A crise do capitalismo global e o sistema de crença evangélico brasileiro hoje.

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Por: Anderson Clayton

Para muitos intelectuais, talvez não seja claro a relação entre fenômenos macrossociais, como a crise do capitalismo global que se iniciou em setembro de 2008, e realidades intrapsíquicas (subjetividade humana) mantidas por crenças operantes, quer sejam estas funcionais ou disfuncionais.

No entanto, seria difícil entender a dinâmica do crescimento neopentecostal sem esta compreensão, que se preconiza na psicologia do discurso evangélico, cujo propósito parece ser claro: alterar a autocompreensão das pessoas que postulam a fé (em sua dimensão prospectiva) e vivem num mundo prenhe de incertezas.

Aliás, a “vida líquida” (Zygmunt Bauman), como característica ontológica que figura o horizonte social da globalização, é marcada sociologicamente por uma realidade com implicação dramática na subjetividade humana, a saber: a instabilidade psicossocial. Nesta, se preconizam algumas crises que parecem muito comuns para os brasileiros como um todo e, em particular, para o público evangélico de confissão neopentecostal: crise de identidade social, crise de empregabilidade, crise de perspectividade, entre outras.

A política de mercado livre, já nos falava John Gray, gera instabilidade nas sociedades capitalistas como um todo. A atual crise do sistema financeiro internacional não só confirma a análise de Gray, como também descortina um horizonte repleto de incertezas. Por isso se fala de uma crise financeira que afeta negativamente o capitalismo de mercado (gera escassez de crédito).

Com esta crise, a prática do consumo está sendo reduzida nos países que entraram numa recessão econômica, gerando preocupações que levaram muitos economistas a fazerem uma interpretação pessimista do cenário econômico mundial para os próximos anos. A crise do sistema financeiro produziu uma retração econômica no mercado, o que tem levado alguns países a um processo de desaceleração econômica.

Existem implicações para a subjetividade humana num cenário socioeconômico em que figura tal realidade de crise financeira no capitalismo contemporâneo?

A instabilidade social, produzida por uma crise macroeconômica, pode ser verificada na tendência crescente de desempregabilidade nos países de economia desenvolvida e em desenvolvimento. Quanto maior é a incerteza no mercado, mais frágil se configurará o cenário de empregabilidade nos países de economia de capitalista. A lógica de exclusão se verifica algoz na cadeia epifânica do fenômeno social: desemprego e a não-participação efetiva no mercado de consumo.

Entretanto, existe uma implicação psicológica que se desencadeia neste fenômeno social: a produção de crenças disfuncionais de desamparabilidade econômica. A não-participação efetiva numa sociedade de consumidores produz deformações na subjetividade que se constrói na autoimagem das pessoas consideradas não-produtivas: quem não produz, não pode consumir.

Porém, não é o simples consumo que as pessoas buscam na prática de consumir. De acordo com Bauman, há um dispositivo de hedonização da vida presente na cultura do consumo. A prática do consumo produz sua síndrome, e esta, uma vez reativada, torna o consumo uma realidade que potencializa a dinâmica libidinosa da “economia do prazer”. Daí o prazer pelo consumo ser definido por alguns intelectuais como sendo a expressão compulsiva de um ego tomado pela síndrome do consumismo.

Ser ou se sentir excluído desta realidade produz crenças inoperantes, tais como a crença disfuncional de incompetência para o consumo. O senso de desamparo provém da constatação do “eu” improdutivo ao admitir sua própria incompetência para participar do banquete preparado pela “sociedade da opulência”. O que fazer numa configuração social assim, marcada por aquilo que Giddens chamou de “cortina de ouro” (uma configuração econômica marcada pela inclusão ou exclusão social pela via do consumo)?

A chave para o prazer é o consumo. Mas só tem acesso ao consumo quem é considerado produtivo no capitalismo de mercado. Como a desempregabilidade é uma variável crescente na atual crise financeira, é cada vez mais candente a produção industrial de crenças disfuncionais de desamparo econômico.

Esta variável psicológica produz uma demanda pela fé. Neste sentido, a globalização também produz seu sistema de crença religiosa para dar amparo/resgate aos que foram infectados pela síndrome de desamparabilidade econômica. A desempregabilidade crescente exige uma resposta de fé que produza uma descomplexificação do horizonte turvo desencadeado pela crise do sistema financeiro. Em termos sociopsicológicos, isso significa reduzir o alto grau de indeterminação que existe na crise de perspectividade nos indivíduos excluídos que “subvivem” no capitalismo de mercado.

É neste contexto que as novas espiritualidades nascem com seu discurso de efeito psicológico otimizador, com o claro objetivo de revitalizar o sistema de crença das pessoas que foram atingidas pelos desdobramentos sociopsicológicos da situação de desempregabilidade. Na teologia da prosperidade, há uma “metafísica do sucesso” prometida. A antropologia que se desenvolve nesta concepção de espiritualidade produz o retrato de uma realidade hipostasiada (otimização das possibilidades) pela crença funcional de “re-amparo” das pessoas que foram visceralmente atingidas pela incerteza e vulnerabilidade provenientes daquilo que Bauman chama de “medo derivado”.

A fé-prospecção é o elemento que dá contorno a estas espiritualidades. Entretanto, a política de auto-amparo, proveniente deste tipo de fé, produz um narcisismo moral que gera uma espiritualidade de autotranscendência na qual o trinômio fé, felicidade e consumo define um novo conceito de experiência religiosa: crer é prosperar. Só experimenta a prosperidade material quem exerce sua fé sem restrição teológica. Deus é maior e faz infinitamente mais do que tudo aquilo que os dogmas teológicos preconizam, e seus limites compreensivos alcançam.

O que é preciso deixar claro na análise deste novo modelo de espiritualidade evangélica brasileira é o fato de que não existe crise que seja maior do que a fé em seu legítimo exercício a serviço de um novo ator religioso: o “eu posso”. Neste espectro de fé prospectiva, a síndrome de desamparabilidade decreta sua insolvência, e a ética do sucesso, que produz resultados positivos, revela sua amizade com os auspiciosos ideais de consumo de uma economia de mercado.

O sistema de crença neopentecostal desenvolveu uma espiritualidade reativa, tornando a ameaça, proveniente de um horizonte prenhe de incertezas, o elemento motivacional de autossuperação de uma fé que elegeu a crise para impor, pelo menos na retórica, sua receita psicoantropológica de uma vida sem medo do futuro, bem como sua coragem de ser na fé numa sociedade povoada por infindáveis riscos sociais.

Para este sistema de crença, não há crise financeira que altere a semântica teológica da moralidade narcisista de progresso do “eu tudo posso”. A meta de sua retórica é sempre revitalizar, em nível psicológico, crenças funcionais de amparo, seja este de quaisquer natureza e gênero. É a partir desta tese que o empreendimento neopentecostal tem fundamentado seu ethos e sua lógica de expansão.


• Anderson Clayton, casado, dois filhos, é doutor em teologia e doutorando em sociologia. É professor do Instituto Superior de Teologia Luterana e pastor colaborador na Igreja Confessional Luterana.

Fonte: [ Revista Ultimato on line ]
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Campanha do "molho de chave$"

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Clique na imagem para ampliar

Fonte: [ http://gracaplena.blogspot.com ]

Como não poderia faltar, na 5ª chave da campanha, o tema: Não roube a Deus. Uma especialidade dos pregadores Malaquianos, mais "criativos" do que nunca. Mais uma campanha de "molho de chaves" com o intuito e$pecialmente financeiro. E o Evangelho verdadeiro sendo deixado de lado...

RM

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Arca-bouço da manipulação.

.Atualizado em 9/fevereiro/2009



"Agora a arca da aliança irá entrar, quando ela estiver entrando, vocês vão olhar para ela, se possível, tocar nela, e fazer um pedido, e Deus irá conceder o pedido que vocês fizerem."

"Nesse momento eu estarei distribuindo réplicas da arca, vocês virão, só os que crêem, e irão pegar a arca com a mão direita. Levarão a arca para casa, deixarão de hoje até amanhã num lugar específico. E amanhã vocês devolverão a arca com uma oferta a Deus."


"Eu tenho aqui réplicas de metal da arca. Quem trouxer a oferta de dez mil reais, vai ganhar de presente essa arca grande, quem trouxer a oferta de cinco mil, levará essa menor, e os que trouxerem a oferta de mil, essa outra pequena. [...] e eu profetizo em nome de ... (umas palavras em hebraico), que em no máximo três meses, sua vitória vai chegar."

Youssef Akiva, em culto recente.

fonte: blog [
Profundo no mundo ] Via [ PavaBlog ]
Fonte fotos do culto: [
Clique aqui ] via [ Graça Plena ]


Clique aqui para conhecer quem é este "profeta adorador da arca".


Os adoradores da arca, adorando como no Velho Testamento, para eles o véu não foi rasgado. Adoram tudo, menos Jesus... tudo em nome do "dinheiro", é claro.
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Supermercado Gospel: abra já a sua franquia!

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Por Leonardo G. Silva - Th.M.

Quer ganhar dinheiro rápido e fácil? É só abrir um mercadinho gospel. Porque é que dá tanto dinheiro? Porque os caras pedem o olho-da-cara nos produtos mais toscos, sem nenhum valor comercial: sabonetes, sal grosso, arruda e até pentes viram artigos de luxo nas prateleiras do mercado gospel, chegando a custar 100 vezes mais que o seu valor normal.

Alguns desses mercadinhos viraram verdadeiras empresas multinacionais, investindo no comércio de produtos extrangeiros. Uma dessas redes de supermercados, conhecida pelo nome de Universal Ltda., descobriu cedo que a muamba de Israel é um negócio da China, e desde então começou a importar água e azeite da “Terra Santa”, comercializando-os no Brasil à preço de ouro!

Já a outra multinacional, aquela do senhor Erro Erro, que no princípio era sócio do Universal, mas que preferiu abrir a sua própria rede, a Graça Ltda., apesar de também investir pesado em importações de Israel, quase não divulga seus produtos por meio da TV, preferindo comercializá-los por debaixo dos panos, no mercado negro.

Contudo, creio que o mais inteligente é aquele cara do Supermercado Mundial, que ao invés de importar produtos made in Israel, decidiu investir em produtos nacionais, incentivando a horticultura com a compra de milhões de rosas vermelhas, além de oferecer toalhinhas ungidas com a própria sudorese! Consumidores não faltam: outro dia eu assisti o programa deles e fui surpreendido com o relato de um senhor que adquiriu nada menos que quarenta toalhinhas dessas e enviou tudo em um malote para a sua família, lá no nordeste. É gente: a sudorese do apóstolo tá fazendo o maior sucesso na terra do “padim Ciço”. Santa idolatria...

Como vocês podem ver, o mercado gospel está em franca expansão. E para abrir uma franquia dessas é muito fácil; basta alugar a garagem e comprar umas cadeiras... Nem precisa gastar com púlpito: a dica é usar aquela mesa velha que está oxidando lá no quintal. Depois? É só oferecer cura, emprego, bens terrenos e tudo aquilo que Jesus não prometeu, e aguardar o crescimento. Mas você tem que lembrar de nunca mencionar que Jesus nasceu e morreu pobre, que seus primeiros seguidores foram grandemente perseguidos e muitos tiveram os bens confiscados por Roma, e que eles morreram por causa da sua fé. Venda a rosa, mas sem os espinhos!

O mercado de ações que se prepare, pois a gospelidade tem tudo para dar uma guinada no mercado financeiro mundial, e tudo no no nome de Gezuz! Enquanto isso, o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo continua “encalhado”, e vai só acumulando poeira na prateleira do grande mercado da fé.

Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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Aprisionamento "cristão"

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Infelizmente existem muitas "igrejas" que são extremamente separatistas do mundo (literalmente o mundo físico em que vivemos), cheias de usos e costumes e características dignas de seitas pseudo-cristãs. Mas algumas delas chegam a atingir um nível absurdo de insanidade bíblica (se é que existe o termo).

Os líderes destas "congregações" sempre utilizam de versículos Bíblicos totalmente distorcidos para tentar justificar algumas práticas "exóticas" e anti-bíblicas ensinadas e defendidas por eles. A grande maioria destas práticas anti-bíblicas são, com certeza, pregadas com o intuito de dominar e controlar os fieis que aderem as mesmas, levando-os a uma verdadeira prisão espiritual. Consequência do conhecimento superficial e fragmentado da Bíblia.

Ao contrário da liberdade em Cristo que temos (não é liberdade desenfreada), muitas pessoas vivem literalmente presas a essas doutrinas anti bíblicas vindas destes ensinamentos falsos, baseados em versículos fragmentados, totalmente fora de seus contextos verdadeiros.

O que vou listar agora chega a ser assustador, principalmente para as mulheres. O conteúdo do texto faz parte da doutrina oficial de uma denominação com sede em São João de Meriti - RJ, chamada "Assembleia de Deus dos últimos dias", liderada pelo Pastor Marcos Pereira. Esta Igreja tornou-se conhecida pelo fato do ex-cantor de pagode Vaguinho (Grupo Os Morenos) ter se convertido na mesma. Vou colocar meu comentário em vermelho logo abaixo de cada parte. Vejam algumas partes da "confissão de fé" da Igreja:


NÃO TER IMAGENS: Qualquer tipo de seres criados por Deus, como: pessoas, vegetais, animais e flores, seres estrelares e aquáticos. Êxodo cap. 20 vers.4. “ A Bíblia relata que quando Deus criou os céus e a terra, não os criou para ficarem vazios, mas sim para que fossem habitados(Isaías cap.45 vers8), ou seja, tudo que Deus fez é um templo de vida. A cópia de um ser criado por Deus, torna-se morada de espíritos imundos, ministradores do mal, trazendo grandes malefícios, tais como: dissensões no lar, enfermidades, improsperidade e etc. Isto se deve ao fato de que podemos copiar, mas não temos poder de dar a vida.

Refutação: Então não podemos ter obras de arte em casa, nem esculturas, desenhos, quadros, etc, pois segundo eles são "morada de espíritos imundos" e trarão para nós malefícios como "improsperidade", enfermidades, brigas no lar??? Este misticismo todo não é nada bíblico! As passagens citadas não nos proibem de termos esculturas, obras de arte, imagens de animais, etc. Na verdade, somente uma das passagens proibe especificamente a "adoração(idolatria)" a estas imagens. Em Êxodo 20:4 diz: "Não fará para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra".

Será que Deus entrou em contradição com este mandamento quando ordenou á Moises para fazer os querubins da arca da aliança (Ex 25:18)? E o bezerro de ouro? Claro que não! A proibição de se fazer imagens de escultura foi especificamente determinada no contexto da "adoração a ídolos". Além disso, a proibição não é de se fazer qualquer imagem de escultura para fins decorativos (que é o caso dos querubins da arca), mas de fazer imagens para qualquer tipo de "adoração religiosa". Em outras palavras, a ordem era para não adorar nenhum outro Deus nem imagem de qualquer deus. Que se pode depreender que o texto tinha em mente a idolatria é evidente, pelo fato de haver a instrução: "não te curvarás a elas, nem as servirás" (Êx 20:5). Basta verificar o contexto.


NÃO TER OU NÃO ASSISTIR TELEVISÃO: Sabemos que hoje a televisão é um dos maiores meios de comunicação que temos, porém destrói vidas, tanto crentes quanto não crentes. Pois vemos que através dela somos cercados de mentiras e heresias, por exemplo: ela ensina o casal a trair, os jovens se viciarem, as crianças a serem desobedientes a seus pais, ao adolescente achar que já é dono de seu nariz, ao homem seguir após outros deuses e não ao verdadeiro Deus, ao homem e a mulher trocarem de sexo, o desejo e ação de matar e a homens corretos serem corruptos. Por isso não assistimos. Claro que usamos a televisão par alcançar vidas, mas não nos contaminamos com a tal.

Refutação: O engraçado é que não se pode ter nem assistir televisão em casa, mas pode-se ter a mesma para "alcançar vidas". Pode e não pode ao mesmo tempo? Em outras palavras, pode "somente" assistir aos programas específicos da igreja?

A televisão é igual a Internet, tenho certeza que os membros desta igreja utilizam, inclusive para acessar ao site onde foi coletado todo este conteúdo. Você deve "filtrar" o que acessa, pois na internet tem coisas boas e coisas ruins, até malignas. Sem falar que na internet o conteúdo maligno é bem mais extenso do que na televisão.

Quem decide o que vai visualizar é você. Na televisão também é assim. Existem as "porcarias" que muitas vezes não são somente "malignas" em sua essência, mas também "podres" em seus conteúdos vindos de seus criadores. Mas você decide qual canal e qual programação irá assistir.


NÃO TER HÁBITO DE LER JORNAIS OU REVISTAS Devido o trabalho que efetuamos, através dos egressos do Sistema Penitenciário, a mídia Escrita está sempre nos procurando para saber mais do que desenvolvemos junto aos encarcerados. Sendo assim usamos os jornais e as revistas, quando há algo a respeito das causas de Cristo.

Refutação: Imagina uma pessoa viver neste mundo sem se informar, sem saber o que acontece em sua volta, sem poder fazer uma leitura de algo importante para sua vida e seu cotidiano social, profissional ou religioso. E olha que a Bíblia nunca afirma tal proibição. francamente!


NÃO COMER GORDURA OU SANGUE Carnes mal passadas e gordas, galinha ao molho pardo. ( Levítico cap.7 vers.22-27 e Atos Cap. 15 e vers 20 e 29)
NÃO COMER CARNE DE PORCO Não somente a carne como também todos os seus derivados, como, salsicha, lingüiça, presunto, bacon.Lv cap.11: vers.1-7 / Dt cap.14: vers. 7-20 / Is cap.66:vers. 17 / cap.65: vers.4
OUTROS ANIMAIS Não comemos tudo aquilo que Deus proibiu. Os mais comuns são: peixe sem escamas ou barbatanas, todos os frutos do mar que não possuam escamas ou barbatanas, avestruz, coelho... Lv. Cap.11

Refutação: Eles vivem literalmente sob a lei mosaica (Lv.11:7 e Dt.14:8.)! O pior é os textos bíblicos citados para "defender" tais práticas, os mesmos são totalmente fora de contexto! Isso é o que acontece quando pessoas são "doutrinadas" superficialmente nas escrituras. Acabam absorvendo qualquer tipo de distorções absurdas.

Só para se ter uma rápida noção de tamanha discrepância, será que Pedro, quando teve aquela visão sobre alimentos considerados "imundos" pela lei, estava com influências malignas? "E (Pedro) tendo fome, quis comer; mas enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase, e via o céu aberto e um objeto descendo, como se fosse um grande lençol, sendo baixado pelas quatro pontas sobre a terra, no qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu. E uma voz lhe disse: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas Pedro respondeu: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda (porco aqui se incluía na Lei). Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou”. (At.10:10:15 – parêntese e negrito do autor). É claro que não. Segue um trecho muito esclarecedor de um comentário bíblico sobre esta passagem:

A questão digna de nota é que naquele lençol estavam criaturas de ambos os tipos, limpas e imundas, segundo a lei (Levítico 11). Então veio o mandamento: Levanta-te, Pedro, mata (sacrificialmente, no grego é thyeiri) e come, não faças distinção entre as duas categorias. Pedro ficou horrorizado, e algo do velho Pedro reapareceu na veemência de sua resposta: De modo nenhum, Senhor! (cp. Mateus 16:22; 26:33; João 13:8), e acrescenta um protesto semelhante ao de Ezequiel: Nunca comi coisa alguma comum e imunda (v. 15; cp. Ezequiel 4:14; também Levítico 10:10; 20:15; Daniel 1:8-12; 2 Macabeus 6:18ss.). Estas palavras nos levam às de Jesus em Marcos 7:15 e à inferência tirada pelo evangelista (tradicionalmente ligado a Pedro): "Ao dizer isto, Jesus considerou puros todos os alimentos" (Marcos 7:19) — inferência cuja origem pode ligar-se a esta experiência do terraço, visto que a voz dissera: Não faças comum ao que Deus purificou (v. 15; cp. 6:12ss.; quanto à tradição de Pedro, veja a disc. sobre 3:7s; 10:34-43; 12:1-5). A visão repetiu-se duas vezes — Pedro a viu três vezes, ao todo — e a seguir despertou (cp. Jonas 3:1).

Mas, que queria dizer essa visão? É evidente que se relacionava ao cancelamento das leis dietéticas judaicas. Se os judeus cristãos continuassem a viver segundo essas leis, isso em si mesmo pouca importância teria, desde que Cristo é tudo em todos. Todavia, há grande importância se o fato de a obediência estrita às leis dietéticas judaicas começarem a prejudicar as relações judaico-cristãs. Estando na casa de um gentio, um judeu jamais poderia ter certeza de que o alimento havia sido preparado segundo os ditames da lei (cp. Gálatas 9:4; Levítico 17:10, 11, 14). Comer aquele alimento, portanto, era o mesmo que correr o risco de contaminar-se — risco que muitos judeus (e judeus cristãos) não estavam dispostos a correr. Foi nesse contexto que a visão de Pedro teve sua aplicação imediata. É claro que a antipatia dos judeus contra os gentios baseava-se em muito mais que simples preocupação a respeito de ali¬mentos. Os próprios gentios eram considerados imundos (cp. Gálatas 2:15; veja a nota sobre o v. 28). Entretanto, se Pedro pudesse libertar-se de seus escrúpulos a respeito das leis dietéticas, ao ponto de o apóstolo poder entrar na casa de um gentio, ele não estaria longe de poder aceitar os próprios gentios como sendo "limpos".

Fonte: [ Novo comentário Bíblico - Atos - David J. Williams ]

Sobre Atos 15 que geralmente é muito mal interpretado e é utilizado como suposta "prova" de que é proibido comer carne sufocada com sangue, no mesmo comentário Bíblico temos uma explicação bem clara do significado desta passagem:

A recepção de gentios no seio da igreja sem a necessidade da circuncisão (esta daria a implicação de submissão à lei toda) pode ter sido assegurada após a conversão de Cornélio e seus amigos. Por essa época, até mesmo em Jerusalém, coluna da tradição judaica, os cristãos que se haviam reunido a fim de estudar essa questão concordaram que "até aos gentios Deus concedeu o arrependimento para a vida" (11:18), embora eles talvez pensassem que isso seria só um caso excepcional. Desde então as coisas mudaram dramaticamente; o fluxo rápido de gentios para dentro da igreja, tanto em Antioquia como nas cidades do sul da Galácia, levantou de novo a questão da sua admissão, ou com mais precisão, as condições mediante as quais deviam ser admitidos. Aceitar os 'devotos' ocasionais na igreja, pessoas que sentiam simpatia pelas doutrinas judaicas, era uma coisa; mas era outra coisa bem diferente dar as boas-vindas a grande número de gentios que não tinham a menor consideração pela lei, e nenhuma intenção de guardá-la.

O ponto de vista dos judeus cristãos merece nossa compreensão. No que concernia à maioria, a lei continuava a ser elemento determinativo na vida deles. Não tinham um ensino claro do Senhor que fosse contrário a essa doutrina (cp., p.e., Mateus 5:18: Lucas 2:21; Gálatas 4:4). Sabemos agora que a igreja (no todo) chegou à conclusão de que Jesus abriu para nós um "novo e vivo caminho... pelo véu", isto é, pelo sacrifício de si próprio pelos nossos pecados, para que pudéssemos aproximar-nos de Deus ("cheguemo-nos... em plena certeza de fé", Hebreus 10:20ss.). Isto, todavia, não foi entendido de súbito, nem por todos, havendo muitos nessa época que continuaram a viver pela lei, e nenhuma razão viam para mudar de opinião (cp. 21:20). Portanto, teria sido com grande alarme, talvez até mesmo grande ira, estimulados pelas crescentes ondas de nacionalismo judaico, que alguns dos cristãos judeus (de Jerusalém, em sua maior parte) ouviram relatórios sobre o que estava acontecendo no norte. A questão em ebulição para eles era a seguinte: De que maneira os judeus cristãos que ainda se julgavam sob a lei podiam ter algum tipo de relacionamento com os que se julgavam livres da lei? A única resposta que tinham era que os gentios deviam aceitar o "jugo" da lei (v. 10), a saber, precisavam tornar-se judeus antes de receber o "status" de cristão integral. A questão chegou a seu ponto mais alto quando um grupo de judeus cristãos foi a Antioquia para advogar tal prática. A controvérsia que se seguiu conduziu à marcação de um concilio em Jerusalém que determinasse o fim dessa polêmica, no que diz respeito a Atos, embora ela permanecesse acesa, um assunto vexatório por muitos anos ainda. O concilio precisou pesar os dois princípios, o da liberdade e o da obediência. O resultado foi o triunfo do amor.

Como se apresentam, os decretos deste concílio tocam nos aspectos éticos e cerimoniais da lei. Aos crentes gentílicos se pedia, primeiro, que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos; segundo, que se guardassem contra a prostituição — pode ter havido alguma conexão intencional entre estes dois decretos, visto que a idolatria com freqüência envolvia a imoralidade; entretanto, "imoralidade" às vezes é tomada no sentido de casamento entre graus de parentesco proibidos (cp. Levítico 18:6-18) — terceiro, que não comessem da carne sufocada (que por isso mesmo retém o sangue, cp. Levítico 17:10, 13); e quarto, que não comessem do sangue (v. 20; cp. Levítico 3:17; 7:26; 17:10; 19:26; Deuteronômio 12:16, 23; 15:23). Faz muito tempo que se tem observado que estes decretos poderiam ser um resumo da lei de Levítico 17-28 a que estavam obrigados não apenas os judeus, mas lambem os estrangeiros que viviam entre eles. Todavia, seria a introdução desses preceitos agora uma negação da liberdade recentemente obtida pelos gentios? Alguns acham que sim; todavia, ao propô-los Tiago tinha em mente um objetivo bem diferente daquele que o partido da circuncisão buscava alcançar. Estes haviam afirmado que a obediência à lei era necessária para a salvação (v. 1), enquanto os decretos, para Tiago, objetivavam apenas capacitar os gentios salvos a viver em harmonia uns com os outros. Sabia-se muito bem que sempre haveria judeus cristãos que permaneceriam fiéis à lei (cp. 21:20s.), e seria impossível para estes conviver com os gentios cristãos sem que estes observassem estes requisitos básicos. A observação final de Tiago parece significar que, desde que os judeus cristãos estavam preparados para pôr de lado seu preconceito de longa data contra os gentios, os gentios cristãos deveriam estar dispostos a fazer algumas concessões frente aos escrúpulos judaicos. Acontece que a lei vinha sendo lida desde os tempos antigos... nas sinagogas (v. 21).

Noutras palavras, ela havia feito parte da vida judaica durante tanto tempo que os judeus não podiam pô-la de lado facilmente. Existe um precedente quanto a essa decisão do concilio naquilo que era denominado "leis de Noé", as quais (na opinião dos rabis) haviam sido dadas a Noé, e a elas deviam sujeitar-se todos os gentios (cp. Gênesis 9:4; veja G.F.Moore, Judaism, vol. 1, pp. 274s., 339).

Fonte: [ Novo comentário Bíblico - Atos - David J. Williams ]



NÃO BEBER COCA-COLA: Motivos: não conhecermos sua procedência nem seus ingredientes. E estão cientificamente comprovados os seus muitos malefícios a saúde e revelado por Deus. I Co 3:16-18. Desde de 1990 que não ingerimos tal bebida, e há pouco tempo ouvimos rumores sobre um informe da Polícia Federal que ela contém uma droga prejudicial ao homem.

Refutação: O que 1 Co 3:16-18 tem a ver com a Coca-Cola??? Se alguém me convencer (exegeticamente falando), eu paro de tomar Coca-Cola!

Mais um texto totalmente fora de contexto para "averbar" a abstinência de algo. Estes versículos citados servem como uma "advertência e repreensão" àqueles que estavam causando problemas em Corinto em relação ao "fundamento" ensinados pelos apóstolos que é o Evangelho de Cristo. A primeira idéia nessa conclusão não é que cada indivíduo cristão é um "templo" de Deus em quem o Espírito habita (neste contexto específico, pois em outros contextos claramente nós somos "templo do Espírito"). É a Igreja que é o templo (não o físico, mas o espiritual em unidade). Basta ler o contexto (1Co 3:1-23).


NÃO USAR CORES PRETA E VERMELHA Seja em objetos, roupas, calçados e etc. Essas são cores usadas para identificação satânicas. Relata o cavalo vermelho que veio tirar a paz da Terra e matar os homens e o preto como juiz (somos conhecedores que não temos esta autoridade: de sermos juizes). Em Ap 6:4,5

Refutação: Atenção flamenguistas! Estão todos condenados (rs). Ainda bem que eu sou Palmeirense.

Francamente, ligar Ap. 6:4-5 com este "besteirol" de não usar cores específicas, é o cúmulo da ignorância (inclusive Bíblica), ou seja, se o calavo é vermelho e o outro é preto, logo não podemos ser "flamenguistas", não podemos usar tais cores? Interpretação "ao pé da letra" e fantasiosa de Apocalipse dá nisso.



NÃO CRIAR ANIMAIS Seja cachorro, gato, periquito, papagaio, peixes..., qualquer espécie ou tipo de bichinhos de estimação(pelúcia). Isto se dá aos animais serem seres irracionais, incapazes de se defenderem de ataques de espíritos malignos, trazendo males como enfermidades, dissensão, improsperidades e etc. Em Mc cap. 5 vimos um exemplo disto, onde os porcos não foram capazes de se defenderem dos demônios.
NÃO TER PLANTAS Lembramos que as plantas também possuem vida. Em salmos cap. 148 vers 9, diz que os outeiros e árvores frutíferas louvam ao Senhor. Por isso não podemos tê-las presas em vasos. Pois também há possibilidade dos espíritos maus se esconderem nas tais, como nos animais.

Refutação: Ai meu Deus! Vou nem comentar...


CONFESSAR SEMPRE QUE PECAR I Jo 1:8-10 / Tg 5:16 / Pv 28:13: Procurar o ministério da igreja ou seu dirigente, expondo tudo que tenha feito contrário as leis de Deus ou da igreja, sejam por palavras, pensamentos, atos, obras, sentimentos...Sem ocultar qualquer fato ou ação.

Refutação: Ou seja, é a mesma "doutrina" da igreja católica de se confessar ao sacerdote (Padre). Em outras palavras, mais um subterfúgio para dominar os fiéis. Basta ler as passagens que eles citam para ver que em nenhuma delas nos diz para confessarmos os nossos pecados exclusivamente "ao dirigente (pastor)".


Agora vejam esta doutrina:

A DOUTRINA FEMININA
Vestimentas: Dt 22:5 / IPe 3:3 / I Tm 2:9-10 / Is 3:18-24


- Em nosso caso são usados os chamados “roupões” (vestidos longos que não delineiam o corpo feminino) revelados pelo Espírito Santo de Deus e aprovado pelas santas do Senhor.

- Ficam de fora os tecidos brilhantes, os maleáveis demais, as cores muito extravagantes juntamente com o preto e o vermelho. Usamos combinação, peças intimas, shorts ou bermuda. Tudo como convém a santas, nos diferenciando dos costumes mundanos. Excluindo sempre e em tudo o preto, o vermelho e as imagens. Andamos assim em qualquer lugar, em qualquer hora ou ocasião.

- Os cabelos devem ser presos em coque, para não serem usados como instrumentos de vaidade ou atrativo sensual.

- Quanto aos calçados excluímos os pretos e vermelhos.

- Cabelos: I Co cap.11 vers. 10 e 15 - Não podem ser cortados ou aparados. São sinal de poderio e honra. - Cabelos cortados como sinal de vergonha ( Mq 1:16 )

- A mulher suspeita de adultério era levada ao sacerdote e apresentada a Deus com a cabeça descoberta. Nm 5:18

- Não usar cosméticos e perfumes: Is 3:24 - O Senhor retrata Jerusalém como uma prostituta que se enfeita para atrair seus amantes e acabam atraindo o inimigo e sua morte. Jr 4:30 - Jezabel símbolo de prostituição, o seu fim foi à morte cruel (v.37). II Rs 9:30

- Não usar pendentes: Is 3:18 / I Pe 3:3 - Exceto relógio e aliança

- Não usar método anticoncepcional: I Co 3:16-18 - A fertilidade é uma das bênçãos prometidas Ex 23:26

- Fazer concertos: I Jo 1:8-10 / Tg 5:16 / Pv 28:13 - São feitos sempre que necessário, quando julgamos ter transgredido qualquer mandamento ou ensinamento dado pelo o Senhor ou pela Igreja, seja uma ação, palavras, pensamentos, atos, obras ou sentimentos. Simboliza uma nova aliança com Cristo e com a Igreja, já que 1ª. Foi quebrada pelo pecado que separa o crente do Senhor. Esta aliança é refeita através do reconhecimento, arrependimento e confissão perante os ministros de Deus na Terra. Em se tratando de varoas devem procurar as dirigentes, missionárias ou o Pastor presidente.

Fonte das informações sobre esta igreja: [ www.adud.com.br ]


Não vou me dar o trabalho de refutar as passagens citadas referentes à esta escravidão das mulheres, pois creio que não é necessário.

Após este "festival de barbáries", eu só posso concluir que esta denominação é, sem sombra de dúvidas, uma das que mais distorcem a Bíblia, um absurdo, bem longe de ser um cristianismo autêntico.

Infelizmente existem muitas mulheres que estão nessa verdadeira "prisão espiritual". Oro a Deus para que estas pessoas sejam libertas deste engano todo.

Ruy Marinho
Fonte: [ Bereianos ]
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Quando deixamos de ser sal da terra?

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Por Alessandro Monteiro
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Hoje em dia vemos os tantos escândalos que a Igreja no seu todo tem feito serem apresentados nos meios de comunicação, tanto em noticiários, blogs, sites, comunidades, revistas e jornais que mostram casos de extorsão, charlatanismo, misticismo, fanatismo, crescimento econômico ilícito, exploração da fé, abusos espirituais e até mesmo sexuais.

Fico pensando, onde foi que nos perdemos? Afinal nossa missão é fazer a diferença pregando o evangelho de Cristo, mostrando que ele é o caminho verdadeiro para a salvação! Mas ao invés disso vemos que as placas para a perdição são erguidas e são mais visíveis.

Será que após a Reforma nós nos tornamos soberbos demais para notar que estamos trilhando em direção daqueles os quais criticamos e nos apartamos? Que entramos numa utopia de querer mostrar a luz ao mundo ressuscitando crendices e defendendo mentiras? Nossa missão como servos do Senhor está sendo trocada por dogmas e por doutrinas humanas que muitas vezes visam o lucro por “cabeças”, tentando misturar o óleo com a água, o santo com o profano, o paganismo com o cristianismo. Para que isso seja possível, buscam distorcer as Santas Palavras da Bíblia numa defesa falaciosa de barbaridades que se tem feito usando o nome de Jesus.

A falta de temor e a apostasia unida à necessidade do homem ver para crer, tem levado a Igreja dos últimos dias ao engano praticado por pessoas de má índole e cheios de idéias para ludibriar o povo de Deus. Tem-se adotado todo e qualquer tipo de parafernália para vender o “peixe” ao “pato”. É rosa “consagrada”, sabonete “ungido”, sal grosso “expiatório”, tudo fabricado com certo teor de pirataria de “relíquias católicas” e produtos vindos de Roma que, ainda nos dias de hoje, são um grande NEGÓCIO.

De uns tempos para cá parece que reabriram as portas para a ignorância espiritual que adentrou pelos átrios das casas de oração causando transtornos, guerras, separações, murmúrio e muita destruição. Mas o pior de tudo isso é ver o grande aumento no número de adeptos e defensores dessa liturgia satânica que traz como efeito colateral um sintoma de câncer denominacional onde apologistas da fé cristã são levados a enfrentarem heresias dentro de suas próprias Igrejas.

Parece-me que cada vez mais a igreja evangélica protestante tem caminhado de braços dados com o inimigo rumo ao lago de fogo e tem deixado o Salvador de lado. Parece-me que estão tendo tanta fé no dinheiro, no “status” e na conquista terrena e esquecendo o seu principal objetivo que é morar no céu com Deus. Parece-me que por serem inocentes demais, foram seduzidos por aquele que quer tragar as nossas almas e se esqueceram que Jesus Cristo tem poder, e melhor: ele tem TODO O PODER.
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Fonte: blog do [ Membro de Banco ] Via [ Púlpito Cristão ]
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Os homens que mais pedem dinheiro são os mais miseráveis.

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Não sou dizimista. Já fui. Não sou mais. Nenhum devorador atacou a minha casa.

Nenhum demônio ou gafanhoto saqueou a minha despensa.
Não sou nenhum ladrão, sou apenas alguém que entendeu que o dízimo era para os judeus e não para os cristãos.

Os pregadores me chamam de ladrão, eu os chamo de mentirosos. Eu não sou judeu e eles não são levitas.

Se o dízimo está sendo um peso para sua vida, alivie-se desta carga. Não dizime com cheque pré-datado, dinheiro emprestado, cartão de crédito nem depósito bancário. Não dizime sobre aquilo que você não tem. Não suje seu nome, muito menos o nome de Deus. Não se renda a chantagens emocionais ou espirituais. Não tenha receio de recusar envelopes com pedidos de oferta. Se o envelope já estiver no seu banco, rasgue-o ou coloque a quantia que você quiser, e não ponha o seu nome.

Não creia em promessas espirituais, físicas ou financeiras
precedidas de pedidos de ofertas em dinheiro. Jesus nunca fez isso, nem os apóstolos.

Os homens que mais pedem dinheiro são os mais miseráveis e também os mais avarentos. Os apóstolos Paulo e Pedro também não eram dizimistas.

Biil Gattes , o homem mais rico do mundo não é dizimista, no entanto, tem distribuído em vida parte de sua fortuna.

A verdadeira obra de Deus não vai acabar pela falta do dízimo, mas pode ter certeza que os pilantras e picaretas da fé vão desaparecer.

É o que eu espero.


texto de A.Porto que está circulando pelo mundão digital
dica do José Freire Silva Filho [via Pavablog] [ Lido no blog Tomei a pílula Vermelha ]

Para saber mais sobre dízimo, clique aqui!

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Axé Católico?

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Paulistana Jake se transformou numa celebridade com a música Pó pára com pó, que traz um refrão pop e onomatopaico contra a cocaína.


Jake é uma cantora de axé. Tem uma cabeleira farta, que ela sacoleja com a ginga das musas do gênero. Veste o figurino alegre das cantoras baianas, de um tradição iniciada por Gal Costa e Maria Bethânia, no Tropicalismo, e “modernizada” nos 90, pelo canto da cidade de Daniela Mercury. Vestidos esvoaçantes, brincos pesados, adornos coloridos e lábios discretamente pintados. Cheia de energia, ela corre o palco com coreografias simpáticas, a serem seguidas como passatempo dos jovens frequentadores nas micaretas Brasil afora. Jake, no entanto, não é mais uma cantora de axé. Dona do hit Pó pára com pó, fenômeno da internet no último mês, a paulistana de 29 anos, conseguiu, pelo menos por enquanto, imprimir a sua diferença no cenário uniforme da axé music. O que faz a sua diferença? O refrão pop e onomatopaico contra a cocaína associado a um dos nichos que mais crescem no mercado fonográfico nacional, a música de caráter religioso.

Jake, na verdade Jaqueline Michele Trevisan, não canta gospel, nem música de louvor. Sua praia é o axé católico. O rótulo tem a ver com o crescimento dos eventos católicos em estilo micareta que são realizados em temporadas específicas nos últimos cinco anos, em vários regiões do país. Na programação musical desses encontros, tem de tudo. Rock, axé music, pagode. Não há limites para a adoração cristã, dizem seus seguidores. Sobre a relação das mensagens religiosas com o universo mundano do axé, ela não vê problema. “Axé music é só alegria. Todas as minhas músicas exaltam a vida, a alegria e Deus”, defende.

Segundo a cantora, o alcance do seu hit para além do público católico amplia a divulgação do cristianismo e de mensagens otimistas sobre a vida. “Todos nós somos filhos de Deus. O importante é viver com amor e alegria. Eu exalto a criatura humana. E sou muito bem aceita, não tenho crítica”, coloca, a respeito da reação da ala mais conservadora da Igreja Católica. Na música desde os 14 anos, Jake começou sua carreira artística na igreja do bairro. Nessa época, alguns dos seus melhores amigos se envolveram com drogas. É para elas que a paulistana resolveu compor Pó pára com pó. A letra diz: Pó pára com pó. Estragar tuda vida, não faz isso não. Tua juventude vai pro beleléu”. E segue: Você tem que tomar uma overdose de Jesus. Injetar na veia o sangue que correu na cruz”.

Fonte: [ http://musica.blogcatolico.com.br ]

Para ver o vídeo da música, clique aqui! (se tiver coragem).


Axé católico? Além de ter uma musicalidade "difícil de escutar" (impossível pra mim), esse pessoal esqueceu de um pequeno detalhe: A palavra "AXÉ" não tem nada de "Cristão", pelo contrário, tal palavra "axé" é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Segundo os adeptos, é uma força mística ou energia vital vinda dos orixás. Assim, quando se deseja axé a alguém, quer-se, ao pé da letra, que tal pessoa seja “abençoada” pelos orixás.

E não é só o pessoal católico que vem levantando a bandeira do "axé cristão", tem muito "evangélico axé(zeiro) por aí", veja abaixo:

http://www.adoos.com.br

http://www.youtube.com/watch?v=Ptp5hVq3_aE

http://guara-distritofederal.olx.com.br

E tem muito mais por aí. Abre o olho moçada...

RM

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Milagres falsos - análise apologética.

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Por: R.C. Sproul

A questão que envolve o problema de Deus realizar milagres nos dias de hoje é complexa e freqüentemente controversa. Se uma pessoa no campo evangélico declara que não crê nos milagres que acontecem hoje, ela freqüentemente é vista com desconfiança. A suspeita se levanta porque a descrença nos milagres está associada ao naturalismo, ceticismo ou Liberalismo (Uso a letra L maiúscula para Liberal a fim de me referir a uma escola diferente de teologia e não a uma pessoa que, de algum modo, possa ser considerada liberal.)

Uma vez que um ponto muito importante da disputa entre o Liberalismo e o protestantismo envolve milagres bíblicos, a disputa se estende à questão dos milagres atuais também. Há uma tendência aqui de atribuir culpa por associação; como o Liberalismo não crê que os milagres acontecem hoje, estamos propensos a pensar que qualquer pessoa que negue que os milagres acontecem hoje deva ser Liberal. A diferença fundamental entre evangélicos e Liberais na questão dos milagres não é se eles acontecem hoje, mas se eles aconteceram no passado, como afirma a Bíblia.

João Calvino, por exemplo, raramente é considerado um Liberal. Calvino e Lutero, na época da Reforma, foram repetidamente desafiados pela Igreja Católica Romana a realizarem milagres que autenticassem seus ensinamentos. Roma apelou para seus milagres documentados de santos como provas de que Deus estava falando por intermédio da Igreja Católica Romana e não por meio dos reformadores. De sua parte, os reformadores negaram que o ofício apostólico continuava na Igreja ou que a Igreja era a fonte de nova revelação divina.

A discussão sobre a revelação contínua era crítica à posição da Reforma de Sola Scriptura , a crença de que as Escrituras eram suficientes e a única fonte de revelação especial escrita. Roma alegava que uma segunda fonte de tal revelação especial acontecia na tradição da Igreja. Essa fonte dupla de revelação foi decretada no Concílio de Trento no século XVI e reafirmada pela encíclica papal de Pio XII, Humani Generis , no século XX. Roma, consciente da importância bíblica de comprovação e testemunho dos milagres aos agentes da revelação, podia apelar aos milagres da Igreja para sustentar sua declaração de que ele era a verdadeira Igreja e que os reformadores eram falsos profetas.

Esta questão da falta de milagres dos reformadores foi mencionada por Calvino em sua carta ao rei da França que introduz sua famosa obra As Institutas. Calvino diz:

Que de nós exigem milagres, agem de má fé. Ora, não estamos [nós] a forjar algum Evangelho novo, ao contrário, retemos aquele mesmo à confirmação de cuja verdade servem todos os milagres que outrora operaram assim Cristo como os Apóstolos. E isto de singular têm [eles] acima de nós, que podem confirmar a sua fé mediante constantes milagres até o presente dia! Contudo, [o fato é que] estão antes a invocar milagres que se prestam a perturbar o espírito doutra sorte inteiramente sereno, a tal ponto são [eles] ou frívolos ou ridículos, ou vão e mendazes (As Institutas – Editora Cultura Cristã, 1985, SP; vol. 1, p. 20).

Os reformadores magisteriais alegavam que a doutrina que seguiam era confirmada pela autoridade da Bíblia. Observamos nesses argumentos que nem Roma, nem os reformadores desafiaram a premissa de que os milagres funcionam como sinais que autenticam os agentes da revelação; eles concordavam sobre essa questão. O pomo da discórdia era se a revelação continuava além da era apostólica e com a revelação contínua, a autenticação contínua por meio do milagre. Calvino e Lutero desafiaram a autenticidade não só dos ensinamentos de Roma e de sua declaração de uma autoridade apostólica e revelação contínua, mas a autenticidade de seus milagres declarados. Os reformadores achavam que os milagres de Roma não eram apenas frívolos, mas falsos. Eles negavam que os milagres eram verdadeiros de fato.

Uma coisa está clara sobre esta disputa. A questão não era se Deus podia realizar milagres, mas se a Bíblia era a única fonte de revelação especial registrada. Essa questão é freqüentemente ignorada na discussão atual sobre a continuidade de milagres. Dentro do cristianismo hoje, especialmente, mas não exclusivamente na facção carismática, vêm sendo feitas declarações da nova revelação de Deus e a presença abundante de novos milagres. A possibilidade de milagres atuais é considerada tão grande que cartazes são vendidos nas livrarias cristãs e adornam os gabinetes de muitos pastores com a frase “Espere por um Milagre!”. Nesses círculos, os milagres não são só considerados possíveis, mas são esperados. Os evangelistas prometem milagres em seus cultos de renovação e, até mesmo, declaram realizá-los em rede nacional de televisão.

Devemos também ter o cuidado de observar que muitos evangélicos estão convencidos de que a revelação não continua até hoje, mas que os milagres continuam. Eles separam os milagres da revelação na suposição de que podemos ter operadores de milagres sem revelação enquanto outros alegam que você pode ter a revelação sem os milagres. Uma vez que os milagres têm outras funções além de agentes que testificam a revelação, eles podem continuar sem qualquer revelação correspondente.

A posição clássica da Reforma sobre essa questão concorda que os milagres têm outras funções além de autenticar os agentes da revelação, como vimos. Isto é, os milagres podem fazer mais do que atestar os agentes da revelação. Contudo, a questão continua; Eles podem fazer menos? Nisto reside o problema. Se um não-agente da revelação é capaz de realizar milagres, como os milagres podem funcionar como provas do testemunho de um agente da revelação? Se agentes e não-agentes da revelação podem realizar milagres, que valor de testemunho pode existir em um milagre? Se um falso profeta pode realizar um milagre, o verdadeiro profeta não pode apelar aos milagres como provas de sua própria posição. O problema fica mais difícil quando vemos que o Novo Testamento apela aos milagres dos apóstolos como provas de sua autoridade, o que é claramente um apelo ilegítimo e um argumento falso se é verdade que os não-agentes da revelação podem realizar milagres.

Fui convidado certa vez para falar em uma reunião de livreiros cristãos na época em que o livro Bom Dia, Espírito Santo, de Benny Hinn, era o mais vendido no mercado cristão. Perguntei: se Hinn estava realizando os milagres que ele declarava realizar, por que ninguém estava defendendo que seu livro fosse acrescentado ao cânon do Novo Testamento? Hinn declarava ter recebido uma nova revelação, que Deus ainda falava audivelmente a ele; conseqüentemente, ele tinha todas as credenciais exigidas de um profeta da Bíblia.

Uma das coisas que está notavelmente ausente no repertório dos operadores de milagres modernos é o tipo de milagres que eram realizados por intermédio dos agentes bíblicos da revelação. Benny Hinn realiza seus milagres em um palco com um equipamento cênico que teria escandalizado os apóstolos. Ele não realiza milagres no cemitério. Quem é o operador de milagres hoje que é capaz de transformar água em vinho ou ressuscitar pessoas que morreram há quatro dias? Benny Hinn não pode separar o mar Vermelho ou fazer com que machados flutuem. Por que não? A qualidade do milagre que sobrevive até os dias de hoje é menor do que aquela dos realizados pelos agentes bíblicos da revelação? Será que o braço do Senhor está encolhido?

Está claro que, como quer que definamos um milagre, devemos colocar os pretensos milagres de hoje em uma classe ou categoria diferente daqueles registrados nas Escrituras. Ninguém está tirando algo do nada atualmente – exceto o dinheiro fabricado pelo governo federal!

Isto significa então que Deus, na sua providência, não está mais agindo? Deus suspendeu e desistiu de exercer seu poder sobrenatural em nosso meio? Deus não responde às orações de modos extraordinários ou concede pedidos de cura quando os médicos dizem que tal cura não pode acontecer? De maneira alguma. Deus ainda vive e age. Ele responde às orações do seu povo de maneiras notáveis. Sua graça sobrenatural está manifesta entre nós todos os dias. Se considerarmos estas coisas como milagres, então, devemos admitir que os milagres ainda estão acontecendo.

Distinguimos três categorias de questões levantadas pela função de milagres para testificar os agentes da revelação e autenticar sua Palavra escrita. Essas categorias incluem a providência comum de Deus, sua providência extraordinária e seus milagres (no sentido restrito já definido). Dentro dessas três categorias, afirmamos que Deus continua sua obra de providência comum e sua obra de providência extraordinária, mas não sua obra de autenticar os agentes da revelação especial com milagres no sentido restrito.

Milagres Satânicos

A questão continua: E os milagres de Satanás? A Bíblia não ensina que Satanás, o Grande Enganador, também pode realizar milagres? Observemos alguns dos textos relevantes da Bíblia que levantam esta questão:

Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma (Dt 13.1-3).

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade (Mt 7.22,23).

Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito.Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais; eis que ele está no interior da casa, não acrediteis (Mt 24.23-26).

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade (2Ts 2.9-12).

Esta amostra de textos bíblicos chama a atenção para a sóbria admoestação acerca dos poderes e do engano de Satanás. Sua primeira aparição como serpente no Éden foi marcada pela malícia e astúcia, e ele continua a ser um adversário formidável para o povo de Deus. Como Lutero disse: “astuto e mui rebelde” e, uma vez que está unido ao “ânimo cruel”, ele se torna ainda mais perigoso. Satanás é tão habilidoso na arte de enganar que ele é capaz de nos aparecer sub species boni , ou sob os auspícios do bem. Ele pode se transformar em anjo de luz, e ele busca enganar até “os escolhidos” (Mt 24.24 e Mc 13.22).

As Escrituras retratam Satanás como um ser superior a nós. Ele é um ser angelical, embora seja um anjo caído. Como tal, estritamente falando, ele não é um ser sobrenatural. Ele pode ser superior ao que esperamos ver na “natureza” comum, mas ele ainda pertence à ordem natural no sentido de que ele é uma criatura e parte da ordem de criaturas da natureza. Ele não está no nível de Deus e não possui atributos divinos incomunicáveis. Ele é um ser espiritual, porém um espírito finito. Ele não é infinito, eterno, imutável, onisciente ou onipresente. Ele pode ter mais conhecimento do que temos e um poder maior, mas ele não tem o poder divino.

Quando a Bíblia fala de pretensos “milagres” de Satanás, suas obras são chamadas de “sinais e prodígios de mentira” (2Ts 2.9). A questão é a seguinte: o que quer dizer o termo mentira? Isto significa que Satanás pode realizar milagres verdadeiros em favor de uma causa mentirosa? Ou significa que os sinais e prodígios que ele realiza são mentiras na medida em que são truques fraudulentos e não milagres verdadeiros? Os teólogos se dividem nesta questão.

Alguns crêem que Satanás pode realizar milagres verdadeiros no sentido de que ele pode fazer obras que são contra naturam, e alegam que essas obras não são contra peccatum , ou “contra o pecado”. Esta distinção técnica tem o objetivo de mostrar que, embora Satanás possa agir contra a natureza, ele nunca pode, ou pelo menos não poderá, agir contra seus próprios propósitos do mal, que são “a favor do pecado” em vez de “contra o pecado” . O raciocínio é que uma casa dividida contra si mesma não permanece e Satanás nunca agirá contra seus próprios objetivos fazendo milagres. Seus milagres sempre são direcionados contra o bem e a verdade de Cristo. Sabemos, por defensores dessa opinião, que podemos discernir a diferença entre os milagres de Satanás e os milagres de Deus, sujeitando-os à prova da Escritura.

Esse argumento sofre de uma falácia fatal, a falácia do raciocínio circular. Antes de podermos testar os milagres de Satanás pelo contexto da Escritura, devemos, primeiro, ter uma Escritura pela qual testá-los. Lembramos que a Escritura é atestada pelos milagres realizados pelos agentes da revelação que certificam que são porta-vozes de Deus. Contudo, como sabemos que os milagres que os atestaram não foram satânicos? Talvez Nicodemos devesse ter corrigido sua afirmação para, “Bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus ou de Satanás; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”. Na verdade, foi essa a acusação que os fariseus fizeram contra Jesus, que ele estava realizando milagres pelo poder de Satanás. Neste ponto, sua teologia foi inferior àquela de Nicodemos, que foi mais restritiva na sua visão de milagre.

O mesmo problema que encontramos com a questão dos milagres realizados por não-agentes da revelação está exagerado pelo problema dos milagres satânicos. Se Satanás pode realizar milagres verdadeiros, então o apelo bíblico aos milagres como certificação de que os operadores de milagres vêm de Deus é um apelo ilegítimo.

Penso que faz mais sentido concluir que a “mentira” que descreve os sinais e prodígios de Satanás não só descreve seu objetivo, mas seu caráter. Eles são sinais mentirosos por serem fraudulentos e falsos. Seus sinais se assemelham aos truques espantosos realizados pelos magos do Egito que buscavam ter os mesmos poderes de Moisés:

E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo: Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei por vós algum milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, e se tornará em serpente. Então Moises e Arão entraram a Faraó, e fizeram assim como o Senhor ordenara; e lançou Arão e sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles (Êx 7.8-12).

Os magos do Egito não tinham mais mágicas do que os mágicos têm hoje. A diferença é que a maioria dos mágicos modernos no mundo ocidental realmente não declara fazer mágica, contudo, está muito disposta a se chamar de “ilusionista”, ou mestre do truque de mão. Existem muitas lojas de magia onde aqueles interessados nessa forma moderna de entretenimento podem aprender muitos truques da arte. Certa vez, tive um vizinho que era marceneiro. Sua especialidade era fazer gabinetes especiais para a realização de mágicas. Eles tinham mecanismos inteligentes de dobradiças, fundos falsos, painéis secretos e freqüentemente espelhos. Os mágicos de hoje não têm problemas para esconder um coelho em uma cartola ou mesmo uma cobra em um tubo desmontável. Quando Moisés e Arão realizaram seus milagres, os magos do Egito acharam que podiam fazer igual. Contudo, não só suas serpentes foram tragadas no processo, eles ficaram aflitos quando logo se esgotou seu saco de truques e não puderam realizar os feitos dos verdadeiros operadores de milagres.

Alguns dos truques realizados pelos mágicos modernos são verdadeiramente espantosos para aqueles que os assistem. A ironia é que, embora muitos deles exijam grande habilidade e anos de uma cuidadosa prática, alguns dos feitos mais magníficos que eles realizam são, ao mesmo tempo, alguns dos mais simples de se executar.

Lou Costello ganhava muito dinheiro em apostas quando mostrava uma pilha normal de cartas e pedia a um “trouxa” para selecionar qualquer carta do monte. Então, Lou lhe dizia que conhecia alguém em uma cidade distante que era um confiável telepata. Lou apostava que se o homem ligasse para o telepata e pedisse para falar com o mago, esse mago lhe contaria, por meio de telepatia, qual carta ele tinha selecionado. Quando o tolo fazia a aposta (como Jackie Gleason admitiu ter feito uma vez), ele discava o número e chamava o mago. O mago pedia que o homem pensasse na carta que tinha selecionado e, então, prontamente, lhe dizia a carta pelo telefone… Este truque funcionava todas as vezes.

Como Costello ou o mago faziam isso? Era um trambique simples. Costello tinha cinqüenta e dois “magos” espalhados por todo o país. Cada um era responsável por uma carta em particular. Costello memorizava o mago e seu número de telefone para todas as cinqüentas e duas cartas do monte. Quando o trouxa escolhia uma carta, Costello simplesmente lhe dava o nome do mago responsável pela carta em questão. Toda vez que aquela pessoa recebia um telefonema de alguém pedindo um mago, ela sabia qual era a carta que devia identificar.

Os truques de Satanás são bem mais sofisticados do que isso, contudo não deixam de ser truques. Seu ilusionismo pode exceder o de Houdini, mas de maneira alguma se aproxima do poder miraculoso de Deus, que sozinho pode tirar algo do nada e a vida da morte.

Os agentes de Satanás perderam a disputa com Moisés e Arão. Eles foram derrotados por Elias no monte Carmelo. E eles não foram páreo para Cristo no deserto ou durante seu ministério na terra. Satanás buscou induzir Jesus a usar seu verdadeiro poder miraculoso a serviço de Satanás, um poder que Satanás cobiçava. Simão, o mágico, buscou em vão comprar o poder do Espírito Santo (At 8.9).

A providência de Deus é servida pelo poder de Deus. Os milagres são parte do governo soberano de Deus sobre a criação e sobre a história. Sua Palavra é soberanamente autenticada por aquele poder que ele não está disposto a conceder aos poderes das trevas. Os truques de Satanás são expostos pela Palavra, cuja verdade foi confirmada e comprovada pelo testemunho miraculoso de Deus.

A Igreja atual enfrenta uma grave ameaça daqueles que querem reivindicar o poder e a autoridade apostólicos. Neste aspecto, o cristão deve estar sempre vigilante e fugir daqueles que têm tais pretensões.


Fonte: Extraído de A Mão Invisível – Todas as Coisas Realmente Cooperam para o Bem?, R.C. Sproul. 1ª Edição, Editora Bompastor, 2001. São Paulo, SP. 237-262.

Via [ www.monergismo.com ]

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Cerveja Calvinista.

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É isso aí mesmo... cervejinha Calvinista!
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Fonte:[ A Bíblia, o Jornal e a Caneta ] Via [ Púlpito Cristão ]
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