga superficialmente piedosa, tão grande que chega realmente a enganar quem quer que esteja ouvindo, se não houver forte teor crítico baseado nas Escrituras. Seus pensamentos se baseiam em valores como o amor de forma tal como se Deus, em nome desse amor, pudesse contradizer o que Ele revelou de si mesmo nas Sagradas Escrituras. Nem tudo que carrega palavras bonitas, carismáticas e até piedosas é bíblico. Não podemos nunca deixar princípios bíblicos de lado em nome do "amor". Deus é o próprio amor e ir contra ele não é amar (I Jo 4:8).

Cria-se então um "deus" que é feito de acordo com os princípios e valores humanos. Não é que Deus vai estar sempre contra todos os nossos princípios morais, uma vez que a moral nos foi dada pelo próprio Deus, mas, como diz Tim Keller: "se o seu deus nunca discorda de você, você pode apenas estar adorando uma versão idealizada de si mesmo". Diante de uma humanidade caída e pecadora, um deus baseado no pensamento humano seria, no mínimo, finito e pecador. E nesse deus, nenhum cristão deveria crer. O Deus da Bíblia não é separado em seus atributos. Ainda que Deus seja amor, Ele também é justiça. Ele também é santo e odeia o pecado. E se somos pecadores, sempre há momentos em que somos confrontados com verdades duras para nosso coração depravado. E o que fazer? Moldar Deus a nós mesmos ou sermos moldados por Ele?  

Uma grande parte de pregadores, líderes e pastores têm trazido às suas ovelhas mensagens que agradam ao homem e que são de fácil aceitação. São muito bonitas, carregam até alguns valores, mas negam verdades bíblicas e prejudicam o verdadeiro e fiel cristianismo. O problema do "falar o que os outros querem ouvir" têm crescido fortemente em muitas igrejas evangélicas. Através deles a Escritura começa a ser deixada de lado, a paixão pela santidade é esquecida e uma verdadeira piedade não é mais vivida. Em nome do "amor" muitos estão negando a Bíblia; em nome do "amor", estão barateando a graça de Cristo; em nome do "amor", estão deixando de pregar um Deus santo; em nome do "amor", estão mantendo crentes sem nenhum compromisso nas igrejas; em nome do "amor", estão deixando de lado o verdadeiro Amor, o amor cristão, o amor bíblico, o amor que vem de Deus e que nunca, em nenhuma hipótese, negará os Seus princípios. 

É isto que temos ouvido nesses difíceis tempos: "Deus é amor, Ele não te punirá", "o inferno estará vazio", "todos serão salvos", "continue como está", "é só amar, dar comida aos pobres e pronto, estarão quites com Deus", "Deus não iria se importar com isso", "o que vale é o amor", "Deus não se ira", e muitas outras frases que demonstram a falta de compromisso bíblico na pregação. Estes pensamentos movidos por Satanás são frutos de uma graça barata, que exclui a santidade em detrimento da "graça". Como se Deus tivesse deixado sua justiça de lado por ser Ele o amor. Não! Deus é amor e justiça e, ao mostrar sua misericórdia para conosco, aplicou sua justiça em Jesus Cristo. A verdadeira Graça Valiosa de Deus nos salva para que sejamos irrepreensíveis e que procuremos, a todo modo, agradar a Deus e amá-lo acima de qualquer coisa.  

Se não desembainharmos a espada do evangelho e lutarmos contra estas ideologias que pregam o respeito e a aceitação como se fossem contrárias ao zelo doutrinário, estaremos nos conformando com o mundo (Rm 12:2) e deixando-o entrar em nossas igrejas. O evangelho não é socialismo, não é uma ONG, nem autoajuda. O evangelho é o poder de Deus para salvar todo aquele que crê (Rm 1:16) e se não o conhecermos tal como ele é nas Escrituras, erraremos feio (Mt 22:29). Se olharmos apenas para o segundo mandamento mais importante (que é amar ao próximo como a nós mesmos) e taparmos os olhos para o primeiro (que é amar a Deus sobre todas as coisas) estaremos cumprindo de maneira totalmente errada e pecaminosa o segundo mandamento (Mt 22:37-39). Nunca poderemos amar ao próximo com um amor bíblico e cristão se não amarmos a Deus e a sua glória acima de qualquer outra coisa. Pois se amamos a Jesus, obedeceremos os seus mandamentos (Jo 14:15) mesmo que não agrademos os homens ou a nós mesmos. Atente-se para o que J. C. Ryle diz em um de seus livros:

"Estão se levantando mestres que atacam abertamente a doutrina da punição eterna, ou que estão procurando invalidá-la mediante as suas distorcidas explicações. Muitos estão ouvindo declarações plausíveis sobre 'o amor de Deus' e a impossibilidade de um Deus amoroso permitir um inferno de chamas eternas para os homens. Assim, a eternidade da punição é divulgada como uma mera 'questão especulativa' acerca da qual os homens podem acreditar da forma que mais lhes agradar. Em meio a todo esse dilúvio de falsas doutrinas, retenhamos firmemente a antiga verdade da Bíblia. Não nos envergonhemos de crer que existe um Deus eterno, um céu eterno e uma eterna punição. Lembremo-nos que o pecado é um mal infinito. Foi necessário uma expiação de infinito valor para livrar o crente das consequências do pecado; e há uma infinita perda, para o incrédulo que recusa o único remédio providenciado para resolver o problema do pecado. Acima de tudo, depositemos toda a nossa confiança nas claras afirmações bíblicas, como esta que temos à nossa frente. Um texto bíblico claro vale mais do que mil argumentos confusos."

Não quero, de maneira nenhuma, menosprezar o amor. Apenas quero ajudá-los a compreender o verdadeiro amor cristão. E este nunca será como é no mundo fora de Cristo. O amor verdadeiro não lança mão das Escrituras, não menospreza a glória de Deus, nem sua santidade, nem sua ira e nenhum de seus atributos. Este amor nunca fará parte de nenhum tipo de teologia liberal e nenhum discurso humanista. O amor cristão, no qual cremos, é aquele que exalta um Deus santo que se doou verdadeiramente para que pecadores como nós sejamos resgatados e totalmente transformados para o louvor da glória da Sua graça (Ef 1:4-6). 

"Amem o Senhor, todos vocês, os seus santos! O Senhor preserva os fiéis, mas aos arrogantes dá o que merecem." - Salmos 31:23

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Fonte: Electus
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Por que não canto Raridade do Anderson Freire

image from google

Não coincidentemente, a música mais tocada dos últimos dias é ela, “Raridade”, campeã de solicitações nas rádios e de quantidade de vezes que é cantada nas igrejas. Feita por Anderson Freire, essa música conseguiu atingir a todo o Brasil, “impactando” os corações até de quem não professa a fé cristã. Eis aqui os motivos, frase por frase, pelos quais EU não canto essa música.

"Não consigo ir além do teu olhar, tudo que eu consigo é imaginar a riqueza que existe dentro de você."

A música começa com uma daquelas frases poéticas que você não entende o porquê dela estar ali, mas ela dá um efeito bonito – e até romântico – na música. Não me surpreendo com isso vindo de uma música feita para vender. Além disso, notamos a presença da velha e boa sacada de músicas de rádio: exaltação do homem. Sim, caro leitor, a primeira frase já começa com uma boa massagem no ego de qualquer um que a escute. E quem não gosta disso, não é verdade? E a Bíblia? O que ela diz sobre o que há dentro de nós? A Bíblia diz que o homem natural é inútil, impossibilitado de fazer o bem, pecador, e não tem temor a Deus (Is 64:6; Jo 6:44, 65; Rm 1:21-32; Rm 3:10-18, 23) Porém, você pode dizer: “Essa música foi feita para o cristão. O que há dentro dele é Jesus.” Primeiro que se fosse mesmo Jesus nesta frase, o autor não diria “tudo que eu consigo é imaginar”, a não ser que ele não saiba que Jesus pode ser conhecido na Bíblia que nos foi revelada. Segundo que o fato de Jesus habitar em mim nunca deve ser motivo para que eu me ache raro. O evangelho é tesouro em VASOS DE BARRO, para que a excelência do poder seja de Deus e NÃO DE NÓS (2 Co 4:8).

"O ouro eu consigo só admirar, mas te olhando eu posso a Deus adorar, sua alma é um bem que nunca envelhecerá."

Como se já não bastasse o fato dessa música ser totalmente antropocêntrica, muitos ainda fazem questão de colocá-la no culto congregacional (é até engraçado como alguns esquecem que o culto é PARA DEUS e não para o homem). O ouro realmente é algo raro, algo valioso. O ouro é raro justamente por ser ouro. O metal não é como o ouro. O cobre não é como o ouro. O bronze não é ouro. Ouro é raro porque é ouro. O ser humano, em si, é valioso. É a única criatura que possui a imagem e a semelhança de Deus. Nenhuma outra ganhou esse privilégio. Nem os anjos!

Mas pense comigo: se o ouro começa a deixar de ser ouro puro, ele vai perder o valor, não é? A grande questão é que o ser humano, por causa do pecado, contaminou completamente a imagem e semelhança que ele tinha de Deus. Se a ideia dessa frase é mostrar o valor que o ser humano tem por ser humano, conseguiu. Mas ela tem um probleminha crucial: Ela se refere a mim e a você: PECADORES. Ainda que regenerados, mas ainda assim pecadores. E por isso não podemos, de maneira alguma, ser intermediadores de ligação alguma do homem para com Deus. O grande e único intermediador, o único ser humano que foi PERFEITAMENTE humano, o humano que deveríamos ser foi Jesus Cristo. Nós falhamos todos os dias em sermos humanos, mas alguém venceu. É por essa vitória que podemos olhar para Ele e adorarmos a Deus. Ele sim é uma raridade. JESUS é o grande centro do Evangelho.

A nossa alma nunca envelhecerá, mas ela poderá ter dois eternos caminhos. O de morte ou o de vida. Minha alma "rara porque nunca envelhecerá", por merecimento, deveria "não envelhecer" no inferno. Somente por causa de vida de Cristo, do que Ele fez por nós, é que podemos ter vida e vida em abundância. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 15:57)

"O pecado não consegue esconder a marca de Jesus que existe em você. O que você fez o deixou de fazer não mudou o inicio, Deus escolheu você."

Como disse o Rev. Francisco Macena: “Em boa parte das músicas evangélicas dos nossos dias canta-se demasiadamente sobre a centralidade do homem. Em nome da necessidade de levantar a autoestima, conceitos teológicos são invertidos e adaptados para fins psicológicos. Um exemplo dessa inversão pode ser visto na canção “Raridade” interpretada por Anderson Freire.”

Existe um problema e não podemos deixar que ele ganhe espaços quando falamos de música cristã. Achamos que falar verdades já é o suficiente. Quando na verdade, deveríamos analisar uma música como um todo e que mensagem realmente ela quer passar – mesmo que contenha algumas verdades. Dito isso, eu diria que a única parte que eu cantaria em toda a música seria essa. Mas, meu convite é que façamos os que os profetas faziam: Ainda diante de boas ações, eles analisavam as MOTIVAÇÕES! Por exemplo, é verdade que o pecado não consegue esconder a marca de Jesus em nós. Uma vez justificados, nenhuma condenação pode cair sobre nós. É Deus quem nos justifica (Rm 8:1; 33-34). Mas é isso mesmo que a música quer passar?

Li um artigo do pastor Aaron Menikoff sobre letras de músicas e logo após o primeiro questionamento “A letra é verdadeira?” surge este: "A letra é verdadeira, porém, enganosa?" Diante de uma música antropocêntrica, onde a raridade do homem é exaltada, demonstrando merecimento na graça de Deus, será mesmo que essa frase corresponde à verdade bíblica de que “onde abundou o pecado superabundou a graça”? A frase da música não seria um conforto para se viver no pecado? Isoladamente, tal frase seria até boa para pregarmos o evangelho a um não crente (ainda que seja bem perigoso afirmar a eleição de um ainda não convertido). Mas diante de uma música sem identidade, sem público definido, feita para vender, tão subjetiva, acho muito estranho afirmar coerência teológica nessa frase sobre a eleição em uma música que carrega o título “Raridade” direcionada ao HOMEM. É simples: troque “Deus escolheu você” por “Deus predestinou você” e o número de pessoas a cantar tal música diminuirá significativamente. As pessoas querem ser escolhidas, mas não predestinadas. Elas querem ser escolhidas por ALGO. Ainda que a letra afirme que o que eu fiz ou deixei de fazer não mudou o inicio (que é uma verdade), ela afirma que o que eu sou me fez ser escolhido. E a Bíblia rejeita isso. Deus rejeita isso. Logo, pois, [Deus] compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer” (Romanos 9:18). Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de DEUS.” (Efésios 2:8)

"Sua raridade não está naquilo que você possui ou que sabe fazer. Isso é mistério de Deus com você."

Novamente, aparece mais uma daquelas frases poéticas que são difíceis de entender e explicar. Sabemos que existem coisas sobre Deus que realmente não estão disponíveis para o homem, por pertencerem somente ao Senhor (Dt 29:29). Geralmente, chamamos isso de mistério, pois não nos foi revelado nas Escrituras Sagradas. Mas alguns vêm utilizando este termo quando não encontram base bíblica para sustentar posicionamentos de assuntos que, muitas vezes, estão claros na Bíblia. Talvez seja isso o que está acontecendo nesta parte da letra. A Bíblia é clara que é pela misericórdia de Deus que fomos salvos, não dependendo de alguma coisa eu faço (Rm 9:11), mas NÃO porque somos raros. Portanto, numa tentativa de mostrar que nossa raridade não é meritória, é dito que é um mistério de Deus. Oh, se fosse trocada a palavra "raridade" por "eleição" Desta forma, sim, seria bíblico. E pra piorar, dentro do que estamos vendo durante toda a letra, o autor talvez pense desta forma: "sua raridade não está naquilo que você possui ou que sabe fazer, mas sim no que você é." E como não enxergar méritos nisso?" Não sei e nem me pergunte, "isso é mistério de Deus com você".

"Você é um espelho que reflete a imagem do Senhor. Não chore se o mundo ainda não notou. Já é o bastante Deus reconhecer o seu valor."

Continuando o antropocentrismo e a exaltação humana, o refrão nos chama de espelho que reflete a imagem do Senhor. Sim, somos à imagem e semelhança de Deus, mas depois da queda, NÃO somos a perfeita imagem de Deus. Se somos um tipo de espelho, somos do tipo QUEBRADO. É evidente que devemos refletir à glória de Deus. Mas nem tudo que fazemos reflete, pois pecamos. Devemos, em tudo que fizermos, procurarmos refletir Sua imagem, enquanto somos moldados à imagem de Cristo, mas, infelizmente, não é isso que a música diz. E aí vem a pergunta: Pra quê devemos refletir a imagem do Senhor? A Bíblia nos responde: Assim resplandeça a vossa luz diante dos HOMENS, para que VEJAM as vossas boas obras e GLORIFIQUEM a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5:16). É o mundo que devemos iluminar. Se o mundo não notou que somos diferentes, que não somos como ele, se as pessoas sem Cristo acham que somos como eles, se elas não percebem, e nem se incomodam com a santidade que estamos buscando, devemos sim chorar.

Quando a Bíblia diz que devemos falar não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações (1 Ts 2:4), não é sobre os homens não notarem, é sobre NÃO AGRADÁ-LOS, pois ao homem natural, a palavra do Evangelho sempre será dura e confrontadora, como se fosse loucura. O ser humano tem um grande valor pra Deus, e sua Igreja Gloriosa ainda mais. Mas você? Suas obras? Sua raridade? Deixe Deus medir o valor de suas obras, o valor sua vida longe do sacrifício de Cristo, sem a santidade que Ele, por graça dá, e veja o quão certa será sua CONDENAÇÃO (Is 64:6)!

"Você é precioso, mais raro que o ouro puro de ofir. Se você desistiu, Deus não vai desistir. Ele está aqui pra te levantar se o mundo te fizer cair."

Propositalmente, vou deixar a primeira parte da frase para o final. Como toda música "gospel", a letra termina com um daqueles jargões que quase todo artista "gospel" diz para soar espiritual e comovedor: "Se você desistiu, Deus não vai desistir." E então eu me lembro de uma célebre frase do Paul Washer: "Deus nunca desistiu de você porque ele não pôs esperança em você." O problema é que dentro do contexto da música, podemos inferir que "se você está cansado de buscar a santidade, se você está cansado de lutar, não tem problema... Se você desistiu, Deus não vai desistir".

Lembro-me de uma pregação do John Piper na qual ele fazia uma pergunta: "Você treme diante do fato de que Deus está agindo em sua vida?" Porque a grande verdade, meu amigo, é que se não há fome por santidade em você, não há ação de Deus em sua vida. E isso é um perigo, pois a justiça dEle (e não Sua misericórdia) está sobre sua vida. Se você não quer mais lutar, se você está desistindo da vida cristã, por que você diria Não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim (Gl 2:20)? Cuidado! Essa frase pode gerar uma grande margem para uma vida em pecado com o pensamento de que "Deus não vai desistir". Deus não nos predestina para viver em pecado, Deus nos escolheu nele antes da Criação do Mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença (Ef 1:4). Quando caímos, Deus nos levanta. Sim, Ele nos preserva! Até o fim. Mas não é por isso que devemos viver caindo ou e nem nos conformarmos com nossas falhas. Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? (Rm 6:1-2). Ele não está só para nos levantar. Ele está aqui para ser devidamente glorificado!

E para terminar essa análise, deixo-vos esta passagem:

Clamai, pois, o dia do Senhor está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação. Portanto, todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará. E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão, como a mulher com dores de parto; cada um se espantará do seu próximo; os seus rostos serão rostos flamejantes. Eis que vem o dia do Senhor, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir. - Isaías 13:6-12

Graça e Paz.

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Autor: Richardson Gomes
Divulgação: Bereianos
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Vale tudo para evangelizar?

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Por Richardson Gomes


Nesse final de semana li um pequeno texto de uma antiga edição da revista da Juerp, de um autor que não me lembro o nome, onde ele cita uma pesquisa que foi feita em várias igrejas com a pergunta: "Qual a principal missão da Igreja?" A resposta foi quase sempre a mesma: "Evangelizar". E provavelmente esta também foi sua resposta. Diante de tantas estratégias para se conseguir um número maior de pessoas, onde muitos têm promovido festas, baladas, bares, curas, milagres, prosperidades e acham que "tá tudo certo com Deus" se colocarem o nome "gospel" no final da frase, uma reflexão deve ser feita: A principal missão da Igreja é glorificar a Deus, inclusive quando se prega a Sua Palavra. 

Hoje, os jovens não se contentam mais com a Palavra de Deus, não estão mais satisfeitos com ela, querem algo a mais. E aí, vêm aqueles que querem atrair o povo fazendo todo tipo de coisa pra chamar a atenção dos jovens. Se vestem de Chapolin, fazem encenações, põem jogos de luz, fumaça, artistas e pronto, o show está feito. Estão deixando de lado o que é certo pra fazer o que dá certo. O que falta hoje é amor à Glória de Deus. O que estão fazendo é simplesmente um circo para entreter toda essa criançada.

Contudo, ainda insistem no erro de que "muitos estão sendo transformados". E esse é o grande problema. Resultados nunca foram e nunca serão prova que ministério A ou B é fiel ao Senhor. Testemunhos, mudanças de vida, milagres e até vidas salvas não garantem que uma pessoa é correta. Garantem que Deus é misericordioso e soberano para usar quem quer que seja para cumprir seus planos eternos.

Pense comigo num violão e num instrumentista. Ainda que o violão seja perfeito, não haverá música boa se o instrumentista não souber tocar. Mas todos nós sabemos o que um exímio instrumentista pode fazer com qualquer violão. Não há glória para o instrumento. A diferença está na habilidade do instrumentista. Eis algumas passagens na Bíblia que nos ensinam que ser usado não significa ser fiel: 

Nabucodonosor foi um homem perverso, mas Deus o chamou de “meu servo”: E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele.” (Jeremias 27:6-7)

Na parábola dos talentos, todos são chamados de servos. Tanto os bons e fiéis, como os maus e inúteis: Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. [...] Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. [...] Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?” (Mateus 25: 14-15; 20-21; 24-26)

Até Satanás, quando Deus se irou contra Israel, foi usado por Ele para se levantar contra Seu povo. Até Satanás é servo de Deus. “Tornou a ira do SENHOR a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá” (2Sm 24.1). “Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (1Cr 21.1).

Reflita no que o apóstolo Paulo diz, quando ele e Apolo são vítimas de idolatria por parte de alguns de seus seguidores: Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; porventura não sois carnais? Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Coríntios 3:4-7)

Um ministério não é bom porque é usado por Deus, um ministério é usado por Deus porque Deus é bom. O problema é que quando as pessoas se prendem aos resultados para justificar seus ministérios, estão demonstrando que amam mais os resultados do que a Deus. Fidelidade é continuar temente a Deus, sem corromper-se, sem desviar-se do evangelho, sem deixar a centralidade de Cristo e a autoridade das Escrituras, mesmo que não haja nenhum resultado. Nem mesmo o apóstolo Paulo usou os resultados para defender-se. Pelo contrário, ele disse: “Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação” (1 Co 9:16). Peço-lhe que reflita nisso, com temor e tremor, e antes de achar que uma pessoa está no caminho certo somente porque é usada por Deus, lembrem-se: Deus usou uma mula.

Se você sabe que tem ouro nas mãos, você entende que não precisa de nenhum enfeite para valorizá-lo. Preguemos somente as Escrituras. Nos voltemos somente para Cristo. Nos rendamos somente à Graça de Deus. Glorifiquemos somente à Deus. Esta é a nossa missão: Proclamar a Glória de Cristo. Enquanto você oferecer doces para que as pessoas venham a Cristo, elas serão apenas cheias de doces e vazias de Cristo. Que em meio à tanta falta de zelo por Deus, nós possamos nos revestir da Sua Palavra, para que não caiamos nos mesmos erros. Que Deus tenha misericórdia de nossas vidas e nos preserve até o fim.

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Sobre o autor: Richardson Gomes é bacharelando no Seminário Batista do Ceará. Membro da Igreja Batista Missionária em Jd. América - Fortaleza/CE.
Divulgação: Bereianos
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