A Pessoa de Cristo - o Deus-homem

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1. Há duas divisões do ensino evangélico acerca de Cristo o Redentor. A primeira trata com a sua pessoa e a segunda com a sua obra [officia].

2. O redentor em sua pessoa é o Deus-homem [theantropos]; isto é, o eterno filho de Deus encarnado, ou feito homem no tempo. Jo 1:14: “O verbo se fez carne e habitou entre nós.” Gl 4:4: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher”. 1 Tm 3:15: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade; Aquele que foi manifestado na carne.”

A legitimidade da ordenação dos reformadores

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I. A principal causa eficiente deste chamado é Deus, quem chama o ministro internamente, e provendo-o com seus dons. O corpo que pode compor os ministros é toda a igreja, ou no mínimo a igreja representativa, pastores e presbíteros, ou o conjunto de pessoas da igreja [plebs], e não apenas bispo ou pastor. Os apóstolos não restringiram o privilégio de escolha somente a eles (At 1:23, 6;14:23).

II. Três atos são necessários para um legítimo chamado [para o ministério]: exame, eleição e confirmação.

III. O exame envolve tanto a vida como a doutrina. A vida precisa examinada antes da doutrina; se o comportamento é imoral, ele não pode ser admitido para um exame na doutrina.

IV. O procedimento para eleição é este: pessoas são nomeadas após sincera oração à Deus, do número daqueles que são escolhidos, e dentre eles é selecionado pelo voto da maioria, se votando por viva voz ou pelo levantar das mãos.

V. A confirmação é a indução da pessoa eleita, em que ele é designado para a igreja com oração pública, e seus chamado será confirmado pela imposição das mãos. Bispos não têm um poder superior e autoridade pelo direito divino.

VI. Os papistas ensinam falsamente que este chamado não é legítimo, se o último é feito pelos presbíteros e não pelo bispo.

VII. A igreja reformada aceitou o chamado dos que reformaram a igreja no tempo de nossos pais, não porque ele veio do papado, que foi um câncer na igreja, mas porque eles eram divinamente chamados por Deus e habitados com dons necessários. É objetado que eles eram chamados sob a autoridade papal, então, que deveriam ser rejeitados, pois o seu chamado expirou. Replicamos que é falso acusa-los de rejeição; eles não rejeitaram o evangelho, pelo qual foram chamados para pregar mesmo estando sob o papa, mas eles rejeitaram a corrupção do evangelho. Nem há alguma razão para afirmar que eles foram chamados para pregar a doutrina da igreja romana; se Roma coloca a sua doutrina sob o nome de evangelho, um ministro que encontrando contrária à real verdade do evangelho, poderia falar contra ela pelo privilégio de seu chamado. 

VIII. Nem podem apresentar algum fundamento sobre qual eles são capazes de desafiar o chamado dos nossos ministros de acordo com as regras acima. Antes de tudo respondemos àqueles que nos questionam por qual autoridade ensinamos no modo que Cristo respondeu a quem lhe perguntou: “o batismo de João, de onde vem, do céu ou da terra?” (Mt 21:25). Similarmente dizemos “a doutrina de nossos antepassados, que ouvimos entre nós até os dias de hoje, de onde procede? Se ela está em desacordo, deixamos que mostrem em que artigos; se ela está concordando, então eles não podem atacar o chamado de nossos ministros. Onde quer que a verdadeira doutrina seja encontrada, há ali verdadeiro chamado. E o chamado que corresponde ao exemplo dos apóstolos e a igreja primitiva é legítimo. É óbvio que o nosso chamado é desta natureza.

3. O direito de tomar decisões em matéria de doutrina é que, através dele, o entendimento da igreja em questões de doutrina e resolve controvérsias que perturbam a igreja.

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Autor: Johannes Wollebius
Fonte: Extraído de Texto de Johannes Wollebius, "Compendium Theologiciae Christianae" in: John W. Beardslee III, Reformed Dogmatics: seventeenth-century Reformed Theology through the Writings of Wollebius, Voetius, and Turretin (Grand Rapids, Baker Books, 1977), pp. 144-145.
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki, em 25 de Agosto de 2016.
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O que é teologia do pacto?

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A teologia do pacto é o Evangelho posto no contexto do plano eterno de Deus da comunhão com o seu povo, e o seu desenvolvimento histórico nos pactos das obras e graça (ou mesmo que nas várias etapas progressivas do pacto de graça). A teologia do pacto explica o significado da morte de Cristo à luz da plenitude do ensino bíblico sobre os pactos divinos, respalda de maneira fundamental o nosso entendimento da natureza e uso dos sacramentos, e provê a explicação mais completa possível dos fundamentos da nossa segurança.

Em outras palavras, a teologia do pacto é a maneira que a Bíblia tem de explicar e aprofundar o nosso entendimento da: (1) a expiação [o significado da morte de Cristo]; (2) a segurança [a base da nossa confiança da comunhão com Deus e o desfrute de suas promessas]; (3) os sacramentos [sinais e selos das promessas pactuais de Deus – o que são e como funcionam]; (4) a continuidade da história redentora [o plano unificado da salvação de Deus]. A teologia do pacto também é uma hermenêutica, uma aproximação ao entendimento da Escritura – uma ênfase que intenta explicar biblicamente a unidade da revelação bíblica.

Quando Jesus quis explicar aos seus discípulos o significado de sua morte, recorreu à doutrina dos pactos (veja Mt 26, Mc 14, Lc 22, 1 Co 11). Quando Deus quis assegurar à Abraão a certeza de sua palavra da promessa, recorreu ao pacto (Gn 12, 15, e 17). Quando Deus quis apartar ao seu povo, impactar a sua obra em suas mentes, revelando-se tangivelmente em amor e misericórdia, e confirmar a sua herança futura, recorreu aos sinais pactuais (Gn 17, Êx 12, 17, e 31, Mt 28, At 2, Lc 22). Quando Lucas quis mostrar aos primeiros cristãos que a vida e ministério de Jesus foram o cumprimento dos antigos propósitos de Deus para o seu povo escolhido, apelou aos pactos e citou a profecia de Zacarias que mostra que os crentes nos mesmos primeiros dias do ‘movimento de Jesus’ entenderam a Jesus e a sua obra messiânica como um cumprimento (não como um ‘Plano B’) do pacto de Deus com Abraão (Lc 1:72-73). Quando o salmista e o autor de Hebreus quiseram mostrar como o plano redentor de Deus é um plano ordenado e sobre qual base se desenvolveu na história, recorreram aos pactos (veja Sl 78, 89, e Hb 6-10).

A teologia do pacto não é uma resposta ao dispensacionalismo. Ela existe muito antes que os rudimentos do dispensacionalismo clássico fossem organizados no século XIX. A teologia do Pacto não é uma desculpa para o batismo de crianças, muito menos um mero convencionalismo para justificar ênfase particular dos sacramentos (ou a paedocomunia moderna e a regeneração batismal). A teologia do pacto não é sectária, pelo contrário, ela é um enfoque ecumênico reformado em relação ao entendimento da Bíblia, desenvolvido no surgimento da Reforma magisterial, mas com raízes que se estendem até aos primeiros dias do cristianismo católico e historicamente apreciado em todas as várias ramificações da comunidade reformada (batistas, congregacionais, independentes, presbiterianos, anglicanos e reformados). A teologia do pacto não se pode reduzir a servir meramente como a justificação para alguma visão particular dos filhos no pacto (a sucessão pactual), ou para um certo tipo de escatologia, ou para uma filosofia específica de educação (seja o homeschool, as escolas cristãs, ou as escolas clássicas). A teologia do pacto é maior do que essas coisas. Ela é mais importante do que elas.

“A doutrina do pacto se encontra na raiz de toda verdadeira teologia. Se diz que quem entende bem a distinção entre o pacto das obras e o pacto de graça, tem um mestrado em teologia. Estou convencido de que a maioria dos erros que os homens cometem com respeito às doutrinas da Escritura se baseiam em erros fundamentais com respeito ao pacto da lei e da graça. Que Deus nos conceda agora o poder para instruir, e a vocês a graça para receber uma instrução sobre este vital assunto”. Quem disse isto? Charles H. Spurgeon - o grande pregador batista inglês! Ele é, na verdade, um homem que se fora de nossa suspeita de ministrar secretamente uma visão presbiteriana dos sacramentos às desprevenidas massas evangélicas.

A teologia do pacto frui da vida e obra trinitária de Deus. A comunhão pactual de Deus conosco está moldada, e é um reflexo, das relações intratrinitárias. A vida compartilhada, a comunhão entre as pessoas da Santíssima Trindade, o que os teólogos chamam de perichoresis, ou circumincessio, é o arquétipo da relação que o misericordioso Deus do pacto compartilha com o seu povo eleito e remido. Os compromissos de Deus no pacto eterno da redenção encontram a sua realização no espaço-tempo no pacto de graça.

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Autor: J. Ligon Duncan 
Fonte: Third Millennium
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki
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A Predestinação

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1. Um decreto de Deus que afeta as criaturas pode ser tanto geral como específico.

2. O decreto geral é aquele em que ele determinou mostrar a glória de seu poder, sabedoria e bondade na criação e preservação de todas as coisas.

3. O decreto específico, chamado predestinação, é aquele que ele ordena esta glória de sua graça, misericórdia e justiça se revelando nas criaturas racionais, sejam eles eleitos ou réprobos.

PROPOSIÇÕES

I. Embora a predestinação seja um ato único e absolutamente simples na mente de Deus, todavia, levando em consideração a fraqueza do nosso entendimento, a predestinação como um destino último, pode ser diferenciada da predestinação com respeito aos meios. 

II. Todos os que estão predestinados para um destino, também têm predestinado os seus meios. 

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1. A predestinação afeta tanto os anjos como aos homens.

2. A predestinação dos anjos significa que Deus determinou sempre preservar alguns deles em [sua] felicidade original, em Cristo como cabeça,[1] e punir outros eternamente em abandoná-los de seu estado de sua própria harmonia, para revelar a glória de sua graça e justiça.

3. A predestinação dos seres humanos significa que, da raça humana que ele criou à sua própria imagem, mas que caíram em pecado por seu próprio ato, Deus determinou na eternidade salvar alguns por meio de Cristo, mas também condenar eternamente os demais, mantendo-os em sua própria miséria, para que revelassem a glória de sua misericórdia e justiça. 

4. Entretanto, há dois aspectos [pars] da predestinação: eleição e reprovação.

PROPOSIÇÕES

I. A predestinação é num sentido um decreto absoluto e ao mesmo tempo não. 

II. Ele é absoluto com respeito a sua causa eficiente [causa efficiens impulsiva] o qual nem é a fé do eleito, nem o pecado do réprobo, mas absolutamente a livre vontade de Deus. Nem é a fé ou a santidade prevista a causa da eleição, nem se tornou eleita a pessoa porque creu. Pelo contrário, ele crê porque foi eleito. Em At 13:48 “creram os que estavam ordenados para a vida eterna”. Nem somos escolhidos porque seríamos santos, mas “a fim de que sejamos santos e inculpáveis nele, em amor” (Ef 1:4). Nem é o pecado previsto a causa da reprovação. Se fosse, todos seríamos reprovados. Que Deus agiu sobre a sua absoluta e livre boa vontade [beneplacitum] é evidente em Lc 12:33: “é a boa vontade do Pai dar-lhes o reino”, e de Rm 9:15: “terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia”, e 9:18: “ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem lhe apraz”.

III. Mas o decreto da predestinação não é absoluto com respeito aquilo que ele oferece [materia seu obiectus], nem em relação aos meios pelos quais ele conduz.

IV. Aquilo que a predestinação realiza não é o homem considerado absolutamente, mas o homem é quem caiu em pecado pelo seu próprio ato. As razões para isto são óbvias. (1) O decreto pressupõe pecado ao revelar misericórdia e a ira, ou a justiça; a misericórdia é sem sentido exceto na presença do sofrimento, bem como a justiça ou da ira é sem sentido exceto na presença do pecado. (2) Somente a culpa pode ser reprovada. Mas o homem não é culpado quando criado por Deus, senão quando ele foi deformado por Satanás.

V. Todavia, o pecado não é a causa da reprovação, mas uma necessária condição no objeto [materia seu obiectus]. Embora ele não seja a causa da reprovação, no entanto, o pecado é uma causa da culpa [causa reprobabilitatis]. A diferença entre ser culpado e ser reprovado é o mesmo que entre potência e ato; todos os homens são culpados por causa do pecado, mas nem todos são réprobos.

VI. Portanto, a predestinação pressupõe os seguintes decretos: (1) criar o homem; (2) conceder a imagem de Deus ao homem criado, mas de tal forma que pudesse perde-la; (3) permitir a sua queda.

VII. Os meios pelos quais o decreto é conduzido são tais que, embora Deus atue apenas pelo seu beneplácito, todavia, o eleito não tem base para orgulhar-se, nem o réprobo tem fundamento para reclamar. Sobre o primeiro confere imerecida graça, e, sobre o outro reserva punição. 

VIII. Numerosas questões surgem: (1) Sobre qual direito Deus condena um homem à reprovação, sendo ele sua própria criatura? (2) Por que ele não elege, ou condena igualmente a todos? (3) Por que ele escolhe alguém como Pedro, e condena outro como Judas? A resposta para a primeira questão depende da causa material, que é um homem tão caído como culpado. A resposta da segunda vem do propósito, porque Deus pretende revelar a glória de sua misericórdia e sua justiça. A resposta da terceira vem da causa ativa, porque este é o modo que Deus deseja fazê-lo. Do mesmo modo, seria como perguntar por que um oleiro faz diferentes pratos do mesmo monte de argila, a resposta é encontrada no seu propósito de servir aos muitos usos dos pratos numa casa. Mas se for perguntado por que ele faz um vaso de um pedaço de todo o barro, e um pote de outra parte, a resposta está na causa ativa: isto é o que oleiro quer.

IX. Cristo pode ser considerado tanto Deus-homem, ou como o nosso mediador. Do primeiro ponto de vista ele é, com o Pai e o Espírito Santo, a eficiente causa da nossa eleição. De uma segunda perspectiva, ele é o meio de executar a nossa eleição. Portanto, se diz que somos escolhidos em Cristo (Ef 1:4); e de fato, somos conduzidos à salvação por meio dele. O decreto que nos salva é predestinação para um destino final; que é dar Cristo como nosso cabeça, predestinação significando a aplicação.

X. As palavras gregas próthesis [propósito], prógnosis [presciência] e proorismós [predestinação], podem ser diferenciadas pelo propósito de instrução, embora sejam muitas vezes usadas como sinônimos. Assim, a palavra próthesis se refere à intenção de salvar, enquanto que prógnosis à livre graça pela qual Deus nos vê como seus, e proorismós designa a predestinação para Cristo e os outros meios da salvação. Rm 8:28-29: “porque sabemos, que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito [katá próthesin]”. “Pois aqueles que ele preconheceu [proégno] ele também predestinou [proórise] para serem conformes à imagem de seu Filho”. 

XI. Estão errados aqueles que ensinam a doutrina da eleição ao mesmo tempo que negam a reprovação. A Escritura ensina a reprovação do mesmo modo que a eleição. Is 41:9: “eu te escolhi, e não te rejeitei.” Ml 1:2-3: “amei a Jacó, mas odiei a Esaú.” Rm 9:18: “Ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem lhe apraz.” Rm 11:7: “o eleito é alcançado, e os outros endurecidos.” 1 Ts 5:9: “Deus não nos destinou para a ira, mas para a salvação.” 2 Tm 2:20: “vasos para honra, e outros para desonra.” Jd 4: “desde muito tempo alguns homens dissimulados, foram destinados para a condenação”. 

XII. Assim como Cristo não é a causa da eleição, mas da salvação, do mesmo modo a incredulidade não é a causa da reprovação, mas da condenação. A condenação difere da reprovação como o meio de realizar um decreto se distingue do próprio decreto.

XIII. O propósito da reprovação não é a condenação, mas a revelação da glória da justiça de Deus. Entretanto, o homem não pode alegar que foi criado para ser condenado; pois a condenação pela qual a pessoa foi rejeitada, se conduz para o mal, não é o propósito, mas o meio da execução do propósito de Deus.

XIV. Dois atos da reprovação podem ser aceitos com o propósito de instrução: a negação da imerecida graça, que é chamada de preterição, e a entrega da merecida punição, que é chamada de condenação.

XV. Ao examinar a nossa eleição pela lógica, faz-se necessário proceder dos meios de realizar do próprio decreto, fazendo a origem de nossa santificação. O argumento é o seguinte: todo aquele que sabe que recebeu o dom da santificação [in se sentit donum] pelo qual morremos para o pecado, e vivemos para a justiça, é justificado, chamado ou habitado com fé verdadeira, e eleito. Mas eu sei [sentio] isto pela graça de Deus; e assim, eu sou justificado, chamado e eleito.[2] 

XVI. É diabólico o argumento de que se eu sou um eleito, então não necessito de boas obras, e que se eu sou um réprobo, elas são inúteis. Em primeiro lugar, um cristão não precisa decidir se ele é um eleito ou um réprobo; pelo contrário, ele deve examinar a sua fé como um meio de [verificar] a sua eleição. 2 Co 13:5-6 “examinem-se, vejam se realmente estais na fé; provai-vos, a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero reconheçais que não somos reprovados”. Em segundo lugar, este argumento separa assuntos que deveriam ser simples por serem corretamente subordinados, e une conceitos contraditórios. As boas obras devem ser subordinadas à eleição, mas nunca separados dela, bem como elas são os meios que quando realizados, certificam a nossa eleição. É contraditório para qualquer um, que sendo réprobo realizar boas obras.[3] 

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NOTAS:
[1] Sobre a relação dos anjos com Cristo, veja também Francis Turrentin, Loco IV, questão viii. Nota de John W. Beardslee III.
[2] Veja Turretin, Locus IV, questões xii, xiii. Nota de John W. Beardslee III.
[3] Wollebius define boas obras como sendo “aquelas ações que são realizadas pela graça do Espírito Santo, por causa de uma fé verdadeira e de acordo com as exigências da lei, para a glória de Deus, a certeza da nossa salvação e a edificação do nosso próximo”. Por isso, ele declara que um réprobo é incapaz de realizar boas obras. John W. Beardslee III, Reformed Dogmatics, p. 191. Nota de Ewerton B. Tokashiki.

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Autor: Johannes Wollebius
Fonte: Traduzido de Johannes Wollebius, Compendium Theologicae Christianae in: John W. Beardslee III, Reformed Dogmatics: seventeenth-century Reformed Theology through the Writings of Wollebius, Voetius, and Turretin (Grand Rapids, Baker Books, 1977), pp.50-53.
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki
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