Marcha para Jesus em São Paulo 2012 – o que foi e o que poderia ter sido.
Carta aberta aos organizadores da Marcha para Jesus em São Paulo 2012
O Movimento pela Ética Evangélica Brasileira é um movimento de expressão nacional, que surgiu como a manifestação de uns poucos em resposta a escândalos protagonizados por lideranças evangélicas. Este pequeno grupo não tinha a intenção de iniciar um movimento, nem a expectativa de que tantos, em diversos Estados, viessem a aderir à nossa causa e promover manifestações em outras localidades. Por se tratar de um movimento ainda jovem, ainda estamos por definir muito a respeito de nossa organização, porém, reconhecemos na pessoa do Pr. Paulo Siqueira, idealizador e promotor deste movimento, nosso representante. Ele propôs, organizou e esteve à frente deste movimento em São Paulo desde a primeira manifestação deste grupo e tem prestado apoio para as demais expressões deste movimento em todo o território nacional.
O objetivo deste movimento é ser uma voz da Igreja, pela Igreja e para a Igreja, denunciando a corrupção ética, a incoerência entre discurso e prática, assim como destacando a beleza da Igreja que tem agido mesmo não recebendo o devido destaque, destaque este que, infelizmente, tem sido dado somente aos escândalos que nos dividem e nos alienam.
Somos um grupo interdenominacional e, por assim ser, não defendemos uma linha doutrinária específica. Mesmo assim, reconhecemos que a doutrina que nos é comum transcende nossas diferenças e encontramos nela o parâmetro para avaliar o discurso e a ação da Igreja no Brasil. Concordamos com os credos antigos, temos a Bíblia como nossa regra de fé e prática e buscamos depender da orientação e da proteção do Espirito Santo de Deus para que a Verdade nos seja cada vez mais clara e para que nossas mentes não deturpem a Verdade conformando-a aos nossos desejos, anseios e percepções pessoais.
Não concordamos com algumas doutrinas onde o ensino se centraliza na satisfação dos desejos e vontades dos fiéis, ao invés da vontade de Deus; onde nosso Deus é trasvestido como sendo um deus mesquinho que negocia curas, milagres e prosperidade em troca da devoção e sacrifícios dos fiéis, sacrifícios estes que muitas vezes se caracterizam pela exploração financeira dos fiéis; que possibilitam que líderes eclesiásticos se utilizam de sua influência para manipular politicamente os fiéis em favor de interesses particulares; onde se descontextualizam passagens e versículos bíblicos, de modo que justifiquem qualquer doutrina de interesse privado; que favorecem a construção de grandes templos, catedrais, estratégias imperialistas e manutenção da maquina eclesiástica mas que muito pouco fazem por aqueles que precisam, esquecendo-se daqueles que a Bíblia chama de “órfãos, viúvas e estrangeiros. Por isso defendemos por meio de nosso protesto que os fiéis busquem aprender a ler a Palavra de Deus destituídos de lentes doutrinárias, que estes busquem ferramentas que os possibilitem avaliar o ensino que tem recebido e que, uma vez que encontrem desvios entre a Palavra de Deus e o ensino que tem recebido, procurem seus mestres/pastores e os exortem em amor a um caminho mais excelente. Cremos que uma Igreja que saiba manejar bem as Escrituras e que nelas busca direção dificilmente se dobrará a qualquer vento de doutrina que contrarie a Verdade Bíblica. Cremos que o conhecimento verdadeiro do Evangelho é essencial para o amadurecimento da Igreja.
Reconhecemos que a Igreja é a noiva de Cristo apesar de, no momento, estar dividida e contaminada pelo pecado. Não temos expectativas de que nossas ações venham a ser a solução para essa divisão e para essa contaminação – cremos que a ação redentiva para a Igreja se encontra em Jesus, e somente em seu Governo esta será totalmente purificada e restaurada. Dessa forma, nossa voz tem como propósito:
1) destacar para a sociedade que existem aqueles que não concordam com a corrupção ética evidente em muitas de nossas lideranças e em muitos cristãos de forma geral;
2) animar e fortalecer a Igreja de Jesus, que se sente acuada, constrangida e sozinha, lembrando-a que Jesus já havia dito que dias como os nossos chegariam e que nosso chamado a sermos luz se faz ainda mais necessário em nossos dias;
3) denunciar o pecado em nosso meio, não como forma de atacar lideres e Ministérios específicos, mas desvinculado a denúncia, tornando-a uma declaração universal não dirigida – reconhecemos que essa tarefa é particularmente difícil, porém temos pedido orientação e discernimento para que possamos fazê-la;
4) persuadir lideranças e cristãos de forma geral a refletirem sobre suas ações, suas intenções, sua doutrina, suas posturas e comportamento;
5) incentivar, acolher e apoiar lideranças que, reconhecendo o seu pecado e o impacto desse sobre a Igreja, queiram mudar;
6) incentivar ações que entendemos como próprias aos filhos de Deus;
7) promover a unidade na Igreja.
No dia 14 de julho nós, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira, pretendemos estar na Marcha para Jesus, como tem ocorrido nos últimos anos. Entendemos que esse espaço de foro público nos pertence também, afinal, como evangélicos, também temos o direito de nos fazer presentes em um evento público que tem como finalidade dar voz e expressão aos evangélicos de São Paulo. Estaremos, como nos anos anteriores, nos manifestando por meio de camisetas com frases bíblicas e faixas com dizeres bíblicos que visam a despertar a Igreja brasileira para a Verdade bíblica e o impacto que esta deve ter em nossa sociedade.
Gostaríamos de solicitar que os Organizadores da Marcha Para Jesus alertem sua equipe e, se possível, os participantes quanto a nossas intenções pacíficas, evitando assim conflitos desnecessários como na última edição da Marcha para Jesus em São Paulo, quando fomos alvo de insultos, agressões e coerções. Sabemos que não precisamos lembrá-los disso, mas gostaríamos de solicitar que que busquem alertar seus integrantes – em especial à equipe de segurança – que não é lícito o roubo de nossas faixas, afinal o roubo de qualquer bem é crime, e é pecado – não convém que o povo de Deus seja associado a tais práticas – além disso, o roubo de faixas ou qualquer tipo de agressão vai contra o objetivo da Marcha, expresso no site http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php, onde se diz: “Um ato pacífico, consciente e excitante do mover de Deus em nossos dias”.
Reafirmamos que nosso movimento é totalmente pacífico, condizente com o que é esperado de cristãos. Reconhecemos que temos total direito de nos manifestar através de faixas e camisetas, pois no atual Estado de direito é garantida a livre expressão. Nossas faixas e camisetas não se referem a nenhum líder ou denominação em especial, pois buscamos apontar os ensinos enganosos atribuídos ao nome de Jesus Cristo. Reafirmamos nosso amor e compromisso para com a Igreja de Cristo, e nossa manifestação não passa de uma das formas que encontramos de exercer nosso amor e compromisso para com Cristo e para com a Igreja.
Nossa oração é que tudo ocorrerá na mais perfeita ordem, conforme o que se espera de verdadeiros cristãos.
Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos,
MOVIMENTO PELA ÉTICA EVANGÉLICA BRASILEIRA
VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES,
O $HOW TEM QUE PARAR!
A DEUS, TODA A HONRA E TODA A GLÓRIA PARA SEMPRE.
Protesto na Marcha para Jesus em São Paulo – dia 14/07 – 1a. chamada
As mensagens dizem respeito a abrir os olhos da Igreja para a volta aos ensinos bíblicos, sem as invencionices humanas que andam deturpando a Palavra de Deus. E dizem respeito, também, a uma busca pela atuação ética, e que a Igreja possa “contaminar” a sociedade com os valores do Evangelho.
É muito triste ver que, apesar de haver igrejas em muitos bairros, dificilmente vemos transformação na sociedade. Como é possível que o Brasil apresente estatísticas, onde se estimava em 2000 que mais de 15% da população brasileira era evangélica, e hoje esse número deve ter crescido mais, e mesmo assim a corrupção, a violência, a desigualdade e demais males continuam aumentando? Não deveria ser o contrário, com os cristãos influenciando positivamente o restante da sociedade?
Isso ocorre porque nós, como Igreja, temos nos omitido. Que, pelo menos durante a Marcha dita para Jesus, possamos nos levantar como vozes proféticas, conclamando o povo a fazer aquilo que Jesus requer de nós.
Estaremos, no dia 14 de julho, na Marcha para Jesus de São Paulo, demonstrando que somos contrários à venda de bênçãos e à teologia da prosperidade, à corrupção de algumas lideranças gospel, aos desvios doutrinários, à manipulação dos votos dos fiéis com o fim de obter vantagens políticas, à falta de cuidado (por parte da Igreja) com os pobres, “órfãos e viúvas”. E que somos favoráveis ao Evangelho de Jesus.
Você está convidado(a) a estar lá conosco. Entre em contato, anote nossos telefones (8267-5929 Vera e 8267-6629 Paulo), e participe.
“E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto. Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós. Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles. E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio.” – Atos 20:25-38
Roubados e agredidos na Marcha para Jesus
Por Vera Siqueira
Dias atrás, o Paulo teve um sonho: éramos agredidos na Marcha para Jesus, e para nos defender nos colocávamos de joelhos e começávamos a louvar.
Hoje parte do sonho se tornou realidade.
Tudo começou, como sempre, com o pessoal se encontrando na saída do metrô Tiradentes. Era o Paulo, o Nei, o Alex, o Julio, o Josef, o Thiago Mafra, o Morelo e eu. Levamos seis faixas, cinco dos anos anteriores e uma feita especialmente para essa marcha:
Dividimo-nos em dois grupos: metade ficou no início da marcha, e metade se postou mais adiante, onde aguardaria a chegada dos trios. Por volta de dez horas, como sempre, a metade que ficou se aproximou do primeiro trio-elétrico, onde estavam os astros gospel casal Hernandes, Silas Malafaia, Jabes de Alencar, Samuel Ferreira, Marcelo Crivella, entre outros. E estendemos nossa primeira faixa.
Eu segurava uma faixa ainda enrolada, quando a agarraram e a arrancaram dos meus braços, chegando a me machucar. Era um homem forte, um segurança do evento, que saiu no meio da multidão. Comecei a gritar “fui roubada”, sob o olhar assustado dos fiéis que presenciavam a cena. Outros seguranças se aproximaram e tentaram levar outra faixa, essa já aberta, e eu e os meninos “grudamos” na faixa, enquanto gritava “socorro” repetidas vezes, na ânsia de chamar a atenção de todos e não sermos agredidos. Deu certo, havia uma base policial próxima e os policiais foram ao nosso socorro. Resultado: os policiais apreenderam duas faixas e nos aconselharam a ficar ali, para nossa segurança.
Porém, fui tomada de enorme ira santa, e confesso que fui bastante imprudente (só agora vejo isso). Deixei a base e fui me esgueirando na multidão, a fim de chegar na frente do trio dos astros gospel. Foi bem difícil caminhar contra a multidão, mas enfim cheguei e fiquei cara-a-cara com a pastorada famosa. Sem as faixas, sem ter como comunicar minha mensagem, fiz o que estava ao meu alcance: aquele gesto, com um polegar em pé na outra mão, e os demais dedos fazendo um semi-círculo (para bom entendedor…). Fiquei de costas para a multidão, e de frente com o trio. A bispa Sonia até se fez de piedosa, e fez um coração com as mãos, estilo Wagner Love, para mim. E eu, fazendo incessantemente aquele gesto peculiar. Os demais astros viam minha manifestação, mas fingiam nada ver.
Enquanto fazia o gesto e andava de costas, ou melhor, era empurrada de costas pelo cordão humano de brutamontes do evento, ainda por cima o brutamontes que estava na minha frente resolveu me retaliar à sua maneira. A cada passo, ele levantava propositalmente seu joelho, que parava nada delicadamente na minha coxa. E, ao pisar, seu pezinho de fada despencava em cima do meu. Porém, o gostinho de ver aqueles astros gospel tendo que aturar meu gesto me fez perder totalmente a noção de dor. Uma hora até tentei revidar, levantando também meu joelho e atingindo-o com a mesma ignorância, mas aí ele gritou: “você está querendo se machucar”. Entendi o recado, parei de “joelhar”, mas continuei sendo “joelhada” e “pisada”.
Mas não apenas os astros gospel puderam ver meu singelo gesto. Uma repórter se aproximou e perguntou se eu estava protestando. Disse que sim, e ela disse que queria depois falar comigo. Então me deu um bloco, onde escrevi meu celular. Na mesma hora, um brutamontes surgiu do além e arrancou a folha da repórter. Do jeito que ele fez, e no ângulo em que eu estava, achei que ele a tivesse agredido, então por instinto agarrei o braço dele e gritei para ele soltar ela. Quando ele se virou, achei mesmo que ia levar uns sopapos. Mas Deus me livrou. Continuei no meu gestual básico, e então outro brutamontes ainda maior chegou gritando: “pára de fazer esse gesto, senão você vai ser presa”. Continuei o gesto e o cara veio para cima, me agarrou pelo braço com pouco afeto, me arrastou para fora da pista e voltou para o seu lugar. “Ué, você não ia me prender?”
Como não estava presa, voltei com muita dificuldade para a frente do trio, e depois para o outro lado da pista, já que não tinha mais o que fazer ali. Por sorte (ou providência divina), estava justamente onde parte do nosso grupo estava, no caso o Josef, e com ele estavam as outras três faixas. Subimos num canteiro e estendemos a faixa de 2 Pedro 2.3.
Aí aquela repórter se aproximou de mim e perguntou sobre o porquê de estarmos ali. Falamos um pouco, e do nada apareceram os brutamontes de novo, e arrancaram a faixa das nossas mãos. Na ânsia e na violência, acabaram atingindo um deles mesmos com a vara da faixa, e segundo palavras do Josef, parecia o Pedrão dando uma espadada na orelha do soldado. Assim, nossas três outras faixas foram roubadas, porém ainda tínhamos os panfletos que o Alex fez. Então passamos a distribui-los na multidão.
Depois disso, voltamos para a base policial. Os policiais, diga-se de passagem, foram muito cuidadosos para conosco. Eles nos levaram e nos trouxeram ao 2º. DP, onde não pode ser feito o B.O. por não haver identificação dos agressores. Pela primeira vez, andei de camburão.
Então, de volta à Marcha, encontramos o Thiago Mafra com sacos de lixo, recolhendo o entulho largado pela multidão. Pegamos um saco e resolvemos ajudar também, e conseguimos lotar um saco em muito pouco tempo, tamanha a quantidade de papéis, garrafas plásticas e sacos de salgadinhos que encontramos pelo caminho.
E então fomos embora.
Sem dúvidas, o tratamento que recebemos foi premeditado, planejado pela organização do evento gospel. Nossas faixas não ficaram abertas nem dez minutos, antes de serem brutalmente arrancadas de nossas mãos. Não tiveram medo de agredir mulheres, nem na frente dos fiéis que marchavam. Só não fizeram coisa pior porque a polícia estava ali, presente.
O que relatei acima foi o que aconteceu comigo, e fatos nos quais eu estava presente. Cada participante teve suas próprias experiências (por exemplo, o Julio conversou cara-a-cara com o Malafaia e o Jabes), e por isso é importante visitar todos os blogs e ler todos os relatos. Em todos, porém, uma característica básica: a intolerância, que gera a violência.
E violência entre pessoas que dizem estar ali para marchar para Jesus!
No final, sobraram as duas faixas, aquelas que foram apreendidas no início pelos policiais. As demais, devem estar queimando em alguma fogueira santa gospel, com nossos nomes nas bocas de sapo ungidas. Porém, se não deixaram que a multidão lesse as faixas, pelo menos alguns tiveram acesso aos nossos panfletos, fora os que puderam assistir às cenas de violência. Nossa oração é para que Deus possa usar tudo isso para que o Espírito Santo abra os olhos de alguns para a busca do Verdadeiro Evangelho, que é puro e simples como Jesus vivia.
E, se tivermos que apanhar no ano que vem, sem problemas. O importante é que nós diminuamos, e que Cristo cresça.
Voltemos ao Evangelho Puro e Simples! O $how tem que Parar
Fonte: [ Púlpito Cristão ].
Movimento "O $how Tem Que Parar!" em Recife
Qual não foi a nossa surpresa ao encontrarmos manifestação de apoio, como o rapaz aí no vídeo que disse que encomendou a camisa, mas ainda não havia chegado. Outras manifestações foram altamente positivas, como a do irmão de Guiné-Bissau aí no vídeo, que indignado chamou o evento de “pura babilônia”.
Claro que nem tudo são flores. Uma senhora, vestindo camisa da “Marcha”, ameaçava-nos processar porque estávamos filmando o evento. Outros nos mandaram “evangelizar os gays, na parada gay”. Em toda ocasião procuramos ficar calados e não responder às provocações. Apenas quando alguém nos perguntava o motivo do protesto, respondíamos e filmávamos. Em outra ocasião, os “abre-alas ou porta-bandeiras” da Marcha pararam em frente às faixas, talvez tentando barrar a massa ignara da leitura dos textos. Outro episódio foi de uma mãe que, ao ver o filhote fotografando uma das faixas, perguntou ao moleque: “é isso que você quer pra você? Eu não quero isso não!”. Parece-nos que a faixa era a que dizia: “voltemos ao Evangelho Puro e Simples!”
O que presenciamos foi um show de horrores, um babilonismo; assemelhava-se às saturnálias romanas; era uma evento dionisíaco, sem a embriaguez e as orgias explícitas, mas com as “dancinhas sensuais” embaladas pelo “timbalada gospel” do “expresso suingueira” e “expresso louvadeira”. Tinha mãozinha aos altos, os “sai do chão”, as “reboladas gospel”, “trenzinho gospel”, “mãozinhas gospel nos joelhos gospel”. Até um boneco (parecido com os da “turminha da graça” do R.R. Soares) distribuía – no Recife a gente diz que estava “fazendo bamburim” – pacotinhos de biscoitos para os “miseráveis da fé”. Lembrei-me do “pão e circo”.
Enquanto isso, um “abre-alas” chegou a ler uma de nossas faixas. Um momento cômico foi quando a chuva começou a cair. Os “poderosos da fé” levantaram as mãos aos céus e começaram a repreender a chuva! Putz! E o pior! Pareceu-nos que eles não tinham tanta fé assim, pois começaram a cobrir os trio-elétricos com os toldos...kkkkkk. Os caras nem perceberam a contradição entre o que estavam fazendo e o que estavam dizendo.
A cada trio, lá estava a multidão pulando, correndo, requebrando, berrando, misturando os comícios políticos – não faltou oportunista na ocasião. Até a Shirley Carvalhaes estava no trio. Como candidata, claro. Bandeiras de apoio a político e partidos; propagandas de aguardentes (Pitú e 51) e alguns “Após Tolos” de plantão.
Ficamos até o último trio, quando a chuva caiu mais fortinha. Os garis da Emlurb (Empresa de Limpeza Urbana) – Prefeitura de Recife – estavam lá para limpar a sujeira. Claro, ao fazerem isto, foram pagos com dinheiro de TODOS os Contribuintes de Recife, quer fosse evangélicos, católicos, ateus, espíritas ou sem religião. Enfim, os “de Gezuis” fazem a “Marcha” da saturnália, e TODOS pagam...
Agradecemos a todos que participaram conosco: Danilo, Teófilo, Tatyana, Ana, Mirian, Davison e as duas meninas (Danilo, por favor, coloque os nomes delas, ok?). A todos que apoiaram este protesto, os nossos agradecimentos. Querendo Deus, no próximo ano estaremos lá novamente. Ainda este ano enfrentaremos outro evento que acontecerá aqui em Recife. Aguardem notícias.
Rogamos a Deus que as suas ovelhas sejam acordadas para o engodo que é a tal Marcha.
Mais Fotos. O vídeo já foi editado. Aguardem para a postagem.
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Fonte: Eis Nosso Tempo!
Vídeo do Protesto silencioso na ExpoCristã 2010
Confesso que, desde que começamos com os protestos silenciosos a cerca de um ano, volta e meia me surgiam dúvidas sobre se o que estava fazendo era o certo. Talvez balançada por muitas das críticas negativas que recebemos nesse período, temia estar pregando algo errado.
Porém, o vídeo acima mais uma vez renovou minhas forças, ao mostrar que não são apenas uns poucos blogueiros que buscam uma volta às raízes do Evangelho. Nos depoimentos tomados pelo Pablo Silva na entrada do culto inaugural da Expocristã 2010, vemos que o clamor pelo Evangelho puro e simples de Jesus parte de todos os lados, dos anônimos e de grandes lideranças evangélicas.
E é assim que tem que ser. O Espírito Santo age soprando Sua vontade em várias direções, e uma revelação só é verdadeira se pode ser confirmada por várias pessoas. Os depoimentos mostram que ainda há um remanescente contrário à mercantilização da fé. Como bem disse o Pablo Silva, há vários Daniéis presos nas Babilônias gospel.
Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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Mais um dia na Marcha para Jesus
Por: Vera Siqueira
Um dia após a marcha para Jesus 2010 em São Paulo, ficam as reflexões sobre o movimento. Mas antes, um breve relato de como foi o dia de ontem.
Estávamos um pouco preocupados em como chegaríamos ao local, estação Tiradentes do metrô, onde se inicia a marcha. No ano passado, era quase impossível andar na estação por conta do grande número de participantes. Esse ano, porém, graças a Deus a chegada foi bem tranquila.
Como no ano passado, nos posicionamos ao lado do primeiro trio-elétrico, o que leva o casal Hernandes e a elite da marcha. Qual não foi nossa surpresa quando o próprio Apóstolo Estevam leu uma de nossas faixas: “Voltemos ao Evangelho!!!”. Porém, ele não enxergou ou não quis ler o restante da mensagem: “puro e simples, o $how tem que parar”. Mas tudo bem, já é um começo!
Esse ano levamos 4 faixas, duas com a mensagem de volta ao Evangelho puro e simples, e duas com versículos bíblicos (1 Tm 6.3-10 e 2 Pe 2.1-3). Por incrível que pareça, as faixas mais defenestradas por quem nos abordava eram as dos versículos bíblicos. Fomos chamados até de doentes mentais, pois em nossas bíblias havia esses versículos e, aparentemente, na bíblia desses “crentes” não. Quando as pessoas preferem dar ouvidos a homens a simplesmente ler a bíblia, vemos que a situação de muitas das igrejas ditas evangélicas é pior do que se pode imaginar, sendo apenas centros de arrecadação para crescimento próprio e de seu “papa” em particular.
Diferente do ano passado, a multidão em conjunto não nos hostilizou. Penso até que foram instruídos nesse sentido, ficando as ofensas e ameaças em nível individual. Mesmo grávida de 9 meses, uma garota que não gostou da faixa que eu segurava me deu um empurrão num local estratégico em minha atual situação, mas tive tempo de posicionar meu braço de modo a evitar danos ao bebê. Meu marido chegou a ouvir que ainda iria levar um tiro na cara. O Júlio foi ameaçado de prisão, aliás a atuação da polícia merece um parágrafo especial.
Nesse ano, resolvemos parar num posto da Petrobras (não, essa empresa não patrocinou nosso movimento! , pois havia uma viatura no local e, de certa forma, isso nos dava uma certa segurança em meio aos mais exaltados. Porém, em certo momento se aproximou de mim um policial e uma senhora bastante exaltada, que depois vim saber que era uma pastora. Essa senhora, com contundência, me disse que era advogada, que aquela era uma passeata de evangélicos, que estávamos atrapalhando e ofendendo a passeata com as faixas (repito, versículos bíblicos conforme todos podem conferir nas fotos), que poderia nos processar, nos mandar prender, blablabla. O policial, constrangido, me pediu para que caminhássemos ao invés de ficarmos ali parados, pois assim as pessoas que estavam reclamando com ele sobre nossa presença não o forçariam a apreender nossas faixas. Via-se que ele tinha apenas que cumprir ordens (aliás, quem disse que ia prender o Júlio, se não me engano, era um oficial membro ou simpatizante da igreja dominante no local, mas isso o Júlio pode explicar melhor no blog O Proponente, em seu artigo sobre o assunto – eu não estava próxima quando isso aconteceu e por isso só posso especular). Enfim, nos mantemos no local, porém sabendo que a qualquer momento as faixas seriam retiradas. Nesse interim, passou por nós a “tropa de apoio” da marcha (digo isso por serem um grupo de homens bem fortinhos, de óculos escuros, sendo que o último da tropa ficou o tempo todo olhando para nós, não sei se admirando a beleza dos nossos componentes ou se tentando de alguma forma nos intimidar). Só sei que, um tempo depois, não havia apenas uma viatura, mas um monte de policiais e guardas metropolitanos ao nosso redor. Mas enfim, não mexeram conosco (não foi dessa vez que passeei de camburão).
Claro, também houve quem apoiasse nosso movimento, inclusive um integrante de um trio-elétrico, por incrível que pareça (ele fez sinal de positivo para nós). Muitas das senhoras que marchavam tocavam em meu barrigão e o abençoavam, num espírito verdadeiramente cristão. Duas meninas, de uns 12, 13 anos, vieram nos perguntar se éramos contra a marcha. Após a explicação de que não éramos contra marchas para Jesus, mas contra o uso do nome Dele de forma mercantilista, elas sorriram, concordando conosco, e voltaram a marchar felizes. Isso realmente me emocionou, não me esquecerei da carinha daquelas duas meninas, peço a Deus que dê a meu filho essa mesma consciência de querer provar todas as coisas, para ver se realmente vêm e são de Deus.
No final da marcha, uma situação meio inusitada. O pessoal de apoio veio com vassouras, dizendo para nós ajudarmos a varrer a rua (mas o fizeram de forma meio irônica, meio provocativa, “já que vocês não fazem nada, façam alguma coisa, ajudem a gente”). Na mesma hora me dispus a fazer isso, peguei uma vassoura e passei a ajudar, pois mesmo sem ter jogado nada no chão (mal bebi, pois grávida vai ao banheiro a cada uma hora e eu não poderia me dar a esse luxo naquele dia), porém como participei da marcha, também era responsável pelo lixo deixado no local. Iria mesmo varrer toda a rua com eles, mas acho que nesse momento se constrangeram e me agradeceram, que não precisava ajudar, que a caminhada até o final era longa, blablabla. Bom, nós nos dispusemos, pelo menos, pois ali todos somos irmãos, mesmo os que nos ofenderam, apenas vemos o Evangelho de Cristo de formas diferentes, e melhor do que faixas e camisetas é a evangelização através do exemplo de vida, através do amor, que é a linguagem de Deus.
No mais, tudo mais ou menos igual ao ano passado. Terminada a marcha, o Pablo colheu algumas entrevistas e fomos embora, felizes por saber que alguns dos que leram nossas faixas e camisetas serão importados pelo Espírito Santo de Deus a buscar nas Escrituras a Verdade, e assim se abrirá o caminho para que realmente venham a ser homens e mulheres livres de todo o jugo religioso, que só serve para manter no poder e enriquecer os “papas” locais. O Evangelho puro e simples de Jesus nos traz a Graça, de graça: nos traz a liberdade.
Que Deus abençõe e capacite aos que, corajosamente, estiveram esse ano na marcha: Vinicius e sua esposa Regiane (blog Refletindo a Graça), Alex Martins, Ailton e sua noiva Daniele, Tiago, Mambalt, Reinaldo Black (blog Tamu Junto), Laudinei (blog Exemplo Bereano), Julio (blog O Proponente), Pablo Silva (canal de video) Joaquim Lucas (em sua 2a. marcha, mesmo antes de nascer – alguém duvida de que será protestante?) e o Paulo. Se não citei alguém me desculpe, parece que houve pessoas que ajudaram a carregar as faixas e depois saíram, mas Deus não se esquece de vocês jamais. Sentimos muito a falta do Vitor Cid, do Diogo Bocchio, , da Mayara, da Sandra, da Rose, do Sergio, de pessoas que, por vários motivos, não puderam participar, embora houvesse o desejo no coração. Mas fiquem tranquilos, ano que vem tem mais!!! (o bom seria marcharmos todos unidos apenas por Cristo, mas a bíblia diz que nos últimos tempos muitos apostatarão da fé, que a iniquidade vai crescer, que surgirão falsos cristos e falsos profetas, então a tendência, infelizmente, não é de melhora em tão curto tempo).
Que Deus possa levantar homens e mulheres com ousadia nos quatro cantos do país, para que proclamem o verdadeiro Evangelho, que não é obtido a preço de prata ou ouro, pois já foi pago pelo sangue derramado por Cristo na cruz.
Obs1.: aguardem em breve o vídeo produzido por Pablo Silva.
Obs2: o Apóstolo Estevam Hernandes disse, em reportagem do portal Guia-me, que em número éramos insignificantes em relação à multidão que marchava. Concordo plenamente, nesse quesito, com o apóstolo. Afinal, somos insignificantes mesmo, e se alguma coisa acontecer a partir do nosso protesto silencioso, toda a honra e glória será apenas para Deus.
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
Grupo evangélico anuncia protesto durante Marcha para Jesus
Ao manifestar o que chama de “inconformidade e desconforto” com a igreja evangélica, o pastor, teólogo e filósofo Paulo Siqueira, de 41 anos, não imaginava que estaria reunindo um grupo de descontentes - e comprando briga com outro bem mais volumoso. Ambos vão se reencontrar durante a Marcha para Jesus, marcada para quinta (3/6). Tudo começou com dois blogs ( pedrasclamam e estrangeira ), nos quais ele começou a pregar o que chama de “Evangelho puro e simples”, contrariado com os ganhos financeiros de algumas igrejas. “A igreja se transformou num veículo de lucro. Não luta mais pelos valores humanitários. Tudo é cobrado, até a felicidade, quando a moeda deveria ser o amor.”O desabafo saiu do campo virtual em 2009, quando a Marcha para Jesus foi reconhecida pelo governo e o pastor Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, retornava dos Estados Unidos após ser preso acusado de tentar entrar no país com dinheiro não declarado. “Ele voltou como mártir da igreja. Foi a gota d’água.” Ele, então, propôs nos blogs um protesto durante o evento e foi com a esposa até o local. Oito pessoas apareceram para o que chamaram de Marcha pela Ética Evangélica Brasileira. No meio da multidão, o grupo não foi exatamente bem recebido. Segundo Paulo, pessoas tentaram arrancar os cartazes onde estava escrito “Voltemos ao Evangelho puro e simples – o $how tem que parar!”. “Jogaram garrafas d’água em nós, fomos vaiados... Nos chamaram de fariseus”, conta ele. Um dos participantes diz no vídeo registrado na ocasião que “o que aconteceu hoje não foi uma marcha para Jesus. Foi uma manifestação do poder político dos evangélicos”. “Somos contra os abusos cometidos em nome de Deus”, resume Vera, esposa de Paulo, que mesmo grávida (de nove meses) vai participar do protesto. Desta vez, Paulo espera reunir mais gente. O ponto de encontro é na saída do metro Tiradentes, às 9:30h.
Confira as imagens do protesto de 2009 nos vídeos abaixo:
Fonte: [ Revista Época ]
Via: [ Presbiterianos Calvinistas ]
Bom, pessoal, agradeço a todos pelas opiniões, contrárias ou a favor, afinal nossa intenção com o movimento é justamente abrir o debate sobre os rumos que a igreja evangélica brasileira tem tomado, e esse é um ano bastante especial, já que teremos eleições e, infelizmente, haverá quem venderá seu púlpito a fim de obter as benesses financeiras.
Não é de longe que boa parte da igreja está vendendo bênçãos. Vendemos sabonete ungido, rosa ungida, unção financeira (R$ 900,00), salvação familir (R$ 1.000,00), vendemos promessas de casa própria e carro do ano para quem determinar a “deus” e fizer a oferta volumosa (sim, pois esse “deus” pregado só trabalha em troca de dinheiro, não trabalha pela Graça conforme o Deus Pai de Jesus Cristo), enfim, estamos vivendo, como foi dito num comentário, um evangelho irreal, de faz-de-conta, de heresias em nome de Jesus. Isso é muito grave e sério, falamos, como crentes, mal das seitas, mas estamos transformando a igreja evangélica brasileira numa grande seita pregadora de heresias, as quais Jesus, os apóstolos e os Pais da Igreja lutaram contra, inclusive dando suas vidas em defesa da fé.
Não somos contra marchas para Jesus. Somos contra usar o nome de Jesus numa marcha, onde o verdadeiro objetivo é demonstrar poderio político e religioso, e não evangelizar. Eu estive por dois anos na marcha, e sério, só tem crente lá. Ninguém é evangelizado, só tem pão e circo, gritos de “o Brasil será do Senhor Jesus” qdo a bíblia diz claramente que nos últimos dias a iniquidade cresceria, e que inclusive os santos serão entregues por um tempo nas mãos do Anticristo. Marcha para evangelização já houve no Brasil, a chamada Cruzada Nacional de Evangelização, antigo nome da Igreja do Evangelho Quadrangular, que se reuniam em tendas de circo e pregavam a Palavra num tempo em que ser crente era ser mal-visto. Procurem no youtube vídeos dessas marchas.
Enfim, somos contra, e muito, a DEMONÍACA teologia da prosperidade, que nos faz adorar a Mamom achando que é Jesus, e outras heresias que, por ignorância ou mesmo safadeza de alguns líderes (como “não toqueis no ungido”, superstições gospel, venda de indulgências modernas, etc) são pregadas livremente, e muitas ovelhas, que desconhecem a Palavra, as aceitam com alegria (afinal, quem não quer dinheiro fácil?). A prova maior disso é que, na edição passada e na de ontem, as pessoas vinham discutir conosco porque estávamos expondo, em nossas faixas, as passagens de 1 Tm 6.3-10 e 2 Pe 2.1-3, e eu perguntava se isso não existia na bíblia deles, e eles continuavam discutindo, quase brigando, revoltados!!!!
É por isso que precisamos voltar ao Evangelho puro e simples, à pregação da Palavra verdadeira, ao ensino, ao cuidado com os pobres, as viúvas e os órfãos, ao verdadeiro amor que Cristo nos ensinou. Esse é o objetivo do nosso movimento pela ética cristã. Se quiséssemos simplesmente aparecer haveria formas mais efetivas e menos hostilizantes, pois creiam, estamos tomando pedrada de tudo quanto é lado. Mas somos estrangeiros nesse mundo, o estranho seria sermos amados por ele, e isso não queremos (pois queremos seguir a Cristo, e o mundo não o amou).
Fiquem na Paz que excede todo o entendimento,
Vera, Paulo e Joaquim Lucas
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
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Marcha para Jesus 2010 - 1ª chamada
Ainda - e sempre! - queremos a volta da igreja brasileira ao Evangelho puro e simples de Jesus, a quem dizemos seguir. A Igreja verdadeira, infelizmente, está muito distante do que vemos por aí, e a volta de Cristo está próxima, Sua noiva precisa se ataviar. Por isso, em 3 de Junho de 2010 estaremos novamente lá, mesmo que apenas 8 (o Paulo, o Diogo, o Vitor Cid, o Laudinei, o Pablo, o Júlio, a Mayara e eu - meu parto está previsto para 11 de junho, mas espero em Deus que o baby não se apresse), empunhando novamente faixas que proclamem simplesmente o Evangelho e a verdadeira conversão dos corações a Cristo, distanciando-nos de Mamom, Gezuiz e cia. Não queremos brigas, lutas, novamente não retribuiremos a possíveis manifestações contrárias, pois queremos apenas espelhar a Cristo e, assim, talvez tirar outros corações do engano religioso no qual se encontram. Quem é de Jesus não se escandaliza com Suas Palavras, mas quem é de Gezuiz as rechaça firmemente, pois essas vão contra seu propósito de juntar tesouros na terra e não no céu.
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
Via: [ Púlpito Cristão ]
Vídeo do protesto na Marcha para Jesus – primeira parte
Fonte do vídeo: [ Pablo, o Silva ]
Via: [ Uma estrangeira no mundo ]
Um dia na Marcha para Jesus(?)

A imagem acima é do que restou de uma das duas faixas que foram estendidas durante a Marcha para Gezuiz. Terminou o dia rasgada, manchada, amassada, mas cumpriu o seu papel para a glória do Senhor.
Vamos ao início, senta que lá vem a história deste dia! (desculpem-me pela falta de fotos e de qualidade dos vídeos, mas minha câmera digital ainda está sob o impacto da “unchão” da Expomamom e não funcionou de novo hoje).
A primeira grande batalha contra os gigantes aconteceu na estação de metrô Sé, onde embarcamos rumo ao metrô Tiradentes. Parecia o apocalipse!!! A estação lotada como nunca vi, além do grito de guerra ensurdecedor dos fiéis, a maioria jovens, mas também muitas crianças – inclusive de colo. Na hora de embarcar no vagão não houve escolha, fomos literalmente empurrados para dentro. Todo o mundo queria entrar junto e ao mesmo tempo, parece que ninguém conhecia aquela lei da física onde dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. Enfim entramos, mas ainda restava sair de lá.
A saída do vagão foi outra luta. Também fomos empurrados para fora (se alguém caísse com certeza seria pisoteado sem dó), e ouvi de um senhor idoso uma frase que expressou bem tudo aquilo: “Quanta selvageria!”
Subir a escada e chegar até as catracas foi mais uma luta, e sair da estação, só pela misericórdia. Mas saímos, e lá fora nos encontramos com os outros protestantes: o Júlio Cesar, a Maíra, o Diogo (que deixou sua filhinha recém-nascida e sua esposa na maternidade para participar), o Vitor Cid, o Laudinei e o Pablo (que filmou todo o movimento, fazendo entrevistas, e que editará tudo num documentário que disponibilizará ainda nessa semana). No total, éramos 8 contra um exército de cerca de 1,5 milhão de pessoas.
Estávamos na “concentração” da Marcha. De um lado, o trio-elétrico do Apóstolo Hernandes, com figuras como o Senador Crivella, o Pr. Marco Feliciano e o Pr. Jabes de Alencar. Do outro, uma van da Rede Gospel. E onde estávamos, uma equipe da Rede Gospel filmando os fiéis. Claro, estendemos nossa faixa bem na frente da filmagem, e isso suscitou gritos de “vocês são da Globo?”, “fora Rede Globo”, e vários braços levantados no intuito de esconder a faixa. Já estávamos incomodando.
E a Marcha começou. Ficamos estrategicamente esperando a passagem do primeiro trio, o dos Hernandes. Foi lindo ver o Apóstolo olhando fixamente para nossas faixas e o cartaz do Júlio (vai ver, a princípio pensou que fosse alguma expressão de puxa-saquismo), e depois se voltar para o resto da multidão. Não só o Apóstolo, mas todos do trio puderam ler as faixas. E passamos a marchar atrás do trio-elétrico, em meio à multidão.
Durante a caminhada recebemos manifestações de todos os tipos. Meu marido ganhou uma rasteira gospel, jogaram água na gente, jogaram garrafas que acertaram as faixas e as rasgaram, porém sem grandes danos. Pensei que fôssemos receber sapatadas, mas os mais apostólicos não foram tão doidos assim.
Uma das situações mais inusitadas aconteceu com o Diogo. Como já disse, ele é "recém-papai". Não é que lançaram contra ele uma frauda, e USADA???? Gente, foi um ato profético!!! Sorte que o Diogo estava esperto, senão voltaria com outras marcas do evento.
Também recebemos muitas manifestações de apoio. Um rapaz perguntou onde poderia comprar a camiseta, pessoas vieram nos parabenizar pelas frases e pelo protesto. Por incrível que pareça, havia vida pensante naquele lugar.
Já havíamos andado por volta de 13:30h, quando nosso grupo se dividiu por conta das entrevistas que o Pablo estava fazendo. Quem estava na frente parou num canto da rua até que os demais chegassem. Santa providência!!! Era um local onde havia um canteiro cheio de terra, um lugar mais alto. Subimos nesse canteiro e estendemos nossas faixas, e de lá toda a Marcha pode nos ver, tipo desfile de escola de samba passando na frente da comissão julgadora (o exemplo parece estranho mas não é, as músicas que tocavam na Marcha iam do sambão ao axé-quase-funk-gospel). E aí a coisa pegou.
Depois do trio dos Hernandes, passou um segundo trio. Esse tinha um bispo da Renascer no microfone. Quando ele passou por nós, leu nossa faixa: “Voltemos ao Evangelho puro e simples”, mas não leu a segunda frase (o $how tem que parar) por motivos óbvios. Esse trio passou no clima de oba-oba, mas as pessoas que vinham atrás começaram as manifestações contrárias, com longas vaias à nossa atitude.
O terceiro trio a passar, quando leu nossas faixas, ficou indignado!!! “Quem tá fazendo $how aqui? Que $how que nada!”. E puxou o grito de guerra contra nós, repetido por todos os marchadores: “fariseu, fariseu, fariseu”. Os apostólicos mais exaltados jogaram mais água na gente, o que agradecíamos de coração, pois o calor estava insuportável – o sol estava a pino e nossas camisetas pretas não ajudavam nem um pouco. Os gritos iam mudando com o passar do tempo: “uuuuhhhhh!”, “ih, fora! Ih, fora!”, “vão fazer a marcha de vocês”, “seus hereges”. Tivemos componentes chamados de “Judas” e de tudo quanto é nome.
Passaram o quarto, quinto, sexto trios, e as manifestações contrárias se repetindo. Uma mulher gritou “nós somos do dinheiro mesmo!”. Uma bispa num trio-elétrico disse para rasgarem as faixas, mas alguém do lado dela fez sinal para que não fizessem isso. Teve gente inclusive que se indignava quando lia o versículo em nossa camiseta, como se aquilo não existisse na Bíblia deles. Mas houve também quem concordasse conosco – até tiraram foto com a gente. Algumas pessoas vieram conversar, interessados no movimento. Não só nós achamos que o $how tem que parar.
Também fomos abordados por veículos de imprensa. Repórteres da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo entrevistaram integrantes do protesto. Éramos apenas 8, mas Deus não nos fez invisíveis naquele lugar.
Enfim, toda a multidão passou por nós. Nossas camisetas foram muito fotografadas, mas também fomos bastante insultados. Particularmente eu estava muito feliz e triste ao mesmo tempo: feliz pela oportunidade que Deus me deu de estar ali com os irmãos, defendendo o Evangelho de Cristo; triste por ver uma multidão tão grande de pessoas, que se acham salvas por terem um dia confessado Jesus como seu Senhor e Salvador, mas que O trocam, por ignorância ou mesmo ambição, pelos ídolos de pedra e de carne e osso, que se alternariam em discursos no palco final da Marcha. Não fomos lá, pois consideramos que poderia soar como uma provocação da nossa parte, e em meio à multidão ninguém sabe o que poderia ocorrer.
Mas glória a Deus, pois a missão foi cumprida. Sinceramente não esperávamos nem metade da repercussão que o movimento obteve, e por isso glorificamos sinceramente a Deus por nos ter colocado naquele lugar. Sabemos que muitos dos que nos insultaram o fizeram por terem lido as mensagens das faixas e das camisetas, e sabemos também que no tempo certo o Espírito Santo de Deus trará essas mensagens à memória e os levará a buscarem e a compreenderem a verdade do Evangelho de Cristo. Infelizmente isso não acontecerá com todos, afinal a porta é estreita e as vantagens desse mundo seduzem muitos corações, mas aqueles que estão no engano por ignorância, esses serão trazidos à luz pelo Senhor.
Sinceramente? É muito bom servir a Deus, mesmo que isso signifique ser odiado pelos homens. Como diria o Apóstolo (de verdade) Pedro:
Autora: Vera
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
Para ver mais videos e a cobertura completa sobre este ato corajoso em nome do verdadeiro evangelho, visite o blog "Uma estrangeira no mundo".
Em nome de todos os Bereianos, deixo em público os parabéns a todos que participaram! Aguardamos as fotos para colocar aqui no blog.
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