Uma palavra sobre Roger Olson: alerta aos arminianos!

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Por Francisco Alison Silva Aquino


Primeiro de tudo é bom deixar claro que considero os arminianos como irmãos em Cristo, uma vez que temos em comum a crença na salvação pela graça, por meio da fé (Ef 2.8) e que o único caminho que nos leva a esta salvação é Jesus Cristo (Jo 14.6). No entanto, isso não me impede de denunciar alguns erros que tenho percebido ultimamente, não relacionados à controvérsia calvinismo x arminianismo, mas à maneira como alguns arminianos têm confrontado o sistema calvinista.

Eu disse “sistema calvinista”, mas na verdade me refiro ao “Deus” do calvinismo visto pela ótica arminiana. Nesse sentido, eu gostaria de apresentar algumas afirmações de um dos “maiores” (maiores?) arminianos da atualidade cujas obras como, por exemplo, sua mais recente Contra o Calvinismo, tem “conquistado” muitos. Chama-se Roger Olson¹.

Um trecho do livro de Olson me paralisou. Ele diz o seguinte: 

“Um dia, no fim de uma sessão de aula sobre as doutrinas da soberania de Deus do calvinismo, me fez uma pergunta que eu tive que parar de levar em consideração. Ele perguntou: “se fosse revelado a você de uma forma que você não pudesse questionar ou negar que o Deus verdadeiro na verdade é como o calvinismo diz e os preceitos como o calvinismo afirma você ainda o adoraria?” Eu sabia que a única resposta possível sem um momento de reflexão, embora eu soubesse que isto chocaria muitas pessoas. Eu disse não, que eu não o adoraria porque eu não podia. Tal Deus seria um monstro moral. É claro, eu tenho consciência de que os calvinistas não pensam que os seus pontos de vista da soberania de Deus fazem dele um monstro moral, mas eu posso simplesmente concluir que eles não têm pensado nisso através de sua conclusão lógica ou mesmo levado suficientemente a sério as coisas que dizem sobre Deus e o mal e o sofrimento inocente no mundo" (p. 85)

É exatamente isso o que você leu. Roger Olson disse que mesmo que se fosse revelado para ele que a maneira como o calvinismo apresenta Deus, ele não O adoraria. Então, que tipo de cristão é Olson? Quer dizer que nós temos o direito de estabelecer padrões do que é aceitável e inaceitável para Deus? Respondam por si mesmos.

Uma outra acusação mais séria ainda que Olson faz é: “O Deus que está no centro do Calvinismo clássico e extremado, tipificado pela TULIP, é um ser moralmente ambíguo em poder e controle, que dificilmente se distingue do diabo."² 

É isso mesmo o que li? Isso é nada mais que blasfêmia! Então quer dizer que o Sr. Olson não consegue distinguir o “Deus do calvinismo” do diabo? Sinceramente, eu não teria a coragem de falar algo assim.

Por último, Em uma resenha do livro Defending Constantine: The Twilight of an Empire and the Dawn of Christianity de Peter Leithart, ele não se contentou em criticar apenas Constantino, mas também resolveu direcionar suas críticas a um personagem bastante improvável: Ulrico Zuínglio. Ele diz: 

“Isto toca em um assunto que eu já levantei anteriormente. Até onde nós devemos deixar figuras históricas saírem do lamaçal só porque o contexto cultural e os tempos onde viveram – especialmente quando eles clamavam ser cristãos e tinham suas Bíblias e as liam? Deveríamos perdoar Zuínglio por fazer o conselho da cidade de Zurique torturar Hubmaier? Por todos os relatos Zuínglio ficou na câmara de tortura e exigiu que Hubmaier, que veio a Zurique por convite de Zuínglio para um debate assumindo proteção, desistisse de seus pontos de vista anabatistas. E, é claro, Zuínglio deu amplo suporte ao afogamento de de homens e mulheres anabatistas. Deveríamos dizer “Bem, aqueles eram tempos difíceis”? Eu não acho. Ou Zuínglio está no inferno ou ele teve que passar por um processo no estilo purgatório antes de entrar no céu. Se você não acredita em nada como o purgatório (mesmo na versão altamente protestante de C. S. Lewis), eu não vejo como você poderia evitar colocar Zuínglio no inferno.”³

Ok, Roger Olson condena Zuinglio ao inferno. Quem é ele para afirmar tal coisa? Parece que Olson não sabe que o único soberano juiz é Deus. Será que ele nunca leu na Bíblia: 

“Mas eu digo que, no dia do juízo, os homens haverão de dar conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Pois por suas palavras vocês serão absolvidos, e por suas palavras serão condenados”. (Mateus 12:36-37)

“Meus irmãos, não sejam muitos de vocês mestres, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor. Todos tropeçamos de muitas maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo também capaz de dominar todo o seu corpo. Quando colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam, podemos controlar o animal todo. Tomem também como exemplo os navios; embora sejam tão grandes e impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno, conforme a vontade do piloto. Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero. Com a língua bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso podem sair água doce e água amarga da mesma fonte? Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria. Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso nem neguem a verdade.” (Tiago 3:1-14)

“Mas eu digo a vocês que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: 'Racá', será levado ao tribunal. E qualquer que disser: 'Louco!', corre o risco de ir para o fogo do inferno.” (Mateus 5:22)

Se Roger quer combater o calvinismo, que faça isso exegeticamente, não com acusações imbecis e blasfêmias. Isso vale também para os arminianos, leitores ou não das obras de Roger Olson.

Oro para que Deus ilumine a mente de Olson, e que ele se arrependa das suas afirmações, primeiro das que ele faz contra Deus, embora não perceba isso, e segundo das que ele faz contra os calvinistas. Oro também para que os nossos irmãos arminianos não se deixem enganar com as artimanhas de Olson. Querem debater? Repito: façam isso exegeticamente. Chega de acusações infantis que só separam o corpo de Cristo e peçam a Deus discernimento para não falar aquilo que não devem.

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Notas: 

Divulgação: Bereianos

Ordenar tudo que acontece torna Deus um monstro moral?

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Por John Hendryx


Ordenar Tudo Que Acontece Torna Deus Um Monstro Moral? Uma resposta ao livro "contra o calvinismo" do arminiano Roger Olson


Uma das premissas principais do novo livro de Roger Olson “Against Calvinism” é sua declaração de que a clássica doutrina reformada da providência meticulosa faz de Deus um monstro moral, ou pior, indistinguível do diabo. Ele afirma que o calvinista não pode afirmar consistentemente que Deus ordena tudo o que acontece, incluindo os atos ímpios dos homens, sem também fazer de Deus o autor do pecado.

Mas isso procede? Não. Nem um pouco.

A acusação que torna Deus um monstro moral SE o Deus da Escritura ordena todas as coisas, mesmo os atos ímpios dos homens, se baseia no pressuposto de que a menos que possamos explicar Suas ações, nós podemos colocá-Lo em julgamento. Em outras palavras, a acusação se baseia puramente em racionalismo e lógica extra-bíblica. Nós reconhecemos que não podemos explicar todos os atos secretos de Deus, uma vez que Deus escolheu não revelar muitas coisas sobre Si mesmo. Mas uma característica marcante na Bíblia é que ela freqüentemente declara que Deus ordena meticulosamente tudo o que vem a acontecer (Ef 1:11) e que os homens são responsáveis por suas ações. Um exemplo importante se sobressai: o maior pecado cometido pelo homem na história - a crucificação de Jesus. Quando o apostolo Pedro pregou em Pentecostes, ele declarou:

“Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz” Atos 2:23

e dois capítulos depois em Atos é dito novamente:

“Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse”.Atos 4:27-28

A própria Bíblia testifica, em linguagem clara, que Deus ordenou que os homens maus crucificassem a Jesus. No entanto, os “homens maus (homens sem lei, em inglês)" são 100% responsáveis, por essa realização. Portanto, aqueles que abraçam a Bíblia como sendo autoritativa necessitam ser capazes de desenvolver uma teologia que se encaixe nessa visão. Embora você possa não compreender isso, você deve se render ao que as Escrituras ensinam sobre a meticulosa mão da providência de Deus em todas as coisas e Sua inocência ao fazer isso.

A falha fatal no argumento de Olson vem principalmente de sua insistência em que os calvinistas devam de alguma forma explicar isso filosoficamente, ou então estaríamos sendo inconsistentes, ou pior, estaríamos tornando Deus em um monstro. Mas eu diria o contrário. Uma vez que a Bíblia prevalece sobre nossas mais elevadas pressuposições, a posição mais consistente possível é ceder ao ensino da Bíblia de que ambas as coisas são verdadeiras. Deus não nos diz muito sobre COMO Ele pode ordenar os atos maus, embora não seja culpado do mal. Ele só nos mostra muitos exemplos onde isso acontece. Isso pode ser um mistério para seres humanos compreenderem, mas claro como cristal no que diz respeito à sua verdade estabelecida.

Da mesma forma, em nenhum lugar na Bíblia Deus nos chama para explicar os detalhes dessa doutrina por meios filosóficos, ou para bisbilhotar nas coisas secretas de Deus. Ao contrário, Ele nos chama para sermos fiéis ao Texto que diz que Deus ordena todas as coisas, mesmo o mal, e que, ao mesmo tempo, Deus é irrepreensível ao fazê-lo. Ele ordena o pecado sem pecar. Eu não devo sustentar essas verdades juntas racionalmente (de acordo com o conhecimento humano) ou filosoficamente, mas porque elas são axiomáticas na Bíblia. Meu entendimento dos meandros de como isso acontece é secundário. Deus é Deus. Nossas mentes finitas TEM que entender como Ele faz isso a fim de que isso seja verdade?

Parece que, em última análise, as objeções de Olson para isso são morais e filosóficas, ao invés de exegéticas. Ele está, portanto, baseando suas considerações e, assim, seus fundamentos teológicos, sobre a areia. As conclusões em que chegamos, eu afirmaria, devem ser baseadas no que a Escritura diz. Porque a alternativa é traçar nossos mais elevados pressupostos a partir de algo que não é uma fonte de autoridade, como a razão humana isolada. É de extrema importância que ele venha com fundamentos exegéticos para a sua posição, ao invés de basear sua teologia sobre uma reação emocional.

Eu honestamente fico temeroso com Olson, quando ele diz que se Deus ordena eventos maus, então Deus é indistinguível do diabo, porque a Bíblia declara que Deus os ordena e também declara que Ele o faz sem culpa, ou seja, sem pecado. E se nossa teologia é bíblica, (e eu acredito que é), então o Dr. Olson acaba chamando Deus de monstro, ou pior , de diabo. Eu não gostaria de ser ele.

Nota: Deve ser algo dado para os cristãos, que, devido à queda, todos os seres humanos não estão a salvo de castigo temporal e eterno. Por que deveria, portanto, surpreender a Olson que Deus justamente exerça essa autoridade durante as nossas vidas? O julgamento já começou a leste do Éden e nós todos estamos sujeitos à morte. Portanto, nada (sem sofrimento) deve nos surpreender aqui, exceto a grande misericórdia que Ele nos mostrou em Jesus Cristo. Em relação a Torre de Siloé (Lucas 13:4), Jesus declarou que ela não caiu sobre as pessoas pelo pecado particular delas, como se elas estivessem, de alguma forma, pior do que os outros, mas como um sinal neste mundo decaído, de que somos todos maus, pecadores merecedores, debaixo de maldição que precisam se arrepender e receber a misericórdia de Jesus Cristo. Não se surpreenda que a torre tenha caído sobre as pessoas, mas faça disso um sério lembrete de que você merece o mesmo. 

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Fonte: Monergism
Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Divulgação: Bereianos
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Nós podemos julgar a moralidade de Deus?

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Por James R. White


O debate entre monergistas e sinergistas tem de ser lutado mais uma vez em cada geração, pois não há nada mais oposto à exaltação inerente do homem de seus próprios poderes da vontade do que o reconhecimento da liberdade soberana da graça. Enquanto nós podemos, e fazemos, nos beneficiar muito dos esforços daqueles que foram antes de nós, o fato que permanece é que cada geração de crentes enfrenta essa questão e deve vir aos apertos com as ramificações das respostas dadas.

Quando Roger Olson anunciou que ele estava lançando um livro, parte de um contra-ponto de dois livros com Michael Horton, intitulado contra o calvinismo, havia esperança para algo que poderia comprometer a força real da teologia reformada a clara e consistente exegese do texto bíblico que o “jovem, agitado e reformado” tem descoberto tão convincente. Mas mesmo antes do seu lançamento, o Dr. Olson deu clara indicação de que seu foco não era ser exegético. Em vez disso, como o livro fundamentou, seu argumento pode ser sumarizado com bastante facilidade: o Deus do calvinismo é um “monstro moral”, e os calvinistas simplesmente precisam pensar em suas crenças o bastante para ver o que Olson tem sido capaz de ver.

Há duas razões primárias porque eu acredito que a abordagem do Dr. Olson terá de pouco a nenhum impacto sobre os crentes calvinistas como eu, mesmo pessoas que não nasceram e se desenvolveram em uma tradição reformada e por isso não mantém seus pontos de vista fora de um compromisso com a tradição. Primeiro é a ausência de força exegética por trás da apresentação de Olson, e o segundo é o fundamento auto-professado de Olson por fazer a “grande decisão” quanto à bondade e a soberania de Deus. Eu comentarei brevemente sobre o primeiro e focarei no segundo.

Não há argumentação a ser feita contra a afirmação de que a escola de pensamento da reforma tem produzido uma quantidade monumental de material exegético. Sua profundidade e amplitude são, simplesmente, surpreendentes. Mas o Dr. Olson escolheu focar unicamente em alguns representantes modernos, e propositalmente evitar outros (eu mesmo entre outros) “no princípio”. Isto resultou em uma apresentação profundamente enviesada que não se comprometeu com respostas exegéticas a textos chaves como 1 Timóteo 2.4, um texto repetidamente usado como uma proteção do seu argumento. Olson foi tão longe a ponto de insistir que a linguagem original do texto “não pode ser interpretada de qualquer outra maneira do que se referindo a cada pessoa sem limite” (uma afirmação muito facilmente refutada, mas que Olson não ofereceu nenhuma evidência ou autoridade). Neste nível, a apresentação de Olson deixou muito a desejar.

Mas o mais importante foi a fundamental conclusão tirada de suas próprias palavras: realmente não importaria mesmo se estes textos consistentemente atestassem ao que os calvinistas acreditam. Dr. Olson não adoraria este Deus de nenhuma maneira, não importa o que a Bíblia diz sobre o assunto. Como ele expressou de si mesmo (p.85 ênfase original):

Um dia, no fim de uma sessão de aula sobre as doutrinas da soberania de Deus do calvinismo, me fez uma pergunta que eu tive que parar de levar em consideração. Ele perguntou: “se fosse revelado a você de uma forma que você não pudesse questionar ou negar que o Deus verdadeiro na verdade é como o calvinismo diz e os preceitos como o calvinismo afirma você ainda o adoraria?” Eu sabia que a única resposta possível sem um momento de reflexão, embora eu soubesse que isto chocaria muitas pessoas. Eu disse não, que eu não o adoraria porque eu não podia. Tal Deus seria um monstro moral. É claro, eu tenho consciência de que os calvinistas não pensam que os seus pontos de vista da soberania de Deus fazem dele um monstro moral, mas eu posso simplesmente concluir que eles não têm pensado nisso através de sua conclusão lógica ou mesmo levado suficientemente a sério as coisas que dizem sobre Deus e o mal e o sofrimento inocente no mundo.

Este parágrafo me paralisou e assim tem sido a experiência da maioria dos outros leitores reformados. É incrível que Dr. Olson acredita que ele tem sondado as profundidades da teologia reformada ao mais profundo nível do que fez Calvino, Beza, Zanchius, Turretini, Owen, Edwards, Warfield ou Hodge. Mas o mais marcante foi a ousadia da postura de Olson. A pergunta do estudante foi clara, e Olson enfatiza seu ponto. A questão se reduz a se Olson, confrontado com a clara revelação de que os calvinistas estão certos, e Deus existe, e age como os calvinistas dizem que ele faz, adoraria aquele “Deus calvinista” ou não. Sua resposta é clara: ele não adoraria. Tal Deus seria um “monstro moral.” Este é o cerne de rejeição de Olson da posição reformada, e isso é algo que ele tem afirmado em seu diálogo com Michael Horton que aconteceu em Southern California seguindo o lançamento do seu livro. A mais alta autoridade para Roger Olson na questão de determinar a natureza de Deus não é a revelação da escritura, é seu próprio entendimento do que deve constituir a “bondade”.

É aqui que o crente reformado convicto deve romper com Roger Olson. É uma separação fundamental que vai ao mais profundo nível do que a acusação de Olson de “seu Deus é um monstro moral.” Isto vai a se nós, como criaturas, temos o direito de estabelecer padrões que determinam o que é aceitável e inaceitável para Deus. A revelação de Deus de sua própria natureza e ações no universo determina a verdade sobre o Deus que nós adoramos, ou nós colocamos os limites do que será “aceitável” para nós antes de nós estarmos dispostos para se render a adoração? Arão ficou em silêncio diante de Deus quando Deus destruiu os seus filhos (Lv 10). Jó aprendeu que o homem não tem direito de questionar a Deus e estabelecer padrões fora de sua revelação (Jó 40.3-5).

As objeções de Roger Olson a bondade de Deus á luz de seu decreto soberano tem sido respondido, a um mais profundo nível do que ele parece estar ciente, muitas vezes. Mas é sua afirmação fundamental que ele estabelecerá um padrão pelo qual Deus deve ser julgado que é mais preocupante. Ele deveria se lembrar das palavras de Dn 4.34-35 de um rei pagão que ao receber de volta a sua razão e mente sã proferiu estas palavras:

Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?

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- Sobre o autor: James White é Pastor da Igreja Batista Reformada em Phoenix/Arizona,  diretor do Alpha e Ômega Ministries, um importante ministério de Apologética Cristã. É autor de mais de vinte livros, professor e um debatedor talentoso.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Divulgação: Bereianos
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