A (Nossa) fábrica de ídolos.

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Uma das causas da perseguição à igreja de Cristo no primeiro século, fora porque os “cristãos de recusavam terminantemente a oferecer incenso nos altares devotados ao culto ao imperador romano”[1], mesmos estes sabendo que caso fosse oferecido incenso ao imperador, poderiam seguir uma segunda religião. Outro fator importante para que se desencadeasse uma perseguição à igreja cristã, fora a questão religiosa. Ou seja, a religião romana era extremamente idólatra, e seus templos eram abarrotados de ídolos para todos os lados. “A religião romana era mecânica e externa. Tinha seus altares, ídolos, sacerdotes, cânticos processionais, ritos e práticas que o povo podia ver”. A liturgia cristã era totalmente contrária à romana, ou seja, não existiam altares, ídolos, e sacerdotes. “Seu culto era espiritual e interno. Quando se punham de pé e oravam de olhos fechados, suas orações não eram dirigidas a nenhum objeto visível”. Esta atitude para as autoridades romanas, constituía-se em ateísmo.

Interessante é observar a situação da igreja evangélica brasileira atualmente. Não podemos nos considerar distintos dos romanos. Nossos cultos estão cada dia mais parecidos com os da liturgia religiosa pagã do império romano. Ou seja, é necessário que haja algo visível, como movimentos, curas, visões, revelações, para que o culto constitua-se definitivamente "culto". Os ídolos de mármore encontrados nos templos romanos, hoje são substituídos por ídolos de carne e osso. São os “apóstolos”, conferencistas, cantores, e cantoras que ocupam o lugar dos ídolos inertes romanos na liturgia cristã atual. Não há mais possibilidade de ocorrer um culto “aceitável”[2], sem que estes ídolos estejam incluídos. Sem eles, o culto torna-se "estapafúrdio", “frio”, e facilmente denominado como ateísta, pois obviamente que Deus não está neste ambiente, pois não há movimentos, não há "apóstolos", e não há milagres. Hoje é necessário a gruta dos milagres, a “unção” do óleo santo, a rosa ungida, a “unção” do riso, e as muralhas da vitória, para que o povo sinta (ou melhor, tentam sentir) a “presença” de Deus. Será que não conseguimos observar a trave que está atravessada, e que já feriu o bastante nossos olhos? Até quando iremos acolher estes homens, como ídolos em nossos templos, vendendo seus produtos ungidos pela avareza, soberba e libertinagem. Pastores que são cultuados como deuses, cantores que são adorados como divindades. A liturgia cristã (principalmente a pentecostal[3]) já não vive mais sem eles. Literalmente, temos uma fábrica de ídolos dentro de nossas igrejas, e o que tem alimentado esta degradação litúrgica religiosa cristã, são os próprios cristãos. São deles que procede o poder econômico sustentável destes ídolos. São os cristãos que patrocinam a idolatria dentro de nossas igrejas.

Nós evangélicos que reprovamos a atitude idólatra por parte de muitas religiões, por causa de nossa prepotência espiritual, não estamos observando a linha de produção de ídolos que já fazem parte do nosso cenário eclesiástico. Ou, será que estamos tão dependentes e viciados em conviver com estes ídolos e seus “dons”, que já não nos imaginamos viver sem eles? Enquanto houver esta mão de obra, a fábrica nunca será fechada.
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[1] CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos. São Paulo: Vida Nova, 2008. p. 75.
[2] Quando menciono aceitável, refiro-me antropologicamente. Ou seja, aceitável aos homens.
[3] Sou cristão pentecostal, e com conhecimento de causa.


Autor:

Converse com Deus via "celular".

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Uma linha de telefone que seria do celular de Deus está gerando grande expectativa na Holanda, disse hoje o autor desta iniciativa artística, Johan van der Dong.

Ao ligar o número 06-44244901 (0031-6-44244901 para quem discar de fora da Holanda) é possível ouvir uma mensagem automática que diz: “Este é o telefone de Deus. No momento não posso lhe atender, mas deixe uma mensagem ou ligue de volta mais tarde, e quem sabe o que escutará”.

Segundo Van der Dong, o número direto com Deus, que ficará em funcionamento por seis meses, está recebendo “um mar de chamadas”, segundo a agência holandesa “ANP”.

O artista escolheu um número de celular porque se encaixa com a ideia de um Deus que sempre está disponível. Com sua iniciativa, Van der Dong quer comparar um ritual tradicional - a oração - com outro moderno - fazer uma ligação por telefone. O artista já teve grande sucesso com outro projeto parecido, no qual os holandeses podiam enviar uma carta a Deus através de uma caixa postal.

Fonte: [ EFE / Gospel+ ]
Via: Notícias Cristãs


Depois do "Deus virtual", agora o "Deus via celular". O que mais vão inventar para tentar substituir a "oração"? Era só o que faltava!
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Evangelização: Cuidado com a isca!

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O amor, o zelo, e a preocupação pelas almas perdidas, é um sentimento que todo verdadeiro cristão possui. O desejo de contemplar almas se renderem aos pés do Senhor, é algo vivo e em plena atividade dentro de cada crente. A reação desencadeada por este amor, não é outra a não ser a evangelização. Aqueles que passaram pela cruz do calvário e experimentaram um novo nascimento em Cristo (II Co. 5.17), sempre permanecem em prontidão para anunciar as boas novas do reino de Deus. Esta é uma atitude extremamente positiva, pois este é um desejo que fora introduzido pelo Espírito Santo em nossos corações (Mc. 16.15). A evangelização resumisse plenamente em anunciar a Palavra de Deus (Rm. 10: 17), porém, muitos não conseguem entender a simplicidade deste ato. Com isto, sempre estão acrescentando algo a mais à evangelização, além da simples pregação da Palavra. Não que eu seja contra métodos alternativos de evangelização, muito pelo contrário. Contudo, devemos ter muito cuidado com estes novos métodos utilizados, pois na maioria das vezes, o que era usado como pretexto de “isca” para as almas perdidas, tornou-se o prato principal de muitas igrejas.

No decorrer dos anos métodos e mais métodos foram inventados para a evangelização. Estes métodos foram criados, pois segundo os seus responsáveis, era para que todos os indivíduos fossem alcançados por Cristo. Muitos ainda utilizam do texto de (I Co. 9.22), para encontrarem uma brecha onde possam incluir a sua forma de evangelização sem que haja alguma refutação. É ai que mora o perigo! Hoje, os apologistas cristãos, que possuem zelo pela obra e pela Palavra do Senhor, estão passando dificuldades para tentar reeducar o povo nas Sagradas Escrituras. Isto mesmo: “REEDUCAR”. Um exemplo clássico e terrível é a chamada teologia da prosperidade. A prosperidade material quando era anunciada nos panfletos, e convites radiofônicos, serviria apenas para chamar a atenção das almas perdidas. Pensava-se: “Vamos chamar a atenção do povo com prosperidade financeira, pois este é o fraco do povo!”. Com isto, estas pessoas viriam para dentro das igrejas e poderiam ouvir, ao invés de uma mensagem de prosperidade, uma mensagem da cruz de Cristo para suas vidas. A princípio, uma ótima idéia. Mas acabou não dando muito certo, pois de isca para as almas perdidas, a prosperidade material se tornou uma “doutrina” Bíblica para muitas igrejas de todo o mundo. Ela (prosperidade material) se tornou um alimento para o povo evangélico em suas reuniões, antes educado no Evangelho genuíno. A prosperidade material de isca, tornou-se um “dom” que foi “adquirido” por todos nós na cruz do calvário.

A isca que fora criada para a caça, agora tem sido o prato principal de muitos caçadores. Portanto, cuidemos para que não sejamos pegos na própria armadilha.

Autor:

Se o povo gosta...

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“...com a boca professam muito amor,
mas o coração só ambiciona lucro” (Ez 33.31)


Espera-se que empresários, publicitários e comerciantes, possuam um faro apurado para descobrir o que apetece o gosto da clientela. Faz parte do “tino” comercial. Há muitas coisas que o povo gosta, e pode lucrar quem compreende o gosto popular. Foi uma longa sucessão de erros e acertos que permitiu à Coca-Cola encontrar a fórmula ideal que agradasse totalmente a seus consumidores, levando-os hoje a comprar milhões de garrafas anualmente em todo o mundo.

Descobrir a preferência popular também tem sido a preocupação de líderes, pastores e ministérios que levam o nome de Jesus. O problema aqui não é o sucesso que eles obtêm, mas o fato de terem adaptado a fórmula (leia-se: Evangelho), ao gosto popular. O que o povo gosta? Então é isso que será oferecido: às favas a ética, a fidelidade à Palavra, os ensinamentos de Cristo, as doutrinas neotestamentárias, ou a Verdade... o que importa é que o povo seja um consumidor satisfeito e feliz.

Vejamos algumas estratégias utilizadas ao arrepio da Palavra, mas bem ao gosto do poviléu:

1) Pode parecer coisa de somenos importância, mas até o nome da igreja é pensado para atingir a preferência popular. Quando ela tem um nome que a identifica com o bairro, tipo “Igreja X do Jardim Robrú”, não cai bem aos ouvidos dos fiéis. É preciso que o nome mostre grandiosidade, pois embora seja gente humilde, há um gosto secreto pelo pomposo; possuem localização periférica, mas sonham em fazer parte de algo muito maior. Por isso os líderes sintonizados com o gosto popular batizam seus ministérios como sendo de ordem “Mundial” ou ao menos “Internacional”, e até “Universal”, mesmo antes de sair da periferia. Por que agem assim? O povo gosta.

2) Ao convidar pastores para participar de suas festividades, eles precisam ser famosos e possuir um currículo de “cruzadas de milagres”. Embora Jesus tenha dito que dos homens nascidos de mulher não havia ninguém maior que João Batista, este, entretanto, nunca fez um milagrezinho sequer (Jo 10.41). Logo, ninguém convidaria João para um evento. O povo gosta de tudo que é glamoroso; um convidado que chega de ônibus ou num carro vazando óleo não é boa propaganda do ministério, mas se ele surgir num reluzente automóvel e muitos assessores esperando, isso significa unção e poder. O povo vibra.

3) Nossos patrícios gostam de coisas fantásticas: menina-pastora de 6 anos, homem que morreu e voltou, demônios que dão entrevista, ex-bruxo, ex-guru, ex-vedete.... não basta ter vivido os erros comuns de todos os mortais: precisa ter errado muito. O povo se encanta.

4) Nossa gente dá muito valor a rituais. Se a Bíblia ensina que basta pedir a Deus com fé simples, orar ao Senhor assentado solitário em sem quarto, provavelmente não farão. Mas se o guia espiritual pede para acender velas, escrever num papel, queimar na fogueira e beber água orada, ele o faz. O povo adora essas fórmulas.

5) Tornou-se comum nas programações das rádios surgir em meio às palavras do pregador um “dekantalabachúria” ou um “ripalabassuriondera”. O que é isso? É uma tentativa de demonstrar “intimidade” com o Espírito, como se fosse o dom de glossolalia. Obviamente trata-se de uma farsa, posto que contradiz todas as normativas que o apóstolo Paulo faz do assunto em I Coríntios 14, ou seja: [1] “quem fala em outra língua não fala a homens, senão a Deus”, (portanto não edifica a outrem); [2] “se, com a língua não disserdes palavra compreensível, como se entenderá?”, (com isso banalizam o dom divino e jogam palavras ao vento); [3] “o que fala em outra língua deve orar para que a possa interpretar... não havendo fique calado” (o que nunca acontece, pois são desobedientes); [4] “se puserem a falar em outras línguas na presença de incrédulos, não dirão que estais loucos?” (sim, dirão, e provavelmente estão). Tudo isso, na verdade é uma exibição de imaturidade espiritual.... mas o povo admira tudo aquilo que não compreende.

6) Jamais pregam sobre pecado, arrependimento, santidade, ou viver em comunhão. Isso desagrada a clientela. Seus temas recorrentes são: vitória, prosperidade, conquista, cura, vitória novamente, unção, cabeça e não cauda, pisando os inimigos, e outra vez vitória. É como se a bíblia resumisse nisso. Mas o povo deseja ouvir as mesmas coisas semanalmente.

Jesus, que não ia atrás da opinião do povo, nunca correu atrás de ninguém melhorando a oferta, nunca regateou as condições para participarem do Reino, nunca fez liquidação para alguém entrar no céu ou alargou o caminho estreito para facilitar-lhes a vida. Ao contrário, a partir de certo momento de seu ministério a multidão começou a abandoná-lo (Jo 6.66), escandalizada com suas palavras. Na verdade, a multidão sempre foi um impedimento para que muitos chegassem a Ele (vide a mulher do fluxo de sangue e o cego de Jericó). Certa vez Jesus havia se “retirado por haver muita gente naquele lugar” (Jo 5.13). Desconfio que Ele continua fazendo o mesmo hoje.

Seguir as inclinações do povo é perigoso: a massa anseia por espetáculo, não verdade. A massa se enfada rapidamente, daí a necessidade de atrações permanentes. Deus nos livre de fazer parte de um rebanho de tolos! E Deus nos proteja dos guias espirituais interessados em fazer a vontade do rebanho.


Autor: Daniel Rocha, é Pastor da Igreja Metodista, Psicólogo e Administrador, escreve para diversos sites.
Contatos: [ dadaro@uol.com.br ]


Outros artigos do autor (recomendo):

[ Os Ilusionistas ]
[ O teu Deus, onde está? ]
[ E-mail para o Apóstolo Paulo ]
[ O dia em que a Fé acabou ]


Postagem enviada por e-mail, aprovada e publicada no Blog Bereianos.
Envie também o seu artigo, clique aqui.

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Top 10 - Fevereiro/2009

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Durante o mês de Fevereiro/2009, apesar do feriadão, tivemos um número de visitas impressionante. Isso creditamos principalmente aos nossos parceiros que divulgam o nosso link e as postagens colocadas aqui.

Para todos o nosso tradicional "muito obrigado".



1 -
Púlpito Cristão [ www.pulpitocristao.blogspot.com ]
2 - Pava Blog [ www.pavablog.blogspot.com ]
3 - Teophilo Noturno [
http://teophilo.blogspot.com ]
4 - Amenidades da Cristandade [ amenidadesdacristandade.blogspot.com ]
5 - Remanescente [ www.remanescente.com ]
6 - Guerreiros da Luz [ http://guerreirosdaluz.com.br ]
7 - Papo de teologo [ http://papodeteologo.gospelmais.com.br ]
8 - Jesus Amor Maior [ jesusmaioramor.blogspot.com ]
9 - Cinco Solas [ www.cincosolas.blogspot.com ]
10 - Praxis Cristã [ www.praxiscrista.blogspot.com ]

Para os parceiros, quem tiver banner e quiser vê-lo no Blog Bereianos, me envie no formato 120x60 para o email: bereianos@hotmail.com
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A mesma ladainha triunfalista de sempre (Até quando?).

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Iniciou o ano, e já não suporto mais ouvir determinadas frases proferidas por “profetas” entusiasmados com o novo ano. Frases como: “2009 será o ano da colheita!”, “Este é o ano da restituição!”, “Deus irá estremecer esta nação em 2009!”, “Será um ano com bênçãos especiais!”, “Será um ano de vitórias!”, “Este é o ano do avivamento!”.

A cada ano esta preleção esdrúxula não muda, e pelo andar da carruagem nunca mudará. Somos cristãos e agradecemos a Deus por mais este ano, e somos eternamente gratos pela Sua infinita misericórdia. Alías, por falar em misericórdia: Alguém já ouviu uma frase para o ano novo como: “Em 2009, a graça e a misericórdia do Senhor continuará ao nosso lado em todos os momentos de dificuldades!”. Dificuldades? Anátema seja eu! Como iniciar um ano pensando que dificuldades me sobrevirão. Como posso profetizar de antemão o auxílio do Senhor, antes mesmo dos problemas me assolarem. Simples! 2009 será um ano como qualquer outro (a não ser que Cristo retorne!). Com dificuldades, alegrias, choros, angústias, sorrisos, etc. Não sou néscio o suficiente para bradar com minha boca palavras que emergem de um coração cheio de vanglória, e egocentrismo. Prefiro me afastar de profecias, e revelações que desmascaram os desejos do meu enganoso coração. Prefiro calar-me e repousar, como em 2008, sobre a sombra da graça divina, esperando que Cristo mediante o seu Espírito, opere em mim tanto o querer como o efetuar. Em 2009, prefiro continuar vivendo junto de um Cristo que sofre junto comigo, e que dirige a minha vida, mesmo em meio a caminhos difíceis. Recuso-me estar ao lado de um cristo triunfalista, que conspira a todo custo para que eu seja feliz em meio à alegria materialista, consumista, e capitalista. Não! Este cristo eu não desejo! Que Cristo seja glorificado em minha vida pela minha renuncia existencial. E caso Ele decida me abençoar, seja Ele glorificado por Sua misericórdia, e não meu esforço próprio.

Perdoem-me, mas não vendo a minha alma a um cristo que cumpra todos os meus desejos. Seria um cristo pequeno demais, manipulável, e fraco. Mesmo não havendo milagres, mesmo não havendo prosperidade, mesmo não havendo saúde. Desejo que a Verdadeira Videira continue a me alimentar. E se necessário for podar-me para que eu venha crescer ainda mais ao seu lado, brado como bem escreveu Stott: “A dolorosa tesoura de podar está em mãos seguras”. Engana-se quem acha que esta tesoura foi aposentada em 2009.

Autor:

Teologia "Deformada".

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Primeiramente quero deixar claro que, neste breve artigo, não pretendo fazer apologia à Teologia Reformada, a qual, sem dúvida, teve seu momento e relevância – especialmente nos séculos XVI e XVII – mas, com a chegada do século XVIII, se formos no mínimo coerentes, reconheceremos que o Iluminismo demonstrou que essa Teologia já não conseguia mais responder aos questionamentos do homem moderno, diferentemente do que conseguiu fazer com muita eficácia ao homem vitimado pela opressão eclesiástica medieval.

Da mesma forma, não pretendo, em hipótese alguma, afirmar que o Liberalismo Teológico do século XIX trouxe consigo alguma espécie de deformidade. Pelo contrário, conseguiu devido à sua singular erudição, dialogar com as filosofias do século XVIII em diante. Assim como os Pais da Igreja dialogaram com o platonismo e os Escolásticos com a filosofia de Aristóteles, os teólogos liberais dialogaram com os iluministas. Isso é básico e perceptível por qualquer leitor iniciante das relações entre a filosofia e a teologia.

Quando falo de uma Teologia Deformada, estou me referindo diretamente ao Neopentecostalismo e a todas as suas convicções. Abrindo parênteses, é até difícil usar neste caso a palavra “convicções”, pois não existe nenhuma relação entre esta vertente religiosa supostamente evangélica com palavras do tipo: convicção, certeza, idéias, pensamentos, e nem mesmo “teologia”, ainda que seja o Neopentecostalismo um movimento religioso. Para ser neopentecostal, não precisa usar a mente!

Caio Fábio d’Araújo Filho, principal comunicador da história do protestantismo brasileiro, afirmou recentemente em entrevista que, a estupidez neopentecostal chegou a tal ponto, que “os caras estão vendendo o sangue de Jesus dentro de saquinho”.

O medievalista francês Jacques Le Goff, historiador pertencente à terceira geração da Escola dos Annales, informa em sua obra Raízes da Europa Medieval: “O mundo do pecado está, mais do que nunca, dominado pelas agressões do diabo, esse ‘inimigo do gênero humano’ que está solto durante esse período em que atinge uma grande popularidade e desperta temores aumentados. Enquanto o teatro, banido pela igreja na Alta Idade Média, não tinha ainda reaparecido e enquanto a dança é considerada como uma atividade diabólica, um teatro desenfreado se desencadeia na alma dos cristãos sujeitos às tentações e às agressões do diabo e de seus soldados, os demônios. Satanás rege o baile.”

Ao relacionar essas características do cristianismo medieval, torna-se impossível não perceber que o Neopentecostalismo é uma Igreja Católica Medieval Piorada – não melhorada. Para ele, o diabo é o centro das atenções; sem ele, nenhuma desgraça acontece. O ser humano não é mais responsável por seus atos, mas o diabo, causador de todos os males.

Isso para não falar das aberrações doutrinárias que surgem de hora em hora. A cada "revelação", surge uma nova enganação. A criatividade chega a tal extremo, que manipulação, pra eles, é sinônimo de dom divino. O importante é que a fé do povo seja estimulada. E aí, os mais simples são explorados, enganados, roubados, manipulados e iludidos. Não há escrúpulos! A agressão é desenfreada! Deus pode ser vendido dentro de pacotes, campanhas de sete semanas, vigílias. Para esses caras Deus pode ser barganhado por sacrifícios financeiros, bens materiais, móveis e imóveis. Além dessa relação de trocas, defende-se veementemente que tudo o que é normal e saudável é pecado. Danças, apresentações teatrais, filmes e músicas seculares são obras de satã. Para esses supostos profetas, satã não cria, mas deturpa.

É melhor cantar: "Restitui! Eu quero de volta o que é meu" só por causa do rótulo evangélico, do que cantar: "Pai! Afasta de mim este cálice – ou cale-se", só porque o grande Chico, na concepção crente, é um mundano, adúltero e profano. Ainda perguntam a razão pela qual eu não me identifico como evangélico. Tenho vergonha!

Os normais jamais relacionariam o termo evangélico ao Evangelho, mas a esse “negócio religioso”, feito em nome de Deus e do Evangelho, porém, contra ambos. Por isso prefiro dizer: sou um homem que tenta seguir os passos de Jesus, mas não sou evangélico!

É a isso que chamo Teologia Deformada. Essa capacidade de distorcer o texto bíblico, que arrogantemente o torna a base dessas concepções que apresentam um deus que de Senhor, não tem nada! O cristianismo medieval era um jardim de infância se comparado ao neopentecostalismo, que em matéria de manipulação, já atingiu a cátedra máxima. A conclusão é simples: o deus do neopentecostalismo não é o Deus do Evangelho!

Autor: [ Jefferson Ramalho ] Via [ PavaBlog ]
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Fetiches "Go$pel". Objetos Bíblicos = negócios lucrativos!

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Óleo da Unção de Alegria 10 ml
Composição: Azeite de Oliva, Seiva de Mirra, Óleo de Aloés e Óleo de Cássia. Por: R$ 3,25

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CHIFRE para o ÓLEO da UNÇÃO

Chifre animal trabalhado artezanalmente, servindo como recepiente para o óleo da unção, como era usado nos tempos bíblicos.(capacidade variável de 40 ml. à 80 ml. e cor variavel de acordo como recebemos do nosso fornecedor, cores: preto ou marron mesclado com branco e ou caramelo).

Chifre para Óleo da Unção
de: R$ 35,90 por: R$ 32,90

Fonte: [ http://www.oleodauncao.com.br ]

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"PRESENTEIE SEU PASTOR E LIDER"

Botija de Porcelana acondicionada em embalagem para presente. Óleo Sagrado da Unção (60 ml).

Óleo Sagrado da Unção 60 ml - por: R$ 59,90

Fonte: [ http://www.oleodauncao.com.br ]


Pior do que ver óleo de unção ser utilizado de uma forma mística é saber que, para muitos "empresários da Fé", tudo o que está descrito na Bíblia é fonte de lucro nos dias atuais, afinal o público alvo é "fiel", com isso o investimento possui retorno garantido. Pelo que estamos acompanhando, a cada dia que passa aparecem cada vez mais produtos "Go$pel" sendo comercializados por muitos. Parece que estamos revivendo aquele período do século 16, no qual Lutero combateu práticas semelhantes a estas com as 95 teses. Espero que novos Luteros apareçam nos dias de hoje também para combater este tipo de comércio "sagrado".

Ruy Marinho
Fonte: [ Bereianos ]

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Evangelho genérico e outros placebos.

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A sociedade moderna tateia no escuro a procura de placebos que amenizem o vazio de sua alma. E assim caminha a humanidade, de festa em festa, numa vã esperança que termina no apagar das luzes e no fim das baladas, na inevitável volta a uma sombria realidade.

O mundo mais do que nunca precisa de heróis que o resgatem de si mesmo, mas tais heróis não virão montados em trios elétricos e vestidos de abadá, tão pouco entrarão por nossa chaminé dizendo "ho-ho-ho", nem sairão dos televisores durante a exibição de novelas sem fim. Chega de heróis baratos que não podem pagar o preço do nosso resgate!

Jesus Cristo pagou o mais alto preço para quebrar os grilhões que nós, muitas vezes, ainda insistimos em usar como adereços; quantos lares cristãos ainda continuam acorrentados ao vazio, entorpecidos pelas altas doses de mundanismo e embriagados por efemeras ilusões, a espera da inevitável ressaca que virá.

Basta de placebos, é preciso administrar rapidamente o único remédio eficaz para sarar o vazio da alma, antes que do estado vegetativo migremos coletivamente para a morte espiritual.

Também é preciso tomar cuidado com o Evangelho Genérico, que diz ter o mesmo princípio ativo, mas carrega outro nome em seu rótulo. O nome que faz a diferença não é o do pseudo-pregador que anuncia a si mesmo ou proclama o céu na terra somente para recrutar desavisados; o nome que faz toda a diferença é Jesus Cristo! Hoje a cruz foi substituida por liberalidade, a santidade deu lugar a conveniência e a renúncia pessoal deu lugar a prosperidade. Em nosso coração, no lugar de Cristo, esta assentado outro rei, um protoditador chamado hedonismo; a busca pelo prazer substituiu a busca por Deus, e por isso há este vazio tão grande nos corações e olhares de tantas pessoas.

Não se conforme com este mundo, mundo que jaz no maligno, mas renove a sua mente, desperte do coma, procure ter a mente de Cristo e enxergar as coisas como realmente elas são.

Não precisamos de chuvas de confete no carnaval, não precisamos de chuva de espuma em boates, não precisamos de chuva de besteiras na televisão, não precisamos de chuva de aplausos quando falamos, precisamos sim de uma chuva serôdia que purifique nossos pensamentos, precisamos sim de uma chuva de bálsamo que alivie verdadeiramente a dor de nossas feridas mais profundas.

Chega de superficialidade, precisamos urgentemente de santidade, pois sem santidade ninguém poderá ver ao Senhor...

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Fonte: [ Chuva de Bálsamo ] Via [ Púlpito Cristão ]
Ilustração: Ruy Marinho
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Idolatria Gospel.

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Pergunta: Alguns homens e mulheres são ávidos seguidores de alguns autores, pastores e cantores cristãos, que até parecem um fã-clube. É errado?

Resposta: Há pouco tempo, minha amiga Kim Hill e eu estávamos discutindo enquanto jantávamos em um restaurante. Não me lembro ao certo o tema da conversa, mas lembro que logo após eu ter dito algo ruim, um grupo de mulheres atentas se aproximou e disse que haviam visto Kim dirigir o louvor e ouvido minha palestra em uma conferência nacional de mulheres. Permaneceram por alguns instantes falando sobre o quanto nos admiravam.

Assim que nossas admiradoras foram embora, Kim e eu permanecemos caladas, olhando uma para a outra. Aquelas mulheres só conheciam nosso melhor comportamento no palco de um grande evento cristão. Não conheciam nossas desavenças bobas e nosso orgulho. Decidimos naquele momento que merecíamos comer as tortillas que tanto desejávamos, pelo resto da noite. Nem imagino o quanto mulheres conhecidas, como Beth Moore e Kay Arthur, são abordadas por fãs que as adoram e as admiram muito. E mesmo que esses fãs que as adoram sejam bem-intencionados, esta afeição excessiva não tem o foco correto. Só porque alguém canta, ensina ou escreve livros não significa que seja digno de exaltação. Todos os seres humanos estão quebrados pelo pecado e precisam desesperadamente de um Salvador, até aqueles que foram presenteados com talentos que resultam em apresentações públicas. Honestamente, idolatrar o comportamento de outros cristãos é contrário ao evangelho, é como alguém que está morrendo de sede e fica encantado com a garrafa plástica de água, em vez de ansiar pela água da vida que flui dentro da garrafa!

O que Deus fala a respeito disso? - A Bíblia deixa claro que as pessoas não merecem pedestais. Por exemplo, há um momento estranho em Atos quando um homem chamado Cornélio se ajoelha como se quisesse expressar sua estima pelo apóstolo Pedro. Pedro responde encorajando-o a canalizar sua admiração para um alvo maior: “Quando Pedro ia entrando na casa, Cornélio dirigiu-se a ele e prostrou-se aos seus pés, adorando-o. Mas Pedro o fez levantar-se, dizendo: ‘Levante-se, eu sou homem como você’” (Atos 10.25-26).

Este tema também é abordado em Hebreus, onde um sábio e anônimo pastor explica a supremacia de Cristo para um grupo de fãs de Moisés: “(...) fixem os seus pensamentos em Jesus, apóstolo e sumo sacerdote que confessamos (...) Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés, da mesma forma que o construtor de uma casa tem mais honra do que a própria casa. Pois toda casa é construída por alguém, mas Deus é o edificador de tudo. Moisés foi fiel como servo em toda a casa de Deus, dando testemunho do que havia de ser dito no futuro, mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus, e esta casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos” (Hebreus 3.1-6).

Como isso me afeta? - Adoração não foi planejada para ser apenas horizontal. Deus nos criou para adorá-lo, expressando verticalmente nosso louvor e adoração para ele. Pessoas se enganam e criam pedestais, seres humanos não podem preencher totalmente o vácuo de nosso coração, espaço criado para Deus. Somente Jesus pode preencher. Ele é o único que merece toda a nossa adoração.

Portanto, da próxima vez que você for a uma conferência cristã, acampamento, concerto, repita para você mesmo: “A base é nivelada aos pés da cruz.” Então coloque seu foco na adoração a Jesus e não na mulher que está segurando o microfone!

Lisa Harper é mestre em teologia com ênfase em estudos bíblicos pelo Covenant Theological Seminary, em St. Louis (EUA). É palestrante e escritora de diversos livros. Mais informações sobre a autora: www.lisaharper.net


Fonte: [ Cristianismo Hoje ]
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