É o fim da feira! Pastores sendo coroados.

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Por Renato Vargens

Infelizmente sou obrigado a confessar que tenho ficado impressionado com a capacidade de alguns dos evangélicos em criar coisas novas. Se não bastasse as esquisitices doutrinárias comuns a estes dias, nossos arraiais têm sido tomados pelo súbito aparecimento de estruturas monárquicas. Fiquei surpreso quando soube que algumas igrejas neste país estavam reconhecendo em seus líderes, dons e ministérios monárquicos, onde pastores mediante uma cerimônia suntuosa são coroados ao "santo ministério". Chamou-me também a atenção o fato de que este tipo de "coroação" vêm incentivando na igreja brasileira a formação de uma nova escalas de valores, onde claramente se faz diferenciação de pessoas na comunidade da fé.

Confesso que procurei na bíblia, averigüei em dicionários, pesquisei em léxicos e não encontrei fundamento teológico pra tal prática.

Isto me fez lembrar de uma estória muito interessante:

“Na terra do faz-de-conta, havia um sujeito que queria porque queria cozinhar um sapo. Todo dia ele fervia uma chaleira de água, e quando a água estava bem quente ele pegava o sapo e jogava na panela. Só que o sapo que não era bobo, pulava fora, até porque, ele sabia que o contato com a água quente o levaria a morte. Isto durou muitos dias, até que num determinado momento, o sujeito mudou a estratégia. Em vez de jogar o sapo na água quente, ele colocou o sapo cautelosamente na panela em água natural e fria. E sem que o bicho o percebesse acendeu o fogo, a água foi aquecendo, aquecendo, esquentando devagarzinho, até que finalmente ferveu matando o sapo."

Trago a tona esse pequeno conto para ilustrar o fato de que muitas vezes sem que percebamos vamos perdendo valores absolutamente saudáveis a nossa fé. Isto significa que, sem que se dê conta à igreja evangélica brasileira está cozinhando lentamente nas fogueiras dos achismos e impressões, questões indispensáveis a nossa saúde espiritual.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja se resume na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

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Não há salvação pelas obras, porque não há bem naquilo que o homem obra.

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Por Mizael Reis

O que a mente alienada de Deus, mancomunada com as trevas, de mãos dadas com o maligno jamais entenderá, é que a salvação em e por Jesus Cristo, se dá única, exclusiva e efetivamente pela graça e por ela somente. A graça de Deus não age na mesa da barganha nem na peita do “uma mão lava a outra”. Não espera ser correspondida pelo seu objeto de alcance, pois se assim o fosse tal graça reduzir-se-ia banalmente a uma mera recompensa, porém, uma recompensa inalcançável, inacessível, pois o objeto que por ela obrasse, a saber, o homem, jamais a alcançaria, posto que tal homem sem Deus, jamais moverá sequer um passo em sua direção, isso porque o veredicto dado pela Escritura Sagrada o desfavorece, neste julgamento do qual Deus é o supremo Juiz e aferidor da sentença:



“Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um.” (Sl 53.2,3)

Somos salvos pela graça, porque pelo mérito seríamos condenados. Somos salvos pela graça, porque falta-nos a justiça necessária para entrarmos nos “santo dos santos” sem sermos fulminados. O homem sem Deus é ímpio, pois anseia tenazmente vaguear na senda incerta que o mundo o enclausurou com seus pés mancos, ouvidos moucos, visão turva e coração irremediavelmente entenebrecido pelo pecado que guerreia contra a paz de Deus, aprisionando-o no neste pecado, à mercê de suas insólitas consequencias. A ordem do Senhor para os que desejam agradá-lo é “Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre” (Sl 37.3). Porém, se tratando dos que querem agradá-lo sem responsabilizá-lo pela força e vida, tal como a seiva da raiz é responsável pelo fruto dos ramos de uma árvore, fracassarão, pois “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.” (Ec 7.20)

O ímpio não pode laborar a favor da verdade porque “Com as suas línguas tratam enganosamente” (Rm 3.13). Não podem com seu fôlego louvar ao Senhor porque sua “boca está cheia de maldição e amargura” (Rm 3.14). Não conseguem trilhar sua lida em busca do caminho que os leva á vida Eterna porque “Os seus pés são ligeiros para derramar sangue, em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz..” (Rm 3.15). Não hesitam em praticar a maldade porque “Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Rm 3.18)

Por essa razão, a salvação não pode estar sob ombros humanos, a depender de seu engajamento para satisfazer as exigências salvíficas, porque não há, e jamais haverá sequer uma partícula de luz no recôndito do seu ser a brilhar, deste para Deus, para que por essa suposta e utópica boa ação, seja por Deus conquistado e recebido para salvação porque "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém." (Jó 14.4). Analisemos a verdade da Escritura e o que por meio dela Deus nos revela. Se “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19) e “uma vez que tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.” (Tg 3.12), como então seria possível a essa vontade, submetida a uma força maior e antecessora que a controla, trilhar autonomamente, os retos caminhos de Deus? Se o coração do homem é fonte de toda sorte de pecados e se de uma fonte apenas, não seja possível jorrar simultaneamente uma torrente de água doce e outra amarga, então não há nada que esse homem faça para que por meio de méritos próprios se faça merecedor de Deus, praticando um suposto bem o qual se acha enganosamente capaz de fazer, isso porque o homem sem Deus é homem perdido, irreconciliável, destinado a condenação.

Certamente, ante a essa exposição radical e radicalmente bíblica, alguns que são simpatizantes a salvação que segundo acreditam, se dá sinergicamente entre Deus e homem, me dirão que há um justiça no homem sim, embora inerte, porém a espreita, a fim de que ladeada da força de Deus, motivando este Deus a agir pela a ação primeira daquele, ajam juntos para benefício da salvação do homem, mas “
Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?" (Jó 25.4) Ou ainda, que homem, que por sua própria capacidade “poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?” (Pv 20.9). Nenhum homem pode ir contra sua própria natureza dantes boa, agora caída em sua própria estultícia porque “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias.” (Ec 7.29) A Escritura Sagrada é a luz que vai adiante de nós, alumiando o caminho pela qual peregrinamos, e por meio dela, Deus desnuda-nos e mostra-nos quem de fato somos, e o que somos sem Deus, não agrada aos ouvidos do homem sem Deus.

Enquanto da Escritura a voz de Deus estrondeia a composição de nossa débil natureza, o homem sem Deus busca iludir-se ostentando uma força que não tem isso porque “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (jr 17.9). Ao Olhar Deus dos céus a vida dos homens na terra, ele sentencia: “Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um” (Sl 14.3). Se Deus, ao observar nossa frenética vida existencial, que gira em torno dos desejos que circundam o nosso umbigo, diz que ao homem lhe é impossível fazer o bem por si só, como se encorajam alguns a dizer que nos passos pelos quais se consuma a salvação, cabe o homem dar o primeiro passo a fim de que Deus, por meio de uma ação correspondente de honra ao mérito humano, responda-o dando o segundo passo? Que graça é essa, que espera o passo inicial de alguém e ainda se intitula de graça? Se alguém receber alguma coisa por merecer a isso não devemos chamar de graça, mas sim de soldo ou ainda salário e “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23). Se a morte é seu soldo merecido e a graça é dom gratuito ternamente concedido, então a morte é o que o homem merece, embora não receba (digo dos salvos) e graça é o que ele recebe embora não a mereça.

A pergunta é: Se o homem é pecador e se sua nascente é má, sendo os desejos que dela elevam-se de igual modo corruptos, donde virá o suposto bem que alguns dizem o homem ter? A Escritura diz: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue? (Rm 10.14). Ou seja, como crerão naquele (porque por si mesmos não podem crer) que pode salvá-los, e como o conhecerão, senão por meio da palavra que apresenta Jesus aos seus corações, bem como acrescenta-lhes a fé necessária para crer nele, ou não “foi o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia?”(At 16.14). Sim de fato foi Ele, isso porque aa fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). A Fé vem, não nasce do coração do homem, vem de quem a tem para concedê-la, ela vem “descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tg 1.17)

O homem sem Deus é tão imundo que se “tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?” (Sl 130.3). Se Deus levasse em conta quem o homem é, nem ao menos sería estendido a nós a possibilidade de salvação. A Salvação iniciou-se não por um desejo de Deus em dar ao homem a oportunidade que lhe é de direito, mas sim “Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,” (Rm 9.23). Os que resistem em se renderem à doutrina bíblica de que Deus é plenamente soberano e soberanamente responsável por tudo que aos homens é acometido, devem compreender que a Salvação é um ato arbitrário de Deus (Resultante de arbítrio pessoal; de ninguém mais além dele), no sentido de que ele não sofreu coerção, nem imposição para levá-la a efeito; Deus não é forçado a salvar para corresponder a alguma coisa que alguém possa ter feito a ele, pois “quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (Rm 11.35) ou como para cumprir um roteiro de final feliz que alguém possa ter escrito para que assim o fosse. Pois então se Deus quisesse julgar-nos por aquilo que somos, nós aqui não estaríamos por isso o rogamos a que “não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente” (Sl 143.2). E se assim não quisesse agir, alguns inconsequentes entre os poupados, jamais estariam agora o indagando dizendo “Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos?” (Is 45.9)
Isso não me assombra, pois não é outra coisa, senão a medida dos homens no cabal cumprimento das profecias de Deus. Não há sequer uma ínfima possibilidade de o homem ser bom levando sua salvação a seu termo e não há justificativas plausíveis para dizer que ele o seja ou possa vir a ser autonomamente, face ao mal do qual ele, o homem, está dolosamente envolvido jurídica e soberanamente responsabilizado por Deus. Desde a mais tenra idade, ou ainda, desde o início do seu “vir a ser” ele é mal, pois “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras”. (SL 58.3).

Muitos são os que dizem que Deus, motivado por sua livre escolha de nos amar nos poupou do furor de sua ira, que justamente nos lançaria no inferno, onde a total separação com Deus imperaria eternamente. Somos alvos de sua infinita graça, de seu amor unilateral que jamais dependeu ou dependerá de seu objeto, de igual modo afirmam. Bom, então analisemos isso às últimas consequências. Se somos alvos de sua graça, o que de fato nós somos, então caso Deus optasse por agir de forma justa e não graciosa conosco, (o que ele fará com alguns), não poderíamos reprová-lo, nem argui-lo, pois estaria punindo-nos pelos erros que segundo nos constam, somos culpados. O que é culpa, senão o que Deus imputa em nos por sermos pecadores, e o que é graça senão a ação voluntária de Deus, em que, ao invés de permitir que sejamos ovelhas obstinadamente desgarradas, esse Deus, por si só e para si só, restitui-nos ao seu aprisco, buscando-nos quando não queríamos voltar, amando-nos quando o aborrecíamos, se entregando por nós, quando sequer beleza víamos nele para que o desejássemos? (Is 53.5) Sem Deus a nossa escolha seria o pecado, nada além de nos sujarmos no lamaçal do pecado “Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR." (Sl 10.3)

Se o homem nasce mal, isso significa que impossivelmente ele se tornará em algo além daquilo que ele inerentemente o é. Se caso houvesse no homem a capacidade de pelos seus próprios logros ser bom ou mau, tal ênfase que lhe é dada pela Bíblia, ao dizer que o homem é pecador seria incoerente, se caso lhe fosse possível ser um ou outro, bastando-lhe apenas correr atrás do prejuízo; mas isso, Israel bem que tentou. Com mãos sujas de sangue e templo profanado pela idolatria, Israel, pôs-se a tentar cumprir os mandamentos de Deus sem Deus. Mas o Eterno chamou o profeta e a seu povo por meio dele o exortou:

“Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” (Jr 13.23)

Portanto, salvação não pode acontecer pelas obras porque não há obras que lhe sejam boas, quando produzidas estritamente pela alçada humana.

Ainda alguém poderá perguntar: Mas por qual motivo faz-se necessário dizer tão enfaticamente que o homem é pecador? Além do fato de julgar tal proclamação relevante, pela razão de constarem tais declarações como minas na Escritura Sagrada, somente assim nós compreenderemos o quanto Deus se proclama como Soberano em nossa salvação.

Somente assim entenderemos o Senhor Jesus a nos dizer que “sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5). Entenderemos Paulo quando diz que “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,” (2 Co 3.5), e assim daremos toda honra à Deus e sua justiça por estarmos onde estamos, nos lugares celestiais em Cristo Jesus, restaurados ao reino do filho do seu amor, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.

Finalmente, assim, somente assim subiremos humildemente “ao templo”, não a esbanjarmos uma louca auto-justiça diante do Eterno, mas sim batendo a mão sobre ao peito, ao menear de nossa cabeça, certificaremos o quão indignos somos de seus favores, e assim declararemos, no grito de um suplicante pecador: “O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18.13)

Graça e Paz

Mizael Reis

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Uma noiva acorrentada

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Por: Daniel Grubba

Durante muitos anos participei ativamente do movimento neopentecostal, e confesso, vivi muitas experiências marcantes. Algumas certamente foram extremamente positivas e as guardo no coração e na memoria até hoje. Outras, entretanto, tenho vergonha só de lembrar. Uma dessas experiências vergonhosas aconteceu no culto de ano novo. Na ocasião da virada do ano, recebi o convite e fui ouvir a pregação de um "pastor" que, não sei porque razão, se propunha a prognosticar as tendências espirituais do próximo ano. Na verdade, desconfio que tratava-se de uma repetição de uma tal "direção profética" de um "apóstolo" costarriquenho para o ano que viria.

Bom, até ai nenhuma novidade. Sabemos que muitos evangélicos neopentecostais carregam consigo a tendência mística e pagã de se debruçar sobre qualquer oráculo prognosticador do futuro. Lembremos que a maioria ainda possui uma idolatrizada "alma católica" (Rev. Nicodemus). Porém, a façanha maior não foi apresentar algumas previsões batidas para o ano que se iniciava, mas simplesmente numa delas declarar: "Todo cristão que não orar sistematicamente e diligentemente no próximo ano estará debaixo do juízo de Deus". E mais insano que isso, foi ouvir o pastor dizer à infeliz igreja que ele não atenderia e não ajudaria ninguém pastoralmente em dificuldade cuja vida de oração não estivesse alinhada a essa "mensagem profética" de deus (certamente não o Deus vivo e verdadeiro).

Meu Jesus Cristo! Como pode um cristão, lavado e remido pelo sangue do cordeiro, ainda permanecer debaixo do juízo divino? Será que esse "xiita" não recebeu a boa nova de Deus? Será que não leu a arrebatadora verdade de que "aquele que e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida" (Jo 5.24)? Porventura, não leu a maravilhosa proclamação da redenção? "Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Rm 5.10). Não tenho dúvidas de que esses são semelhantes aqueles que Paulo chama de "inimigos da cruz" (Fp. 3.18), isto é, falsos mestres que pregam a insuficiência da obra salvadora de Cristo na cruz para nos livrar do juízo e acrescentam outras obras humanas.

As Escrituras são claras em dizer que todo cristão deve se dirigir a Deus em oração. Esse é um ponto pacífico que não se discute. Creio que a oração é fundamental para a saúde de nossa relação com Deus, assim como a respiração é para o corpo. Contudo, na minha leitura da Palavra, a oração é uma graça concedida aos filhos de Deus e não uma lei a ser cumprida. Parece que na mente desse pastor mal orientado espiritualmente e teologicamente, a oração é um instrumento para aplacar a ira de uma divindade tirana e despótica.

Penso que essa pobre igreja está sendo violentada. É uma noiva mantida em cárcere privado, acorrentada a um jugo desnecessário. Até deve ser uma noiva que ora incessantemente em busca de libertação, mas infelizmente não conhece eficazmente seu Libertador.

"Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão" (Gl 5.1)

Fonte: [ Soli Deo Gloria ]
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Currais, pocilgas, galinheiros e cobertura espiritual

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Por Renato Vargens

Há pouco estava conversando com um amigo que me relatou que um apóstolo de sua cidade, havia transformado sua igreja em um "curral eleitoral". Incomodado com isto, resolveu confrontar o apóstolo afirmando-lhe de que não era correto manipular o povo de Deus em detrimento a valores escusos. No entanto, para surpresa do meu amigo, o apóstolo respondeu dizendo: Eu faço curral, pocilga e galinheiro e tudo mais que a minha cobertura espiritual ordenar.

Caro leitor, se não bastasse o absurdo de fazer do povo de Deus massa de manobra, esse profeteiro do diabo acredita e dissemina doutrinas absolutamente antagônicas aos ensinos das Escrituras. Há pouco, Renê Terra nova afirmou que o motivo de João Batista ter sido decaptado se deveu ao fato de ter duvidado da autoridade de Jesus, introjetando sorrateiramente sobre os seus liderados o falso ensino de que ele como patriarca apostólico não pode ser questionado, mesmo porque, se alguém o fizer sofrerá severas consequências espirituais.

Pois é, para as igrejas que adotam o sistema de cobertura, o discipulo não pode fazer absolutamente nada sem a autorização do seu "discipulador". Nesta perspectiva, o pastor tem poder para determinar aquilo que o seu seguidor deve fazer. Sei de casos de pessoas que não podem mudar de casa sem que o pastor concorde, ou de outros que não podem vender absolutamente nada, sem que a autoridade espiritual aceite o fato. Além disso, é comum observarmos que os pastores em questão, usam do nome de Deus para decidir se o discípulo deve ou não namorar, se pode ou não ir para a praia, se deve ou não ter filhos, ou como deve se portar dentro de suas próprias casas. Tais lobos interferem na da vida comum do lar, intervindo na educação dos filhos ou até mesmo na vida sexual do casal.

Infelizmente tais homens, ditadores da fé, têm feito do rebanho de Cristo sua propriedade particular. Em estruturas como estas, é absolutamente comum exigir-se dos crentes, submissão total. Em tais comunidades, a vida cristã é regida exclusivamente por um sistema onde ditadura e arbitrariedade se misturam.

Para nossa vergonha, aqueles que porventura ousam opor-se a este estilo de liderança, sofrem sanções das mais estapafúrdias possíveis sendo chamados de rebeldes e tornando-se passíveis de punição, cuja consequência final é a exclusão e exposição pública.

Há pouco soube da história de uma moça que ao migrar de comunidade para outra foi amaldiçoada pelo pastor, que lhe disse que caso não se arrependesse e voltasse para a sua igreja morreria de câncer. Ora, por favor, pare e pense: Isso não parece macumba? Sinceramente em não consigo entender este evangelho pregado pelos lobos da fé. Infelizmente, em nome de Deus, tais pessoas rogam “pragas e desgraças” para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus sonhos e vontade. Em certas igrejas a palavra “rebeldia” tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada. Em tais comunidades, discordar do pastor quase que implica com que o nome seja colocado na “boca gospel do sapo”.

Se não bastasse esse grande imbróglio, os membros das comunidades despóticas vivem em constante estado de pavor, isto porque, em virtude do pânico impetrado pelos ditadores da fé, temem sofrer sanções espirituais, levando-os a uma vida cujo comportamento é quase que esquizofrênico.

Isto posto, sou obrigado a afirmar que a igreja evangélica mergulha em alta velocidade no buraco da sincretização, deixando pra trás valores, virtudes e princípios como afetividade, amor e respeito.

Amados, não nos esqueçamos que somos o povo Deus, nação santa, sacerdotes do Deus vivo. Na perspectiva do reino, todos absolutamente TODOS possuem acesso ao trono da graça não necessitando assim criar estruturas monárquicas fundamentadas em experiências muitas das vezes esquizofrênicas e adoecedoras. Quero ressaltar que para nós cristãos, a essência da igreja resumi-se na maravilhosa verdade que nos ensina que fomos chamados para fora deste sistema perverso, ambíguo e separatista, e que agora, independente de classe, cor, posição social, reunimo-nos TODOS indistintamente em torno do Cristo nosso Senhor como a comunidade dos santos.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

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Reflexões sobre o teísmo e a cosmovisão cristã

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Por João Rodrigo Weronka


A necessidade de cada cristão ter em mente a definição e entendimento da cosmovisão cristã é muito importante, já que a cada dia somos bombardeados por conceitos, filosofias e ideologias extremamente anticristãs. Sabendo que cosmovisão representa a forma como cada indivíduo observa o mundo ao seu redor, discernir “o todo” de acordo com a cosmovisão cristã é essencial.

Existe uma manobra contra a cosmovisão cristã que vai além da paranóia vivida por alguns crentes em seu dia-a-dia, que acreditam mais em teorias de conspiração contra a igreja do que crêem na soberania absoluta e irrestrita de Deus. A igreja deve estar mais alerta com uma severa mudança de cultura que está forçando a mentalidade pós-cristã na sociedade, que começou na modernidade e que hoje, num ambiente pós-moderno ainda vigora.

Para que cada indivíduo que confessa ser cristão possa de fato ser denominado cristão, é necessário que este pense e aja como cristão. Já disseram que a igreja brasileira é muito mais propensa a sentir do que a pensar, e concordo plenamente com tal ponto de vista por tudo aquilo que o cenário evangélico apresenta.

O fato de muitos cristãos ficarem chocados com algumas vozes que tem se manifestado nos arraiais tupiniquins é impressionante. A maioria não está disposta ao labor teológico e a análise daquilo que crê. Poucos estão interessados na reflexão sobre temas pertinentes – ou não – à fé cristã. Isso nada mais é que o modo relativista de pensar que se infiltrou na cultura cristã e que faz com que, em estado de transe, muitos ignorem o fator da veracidade dos fatos. O ranço do pragmatismo grudou na mentalidade de muitos, ao ponto de perderem sua identidade bíblica e desvirtuar sua cosmovisão, trocando o cristianismo bíblico e autêntico por uma religião sincretista e estranha.

Vivemos hoje a época do Censo do IBGE (2010), e infelizmente a maior parte da igreja brasileira está em frenesi pelo resultado a ser divulgado, para saber se de fato os números mostrarão que o ‘povo de Deus’ tem crescido nesta terra. Não sou contra o crescimento da igreja, isso seria contraditório. Quero ver muitas pessoas rendidas aos pés de Cristo e inseridas de fato no Reino de Deus, mas que cresçam não apenas em números, mas principalmente em qualidade.

Gostaria de ver toda essa expectativa sendo lançada de modo mais reflexivo. Se nós, como igreja, nos engajarmos e percebemos que existe a formação de uma barreira contra a cosmovisão cristã, creio que teremos resultados mais positivos, que passam do mero conceito quantitativo e adentram o valor qualitativo do povo de Deus. E qualidade sim é relevante.

Isso mostra de modo preocupante que a igreja atual está falhando em sua característica de ser “ensinadora” para se tornar uma espécie de clínica psicológica de auto-ajuda e um armazém de satisfação momentânea: “Venha buscar a sua benção”, é o slogan padrão de uma fé puramente mercantilista. [1]

Falando de modo mais específico sobre a cosmovisão cristã, entendemos que o modo de enxergar a realidade sob os pressupostos do cristianismo bíblico é o mais coerente, pois apresentam de modo objetivo respostas para perguntas que sempre estão presentes no cotidiano das pessoas, tais quais: quem somos nós? Por que estamos aqui? De onde viemos e para onde vamos? Qual o objetivo da vida? Ou ainda, como C. Stephen Evans propõem de modo mais amplo:

“Uma cosmovisão completa inclui respostas às seguintes perguntas e a mais outras ainda: Que tipos de realidades existem, e qual é a realidade última? Que explicação se pode dar acerca da realidade? Que é conhecimento, e como obtê-lo? Que é ter uma crença razoável ou justificada? Que é o bem? Que é uma vida boa para o ser humano e como se conquista essa vida? Que é beleza e como ela se relaciona com a realidade e a bondade?” [2]

Todas estas perguntas possuem respostas objetivas dentro da fé cristã, e tais respostas estão norteadas pelo princípio que existe uma Verdade Absoluta.

Não é de hoje que pensadores cristãos trabalham na sistematização de idéias para apresentar a fé cristã de modo organizado e racional. A história do pensamento cristão está repleta de homens que demonstraram a coerência racional do cristianismo, sem abandonar o calor da fé. Como sempre afirmo: fé e razão não se opõem, mas são complementares e interdependentes. Pensar sobre a fé é algo que a igreja precisa resgatar nestes dias encharcados com a mentalidade anticristã. Creio que Robson Ramos definiu bem o panorama antirreflexivo instaurado:

“Por que nos preocuparmos com um embasamento teológico e filosófico mais profundo? Por que falarmos da importância da ‘mente cristã’? Precisamente em benefício daquilo que chamamos de ‘coração’. Como podemos amar e servir a Deus se não nos aplicamos a compreender os seus desígnios? Se o caráter e a criação de Deus permanecem como um enigma para nós, então todo o nosso zelo, nossas orações e nossos Louvorzões caem como devoção cega. Nossa religiosidade se degenera em superstição e a nossa liturgia se transforma em encantamento.” [3]

Neste breve ensaio, não vamos nos ater a exposição detalhada das doutrinas básicas da fé cristã, já que existe variado número de Teologias Sistemáticas e outras obras que cumprem bem este papel. O objetivo central é chamar a igreja brasileira – os crentes que a compõem – para um retorno aos fundamentos. Estes fundamentos são essenciais à fé cristã, e nosso objetivo é que toda e qualquer pessoa que não tenha a cosmovisão cristã entenda este plano e seja alcançada pela misericórdia de Deus.

TEÍSMO

O cristianismo é uma manifestação religiosa teísta. É importante ressaltar que além do cristianismo, o judaísmo e islamismo também são considerados como religiões teístas, entretanto divergem entre si de modo excludente nos aspectos doutrinários.

Creio que o modo como John Feinberg resumiu o teísmo é de grande valor para o contexto deste artigo, dizendo que o teísmo:

“É literalmente, a fé na existência de Deus. Embora o conceito pareça ser tão antigo quanto a filosofia, o termo propriamente dito parece ser de origem relativamente recente. Alguns sugerem que apareceu na Inglaterra no século XVII para substituir palavras como ‘deísmo’ e ‘deísta’ para referir-se a crença em Deus. ‘Teísmo’ costuma ser usado como oposto do ‘ateísmo’, que é o termo que descreve a negação da existência de Deus, e que distingue o teísta do ateu ou do agnóstico sem tentar fazer qualquer conexão técnica filosófica ou teológica”. [4]

O teísmo está organizado em diversos sistemas que, filosoficamente, abordam a existência de Deus de modos variados. Destacam-se os sistemas teístas racionais, existenciais, fenomenológicos, analíticos, empíricos, idealistas e pragmáticos. Cada qual com representantes de grande envergadura.

De modo geral, os teístas possuem crenças comuns, as quais são possíveis destacar: a existência de Deus além e dentro do mundo, a criação do mundo a partir do nada (ex nihilo), a possibilidade real de milagres, a criação da humanidade à imagem de Deus, o padrão legislador moral de Deus e a eternidade de castigos ou recompensas. [5]

Entendendo de modo básico o que o teísmo contempla, é preciso buscar o entendimento da Verdade cristã nos fundamentos básicos da fé, que por conseqüência norteiam a cosmovisão cristã.

FUNDAMENTOS CRISTÃOS

O cristianismo, como cosmovisão teísta que é, crê exclusivamente na existência de um único Deus (Dt 6.4). Cremos que esse Deus é pessoal, ou seja, está disposto e interessado num relacionamento próximo e íntimo com as pessoas (Rm 8.15).

Esse Deus, cujos atributos são infinitos e impossíveis de serem compreendidos na limitação humana, é entendido pelos cristãos como onipresente (Jr 23.23; Sl 139.7-13), onisciente (Sl 139.1-5; Pv 5.21), onipotente (Ap 19.6), imutável (Ml 3.6; Tg 1.17), amoroso (Jo 3.16), misericordioso (Lm 3.22), tal como as Escrituras mostram. Tal Deus é triúno, onde as Escrituras O apresentam como Pai, Filho e Espírito Santo (Mt 28.19). Deus não pode ser “posto numa caixinha”, ao ponto de, como nossa limitação e capacidade finita, compreender em plenitude sua natureza perfeita e infinita (Is 40.28).

Deus criou todas as coisas ex nihilo, ou seja, do nada (Gn 1.1). Não precisou de matéria preexistente nem de auxílio algum para a criação de tudo, quer seja galáxias distantes ou microorganismos que vivem sobre nossa própria pele. Ao poder de Sua palavra, tudo veio a existir com um propósito perfeito, ou seja, para os cristãos é inaceitável o conceito de que somos frutos do acaso, resultado do acaso e destinados ao acaso. Uma roda viva tola e sem sentido.

Como obra-prima, a criação de Deus perfeita culminou na criação da humanidade, com toque especial do Senhor para tal (Gn 1.27). Fruto da desobediência humana, a transgressão levou o homem ao estado de pecador (Gn 3.1-12). O pecado causa separação entre Deus e o homem (Is 59.2). Deus providenciou um meio de resgate para que o homem tivesse acesso a Ele novamente; essa providência divina se deu em Jesus Cristo (Rm 5.1-21).

Deus, no estado atual das coisas, relaciona-se com sua criação de modo especial, estando imanente e transcendente a ela (Mt 28.20). Enquanto vivemos aqui, não estamos órfãos, mas o Espírito Santo atua como o Consolador prometido (Jo 14.16-18), zelando dos que são de Deus e trazendo convencimento do pecado, justiça e juízo.

Não fomos lançados por Deus a uma existência qualquer sem propósitos, assim como Deus não criou o mundo e o que nele há e deixou tudo andar sem seu consentimento.

Redimidos e justificados, os filhos de Deus tem acesso ao Pai. A experiência de vida cristã temporal é apenas uma amostra daquilo que os insondáveis planos de Deus tem para os que crêem nEle: a eternidade de relacionamento sem a separação que o pecado causou, restaurando por completo o propósito bendito e perfeito de Deus para todas as coisas (Ap 22.1-5).

APOSTA DE PASCAL

O que para os cristãos é fundamento de fé e essência de cosmovisão, para muitos é loucura (1Co 1.18-23). Cremos sim nas Escrituras como Palavra de Deus revelada aos homens e nos propósitos de Deus nela contidos, apesar das críticas e das inversões de valores que a sociedade pós-moderna tenta importar a fórceps.

Muitos rejeitam a cosmovisão cristã, julgando segundo pressupostos diversos que ela não é digna de crédito.

Para tais, deixo uma simples reflexão a respeito da conclusão que uma mente brilhante expôs. Blaise Pascal (1623-1662), filósofo, matemático e físico francês, desenvolveu um simples argumento que muitos desconhecem, mas que é muito útil. Trata-se da “Aposta de Pascal” ou “Argumento da Aposta”.

Tal argumento encoraja aquele que não crê a refletir e orar no seguinte sentido: se alguém aposta que Deus existe e dedica sua vida a Ele, mas hipoteticamente está errado, não perdeu absolutamente nada, pois terá perdido apenas o desfrutar de uma vida de prazer voltada para satisfação pessoal, não encontrando absolutamente nada após a morte. Doutra forma, se sua aposta está correta, desfrutará de uma eternidade de bem-aventuranças, pois descobrirá uma realidade surpreendente após a morte.

Em resumo, os ganhos e perdas potenciais de tal aposta são incrivelmente desproporcionais.

PALAVRAS ÚLTIMAS

Ter a cosmovisão cristã bem alinhada é algo que urge para esse tempo em que os cristãos devem estar mais engajados pela causa de sua fé, que nada mais é que a centralidade de Jesus Cristo para tudo.

Não encontrei melhores palavras para concluir este ensaio que as de John Stott, um exemplo de fé viva e mente brilhante. Leia e reflita:

“Por que sou cristão? Uma razão é a cruz de Cristo. Na verdade, eu jamais poderia crer em Deus se não fosse pela cruz. É a cruz que dá credibilidade a Deus. O único Deus em quem eu creio é aquele que Nietzsche, filósofo alemão do século 19, ridicularizou, chamando-o de ‘Deus sobre a cruz’. No mundo real da dor, como adorar um Deus que fosse imune a ela? Em minhas viagens, entrei em vários templos budistas em diferentes países da Ásia. Permaneci neles em atitude respeitosa diante de uma estátua de Buda, que tinha as pernas cruzadas, os braços dourados, os olhos fechados, o fantasma de um sorriso nos lábios, sereno e silencioso, com um olhar distante na face, desligado das agonias do mundo. Em cada uma dessas vezes, depois de um tempo eu tinha de dar as costas. E, em minha imaginação, voltava-me para aquela figura solitária, retorcida, torturada sobre a cruz, com pregos lhe atravessando as mãos e os pés, com as costas dilaceradas, distendidas, a testa sangrando nos pontos perfurados por espinhos, a boca seca, sedenta ao extremo, mergulhada na escuridão do esquecimento de Deus. O crucificado é Deus por mim! Ele colocou de lado a sua imunidade para sentir a dor. Ele entrou em nosso mundo de carne e sangue, lágrimas e morte. Ele sofreu por nós, morrendo em nosso lugar, a fim de que pudéssemos ser perdoados”. [6]

Não se engane, não faça uso de lentes erradas para interpretar a realidade e principalmente pelas implicações que “óculos errados” podem causar.

Concordo que existem pontos diversos para discutir, e que tal discussão ainda será ampliada na medida nos textos futuros desta série sobre as cosmovisões. Mas sempre faremos uso das lentes cristãs – que correspondem com a Verdade que é Cristo – para tal análise.

Toda honra e glória ao Senhor!

Notas:

[1] Isso não quer dizer que o aconselhamento cristão é desnecessário, muito pelo contrário. O aconselhamento é necessário desde que seja pautado na Bíblia Sagrada. O aconselhamento deve ser feito por crentes maduros, preparados na Palavra e chamados para tal. Fugindo deste parâmetro básico, o aconselhamento pode ser transformar numa trágica fábrica de fofocas e destruição moral do aconselhado.

[2] EVANS, C. Stephen. Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião. São Paulo: Editora Vida, 2004. p. 36-37.

[3] RAMOS, Robson. Evangelização no mercado pós-moderno. Viçosa: Editora Ultimato, 2003. p.29-30.

[4] FEINBERG, John S. Teísmo. In Enciclopédia histórico-teológica da igreja cristã, vol.III. São Paulo: Edições Vida Nova, 1990. p. 435

[5] Para aprofundamento, sugiro a leitura de GEISLER, Norman. Enciclopédia de apologética. São Paulo: Vida, 2002. P.813-814, verbete “Teísmo”.

[6] STOTT, John. Por que sou cristão? Viçosa: Editora Ultimato, 2004. p.67-68.

Fonte: [ NAPEC ]

O problema do julgar: Até onde ir com a tolerância?

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Por Cleber Olympio

"Quem é você para julgar teu próximo? Acaso estás se colocando na posição de Deus?"

Um dos argumentos mais usados em debates apologéticos, em quaisquer fóruns de debates - cristãos e não cristãos - versa sobre a questão do julgamento. Boa parte deles é derivada da famosa passagem bíblica, tratada como se texto de lei fosse: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mateus 7:1-5). Acontece que, como sabemos, muitos equívocos são cometidos quando alguém tira a passagem bíblica de seu contexto, e termina por deturpar o ensino bíblico sobre a questão do julgamento.


1. Da necessidade de julgar


Afinal, qual a raiz do problema? O ser humano, até como instinto de autoproteção, começa a colocar - ou até a impor - freios numa situação de conflito. É, de fato, desagradável uma sensação de antagonismo, vinda de quem quer que seja. Se a pessoa consegue se armar, inclusive psicologicamente, é um bom aspecto; difícil é quando a pessoa se sente acuada, sem ter como enfrentar a força contrária. Restam-lhe alternativas possíveis: render-se, atacar ou o escape. Render-se fica sem cogitação; atacar só é possível com as armas certas; daí que lhe vem, até como meio instintivo de sobrevivência, buscar um escape. Nisso vem a problemática do "não julgar" que, como colocado pelo argumento da tolerância, não possui qualquer validade, senão é uma tentativa errônea e grosseira de se fugir de uma questão.

Esse instinto de sobrevivência, em nome da cordialidade e da tolerância, mascara por vezes uma atitude arrogante de quem não admite a perda, diante de evidências ou argumentos mais fortes. Escorar-se numa pretensa base bíblica não conduz a nada, mas acaba sendo uma alternativa contra quem levanta o argumento e também não está devidamente protegido contra a "falácia do não julgar". Falácia é um argumento que possui a aparência de verdade e legitimidade, mas que no fundo esconde uma enorme mentira.

A cordialidade e a tolerância, levada a limites fora da normalidade, conduz a um comportamento incoerente e insensato. O crente é levado pelo seu Senhor a provar pensamentos e atitudes, a exercer suas faculdades mentais para promover uma análise de tudo o que se lhe apresenta aos olhos. Não fosse assim, Paulo não teria recomendado aos crentes: "Examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21). Em outra passagem, o mesmo Paulo exorta aos coríntios: "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Coríntios 13:5). Os crentes de Bereia examinavam as Escrituras para conferir se o que os apóstolos ensinavam era, de fato, verdade (Atos 17:11). Jesus mesmo manda que exerçamos nosso discernimento, examinando as Escrituras (João 5:39). Examinar, analisar, pesquisar, procurar, são atitudes do intelecto, que precisa exercer sua capacidade de juízo. Julgar, então, é necessidade de quem caminha com Jesus. Obedece-se aos mandamentos somente por meio da análise de uma situação real e com o juízo transformado pelo poder da Palavra de Deus, a fim de se produzir uma atitude. Se o crente não pudesse julgar, como viveria a realidade dos mandamentos de Cristo? Seria ele submisso a dogmas, impostos por um deus raivoso e mesquinho, que se preocupa tão somente em exigir comportamentos diversos de uma civilização, já corrompida pelo pecado? Entendemos que não. Deus sempre mostra, por toda a Bíblia, que sua Palavra tem finalidade educativa. Os versículos áureos sobre a importância das Escrituras demonstram plenamente esse fator: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).

Vê-se, então, que há coerência na atividade do julgar, inclusive por necessidade de se viver uma vida cristã autêntica, com plena capacidade de discernimento, orientado em obediência às Escrituras. Outro aspecto é a condução necessária do crente na atividade julgadora, uma vez que ele deva examinar todas as coisas e reter o que é bom. Sendo assim, por que pautar-se numa suposta tolerância e expressão de cordialidade para supostamente eviatr um confronto?


2. Do julgamento justo


Aparentemente a tolerância ensinada por Jesus deva ser observada em quaisquer circunstâncias. Cita-se também a passagem em que Jesus liberta a mulher adúltera, partindo-se do seguinte encadeamento de ideias: "Jesus condenou quem tivesse pecado e perdoou a adúltera - Ora, Jesus tem o poder de julgar alguém, e sou pecador - Logo, eu não posso julgar ninguém". Esse raciocínio também é falacioso. A inferência à primeira afirmativa não leva em consideração que Jesus usou-se de um julgamento com um importante adjetivo: "justo". Nisso ele exerceu um julgamento coerente, dada a situação em que se apresentava a condenação pura e simples de uma adúltera, sendo que seus algozes cometiam adultério e coisas até piores aos olhos de Deus às escondidas. O sentido do ensino de Jesus era demonstrar a força do perdão divino a quem cometeu uma série de pecados, não de produzir apenas um julgamento e execução de sentença conforme a Lei de Moisés. Caso ele apenas condenasse a adúltera, demonstrando somente a necessidade da aplicação da lei, que estaria fazendo, senão uma repetição de atos de pecadores, embora ele mesmo não tivesse pecado? Seu ensinamento estaria em franca contradição, ainda mais sendo Jesus conhecedor dos corações de cada um da multidão que se preparava para lapidar a mulher pega em adultério.


Com isso, havemos de discernir sobre o julgamento justo. Deus tem sua medida de justiça, e com ela exorta os homens: Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?" (1 Coríntios 6: 2-4) Em todos os períodos há a certeza de que os santos haverão de julgar, seja o mundo, os anjos, ou até mesmo as coisas pertencentes a esta vida. O dever de um santo é julgar. Santo é aquele separado por Deus para constituir um povo eleito e para exercer, perante todos, as ordens de seu Pai celeste no que este comandar. Se isso deve ser feito até entre irmãos - versículo 5: "Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?" - quanto mais no que diz respeito a outros assuntos, conforme a necessidade?

A restrição bíblica que se faz a esse respeito está exatamente no termo "justo". Julgamento sem justiça produz injustiça. Se Deus investe os seus santos crentes com a capacidade de a tudo julgarem, Ele o faz requerendo justiça; caso contrário, não é julgamento que proceda do Deus cujo nome é Justiça. Deus requer que o homem faça justiça: "Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar" (Isaías 56:1). Repare o leitor acerca da importância de se praticar a justiça, a fim de que a própria justiça divina se manifeste. Não fosse assim, por que Deus incluiria na lei mosaica o mandamento de não se fazer injustiça no juízo (Levítico 19:15)? O justo age exatamente como o salmista: "Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores." (Salmos 119:121). Deus ama a justiça e o juízo (Salmos 33:5); naturalmente, seus filhos amados haverão de observá-la e exercê-la e, ao agirem assim, nada mais farão do que a vontade do Pai.

Sendo assim, fazer julgamentos e exercer a justiça é próprio de quem caminha com Deus, conquanto o faça com a mesma motivação justa de seu Pai celeste. Se, porventura, o crente distorce a justiça, e passa a julgar por seu próprio entendimento, sem que haja fundamento baseado na verdade da Palavra de Deus, ele proferirá um julgamento injusto. Ele se tornará um hipócrita, que não enxerga as próprias falhas e vê as menores praticadas por seu irmão, assim como Jesus diz no texto de Mateus 7. Ele se tornará inimigo da verdade e condenado a suportar o mesmo fardo de justiça que tentou impor a quem não tinha culpa. Nisso estão as opiniões puramente pessoais, baseadas por vezes em suposições preconceituosas e relegadas a costumes, sem qualquer embasamento bíblico; isso também esconde um comportamento legalista ou ascético, que impõe a dureza da letra da lei para que o incauto, debaixo de uma força normativa, venha a se calar e a acatar os mandamentos como lhe são apresentados, sem ponderar. O mesmo comportamento legalista é aquele que provoca a simples conclusão de que "o crente não deve julgar", contrariando João 7:24: "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".

Outro texto usado pelos defensores do "não julgar" encontra-se em Romanos 14:10: "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo". A solução para esse aparente problema encontra-se justamente na segunda questão: "por que desprezas teu irmão?" Ora, se há desprezo por parte de quem julga, então o julgamento é parcial, interesseiro. Logo, não é justo, e não deve ser feito. O julgamento com justiça persiste, portanto.

3. O comodismo e os perigos da tolerância

O comportamento legalista de comandar um "não julgamento" encerra dois perigos: o de produzir comodismo e o de tolerar o pecado. A postura cômoda de não enfrentar uma ideia antagônica torna-se perigosa por produzir indiferença quanto à verdade. Exalta-se a ignorância, com o pretenso argumento de que "no dia do Juízo Deus trará a lume todas as coisas, e que para isso não estamos preparados". Ora, Deus nos deu discernimento para usá-lo; se não o fazemos, cometemos pecado. O fato, ademais, de não termos como vislumbrar um julgamento futuro de todas as coisas não nos dá o direito de ignorarmos o ensino do exercício do juízo, inclusive para assuntos relacionados à nossa jornada nesta terra. E ainda: exercemos nesta vida propósitos e promessas que nos são dadas por Deus, e para tanto ele dá pessoas como juízes, inclusive para executar juízos em seu Nome. Relegar ao "etéreo" é uma forma de escapar da realidade, um recurso ridículo diante da seriedade com que a justiça divina deva ser levada. Por pura negligência, causada pelo comodismo, ações não são corrigidas hoje, e com isso mais vítimas são feitas pelas obras da injustiça.

Além disso, busca-se evitar o conflito pela pretensa tolerância. Comportamentos, organizações e fatos têm clara omissão em nome de uma cordialidade que não deveria existir. Deus chama os pecados pelo nome, e assim deve ser para conosco. Não se defende a "falta de educação", tampouco a falta de compromisso trazida pela tolerância exacerbada. Esse comportamento esconde medo do confronto, de uma indesejável exposição, afora outras consequências advindas de um comportamento mais ousado, desde que esteja seguramente pautado pela Palavra de Deus. O crente deve repudiar a tolerância a qualquer custo: por conta de não agir dessa maneira, toleram-se comportamentos mundanos no seio da igreja, a penetração de doutrinas estranhas que dividem o povo, a semelhança cada vez maior de cultos com shows e espetáculos produzidos por ímpios, dentre outras características que trazem repulsa ao Senhor e serão objeto de julgamento naquele Dia. E se somos do Senhor, devemos repudiar exatamente as mesmas obras, sob pena de sermos julgados pecadores por conivência ao aceitarmos conscientemente algo que Deus condena. O limite da tolerância está naquilo que contrarie, ainda que sutilmente, os ensinamentos das Escrituras. O pecado deve ser tratado como pecado, não como um "sentimento negativo" ou uma "energia do mal". Erros doutrinários devem ser tratados como problemas passíveis de eliminação da seara do Senhor. Tais ideias podem soar como "radicais", mas o ensino de Cristo é radical! Se não fosse assim, por que a Palavra foi comparada como espada? Jesus trouxe a espada, não a paz da falsa tolerância! Não se pode tolerar o pecado: caso tivessem sido tolerantes, Ló e sua família jamais teriam escapado de Sodoma.


Conclusões

Dessa maneira, podemos concluir que:
  • Julgar não é um mau em si mesmo, pois a tudo devemos examinar e reter o que é bom.
  • Julgar é necessário, pois é coerente com o discernimento que possuímos da parte de Deus.
  • Julgar não é tarefa exclusiva de Deus, pois se O imitamos, temos dele a propriedade para exercer juízo sobre todas as coisas.
  • Julgar, porém, deve ser feito sob o exercício da justiça, para não produzir o efeito contrário.
  • Julgar, ainda que contrarie o argumento da pretensa tolerância, deve ser efetivado, pois o crente verdadeiro não concorda com aquilo que a Bíblia chama de pecado, tampouco vem a exercer, em sua vida particular, comportamentos que o levem a ser incluído entre os mentirosos e os hipócritas.
  • Julgar é um ato de obediência à verdade e de amor a Deus, pois Ele é justo e ama a justiça.
Dessa maneira, que ninguém venha a condenar o leitor na sua nobre e necessária atividade de julgar. Que isso seja feito em plenitude, de modo justo e imparcial. Quem é de Deus não se dobrará à chantagem de um argumento que, baseado na mentira, no egoísmo, na falsidade e na corrupção, tenta promover exatamente o contrário da justiça: a tolerância com o erro.

Fonte: KUIPER, Doug. Julgar: O Dever do Cristão (trad. Felipe Sabino de Araújo Neto).
Covenant Protestant Reformed Church.
Disponível em: [ http://www.cprf.co.uk ]
Extraido do Blog: [ Presbiterianos Calvinistas ]
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É certo levantar as mãos na hora do louvor?

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Por: Rev. Ronaldo P. Mendes

Se o Senhor deseja que o louvor seja oferecido em espírito e em verdade (João 4.24), por que tantos crentes acham necessário usar as mãos, os braços e movimentos corporais para “entrar no ritmo de adoração”? Por que esta insistência em obter uma dimensão física, a qualquer custo? Mas a Bíblia não dá base para levantarmos as mãos? Existem várias referências nos salmos e uma no Novo Testamento, mas estas referências não dizem respeito ao culto congregacional, conforme mostraremos, e são tiradas do contexto por ensinadores carismáticos. Não é possível que o Senhor exija o levantar as mãos em sua igreja, em contradição à sua regra “em espírito e em verdade”.

Por que Davi levantava a suas mãos, conforme relatamos nos salmos? O que significava sua atitude? Salmos 28.2 afirma: “Ouve-me as vozes súplices a ti clamar por socorro, quando erguer as mãos para o santuário”. Davi estava longe de Jerusalém, provavelmente fugindo de Absalão. Em sua vocação pessoal, Davi levantava suas mãos em direção ao lugar do sacrifício em Jerusalém. Ele fazia isso com o objetivo de se identificar com o sacrifício oferecido pelo sacerdote. Davi não podia estar presente, mas demonstrava sua identificação com a oferta. É importante lembrar que ele não teria feito isso, se estivesse em Jerusalém, visto que apenas o sacerdote oferecia sacrifício. Assim, a atitude de Davi era apenas um ato de identificação da parte de um homem ausente. Isso não era algo realizado habitualmente na adoração.

Em salmos 63.4, Davi disse: Em teu nome, levanto as mãos”. Nesta ocasião, ele estava no deserto de Judá e, novamente, sozinho, longe do lugar do sacrifício. Davi almejava estar no santuário; e isso é expresso no verso 2. No momento do sacrifício, ele levantou mais uma vez as mãos para identificar-se com a oferta da noite.

Em salmos 141.2, Davi é bastante claro no que se refere ao assunto. Estando novamente longe do Tabernáculo, ele roga que sua oferta suba como incenso e: “Seja o erguer das minhas mãos como oferenda vespertina”.

Quando estava longe do Tabernáculo, era por meio desta atitude que Davi expressava sua unidade com o sacrifício vespertino. Sua atitude não era uma atividade congregacional, e sim um gesto pessoal que tinha um significado específico e limitado. A questão é: devemos fazer o mesmo? É claro que não, visto que os sacrifícios já se consumaram. Jesus Cristo cumpriu todas as leis e símbolos envolvidos nos sacrifícios; e o sacrifício vespertino não é mais oferecido. Esta é a razão porque não encontramos no Novo Testamento instruções a respeito de levantar literalmente as mãos durante o louvor. Levantar as mãos (da maneira como Davi fez) reavivaria o ritual envolvido nos sacrifícios, menosprezando o grande sacrifício oferecido uma vez por todas, a morte expiatória de Jesus Cristo.

Hoje, quando pessoas levantam as mãos, elas não fazem como Davi, para identificarem-se com o sacrifício. Elas fazem com um propósito completamente diferente, ou seja, obter um sentimento de “contato” com Deus. É um recurso físico para produzir sentimentos. Esse não era o propósito de Davi.

Três outros salmos mencionam o levantar as mãos, mas se referem a outras questões. Salmos 119.48 fala em levantar as mãos em obediência diária a Deus – tão somente como refere-se aos sacerdotes oferecendo literalmente o sacrifício. Salmos 143.6 descreve a Davi estendendo figurativamente (e não de modo literal) as mãos a Deus, como uma criança indefesa tenta alcançar sua mãe.

Quando Paulo (1Timóteo 2.8) exortou os crentes a orarem “levantando mãos santas”, ele sem dúvida falava em linguagem figurada. Oferecer a Deus “mãos puras” num sentido literal, como crianças que mostram aos pais que lavaram as mãos antes da refeição, seria um absurdo. As mãos representam nossos feitos, e Paulo quer dizer que devemos nos esforçar por santidade, antes de orarmos. A ilustração mais semelhante está em Salmos 24.3-4: “Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração.”

Levantar as mãos é apenas outro exemplo de atividade carismática fundamentada no uso superficial, e talvez ridículo, dos textos bíblicos. Do modo como é feito em nossos dias, levantar as mãos é um artifício humano sem base bíblica e tem o propósito de ajudar as pessoas a entrarem num estado quase místico de emoções estimuladas. Isto é feito em desafio ao princípio “em espírito e em verdade”. Portanto, em vez de promover o louvor ao Senhor, induz as pessoas ao emocionalismo auto-indulgente. Muitos crentes sinceros são mal orientados e aceitam essa prática como algo útil ao senso de comunhão, mas, na verdade, ela é um obstáculo, uma vez que encoraja o uso das emoções em nível humano, e não em um nível espiritual.

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Fonte: Louvor em Crise, Perter Masters, resumo e adaptação para o blog: Rev. Ronaldo P Mendes, título original: “Por que levantar as mãos?”.
Extraído do blog: [ Solus Christus
]
Extraído do site: [ Eleitos de Deus ]

Pr.Silas Malafaia e o Trizimo da casa própria?

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Aqueles que tanto o Pastor Silas Malafaia criticou hoje são os exemplos por ele seguido.

Veja o video abaixo e confira.




Fonte: [ Ministério Batista Beréia ]

Só tenho uma coisa a dizer: UM ABSURDO!!!!!

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O templo

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Não se fala em outra coisa a não ser no “Templo”.

Pelo que vi nas reportagens, vai ser uma mega construção que com certeza vai atrair milhares de pessoas do mundo inteiro.

Fico me perguntando o que daria pra fazer com essa grana toda (ouvi algo em torno de trezentos e cinqüenta milhões de reais)

Quantas pessoas que estão na IURD precisando de uma mãozinha, não estou falando para dar dinheiro pra rapaziada, mais ajudar de fato e não só na conversa fiada.

Quantos pais de famílias desesperados, mães que precisam de um tratamento para seu filho, dizimistas fieis que cooperaram por anos, agora desempregados, na depressão, etc...

Mais o que a igreja (instituição) dá? Eu não estou me referindo só a IURD, mais a maioria das igrejas (instituição), até a que coopero por exemplo,(Assembléia de Deus do Brás). A resposta é nada, nem uma oraçãozinha se bobear.

Devia ter uma lei que amparasse os dizimistas para em casos especiais receberem da instituição o devido apoio que merecem, assim o “amor” seria recíproco.

Quantas pessoas são moralmente induzidas a cooperar?

Porque as igrejas (instituição) não podem ser forçadas por uma lei a cooperar também com o fiel?

Pode ser utopia, mais que seria justo, a seria!

Também seria justo se houvesse uma fiscalização mais forte em cima das contas de qualquer igreja (instituição), duvido que tivessem tantas caras pálidas, se dando tão bem.

Cada vez mais teremos que nos conscientizar de uma vez por todas que SOMOS O TEMPLO definitivo do Senhor, e nosso coração é o altar aonde oferecemos dia a dia, minuto a minuto nossas vidas como sacrifício agradável ao Senhor

Toda vez que substituímos esse altar tão intimo (nossos corações) por altares de pedras, por sacerdotes, curandeiros e videntes que negociam Deus, por árvores que as folhas são notas de 100 dólares, sabemos que seremos enganados, abusados, destruídos, mais continuamos, por quê?

O “atalho” da benção nos deixa dopado!

Como diz uma música bem conhecida...

Saia das drogas venha pra Cristo, você vai viver uma nova emoção...

Saia das drogas, saia dos templos que não tem um mínimo de respeito por você e sua família, que subestimam sua inteligência e coragem.

Você é o Templo do Senhor, se continuar confiando mais no templo ( igreja / instituição) ,vai acabar sacrificando a coisa mais importante da sua vida, a vida eterna!

Na Fé

Marcelo e Eunice
Fonte: [ Caminhando na Graça, de graça! ]

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Quem não ouve cuidado, ouve coitado.

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Por Renato Vargens

Certa feita, um garoto ao brincar no quintal de sua casa, inventou de empurrar uma enorme pedra, claramente superior às suas próprias forças. Empurrou-a com as mãos, com os pés, com o corpo, de costas, sem contudo fazer com que a pedra se movesse. O pai , ao observar o inoperante esforço do menino lhe disse: “ Filho, você ainda não usou todos os recursos,”. “Usei, sim, papai”, respondeu o pequeno já quase chorando. “Não”, replicou o pai, “você ainda não pediu a minha ajuda”.

Pois é, por acaso você já se deu conta da existência de pessoas extremamente auto-suficientes. Individuos deste tipo comumente não gostam de pedir ajuda ou ouvir conselhos. Para estes, o que mais importa são suas opiniões e não as dos outros. Lamentavelmente conheço inúmeras pessoas que em nome de uma maturidade burrificada preferem "quebrar a cara" do que pedir opinião a um amigo. Na verdade, o que estes não entendem é que aquele que não ouve cuidado, com certeza ouvirá, coitado.

Caro leitor, a Bíblia é clara em afirmar que a soberba precede à ruína e a altivez de espírito a queda. Do ponto de vista cristão pessoas arrogantes não chegam muito longe, ao contrário das humildes de coração. As Escrituras afirmam categoricamente que Deus exalta os humildes e abate os soberbos. Ora, como já escrevi anteiormente o trajeto que os vencedores traçam nunca foi e nunca será o caminho da presunção e da prepotência, antes pelo contrário, os vencedores carregam em si a marca indelével da humildade. Portanto lembre-se: Os que vencem na vida são aqueles que ainda que possuam excelente auto-estima, bem como discernimento de quem é e do que pode, optaram pelo caminho da modéstia e da humildade.

Pense nisso.

Fonte: [ Blog do autor ]
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