Reformando o Culto

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Por: João Calvino

Com relação à adoração, a próxima acusação dos nossos inimigos, tem a ver com o fato de que, abolindo as observâncias pueris, que só levam à hipocrisia, nós adoramos a Deus de forma mais simples. Que de maneira alguma detratamos a espiritualidade da adoração é atestado pelos fatos. Pelo contrário, tendo a adoração em grande medida se degenerado, nós a restauramos em sua forma primitiva. Vejamos se a ofensa desferida contra nós é justa. Em termos doutrinários, eu sustento que estamos alinhados com os profetas; pois além da idolatria, não havia nada que eles reprovassem mais do que a falsa imaginação de que a adoração a Deus consistia de mera formalidade de ritos. Pois qual era o fundamento das suas declarações? Que Deus não habita e não atribui valor às cerimônias como um fim em si mesmo, mas que observa a fé e a verdade no coração; e que a única finalidade para a qual Ele as ordenou, e as aprovou, é que sirvam apenas de mero exercício da fé, da oração e do louvor. Os escritos de todos os profetas estão repletos deste conceito e não tenho observado que haja outra coisa que os tenha feito se ocupar mais.

Agora, não se pode, sem arrogância, negar que quando os reformadores apareceram, o mundo se encontrava, mais do que nunca, afligido por este tipo de cegueira. Foi então absolutamente necessário instar com os homens, da mesma forma que os profetas fizeram, e arrancar deles como pela força, a arrogância de imaginarem que Deus pudesse ficar satisfeito com estas cerimônias vazias, como crianças que se satisfazem com shows. Havia uma necessidade urgente de uma doutrina espiritual da adoração de Deus. Doutrina essa que se desvanecera das mentes dos homens. Que estas duas coisas foram fielmente realizadas por nós no passado e ainda agora realizamos, tanto nossos escritos, como os sermões claramente o atestam.

Censurando as cerimônias em si, e abolindo grande parte delas, confessamos que há algumas diferenças entre os profetas e nós. Eles censuraram seus compatriotas por confinarem a adoração na exterioridade das cerimônias, mesmo se tratando de cerimônias que foram instituídas por Deus mesmo. Nós rejeitamos que a mesma honra seja dada às invenções frívolas inventadas pelo homem. Eles, enquanto condenavam a superstição, deixaram intocadas as múltiplas cerimônias que agradou a Deus instituir, e que foram úteis e apropriadas para o tempo da tutelado; nosso trabalho tem sido corrigir numerosos ritos, que fazem a adoração, tanto andar de volta ao erro,, como de volta ao abuso, e além do mais ficar completamente fora de tempo. Pois, se quisermos colocar tudo numa tremenda confusão é só perder de vista a distinção entre a velha e a nova dispensação e o fato de que as cerimônias e suas observâncias, que eram úteis debaixo da Lei, agora, no entanto, são não somente supérfluas, como viciosas e absurdas.

Quando Cristo estava ausente e não havia ainda se manifestado, as cerimônias, que eram sombras Dele, nutriam a esperança do Seu advento no coração dos crentes. Mas agora que Sua glória está presente e visível, elas só o obscurecem. E nós vimos o que Deus mesmo fez. Pois estas cerimônias, que ordenou por um tempo, Ele agora as queimou para sempre. Paulo explica a razão: primeiro, desde que o corpo se manifestou em Cristo, o tipo, é claro, foi retirado; e segundo, é que Deus se agradou agora de instruir sua Igreja de forma diferente. (GI 4:5; CI 2: 4-14 e 17) Tendo então, Deus libertado Sua Igreja do fardo imposto a ela, eu pergunto, pode alguma coisa ser mais perverso do que os homens colocarem um novo fardo no lugar do velho? Tendo Deus prescrito certa economia, quão presunçoso seria estabelecer algo contrário e abertamente repudiado por Ele?

Mas o pior de tudo é que apesar de Deus, tão freqüente e severamente proibir todo tipo de adoração prescrita pelo homem, a única adoração prestada a Ele, consistia de invenções humanas.

Baseado em que, então, os nossos Inimigos vociferam que nesta matéria, lançamos a rei igião ao vento? Primeiro, não estendemos um dedo sequer, senão naquilo que Cristo mesmo considerou de nenhum valor, quando declarou que era vã a adoração a Deus pela tradição humana. A coisa poderia ser mais tolerável, se as conseqüências fossem apenas um desperdício de energia dos homens, por exercerem uma adoração sem valor. Mas, o que tenho observado, é que em muitas passagens, Deus proíbe, qualquer nova adoração, não sancionada pela Sua Palavra; desde que ele declara que se sente terrivelmente ofendido com a presunção dos que inventam tais adoração, e ameaça com severa punição. Fica claro então que a reforma que introduzimos era requerida e muito necessária.

Eu não estou desapercebido, de quão difícil é persuadir o mundo de que Deus rejeita e mesmo abomina tudo relacionado à sua adoração, que provém de invenções por parte da razão humana. O engano nessa matéria, deve-se à várias causas; "Todo mundo pensa alto a respeito de si mesmo", como diz velho provérbio. Sendo assim, o que produzimos com nossa própria mente, nos deleita, e além do mais, como Paulo admite, essa adoração fictícia, freqüentemente manifesta alguma aparência de sabedoria (Col 2:23). Então, como na maioria das vezes, se apresenta com um esplendor exterior que enche os olhos e agrada muito mais a nossa carne natural, do que aquela que Deus aprova e requer, e que não tem tanta ostentação. Mas não há nada que cegue tanto o entendimento dos homens e os engana no entendimento desse assunto, do que a hipocrisia. Pois, enquanto é devido ao verdadeiro adorador entregar-se de coração e mente, os homens estão sempre desejando inventar um modo de servir a Deus de forma totalmente diferente daquela que foi descrita, seu objetivo é apresentar a Ele um certo corpo de observâncias, e resguarda a mente para eles próprios. Além do mais, eles imaginam que quando impõem a Ele, uma pompa externa, conseguem, por este artifício, evadirem-se de entregarem-se a si próprio. Esta é a razão, porque se submetem a inumeráveis observâncias, que miseravelmente os fadiga sem medida e sem fim, e os faz preferir escolher vagar em um perpétuo labirinto, do que adorar a Deus, simplesmente, em espírito e verdade.

Fonte: Revista Os Puritanos, Ano XI – nº 02 – Abril/Maio/Junho de 2003. Páginas 22 e 23.
Via: [ Eleitos de Deus ]

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Até que ponto Deus quer que eu cuide do meu corpo físico?

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Por John Piper

P.: Ter uma vida nova em Cristo significa que eu deveria esperar ter, e me esforçar para ter, uma saúde física melhor? Até que ponto Deus quer que eu cuide do meu corpo físico?

Boa pergunta. Ele quer sim que você cuide do seu corpo físico. Alguns textos me vêm à mente.

Um deles é o que diz que nossos corpos são o templo do Espírito santo (1 Coríntios 6). E o contexto ali é o de não entregar seu corpo a uma prostituta. Mas a implicação é que nossos corpos são santos e reverentes.

Isso me impediu de fumar quando era adolescente! Realmente impediu! A instrução de minha mãe: "Filho, seu corpo é o templo do Espírito santo, e obter um câncer de pulmão por causa desse tipo de prazer não é tratar o Espírito Santo corretamente." Isso funcionou para mim! Ainda funciona.

Mas há outro texto que se aproxima ainda mais. Um pouco antes, naquele mesmo capítulo, ele não está lidando com prostitutas; ele está lidando com comida. O slogan em Corinto era (eu imagino que era um slogan em Corinto): "O estômago para a comida e comida para o estômago, e ambos serão destruídos no inferno". Isso está indicado pelo seu estilo docético de viver: "Coma tudo que você quiser. Não importa o que você come." E Paulo disse: "Afirmação verdadeira, mas eu não serei escravizado pelo que quer que seja!" E o contexto ali é comida.

A razão porque as pessoas não têm saúde é porque elas estão escravizadas. Elas estão escravizadas à preguiça e à comida. Assim elas comem demais e se exercitam muito pouco. E elas têm ataques do coração e contraem diabetes. E Deus considera que este é um problema espiritual.

Portanto, nós deveríamos nos esforçar espiritualmente. O que será que Paulo quis dizer quando disse: "eu não me deixarei dominar por nenhuma delas?" Ele quis dizer: "Cristo é meu mestre!"

E um terceiro texto que vem à mente é: "...o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e ..." O quê? "domínio próprio" - egkrateia (Gálatas 5:22-23).

E mais uma vez, predominantemente, o domínio próprio sexual está em vista; mas é a mesma coisa. A expressão "domínio próprio" não é, talvez, a melhor tradução, porque é , na verdade, um trabalho do Espírito santo.

Portanto, devemos lutar contra qualquer coisa que prejudique nossa saúde. Se comer demais nos faz mal, lutemos contra isso por meio do Espírito. Se a preguiça e a falta de exercício nos fazem mal, lutemos contra isso no poder do Espírito Santo. Ou seja, crendo nas promessas de Deus, orando ao Espírito Santo para que Ele venha, enchendo-se de força e coragem e negando a si mesmo.

Cristianismo é abnegação... por uma alegria mais elevada. E eu não desejo que o meu hedonismo cristão signifique que tudo é fácil. Não é. Praticamente nada que valha a pena fazer será fácil, até chegarmos ao céu. Então tudo será fácil.

Ele se preocupa com nossos corpos. Foi Ele que os deu para nós. Ele gostaria que eles fossem saudáveis e que durassem muito tempo, até que decida levá-los.

Fonte: [
Bom Caminho ]
Via: [
Blog dos Eleitos ]
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Pr. Yossef Akiva, a nova "estrela" dos Gideões de Camboriu

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Havendo lançado heresiarcas como Marco Feliciano, e depois de re-introduzir no cenário gospel pentecostal o pastor Gesiel Gomes (hoje apóstolo, e com a unção do cai-cai) o GMHU – Gideoes Missionários da Ultima Hora apostam todas as suas fichas em Yossef Akiva, o judeu cearense:




Detentor de poderes
místicos supra-naturais, o pastor Akiva derruba os crentes no chão enquanto promove adoração aos ícones caducos do judaísmo, como arca da aliança e shophar, coisas que carecem de sentido para o cristão da presente dispensação.

Revelamentos, descalabros e profecias de arrancar o sabiá do toco conformam o repertório deste judeu nordestino, que apesar da barba e da simbologia judaica, se recusa a cortar o bilau, ritual da circuncisão que fora instituído por Jeová como sinal para o povo hebreu. Entre as profecias estranhas do herege fanfarrão, destacamos esta que a Jonara garimpou no ano passado, quando ele ainda se vestia como o Valter Mercado e não tinha tanta barba:




É por estas
e outras que eu insisto em dizer que o congresso dos Gideoes Missionários de Camboriú é um ultraje ao evangelho, uma vergonha para o protestantismo, e suas praxes são muito piores do que aquelas presentes nas seitas pseudocristas, bem como no baixo-espiritismo. Os retetés lá promovidos são bem semelhantes aos movimentos presentes nos terreiros de umbanda, e os chavões proferidos desde o púlpito não passam de psicologização barata e auto-ajuda.

Nos Gideões 2010, por favor: O último que sair, apague a luz e aperte o botão de detonação!

Autor: Leonardo Gonçalves
Fonte: [ Púlpito Cristão ]

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A Assembleia de Westminster e as principais ênfases puritanas

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Os puritanos viveram com grande intensidade o Evangelho. Eles produziram a maior biblioteca teológica da história da igreja. Eram verdadeiros gigantes, tanto na teologia como na vida; tanto no conhecimento como na piedade.

Em 1643, o Parlamento Inglês, em guerra civil com o rei Carlos I, convocou a Assembléia de Westminster, composta por 151 teólogos do mais elevado cabedal teológico e espiritual. Reuniram-se na Abadia de Westminster, em Londres, até 1649. Eles escreveram os postulados doutrinários que deveriam ser ministrados às igrejas. Aquela magna assembléia debruçou sobre os temas mais relevantes da Bíblia e, em clima de profunda oração e fervor espiritual elaborou a Confissão de Fé de Westminster, os Catecismos Breve e Maior, o Diretório de Culto, a Forma de Governo e um Saltério. Esses documentos foram adotados pelas igrejas reformadas de quase todo o mundo. A Confissão de Fé e os Catecismos são os símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil. Esses valiosos documentos são considerados a melhor síntese teológica já produzida na igreja cristã ao longo dos séculos.

A Assembléia realizou 1.163 sessões em 5 anos, 6 meses e 22 dias de reunião. As discussões tinham cunho elevado e alta erudição. Os participantes faziam jejum constantemente, humilhando-se diante de Deus. Tinham profunda reverência pela autoridade suprema das Escrituras. Por isso puderam, sob a iluminação do Espírito Santo, dar às gerações pósteras tão rico legado. Vejamos, agora, as principais ênfases puritanas:

1. Soberania de Deus - A soberania de Deus era fundamentada em três áreas distintas: a) princípio regulador puritano - "a glória de Deus": Eles casavam, trabalhavam, comiam, descansavam, escolhiam sua profissão, pregavam, criavam filhos, educavam, ganhavam dinheiro e investiam, tudo para glória de Deus; b) soberania na salvação - Eles pregavam que a salvação vem de Deus, é realizada e aplicada soberanamente por Deus; c) soberania nos acontecimentos - Tudo está sob o controle e o domínio de Deus. Eles descansavam em sua sábia e bondosa providência.

2. Centralidade da Bíblia - A ênfase puritana na centralidade da Bíblia preparou a igreja para os grandes embates que ela teve de enfrentar mais tarde com o racionalismo de um lado e o experiencialismo místico do outro.

3. Ênfase no Arrependimento, na Conversão e na Santificação - Eles pregavam a necessidade da profunda convicção de pecado, antes da conversão. Para eles, a santidade era a prova da justificação.

4. Vida Teocêntrica - O último conselho de Richard Baxter aos seus paroquianos foi: "Mantenham deleite constante em Deus". Toda a vida é de Deus. Toda vida é sagrada. O puritanismo resgatou um senso de totalidade à vida, em contraste com os mosteiros da Idade Média e com a posição pietista do século XVII.

5. Expectativa do Futuro sem Deixar de Agir no Presente - Eles eram otimistas. Não aplaudiam a desgraça. Não eram omissos. Eram práticos e dinâmicos. "A alma da religião é a parte prática." Fundaram universidades, criaram escolas e cultivaram forte espírito missionário.

6. Família para a Glória de Deus - A finalidade da família é estabelecer o Reino de Cristo em casa. Eles defendiam uma liderança firme, mas amorosa no lar. Os pais primavam para que seus filhos fossem mais filhos de Deus do que seus filhos. Treinavam os filhos por meio do exemplo. Enfatizavam o ensino, o trabalho e a disciplina. Jamais descuidavam do culto doméstico.

7. Vida Cristã Equilibrada - Podemos destacar o equilíbrio dos puritanos em cinco áreas distintas: a) ortodoxia e piedade: mente e coração; estudo profundo e intensa vida de oração; b) teólogos e homens de oração: conheciam as Escrituras e o poder de Deus; c) aceitação e rejeição ao mundo: o mundo é local de serviço a Deus, e lugar que pode desviar as pessoas do caminho eterno; d) aspecto ativo e contemplativo: eram grandes estudiosos, mas não deixavam a prática devocional por intermédio da oração e jejum; e) trabalho e lazer: todo o trabalho honesto é sagrado; ensinavam os filhos desde cedo a trabalhar.

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

Fonte: [ IGEVA ]
Via: [ Batistas Puritanos ]

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O que é apologética?

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1 Pedro 3:15 diz: "Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para oferecer resposta a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor." A palavra grega traduzida como "resposta" é απολογια, que freqüentemente se apresenta no contexto de um tribunal de recurso. Ela transmite a idéia de fornecer evidências, da construção de um caso, respondendo a perguntas, ou a defesa contra ataque. Assim, muitas traduções oferecem a palavra "defesa" em vez de "resposta".

O New Dictionary of Christian Apologetics define a apologética assim: "Apologética é a arte da persuasão, a disciplina que considera as formas de elogiar e defender o Deus vivo para aqueles sem fé." Com uma objeção que se tornará clara à medida que avançamos, eu acho que essa é uma boa definição da apologética. A definição mais simples que eu uso normalmente é: "Apologética é a defesa e a explicação da fé cristã".

Porque a Apologética é Necessária?

Precisamos reconhecer, primeiramente, que a conversão é uma obra de Deus, que é freqüentemente realiza à parte da apologética. A apologética não é necessária para a conversão cristã, nem é necessária para se saber que o cristianismo é verdade.

William Lane Craig escreve: "Como é que um cristão sabe que o cristianismo é verdadeiro?... O testemunho interior do Espírito Santo nos dá uma imediata e [verdadeira] garantia da verdade de nossa fé cristã... tal pessoa não precisa de argumentos complementares ou evidências a fim de saber... com confiança de que ele está, de fato, experimentando o Espírito de Deus... É o testemunho do Espírito de Deus em nosso espírito que nos dá a certeza de que somos filhos de Deus... Quando se trata de saber se a fé é verdadeira, portanto, o cristão não vai dependerá, basicamente, de argumentos e evidências, mas do gracioso testemunho do próprio Deus dado a todos os seus filhos pelo Espírito Santo que neles habita.”

Enquanto o saber de que a nossa fé é verdadeira seja uma obra do Espírito Santo, continuar convencido da verdade do cristianismo é, freqüentemente, o trabalho da apologética. Dr. James Parker no Seminário do Sul compartilha uma conversa que teve com um amigo não-cristão. Em resposta a perguntas, o Dr. Parker partilhou argumentos tradicionais da existência de Deus. Seu amigo então perguntou: "São estes tipos de razões e respostas o real motivo de você ter se tornado um cristão?" Dr. Paulo respondeu: "Não. Elas não têm nada a ver com o fato de me tornar um cristão. Mas têm tudo a ver com o fato de permanecer um cristão." Como criança, Parker acreditava que o cristianismo era verdade, e o abraçou. Ao envelhecer, teve questionamentos e dúvidas. A apologética respondeu a estas questões e dúvidas o que lhe permitiu continuar a ser um cristão seguro e racional.

Muitos cristãos nunca duvidam de sua fé, nunca se perguntam se o que acreditam é verdadeiro. Não precisam de apologética para saber que são cristãos e que o que acreditam que é a verdade. Entretanto, existe uma diferença entre saber que sua fé é real, e ser capaz demonstrar que sua fé é verdadeira. Saber que sua fé é verdadeira é suficiente para ser um membro de pleno direito da família de Deus. A apologética nos leva além do conhecimento, nos leva a sermos capazes de demonstrar a outras pessoas que o cristianismo é verdade.

Traduzido por Reforma&Razão
Via: [ Reforma & Razão ]

Sobre todas as coisas. Uma maravilhosa interpretação de Maria Rita

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Por Renato Vargens

Deus estabeleceu como ordem a graça comum. E que esta é a fonte de toda, cultura, e virtude comum que encontramos entre os homens. Em outras palavras isto significa que Deus em sua infinita graça fez com que o sol nascesse sobre o justo e o injusto, e mandasse chuva sobre o bom e o mau. Entre as bênçãos mais comuns que devem ser atribuídas a esta fonte, podemos enumerar a saúde, a prosperidade material, a inteligência em geral, os talentos para a arte, música, oratória, literatura, arquitetura, comércio, invenções e etc.

A luz desta afirmação assistam por favor este maravilhoso vídeo interpretado por Maria Rita:



Caro leitor, isto posto, eu louvo a Deus pela Graça comum! Meu amigo, não consigo ver deteminadas menifestações musicais ou culturais como satânicas ou malignas, antes pelo contrário, a multiforme manifestação cultural no ser humano, aponta diretamente para um Deus generoso que é absolutamente apaixonado pela arte, música e cultura.

Louvado seja o Senhor pela graça comum!

Fonte: [ Blog do autor ]
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Apologética: uma breve definição

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A Apologética Cristã não é o ataque a pessoas, instituições ou organizações, mas a defesa do evangelho de Cristo, do Seu senhorio, de Sua verdade absoluta e da arquitetura do Seu plano de resgate do homem, estabelecidos por Ele em seus decretos eternos.

Nossa meta é, portanto, combater o engano do qual anteriormente fomos presas, e do qual fomos resgatados não pelos nossos méritos, perspicácia ou sabedoria, mas pela incompreensível manifestação da Sua Graça. E é a plena compreensão disto que nos tira por completo o direito ao ataque a pessoas que hoje se encontram exatamente onde estivemos, ao mesmo tempo em que nos dá o pleno direito ao combate ao engano que as acorrenta e ao qual já fomos anteriormente acorrentados.

A fé cristã é mais que declarações verdadeiras e doutrinas corretas. Se tudo o que fazemos é defender um conjunto de proposições e doutrinas, rapidamente seremos frustrados. A fé cristã precisa ser pessoal, experiencial e transformadora. Nossa vida é a nossa forma mais efetiva e eficaz de apologética.

Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria!

Esta é a nossa meta.

Fonte: [ Reforma & Razão ]

Nota do Bereianos: Recomendo o excelente conteúdo do site Reforma & Razão! Artigos de leitura obrigatória para aqueles que buscam qualificações apologéticas.

RM
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A letra mata e a teologia enterra. Será?

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Por Renato Vargens

Volta e meia eu ouço da boca de algumas pessoas que o crente não deve se preocupar em conhecer ou estudar teologia, mesmo porque, segundo estes a letra mata. Para os que defendem este tipo de pensamento, o estudo sistemático da Bíblia e de suas doutrinas contribuem para a extinção do fogo do Espírito Santo na vida da igreja.

Ora, lamentavelmente essa famosa expressão paulina tem sido quivocadamente utilizada pelos combaterores da teologia. Como comumente acontece no aparecimento de desvios teológicos , usa-se um texto fora do contexto, para justificar distorcidas práticas doutrinárias. Infelizmente a expressão em questão, tirada da segunda epístola de Paulo aos Coríntios, tem sido usada por algumas pessoas que argumentam que não devemos seguir o que está escrito na Bíblia e sim as "revelações" do Espírito de Deus.

"E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?" 2 Co 3:6-8

Caro leitor, ao escrever este texto, Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como podemos ver, o texto ão fundamenta, em qualquer instância, a rejeição de se estudar teologia.

Pois é, um dos problemas mais graves da igreja é a ignorância.

Que Deus tenha misericórdia de sua Grei!

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

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Segundo debate sobre o Homossexualismo no Ratinho com Pr. Silas Malafaia.

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O pastor Silas Malafaia esteve no Programa do Ratinho (SBT) nesta quarta-feira (24/03) e debateu novamente sobre Homossexualismo e a possível aprovação do PL 122/2006. Após discutir o assunto com a autora do projeto, a ex-deputada federal Iara Bernardes, no programa do dia 24 de fevereiro, o grupo GLST (Gays, Lésbicas, Simpatizantes e Transexuais) não achou satisfatória a participação dela como porta-voz dos homossexuais e pediu um direito de resposta; desta vez com a presença do transexual Rosana Star, ex-paquito.

O projeto de lei 122/2006 define como crime qualquer ação, opinião ou crítica que venha a ser interpretada como discriminação ou preconceito quanto ao homossexualismo.

Assista o Vídeo de Silas Malafaia no Ratinho:






Fonte: Gospel Prime / Youtube/ Amigodcristo
Via: [ Ida Gospel ]


Nota do Bereianos: Como já tinha dito no post sobre o debate anterior, não concordo com muitas práticas do Sr. Silas Malafaia, porém mais uma vez ele representou bem neste debate.

RM

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Antinomianismo [Definição]

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NÃO SOMOS LIVRES PARA PECAR
Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele [Cristo] ê justo.
(1 João 3:7)

Antinomianismo, que significa ser "antilei", é um nome aplicável a diversas opiniões que têm negado que a lei de Deus, na Escritura, deve controlar diretamente a vida do cristão.

O antinomianismo dualístico aparece nos gnósticos he­réticos, contra os quais Judas e Pedro escreveram (Jd 4-19; 2 Pe 2). Esta corrente considera que a salvação é somente da alma, e o comportamento do corpo é irrelevante, seja no inte­resse de Deus ou da saúde da alma, de modo que podemos agir dissolutamente sem qualquer implicação negativa.

O antinomianismo centrado no Espírito coloca tal confian­ça na ação inspiradora do Espírito Santo a ponto de rejeitar qualquer necessidade de ensino da lei sobre como viver. A libertação da lei como meio de salvação é admitida para trazer consigo a libertação da lei como guia de conduta. Nos primei­ros 150 anos da Reforma, esta espécie de antinomianismo ameaçava freqüentemente, e a insistência de Paulo de que uma pessoa verdadeiramente espiritual reconhece a autori­dade da Palavra de Deus por meio dos apóstolos de Cristo (1 Co 14:37; cf. 7:40) sugere que a igreja de Corinto, obcecada pelo Espírito, estava sob domínio da mesma obstinação.

O antinomianismo centrado em Cristo argumenta que Deus não vê pecado nos crentes, porque eles estão em Cristo, que cumpriu a lei por eles, e, portanto, o que eles fazem realmente não faz nenhuma diferença, contanto que continuem crendo. Mas 1 João 1:8-21 (explanando 1.7) e 3:4-10 apontam para uma direção diferente, mostrando que não é possível estar em Cristo e, ao mesmo tempo, admitir o pecado como um meio de vida.

O antinomianismo dispensacional sustenta que não é neces­sário, em nível algum, que os cientes guardem a lei moral, considerando que já vivemos sob a dispensação da graça, não da lei. Mas Romanos 3:31 e 1 Coríntios 6:9-11, mostram clara­mente que a observância da lei é uma obrigação contínua dos cristãos. "Não [estou] sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo", diz Paulo (1 Co 9:21).

O antinomianismo dialético, como em Barth e Brunner, nega que a lei bíblica seja mandamento direto de Deus e afir­ma que as declarações imperativas da Bíblia ensejam a Palavra do Espírito, a qual, quando vem, pode ou não corresponder exatamente ao que está escrito. E evidente aqui a inadequabilidade da visão neo-ortodoxa da autoridade bíblica, que explica a inspiração da Escritura em termos da instrumentalidade da Bíblia como canal para os pronunciamentos de Deus a seu povo na atualidade.

O antinomianismo situacionista diz que um motivo e inten­ção do amor é tudo o que Deus requer agora dos cristãos, e os mandamentos do Decálogo e outras partes éticas da Escritura, por mais que sejam atribuídas diretamente a Deus, são meras regras e métodos de amar, regras que o amor pode a qualquer momento rejeitar. Porém Romanos 13:8-10, texto ao qual esta visão recorre, ensina que, sem o amor como motivo, estes mandamentos específicos não podem ser cumpridos. Vem à tona, mais uma vez, uma visão inaceitavelmente fraca da Escritura.

Deve ser ressaltado que a lei moral, cristalizada no Decálogo e reiterada no ensino ético de ambos os Testamentos, é uma lei coerente, dada para ser um código de prática para o povo de Deus em todas as épocas. Além disto, o arrependimento significa a decisão de, doravante, buscar a ajuda de Deus ao guardar essa lei. O Espírito é dado para capacitar a obediência à lei e tornar-nos cada vez mais semelhantes a Cristo, o arquétipo cumpridor da lei (Mt 5:17). Esta observância da lei é de fato, o cumprimento de nossa natureza humana, e a Escritura não oferece nenhuma esperança de salvação para qualquer um que, seja qual for sua profissão de fé, não procura mudar do pecado para a justiça (1 Co 6:9-11; Ap 21:8).

J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa – Pgs. 169-170
Via: [ Reforma & Razão ]

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