Cosmovisão Reformada (2/3) - Queda

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QUEDA

“Eis o problema fundamental da raça humana: nós estamos afastados de Deus.”

E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Genesis 1:31). No entanto, no nosso tempo as coisas não parecem tão atraentes. O que aconteceu? Por que tudo se encontra tão torto e alquebrado? Por que, Senhor? Por que me encontro tão curvado, tão alquebrado, e as demais pessoas também?

Todos, sem exceção, se indagam sobre essa questão do “porquê”. Annie Lennox lança um assolador “Por quê?” em sua angustiante canção homônima[1], na qual a cantora investiga suas próprias futilidades e o alquebramento que existe entre ela e os outros.

These are the tears,
The tears we shed.
This is the fear,
This is the dread.

[Estas são as lágrimas,
As lágrimas que derramamos.
Este é o medo,
Este é o pavor.]

Por quê? Por que há valentões no parquinho? Por que há vermes e lagartas lutando pela vida no passeio ou no asfalto após a chuva? Em primeiro lugar, por que tanto concreto e asfalto? E tantos formigueiros de formigas-de-fogo? Por que há digitária no meu jardim ao invés da viçosa grama-bermudas ou da festuca? Por que é tão difícil aprender, mas tão fácil esquecer? Qual o motivo de existir o movimento Rastafari ou a religião sincretista caribenha da Santeria? Por que há essa repugnante reificação das mulheres e do corpo feminino? Por que essa viciosa predação entre animais que podemos ver no Animal Planet?


Por que a humanidade é esse lobo voraz para si mesma – homo homini lupus[2]? Por que existem diretores executivos super-gananciosos? Por que Chris morreu de aneurisma cerebral no último ano, apenas duas semanas após termos sido companheiros de quarto numa conferência? Por que, no momento em que escrevo este artigo, meu amigo e também colega de profissão, Rodney, está lutando pela vida numa UTI com pancreatite? Por que minha mãe teve que suportar uma dúzia de complicadas cirurgias de câncer antes de morrer? Por que ainda há tanto racismo no mundo? Por que tanta solidão? Por que há tão rígidas distinções sociais e de classe no Plaza, no Broadmoor, ou no Biltmore? Wo ist Gott[3]? Por quê? Ad nauseam[4].

Humpty Dumpty sat on a wall.
Humpty Dumpty had a great fall.
All the king's horses and all the king's men
Could not put Humpty Dumpty back together again[5].

[Humpty Dumpty num muro se aboletou,
Humpty Dumpty lá de cima despencou.
Todos os cavalos e os homens do Rei a arfar
Não conseguiram de novo lá para cima o içar.][6]

Desconheço se há uma interpretação oficial dessa canção infantil que provavelmente ouvimos assentados no colo de nossas mães ao longo de toda nossa infância. Mas é possível vê-la como uma parábola representando a criação e queda da humanidade, um instantâneo daquilo que aconteceu no espaço compreendido em Gênesis 1 a 3. E é a narrativa apresentada no terceiro capítulo mais especificamente que nos mostra o que deu errado – ela nos faz compreender a razão pela qual nós e todas as demais coisas se encontram tão desordenados atualmente.


No princípio, na criação, “Humpty Dumpty” se assentou sobre um muro, tendo uma natureza “muito boa”. Mas, então, “Humpty Dumpty” sofreu uma grande “queda” – mergulhando no pecado. Uma vez que era apenas um frágil ovo, as consequências foram devastadoras. Nenhuma quantidade de esforço humano, quer realizado pelos cavalos do rei ou pelos homens do rei, foi capaz de coloca-lo novamente em seu lugar.

A canção infantil termina em desespero. Não se oferece uma solução para a “quebra” de Humpty Dumpty. Contudo, felizmente a Bíblia não termina do mesmo modo. Ele continua explicando como Deus coloca Humpty Dumpty novamente em seu lugar por meio de Jesus Cristo. Essa é a narrativa da Redenção. Mas estamos nos adiantando no assunto... Por enquanto, queremos utilizar esses quartos versos da canção infantil a fim de ilustrar a Queda e a consequente e ampla devastação que ela deixou em seu rastro.

Este é o segundo “ato” da narrativa cósmica das Escrituras, o segundo maior tema na visão bíblica da vida e do mundo. Num primeiro momento, nos são apresentadas as boas-novas da criação, mas agora temos as más notícias da queda. Isso introduz um conflito fundamental no drama bíblico, o qual deve ser resolvido antes que termine o enredo de Deus. Tal relato demonstra, ao contrário de outras cosmovisões, que o mal não está enraizado na criação em si mesma, mas, sim, na rebelião moral da raça humana contra a autoridade divina do Deus santo. Às vezes costumo chamar esse episódio de “descriação”, devido ao dano que ele causou ao mundo muito bom criado por Deus: chamo-o assim devido à forma como a Queda distorceu as intenções divinas para a humanidade, o nosso conhecimento, o nosso amor, a nossa capacidade de criação cultural, e, enfim, toda a terra.

Por vezes, contudo, achamos difícil levar a sério essa narrativa primitiva. Por quê? Provavelmente porque ela tem sido frequentemente satirizada. Como Herbert Schlossberg observou: “Séculos de arte religiosa e, recentemente, centenas de animações de mulheres nuas, maçãs e serpentes têm servido para nos distrair do significa da Queda em Gênesis 3”.

Atualmente, como James Smith me ajudou a compreender, a narrativa da Queda é ridicularizada à luz da vigente noção evolucionária da predação e da necessidade da morte para a sobrevivência e desenvolvimento das espécies mais adaptadas.

Independentemente disso, nós devemos tentar deixar nossos preconceitos contemporâneos de lado, e descobrir que, embora possa ser difícil para nós entendermos essa narrativa, ela, contudo, faz com que muitas outras coisas sejam compreensíveis, como Peter Kreeft já disse – ela esclarece, por exemplo, nosso persistente abatimento e a profunda dor do mundo.

Os cinco primeiros versículos de Gênesis 3 são um relato da tentação da mulher. O versículo 1 nos informa que a serpente, a mais astuta das alimárias, foi usada por Satanás como o agente da tentação (Apocalipse 12:9; 20:2). Confrontando Eva, o Diabo lança uma pergunta perscrutadora: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?”. A serpente/Satanás não apenas testa o conhecimento da mulher a respeito da palavra de Deus, como também busca difamar o caráter divino ao sugerir sutilmente que Deus é mesquinho em Suas provisões para o homem. Nos versos 2 e 3 a mulher responde recitando o mandamento originalmente dado por Deus (Gênesis 2:16-17). Ela acrescenta, contudo, que o fruto proibido não deveria sequer ser tocado, e muito menos comido, para que eles não morressem. Assim, será que Eva foi a primeira legalista? Numa tentativa de persuadir a mulher a seguir seu próprio percurso revoltoso, a serpente/Satanás nega categoricamente a afirmação divina de que a desobediência resultaria em morte. Ele prossegue nessa sua negação assegurando que o comer da árvore proibida não resultaria em morte, antes transformaria o homem e a mulher em verdadeiros deuses. Eles poderiam fazer o que lhes aprouvesse, viver em liberdade da forma como lhes agradasse. Infelizmente a mulher acredita em tais mentiras, e convence seu marido a se unir a ela naquela insurreição contra o Criador.

Naquele momento tudo mudou. Uma nova consciência passou a dominá-los. Eles perderam a inocência e descobriram a vergonha. O pecado atingiu o ponto mais íntimo de sua humanidade, na sua sexualidade. Eles tentaram cobrir sua nudez com folhas de figueira. As trágicas consequências de sua autoafirmação orgulhosa seguiram-se imediatamente. O restante de Gênesis 3 descreve essas consequências na forma de quatro separações e três maldições.

Primeiramente, os seres humanos são separados de Deus (Gênesis 3:8-9). Quando o SENHOR veio habitualmente ao cair da tarde para fazer companhia ao homem e sua esposa, a reação do casal agora caído é a seguinte: eles “se esconderam da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do Jardim” (Gênesis 3:8). Ao invés de irem jubilosamente ao encontro de seu Criador, eles agora se escondem, embaraçosamente distantes. Eles estão envergonhados, não apenas entre si, mas também perante Deus. O propósito para o qual Deus criou esse primeiro casal é frustrado – é separado do Autor da vida. Desse modo, devido ao pecado, o problema fundamental da raça humana é, essencialmente, espiritual e teológico: nós estamos afastados de Deus. Agora passamos a adorar os ídolos. Humpty Dumpty sofreu uma grande queda.

A segunda separação: os homens estão separados de e dentro de si mesmos (Gênesis 3:10). O afastamento de Deus tem repercussões internas diretas. Quando o SENHOR indagou ao homem onde se encontrava, ele respondeu em palavras que revelam um estado interior radicalmente alterado: “Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.” (Gênesis 3:10). O medo, a vergonha e a culpa estilhaçaram o sentimento de integralidade e bem-estar que o homem anteriormente possuía. A linha divisória entre o bem e o mal atravessa o coração de todos os seres humanos, como Solzhenitsyn observou. Em razão do pecado, portanto, a humanidade tem sofrido um dano interior significativo; estamos profundamente dilacerados por dentro. Assim, buscamos inutilmente a felicidade e a completude por conta própria, em uma vida de pura imanência debaixo do sol. Humpty Dumpty sofreu uma grande queda.

Em terceiro lugar, os seres humanos foram separados uns dos outros (Gênesis 3:11-13). Quando Deus indagou ao homem a respeito de sua nudez, e se ele havia comido ou não o fruto proibido, ele imediatamente buscou se defender e culpar a outrem por seu erro. “A mulher”, diz ele, “que Tu me destes, ela me deu do fruto da árvore, e eu comi” (Gênesis 3:12, ênfase acrescentada). Este episódio marca o início não apenas da batalha dos sexos, mas também das profundas divisões dentro da comunidade humana. Nossa alienação teológica e psicológica tiveram repercussões sociais significativas. O pecado não apenas nos separa de Deus e de nós mesmos, mas também uns dos outros. Humpty Dumpty sofreu uma grande queda. Nesse ponto da narrativa, Deus anuncia uma série de maldições: sobre a serpente, cuja humilhante derrota “com a cara na poeira”[7] é profetizada; sobre a mulher, que sofrerá arduamente como mulher e mãe; e, por último, sobre o homem, que deve suar abundantemente para ter domínio sobre a terra. Para, depois de tudo isso, morrermos.

Tendo sido estes três julgamentos outorgados, uma separação final é descrita no final de Gênesis 3. Deus expulsa o primeiro casal humano do Jardim, e coloca um batalhão angélico na entrada leste, com o intuito de evitar que os homens entrem novamente (Gênesis 3:20-24). Nós trocamos a graça e a benção do Éden pelo caos e confusão de um mundo alquebrado. Desde então, buscamos reconquistar nossa felicidade por meio de nossos próprios esforços “utópicos”, individual ou coletivamente.

Apenas Deus e Seu reino podem preencher os anseios do coração. A vida sem Deus é vã e fútil. Humpty Dumpty sofreu uma grande queda.

Usando as palavras de Francis Schaeffer, Gênesis 3 conta a narrativa da Queda histórica espaço-temporal e seus resultados[8]. No cerne deste episódio estava a busca humana equivocada por liberdade, autonomia, autolegislação e independência. Os resultados dessa busca foram ignorância e o mau desejo. Os efeitos noéticos e afetivos do pecado desestruturaram nossas vidas de modo horrível. As quatro separações, juntamente com as três maldições, convergem na morte. O mundo é, agora, um cemitério cósmico, gemendo em desespero, ansiando por libertação[9]. “Humpty Dumpty” sofreu uma grande queda. O que pode nos livrar desta morte? O que pode nos salvar dessa queda?

Continua nos próximos dias...

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Notas do tradutor:
[1] Evidentemente que a canção é homônima na língua original do artigo, o inglês. Sendo assim, o título da música de Annie Lennox é “Why”.
[2] Frase extraída da obra Asinaria, do dramaturgo romano Plauto (Titus Maccius Plautus 230 a.C. - 180 a.C), a qual pode ser traduzida como “o homem é o lobo do homem”. O texto diz originalmente Lupus est homo homini non homo. Entretanto, a frase acabou sendo popularizada por Thomas Hobbes no século XVIII, e por isso, por vezes, é a ele atribuída.
[3] Do alemão: “Onde está Deus?”
[4] O termo latino ad nauseam diz respeito à falácia conhecida como argumentum ad nauseam, isto é, a argumentação que tenta se validar por meio da repetição constante de determinada questão – repete-se a mesma afirmação de modo insistente até o ponto de provocar "náusea" e fastio ao interlocutor objetor, de modo que ele abra mão da discussão, embora não concorde com a afirmação do seu oponente. No contexto do presente artigo, o autor quer dizer que a situação aludida se repete infinitamente até à exaustão.
[5] Esses versos fazem parte de uma canção infantil da época Vitoriana bastante difundida nos países de língua inglesa. Humpty Dumpty é uma espécie de ovo antropomórfico que, sentado num muro, cai de forma abrupta, partindo-se, sendo impossível de recompô-lo. O personagem foi extremamente popularizado pelas obras de Lewis Carroll, especialmente nas animações baseadas nos seus livros sobre Alice. O autor o utiliza como uma metáfora literária da condição pecaminosa do homem herdada de Adão. Autores como o irlandês James Joyce, em seu labiríntico Finnegans Wake, já trabalharam com essa associação entre Humpty Dumpty e o homem espiritualmente caído.
[6] A presente tradução da cantiga, que mantém as rimas e a musicalidade próprias, foi realizada por Maria Luiza X. de A. Borges, e se encontra na seguinte obra: CARROLL, Lewis. Alice – Edição Comentada. Notas de Martin Gardner. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. 1. ed. São Paulo: Jorge Zahar Editor, 2002. p. 200. Outra tradução também apropriada diz:

Humpty Dumpty sentou-se em um muro,
Humpty Dumpty caiu no chão duro.
E todos os homens e cavalos do Rei
Não conseguiram junta-lo outra vez.

[7] No original, o autor utiliza um neologismo “dusteating" defeat, o qual traduzido literalmente soaria algo como “a derrota comedora de pó”, fazendo alusão à maldição proclamada em relação à serpente: “sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.” (Gênesis 3:14).
[8] O autor faz menção aqui ao livro Gênesis no Espaço-tempo, do Dr. Francis Schaffer, excelente apologista cultural. No livro, recentemente publicado pela Editora Monergismo, Schaffer demonstra como a narrativa de Gênesis, longe de ser uma mitologia fundacional (como creem os teólogos liberais), é um relato fiel às origens (do universo, da vida, e do homem como ser pessoal), constituindo-se como base sólida para o homem moderno.
[9] Tal como Paulo asseverou em sua carta aos Romanos, nos ensinando que a criação não será destruída, mas, sim, restaurada por Cristo: “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” (Romanos 8: 19-23). 

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Autor: David K. Naugle
Fonte: 
Cardus

Tradução: Fabrício Tavares
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Educação e cultura são suficientes?

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Por Thomas Magnum


Numa tarde dessas, ouvia uma rádio de notícias que estava transmitindo uma interessante entrevista com o diretor e teatrólogo Antunes Filho, era um bate papo muito relevante sobre artes, educação e cultura. Dentre tantas coisas construtivas faladas ali me chamou atenção uma afirmativa que ouvimos tanto, a solução para a violência no Brasil está na intensificação da educação e cultura. Educação do ponto de vista institucional e sistemática do indivíduo na sociedade, e cultural do ponto de vista somatório de conteúdo absorvido na socialidade da persona. Arte, política, filosofia, relacionamentos, formação educacional. Claro que concordo plenamente com todos esses fatores, e que quanto maior o nível cultural de uma sociedade melhor será ela em muitos aspectos.

No entanto tais afirmações ignoram o fato que o homem é claramente induzido por sua natureza e desprovido de bondade própria no sentido pleno da palavra. Observamos hoje um desprezo pela doutrina bíblica do pecado, e criamos um superman, como todo bondoso e capaz de ser o melhor que pode. Nas palavras de Jean Jacques Rousseau, "o homem nasce bom a sociedade é que o corrompe", temos pensamentos paralelos a esse dentro da história da teologia cristã, com o pelagianismo e com correntes de pensamentos posteriores que flertam com as idéias de Pelágio.

De acordo com A Bíblia podemos observar que:

"O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal." Gênesis 6:5

"Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe." Salmos 51:5 

"Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." Isaías 59:2

Ao contrário do que muito ouvimos das teorias de autoestima e nos populares livros de autoajuda que abarrotam as livrarias, a Bíblia nos dá o parecer correto do que é o homem. Não obstante há um hiato no que ouvimos hoje das teorias psicológicas, pedagógicas e sociológicas. Se alguém está com uma doença ele deve procurar um médico, se essa doença for grave deve procurar um especialista, embora se saiba que está doente, somente o especialista pode dar o correto diagnóstico. Somente o Criador da raça humana pode dizer o que é o homem, pois somente Ele tem o remédio para sua chaga. A Bíblia continua a advertir sobre essa pretensa imagem que o homem criou de si: 

"De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito:Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado." Romanos 3:4 

Como está escrito: "Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos." Romanos 3:10-18

Talvez ouçamos alguém dizer, sou uma boa pessoa, faço boas obras, ajudo os pobres, que bom. Mas, veja o que a Bíblia diz: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." Isaías 64:6

O termo empregado para trapo de imundícia significa, um manto colocado sobre um corpo chagado pela lepra, ou seja, ele se torna imundo, imprestável. Essa é a condição das boas obras do homem pecador, imunda diante de Deus. Somente da remissão dos pecados pode mudar esse quadro.

"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus." Romanos 5:1-2

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." Efésios 2:8-10

Somente esse pacto da graça nos pode fazer mudar de vida.

"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês." Romanos 12:1

O termo central desse versículo é 'misericórdia de Deus', essa misericórdia é que nos constrange a viver uma vida santificada e triunfante sobre o pecado. Que tenhamos uma ótima educação, que tenhamos muitos projetos interculturais, mas, somente o Evangelho pode mudar o homem.

"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo," II Coríntios 5:17.

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Sobre o autor: Thomas Magnum é formado em teologia e graduando em jornalismo, pesquisador na área de religiosidade brasileira, é casado a oito anos com Kelly Gleyssy e mora em Recife.

Divulgação: Bereianos
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A Apologética Pressuposicional usa um Raciocínio Circular?

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Por Massimo Lorenzini


Este artigo responde a objeção comum de que a apologética pressuposicional usa um raciocínio circular (por exemplo, usando a Bíblia para provar a Bíblia). Minha resposta é que todo mundo usa um raciocínio circular. Quando um pressuposicionalista começa com a cosmovisão cristã para defender a mesma, isto é, de fato, circular. Quando se usa um raciocínio circular, geralmente é um argumento fraco. No entanto, quando estamos falando de um critério intelectual final, uma certa quantidade de circularidade é inevitável. Permitam-me expor um pouco a citação do artigo de Michael Kruger denominado "The Sufficiency of Scripture in Apologetics", que apareceu na edição do "The Master's Seminary Journal" (disponível online em: www.tms.edu) na Primavera de 2001:

“Negar circularidade quando se vai para uma autoridade última é sujeitar-se a um infinito regresso de razões [ou argumentos]. Se uma pessoa sustenta certa visão, A, então quando A é desafiado, ele apela para as razões B e C. Mas, naturalmente, [as razões] B e C certamente serão desafiadas quanto ao porque elas deveriam ser aceitas, e então a pessoa teria de oferecer D, E, F e G como argumentos para B e C. E o processo segue continuamente. Obviamente isso tem de parar em algum lugar porque um regresso infinito de argumentos não pode demonstrar a verdade das conclusões de alguém. Assim, toda cosmovisão (e cada argumento) deve ter um último, não questionado, ponto de partida de auto-autenticação. Outro exemplo: imagine alguém perguntando a você se a vara de metro em sua casa tem realmente um metro de comprimento. Como você demonstraria tal coisa? Você poderia levar ela para seu vizinho e compará-la com sua vara de metro e, [então], dizer: “Veja, tem um metro”. No entanto, a próxima questão é óbvia: “Como você sabe se a vara de metro de seu vizinho [e a sua] tem realmente um metro?” Esse processo seguiria infinitamente a menos que houvesse uma vara de metro última (a qual, se não me engano, realmente existiu em dado momento e foi medida por duas finas linhas marcadas sobre uma barra de platina-irídio). É essa vara de metro última que define um metro. Quando se pergunta como alguém sabe se a vara de metro último tem um metro, a resposta é obviamente circular: a vara de metro última [tem] um metro porque ela [tem] um metro. Essa mesma coisa é verdade para a Escritura. A Bíblia não apenas acontece de ser verdade (a vara de metro em sua casa), ao invés ela é o próprio critério para a verdade (a vara de metro última) e, portanto o ponto final de parada na justificação intelectual.”

Então, quando começamos com a Bíblia para defender a Bíblia, isto é feito com a convicção de que a Palavra de Deus é o critério supremo da verdade. Quando um evidencialista começa com o racionalismo (e ás vezes também com o empirismo), ele também está discutindo em círculo, só que ele nem sequer reconhece esse fato.

Pode-se observar que o evidencialismo é circular porque ele começa com a racionalidade. No entanto, o evidencialista nem sequer se preocupa em provar a racionalidade, ele simplesmente a pressupõe! Assim, quando o evidencialista começa com a racionalidade para provar a Bíblia, ele está demonstrando que acredita (mesmo que inconscientemente) que a racionalidade é o critério supremo da verdade.

Por outro lado, o pressuposicionalista diz que a Bíblia é auto-autenticadora. Não existe nenhuma outra autoridade de autenticação ou verificação. Quando uma criança de cinco anos diz ao seu pai: “Por que eu tenho que fazer o que você disse?” O pai não precisa responder com outra coisa senão: "Porque eu disse!”. Para a criança, não há nenhuma autoridade superior. Para o cristão, não há autoridade maior do que a Palavra de Deus. O próprio Deus não pode se referir a uma autoridade maior do que si mesmo:

"Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo" (Hebreus 6:13)

A Apologética é uma questão mais moral do que intelectual. Ela tem a ver com o arrependimento de um uso autônomo da razão buscando submeter o pensamento a Deus. Deve-se arrepender não apenas do conteúdo do que se acredita, mas também do método pelo qual se pensa. A questão aqui então é a própria epistemologia. Qual é a escala pela qual pesam os fatos? É a escala de Deus ou a nossa? Se usarmos a nossa própria escala, os fatos a respeito de Deus e a verdade definitiva sempre será achada em falta por causa da natureza depravada do homem. O estudo cuidadoso da doutrina da depravação total mostra que nenhuma quantidade de evidência dada a um pecador, uma pessoa rebelde, caída, vai ser suficiente para levá-la ao arrependimento e á fé.

O pecador não regenerado construiu para si uma parede que é como um escudo para proteger-se da verdade de Deus. A Apologética evidencialista é totalmente inadequada para a tarefa de remover os tijolos dentro da parede do incrédulo. Só uma abordagem pressuposicional de apologética é capaz de atacar de maneira eficaz, e desmantelar a fortaleza do relativismo, a apatia e o cinismo que o pecador incrédulo tem erguido com um esforço para barricar-se da verdade.

No entanto, eu não estou dizendo que uma apologética pressuposicional é suficiente para levar alguém á Cristo. A abordagem do pressuposicionalismo é aplicar uma apologética para o coração e a mente pós-moderna; sacudi-la de seu sono relativista, e assim, pressionar sobre ela a demanda da santa Lei de Deus e da gloriosa esperança do Evangelho de Jesus Cristo. Mas sem a obra regeneradora do Espírito Santo, mesmo a defesa mais poderosa da fé é inútil.

Você pode notar que a apologética pressuposicional busca ser consistente com a teologia bíblica. A doutrina da depravação humana por si só é suficiente para mostrar a inadequação da apologética evidencialista para levar um homem ao verdadeiro arrependimento e fé em Cristo. Este fato tem sido sempre fiel e sempre verdadeiro, não importa o que a visão de mundo predominante é, mas é especialmente verdadeiro quando se trata do pensamento descrente pós-moderno.

Enquanto a antropologia bíblica confirma o fato de que o evidencialismo é inadequado e incompatível com as Escrituras, outras doutrinas fundamentais também conduzem ainda mais a este fato. Ao considerar os métodos apologéticos, deve-se também levar em consideração as doutrinas da revelação geral e especial, Teologia adequada, Hamartiologia, Soteriologia e Cristologia. No entanto, eu não vou entrar em uma explicação de como essas doutrinas se relacionam com a apologética aqui.

A teologia é verdadeiramente fundamental na determinação de uma metodologia apologética. Sua compreensão da teologia informa sua epistemologia. A epistemologia é a chave para a compreensão da apologética. O pensamento do homem não é neutro, mas é escurecido, caído, e hostil a Deus. O homem, por natureza, odeia a Deus e faz tudo em seu poder para se esconder d'Ele. Portanto, o homem deve arrepender-se do seu pensamento autônomo, pecaminoso e depender da revelação de Deus, a fim de chegar ao conhecimento da verdade. Evidência, por si só, não é capaz de trazer um homem pecador para a salvação ou para a verdade. Ele irá interpretar todos os fatos pecaminosamente, em vez de submeter-se a interpretação dos fatos de Deus.

Você só pode saber se sua epistemologia é correta se ela se enquadra na norma divina, que é inerente ao homem via imagem divina (sensus divinitatis) e também testemunhada por impressão digital de Deus em toda criação (revelação geral). No entanto, a maior precisão epistemológica pode ser tida apenas através das Escrituras (revelação especial). Só quando você está consciente de sua epistemologia - verificada pelo padrão divino de revelação, você pode estar em uma posição para julgar alegações de verdade. Caso contrário, se você rejeita o padrão divino, você não tem nenhuma garantia de que a sua epistemologia é correta e precisa, [logo], você não estará em posição para pesar qualquer tipo de pretensão de verdade. Tudo se torna irremediavelmente sem sentido e fútil, e o pensamento racional em si é impossível.

Se o cristianismo é verdadeiro (e é), então devemos argumentar a partir da base do mesmo. Não podemos conceder a um pecador rebelde um terreno neutro sobre o qual pesam as evidências de Deus, pois não há terreno neutro. O uso autônomo da razão é o problema, não a solução! Pense nisso, o raciocínio humano autônomo levou á queda do homem no jardim. Como poderia alguma vez levar a Deus? Uma pessoa pode ter autonomia epistemológica somente se ele possui autossuficiência intelectual. O homem não é intelectualmente autossuficiente nem é existencialmente autossuficiente ou independente. Em vez disso, o homem é uma criatura finita, dependente de Deus. Ele é dependente de Deus para ter o oxigênio, comida e água, para sua existência (Atos 17:25).

Este mundo é de Deus. Não há simplesmente um terreno neutro para se ficar em cima e avaliar a evidência de Deus. Toda a criação é uma evidência! (Rm 1:18-20). Todos nós vivemos, nos movemos e temos nosso ser em Deus (Atos 17:28). Imagine que toda criação de Deus é como uma enorme bolha. Uma pessoa não pode ir para fora desta bolha e examiná-la. Não há terreno neutro, externo para ficar em cima. Não há nenhuma maneira de julgar os fatos atomisticamente e neutramente. Fatos só têm o seu significado dentro da visão de mundo mais ampla. Uma visão de mundo determina a interpretação dos fatos. Se alguém tem uma cosmovisão naturalista, os fatos serão interpretados de maneira que seja consistente com esta visão de mundo. O Pressuposicionalismo ataca o fundamento desses incrédulos, suas visões de mundo. Ele chama o descrente a se arrepender de seus pensamentos ímpios e pensar os pensamentos de Deus. 

Crentes e não-crentes não têm um terreno epistemológico comum. Eles não compartilham as mesmas escalas, que pesam os fatos. Eles têm um terreno ontológico comum - como criaturas criadas á imagem de Deus. Portanto, o único terreno comum é ontológico e não epistemológico. Isto se torna o ponto de contato com o incrédulo - o fato de que eles são criados á imagem de Deus e estão cientes dessa verdade por mais que eles tentam suprimir (Rm 1:18-20).

Eu me simpatizo com a posição evidencialista porque eu também fui um evidencialista a maior parte da minha vida cristã. Eu simplesmente não conhecia outra maneira de abordar a apologética. Mesmo depois de muita exposição da apologética pressuposicional, eu levei alguns meses para entender e finalmente abraçar. Posso dizer-lhe que, uma vez que eu entendi, foi como um avanço muito grande, e eu caí no amor para com ela. Estas verdades não são facilmente visíveis. Você pode ter que lutar com elas por algum tempo antes de vê-la. Ela exige que você dê um passo atrás e olhe para as questões verdadeiramente fundamentais (teologia sistemática, epistemologia) e como elas afetam a sua metodologia apologética.

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Fonte: Frontline Ministries, acessado no dia 09/10/2013 ás 21:12
Tradução: Fabrício de S. Zamboni e Emerson Campos Pinheiro
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Pensando como Jesus

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Por R.C. Sproul

Há muitos anos, fui convidado para fazer o discurso de abertura em um grande seminário teológico nos EUA. Nesse discurso, falei sobre o papel crítico da lógica na interpretação bíblica, e supliquei para que os seminários incluíssem cursos de lógica em seu currículo obrigatório. Em quase todo currículo de seminário, os estudantes devem aprender algo sobre as línguas bíblicas originais, grego e hebraico. Eles são ensinados a procurar o contexto histórico do texto, e aprendem princípios básicos de interpretação. Essas são habilidades importantes e valiosas para sermos bons mordomos da Palavra de Deus. Entretanto, a maior razão para que os erros na interpretação bíblica ocorram não é porque o leitor carece de um conhecimento de hebraico ou da situação em que o livro bíblico foi escrito. A causa nº 1 para a má interpretação das Escrituras é fazer inferências ilegítimas do texto. Creio firmemente que essas inferências falhas seriam menos comuns se os intérpretes bíblicos fossem mais habilidosos nos princípios básicos de lógica.

Permita-me dar um exemplo do tipo de inferência falha que tenho em mente. Eu duvido que já estive em uma discussão sobre a questão da eleição soberana de Deus sem que alguém citase João 3.16 e dissesse: “Mas a Bíblia não diz que ‘Deus amou o mundo de tal maneira que Ele deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna’?”. Imediatamente, concordo que a Bíblia diz isso.

Se fôssemos traduzir essa verdade em proposições lógicas, diríamos que todos aqueles que creem terão vida eterna, e ninguém que tenha a vida eterna perecerá, porque perecer e vida eterna são pólos opostos em termos das consequências de crer.

Entretanto, o texto não diz absolutamente nada sobre a capacidade humana de crer em Jesus Cristo. Ele não nos diz nada sobre quem crerá. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer” (João 6.44). Aqui, nós temos uma negativa universal que descreve capacidade. Ninguém tem a capacidade de vir a Jesus a não ser que uma condição particular seja satisfeita por Deus. Ainda assim, isso é esquecido à luz de João 3.16, que nada diz sobre um pré-requisito para a fé. Assim, João 3.16, um dos textos mais famosos em toda a Bíblia é rotineira, regular e sistematicamente destruído com inferências e implicações falhas.

Por que essas inferências ilegítimas acontecem? A teologia cristã clássica e, em particular, a reformada, fala sobre os efeitos noéticos do pecado. A palavra noético deriva-se da palavra grega nous, que é normalmente traduzida como “mente”. Assim, os efeitos noéticos do pecado são estas consequências da queda do homem no intelecto humano. A pessoa humana inteira, incluindo todas as nossas faculdades, foi devastada pela corrupção da natureza humana. Nossos corpos morrem devido ao pecado. A vontade humana está em um estado de prisão moral, cativa aos desejos e impulsos maus do coração. Nossas mentes, da mesma forma, são caídas, e nossa própria capacidade de pensar foi severamente enfraquecida pela queda. Eu imagino que o QI de Adão antes da Queda fosse fora de série. Duvido que ele fosse levado a fazer inferências ilegítimas quando cuidava do jardim. Pelo contrário, sua mente era perspicaz e aguçada. Porém, ele perdeu isso quando caiu, e nós perdemos com ele.

Entretanto, o fato de sermos caídos não significa que não temos mais a capacidade de pensar. Nós todos tendemos ao erro, mas podemos aprender a raciocinar de uma maneira ordenada, lógica e persuasiva. Meu é desejo é ver os cristãos pensarem com o máximo de convicção e clareza. Assim, como uma questão de disciplina, será muito benéfico estudar e dominar os princípios elementares de raciocínio, de maneira que possamos, pela ajuda de Deus Espírito Santo, superar, em certo grau, a destruição do pecado sobre nosso pensamento.

Eu não creio por um único segundo que qualquer um de nós, enquanto o pecado estiver em nós, será perfeito em seu raciocínio. O pecado nos coloca contra a lei de Deus enquanto vivermos, e temos de batalhar para superar essas distorções básicas da verdade de Deus. Porém, se amamos a Deus, não somente com todo o nosso coração, nossa alma e nossa força, mas também com toda nossa mente (Mc 12.30), seremos rigorosos em nossas tentativas de treinar nossas mentes.

Sim, Adão tinha uma mente perspicaz antes da queda. Todavia, creio que o mundo nunca experimentou um pensamento tão são como o manifesto na mente de Cristo. Penso que parte da humanidade perfeita de nosso Senhor foi que Ele nunca fez uma inferência ilegítima. Ele nunca chegou a uma conclusão que não era estabelecida pelas premissas. Seu pensamento era claro e coerente. Somos chamados a imitar nosso Senhor em todas as coisas, incluindo Seu pensar. Portanto, que amá-Lo com toda sua mente se torne um assunto de importância máxima e séria em sua vida.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo.com | Original aqui.
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