Ensaios sobre avivamento

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Por Diogo Henrique de Sá

Outro dia atrás eu estava conversando com uma pessoa amiga e ele me falou sobre o grande avivamento que está ocorrendo no Brasil e inclusive em sua igreja, ao que eu argumentei que não estava vendo este avivamento todo que ela estava falando. Ela então, um pouco irritada, disse que como eu não poderia estar vendo se o tal avivamento era notório. Eu então perguntei do avivamento na “igreja” dela, se eles liam a Bíblia e se isso fazia parte da rotina dos membros, se era algo de prioridade máxima para a direção da denominação a qual ela faz parte. A resposta foi não, mas que havia muita comunhão e que aqueles que lêem a Bíblia não fazem nada para o Senhor. Eu então perguntei: Como eu posso fazer qualquer coisa para Deus se eu não sei o que ele pede de mim? A resposta foi aquela clássica “a letra mata, mas o Espírito vivifica”. Eu expliquei tudinho pra ela, e acho que ela entendeu. Mas vamos pensar um pouco sobre avivamento.

Muito se fala sobre avivamento (principalmente no meio Pentecostal e Neo-pentecostal), mas será que estamos vivenciando realmente um avivamento? Há muito barulho, muito estardalhaço mesmo, mas será que temos um avivamento ocorrendo em nossos dias?

Para responder essa pergunta eu gostaria de analisar as Sagradas Letras e a história cristã, é lógico que eu não terei tempo para considerar essa questão em todos os seus pormenores, mas poderei fazer uma análise uma boa amostra dos avivamentos passados. Mas antes...

A palavra avivamento significa tornar a ter vida, ou seja, voltar a viver, reanimar. Desta forma é preciso que algo que esteja morto ou próximo a morte, seja reanimado. Nós precisamos disso, voltar ao primeiro amor, sempre que nos distanciamos de Deus, o Espírito Santo nos induz ao retorno, principalmente através da pregação bíblica, dessa forma podemos sentir a presença mística (não pense que eu estou falando de esoterismo, não me entenda mal) de Deus perto ou dentro de nós.

Se o avivamento está realmente acontecendo podemos verificar biblicamente, isto por que, de tempos em tempos Deus toma a iniciativa e atrai novamente o seu povo para Ele, a Bíblia e a história nos dá uma pista de como acontece o verdadeiro avivamento, então vejamos

Avivamento através de Moisés

Em se tratando de Moisés não podemos usar o termo avivamento no sentido estrito da palavra, mas não poderia deixar de mencioná-lo pois através dele Deus começou a forjar sua autocracia.

O povo de Israel embora reconhecido por Deus como seu povo, não sabia nada sobre o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, os quatrocentos anos no Egito lhes fizeram esquecer quem era El Shaday. Deus, para se fazer conhecido de seu povo, deu-lhes a Lei escrita, através da Lei, que deveria ser lida de dia e de noite, Israel conheceria o seu Senhor. Através da Lei Israel passaria a ter vida em Deus. Isso mudou completamente a relação entre os hebreus e Jeová. Agora havia uma regra escrita, não mais tradição oral, assim Deus registrava a sua vontade a nação.

Avivamento através de Josué

No livro de Josué nos capítulos 23 e 24, nós temos as tribos mais ou menos encaminhadas, a maior parte dos inimigos já havia sido destruída, e as tribos partem para tomar posse da parte que lhes cabia na herança, temendo que a nação viesse a se esquecer do Senhor, o substituto de Moisés, no final de sua vida, reúne a nação e traz um reascender levando o povo a se lembrar do que Deus fez e reafirmando a Lei, o que resultou em uma renovação da Aliança por parte de Israel.

Avivamento através de Josias (2º Reis 22 e 23)

Com o passar dos anos vieram os reis, Israel se dividiu em duas nações a nação do Norte manteve o nome de Israel e a nação do Sul com o nome Judá. Por se afastar irremediavelmente de Deus a nação do Norte foi-se levada pelos Assírios, que dizimaram a nação. O reino do Sul também se afastou, mas a administração de alguns Reis piedosos e tementes fizeram com que o castigo divino fosse protelado.

Um desses reis foi Josias, filho de um mal rei, Josias foi coroado muito jovem, mas logo começou uma reforma na nação. Deu-se início a uma reforma no Templo, então algo surpreendente aconteceu, o livro da Lei é encontrado (2º Reis 22:8). O livro chega até as mãos de Josias que rasga suas vestes em desespero. O rei, e a nação estavam sobre grande perigo, as Escrituras haviam sido negligenciadas e a morte pairava sobre a nação. O Senhor é consultado a respeito disso, mas Deus tem boa vontade para com o rei que se humilhara diante Dele, o castigo não virá logo, o rei pode descansar em paz. Mas a despeito do livramento que recebera o rei não se contem: a nação precisa ouvir o que está escrito no Livro do Concerto, e é isso que acontece. Todos os moradores de Jerusalém são reunidos no templo, e as Escrituras são lidas diante do povo. O Resultado foi um verdadeiro avivamento na fé judaica: os ídolos foram destruídos, os altares profanos foram derrubados, os feiticeiros caçados e extirpados, as casas de prostituição ritualística foram derrubadas, os sepulcros dos falsos profetas foram abertos e seus ossos queimados (uma grande ofensa para o judeu) e o pacto entre os judeus e Iahweh é renovado.

Avivamento através de Esdras (Neemias 8 e 9)

Após a morte de Josias, Judá tornou a se afastar de Deus, o que resultou no cativeiro babilônico. Com o passar do tempo determinado por Deus os judeus receberam permissão para retornar à Jerusalém. Mas após mais de 70 anos o povo de Judá não se lembrava da Lei. E nem mesmo conseguiam entender o que nela estava escrito, o hebreu já não era tão bem compreendido (as pessoas agora falavam e liam em aramaico, um idioma semelhante ao hebraico). Para superar essa dificuldade, já que a tradução do Antigo Testamento para outros idiomas não era visto como bons olhos (apesar de haver alguns textos escritos em aramaico), Esdras, a pedido dos filhos de Israel, leu o Livro do Senhor e os seus ajudantes iam explicando o sentido do texto de tal forma que todos podiam entender (cap. 8:8).

Isso abalou a estruturas dos israelitas, a leitura da Lei, por si só acarretou um dos maiores avivamentos da nação. As pessoas choraram pelos seus pecados, houve confissões e arrependimentos de pecados, houve adoração em gratidão a Deus. A nação como um todo voltou sua atenção para a vontade escrita de Deus. A aliança foi renovada mais uma vez.

O maior dos avivamentos: o Advento do Messias

O tempo se passou, e mais uma vez a nação de Israel se encontrava distante do Criador, mas chegada a Plenitude dos Tempos (Gl.4:4) Deus enviou a própria Palavra aos homens. Bom eu não preciso dizer que uma vez que Cristo era a própria Palavra, ele cumpriu em sua vida terrena toda a Lei, e revelou as “coisas que estavam ocultas desde a criação do mundo” (Mateus 13:35). Em Cristo Jesus o mundo teve vida, é exatamente isso que João fala em sua primeira epístola: “O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida” (1ª João 1:1). Em Jesus a humanidade passou a ter vida, houve uma mudança estrutural na história, o que resultou no maior de todos os avivamentos, pois em Cristo o homem foi reconciliado para com Deus. Jesus explicou que todo o Antigo Testamento se cumpria Nele: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:27).

Em Jesus, Deus estabeleceu uma nova aliança, que alcança todos os homens. Eu poderia passar páginas e mais páginas escrevendo sobre o que Jesus realizou, tamanha a profundidade da obra de redenção. Na verdade a vinda de Cristo, foi tão marcante que podemos dizer que em toda a História não houve algo tão marcante. Tudo mais que ocorreu no Novo Testamento foi em decorrência da vinda do Messias, inclusive a descida do Espírito Santo, registrado no capítulo 2 de Atos, pois com Cristo “o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou.” (Mateus 4:16). João fala que se tudo o que Jesus fez fosse relatado não haveriam livros suficientes para acomodá-los (João 21:25).

Avivamento sob os Apóstolos

Com a disseminação do Evangelho vários grupos tentaram, em todo o período apostólico, perverter as Boas Notícias de Salvação: O judeus queriam dar um jeitinho para harmonizar a Lei e a Graça (como se isso fosse possível ser Salvo pela Graça e ainda cumprir a Lei); os gnósticos queriam perverter a mensagem evangélica diluindo-a em sua filosofia; Isso tudo regado com os aproveitadores (é já existiam naquela época) que volte-e-meia tentavam se beneficiar com a Igreja, é o caso de Simão (Atos 8:18) e Diótrefes (3ª João 9) a resposta dos apóstolos foi estabelecer aquilo que Cristo havia ensinado. As epístolas nada mais são do que a explicação dos Ensinos de Cristo e a aplicação destes na vida do crente. A firmeza da “Palavra é o Escudo que nos protege do erro” como disse Calvino, é a Espada do Espírito como disse o Apóstolo Paulo.

Reforma Protestante [1]

Com o passar do tempo os cristãos se afastaram dos princípios neo-testamentários, os cristão não tinham acesso a Bíblia, e por conta disso uma casta sacerdotal corrupta, dominava a sociedade ao seu bel prazer. As palavras dos clérigos tinha peso de vida e morte. Por desconhecer as Verdades que Libertam os chamados “cristãos” jaziam em seus pecados (algo muito parecido com os dias atuais). Isso perdurou até que alguns homens entenderam que era necessário um retorno para as Escrituras, o homem precisava ter acesso a Palavra de Deus, como era difícil ter acesso a Bíblia, e impossível no idioma do povo, estes homens começaram a traduzi-la, outros as lia para o povo, e lhes explicava isso causou um efervescer das idéias, o homem comum enfim pôde ter conhecer a Deus e assim se achegar a Ele, sem nenhum outro intermediário além de Cristo. Esse retorno a Palavra fez ruir o então inabalável império das trevas, e o homem se viu livre para entender a maravilhosa Graça de Deus. O que Lutero, Calvino, Ulrico Zuínglio, John Knox, Teodoro de Beza, Erasmo de Roterdã e outros fizeram foi entregar novamente a Palavra aos homens, estes reformadores da igreja estavam apenas imitando o exemplo do próprio Salvador, que simplesmente pregava de maneira fiel às Escrituras, trazendo um grande despertar aos cristãos de sua época e, inclusive, dos dias hodiernos.

O avivamento do século XVIII [2]

Para falar sobre este grande último avivamento eu gostaria de usar como base o relato de J.C. Ryle. Segundo ele, a condição moral deplorável em que se encontra o nosso país quase dispensa qualquer comentário. A impiedade e a perversão dos homens, que cada dia mais têm trocado a verdade de Deus pela mentira, mudando a glória do Deus incorruptível, adorando e servindo a criatura em vez do Criador, têm suscitado a ira de Deus sobre Portugal. Por isso, Deus tem entregue o nosso povo à imundície, pela concupiscência dos seus próprios corações. E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem toda a espécie de coisas inconvenientes e aprovarem os que assim procedem. A Inglaterra da primeira metade do século XVIII caracterizava-se pela impiedade, corrupção e imoralidade. As trevas espirituais assolavam todas as camadas sociais daquele país. A terra de muitos reformadores e dos puritanos decaiu tanto, que a corrupção, a desonestidade e o desgoverno nos altos postos era a regra, e a pureza, a exceção.

A Igreja da Inglaterra, na sua grande maioria, jazia inerte, sem nenhum vigor. Os sermões, meros ensaios morais, nada podiam fazer no sentido de despertar, converter e salvar os pecadores. As importantes verdades pelas quais os pré-reformadores tinham ido para a fogueira, e muitos dos puritanos, para a prisão, pareciam ter sido totalmente esquecidas e colocadas na prateleira. Um conhecido advogado cristão da época afirmou que visitou todas as igrejas mais importantes de Londres, e que não ouviu um único discurso que apresentasse mais Cristianismo do que os escritos de Cícero, e que lhe seria impossível descobrir, do que ouvira, se o pregador era um seguidor de Confúcio, de Maomé ou de Cristo! Os bispos e arcebispos da época, na sua grande maioria, eram homens mundanos; tão mundanos que houve casos em que o próprio rei teve de intervir para restringir a impiedade deles. Para se ter uma ideia da situação, conta-se que, quando a pregação de Whitefield começou a incomodar o clero, foi sugerido com seriedade pelo próprio clero que a melhor maneira de dar um fim à sua influência era torná-lo bispo. Quanto ao clero paroquial, Ryle afirma que os seus sermões eram tão indizível e indescritivelmente ruins, que é reconfortante lembrar que eram geralmente pregados a bancos vazios.

Nos Estados Unidos a situação não era diferente. No começo do século 18, era visível nas 13 colônias — que em breve seriam conhecidas como Estados Unidos — o declínio da fé evangélica, provocado pela influência do processo colonizador, com seu subseqüente aumento populacional, sucessão de guerras brutais e declínio da espiritualidade dos ministros.

Isso tudo mudou quando George Whitefield, John Wesley, William Grimshaw, William Romaine, Daniel Rowlands, John Berridge, Henry Venn, Samuel Walker, James Harvey, Augustus Toplady e John Fletcher começaram a pregar na Inglaterra e Jonathan Edwards nos EUA, estes foram divinamente inspirados, e trouxeram de volta um efervescer da Fé. Eles não pregaram modismos, não dominaram as pessoas ao seu bel prazer, nunca fizeram um “Ato Profético, mas todo o conselho de Deus, especialmente doutrinas como a suficiência e a supremacia das Escrituras, a total corrupção da natureza humana, a morte expiatória de Cristo na cruz, a justificação pela graça mediante a fé, a necessidade universal de conversão e de uma nova criação pelo Espírito Santo, a união inseparável da verdadeira fé com a santidade pessoal, o ódio eterno de Deus pelo pecado e o seu amor pelos pecadores. Eles não hesitavam em proclamar clara e diretamente às pessoas que elas estavam mortas e precisavam viver; que se encontravam culpadas, perdidas, desamparadas, desesperadas e em perigo iminente de destruição eterna, somente a Palavra bastava. Como disse J. I. Packer, "por toda a sua vida, Edwards alimentou a alma com a Bíblia; por toda a sua vida, alimentou o rebanho com a Bíblia". Isso mudou o mundo de então.

Esse grande despertar se manteve por quase duzentos anos, e quando parecia que iria se arrefecer, uma nova chama acendia, no século XIX Moody nos Estados Unidos e Spurgeon na Inglaterra mantiveram a chama acesa.

Conclusão

É muito interessante vermos em Israel que, apesar da renovação dos pactos, volte e meia a nação se afastava do Deus vivo. Isso perdurou durante toda o Antigo Pacto e não é diferente no Novo, Deus através das séculos vem atraindo providencialmente seu povo de volta para ele.

Em todos esses avivamentos duas coisas são padrões:

Deus sempre tomou a iniciativa, nunca partiu do homem a busca, sempre foi Deus que atraiu o homem. Deus sempre foi em busca do perdido.
Em todos os casos a Palavra de Deus foi o combustível usado por Deus para acender a chama no coração do homem.

Desta forma se não está havendo um retorno a Palavra de Deus, se as pessoas não estão buscando Deus no local correto, ou seja, em sua Palavra, então todo este barulho, todo este “suposto avivamento” não passa de falso fogo, de intenso barulho. E como diz um amigo meu: “lata vazia faz mais barulho e é levado por qualquer vento de doutrina”. Não existe avivamento. O homem hoje está tentando tomar a iniciativa no buscar a Deus, através de métodos não bíblicos, isso não tem resultado em ação do Espírito Santo. Mas, ao meditar na conversa que tive com minha colega (início do artigo), eu conclui que realmente Deus está lançando os fundamentos de um avivamento, o Senhor Jesus silenciosamente está atraindo novamente um pequeno, mas crescente, grupo de pessoas até a sua Palavra. Isto resultara em uma nova Reforma (ou avivamento se preferirem), Deus fará (sempre partiu Dele). O avivamento planejado por Deus, não tem nada a ver com os lenços suados, com as sementes, com as carteiras de trabalhos sobre uma mesinha, com os paletós mágicos, com os gritos, pulos, danças, transes, unções de risos, de leões, de colas, de sopros, de quedas. O avivamento que Deus esta trazendo tem a ver com Sua Palavra, com seu Evangelho Santo, outra marca do avivamento é que somente um é honrado no processo e este alguém não é o profeta, nem o apóstolo, nem o bispo, nem pastor algum, mas somente Jesus.

Se você caro leitor não está retornando a Bíblia, as doutrinas basilares, aos Estudos Bíblicos, lamento lhe informar, mas vocês está longe de Deus. Precisa ser Avivado.

A Jesus Cristo meu Senhor, seja a Glória para Sempre!!!

Nota:
[1] Propositalmente eu não falei dos Pré-reformadores e dos pais da Igreja, que também desempenharam um valioso papel ao manter sempre um remanescente fiel a Cristo. Fiz isso por motivos óbvios, isso é apenas um resumo, dos avivamentos durante a história.
[2] Para compor esta seção eu utilizei quase que exclusivamente citações de J.C. Ryle e foram retiradas do site: http://www.iqc.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=1213, acesso em 17 de janeiro de 2011. A utilização das citações não tem valor comercial e não é minha intenção lucrar com elas


Autor: Diogo Henrique de Sá
Artigo enviado por e-mail ao Blog Bereianos
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A Essência da Verdadeira Adoração

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Por Kevin Reed

Cristo descreve a verdadeira adoração durante sua conversa com a mulher no poço (Jo 4: 5-26). Durante esta conversa a mulher propõe a Jesus a controvérsia religiosa preeminente que existia entre os Judeus e Samaritanos.

Especificamente, a disputa era sobre onde adorar. É verdade que Deus havia prescrito Jerusalém como o local para os rituais públicos – embora isto logo fosse mudado. Externamente, quando ao local para os rituais públicos os judeus estavam certos. Deus havia prescrito um padrão de adoração que tinha seu foco em Jerusalém. Este padrão divino foi desenhado como um testemunho para toda a humanidade, no que diz respeito à salvação. “A salvação vem dos Judeus” (Jo 4:22) porque “a eles foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3:22). Neste sentido, os judeus adoravam o que eles conheciam: isto é, eles aderiam ao conhecimento da lei no que dizia respeito ao local para os rituais divinos. (Aqui estamos novamente nos dirigindo para a importância da religião revelada, como dada na lei). Os samaritanos haviam abandonado a lei e forjaram a sua própria religião híbrida (2 Rs 17).

Expressado de forma diferente, Jesus reitera a importância da ordem de Deus na religião. Uma grande mudança estava preste a acontecer no que diz respeito às ordenanças externas da adoração. Em qual direção? Não pela designação humana, mas pela designação de Deus. Ele somente é o legislador. Ninguém pode adulterar o padrão que Ele estabeleceu; ainda mais, é prerrogativa divina fazer alterações de conformidade com seus propósitos.

Em seguida Jesus resume a essência da verdadeira adoração, que inclui a união inseparável de piedade e conhecimento. Os verdadeiros adoradores adorarão a Deus “em espírito e em verdade”. A adoração dos verdadeiros adoradores é caracterizada desta forma, como um resultado da graça salvadora de Deus. A soberania de Deus na salvação se estende não apenas à forma na qual os eleitos são salvos, mas também aos propósitos para os quais estes são redimidos. Um motivo essencial na salvação dos eleitos é de que eles venham a adorar em espírito e em verdade: “são estes que o Pai procura para seus adoradores (Jo 4:23).

A linguagem é repetida na forma imperativa. É uma linguagem semelhante a outros imperativos nos ensinos de Cristo, tal qual a afirmação registrada no capítulo prévio do evangelho de João: “Importa-vos nascer de novo”. Os verdadeiros adoradores “devem adorar o Pai em espírito e em verdade... importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 3:7; 4:23-24).

A verdadeira adoração deve ser “em espírito”. Isto envolve o homem interior, exigindo sinceridade e amor. A adoração inclui mais do que meras formas de devoção externa. Muitas vezes Deus pronunciou uma maldição contra pessoas devotadas a formas vazias de religião.

Os judeus incrédulos tinham o coração distante do Senhor, apesar de estarem no local correto para os rituais externos. A verdadeira adoração deve fluir do coração sincero e do amor a Deus, nosso Salvador.

Da mesma forma, a adoração genuína deve ser “em verdade”. Isto é, nossa adoração deve estar de conformidade com a revelação escrita de Deus. Existe, de fato, uma medida externa para a nossa adoração. É comum, nos dias de hoje, ouvir comentários de que o “coração” é tudo o que importa: um conceito errado de que a sinceridade de motivos e a emoção fervorosa sejam a substância da adoração genuína. Mas Cristo não reduz a essência da adoração à adoração em espírito; ele acrescenta a medida da verdade. A adoração aceitável é mais do que a exaltação sentimental de um coração ardente. Sem a verdade tal fervor é uma ofensa diante de Deus; é zelo, mas “não com entendimento” (Rm 12:2).

As afirmativas de Cristo sugerem uma advertência solene. Por sua referência a “verdadeiros adoradores” (Jo 4:23). Podemos perceber algo distinto que os separa dos outros adoradores. Em outras palavras, existe uma classe de adoradores que são falsos em sua adoração. Portanto, devemos examinar a nossa própria adoração cuidadosamente para que possamos discernir a classe a qual pertencemos.

Para ver o artigo completo acesse o site Eleitos de Deus

Fonte: [ Blog dos Eleitos ]
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Tesouros na Terra

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Por: John Piper

A essência da adoração é ter Jesus como infinitamente valioso, acima de todas as coisas. As formas exteriores de adoração são atos que mostram quanto valorizamos a Deus. Portanto, toda a vida tem o propósito de ser adoração, pois Deus afirmou que, comendo, ou bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa – toda a vida –, devemos fazer tudo para mostrar quão valiosa é a glória de Deus para nós.

Dinheiro e bens são uma grande parte de nossa vida; por isso, Deus tenciona que eles sejam uma grande parte da adoração. A maneira como adoramos com nosso dinheiro e bens é ganhá-los, e usá-los, e perdê-los de um modo que mostre quanto valorizamos a Jesus, e não o dinheiro.

Lucas 12.33-34 está relacionado ao padrão de como adoramos com nosso dinheiro (e, por implicação, está relacionado ao que fazemos com nosso dinheiro na adoração coletiva, conforme veremos em seguida). “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Com base nesse texto, observe três ensinos importantes sobre o dinheiro.

Primeiro, ter Jesus como nosso maior tesouro transmite um forte impulso à simplicidade, e não à acumulação. Focalize por um momento as palavras “vendei os vossos bens”, no versículo 33. Com quem Jesus estava falando? O versículo 22 nos dá a resposta: “seus discípulos”. Ora, em sua maioria, eles não eram pessoas ricas. Não tinham muitos bens. Mas, apesar disso, Jesus disse: “Vendei os vossos bens”. Ele não disse quantos bens eles deveriam vender.

Conforme mecionado em Lucas 18.22, Jesus disse a um jovem rico: “Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me” (v. 22). Nessa ocasião, Jesus instruiu o homem a vender todas os suas posses.

Quando Zaqueu encontrou-se com Jesus, disse: “Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19.8). Portanto, ele deu 50% de seus bens.

Atos 4.36-37 diz: “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. Isso significa que Barnabé vendeu pelo menos um campo.

A Bíblia não nos diz quantos bens devemos vender. Então, por que ela nos diz que devemos vendê-los? Dar esmolas – usar o dinheiro para mostrar amor àqueles que não têm o necessário para a vida e não têm o evangelho (a necessidade para a vida eterna) – é tão importante que, se não temos dinheiro à mão, devemos vender algo para que possamos dar.

Agora pense o que isso significa no contexto. Os discípulos não eram pessoas ricas que tinham despesas além de suas condições, cujo dinheiro estava preso em títulos ou investido em imóveis. Muitas dessas pessoas têm, de fato, algumas economias. Mas Jesus não disse: “Usem um pouco do dinheiro de vocês para dar esmolas”. Ele disse: “Vendam algo e dêem esmolas”. Por quê? A suposição é que essas pessoa viviam tão próximas do limite de suas condições, que, não tendo dinheiro para dar, precisavam vender algo para que pudessem dar. Jesus queria que seu povo se movesse em direção à simplicidade, e não à acumulação.

Qual é o ensino? O ensino é que existe na vida cristã um poderoso impulso à simplicidade, e não à acumulação. Esse impulso resulta de valorizarmos a Deus como Pastor, Pai e Rei mais do que valorizamos todos os nossos bens.

E o impulso é poderoso por duas razões. Uma é que Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas (literalmente, aqueles que têm coisas)!” (Lc 18.24). Em Lucas 8.14, Jesus disse que as riquezas sufocam a Palavra de Deus. Contudo, queremos entrar no reino de Deus mais do que desejamos ter coisas. E não queremos que o evangelho seja sufocado em nossas vidas.

A outra razão é esta: queremos que a preciosidade de Deus seja manifestada ao mundo. E Jesus nos diz que vender os bens e dar esmolas é uma maneira de mostrar que Deus é real e precioso como Pastor, Pai e Rei.

Portanto, o primeiro ensino de Lucas 12 é que confiar em Deus como Pastor, Pai e Rei transmite um forte impulso à simplicidade, e não à acumulação. E isso transforma a adoração que procede do íntimo do coração em ações mais visíveis, para a glória de Deus.

Mas há uma segunda lição a aprendermos no versículo 33: o propósito do dinheiro é maximizar nosso tesouro no céu, e não na terra. “Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome”. Qual é a conexão entre vender os bens, para atender à necessidade de outros (primeira parte do versículo), e o acumular para si mesmo tesouro no céu (final do versículo)?

A conexão parece ser esta: a maneira como você faz bolsas que não desgastam e ajunta no céu um tesouro inextinguível é por vender seus bens e atender às necessidades dos outros. Em outras palavras, simplificar nossa vida na terra por causa do amor maximiza nosso gozo no céu.

Não entenda de modo errado este ensino radical, pois isto é o que Jesus pensa e fala em todo o tempo. Ter uma mentalidade do céu faz uma diferença radicalmente amorosa neste mundo. As pessoas que estão mais poderosamente convencidas de que o tesouro no céu é o que realmente importa, e não as grandes possessões acumuladas neste mundo, são pessoas que sonharão constantemente com maneiras de simplificar e servir, simplificar e servir, simplificar e servir. Eles darão, e darão, e darão. E, é claro, trabalharão, trabalharão, trabalharão, como Paulo disse em Efésios 4.28: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado”.

A conexão com a adoração – na vida e nos domingos – é esta: Jesus nos manda acumular tesouros no céu, ou seja, maximizar nosso gozo em Deus. Ele diz que a maneira como fazemos isso é vendendo e simplificando, por amor aos outros. Assim, ele motiva a simplicidade e o serviço pelo nosso desejo de maximizar nosso gozo em Deus; e isso significa que todo o nosso uso do dinheiro se torna uma manifestação de quanto nos deleitamos em Deus, acima do dinheiro e de todas as coisas. E isso é adoração.

Mas há um terceiro e último ensino em Lucas 12: seu coração se move em direção ao que você ama, e Deus quer que você se mova em direção a ele. “Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (v. 34). Essas palavras são apresentadas como a razão por que devemos buscar tesouros inextinguíveis no céu. Se o seu tesouro estiver no céu, onde Deus está, então ali estará o seu coração.

Ora, o que este versículo aparentemente simples nos diz? Entendo que a palavra tesouro significa “o objeto amado”. E a palavra “coração” entendo que significa “o órgão que ama”. Por isso, leio assim este versículo: “Onde estiver o objeto que você ama, ali estará o órgão que ama”. Se o objeto de seu amor é Deus, que está no céu, o seu coração estará com ele no céu. Você estará com Deus. Todavia, se o objeto de seu amor é o dinheiro e as coisas da terra, o seu coração estará na terra. Você estará na terra, separado de Deus.

Isso é o que Jesus pretendia dizer quando falou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Lc 16.13). Servir ao Deus dinheiro significa amar o dinheiro e seguir todos os benefícios que ele pode oferecer. Nesse caso, o coração segue o dinheiro. Mas servir a Deus implica amá-lo e buscar todos os benefícios que ele pode dar. Nesse caso, o coração segue a Deus.

E isso é adoração: o coração está amando a Deus e buscando-o como o tesouro superior a todos os outros tesouros.

Em conclusão, vamos relacionar esses três ensinos de Lucas 12.33-34 com o ato de adoração coletiva que chamamos de “ofertório”. Este momento e este ato serão adoração para você, não importando a quantidade ofertada – desde a pequena moeda da viúva às grandes quantias dos milionários –, se, ao dar, você disser, de todo o coração: “Primeiro, ó Deus, por meio desse ato, eu confio em ti como meu generoso e dendito Pastor, Pai e Rei, de modo que não temerei quando tiver menos dinheiro para mim mesmo, ao suprir as necessidades dos outros. Segundo, ó Deus, por meio desse ato, eu resisto a incrível pressão de nossa cultura para acumularmos cada vez mais e identifico-me com o impulso para viver em simplicidade por amor aos outros. Terceiro, por meio desse ato, eu acumulo tesouros no céu, e não na terra, para que meu gozo em Deus seja maximizado para sempre. E, quarto, com esta oferta eu declaro que meu tesouro está no céu e meu coração segue a Deus”.

Fonte: [ Editora Fiel ]
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Seguindo o exemplo dos Bereianos

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Atos 17: 10-12 - “E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. De sorte que creram muitos deles, e também mulheres gregas da classe nobre, e não poucos homens.”


Tenho testemunhado, de diversas maneiras, que onde falta o conhecimento Verdadeiramente Bíblico, a igreja se torna, ao mesmo tempo, vítima e algoz de suas próprias emoções. Não baseiam sua fé naquilo que é o caráter de Deus, mas em emoções, manipulações e mercadejar de almas.

O resultado disso é pessoas sendo entusiasmadas, com manifestações que levam o nome de Deus, sem que Deus esteja agindo de fato. Pessoas se escandalizam. Adolescentes são negativamente influenciados. Mulheres e homens divagam na histeria coletiva.

Já vi assassinos em série nascerem dessa combinação: emoção, volume alto, manipulação psicológica. Isso é pernicioso e doentio. Leva as pessoas ao recrudescimento e não ao crescimento espiritual.

Sou à favor que se questione, que se pesquise, que se indague NA BÍBLIA, como os bereanos de Paulo fizeram depois de ouvir sua pregação. Paulo pregava, e depois, cada um ia conferir nas escrituras, se o que Paulo dizia era verdade ou filosofia humanista.

Por que será que a igreja deixou de ser bereana e abraça tudo sem parar, nem que seja por dois minutos, para pensar? Por que nos tornamos presas de lobos devoradores que tentam nos induzir a erro e engano?

Deus só tem compromisso com a Verdade que Ele estabeleceu. Não serão os sinais que determinarão se uma coisa é verdadeira. Até porque, também o diabo, sabe realizar sinais e prodígios e se possível fosse enganaria até os escolhidos.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mateus 24:24

A igreja, para ser madura e saudável em sua vida cristã piedosa tem que se basear na Bíblia e não no desejo por fogos de artifício e som alto. Cuidado quando surgir alguém querendo ver aquilo que Deus não mostrou, ou revelar aquilo que Deus não falou. O diabo só está à espreita, procurando alguém mais descuidado para devorar.

Seja bereano em sua vida cristã devocional. Vá ler em sua Bíblia o que está escrito de Deus e de suas promessas pois estas sim são verdadeiras e dignas de toda aceitação.

Autora: Ana Elisa Dantas de Souza Pires
Fonte: [ Amigos do Puritanismo ]

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Chamados de modo irresistível

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Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Rm 8:29-30

Por: Clovis Gonçalves

Os que foram conhecidos de antemão e predestinados por Deus na eternidade, são chamados na história. Observe que os chamados são todos e somente aqueles que foram anteriormente conhecidos e predestinados. Isto aponta para um sentido da palavra chamados que vai além de mero convite.

De fato, nas epístolas, sempre que a palavra chamados ocorre é no sentido de uma chamada interior, poderosa, irresistível. Chamar nessa passagem deriva de kaleõ, que nas epístolas sempre denota "convocar, intimar", não apenas convidar externamente, mas tem o sentido de "chamar interna, eficiente e salvadoramente" (JFB). "O amor de Deus, que reina no coração daqueles que outrora foram inimigos, prova que eles foram chamados segundo o Seu propósito" (Mathew Henry).

Consideremos alguns aspectos desse chamado. Em primeiro lugar, Deus é quem nos chama. Não se trata de um mero convite humano, recheado de chantagem emocional, mas da convocação de um soberano: "Fiel é Deus, o qual os chamou à comunhão com seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (1Co 1:9). Paulo foi "chamado para ser apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus" (1Co 1:1) e por isso reconhecia que "Deus me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça" (Gl 1:15). No chamado de Deus importa a vontade de Deus, e não do homem, pois todos os que o foram, "foram chamados de acordo com o seu propósito" (Rm 8:28).

Por ser um "chamado celestial" (Hb 3:1) e não terreno, é um chamado poderoso. Deus os "chamou para isso por meio de nosso evangelho" (2Ts 2:14), que "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). "Para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1Co 1:24). Experimentaram que não fosse uma chamada poderosa, ainda estariam chafurdando em seus pecados. Por isso se alegram em "anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2:9).

E é para se alegrar mesmo, especialmente quando consideramos o propósito para o qual fomos chamados. Para esta vida, o chamado implica renúncia e sofrimento. Os eleitos são "chamados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda parte, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1Co 1:2) e mesmo quando são afrontados lhes é ordenado que "não retribuam mal com mal nem insulto com insulto; pelo contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados" (1Pe 3:9).

Mas a chamada não se resume a esta vida. "Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna" (Hb 9:15). Paulo aconselhou Timóteo dizendo "tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado" (1Tm 6:10), pois de fato o Senhor nos "chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus" (1Pe 5:10). Para isso nosso Pai nos dá "todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2Pe 1:3), "a fim de tomarem posse da glória de nosso Senhor Jesus Cristo" (2Ts 2:14).

Essa chamada é feita pelo "Deus de toda a graça" (1Pe 5:10), logo, é uma chamada graciosa, não baseada em características e capacidades humanas. Paulo se refere "a nós, a quem também chamou, não apenas dentre os judeus, mas também dentre os gentios" (Rm 9:24). Os judeus tinham vantagem sobre os gentios? "Muita, em todos os sentidos! Principalmente porque aos judeus foram confiadas as palavras de Deus" (Rm 3:2). No entanto, isso não contou na chamada divina. Inteligência, poder, nobreza, tornam alguém mais habilitado a responder ao chamado? "Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento" (1Co 1:26). Se dependesse do homem, era de se esperar que alguns estivessem melhor qualificados que outros. Mas não, Deus "nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça" (2Tm 1:9).

Isso não significa que o homem não tem participação ativa na resposta ao chamado divino? De jeito nenhum. O homem responde com fé e arrependimento ao chamado interno do Espírito Santo. Mas a fé e o arrependimento com os quais respondem são dons de Deus, embora seu exercício seja do homem. Contudo, o fato de que ninguém que não seja chamado interiormente responda com fé, aliado ao fato de que somente os que são chamados sobrenaturalmente pelo Espírito o fazem, demonstra que o fator decisivo na chamada eficaz é a vontade de Deus e não o arbítrio do homem.

Soli Deo Gloria

Fonte: [ Cinco Solas ]
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A Igreja Universal e a troca de Anjo da guarda

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Por Renato Vargens

A Igreja Universal do Reino de Deus não é uma igreja evangélica. Seus ensinamentos são absolutamente antagônicos as doutrinas das Sagradas Escrituras. Se não bastasse as inúmeras aberrações propagadas por essa seita, os adeptos do “Irudianismo” acreditam que o fracasso de algumas pessoas se deve a anjos fracos. Para a IURD se o jovem está nas drogas, se o casamento está em crise, ou se você possui dívidas, isso deve a debilidade do seu anjo da guarda. Para os Iurdianos, você precisa trocar de anjo urgentemente. Para tanto, a IURD tem promovido o culto da troca de anjos.

Caro leitor, falta-me palavras diante de tamanha sandice! Concordo plenamente com a Igreja Presbiteriana do Brasil em considerar a Igreja Universal do Reino de Deus uma seita, visto que suas doutrinas não são cristãs. Ora, promover o culto da troca de anjo da guarda é o fim da picada, é o fundo do poço!

Para sua reflexão, reproduzo abaixo dois textos que por si só se explicam:

“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos e por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24.11,12).

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade e por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (II Pedro 2.1-3).
Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!



Autor: Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]
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Armadilhas hermenêuticas


Por: Luiz Sayão

Há uma necessidade urgente e gritante de conhecimento mais aprofundado sobre a interpretação da Bíblia

A maioria dos mais informados vai concordar que atravessamos um cenário complicado no evangelicalismo brasileiro. Todos sabem que a igreja cresceu demais nas últimas décadas, mas ela ainda busca um amadurecimento. Movimentos mais contextualizados e grupos voltados para a evangelização do país coloriram o cenário evangélico brasileiro nos últimos anos. Todavia, tanta euforia e eferverscência também é sinal de atenção. O fato é que a igreja precisa achar um ponto de equilíbrio entre quantidade e qualidade. Sem o estudo sério e fundamentado das Escrituras Sagradas teremos problemas insolúveis a curto prazo em nossa realidade protestante tupiniquim. Infelizmente, ainda há grupos em nosso contexto de fé que desprezam o preparo teológico, há outros que são tão estranhos que vivem na fronteira entre a categoria de seita e denominação. Há muito trabalho a ser feito para a consolidação de uma tradição evangélica autêntica no Brasil.


Ninguém pode negar que essa tarefa de consolidação passa necessariamente pela referência máxima da cristandade e dos evangélicos: as Escrituras Sagradas. A compreensão da Bíblia é absolutamente fundamental para que se tenha uma igreja séria e cristãos espiritualmente saudáveis. Por incrível que pareça, o sinal de que nem tudo vai bem no cristianismo “tropical abençoado por Deus e bonito por natureza” é que há muitos textos lidos e enfatizados em nossa tradição evangélica que são malcompreendidos, gerando inclusive crises e problemas pessoais em muitos cristãos sérios e sinceros. Vejamos alguns exemplos.

Muita gente tem sofrido com seus familiares ao ler o conhecidíssimo texto de Atos 16.31: “Crê no Senhor Jesus, e tu e tua casa sereis salvos” (A21 – Versão Almeida 21). O problema desse texto é que muitas pessoas pensam que estamos diante de uma promessa divina de que todos os nossos parentes próximos serão salvos. A verdade é que o texto não ensina isso! Em primeiro lugar, é importante destacar que como texto narrativo histórico, o versículo não pretende ser normativo. Ou seja, o relato de alguma coisa que acontece não necessariamente é norma para toda a igreja. Aqui vemos uma promessa que foi dada ao carcereiro de Filipos e não para todos! A ele foi dito que ele e “os de sua casa” (NVI) seriam salvos. No caso dele, isso talvez tivesse incluído servos ou empregados, já que a “casa” de alguém nos tempos bíblicos incluía gente que não era da família de sangue. Portanto, a verdade é que ninguém pode assegurar a conversão de seus parentes com base nesse texto. Se esse fosse o caso, ninguém veria um parente próximo morrer sem converter-se a Cristo na história, mas sabemos que isso não se verifica. Além disso, o próprio Jesus deixou claro que muitos cristãos até perderiam suas famílias por causa do evangelho: “E todo o que tiver deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por minha causa, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.” (Mt 19.29 – A21). Leia também Mateus 10.35,36. Como se vê, se nos fosse prometida a conversão de todos os parentes próximos estes textos de Mateus não fariam sentido.

Quase que na mesma linha de pensamento, muitos evangélicos, principalmente pais e mães, ficam literalmente desesperados diante de Provérbios 22.6 (ARC): “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. O que geralmente se entende desse versículo é que Deus está prometendo que uma criança levada ao conhecimento do evangelho desde pequena nunca se desviará da fé. Como uma mãe entende esse versículo diante do fato de que seu filho afastou-se da fé e da igreja? O problema não está em Deus e na Bíblia, pois o texto não está ensinando isso. Não há aqui uma garantia contra a apostasia! Em primeiro lugar, é importante afirmar que Provérbios não é um livro de promessas. De fato, suas afirmações são “máximas”, ou seja, fatos constatáveis de modo geral na vida. O texto está dizendo que aquilo que uma criança aprende desde pequena não é esquecido. A verdade é que a tônica do texto não é exclusivamente religiosa. É de criança que se aprende a andar de bicicleta, falar outra língua, tocar um instrumento, decorar versículos, etc. Além disso, devemos também ressaltar que o texto hebraico diz: “Instrui a criança no seu caminho ...”. A tradução tradicional “deve andar” interpreta o sufixo pronominal genitivo do hebraico, indo muito além do literal. Todavia, há outras alternativas de interpretação! “Instruir a criança no caminho dela” pode significar “instruí-la segundo os objetivos que os pais têm para ela” (NVI), “instruí-la no caminho devido” (ARA, ARC, A21) ou “instruí-la conforme os dons que ela tem”. As interpretações são legítimas e o texto está aberto a mais de um enfoque distinto. No entanto, é bastante seguro afirmar que o texto não está prometendo segurança de salvação para a criança que vai à escola dominical, tem pais cristãos e ouve a Bíblia desde pequeno. O assunto ali discutido não é salvação!

Outro texto geralmente mal compreendido é Filipenses 4.13. Não faz tanto tempo, trafegando pelas áreas nobres da rica cidade de São Paulo, contemplei um belo carro importado com um adesivo que ostentava orgulhosamente o verso de Filipenses. Geralmente, quando se lê este texto isoladamente, a maioria das pessoas imagina que se trata de uma promessa de fé. Por meio do poder de Cristo, eu posso alcançar tudo o que eu quiser! Assim, posso adquirir bens caros, derrotar inimigos pessoais, subir de posição, etc, por meio de Cristo. Novamente, como nos outros casos, o texto bíblico não está dizendo isso. Aqui, para que se entenda corretamente o texto é preciso entender o contexto. O apóstolo Paulo está escrevendo Filipenses na ocasião de sua prisão, muito provavelmente em Roma (Fp 1.13-14). Portanto, ele está enfatizando que por meio de Cristo podemos suportar toda e qualquer situação adversa. Basta ler o que Paulo diz um pouco antes nos versículos 11 e 12 (NVI): “Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade.” Por incrível que possa parecer, o texto bíblico significa exatamente o oposto do que muita gente tem sugerido sem analisá-lo adequadamente.

Numa outra ocasião, em minhas jornadas, encontrei dois cristãos evangélicos num debate acalorado, discutindo se devemos ou não mentir em certas situações. Independentemente da discussão sobre a possível legitimidade de uma inverdade ou omissão da verdade em certas situações (como o caso de mentir ou omitir para salvar uma vida), o que estamos discutindo é o uso de textos bíblicos de maneira indevida. O argumento dos debatentes era o de que Abraão, servo do SENHOR, e amigo de Deus, em uma situação de necessidade, mentiu (Gn 12.18-20), o que legitimaria o procedimento. A questão aqui não é tão difícil: o simples relato de um texto histórico não o define como norma. Muitas vezes o texto bíblico conta-nos os erros e falhas de seus personagens exatamente para enaltecer o poder de Deus na vida de um ser humano frágil. Muita gente, porém, tenta ver méritos e qualidades especiais em cada detalhe de vida do personagem bíblico, sem contrastar o comportamento dos mesmos com as normas divinas. Assim, com base nos fatos de que Moisés ficou irado, Abraão mentiu, Jacó enganou Labão, Raabe mentiu em Jericó, Davi foi polígamo, etc, alguns tentam justificar seus pecados, afirmando que homens e mulheres de Deus do passado fizeram tais coisas e não foram punidos por isso. O equívoco é muito claro. Não podemos fazer isso: um texto narrativo não é necessariamente normativo.

Esses exemplos mencionados neste breve artigo apenas nos mostram a necessidade urgente e gritante de um conhecimento mais aprofundado da arte de interpretação da Bíblia (hermenêutica). Muitas comunidades cristãs são hoje reféns de doenças hermenêuticas prejudiciais e destruidoras para a fé. Há grupos perdendo o equilíbrio teológico e caindo no liberalismo teológico (negação do sobrenatural), numa filosofia específica, no legalismo, no misticismo desenfreado, no tradicionalismo irrefletido, entre outros problemas! É preciso estudar a Bíblia no seu próprio contexto, entendendo elementos históricos, literários e teológicos para que conheçamos ao máximo a intenção original do autor. Depois disso, temos a tarefa de destacar os princípios que estão presentes no texto, para então comparar o que descobrimos com uma análise teológica mais profunda, a partir de outros textos importantes que falam do princípio descoberto no texto inicialmente analisado. Finalmente, devemos fazer a aplicação do princípio descoberto e teologicamente analisado na realidade do cotidiano.

A verdade é que a seriedade e o valor do texto sagrado para sempre ecoará através da história, especialmente quando ouvimos como o próprio Jesus considerava as Escrituras: “Pois em verdade vos digo: antes que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará uma só letra ou um só traço da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18 – A21).

Luiz Sayão - Teólogo, hebraísta, escritos e tradutor da Bíblia. É também professor da Faculdade Batista de São Paulo, do Seminário Servo de Cristo e professor visitante do Gordon-Conwell Seminary.

Fonte: [ Eclésia ]
Via: [ Marcos Aurélio - Compartilhando... ]
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O Hedonismo e suas consequências

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Por: Rubens Osório

Hedonismo é a “filosofia do prazer”. Seu principal representante na Grécia antiga foi Epicuro. Por isso os hedonistas são também chamados epicureus.

Essa filosofia é referida rapidamente nas Escrituras, em Rm 16.17 e 18 - “E rogo-vos, irmãos,que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas só ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices”.

E em Fp 3.19: “Porque muitos há dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre; e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”.

É a mesma filosofia do prazer denunciada por Paulo em Rm 1.22-27: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais à criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no contrário à natureza. E semelhantemente. também, os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.”

É a busca insaciável do prazer carnal, desde o comer e beber, até o prazer do sexo anti-natural. “Pecam contra si mesmos”.

O comer e beber pelo prazer leva à obesidade mórbida e à embriaguez; a libertinagem sexual leva à destruição do caráter, do amor próprio, à gravidez indesejada e suas consequências; leva às doenças venéreas, inclusive à sífilis e à Aids.

Entretanto, o hedonismo é a filosofia mais difundida e estimulada nos dias de hoje. Basta chegar a uma banca de jornais e observar as capas de dezenas de revistas – a pornografia é evidente; os filmes, as novelas em geral, são um estímulo constante à libertinagem sexual. Oferecem o que agrada “a carne”, o ventre.

As consequências maiores são trágicas: violências sexuais, estupros, prostituição infantil, concubinato substituindo o casamento sério, honesto, e responsável; incesto, prostituição e adultério.

Tudo isso destrói não só os corpos e a saúde física, mas também o caráter das pessoas, a começar pela baixa auto-estima. No íntimo as pessoas viciadas em sexo sabem que são desprezíveis, pois a consciência moral – característica do ser humano – as acusa (Rm 2.14-15: “Quando os gentios, que não têm Lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.”).

As consequências sociais são terríveis: as crianças abandonadas pelos pais e mães que não as desejavam, são presas fáceis dos corruptores de toda espécie. Homens e mulheres que se entregam aos vícios e a toda espécie de corrupção. Então nos surpreendemos quando ficamos sabendo do tráfico de toneladas de tóxicos, do tráfico internacional de mulheres, da pedofilia praticada até por “religiosos”, de quadrilhas formadas por políticos de todos os níveis, da sociedade consumista que esbanja imensas quantias em frivolidades, desde as modas até o luxo com cachorros, consomem fortunas enquanto crianças e jovens vivem e morrem em extrema miséria.

A inversão de valores é o pecado generalizado. Poucos são os que pensam nos valores morais e espirituais. E sem esses valores reconhecidos e colocados no topo de todos os valores, a sociedade humana se amesquinha, se animaliza e se destrói. O progresso das ciências, como a surpreendente tecnologia de hoje, não está voltada para o bem comum – de todos – mas só para o conforto e diversão de uma elite.

E uma realidade assusta hoje: nosso planeta está em perigo de destruição pelo próprio ser humano.

Tudo isso por que?

O homem – a humanidade – é cada vez mais materialista, e apesar de toda sua religiosidade, ignora a realidade de Deus com a Lei que Ele nos deu, resumida nos “Dez Mandamentos” que são de uma incomparável profundidade moral, espiritual e filosófica.

De modo geral, hoje, quando as pessoas nos ouvem falar de Deus e Seus mandamentos, rejeitam tudo como algo antiquado, sem sentido, e até como burrice.

Entretanto, Deus nos deu a Sua Lei assim como o inventor ou o fabricante de uma máquina preciosa e delicada, como o elevador ou o avião: ensina os cuidados a tomar, excessos a evitar, o uso correto, para o bem e a segurança dos próprios usuários.

Em Dt 6.1-7, diz: “Estes,pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir: para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os Seus estatutos e mandamentos, que Eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes para que bem te suceda e muito te multipliques. Como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o Senhor teu Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estas palavras estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”

Em Dt 10.12-13 diz: “...que é o que o Senhor teu Deus pede de ti, que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirva ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração... para guardardes os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Você quer que tudo melhore em sua vida? Comece pensando sobre tudo isto, e a obedecer a “Lei do Senhor” escrita em seu coração, isto é, em sua consciência. É o que diz Rm 2.14-15: “Os que ouvem a Lei não são justos, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm Lei , fazem naturalmente as coisas que são da Lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações”.

Você é um cristão? Então responda com sinceridade para você mesmo: é um cristão de fato e de verdade? Ou é um “cristão nominal”, que “faz média” com o mundo?

Nesse caso, não deixe para depois, tome a decisão: seja um cristão fiel, de fato e de verdade, conforme Rm 12.1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. E diga como o salmista no Salmo 119.97: “Oh! Quanto amo a Tua Lei”.

Via: [ Igreja Presbiteriana Fundamentalista Betel ]
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O que é Universalismo?

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Por Russel Shedd

O ensinamento que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus se chama “universalismo”. De modo crescente, o universalismo se insinua por declarações da Igreja Católica Romana, bem como alguns grupos e igrejas protestantes de linha mais liberal. Esta doutrina se mantém e se propaga pela força de dois tipos de argumentação. O primeiro, sendo teológico, apela para a razão e emoções humanas, enquanto o segundo se fundamenta em interpretações duvidosas de alguns trechos da Bíblia.

O nacionalismo judaico que dominava na época de Jesus abriu uma brecha extremamente estreita para prosélitos que renunciavam suas origens gentílicas e ingressavam dentro do povo de Deus por meio de batismo, circuncisão, sacrifício e compromisso com a Lei. Assim alcançariam o supremo benefício de ingressar no povo de Deus chamado Israel, mas não a garantia da salvação.

Os profetas do Antigo Testamento previam um tempo futuro em que o Messias viria, não apenas para trazer a salvação ao povo escolhido (Is 42.6; 49.6), mas também aos gentios. Não seria justamente a bênção que Deus deu a Abraão que se estenderia a todas as nações da terra por meio do seu descendente (Gn 12.3; Gl 3.16)? A Nova Aliança efetuada pela pessoa e obra de Jesus na cruz criou uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo de propriedade exclusiva de Deus”, composta de judeus e gentios convertidos (1Pe 2.9).

De acordo com o Novo Testamento, a salvação de qualquer pessoa, judeu ou gentio, dependia da confissão que Jesus é Senhor (normalmente no batismo que marcava a morte e ressurreição com Cristo) e crer na ressurreição de Jesus (Rm 10.9). Todos que se arrependiam e criam eram incluídos nos salvos. A Grande Comissão que Jesus deu aos seus seguidores foi de fazer discípulos de todas as nações, batizando e ensinando-os a obedecer tudo que Jesus ensinou (Mt 28.19,20). Desta maneira, o universalismo dos profetas, no qual as nações subiriam ao monte do Senhor (Is 2.3), se cumpria no convite do Evangelho universal a todos que foram comprados para Deus pelo sangue de Jesus, os que procedem de toda tribo, língua e nação (Ap 5.9).

A doutrina ortodoxa enraizada no Novo Testamento que oferece a garantia da salvação a todos que se arrependem e crêem no Senhor Jesus não é o universalismo que ensina que todos os seres humanos serão aceitos por Deus e gozarão do benefício da morte de Jesus. O universalismo neste sentido foi condenado no Concílio de Constantinopla como uma heresia em 543 d.C. Reapareceu entre os mais extremados anabatistas, alguns Morávios e outros poucos grupos não ortodoxos. Schleiermacher, conhecido pai do liberalismo, abraçou esta posição, seguido por teólogos mais radicais como John A.T. Robinson, Paul Tillich, Rudolph Bultmann. Até o mais destacado teólogo do século 20, Karl Barth, não se posicionou contra esta esperança, mesmo sem se declarar abertamente a seu favor. Os evangélicos, porém, se opõem contundentemente a essa doutrina. Eles reconhecem no universalismo uma forma moderna da mentira de Satanás no jardim: “Certamente, não morrerás”.

“Atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.32). “Por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm 5.18). João diz que “Jesus Cristo é a luz que ilumina a todo homem” (Jo 1.9). Paulo afirma: “Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1Co 15.22). “A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tito 2.11).

Mesmo que pareça convincente o argumento exegético, quem examinar mais profundamente encontrará boas razões para rejeitar a salvação universal. Considerar estes textos dentro do seu contexto mais amplo convencerá o intérprete não preconceituoso que os autores bíblicos não estão declarando a possibilidade de salvação sem fé no Senhor Jesus Cristo. Considere Hebreus 11.6 que diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”.

O dualismo que divide toda a humanidade aparece em todo o Novo Testamento. O juiz tem sua pá na mão, limpará completamente a sua eira; “recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3.11,12). Sem nascer de novo não há esperança de ver o Reino de Deus. Achar que o amor de Deus é tão extenso que ninguém pode cair fora dele, é uma crença muito conveniente para os que rejeitam o teor de todo o ensino da Bíblia. Não convém se arriscar em tão fraca esperança.

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Fonte: [ Revista Enfoque ]
Via: [ Púlpito Cristão ]

O Teísmo Aberto e o Livre-Arbítrio

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O Teísmo Aberto declara que Deus concedeu às pessoas o livre-arbítrio e para que este livre-arbítrio permaneça livre, Deus não pode conhecer de antemão quais serão as escolhas das pessoas. Eles argumentam que se Deus conhecesse uma futura escolha de uma pessoa, então, esta pessoa não seria verdadeiramente livre para escolher algo diferente quando chegar o tempo de fazer aquela escolha. Portanto, eles dizem, se Deus conhece as futuras escolhas do livre-arbítrio das pessoas, então, isto significa que o livre-arbítrio realmente não existe.

Além do mais, eles sustentam uma visão do livre-arbítrio conhecida como livre-arbítrio libertariano. Esta é a posição de que uma pessoa é igualmente capaz de fazer escolhas entre opções independentemente das pressões ou coações de causas externas ou internas. Em outras palavras, a pessoa é capaz de igualmente escolher entre uma série de opções. Por contraste, o livre-arbítrio compatibilista sustenta que uma pessoa pode escolher somente o que é consistente com sua natureza e que há coações e influências sobre sua capacidade de escolher. No livre-arbítrio libertariano, um pecador é igualmente capaz de escolher ou rejeitar Deus, a despeito de sua condição pecaminosa. No livre-arbítrio compatibilista, um pecador pode escolher fazer somente o que é consistente com sua natureza pecaminosa.

Livre-Arbítrio Libertariano

O livre-arbítrio é afetado pela natureza humana, mas ainda possui a capacidade de escolha contrária à nossa natureza e desejos.

Livre-Arbítrio Compatibilista

O livre-arbítrio é afetado pela natureza humana e não pode escolher contrariamente à nossa natureza e desejos.

No compatibilismo uma pessoa que é escrava do pecado (Romanos 6:14-20) e que não pode entender as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14), não será capaz de escolher a Deus de seu próprio livre-arbítrio, porque seu livre-arbítrio não tem a capacidade de contradizer sua natureza e sua natureza é contra Deus, morta e incapaz de escolher a Deus. O libertarianismo sustenta que apesar da natureza de uma pessoa, seu livre-arbítrio lhe permite escolher a Deus, a despeito de ser um escravo do pecado e não ser capaz de entender as coisas espirituais. Eu creio que o aspecto mais singularmente importante do open theism é a visão libertariana do livre-arbítrio e que a Bíblia, a pecaminosidade humana, a liberdade humana, a natureza de Deus e o próprio tempo são vistos através desse filtro. De fato, eu ainda creio que a Bíblia é reinterpretada à luz desta "verdade".

A diferença entre as definições tem um profundo efeito sobre o open theism porque o open theism deve sustentar a visão libertariana do livre-arbítrio, e não o compatibilismo. Por que? Porque os "teístas abertos" sustentam a absoluta soberania do livre-arbítrio do indivíduo, apesar da natureza pecaminosa da pessoa. Mas, o compatibilismo ensina que a vontade é somente livre à medida que sua natureza lhe permite ser livre. Se a última posição for verdadeira, então, como o Deus do open theism poderia salvar alguém sem interferir em sua vontade? Mas, visto que o open theism mantém que Deus não somente é ignorante das escolhas do livre-arbítrio das pessoas, Ele não interferiria no livre-arbítrio de ninguém.

Todavia, a Bíblia nos ensina que Deus deveras intervém nas livres escolhas das pessoas. Por favor, considere Provérbios 21:1 que diz, "Como corrente de águas é o coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer". Se o livre-arbítrio libertariano for verdade e se Deus não interfere no livre-arbítrio da pessoa de forma alguma, então, como Provérbios 21:1 pode ser verdade? Além do mais, considere como Deus até mesmo endurece os corações das pessoas para realizar a Sua vontade: "Mas Siom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por sua terra, porquanto o Senhor teu Deus lhe endurecera o espírito, e lhe fizera obstinado o coração, para to entregar nas mãos, como hoje se vê" (Deuteronômio 2:30). Também, "Porquanto do Senhor veio o endurecimento dos seus corações para saírem à guerra contra Israel, a fim de que fossem destruídos totalmente, e não achassem piedade alguma, mas fossem exterminados, como o Senhor tinha ordenado a Moisés" (Josué 11:20). Não importa o quão difícil alguns versos possam ser, o fato é que Deus definitivamente influencia os corações dos indivíduos. Se isto é assim, então, o que acontece com a posição do "teísta aberto" de que Deus não interfere, de forma alguma, nas escolhas do livre-arbítrio das pessoas?

Livre-Arbítrio

A Bíblia diz que o incrédulo é um escravo do pecado (Romanos 6:14-20), tem um coração que é desesperadamente perverso (Jeremias 17:9) e cheio de maldade (Marcos 7:21-23), ama mais as trevas do que a luz (João 3:19), está morto em seus pecados (Efésios 2:1), não busca a Deus (Romanos 3:10-12), e não pode entender as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14). Estes fatos influenciam a vontade humana? Tanto o libertarianismo como o compatibilismo dizem que sim, mas o libertarianismo diz que a natureza caída do homem não restringe o livre-arbítrio suficientemente para limitar a escolha. O compatibilismo, por outro lado, declara que não podemos violar nossas próprias naturezas e que nossas vontade é parte de nossa natureza, e que nossa vontade está diretamente relacionada e afetada pela nossa natureza que, a Bíblia diz, está em numa situação extremamente má. Portanto, no compatibilismo, se alguém é um escravo do pecado, está morto, não busca a Deus, é cheio de maldade e não entende as coisas espirituais, faz sentido dizer que suas escolhas são limitadas ao escopo permitido pela descrição apresentada na Bíblia. Mas o libertarianismo dirá que a vontade é algo independente da natureza, visto que ela é capaz de escolher contrariamente à sua natureza. Isto, certamente, é ilógico.

Livre-arbítrio é a capacidade de uma pessoa fazer escolhas que determinam algumas ou todas as suas ações. Eu proponho que o livre-arbítrio envolve três aspectos: consciência, desejo e escolha. A consciência leva ao desejo, que leva à escolha. Por favor, considere o seguinte:

Consciência, Desejo e Escolha

Antes que possamos fazer uma escolha sobre qualquer coisa, devemos primeiro desejar escolhê-la. Mas antes que possamos desejar escolher algo, devemos estar cientes deste algo. Assim, não podemos escolher algo do qual não estamos cientes. Além do mais, não podemos estar cientes de algo além da nossa capacidade ou natureza de estarmos cientes. Por exemplo, há coisas no universo dos quais não podemos estar cientes da dimensão, ou escopo, ou lugar, ou tempo; isto está simplesmente além da nossa capacidade de compreender, dada nossa natureza humana limitada. Portanto, essas realidades não conhecidas, não podem ser coisas das quais estamos cientes (e as quais compreendamos), visto que não temos conhecimento delas. Isto significa que não somos livres para fazer escolhas sobre elas, porque não estamos cientes delas. Nossa falta de ciência é logicamente restringida pela nossa natureza.

Se nossa natureza afeta nossa capacidade de escolher, então, o que a Bíblia diz sobre nossa natureza afetará da mesma forma nossa capacidade de escolher. Como eu disse acima, o incrédulo é um escravo do pecado (Romanos 6:14-20), tem um coração que é desesperadamente perverso (Jeremias 17:9) e cheio de maldade (Marcos 7:21-23), ama mais as trevas do que a luz (João 3:19), está morto em seus pecados (Efésios 2:1), não busca a Deus (Romanos 3:10-12), e não pode entender as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14). Devemos perguntar como uma vontade pecaminosa é capaz de escolher contrariamente ao que a Bíblia claramente declara concernente à sua natureza.

Livre-Arbítrio Libertariano

Os libertarianos concordarão, eu espero, que somos limitados pelas nossas naturezas para sermos capazes de escolher somente entre opções das quais estamos cientes. Do que eu tenho lido sobre os "teístas abertos", eles facilmente concordam com esta realidade. Mas, apesar das passagens das Escrituras sobre a natureza dos incrédulos citadas acima, eles ainda mantém que o livre-arbítrio humano não é limitado pela nossa pecaminosidade e que ele ainda é capaz de fazer escolhas iguais entre opções iguais - falam, por exemplo, da capacidade de escolher ou rejeitar a Cristo, a despeito da declaração da Bíblia das limitações da nossa natureza pecaminosa.

Mas, o que parece estar acontecendo é que os "teístas abertos" querem ambos os caminhos. Eles querem dizer que somos afetados pela nossa natureza, e até mesmo que somos pecadores por natureza, e querem dizer também que nossa capacidade de escolha não é limitada por esta natureza pecaminosa. Mas, como pode ser isto, dada a clara direção da Escritura sobre nossa condição pecaminosa, que declara que o incrédulo é escravo do pecado (Romanos 6:14-20), ama mais as trevas do que a luz (João 3:19), não busca a Deus (Romanos 3:10-12), e não pode entender as coisas espirituais (1 Coríntios 2:14)? Neste ponto, os "teístas abertos" simplesmente declaram que o livre-arbítrio humano ainda é de certo modo capaz de fazer tais escolhas. Ao que perguntamos: "Como isto pode ser assim, dada as passagens das Escrituras que falam o contrário?"

Conclusão

Em minha opinião, a posição "teísta aberta" do livre-arbítrio libertariano viola a revelação da Escritura, que claramente restringe nossas naturezas humanas não regeneradas como não sendo livres do pecado. Ela ainda contradiz as passagens das Escrituras que nos dizem que Deus intervém nos corações das pessoas, como por exemplo, Provérbios 21:10 e Deuteronômio 3:20.

O "teísta aberto" erroneamente exalta o livre-arbítrio das pessoas a um nível tão alto, que para Deus ser Deus, Ele deve ser rebaixado (não conhece o futuro, pode cometer erros, etc.), para que o nosso precioso livre-arbítrio não possa ser violado. Qualquer teologia que reduz a majestade e a glória de Deus ao exaltar a liberdade do homem é uma teologia de erro.

Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto