Como destruir seu casamento antes de começar

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Por Garret Kell


Tim e Jess haviam se casado a apenas oito meses, mas a lua de mel certamente já havia acabado. As conversas carinhosas que outrora marcavam o relacionamento foram substituídas por constantes implicâncias. As risadas abrandaram e a distância aumentou. A intimidade sexual já havia praticamente cessado.

O que houve de errado? Como Satanás pode entrar nesse casamento? Conforme eu fui descobrindo a história do casal, descobri que ele não iniciou sua sabotagem na lua de mel, nem mesmo nos primeiros meses do descobrimento da vida a dois. O diabo começou seu trabalho antes mesmo de que eles chegassem ao altar. Mesmo Tim e Jess sendo cristãos, seu namoro e noivado foram marcados pela impureza sexual.

Apesar dos primeiros dias de seu relacionamento terem corrido bem, com o passar do tempo eles começaram a cometer deslizes que se desenvolveram em um padrão profundo de pecado sexual. Sempre que pecavam, eles se confessavam um para o outro entre si e faziam promessas de nunca deixar que isso acontecesse novamente. Mas acontecia. Por causa da vergonha, eles nunca procuraram ninguém para tratar do assunto. Olhando para o passado, Tim e Jess admitem que seu relacionamento foi uma grande farsa.

Infelizmente, a história de Tim e Jess é familiar até demais. Muitos casais de cristãos ainda não casados lutam contra o pecado sexual. Isso não deveria ser uma surpresa, já que temos um inimigo contra nós e nosso casamento iminente (1 Pedro 5.8). Ele odeia Deus e odeia o casamento, por se tratar de uma ilustração do evangelho (Efésios 5.32).

Uma das estratégias mais efetivas de Satanás para corromper a união do casamento, ilustração do evangelho, é atacar os casais por meio do pecado sexual antes que eles digam “sim”. Aqui estão quatro de suas estratégias mais comuns para atacar casamentos antes mesmo de começarem.

1. Satanás quer que obedeçamos por padrão nossos desejos, não a direção de Deus

Os caminhos de Deus são bons, mas Satanás quer que acreditemos que não. Isso tem sido seu plano desde a primeira tentativa de engano no jardim (Gênesis 3.1-6). Seu objetivo para nós é que desenvolvamos um padrão de resistência ao Espírito e que sigamos nossos desejos pecaminosos uma vez que nos casemos. Ele quer que aprendamos a resistir o serviço e busquemos apenas o egoísmo.

Se aprendermos a fazer o que queremos quando queremos, antes do casamento, levaremos esse padrão para os dias e anos que se seguirão. Isso, entretanto, é mortal, já que o serviço e o sacrifício são essenciais para um casamento saudável e que glorifica a Cristo. O amor, no casamento, é demonstrado em milhares de decisões diárias de fazer o que você não quer fazer – seja lavar as louças, trocar fraldas ou assistir um filme ao invés de um jogo de futebol. Se o seu relacionamento, antes do casamento, é caracterizado por uma entrega a desejos imediatos, você certamente irá lutar quando encontrar a labuta diária da vida matrimonial.

2. Satanás deseja que subestimemos o quão suscetível somos à tentação

Satanás quer que pensemos que não iremos levar nosso pecado ao próximo nível. Ele deseja que pensemos que somos mais fortes do que realmente somos. Ele quer que pensemos que nunca iremos tão longe. Esse é um truque poderoso, já que lida simultaneamente com nosso orgulho e com o nosso desejo bem intencionado de honrar a Deus. Você é mais fraco do que pensa. Você acabará indo aonde você não pensa que irá. O pecado é como uma corrente oceânica – se você brinca nela, você será subjugado e levado embora rumo à destruição certa.

Uma das formas que Satanás trabalha nessa área é te tentando a pensar que pureza é uma linha a não ser cruzada, ao invés de uma postura do coração. Ele quer que você pense que pureza perante Deus é não se beijar, não tirar a outra, não fazer sexo oral ou não “ir até o final”. Ele quer que você pense que se você não cruzar uma certa linha, você está puro. O problema com esse tipo de pensamento, entretanto, é que Jesus diz que se nós apenas desejarmos pecaminosamente no coração, já pecamos por luxúria e estamos condenados perante Deus (Mateus 5.27-30).

Pureza é muito mais sobre a postura de nossos corações do que a posição de nossos corpos. A velha questão de “quão longe é muito longe?” pode revelar um desejo de chegar tão perto do pecado quanto possível, ao invés de um desejo de fugir dele, como nosso Senhor comanda (1 Coríntios 6.18).

3. Satanás deseja que casais enfraqueçam sua confiança um no outro

Quando pecamos sexualmente, estamos mostrando a outra pessoa que estamos dispostos a usar e abusar dela para termos o que nos faz feliz. Toda vez que avançamos o limite com nossa noiva ou a levamos a pecar, estamos comunicando, mesmo que sem querer, “você não pode confiar em mim, porque estou disposto a te usar e desrespeitar para conseguir o que eu quero”.

Isso certamente é uma das estratégias mais mortais de Satanás, e a que eu suspeito que mais afetou Tim e Jess. Eles não confiavam um no outro. Eles nunca o fizeram. Seu relacionamento de namoro estava tão afogado no ciclo de pecado, vergonha e recomeço, que nunca conseguiram desenvolver uma confiança madura e testada um no outro.

É importante apontar, entretanto, que quando resistimos ao pecado sexual, Deus abençoa um relacionamento com o efeito exatamente oposto. Cada vez que dizemos “não” ao pecado sexual e nos voltamos para a oração, dizendo um ao outro que valorizamos demais a pessoa e sua caminhada com o Senhor para dar um passo adiante, ele usa essa fidelidade para fortalecer a confiança. Minha esposa diz regularmente aos casais de namorados que uma das razões pelas quais ela confia em mim é porque eu literalmente corri de situações comprometedoras antes de nos casarmos. Não éramos perfeitos em nosso namoro, mas o Senhor usou aquele tempo para edificar nossa confiança um no outro.

4. Satanás quer te enganar com o fruto proibido da luxúria

Há um mundo de diferença entre o sexo pré-marital e o sexo dentro do casamento. Uma razão é que o fruto proibido da luxúria ilustra o sexo antes do casamento como algo que ele não é sempre no casamento. Normalmente, o sexo pré-marital é como gasolina pegando fogo. A paixão é alta, os sentimentos são intensos e o desejo de ir adiante é estimulado por saber que não se deveria ir (Romanos 7.8).

O sexo no casamento é diferente. Ainda há paixão, e ainda há sentimentos e emoções intensos – mas o sexo no casamento é baseado primariamente nas brasas aquecedoras da confiança, devoção e sacrifício (1 Coríntios 7.1-5). Casais que construíram suas expectativas sexuais na paixão proveniente do fruto proibido são muitas vezes desapontados e confundidos quando o sexo é diferente no casamento.

Minha esposa e eu rimos dessa ideia quando nosso conselheiro pré-nupcial a compartilhou conosco. Estávamos certos de que seríamos a exceção à essa regra. Mas após quase seis anos e três filhos depois, ele estava certo. Casais como nós podem ter uma vida sexual saudável, mas ela é estimulada por características mais profundas do que a paixão efêmera. Satanás quer que casais se acostumem a funcionar à base da cafeína e do açúcar da luxúria, ao invés do amor sacrificial maduro.

Conclusão

Espere na fé. A postura cristã é de uma espera constante. Nós aguardamos o retorno de Cristo. Esperamos por uma eternidade com ele. E casais de não crentes esperam pelas bênçãos do casamento. Diga “não” à promessas do pecado pela fé nas promessas de Deus. Renove sua mente pela Palavra de Deus e continue esperando na fé.

Rapazes, vocês precisam liderar. Por mais que ambos no relacionamento sejam responsáveis perante Deus, o homem deve ditar o ritmo da caminhada à pureza. Muitas vezes as moças são forçadas a traçar os limites e dizer “não”. Isso é covarde e errado. É responsabilidade do homem de cuidar de sua futura esposa ao liderá-la rumo a Jesus e para longe do pecado, da escuridão e da dor do pecado. Se ele estabelece o padrão errado agora, ele estará correndo atrás do prejuízo nos anos vindouros – e ele talvez nunca consiga se recuperar, se não pela graça de Deus.

Envolva outros a cada passo do caminho. Não deixe seu relacionamento permanecer sem o exame de outros cristãos piedosos. Ambos devem ter um casal piedoso ou um grupo de amigos fiéis para quem prestar contas. Dê abertura para perguntas difíceis e dê respostas honestas. Deus usa transparência para fortalecer.

Se pecar, vá ao evangelho. O apóstolo João escreveu “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;” (1 João 2.1-2). Se você pecar, corra para a cruz. Corra para o túmulo vazio. Olhe para seu Advogado, confesse seu pecado com sinceridade, e se arrependa. Deus ama abençoar esse tipo de postura (Provérbios 28.13).

O pecado sexual não precisa ser um espinho no coração de seu namoro, noivado ou casamento. Deus é Deus de misericórdia, que se deleita em restaurar o que o pecado busca destruir (Joel 2.25-27). Ele não irá, entretanto, abençoar desobediência constante e presunção da graça. Se você caiu em pecados sexuais, hoje é o dia de clamar por misericórdia e se voltar para Cristo em fé. Que Deus te dê misericórdia para buscar pureza, para Sua glória e para o nosso bem.

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Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui
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A Reforma e o boi de briga

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Por Rev. Wadislau Martins Gomes


As excelentes aproximações de cristãos que conhecem a Reforma Protestante e reconhecem suas bases na Escritura Sagrada são como festas de louvor e ação de graças. São festas santas em que a obra de Cristo é exaltada, como disse Calvino citando Oséias: “‘Tira a iniqüidade’, diz ele – eis a remissão dos pecados! ‘E ofereceremos como novilhos os sacrifícios de nossos lábios’ – eis a satisfação!”

Contudo, no contraponto, há figurações de outros que seguem o passo sem saber para onde. Parece mais festa de circo ou parque de diversões no arraial: rojões, banda ou violeiros, corrida do boi, e os inevitáveis rasga roupas. “Dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela” – diz o cabra macho. Nas ruas, isso parece até coisa bonita quando o boi não investe e dá uma carreira no matuto.

É claro que, desde o início da Reforma, havia os que davam marradas, e Calvino não fugiu à luta, pegando os bois pelos chifres. Sadoleto, Servetus e outros sentiram a doma do reformador. O próprio apóstolo Paulo deu nome aos bois: por exemplo, Demas, Alexandre, o latoeiro, etc. Judas, “servo de Cristo e irmão de Tiago”, que também não tinha medo de boi matreiro, exortou-nos a batalhar “diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Mas ainda que condenasse os homens ímpios que transformavam a graça de Deus em libertinagem, brutos sem razão, ele também advertiu: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Judas 9.)

Adversários são herança da fé, como o Senhor Jesus preveniu: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros” (João 15.20).  Mas lembre-se do que ele também disse: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5.44-45).

Calvino (Institutas 3.7.6) diz:

O Senhor preceitua que se deve fazer o bem a todos em geral, os quais em grande parte são muitíssimo indignos, se forem estimados em seu próprio mérito. Mas aqui a Escritura nos apresenta uma excelente razão, quando ensina que não se deve atentar para o que os homens mereçam em si próprios, pelo contrário, deve-se levar em conta a imagem de Deus em todos, à qual devemos toda honra e amor. Entretanto, essa mesma imagem deve ser mais diligentemente observada nos domésticos da fé [Gl 6.10], até onde foi ela renovada e restaurada pelo Espírito de Cristo.

E em outro lugar, cita Agostinho: “É de admirar-se”, diz ele, “a paciência de Cristo, porque admitiu a Judas ao banquete no qual instituiu a figura de seu corpo e sangue e deu aos discípulos”. (Institutas 4.17.21).

A diferença do trato bíblico e do trato ímpio é que o servo de Cristo enfrenta cara a cara os repreensíveis e os inimigos da fé, como Paulo fez com Pedro e a Elimas, o mágico.  Não se faz calar alguém com a força do pensamento à distância nem com a de argumentos, pois o coração rebelde só vê o que está presente e próximo. Quando houver necessidade de que, como disse Van Til, uma voz se levante “em defesa das pequenas ovelhas de Jesus”, será bem que haja um contacto pessoal, por carta ou telefone (lembrando sempre de que cartas são documentos e telefonemas não vazios de testemunho). No caso de a pessoa repreendida ser um irmão, poderá se arrepender e ter a paz restaurada; caso contrário, deverá ser denunciada à igreja para disciplina. No caso de ser um impenitente, então será preciso que seja exposto para vergonha sua e proteção dos irmãos. No entanto, isso deverá ser feito com o respeito devido a todo ser humano, por causa da imagem de Deus, nele deformada e, em nós, reformada à imagem de Cristo.

Paulo coloca bem isso em 2Coríntios 10.1-18, quando roga, invocando a “mansidão e benignidade de Cristo”, que não tivesse de ser ousado quando presente com os crentes daquela igreja. Ele preferia ser humilde em presença e ousado para servi-los à distância.

"Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo."

Mas, se preciso fosse, queria que todos os crentes estivessem prontos, como ele estava disposto, “para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão”. E diz ainda: “para que não pareça ser meu intuito intimidar-vos por meio de cartas” e “Considere o tal isto: que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes”. Sobretudo, a preocupação do apóstolo não é com sua própria figura ou apresentação, nem com sua “missão”, mas com a medida da glória de Cristo. Não temia ultrapassar os seus limites, uma vez que ele mesmo havia pregado o evangelho aos coríntios, considerando-os dentro de sua esfera de ação juntamente com a tarefa de ir além das fronteiras. Entretanto, tinha um cuidado com o equilíbrio da ousadia e da humildade. A chave? “Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva”.

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Fonte: coramdeo

Artigos sobre a família – Uma cosmovisão Cristã 2/4

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Por The Coalition on Revival, Inc.

Pais e filhos

15. Afirmamos que os filhos são uma benção do Senhor, de um valor maior que a capacidade humana pode medir, e devem ser recebidos com gozo ao seio da família como presentes preciosos que provem dEle; que os filhos pertencem unicamente a Deus, com os pais como mordomos ordenados por Deus; e que Deus dá aos pais a responsabilidade principal e a autoridade para a educação e para o bem estar físico, social, emocional e espiritual dos filhos (Gênesis 33:5; Salmo 78:1-8; 127:3-5; Provérbios 17:6; 1 Timóteo 2:15; Efésios 6:1-4; Deuteronômio 4:9; 6:1-9).

Negamos que os pais devam adotar o espírito secular anti-conceptivo da cultura que promove o abuso, o descuido, a exploração, a ausência ou a inacessibilidade paterna, a falta de supervisão, a paternidade social em lugar da criação familiar, a excessiva segregação por idade e a influência dos colegas sobre as crianças; o uso das necessidades delas como peões políticos, a educação das crianças como experimento social e a usurpação governamental das responsabilidades paternas; e que as crianças devam ser tratadas como um mal que deva ser abortado ou impedido, como uma carga financeira que deva ser apoiada ou limitada, ou a propriedade de um dos pais ou do Estado.

16. Afirmamos que os pais devem refletir a retidão, justiça, misericórdia e amor de Deus na disciplina, treinamento e cuidado dos filhos menores (Provérbios 22:6; 29:15; 1 Samuel 3:13; Salmo 78:1-8; 2 Timóteo 1:5; 3:15; 2 Coríntios 12:14; Efésios 6:1-4).

Negamos que o Estado tenha direito algum de minar ou acabar com a justa autoridade dos pais, ordenada Biblicamente, reclamar ou usurpar – de pais que não tenham sido condenados por abuso físico ou negligência, o papel do educador primário, provedor e protetores de crianças.

17. Afirmamos que Deus manda a todos os filhos honrar seus pais e, aos filhos maiores, manda obedecê-los no Senhor; que a Escritura dá aos pais o direito e a responsabilidade de fazer cumprir a obediência através da disciplina, incluindo a disciplina corporal (Deuteronômio 5:16; 2 Samuel 7:14, cf. Provérbios 3:11, 12; Provérbios 13:24; 22:15; 23:13; 29:15); e o treinamento na obediência piedosa no fundamento do autogoverno pessoal e de todos os governos civis dos homens e as mulheres livres.

Negamos que a família deva ser uma democracia, que a obediência que se faz cumprir em amor seja prejudicial para a criança; e que o governo civil tenha algum direito de definir a disciplina corporal sabiamente administrada como “abuso infantil” ou que permita as crianças se “divorciarem” de seus pais.

Treinando as crianças para o amadurecimento

18. Afirmamos que a meta da paternidade cristã deve ser apresentar os filhos ante o Senhor como adultos responsáveis e espiritualmente maduros para o momento que  alcancem seu pleno amadurecimento físico (Lucas 2:41, 42).

Negamos que a adolescência deva ser artificialmente prolongada para mais longe do amadurecimento físico; que os adolescentes tenham o direito de serem irresponsáveis e centrados em si mesmos; e que os mais velhos devam esperar ou permitir tal conduta da parte deles.

 Os avós, parentes idosos ou incapacitados

19. Afirmamos que a família deve prover cuidado amoroso emocional, espiritual e físico para seus membros idosos dependentes ou incapacitados, e deve respeitá-los reconhecendo seus anos de experiência e potencial para ensinar sabedoria a aqueles que são mais jovens (1 Timóteo 5:4-8; Mateus 15:1-9);  que Deus tem um propósito para os avós e para os outros parentes idosos (Gálatas 6:10); e que os avós são responsáveis de ensinar primeiro a seus filhos adultos como ensinar seus netos, e segundo, ajudar a garantir que isto realmente aconteça (Salmos 78:1-8).

Negamos que a sociedade deva abusar ou ignorar os membros da família já idosos ou incapacitados, a considerá-los como pessoas sem valor ou como mera carga, ou acelerar suas mortes por meio da “eutanásia” ou qualquer outro meio, e que a velhice deva ser um tempo para a busca individual e egoísta.

20. Afirmamos que os parentes incapacitados, devido à idade ou por qualquer outra incapacidade, têm o direito de encontrar repouso e cuidado nos lares de seus filhos ou outros membros próximos da família, se possível, física ou medicamente; e que os Cristãos devem prover a seus parentes incapacitados (1 Timóteo 5:4, 8, 16), e para as pessoas idosas em aflição e que não são, necessariamente, parentes (Tiago 1:27).

Negamos que os idosos devam ser vistos como uma moléstia e ter rejeitada sua habitação com seus filhos porque sejam uma carga ou inconveniência (cf. o livro de Ruth); e que as pessoas mais velhas com corpos e mentes razoavelmente sãs devem esperar que outros lhes apóiem em um estilo de vida ocioso ou egoísta (1 Tessalonicenses 4:11; 2 Tessalonicenses 3:10).

Matrimônio: escolhas e compromissos

21. Afirmamos que o homem que deseje casar deve consultar o conselho sábio, incluindo o da sua família (Provérbios 15:22), e escolher sua esposa sob a direção de Deus em busca de um caráter piedoso (Centrado em Deus) e idoneidade, como sócia em seu chamado [d'Ele] (Gênesis 2:18, 20-21; Provérbios 18:22; 31:10-31; 1 Coríntios 7:28, 36).

Negamos que os Cristãos devem casar com não Cristãos, e que o atrativo sexual ou outras considerações carnais devam ditar a um Cristão sua escolha da parceira (1 Coríntios 7:39; 2 Coríntios 6:13-14; Provérbios 31:30).

22. Afirmamos que os votos matrimoniais são um pacto solene e sagrado entre ambos contraentes e Deus; que é deplorável quando não se faz valer estes votos por meio da lei ou da Igreja e tenha perdido assim significado; que as sanções das Escrituras devem ser requeridas daqueles que quebraram os votos matrimoniais de maneira antibíblica; e que a Igreja deve trabalhar para restaurar o pleno reconhecimento do matrimonio como um pacto legal obrigatório perante Deus.

Negamos que a Igreja e o Estado não tenham a responsabilidade de fazer valer os votos que eles administraram.

Divorcio e Novo Casamento

23. Afirmamos que, ao se casar, um Cristão aceita assumir as imperfeições do cônjuge; portanto, essas imperfeições não podem ser interpretadas como razões para o divórcio; que pode haver um cônjuge inocente em um divórcio, mas nunca dois; que o perdão de Deus pode estender-se a qualquer pecado relacionado com o divórcio; que o perdão de Deus é outorgado àqueles que humildemente arrependem-se diante d’Ele e recebem a Jesus Cristo como Salvador e Senhor; que o arrependimento pode requerer a reconciliação com um cônjuge injustamente divorciado ou outra prova tangível de uma mudança de coração; e que a Igreja deve requerer provas do arrependimento antes de restaurar à pessoa divorciada a comunhão. Negamos que exista alguma base bíblica para o divórcio “sem culpa”; que a sociedade e a lei devam sancionar o divórcio “sem culpa” baseando na demanda; e que Deus deseje que a Igreja restaure a comunhão àqueles que não mostram nenhum sinal de arrependimento ou disposição e esforço para fazer restituição ao cônjuge ferido.

24. Afirmamos que, como o nome de Deus é invocado em um casamento Cristão, tal matrimônio não pode ser desfeito sem trazer vergonha ao nome de Deus (Mateus 19:6; Êxodo 20:7; Mateus 5:33-37); que a intenção de Deus para o casamento na criação foi um homem para uma mulher até que a morte os separem; que a destruição das relações matrimoniais é uma infração do pacto que desagrada a Deus; e que ainda que a Escritura apresente bases para isso, Deus ainda odeia o Divórcio (Malaquias 2:16). Negamos que terminar um casamento, em divórcio, glorifique a Deus.

25. Afirmamos que o casamento é por toda a vida e que ninguém deveria entrar levianamente (Mateus 19:9,10); e que a Escritura reconhece apenas uma justificação para o divórcio (o adultério de um dos cônjuges, Mateus 5:27-32); e outra possível justificativa (o abandono do cônjuge, que podemos entender como uma forma de adultério, 1 Coríntios 7:10-15), e que somente aqueles divorciados por estas razões podem aspirar um novo matrimônio de forma legítima. Também esta (não consta no texto original): uma causa irremediável, conforme Esdras 10. Negamos que qualquer pessoa divorciada por qualquer razão diferente a estas possa ser considerada como alguém que tenha passado por um divórcio Biblicamente sancionado.

26. Afirmamos que quando acontece o divórcio devemos estender a compaixão para com o cônjuge injustamente divorciado, se há algum, e nosso perdão e o perdão de Deus onde seja apropriado. (Mateus 19:5-9; 1 Coríntios 7:10-13).

Negamos que o divórcio nunca tenha sido uma intenção de Deus na criação, e que o divórcio deva ser um substituto dos esforços sustentados, mesmo  ao longo da vida, para resolver os conflitos materiais, para  perdoarem uns aos outros e para se servirem mutuamente e prover as necessidades um do outro.

Famílias Quebradas

27. Afirmamos que o Corpo de cristo deve mostrar uma grande compaixão e apoio às famílias quebradas com crianças pequenas, seja a ausência de um pai devido à morte, ao divórcio, ao abandono, ou por adoções outorgadas a pais solteiros, e que a graça, a força, o perdão e o pastorado de Deus estão sempre disponíveis para aqueles que o buscam de  maneira humilde e em espírito de arrependimento (Oseias; Provérbios 5:18; Efésios 5:23, 24, 32; Marcos 10:2-12; Eclesiastes 9:9; Romanos 7:2; Mateus 5:2; 19:1-12; Tiago 4:1-3).

Negamos que as famílias com um só pai/mãe estão inevitavelmente condenadas ao fracasso, e que a família de Deus pode justificadamente evitar ou negar a um Cristão que tenha sido vítima de um divórcio ou tenha perdido seu cônjuge, exceto onde a disciplina da Igreja tenha sido executada de maneira bíblica e que a pessoa não tenha se arrependido.

Relações Familiares

30. Afirmamos que todos os membros da família, como todos os outros seres humanos, são caídos e imperfeitos e necessitados de perdão e redenção por parte de Deus, e perdão por parte dos demais membros, e que os Cristãos devem se esforçar  por mostrar-lhes a mesma cortesia aos membros da família que mostram àqueles fora da família (Tiago 2:8,9), manifestando amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão e autocontrole para com os membros da família (Gálatas 5:22; 23).

Negamos que os membros da família devam se comportar de maneira auto-suficiente ou negando o perdão uns aos outros, e que um Cristão tenha menos necessidade de autocontrole e cortesia em casa do que tem no mundo exterior (Gálatas 5:13-24; I Corintios 13).

31. Afirmamos que o conceito Bíblico do amor inclui à criança, o sustento, o consolo, o cuidado, o contato físico e a expressão verbal de respeito interno como atos de amor entre os membros da família; que os membros da família devem amar, animar,  apoiar, proteger, consolar, respeitar, perdoar e se cuidar carinhosamente, uns anos outros; e que os membros da família devem usar o tempo para expressar afeto e respeito uns aos outros de maneira física e verbal (1 Corintios 13; Marcos 10:14; Efésios 6:4; Isaías 40:11;Salmo 27:11). Negamos que os membros da família devam se sentir como garantidos ou se privarem do amor mútuo necessário.

32. Afirmamos que a família sujeita a Deus  é um organismo que funciona unido para metas comuns; que Deus dá aos membros da família diferentes papeis e habilidades; que aqueles em autoridade nas famílias podem, reconhecendo as diferenças nos papeis, dons e habilidades, requerer ajuda dos talentos ou da sabedoria daqueles postos sob sua autoridade sem comprometer sua própria autoridade (e.x. um esposo pode aceitar algumas vezes, com sabedoria, o juízo da esposa sem comprometer sua posição de liderança); e que um pai pode aceitar o afloramento sensível de um filho sem comprometer a autoridade paterna.

Negamos que a família seja uma ditadura (1 Pedro 5:2, por analogia); que um membro de uma família deva manipular, esmagar ou reprimir a outro membro, tratando-o como se não fosse uma pessoa ou ignorando suas necessidades e dons; e que um esposo ou esposa debilitem sua autoridade por submeter-se ao juízo santificado daqueles que se encontram sob sua própria autoridade (Provérbios 12:15).

33. Afirmamos que os resultados tanto do pecado como da impiedade, afetam as gerações familiares subsequentes, e que portanto, os pais devem esforçar-se para dar aos filhos um fundamento mais Bíblico do que eles mesmos tiveram para que a Igreja possa crescer e não decair (Deuteronômio 5:9, 10, 16; Jeremias 35:18, 19; Salmo 78:1-8; 51:5; Lamentações 5:7; Êxodo 20:5; Atos 2:39).

Negamos que os pais tenham pouco ou nenhum impacto sobre a vida de seus filhos e das gerações subsequentes.

34. Afirmamos que o princípio governante de toda a interação familiar deve ser um justo e Bíblico exercido através do poder do Espírito Santo e entregue, apesar do desempenho, atitudes ou circunstâncias, e que este amor expressa-se ao colocar as necessidades dos outros membros antes mesmo das nossas (João 15:22; 13:35; 1 Corintios 13; Colossenses 3:14; Filipenses 2:1-4).

Negamos que as atitudes egoístas dos membros individuais da família – que destroem a unidade matrimonial, perturbam a unidade familiar, conduzem ao descuido das necessidades dos cônjuges ou dos filhos, e interferem com o ministério dos outros – sejam justas em algum momento.

Continua...

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Igreja Renovada ou Igreja Reformada?

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Por Pr. Carlos César Januário

No século XVI um servo de Deus chamado Martinho Lutero, então padre católico, inconformado com a situação espiritual da sua igreja, que afastada da Bíblia ensinava doutrinas estranhas como a existência do Purgatório, compra de indulgências para tirar as almas do purgatório e levá-las ao céu, a infalibilidade papal, batismo como meio de salvação, etc., resolveu protestar contra tais discrepâncias. Fez seu pronunciamento afixando noventa e cinco teses no Castelo de Winteberg, Alemanha. Esta era a forma de provocar debates para esclarecimento do povo. E conseguiu, assim, dar início ao movimento denominado depois de Protestantismo.

Ele foi expulso da igreja Católica, que até hoje continua distanciando-se mais e mais da Palavra de Deus por insistir nos mesmos ensinos contrários à Bíblia Sagrada. Mas suas idéias ganharam o mundo, trazendo a verdadeira Igreja Cristã de volta à Bíblia. Há quem discorde por afirmar que existiam outros grupos fiéis a Bíblia, como os Anabatistas, à época de Lutero, que não compactuavam com a igreja estatal apóstata.

Lutero converteu-se a Cristo verdadeiramente. Casou-se e tornou-se pastor e escritor de renomadas obras cristãs, inclusive traduziu a Bíblia do latim para o alemão, versão conhecida como a Vulgata. Todo o seu esforço foi para a purificação da igreja cristã, para a santidade de sua vida.

Hoje vemos o movimento da renovação em voga. Mas que renovação?! A que temos presenciado no nosso país envergonha a fé cristã, descaracteriza o Evangelho bíblico, e mais uma vez distancia-nos dos princípios cristãos advindos da própria Bíblia. Hoje fala-se de sal grosso nos cultos, rosas ungidas, óleo da unção, roupas brancas, sopro de espírito, sapatinhos de fogo, “baladas gospel”, prega-se prosperidade e não arrependimento, sucesso e crescimento e não humildade e maturidade. Por estas breves citações de acontecimentos bizarros à fé cristã, vemos o quão longe estamos da Bíblia, nossa fonte de fé e de prática.

Creio que estamos vivendo uma bagunça espiritual. As igrejas, os pastores e os seminários estamos todos falhando na formação de nossos membros e futuros líderes. Onde estão os responsáveis por esta miríade de “pastores” mais interessados em crescer numericamente, Midas e cifrões, que espiritualmente?

Não vejo lugar para este tipo de renovação, que por décadas seguidas mais afastam o povo evangélico da Bíblia, portanto, de Deus. Necessitamos com grande urgência de voltar aos postulados de Martinho Lutero e seus reformadores. Precisamos voltar à Bíblia sob pena de fracassarmos como igreja e demais instituições. Segundo Jim Collins, em seu livro How the Mighty Falls, O declínio de uma igreja passa por cinco estágios nem sempre fáceis de perceber:

Autoconfiança como fruto do sucesso; A ganância e a busca desenfreada por mais crescimento; Ignorar informações críticas, a negação dos riscos; Reagir aos problemas usando artifícios que não são os melhores; e Rendição, o fracasso total. 

Eu acrescento mais dois: Orgulho e abandono dos princípios sobre os quais fomos construídos.

Martinho Lutero afirmou certa vez: “Ou a Bíblia me afasta do pecado, ou o pecado me afasta da Bíblia”.

Que decisão você tomará?

O mundo clama e espera pelos verdadeiros servos de Deus.

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Sobre o autor: Pr. Carlos César Januário é pastor da PIB de Rio Novo – Ipiaú/Ba e presidente da Convenção Batista Baiana.
Fonte: Notícias de Ipiaú
Imagem: Martinho Lutero na Dieta de Worms.
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Deus não realizou meu sonho

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Por Mark Altrogge


Sting é um cantor incrível. Sem nenhum esforço ele pode atingir notas que somente os cães conseguem ouvir. Ele é claramente dotado por Deus. Em várias ocasiões, eu o invejei por seu talento e sucesso.

Quando era adolescente, eu assisti a estreia americana dos Beatles no programa do Ed Sullivan[1] e a trajetória da minha vida mudou para sempre. Era como se eu tivesse bebido apenas água toda a minha vida e de repente tivesse tido uma degustação de um frappachino de chocolate com menta. Agora eu tinha um sonho – ser como os Beatles – escrevendo músicas legais, me apresentando para multidões escandalosas e sendo perseguido por fãs. Segui o meu sonho pelo ensino médio e faculdade, escrevendo canções e tocando em uma banda de rock , “Phoosh” (o som de alguma coisa indo muito rápido). Tenho certeza que a Phish roubou nosso nome anos depois.

Quando Jesus me salvou, eu “cristianizei” meu sonho. Agora, em vez de sonhar com a abertura de um show dos Beatles no Shea Stadium, eu queria deslumbrar multidões em festivais gospel.

Mas Deus não me deu o meu sonho.

Na verdade, um dia minha mãe me confrontou sobre como minha “quimera”, como ela dizia, (mamãe foi contundente) estava realmente me prejudicando. Ao viver para meu sonho, não estava me preparando para outras opções. Eu não estava diligentemente à procura de um emprego, embora tivesse um diploma de artes. Estava desdenhando ser um professor “comum”, porque afinal de contas, eu seria uma grande estrela cristã ministrando a milhares de pessoas em shows.

Felizmente, Deus me ajudou a ouvir a minha mãe e eu aceitei um emprego como professor de artes do ensino fundamental. Pela graça de Deus eu decidi trabalhar com todo o coração, como ao Senhor. E Deus usou minha experiência como professor para tornar-me humilde e, de muitas outras maneiras, para preparar-me para o pastorado, o chamado da minha vida.

Estou feliz por Deus não ter me dado meu sonho. Porque ele tinha algo melhor para mim que eu nunca poderia ter imaginado. Eu não trocaria de lugar com Sting por nada.

Se os seus sonhos estão em suspenso, sinta-se incentivado – Deus provavelmente está preparando algo muito melhor para você. Algo que você nunca poderia imaginar.

Nota:
[1] The Ed Sullivan Show foi um programa de televisão estadunidense de variedades, que foi exibido de 20 de Junho de 1948 até 6 de Junho de 1971 e apresentado por Ed Sullivan. (N.T.)

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Traduzido por Josie Lima | iPródigo.com | Original aqui.
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O Novo Ateu

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Por Rev. Ricardo Barbosa de Souza


Hoje, o ateu não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina. O novo ateísmo não precisa negar a fé; apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador"

Sabemos que existem vários tipos de ateus. Existem aqueles que não crêem em Deus por não encontrarem respostas para os grandes dilemas da humanidade como violência, miséria e sofrimento. Não conseguem relacionar um Deus de amor com o sofrimento humano. Outros não crêem porque não encontram uma razão lógica e racional que explique os mistérios da fé, como a criação do mundo, o dilúvio, o nascimento virginal, a ressurreição, céu, inferno, etc. Diante de temas tão complexos que requerem fé num Deus pessoal, Criador e Redentor, muitos não conseguem crer naquilo que lhes parece racionalmente absurdo.

Os dois tipos de ateus já mencionados são inofensivos. Na verdade, são pessoas que buscam respostas, são honestos e não aceitam qualquer argumento barato como justificativa para suas grandes dúvidas. São sinceros e lutam contra uma incredulidade que os consome, uma falta de fé que nunca encontra resposta para os grandes mistérios da vida e de Deus.

No entanto há um outro tipo de ateu, mais dissimulado, que cresce entre nós, que crê em Deus e não apresenta nenhuma dúvida quanto aos mistérios da fé, nem em relação aos grandes temas existenciais. Ele vai à igreja, canta, ora e chega até a contribuir. É religioso e gosta de conversar sobre os temas da religião. Contudo, a relevância de Cristo, sua morte e ressurreição para a vida e a devoção pessoal é praticamente nula. São ateus crédulos. O ateu moderno não é mais somente aquele que não crê, mas aquele para quem Deus não é relevante.

Este é um novo quadro que começa a ser pintado nas igrejas cristãs. Saem de cena os grandes heróis e mártires da fé do passado e entram os apáticos e acomodados cristãos modernos. Aqueles cristãos que entregaram suas vidas à causa do Evangelho, que deixaram-se consumir de paixão e zelo pela Igreja de Cristo, que viveram com integridade e honraram o chamado e a vocação que receberam do Senhor, que sofreram e morreram por causa de sua fé, convicções e amor a Cristo, fazem parte de uma lembrança remota que às vezes chega a nos inspirar.

Os cristãos modernos crêem como os outros creram, mas não se entregam como se entregaram. Partilham das mesmas convicções, recitam o mesmo credo, freqüentam as mesmas igrejas, cantam os mesmos hinos e lêem a mesma Bíblia, mas o efeito é tragicamente diferente. É raro hoje encontrar alguém em cujo coração arde o desejo de ver um amigo, parente, colega de trabalho ou escola convertendo-se a Cristo e sendo salvo da condenação eterna. Os desejos, quando muito, se limitam a visitar uma igreja, buscar uma "bênção", receber uma oração; mas a conversão a Cristo, o discipulado com todas as suas implicações, são coisa que não nos atraem mais.

Os anseios pela volta de Cristo, o desejo de nos encontrarmos com Ele e ver restaurada a justiça e a ordem da criação ficaram para trás. Somente alguns saudosos dos velhos tempos lembram-se ainda dos hinos que enchiam de esperança o coração dos que aguardavam a manifestação do Reino. A preocupação com a moral e a ética, com o bom testemunho, com a vida santa e reta não nos perturba mais - somos modernos, aprendemos a respeitar o espaço dos outros. O cuidado com os irmãos, o zelo para que andem nos caminhos do Senhor, as exortações, repreensões e correções não fazem parte do elenco de nossas preocupações. Afinal, cada um é grande e sabe o que faz.

Enfim, somos ateus modernos, o pior tipo de ateu que já apareceu. Citamos com convicção o Credo Apostólico, mas o que cremos não tem nenhuma relevância com a forma como vivemos. A pessoa de Cristo para muitos é apenas mais uma grife religiosa, não uma pessoa que nos chama para segui-lo. O ateísmo moderno se caracteriza pela irrelevância da fé, das convicções, do significado da igreja e da comunhão dos santos.

A irrelevância de Deus para a vida moderna é intensificada pela cultura tecnocrática. Temos técnicas para tudo: para ter um matrimônio perfeito, criar filhos felizes e obedientes, obter plena satisfação sexual no casamento, passos para uma oração eficaz, como conseguir a plenitude do Espírito Santo e muitos outros "como fazer" que entopem as prateleiras das livrarias e o cardápio dos congressos. A sociedade moderna vem criando os métodos e as técnicas que reduzem nossa necessidade de Deus, a dependência dEle e a relevância da comunhão com Ele. Chamamos uma boa música de adoração, um convívio agradável de comunhão, uma moral sadia de santificação, assiduidade nos programas da igreja de compromisso com o Reino de Deus.

As técnicas não apenas criam atalhos para os caminhos complexos da vida, como procuram inverter os pólos de atenção e dependência. Tornamo-nos mais dependentes de nós do que de Deus, acreditamos mais na eficiência do que na graça, buscamos mais a competência do que a unção, cremos mais na propaganda do que no poder do Evangelho. Tenho ouvido falar de igrejas que são orientadas por profissionais de planejamento estratégico. Estudam o perfil da comunidade, planejam seu desenvolvimento, arquitetam seu crescimento e, de repente, descobrem que funcionam, crescem, são eficientes, e não dependem de Deus para nada do que foi planejado. Com ou sem oração a igreja vai crescer, vai funcionar. Deus tornou-se irrelevante. Tornamo-nos ateus crentes.

A minha preocupação não é simplesmente criticar o mundo religioso abstrato, superficial e impessoal que criamos ou criticar a tecnologia moderna que, sem dúvida, pode e tem nos ajudado. Minha preocupação é com o coração cada vez mais distante, mais abstrato, mais centralizado naquilo que não é Deus, mais dependente das propagandas e estímulos religiosos, mais interessado no consumo espiritual do que numa relação pessoal com Deus.

Como disse, o ateu hoje não é mais aquele que não crê, mas aquele que não encontra relevância para Deus na sua rotina, não precisa da comunhão dEle para a vida. A sutileza do novo ateísmo é que ele não precisa negar a fé, apenas cria substitutos para ela. Mantém o crente na igreja, mas longe do seu Salvador. Este ateu está muito mais presente entre nós do que imaginamos.


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Sobre o autor: Rev. Ricardo Barbosa de Souza é Pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto, Brasília-DF.

Fonte:
Monergismo
Via: PIPG
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Artigos sobre a família – Uma cosmovisão Cristã 1/4

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Por The Coalition on Revival, Inc.


Introdução

A família é a instituição escolhida por Deus para trazer as crianças ao mundo, cuidar e treiná-los. É a fibra em que estão trançadas todas as instituições humanas piedosas, e a estrutura tanto da Igreja como da sociedade se desintegrará se sua própria fibra é quebrada.

Hoje a família está sendo desgarrada por muitos pecados e pressões sociais.

1. Muitos indivíduos fora da Igreja e também alguns dentro dela, chegaram a aceitar o divórcio por qualquer razão.

2. O enfoque exclusivo na carreira profissional e o materialismo se converteram em ídolos respeitáveis, substituindo – para muitos pais e muitas mães – o viver para Deus e Seus propósitos no contexto da vida familiar, forçando desnecessariamente a muitas mães a sair da casa para o labor do mundo laboral, enquanto que as genuínas pressões econômicas forçam muito mais a permanecer ali por necessidade devido a falta de caridade e justiça por parte de outros.

3. O movimento feminista radical tem prejudicado a moral de muitas mulheres e convencido aos homens a abandonar sua autoridade Bíblica em casa.

4. Alguns importantes direitos e responsabilidades paternas têm sido minados pela lei, cortes e algumas forças na educação escolar pública, e por políticas governamentais que privam à família de muitas das suas funções bíblicas tradicionais.

5. Os meios de comunicação, frequentemente, doutrinam aos telespectadores e ouvintes com valores destorcidos e contrários à família.

6. Até recentemente temos aprovado às escolas do governo e outras instituições humanistas de educação superior sem espírito crítico, ainda que estas instituições deliberadamente ensinem e efetivamente aprovem às práticas contrárias à família da “paternidade social”, aborto, eutanásia, consentindo o adultério, a promiscuidade, o homossexualismo, etc.

Como resultado, muitas famílias sofrem de falta de direção e desorganização. A dissolução da família, desprezo pelas necessidades das crianças e membros idosos da família, a busca desenfreada da auto realização, o divórcio fácil, a falta de compromisso e estabilidade e o consequente aumento de lares que sofrem de pobreza e dirigidos por mulheres, tudo isto coloca em perigo a vida familiar.

Mas através da nossa nação Deus está levantando um avivamento de interesse e compromisso com as famílias. Mais e mais Cristãos desejam obedecer ao plano de Deus para as relações humanas e a estrutura social. Os Cristãos também estão descobrindo que a vida familiar Bíblica e global (o que abarca tudo) é a alternativa divinamente ordenada ao socialismo crescente e a vida institucionalizada.

Portanto, apresentamos as seguintes afirmações e negações como uma bússola que, no clima cultural de tempestades, poderá ser dado aos Cristãos um sólido fundamento Bíblico para confrontar efetivamente o espírito da época (o mundo) e viver para o plano da ação de Deus para a vida familiar.

Declarações de Afirmação e Negação

Origem e definição da família

1. Afirmamos que Deus estabeleceu a família quando uniu Adão e Eva  em matrimônio e instituiu sua relação com um pacto e compromisso de vida para com Deus e entre si (Gênesis 2:22-24; Isaías 49:15); que o matrimônio e outras relações familiares podem cumprir  seu completo potencial destinado na medida em que cada membro está individualmente reconciliado com Deus e santificado através da obra e Senhorio de Jesus Cristo; e que Deus ordenou a família como uma instituição social projetada para refletir Sua imagem na terra, para trazer à terra a submissão a Seu plano, e para ser frutífera e multiplicar-se. (Efésios 5:22,23; Gênesis 1:27, 28).

Negamos que a família seja nada mais que um contrato social ou uma correlação de conveniência inventada pelos humanos sem responsabilidade com Deus, e que o matrimônio Cristão deve ser autocentrado de maneira hedonista (Hebreus 13:4; 2 Coríntios 6:14; Efésios 5:21; Salmo 127:1; Provérbios 18:22).

2. Afirmamos que a definição Bíblica de família é o núcleo familiar de um casal heterossexual com seus filhos naturais e/ou adotados, juntamente com os ramos familiares que consistem todos os núcleos familiares que descendam de ancestrais comuns. (A bíblia também usa os términos clãs, tribo e nação para estes grupos maiores. Veja os vários usos da palavra Hebraica mischpachah [ex., Juízes 18:2; Amós 3:1]).

Negamos que a Bíblia aceite alguma outra definição de família, como a partilha de uma casa por parceiros homossexuais, e que as leis da sociedade devam ser modificadas de alguma maneira para, de alguma forma, aplicar a definição de família ou matrimônio além da definição Biblicamente entendida de matrimônio heterossexual, relações de sangue e adoção.

3. Afirmamos que Deus tem como propósito que cada família Cristã trabalhe energicamente para o avanço do Seu reino; que este propósito se cumpre pela unidade entre esposo e esposa, por meio de ter e educar aos filhos como Cristãos, baseado no evangelismo em casa, a hospitalidade e outros ministérios de misericórdia baseados no lar, e treinando líderes Cristãos como cabeças piedosas de seus lares como pré-requisito para que ostentem ofícios eclesiásticos. (Gênesis 1:27,28; Mateus 28:18-20; Deuteronômio 6:7; 11:19; 1 Timóteo 2:15-3:13; 1 coríntios 7:21; Salmo 127;128)

Negamos que o lar seja nada mais que um “posto de parada” onde os membros da família completem suas próprias necessidades, e que as funções da família devem ser transferidas a outras instituições em detrimento do plano de Deus e da liberdade do ser humano.

4. Afirmamos que cada família, sendo diferentes em circunstâncias, indivíduos e dons têm um propósito e um significado único no plano de Deus.  (Filipenses 1:27, 28; 1 Coríntios 12:12- 27).

Negamos que algum membro da família possa, de maneira legítima, ir ao encontro de metas individuais autocentradas e egoístas em detrimento  das necessidades genuínas da família; que o plano básico de Deus, incluindo Seu propósito de que as famílias sejam produtivas para Seu reino, não se aplique mais a este tempo e época; e que algumas famílias existam para o qual o plano de Deus não se aplique.

A santidade da sexualidade, reservada para o matrimônio.

5. Afirmamos que Deus projetou a linda benção e união espiritual da relação sexual para ser reservada exclusivamente para um homem e uma mulher dentro do matrimônio. (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:1-9; Provérbios 5:15; Romanos 1:27; Gálatas 5:20, 21; 1 Timóteo 4:1-3).

Negamos que as relações sexuais pré-matrimoniais e extra matrimoniais, a promiscuidade, o adultério, o homossexualismo, a bestialidade, o exibicionismo, a pornografia, as relações sexuais entre adultos e crianças, o entretenimento baseado nos atos sexuais, a masturbação e outras variações sexuais devam ser sancionadas ou aceitadas como “normais” ou legais, ainda se são realizadas na privacidade pessoal ou pelo consentimento da parceira ou da sociedade; e que qualquer conduta sexual que se desvie da norma heterossexual matrimonial e amorosa possa ser considerado com um padrão madura para a vida, incapaz de ser tratado medicamente ou aceitável também se o indivíduo envolvido não quiser mudar.

6. Afirmamos que a  singeleza do celibato pode ser o propósito de Deus para um adulto, provida para o serviço ou ministério efetivo, tal chamado caracteriza-se sempre pela graça de Deus de maneira que a pureza sexual possa ser mantida; e que tais pessoas solteiras são pessoas inteiras na ordem da criação de Deus (Mateus 19:10, 11; 1 Coríntios 7:7, 8, 25-27, 32).

Negamos que a fase solteira deva ser uma fase hedonista do desenvolvimento do adulto durante a qual uma pessoa, de modo egoísta, sirva unicamente a seus próprios interesses; que a fase solteira deva ser infeliz, sem sentido de realização ou reservada para aqueles fisicamente pouco atrativos; e que ser solteiro indique tendências homossexuais.

O homem: Sua liderança

7. Afirmamos que a ordem de Deus do governo da família Cristã, Cristo é a Cabeça do homem, e que o homem é a cabeça da mulher como Cristo é a Cabeça da Igreja, tendo dado a Si mesmo em amor para sua redenção; que o esposo deve olhar constantemente a Cristo em busca de direção; e que a liderança do esposo requer compromisso para com sua esposa, sacrifício desinteressado para com ela, o espírito de um servo, reforço de suas qualidades únicas e um amor ativo em cuidar, valorizar e provê-la (Efésios 5:21-25; Filipenses 2:5-11; Mateus 20:28; Colossenses 3:18, 19; 1 Timóteo 3: 11, 12; 1 Coríntios 11:3; 14:34, 35; 1 Pedro 3:7).

Negamos que o esposo deva exercer sua autoridade sobre a sua esposa por meio de palavras ou ações que rebaixem sua dignidade como pessoa de igual valor e estima ante Deus, e que um homem possa servir melhor sua família atendendo primeiro suas próprias necessidades em vez de colocar em primeiro lugar as necessidades de sua família.

8. Afirmamos que o esposo tem a declaração final em qualquer disputa familiar, até que não viole os princípios bíblicos; que a liderança de um esposo é irrevogável; e que se o esposo está incapacitado, a esposa pode exercer sua autoridade (a dele) como sua suplente, não como sua substituta (Efésios 5:22-6:4).

Negamos que um esposo deva ganhar o direito da liderança; que pode ser deposto por sua esposa; e que possa negar sua liderança com o propósito de evadir as responsabilidades que o acompanha.

Sua Autoridade

9. Afirmamos que a autoridade de um homem como cabeça de sua esposa é delegada por Deus; que isto significa que sua legítima autoridade sobre sua esposa está limitada ao que a Palavra de Deus permita; e que toda autoridade é estabelecida por Deus e ninguém, nem instituição social alguma tem o direito de exercer alguma autoridade contrária às leis de Deus ou aos limites que Deus estabeleceu para o ofício do homem na família (Romanos 13:1; Efésios 5:22-33).

Negamos que sua posição de liderança dê ao homem o direito de dirigir sua esposa até o pecado; que  as esposas devam obedecer a seus esposos quando isso requer desobedecer o ensino das Escrituras; e que as esposas devam usar os limites Bíblicos sobre a autoridade dos esposos como oportunidades para se queixarem e minar a autoridade de seus esposos (1 Pedro 3:1-6); e que Deus deseje que um homem tenha domínio sobre sua família de uma maneira pouco carinhosa e anti-bíblica (Colossenses 3:19, 21; Efésios 6:4).

Seu trabalho

10. Afirmamos que um homem saudável deve fazer todo o esforço razoável para sustentar a sua família continuamente (1 Timóteo 5:8; Gênesis 3:17-19); que a esposa pode aumentar a renda familiar por meio de uma administração efetiva dos recursos, ou com o consentimento do esposo, por meio de negócios em casa (Provérbios 31:10-31); e que em casos de crises financeiras familiares, a esposa pode, com a aprovação de seu esposo, aceitar um emprego temporário externo, mas que a família deve ver isto como uma escravidão, e buscar libertar-se dela e pedir a Deus à liberdade (1 Coríntios 7:21-23).*

Negamos que qualquer homem deva forçar a sua esposa a abandonar o seu chamado em casa, por causa de mera ganância financeira não necessária para a sobrevivência física mínima, e que a esposa deva oferecer-se voluntariamente para fazê-lo (1 Timóteo 5:8; Efésios 5:5); que as armadilhas do estilo de vida da classe média sejam necessidades que justifiquem forçar a esposa à trabalhar fora de casa (1 Timóteo 6:8); e que prover as necessidades físicas de sua família dê desculpas ao homem para não supervisionar os assuntos de sua casa, prover direção espiritual e assistência material a sua esposa, para as necessidades físicas dos idosos, incapacitados ou pais e sogros involuntariamente pobres, ou supervisionar o desenvolvimento espiritual de seus filhos. (1 Timóteo 3:4; 1 Pedro 3:7; Efésios 5:28, 29).

11. Afirmamos que um homem Cristão, como cabeça de sua família deve alimentar a seus membros espiritual e moralmente; que deve proteger a sua família, orar diligentemente por sua proteção e buscar regularmente a benção do Senhor para eles (1 Timóteo 2:8; 1 Tessalonicenses 5:17; 1 Pedro 3:7);  e que deve educar espiritualmente a seus filhos e conduzi-los no caminho da devoção por meio da instrução direta e constante, dirigindo na adoração, permanecendo acessível e envolvido de uma maneira carinhosa para com eles, e refletindo a Jesus Cristo por meio de seu exemplo (Deuteronômio 6:7; 11:19; Efésios 6:4; Salmos 34:11; 78:5,6).

Negamos que Deus permita a um homem abandonar deliberadamente a sua esposa, nas mãos da Igreja, ou a qualquer outra pessoa ou instituição, a responsabilidade de ensinar a seus filhos regularmente acerca de Deus, e orar por sua proteção.

12. Afirmamos que quando não há um esposo Cristão para liderar espiritualmente a família, a mulher da casa deve assumir a responsabilidade segundo a capacitação de Deus (e.x: Lídia, Atos 16:15; Loide e Eunice; 2 Timóteo 1:5, cf. Atos 16:1)

Negamos que a família seja nada mais que uma coleção de indivíduos que devam valer por si mesmo de maneira física, espiritual ou moral.

Continua...

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Via: Movimento Reforma | 2Timóteo 3.16

*Sobre a vida profissional da mulher, veja a nossa posição aqui.

Leia também:
Artigos sobre a família – Uma cosmovisão Cristã 4/4
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