Uma resposta bíblica à negação de John Piper do direito cristão em portar armas

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John Piper postou uma resposta à convocação de Jerry Falwell Jr. para que os cristãos pudessem se armar, bem como ao seu fornecimento de armas a estudantes para que pudessem carregá-las no campus da Liberty University. A posição de Piper, como esboçada, está tão próxima quanto possível de um pacifismo individual que não se afirma como tal. Sua resposta infelizmente ignora grande parte do contexto das passagens do Novo Testamento citadas e ignora, inteiramente, o Antigo Testamento. Desse modo, considero sua visão não apenas não-bíblica, dela discordando vigorosamente, mas também penso que seria uma atitude nociva e insensível caso os cristãos a aceitassem na sociedade.

Não desperdice o seu câncer

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16 de Fevereiro de 2006

Estou escrevendo estas palavras na véspera da cirurgia do câncer na minha próstata. Creio no poder de Deus para curar — por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura. O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Ele recebe a glória — e isto porque o câncer existe. Então, não orar pela cura pode desperdiçar seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos. E existem muitas outras formas de desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor.

1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus.

Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. E está razão é sua vontade. Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos , ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última . Assim, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2:7), Jó atribuiu-as a Deus (2:10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42:11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição , e não uma bênção.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” ( Romanos 8:1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3:13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel” ( Números 23:23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84:11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances em vez de procurá-lo em Deus.

O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20:7). O plano de Deus é claro em 2Coríntios 1:9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte , para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.

4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte.

Todos nós morreremos caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice. Eclesiastes 7:2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete ; porque naquela se vê o fim de todos os homens , e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? Salmos 90:12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício , caso não pensemos sobre a morte.

5. Você desperdiçará seu câncer caso pense que “vencê-lo” significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo.

Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3:8; 1:21).

6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste muito tempo lendo sobre o câncer e não o suficiente a respeito de Deus.

Não é errado ler sobre o câncer. Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. O objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6:3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11:32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” ( Salmos 1:2,3). Que desperdício lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus.

7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos manifestando afeição.

Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenes 2:26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente, mas que ele estava angustiado porque os filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas. Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo.

8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança.

Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém , irmãos , que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses 4:13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária — a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente — é permeada pela esperança: “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (2Coríntios 5:8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança.

9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes.

Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação — todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?” (Lucas 9:25).

10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo.

Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21:12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida. Não a desperdice.

Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19).

Pastor John

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Autor: John Piper
Fonte: DesiringGod
Tradução: Josaías Júnior
Revisão: Rogério Portella
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Deus criou o ser humano homem e mulher: o que significa ser complementarista?

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Por John Piper


“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra. Disse Deus: Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão. E assim foi. E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia.” - Gênesis 1:26–31

Uma das marcas teológicas dos 30 anos de Bethlehem é a forma como entendemos os propósitos de Deus para que homens e mulheres se relacionam em família e igreja e sociedade. Se você quiser um nome para nomear este entendimento, nós diríamos que somos complementaristas — baseados na palavra “complemento”. Em outras palavras, nós cremos que quando se trata de sexualidade, a maior demonstração da Glória de Deus, e a maior alegria dos relacionamentos humanos, e os maiores frutos no ministério, surgem quando as profundas diferenças entre homem e mulher são aceitas e celebradas como complemento umas das outras. Elas completam e embelezam umas as outras.

O que “complementarismo” significa?

A intenção com a palavra “complementarismo” é a de situar o nosso modo de vida entre dois tipos de erros: De um lado os abusos de mulheres sob a dominação masculina, e de outro lado a negação das diferenças de gênero onde elas possuem uma significado belo. O que significa que, por um lado, complementaristas reconhecem e lamentam o histórico de abusos pessoais e sistemáticos de mulheres, e o presente mal global e local na exploração e degradação de mulheres e meninas. E, por outro lado, complementaristas lamentam os impulsos feministas e igualitários que minimizam as diferenças entre homens e mulheres dadas por Deus e desmantelam a ordem que Deus projetou para o florescimento de nossas vidas em conjunto.

Portanto, complementaristas resistem aos impulsos de uma cultura chauvinista, dominadora, e abusiva, de um lado, e uma cultura que não distingue diferenças entre homem e mulher, niveladora de gêneros, unissex, do outro lado. E nós nos posicionamos entre estes dois tipos de vida não por que é um lugar seguro (que enfaticamente não é), mas porque nós pensamos que este é o plano de Deus na Bíblia para os homens e as mulheres. “Muito bom”, como Ele diz em Gênesis 1.

Na verdade, eu diria que a tentativa pelo feminismo de remediar o abuso do sexo masculino contra as mulheres ao anular diferenças de gênero, sai pela culatra e produz milhares de homens que não poderão ser admirados pelas mulheres por causa de sua falta de masculinidade, ou não poderão ser suportados por elas devido a sua masculinidade distorcida e selvagem. Em outras palavras, se nós não ensinarmos meninos e meninas sobre a verdade e a beleza e o valor de suas diferenças, e como viver com elas, essas diferenças não amadurecerão de maneira saudável — mas de maneira disfuncional. E uma geração de jovens adultos virá a se formar que simplesmente não sabe o que significa ser um homem maduro ou uma mulher madura; e o preço cultural que pagamos por isso é enorme.

O modo pelo qual gostaria de abordar essa questão é indo do genérico para o específico: uma palavra sobre o ser humano, uma ilustração sobre ser homem e mulher, e então um texto específico para mostrar as raízes bíblicas.

Sobre ser humano

Em primeiro lugar, uma palavra sobre ser humano. Em meu primeiro Domingo em Bethlehem, 13 de Julho de 1980 a tarde, preguei uma mensagem intitulada “A Vida Não É Banal.” Nela eu disse:

Todo ser humano de vez em quando gostaria que suas vidas não viessem a ser gastas como as gotas de um torneira que vaza. Todos vocês já provaram o desejo de que o dia-a-dia deva ser mais do que uma série de eventos insignificantes. Isso pode ocorrer quando você está lendo um poema, quando você está ajoelhado em seu quarto, quando você está parado à beira do lago no pôr do sol. Isso acontece muito frequentemente no nascimento e na morte.

Eu citei Moisés, de Deuteronômio 32:46, “Aplicai o vosso coracão a todas as palavras que hoje testifico contra vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Isso não é para vós coisa de menor importância; pois é a vossa vida.”(SBBri) No fundo de cada ser humano criado por Deus, carregando o símbolo da humanidade na imagem de Deus, existe um desejo para que a vida não seja insignificante. Para que não seja banal, fútil, sem importância.

Eu li recentemente essa frase da romancista policial Agatha Christie (1896-1976).

Gosto de viver. Algumas vezes me sinto muito, desesperadamente, loucamente miserável, atormentada pela aflição, mas mesmo diante disso tudo eu compreendo que estar viva é uma coisa grandiosa.

Eu acho que isso é maravilhosamente verdadeiro. Ser um ser humano verdadeiro é uma coisa grandiosa. Vocês todos não têm tido aqueles raros e maravilhosos momentos quando estão parados perto de uma janela, ou porta, ou em qualquer lugar, e de repente, espontaneamente, e poderosamente ocorre o despertar: Eu estou vivo. Eu estou vivo. Não como um árvore ou um coelho, mas como um ser humano. Eu estou pensando, sentindo, desejando, lamentando, chorando. Vivo. Feito na própria imagem de Deus. E isso é uma coisa grandiosa.

É uma coisa grandiosa. E parte dessa grandeza de ser um ser humano vivo criado à imagem de Deus é que você é homem ou mulher. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Ninguém é um ser humano genérico. Não existe tal coisa. Deus nunca pretendeu que houvesse. Deus cria seres humanos do sexo masculino e seres humanos do sexo feminino. E isso é uma coisa grandiosa.

Seria uma distorção dessas naturezas humanas pensar que o único projeto de Deus nessas diferenças era o de fazer e cuidar de bebês. As diferenças são muitas e profundas demais para uma explicação tão superficial. Uma mulher é uma mulher na plenitude de sua humanidade. Um homem é um homem na plenitude de sua humanidade. Essa é um coisa grandiosa. Então, meu primeiro ponto é que Deus fez uma coisa grandiosa ao nos fazer seres masculinos e femininos em Sua imagem. Não deprecie isso. Deleite-se nisso. Glorie-se em estar vivo como o homem ou mulher que você é!

Ilustrando as nossas diferenças

Em segundo lugar, deixe-me criar uma ilustração para retratar algumas das diferenças entre a masculinidade e a feminilidade. Uma imagem pode valer mais que mil palavras — até mesmo a imagem de uma palavra. Suponha que entre jovens adultos no campus no centro da cidade, um rapaz e uma moça — digamos com seus 20 anos de idade — estão conversando entre si antes do culto de adoração. Ele gosta do que ouve e vê, e diz: “Você está sentando com alguém?” Eles sentam-se juntos. Eles observam como cada um interage com Deus durante o louvor.

Quando o culto se encerra, enquanto estão se retirando, ele diz: “Você tem algum plano para o almoço? Eu adoraria te levar para almoçar.” Nesse momento, ela pode indicar que não esta interessada: “Eu tenho sim alguns planos. Mas, obrigada.” Ou ela pode indicar o contrário: “Eu tenho planos, mas deixe-me fazer uma ligação. Eu acho que posso mudá-los. Eu adoraria ir.”

Nenhum deles tem um carro, por isso ele sugere que eles caminhem até o Maria’s Café, descendo a avenida Franklin, que fica cerca de 10 minutos da igreja. Conforme eles vão caminhando, ele descobre que ela é faixa preta em artes marciais, e que ela é uma das melhores do estado. Na Rua 19º dois homens bloqueiam o caminho deles de forma ameaçadora e dizem: “Que bela amiga você tem. Nós queremos a bolsa dela e a sua carteira. Na verdade, ela é tão bonita que nós queremos ela.” O seguinte pensamento passa pela cabeça dele: “Ela pode acabar com esses caras.” Mas, ao invés de ficar atrás dela, ele pega o braço dela, puxa ela para trás dele, e diz: “Se você vai tocá-la, será sobre o meu cadáver.”

Quando eles começam a agir, ele avança contra eles e diz para ela correr. Eles batem nele até que ele fique inconsciente, mas antes de saber o que os atingiu, ela os fez ficarem um de costas pro outro com seus dentes quebrados. E uma pequena multidão surgiu. A polícia e a ambulância aparecem e ela entra na ambulância com o jovem rapaz. Ela tem um único pensamento no caminho pro hospital: Este é o tipo de homem com quem eu quero me casar.

Não é sobre competência

O ponto principal dessa história é ilustrar que as diferenças mais profundas da masculinidade e da feminilidade não são competências superiores ou inferiores. Existem, na verdade, disposições ou inclinações mais profundas escritas no coração, embora muitas vezes distorcidas. Observe três coisas cruciais.

Primeiro, ele tomou a iniciativa e perguntou se poderia se sentar com ela e se ela gostaria de almoçar e sugeriu o lugar e como chegar lá. Ela viu claramente o que ele estava fazendo, e respondeu livremente de acordo com os desejos dela. Ela entrou na dança. Isso não diz nada sobre quem tem competências superiores em planejamento. Deus escreve no coração do homem o impulso da liderança. E a sabedoria para discernir-lo e apreciá-lo no coração de uma mulher.

Segundo, ele disse que queria levá-la para almoçar. Ele está pagando. Isso emite um sinal. “Eu acho que isso faz parte da minha responsabilidade. Neste pequeno drama da vida, eu dou a iniciativa, eu que pago.” Ela entende e aprova. Ela apoia a iniciativa e graciosamente aceita a oferta de que ele pagará para ela. Ela dá o próximo passo na coreografia. E isso não diz nada sobre quem é mais rico ou mais capaz de ganhar. Isso é o que o homem de Deus sente que deve fazer.

Terceiro, é irrelevante à alma masculina que uma mulher com quem ele esteja possua maiores competências sobre a auto-defesa. É o seu profundo impulso masculino, dado por Deus, de protegê-la. Não é uma questão de competência superior. É uma questão de masculinidade. Ela viu isso. Ela não se sente menosprezada por ele, mas honrada, e ela adorou.

No centro da madura masculinidade está o bom senso dado por Deus (disposição, inclinação) de que a responsabilidade primária (não responsabilidade exclusiva) encontra-se com ele quando se trata de liderança vinculada à iniciativa, a provisão, e a proteção. E no cerne da madura feminilidade está o bom senso dado por Deus (disposição, inclinação) que nada disso acarreta em sua inferioridade, mas vai ser uma coisa maravilhosa ver tais atributos atrelados em um homem, o que a levará a alegremente aceitar e receber esse tipo de liderança e provisão e proteção.

O testemunho bíblico

O que nos leva agora a Bíblia. Para aqueles que discordam dessa visão complementarista a provável crítica seria: Isso é tudo culturalmente determinado. Não é inato e não é vindo de Deus. Você está apenas refletindo a casa em qual você cresceu e os preconceitos de sua infância. É possível. Todos trazem pressupostos e preferências a esta questão. A questão é: Deus revela a Sua vontade sobre essas coisas em sua palavra?

Vamos olhar primeiro para um texto que trata do casamento e, em seguida, um lidando muito brevemente com a igreja. Em ambos os textos, homens humildes, amorosos, que se sacrificam e que se parecem com Cristo, devem tomar a responsabilidade primária sobre a liderança, sobre a provisão e sobre a proteção. E as mulheres são chamadas para acompanharem esses homens, apoiar a liderança, e avançar o Reino de Cristo com toda a amplitude de seus dons nos caminhos estabelecidos nas Escrituras.

O Casamento e o Lar

Em primeiro lugar, um texto sobre o casamento e o lar:

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. [Portanto, citando Gênesis 2:24] Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido.” - Efésios 5:22-33

Quatro Observações deste Texto

O casamento é uma dramatização do relacionamento de Cristo com Sua igreja. Versículo 32: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.”

Neste drama, o papel do marido vem de Cristo e o da esposa vem da vontade de Deus para com a igreja. Verso 25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Verso 22: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor.” 23 “Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja.”

Portanto, a principal responsabilidade pela iniciativa e liderança no Lar deve vir do marido que está fazendo sua parte no papel de Cristo, O Cabeça. E está claro que isso não é sobre direitos a poder, mas sobre responsabilidade e sacrifício. Verso 25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Sem abusos. Sem prepotência. Sem autoritarismo. Sem arrogância. Aqui está um homem cujo orgulho foi quebrado pela sua própria necessidade por um Salvador, e ele está disposto a suportar o fardo da liderança dado a ele pelo seu Mestre, não importa quão seja pesada a carga. Mulheres tementes a Deus observam isso e se alegram.

Essa liderança no Lar envolve o sentido de responsabilidade pela provisão do sustento e a proteção atenciosa. Verso 29: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne (isto é, a sua esposa); antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja.” A palavra “alimenta” implica provisão do sustento. E a palavra “cuida” implica a proteção atenciosa. Isso é o que Cristo fez pela sua noiva. Isso é o que o homem temente a Deus sente ser sua principal responsabilidade para com sua esposa e família.

Então um complementarista conclui que liderança bíblica é o chamado divino do marido para tomar a responsabilidade primária de liderança baseada na servidão conforme foi a de Cristo, uma liderança que provê a proteção e a provisão no lar. E submissão bíblica é o chamado divino da mulher para honrar e confirmar a liderança do seu marido e apoiá-lo de acordo com os seus dons. “Alguém que o auxilie e lhe corresponda”, como diz em Gênesis 2:18.

Aplicação na Igreja

Nós não temos tempo para desenvolver argumentos de como isto se aplica à igreja. Portanto, eu apenas farei alguns comentários resumidos, para que então, vocês possam saber como nós, complementaristas, vemos isso. Em 1 Timóteo 2:12: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem.” No contexto, o versículo significa: A responsabilidade principal pelo governo e ensino na igreja deve ser realizada por homens espirituais. Essas são as duas funções que distinguem os líderes da igreja dos diáconos: Governo (1 Timóteo 5:17) e Ensino (1 Timóteo 3:2). Então, a aplicação mais clara dessa passagem é dizer que os líderes da igreja devem ser homens espirituais.

Em outras palavras, uma vez que a igreja é a família de Deus, as realidades de liderança e submissão que vimos no casamento (Eféios 5:22) tem seus correspondentes na igreja.

“Autoridade” (em 1 Timóteo 2:12) refere-se ao chamado divino de homens espirituais e talentosos para assumir a responsabilidade principal de líderes que possuem uma liderança baseada na servidão semelhante à de Cristo e também a responsabilidade pelo ensino na igreja.

E “submissão” refere-se ao chamado divino do restante da igreja, ambos homens e mulheres, para honrar e apoiar a liderança e o ensino dos líderes, e serem discipulados por eles nas centenas e centenas de ministérios disponíveis para os homens e mulheres no serviço de Cristo.

O último ponto é muito importante. Para os homens e mulheres que possuem um zelo para ministrar — para salvar almas e curar vidas destruídas, e resistir ao mal e suprir às necessidades — existem campos de oportunidade que são simplesmente infinitos. Deus deseja que toda a igreja participe do ministério, o homem e a mulher. Ninguém deve simplesmente ficar em casa assistindo novela e jogos de bola, enquanto o mundo é consumido por chamas.

Concluindo o chamado para os homens

Este é um apelo para que homens e mulheres percebam que é uma coisa grandiosa ser um homem criado à imagem de Deus, e é igualmente grandioso ser uma mulher criada à imagem de Deus. Mas, uma vez que o fardo da responsabilidade principal recais sobre os homens — permita-me principalmente desafiá-los:

Homens, vocês possuem uma visão moral para com sua família, um zelo pela casa do Senhor, um compromisso magnífico pelo o avanço do reino, um sonho articulado pela missão da igreja e um tenacidade compassiva de torná-lo real? Você não pode liderar uma mulher temente a Deus sem isso. Ela é um ser grandioso.

Existem centenas de tais homens na igreja nos dias de hoje. E muito mais são necessários. Quando o Senhor visita Sua igreja e cria um poderoso exército de homens profundamente espirituais, humildes, fortes, semelhantes a Cristo e comprometidos com a Palavra de Deus e a missão da igreja, o vasto exército de mulheres se regozijará com a liderança destes homens e entrará em uma alegre parceria. E isso será uma coisa grandiosa.

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Fonte: DesiringGod
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A soberania de Deus: uma doutrina prática e preciosa

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Por John Piper

Usufruindo da soberania de Deus na vida de George Müller

Um dos grandes deleites de ministrar em uma igreja durante vinte anos é que você pode ver as pessoas atravessarem as épocas obscuras da vida, dependendo da bondade soberana de Deus e chegando ao outro lado com fé e gozo inabaláveis. A soberania de Deus é uma doutrina muito preciosa. É o caule vigoroso da árvore que impede que a nossa vida seja abalada pelos ventos da adversidade. É a rocha que se ergue para nós em meio ao dilúvio de incerteza e confusão. É o olho do furacão no qual permanecemos firmes com Deus, olhando para o céu azul de sua maestria, quando tudo está sendo destruído. Conheço um hino que diz: “Quando tudo ao redor de minha alma desaparece”, isto é a minha esperança e firmeza.

A palavra “soberania”, tal como a palavra “trindade”, não ocorre na Bíblia. Estou usando-a para referir a esta verdade: Deus está no controle do mundo, desde o conflito internacional mais amplo até à queda de um pequeno pássaro na floresta. Eis como a Bíblia apresenta a soberania de Deus: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10). “E, segundo a sua vontade, ele [Deus] opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4.35) “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mateus 10.29) “O que ele deseja, isso fará. Pois ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito e muitas coisas como estas ainda tem consigo” (Jó 23.13-14). “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Salmos 115.3). “Aquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11). “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Romanos 9.15). “Devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4.15).

Uma das razões por que esta doutrina é tão preciosa para os crentes é o fato de sabermos que o grande desejo de Deus é mostrar misericórdia e bondade para aqueles que confiam nEle. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem... de todo o meu coração e de toda a minha alma” (Jeremias 32.40-41). A soberania de Deus significa que o desígnio dEle a nosso respeito não pode ser frustrado. Nada, absolutamente nada, acontecerá àqueles que Deus ama e que são chamados segundo o seu propósito, exceto o que lhes for profundo e altamente bom. (Romanos 8.28; Salmos 84.11).

Por isso, a misericórdia e a bondade de Deus são os dois pilares de minha vida. São a esperança de meu futuro, a energia de meu serviço, o centro de minha teologia, o vínculo de meu casamento, o melhor remédio para todas as minhas enfermidades, o fortificante de todos os meus desencorajamentos. E, quando eu morrer (em breve ou não), essas duas verdades estarão à minha cabeceira e, com mãos infinitamente fortes e carinhosas, me erguerão à presença de Deus.

George Müller tem sido admirado por cento e cinqüenta anos como um grande homem de fé, por causa das obras que realizou, especialmente os orfanatos em Londres. Nem todos sabem que ele viveu de um modo maravilhoso, em completa dependência da preciosa verdade da soberania de Deus. Quando faleceu a sua esposa, com a qual estava casado havia trinta e nove anos, Müller pregou o sermão do funeral com base no texto de Salmos 119.68: “Tu és bom e fazes o bem”. Ele conta como orou quando descobriu que ela estava com febre reumática:

Sim, meu Pai celestial, os dias de minha querida esposa estão em tuas mãos. Tu farás o que é melhor para ela e para mim, quer seja a vida, quer seja a morte. Se quiseres, restaura a saúde de minha preciosa esposa. Tu és capaz de fazer isso, embora ela esteja tão doente. Mas o que fizeres comigo somente me ajudará a continuar a ser perfeitamente satisfeito com tua santa vontade (Autobiography of George Müller, London: J. Nisbet and Co., 1906, p. 442).

A vontade de Deus foi levá-la. Portanto, com grande confiança na soberana misericórdia de Deus, Müller disse:

Eu aceito. Estou satisfeito com a vontade de meu Pai celestial. Busco perfeita submissão à sua vontade santa, para glorificá-Lo. Honro constantemente Aquele que me afligiu... Sem qualquer esforço, minha alma se regozija na felicidade da amada que partiu. A felicidade dela me dá regozijo... Deus mesmo o fez; estou satisfeito com Ele (Autobiography, p. 444, 440).

Isto expressa a preciosidade da doutrina da soberania de Deus.

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Fonte: desiringGod

Leia mais sobre George Müller aqui!
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O Calvinista - Um poema por John Piper

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"O Calvinista" é um poema escrito por John Piper e, neste vídeo, narrado por nada mais nada menos do que: R.C. Sproul, D.A. Carson, Alistair Begg, Thabiti Anyabwile, Matt Chandler, Sinclair Ferguson e, é claro, o próprio John Piper.

Neste poema Piper sintetiza a vida sob a cosmovisão Calvinista: reconhecer a glória de Deus até nas entrelinhas dos momentos mais banais.

Confira o vídeo:


A postagem original, bem como os versos em inglês, você pode conferir no site do ministério desiringGod, clicando aqui.

A legenda deu prioridade à rima em vez da literalidade da tradução. Já nos momentos onde foi necessário optar entre a métrica e a fidelidade ao original, preferiu-se a tradução mais próxima. Não foi uma tradução fácil, portanto, correções são bem vindas!

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Por que os discípulos de Jesus não jejuavam?

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por John Piper


Então, os discípulos de João foram até Jesus e perguntaram o porquê disso. "Por que jejuamos nós, e os fariseus [muitas vezes], e teus discípulos não jejuam?". Jesus respondeu com uma ilustração. Ele disse: "Podem, acaso, estar triste os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?" Com essas palavras, Jesus nos ensina duas coisas. Uma é que, naqueles dias, o jejum era, em geral, associado com a tristeza. Era uma expressão de quebrantamento e desespero, geralmente por causa do pecado ou acerca de algum perigo ou alguma benção profundamente desejada. Era algo que a pessoa fazia quando as coisas não estavam  saindo da maneira que ela queria.

No entanto, essa não era a situação dos discípulos de Jesus. Esta é a segunda coisa que ele ensina: O Messias tinha vindo, e sua vinda é como a vinda de um noivo para uma festa de casamento. Isso, ele diz, é bom demais para misturar com jejum. Nesse caso, Jesus estava fazendo uma tremenda afirmação a respeito de si mesmo. No Antigo Testamento, Deus tinha se apresentado como o marido do seu povo, Israel. "Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus" (Is 62.5). "Passando eu por junto de ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus; e passastes a ser minha" (Ez 16.8). "Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdia; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor" (Os 2.19-20).

E então o Filho de Deus, o Messias, o longamente aguardado Príncipe e Rei em Israel, veio, e ele diz ser o Noivo - isto é, o marido do seu povo - que será o verdadeiro Israel. João Batista já havia reconhecido isso. Quando seus discípulos lhe perguntaram acerca de quem era Jesus ele disse: "Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois essa alegria já se cumpriu em mim" (Jo 3.28-29). 

A afirmação parcialmente velada de João é do tipo que Jesus fazia acerca da sua identidade com Deus. Se você tiver ouvidos para ouvir, ouça. Deus, aquele que se comprometeu com Israel em aliança de amor, veio.

Isso é tão formidável, tão glorioso e tão inesperado nessa maneira que Jesus disse que vocês simplesmente não podem jejuar agora, na presente situação. É alegria demais, e espetacular demais. Jejum é para os tempos de anseio, anelo e desejo ardente. Mas o noivo de Israel está aqui. Depois de mil anos de sonho, anelo, esperança e espera, ele está aqui. A ausência de jejum no grupo dos discípulos era um testemunho da presença de Deus no meio deles.

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Fonte: Trecho extraído do livro Fome por Deus (pp. 27-28), Editora Cultura Cristã 
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O perigo de negar a presciência de Deus acerca das escolhas dos Homens

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Por John Piper

Deteriorando a Nova Aliança

Um dos ensinos falsos mais antigos que ressurge periodicamente, na história da igreja, é o ensino de que Deus não pode saber de antemão as escolhas responsáveis dos homens. A argumentação é esta: as escolhas são livres, e “livres” significa criadas pela própria pessoa, e “criadas pela própria pessoa” significa fora da capacidade de conhecimento, antes de as escolhas serem criadas. Nem mesmo Deus pode conhecer o “nada”. E “nada” é o que as escolhas são antes de serem criadas.

As pressuposições filosóficas nesta argumentação são: 1) liberdade significa capacidade de criar por si mesmo; 2) as escolhas humanas são livres neste sentido; 3) um Deus infinito não pode saber aquilo que ainda não foi criado, e assim por diante. Esse antigo ensino falso parece ser motivado pela filosofia. Não é prescrito pelas Escrituras. Um recente exponente desse antigo erro falou sobre as “mudanças doutrinárias que a lógica exigiu e, conforme creio, as Escrituras me permitiram fazer” (Clark Pinnock, The Grace of God, the Will of Man: A Case for Arminianism, Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1990, p. 18-19 – ênfase acrescentada). Você percebe a ordem: a lógica exige, e as Escrituras permitem. Algo está fora de ordem, quando a ordem é o rei exigente e as Escrituras fornecem o endosso.

Negar a presciência de Deus acerca das escolhas responsáveis dos homens jamais foi afirmado pela igreja como parte legítima da ortodoxia cristã histórica. Tanto calvinistas como arminianos têm afirmado, historicamente, a presciência exaustiva e específica de Deus. João Calvino escreveu: “[Deus] prevê os acontecimentos futuros somente devido ao fato de que Ele já decretou que eles aconteçam” (Institutes of the Christian Religion, III, 23, 6). Jocobus Arminius escreveu: “[Deus] sabia desde a eternidade que pessoa creria... e que pessoa perseveraria mediante a graça subseqüente” (Carl Bangs, Arminius, Nashville: Abingdon Press, 1971, p. 219, 352). Negar a presciência de Deus a respeito das escolhas humanas não tem sido uma parte da ortodoxia cristã.

Entre as muitas razões para evitar esse erro antigo está o fato de que ele tende a destruir os fundamentos da nova aliança. A nova aliança foi profetizada por Moisés, Jeremias e Ezequiel. Foi inaugurada e adquirida pela morte de Jesus (Lucas 22.20). E Paulo era um ministro da nova aliança (2 Coríntios 3.6).

A essência da nova aliança é que Deus trabalha para que o povo da aliança cumpra as suas condições de fé e obediência. Na antiga aliança da Lei, dada no monte Sinai, a graça foi oferecida (Êxodo 34.6-7) e a obediência que procede da fé foi exigida. Mas para a maioria das pessoas não foi dada a graça transformadora. “O senhor não vos deu coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje” (Deuteronômio 29.4).

Na nova aliança, a promessa é: “O senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração... para amares o senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Deuteronômio 30.6). “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem... Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ezequiel 11.19-20; 36.27). “Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei” (Jeremias 31.33). “Porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jeremias 32.40).

Em outras palavras, a nova aliança é a base de nossa esperança de que — frágeis e instáveis como somos — perseveraremos na fé e seremos salvos. É a base de nossa segurança de que Deus nos guardará “de tropeços” e nos apresentará “com exultação, imaculados diante da sua glória” (Judas 24).

Considere, porém, em que se torna esta precisa esperança da nova aliança, se Deus não conhece de antemão as escolhas responsáveis dos homens. Toda a estrutura da nova aliança se desfaz. O seu fundamento se desintegra. A nova aliança é a promessa de que Deus trabalhará para garantir a santidade de seu povo. Isso significa que Ele produzirá escolhas santas em seu povo. Ele está agindo em nós para querermos e realizarmos a sua boa vontade. Deus está trabalhando para produzir em nós “o que é agradável diante dele” (Hebreus 13.21; Filipenses 2.13). Mas aquele antigo erro destrói esta esperança, por dizer que Deus não pode fazer isso, pois, se o fizesse, conheceria antecipadamente nossas escolhas, o que, conforme é afirmado, Ele não pode conhecer.

Portanto, visto que nossa salvação final depende do cumprimento das promessas da nova aliança, e visto que o sangue de Jesus obteve o cumpri mento dessas promessas, a deterioração da nova aliança é uma injúria à cruz de Cristo e um enfraquecimento da obra do Espírito em nossa vida. Que Deus nos proteja do ressurgimento desse velho erro e nos ajude a valorizar as pro messas fortalecedoras e preciosas da nova aliança.


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Se Deus permite que haja doenças, porque tentamos erradicá-las?

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Por John Piper


Esta questão surge a partir do ensino bíblico de que todas as coisas estão em última instância, sob o controle de Deus. "O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Isaías 46:10). "Tudo o que o Senhor quis, Ele o fez, no céu e na terra, nos mares e em todos os abismos" (Salmo 135:6). "E segundo a sua vontade, Ele opera com o exército do céu e os moradores da terra, e não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Daniel 4:35). "[Ele] faz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade" (Efésios 1:11).

Isto significa que Deus governa sobre toda calamidade e todas as doenças. Satanás é real e tem uma parte nisto, mas não tem a decisão final e não pode fazer nada além do que Deus permite (Jó 1:12-2:10). E Deus não permite que as coisas sejam feitas em vão. Ele as permite por uma razão. Há infinita sabedoria em tudo que ele faz e tudo o que ele permite. Então, o que ele permite é parte de seu plano tanto quanto o que ele faz mais diretamente.

Portanto, isto levanta a uma questão: Se Deus permite doenças, porque tentamos erradicá-las? Esta é uma questão crucial para mim, porque eu tenho ouvido cristãos recentemente dizer que crer na soberania de Deus impede os cristãos de trabalhar arduamente para erradicar doenças como a malária, tuberculose, câncer e AIDS. Eles acham que a lógica funciona assim: Se Deus soberanamente permite todas as coisas, incluindo a malária, então estaríamos lutando contra Deus em investir milhões de dólares para encontrar uma maneira de eliminá-la.

Essa não é a lógica que a Bíblia ensina. E não é o que os Calvinistas têm historicamente acreditado. Na verdade, os amantes da soberania de Deus estão dentre os mais ousados cientistas que contribuíram para subjugar a criação e trazê-la sob o domínio do homem para o seu próprio bem - assim como o Salmo 8:6 diz: "Fazes com que [o homem] tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés."

A lógica da Bíblia diz: Aja de acordo com "a vontade de comando" de Deus, não de acordo com a sua "vontade de decreto". "A vontade de decreto" de Deus é tudo que vier a acontecer. "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:15). A "vontade de decreto" de Deus determinou que seu Filho fosse traído (Lucas 22:22), ridicularizado (Isaías 53:3), zombado (Lucas 18:32), flagelado (Mateus 20:19), abandonado (Mateus 26:31) transpassado (João 19:37), e morto (Marcos 9:31). Mas a Bíblia ensina-nos claramente que não devemos trair, ridicularizar, zombar, flagelar, abandonar, transpassar, ou matar pessoas inocentes. Essa é a "vontade de comando" de Deus. Nós não olhamos para a morte de Jesus, claramente determinada por Deus, e concluímos que a morte de Jesus foi boa e que devemos nos juntar aos escarnecedores.

Da mesma forma, nós não olhamos para a devastação da malária ou AIDS e concluímos que devemos nos unir aos estágios de indiferença. Não. "Ame o seu próximo" é a vontade comandada por Deus (Mateus 22:39). "Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você" é a vontade comandada por Deus (Mateus 7:12). "Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer" é a vontade comandada por Deus (Romanos 12:20). Os desastres que Deus ordena não são destinados a paralisar o seu povo com indiferença, mas mobilizá-los com compaixão.

Quando Paulo ensinou que a criação ficou sujeita à vaidade (Romanos 8:20), ele também ensinou que essa sujeição foi "na esperança de que a própria criação seria libertada da escravidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus"(v. 21). Não há razão para que os cristãos não adotem esse chamado agora. Deus irá concluí-lo na era futura. Mas é bom vencer quantas doenças e sofrimentos nós pudermos agora, em nome de Cristo.

Na verdade, gostaria de agitar a bandeira agora e convocar alguns de vocês para entrar em grupos de pesquisas que podem ser o meio de desfazer algumas das maiores doenças do mundo. Isto não é estar lutando contra Deus. Deus é tanto responsável pela pesquisa quanto Ele é pela doença.Você pode ser um instrumento na mão d'Ele. Esse pode ser o tempo designado para o triunfo que ele quer trazer sobre as doenças que Ele ordenou. Não tente ler a mente de Deus pela seus misteriosos decretos de calamidades. Faça o que ele diz. E o que ele diz é: "Faça o bem a todos" (Gálatas 6:10).

Desejando aliviar sofrimentos com você,

Pastor John.


John Piper – Um Amor de Ressurreição Tão Incrível!

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Por John Piper

Domingo de Páscoa

"Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai." (João 10:17-18)

Por que Jesus diz isso? Por que ele enfatiza sua voluntariedade em morrer? Porque se isso não fosse verdade — se sua morte fosse forçada a ele, se não fosse livre, se seu coração não estivesse de fato nisso — então uma grande interrogação seria colocada sobre seu amor por nós.

A profundidade de seu amor está em sua liberdade. Se ele não morreu por nós voluntariamente — se ele não escolheu o sofrimento e o abraçou — então quão grande é seu amor realmente? Então ele enfatiza isso. Ele deixa explícito. Isso vem de mim, não das circunstâncias, não de pressão, mas do que eu realmente anseio fazer.

Jesus está enfatizando para nós que seu amor por nós é gratuito. Ele parece ouvir alguma calúnia inimiga dizendo: “Jesus não ama a você de verdade. Ele é um mercenário. Ele entrou nessa por outra razão que não amor. Ele está sob algum tipo de obrigação ou compulsão externa. Ele não quer realmente morrer por você. Ele apenas de alguma maneira acabou entrando nessa tarefa e tem de se submeter às forças que o controlam.” Jesus parece ouvir ou antecipar algo assim. E ele responde: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” Ele está pressionando nesse ponto para ver se creremos em seu protesto de amor, ou se creremos no oposto — que seu coração não está realmente nisso.

Qualquer um que faz uma afirmação como essa está mentalmente perturbado, mentindo, ou é Deus. Eu tenho autoridade de dentro da morte, como um homem morto, de tomar minha vida de volta quanto eu quiser. Agora qual é o ponto aqui? Bem, o que é mais difícil? Controlar o momento de sua morte, ou dar a si mesmo vida novamente quando já morto? O que é mais difícil? Dizer “eu entrego minha vida por minha própria iniciativa,” ou dizer “eu tomarei minha vida de volta depois que estiver morto”?

A resposta é óbvia. E esse é o ponto. Se Jesus podia tomar — e tomou — sua vida de volta da morte, então ele de fato estava livre. Se ele controlou o momento em que saiu da sepultura, ele certamente controlou o momento em que ele foi para a sepultura.

Então eis o ponto. A ressurreição de Jesus é dada a nós como a confirmação ou a evidência de que ele estava, de fato, livre ao entregar sua vida. E então a ressurreição é o testemunho de Cristo quanto à liberdade de seu amor.

O Significado da Páscoa

De todas as grandes coisas que a Páscoa significa, ela também significa isso: é um grande “Eu quis fazer isso!” por trás da morte de Cristo. Eu quis fazer isso! Eu estava livre. Você vê o quão livre eu estou? Você vê quanto poder e autoridade eu tenho? Eu era capaz de evitá-la. Eu tenho o poder de tomar minha vida e voltar da sepultura. Então, como eu não conseguiria devastar meus inimigos e escapar da cruz?

Minha ressurreição é um brado sobre meu amor por minhas ovelhas: Eu era livre! Eu era livre! Eu escolhi isso. Eu abracei isso. Eu não fui capturado. Eu não fui encurralado. Nada pode me obrigar a fazer o que eu não escolho fazer. Eu tinha poder para tomar minha vida de volta da morte. Quão mais, então, eu poderia evitar meu encontro com a morte!

Eu estou vivo para mostrar a você que eu realmente amei você. Eu amei você livremente. Ninguém me forçou a fazê-lo. E agora estou livre para passar a eternidade amando você com um amor onipotente de ressurreição para sempre e sempre.

Vinde a mim, vós todos pecadores que necessitam de um Salvador. E eu os perdoarei, os aceitarei, e os amarei de todo o meu coração para todo sempre.


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Por John Piper © 2013 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org. Original: Love to the Uttermost (Free eBook for Holy Week). Tradução: www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: John Piper – Um Amor de Ressurreição Tão Incrível (Amor ao Extremo 9/9)

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Uma Admoestação a Jovens Evangélicos que Abraçam a Cultura

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Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).

Como as coisas deste mundo nos tentam a abandonar a Cristo, a amar a nossa própria vida mais que a Cristo e ao evangelho (Mc 8:35). É um grande perigo. E que ninguém se orgulhe em sua carne, achando que está imune: 

“Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co 10:12).

Neste vídeo, John Piper nos alerta sobre um amor pelo mundo que torna o ministério impossível - um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil.

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Transcrição

Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).

Eu admito que não sei se ele se arrependeu. Nada na Bíblia diz que ele se arrependeu ou não. Não há evidência disso, mas certamente todos nós, pelo menos os mais velhos, conhecemos ministros que abandonaram seus parceiros e desistiram do ministério, abandonaram a fé, e até onde sabemos, nunca mais voltaram. Nós conhecemos pessoas assim.

Penso que Paulo queira que Timóteo sentisse não apenas uma preparação para tal pesar no ministério – “Isso acontece, Timóteo. Estou dizendo que aconteceu comigo para que você esteja pronto quando isso acontecer com você.” –, penso que ele também queria que Timóteo ouvisse a causa, para que ele pudesse evitá-la e, então, nunca fizesse o mesmo. Em outras palavras, nunca ser abandonado e nunca abandonar por ter visto a causa aqui.

“Demas, tendo amado o presente século, me abandonou.”

Há um amor pelo mundo que torna o ministério impossível. Existe um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil. Isso acontece tão frequentemente.

Então, se um ministro começa a se tornar mundano, ele tem duas escolhas: Deixar o ministério ou tornar o ministério mundano. Então ele consegue sobreviver. Demas não conseguiu. Por quê? Paulo! Isso não aconteceria na equipe de Paulo.

Então eis aqui uma admoestação a jovens e também velhos, mas especialmente jovens cristãos evangélicos que abraçam a cultura: Vocês precisam meditar sobre Demas por muito tempo. Tendo amado o presente século, ele considerou o ministério com Paulo impossível. E ele o abandonou.

Existe um amor pelo mundo, um amor pelo presente século, esses produtos da cultura que ignoram a Deus, que negam a Deus, que depreciam a Deus, que distorcem a Cristo, que se exclui mutualmente com um profundo amor por Jesus. Existe um amor por este mundo que é irreconciliável com o ministério para o mundo. O ministério de expor o mundo, de testemunhar ao mundo, de resgatar pessoas do mundo. Nada disso vai acontecer bem se você o amar demasiadamente. Eles vão pensar que você é apenas um deles.

Então, jovem Timóteo e jovem Bethlehem, lembre-se: mais pessoas abandonam a Cristo, e mais pessoas abandonam a igreja, e mais pessoas abandonam o ministério por causa do amor pelo mundo do que por qualquer outra coisa.

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Por John Piper © 2012 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org. Original: A Caution to Young, Culture-Embracing Evangelicals. Trecho da pregação: He Stood by Me and Strengthened Me for the Sake of the Gospel

Tradução: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados
Fonte: Blog Fiel
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