Supremo abuso

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Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
A Constituição Federal de 1988 reconheceu como entidade familiar a “união estável” entre o homem e a mulher:
Art. 226, § 3º. Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Conforme reconhece o ministro Ricardo Lewandowski, “nas discussões travadas na Assembleia Constituinte a questão do gênero na união estável foi amplamente debatida, quando se votou o dispositivo em tela, concluindo-se, de modo insofismável, que a união estável abrange, única e exclusivamente, pessoas de sexo distinto”[1]. Logo, sem violar a Constituição, jamais uma lei poderia reconhecer a “união estável” entre dois homens ou entre duas mulheres. De fato, o Código Civil, repetindo quase literalmente o texto constitucional, reconhece a “união estável” somente entre o homem e a mulher:
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
A não ser que se reformasse a Constituição, os militantes homossexualistas jamais poderiam pretender o reconhecimento da união estável entre dois homossexuais ou entre duas lésbicas. Isso é o que diz a lógica e o bom senso.
No julgamento ocorrido em 4 e 5 de maio de 2011, no entanto, o Supremo Tribunal Federal, ferindo regras elementares da coerência lógica, reconheceu por unanimidade (!) a “união estável” entre duplas homossexuais.
Naqueles dias foram julgadas em conjunto duas ações: a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 132 (ADPF 132) proposta em 2008 pelo governador Sérgio Cabral, do Estado do Rio de Janeiro e a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4277 (ADI 4277) proposta em 2009 pela vice-Procuradora Geral da República Débora Duprat, na época exercendo interinamente o cargo de Procuradora Geral da República. O que ambas as ações tinham em comum era o pedido de declarar o artigo 1723 do Código Civil inconstitucional a menos que ele fosse interpretado de modo a incluir as duplas homossexuais na figura da “união estável”. O pedido, por estranho (e absurdo) que fosse, foi acolhido pelo relator Ministro Ayres Britto e por toda a Suprema Corte. Foi impedido de votar o Ministro Dias Toffoli, que já havia atuado no feito como Advogado Geral da União (em defesa da “união” homossexual, é óbvio). Dos dez restantes, todos votaram pela procedência do pedido. Acompanhemos o raciocínio do relator Ayres Britto.
Segundo ele, o texto do artigo 1723 do Código Civil admite “plurissignificatividade”[2], ou seja, mais de um significado. O primeiro (e óbvio) significado é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável somente entre um homem e uma mulher, excluindo a união de pessoas do mesmo sexo. O segundo significado (contenha-se para não rir) é que o artigo reconhece como entidade familiar a união estável, por exemplo, entre um homem e uma mulher, mas sem excluir as uniões homossexuais. Para Ayres Britto, a primeira interpretação é inconstitucional, por admitir um “preconceito” ou “discriminação” em razão do sexo, o que é vedado pela Constituição Federal (art. 3º, IV). Somente a segunda interpretação, por ele descoberta (ou criada) é constitucional. Concluiu então seu voto dizendo: “dou ao art. 1.723 do Código Civil interpretação conforme à Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como ‘entidade familiar’, entendida esta como sinônimo perfeito de ‘família’. Reconhecimento que é de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva”[3].
Uma das consequências imediatas do reconhecimento da “união estável” entre pessoas do mesmo sexo é que tal união poderá ser convertida em casamento, conforme o artigo 1726 do Código Civil: “A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil”. De um só golpe, portanto, o Supremo Tribunal Federal reconhece a “união estável” e o “casamento” de homossexuais!
Para se avaliar quão disparatada é essa decisão, observe-se que, embora a “união estável” e o casamento sempre ocorram entre um homem e uma mulher, não ocorrem entre qualquer homem e qualquer mulher. Não pode haver casamento, por exemplo, entre irmão e irmã, entre pai e filha ou entre genro e sogra. Esses impedimentos baseados na consanguinidade e na afinidade (art. 1521, CC) aplicam-se também à “união estável” (art. 1723, § 1º, CC). A diversidade dos sexos é necessária, mas não basta. Não se reconhece “união estável” entre um homem e uma mulher “impedidos de casar” (art. 1727).
Será que os Ministros do STF considerariam inconstitucionais estas proibições do casamento de parentes próximos? Em outras palavras: é “preconceituosa” e “discriminatória” a lei que proíbe as uniões incestuosas? Parece que a resposta seria afirmativa. Pois embora o incesto seja uma perversão sexual, ele ainda está abaixo do homossexualismo, que foi admitido pela Suprema Corte como meio de constituição de uma “família”.
E quanto à pedofilia? Seria sua proibição um simples “preconceito de idade”? Esse é o argumento da associação NAMBLA de pedófilos dos Estados Unidos[4], que usa a palavra “ageism” (“idadismo” ou etarismo) para criticar a proibição de praticar atos homossexuais com crianças.
Andemos adiante. Quando a Constituição fala que “todos são iguais perante a lei” (art. 5º) não diz explicitamente que este “todos” se refere apenas aos seres humanos. Estariam os animais aí incluídos? Seria, portanto, inconstitucional a proibição de uma “união estável” ou de um “casamento” entre uma pessoa e um animal? O bioeticista australiano Peter Singer usa o termo “especismo” para designar o “preconceito” e “discriminação” contra os animais em razão de sua espécie. Num futuro próximo, não só a pedofilia, mas também a bestialidade (prática sexual com animais) poderia ser admitida com base no mesmo argumento que admitiu a “família” fundada no homossexualismo.

Discriminação contra os castos

Imagine-se que dois amigos compartilhem a mesma habitação a fim de fazerem um curso universitário. Enquanto eles viverem castamente, não terão qualquer direito especial. Se, porém, decidirem praticar entre si o vício contra a natureza de maneira “contínua, pública e duradoura”, constituirão, se quiserem, uma “família”, com todos os direitos a ela anexos. A decisão do STF constitui um privilégio para o vício em detrimento dos que vivem a castidade.

Perda da segurança jurídica

Com o golpe de 4 e 5 de maio de 2011, o Estado brasileiro perdeu toda a segurança jurídica. Se a Suprema Corte reserva a si o direito não só de legislar (o que já seria um abuso), mas até de reformar a Constituição, mudando o sentido óbvio de seu texto em favor de uma ideologia, todo o sistema jurídico passa a se fundar sobre a areia movediça. A vergonhosa decisão demonstrou que a clareza das palavras da Constituição não impede que os Ministros imponham a sua vontade, quando conflitante com o texto constitucional.
A Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o Aborto – pretende apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acrescente as palavras “desde a concepção” no artigo 5º, caput, que trata da inviolabilidade do direito à vida. Em tese, essa emenda, se aprovada, sepultaria toda pretensão abortista no país. Isso se pudéssemos contar com a seriedade da Suprema Corte. Essa seriedade, porém, foi perdida com a admissão das “uniões” homossexuais. É de se temer que, mesmo diante da expressão “desde a concepção”, alguns Ministros do STF inventem uma peculiar “interpretação” do texto que não exclua o direito ao aborto.

Caso inédito

A monstruosidade lógica do julgamento da ADPF 132 / ADI 4277 ultrapassa tudo o que se conhece de absurdo em alguma Corte Constitucional. É verdade que a sentença Roe versus Wade, emitida em 22 de janeiro de 1973 pela Suprema Corte dos EUA, declarou inconstitucional qualquer lei que incriminasse o aborto nos seis primeiros meses de gestação. Esse golpe foi dado com base no direito da mulher à privacidade e na negação da personalidade do nascituro. No entanto, a decisão não foi unânime. Dos nove juízes, houve dois que se insurgiram contra ela. No Brasil, porém, para nosso espanto e vergonha, não houve dissidência. Todos os membros do STF admitiram enxergar uma inconstitucionalidade que não existe no artigo 1723 do Código Civil.
Isso faz lembrar o conto “A roupa nova do imperador”, cujos tecelões afirmavam que só não era vista pelos tolos. Enquanto o monarca desfilava com camiseta e calça curta, todos — com exceção de uma criança — se diziam admirados com a beleza da inexistente roupa. Desta vez, os Ministros, temerosos de serem considerados não tolos, mas “preconceituosos”, “retrógrados” e “homofóbicos” acabaram todos por enxergar uma inconstitucionalidade inexistente. Espera-se o grito de alguma criança para acabar com a comédia.

Notas:
[1]Voto na ADI 4277 e ADPF 132, 05 maio 2011, p. 5.
[2]Voto na ADI 4277 e ADPF 132, 04 maio 2011, p. 1.
[3]Voto na ADI 4277 e ADPF 132, 04 maio 2011, p. 48-49.

Paulo confiava na experiência?

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Por John MacArthur Jr.

O que dizer do apóstolo Paulo? À semelhança de Pedro, ele também foi alguém dotado de maneira incomum. E, com certeza, passou por experiências espantosas, como a conversão súbita na viagem para Damasco. Viu uma luz tão brilhante que o cegou. Ouviu uma voz. Caiu ao chão. Num instante, ele foi transformado de assassino de cristãos em escravo do Senhor Jesus Cristo (At 9).

Quando Paulo começou a pregar e ensinar, fez de sua experiência o ponto central da mensagem? O texto de Atos 17.2 e 3 torna clara a origem bíblica de seu discurso: “Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio” (ênfase acrescentada).

Mesmo depois que Paulo foi levado ao terceiro céu (2 Co 12.1-4), Ele não teve permissão de falar o que viu. Evidentemente, que Deus não achava que essa experiência causaria mais impacto ou credibilidade à mensagem do evangelho do que a simples pregação de sua verdade. Isso contrata profundamente com a abordagem do movimento contemporâneo de sinais e maravilhas (ver Capítulo 6).

Perto do final de sua vida, Paulo teve uma argumentação sobre a Palavra de Deus. Enquanto era mantido preso em Roma, “vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas” (At 28.23).

É lastimável que muitos carismáticos não sigam os passos de Paulo. Em vez disso, seguem a trilha dos teólogos liberais e neo-ortodoxos, existencialistas, humanistas e pagãos. É inquestionável que a maior parte dos carismáticos faz isso de modo involuntário. Eles diriam: “Cremos na Bíblia. Não queremos contradizer as Escrituras; desejamos defender a Palavra de Deus”. Apesar disso, os carismáticos são vítimas de uma terrível tensão, enquanto tentam defender a Bíblia e, ao mesmo tempo, fazem da experiência a autoridade prática. Os conceitos dos líderes e teólogos carismáticos demonstram esse conflito.

Por exemplo, Charles Farah tentou harmonizar a tensão entre a palavra de Deus e as experiências. Atentando ao fato de que existem dois vocábulos gregos traduzidas por “palavra”, ele criou a teoria de que logos é a Palavra objetiva e histórica, e rhema é a Palavra pessoal, subjetiva. O problema com essa conceituação é que nem o significado do grego nem o uso neotestamentário fazem qualquer distinção desse tipo. Logos, disse Farah, transforma-se em rhema quando se dirige a você. O termo logos é forense, ao passo que rhema é experimental. Farah escreveu: “O logos nem sempre se transforma em rhema, a Palavra de Deus para você”. Ou seja: o logos se transforma em rhema quando fala pessoalmente a você. O logos histórico e objetivo, no sistema de Farah, carece de impacto transformador, até transformar-se em rhema — a palavra divina pessoal para você.

Isso soa perigosamente semelhante ao que os teólogos neo-ortodoxos têm dito há anos: a Bíblia se torna a Palavra de Deus apenas quando se dirige a você. Todavia, a Palavra de Deus é a Palavra de Deus, quer alguém experimente o seu poder, quer não. A Bíblia não depende da experiência de seus leitores, para que se torne a Palavra de Deus inspirada. Paulo afirmou que a Escritura era capaz, em e por si mesma, de tornar Timóteo “sábio para a salvação” (2 Tm 3.15). Ela não precisava da experiência de Timóteo para validá-la.

E Paulo acrescentou: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (3.16). Ele declarou que as Escrituras eram inspiradas e úteis, e não que elas se tornariam inspiradas e úteis, dependendo da experiência do leitor. Evidencia-se que a Palavra de Deus é completamente suficiente.

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Fonte: O Caos Carismáticos, John MacArthur Jr., Editora Fiel, págs. 46-48.
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]

A união de homossexuais e o que dela advém

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Por César Augusto Machado*

A última semana foi marcada por eventos importantes, muitos de alcance histórico, ficarão gravados em nossa memória. Mas para a sociedade brasileira, o de maior relevância e seriedade,o que nos trará mais consequências foi a votação e aprovação do Supremo Tribunal Federal da união estável para homossexuais.

É preciso esclarecer que união estável não é casamento. Gays e lésbicas não podem se casar civilmente no País. Ainda, A decisão do STF começa a abrir a porta para que isto venha a ser legalmente aprovado. É mais uma brecha no dique da moralidade e mais um golpe para esfacelar alguns valores básicos da sociedade.

Observo muitos teóricos e intelectuais se manifestando favoráveis ao que aconteceu no Supremo. O argumento apela para o reconhecimento dos direitos, para a liberdade de escolha. Ninguém questiona a liberdade de escolha, ninguém questiona que a pessoa pode decidir pelo homossexualismo, assumir a prática. Concordo que ninguém pode ser agredido por uma escolha como essa, ninguém pode ser violentado, ofendido por isso, mas sou totalmente contra a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo. O que critico e questiono é a sociedade começar a aceitar essa escolha como "base familiar". Isso se opõem à toda a construção da nossa história.

Homossexualismo não é novidade. Há relatos da prática desde os primórdios da história humana. Na Mesopotâmia, na Grécia, na Roma antiga. Apesar de comum, a prática nunca foi tida como natural. Prevê-la em lei muda isso.

Ao aprovar a união estável para homossexuais, não está apenas dando a eles o benefício divulgado pelos jornais. Não é apenas conceder o direito a somar renda para aprovação de financiamento, alugar imóveis. Não é apenas a garantia de pensão alimentícia em caso de separação ou a chance de fazer declaração conjunta de imposto de renda e obter deduções. Ao reconhecer a união estável, o Estado está admitindo que a partir de agora, os gays podem formar uma "entidade familiar". E é sobre esse conceito que deveriam se pautar as discussões e os teóricos.

Ninguém questiona que a crise social que é evidente no País é principalmente uma crise da família. Famílias esfaceladas pelo divórcio, pelo vício, pela gravidez precoce e não planejada não oferecem às crianças todos os subsídios para um desenvolvimento saudável, equilibrado, rico em experiências construtivas. Crianças que não gozam de um desenvolvimento adequado, tornam-se adultos fragmentados, ora violentos, ora altamente susceptíveis. A psicologia nos fornece literatura em abundância sobre essa verdade, a relação não é senso comum.

A nossa Constituição estabelece que "é reconhecida a união estável entre homem e a mulher como entidade familiar". No artigo 1.723 do código civil, reconhece a entidade familiar a união entre "homem e mulher" com o objetivo de constituir família. A lei foi confeccionada baseada na concepção natural. Apenas a união entre um homem e uma mulher é fecunda para gerar filhos. Essa é a base da família e a família, por sua vez, base da sociedade regida por lei e direito.

O homossexualismo não é fecundo, não pode ser base para uma família, vai contra a natureza. Se a humanidade chegou até aqui, se somos quase 7 bilhões de pessoas no mundo, certamente foi porque preservamos o modelo familiar. Qualquer variação do mulher+homem é contrariedade ao curso da vida. Não existe nenhum fundamento para tornar a contrariedade um fenômeno socialmente aprovado e, portanto, estimulado.

Os homossexuais comemoram a decisão do Supremo e festejam o direito de oficializarem sua união. Como disse, ainda não lhes assistem as mesmas garantias dos casados. Não podem adotar o sobrenome do parceiro, não podem adotar crianças, mas esses são objetivos claros dos casais de mesmo sexo. E quais são as consequências disso para a formação da nação? O que isso vai significar na essência? Como seria a geração oriunda desse modelo de família? Essa é uma preocupação legítima que deveria ser considerada pelos pensadores neste país.

Mais uma vez repito: a escolha dos homossexuais deve ser respeitada. Cada um faz da vida o que bem quer e o que se espera é tolerância. Ninguém pode ser ofendido pelo que escolhe da vida. O problema está em oficializar, em legalizar, em tornar isso uma característica da nação, um modelo familiar brasileiro.

O próximo passo para os homossexuais será a tentativa de mudar a lei. É muito provável que, amparados pela decisão mais recente, eles avancem em seus objetivos. Por outro lado, uma vertente coerente com os princípios históricos da nação trabalha pela aprovação de um projeto que preserve alguns outros direitos.

Existe uma preocupação com a possibilidade de, no futuro próximo, as igrejas que são expressamente contrárias às práticas homossexuais sejam coagidas a oficiarem cerimônias de união. Tramita portanto um projeto de lei que visa resguardar a liberdade de credo e prática e proteger as religiões de serem violentadas em seus costumes e crenças. Torço para que, se não há reflexão profunda pelos rumos que se dará às famílias brasileiras, que haja ao menos bom senso quando ao respeito pela liberdade de expressão e fé.

Reflexão e debate, é o que precisamos para lidar com as consequências que advirão da decisão "politicamente correta" - e nem um pouco saudável ou natural - tomada pela justiça.

*César Augusto Machado, é apóstolo da Igreja Fonte da Vida, escritor e radialista em Goiânia.

Fonte: [ Jornal Diário da Manhã - Edição 8584, de 10 de maio de 2011, pág. 14 ]

Nota do Blog Bereianos:

Sou totalmente contra a teologia e as práticas eclesiásticas neopentecostais do "apóstolo" Cesar Augusto, porém este artigo de sua autoria traduz exatamente a minha opinião sobre os fatos abordados. Não poderia deixar de divulgar aqui no blog para refletirmos sobre esta questão.

Ruy Marinho
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STF aprova a união civil de homossexuais

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Por Heitor Alves

Os que são a favor da decisão do STF estão dizendo que não se trata de "casamento civil", e sim de uma "união estável". Ora, eles estão querendo minimizar o problema! Os ministros entendem que casais do mesmo sexo formam uma família. As ações pediam que a união estável homossexual fosse reconhecida juridicamente e que os casais homossexuais pudessem ser considerados como entidade familiar. Agora, há um novo tipo de família.

Veja a forma que o Estadão dá a notícia: "Os casais homossexuais têm os mesmos direitos e deveres que a legislação brasileira já estabelece para os casais heterossexuais. A partir da decisão de hoje do Supremo Tribunal Federal (STF), o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo será permitido e as uniões homoafetivas passam a ser tratadas como um novo tipo de família" (veja aqui).

Agora veja como o portal G1, da Globo, dá a notícia: "Em seu voto, o ministro Ayres Britto, relator do caso, foi além dos pedidos feitos nas ações que pretendiam reconhecer a união estável homoafetiva. Baseada nesse voto, a decisão do Supremo sobre o reconhecimento da relação entre pessoas do mesmo sexo pode viabilizar inclusive o casamento civil entre gays, que é direito garantido a casais em união estável. A diferença é que a união estável acontece sem formalidades, de forma natural, a partir da convivência do casal, e o casamento civil é um contrato jurídico formal estabelecido entre suas pessoas" (veja aqui).

O relator das ações, ministro Ayres Britto, foi favorável à equiparação de direitos dos casais heterossexuais aos homossexuais no único voto proferido na quarta-feira. De acordo com ele, "a família é a base da sociedade, não o casamento". Britto comentou que não se pode interpretar a Constituição de maneira reducionista ou contra seu princípio. Por isso, ponderou, é inconstitucional o artigo do Código Civil que trata a união estável usando os termos "homem e mulher", uma vez que o texto de tal legislação não tem a mesma complexidade que a Carta Magna.

É esse o problema! Não poder ser chamada de "família" uma relação entre dois homens ou duas mulheres. Deus disse: "E serão os dois uma só carne". Ele mesmo determinou o que seria uma família: composta de um homem e uma mulher.

A decisão do STF autoriza sim o casamento civil, visto que a decisão fala em "novos direitos civis" aos gays. É uma decisão que dá direitos civis iguais a casais homoafetivos e heterossexuais. As ações pediam que a união estável homossexual fosse reconhecida juridicamente e que os casais homossexuais pudessem ser considerados como entidade familiar. Com o resultado, os casais homossexuais passam a ter direitos, como herança, inscrição do parceiro na Previdência Social e em planos de saúde, impenhorabilidade da residência do casal, pensão alimentícia e divisão de bens em caso de separação e autorização de cirurgia de risco. Vejam com mais detalhes:

  • Assim como nos casos previstos para união estável no Código Civil, os companheiros ganham direito a pedir pensão em caso de separação judicial.
  • Hoje, o INSS já concede pensão por morte para os companheiros de pessoas falecidas, mas a atitude ganha maior respaldo jurídico com a decisão.
  • As empresas de saúde em geral já aceitam parceiros como dependentes ou em planos familiares, mas agora, se houver negação, a Justiça pode ter posição mais rápida.
  • Os casais homossexuais tendem a ter mais relevância como alvo de políticas públicas e comerciais, embora iniciativas nesse sentido já existam de maneira esparsa.
  • Por entendimento da Receita Federal, os gays já podem declarar seus companheiros como dependentes, mas a decisão ganha maior respaldo Jurídico.
  • Para fins sucessórios, os parceiros ganham os direitos de parceiros heterossexuais em união estável, mas podem incrementar previsões por contrato civil.
  • Alguns órgãos públicos já concediam licença de até 9 dias após a união de parceiros, mas a ação deve ser estendida para outros e até para algumas empresas privadas.
  • A lei atual não impede os homossexuais de adotarem, mas dá preferência a casais, logo, com o entendimento, a adoção para os casais homossexuais deve ser facilitada.

Fala-se que o casamento civil não foi estendido aos gays. Pra quê estender, se isso já é praticado? Antes do julgamento do STF, os homossexuais já podiam registrar sua união em cartório num contrato que estabelece divisão de bens e constata a validade da união. “É uma situação que já existe, só falta mesmo regulamentar” afirma a advogada cível Daniella de Almeida e Silva sobre a união homoafetiva (veja aqui).

Alguns sites ainda insistem que o "único dos 112 direitos que continua restrito aos heterossexuais é o direito ao casamento civil". Mas como vimos, esse direito também foi extendido a casais gays.

A Bíblia não reconhece e nem autoriza que os benefícios de uma família onde há uma relaçao homem-mulher, sejam extendidos a outras relações antibíblicas, ilegais e estranhas. Que esses estranhos casamentos aconteçam na esfera civil, para que a ira de Deus recaia sobre o país. A igreja precisa continuar na luta pela manutenção do plano de Deus para a família, sem abençoar essas anomalias dentro da igreja!

Extraído do blog: [ Blog dos Eleitos ]
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O Valor da Pregação Reformada

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O Reverendo Augustus Nicodemus, da Igreja Presbiteriana do Brasil, dá orientações valiosas a quem está começando no ministério da Palavra e quer se manter alinhado com a tradição reformada (o que, por sinal, é o meu caso). Vale a pena conferir.




Fonte: [ Polemista Reformado ]
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Em que crê um calvinista?

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Por Mauricio Andrade

Há, nas Escrituras Sagradas, uma demanda por transparência e definição! O profeta deve apresentar a visão de modo que até o corredor possa lê-la – em plena corrida! (Hc 2.2). Nossa palavra deve ser sim, sim! ou não, não! – sob pena de nos alinharmos com uma fonte maligna de informação (Mt 5.37). E existe um clamor por definição ainda no finalzinho da última profecia (Ap 22.11). Mesmo no início da Bíblia, já existe ordenação para evitar a confusão (Dt 22.5) – com a qual, aliás, Deus não se identifica (I Co 14.33).

Não costumo usar os termos calvinista e calvinismo, quando prego. A razão é simples: não é, geralmente, necessário. Refiro-me ao Evangelho e, pra mim e alguns outros (Charles Spurgeon, inclusive), dá no mesmo.

No entanto, às vezes, por motivo de clareza e compreensão, precisamos usar expressões histórica e teologicamente consagradas. Elas não definem o nosso time, a equipe à qual pertencemos. Definem, com mais precisão, nossa persuasão teológica.

Há professores de seminário que são pastores de igreja. Alguns deles ensinam uma coisa na Academia e outra no púlpito. Não dá pra saber o que eles realmente creem. Tivemos em nossa igreja um seminarista que relatou, atordoado, a confissão de um de seus professores de que não cria que houvesse alguém ouvindo nossas orações. O jovem interpelou o mestre, após a aula, e perguntou por que, então, o professor ainda orava. A resposta: “Por causa da angústia humana!”.

Outros professores negam, em classe, o relato da Criação, a existência de personagens bíblicos, a autoria apostólica dessa ou daquela epístola. Tudo supostamente apoiado em estudos científicos, pesquisas mais profundas, etc, etc, etc. Só não têm a coragem de dizer a mesma coisa nos púlpitos de suas igrejas: o “povão” costuma ser mais conservador e alguém poderia perder o “emprego”. Okay, conheço toda aquela conversa sobre Academia e Igreja e a diferença entre elas. Mas estamos falando da imutável Palavra de Deus – ou, caso contrário, da palavra de deus nenhum! E estamos falando da formação de ministros da Palavra – ou, caso contrário, apenas de profissionais eclesiásticos.

Algumas vezes, sendo indagado por algum irmão sobre minha fé, percebo que ele ou ela não sabe em que crê um calvinista. Por isso, aqui vão umas poucas dicas:

  • Um calvinista crê que a Bíblia é a Palavra de Deus;
  • Crê que o ser humano precisa ser salvo de seus próprios pecados e da ira de Deus – mais do que de qualquer outra coisa;
  • Crê que somente o Evangelho da graça de Deus, que apresenta Cristo na cruz, pode salvar o pecador;
  • Crê que o Espírito de Deus é quem regenera o pecador, dispondo-lhe o coração para crer no Evangelho.
  • Crê que o pecador deve receber o Evangelho com fé e arrependimento, e viver debaixo do senhorio de Jesus Cristo em novidade de vida.
  • Que santidade ainda é importante, sim!
  • Crê na superioridade de uma cosmovisão bíblica sobre qualquer outra percepção da realidade;
  • Crê que a Criação existe para expressar a glória de Deus, em seu amor e bondade;
  • Que hoje, sobre a Criação, atuam tanto a Queda como a Redenção – de modo que nada deve ser nem aceito nem rejeitado a priori;
  • Que os mandados da Criação – cultural, social e espiritual – são uma ótima forma de expressar santidade no mundo, glorificando, assim, nosso Criador-Redentor;
  • Que a exposição, explicação e aplicação das Escrituras, por pregadores piedosos e fiéis, é a necessidade mais urgente nos púlpitos evangélicos;
  • Que amar as pessoas é a consequência necessária da sã doutrina;
  • Que amar a Deus sobre todas as coisas é a essência de nossa salvação!

Não! A predestinação não é a característica principal da doutrina calvinista. A característica principal da doutrina calvinista é a supremacia da glória soberana de Deus sobre todas as coisas!

Agora você já sabe, pelo menos um pouco, o que deve esperar desse curioso ser, o cristão calvinista. E, se você é calvinista e estava com a ênfase errada, há tempo para corrigir!

Fonte: Blog Fiel
Extraído do site: Blog dos Eleitos

NÃO transforme boas novas em bons conselhos!

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"Reduza o cristianismo a um bom conselho e ele se harmoniza perfeitamente à cultura do treinamento de vida. Pode parecer relevante, mas, na verdade, ele acaba perdido no mercado das terapias moralistas. Quando anunciamos o cristianismo como o melhor método de aprimoramento pessoal, inclusive com depoimentos sobre o quanto estamos cada vez melhores desde que "entregamos tudo", os não cristãos podem, com toda razão, nos questionar: "Que direito você tem de dizer que a sua [religião]* é a única fonte de felicidade, significado, experiências emocionantes e aperfeiçoamento moral?". Jesus claramente não é a única forma eficaz para uma vida melhor ou para um eu melhor. Qualquer pessoa pode perder peso, parar de fumar, melhorar um casamento e se tornar mais agradável sem Jesus.

O que distingue o cristianismo, em sua essência, não é seu código moral, e sim sua história - a história de um Criador que, embora rejeitado por aqueles que criou à sua imagem, se inclinou para reconciliá-los consigo mesmo por meio de seu Filho. Essa não é uma história sobre o progresso do indivíduo para o céu, e sim a narrativa dos acontecimentos históricos da encarnação de Deus, da expiação, da ressurreição, da ascensão e do retorno, bem como da exploração de seu rico significado. Em sua essência, esta história é um evangelho: as boas-novas de que Deus nos reconciliou consigo mesmo em Cristo."

*Esta palavra foi inserida por mim pra dar sentido a frase, pois ela não constava na tradução.


Fonte: Michael Horton. Cristianismo Sem Cristo, editora Cultura Cristã, p. 86, 2010.
Via: [ UMPCGYN ]

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Tiramos o Diabo para Dançar - Quando a igreja tenta ser "relevante"

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Tiramos o Diabo para Dançar
por Josemar Bessa

Qual é o grande negócio da nossa sociedade? Qual a grande característica dos dias atuais? O que caracteriza mesmo a base do que tem sido pregado como “evangelho” em nossos dias? A concupiscência. O mundanismo está destruindo a igreja da nossa geração.

A concupiscência reina. O tamanho, a força e a “onipresença” da indústria do entretenimento mostra o quanto a sociedade está entregue completamente a concupiscência. Quais são as ferramentas massivas da propaganda? A avareza, a glutonaria e acima de tudo os desejos sexuais – Aquilo que gostamos de chamar de cultura – aquilo que achamos poder abraçar para “ganhar” o mundo – a concupiscência é o grande negócio na nossa cultura. Como disse Andrew Kevin Walker: Quando você dança com o diabo, você não muda o diabo, o diabo muda você.

A sociedade e cultura que tanto encantam a igreja é a exata expressão da declaração de Paulo: “Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si” (Rm 1.24).

Quanto mais essa concupiscência é alimentada e encorajada, a tolerância com toda espécie de obscenidade, pornografia e outras formas podridão aumenta.

A palavra grega para concupiscência é epithumia, que simplesmente significa “desejo” – neste caso um desejo insaciável por prazer, lucro, poder, prestígio e sexo. Na verdade podemos dizer que concupiscência é o desejo de algo que Deus proibiu – são as concupiscências da carne. A ordem de Deus a seus filhos é estarem em guerra – somos chamados a nos “abster das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1 Pe 2.11).

Olhe a sua volta e veja o juízo de Deus contra essa geração – o julgamento de Deus é “...Deus os entregou... à imundícia” (Rm 1.24). A palavra entregou usada aqui é usada algumas vezes para indicar alguém que foi enviado para a prisão ( paradidomi ) (Mc 1.14; At 8.3) – Ou seja, Paulo está falando de um ato judicial de Deus pelo qual ele retira sua mão e a consciência fica completamente calejada – Deus permite que as conseqüências do próprio pecado levem as pessoas a uma rota catastrófica – guiados pela paixão descontrolada...

E qual é a meta da igreja? Tirar o diabo para dançar. Tentar fazer o evangelho “relevante” – tentar se utilizar de uma cultura entregue a sua concupiscência para resgatá-la? Quem muda? O mundo? A sociedade? Não! Quem muda é a igreja – ao tirar o diabo para dançar não é ele que muda – Você muda!!!

A santidade nunca vai ser relevante para esta sociedade. E não há nada dela que você possa usar para promover santidade. A vida cristã, ao contrário de ser uma tentativa de encontrar pontos em comum com um mundo entregue a sua concupiscência, é uma luta. Você entra nela não por meio de estratégias que fazem o evangelho “relevante” – como se irrelevante ele fosse – Para esta sociedade o evangelho só se torna “relevante” quando suas concupiscências são introduzidas nele – ou seja, quando ele se torna uma farsa. E então esse “evangelho” passa ser parte da indústria do entretenimento, promete ajudar as pessoas a satisfazerem as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida (sinais de status ).

Não! O evangelho verdadeiro exige que se entre por uma porta estreita e um andar diário num caminho estreito. O caminho do verdadeiro evangelho não é sequer um caminho, um ponto entre dois extremos – um ponto convergente. O caminho cristão é um caminho estreito entre dois precipícios. Ao sair dele para achar um ponto em comum com o caminho largo você despenca e cai. O evangelho envolve viver pela fé e com auto-renúncia travar uma guerra santa com um mundo hostil – nossa missão não é achar um ponto convergente, esse ponto sequer existe. Não existe nada em comum entre – satisfazer as concupiscências e viver uma vida de santidade.

Pelo contrário, a vida cristã é uma guerra árdua, pois esse mundo, essa sociedade sem Deus, não lutará com justiça ou clareza. Não aceitará cessar fogo e não assinará tratado de paz até que você esteja completamente conformado ao que ele é.

O crente não tem que tornar o evangelho “relevante” ao mundo – ele tem que vencer o mundo. Vencer o caminho do mundanismo – João nos diz: “Porque todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo...” (1 Jo 5.4,5).

A Bíblia não encoraja a tentar encontrar qualquer ponto em comum com o mundo, ela afirma: “não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.15-17).

O amor ao mundo e o amor ao Pai são duas coisas incompatíveis: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro” (Mt 6.41).

Esqueça – combinar o evangelho e o mundo, encontrar um ponto de interesse mútuo, convivência pacífica, é impossível. A igreja hoje não está se tornando relevante, ela é mundana. E o mundanismo é a natureza humana sem Deus. Alguém que pertence a este mundo é controlado por interesses mundanos: a busca do prazer, lucro e status – ou seja – o ‘evangelho’ moderno. O espírito do interesse pessoal e auto-satisfação. O Homem mundano se rende ao espírito da humanidade caída – uma igreja assim é aceita pelo mundo – não porque ele tenha mudado – mas porque a ‘igreja’ mudou. Ela é ‘relevante’? – para o mundo e o diabo, sem dúvida.

Por natureza, todos nós nascemos mundanos. Pertencemos a este mundo perverso; ele é o nosso habitat natural. Por natureza todo homem tem uma mentalidade mundana que não está “sujeita a lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rm 8.7).

Não adiante tentarmos “santificar” as concupiscências do mundo – isto é uma contradição. Portanto, vencer o mundo não significa santificar todas as coisas do mundo para Cristo. Ser o que eu era antes, fazer o que fazia antes, ter prazer no que tinha antes... só que dizer que santifiquei essas coisas a Cristo. Não temos que cristianizar as formas de prazeres que o mundo oferece. Isso não é vencer o mundo, é ser vencido por ele.

Vencer o mundo segundo a Bíblia é lutar todos os dias da nossa vida pela fé – a revelação de Deus – contra o curso de um mundo perverso e que vai, como diz Paulo em Efésios – “se corrompendo pelas concupiscências do engano”.

O problema é que a grande maioria das pessoas fariam qualquer coisa pra não ser diferentes. Preferíamos, antes, misturar-nos. Um dos maiores temores do homem é o ostracismo, ser rejeitado pelo “grupo”. A dor do ridículo é grande demais para a maioria das pessoas – não queremos suportar isso.

Há o temor de parecer tolo, temor de ser mal-interpretado e vilipendiado. Tudo o que Jesus pareceu a este mundo – que por isso o matou. Ou seja, há um temor de se parecer com Cristo (é ridículo dizer – como alguns tentam – que a cultura de sua época o aceitou, entendeu... – nem a cultura judaica, religiosa – e nem a cultura pagã romana depravada) – Elas se juntaram para o matar.

Nunca o Evangelho bíblico será relevante para este mundo – os que são salvos são tirados do império das trevas e transportados para o Reino do Filho do amor de Deus.
A ordem é “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2).

Esta geração escolheu não obedecer ensino tão claro.Ao invés disso, resolvemos tirar o diabo para dançar. Resultado? Como era de se esperar o diabo e o mundo, que jaz no maligno, não mudaram – a ‘igreja’ mudou.

Por isso Charles Spurgeon disse: “Não posso imaginar um instrumento mais útil a satanás do que ministros mundanos.”

Não podemos tornar o evangelho relevante, podemos torná-lo falso. O evangelho é a Sabedoria de Deus! E como disse Ronald Eyre “você não pode encontrar o conhecimento, reorganizando sua ignorância” - Se já tivéssemos convencidos de nossa ignorância, sequer tentaríamos tornar o evangelho relevante.

Mas em nossa estupidez tiramos o diabo para dançar.

Deus tenha misericórdia de nós!

Soli Deo gloria!!

Fonte: [ Josemar Bessa ]
Via: [ Blog 2ª Timóteo 3:16 ]

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Rappers calvinistas!

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rappers1 O sucesso dos rappers calvinistas

Uma novidade do cenário musical gospel americano tem chamado atenção pelo seu sucesso e aposta em algo improvável. Nem todos os rappers cristãos seguem a tradição reformada, nem se consideram pregadores e professores no seu meio musical. No entanto, alguns desse músicos parecem ter gerado um movimento que usa explicitamente ideias de líderes calvinistas. Várias músicas gravadas por eles incluem referências diretas aos escritos de teólogos como John MacArthur, John Piper, CJ Mahaney, entre outros.

sprowl mar15 1 O sucesso dos rappers calvinistas

Curtis “Voice” Allen chegou a gravar no ano passado um rap sobre o Catecismo de Heidelberg, importante documento e declaração de fé reformada criado em 1563. Mas Curtis não está sozinho. Talvez o mais famoso desses “ministros do rap” no momento seja Lacrae (foto), é co-fundador da Reach Records (o selo dos rappers reformados) e líder do ministério Reach Life. Ele tem chamado atenção de meios seculares como a MTV e foi indicado ao Grammy este ano.

Some-se a esta lista Trip Lee, Sahi Linne, Flame, que também usam rimas rápidas e batidas compassadas para fazer verdadeiros sermões em forma de rap. Afinal, muitos estão acostumados a pregar com regularidade em suas igrejas.

Embora esses raps ainda estejam longe de serem adotados durante o período de louvor das igrejas reformadas, tem o apoio de teólogos como D. A. Carson e Anthony Bradley.

O mais surpreendente é ver que esse movimento parece ter influenciado rappers não são cristãos a gravarem músicas falando sobre questões teolígicas, como fez Rhymefest. Algo impensável um tempo atrás já que os grandes nomes do movimento hip hop ficaram conhecidos por suas letras que fazem apologia a violência, sexo, crime e uso de drogas.

Poderia-se até dizer que o que esse pastores/rappers fazem não é algo totalmente novo. Martinho Lutero poderia ser considerado o primeiro “rapper” reformado. Durante a Reforma Protestante encabeçada por ele e Calvino e que mudou a história da igreja no século 16, Lutero já usava rimas compassadas para ajudar as pessoas a memorizar os 10 mandamentos, o Credo apostólico e passagens bíblicas. Na época, Lutero declarou que isso “ajudava os mais jovens a se livrar da influência das músicas carnais e lhes dava algo de valor”.


Tradução do refrão

Acreditamos na cruz, acreditamos em sua vida,
Acreditamos em sua morte, acredito que ele é o Cristo.
Acreditamos que ele se levantou da sepultura, sim, é ele
E nós lemos o Catecismo de Heidelberg

Acreditamos na vida após a morte
e acreditamos que não há nada maior que Cristo,
por isso defendemos a nossa terra, porque a verdade tem sido revelada, desde a Palavra até o catecismo de Heidelberg

Agência Pavanews, com informações de Christianity Today
Fonte: [ PavaBlog ]

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Qual o mal em ver novelas?

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Por Alan Kleber

Procurando justificar esse hábito muitos cristãos geralmente fazem esta pergunta. Eles afirmam que ver novelas em nada atinge sua vida espiritual porque são extremamente maduros. Afirmam também que novelas são uma forma de lazer e entretenimento. Contudo, tais pessoas deveriam lembrar o seguinte:

(1) Nossa mente é como uma esponja. Ela absorve tudo o que vemos e ouvimos. Estas coisas são armazenadas no fundo da mente, e influenciam o íntimo do nosso coração, nossas reações, emoções, sentimentos e comportamento. Falsos conceitos e ideais repetidos várias vezes acabam se tornando verdadeiros quando falamos e agimos. É por esta razão que Paulo nos ordena ocupar a mente apenas com o que for proveitoso e edificante (Fp 4.8).

(2) As novelas em geral refletem aquilo que o homem tem de pior. Não é preciso muito esforço para se perceber que o enredo e roteiro das novelas e seriados brasileiros em sua grande maioria se baseiam na sensualidade, ambição, violência, fingimentos, poder e outras coisas descritas na Bíblia como sendo “obras da carne” ( Gl 5.18-21). A novela faz o crente “torcer” para que o “mocinho” realize a sua vingança, ou para que a “mocinha” consiga conquistar o seu amado, mesmo que seja casado.

(3) Assistir novelas em nada edifica o crente, e em nada contribui para seu crescimento espiritual. Nem mesmo traz alguma cultura ou conhecimentos. É perder tempo com “cultura inútil” e perigosa. A Bíblia nos ordena “remir o tempo, pois os dias são maus” (Ef 5.16). Alguns argumentam dizendo que as novelas prestam um grande serviço de utilidade pública como por exemplo: conscientização sobre os riscos do alcoolismo e das drogas, violência doméstica, supostas psicopatias, racismo, etc. Essa sempre é a desculpa da maioria dos brasileiros que não gostam de ler livros, jornais ou revistas e que só acessam a internet para bisbilhotar fotos em redes sociais.

Tudo isso acima, aplica-se não somente às novelas, como outros tipos de programas, filmes ou sites que acessamos na internet. Lembre-se: as emissoras de TV não estão preocupadas com a vida espiritual e moral dos milhões de brasileiros; elas estão interessadas apenas em ganhar dinheiro. E é lamentável que o façam às custas de crentes que dão uma, duas, três horas por dia (ou até mais) para os canais de televisão.

O cristão estaria fazendo algo muito melhor se usasse o tempo das novelas para o culto doméstico, reuniões de oração e doutrina (muitos cristãos não vão mais a igreja no meio da semana porque supostamente estão cansados, mas na realidade não querem perder a sua novelinha preferida), a comunhão com os familiares, a leitura de livros edificantes. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).
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Fonte:
E a Bíblia com isso?
Extraído do blog: [ Blog dos Eleitos ]
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