Horóscolo Gospel... dá para acreditar?

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Acreditem, vejam a que ponto chegaram alguns líderes de igreja. Um sr. chamado "apóstolo" contemporâneo diz que recebeu uma "visão" de Deus para o ano de 2008, um verdadeiro "horóscopo"! fiz um breve comentário em cor verde abaixo de cada tópico,vejam:



Estamos encerrando um ano extraordinário. O ano de 2007 nos trouxe profecias poderosas do Senhor com um cumprimento cabal e surpreendente. Isto nos prepara para um fim do ano glorioso”, e antecipa um 2008 maravilhoso para o Corpo de Cristo na terra. Esta guia Profética não será a única direção do Espírito para o novo ano que se aproxima, mas sim será um indicativo direcional para que eu e você possa antecipadamente conhecer o caminho por onde o Senhor se moverá, para que fluas com ele até uma vitória plena. Amém.


2. O ano de 2008 será chamado o ano de Mestre profético.

a. A revelação que o Senhor enviará à Sua casa, será liberada através de “Mestres” do Espírito Santo: eles emergirão como um poderoso sinal apostólico dos tempos do fim.

b. A Palavra do Senhor será trazida ao seu povo pelos seus Mestres com uma grande contundência e poder de transformação. O plano que está reservado será extraordinariamente ungido e libertador. Prepare-se para uma PODEROSA ONDA DE MILAGRES CRIATIVOS através e meio da exposição da Palavra.


Refutação: (Ano de "mestre profético" ? Mestre do Espírito Santo? De onde surgiu estes dois dons? Cadê a base Bíblica para esta afirmação? Olha o perigo sendo "emergido"! O texto acima diz que "a palavra do Senhor será trazida ao seu povo pelos seus Mestres"!!! Ou seja, a Bíblia já não é mais suficiente para o Cristão, precisamos agora de um "mestre no Espirito Santo" para estar revelando e entregando a palavra, igualmente como os profetas do Antigo Testamento. Imagina o que seria "onda de milagres criativos" operados por estes "mestres do Espitiro Santo"... hum... sei...tá me cheirando a mais uma tática de manipulação. O véu foi rasgado, todos nós temos acesso a Graça de Deus através de Jesus, todos nós somos sacerdotes do Senhor. Basta a Palavra de Deus como revelação! )



3. O ano de 2008 será chamado do ano da Consolidação do mover apostólico e profético.

a. Começa os quatro anos anunciados pelo Senhor, para consolidar no mundo O MOVER APOSTÓLICO E PROFÉTICO DO ESPÍRITO SANTO.

b. O Rio Profético aumentará seu caudal nas nações de maneira impressionante. Jovens serão ativados para profetizar nas nações de maneira surpreendente.

c. Prepare-se para ver emergir com grande poder e influência, profetas jovens, escolas e Companhias de profetas. O profético subirá de nível.

d. O Rio apostólico aumentará seu caudal. Apóstolos genuínos jovens surgirão nas nações através de “Pais apostólicos”; eles serão sinal de Avivamento Mundial que se aproxima.


Refutação: (Ano da consolidação do mover apostólico? Pais apostólicos??? Que eu saiba os pais apostólicos foram os 12 escolhidos por JESUS, os mesmos que fundamentaram a Igreja. Lá vem de novo a onda do "mover dos apóstolos contemporâneos". Daqui a pouco, como já disse acima, alguém vai aparecer com mais alguma revelação escrita para acrescentar à Bíblia, pois a mesma já não é mais suficiente para este povo. Será que realmente existem apóstolos nos dias de hoje??? Será que ainda precisamos de "profetas" nos dias de hoje??? Será que a Bíblia já não é suficiente para nós??? Clique aqui e veja o artigo sobre os apóstolos contemporâneos!)



5. O ano 2008 será chamado O ANO DAS NOVAS OPORTUNIDADES.

a. O Senhor estende a mão à todos os que fracassaram no passado e lhes dá uma nova força e unção, para alcançar seus sonhos e seus chamados nesta hora. O passado ficará no passado e no esquecimento; Deus estende “o cetro de autoridade para vencerem 2008 ”.

b. De fato, este ano de 2008 será ANO DE GRANDES SURPRESAS DO SENHOR.

c. Eu profetizo sobre você, que Deus o surpreenderá cada dia de 2008. Ele se moverá trazendo salvação a sua casa, milagres a sua família e prosperidade incompreensível; à sua vida e ministério. Aleluia!

d. Este ano de 2008 será O ANO DE CONVERSÕES EXTRAORDINÁRIAS. Personagens do mundo de esporte, política, da arte, do mundo comercial serão alcançados com o “Poder do Evangelho”. Aleluia!



Refutação: (Ano das novas oportunidades... não brinca? Ainda bem que teremos novas oportunidades, pois já pensou se todo ano que começa não seria "novo"? Logo, não teríamos realmente novas oportunidades. Ainda bem que todo ano que se começa temos novas oportunidades para viver nossas vidas, pois coisas novas acontecerão no nosso futuro...rs... Mais uma "profetada" do óbvio... assim é fácil ser profeta.)



11. O ano 2008 será conhecido como o ANO DE TRANSIÇÃO.


a. Igrejas pastorais entrarão no caminho até o apostólico. O processo começa.

b. Ministros não apostólicos entrarão na Senda do Profético e do Apostólico. O processo começa.

c. Empresas serão guiadas pelo Espírito até a “Avenida Empresarial Apostólica”. O processo começa.

d. Os apóstolos serão guiados até o caminho da Maturidade e da Paternidade Espiritual e Ministerial. O processo apenas começa.



Refutação: ( a - Infelizmente muitas denominações estão se "rendendo" a este modismo dos apóstolos e profetas contemporâneos. b - Já estamos vendo alguns líderes famosos se "rendendo" a este modismo. c - Avenida empresarial apostólica??? De onde saiu isso??? d - Hum, paternidade espiritual? Paternidade Ministerial? Pelo que estamos testemunhando, o que acontece realmente é um verdadeiro domínio e controle espiritual e ministerial destes chamados "apóstolos contemporâneos", os "ungidos super crentes". Quem for contra as visões e palavras dos mesmos, na visão deles, estão excluídos da igreja e não serão salvos. )



13. O ano 2008 será um ANO PARA PASSAR A UM NOVO NÍVEL NA GUERRA ESPIRITUAL TERRITORIAL.

a. Este será o ANO DE PODER APOSTÓLICO.

b. Um ano de batalhas através do poder do decreto. Virão grandes vitórias.

c. Será o ano de juízo do inimigo pelo exercício do decreto, e da legalidade de Deus nos apóstolos e profetas.

d. Grandes derrotas são armadas a Satanás.

Maldições e decretos de gerações e territoriais serão quebradas pela Igreja que usará o Poder do Decreto Apostólico”contra os seus adversários.



Refutação: ( a - Ano do poder apostólico? Os caras pensam mesmo que são iguais aos apóstolos da igreja primitiva! E este tipo de "poder apostólico" os coloca (na cabeça deles) como portadores de uma "unção especial" diferenciada dos demais membros do corpo de Cristo. São os "privilegiados" da igreja! Um absurdo! Que eu saiba o Corpo de Cristo é orgânico, e o cabeça é Cristo! Todos nós somos iguais perante Deus. b - Poder do Decreto? Seria um "super poder especial" destes apóstolos contemporâneos? Se for assim é fácil demais, vamos decretar e vai acontecer, não importa a vontade de Deus neste caso, e sim o "poder da palavra decretada, proferida"! Francamente... é menospresar demais o Poder de Deus! c - Avenida empresarial apostólica??? De onde saiu isso??? E outra: Ano do juízo do inimigo? Os caras estão já anunciando para 2008 o "ano" do juízo de Deus contra o maligno descrito em Apocalipse!!! Mais um indício para desconfiar destas "visões apostólicas contemporâneas". d - Hum, paternidade espiritual? Paternidade Ministerial? Pelo que estamos testemunhando, o que acontece realmente é um verdadeiro domínio e controle espiritual e ministerial destes chamados "apóstolos contemporâneos pai-póstolos", os "ungidos super crentes". Quem for contra as visões e palavras dos mesmos, na visão deles, estão excluídos da igreja e não serão salvos. )


Fonte "apostólica contemporânea":
http://www.shekinah.org.br/index2.php?cod_tela=23&cod_idioma=9



Após esta análise deste verdadeiro "horóscopo gospel", faço as seguintes perguntas para refletirmos:

"O Cânone da Escritura é fechado?". O Cânone, a palavra Cânone, significa a prova, o modelo, aquilo que realmente acreditamos que seja a Palavra de Deus. Acredito que esses sessenta e seis livros são a Bíblia, a Palavra de Deus. Acredito que cada livro, cada palavra, é inspirada pelo Espírito Santo. A questão é: "Isso é o Cânone completo da Escritura?".


De posse da premissa de que a Bíblia é a palavra de Deus e que o cânone da Escritura está fechado, quero agora colocar duas questões:

Primeira questão: Que promessa Jesus Cristo fez aos apóstolos? Prometeu conduzi-los para toda a verdade? Prometeu trazer todas as coisas para sua recordação? Foi-nos dito que a fé foi uma vez e para sempre entregue aos santos? Essas coisas são assim? É isso que Ele prometeu aos apóstolos, conduzi-los para toda a verdade? A fé foi efetivamente entregue aos santos? SIM!!!

Logo, isso nos conduz à segunda questão: Os apóstolos estão mortos?

Se Jesus prometeu conduzir os apóstolos para toda a verdade, se Ele prometeu trazer-lhes à recordação todas as coisas, se Ele prometeu que a fé seria entregue de uma vez para sempre aos santos, e todos os apóstolos estão mortos, então Ele já deve ter feito isso. Já nos conduziu a toda a verdade!!!

Conseqüentemente, hoje não existe profecia (revelação nova), muito menos apóstolos. Mas há a iluminação do Espírito Santo para abrir nossas mentes para entendermos a Palavra de Deus.


"Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo" 2 Co 11:13

"Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mateus 7:15

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1

Observações finais: Estamos preparando um artigo completo para refutar teologicamente esta onda de "apóstolos e profetas contemporâneos". Aguardem...

Está Amarrado Em Nome de Jesus!

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Autor: Pr Isaltino Gomes Coelho Filho

Tenho ouvido e lido muito a frase “Está amarrado em nome de Jesus!”. E me indago: “De onde saiu esta idéia?”.

Cada vez mais as pessoas ouvem conceitos e os repetem sem análise. Um grupo de pastores não batistas me convidou para lhes falar sobre pregação, numa manhã. Lá fui.

Discutiram depois sobre o aniversário da sua cidade e decidiram pedir ao Prefeito uma oportunidade para os evangélicos na ocasião. Solicitariam que todo o trânsito fosse parado, cessada toda a movimentação, e fariam uma oração, amarrando Satanás naquela cidade e declarando-a possessão do Senhor Jesus. Afinal, a palavra tem poder e a vitória devia ser declarada. Foi um alarido de concordância geral. Como visitante, timidamente, fiz uma pergunta a um deles: “Depois que vocês declararem Satanás amarrado nesta cidade e a declararem como sendo do Senhor Jesus, isso acontecerá realmente?”. “Sim!”, respondeu-me ele, titubeando. “Não haverá mais crimes, nem roubos, nem prostituição, nem drogas na cidade? Vocês podem afirmar isso?”, retornei. Foi constrangedor. Como não podia afirmar, o colega preferiu me achar incrédulo e pensar que tinham feito um mau negócio convidando um preletor batista tradicional. Foi uma saída melhor do que pensar. Aliás, pensar é problemático. Repetir chavão da moda é bem melhor.

Amarra-se Satanás com uma frase? Quem disse isto? Qual a base bíblica para esta declaração tão revolucionária? Porque, se verdadeira for esta interpretação, podemos amarrá-lo para sempre! Adeus, penitenciárias, crimes, pecados! Traremos o céu para a terra com uma simples declaração! Nem o próprio Jesus fez isso!

Tal idéia deve vir de Mateus 12.29 e Marcos 3.27 (deixo de lado Apocalipse 20.2 cuja análise não comporta aqui). Os dois textos tratam do mesmo evento. Lucas 11.17-23 também narra o episódio, mas omite a declaração de Mateus e Marcos: “amarrar o valente”. Convenhamos: a base é muito precária para estabelecer uma doutrina e uma prática tão revolucionárias.

Jesus havia feito uma série de curas, conforme Marcos. A que mais impressiona Mateus é a do endemoninhado cego e mudo. Era o cúmulo da desgraça: não ver e não falar, além de ter demônios. Jesus o curou. Atônitos, sem ter o que dizer, os fariseus o acusaram de agir por Belzebu, divindade cananéia, cujo nome significa “Baal, o príncipe”. Esta definição do nome Belzebu fica bem clara em Marcos 3.22. Para os fariseus, Jesus não estava agindo nem mesmo por um demônio conhecido, mas por divindades estrangeiras.

A resposta de Jesus, como sempre, é admirável. Se ele estivesse mancomunado com Satanás ou Belzebu (uma “divindade” pagã, para ele, é demoníaca) seria um caso de guerra civil. Satanás estaria contra Satanás. Seria uma casa dividida e uma casa dividida não subsiste. Mas ele veio pelo Espírito de Deus e com ele irrompeu o reino de Deus (Mateus 12.28). Jesus entrou num mundo dominado pelo maligno (1 João 5.19) e estabeleceu seu reino. Ele veio para libertar os oprimidos do Diabo (Atos 10.38) e destruir as obras de Satanás (1 João 3.8). Veio ao terreno dominado pelo inimigo, adentrou seus domínios e abalou seu poder. Isso é como entrar na casa do valente, amarrá-lo e tomar seus bens.

Para alguns comentaristas, os bens são as pessoas dominadas por ele. Broadus pensa que se refira aos demônios dirigidos por ele e sobre quem Jesus mostrava poder. Talvez os contornos da declaração de Jesus não sejam relevantes. Parece-me haver aqui uma metáfora de um só sentido, em que as particularidades não contam. O que importa é isto: há um homem forte que tem bens. É Satanás. Um mais forte que ele, Jesus, invade seus domínios e o vence. A vitória de Jesus no deserto (Mateus 4.1-10) mostra sua superioridade sobre Satanás.

É aqui que surge a expressão “amarrar o valente” (Mateus 12.29 e Marcos 3.27). Jesus fez isso. Ele limitou o poder de Satanás. Mas atenção: em lugar algum a Bíblia diz que os crentes amarram Satanás. Isso foi obra de Jesus ao irromper na história com seu reino, abalando o poder do inimigo. Crentes não amarram Satanás. A Bíblia não traz um versículo sequer dizendo que com uma simples declaração conseguimos esta proeza. É muito simplismo e pretensão de algumas pessoas presumirem que suas palavras amarram Satanás.

Levanto algumas considerações para pensarem:

1a) Por que o amarram em cada culto? Ou fica amarrado para sempre ou alguém o solta! Quem o solta depois que ele é amarrado?

2a) Se ele está amarrado, quem está agindo? É impossível deixar de reconhecer que ele está solto, agindo neste mundo.

3a) Jesus estava sendo literal? Devemos tomar a expressão como algo literal e dar-lhe um sentido universal, aplicável a todos os crentes, num sentido que Jesus não deu? Ou estava usando uma linguagem em figura para dizer que não tinha ligação alguma com Satanás, que eram adversários e que ele tinha vindo para destruir o Maligno? O próprio Jesus, que veio para amarrá-lo, foi tentado por ele (Mateus 4.1-10 e 16.23). Paulo nos adverte que é contra ele e seus asseclas que temos que lutar (Efésios 6.12). E nos aconselha a nos aparelharmos para a luta (Efésios 6.13-18). O quadro é de luta e não deste simplismo de deixar o inimigo amarrado com uma palavra.

4a) Qual a base bíblica para esta afirmação? É isto que não consigo entender: como práticas que resvalam para doutrina são estabelecidas em nosso meio, apenas com tintura bíblica, mas sem embasamento? Afinal, Paulo nos aconselha a lutarmos contra ele, em vez de amarrá-lo. Tiago 4.8 e 1 Pedro 5.9nos aconselham a resistirmos ao Diabo, em vez de amarrá-lo. Por que a Bíblia não deixa bem claro, se é possível isso, que o amarremos com uma frase de efeito?

5a) Não será uma estratégia do próprio inimigo disseminar em nosso meio a idéia de sua fraqueza e que é fácil vencê-lo? Não será seu interesse que os crentes pensem que uma frase feita o impeça de agir e assim nos descuidemos de nossa vigilância?

Sugeri certa vez, numa comissão doutrinária, que um semestre de Doutrina do Espírito Santo fosse incluído no currículo teológico. A terceira pessoa da Trindade ainda é pouco estudada em nosso meio, por isso tantos desvios doutrinários envolvendo-a. Creio que precisamos estudar também sobre o Diabo. Na realidade, precisamos estudar mais séria e criteriosamente a Bíblia. Fugir das novidades e “grifes” evangélicas que pululam aqui e acolá, das “descobertas” de cada dia, obra de pessoas que diariamente “redescobrem” o evangelho que jamais alguém viu em dois mil anos de cristianismo, e firmar-nos na doutrina equilibrada da Palavra de Deus. Amarremos o espírito novidadeiro, o espírito ateniense (Atos 17.21) que há em alguns (por favor, “espírito”, aqui, é linguagem figurada). Isso será bom. Haverá um pouco mais de paz doutrinária no meio das igrejas. Em outras palavras: dá pra parar de inventar?

Autor: Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho


O Engano da Teologia da Restituição e do direito do crente!

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Restitui! Eu quero de volta o que é meu!
Por: Bispo José Ildo Swartele de Mello


Esta frase extraída de uma canção “evangélica” me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. E quão diferente não foi a atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai com o coração quebrantado, humilde, e nada reivindica, pois, agora, está consciente de não possuir direito algum diante do pai. Observe que ele nem mesmo se sente digno de ser tratado como filho. Ele confessa o seu pecado e passa a contar apenas com a misericórdia do pai.

Nem o Filho Pródigo e nem Jó em seus momentos de angústia cataram ou clamaram algo parecido com: “restitui, eu quero de volta o que é meu”. Quando Jó perdeu tudo, ele exclamou: “O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor”. Jó, mesmo sendo considerado uma pessoa justa, sabia que tudo na vida era uma dádiva e que nada era dele por direito. Não considerava nada como sendo realmente seu, pois sabia que tudo pertencia ao Senhor.

Pensando bem, se o salário do pecado é a morte, então, o que os pecadores teriam de fato por “direito” seria a morte. Por isto, o profeta Jeremias diz que as misericórdias do Senhor são o motivo de não termos sido consumidos (Lm 3:22). E diz mais ainda em 3.39: “Do que se queixa o ser vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados”.

Clamar a Deus: “Restitui! Eu quero de volta o que é meu!” soa tão arrogante quanto a oração do fariseu que se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que tal prece foi ignorada por Deus, enquanto a humilde oração de arrependimento do publicano pecador achou graça aos olhos de Deus (Lc 18.14). Pois sabemos que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4:6). É neste sentido que as crianças nos servem como modelo, não por sua inocência, mas por sua incompetência. As crianças estão de mãos vazias, não têm passado e não possuem uma folha de serviços prestados para apresentar como base de suas pretensões e reivindicações de direitos. Elas são pobres de espírito.

Como crianças se tornaram o Profeta Isaías que, consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de seus próprios méritos, clamou por misericórdia, dizendo: “Aí de Mim…” (Is 6); João Batista que disse não ser digno de desatar as sandálias de Cristo (Jo 1.27), o centurião, que disse não ser digno de que Cristo entrasse em sua casa (Mt 8.8), o publicano que quando orava, “não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18:13); o Filho Pródigo, que disse não ser digno de ser chamado de filho (Lc 15.19), o cego de Jericó, que mendigava e clamava por misericórdia (Lc 18.35s); a mulher sírio fenícia, que não se sentia digna de comer à mesa dos filhos, mas que se satisfaria com as migalhas que caíssem da mesa do Senhor (Mt 7.26s); Pedro, que prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador (Lucas 5:8); Paulo que disse ser o maior dos pecadores e indigno de ser chamado Apóstolo (1Co 15.9); e tantos quantos reconhecerem sua indignidade, sua incompetência, sua inadequação, e, pobres de espírito e desprovidos de qualquer pretensão e noção de direito, se apresentaram de mãos vazias diante de Deus esperando por sua misericórdia e graça.

Jesus disse aos líderes religiosos dos judeus que estavam confiantes em sua noção de direito decorrente do fato de serem descendentes de Abraão: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Lc 3:8). Não devemos, portanto, nos apresentar diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito. Tal idéia é um atentado ao Evangelho da Graça. Graça é dádiva imerecida. Portanto, não temos direito a nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de sua amorosa graça. Aprendamos, portanto, a orar com o Profeta Daniel: “não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias” (Dn 9:18).

Vemos nesta canção também um outro vento novo de doutrina, que está sendo denominada, teologia da restituição. Baseado em Joel 2.25, está sendo ensinado que tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.” Mas o próprio versículo deixa claro que este exército de gafanhotos não foi enviado pelo Diabo, mas, sim, por Deus, com intuito de disciplinar, corrigir e ensinar seu povo.

Outro problema também é atribuirmos ao diabo os nossos infortúnios e nos esquivarmos de nossa responsabilidade pessoal. É interessante notar que, diante deste quadro, o profeta Joel não conclama o povo a um clamor de restituição, mas, sim, a um clamor de arrependimento (2.12-15). Corações quebrantados, contritos e humildes nunca são rejeitados por Deus: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17; Ver também: Is 57.15 e 2 Cr 7.14).

Quando Deus promete restituir, isto se deve a sua misericórdia e graça e não a qualquer espécie de obrigação, pois Deus nada deve ao ser humano, mas somos nós quem lhe devemos tudo. Pois “quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.35,36).


Fonte:
Estudo Preparado pelo Bispo José Ildo Swartele de Mello

Igreja Metodista Livre

Silas Malafaia está confuso!!!


Olá irmãos. Antes de tudo, gostaria de deixar claro que não questiono a vida com Deus e o ministério de Silas Mafalaia na sua íntegra, conheço algumas pregações do mesmo que são uma benção, porém, como bons bereianos que somos, temos que analisar tudo para ver se está de acordo com a palavra de Deus. (At 17:11, Ts 5:21)

Nossa regra de fé e prática é a Biblia, e tudo que escutamos e vemos temos que verificar se está de acordo com a mesma.

Portanto, gostaria de estar colocando algo para alertar a todos.

O Pastor Silas Malafaia, ultimamente vem mudando algumas posturas que realmente nos deixa muito preocupados. Segue abaixo as provas desta mudança sobre dois assuntos de extrema importância:



1º: Sobre G12

Postura antiga contra o G12:





Agora, a "nova postura" de Silas Malafaia:



Terra Nova e Malafaia, pela unidade do Reino, fazem Congresso em Brasília

Em primeira mão para o site do MIR, o Apóstolo Terra Nova dá entrevista sobre seu encontro com o Pastor Silas Malafaia. Resultado de jejum e oração, esse encontro é um marco para uma mudança no Brasil, em 2008, e prova que Deus começou a mover os céus da Nação. Durante a conversa, falaram sobre assuntos como vida pessoal, Visão Celular e diferenças ministeriais, acertaram pendências e provaram, mais uma vez, que Jesus Cristo sempre prevalece

Ap. Terra Nova

No dia 19 de Abril de 2000, fiz uma oração em público, em Porto Seguro, quando o assunto polêmico sobre a Visão fervilhava nos arraiais da Nação. Claro que o meu temperamento domado ajudou muito a evitar uma colisão e eu orei com mais de 5000 líderes naquele dia, e pedi a Deus uma mudança radical daquela fala e daquele sentimento que estava sendo lançado sobre nós, e o Brasil é testemunha que eu pedi a aproximação de Silas na Visão. Ora, eu sou representante da Visão, eu sou um dos líderes principais da Visão no Brasil, e, justamente em 2008, quando sinalizamos todos os cumprimentos da nossa profecia, Deus provoca este encontro. O mundo espiritual é extremamente organizado e tudo ao tempo do Senhor é formoso e perfeito. Acredito que fechou um ciclo e abriu-se um novo, e este tempo novo só vai saber ler quem se deixou ser alfabetizado para este novo momento.

Fonte: http://www.mir12.com.br (Site Oficial de René Terra Nova)


2º: Sobre Teologia da Prosperidade

Veja neste vídeo o antes e o depois de Silas Malafaia sobre esta questão:




Portanto, cuidado povo de Deus! Que o Senhor nos livre
dos lobos travestidos de Pastores "apóstolos"...
dos líderes que são levados por todo vento de doutrinas!


Abuso Espiritual - Cuidado!

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Data de Fundação: O abuso espiritual é tão antigo quanto as falsas religiões.

Organização Estrutural: O abuso espiritual pode ocorrer em qualquer organização estrutural, mas as estruturas mais autoritárias são ainda mais suscetíveis ao abuso espiritual sistemático.

Definição: Abuso espiritual é o uso impróprio de qualquer posição de poder, liderança, ou influência para satisfazer os desejos egoístas de um líder. Às vezes o abuso se origina em posições doutrinárias. Às vezes ele ocorre porque os interesses pessoais de um líder, ainda que legítimos, sejam satisfeitos de maneira ilegítima. Sistemas religiosos espiritualmente abusivos são comumente descritos como legalistas, controladores mentais, religiosamente viciadores, e autoritários.

Características Comuns:

1. Autoritarismo: A característica mais evidente de um sistema religioso abusivo, ou de um líder abusivo, é a ênfase excessiva em sua autoridade. Normalmente o grupo se diz ter sido estabelecido diretamente por Deus, e, portanto, seus líderes se consideram como tendo o direito de comandar seus seguidores.

Tal autoridade, supostamente, é derivada da posição que ocupam. Em Mateus 23:1–2 Jesus disse que “na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus”, uma posição de autoridade espiritual. Ainda que outros termos sejam usados, essa posição, nos grupos abusivos, é de poder, e não de autoridade moral. Àqueles que se submetem incondicionalmente, são prometidas bênçãos espirituais. A eles é dito que devem se submeter completamente, sem o direito de questionar os líderes; se os líderes estiverem errados, isso é problema deles com Deus, e Deus ainda assim abençoará àqueles que se submetem incondicionalmente.

2. Aparência Externa: O sistema religioso abusivo procura sempre manter uma aparência de santidade. A história do grupo ou organização quase sempre é distorcida para se dar a impressão de que ela tem um relacionamento especial com Deus. Os julgamentos incorretos e as índoles duvidosas de seus líderes são negados ou encobertos para que sua autoridade não seja questionada, e para manter as aparências. Padrões legalistas de pensamento e comportamento, impossíveis de serem mantidos, são impostos aos membros. Seu fracasso em manter tais padrões é usado como constante lembrete de que eles são inferiores aos líderes, e portanto devem se submeter a eles. Religião abusiva é, essencialmente, legalismo.

A religião abusiva também é paranóica. Apenas uma imagem positiva do grupo é apresentada àqueles que não fazem parte dele, porque a verdade sobre o sistema religioso abusivo seria obviamente rejeitada se fosse conhecida. Isso é justificado com base na alegação de que pessoas “mundanas” não entenderiam a religião, e portanto, eles não têm o direito de saber. Isso leva com que membros escondam das pessoas que não são membros algumas doutrinas, regras, e procedimentos internos do grupo. Principalmente os líderes, normalmente, mantêm segredos que não divulgam a suas congregações. Esse sigilo está baseado na desconfiança geral dos outros, porque o sistema é falso e não pode resistir a escrutínios.

3. Proibição de Críticas: O sistema religioso, por não ser baseado na verdade, não pode permitir questionamentos, dissensões, ou discussões aberta sobre questões. A pessoa que questiona se torna o próprio problema, ao invés da questão que ela levantou. As resoluções sobre qualquer questão vêm diretamente do topo da hierarquia. Qualquer tipo de questionamento é considerado como desafio à autoridade. O pensamento autônomo é desencorajado, sob a alegação de que ele leva à dúvida, que por sua vez é vista como sendo falta de fé em Deus e em seus líderes ungidos. Desse modo, os seguidores procuram controlar seus próprios pensamentos, por medo de que possam estar questionando Deus.

4. Perfeccionismo: Todas as bênçãos, nos sistemas abusivos, vêm através da desempenho próprio. O fracasso é seriamente condenado, e portanto a única alternativa é a perfeição. O membro, enquanto crer que esteja tendo sucesso em manter os requeridos padrões, normalmente exibe orgulho, elitismo, e arrogância. Entretanto, quando os tropeços e fracassos inevitavelmente ocorrem, o membro muitas vezes naufraga na fé. Aqueles que fracassam nos seus esforços são vistos como apóstatas, fracos, e são normalmente descartados pelo sistema.

5. Desequilíbrio: Os grupos abusivos têm de se distinguir de todos os outros grupos religiosos para que possam alegar serem únicos e especiais para Deus. Isso normalmente é feito através de uma ênfase exagerada em posições doutrinárias menos centrais (como por exemplo, profecias sobre os últimos dias), ou através de legalismo extremo, ou uso de métodos peculiares de interpretação bíblica. Dessa forma, suas conclusões e crenças peculiares são exibidas como prova de que são únicos e especiais para Deus.

Algumas Respostas Bíblicas

Existem vários exemplos de abuso espiritual na Bíblia. No livro de Ezequiel, por exemplo, Deus descreve e condena os “pastores de Israel” que apascentam a si mesmos e não as ovelhas, que não cuidam das doentes, desgarradas e perdidas, mas dominam sobre elas com rigor e dureza (Ez. 34:1–10). Jesus reagiu com indignação contra os cambistas no Templo, que exploravam os fiéis (Mt. 21:12–13; Mc. 11:15–18; Lc. 19:45–47; Jo. 2:13–16), e também contra aqueles que se importavam mais com suas próprias interpretações da Lei do que com o sofrimento humano (Mc. 3:1–5). Em Mateus 23, Jesus nos dá uma importante descrição dos líderes espirituais abusivos. Em Gálatas, Paulo argumenta contra aqueles que queriam impor um cristianismo legalista, subvertendo a mensagem do evangelho. Existem muitos outros exemplos na Bíblia.

Jesus Cristo era Deus encarnado, a segunda Pessoa da Trindade, o Criador do universo. Ele, obviamente, tem a mais alta e soberana autoridade espiritual. Ainda assim, Jesus não usou essa autoridade para subjugar seus discípulos; ele não abusou de sua autoridade para colocá-los sob o jugo de regras e regulamentos legalistas. Ao contrário, ele disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt. 11:28–30).

Nem tampouco Jesus procurava manter as aparências externas. Ele comia com publicanos e pecadores (Mt. 9:10–13). Aos fariseus legalistas, Jesus aplicou as palavras de Isaías: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mt. 15:9). Ele condenou sua atitude: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” (Mt. 23:27–28).

Jesus não era paranóico como os líderes abusivos. Seu ministério era transparente ao publico (Jo.18:19–21). Ele não tinha nada a esconder. Jesus não só criticou os líderes religiosos por suas doutrinas errôneas (Mt. 15:1–9; 23:1–39; etc.), mas também, quando criticado, ele não os silenciou, mas deu-lhes respostas bíblicas e racionais às suas objeções (e.g., Lc. 5:29–35; 7:36–47; Mt. 19:3–9).

Jesus, ainda que ensinasse a Lei perfeita de Deus, colocava as necessidades legítimas das pessoas acima de regras ou regulamentos legalistas (Mt.12:1–13; Mc. 2:23–3:5). Ainda que nenhum ser humano seja absolutamente perfeito nessa vida (1 Jo. 1:8), podemos saber que já temos vida eterna (1 Jo. 5:10–13; Jo. 5:24; 6:37–40; Rm. 8:1–2).

Os fariseus eram um exemplo de líderes espirituais abusivos: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt. 23:23).

Efeitos do Abuso Espiritual

O abuso espiritual tem um efeito devastador na vida das pessoas. Elas normalmente depositam um alto grau de confiança em seus líderes, os quais deveriam honrar e guardar tal confiança. Quando essa confiança é traída, a ferida que se abre é muito grande, até mesmo a ponto da pessoa nunca mais poder confiar em líderes espirituais novamente, mesmo que eles sejam legítimos.

Uma situação análoga pode ser vista nas vítimas de incesto, que apresentam sintomas emocionais e psicológicos muito parecidos com os vistos naqueles que são abusados espiritualmente. O principal sintoma é a incapacidade que desenvolvem em se relacionarem normalmente com pessoas que representem ou tenha alguma associação mental com a fonte de sua dor emocional.

Além de desenvolverem medo e desilusão com relação a líderes religiosos, as vítimas de abuso espiritual muitas vezes têm dificuldade em confiar em Deus. Eles se perguntam, “como é que Deus pode ter permitido que isso acontecesse comigo? Tudo o que eu queria era amá-lo e servi-lo!” Muitas vezes, essas pessoas desenvolvem grande rancor. A raiva, por si própria, não é necessariamente pecado, pois até mesmo Deus se ira contra a injustiça (veja acima). Entretanto, se esse rancor não for progressivamente eliminado, ele pode estabelecer raízes de amargura e incredulidade com relação a tudo que seja espiritual.

Recuperando-se do Abuso Espiritual

Para que haja uma recuperação dos males causados pelo abuso espiritual, é preciso que a vítima entenda o que aconteceu, por que aconteceu, e como aconteceu. Ela também precisa entender que ela não é a única pessoa vitimada por esse tipo de abuso. Ela deve procurar grupos de apoio, e ser contínua e pacientemente ensinada sobre a graça de Deus. Os grupos de apoio são necessários não só para que a vítima seja ministrada pelo grupo, mas também para que ela possa usar sua experiência para ministrar a outras vítimas, o que é essencial para a sua recuperação.

A vítima também deve procurar eventualmente perdoar os que a abusaram. Normalmente alguns anos são necessários para que uma vítima de abuso espiritual possa ser totalmente restaurada.

Traduzido e adaptado com a permissao de Watchman Fellowship, Inc.
Tradução e adaptação: Marcelo Parga de Souza
Fonte: http://www.agirbrasil.org

Para saber mais sobre abusos espirituais de falsos líderes manipuladores, clique aqui e veja a matéria completa sobre o tema. Altamente recomendado!
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Entrevista João Alexandre - Audio!

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Entrevista com João Alexandre onde o mesmo comenta sobre seu último trabalho e a certa polêmica causada pela música "É proibido pensar". Vejam, vale a pena:

Obs.: Esta gravação foi feita em uma rádio secular, por isso no decorrer da mesma toca algumas músicas seculares. Portanto, examinai tudo, retenha o que é bom, ok?

Vendendo Jesus como um produto!

Chegamos ao mais fundo do cúmulo do absurdo! Estão vendendo Jesus como um produto! Teologia da prosperidade para variar. Vejam este vídeo absurdo! O mesmo é dos EUA, porém se fizermos um paralelo com o Brasil veremos que muitos já estão seguindo pelo mesmo caminho.






Veja abaixo como estes falsos pregadores da teologia da prosperidade pregam e enganam a muitos:






Agora neste video abaixo,veja como estes "mentores" da teologia da prosperidade tem influenciado alguns no Brasil:






“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mateus 7:15

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus." 2 Co 2:17

Óleo de unção em Spray...ops... spray?

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Acreditem meus amigos!

Mais comércio Gospel... Vou comentar o mesmo (em verde), vejam esta matéria abaixo:

"O Aroma Gospel é uma empresa que nasceu com um sonho de ter produtos de ótima qualidade e excelência para atender ao público evangélico. Nesta entrevista a Bispa Ana Almeida, SNT do Rio de Janeiro, descreve como surgiu a idéia, ao lado das sócias: pastora Alda Célia e Neuzi Pantera, do lançamento deste óleo abençoado e também explica que uma das primeiras providências da nova empresa é criar um aroma (spray) que irá perfumar todas as igrejas Sara Nossa Terra do Brasil e exterior.

A idéia

Quando a pastora Alda Célia voltou de Israel, ano passado, o que mais me impressionou foi que estávamos buscando um óleo que tivesse boa qualidade, um ótimo aroma e que acreditamos que representasse a unção. Ela trouxe um óleo de ótima qualidade e tivemos todo o cuidado nos detalhes, como por exemplo em fazer uma embalagem bonita e prática através do spray. É uma coisa prática para que a pessoa ficasse com aquele aroma lembrando da unção.

(aroma gospel? vix... este aroma seria um óleo abençoado de boa qualidade em spray, aquele mesmo que é utilizado para "ungir" as pessoas nas igrejas. É mole? Já não bastava a utilização do óleo de maneira mística, agora inventaram o spray! vai uma burrifada aí?)


Mercado Evangélico

Porque não consumir produtos que saibamos da procedência debaixo de todos os conceitos bíblicos? E também a empresa nasce onde colocamos Deus como nosso sócio, ou seja, 10% da empresa pertence a Ele. Nosso sonho é ser uma empresa modelo e as pessoas verão que é possível ter um negócio cumprindo todas as leis e ser abençoado.

(Como é????? Colocar Deus como sócio do negócio??? Poxa, um "sócio" com somente 10% de parte da empresa??? Que eu saiba tudo pertence ao Senhor, pois ele é o criador de tudo e de todos. Agora dar somente 10% para o sócio, ainda que o mesmo seja nosso Deus? A que ponto chegou o abuso!)


Aroma Sara Nossa Terra

Nossa primeira providência agora será trabalhar em cima do aroma que irá perfumar as igrejas. Já que a Sara Nossa Terra está com este projeto de padronizar o visual, vamos trabalhar em cima de um spray que possa ser colocado no ambiente. Como todos estão gostando do cheiro da mirra, pois é forte e ao mesmo tempo suave, estamos pensando em tornar o cheiro da mirra a nossa essência. E todos que entrarem na Sara Nossa Terra irão sentir o cheiro da unção.

(Spray para ambiente... em outras palavras, "bom ar" gospel... essa tem que rir!)


Conceito de adoração

Quando montamos a empresa estávamos pensando em que produzir, pois a Alda tem uma abrangência muito grande no Brasil. Queríamos divulgar um produto que não deixasse de trazer um conceito de adoração. Inaugurar a empresa com este óleo teve um significado muito grande para nós. Pois estamos em busca desta unção de adoração e as pessoas irão poder ficar com aquele cheirinho gostoso.

( "Conceito de adoração" através do "óleo em spray"????? Em que sentido um óleo em spray poderá nos levar a "adorar a Deus"????)

Fonte: Site Oficial Sara Nossa Terra



Resumindo... mais um modismo que inventaram para o "povo gospel" através de distorções Bíblicas.

Cuidado povo de Deus!!!

Deus procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Não será um óleo em spray que irá leva-lo a uma adoração verdadeira com o Pai ou qualquer outro fetiche, mas sim seu coração voltado para uma vida baseada na Palavra de Deus.

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." Jo 4:23-24

Pregações Bìblicas Parte 1

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Olá irmãos. Estive meditando na Palavra sobre este Blog, e me veio a responsabilidade de estar postando também algumas mensagens Bíblicas para que possamos nos edificar também neste espaço. Se você quiser colaborar com alguma mensagem, envie-nos um email com o link da mesma: Email Bereianos

Segue abaixo algumas mensagens do Pastor Neil Barreto que, na minha opinião é um exemplo de pregador da Palavra de Deus. Então, momento de edificação para os Bereianos, aproveitem estas belíssimas mensagens. Examine as mesmas e retenha o que é bom, ok?



A Dinâmica da Dor.

A Dor como expressão de amor a Deus.

A Igreja Despersonalizada.

A Um Passo da Queda.

Aprendendo a Lidar com as Perdas.

A Dinâmica do Amor de Deus Jo3

Aprendendo com Tomé Jo20

Ansiedade e pecado Fp4

A verdadeira espiritualidade At5

Buscando Jesus em Vão Jo6

Conquistando o favor de Deus Mt15

Aprenda a dizer não Dn1

Convertei-vos At2

Deus nos conhece intimamente Mt17

Descanso e alívio - Direito em Cristo Mt11

Considerai Vosso Caminho Ag1

Deus X Lógicas Humanas Ec7

Não se Antecipe a Deus Gn 16

Jesus e as Carências Humanas Mc6

O Fracasso da Vitória Jz11

O Pão da Vida Jo6

O sofrimento que não se explica Jó22

Há Morte na Panela 2Rs4

Fabricando a própria forca Et5

O Que Pode me Dar Esperança Lm3

Vencendo a Inconstância Sl42

Orgulho do Evangelho, não da religião Rm1

Toma a tua Cruz Mt 16

Vai para tua Casa Mc5

Superando o dia mau Ef6

Um homem quase salvo Lc18

Tudo É Vaidade Ec1

Transcender Ir Além At16

Possibilidades e livramento Sl7

O Verdadeiro Amigo Mc2


Desabafo de um professor de Teologia

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(20-01-08) Obs.: Autor do texto abaixo: Dr. Carlos Eduardo Calvani - Professor de teologia e coordenador do Centro de Estudos Anglicanos, em Londrina (PR)

Sou um professor de Teologia em crise. Não com minha fé ou com minhas convicções, mas com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como Professor em Seminários Evangélicos presbiterianos, batistas, da Assembléia de Deus e interdenominacionais desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos três anos.

No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em Seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.

Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: "não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério". Trata-se do mais típico caso de "certeza da vocação" adquirida na ignorância.

E, invariavelmente, esses são os alunos que mais transpiram preguiça intelectual.

A grande maioria dos novos vocacionados chega aos Seminários influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam "levitas". Outros, dizem que estão ali porque são vocacionados a serem "apóstolos".

Ultimamente qualquer pessoa que canta ou toca algum instrumento na igreja, se auto-denomina "levita". Tento fazê-los compreender que os levitas, na antiga aliança, não apenas cantavam e tocavam instrumentos no Templo, como também cuidavam da higiene e limpeza do altar dos sacrifícios (afinal, muito sangue era derramado várias vezes por dia), além de constituírem até mesmo uma espécie de "força policial" para manter a ordem nas celebrações. Porém, hoje em dia, para os "novos levitas" basta saber tocar três acordes e fazer algumas coreografias aeróbicas durante o louvor para se sentirem com autoridade até mesmo para mudar a ordem dos cultos.

Outros há, que se auto-intitulam "apóstolos". Dentro de alguns dias teremos também "anjos", "arcanjos", "querubins" e "serafins". No dia em que inventarem o ministério de "semi-deus" já não precisaremos mais sequer da Bíblia.

Nunca pensei que fosse escrever isso, pois as pessoas que me conhecem geralmente me chamam de "progressista". Entretanto, ultimamente, ando é muito conservador. Na verdade, "saudosista" ou "nostálgico" seriam expressões melhores.

Tenho saudades de um tempo em que havia um encadeamento lógico nos cultos evangélicos, em que os cânticos e hinos estavam distribuídos equilibradamente na ordem do culto.

Atualmente os chamados "momentos de louvor" mais se assemelham a shows ensurdecedores ou de um sentimentalismo meloso.

Pior: sobrepujam em tempo e importância a centralidade da Palavra e da Ceia nas Igrejas Protestantes. Muitas pessoas vão à Igreja muito mais por causa do "louvor" do que para ouvir a Palavra que regenera, orienta e exige de nós obediência. Dias atrás, na semana da Páscoa comentei com um grupo de alunos a respeito da liturgia das "sete palavras da cruz" que seria celebrada em minha Igreja na 6a feira. Alguns manifestaram desejo de participar. Eu os avisei então que se tratava de uma liturgia que dura, em média, uma hora e meia, durante a qual não é cantado nenhum hino (pelo menos na tradição de minha Igreja - Anglicana), mas onde lemos as Escrituras, oramos e meditamos nas sete palavras pronunciadas por Cristo durante a crucificação. Ao saberem disso, um deles disse: "se não houver música, não há culto".

Creio que, em parte, isso é reflexo da cultura pop, da influência da "Geração MTV", incapaz de perceber que Deus pode ser encontrado também na contemplação, meditação e no silêncio. Percebo também que alguns colegas pastores de outras igrejas freqüentemente manifestam a sensação de sentirem-se tolhidos e pressionados pelos diversos grupos de louvor. O mercado gospel cresceu muito em nosso país e, além de enriquecer os "artistas" e insuflar seus egos, passou a determinar até mesmo a "identidade" das igrejas evangélicas. Houve tempo em que um presbiteriano ou um batista sabiam dar razão de suas crenças.

Atualmente, tudo parece estar se diluindo numa massa disforme. Trata-se da "xuxização" ("todo mundo batendo palma agora... todo mundo tá feliz ? tá feliz!") do mundo evangélico, liderada pelos "levitas" que aprisionam ideologicamente os ministros da Palavra. O apóstolo Paulo dizia que a Palavra não está aprisionada. Mas, em nossos dias, os ministros da Palavra, estão cativos da cultura gospel.

Tenho a impressão de que isso tudo é, em parte, reflexo de um antigo problema: O relacionamento do mundo evangélico com a cultura chamada "secular". Amedrontados com as muitas opções que o "mundo" oferece, os pais preferem ter os filhos constantemente sob a mira dos olhos aos domingos, ainda que isso implique em modificar a identidade das Igrejas. E os pastores, reféns que são dos dízimos de onde retiram seus salários, rendem-se às conveniências, no estilo dos sacerdotes do Antigo Testamento.

Um aluno disse-me que, no dia em que os evangélicos tomarem o poder no Brasil acabarão com o carnaval, as "folias de rei", os cinemas, bares, danceterias etc. Assusta-me o fato de que o desenvolvimento dessa sub-cultura "gospel" torne o mundo evangélico tão guetizado que, se um dia, realmente os evangélicos tomarem o poder na sociedade, venham a desenvolver uma espécie de "Talibã evangélico". Tal como as estátuas do Buda no Afeganistão, o "Cristo Redentor" estará com os dias contados.

Esses jovens que passam o dia ouvindo rádios gospel e lendo textos de duvidosa qualidade teológica, de repente vêm nos Seminários uma grande oportunidade de ascensão profissional e buscam em massa os seminários. Nunca houve tanta afluência de jovens nos seminários como nos últimos anos.

Em um seminário em que trabalhei (de outra denominação), os colegas diziam que a Igreja, em breve teria problemas, pois o crescimento da Igreja não era proporcional ao número de jovens que todos os anos saíam dos Seminários como bacharéis em teologia, aptos para o exercício do ministério.

A preocupação dos colegas era: onde colocar todos esses novos pastores?

Na minha ingenuidade, sugeri que seria uma grande oportunidade missionária: enviá-los para iniciarem novas comunidades em zonas rurais e na periferia das cidades. Foi então que um colega, bastante sábio, retrucou: "Eles não querem. Recusam-se! Querem as Igrejas grandes, já formadas e estabelecidas, sem problemas financeiros".

De fato, percebi que alguns realmente se mostravam decepcionados ao saberem que teriam que começar seu ministério em um lugar pequeno, numa comunidade pobre, fazendo cultos nos lares, cantando às vezes "à capella" e sem o apoio dos amplificadores e mesas-de-som.

Na maioria dos Seminários hoje, os alunos sabem o nome de todas as bandas gospel, mas não sabem quem foi Wesley, Lutero ou Calvino.

Talvez até já tenham ouvido falar desses nomes, mas são para eles, como que personagens de um passado sem-importância e sobre o qual não vale a pena ler ou estudar.

Talvez por isso eu e outros colegas professores nos sintamos hoje em dia como que "falando para as paredes". Nem dá gosto mais preparar uma aula decente, pois na maioria das vezes temos sempre que "voltar aos rudimentos da fé" e dar aos vocacionados o leite que não recebem nas Igrejas. Várias vezes me vi tendo que mudar o rumo das aulas preparadas para falar de assuntos que antes discutíamos nas Escolas Dominicais. Não sei se isso acontece em todos os Seminários, mas em muitos lugares, o conteúdo e a profundidade dos temas discutidos pouco difere das aulas que ministrávamos na Escola Dominical para neófitos.

Sei que muitos que lerem esse desabafo, não concordarão em nada com o que eu disse. Mas não é a esses que me dirijo, e sim aos saudosistas como eu, nostálgicos de um tempo em que o cristianismo evangélico no Brasil era realmente referencial de uma religiosidade saudável, equilibrada e madura e em que a Palavra lida e proclamada valia muito mais que o último CD da moda.

Dr. Carlos Eduardo Calvani

Professor de teologia e coordenador do Centro de Estudos Anglicanos, em Londrina (PR)