A importante diferença entre legalidade, moralidade e licitude

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Pode parecer trivial, mas não é. Legalidade, moralidade e licitude são facetas distintas e que nem sempre são intercambiáveis, ainda mais quando colocadas sob o prisma da Escritura. Esta tríade deve ser constantemente levada em conta e ponderada durante nossos afazeres, sejam no cotidiano ou nalguma situação específica.

Vejamos um exemplo típico:

Um cristão se depara com um imóvel à venda. O preço: 30% do valor de mercado. Ou seja, uma casa que normalmente seria vendida por R$200.000,00, está sendo oferecida por R$60.000,00. Parece um excelente negócio, certo?

Do ponto de vista da legalidade, tal venda pode ser legal, isto é, de acordo com a lei que rege a vontade das partes - pacta sunt servanda (o pacto faz lei entre as partes) - não haveria problema algum em se vender pelo preço que se bem entende. Todavia, poderia configurar sonegação de impostos, levando o Ministério Público a averiguar se, embora tenha havido um contrato no valor firmado, não foram pagos os R$140.000,00 restantes "por fora", a fim de "aliviar" o imposto de renda do comprador e vendedor. 

Do ponto de vista da moralidade, tal venda jamais deveria acontecer, supondo que de fato fosse vendida somente por R$60.000,00, pois ninguém em sã consciência vende algo tão abaixo do preço, exceto se estiver extremamente endividado e precisar do dinheiro "para ontem". O comprador cristão, vendo o sufoco em que o vendedor se encontra, não deveria "acabar por puxar a corda" e o enforcar, mas, sim, oferecer um preço justo pela casa - talvez não os 200 mil iniciais, mas algo próximo.

Do ponto de vista da licitude, tal venda é plenamente lícita, afinal, houve acordo entre as partes. Não havendo algum dos tradicionais vícios de consentimento (erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão, fraude contra credores e a simulação), o negócio é lícito, não havendo que se arguir coisa alguma.

O que isso nos ensina? Nos ensina que nem sempre porque alguma coisa está na Lei (agora me refiro à lei dos homens), significa que é legal ou moral, ainda que lícita.

Ainda outro exemplo:

Um cristão expondo o evangelho em sua Universidade, é proibido de continuar falando de Cristo.

Do ponto de vista da legalidade dos homens, eles veem o cristão como um transgressor, pois mesmo tendo o direito Constitucional à liberdade religiosa (Art. 5º, CF), essa suposta liberdade não pode ferir a liberdade de outrem em não querer ouvir. Desta forma, o cristão oscila entre a legalidade e ilegalidade dos homens, mas tem a legalidade bíblica ao seu lado.

Do ponto de vista da moralidade, o cristão estará sendo imoral, pois à vista dos homens é alguém que deseja impor suas crenças sob os demais (ainda que não seja isso). Para o cristão, porém, falar da Escritura é a mais reta, pura, justa e desejável moralidade, de maneira que mesmo se tendo por imoral, ele continuará a falar - buscando, dentro do possível, respeitar a legalidade dos homens.

Do ponto de vista da licitude, o cristão está realizando algo plenamente lícito, pois a ninguém está obrigando coisa alguma, mesmo que os homens digam que não é moralmente correto ele continuar com sua anunciação do evangelho. 

O que novamente aprendemos? Que nem sempre algo imoral do ponto de vista dos homens, será, necessariamente, imoral sob o foco da Escritura.

Não desejando soar cansativo, vejamos um último exemplo onde vemos a licitude sendo tolhida.

Um cristão deseja escutar algum grupo musical, mas não tendo dinheiro para adquirir o "CD", se vê tentado à baixar toda a discografia da banda gratuitamente, entretanto, de modo "pirata".

Do ponto de vista da legalidade, ele está diante de uma norma legal sem qualquer eficácia, pois ainda que o comércio pirata seja ilegal, já existem decisões dos tribunais que reconhecem a legalidade dos downloads, desde que para uso pessoal. Ou seja, é ilegal, mas ao mesmo tempo é legal. Como muitas vezes as decisões dos tribunais se sobressaem à norma escrita, passou a ser legal.

Do ponto de vista da moralidade, o cristão se vê diante de um problema: passou a ser legal, mas será que é moral? Caso o cristão estivesse do lado do grupo musical, ele gostaria de ver todo seu trabalho sendo pirateado pela internet? Pode ser que sim, mas pode ser que não. Ele fica, então, em fogo cruzado, pois de um lado a Escritura diz que devemos obedecer aos magistrados, por outro lado, ela também diz que devemos não furtar o próximo. Já a legalidade diz que é moralmente aceito fazer o download, ao passo que o grupo musical pode não ver desta forma.

Do ponto de vista da licitude, se percebe que é lícito baixar, pois é legal (passou a ser, em verdade), no entanto, esta licitude é por demais relativa. Assim, embora o cristão tenha a legalidade e a moralidade do mundo ao seu favor, diante de Deus acaba por se tornar ilícito baixar tais músicas em face da não aceitação desta norma legal pelo grupo musical.

Portanto, amado cristão, verifique muito atentamente todas as ocasiões que se descortinam diante você. Nem sempre porque está na Lei dos homens (Código Civil, Penal...), será moral. Não é porque a Lei condena que também será sempre imoral (como pregar o evangelho, por exemplo). De igual forma, não é porque algo é lícito à luz dos homens, que será moral e legalmente correto diante de Deus.

"Todas as coisas [permitidas no evangelho] me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma" (1Co 6.12).

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Autor: Filipe Luiz C. Machado
Fonte: 2 Timóteo 3:16
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Como vencer o pecado da pornografia?

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Não me delongarei grandemente no assunto proposto, pois muito já se tem dito sobre a pornografia, de modo que pretendo ser bastante direto.

Já disse certo autor que a diferença entre os "grandes cristãos" e os de nossos dias, é que aqueles tinham a consciência de que eram fracos, enquanto nós sustentamos a falsa ideia de que somos fortes. Ele estava certo.

A tentação às coisas pornográficas, sejam elas pelo computador ou andando pela rua e cobiçando as mulheres alheias (seja você casado ou não), quase sempre acontece nos momentos em que nós pensamos: "não vai acontecer nada". Sim, não minta para você mesmo. Nós homens (mas sem excluir as mulheres) sabemos que as inúmeras vezes em que caíamos neste pecado, há íntima relação com uma falta de confiança no Espírito Santo do Senhor, de maneira que quando nos apercebemos, já estamos envoltos ao pecado.

Sobre este "caminho a percorrer" até a consumação do pecado, bem delineou o salmista em seu Salmo 1. Assim lemos: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Sl 1.1).

Observemos como em primeiro lugar, existe o ouvir do conselho dos ímpios, isto é, aqui em nosso assunto, passamos a ouvir as conversas ímpias sobre prostituição, fornicação, pornografia, traição (no local de trabalho, faculdade, antigos colegas...) e isto acaba sendo, por vezes, colocado em nossas vidas como algo bom, desejável e glorioso - mesmo que saibamos não ser assim! Em segundo lugar, se damos ouvidos ao conselho dos ímpios, logo nos detemos nos seus caminhos e passamos a cogitar a possibilidade de praticar tal pecado, afinal, parece ser algo tão bom! Em terceiro lugar, se já seguimos os passos anteriores, então acabamos por nos assentarmos junto aos escarnecedor e cometemos os mesmos pecados que eles.

Voltando ao perigo de nos acharmos fortes, se visualiza, então, que o primeiro passo para se vencer o pecado da pornografia, é reconhecer que, sem Deus, nada podemos fazer, conforme o Filho já nos disse: "sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5). Mas este passo continua, de modo que devemos, igualmente, reconhecer que não venceremos esta tentação. Explico.

É comum os cristãos interpretarem a Escritura de maneira equivocada, como, por exemplo: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). Daí o crente deduz que, se ele resistir durante algum tempo às tentações, chegará o momento em que o Diabo não mais o tentará. Entretanto, em sintonia com o restante das Escrituras, aprendemos que as tentações são umas das fontes de Deus para nos fortalecer - "Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam" (Tg 1.12). 

Ademais, devemos lembrar que a Escritura registra o brado do apóstolo, nos mostrando que até mesmo os mais ilustres cristãos passaram por sequências de desastres espirituais: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim [...] Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado" (Rm 7.14-17; 24-25). É evidente que o apóstolo não está afirmando que existem "crentes carnais", mas sim que naturalmente o homem é vendido ao pecado e que por isso, enquanto aguardamos ansiosamente a redenção desta vida (Rm 8.22-23), percebemos o quão necessitados somos de Cristo, de maneira que quando damos vazão à natureza pecaminosa, fazemos o que sabemos ser pecado e não realizamos o que temos a ciência de ser santo e agradável ao Senhor.

Portanto, um grande erro cristão é crer que ele pode viver sem determinadas tentações. Crente, por favor, ore ao Senhor e tenha a certeza de que, mesmo sendo você livre de certas ciladas do inimigo, sempre este investirá contra a vida dos Seus santos, "porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1Pe 5.8). 

É preciso lembrar, outrossim, que se hoje você é jovem e é tentado com a pornografia, não espere que a idade faça você perder estes desejos, afinal, a natureza pecaminosa, ainda que "perca suas forças sexuais" com o passar do tempo, ela se manterá muito firme em sua mente, de maneira que não se deve ver o definhar do corpo físico como sinônimo de santidade ou livramento do pecado, pois a Escritura é certeira: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gn 6.5 - grifado agora). Lembrando, também, do que nos diz Jesus: "A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso" (Lc 11.34).

Bem, mas como, então, podemos fazer para vencer esta terrível tentação e que a tantas vidas e famílias têm destruído? Você deseja uma resposta sincera ou uma paliativa, isto é, momentânea? Se deseja algo para este momento de crise, então a resposta é objetiva, bastando seguir alguns passos:

- Pare de usar o computador; sim, possivelmente você pode - lembre de que é melhor entrar no Reino dos céus aleijado, do que ir com todo o corpo para o inferno (Mc 9.43).
- Se você realmente não tem opção, então peça para alguém lhe supervisionar - é melhor confessar o pecado e ser sarado (Tg 5.16), do que viver na falsidade e pecado.
- Sendo casado, converse com seu cônjuge e exponha sua dificuldade. Você tem a obrigação de fazer isso (clique aqui para ler um texto importante neste sentido) e seu cônjuge é seu melhor amigo, de maneira que o poderá sustentar e ajudar.
- Procure transitar por ruas onde a "poluição visual" seja menor.
- Limite seus passatempos e amizades, a fim de poder ser fortalecido.

Todavia, se o seu desejo é realmente ser livre (sem excluir os conselhos acima), eu recomendaria uma única coisa: ore, meu irmão(ã). Não existe nenhuma receita para "nunca mais ter problema com a pornografia" e eu não ousaria lhe dar "10 passos" ou "20 coisas para fazer", como se isto fosse resolver este pecado. Entenda, porém, que a Escritura nos é firme em nos dizer que nós sempre lutaremos contra o pecado, afinal, "a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis" (Gl 5.17). Quer dizer, não espere nunca mais ter dificuldades com a pornografia.

Ademais, a Escritura nos dá uma série de exortações neste sentido de manter a oração e demonstra firmemente que, enquanto estivermos nesta terra, precisaremos buscar muito ao Senhor. Convém, porém, lembrar das santas palavras, sempre que você incorrer neste pecado: "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras" (Ap 2.5).

Em tempo, ainda, não raro a pornografia é a primeira porta para demais desgraças, conforme lemos: "Um abismo chama outro abismo" (Sl 42.7). Fuja da aparência do mal (1Ts 5.22)!

Para alentar os corações que constantemente caem neste pecado, é bem verdade que a Bíblia diz, "vai-te, e não peques mais" (Jo 8.11), mas também nos dá o conforto: "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17).

Portanto, da próxima que pecar com a pornografia, vá até Cristo e n'Ele busque guarida, porque como nos diz o salmista, "Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos" (Sl 119.71) e também como Davi, o qual após numerar a Israel e reconhecer o seu pecado, firmemente expressou: "Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; caia eu, pois, nas mãos do Senhor, porque são muitíssimas as suas misericórdias; mas que eu não caia nas mãos dos homens" (1Cr 21.13 - grifado agora). 

Melhor nos será ser castigado por Deus e sofrer certas disciplinas, "Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho" (Hb 12.6), do que nos afastarmos d'Ele e ficarmos sem correção, afinal, "se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos" (Hb 12.8).

Que Deus abençoe a todos os cansados e abatidos. Que Ele nos encha de um profundo senso de pecaminosidade, a fim de sempre buscarmos ao Seu Filho, o qual pela Igreja se entregou (Ef 5.25) e por ela tudo venceu. 

Deseja vencer este pecado da pornografia? Então obedeça a Escritura, pois "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1Jo 1.9).

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Autor: Filipe Luiz C. Machado
Fonte: 2 Timóteo 3.16
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O cristão pode ser um esquerdista?

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Neste vídeo, de maneira breve, nosso irmão Filipe Machado apresenta dez razões pelas quais o cristão não pode ser um esquerdista. Assista:




Resumo - 10 razões pelas quais um cristão não pode ser esquerdista:
1. Porque promove o aumento do Estado;
2. Cria a ideia de luta de classes;
3. Demoniza o capitalismo;
4. Quer fazer boas obras, mas com o dinheiro dos outros;
5. Crê que o indivíduo não sabe cuidar de seus próprios interesses,     mas que o governo sabe;
6. Defende que se deve tirar do rico para dar ao pobre;
7. Não entende a Lei de Deus no Antigo Testamento;
8. Acredita que Jesus e os discípulos foram comunistas;
9. Distorce valores bíblicos como família, casamento e autoridade;
10. Não acredita na unidade das Escrituras.

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Autor: Filipe Machado
Fonte: 
Reforma hoje

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Questionário - Análise da vida cristã

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Amigos e irmãos: 

O objetivo deste questionário é levantar dados sobre as principais dificuldades que os crentes enfrentam, a fim de os pastores e igreja como um todo, poderem trabalhar de modo mais específico nestas áreas onde muitos podem estar fraquejando. Fiquem tranquilos que não é exigido qualquer nome ou informação pessoal. O Google tão somente registrará o dia e hora em que foi respondido. Ajude a Igreja do Senhor a ter estes importantes dados e que em muito podem auxiliar na caminhada cristã! Após finalizado, os dados serão divulgados para todos!



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Divulgação: Bereianos
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10 maneiras de se tirar uma 'selfie' para a glória de Deus

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Por Filipe Machado


"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).

1. Tenha um coração agradecido por poder ter uma câmera para registrar os bons momentos (Ef 5.20);

2. Nem toda foto precisa ser publicada nas redes sociais; aprenda a ser humilde e guarde para registro próprio (Pv 29.23);

3. Se você for homem, não tire fotos efeminadas, pois isso é abominável (1Co 6.10);

4. Se você for mulher, não procure seduzir as pessoas, pois grande é o prejuízo ao Reino de Deus (Pv 30.20);

5. Se estiver indo à igreja e for tentado a tirar uma foto, se lembre de que seu coração é que deve estar pronto e não seus trajes da moda, razão pela qual evite querer chamar a atenção com suas 'selfies' (Sl 51.17);

6. Se for orar, recorde sobre que você não deve desejar o louvor dos homens e, portanto, não tire uma foto durante este tempo (Lc 11.43);

7. Se você for um seminarista, lembre-se de pouco importa se você está ou não estudando, bem como quanto tempo passa lendo; procure se dedicar ao ministério, em vez de buscar o louvor dos homens (At 6.4);

8. Mulheres, por favor: bico é coisa de pato; vocês são humanas e é bastante feio aquela boca torta (Gn 1.27).

9. Homens casados: caso tire uma selfie com sua esposa, procure verificar se o ângulo da foto não está enfatizando certas partes que deveriam ser só suas - quem tem olhos para ler, entenda (Hb 13.4);

10. Não utilize as fotos para suprir sua carência emocional; lembre-se de as verdadeiras amizades não são reveladas com uma "curtida", e sim na assistência no dia da dificuldade (Pv 18.24).

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Fonte: 2 Timóteo 3.16
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O exercício físico é de pouco proveito?

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Por Filipe Luiz C. Machado


"Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir" (1Tm 4.8).

O versículo acima tem confundido muitos cristãos sinceros, os quais, em uma primeira leitura, entendem que o apóstolo está contrastando o exercício físico (nadar, pedalar, correr...) com a busca pela piedade, como se ele estivesse dizendo que o crente devesse praticar o mínimo possível, afinal, "o exercício corporal para pouco aproveita". Todavia, a verdade é diferente do que este primeiro entendimento gerado pela conjunção adversativa "mas", que exprime a ideia de Paulo estar opondo o exercício à piedade. 

Tudo se resolve quando lemos os primeiros versículos do capítulo 4 da presente carta:

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade" (1Tm 4.1-7).

Observemos que o apóstolo, em verdade, está lidando com aqueles que se apostatariam da fé, falariam mentiras e chegariam a proibir "o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis". Daí, então, Paulo continuar dizendo que "toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças", de modo que não haveria necessidade de se deixar de comer determinados alimentos, "Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada" - não existindo qualquer comida proibida aos cristãos.

Após isso, o apóstolo prescreve que Timóteo deveria rejeitar "as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade" e, finalmente, com um motivo: "Porque o exercício corporal para pouco aproveita". Mas de qual exercício o apóstolo está falando? A resposta é clara: do exercício corporal de se abster do casamento e abstinência de alimentos. Este entendimento fica muito claro quando vamos ao texto original (em grego) e lá percebemos que a palavra usada para exercício, já transliterada, é "gumnasiva" e significa "o exercício do corpo na arena ou escola de atletas; qualquer exercício; o exercício de conscientização do corpo com respeito à característica dos ascetas e que consiste na abstinência do matrimônio e certos tipos de comida" [1].

Aqui, o que a Escritura nos ensina, longe de ser uma repreensão ao exercício físico, pois, noutro lugar disse ele, se valendo da analogia do mesmo, "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis" (1Co 9.24), é que devemos receber todas as coisas com ações de graça, inclusive o casamento e todos os alimentos, nada adiantando sofrermos no corpo (abstenção sexual e de certos de comida), porque isso pouco proveito terá à piedade (entendimento com prática cristã).

Desta forma, pratique exercícios, se case (caso seja chamado para isso) e coma tudo o que o Senhor lhe der, fazendo todas as coisas para a Sua glória (1Co 10.31).

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Nota: 
[1] - http://www.biblestudytools.com/lexicons/greek/kjv/gumnasia.html

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Fonte: 2Timóteo 3.16
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Aprendendo a refutar heresias

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Por Filipe Luiz C. Machado


Pelo termo heresias, quero enfatizar todo ensinamento contrário à sã doutrina, à reta verdade ensinada na Bíblia Sagrada. Um problema, porém, surge: o que é a Verdade? Como cristãos, precisamos saber o que a Bíblia fala sobre todos os assuntos, de maneira a poder andar como Cristo andou, afinal, "Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou" (1Jo 2.6).

O primeiro ponto para se refutar heresias é, portanto, conhecer a Verdade - e isto advém de duas maneiras concomitantes: estudo diligente da Palavra e oração. Esqueça qualquer "método" que fuja a esta parceria, pois firmemente somos informados de que a mera intelectualidade, para nada serve se não estiver em Cristo, "porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5). 

Se o querido leitor não conhece a Verdade e não estudou suficientemente bem, com o devido respeito, digo: não tente refutar heresias, quer dizer, acautele-se quanto à debates e discussões teológicas. Estude primeiro (e muito), para depois intentar defender suas bases. Triste coisa é conversarmos com certos crentes que, mesmo tendo lido e estudado muito parcamente, creem que seus "achismos" conseguem convencer a todos acerca de suas posições.

O segundo ponto para se refutar heresias, diz respeito a, em vez de se atacar a forma com que a heresia de afigura como um todo (afirmativa, negativa, imperativo...), compreender qual o ponto fraco e por onde se pode começar a desmanchar a farsa. Explico com um exemplo real.

Algo infelizmente comum nos círculos pentecostais é o dizer de que piercings, a depender de onde são postos, atraem demônios ou quando menos, abrem "brechas" na vida espiritual, isto é, se a joia for posta na língua, a "brecha" será no falar; se for na sobrancelha, a "brecha" será no olhar, se for na orelha, a "brecha" será para o inimigo sussurrar... e por aí segue. Embora este motivo dado para se ser contra o piercing seja ridículo, muitos acabam não colocando tais joias, não por causa dos motivos bíblicos, mas temendo abrirem "brechas" em suas vidas, com medo de que inimigo poderá se apoderar se seus sentidos. Como refutar, então, isto? A resposta é bastante simples, rápida e efetuada em seis passos.

1. Peça a base bíblica para tal proibição com base em "brechas". Aquele que estiver condenando o piercing por estes motivos acima, precisa, necessariamente, indicar na Escritura de onde está tirando a ideia de que objetos em certos lugares dão "brechas", afinal, se "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3.16), então a proibição deve ser pautada pela Bíblia.

Mas vamos conjecturar, apenas, que tal pessoa possua alguns versículos bíblicos que deem, em princípio, ensejo a tais "brechas". Se isso acontecer, siga o segundo passo.

2. Pergunte sobre qual é o contexto em que o versículo está inserido, ou seja, questione para quem, quando e como aquela carta foi escrita, de modo que não se tire o texto para pretexto. 

Se tal pessoa souber informar o contexto e parecer que tal versículo de fato dá margem para se interpretar tais "brechas", vá para o terceiro passo.

3. Indague sobre como foi que tal pessoa descobriu que piercings abrem tais brechas, quer dizer, por que é válido somente para piercings e não para um corte de cabelo, por exemplo?

Este escritor, certa vez, ouviu a seguinte resposta para a pergunta acima: "o piercing, em certas regiões, é usado para invocar demônios, de modo que não podemos os limitar". Esta resposta é comum, geralmente circundando a questão com base em alguma religião afastada ou numa localidade remota, onde certas pessoas têm determinadas práticas e se utilizam deste objetos.

Se isto acontecer com você, siga o quarto passo.

4. Uma vez que a base para tal pessoa proibir o uso do piercing é a prática de um povo remoto, a questione da seguinte forma: "não existem povos que usam panelas de barro para cozinhar oferendas a ídolos e outras pessoas que usam tambores para 'invocar demônios'? Isso significa que panelas de barro e tambores seja coisas proibidas para os cristãos?" 

Creio que o desfecho seja óbvio. Entretanto, se tal pessoa ainda conseguir ter uma resposta para estas perguntas, temos o penúltimo passo.

5. Questione tal pessoa assim: "a Escritura nos afirma que podemos comer carnes sacrificadas a ídolos, certo (1Co 10.25-31)? Se posso comer carnes que, sabidamente foram oferecidas a ídolos, afinal, 'sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só' (1Co 8.4), ou seja, mesmo que alguém, em algum lugar, se utilize de carnes para rituais contrários à Bíblia Sagrada, eu posso fazer bom uso, como pode ser que, somente devido ao fato de certo povos usarem piercings para outros fins ilegítimos, isto tornar o objeto mal por si mesmo?"

Se ainda assim tal pessoa tiver uma resposta, coisa que duvido acontecer, resta um "trunfo".

6. Faça a seguinte observação: "tendo em vista que, segundo você diz, não podemos usar nada que, alguém, em algum lugar ou algum povo utilize para práticas não cristãs, quais são os objetos que podemos utilizar? Isto é, existe alguma coisa que podemos usar? Ademais, tal pensamento não nos levaria a crer que maldições se 'grudam' em objetos, sendo que a Bíblia é clara em dizer que isto não acontece?"

Desta forma, querido leitor, se percebe que, para refutar uma heresia, basta a dividir em partes, desconstruindo aos poucos o erro, a fim de melhor debater sobre cada pormenor. Não procure refutar tudo de uma vez só, pois além de causar confusão, certamente você esquecerá de algo.

Cristo seja convosco.

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É correto dizer "Jesus te ama" para todo mundo?

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Por Filipe Machado


Durante toda a minha existência, desde o berço até os dias de hoje, sempre estive rodeado de crentes. Em verdade, nasci em família cristã e desde a tenra idade frequento a Igreja do Senhor, de modo que possuo uma certa experiência em relações cristãs.

Fato é que, em que pese o venerável respeito pelos irmãos que se esmeram na evangelização externa (é um dever todos, ok?), algo passou a me incomodar após entender o cerne do evangelho, a saber, a expressão corriqueiramente utilizada: "Jesus te ama". Na entrega de folhetos, em uma conversa no ônibus ou em uma explanação andando na rua, frequentemente os crentes, no afã de falaram do amor de Deus, afirmam que Jesus ama aquela pessoa com quem estão conversando. Hoje mesmo, caminhando com minha esposa, fui abordado por um crente entregando folhetos e dizendo "Jesus te ama".

Todavia, seria esta uma prática bíblica? O que diz a Escritura sobre o amor de Deus? Analisemos, ainda que brevemente, estas questões.

1. O que devemos falar aos não cristãos

Quando olhamos o padrão bíblico de evangelismo, isto é, de exposição sobre o que é e no que consiste o evangelho, percebemos um claríssimo padrão, ou seja, a seguinte sequência: 1. a criação do mundo e a queda do homem; 2. a Lei de Deus e as consequências do homem que as quebra; 3. a iminente condenação que paira sobre os pecadores; 4. o refúgio que há em Cristo; 5. a necessidade de, uma vez transformado, andar em novidade de vida.

Observe todas as passagens bíblicas que relatam a exposição do evangelho e você verá como, invariavelmente, esta sequência quase sempre se desenrola, pois é necessário que o homem primeiro entenda o estado em que se encontra, para, posteriormente, compreender, por meio do Espírito Santo, que precisa arrepender-se de seus pecados e achegar-se a Cristo. Noutras palavras, o homem só saberá o que é limpeza e santidade, após contemplar a sua própria sujeira e vileza.

Entretanto, diferentemente do que muitos crentes costumam dizer, em nenhum lugar da Bíblia Sagrada nós encontramos algum oráculo do Senhor usando a expressão "Jesus te ama". Isto é algo muito sério e deveria ser levado em alta consideração por todos nós, pois se algo não é usado/permitido, então necessariamente é proibido (veja Dt 12.32).

A razão pela qual a expressão "Jesus te ama" não é empregada, tem seu fulcro na questão de que Deus não ama todos os homens - isto é, nem todos são alvos do Seu amor paternal. Considere os seguintes versículos:

- Deus só amou a Noé e sua família: "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor [...] Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus" (Gn 6.5-9 - grifado agora);

- Deus está irado com os que não se dobram diante d'Ele: "Deus é juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem não se converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado. E já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores" (Sl 7.11-13);

- Deus manifesta sua ira contra toda a impiedade: "Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça" (Rm 1.18);

- Deus enviou seu Filho para morrer exclusivamente por Sua Igreja: "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25 - grifado agora).

É bastante verdade que o Senhor conclama os homens ao arrependimento, afinal, existem inúmeros exemplos por toda a Escritura - mas isto é bem diferente de dizer que o Senhor ama todos os homens.

Desta forma, o problema com a expressão "Jesus te ama", é que ela pressupõe que Cristo morreu por todos os homens da terra, indiscriminadamente - o que não pode ser verdade (clique aqui para ler sobre isso). Tal expressão faz com que as pessoas tenham a errônea ideia de que Jesus foi o substituto por todos os pecadores, entretanto, como já dito, isto não pode sequer ser verdade, haja vista, por exemplo o versículo de Efésios 5.25 acima citado, bem como a conclusão lógica, porque se Ele morreu por todos, logo, todos estão definitivamente perdoados, o que implicaria que todos irão para o céu - mas a Bíblia diz o contrário.

2. O que a Escritura diz sobre o amor de Deus

A Escritura é muito explícita: "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda" (Jo 15.16). Nenhum homem, por natureza, escolhe ao Senhor, pois sua natureza é má e seus pensamentos são somente em oposição em senhorio de Deus. 

Vemos, outrossim, como q expressão bíblica "porque Deus amou ao mundo de tal maneira" (Jo 3.16) é assustadoramente mal compreendida por inúmeros crentes (clique aqui para ler o entendimento correto), os levando a proferirem coisas que nem mesmo Cristo falou ou os apóstolos ousaram pronunciar - ou acaso poderíamos encontrar alguma ocasião em que os apóstolos chegaram às cidades e usaram a expressão "Jesus ama a todos vocês"? Evidente que não. O que eles falavam? "Arrependei-vos" - sempre isso; ou desta forma: "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações" (Tg 4.8).

A proclamação bíblica do amor de Deus nunca é condicionada a afirmação de que Jesus morreu por determinada pessoa, pois isto é assaz temeroso de se fazer, pois não se sabe se, de fato, Cristo morreu por aquela pessoa e, consequentemente, a ama. Jesus afirmou que não realizava milagres em determinadas cidades, pois a incredulidade dos tais era demais (Mt 13.58), assim como afirmou que não foi às cidades de Tiro e Sidom, mesmo sabendo que lá os tais se arrependeriam (Lc 10.13). Se Ele não demonstrou amor por todos, como podemos afirmar o contrário?

Portanto, qual a conclusão? Somente uma: devemos proclamar o arrependimento a todas as pessoas, sem quaisquer escrúpulos, convidando todas a entrarem às bodas do Cordeiro (Lc 14.23), porém, usando expressões teologicamente corretas, pois se alguém afirmar que "Jesus ama determinada pessoa", está afirmando que Cristo efetivamente ama aquela pessoa e a irá salvar, afinal, não podemos crer em um Deus que quer salvar, mas que não consegue - "Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?" (Lm 3.37). E se tal expressão for usada, que seja para aqueles crentes que demonstram sua devoção por meio dos frutos do Espírito Santo.

Desta forma, evangelize arduamente, entretanto, sem usar "Jesus te ama", porque Ele ama, somente, os Seus eleitos, pelos quais se entregou: "Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai" (Jo 10.14-18).

"A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade" (Ef 6.24).

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É pecado fazer sexo anal?

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Por Filipe Machado


O cristão é que alguém que busca, pela graça e misericórdia de Deus, fazer somente o que está determinado na Escritura. Este princípio é firmemente estabelecido em Dt 12.32: "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás". Isto significa dizer que todas as coisas não ordenadas, são proibidas. Para ilustrar, a Bíblia nos diz que "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17) e que este ouvir vem somente mediante a pregação, afinal, "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Rm 10.14). Assim, significa dizer que para levar o evangelho, é preciso somente pregar a Palavra, sendo um grave pecado a substituir por algum filme, acrescentar ("nada lhe acrescentarás") ou diminuir ("nem diminuirás") a pregação, a trocando por algum teatro ou fazendo alguma dança no palco antes ou após a pregação (leia aqui sobre este tema). A ordem é pregar e tudo que for menos ou mais que isso é pecado.

Existem quatro formas de aprendermos lendo a Bíblia: A primeira é mediante uma ordem de Deus para se fazer alguma coisa, como no quarto mandamento: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êx 20.8). A segunda é quando o Senhor determina algo que não deve ser feito, como no primeiro mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3). A terceira é quando lemos um exemplo positivo e que é louvado, de maneira a aprendermos que as atitudes tomadas foram boas, ainda que não houvesse um mandamento literal para se fazer aquilo: "Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias" (At 15.27-28). A quarta é quando existe um exemplo negativo na Escritura e dele aprendemos a não repetir o erro: "Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste" (Gn 18.14-15).

Todas estas quatro maneiras que o Senhor usa para nos ensinar, invariavelmente estarão em conformidade com os dez mandamentos, pois uma vez que estes são a expressão moral de Deus, isto é, revelam quem é Deus e o que requer, toda a Escritura deve ser interpretada de maneira a não haver contradições entre a Palavra de Deus, afinal, contradições são duas verdades opostas e isto significa que alguma destas verdades é falsa, o que seria dizer que Deus mente, contrariando o versículo afirmativo que "Deus não é homem, para que minta" (Nm 23.19).

Mas o que tudo isso tem a ver com ser ou não pecado realizar atos sexuais? A resposta é que a Bíblia tem a resposta. Isto mesmo: a Bíblia, por ser a Palavra de Deus e possuir em sua estrutura diversas formas de nos ensinar, não nos deixa órfãos do conhecimento. Ainda mais: a Escritura não prescreve um padrão relativo com relação a este tema, e sim nos dá um firme, justo e pleno dizer sobre como devemos proceder.

Para entendermos corretamente, precisamos analisar dois pontos: a Lei de Deus e como Ele se revela aos homens.

1. A Lei de Deus

O apóstolo assim escreveu aos irmãos em Roma: "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12). Todo o Salmo 119, por exemplo, fala exaustivamente sobre a Lei de Deus, a ponto de lermos a expressão do salmista: "Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia [...] Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua lei [...] Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei" (Sl 119.97, 113, 163). Tamanha é a necessidade de compreendermos a Lei do Senhor que nos diz o apóstolo João: "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (1Jo 3.4 - NVI).

Os teólogos dividem a Lei de Deus em cerimonial (leis de purificação, aspersão de sangue, sacerdócios...), civil (leis sobre o patrimônio público, acerca da propriedade privada, assaltos, mortes inevitáveis...) e moral (os dez mandamentos). Todavia, convém lembrar que esta é uma divisão de cunho pedagógico, pois quando lemos a narrativa de Moisés no monte Sinai, não encontramos o Senhor dividindo Sua Lei - Ele a deu por inteiro, significando que a Lei é una, não havendo razão para se dizer que determinada lei não é mais válida simplesmente porque era cerimonial, por exemplo. Evidente que as leis cerimoniais foram completadas em Cristo Jesus, mas ainda permanece a ordenança para os cristãos oferecem incenso, porque o incenso não é mais físico, e sim espiritual, como diz o salmista: "Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde" (Sl 141.2); também em Apocalipse: "E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos" (Ap 8.4).

Portanto, a Lei de Deus é necessária para nossas vidas, a fim de sermos firmemente guiados por Sua palavra e vontade.

2. Como Ele se revela aos homens

Tendo uma vez Deus fornecido Sua Lei para os homens, é necessário entender que a Lei de Deus não está somente em livros como Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Lei de Deus é Sua própria Bíblia. Paulo expressa esse entendimento ao amado Timóteo: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2Tm 3.16-17). Não temos "partes melhores" na Escritura ou "partes inferiores", pois "Toda a Escritura é inspirada por Deus".

Sendo isto verdade, significa dizer que nos primórdios da criação a Lei de Deus já era vigente, pois não a temos registrada sem motivo. Olhemos o que disse Deus para Adão e Eva: "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra" (Gn 1.27-28 - grifo meu). Três coisas nos são ensinadas nestes versículos: homem e mulheres foram abençoados pelo Senhor, de maneira que não haveriam de ser alvos da ira de Deus, e sim de Sua graça; o primeiro casal deveria se multiplicar e para isso foi dotado de capacidade mediante e bênção de Deus; eles deveriam exercer domínio sobre toda a criação de Deus. Foquemo-nos no segundo elemento.

Frutificar e multiplicar não são facultativos ao casamento - é uma ordem bíblica. Noutro lugar já escrevi mais detidamente sobre isso (clique aqui), de modo que se compreende ser uma negação da Palavra o evitar ter filhos. Sim, amado leitor, isto pode soar muito forte a você e aqui deixo registrada minha compaixão, porque também a mim soou demasiadamente severo quando da primeira vez que conheci esta doutrina; entretanto, fixemos nossas mentes no ideal cristão: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29).

Tendo o Senhor ordenado a multiplicação, isso não significa que o casamento deve ser isento de prazer. O prazer do casamento não está somente no ato sexual, e sim que este é prazeroso na medida em que é feito segundo a ordem bíblica (leia o link acima, para melhor entendimento). Isto se traduz em dizer que o prazer do sexo deve estar na conformidade como Deus ordenou que ele acontecesse, e não segundo os ditames do mundo ou de nossa vontade.

Notamos o fato de Deus ter revelado sua vontade aos primeiros pais para que se multiplicassem. Porém, para que não sobejasse dúvidas se estamos obrigados à mesma ordenança (embora isso seja evidente, visto que nunca foi revogada em parte alguma da Escritura), o apóstolo Paulo registrou, quando na ocasião falava sobre aqueles que nunca haviam escutado do evangelho: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis" (Rm 1.20 - grifo meu).

É certo que Paulo está a falar com respeito à inescusabilidade que o homem tem diante de Deus, pois mesmo que não tenha ouvido falar do evangelho, o apóstolo, inspirado, afirma que "pelas coisas que estão criadas" é manifestado o poder de Deus e até mesmo Sua divindade. Mas este versículo não deixa, outrossim, de afirmar que as coisas criadas revelam a ordem do Senhor e de como elas deveriam ser, isto é, a Lei de Deus, firmemente registrada nas Escrituras, é também visível na criação. A criação dos luminares, dos mares, das plantas, dos animais e dos homens revela o que o Artífice ordenou. Isto implica na afirmativa, por exemplo, de que existe uma razão divina e também biológica (Deus é o melhor biólogo, o melhor médico, o melhor matemático...) para termos as cavidades nasais voltadas para baixo - já imaginou como seria andar em dia de chuva se as cavidades fossem viradas para cima?

Desta forma, sendo as coisas criadas, reflexo exato (antes da queda, mas persistindo após a mesma, ainda que manchada pelo pecado) do que o Senhor intentou, entendemos que é preciso a compreensão do que ou qual parte do corpo humano foi criado para ter relações sexuais.

Este excelente vídeo nos mostra, baseado no conhecimento médico, que o canal anal não possui nenhuma característica para a prática sexual. Pelo contrário, a fisiologia torna evidente o fato de que o único lugar do corpo da mulher (não é necessário afirmar que o homossexualismo é um pecado, porque isto é clarividente) propício a ter relação sexual com o homem (seu marido, somente) é o canal vaginal e este pelo orifício genital. Mas o que isto significa? Significa que o poder criativo de Deus é visto "pelas coisas que estão criadas" e isso se desdobra em dizer que Deus projetou o corpo do homem e da mulher para terem relações sexuais de maneira instituídas por Ele mesmo e tal fato é plenamente visível na criação. 

Paulo evidenciou isto ao dizer: "E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro" (Rm 1.27 - grifo meu). O apóstolo fala que muitos homens, devido ao pecado e porque não reconhecem Deus como Senhor, se inflamam em paixões homossexuais, "homens com homens, cometendo torpeza" e com isso recebem "em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro". A expressão "uso natural" denota, por certo, que a criação revela ser o único meio adequado de relacionamento, a união entre homem e mulher, corroborando, assim, com o que temos afirmado, de que o padrão bíblico é aquele determinado pela Escritura. Além: este versículo deixa evidente que a prática de sexo anal, por não ser parte da criação natural (o canal anal destina-se à eliminação das fezes - isso responde todas as perguntas), é uma torpeza e fruto do pecado, que leva ao homossexualismo. Não obstante, o sexo anal viola a ordem de se gerar filhos, já estabelecida na criação.

Portanto, podemos pela graça de Deus, seguramente concluir que, conquanto o sexo anal não seja expressa e literalmente proibido, a criação de Deus supre toda dúvida e demonstra o caminho correto para a prática sexual, sendo grave violação do corpo da mulher o realizar tal prática, a uma porque é um descaminho da criação divina e a duas devido ao caráter maléfico de tal prática. 

Convém sempre lembrar, igualmente, que não estamos a conjecturar se os cônjuges consentem ou não com essa prática. A questão não é se o homem a aprova, e sim se está no padrão da criação de Deus - e isso nós vemos claramente que não está.

Que Deus nos abençoe.

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Como ler, dialogar e entender textos


Neste vídeo, o Pb. Filipe Machado disserta sobre a confusão que textos em redes sociais, blogs e conversas sobre vários assuntos, podem causar confusão por conta de pressupostos equivocados de quem lê tais artigos. Assista:


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Fonte: Reforma Hoje, canal Youtube
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Os dias da criação foram literais?

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Por Filipe Machado


Para os cristãos, a Bíblia é a fonte de todo o saber no que concerne à revelação de Deus. O crente não possui qualquer dúvida sobre a Bíblia Sagrada ser a única palavra registrada do Senhor ao Seu povo. A Escritura serve como parâmetro para averiguar, literalmente, todas as ciências e filosofias que este mundo cria. Nada que algum homem afirme pode ser contrário à Palavra. Nem mesmo afirmações sobre a física podem ser contrárias à Bíblia, como, por exemplo, se alguém insinua ser a física algo não criado, tal sentença deve ser rejeitada, afinal, foi Deus quem a criou assim como a matemática, a biologia, a química e tudo o que existe - "E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele" (Cl 1.17).

Ao lermos o relato da criação, registrado nos dois primeiros capítulos de Gênesis, encontramos algumas peculiaridades que nos são diferentes à maneira habitual de enxergarmos as coisas. Um destes pontos é o fato da narrativa relatar que as plantas foram criadas antes do Sol, isto é, vieram à existência no terceiro dia (Gn 1.11-13), enquanto o Sol e os demais luminares passaram a existir somente no quarto dia (Gn 1.14-19). Todavia, lemos que a luz veio a existir no primeiro dia (Gn 1.3). Como as plantas poderiam viver sem o sol, uma vez que aprendemos serem elas praticantes do processo de fotossíntese? Como explicar o haver de luz, mas sem o Sol?

O reformador João Calvino, brilhantemente comentou e respondeu este dilema: "Mas o Senhor, para que a si reivindicasse o pleno louvor de tudo isso, não só quis que, antes que criasse o sol, existisse a luz; mais ainda: que a terra fosse repleta de toda espécie de ervas e frutos (Gn 1.3, 11, 14). Portanto, o homem piedoso não fará do sol a causa quer principal ou necessária destas coisas que existiram antes da criação do sol, mas apenas o instrumento de que Deus se serve, porque assim o quer, já que pode, deixado este lado, agir por si mesmo com nenhuma dificuldade" (grifo meu). [1]

Existe, todavia, outra dúvida que costuma suscitar indagações entre os cristãos: os dias da criação foram literais? Quer dizer, Deus criou o Universo e tudo o que nele há em 7 dias como nós contamos hoje em dia?

Muitas teorias, livros e palestras são feitos com o intuito de "debater" sobre este assunto. Há, entretanto, com o devido respeito aos escritores e demais que se debruçam em pesquisar sobre este fato, em não se perder grandioso tempo se pesquisando ou se digladiando acerca de qual seria a interpretação correta, pois a Bíblia pode conter somente uma interpretação correta para todas as coisas. Afirmamos isso porque há, na Escritura, uma espécie de "chave" magnífica que responde toda e qualquer dúvida, que elimina toda a discussão e põe fim a inúmeros livros, pesquisas científicas e tudo quanto já foi compilado sobre este assunto. Está chave está contida nos dez mandamentos.

Os dez mandamentos são a expressão moral de Deus, pois revelam o Seu ser e instituem ao homem aquilo que ele deve cumprir. Todas, absolutamente todas as demais leis bíblicas - leis civis e cerimoniais, por exemplo - se encaixam em algum dos dez mandamentos. Para ilustrar, a autorização para se cobrar juros do estrangeiro, mas não cobrar do irmão em Cristo (Dt 23.20), tem como sustentáculo o décimo mandamento, o qual exorta a não cobiçar "coisa alguma do teu próximo" (Êx 20.17) e isto inclui o dinheiro - também o oitavo mandamento, "Não furtarás" (Êx 20.15), corrobora. A ordem para se construir uma habitação segura, tem com base o sexto mandamento ("Não matarás" - Êx 20.13), pois assim é relacionado: "Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela" (Dt 22.8 - grifo meu). A ordem para o povo de Deus construir o tabernáculo e posteriormente o templo, tudo conforme as medidas e especificações dadas pelo Senhor, possuía lastro no primeiro mandamento - "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3), afinal, se o povo de Deus não deve ter outra deidade a qual adora, significa dizer que somente Deus deve ser obedecido.

Dentro dos dez mandamentos, há um que responde, então, a pergunta de nosso artigo. Assim lemos no quarto mandamento: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou" (Êx 20.8-11).

Este mandamento é como um grandioso raio iluminando as trevas do homem e pondo fim à toda discussão. O quarto mandamento (clique aqui para ler mais sobre como ele é aplicado no Novo Testamento) relaciona a obediência de se observar um dia em cada sete e isto com base na criação de Deus - "Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou". A razão pela qual os cristãos precisam obedecer este mandamento (ainda que Deus não precisasse se justificar de coisa alguma) não é fixada sobre algo temporal ou acerca de alguma característica do povo de Israel. O motivo é atemporal, não dependente de nada, exceto da vontade criativa de Deus.

Logo, se interpretação deste mandamento é de acordo com a criação, somente uma interpretação está correta: a literal.

Como poderia ser verdade os dias da criação representar "eras" ou "milênios"? Eis a conclusão lógica do que seria, caso fossem realmente eras ou milênios (ou alguma grandiosa ou inexata fração de tempo): os cristãos teriam que, após seis eras, por exemplo, descansar durante uma era e sem qualquer trabalho! Se isto fosse feito, a confusão estaria mais do que instaurada, pois quanto tempo seria esta era? Equivaleria a quantos anos? Note que seria necessário, caso os dias fossem contadas como milênios (essa interpretação é devida ao texto de 2Pe 2.8, o qual diz que "para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia"), observar um milênio inteiro e isso tudo sem trabalhar, porque o quarto mandamento inclui o descanso de todo o trabalho ordinário dos outros dias, não devendo qualquer pessoa buscar lucros, a venda ou a troca de qualquer coisa durante mil anos! Até mesmo os animais deveriam ficar mil anos sem trabalhar ("não farás nenhuma obra [...] nem o teu animal"), pois é isso que o mandamento exige.

Desta forma, de maneira inequívoca, se refuta esplendidamente toda a interpretação alegórica e que foge aos ditames da Santa Escritura. Pode-se, portanto, afirmar que a única e perfeita interpretação é a de dias literais, sendo grave heresia o defender qualquer coisa contrária.

Louvado seja o Senhor por Sua palavra e por nela temos as santas respostas.

Nota:
[1] CALVINO, João, As Institutas, Ed. Clássica, Livro I, Cap. XVI, pág. 194.

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