O Senhor salvará sem métodos humanos e comuns

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Spurgeon - Banco da Fé - 4 de setembro

"Mas da casa de Judá me compadecerei, e os salvarei pelo SENHOR seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros." Oséias 1:7

Preciosa palavra! O próprio Jeová livrará Seu povo na grandeza de Sua misericórdia, porem não o fará pelos meios ordinários. Os homens são tardios para render à Deus a glória devida a Seu nome. Se vão à batalha com espada e arco, e ganham a vitória, deveriam louvar a seu Deus; no entanto, não fazem isso, mas começam a engrandecer a sua própria destra, e a gloriar-se em seus cavalos e sinetes. Por essa razão, nosso Jeová com frequência determina salvar Seu povo sem utilizar meios secundários, para que toda a honra seja só para Ele.

Então, coração meu, mire unicamente ao Senhor, e não ao homem. Espera ver Deus muito mais claramente quando não exista ninguém mais a quem olhar. Ainda que não conte com nenhum amigo, nem conselheiro, nem ninguém que me respalde, não devo desconfiar, se posso sentir que o próprio Senhor está a meu lado; sim, devo estar alegre se Ele dá a vitória sem batalha, como o texto parece implicar. Por que haveria de precisar de cavalos e sinetes se o próprio Jeová tem misericórdia de mim, e levanta Seu braço em minha defesa? Por que haveria de precisar de arco ou de espada, se Deus me salvará? Devo confiar, e não temer, a partir deste dia e para sempre. Amém.

Fonte: [ Spurgeon.Com.Mx ]
Tradução: [ Projeto Spurgeon ]
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Resposta ao Bispo Edir Macedo referente ao seu posicionamento favorável ao aborto.

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Por Renato Vargens

Prezado Bispo,

Na ultima semana de agosto, milhares de pessoas em todo Brasil, manifestaram o seu desagravo quanto a forma com que o senhor e sua igreja encaram o aborto. No meu blog eu escrevi um pequeno texto onde de forma prática e objetiva expus minha perplexidade em saber que o senhor é favorável a este tipo de prática e comportamento.

Hoje, quatro de setembro, acabo de ler em seu blog a sua contra-resposta, bem como as justificativas do porque defende a prática de um crime tão hediondo.

Caro Bispo, de todos os argumentos fornecidos pelo senhor, o que mais me preocupou foi o fato ter defendido sua tese usando um verso isolado das Escrituras. Ora, como o Senhor deve saber, a interpretação equivocada de versos bíblicos pode fazer um enorme estrago na vida das pessoas, daí a necessidade de aplicar nos textos que lemos regras básicas de hermeneutica.

Bom, a expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo hermeneuo, significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.

À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os principios hermeneuticos usados por Calvino:

1º - Calvino Renunciou a alegorias entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras.
2º Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.
3º Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.
4º Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.
5º Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos veterotestamentários simbolismos que eles não suportam.
6. E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

Prezado Bispo, lamento lhe informar mais a sua interpretação do texto de Jesus é extremamente equivocada, senão vejamos:

"O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24

Segundo o senhor mesmo afirmou em seu blog, no seu entendimento a última frase poderia ser interpretada da sequinte maneira: "seria melhor que Judas tivesse sido abortado. Melhor do que o futuro de sua alma."

Bom, vejamos os equivocos desta afirmação:

1º- Teologia não pode ser fundamentada naquilo que achamos ou pensamos sobre determinado assunto. Teologia se fundamenta nas verdades indiscutíveis das Escrituras.

2º- Nossas percepções pessoais devem se submeter ao que a Bíblia diz, e não ao contrário.

3º- Lembre-se que a Bíblia explica a Biblia e que não podemos em hipotese alguma estabelecer pressupostos doutrinários em versos isolados. A Palavra de Deus contrapõem-se a sua afirmação inúmeras vezes declarando que aqueles que cometem assassinatos pecam contra o Eterno. (Ex 20:13; Os 4:2-3; Mt 19:18; Lc 18:20; Rm 13:09; Tg 2:1. Portanto, os que matam os seus semelhantes afrontam deliberadamente a santidade do Senhor.

Vale a pena ressaltar que à luz da ciência e da Bíblia, uma criança não nascida é um ser completamente formado, no sentido que toda a informação genética já foi recebida no momento da concepção. Uma criança não nascida é uma pessoa completamente distinta da sua mãe. O bebê desenvolve todas as suas características humanas quando está no ventre. Os cromossomos de uma criança não nascida são únicos. Toda pessoa é uma criação singular de Deus. Jamais voltará a vida de uma criança não nascida tirada por um aborto, isto posto, abortar a vida de uma criança é desobedecer descaradamente o 6º mandamento.

Encerro esta réplica afirmando sem titubeios que o aborto é um crime hediondo. Abortar é tirar a vida de um ser humano, visto que a Bíblia ensina que a vida começa na concepção. Deus nos forma quando estamos ainda no ventre da nossa mãe ("Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe." Sl 139.13). O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus antes deles terem nascido ("Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações." (Jr 1.5); "Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo." Gl 1.15).

Naquele que vive e reina,

Pr. Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

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A Igreja de Cristo e os desafios do novo milênio

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Por: Franklin Ferreira

Vivemos numa época chamada por muitos de “pós-moderna”, caracterizada por forte desconfiança da razão, muitas e novas “verdades”, individualismo e consumismo. Há uma semelhança muito grande entre o nosso tempo e a época em que o cristianismo surgiu. O que temos visto é o ressurgimento de uma cultura pagã, muito parecida com a cultura do tempo de Jesus e dos apóstolos. A Igreja Cristã hoje é ignorada pelo mundo, tendo que lutar por sua sobrevivência ao lado de muitos outros movimentos religiosos. Estas mudanças, que estão ocorrendo no mundo, tem tido poderosa influência sobre nossa doutrina, nossa pregação e nossa forma de ser igreja. Este estudo é dividido em duas partes. Na primeira, examinaremos brevemente o impacto na igreja de uma forma de pensar “pós-moderna”, e, na segunda parte, examinaremos onde a história da Igreja pode nos ajudar a mantermos a fé evangélica de forma fiel à herança cristã.

1. Qual o impacto da forma de pensar de nosso tempo na vida da igreja?

O impacto da “pós-modernidade” pode ser visto de forma muito forte no meio evangélico hoje. Atualmente é cada vez menor o número de pessoas que buscam adorar a Deus “em Espírito e em verdade” (Jo 4.24). Em nossas igrejas temos visto a influência deste novo paganismo, levando nossas comunidades a adotar ordens de culto em que o sentimento de reverência cede lugar à descontração e o bem-estar do adorador torna-se mais importante que a sua humilhação e dedicação a Deus. O Senhor Deus é transformado numa espécie de “força”, disponível sempre que necessário, mas que não incomoda. Louvor e adoração espontânea são a ênfase dos cultos – a pregação da Palavra de Deus muitas vezes é desprezada! Neste contexto, o canto e o louvor produzem um elevado clima emocional, onde é proposta uma “teologia” que não se apóia muito numa doutrina, mas que é baseada numa experiência emocional dos crentes, sem um apelo à razão. Por outro lado, o que podemos constatar é que a emocionalidade buscada pelos cristãos muitas vezes é pobre em relações de amizade profundas e verdadeiras. É por isso que poderíamos sugerir que a igreja tem sido influenciada pelo discurso pós-moderno, preso às emoções e individualista. O importante é só o que o fiel consegue experimentar!

A crítica atual à razão e à instituição, além de promover divisões nas igrejas, as tem deixado sem defesa para as novas tendências teológicas. Por isso, os cristãos de hoje não vêem dificuldades nem empecilhos em assumir conceitos e palavras que fazem parte de outros grupos religiosos, inclusive surgidos em esferas opostas ao cristianismo. Podemos ver esta descaracterização do evangelho naqueles que acreditam em “simpatias”, copos d’água em cima do rádio (ou televisão) e benzedeiras, imitando o catolicismo popular, criando até mesmo uma versão “evangélica” das superstições populares da Idade Média, como vendas de “óleo ungido”, “água do Rio Jordão”, etc. Outros entram em “transe” nas reuniões, e outros viajam quilômetros somente para orar com alguém que, supostamente, tem dons especiais, ou que sua oração é “mais poderosa”. Mesmo os cultos de origem africana, como o candomblé e a macumba, encontram certa semelhança em algumas igrejas evangélicas, onde indivíduos caem e rolam no chão, supostamente possuídos por demônios, tais como os possuídos por “espíritos” nos “cultos afros”. Até o discurso de tais reuniões é usado em meio à obsessão por demônios, pela qual passa a igreja evangélica no Brasil (“maldição hereditária”, “amarrar espíritos”, “tranca-ruas”, etc.). A própria simplicidade bíblica (Fp 4.11; 1Tm 6.8; Hb 13.5) é substituída pela teologia da prosperidade com seu vocabulário sem significado, “eu repreendo”, “eu declaro”, “tá amarrado”.

O mais trágico é que há igrejas ensinando que para uma pessoa ser salva ela precisa cumprir uma elaborada lista de itens, da qual constam: receber o Senhor Jesus como único salvador, participar das “reuniões de libertação” da igreja para se ver livre do diabo, buscar o batismo com o Espírito Santo, andar em santidade, ler a Bíblia diariamente, evitar más companhias, ser batizado, freqüentar as reuniões de membros da igreja, ser fiel nos dízimos e nas ofertas e orar sem cessar e vigiar. Essas igrejas acabam confundindo salvação com santificação. E, pior ainda, mesmo cumprindo toda a lista, no entender destas igrejas, um cristão pode vir a perder a salvação. Mas as Escrituras claramente nos ensinam que homens e mulheres pecadores são salvos somente pela fé, somente em Cristo! Parece que os dirigentes destas igrejas nunca leram as epístolas de Paulo aos Romanos e aos Gálatas!

Estas tendências são extremamente perigosas, porque o cristianismo, que sempre sofreu ameaças de ser seduzido pela cultura de seu tempo (e por vezes sucumbiu a ela), mais uma vez está diante deste desafio. A cultura do prazer, do individualismo, das soluções mágicas de nosso tempo, de um “deus” que pode ser manipulado através de técnicas, tem agora o seu representante “cristão”. A partir desse quadro, podemos facilmente perceber que o resultado será uma espiritualidade sem significado. É interessante notar que as antigas confissões de fé cristãs, seguindo os ensinamentos das Escrituras, afirmavam que a pureza ou não de uma igreja se mede pela fidelidade com o qual o Evangelho é pregado (o que inclui as doutrinas centrais do cristianismo) e as ordenanças celebradas (o que aponta para a teologia prática das igrejas), e não pela quantidade de membros que elas conseguirem!

2. Aprendendo da História: uma direção para a Igreja

(1) Se desejamos ser uma igreja fiel, precisamos redescobrir as doutrinas centrais da fé cristã – e isto não é pouca coisa! Precisamos estudar todas as doutrinas bíblicas, buscando saber quais são aquelas que são vitais para nossa salvação, e quais são as que podemos ter opiniões diferentes. Então, a partir deste ponto, devemos pregar e ensinar doutrinariamente, enfatizando a centralidade das Escrituras, a doutrina da trindade, que nos ensina que Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo, o ofício e a obra de Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem, o pecado e a culpa, expiação, regeneração, a fé e o arrependimento, a justificação, a santificação como obra do Espírito, julgamento, céu e inferno, e, em tudo isto, denunciando o cristianismo hipócrita e nominal. Tragicamente temos sido afastados “da simplicidade e da pureza que há em Cristo Jesus” (1Co 11.4). Nossa atenção também precisa ser chamada para o fato de que a verdadeira doutrina é que produz a unidade na Igreja (Ef 4.1-16).

(2) Agora, uma palavra especial para aqueles que têm servido à igreja na pregação e no ensino. Não basta apenas uma recuperação teológica, pois se nossa teologia não serve para ser pregada, então ela é uma má teologia. Precisamos recuperar uma pregação bíblica e doutrinária. Precisamos de pregadores expositivos, que busquem pregar toda a Palavra de Deus, e saibam que só o Espírito Santo, ligado à Palavra, pode salvar pecadores. O que é a pregação expositiva? Talvez, melhor do que definir, seja ilustrar. Martinho Lutero (1483-1546) pregava da seguinte forma para sua congregação: no domingo, às 5h: Epístolas Paulinas; às 9h: os Evangelhos; à tarde: o catecismo; segundas e terças: o catecismo; quarta: Evangelho de Mateus; quinta e sexta: Epístolas Gerais; sábado: Evangelho de João. Em nosso tempo, D. M. Lloyd-Jones (1899-1981) pregou dez anos na Epístola aos Romanos, e seis anos na Epístola aos Efésios – e sua igreja ficava lotada! Lutero, Lloyd-Jones e outros que têm seguido este método de pregação, têm buscado enfatizar “todo o conselho de Deus” (At 20.27), ensinando toda a Bíblia para o povo.

No tempo da Reforma, a promoção deste tipo de pregação era um claro ataque contra os métodos de ensino católicos. Estes usavam a dramatização, que era chamada de “dramatização dos mistérios”, quando atores profissionais eram pagos para, junto ao altar, representar diante do povo, que eles consideravam incultos e incapazes, as verdades das Escrituras – que muitas vezes eram romanceadas! Mas, segundo uma antiga confissão de fé, “a pregação da Palavra de Deus é a Palavra de Deus”! Então, por causa de seu alto conceito das Escrituras (1Tm 3.16; 2Pe 1.19-21), por entender que a exposição da Palavra é o meio de salvação (Rm 10.13-17; 1Pe 1.23), e que o homem, por ter a imagem de Deusé um ser com capacidades racionais, nossos pais espirituais rejeitaram estes acréscimos. O único “sacramento” que eles aceitaram era a pregação da Palavra. Além disto, a pregação bíblica não pode ficar de fora dos cultos, pois é parte integrante da adoração. Precisamos voltar a ensinar toda a Palavra, não apenas aquilo que gostamos mais, ou que nos é mais familiar, mas toda a Palavra de Deus. Quando o fiel ensino e a pregação da Palavra são negligenciados, sempre surgirão superstições e crendices dentro da própria igreja evangélica. Esta ênfase se torna mais urgente quando vemos que, em recente pesquisa, a Sociedade Bíblica Ibero-americana divulgou que 51% dos pastores evangélicos no Brasil nunca leram a Bíblia inteira! A ênfase que Jesus dá a crermos nele “como diz a Escritura” nos ensina que a doutrina correta tem poder para produzir vida (Jo 7.37-39)!

(3) Precisamos redescobrir uma nova forma de ser igreja. O Novo Testamento oferece limites para sermos igreja, mas dentro destes limites há muita liberdade para adaptações às mudanças que aparecem nos diferentes lugares e épocas. Partindo deste ponto, precisamos reafirmar de forma criativa a vida em comunidade. Para isto devem ser encorajados meios para incluir os vários dons espirituais dos cristãos no ministério de nossas igrejas, lembrando que cada crente é importante e tem um ministério necessário no Corpo de Cristo (Rm 12.4-8; 1Co 12.8-11, 28-30; Ef 4.11-16; 1Pe 4.8-11). Ao mesmo tempo, todos os membros deveriam estar conscientes de suas responsabilidades de mútua submissão e auto-doação na igreja em que participam (Ef 5.18-21). A igreja, enquanto estabelecida por verdades bíblicas, existe para nutrir relações de cuidado entre seus membros (1Co 13.1-13). Para imitar a igreja do Novo Testamento, a igreja local tem que cultivar amizades profundas. Cultos nos lares, núcleos de estudos bíblicos, retiros e outras formas de comunhão contribuem para reunir em amor o povo de Deus, exaltando a alegria e o amor da Trindade, antecipando a comunhão abençoada do céu.

O preço do discipulado e a disciplina precisam novamente ser enfatizados na igreja, pois o que tem prevalecido em nosso meio é conhecido como “graça barata”. Não podemos nos deixar de espantar com o ataque de Dietrich Bonhoeffer (1906-1945) contra esta perversão da livre graça de Deus: “Graça barata significa a graça vendida no mercado como quinquilharia ordinária… Graça barata não é o tipo de perdão que nos liberta dos laços do pecado. Graça barata é a graça que concedemos a nós mesmos. Graça barata é a pregação do perdão sem a exigência do arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão, absolvição sem confissão pessoal. Graça barata é a graça sem discipulado, graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado”.

Precisamos também recuperar o rico conceito bíblico de sacerdócio de todos os crentes (1Pe 2.5,9; Ap 1.6; 5.10; 20.6). Segundo Lutero, todo cristão é sacerdote de alguém, e somos todos sacerdotes uns dos outros. Este sacerdócio deriva diretamente de Cristo, pois “somos sacerdotes como Ele é sacerdote”. É uma responsabilidade tanto quanto um privilégio: “O fato de que somos todos sacerdotes significa que cada um de nós, cristãos, pode ir perante Deus e interceder pelo outro. Se eu notar que você não tem fé ou tem uma fé fraca, posso pedir a Deus que lhe dê uma fé sólida.” Não podemos ser cristãos sozinhos, precisamos da “comunhão dos santos”: uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de amigos que se ajudam, uma família em que as cargas são compartilhadas e suportadas mutuamente. Nem todos podem ser pastores, mestres ou conselheiros. Há um só “estado” (todos os cristãos são sacerdotes), mas uma variedade de funções (cada cristão tem um chamado específico da parte de Deus, para glorificá-Lo no mundo). Em todas estas coisas, somos ensinados que Deus, em Cristo, por meio do Espírito, nos chama como indivíduos para vivermos em comunidade, pois não existe uma fé solitária segundo o Novo Testamento (Hb 10.19-25).

Conclusão

Num tempo de mudanças tão profundas e complicadas, temos diante de nós uma grande tarefa – a de, na dependência do Espírito, orar, pregar e ensinar, de tal forma que a Igreja de Cristo passe da infantilidade para a maturidade (Ef 4.11-16). Uma petição do Livro de Oração Comum expôs toda nossa responsabilidade e toda a nossa esperança na tarefa de proclamarmos com força renovada a fé evangélica: “Todo-poderoso e eterno Deus, que pelo Espírito Santo preside no concílio dos apóstolos, livra-nos do erro, da ignorância, do orgulho e do preconceito; e confiados em tua misericórdia, te imploramos, dirige, santifica e governa sobre nosso trabalho, pelo grande poder do Espírito Santo, a fim de que o confortante evangelho de Cristo seja verdadeiramente pregado, verdadeiramente recebido e verdadeiramente seguido em todos os lugares, para a derrota do reino do pecado de Satanás e da morte; até que ao fim todas as tuas ovelhas dispersas, juntadas no teu aprisco, se tornem participantes da vida eterna; pelos méritos e morte de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém”.

Fonte: [ Blog Fiel ]
Via:
[ Eleitos de Deus ]

Homens, elefantes e muita confusão espiritual.

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Por: Josemar Bessa

A. W. Tozer certa vez disse: “Tudo que podemos tocar não é eterno”. Palavras sábias e verdadeiras. Como então podemos viver uma vida com a perspectiva da eternidade se tudo que tocamos com nossos sentidos; e mesmo tudo que sentimos e tocamos com nossas faculdades naturais, não expressam a eternidade?

Precisamos de algo fora de nós, precisamos de algo de Deus. Esse foi um dos maiores achados na Reforma. Lutero repetia e repetia – A Palavra é externa – a verdade não está dentro... Além disso, nossas faculdades naturais não são suficientes, precisamos de um novo coração que vem do mesmo lugar de onde esta Palavra veio. Temos que “tocar’ a Verdade com nada que seja humano ou natural.

Nos dias de Jesus o profeta nos diz: “não vimos nele beleza alguma que nos atraísse”. Assim que Israel contemplou Deus andando no mundo, com olhos físicos, com o que podiam avaliar, ver, tocar, sentir – Resultado: ‘não vimos nada que nos atraísse”

Já João nos diz algo completamente diferente, ele diz: “O Verbo virou gente e habitou entre nós e vimos sua glória como a glória do unigênito do Pai” – Uau!! Que diferença! – “Não vimos beleza alguma...”“...e vimos Sua Glória...”

Vivemos em dias de grande confusão espiritual. Nossa época é rica em heresias e desvios atordoantes da Palavra de Deus. Tudo seria mais fácil se o homem tão somente se fixasse naquilo que tão claramente a Palavra de Deus proclama.

As multidões não querem obedecer (ou sequer tem um coração para isso) a Deus, elas querem “senti-lo”. Uma das provas da maturidade (mesmo emocional – que dirá espiritual) é a capacidade (e a disposição) de superar os sentimentos efêmeros e governar nosso comportamento com o intelecto e a vontade.

Os ‘crentes’ infelizmente, parecem desconhecer esta fonte de confusão e desilusão. Como pastor estou sempre em contato com pessoas que estão passando por períodos de sofrimento ou que foram destruídas por doutrinas heréticas...

Muitas vezes, apesar do sofrimento, eles ainda não perceberam o fator que os levou até ali, e por isso, continuam indo no mesmo processo que os levará de volta ao mesmo desespero. Não percebem que o que eles sentem não reflete nada a não ser sua disposição de espírito.

Tanto na dificuldade do enfrentamento dos sofrimentos da vida, como na facilidade de se crer em falsas doutrinas, essa natureza que interpreta tudo na base do como estou sentindo, é a raiz destruidora.

Não podemos nos aproximar da Palavra de Deus, nem do próprio Deus com base no que estamos sentindo. Não podemos enfrentar as tristezas e sofrimentos inevitáveis de um mundo caído – na base de como nos sentimos.

Isso me faz lembrar de uma história bem antiga sobre quatro homens cegos que encontraram um elefante. Todos nós já encontramos tal elefante. Todos nós fomos tentados a agir da mesma maneira.

A história diz que um deles colocou a mão na perna do elefante. “Um é como uma árvore”, ele declarou: “grosso e forte”.

Outro homem pegou o elefante pela orelha. “Não meu amigo”, disse ele, “um elefante é como uma grande folha, chata e flexível”.

O terceiro pegou o animal pelo rabo. “Ambos vocês estão errados”, ele disse. “Um elefante é como uma corda, longo e fino”.

O quarto homem encostou no corpo maciço do elefante. “Todos vocês são tão burros quanto são cegos”, ele disse: “um elefante não é nada disso. Ele é forte e duro, como um grande muro”.

Assim as pessoas tocam as doutrinas. Assim as pessoas tocam os problemas e tragédias da vida. Cada um com sua interpretação absurda dos fatos da vida e da Verdade de Deus que opera em todas essas coisas. Com isso a visão de Deus é distorcida, a visão do seu plano eterno é distorcida, a visão dos seus atributos é distorcida, a maneira como se enxerga o sofrimento é distorcida... Como conseqüência, vivemos na mentira e não compreendemos o sofrimento. Tudo isso porque somos cegos.

Um bom exemplo disso está em Lucas 24.13,14 – quando dois discípulos estavam a cominho da aldeia chamada Emaús. Eles haviam visto o ser Mestre horrivelmente crucificado três dias antes, e ficaram profundamente deprimidos. Toda a esperança que acalentaram por anos morreu numa cruz romana. Todos aqueles três anos juntos, os ensinamentos... pareciam agora apenas fantasia das suas mentes. Cristo havia falado com tal autoridade, mas agora estava morto. Eles tocaram esses fatos como os cegos tocaram o elefante. Seu Mestre estava morto e enterrado num túmulo emprestado. Isso era um fato e contra fatos não há argumento. Eles deviam lembrar dos últimos momentos de Cristo, tipo “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste...” (Mt 27.46). Isso não te deixaria confuso?

O que eles não podiam ver nem sentir, era que Jesus estava caminhando com eles na mesma estrada poeirenta, e naquele exato momento. Eles estavam prestes a receber a maior notícia que o ouvido humano já ouviu em toda a história. A notícia iria revolucionar as suas vidas e virar o resto do mundo de cabeça para baixo. Entretanto, eles só viam os fatos, fatos estes, que não podiam ser harmonizados.

Com meu trabalho como pastor junto a pessoas e famílias em crise, eu sempre as encontro lutando de maneira semelhante a esses discípulos e aos cegos com seu elefante. Enquanto caminham com seus problemas e dores, não há provas de que Jesus faz parte do universo deles. Porque eles não “sentem” sua presença. Como os fatos que estão vivendo e tocando não acrescentam nada, eles estão convencidos de que não há explicação razoável, ou estão tateando com opiniões absurdas do que seja um ‘elefante’.

As orações não trazem alívio imediato, por isso, eles imaginam que não são mais ouvidos. Estão enganados, tão enganados como os cegos tocando o elefante e tentando entender sua aparência.

Toda confiança e esperança é colocada no que elas sentem e não nas promessas de Deus que disse que supriria todas as nossas necessidades, segundo as riquezas na glória por Cristo Jesus (Fl 4.19).

Se você está hoje nessa estrada poeirenta para Emaús, e além disso, encontrou um ‘elefante’ - se as circunstâncias da vida o deixaram confuso e deprimido, se sentiu que uma doutrina herética estava certa, apenas para neste instante estar na mais profunda confusão, tenho um breve conselho pra te dar. Abandone completamente a tentativa de caminhar neste mundo baseado naquilo que você sente. Naquilo que você sente ser a verdade; naquilo que você sente no meio do sofrimento e das perdas da vida, na tentativa de novamente sentir para determinar que caminho tomar... Nunca presuma que o silêncio de Deus ou sua aparente inatividade, é prova de seu desinteresse... De uma vez por todas entenda – Sentimentos a respeito da inacessibilidade dela nada significam! Absolutamente nada! A Palavra de Deus é confiável. A Palavra dele é infinitamente mais confiável do que nossas sinistras emoções.

Não precisamos andar de heresia em heresia. Não precisamos mergulhar na confusão a cada sofrimento na vida. Como disse certo servo de Deus há muito tempo atrás: “Com Deus, mesmo quando nada está acontecendo – alguma coisa está acontecendo” – Deus está trabalhando à sua própria maneira.

Estabelecemos nossos alicerces, estabelecemos nossa vida na verdade, como reagimos na dor... não em emoções efêmeras, ou em qualquer capacidade natural de compreender as coisas; mas na Palavra escrita. Como disse Lutero, a Verdade é externa, está fora... A Palavra escrita e sua proclamação permanecem verdadeiras mesmo quando não temos sentimentos espirituais quaisquer que sejam eles. Agarre-se somente a esta Verdade com a tenacidade de um bulldog.

Bulldog, elefante, esta história está ficando cheia de bichos. Vamos encerrá-la antes que mais bichos apareçam.

Se fizer assim, sua vida estará protegida contra o erro e as heresias que se multiplicam aos milhares em nossos dias; e estará pronto para enfrentar todo o sofrimento que Deus achar necessário para sua vida.

Tudo isso que vimos, acontece porque somos cegos. Nós só conseguimos ‘enxergar’ um pequeno pedaço do quadro todo – como aqueles cegos com seu elefante. Não Podemos ver o futuro – nem devemos tentar. Sequer conseguimos enxergar todo o presente! Nós não sabemos o efeito que nossas ações, quando não submetidas a Palavra, irão ter. Na verdade, seria mais fácil para um cego descrever um elefante do que qualquer um de nós ver bem e compreender os caminhos de Deus... Mas isto não faz mal.

Imagine se alguém com visão perfeita encontrasse os cegos discutindo sobre a aparência do elefante. Essa pessoa poderia descrever o elefante como ele é. Talvez os cegos não acreditassem nele (será essa a sua situação? ) mas se escutassem, sua descrição daria sentido a tudo.

É exatamente isso que Deus faz conosco. Ele nos diz – e somente na Sua Palavra (externa) – a verdade, e então como os olhos dos discípulos em Emaús, começamos a enxergar – tudo faz sentido – Essa vida é a que Deus ordenou para nós – confiança absoluta apenas na Sua Palavra (externa) – e nós bradamos com os Reformadores – Sola Scriptura!! – Quando encontrar o próximo elefante, não se esqueça disso.

Soli Deo Gloria

Josemar Bessa
Fonte: [ Blog do autor ]

Pastor, em quem Deus disse que devemos votar?

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Por Renato Vargens

E
m tempo de eleição essa é uma das dúvidas ais comuns em nossas igrejas. Isto porque, irmãos em Cristo que temem ao Senhor e que desejam fazer o melhor para o seu país, acreditam que os seus pastores receberam de Deus orientações claras quanto àqueles que deverão governar a nação. Nesta perspectiva, buscam em seus líderes orientações em quem votar. No entanto, o que talvez muitos não saibam, é que do ponto de vista ético e cristão, o pastor não possui o direito de manipular o voto de ninguém. Todavia, em virtude de desejos escusos, alguns pastores inescrupulosos, imbuídos de messianismo politico fajuto, enganam o povo, determinando ao rebanho o nome daqueles que deverão ser votados.

Caro leitor, como disse anteriormente
Não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, não acredito num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos, nem tampouco comercializo o rebanho de Cristo, vendendo-o por interesses escusos a políticos inescrupulosos.

Diante do exposto gostaria de reproduzir
aqui o décalogo do voto ético que foi defendido na década de 90 pela Associação Evangélica Brasileira:

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;

VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um "despachante" de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a Igreja.

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os "reinos deste mundo" por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.

VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano não vai dar nada para os evangélicos"; ou ainda: "O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos". É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é compreensível que dê um "voto de confiança" a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apoiem.

X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Soli Deo Gloria!

Autor: Pr. Renato Vargens
Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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Os urubus gospels da internet

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"O profeta sente dor em mostrar os erros."

Por Marcos Botelho

Tenho visto essa categoria aumentar a cada dia, e tenho que confessar que preciso lutar contra mim mesmo para não tornar-me um deles!

Os profetas sempre tiveram um papel fundamental no judaísmo e, no cristianismo, são como torres de vigias, quase nunca se encaixam nos padrões dos “sacerdotes” e estão lá para falar na cara os erros dos falsos profetas, sacerdotes, intérpretes. Os erros do povo de Deus.

Mas existe uma grande diferença entre um profeta e um cara que só gosta de criticar, o profeta é um cara que não se conforma com o erro, mas que ama muito a quem ele está criticando.

Certa vez ouvi a história de uma profetiza que entrou no gabinete pastoral e falou: Pastor, Deus vai destruir a nossa cidade esta semana por causa dos nossos pecados!

O pastor se levantou e olhou nos seus olhos e declarou: Isso que você esta profetizando é falso! E ela com os olhos arregalados perguntou o porque ele falava isso. Ele respondeu: Porque se você fosse profeta de Deus e esta mensagem fosse dele, você falaria isso com lágrimas nos olhos!

Nem sei se esta história é verdadeira, mas ela ensina algo que é muito verdadeiro: o profeta sente dor em mostrar os erros dos da sua casa. Não é prazeroso para ele, ele o faz porque Deus mandou e não tem saída, ele tenta sempre trazer o conserto e a reconciliação.

Com a internet, a voz dos que não eram ouvidos ganhou uma chance, mas com esta chance veio todo o tipo de “profeta” e frustrados religiosos.

Se você varre a sua casa e joga o lixo fora, você é uma pessoa que está se importando apenas coma a casa limpa. Mas se você vai com o seu lixo até o lixão e fica por lá observando os outros lixos, aí então você deixou de se importar com a casa e se encantou pelo lixo.

É isso que tenho visto em alguns blogs, vídeos, twitters aqui na internet. Pessoas que já saíram de casa para morar no lixão, onde ficam mexendo nos lixos gospels para encontrar os mais fedorentos e guardar para sua coleção. Assim, ficam o tempo todo mostrando aberrações gospels e se divertindo com o que Deus se entristece.

Apenas Urubus gostam de ficar o tempo todo em lixões ao redor das carniças. Este tipo de material não traz vida, não traz mudança social e religiosa, mas sim entretenimento bizarro, e isso os profetas nunca fizeram.

Tenho que confessar, eu sou por criação um cara muito crítico, mas não quero transformar meu blog, meu Twitter, minhas peças ou pregações em um lixão onde não me importe mais com a limpeza da casa e sim em sobreviver da carcaça de quem já esta morto. Deus me ajude a criticar com amor e a não perder o foco!

Autor: Marcos Botelho, pastor de jovens da Igreja Presbiteriana de Alphaville e missionário da SEPAL
Via: [
Sepal ]
/ [ Ministério Batista Beréia ]

Como blogueiro há alguns anos, compartilho com a mesma opinião do irmão Marcos. Embora tenhamos que denunciar os abusos eclesiásticos, creio que devemos, com muito temor e tristeza no coração, fazer a denúncia e sempre expor uma refutação bíblica equilibrada para mostrar o caminho correto, porém sempre lamentando o fato.

Quando é postado na internet um texto ou um video, mostrando o erro com teor de deboche e sem nenhum tipo de refutação bíblica, vejo o ato da denúncia em si como inútil e ineficaz para edificação de alguém.

Pense comigo blogueiro: qual a mensagem bíblica que você vai transmitir em sua apologética?

RM

Nem camelos, nem mosquitos

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Por Josemar Bessa

Quando você precisa enfatizar um ponto fundamental, a Hipérbole é uma ótima “ferramenta”. Não precisamos ter medo de usar o ‘exagero’ se ele for necessário para deixar bem claro o ponto que queremos enfatizar.

Em Mateus 23.24 a Bíblia nos mostra um excelente exemplo de como usar a hipérbole: “Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo”.

Quão contundente declaração Cristo fez. Como uma dardo esta verdade penetrou na mente de cada ouvinte – os Fariseus, a quem ele se direcionava, e todos que ali estavam para ouvir. Ele acusou os fariseus e os escribas de coarem mosquitos enquanto engoliam camelos.

O mosquito era o menor animal imundo encontrado na Palestina: “E todos os outros insetos que voam... serão para vós uma abominação. (Lv 11.23). Por causa disso, todo líquido que os fariseus iam beber ele coavam através de um pano com fibras mínimas, para garantir de que nem o menor de todos os mosquitos estivem presente tornando a bebida impura. Eis uma analogia perfeita do cuidado e preocupação com os mínimos detalhes da lei que aparentemente estavam na mente dos fariseus e escribas.

Mas onde estava o problema? No verso anterior Cristo diz: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.- Jesus contrasta o zelo deles com as coisas mínimas com a ingestão de um Camelo.

Por que Jesus escolheu um camelo? O camelo era o maior animal imundo da Palestina: Destes, porém, não comereis; dos que ruminam ou dos que têm unhas fendidas; o camelo, que rumina, mas não tem unhas fendidas; esse vos será imundo; - (Lv 11.4).

Cristo mostra que um foco distorcido em minúcias muitas vezes se trata apenas de falso zelo – uma forma de esconder o fato de que aquilo que é fundamental está sendo desprezado. Aquilo que parece zelo é só uma cortina de fumaça para a impiedade escondida. Jesus traz com sua hipérbole uma imagem viva da relação distorcida que os escribas e fariseus tinham com Deus. Não queriam parecer impuros naquilo que era mínimo, no entanto, no que era fundamental...

Todos corremos o perigo de estar no mesmo lugar que os fariseus e escribas, ou seja, colocar todo o nosso esforço de piedade, de vida espiritual, no lugar errado: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo”.( vs 25,26).

Jesus não está dizendo – como alguns hoje gostam de afirmar, para dar vazão a seu descompromisso em viver para glória de Deus em associação com o mundo – que o exterior não tem importância. Ou seja – que você pode e deve ser sujo por fora e limpo por dentro. Isso não passa de mais uma distorção ímpia como a dos fariseus.Todos os grupos e seitas judaicas dos dias de Cristo eram zelosos na necessidade de lavar os utensílios... para manter a pureza cerimonial. Todos eles concordavam que era inútil limpar o exterior do copo e deixá-lo sujo por dentro. Não, eles não discordariam disso – pelo contrário. No entanto, na prática, é isso que a ‘piedade’, ( que é a vida vivida na presença do Altíssmo) dos adversários de Cristo tinham conseguido alcançar.

Comportamento externo é importante, não se engane; o problema é que muitos escribas e fariseus não tinham trabalhado também em suas almas. Ficando apenas focados na conformidade externa com a Lei, esqueceram que essa conformidade externa não era suficiente. Não viram que o mal, em última análise, é um problema do coração – que a maldade humana e cada pecado começa lá e apenas se expressa no lado externo – o lado de fora do copo. Jesus não está dizendo que alguém pode ter o interior do copo limpo – o coração – enquanto as obras ( o lado externo ), a vida, expressa pecado, mundanismo, impiedade... Mas que o problema de fato começa no coração – e lá deve estar focado em primeiro lugar o nosso zelo numa vida que é vivida diante de Deus (Piedade).

Há um texto onde Jesus enfatiza o lado interno e externo – não despreza o externo em função do interno,mas mostra que a verdadeira vida espiritual no Reino de Deus engloba tudo:

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta... (Mt 5.21-30).

Aqueles que se preocupam apenas com o que os outros vêem e não com a escuridão que está dentro – estão debaixo da ira de Deus. Não importa o quanto o exterior de um copo esteja limpo – se o interior estiver sujo – ele continua contaminado e imundo.

A Palavra de Deus não trata apenas da aparência externa (Ela trata) mas seu objetivo é a pureza do coração que se expressa nas atitudes e maneira de viver que se expressam a vista de um mundo em trevas como luz:

Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e por causa dele não sofrerás pecado.Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.(Lv 19.17,18)

Os fariseus perderam algo – (que hoje de uma forma oposta tem sido defendido por aqueles que criticam os Fariseus) – De que a pureza exterior depende da pureza interior.
Muitos querem afirmar que podemos ser impuros exteriormente enquanto somos puros interiormente – Esta é a perversão oposta a dos Fariseus, mas tão diabólica quanto a deles. O exterior tem que expressar a pureza interior – esse é o ensino bíblico. É isto que Cristo está enfatizando:

“Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo”.(Mt 23.26).

Cristo poderia ser mais claro? – Primeiro o interior – Esse não é o fim do que Ele disse. Primeiro cuide do coração... e qual deve ser o resultado? Não que o exterior não tenha importância – o exterior deve expressar o interior – o coração limpo – “...para que também o exterior fique limpo”.

Jesus está enfatizando a santidade que deve e só pode começar no coração, e que deve se expressar na vida exterior. Com sua hipérbole Cristo destrói a hipocrisia farisaica que tinha esquecido o centro, o coração – mas também destrói a hipocrisia daqueles que hoje querem enfatizar que o homem pode ter o coração limpo sem que isso se expresse numa vida limpa, separada do pecado, que não se conforma com o mundo ao redor, separada para Deus – Limpo dentro, e por isso, limpo fora. O mundanismo jamais terá uma âncora no ensino de Cristo.

O Puritano Matthew Henry diz que a ‘renovação que a graça santificante opera no interior, terá uma influência poderosa no exterior – mas que devemos lembrar que esse poder opera de dentro – do coração – para fora’.E diz mais: “Somos hipócritas, se não conseguimos mortificar aquelas coisas que só Deus pode ver. Os pensamentos, sentimentos, intenções nos condenarão”.

Os pecados internos terão que ser mortificados diante de Deus. E externamente então, teremos ( o exterior expressará o interior – já que a “boca fala do que o coração está cheio” – A vida externa expressa o interior invisível ) vida santa e separada diante de um mundo alienado de Deus. Ou seja, nem camelos e nem mosquitos.

Soli Deo Gloria!

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Igrejas pscicológicas

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Por Marcos Batista Lopes

Estamos vivendo um momento muito critico da Igreja de Cristo na Terra.

Alguns líderes para reafirmarem que estão atualizados e que procuram saber as últimas novidades do mundo usam e abusam da psicologia em suas pregações. Há aproximadamente duas décadas atrás era muito difícil ouvir pregações nos púlpitos em que se falava sobre – Transtorno desafiador opositivo, Transtorno de , transtorno Bipolar, dentre outras doenças. O Manual de Diagnóstico e estatística da Associação de Psiquiatria Americana, era algo desconhecido e suas inúmeras doenças da mente.

Recentemente li um artigo em uma revista de conselhos à pastores brasileiros que tinha por titulo, “A saúde mental dos pastores”. Dizia o artigo:

“Na verdade, é provável que os pastores, devido às pressões que os atingem no desempenho de seu oficio, apresentem mais transtornos psicológicos do que a média da população…os resultados indicam que 47% dos pastores sofriam ou haviam sofrido de algum transtorno mental, contra a média de 31% encontrada na população em geral.” [1]

O que se lê em muita literatura evangélica nos dias de hoje são os integracionistas, afirmando que as pesquisas psicológicas não são teóricas mas cientificas. O que eles se esquecem é que o que chamam de transtornos, são na maioria dos casos, simplesmente, pecados. Na verdade não são doenças e sim os inúmeros pecados que envolvem o homem (Rm 3.23). Começamos a acreditar depois de lermos tantas matérias que apóiam a psicologia e psicoterapia que a Bíblia parece não ser suficiente para ajudar o homem a corrigir qualquer problema comportamental (não –orgânico) em nossos dias.

O pastor norteamericano Lou Priolo que faz Aconselhamento Bíblico por muitos anos comenta sobre a suficiência das Escrituras para nossa era:

“Por mais de dezenove séculos a Igreja de Jesus Cristo não teve o “beneficio” da psicologia clínica “ajudando-a” na tarefa de criar filhos. Mesmo assim, os pais cristãos foram capazes de obedecer a ordem de Deus para “criar” seus filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6.4). A Bíblia fornece tudo o que você precisa para educar seus filhos “na disciplina e na instrução do Senhor”. [2]

Acredito como Lou Pirolo, que não somente a Bíblia é atual na questão de criação de filhos, como é suficiente para ajudar em todo tipo de transtornos comportamentais do homem moderno. Imagine que quando aocnselhar uma pessoa da igreja que busca ajuda, que o seu problema é – Transtorno Desafiador Opositivo. E depois ter que explicar a ele o que quer dizer esta terminologia, usar métodos terapêuticos para sanar o seu problema. Não seria mais razoável, além de ser honesto, dizer a ele que tem permitido que o pecado da ira, da rebelião e da insubordinação tem sido uma realidade em sua vida ( PV 14.29; Ef 4.26; etc).

Acredito que o caminho da Bíblia é bem melhor, pois as realidades da natureza humana são expostas e também são apresentadas as soluções pelas Escrituras como podemos mudar de direção e atitudes para conosco e com o próximo. Algo que devemos raciocinar e pensar é que a Igreja de Cristo durante séculos dependeu inteiramente do Espírito Santo e da Palavra de Deus para ajudar inúmeros cristãos desconsolados. Hoje a Igreja moderna recorre as soluções da psicologia para ajudar os pastores, cristãos e toda pessoa que precisa de conselhos para a vida.

Que possamos pensar biblicamente e não psicologicamente quando formos ajudar as pessoas que solicitarem conselhos para a sua vida. Será que a Bíblia não é suficiente para termos que adotarmos técnicas de teorias humanas?


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Marcos Batista Lopes é pastor, apologista, fundador da Sociedade de Jovens Pensadores Cristãos
Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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Um posicionamento equilibrado de um pastor sobre as eleições de 2010.

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Prezados irmãos,

O vídeo do Paschoal Piragine Jr, que é pastor da 1ª Igreja Batista de Curitiba é um dos mais equilibrados que tive oportunidade de ver. Acredito que suas colocações são extremamente racionais. Assista o vídeo em questão e reflita com muito cuidado em quem você vai votar nas eleições de outubro.

Naquele que reina e vive soberanamente,

Pr. Renato Vargens





Fonte: [ Blog do autor ]
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Um Sopro de Abominação

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Por: Joseph Alleine (1634 – 1668 )

Sem verdadeira conversão todas as suas práticas religiosas são nada mais que perdas, pois elas não cumprem os verdadeiros propósitos do evangelho, isto é, não podem agradar a Deus nem salvar sua alma (Romanos 8:8; I Coríntios 13:2-3). Mesmo que seus cultos sejam muito especiais, Deus não tem prazer neles (Isaías 1:14; Malaquias 1:10). Não é terrível a situação daquele homem, cujos sacrifícios são como homicídios e cujas orações como um sopro de abominação? (Isaías 66:3; Provérbios 28:9). Muitos, sob convicção, pensam que estão determinados a se corrigirem e que algumas orações e esmolas poderão consertar tudo; mas que tristeza, senhores, enquanto seus corações permanecerem sem santificação, nenhuma de suas obrigações será aceita.

Quão meticuloso era Jeú! No entanto, tudo foi rejeitado porque o seu coração não era justo (II Reis 10 com Oséias 1:4). Quão irrepreensível era Paulo! Contudo, não sendo convertido, tudo não passava de perda (Filipenses 3:6-7). Os homens acham que fazem muito em dar atenção ao serviço de Deus, e até O consideram em débito com eles, entretanto, não estando santificados, suas práticas religiosas não podem ser aceitas.

Ó alma, não pense que quando seus pecados a perseguem, uma simples oraçãozinha e uma reformazinha de sua conduta poderão apaziguar a Deus. É necessário começar com o seu coração. Se ele não for renovado, você não pode agradar a Deus mais do que alguém que, tendo-o ofendido indizivelmente, viesse trazer-lhe a coisa mais asquerosa para acalmá-lo; ou, havendo caído no lodo, pensasse em reconciliar-se com você com seus abraços imundos.

Ê uma grande desgraça labutar no fogo. Os poetas não poderiam inventar um inferno pior para Sísifo, do que ficar labutando eternamente, a fim de levar para cima da montanha a pesada pedra que sempre rolava para baixo novamente, obrigando-o a recomeçar o seu trabalho. Para Deus o maior dos julgamentos temporais é que os que desobedecem edifiquem uma casa sem habitar nela, plantem e não colham, e o seu trabalho seja devorado pelos estrangeiros (Deuteronômio 28:20, 38-41). Não é uma grande desgraça perder todo nosso trabalho, semear e construir em vão? Mas é muito pior perder nossos esforços religiosos — orar, ouvir a Palavra de Deus e jejuar em vão! Trata-se de uma perda eterna e irreparável. Não se deixe enganar: se você continuar no seu estado pecaminoso, ainda que estenda as suas mãos, Deus vai esconder os olhos; mesmo que você faça muitas orações. Ele não ouvirá (Isaías 1:15). Se um homem incapaz começa a fazer o nosso trabalho e o estraga, mesmo que ele capriche, não o agradecemos por isso. Deus tem que ser adorado conforme Sua determinação. Se um servo faz o nosso trabalho totalmente contrário à nossa ordem, ele deverá receber açoites ao invés de louvores. A obra de Deus precisa ser feita de acordo com a vontade dEle, ou Ele não Se agradará; e isto não pode ser, a menos que seja feito com um coração santo.