Que loucura do evangelho é essa?

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Algum tempo atrás, visitando uma professora de História da UFRGS, de quem tive o prazer (ou desprazer levando-se em conta as dificuldades da cadeira) de ser aluno no início dos anos 2000, e enquanto discutiamos a respeito da edição de seu mais novo livro, iniciamos uma conversa sobre o "preconceito" cristão.

Defendi que o cristianismo não é preconceituoso, mas rígido em sua doutrina. Afirmei para ela que não importava o que eu pensava, mas sim o que a Palavra "pensava" para mim e sobre mim. Ela é meu oráculo, ela é meu caminho e nela eu apoio todo meu ser, não importando o que pensa o outro, mas ela simplesmente. Antes de ser sensível ao outro, sou sensível a Palavra de Deus que me diz: Ame o próximo como a ti mesmo; o que não permite que eu seja insensível com meu próximo, mas não tolera que eu o ponha antes daquilo pré-ordenado por Deus em Sua Palavra.

Pelos adjetivos usados por ela para definir minha linha de pensamento, pude deduzir, que para ela isso tudo é loucura. Como podia eu, depois de ter caminhado numa das mais tradicionais escolas marxistas do Brasil pensar assim? Era um louco insolente que cuspia em tudo que ela e outros ensinaram com tanto ardor do alto de seus pedestais antropocêntricos.

Você evangélico de longa data pode também não concordar comigo... fazes bem, deves antes disso, mergulhar teus pensamentos e dedicar teus poucos dias que ainda restam para ler, meditar e concordar com a Palavra de Deus e não com alguém como eu, que você não conhece, senão por uns poucos textos publicados sem muita freqüência na internet. Mas talvez eu saiba porque você não concorda e também saiba que não é desvio da Palavra, mas sim, desvio de sua auto-imagem-cristã que o leva a discordar de mim.

Você não admite "perder" alguém para o reino de seu deus. No seu "planejamento" e estratégia de evangelismo, Mateus não precisa sair da recebedoria nem Pedro largar as redes quando Jesus disser: Siga-me. Para você, "conversão" é algo gradual, acontece ao longo de anos, décadas... quiçá uma vida... no entanto, te contradizes quando afirma que "salvação" é algo instantâneo, precedida apenas de uma curta e ritualística oração.

Enquanto conversava com aquela mulher não via uma doutora em História a quem eu devia honrar... ela não precisava das promessas do evangelho pagão contemporâneo, financeiramente ela vai muito bem. Talvez ela tenha problemas em outras áreas, quem sabe, pouco me importa... me importava naquele dia e me importa ainda hoje uma única coisa quando vejo um perdido, doutor ou analfabeto: Expor a Palavra da Cruz.

O problema é que nós, que decidimos expor a Palavra de Deus tal qual ela é, deparamo-nos com uma palavra verdadeira: "Certamente, a Palavra da Cruz é loucura para os que se perdem" (1 Co 1.18)

O que fazer então? Continuar a pregar o evangelho louco para um mundo perdido ou pregar um evangelho paliativo à alma destituída de Deus? Pregar uma cruz que leva o homem ao arrependimento ou um caminho tão lindo que só mesmo um louco recusaria andar por ele?

Os atuais pregadores e crentes preferem se apegar às experiências pessoais em detrimento da Palavra de Deus, pois aquela lhe dá uma falsa segurança de que seu trabalho evangelístico tem muito efeito, esta no entanto, mostra que é impossível uma vida se salvar senão pela inteira vontade e trabalhar do Espírito Santo de Deus, pois sem sua intervenção ela continua loucura para os que se perdem e sabedoria tão somente para os salvos. E para o homem é melhor depender tão somente dele, do que de outro, ainda mais de um deus tão longe.

Será portanto, que a Palavra de Deus já não se tornou loucura também para nós? Será que hoje desejamos ser sábios ao mundo em detrimentos de ser santos a Deus?

Este texto não é definitivo... eu muito tenho que aprender sobre evangelizar... nem mesmo teria coragem de escrever umas poucas linhas ensinando-os tal ministério. No entanto não tenho a aprender sobre estratégias de evangelismo, mas sim de Palavra, que eu novamente afirmo: É meu oráculo, meu caminho e onde apoio todo meu ser.

Autor: Daniel Clós
Fonte: [ Batalha pelo Evangelho ]

Ana Paula Valadão e o tripé do exu boiadeiro

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Ana Paula Valadão traz uma nova moda. Agora ela disse que tem um EXU BOIADEIRO no mundo, e um amigo seu de cabelos brancos (não são de sabedoria com certeza) completa a "estória".

Ele, diz que tem um Exu Boideiro no mundo, e ele está fincado em um tripé: Dallas (EUA), Madrid (Espanha) e Barretos (Brasil). Quem disse isso foi "uma profeta" segundo eles, e tudo já foi discutido e apresentado em uma conferência profética por um "apóstolo".

Assista o vídeo das declarações:




Como acabar com isso? Não contavam com a astúcia, não do Chapolim ... mas deles.

Ana se perguntava porque foi morar em Dallas (pra mim porque tem dinheiro), mas agora tem a resposta, lá tem um Exu Boiadeiro, ela precisa está lá. Não... não Jesus Cristo não, ela.

E porque o dvd do "Diante do Trono" foi em Barretos??? Ah, lá também tem um Exu Boideiro, e quem poderá com ele??? você já sabe a resposta. Será que vão para a Espanha?

Ela também agora sabe porque comprou uma bota de couro de cobra (a poderosa Bota de Python) no Rio de Janeiro, foi para com esta poderosa arma pisar as potestades e enfrentar o temível "Principado de Python".

As vezes me pergunto, essas pessoas fazem isso porque realmente acreditam no que dizem? Ou é apenas uma brincadeira?

E quem consome isso? Será que tem pastor, em suas igrejas tem culto doutrinário? Não sei. O que sei é isso passa longe do que é ser Protestante evangélico, ah isso eu sei.

Autor: Joelson Gomes
Fonte:
Graça Plena ]
Via: [ Presbiterianos Calvinistas ]

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Por que os cristãos devem usar suas mentes?

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Por: John W. Stott

A primeira razão se apresentará a todo crente que deseja ver o evangelho proclamado e Jesus Cristo reconhecido no mundo todo. Trata-se do poder do pensamento humano na concretização de ações. A História está repleta de exemplos da influência que grandes idéias exercem. Todo movimento de poder teve a sua filosofia que se apossou da mente, inflamou a imaginação e capacitou a devoção de seus seguidores. Basta pensar nos manifestos fascista e comunista do século passado, na obra “Mein Kampf” de Hitler, de um lado, e no “Das Kapital” de Marx e “Pensamentos” de Mao, do outro. A. N. Whitehead resume isso da seguinte forma: Uma grande parte do mundo é atualmente dominada por ideologias que, se não completamente falsas, são estranhas ao evangelho de Cristo. Apregoamos “conquistar” o mundo para Cristo. Mas que espécie de “conquista” temos em mente? Certamente que não uma vitória baseada na força das armas.

Nossa cruzada cristã diferencia-se completamente das vergonhosas cruzadas da Idade Média. Observemos a descrição que Paulo faz dessa batalha: “Na verdade, as armas com que combatemos não são carnais, mas têm, a serviço de Deus, o poder de destruir fortalezas. Destruímos os raciocínios presunçosos e todo poder altivo que se levanta contra o conhecimento de Deus. Tornamos cativo todo pensamento para levá-lo a obedecer a Cristo”. Esta é uma batalha de idéias, a verdade de Deus vencendo as mentiras dos homens. Será que acreditamos no poder da verdade?

Não muito tempo depois que a Rússia brutalmente reprimiu a revolta húngara de 1956, o Sr. Kruschev referiu-se ao precedente dado pelo Czar Nicolau I, que comandara combate à revolta húngara de 1848.

Num debate sobre a Hungria, travado na Assembléia Geral das Nações Unidas, Sir Leslie Munro citou as observações feitas por Kruschev e concluiu seu discurso relembrando uma declaração feita por Lord Palmerston na Casa dos Comuns em 24 de julho de 1849, com respeito ao mesmo assunto. Palmerston tinha dito o seguinte: “As opiniões são mais fortes que os exercícios. Se fundadas na verdade e na justiça, as opiniões ao fim prevalecerão sobre as baionetas da infantaria, os tiros da artilharia e as cartas da cavalaria”... Deixando de lado exemplos seculares do poder do pensamento, passo agora a abordar algumas razões, mais propriamente cristãs, pelas quais devemos fazer uso de nossas mentes. Meu argumento agora é que nas doutrinas básicas da fé cristã, doutrinas da criação, revelação, redenção e juízo, em todas elas estão implícito que o homem tem um duplo e inalienável dever: o de pensar e o de agir de conformidade com o seu pensamento e conhecimento.

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Fonte: Crer é também Pensar, John Stott, Ed. ABU
Via: [
Eleitos de Deus ]

Silas Malafaia, seu avião e o trabalho missionário

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.Por Renato Vargens

Silas Malafaia, que é o vice-presidente da Covenção Geral das Igrejas Assembléias de Deus, anunciou que comprou um avião em um culto que realizou em uma igreja em Boca Raton, nos Estados Unidos. Segundo vários brasileiros presentes, o Pastor teria dito que o seu humilde jatinho custou a bagatela de 12 milhões de dólares (cerca de R$20.800.000,00), sendo que o avião vale 16 milhões de dólares (cerca de R$27.840.000,00).

Pois é, fico pensando no disparate desta compra.

Neste momento me encontro no Peru pregando o Evangelho e aqui, como não poderia deixar de ser, existem inúmeras cidades que não possuem uma igreja evangélica sequer. Segundo as estatísticas locais somente 3% da população pode ser considerada evangélica.

Isto posto, fico a pensar o quanto o dinheiro gasto pelo tele-evangelista Silas Malafaia na compra de um avião poderia ser útil na plantação de igrejas no Peru.

Segundo os pastores locais, com US$ 35.000,00 se constrói uma igreja e com US$ 1.000,00 por mês se sustenta uma família de missionários.

Caro leitor, se os US$ 12 milhões gastos no aero-malafaia fossem aplicados em missões, daria para plantar quase 343 igrejas no Peru ou ainda ajudar 12 mil missionários com US$ 1.000,00.

Pois é, diante do exposto só nos resta lamentar.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!

NEle,

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

Você conhece seu dono?

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Por: Martyn Lloyd Jones


Escutem as palavras de Isaías:

"O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende.(Isaias 1:3)

Por que vocês acham que Isaías escolheu o boi e o jumento? A resposta óbvia é: De todos os animais, eles são os mais estúpidos. De entre todas as criaturas do universo eles são os mais obstinados e difíceis de se tratar.

Por isso Isaías tomou o boi e o jumento para estabelecer este ponto. Até o boi e o jumento conhecem seu dono e a manjedoura de seu dono. Apesar de obtusos e estúpidos, como eles são, eles têm um instinto que faz com que reconheçam seu dono. E muito difícil conduzir um boi; um jumento por vezes parece ser irremovível. Vocês podem puxar, empurrar e bater num jumento e ele não se move, mas, quando está com fome e vê seu dono chegar com uma vasilha, ele se apressa imediatamente ao seu encontro! O boi e o jumento obedecem a seu instinto: eles querem a comida, e observam a pessoa que traz a mesma. Eles parecem ser tão obtusos, estúpidos e desatentos, incapazes de reagir a qualquer tipo de persuasão, porém quando se trata de comida e sustento, eles imediatamente obedecem à lei de seu ser e se apressam a consegui-lo. Mas homens e mulheres não fazem assim! Eles são mais tolos que um boi ou um jumento!

Prosseguindo, não é meramente loucura, é verdadeiramente uma questão de perversão; homens e mulheres são anormais. O boi e o jumento são perfeitamente normais. Pode ser que tenham uma natureza estúpida, mas o instinto de auto-preservação, o instinto de ter sua fome saciada, funciona e os põem assim no lugar certo. Eles se lembram, eles sabem, eles observam e agem. Todavia, os seres humanos não fazem isso. Eles, que foram feitos senhores da criação, se comportam de forma pervertida e antinatural, pervertida: eles negam a lei de seu próprio ser.

Como é isso? Bem, todos os homens e as mulheres que já viveram sempre tiveram dentro de si uma senso de Deus e da eternidade. Arqueologistas, que podem até mesmo não ser cristãos, foram capazes de mostrar de forma conclusiva que mesmo as raças mais primitivas têm uma crença num Deus supremo e completo. Achados arqueológicos sustentam esta verdade que a Bíblia sempre ensinou. Naturalmente, sei que muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas tentando provar que não existe Deus. Esse é o meio pelo qual tentam silenciar essa percepção, esse sentimento, esse instinto, de que há alguém, algo mais alto e maior do que eles. Os gregos antigos possuíam esse sentimento. Eles construíram seus templos para Zeus, Artemis e Apoio, e entre eles havia um altar "AO DEUS DESCONHECIDO" (Atos 17:23). Eles não podiam lhe dar um nome, mas sabiam que existia - um deus, um poder.

Todo ser humano sente instintivamente que não fomos feitos para este mundo. As palavras de Longfellow "Tu és pó, ao pó tomaras" não se referiam à alma. Deus colocou a eternidade em nossas almas e em nossos corações. Não podemos nos imaginar chegando a um fim.

Você pode dizer: "Ora, não acredito que continuamos após a morte".

Mas eu não estou perguntando o que você crê. Estou perguntando qual é o seu instinto, e seu instinto lhe diz que você irá prosseguir. E um instinto vindo do ser de Deus, e do fato de que esta não é a única vida. Você tem um instinto de eternidade.

Contudo, homens e mulheres, em vez de obedecer a este instinto, como o boi e o jumento obedecem ao seu instinto, deliberadamente lutam contra o mesmo. Eles tentam livrar-se dele, desmenti-lo, e se acham espertos ao fazê-lo. Eles argumentam e raciocinam contra o mesmo. No entanto, o instinto está lá e não conseguem sufocá-lo, e assim eles se encontram num conflito perpétuo. Esse é o motivo pelo qual eles são mais idiotas do que os animais, mais estúpidos do que o boi e o jumento.

Mais do que isso, e ainda mais vergonhoso, homens e mulheres se deliciam e se gloriam no que é oposto a este instinto. Todas as pessoas possuem a compreensão do certo e do errado, mas homens e mulheres modernos se aprazem em sufocar a percepção do certo, e se gloriam no erro e no mal. Não preciso lhes dar evidência disso pois, infelizmente, é dolorido e óbvio, e está constantemente diante de todos nós.

Parece-me, lendo a análise da maioria dos críticos de filme e drama do tempo presente, que se alguma coisa é limpa deve ser rejeitada como primitiva e infantil. Nada é de qualquer interesse exceto o que é corrompido, pervertido e repulsivo. Isso é realismo; isso é que é arte! E se gloriam nisto - "...O deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos" (Filipenses 3:19). Eles são piores que o boi e o jumento. Animais não fazem tais coisas, só os humanos fazem tais coisas. Eles mesmos se fazem de loucos.

Eles se pervertem a si mesmos e mostram esta perversão. Eles violentam a lei de seu próprio ser.

E, finalmente, homens e mulheres rejeitam todo ensino e toda luz que lhes são oferecidos para resgatá-los. O boi e o jumento, mesmo obtusos e estúpidos, vêem o dono chegando com a vasilha e o alimento e correm para ele. Mas, o que fazem os homens e as mulheres quando a luz lhes é oferecida na sua escuridão? O que fazem quando a salvação lhes é oferecida no seu estado de perdição? Eles reagem contra a oferta; eles a rejeitam; eles a contradizem. E se acham espertos ao fazer assim. Nosso Senhor disse: "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Tudo o que eles precisavam estava na frente deles, porém argumentaram, resistiram, lutaram, jogaram pedras e O crucificaram. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." O pecado perverte os seres humanos e os torna néscios.

Fonte: [ Martyn L. Jones ]
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Evangelho da Prosperidade sob investigação

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Deus e riquezas: investigação do Senado americano procura saber o que há no evangelho da prosperidade dos televangelistas

Seis líderes carismáticos dos Estados Unidos estão sob a mira de um comitê do Senado que investiga os gastos pessoais de cada um deles. Os americanos se perguntam: É Deus agindo ou é o diabo? Dependendo da ótica de cada um o senador Charles Grassley é um agente de Deus a favor da justiça ou o próprio diabo com chifres! Algumas pessoas pensam que ele é o próprio diabo ao anunciar que começou uma investigação para saber de que maneira seis proeminentes ministros carismáticos usam o dinheiro do povo. Logo que a notícia saiu na mídia, as pessoas começaram a me ligar preocupadas se não se trata de um complô para fazer com que as igrejas comecem a pagar os impostos – pois são livres de certas taxas nos Estados Unidos.

Um assessor do senador me informou que ele não esconde nenhum segredo e que não quer interferir na liberdade de religião; o que pretende, isto sim, é investigar se essas seis pessoas não estão metendo a mão no dinheiro que o povo lhes dá para obras filantrópicas com o fim de comprar mansões, fazer cirurgias plásticas caríssimas e outras práticas diversionistas.

“Faz tempo que o público cristão exige um grau maior de prestação de contas”. Em cartas enviadas Grassley solicitou a Kenneth e Glória Copeland, a David e Joyce Meyer, a Randy e Paula White, Creflo e Taffi Dollar, Eddie Long e Benny Hinn de quem dispõem de quatro semanas para devolver-lhe um calhamaço de papéis provando de que estão em dia com a Receita Federal americana.

Grassley vem sendo elogiado por levantar suspeitas contra organizações seculares de caráter filantrópico – ONGS – inclusive a Cruz Vermelha americana. Devido às reclamações de seus eleitores, o senador está abrindo sindicância contra esses seis tele-evangelistas exigindo deles notas fiscais dos bens adquiridos, relatórios das reuniões de diretorias, provas contábeis feitas por empresas de auditorias, com dados precisos, entre outros documentos.

Cada pregador recebeu uma carta exigindo comprovantes de despesas e de práticas questionáveis. Entre as exigências, Grassley requereu:

1. Recibo de compra do carro conversível Bentley que Paula White, pregador televisivo diz ter dado de presente ao pastor texano T.D. Jakes.

2. Informações da pregadora Joyce Meyer sobre os gastos com a mobília de sua mansão no Missouri que incluem uma caríssima mesa de malaqueta no valor de 30 mil dólares, uma cômoda com tampa de mármore que custou 23 mil dólares, e dois vasos Dresden que custaram 19 mil dólares.

3. Que Benny Hinn lhe envie os documentos e a prova de onde veio o dinheiro para a compra de uma casa no valor de três milhões de dólares em Dana Point, na Califórnia.

4. Recibos e registros que expliquem como Eddie Long conseguiu pagar 1.4 milhões de dólares na compra de 20 hectares na área rural de Atlanta.

5. Registros e notas de viagens ao Havaí e Ilhas Fiji que Kenneth e Glória Copeland fizeram utilizando o avião ministerial.

6. Que o pregador de fé Creflo Dollar explique sua participação no levantamento de 2 milhões de dólares doados a Kenneth Copeland.

Nós os carismáticos, de fato, sentimo-nos desajeitados neste momento. A própria Universidade Oral Roberts está sob investigação por mau uso do dinheiro, e alguns dos grandes nomes do movimento carismático são acusados de não pagar impostos e de usar o dinheiro de Deus para seu conforto pessoal.

Não quero julgar esses pregadores. Sei que Joyce Meyer envia milhares de dólares para projetos em campos missionários ao redor do mundo, e que a Receita Federal notificou-a de que sua organização está sendo condescendente com os impostos. Espero que sua resposta satisfaça as exigências do comitê do senado e não sofra interrupção.

Por outro lado não consigo entender como alguns pregadores levantam ofertas com a maior cara de pau. Por exemplo, como alguém consegue gastar 10 mil dólares numa diária de hotel, no regresso pra casa de uma viagem missionária? É dinheiro de Deus?

Algo tem de ser feito. Perguntas devem ser levantadas. Por isso não culpo o senador nem acho que esteja a serviço do diabo ao solicitar essas provas. O pior é que esta investigação foi solicitada por um senador, tudo porque o povo não está pedindo que seus líderes prestem conta do dinheiro arrecadado.

Creio que Deus está apontando seu dedo para a igreja, exigindo que andemos por suas veredas.

J. Lee Grady , editor da revista Charisma.

Fonte: [ charismanews.com ]
Via: [Ministério Batista Beréia ]

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Oração centrada no reino

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Por: Tim Keller

As pessoas costumam pensar em oração como um meio para atender suas necessidades pessoais. Entretanto, deveríamos entender a oração como um meio de glorificar e adorar a Deus, conhecê-lO, entrar na Sua presença e ser transformado por Ele. Precisamos aprender melhor como orar, arrepender-nos e suplicar a Deus como um povo.

Biblica e historicamente, o único ingrediente universal, inegociável, em tempos de renovação espiritual é a corporativa, prevalente e intensiva oração centrada no reino. O que é isso?

"...o único ingrediente universal, inegociável, em tempos de renovação espiritual é a corporativa, prevalente e intensiva oração centrada no reino."

1. Ela é focada na presença de Deus e do Seu reino.

Jack Miller fala da diferença entre "oração de apoio" e reuniões de oração de "linha de frente." Reuniões de oração de apoio são curtas, mecânicas e totalmente focadas em necessidades físicas dentro da igreja. Já a oração de linha de frente tem três características básicas:

a. um pedido de graça para confessar pecados e humilhar-se.

b. uma compaixão e zelo pelo florescimento da igreja.

c. um anseio por conhecer a Deus, ver a Sua face, contemplar Sua glória.

É muito interessante estudar as orações bíblicas por avivamento, como em Atos 4, Êxodo 33 ou Neemias 1, onde estes três elementos são fáceis de ver. Note, por exemplo em Atos 4, que os discípulos, cujas vidas tinham sido ameaçadas, não pedem proteção para si e suas famílias, mas tão somente coragem para continuar pregando!

2. É corajosa e específica.

As características deste tipo de oração incluem:

a. Aqueles que ditam o ritmo da oração passam tempo em auto-exame. Sem uma compreensão robusta da graça, isto pode tornar-se mórbido e deprimente. Mas no contexto do evangelho é purificante e fortalecedor. Eles "tiram de si os seus atavios" (Ex. 33:1-6). Eles examinam a si mesmos em busca de ídolos e lançam-nos fora.

b. Eles então começam a fazer o grande pedido – uma visão da glória de Deus. Isso inclui pedir: 1) por uma experiência pessoal da glória / presença de Deus ("para que eu te conheça" Ex. 33:13); 2) por uma experiência do povo com a glória de Deus (v. 15); e 3) que o mundo possa ver a glória de Deus através do Seu povo (v. 16). Moisés pede que a presença de Deus seja evidente a todos: "Que mais distinguirá a mim e ao teu povo de todas as outras pessoas na face da terra?" Esta é uma oração para que o mundo fique maravilhado e pasmo pela demonstração do poder de Deus e do esplendor da Igreja, para que ela se torne verdadeiramente a nova humanidade que é um sinal do reino futuro.

3. Ela é habitual e corporativa.

"Esta é uma oração para que o mundo fique maravilhado e pasmo pela demonstração do poder de Deus e do esplendor da Igreja..."

Isso significa simplesmente que a oração deveria ser constante, não esporádica e curta. Por quê? Devemos pensar que Deus quer nos ver rastejando? Por que nós não colocamos simplesmente o nosso pedido diante dele e esperamos? Mas oração esporádica, curta, indica uma falta de dependência, uma auto-suficiência, e, portanto, nós não construímos um altar que Deus possa honrar com Seu fogo. Nós temos que orar sem cessar, orar longamente, orar duramente, e nós perceberemos que o próprio processo estará provocando aquilo que estamos pedindo - ter nossos duros corações derretidos, demolir barreiras, e ver irromper a glória de Deus.

Fonte: [ Bom Caminho ]
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A semente do mal

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Por: Rodrigo de Lima Ferreira

Certa vez, no meio da multidão, Jesus propôs ao povo uma parábola, como era seu costume. Ele começou sua parábola assim: o reino é como um agricultor, que planta uma semente de boa qualidade no campo. Porém, quando aqueles que deveriam guardar o campo não o fazem, o inimigo vem e joga sua semente do mal, fugindo logo em seguida. Quando a plantação começa a dar frutos e a crescer, o fruto do mal, conhecido também por joio, aparece. Os empregados do fazendeiro perguntaram como aquilo aconteceu. Ele lhes disse que certamente o inimigo produziu uma coisa daquelas. “Podemos arrancar, patrão?”, perguntaram os empregados. O fazendeiro negou, afirmando que poderia acontecer algum acidente, podendo ser arrancado também o bom fruto junto com o ruim. Mas ele lhes assegurou que isso não seria assim para sempre, pois no momento certo, ou seja, no tempo da colheita, ele daria ordem aos seus empregados para que arrancassem o fruto da semente do mal e o jogassem no fogo.

Posteriormente, sem entender nada, os discípulos de Jesus lhe perguntaram o sentido daquela parábola. Pacientemente, ele lhes disse o seguinte:

- A parábola é simples. Quem joga a boa semente sou eu, que a espalho pelo mundo afora a fim de abençoar as pessoas e proclamar que o meu reino está chegando. A semente de boa qualidade representa vocês, filhos amados do reino. É a semente que morre para si mesma, que faz gerar vida e que é frutífera para abençoar vidas e alegrar o coração do Pai. O campo é o mundo, que deve urgentemente conhecer a mim, para que tenha vida, e a tenha em abundância. Já a semente do mal, ou o joio, representa os filhos do Diabo. São aqueles insubmissos, rebeldes, cheios de si, de arrogância, de presunção e de engano. São aqueles que exigem seus direitos, que só se hospedam em hotéis cinco estrelas, que importam impostores tão filhos do Diabo e fraudulentos como eles, a fim de explorar a credulidade alheia (como se a minha bênção estivesse condicionada a valores financeiros, usando mídia e outros meios para fins escusos). Aquele que jogou a semente do mal é o pai legítimo de seus frutos. O Diabo, inimigo de tudo aquilo que lembre o reino ou que o evoque, é o adversário, o divisor, o inimigo, aquele que planta confusão e dúvida no coração do homem e insufla para que sua velha natureza volte à vida, transformando a carnalidade em simulacro de autoridade espiritual. A colheita será o tempo de ajuste de contas, quando eu voltar em majestade e glória. Os empregados são os anjos, aqueles que separarão os bons frutos dos frutos da semente do mal. Eu darei ordem a eles para que joguem os filhos da semente do mal no lago de fogo, junto com seus ternos Armani, suas gravatas Hermes, seus jatinhos executivos, suas mansões, seu dinheiro, seu poder, seus mega-empreendimentos e sua empáfia. Ali serão atormentados eternamente. Porém vocês, meus filhos, frutos benditos de meu Pai, resplandecerão como o sol no reino de nosso Pai.

Quem tem ouvidos, ouça.


• Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO. revdigao.wordpress.com

Fonte: [ Ultimato ]

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É hoje - o "dia D" da IURD

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Alardeado como o dia mais importante do ano pela IURD. O anúncio veiculado pela igreja diz:

"O maior poder do ser humano é o da escolha. Aliás, a vida é feita de decisões. Somos nós que decidimos o que comer, quando iremos dormir, o que vamos vestir, com quem casar, qual carreira seguir…

É por essa razão que no dia 21 de abril a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) realizará 'O Dia D', um evento que acontecerá simultaneamente em todo o Brasil. Esta é a oportunidade para aqueles que desejam definitivamente sair da miséria, se libertar da opressão, dos conflitos familiares e de todos os problemas que lhes afligem.

Milhões de pessoas de todo o país participarão da maior Concentração de Fé e Milagres de todos os tempos. Todos estarão unindo forças no que será o maior evento já realizado no Brasil."

Fonte: www.diadadecisao.com.br

O que eles esqueceram de dizer é que ano passado o mesmo evento foi dia 1 de novembro, confira aqui. Logo, o deste ano é como uma "repescagem" pra quem perdeu a decisão no ano passado?

Não, obrigado!

Sergio Pavarini, no [ PavaBlog ]
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Batalhando Pela Fé

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Por: John Piper

A epístola de Judas começa e termina com palavras muito confortadoras para os crentes. No versículo 1, Judas nos descreve como aqueles que são “chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo”. Os três verbos estão na voz passiva. Enfatizam a ação de Deus. Ele chama, ama e guarda. Somos chamados, amados e guardados. Judas se mostrou bastante zeloso em começar enfatizando a segurança do crente na eleição e no amor preservador da parte de Deus.

No final da epístola, versículo 24, Judas afirmou: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante de sua glória, ao único Deus... glória”. Observe, no versículo 1, somos guardados por Deus em Jesus Cristo; e, no versículo 24, Deus é poderoso para guardar-nos de tropeços. Judas começou e terminou sua epístola assegurando os crentes de que Deus exercita sua onipotência em guardá-los de desviarem-se da fé.

O que devemos responder quando alguém nos perguntar por que estamos tão certos de que permaneceremos firmes na fé até ao fim e de que seremos salvos no Dia do Juízo? Devemos responder o seguinte: “Deus me chamou da incredulidade. Portanto, eu sei que Ele me ama com amor especial e eletivo. Por isso, sei que Ele me guardará de cair. Deus realizará em mim aquilo que é agradável diante dEle mesmo (Hb 13.21) e me apresentará com exultação diante do trono de sua glória”.

Essa é a maneira como Judas começa e termina sua epístola. No entanto, no meio da epístola, Judas demonstra outra preocupação. A sua preocupação não é ajudar os crentes a sentirem-se contentes, e sim a serem vigilantes. Depois de lhes haver mostrado o amor eletivo de Deus, bem como o incomparável poder de Deus em preservar os crentes em segurança, Judas passa a mostrar-lhes o perigo que os cerca, exortando-os a batalhar pela fé.

Versículo 3: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Em outras palavras, a vitória certa da igreja não significa que não temos de lutar para vencer.

O simples fato de que nosso excelente General nos promete vitória nas praias do inimigo não significa que as tropas podem guardar suas armas no navio. A promessa de vitória pressupõe coragem na batalha. Quando Deus promete que sua igreja será protegida de derrotas, o propósito dEle não é que mantenhamos nossa espada na bainha, e sim que lancemos mão da espada do Espírito e olhemos confiantes para Ele, a fim de recebermos forças para vencer a batalha. Sempre que a promessa de segurança da parte de Deus é utilizada para justificar a nossa ausência no campo na batalha, podemos suspeitar que há um traidor entre os nossos soldados.

Conforme podemos observar na epístola de Judas, o procedimento de Deus é proporcionar confiança ao seu povo, a confiança de que a sua fé será vitoriosa ao fim (vv. 1, 24), e, depois, enviá-los para lutar pela fé.

O assunto central do pequeno livro de Judas é o versículo 3. Por isso, desejamos torná-lo o assunto de nossa mensagem: é dever de todo crente genuíno batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Procurarei desenvolver o significado desta doutrina utilizando quatro sentenças.

1. Existe uma fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos.

2. Esta fé é digna de que batalhemos por ela.

3. Esta fé está sendo constantemente ameaçada por elementos de dentro da igreja

4.Todo crente genuíno deve batalhar por esta fé.

1. Existe uma fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Às vezes, a palavra “fé” é utilizada significando o sentimento de confiança em Cristo. Em outras vezes, como acontece nesta passagem, ela foi utilizada significando as verdades em que cremos a respeito dAquele em quem confiamos.

Por um lado, é necessário enfatizar que o cristianismo é basicamente um relacionamento com Jesus, e não um conjunto de idéias sobre a pessoa de Jesus. A razão por que fazemos isso é esta: ninguém será salvo por crer e um conjunto de idéias. O diabo crê na maior parte das verdades do cristianismo. Precisamos enfatizar que, se uma pessoa não tiver uma confiança viva em Jesus, como Salvador e Senhor, toda a ortodoxia do mundo não introduzirá tal pessoa no céu.

Mas, se nossa ênfase no relacionamento pessoal com Jesus nos leva a negar que existe um grupo de verdades essenciais no cristianismo, cometemos um grave erro. Existem verdades sobre Deus, o Senhor Jesus, o homem, a igreja e o mundo que são essenciais à vida do cristianismo. Se tais verdades são corrompidas e distorcidas, o resultado não será apenas idéias erradas e verdades mal aplicadas. A vida íntima de fé não é independente das afirmações doutrinárias da fé. Quando as doutrinas estão corrompidas, o coração se encontra na mesma condição. Existe um corpo de doutrinas que tem de ser preservado.

A maior evidência disso no versículo 3 é a declaração de Judas no sentido de que a fé “uma vez por todas foi entregue aos santos”. Isto significa que ela se propagou a partir dos apóstolos. A fé não foi inventada pela igreja. Foi revelada por Deus aos seus apóstolos e a seus companheiros mais achegados; em seguida, ela foi ensinada às igrejas como “todo o desígnio de Deus” (At 20.27).

Para nós, uma das ex-pressões mais importantes é “uma vez por todas” (v. 3). Agora estamos há quase dois mil anos depois que a fé foi inicialmente entregue à igreja e estamos cercados por milhares de pessoas e seitas que reivindicam ter uma nova palavra de revelação que completa a Palavra de Deus para a humanidade. Maomé ofereceu aos seguidores o Alcorão; Joseph Smith, o seu Livro de Mórmom; Sun Moon, o seu Princípio Divino. E todos os dias vocês encontram pessoas que consideram as tendências intelectuais contemporâneas como um substituto adequado para a Bíblia.

Mas observe com bastante cuidado. Judas ensinou que a fé “uma vez por todas foi entregue aos santos”. A revelação de Deus concernente ao conteúdo doutrinário de nossa fé está completo. A igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (Ef 2.20). Qualquer pessoa que surge e reivindica ter uma nova revelação da parte de Deus, para acrescentá-la à fé que “uma vez por todas foi entregue aos santos”, está agindo contra as Escrituras.

A razão por que temos a Bíblia é que a igreja do terceiro e do quarto século reconheceu que Deus falou “uma vez por todas” nesses escritos. O cânon foi concluído, e todas as reivindicações a respeito da verdade têm de ser avaliadas pelo padrão da fé que “uma vez por todas foi entregue aos santos”.

Quando afirmamos a existência de uma fé que “uma vez por todas foi entregue aos santos”, queremos dizer fé e não “fés”. Em nossos dias, é comum alguém falar sobre diversas teologias no Novo Testamento.

Os eruditos gostam de enfatizar a diversidade de opiniões entre os autores do Novo Testamento e a dificuldade para trazê-los todos a um entendimento coerente da realidade.

Ora, certamente existe alguma diversidade entre um escritor inspirado e outro do Novo Testamento. Mas eu rogo à nova geração de estudiosos que pensem mais e melhor a respeito das implicações de Judas 3: “A fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Embora possa haver diversidade na maneira como entendemos esta fé, a ênfase recai sobre a unidade. Existe uma fé apostólica. Existe um corpo de doutrinas que sustentam uma à outra, chamado “fé”. Não devemos acrescentar ou retirar nada desse corpo de doutrinas. Ele foi uma vez por todas entregue aos santos.

2. Esta fé é digna de que batalhemos por ela. Lemos em Romanos 14 que um crente considera um dia superior aos demais e que outro crente considera iguais todos os dias. Cada crente deve estar convicto em sua própria mente e não menosprezar nem condenar seu irmão. Mas na epístola de Judas somos ensinados a batalhar por aquilo em que cremos.

O que eu posso deduzir é que existe um conjunto de doutrinas digno de que batalhemos por ele, bem como aplicações secundárias dessas doutrinas; e por causa dessas aplicações não devemos contender uns com os outros.

Mas grave isto em sua mente: existe uma verdade digna de que batalhemos por ela. Existe uma verdade digna de morrermos por ela. Isso é muito difícil para a nossa cultura relativista entender. Talvez sejamos capazes de imaginar uma pessoa morrendo por outra; todavia, muitos em nossos dias não consideram qualquer verdade tão preciosa, que eles lutarão ou mesmo morrerão por ela.

Não foi sempre assim. A fé que hoje nutrimos foi preservada para nós à custa do sangue de centenas de reformadores. De 1555 a 1558, a rainha Maria, a católica que reinou na Inglaterra, queimou na fogueira 288 reformadores protestantes — homens como John Rogers, John Hooper, Rowland Taylor, Robert Ferrar, John Bradford, Nicholas Ridley, Hugh Latimer e Thomas Cranmer. E por que eles foram queimados? Porque permaneceram firmes em favor de uma verdade — a verdade de que a presença real do corpo de Jesus não está na eucaristia, e sim no céu, à direita do Pai. Por essa verdade, eles suportaram o agonizante sofrimento de serem queimados vivos.

O sangue dos mártires é um poderoso testemunho de que a fé “uma vez por todas” entregue aos santos é digna de batalharmos por ela. Existe evidência disso no versículo 3. Judas disse que desejava realmente escrever acerca da nossa comum salvação. “Quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé.” Quando a fé está em jogo, nossa salvação também está em jogo. Se a verdade está corrompida, a nossa salvação também está corrompida. Os apóstolos e reformadores se mostraram dispostos a morrer por causa da fé, porque se preocuparam com a preservação da mensagem de salvação — eles se preocuparam com pessoas e com a glória de Deus.

Precisamos obter um sentimento completamente novo da preciosidade da doutrina bíblica. Como igreja, precisamos conhecer a profundidade, a beleza e o valor da verdade doutrinária. Existe uma fé digna de contendermos por ela.

3. Esta fé está sendo constantemente ameaçada por elementos de dentro da igreja. Maria, a sanguinária, confessava ser cristã; ela não era bárbara. Os piores inimigos da doutrina cristã são aqueles que se declaram cristãos e não se apegam à fé que “uma vez por todas foi entregue aos santos”.

Em sua última mensagem aos pastores da igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo os advertiu dizendo: “Depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas, para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20.29-30). Os lobos que pervertem a fé são pessoas que se declaram crentes. São pastores, líderes de igreja, professores de seminários e missionários.

Em sua epístola, Judas apresenta no versículo 4 a razão por que a igreja precisava preparar-se para batalhar pela fé: “Certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”.

Assim, a ameaça à fé está vindo de indivíduos que agora se encontram no meio da igreja. Provavelmente, eles estão dizendo o seguinte: “Se nós somos salvos pela graça, não importa o que somos em nossa vida moral. Na verdade, quando um crente peca, isto serve tão-somente para magnificar a graça de Deus”. Deste modo, eles colocam a graça de Deus em oposição aos mandamentos de Cristo e, na prática, negam o senhorio de Jesus.

Eles têm agido dessa maneira desde o primeiro século. Paulo disse que isso iria acontecer. Judas o viu se realizando, como um cumprimento das predições de Paulo. Nos versículos 17 e 19, Judas afirmou: “Lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito”.

Embora as cartas de Paulo tenham-no feito derramar muitas lágrimas (Fp 3.18), quase todas as cartas abordam assuntos relacionados a lutas que estava travando com pessoas que declaravam ser crentes. Portanto, não devemos ficar surpresos com o fato de que hoje muitas de nossas lutas em favor da fé se realizam com crentes que ensinam e escrevem coisas que (pelo menos do nosso ponto de vista) são contrárias à “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”.

O Novo Testamento ensina com muita clareza que a fé será, por repetidas vezes, ameaçada por pessoas de dentro da igreja.

4. Isso nos leva à admoestação final: todo crente genuíno deve batalhar por esta fé. A epístola de Judas não foi escrita para um pastor, e sim para aqueles que são “chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (v. 1). Por conseguinte, o dever de batalhar pela fé não pertence exclusivamente aos pastores consagrados ao ministério da Palavra, embora eles tenham uma responsabilidade especial. Batalhar pela fé é o dever de todo crente verdadeiro.

Os versículos 21 e 22 nos dizem algo sobre as coisas que nos deveriam preparar para batalharmos pela fé — “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”. E os versículos 22 e 23 nos falam a respeito de maneiras pelas quais podemos envolver-nos nessa batalha.

A melhor coisa que podemos fazer para que sejamos uma igreja eficaz em batalhar pela fé é nos tornarmos uma igreja bem fundamentada na fé — “Edificando-vos na vossa fé santíssima”. Estudem! Meditem! Edifiquem! Cresçam! Há muitas verdades maravilhosas a aprendermos sobre Deus. E a melhor defesa da fé é conhecer tais verdades e amá-las.

A oração é uma parte indispensável do batalhar pela fé — “Orando no Espírito Santo”. A menos que procuremos ter a mentalidade do Espírito Santo, através da oração, não cresceremos em nossa assimilação da fé e seremos soldados fracos.

No que se refere à batalha propriamente dita, Judas instruiu: “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne”.

Pelo menos duas coisas são evidentes nessa instrução: 1) batalhar às vezes envolve um esforço intelectual para que seja mudada a maneira de pensar da outra pessoa — “Compadecei-vos de alguns que estão na dúvida”; 2) batalhar às vezes envolve repreensão moral — “Procurem aqueles que estão atolados no lamaçal onde foram apanhados por idéias perversas e resgatem-nos ao lugar de segurança, mesmo que odeiem o que eles estão fazendo”.

Na realidade, essas coisas andam sempre juntas: um esforço para mudar a maneira de pensar e um empenho para mudar a moralidade. Batalhar pela fé nunca é simplesmente um exercício acadêmico, assim como nunca é apenas um exercício mental; visto que a fonte de todas as falsas doutrinas é o orgulho do coração humano e não a fraqueza de sua mente.

Essa é a razão por que Judas nos exorta a crescer, orar, permanecer no amor de Deus e depender de sua misericórdia, antes de afirmar qualquer coisa sobre a maneira como devemos batalhar pela fé. Viver a fé é o melhor argumento que os crentes têm em favor da fé. Por essa razão, o apóstolo Pedro disse: “Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). A maneira como você luta é tão importante quanto o conteúdo de seus argumentos. Você pode vencer com sua lógica e perder com sua vida.

Em resumo,

1. Existe uma fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

2. Esta fé é digna de que batalhemos por ela.

3. A fé está, por repetidas vezes, sofrendo ameaças vindas da própria igreja, por meio de crentes que professam apenas verbalmente a fé.

4. É dever de todo crente batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

Fonte: [ desiringgod.org ]
via: [ Editora Fiel ]

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