A bondade e a severidade de Deus

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Por Loraine Boettner


Uma pesquisa sobre a queda e os seus desdobramentos é um trabalho humilhante. Prova ao homem que todas as suas alegações de bondade são infundadas, e mostra-lhe que sua única esperança está na soberana graça de Deus Todo-Poderoso. A "graciosamente restaurada habilidade" de que os Arminianos falam não é consistente com os fatos. As Sagradas Escrituras, a história e a experiência Cristã se nenhuma forma avalizam tal como sendo uma visão favorável da condição moral do homem como o sistema Arminiano ensina. Ao contrário, cada um deles nos proporciona um quadro pessimista de uma corrupção horrível e de uma inclinação universal para o mal, a qual somente pode ser ultrapassada pela intervenção da divina graça. O sistema Calvinista ensina uma queda muito mais profunda no pecado e uma muito mais gloriosa manifestação da graça redentora. Dessas profundezas o Cristão é levado a desprezar-se a si mesmo, largando-se incondicionalmente nos braços de Deus, e permanecer na graça imerecida, somente a qual pode salva-lo.

Nós deveríamos ver a piedade de Deus e também a Sua severidade nas esferas espiritual e física. Em toda a Bíblia, e especialmente nas palavras do próprio Cristo, os tormentos finais dos maus são descritos de tal maneira a mostrar-nos que são indescritivelmente horríveis. No Evangelho de Mateus somente, vemos nas passagens 5:29,30; 7:19; 10:28; 11:21-24; 13:30,41,42,49,50; 18:8,9,34; 21:41; 24:51; 25:12,30,41; e 26:24. Certamente uma doutrina que recebeu tal ênfase dos lábios de Cristo, Ele mesmo, não pode passar em silêncio, embora tão desagradável que possa ser. No próximo mundo os perversos, com todas as barreiras removidas, mergulharão de cabeça no pecado, na blasfêmia e nas ofensas a Deus, piorando e piorando enquanto afundam cada vez mais no buraco. Castigo sem fim é a recompensa de pecado sem fim. Mais ainda, a glória de Deus é tanta enquanto Ele castiga o perverso, como é quando Ele recompensa o justo. Muito da negligente indiferença para com o Cristianismo nos nossos dias é devida à falha dos ministros Cristãos em enfatizar estas doutrinas que Cristo ensinou tão repetidamente.

No âmbito físico nós vemos a severidade de Deus em guerras, fome, enchentes, desastres, doenças, sofrimentos, mortes, e crimes de toda espécie que avassalam tanto justos como injustos da mesma forma. Tudo isso existe num mundo que está sob o completo controle de Deus, que é infinito nas Suas perfeições.

"Considera pois a bondade e a severidade de Deus..." [Romanos 11:22]. O Naturalismo não faz justiça a nenhum desses. O Arminianismo magnifica o primeiro, mas nega o segundo. O Calvinismo é o único sistema que faz justiça a ambos. Somente este sistema adequadamente estabelece os fatos com relação ao eterno e infinito amor de Deus, que O levou a propiciar redenção para o Seu povo, mesmo com o grande custo de mandar o Seu Filho unigênito para morrer numa cruz; e também com relação ao terrível abismo que existe entre o homem pecador e o Deus santo. É verdade que "Deus é Amor", mas juntamente com esta verdade também há que ser colocada outra, que "...o nosso Deus é um fogo consumidor" [Hebreus 12:29]. Qualquer sistema teológico que omita ou que não enfatize alguma dessas verdades será um sistema mutilado, não importa o quão plausível ele possa soar aos homens.

Esta doutrina da Depravação Total (Incapacidade Total) do homem é terrivelmente pesada, severa, proibitiva. Mas deve ser lembrado que nós não temos a liberdade para desenvolver um sistema teológico que satisfaça a nossa vontade. Devemos considerar os fatos como os encontramos. Tais exibições do verdadeiro estado da raça humana são, é claro, geralmente ofensivas ao homem não regenerado, e muitos têm tentado encontrar um sistema de doutrinas que seja mais agradável á mente popular. O estado do homem caído é tal que ele prontamente dá ouvidos a qualquer teoria que faça-o mesmo que parcialmente independente de Deus; ele deseja ser o mestre do seu destino e o capitão da sua alma. O estado de perdição e de ruína do pecador precisa ser constantemente mostrado a ele; pois até que a ele seja feito sentir tal estado, ele nunca buscará ajuda, onde somente tal ajuda pode ser encontrada. Pobre homem! Verdadeiramente carnal e com a alma sob o jugo do pecado, não somente sem nenhum poder mas também sem inclinação para mover-se na direção de Deus; e o que é ainda mais terrível, numa presunção real, blasfemosamente rival do Grande Jeová.

Esta doutrina da Depravação Total (Incapacidade Total), ou do Pecado Original, foi tratada com alguma extensão, de maneira a estabelecer a base fundamental sobre a qual se encontra a doutrina da Predestinação. Este lado do quadro é negro, na realidade muito negra; mas o suplemento é a glória de Deus na redenção. Cada uma dessas verdades deve ser vista na sua verdadeira luz, antes que a outra possa ser verdadeira e adequadamente apreciada.

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Fonte: A doutrina reformada da predestinação, Loraine Boettner. p. 55-57.
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A Presciência de Deus

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Por Loraine Boettner


A objeção Arminiana contra a predestinação também igualmente vai de encontro à presciência de Deus. O que Deus sabe e conhece antecipadamente deve, na própria natureza do caso, ser tão fixo e certo como o que seja pré-ordenado; e se a pré ordenação for inconsistente com o livre arbítrio do homem, assim também o será a presciência de Deus (e vice e versa). Pré-ordenação resulta em eventos certos, enquanto presciência pressupõe que eles sejam certos.

Mas, se os eventos futuros são pré-conhecidos por Deus, eles não podem, qualquer que seja a possibilidade, ocorrer de forma diversa do Seu conhecimento. Se o curso dos eventos futuros é pré-sabido, a história seguirá um curso que é tão definitivo e certo quanto uma locomotiva que se desloca pelos trilhos entre uma cidade e outra. A doutrina Arminiana, por rejeitar a predestinação, rejeita também a base teísta da presciência. O senso comum nos diz que nenhum evento pode ser previamente conhecido a menos que por alguma maneira, seja física ou mental, tenha sido predeterminado. Nossa escolha quanto ao que determina a certeza de eventos futuros afunila-se então em duas alternativas - a pré-ordenação do sábio e misericordioso Pai celeste; ou a obra do acaso, físico e cego.

Os "Socinianos" e Unitarianos, enquanto não tão evangélicos como os Arminianos, são neste ponto mais consistentes, pois após rejeitar a predestinação de Deus, eles também negam que Ele possa conhecer antecipadamente os atos de agentes livres. Eles sustentam que, na própria natureza do caso, pode ser antecipadamente sabido como a pessoa agirá, até que chegue a hora e que a escolha seja feita. Esta visão é claro transforma as profecias das Escrituras - na melhor das hipóteses – em adivinhações e palpites perigosos, irresponsáveis, abusivos e obsoletos; e destrói a visão cristã da inspiração das escrituras. É um ponto de vista que nunca foi aceito por nenhuma igreja Cristã reconhecida. Alguns dos "Socinianos" e Unitarianos têm sido intrépidos o bastante para reconhecer que a razão que os levou a negar certa presciência de Deus quanto aos atos futuros dos homens, é que se assim fosse admitido, seria impossível refutar a teoria Calvinista da Predestinação.
         
Muitos Arminianos sentiram a força deste argumento, e enquanto não tenham seguido os Unitarianos na negação da presciência de Deus, deixaram claro que tranqüilamente o negariam, se assim pudessem ou se atrevessem. Alguns falaram depreciativamente da doutrina da presciência sugerindo que, em sua opinião, era de pouca importância se alguém cresse ou não. Alguns foram mais longe, ao ponto de afirmar claramente que os homens melhor fariam rejeitando a presciência do que admitir a Predestinação. Outros sugeriram que Deus pode voluntariamente negligenciar o conhecimento de alguns dos atos dos homens de maneira a deixá-los livres; mas isso é claro destrói a onisciência de Deus. Ainda outros sugeriram que a onisciência de Deus pode implicar somente que Ele sabe todas as coisas, se Ele assim escolher, justamente como a Sua onipotência implica que ele pode todas as coisas, caso Ele assim opte. Mas a comparação não é sustentável, pois aqueles certos atos [dos homens] não são meras possibilidades, mas sim realidades, embora ainda futura; e imputar ignorância daqueles aspectos a Deus é negar-Lhe o atributo da onisciência. Esta explicação resultaria no absurdo de uma onisciência que não é onisciente.

Quando confrontado com o argumento da presciência de Deus, o Arminiano admite que eventos futuros estão certos ou fixos. Mas quando lhe é apresentada a questão do livre arbítrio, ele tende a desejar manter que os atos livres são incertos e em última instância dependentes da escolha da pessoa - o que é uma posição plenamente inconstante. Um ponto de vista que sustente que os atos livres de homens sejam incertos, sacrifica a soberania de Deus de modo a preservar a liberdade dos homens. Além do mais, se os atos livres são eles próprios incertos, Deus precisa então esperar até que o evento tenha ocorrido antes de fazer os Seus planos. Na tentativa de converter uma alma, seria esperado que Ele agisse da mesma maneira que se diz sobre Napoleão ao marchar para batalha - com três ou quatro planos diferentes em mente, de modo que se o primeiro falhasse, ele poderia sua estratégia para o segundo, e se aquele falhasse, ele moveria sua tática para o terceiro e assim por diante – um ponto de vista que é no geral inconsistente com a verdadeira visão de Sua natureza. Ele então ignoraria muito do futuro e estaria ganhando diariamente vastas quantidades de conhecimento. Seu governo do mundo também, naquele caso, seria muito incerto e mutável, dependente quanto fosse da conduta imprevista dos homens.

Negar a Deus as perfeições da presciência e da imutabilidade é representá-Lo como um ser desapontado e infeliz, que é frequentemente colocado em cheque e derrotado por Suas criaturas. Mas quem pode realmente crer que na presença do homem o Grande Jeová deva permanecer sentado, questionando "O que ele fará?" Ainda a menos que o Arminianismo negue a presciência de Deus, ficará sem defesa ante a lógica consistência do Calvinismo; pois a presciência implica em certeza e certeza implica em predestinação.

Falando através do profeta Isaías, o Senhor disse: “... que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade;” [Isaías 46.10]. “... de longe entendes o meu pensamento escreveu o salmista [Salmo 139:2]. E Deus, que conhece os corações,...” [Atos 15:8] E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” [Hebreus 4.13]

Muito da dificuldade relacionada com a doutrina da Predestinação é devido ao caráter finito de nossa mente, que pode somente captar poucos detalhes de cada vez, e que entende somente uma parte das relações entre os mesmos. Nós somos criaturas de tempo, e frequentemente falhamos ao levar em consideração o fato de que Deus não é limitado como somos. O que se nos aparece como "passado... presente", e "futuro" é tudo "presente" para a Sua mente. É um eterno "agora". Ele é o “... Alto e o Excelso, que habita na eternidade...” [Isaías 57:15]. “... mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite.” [Salmo 90:4]. Isto posto, os eventos que vemos passar no tempo são somente os eventos que ele apontou e determinou ante Si mesmo desde a eternidade. O tempo é uma propriedade da criação finita e é objetivo para Deus. Ele está acima do tempo e vê o tempo, mas não está condicionado pelo tempo. Ele também é independente de espaço, que é outra propriedade da criação finita. Da mesma forma que Ele vê num relance a estrada que liga Barretos a São Paulo, enquanto nós somente vemos uma pequena porção da mesma à medida que por ela trafegamos; também Ele pode ver todos os eventos na história, passado presente e futuro num relance. Quando nos damos conta de que o processo completo da história está perante Ele num eterno "agora", e que Ele é o Criador de toda a existência finita, a doutrina da Predestinação passa no mínimo a ser uma doutrina "mais fácil".

Nas eras eternas antes da criação não poderia haver nenhuma certeza quanto aos eventos futuros a menos que Deus tenha formado um decreto neste sentido. Eventos passam da categoria de coisas que podem ou não ser, para a de coisas que deverão certamente ser, ou de possibilidade para realização, somente quando Deus emite um decreto para tal efeito. Esta "certeza" ou "fixação" não poderia haver tido suas bases em qualquer lugar fora da mente Divina, pois na eternidade nada mais existe. Diz o Dr R. L. Dabney: "A única maneira pela qual um objeto pode por qualquer possibilidade passar da visão de Deus do possível para o Sua presciência do real, é pelo Seu próprio propósito de assim proceder, ou intencionalmente e propositadamente permitir que assim se processe através de algum outro agente que Ele expressa e propositadamente tenha permitido vir a existir. Isto é claro. Um efeito concebido em poder somente vem a tornar-se real pela virtude de causa ou causas eficientes. Se os efeitos são previstos na infinita presciência de Deus, os quais serão produzidos por outros agentes, ainda, em determinando a existência desses outros agentes, com infinita presciência, Deus virtualmente determinou à existência, ou ao propósito, todos os efeitos dos quais eles seriam eficientes."

E para o mesmo efeito o teólogo Batista, Dr. A. B. Strong, que por vários anos foi Presidente e Professor no Seminário Teológico Rochester, escreve: "Na eternidade não poderia ter havido nenhuma causa para a futura existência do universo, fora do próprio Deus, desde que nenhum ser existiu senão o próprio Deus. Na eternidade Deus anteviu que a criação do mundo e a Instituição de suas leis resultariam na história real, mesmo aos detalhes mais insignificantes. Mas Deus decretou criar e instituir aquelas leis. E em assim fazendo Ele necessariamente decretou tudo o que estava por vir. Em suma, Deus certamente anteviu os eventos futuros do universo, porque Ele tinha decretado a criação dos mesmos; mas esta determinação em criar envolveu também a determinação de todos os resultados reais da criação; ou em outras palavras, Deus decretou também os resultados."

Presciência não deve ser confundida com predeterminação (predestinação). Presciência pressupõe predeterminação, mas não é em si própria predeterminação. As ações de agentes livres não terão lugar porque eles são previstos, mas eles são previstos porque são certos de ocorrerem. Assim Strong diz, "Logicamente, embora não cronologicamente, decretos ocorrem antes da presciência. Quando eu digo, 'Eu sei o que farei,' é evidente que já determinei, e que o meu conhecimento não precede determinação, mas vem após ela e é baseado nela."

Desde que a presciência de Deus é completa, Ele conhece o destino de cada pessoa, e não meramente antes que tal pessoa tenha tomado sua decisão na vida, mas desde a eternidade. E desde que Ele conhece seus destinos antes que eles tenham sido criados, e então prossiga criando-os, é fato que os salvos e os perdidos da mesma forma completem o Seu plano para eles; pois se Ele não planejasse que alguns em particular se perderiam, Ele poderia pelo menos refrear-se de criá-los.

Concluímos, então, que a doutrina Cristã da presciência de Deus prova também a sua predestinação. Uma vez que tais eventos são pré-sabidos, eles são coisas fixas e estabelecidas; e nada pode haver fixado-os e estabelecido-os, exceto o bom prazer de Deus, - a grande primeira causa, - livremente e imutavelmente pré ordenando o que quer que venha a acontecer. Toda a dificuldade reside no fato de serem certos (pré-sabidos, preordenados) os atos dos agentes livres; mas ainda a certeza é requerida para a presciência tanto quanto para a pré-ordenação. Os argumentos Arminianos, se válidos, desaprovariam ambas, a presciência e a pré-ordenação. E desde que eles provam demais, nós concluímos que eles não provam nada.

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Fonte: A doutrina reformada da predestinação, Loraine Boettner. p. 29-32
Originalmente postado no Monergismo
Tradução livre: Eli Daniel da Silva
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Deus tem um plano

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Por Loraine Boettner

É impensável que um Deus de sabedoria e poder infinitos criasse um mundo sem um plano definido para aquele mundo. E porque Deus é assim infinito Seu plano deve extender-se a cada detalhe da existência do mundo. Se nós pudéssemos enxergar o mundo em todas as suas relações, passado, presente, e futuro, veríamos que segue um curso pré-determinado com precisão exata. Entre as coisas criadas, podemos procurar onde quisermos, tanto quanto o microscópio e o telescópio possibilitam nossos olhos a ver, encontramos organização em todo lugar. Grandes formas resolvem-se em partes, e estas partes, por sua vez, são nada menos que organizadas em partes menores, até onde possamos infinitamente perceber.

Cada ser humano, que nada mais é que a criatura de um dia e sujeito a todas formas de erros, desenvolve um plano antes de agir; e um ser humano que age sem planejamento e propósito é considerado tolo. Antes de iniciarmos uma viagem ou empreendermos qualquer tipo de trabalho, todos nós estabelecemos nosso objetivo e então trabalhamos para alcançá-lo, tanto quanto sejamos capazes para tanto. Independentemente de como algumas pessoas possam opor-se à Predestinação em teoria, todos nós em nossas vidas diárias somos "predestinarianos" práticos. Como E. W. Smith diz, um homem sãbio "primeiro determina o objetivo que deseja atingir, e então as melhores maneiras de fazê-lo. Antes que o arquiteto comece seu edifício, ele desenha as plantas e forma seus planos, até os mínimos detalhes da construção. Na cabeça do arquiteto, o edifício já está completo, em todas as suas partes, mesmo antes que a primeira pedra seja assentada. Assim também com o comerciante, o advogado, o fazendeiro, e todos os homens inteligentes e racionais. Suas atividades seguem a linha de propósitos previamente formados, tanto quanto suas capacidades finitas o permitirem, de planos pré-concebidos."

Quanto maior for a nossa jornada, o mais importante é que deveremos ter um plano; caso contrário todo o nosso trabalho acabará em fracasso. Alguém poderia ser considerado mentalmente desarranjado se se propusesse a construir um navio, ou uma estrada de ferro, ou governar uma nação sem um plano. Aprendemos que antes que Napoleão começasse a invasão da Rússia, ele tinha um plano detalhado, mostrando que linha de marcha cada divisão de seu exército deveria seguir, onde deveria estar a determinado tempo, que equipamentos e provisões deveriam ter, etc. O que quer que fosse que ele quisesse naquele plano, era devido às limitações de poder e sabedoria humanos. Tivesse a visão de Napoleão sido perfeita e seu controle sobre os eventos sido absoluto, seu plano - ou podemos dizer seus pré-comandos - teriam sido extendidos a cada ato de cada soldado que fêz aquela marcha.

E se tal é fato para o homem, quanto mais é verdadeiro para Deus! "Um universo sem decretos", diz A. J. Gordon. "seria tão irracional e horrível como seria um trem expresso à noite sem farol nem maquinista." Nós não podemos conceber Deus trazendo à existência um universo sem um plano que se extendesse a tudo o que fosse feito naquele universo. Como as Escrituras ensinam que o controle providencial de Deus se extende a todos eventos, mesmo o menor; elas assim ensinam que Seu plano é igualmente compreensível. É uma das Suas perfeições que Ele tenha o plano melhor possível, e que Ele conduza o curso da história para o seu final já apontado. E admitir que Ele tem um plano o qual ele controla é admitir Predestinação. "O plano de Deus é mostrado ser um em sua efetuação," dis Dabney. "Causa é ligada ao efeito, e o que era efeito torna-se causa; as influências de eventos no inter relacionamento de eventos entre sí, e descendendo em correntes cada vez mais descêntricas para eventos subseqüentes; de maneira que o resultado do complexo todo seja através de cada parte. Como os astrônomos supõem que a remoção de um planeta do nosso sistema modificaria mais ou menos o equilíbrio e a órbita dos demais, assim a falha de um evento neste plano prejudicaria o todo, direta ou indiretamente."

Se Deus não tivesse de antemão ordenado o curso de eventos mas esperasse até que uma condição indeterminada fosse ou não cumprida, Seus decretos não poderião ser nem eternos nem imutáveis. Nós sabemos, contudo, que Ele é incapaz de erro, e que Ele não pode ser surpreendido por quaisquer inconveniências imprevistas. Seu reino está nos céus e Ele rege sobre tudo. Seu plano deve, portanto, incluir cada evento no âmbito completo da história.

Que mesmo os menores eventos tenham seu lugar neste plano, e que eles devem ser como são, é facilmente percebido. Todos nós sabemos de certos "acontecimentos ao acaso" que tem realmente mudado o curso de nossas vidas. Os efeitos destes extendem-se através de toda a história posterior, com influências cada vez mais abrangentes, causando outros "acontecimentos ao acaso". É dito que certa vez Roma foi salva pelo grasnado de alguns gansos. Se historicamente verdade ou não, serve como uma boa ilustração. Não tivessem os gansos acordado os guardas que fizeram soar o alarme e levantado o exército defensor, Roma teria caído e o curso da história daquele momento em diante teria sido radicalmente diferente. Tivessem aqueles gansos permanecido em silêncio, quem pode imaginar que impérios poderiam existir atualmente, ou onde os centros de cultura poderiam estar? Durante a batalha, uma bala não acerta o general por apenas uma polegada. Sua vida é poupada, ele segue comandando suas tropas, vence uma vitória decisiva, e é feito o governador supremo de seu país por muitos anos, -como foi o caso de George Washington. Assim mesmo, que curso diferente a história teria seguido se o soldado do outro lado tivesse mirado um pouquinho só mais para cima ou para baixo! O grande incêndio de Chicago em 1871, que destruiu mais da metade da cidade, começou, somos informados, quando uma vaca deu um coice num lampião. Quão diferente teria sido a história de Chicago se aquele movimento tivesse sido ligeiramente diferente! "O controle dos maiores deve incluir o controle dos menores, pois não somente as grandes coisas são feitas de pequenas coisas, mas a história mostra o quão verdadeiramente aqueles mínimos traços estão continuamente provando serem pivôs das importantes consequências nas quais os eventos se revolvem. A persistência de uma aranha encorajaram um homem extremamente desanimado, quase apático, a atitudes e esforços laboriosos que formaram o futuro de uma nação. O Deus que predestinou o curso da história Escocesa deve ter planejado e presidido sobre movimentos daquele pequenino inseto que salvou Robert Bruce do desespero." 3 Exemplos deste tipo poderiam multiplicar-se indefinidamente.

Os Pelagianos negam que Deus tenha um plano; os Arminianos dizem que Deus tem um plano geral mas não específico; mas os Calvinistas dizem que Deus tem um plano específico, que engloba todos os eventos em todas as épocas. Em reconhecendo que o Deus eterno tem um plano eterno no qual está pré-determinado cada evento que venha a acontecer, os Calvinistas simplesmente reconhecem que Deus é Deus, e O liberam de quaisquer limitações humanas. As Escrituras representam Deus como uma pessoa, tal como outras pessoas alí. Seus atos são cheios de propósitos, mas diferentemente de outras pessoas alí. Ele é onisciente em Seus planos e onipotente em Sua performance. Eles vêem o universo como o produto do Seu poder criativo, e como o teatro no qual são apresentadas Suas perfeições gloriosas, e o qual deve em toda sua forma e toda sua história, até o menor detalhe, corresponder com o Seu propósito em construi-lo.

Num artigo muito iluminado sobre "Predestinação", Dr Benjamin B. Warfield, quem na opinião do presente escritor emergiu como destacado teólogo desde João Calvino, nos diz que os escritores das Escrituras viram o plano divino como "largo o bastante para conter todo o universo de coisas, e pequeno o bastante para relacionar-se com os menores detalhes, e atualizar-se com certeza inevitável na ocorrência de cada evento." "Na sabedoria infinita do Senhor de toda a terra, cada evento cai com precisão exata em seu próprio lugar no desdobramento de Seu plano eterno; nada, mesmo pequeno, mesmo estranho, acontece sem a Sua ordem, ou sem a capacidade de caber, de amoldar-se ao seu lugar devido, para a ocorrência dos Seus propósitos; e o fim de tudo deverá ser a manifestação da Sua glória, e a acumulação do Seu louvor. Esta é a filosofia tanto do Velho como do Novo Testamentos, da visão terrestre dos universos, a qual atinge unidade concreta em um decreto absoluto, ou propósito, ou plano do qual tudo o que vem a passar é o desenvolvimento no tempo." 

A própria essência de teísmo consistente é que Deus teria um plano exato para o mundo, conheceria antecipadamente as ações de todas as criaturas que Ele propôs-se a criar, e através de Sua ôni-abrangente providência controlaria o sistema inteiro. Se ele previamente ordenara somente certos eventos isolados, a confusão seria introduzida no sistema em ambos, no mundo natural e nas atividades humanas e Ele precisaria estar constantemente desenvolvendo novos planos para atingir o que desejasse. Seu governo no mundo então seria um trabalho caprichoso de novos expedientes que no máximo governaria somente de uma maneira geral, e seria tanto quanto ignorante acerca do futuro. Mas ninguém com idéias próprias sobre Deus crê que Ele tenha de mudar de opinião a cada alguns dias para acomodar acontecimentos inesperados os quais não estavam incluídos em Seu plano original. Se a perfeição do plano divino for negada, nenhum ponto consistente de parada será encontrado em que não haja o ateísmo.

Em primeiro lugar não havia a necessidade de Deus criar tudo. Ele agil com perfeita liberdade quando ele trouxe este mundo à existência. Quando Ele escolheu criar havia à sua frente um número infinito de possíveis planos. Mas a bem da verdade nós achamos que Ele escolheu este plano particular no qual nos encontramos agora. E desde que ele sabia perfeitamente todos eventos de todas espécies os quais estariam envolvidos nesta específica espécie de mundo, Ele muito obviamente pr-determinou cada evento que aconteceria quando ele escolhesse este plano. Sua escolha do plano, ou Sua certeza de que a criação devesse ser nesta ordem, nós chamamos Sua prévia ordenação ou sua predestinação.

Mesmo os atos pecaminodos dos homens estão incluídos neste plano. Eles são previstos, permitidos, e têem seu exato lugar. Eles são controlados e a glória divina prevalece sobre os mesmos. A crucificação de Cristo, que admitidamente é o pior crime em toda a história da raça humana, teve, foi expressivamente dito, seu exato e necessário lugar no plano (Atos 2:23; 4:28). Esta maneira particular de redenção não é um expediente para o qual Deus foi levado depois de ter sido derrotado e desapontado pela queda do homem. Antes, é "segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor," (Efésios 3:11). Pedro nos diz que Cristo como um sacrifício pelo pecado foi "conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo,..." (I Pedro 1:20). Crentes foram escolhidos "...nele, antes da fundação do mundo,..." (Efésios 1:4). Nós somos salvos não pelas nossas próprias e temporárias obras, "..., mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos." (II Timóteo 1:9). E se a crucificação de Cristo, ou Sua oferta de Si mesmo como sacrifício pelo pecado, era parte do plano eterno, então também a queda de Adão e todos os demais pecado que tornaram aquele sacrifício necessário eram parte do plano, não importando o quão indesejável parte do plano eles possam ter sido.

A história em todos os seus detalhes, até o mais ínfimo minuto, nada mais é que os propósitos eternos de Deus. Seus decretos não são sucessivamente formados quando surge a emergência, mas são todos partes de um só "oni-compreensivo" plano, e nós nunca deveríamos pensar em Deus como se Ele de repente estabelecesse um plano ou fizesse qualquer coisa a qual Ele não tivesse pensado antes.

O fato de as Escrituras muitas vezes falarem de um propósito de Deus como dependente do resultado de outro ou das ações dos homens, não constitui objeção contra estra doutrina. As Escrituras estão escritas na linguagem cotidiana de homens, e eles muitas vezes descrevem um ato ou uma coisa como parece ser, ao invés de como realmente é. A Bíblia fala "...desde os quatro confins da terra." (Isaías 11:12), e de "...os fundamentos da terra,..." (Salmo 104:5); ainda assim ninguém entende tais textos como a terra sendo quadrada, ou que ela realmente repousa sobre uma fundação. Nós falamos do sol nascendo e pondo-se, ainda assim nós sabemos que não é o movimento do sol, senão a da terra, quando revolve-se sobre seu próprio eixo causa tal fenômeno. Similarmente, quando as Escrituras falam do arrependimento de Deus, por exemplo, ninguém com idéias próprias de Deus entende como se Ele vê que tenha tomado um caminho errado e muda de opinião. Simplesmente significa que Suas ações, quando vistas sob a ótica do ser humano, parecem ser como as de alguém que se arrepende. Em outras partes as Escrituras falam das mãos, ou braços, ou olhos de Deus. Estes são conhecidos como "antropoformismos", exemplos nos quais Deus é referrido como se Ele fosse um homem. Quando a palavra "arrepender-se", por exemplo, é usada no sentido estrito, nunca foi dito que Deus tenha se arrependido: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa." (Números 23:19); e novamente, "...a glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa." (I Samuel 15:29).

A contemplação deste grande plano deve redundar em louvor da sabedoria insondável e do poder ilimitado dAquele quem o idealiza e executa. E o quem pode dar ao Cristão mais satisfação e alegria do que saber que a trajetória inteira do mundo é ordenada com referência ao estabelecimento do Reino dos céus e a manifestação da glória Divina; e que ele (o Cristão) é o objeto sobre o qual amor e misericórdia infinitos são derramados em profusão?

PROVAS NAS ESCRITURAS

01. O plano de Deus é eterno

II Timóteo 1:9: "que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos."

Salmo 33:11: "O conselho do Senhor permanece para sempre, e os intentos do seu coração por todas as gerações."

Isaías 37:26: "Não ouviste que já há muito tempo eu fiz isso, e que já desde os dias antigos o tinha determinado?"

Isaías 46:9, 10: "...que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam;..."

II Tessalonicenses 2:13: "...Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade,"

Mateus 25:34: "Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;"

I Pedro 1:20: "[Cristo] o qual [como sacrifício pelo pecado], na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo,..."

Jeremias 31:3: "...o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí."

Atos 15:18: "diz o Senhor que faz estas coisas, que são conhecidas desde a antiguidade."

Salmo 139:16: "Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles."

02. O plano de Deus é imutável

Tiago 1:17: "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação."

Isaías 14:24: "O Senhor dos exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará."

Isaías 46:10, 11: "...O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade; ... sim, eu o disse, e eu o cumprirei; formei esse propósito, e também o executarei."

Números 23:19: "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá?"

Malaquias 3:6: "Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos."

03. O plano divino inclui os atos futuros do homem

Daniel 2:28: "mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de suceder nos últimos dias. ..."

João 6:64: "... Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar."

Mateus 20:18, 19: "Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas, e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem; e ao terceiro dia ressuscitará.

(Todas as profecias das Escrituras que são predições de eventos futuros são também arroladas neste tópico. Veja especialmente: Miquéias 5:2 - comparando com Mateus 2:5,6 e Lucas 2:1-7; Salmo 22:18 - comparando com João 19:24; Salmo 69:21 - comparando com João 19:29; Zacarias 12:10 - comparando com João 19:37; Marcos 14:30; Zacarias 11:12, 13 - comparando com Mateus 27:9, 10; Salmo 34:19, 20 - comparando com João 19:33, 36).

04. O plano divino inclui os eventos fortuitos ou acontecimentos ao acaso

Provérbios 16:33: "A sorte se lança no regaço; mas do Senhor procede toda a disposição dela."

Jonas 1:7: "E dizia cada um ao seu companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas."

Atos 1:24, 26: "[24] E orando, disseram: Tu, Senhor, que conheces os corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido [26] Então deitaram sortes a respeito deles e caiu a sorte sobre Matias, e por voto comum foi ele contado com os onze apóstolos."

Jó 36:32: "Cobre as mãos com o relâmpago, e dá-lhe ordem para que fira o alvo."

I Reis 22:28, 34: "[28] Replicou Micaías: Se tu voltares em paz, o senhor não tem falado por mim... [34] Então um homem entesou o seu arco, e atirando a esmo, feriu o rei de Israel por entre a couraça e a armadura abdominal."

Jó 5:6: "Porque a aflição não procede do pó, nem a tribulação brota da terra;"

Marcos 14:30: "Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás." (comparando com Gênesis 37:28 e 45:5; também comparando com I Samuel 9:15, 16 e 9:5-10).

05.  Eventos são gravados ou fixados com certeza inevitável

Lucas 22:22: "Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!"

João 8:20: "Essas palavras proferiu Jesus no lugar do tesouro, quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora."

Mateus 24:36: "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai."

Gênesis 41:32: "Ora, se o sonho foi duplicado a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e ele brevemente a fará."

Habacuque 2:3: "Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará."

Lucas 21:24: "E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem."

Jeremias 15:2: "quando te perguntarem: Para onde iremos? dir-lhes-ás: Assim diz o Senhor: Os que para a morte, para a morte; e os que para a espada, para a espada; e os que para a fome, para a fome; e os que para o cativeiro, para o cativeiro."

Jó 14;5: "Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; tu lhe puseste limites, e ele não poderá passar além deles."

Jeremias 27;7: "Todas as nações o servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que venha o tempo da sua própria terra; e então muitas nações e grandes reis se servirão dele."

05. Mesmo os atos pecaminosos dos homens estão incluídos no plano e são controlados para o bem.

Gênesis 50:20: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim (José); Deus, porém, o intentou para o bem, ..."

Isaías 45:7: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas."

Amós 3:6: "...Sucederá qualquer mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito?"

Atos 3:18: "Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado que o seu Cristo havia de padecer."

Mateus 21:42: "Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; ..."

Romanos 8:28: "E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."

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