Deus e nossas emoções

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Por Jonathan Edwards


As Escrituras, em toda parte, colocam a verdadeira religião principalmente em nossas emoções - no medo, esperança, amor, ódio, desejo, alegria, tristeza, gratidão, compaixão e zelo. Consideremo-las por um momento.

Medo - As Escrituras fazem do temor a Deus a parte mais importante da verdadeira religião. Uma designação muitas vezes dada aos crentes pelas Escrituras é "tementes a Deus", ou aqueles "que temem ao Senhor." É por isso que a verdadeira piedade é comumente chamada "o temor a Deus".

Esperança - Esperança em Deus e em Suas promessas é, de acordo com as Escrituras, uma parte importante da verdadeira religião. O apóstolo Paulo menciona esperança como uma das três grandes coisas que formam a verdadeira religião (I Cor. 13:13). Esperança é o capacete do soldado cristão. "E tomando como capacete, a esperança da salvação" (I Tess. 5:8). É âncora da alma: "da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segurae firme" (Heb. 6:19). Às vezes o temor a Deus e a esperança são unidos como indicadores do caráter do verdadeiro crente: "Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia" (Sal. 33:18).

Amor - As Escrituras colocam a verdadeira religião exatamente na emoção do amor: amor por Deus, por Jesus Cristo, pelo povo de Deus, e pela humanidade. Os versículos que nos ensinam isto são inúmeros, e vou tratar do assunto no próximo capítulo. Deveríamos observar, entretanto, que as Escrituras falam da emoção contrária, o ódio - o ódio pelo pecado - como uma parte importante da verdadeira religião. "O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal" (Prov. 8:13). Conseqüentemente, as Escrituras chamam os crentes a provarem sua sinceridade do seguinte modo: "Vós, que amais ao Senhor, detestai o mal!" (Sal. 97:10).

Desejo - As Escrituras mencionam muitas vezes o desejo santo, expresso em anseio, fome e sede de Deus e de santidade, como uma parte importante da verdadeira religião. "No teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma" (Is. 26:8). "A minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água" (Sal. 63:1). "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos" (Mat. 5:6).

Alegria - As Escrituras falam da alegria como uma grande parte da verdadeira religião. "Alegrai-vos no Senhor, ó justos" (Sal. 97:12). "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos" (Fil. 4:4). "Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria," etc. (Gal. 5:22).

Pesar - Pesar espiritual, contrição e coração quebrantado são uma grande parte da verdadeira religião, de acordo com as Escrituras. "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados" (Mat. 5:4). "Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus" (Sal. 51:17). "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos". (Is. 57:15).

Gratidão - Outra emoção espiritual sempre mencionada nas Escrituras é gratidão, especialmente como expressa no louvor a Deus. Aparece tantas vezes, principalmente nos Salmos, que não preciso mencionar textos particulares.

Misericórdia - As Escrituras freqüentemente falam da compaixão ou misericórdia como essencial na verdadeira religião. Jesus ensinou que a misericórdia é uma das exigências mais importantes da lei de Deus: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mat. 5:7). "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé" (Mat. 23:23). Paulo enfatiza esta virtude tanto quanto Jesus o fez: "Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia" (Col. 3:12).

Zelo - As Escrituras dizem que o zelo espiritual é uma parte essencial da verdadeira religião. Cristo tinha a realização dessa qualidade em mente quando morreu por nós: "O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tito 2:14).

Mencionei somente alguns textos, de um número enorme, que colocam a verdadeira religião exatamente em nossas emoções. Se alguém quiser contestar isto, deve jogar fora a Bíblia e encontrar outro padrão pelo qual julgue a natureza da verdadeira religião.

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O perigo que mora dentro de nós

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Por Renato César


Quem assistiu o filme “Advogado do Diabo” provavelmente se lembra do pecado predileto do príncipe dos demônios: a vaidade. O autor de Eclesiastes sabia muito bem dos perigos que a vaidade trás consigo, e não à toa sua fórmula “tudo é vaidade”, repetida diversas vezes ao longo do livro, tornou-se célebre até os dias atuais. Afinal de contas, quem está imune ao envaidecimento? O próprio Jesus foi tentado por Satanás nesta área, e não por acaso. Satanás conhece muito bem o tendão de aquiles do ser humano. Mas Jesus não caiu na mesma tentação na qual tantos de nós caímos.

A vaidade está muito além da preocupação com a aparência física. Quando ela se instala em nossos corações, torna-se um pecado que cresce dentro de nós sorrateiramente, aproveitando-se de nossas conquistas e sucessos para nos fazer imergir na ilusão de que somos ou temos alguma coisa proveniente de nós mesmos. Não demora muito para que outros pecados como o orgulho e a soberba nos sobrevenham, afastando-nos mais e mais da dependência da graça de Deus e empurrando-nos para um sentimento de autossuficiência diabólico.

Conta-se que certa vez, ao ser elogiado por um sermão pregado, Spurgeon teria respondido que o Diabo o elogiara da mesma maneira instantes antes. Certamente o príncipe dos pregadores sabia do risco que corria. Dentro do ser humano decaído passou a habitar a semente do auto-engradecimento, que se regada apenas um pouco tende a crescer com muita facilidade.

A prova dessa conclusão está patente nos tantos exemplos de homens e mulheres proeminentes no meio evangélico que passaram por uma nítida transformação em seus posicionamentos e postura, especialmente ao criticar outros irmãos ou denominações. A humildade e mansidão deram lugar à altivez e agressividade em muitos púlpitos e palcos. Nós, que estamos “aqui embaixo”, ficamos a nos perguntar como um cristão pode mudar tanto, mas temos de reconhecer que a maioria de nós agiria exatamente da mesma maneira se estivéssemos no lugar deles.

Por vezes dentro das igrejas prevalece a luta pelo poder, e se você, leitor, já se envolveu com liderança alguma vez, sabe muito bem o que estou dizendo. A motivação para ocupar cargos eclesiásticos, para muitos crentes, não é servir, mas ser servido, visto e respeitado. Lamentavelmente, estes estão mais preocupados com sua imagem diante dos demais membros do que em cumprir efetivamente o papel que lhes cabe. E, assim, muitos líderes acabam por centralizar tudo em torno de si, a ponto de boicotar irmãos que possam, de alguma forma, ameaçar sua reputação. Tentam matar seus liderados veladamente, fazendo-nos lembrar da perseguição que Saul empreendeu contra Davi motivado unicamente por ciúme e inveja, pecados também atrelados ao da vaidade.

Não é fácil ser humilde e reconhecer-se como dependente da graça de Deus quando somos bem sucedidos. O envaidecimento nos vem discretamente, e cresce a cada elogio que recebemos. Por isso, devemos ser cuidadosos sempre que as conquistas e vitórias vierem, pois o sucesso, bem mais que o fracasso, pode trazer risco à nossa espiritualidade, fazendo-nos pensar que somos alguma coisa, “porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gl 6:3). O Diabo até pode ser ardiloso e sagaz, mas não precisa de muitos recursos além de nossa natureza já inclinada ao pecado para nos fazer enveredar por um caminho de autodestruição, porque “o dia do Senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido” (Is 2:12).

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Sobre o autor: Renato César é cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE. Contatos: renatocesarmg@hotmail.com

Divulgação: Bereianos
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Afinal, qual o sentido da vida?

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Por Renato César


Eu diria que o grande tema da existência humana envolve a procura pela felicidade. Todos os dias surgem novas notícias de estilos de vida e métodos que prometem uma vida mais feliz. E na busca pela felicidade fazemos planos e nos dedicamos (embora alguns não) a alcançá-los. Mas, como cristãos, devemos nos perguntar: será esse o objetivo que Deus estabeleceu para nós, seres humanos?

Um cristão corretamente discipulado saberá que o homem não foi criado para ser feliz, mas para glorificar a Deus. Não nos faltam exemplos nas páginas da Bíblia de homens e mulheres de fé que passaram longe de uma vida feliz e confortável sob a perspectiva humana. Ao contrário, para alguns dos servos do Deus Altíssimo o serviço prestado era remunerado com sofrimento e seus frutos colhidos com lágrimas. Tais exemplos são suficientes para evidenciar a falta de afinação entre o famigerado conceito de felicidade que conhecemos e o presente nas palavras de Jesus, que escandalosamente chama “bem aventurados os que choram e sofrem perseguição por causa da justiça” (Mt 5:4,10).

Um dos maiores erros da humanidade é pensar que o sentido da vida é a felicidade. O ser humano não vem ao mundo para ser feliz. Quem vive em função desse objetivo, ao fim, encontrará tão somente a mesma frustração relatada por Raul Seixas em sua música “Ouro de Tolo”. Certamente, para todos que um dia realizaram seus objetivos, a pergunta que restará ao fim será: era só isso?

Não estou afirmando que não devemos buscar também nossa própria satisfação, mas que esta é secundária para aqueles que querem viver uma vida realmente com sentido. E este sentido é glorificar a Deus. 

Para concluir meu pensamento, quero deixar apenas uma pequena poesia para reflexão:

Cavamos cisternas para saciar a sede
Amontoamo-nos de bens
Fazemo-los nosso tesouro
Certos de comprar nosso regalo
Em busca da própria satisfação
E dizemos à nossa alma: deleita-te!

Logo das cisternas não se retira água
Cavamo-las mais uma vez
Esperançosos de que será suficiente
Cavamos de novo e novamente
Vão-se os dias, anos
Até que fartos e sem forças
Já não podemos carregar o que juntamos.

Que daremos pois ao Senhor da Terra
Quando nos cobrar a parte que lhe é devida?
Dir-lhe-emos: Perdoa-nos, Senhor
Tu nos deste a terra
Mas apenas lhe sugamos em nosso benefício.
E ele responderá: Na verdade, te digo:
Colheste apenas o que plantaste
E agora morres sem ter vivido.
Este, pois, será teu maior castigo:
Olharás para a vida que viveste
E nela não acharás sentido

Fonte: Jr 2.13 e Lc 12.16-21

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Sobre o autor: Renato César é cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE. Contatos: renatocesarmg@hotmail.com
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A bênção do trabalho

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“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.” 
(Pv 6.6–11)

Uma mãe trabalhou e sofreu muito para criar sua numerosa família. Um de seus filhos chegou a ser gerente de uma grande empresa. Quando sua mãe ficou viúva, esse filho a convidou para viver na casa dele: proveu-lhe um belo aposento e designou alguns empregados para cuidarem dela.

Depois de algumas semanas, notaram que a mãe saía às compras e ficava fora o dia todo. Notaram que sempre pedia ao chofer para deixá-la numa certa esquina às 8 da manhã e apanhá-la às 4 da tarde, três dias por semana e sempre nos mesmos dias. Descobriram que ela havia conseguido um trabalho de empregada doméstica diarista. A mãe explicou ao filho que não queria ofendê-lo, mas na verdade não estava satisfeita em não ter nenhum trabalho para fazer.

Devemos recordar que o trabalho é honroso, que é uma bênção e que a preguiça é um pecado.

A. Lerı́n
In: 500 ilustraciones
Via: Cinco Solas

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Uma carta aberta à minha filha

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Por Byron Yawn


(E uma exortação velada a pais cristãos
 e a jovens adultos cristãos em todos os lugares)

Querida L.Y.,

Em uma caixa em algum lugar na garagem há um filme de nós dois. Apesar de estar jogado e perdido, ele continua passando em minha memória. Eu estou te segurando. Você cabe perfeitamente em minhas mãos. Meu coração se encaixa perfeitamente entre seus dedos – por menor que eles sejam. Foi há muito tempo. É a personificação daquela velha metáfora que usamos para descrever pais e filhas: “Presos em seus braços” ou algo parecido. Não há dúvida, estou entrelaçado. Sempre estive. Silenciosamente, eu me abaixo e sussuro algo para você.  Fica difícil decifrar o que estou te dizendo nessa velha fita empoeirada. Mas eu sei exatamente o que eu disse: “Você sempre será essa criança aqui em minhas mãos. Nunca vou te abandonar nem te desamparar. Te amo”. Já faz quatorze anos, mas é como se fosse hoje.

Um dia, se Deus permitir, você saberá quão profundamente um pai ama seu filho. É a veia sem fim no coração de um pai. Mas você nunca saberá quão intensamente um pai ama uma filha. É difícil colocar em palavras. É uma mistura de força e suavidade que só existe nesse relacionamento. Um amor de pai paira como uma cidadela sobre o tesouro intocável da vida da sua filha. (É por isso que seu pai age como um suspeito atirador escondido à sua volta.) Uma filha cresce dentro de suas barreiras seguras. O amor de um pai pela sua filha é um preservador contra milhares de doenças tentando infectar a inocência da vida dela.

É de se espantar porque jovens são reduzidas às lágrimas quando elas olham para trás no filme de suas vidas e não conseguem ver a doçura de um pai? É profundamente lamentável… e desnecessário. Garotas precisam de pais. Negligência aqui é cruel. A pior coisa que um pai pode fazer às vezes é não fazer nada. Parece que eu aconselho a onipresente jovem com coração ferido toda semana. Ela é a jovem mulher perdida que busca valor próprio nas afeições de um rapaz – nunca tendo recebido isso do pai. A dor dela é profunda. A ternura é um poder sublime nas mãos de um pai. É impressionante ver o que o tempo investido mostrando amor aos oito anos faz a uma pequena garota quando ela tem vinte e oito. Ele constroi confiança como poucas coisas conseguem fazer. É uma fundação colocada dentro do coração.

Você não percebe completamente agora, mas um dia, em meio às dificuldades da vida, você verá o que eu tenho feito todos esses anos. Você verá o que eu sussurrei para você muitos anos atrás. Na escuridão da sua dor, você tocará o fundo e de repente sentirá uma fundação abaixo de você. Eu sei que você me ama. Sei que você me respeita mais do que qualquer outro homem nesse planeta. Mas eu não estive voltando seu coração para mim, tão quanto para o Meu Deus. Minha liderança em sua vida tem a intenção de te dar um pequeno vislumbre do incrível poder dEle sobre todas as coisas, incluindo você. Eu sei que o Meu Deus te sustentará.

Quando a hora chegar você sentirá uma firmeza que você nunca sentiu antes. Ali, naquele momento, o amor dEle será meu maior presente para você. Uma visão do poderoso Deus, que tenho diligentemente te mostrado conversa após conversa e carinho após carinho, aparecerá e te agarrará. Meu próprio amor, incompleto e imperfeito, agora fará sentido na infinita sombra dEle. Você se curvará calmamente sobre a sua vida e dirá: “Obrigado, papai. Deus é Grande. Ele nem me abandonou nem me desamparou”. Seu pai terreno ficará contente em ser ofuscado pelo seu Pai Celestial. Você não é minha. Você é dEle. Eu me alegrarei de dentro da fenda da grandeza dEle enquanto observo minha filha adorar com os joelhos que no passado eu colocava band-aids.

Oro para que meu cuidado por você revele nitidamente o amor do Nosso Salvador. Incondicional. Sacrificial. Paciente. Verdadeiro. Servil. Consistente. Presente. Oro para que meu sentimento sincero seja um contraste aos muitos enganos que se fazem passar por amor nesse mundo. Oro para que a visão de seu pai em adoração quebrantada por Cristo te dê a coragem para erguer o seu próprio coração em louvor diante da humanidade. Oro para que minha confissão transparente de pecado e fraqueza te incline a se refugiar na justiça de Cristo diante do seu pecado e fraqueza. Oro mais intensamente para que você não tenha meramente copiado a fé de seu pai, mas sinceramente tenha encontrado ao Senhor Jesus Cristo como o supremo objeto de sua própria fé.

Querida filha, não se acomode. Ame um homem que ame a Cristo mais do que a você – e a você mais do que ele mesmo. Seja atraída por ternura, humildade, abnegação, coerência e sacrifício. Busque aquele homem que carrega a marca da cruz do nosso Senhor na vida dele. Ame aquele homem que não vive no temor das suas emoções, mas no temor do seu Senhor. Não se case com um garoto… não importa quantos anos ele tenha. Não se apaixone pelo primeiro jovem que se aproxima de você e te dá atenção. Ao invés disso, siga aquele homem que se aproxima e se assemelha a graça incondicional do seu Senhor Jesus.

Lamento tanto pela condição geral da juventude masculina. Lamento por eles confundirem desejo sexual com amor. Entristeço-me por eles serem mais competentes em jogar do que em equilibrar o orçamento. Sofro por eles saberem mais sobre esportes do que doutrina. Desculpo-me por eles saberem melhor como manusear uma arma (o que é completamente respeitável em um sentido) do que eles sabem tratar uma mulher. Sei que piedade em um homem é difícil de achar. Mas ache-a. Senão, você vai passar sua vida criando o homem que você achava que tinha se casado. A igreja e essa cultura estão cheia de meninos disfarçados de homens. Deixe-os para lá.

O homem que você está procurando não é um menino. Ele é um servo. Ele se preocupa com suas necessidades acima das dele. Se sou pelo menos em parte o homem que afirmo ser, você deve olhar para o amor do seu pai pela sua mãe e saber o que estou descrevendo. Você deve ser capaz de reconhecer quando você o vir. Aquele homem que entregará a vida dele pela sua é o tipo de homem que você facilmente pode dar a sua vida por ele. O homem que se auto-sacrifica é fácil servir sacrificialmente.

Pela graça de Deus, eu pretendi apenas que meu próprio amor servisse como um limite máximo em sua alma. Nada, com exceção do amor de Cristo, será maior que o meu amor. Assim, quando aquele homem – por quem oro todos os dias – se aproximar e ultrapassar o amor do seu pai, você voluntariamente dará seu coração a ele. E eu (secretamente desejando atirar nele e enterrar seus restos em um lugar secreto) amorosamente darei meu tesouro a esse homem que derrubou a fortaleza do amor do seu pai com uma arma tão fina quanto um avental de servo.

Seu Pai.
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- Byron é o pastor sênior da Community Bible Church em Nashville/USA.
Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | Original aqui
Fonte: iPródigo
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Desventurado homem que sou!

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Por - A. W. Pink


“Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (v. 22), isso é verdade apenas sobre a pessoa nascida de novo. Todavia, aquele que tem prazer na lei de Deus encontra, em seus membros, outra lei. Isso não pode estar limitado aos membros do corpo físico, mas tem de ser entendido como algo que inclui todas as várias partes de sua personalidade carnal, a memória, a imaginação, a vontade, o coração, ...

Essa outra lei, disse o apóstolo, guerreava contra a lei de sua mente (a nova natureza); e não somente isso, ela também o fazia “prisioneiro da lei do pecado” (v. 23). Ele não definiu em que extensão se expressava essa servidão. Mas ele estava em servidão à lei do pecado, assim como todo crente também o está. A vagueação da mente, na hora de ler a Palavra de Deus, os maus pensamentos que brotam do coração (Mc 7.21), quando estamos envolvidos na oração, as más figuras que, às vezes, aparecem quando estamos em estado de sonolência – citando apenas alguns – são exemplos de havermos sido feitos prisioneiros “da lei do pecado”. Se o princípio mau de nossa natureza prevalece, a ponto de despertar em nós apenas um pensamento mau, ele nos tomou como cativos. Visto que ele nos conquistou, estamos vencidos e feitos prisioneiros. (Robert Haldane).

O reconhecimento dessa guerra em seu íntimo e o fato de que se tornou cativo ao pecado levam o crente a exclamar: “Desventurado homem que sou!”. Esse é um clamor produzido por uma profunda compreensão da habitação do pecado. É a confissão de alguém que reconhece não haver bem algum em seu homem natural. É o lamento melancólico de alguém que descobriu algo a respeito da horrível profundeza de iniqüidade que existe em seu próprio coração. É o gemido de uma pessoa iluminada por Deus, uma pessoa que odeia a si mesma. Ou seja, o homem natural e anela por libertação. Esse gemido. “Desventurado homem que sou”, expressa a experiência normal do crente; e qualquer crente que não geme dessa maneira está em um estado de anormalidade e falta de saúde espiritual. O homem que não profere diariamente esse clamor se encontra tão ausente da comunhão com Cristo, ou tão ignorante dos ensinos das Escrituras, ou tão enganado a respeito de sua condição atual, que não conhece as corrupções de seu coração e a desprezível imperfeição de sua própria vida.

Aquele que se curva diante do solene e perscrutador ensino da Palavra de Deus, aquele que nela aprende a terrível ruína que o pecado tem realizado na constituição do ser humano, aquele que percebe o padrão elevado que Deus nos tem proposto não falhará em descobrir que é um ser maligno e vil. Se ele se esforça para perceber o quanto tem falhado em alcançar o padrão de Deus; se, na luz do santuário divino, ele descobre quão pouco se parece com o Cristo de Deus, então, reconhecerá que essa linguagem de Romanos 7 é muito apropriada para descrever sua tristeza espiritual. Se Deus lhe revela a frieza de seu amor, o orgulho de seu coração, as vagueações de sua mente, o mal que contamina suas atitudes piedosas, o crente haverá de clamar: “Desventurado homem que sou!”. Se o crente estiver consciente de sua ingratidão e de quão pouco ele tem apreciado as misericórdias diárias de Deus; se o crente percebe a ausência daquele fervor profundo e genuíno que tem de caracterizar seus louvores e sua adoração Àquele que é glorificado em santidade. (Êx 15.11); se o crente reconhece o espírito pecaminoso de rebeldia que, com freqüência, o faz murmurar ou irrita-o contra as realizações dEle em sua vida cotidiana; se o crente admite que está ciente não apenas de seus pecados de comissão, mas também daqueles de omissão, dos quais ele é culpado todos os dias, ele realmente clamará: Desventurado homem que sou!. Esse clamor não será proferido apenas por aquele crente que se acha afastado do Senhor.

Aquele que está em comunhão verdadeira com o Senhor Jesus também emitirá esse gemido, todos os dias e todas as horas. Sim, quanto mais o crente se achega a Cristo, tanto mais ele descobrirá as corrupções de sua velha natureza, e tanto mais ardentemente desejará ser liberto de tal natureza. É somente quando a luz do sol inunda um cômodo que a poeira e a sujeira são completamente revelados. Quando estamos realmente na presença dAquele que é luz, ficamos conscientes da impureza e impiedade que habita em nós e contamina cada parte de nosso ser. E essa descoberta nos levará a clamar: “Desventurado homem que sou!”

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Eufemismo escondendo hipocrisia! (Como o pecado trabalha)

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Por Josemar Bessa

O homem é sempre um expert em auto-justificação e em calar sua consciência. Estava lendo uma história que mostra a capacidade do homem de usar eufemismos para esconder sua hipocrisia.

Um futuro pai contou:

“Minha esposa está grávida de cinco meses. No mês passado fui com ela para um ultra-som para ver o bebê e os médicos se certificarem de que tudo estava progredindo bem. Já tínhamos feito três antes e todas as vezes foram animadoras. A medida que o médico fazia o ultra-som, ele dizia – “vê aqui o pé do seu filho? Está venda as mãos do seu filho...”

Durante o procedimento ele disse e se referiu uma 50 vezes ao “meu filho”... “a mão do seu filho”, o “coração do seu filho...”

Mas então algo mudou.

Outro médico foi chamado a sala e por cinco minutos ele olhou para o coração do bebê (meu filho). A sala estava completamente silenciosa. Então ele começou a dizer que havia um tumor no coração do nosso filho e começou a descorrer sobre todos os cenários possíveis...

Em seguida o médico disse: “Se o feto for anormal, vocês tem a opção de interromper a gestação do feto”. A ligeira mudança no texto conta toda história. Eu estava em choque para respondê-lo. Mas logo me dei conta do que ele havia feito. A criança que minha esposa estava carregando em seu ventre só era uma criança se nós quiséssemos mantê-lo, como se isso fosse nossa escolha. No entanto, se não quiséssemos o bebê, ele era apenas um feto. Agora já não era mais a “mão do seu filho”, o “pezinho do seu filho”, o “coração do seu filho...” – Era apenas um feto que podia ser descartado.

Três semanas mais tarde veio outro ultra-som. O que parecia ser uma anomalia no coração, não era um tumor, mas uma variante normal. Aos olhos do médico nosso filho era um bebê novamente. Aos nossos olhos nada havia mudado, ele sempre foi o bebê, uma criança, nosso filho.”

O eufemismo na mudança de bebê, filho... para feto, não havia mudado nada, mas escondia a hipocrisia sórdida de quando queremos justificar o injustificável. Devemos sempre estar atentos, em todos os assuntos e em todos os casos, com os discursos de um mundo alienado de Deus que tentam encontrar anestésicos para entorpecer a consciência.

Devemos ter cuidado quando nós mesmos nos sentimos tentados a usar eufemismos para esconder a escuridão de nossos corações. Com o eufemismo o médico estava se auto-convencendo de que era um homem correto, bom... quando estava propondo assassinar uma criança por achar que ela tinha uma doença, rebaixando imediatamente o bebê o filho... a um mero feto que podia ser descartado.

O Pecado trabalha o tempo todo assim. Fique atento a todas as áreas de sua vida.

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O sexto sentido!

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Por - Josemar Bessa


Alguns anos atrás vi um filme surpreendente chamado O Sexto sentido. Um menino parecia estar sofrendo de um transtorno mental. Mas seus problemas tinham origem no fato de que ele via fantasmas. Mas os fantasmas que ele via não sabiam que eram fantasmas. Não sabiam que estavam mortos. Um psicólogo infantil tenta ajudar o menino, mas esse psicólogo não percebe que ele também está morto. Uma das cenas mais impactantes no filme é quando o garotinho olha para o psicólogo e diz: “Eu vejo gente morta!”

Cada vez mais na literatura, cinema, youtube... cresce uma fascinação mórbida pela morte, pessoas morrendo, mortos... Zumbis! Zumbis são criaturas (fictícias), homens mortos que são reanimados, andam, devoram... apesar de estarem mortos...

Apesar de não crermos em zumbis, vemos um mundo cheio de mortos vivos. Vivem ao nosso redor, entre nós, se casam, tem filhos, amam, lutam, odeiam, tiram férias, frequentam igreja... estamos literalmente cercados por mortos vivos.

Nós não somente estávamos entre eles, como de fato éramos um deles. Paulo diz: “E vos vivificou, estando vós mortos em delitos e pecados” – Efésios 2.1 – A palavra usada significa literalmente cadáver. Paulo está dizendo que cada membro da igreja em Éfeso antes eram completamente desprovidos de vida espiritual. Ele está dizendo que pecadores perdidos são completamente incapazes e também indispostos de chegar a Deus por iniciativa própria.

Todos nós sabemos o que morte significa. Uma pessoa morta é incapaz de responder a qualquer estímulo. Quando a pessoa morre seu corpo é reduzido a um vazio infinito, todo estímulo é fútil, não há capacidade de ouvir, falar, pensar... Os toques que antes tanto emocionavam já não produz nada, as vozes familiares ao ouvido caem agora num mundo de silêncio impenetrável. O corpo que foi cheio de vida agora não passa de uma concha vazia. Todas as famílias da terra já tiveram experiência com a morte, cada cidade tem cemitérios cheios de tristeza todos os dias...

Um homem morto perdeu toda a capacidade de responder ao mundo físico, e essa é a ilustração perfeita colocada por Paulo sobre os homens que não foram regenerados.

A morte é o oposto da vida. Cristo em João 17.3 diz: “E a vida eterna é essa: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro...”. João repete a mesma verdade: “Aquele que tem o Filho tem a vida, e quem não tem o Filho de Deus não tem vida” – 1 João 5.12. O homem natural está morto. Ele vive, se move, ri, busca prazer... mas estão mortos enquanto vivem. Não estão mortos para o mundo, mas estão mortos para Deus. Ele não está num estado de enfermidade mas que ainda sobra alguma vida que o deixe capaz de alguma reação em direção a Deus. Ele está morto.

Infelizmente grande parte da “igreja” de nossos dias acredita, contrariando todo o ensino bíblico,  que os perdidos tem uma capacidade de aproximação de Deus se desejarem, e em seus próprios termos, e quando bem entenderem... Mas os fatos são bem diferentes. Estão mortos. São incapazes de se achegar a Deus, se alguém tiver que ser salvo, Deus terá que soberanamente fazê-lo. É isso que Cristo ensinou em João 6.44: “ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer”. O homem precisa de uma ressurreição para vir a Cristo, e isso amigo, é uma obra inteiramente de Deus.

É por isso que as coisas espirituais não significam nada para o homem natural. É por isso que as coisas que agitam o coração regenerado nunca agita o coração do homem natural. Ele está morto. É por isso que ouvem o evangelho e  estão insensíveis as coisas de Deus. Quando Adão pecou, seus filhos morreram com ele: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” – Romanos 5.12

O homem regenerado não ouviu apenas a proclamação geral do evangelho. Ele ouviu um chamado específico, pessoal e eficaz: “Lázaro, sai para fora!” João 11.43

“E vos vivificou, estando vós mortos em delitos e pecados” – Efésios 2.1

Como o menininho do filme eu posso dizer todos os dias:  Eu vejo gente morta!

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Confie em Deus e não em estratégias humanas

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Por  – C. H. Spurgeon

“Pois tive vergonha de pedir ao rei uma escolta de soldados, e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho, porquanto havíamos dito ao rei: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira estão contra todos os que o deixam” Esdras  8:22

Uma escolta em muitos aspectos teria sido desejável para o grupo de viajantes, mas um santo sentimento de vergonha não permitiria que Esdras procurasse uma. Ele temia que o rei pagão pensasse que sua declaração de fé em Deus fosse mera hipocrisia, ou imaginasse que o Deus de Israel não fosse capaz de proteger Seus próprios adoradores.

Ele não poderia deixar sua mente confiar no braço da carne (ver II Cr. 32:8)  numa questão evidentemente do Senhor e, assim, a caravana inicia sua jornada sem proteção visível, guardada por Aquele que é a espada e o escudo de Seu povo. Receio que poucos crentes sintam este zelo santo por Deus; mesmo aqueles que de certa forma andam pela fé, ocasionalmente estragam o brilho de sua vida ao suplicar o auxílio dos homens.

Não existe maior bênção que não ter qualquer apoio ou suporte, a não ser ficar direto na Rocha Eterna, sustentado somente pelo Senhor. Buscariam os crentes doações para suas igrejas se eles se lembrassem que o Senhor é desonrado ao pedirem socorro a César? Como se o Senhor não pudesse suprir as necessidades de Sua própria causa!

Recorreríamos tão rapidamente à ajuda de amigos e familiares se nos lembrássemos que o Senhor é glorificado pela nossa confiança absoluta em Seu braço? Ó minh´alma, espera só em Deus. "Mas", alguém diz, "os meios não podem serem usados?" É claro que podem; mas nossos erros raramente consistem em sua negligência: na maior parte das vezes florescem da tolice de crer nos meios em vez de crer em Deus.

Poucos fogem, não confiando tanto na ajuda humana; no entanto, muitos pecam muito ao dar-lhe demasiada importância. Aprenda, querido leitor, a glorificar o Senhor por recusar valer-se dos meios, se, ao utilizá-los, vier a desonrar o nome do Senhor.

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Cristo sim! Igreja não! - Um erro grave

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Por Judiclay Santos

Desde a década de 60, uma época marcada pelo advento de muitas revoluções de natureza anticristã, a igreja vem sofrendo com a fúria de seus algozes que a acusam de todo tipo de absurdo. O mundo sempre odiou a igreja pelas mesmas razões que odiou Jesus de Nazaré (Jo 3.19). A juventude americana protagonizou um episódio que ainda hoje exerce influência sobre muitos. Jovens marcharam pelas ruas dos EUA vociferando uma frase “bonita”, mas absolutamente diabólica: “Cristo Sim! Igreja Não”. Uma pergunta: É possível amar a Cristo e odiar ou ser indiferente para com a igreja de Cristo? Creio que não. “O mesmo ímã, Cristo Jesus, que atrai pecadores a si e os transforma em santos, simultaneamente os agrega em comunhão íntima uns com os outros” (Willian Hendriksen).  

O crescente movimento dos desigrejados tem sido objeto de estudos em muitas partes do mundo. É verdade que muitas pessoas sofreram abusos no contexto de igrejas que por variadas razões não cumpriram seu papel de ser bênção na vida do povo de Deus. Todavia nada justifica o desprezo pela noiva do Cordeiro. Os detratores acusam a igreja de ser uma congregação de gente hipócrita, falsa e desumana. Sendo assim, o melhor a fazer é seguir a Jesus sem imiscuir-se com a igreja.

Certo náufrago foi encontrado em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou ali notou que havia três cabanas rudimentares cobertas com folhas de coqueiro. “Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?”, perguntou o capitão. “Sim, fiquei”, respondeu o náufrago. E completou: “Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja”. “E o que é aquela terceira cabana ali adiante?”, insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: “É a minha ex-igreja”. Moral da história: O problema não é a igreja, o problema é você, somos nós. É mais fácil transferir a culpa para a igreja do que reconhecer a próprias falhas individuais.

A igreja é a comunidade dos pecadores redimidos no sangue de Cristo. Igreja perfeita é uma ilusão que os imperfeitos projetam para esconder suas falhas. Uma igreja saudável é uma congregação de pessoas que estão sendo transformadas de glória em glória. Nesse processo amar uns aos outros é a maior evidência do nosso amor por Cristo. Nas palavras de João: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão”. O lema do evangelho é CRISTO SIM! IGREJA SIM!

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- Sobre o autor: Judiclay S. Santos é pastor, formado pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, professor de Teologia Sistemática e História da Igreja. Atua como pastor Sênior da Igreja Batista Betel de Mesquita, no Rio de Janeiro. Teólogo de linha reformada; é apaixonado por leitura, sobretudo por história, filosofia, teologia, política e cosmovisão cristã. Envolvido com missões no Brasil e no exterior já esteve em várias nações, dentre elas: EUA, Cuba, França, Inglaterra, Peru e Chile. Casado com Claudia de O Ribeiro Santos e é pai de Leonardo.

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Sofrer pelo Evangelho: A carta de uma mãe com câncer



Esta é uma carta escrita por Laura Gaultney Black para seus 3 filhos de 4, 7 e 9 anos. Aos 32 anos de idade, Laura descobriu que tinha câncer de mama quando estava grávida de sua terceira filha. Ainda grávida, ela sofreu uma mastectomia e teve sua filha via cesariana ainda com 33 semanas de gravidez, a fim de começar imediatamente a quimioterapia. O câncer de Laura foi curado. Porém, 8 meses mais tarde, ele retornou e se espalhou para outros órgãos, como o pulmão. Durante 5 anos, Laura lutou contra esse inimigo silencioso que aos poucos a matava. Durante esses 5 anos, Laura esperou por um milagre de Deus, sabendo que não existia nada na medicina que pudesse curá-la. Diariamente, ela orava e pedia que Jesus a concedesse o privilégio de criar seus 3 filhos, mas que a vontade dEle fosse feita, e não a dela. Como uma serva boa e fiel, Laura combateu o bom combate. Com dignidade, ela completou a carreira e guardou a fé. Deus não concedeu o milagre que ela tanto pediu, mas como uma filha obediente ela foi fiel até a morte. Dois dias antes de morrer, Laura escreveu em seu blog, “chegou a hora de terminar essa corrida do câncer”, e morreu dizendo “eu terminei, mas eu não desisti”.

Num mundo em que o Evangelho tem sido usado como produto de barganha para ganho e benefício próprio, o testemunho dessa irmã de fé é um encorajamento, como também um tapa na cara de todos nos cristãos que vivem esperando de Deus uma vida confortável, cheia de saúde, riqueza e felicidade. Como Laura disse nessa carta, viveremos estas coisas plenamente quando estivermos na presença de Deus. Hoje, Laura entende completamente o que agora só entendemos em parte.

Marcela Soares Arledge
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Queridos Will, Gracy e Caroline,

isso é o que eu quero que vocês saibam a respeito de sofrer pelo Evangelho.

Ninguém te avisa que talvez a parte mais difícil de viver seja morrer. Desde o dia 23 de abril de 2012, meu corpo tem continuamente falhado. Eu já não posso mais respirar sozinha sem a assistência de máscaras de oxigênio. Posso andar apenas curtas distâncias. Minhas costas muitas vezes travam. Estou cansada. Coisas que costumavam ser tão simples agora parecem muito difíceis. Parte meu coração não poder cuidar mais de minha família e até de mim mesma. Ah! Como eu adoraria ir pegá-los na escola mais uma vez. Como desejo poder sentar com todos vocês em uma mesa de restaurante e comermos uma refeição sem minhas crises de tosse ou sem estar conectada a um tanque de oxigênio. Só poder levá-los à piscina por uma tarde e assisti-los nadar seria delicioso. Este é certamente o momento mais difícil que já encarei.

Will, esta manhã acordei ao som do seu choro, deitado ao meu lado na cama. Quando lhe perguntei o que havia de errado, numa tentativa de me proteger, como você sempre faz, você simplesmente disse “Eu tive um pesadelo”. Mas eu te conheço, e eu sabia o que você estava pensando. Apesar de não termos conversado sobre isso, você consegue ver. Você e Gracy conseguem ver o que está acontecendo diante de seus próprios olhos. Mas pela graça de Deus, acho que Caroline ainda é muito novinha para entender. Ver-me assim parte seu coraçãozinho, e vê-lo assim parte o meu em mil pedaços. Eu simplesmente lhe segurei e disse “Não tem problema chorar. Eu já chorei. Papai já chorou. Isso tudo é muito triste. Mas não vamos desistir de ter esperança. Vamos continuar pedindo por um milagre”. Então nós dois oramos juntos. E aí, você dormiu.

Sim, meu corpo está morrendo. Não há qualquer esperança na medicina. Não há esperança em nada, apenas em um milagre. Mas isso já é suficiente. Deus é suficiente. Vou esperar nEle. Minha oração é exatamente a mesma de Cristo antes de encarar a cruz. “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice; no entanto não seja feita a minha vontade, mas a Sua”. Apesar de ser muito difícil pra eu orar pedindo para que a vontade de Deus seja feita, porque quero muito viver, não ouso terminar essa oração de outro modo porque creio que pedir por qualquer coisa que não seja a perfeita vontade de Deus seria pedir por algo imperfeito para todos nós. Amo tanto vocês que não posso pedir nada que não seja a vontade perfeita do Pai. Não posso compreender como eu morrendo seria o melhor para todos nós, mas confio que se é isso o que Deus decidir, então é o melhor. Isso é apenas um pouquinho do que andar pela fé e não por aparências significa. Qualquer que seja o resultado, iremos louvar a Deus sabendo que é a sua vontade boa e perfeita.

Antes de ficar muito doente, fui convidada para dar um testemunho em um estudo bíblico de mulheres na igreja de Briarwood a respeito de sofrer pelo Evangelho. Depois que fiquei muito doente, percebi que provavelmente eu não poderia estar presente para dar esse testemunho. Por isso, decidi escrever o testemunho, para que outra pessoa lesse para o grupo de mulheres. Decidi que esse conceito é tão importante que seria bom o incluir em umas das cartas que estou escrevendo para vocês.

Paulo diz a Timóteo: “participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos, e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho, para o qual eu fui designado pregador, apóstolo e mestre e, por isso, estou sofrendo estas coisas;” (2 Timóteo 1:8-12). Então, no capitulo 2:3, Paulo diz: “Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.”.

A primeira pergunta que você deve se fazer é: “Por quê?”. Por que um Deus amoroso permitiria que Seus preciosos filhos sofressem ou até mesmo os chamaria a sofrer? Quero dizer, Deus pode fazer qualquer coisa. Por que o Evangelho não pode ser: “Venha a mim e te darei saúde, riquezas e felicidade”? O Evangelho não podia ser assim? Alguns falsos pregadores da Palavra dizem ser esse o Evangelho. Nada poderia ser mais distante da verdade! Existem elementos de saúde, riquezas e felicidade na caminhada cristã, mas não acontece do lado de cá.

O problema é que somos criados com mentes finitas. Somos limitados em nossos pensamentos porque foi assim que Deus nos criou – limitados. Nenhum de nós pode entender plenamente a eternidade. Podemos tentar. Podemos chegar perto, mas não podemos realmente entender. Então, aqui estamos nessa terra, com nossas mentes finitas, tentando entender um conceito que realmente não podemos compreender – então falhamos. E, quando falhamos, começamos a focalizar e nos concentrar naquilo que compreendemos, no que sabemos: essa vida. E quando focalizamos nessa vida, tudo parece tão sofrido, toda nossa dor, todos nossos problemas parecem tão dolorosos, tão equivocados, tão abandonados por Deus. Quando, na verdade, sofrimento não deveria ser uma surpresa para nós. Deus não apenas nos diz para esperamos por sofrimento, Ele quer que vejamos o sofrer por Ele como um privilégio. Por quê?

Sofrimento acrescenta ao Reino. Nada atrai mais a atenção das pessoas do que ver alguém sofrendo e dando um testemunho cristão ao mesmo tempo. Vamos ser honestos, você pode cantar Aleluias quando você ganha na loteria, quando seu primeiro netinho nasce no dia do seu aniversário ou quando você foi promovido, mas quem se importa? Não estou dizendo que não é bom louvar a Deus por essas coisas. Claro que você deve louvá-Lo por essas coisas e se alegrar nelas, mas isso não leva as pessoas em direção à cruz. Quando você se alegra e O louva nos momentos bons, isso é esperado. Entretanto, quando você se alegra e louva a Deus em meio ao sofrimento, isso direciona as pessoas à cruz de Cristo. Não há nada em nós que escolheria fazer isso, então quando outros nos veem tomando uma atitude como esta, eles percebem que é somente pelo sangue de Jesus. Apenas o amor de Jesus, somente a fidelidade do Pai, poderiam atrair nossos corações para tão perto dEle durante essas situações.

É por isso que sofrer pelo Evangelho é um privilégio tão grande – esse sofrimento nos dá a chance de levarmos outras pessoas até Jesus. E não é para isso que existimos? Temos toda a eternidade para viver com Jesus em saúde, riquezas e felicidade. Mas temos apenas esse breve sopro de vida na linha do tempo da eternidade para levarmos pessoas até Cristo. E essa é a única chance que temos de criar qualquer tipo de impacto verdadeiro durante nossas vidas – levar pessoas a Jesus.

Se Deus tivesse me perguntado: “Ei Laura, você quer ter câncer por 5 anos e deixar seus preciosos filhos assistirem seu corpo adoecer e minguar enquanto se preocupam se vão ou não perder sua mãe, não tendo nada que você possa dizer ou fazer para confortá-los, por que você mesma não saberá se irei curá-la ou levá-la? Isso irá trazer pessoas até Mim, o que você acha?”. Não sei o que eu teria dito. Gosto de pensar que eu confiaria em Deus o bastante e teria fé o suficiente para dizer: “Qualquer coisa por Ti, Senhor”, mas não sei. Mas Deus não me deu uma escolha. Da mesma forma, na vida, vocês não terão uma escolha de sofrer ou não. Vocês, meus queridos filhos, já foram expostos ao sofrimento através dessa minha jornada. Vivemos num mundo falho e caído, e vocês irão sofrer. A pergunta é: vocês irão sofrer em vão ou irão sofrer pelo Evangelho? Escolham sofrer pelo Evangelho. O que isso significa é que quaisquer que sejam as circunstâncias que se apresentarem em suas vidas, vocês irão escolher lembrar que Deus sempre os ama e que Deus é sempre bom. Se vocês realmente acreditarem nessas verdades, então terão a fé necessária para andarem com segurança no meio da escuridão. Se tiverem a fé para continuarem andando, vocês O verão ao longo da jornada e acharão lugares dignos de louvor e ações de graças. Quando vocês acharem lugares ao longo da jornada dignos de louvor e ações de graças, então vão e compartilhem isso com outras pessoas, e isso as levará até Jesus. Se vocês direcionarem pessoas para Cristo, então vocês terão sofrido pelo Evangelho.

Deus não me deu a opção de andar ou não por esse caminho, mas Ele tem me dado a misericórdia, a compaixão e a graça para andar por esse caminho. Descobri ser realmente verdade que as Suas misericórdias se renovam a cada manhã. Sua compaixão nunca falha. Sua graça é realmente suficiente. Até mesmo esse caminho duro e longo que tenho seguido tem sido repleto de bênçãos sem medida. Houve muitas, muitas pessoas que sofreram pelo Evangelho e nunca viram a recompensa por seus sofrimentos até que chegaram ao céu. Deus tem sido gracioso ao me permitir ver alguns dos benefícios gerados através desse sofrimento. Pessoas já me disseram que vieram a conhecer a Cristo por causa do meu sofrimento, outras aprofundaram na fé por causa do meu sofrimento, que a fé delas é maior por causa do meu sofrimento. Isso é suficiente. Espero que seja suficiente para vocês também. Se Deus escolher me levar de volta ao lar, por favor, saibam que tudo isso não foi em vão. Por favor, saibam que Deus permitiu que o sofrimento de nossa família levasse pessoas até Ele. Espero que vocês se alegrem nisso. Eu sinto muito, muito mesmo pelo sofrimento de vocês. Nem tenho palavras que possam adequadamente expressar o quanto sinto por vocês. Mas minha oração é que a glória de Deus seja maior que a dor que vocês estão sentindo. Amo tanto vocês três. Obrigada por andar por esse caminho comigo. Obrigada por me amar, apoiar, orar comigo e por mim, e por estarem ao meu lado todos os dias. Vocês não fazem ideia do quanto isso me ajudou. Sou para sempre grata.

Amo vocês,

Mamãe.
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Por Laura Gaultney Black Copyright © 1997-2012 CaringBridge®, a nonprofit organization.
Tradução: cedida gentilmente ao voltemosaoevangelho.com por Marcela Soares Arledge. Um agradecimento a irmã da Marcela, Débora Pereira por mandar esta pérola para nós!
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NASA descobre comida em Marte!

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NASA descobre comida em Marte!
Por Márcio de Souza

Só pode ter sido isso! Foi transmitido na rede mundial de computadores! Um verdadeiro furo de reportagem! A aterrissagem do pequeno veículo da NASA em Marte, para exploração de parte do planeta vermelho. Projeto ousado, custou mais de 5 bilhões de dólares aos EUA em gastos com engenharia, logística e etc… Realmente um grande passo na corrida espacial.

Mas enquanto isso, de forma simultânea as especulações sobre vida em marte, sobre a possibilidade de haver bactérias que comprovem que um dia houve ou que ainda pode haver vida em marte, aqui na terra, bilhões de pessoas morrem de fome e vivem privados de suas necessidades básicas. Crianças são escravizadas no Brasil para trabalho escravo, em Uganda, até hoje o exército de Kony mutila, estupra e usa crianças para fazer guerra, milhares de adultos em todo 3° mundo mendigam e disputam espaço com cães em calçadas e urubus em lixões. NASA, EXISTE VIDA NA TERRA!

Quando a sonda pousou em marte todo mundo comemorou, mas poucos se importam com as cenas de miséria extrema que vemos na internet. Gostaria de comemorar outras coisas, como por exemplo, a queda do índice de mortalidade infantil, a erradicação da miséria mundial, o fim da escravidão humana. 5 bilhões de dólares certamente não resolvem o problema do mundo, mas salvaria milhares de vidas.

Se os homens entendessem que os recursos para alimentar os famintos, vestir o nú e dessedentar os sedentos não estão em marte, mas aqui mesmo, no bolso dos governos e governantes, o mundo seria um lugar bem melhor para se viver!

E no mais, tudo na mais santa paz!

Fonte: Gospel+
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Sofrimento - Por Augustus Nicodemus Lopes

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Fonte: Escola Charles H. Spurgeon
Divulgação: Bereianos
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A maquininha do cartão e a generosidade de Stênio Március

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Por Antognoni Misael

 Ano passado editei parte da declaração do cantor Stênio Marcius que dizia: “Jamais a venda de CDs será prioridade. Não quero nada, fama, elogios, reconhecimento, estou bem satisfeito com a salvação. Quero + de Cristo!” Mais surpreendido fiquei quando tive uma experiência real com o querido Stênio e sua esposa, Selma – que pode parecer simples, porém foi fantástica.
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Durante alguns dias pude ser grandemente abençoado com a presença do querido e suas canções no evento do Encontro para a Consciência Cristã na cidade de Campina Grande-PB. Canções como O Tapeceiro, É n’Ele, Alguém como eu, dentre tantas cantadas naquele tabernáculo com mais de 6 mil pessoas, me fizeram imaginar uma sinfonia de louvor sendo entoada na eternidade para a glória de Deus. Há tempos que eu almejava ver a igreja do Senhor O adorando com canções de graça, sem mantra, pula-pula, frases desconexas, rimas pobres, etc., onde a arte, a glória e a honra são oferecidas ao maior artista, o Rei do Universo.
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O fato mais relevante ocorreu quando me dirigir ao standard dos CD’s do Stênio Marcius para adquirir o seu mais novo álbum A Beleza do Rei. Ao me dar conta de que estava sem dinheiro em espécie e acreditando que os queridos usavam a tão prática maquininha do Cielo para cartões de crédito e débito, perguntei a Selma se vendiam em débito automático. Ela me falou que infelizmente não tinham a maquininha. No mesmo instante, ao informar que iria realizar o saque num caixa eletrônico mais próximo e em seguida retornar para a compra fui interceptado por ela que disse: – “leve o CD, e quando puder deposite o valor em nossa conta indicada no encarte do disco”! No momento não aceitei, visto que nunca tinha feito uma compra de CD assim; embora não pondo em jogo a minha honestidade, mostrei que reprovei essa transação haja vista não ser conveniente pra quem vende: “- estamos no Brasil, e isso não é legal”, falei em tom de riso.
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Selma insistiu. Me constrangeu ao dizer que levasse pois sempre faz isso quando as pessoas estão sem o dinheiro na hora, e que Deus nunca lhes deixou faltar as despesas investidas nas prensagens dos discos. “- Não é você nem as pessoas que compram nossos discos que nos sustentam, mas Deus! Leve o CD, seja abençoado, e quando puder nos abençoe”, foi mais ou menos isso que ouvi. Contudo, diante dessa situação resolvi ficar com o disco “A Beleza do Rei” e constrangido com a alegria, fé e energia dela, fiquei por ali a observá-la fazer o mesmo com alguns irmãos que por lá passavam crendo que iam compra o CD via maquininha.
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Pouco tempo depois chega Stênio, super simpático, atencioso, gente de Deus. Pessoal, naquela oportunidade pude conversar um pouco e conhecer de perto alguém que não tem nada de astro, mas é gente simples, humilde, cheia de graça, e que vive literalmente na dependência de Deus. Alguém que de fato não tem pretensão de fama, riqueza, dinheiro, e sucesso na mídia, como bem frisou ele outrora, “estou satisfeito com a salvação”. Que possamos aprender com tal exemplo.
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Enquanto os astros de “Gezui$” cobram altos ingressos em prol de show’s onde o dito cujo entra pelos fundos e no fim foge pela culatra cumprindo o seu contrato profissional (ou até mesmo com medo do assédio de muitos “gospelmaníacos”), tem gente fazendo a obra de forma séria e abençoando a igreja do Senhor com simplicidade e excelência. Nos dias de hoje, falando-se de música cristã, as diferenças são claras. Quem tem olhos, veja!
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Fonte: [ Púlpito Cristão ] 
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