Apologética como prova: A Existência de Deus

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Resumo do capítulo 4 do livro, Apologética para a glória de Deus. – John Frame.

Neste capitulo Frame define o ateísmo e agnosticismo com uma definição cristã, e apresenta três argumentos para a existência de Deus, sendo que no ultimo ele o divide em três tópicos que são: Teleológico, Cosmológico e Ontológico.

Logo no inicio de sua apresentação ele reconhece que até os seus argumentos não são absolutamente certos e também pelo fato de não conter muitas persuasões filosóficas nisto que muitos a rejeitariam, mas que seus argumentos são, logicamente, sadios e em conformidade com a Escritura Sagrada. Dando-nos um exemplo claro na Escritura quando o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 1.20 diz que a existência de Deus é claramente reconhecida na criação. E é neste argumento, moral, que Frame da maior atenção na apresentação do capitulo. Mostrando que tal argumento não pode ser literalmente visto, mas que todos nós exercemos e toda predicação depende de Deus, eles são fatais o qual não podemos escapar.

Ateísmo e Agnosticismo.

Aquilo que nós somos determinam no que cremos e assim por diante determinará nossos comportamentos. Naquilo que a pessoa crê, com algum grau, regerá suas ações.

A Bíblia nega que alguém possa ser agnóstico, mas como Paulo disse “os corações deles estão obscurecidos” (Rm 1.21) e em um sentido mais estrito os incrédulos são ateus, pois vivem sem Deus e não O conhece e a todo custo negará tal existência, por isso não há ninguém agnóstico.

Frame chega a um ponto em que podemos chamar de ateísmo que se pode comparar com muitos que frequentam igrejas evangélicas. São pessoas que em suas decisões não buscam orientações Bíblicas, pessoas que são assíduas na igreja, mas não querem saber de fazer a vontade de Deus. Ou seja, se comportam perfeitamente como um ateu.

Argumentos Morais.

Frame reconhece que o argumento moral é o mais focalizado por ele. Valores morais não podem duvidar de que eles não existam, simplesmente pelo fato de que não vemos ou ouvimos.

Valores morais não são definidos por hábitos íntimos, mas pelo o fim que irá atingir. Dizer que não há valores morais objetivos é uma contradição. É a mesma coisa que dizer que não há verdades absolutas, que tudo é relativo. Fazendo esta afirmação, você está absolutizando a sua afirmação de que não há verdades absolutas.

Logo, por uma afirmação de morais absolutos que, por sua vez, pressupõem a existência de uma influência absoluta. Ou seja, pressupõem a existência de Deus. O Deus que a religião cristã, a única, mostra um Deus pessoal e absoluto.

Argumentos Epistemológicos.

Frame trabalha este argumento de forma que ele aponta que todo conhecimento é espelhado de alguém que pode refletir, ou seja, refletirá de uma personalidade absoluta.

Neste Frame usa argumentos de evolucionistas que afirmam que tudo o que existe provém do acaso. E é justamente nesta afirmativa que Frame irá mostrar erros gravíssimos, mas que estes erros apontam para uma personalidade absoluta.

Os evolucionistas afirmam que tudo o que existe veio do acaso, como os evolucionistas querem provar algo que foi casualmente criado por intermédio de uma razão, inteligência? Para haver uma razão tem que haver algo, que o criou, racional. Algo provocado casualmente produzirá coisas irracionais, que agem por acaso.

Como que o acaso me fez com atributos os quais posso utilizar para explicar o que foi provocado pelo o acaso?

Frame em outras palavras fala da natureza da criatura apontando para um criador. Como pode haver algo irracional (acaso) que criou criaturas racionais? É como Paulo diz em Romanos 1.19: Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.

Argumentos Metafísicos.

   * Argumento Teleológico.

Frame começa o seu argumento com uns dos mais antigos e menos citados. Este argumento é lembrado quando falamos de William Paley com o seu argumento do relojoeiro. Um relógio que funcione perfeitamente, não aparecerá do nada, mas sim, com alguém moralmente inteligente e capaz para fazê-lo funcionar perfeitamente.

E nisto, Frame cita como seu argumento o código genético, DNA. Uma complexidade e precisão que é necessário para produzir vidas. E se há precisão tem que haver alguém para que o faça preciso. E isto se atribuiu a um projetista inteligente.

A questão que Hume levanta é sobre argumentos sobre a analogia entre projetos humanos com o mundo criado, e isto fará que o homem seja o criador do universo e não Deus. Mas mesmo que a criação seja parecida com algum objeto criado por um humano, este universo criado o é por um projetista divino. E nisto até a disteleologia o mal servirá de apoio ao cristianismo.

Sendo que, tudo o há existe um propósito então, e não há como negar, que há verdades e racionalidades. E verdades e racionalidades só podem vir de alguém que seja verdadeiro e racional. E isto me fará lembrar de uma personalidade absoluta, Deus.

   * Argumento Cosmológico.

Frame parte para o seu segundo argumento metafísico o argumento cosmológico, o argumento de causa primeira. E as observações de Frame pertencem a duas formas de argumento cosmológico, tomista/aristotélica e kalâmica. Argumento cosmológico de Kalam porque este argumento trata de um inicio e tudo o que tem inicio tem uma causa. Argumento cosmológico tomista/aristotélica é pelo o fato de que tudo o que venha existir dependeram de algo para vir a existir, ou seja, é dependente de Deus.

Frame trabalha com causas e racionalidades tudo o que existe tem uma causa se negarmos que tudo o que existe não há causas, como dizem os irracionalistas, não haverá possibilidade de provar que não há certas causas pela a racionalidade.

Tudo o que venha a existir tem que haver uma causa, como disse Tomás de Aquino que tudo o que se move tem que haver um movimentador inamovível. E se veio a existir tem uma necessidade.

A busca de razões pela a irracionalidade será autocontraditório ao menos que a nossa razão esteja em Deus.

   * Argumento Ontológico.

O que Frame diz sobre Anselmo é que a não-existência é inimaginável é maior do que um ser cuja não-existência é inimaginável. Deus, porem, é o maior ser imaginável. Portanto, a não existência de Deus tem de ser inimaginável.

Se pudéssemos imaginar algo maior do que Deus, isso seria Deus. E é isto que Frame que provar que o argumento ontológico é pressuposicional, ou seja, é explicito e reduzido ao argumento moral. Então a nossa crença em Deus não é irracional, mas sim, racional porque Deus é racional.

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Frame, John - Apologética para a glória de Deus. Pag 75-94 _ São Paulo: Cultura Cristã.

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