Cristianismo Light!

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Autor: Pr. Wilson Franklim


“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram”. (Mt 7.13-14).



Meu alvo neste artigo é mostrar o equívoco do chamado cristianismo light, o perigo que representa aos seus seguidores. Também pretendo fazer ver que os pseudos resultados deste tipo de prática, não paga o custo do juízo de Deus quanto a tal desvio.


Minha oração é que este artigo instigue nossa forma de pensar, conduzindo-nos à Palavra de Deus, “para ver se as coisas” são “de fato assim” (At 17.11). Começo por descrever de forma sucinta o que é cristianismo light, suas idéias, seus resultados e suas conseqüências. E, por fim, o valor de permanecermos fiéis a Deus e a sua Palavra.



Definição - O Cristianismo Light


Atualmente existe um tipo de cristianismo, supostamente evangélico, que, para atingir rapidamente muitos adepto$ e tornar-se bastante popular, adota o que se chama de filosofia da igreja “aconchegante”. Mas o que é uma igreja aconchegante? É aquela cujo alvo principal é converter-se em uma igreja bastante agradável e receptiva às pessoas em geral, não importando o que se tenha de fazer para tal, é a velha idéia de “os fins justificam os meios”.


Nesse contexto, as mudanças são profundas, tanto na visão teológica de Deus e de sua Palavra, quanto no funcionamento da organização e até mesmo na arquitetura dos templos. Tal fato pode ser facilmente comprovado. Observe que em relação à arquitetura de muitas “igrejas” já não se usa os tradicionais bancos de madeira, em seu lugar são colocadas confortáveis poltronas, os púlpitos deram lugar aos palcos e o pior, os cultos a Deus transformaram-se em shows de entretenimento...



A Teologia do Cristianismo Light


Em relação à teologia, esse “cristianismo light” desenvolveu uma série de doutrinas que visam remover os incômodos e as exigências do verdadeiro cristianismo. As “novas” doutrinas são muito populares e amplamente recebidas por seus novos adepto$. No que diz respeito aos cristãos maduros, estes também têm absorvido muitas dessas influências negativas (abrindo um parêntese e falando baixinho, lamentavelmente até alguns dos antigos pastores têm se rendido a essa $edução).


A verdade é que as “novas” doutrinas favorecem a aversão natural que o homem demonstra para com o negar-se a si mesmo, porque ameniza esta aversão na medida em que pratica um tipo de “culto” centrado nos sentimentos. A ênfase é satisfazer os seus adepto$ numa espécie de “culto” do prazer acompanhado de todo tipo de soluções “miraculosas” (mágicas). Nessa perspectiva, acredita-se na ilusão de que esse tipo de cristianismo é autêntico porque os templos se enchem rapidamente, e como conseqüência direta os recursos financeiros se tornam fartos facilmente.


Em outras palavras, está aqui a explicação porque a maioria das orações e cânticos, no cristianismo light, são meios de auto-reconciliação, de auto-ajuda e auto aceitação. O resultado final é a sensação de se ir para casa "descarregado" e sentindo-se bem, contudo, infelizmente, sem se ter verdadeiramente adorado o Eterno.



Jesus e o Cristianismo Light


Todavia, nosso Senhor Jesus nos advertiu sobre isso. Por um lado, ele mostra que o verdadeiro cristianismo seria difícil e impopular, veja: “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontram”. É estreita por só ter uma mensagem, só se pode adorar um Único Deus, o Senhor, O Eterno Yahweh, não há espaço para adorar a si mesmo nem a líderes. Por outro lado, a imitação do cristianismo, o cristianismo light, seria fácil e muito popular “porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho”.


O problema é que esse caminho fácil “conduz à perdição, e muitos são os que entram por ele”. Há 40 anos atrás Clyde Reid escreveu uma análise dolorosa e incisiva de como as atividades modernas nas igrejas parecem estar estruturadas para favorecerem ao distanciamento de Deus. Ele disse “estruturamos nossas igrejas e as mantemos a fim de nos resguardar de Deus e nos proteger da verdadeira experiência religiosa”(2), de transformar vidas em seguidores de Cristo. Observo que neste ponto a igreja sempre deverá ser uma escola de vida.


Mas a maioria esmagadora das igrejas que adotaram o cristianismo light, não têm EBDs (escolas bíblicas dominicais), não tem ensino da Palavra de Deus nos púlpitos. Em suma, o povo não é alimentado com a Palavra de Deus. É a “onda light” chegando na alimentação espiritual...



A Conspiração do Silêncio no Cristianismo Light


Ao lado de muitas outras observações sobre a vida na igreja aconchegante, Reid afirma: “hoje os membros adultos de igrejas raramente levantam sérias questões doutrinárias por medo de revelar as suas dúvidas ou ser tidos como esquisitos. Há nas igrejas uma tácita conspiração do silêncio acerca dos pilares doutrinários(3). As poucas vozes que se levantam são rechaçadas e banidas como se fossem do inimigo, enquanto os verdadeiros inimigos pousam de “santos homens e mulheres de deus”... Vale aqui citar que lamentavelmente essa conspiração do silencio já atinge nossas igrejas a muito tempo e também nossa amada denominação.


Outro aspecto, nos cultos a “servidão da vista” surge travestida na tentativa de “motivar” as pessoas à seguinte pergunta:


“Não foi um culto excelente?”, costuma-se dizer.(4)


Mas o que se quer realmente dizer com essa pergunta? Será que pensamos mesmo no que Deus achou do culto? Qual a relação entre o conceito divino e o conceito humano de um culto excelente? É necessário sermos muito cuidadosos a esse respeito, senão a regra “em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa” poderá se aplicar a nós.


Suponha que eu seja o pastor da igreja A. Se Deus na verdade nada fizesse no culto da minha igreja, ou em resposta ao meu trabalho no ministério, que importância teria o fato de os freqüentadores pensarem e falarem bem das mensagens e dos cânticos e ainda voltarem para o próximo culto trazendo amigos? Eu certamente seria tentado a pensar que tenho de atrair as pessoas para que me ouçam, sem me preocupar com Deus. Será que isso às vezes não acontece conosco?


A esse respeito às palavras do Senhor ao profeta Ezequiel assombram ainda hoje qualquer líder de igreja: “Eles vêm a ti, como povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, quem tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra.” (Ez 33.31-32).


O mais lamentável, hoje, é que essa palavra do profeta Ezequiel, na questão do lucro, se aplica muito mais aos líderes do que aos adepto$ do cristianismo light.



Conclusão


O primeiro e maior mandamento, ratificado por nosso Senhor Jesus é amar a Deus acima de todas as coisas. Isso indica que em tudo que se refere a nós Deus deve ocupar o primeiro lugar, mas em se tratando de igreja cristã essa ordem é ainda mais indispensável e preponderante.


Seja qual for a nossa posição na vida e na igreja, se queremos que a nossa vida e as nossas obras pertençam ao Reino de Deus, não devemos ter como meta primeira e nem mesmo meta importante a aprovação das pessoas e, muito menos ainda, o nosso próprio intere$$e. Devemos nos manter fiéis a Deus, à sua santa Palavra, a Bíblia, e com amor deixarmos as pessoas pensarem o que quiserem, mesmo que achem que somos retrógrados e atrasados.


Entretanto, devemos tentar ajudar aos nossos irmãos a nos compreender e apreciar o valor da fidelidade ao Novo Testamento. O valor em ser um verdadeiro seguidor de Cristo, capaz de negar-se a si mesmo por amor Cristo. Podemos fazer disso um ato de amor. Mas seja como for, como pastores, só podemos servir as pessoas e a igreja de Deus servindo primeiramente ao Senhor da Igreja e consequentemente sendo submissos à sua santa Palavra. Que o Senhor da Igreja nos conceda essa graça. Amém.



Wilson Franklim é Pastor da Igreja Batista Vila Jaguaribe - Piabetá-RJ, Doutorando em Teologia.
Email de contato: wilfran@gmail.com


Notas:
Quero salientar que não há nada de errado, em si mesmo, quando se pode oferecer mais conforto aos nossos irmãos (seja com ar condicionado seja com melhores acentos, som...) e se ter uma igreja viva e que verdadeiramente adore ao Eterno. O erro advém do uso indevido desses atributos.

2 - REID Clyde H. The God Evaders. New York: Haper & Row, 1966. p.41
3
- REID. The God Evaders. P.19.
4 - WILLARD D. A Conspiração Divina. São Paulo, Mundo Cristão, 2001. p.226.


Fonte do artigo: http://www.revistasadoutrina.com/download/rsd_09.pdf

Agradecimentos à ótima "Revista Sã Doutrina".
http://www.sadoutrina.k6.com.br/

Ilustração by: Ruy Marinho
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Você conhece o Moonismo? A seita do Rev. Moon!

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O MOONISMO


O moonismo, ou "Associação do Espírito Santo Para a Uni­ficação da Cristandade Mundial", foi fundado na Coréia, em 1954, e, em 1973, nos Estados Unidos. Em 1976, proclamava ter entre 500 mil a 2 milhões de adeptos, radicados principalmente na Coréia e no Japão, com modestas ramificações também na Europa.


Resumo Histórico do Moonismo

Sun Myung Moon, fundador da "Associação do Espírito San­to Para a Unificação da Cristandade Mundial", nasceu na Coréia, em 1920. A exemplo de Joseph Smith, fundador do mormonismo, Moon fundamenta as suas crenças e ensinos em alegadas revela­ções que teria recebido de Deus ainda quando criança.

No seu livro O Divino Princípio, Moon conta que, desde a infância, foi clarividente, isto é, podia ver através do espírito das pessoas. Conta que quando tinha apenas doze anos, começou a orar para que coisas extraordinárias começassem a acontecer. Conta o próprio Moon que, num domingo de Páscoa, quando tinha ape­nas dezesseis anos, teve uma visão na qual Jesus lhe teria apareci­do, dizendo: "Termina a missão que eu comecei".

Moon procurou se preparar para o cumprimento dessa mis­são, através do estudo das seitas e dos cultos populares do Japão e da Coréia. Foi assim que, em 1946, começou a pregar a sua pró­pria versão do Cristianismo messiânico. A medida que a seita cres­cia, Moon enfrentava problemas com as autoridades coreanas, o que culminou com a sua excomunhão pela Igreja Presbiteriana, em 1948, à qual pertencera até então.


Ensinamentos de Moon

De acordo com O Divino Princípio, o livro "sagrado" que contém as revelações do reverendo Moon, Deus queria que Adão e Eva se casassem e tivessem filhos perfeitos, estabelecendo as­sim o Reino de Deus na Terra. Mas Satanás, encarnado na ser­pente, seduziu Eva, que, por sua vez, transmitiu sua impureza a Adão, causando, então, a queda do homem. Por isso Deus man­dou Jesus Cristo ao mundo, para redimir a humanidade do peca­do. Mas Jesus morreu na cruz, antes de ter podido casar-se e tornar-se pai de uma nova raça de filhos perfeitos. Agora chegou o tempo para um novo Cristo, que finalmente cumprirá os dese­jos de Deus.

Como você pode ver, o ensino de Moon tem o propósito de desvirtuar a obra de Cristo e anular o testemunho do Evangelho, segundo o qual o propósito de Deus não é constituir uma família perfeita aqui na Terra, através de Moon, mas salvar os pecadores perdidos, através de Jesus Cristo. O ensino moonita é anti-bíblico e satânico, digno do repúdio de todo cristão verdadeiro.


Moon, um Falso Messias

Moon não identifica a si mesmo como o novo Messias, mas diz que este, tal como ele próprio, nasceria na Coréia em 1920. Não obstante, muitos dos seus pensamentos o identificam ora como sendo Deus, ora como Satanás, ora como o Anticristo. Evidente­mente, os seus pensamentos contradizem as Escrituras, como você mesmo pode ver e comparar:


Moon

a. "Eu sou o vosso cérebro".

b. "O que eu desejar, deve ser o que vós haveis de desejar".

c. "Minha missão é dar novos corações a novas pessoas".

d. "De todos os santos enviados à Terra por Deus, creio ter sido eu o que até hoje obteve maiores sucessos".

e. "Tempo virá em que minhas palavras terão quase o mes­mo valor que as leis. E tudo aquilo que eu pedir terá de ser feito".

f. "O mundo está nas minhas mãos. E eu conquistarei e subju­garei todo o mundo".

g. "Estou pondo as coisas em ordem, para que possamos cum­prir os desejos de Deus. Todos os obstáculos que nos venham a ser opostos devem ser aniquilados".

h. "Nossa estratégia é nos unirmos como se fossemos uma só pessoa. Só assim poderemos vencer o mundo inteiro".


A Bíblia

a. "Eu sou o Senhor teu Deus" (Êx 20.2).

b. "... o Filho do homem... não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.28).

c. "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19.10).

d. "Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos, e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez" (2 Co 10.12).

e. "Humilhai-vos, portanto, sob a potente mão de Deus, para que ele em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5.6).

f. "Ao Senhor pertence a terra, e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam" (SI 24.1).

g. "Eis que eu vos envio como cordeiros para o meio de lo­bos" (Lc 10.3; cf Is 42.1-3).

h. "Porque tudo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? (1 Jo 5.4,5).

Quando se mudou para os Estados Unidos, em 1973, Sun Myung Moon proclamou a "Nova Idade do Cristianismo", em conferências, banquetes e comícios, culminando com uma con­centração no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em 1974. No seu discurso, ele deu a sua própria versão da queda do homem e da vinda do Messias esperado: "Esta é a vossa esperança... A única esperança dos Estados Unidos e do resto do mundo."


Lavagem Cerebral e Fanatismo

Em geral, os moonitas, ou seguidores de Moon, cedo assu­mem a responsabilidade de fazer proselitismo nas esquinas das grandes cidades. As pessoas mais visadas, tidas como moonitas em potencial, são as que se mostram estar sendo vencidas pela solidão. Quando estas pessoas se sentem atraídas, são convidadas para uma conferência da seita, para jantares, para passar um fim de semana num dos centros da comunidade, para estudo.

Esses fins de semana obedecem a um programa rigidamente estruturado, exaustivo, com pouco tempo para dormir e nenhum para refletir. Os neoconvertidos passam por uma verdadeira la­vagem cerebral, que envolve uma média de seis a oito horas de preleções baseadas no livro "Divino Princípio", livro que con­tém as visões de Moon. Na preleção final, aprendem que Deus mandou Moon para salvar o mundo, em geral, e a eles próprios em particular.

Dentre os adeptos da seita, alguns continuam a fazer seus cur­sos ou a exercer seus empregos, mas, à noite ou durante os fins de semana, trabalham para a seita, vários deles dando a esta uma par­te de seus salários. Os que trabalham com tempo integral, geral­mente freqüentam seminários que duram de seis a dezesseis se­manas.

Durante os primeiros meses de experiência religiosa, os no­vos membros da seita freqüentemente recebem telefonemas de pais, parentes e amigos, pedindo que voltem ao seu convívio. Quando alguns deles vacilam, os seus discipuladores lhes dizem que seus pais, parentes e amigos são agora inimigos a serviço de Satanás.

No Brasil, muitas famílias têm tido seríssimos problemas com seus filhos que se têm deixado envolver pelo moonismo. Tem ha­vido casos em que pais, acompanhados de policiais, têm invadido templos da seita (no Rio de janeiro e São Paulo, por exemplo) para arrebatar à força os filhos, que estão sendo programados por manipuladores da seita.


Duas Particularidades Doutrinárias

Dentro do complexo quadro doutrinário do moonismo, pode­mos destacar as duas particularidades a seguir:

1) Uma das principais exigências do reverendo Moon àqueles que se convertem ao moonismo é que o neoconverso passe a ado­tar a Coréia como sua nova pátria-mãe, à qual deve jurar lealdade e amor. Assim, um brasileiro, por exemplo, que se converte ao moonismo, já não tem nenhum dever cívico e patriótico para com o Brasil.

Evidentemente, esta tem sido a principal razão do repúdio das autoridades de muitas nações ao moonismo.

2) Outro princípio inviolável do moonismo é que quando um moonita for considerado apto para o casamento, deve ter dado pelo menos sete anos de leais serviços para a promoção da seita. Ainda assim precisa de permissão do reverendo Moon para poder con­trair matrimônio.

Os moonitas em idade de se casar podem propor parceiros ou parceiras de sua própria escolha, mas a decisão final é do reveren­do Moon, que pode até escolher noivos ou noivas inteiramente desconhecidos um do outro. Os moonitas recém-casados devem viver inteiramente separados durante os primeiros quarenta dias.


Conclusão

A história de Moon tem muita semelhança com a história de diversos fundadores de seitas falsas. Envolve sempre os mesmos princípios:


• Foram "iluminados desde criança".

• Tiveram algum tipo de visão, iluminação, aparição, etc.

• Foram escolhidos para desempenho de uma "nova missão".

• Foram dotados de "dons" extraordinários.

• Alegam que Buda, Jesus, Maomé ou qualquer outra divinda­de paga é a base da sua mensagem.

• Têm uma mensagem diferente das demais ouvidas até então.

• Vão revolucionar o mundo.

• Pretendem agrupar todas as religiões, fazendo-as um só rebanho.

Foi sobre homens como Sun Myung Moon que escreveu Judas nos versículos 12 e 13 da sua epístola:

"Estes homens são como rochas submersas, em vossas fes­tas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer reca­to, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação de frutos, mas de frutos desprovidas; duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estre­las errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das tre­vas, para sempre".

Durante esses anos, Moon construiu um verdadeiro império industrial nos Estados Unidos, graças aos donativos arrecadados pelos seus seguidores. Porém, como o governo americano resol­veu processá-lo por sonegação de impostos, Moon fugiu dos Esta­dos Unidos durante o mês de outubro de 1981. Ao voltar, foi jul­gado e preso, sendo finalmente solto no final do ano de 1985.


Fonte: Livro Seitas e Heresias - Raimundo Oliveira

Raimundo de Oliveira é ministro do Evangelho, autor dos livros Como Estudar e Interpretar a Bíblia, As Grandes Doutrinas da Bíblia e Esboços de Sermões e Estudos Bíblicos, editados pela CPAD.

Para maiores informações, segue alguns links a respeito:

www.cacp.org.br

http://www.espada.eti.br/n1932.asp

http://www.creiabrasil.com/moon.php

"Pacto com os apóstolos" e "óleo profético" - O jejum de Ester da Renascer!

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Meus irmãos em Cristo, acreditem! Mais uma "campanha" lançada pelos líderes "apostólicos" para dominar e entreter o "povo apostólico" da Renascer. Neste último dia 24 de maio começou nestas igrejas o chamado "jejum de Ester". Segundo eles, um "jejum profético" de 25 dias.

Pela cartilha do anúncio deste "evento" podemos claramente verificar que será ministrado um verdadeiro festival de distorções Bíblicas, de atos proféticos místicos sem base Bíblica neotestamentária, e o pior, cada vez mais o controle absoluto, intocável, irrefutável e manipulador de seus líderes "apostólicos contemporâneos" é pregado absurdamente, e infelizmente aderido cegamente pelo "povo apostólico" que segue estes "gurus evangélicos", onde os mesmos estão inventando um Cristianismo totalmente distorcido, herético e místico.

Inventaram agora o "óleo profético", isto mesmo! Basta você ser "ungido" com este óleo profético de Mirra para receber de Deus o direito de ser um "referencial de benção", para "estar habilitado perante Jesus", para "que você seja escolhido pelo Rei(Jesus)", etc...etc... Ou seja, agora ficou mais fácil! Basta um óleo poderoso de unção para você ser tudo isso e muito mais, porque o "povo apostólico" foi ungido e separado para estar nos "lugares altos"!

O conhecimento das escrituras através da pregação séria e sincera do Evangelho, a fé que vem pelo ouvir a Palavra de Deus, o arrependimento, a confissão dos pecados, a conversão à uma vida nova em Cristo, o amor, a humildade, o amadurecimento, a mudança de caráter, de vida, as doutrinas Cristãs básicas ensinadas na Bíblia, enfim, tudo isso é substituído pela "fé instantânea" de amuletos e fetiches que te prometem um "atalho" até ao Trono, banhado de unções "parceladas" de todos os tipos, entre outras distorções Bíblicas, para atrair e manipular o povo incauto e levá-los a um falso cristianismo.

É incrível a capacidade de distorção que este povo faz com o verdadeiro Cristianismo Bíblico! Uma verdadeira fragmentação Bíblica que os mesmos utilizam para justificar seus "atos de macumbaria gospel". Vejam abaixo o que esse pessoal é capaz de fazer:


Trechos retirados da cartilha de anúncio do Jejum de Ester:



Unção com óleo de mirra?
cobertura apostólica? óleo profético?




Porque a unção com óleo de Mirra?
Para ganhar instantaneamente os
benefícios de ser Cristão!





Aí está a proclamação da "autoridade" dos Hernandes!
Enquanto os mesmos estão cumprindo pena nos Estados Unidos
e a cada dia ficando mais e mais ricos com o dinheiro do povo,
muita gente no Brasil e no mundo vai "declarar" que nunca
vai quebrar a aliança com eles.
Povo manipulado e
escravo da "cobertura apostólica"!





Autoridade delegada vinda do Manto apostólico? Visão apostólica?
Acorda povo, aonde está base Bíblica para tudo isso?
Daqui a pouco aparece algum apóstolo contemporâneo
se achando melhor que Paulo, Pedro, João, etc...
Não demora muito para aparecer um "novo evangelho" escrito,
pois com certeza já está sendo pregado há muito tempo.


Fonte: http://www.igospel.com.br/2005/campanhas/ester/cartilha.pdf

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“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos...” Mateus 24:11

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.” Mateus 7:15

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” II Pedro 2:1

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” I João 4:1
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A integridade do evangelho: uma avaliação do neopentecostalismo.

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Autor: Alderi Souza de Matos

Elas ocupam um enorme espaço na televisão aberta, chegando a milhões de lares brasileiros todos os dias. As três mais conhecidas e salientes têm nomes parecidos — Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e Igreja Mundial do Poder de Deus. Esses nomes apontam para objetivos ousados e ambiciosos. Seus líderes máximos adotam, respectivamente, os títulos de bispo, missionário e apóstolo. Elas são o fenômeno mais recente, intrigante e explosivo do “protestantismo” tupiniquim. Trata-se das igrejas neopentecostais, denominadas por alguns estudiosos “pentecostalismo autônomo”, em virtude de seus contrastes com os grupos mais antigos desse movimento.

É difícil categorizá-las adequadamente, não só por serem ainda recentes, mas porque, ao lado de alguns traços comuns, também apresentam diferenças significativas entre si. A Igreja Mundial investe fortemente na cura divina. Seu apóstolo garante que ninguém realiza mais milagres do que ele. Seu estilo é personalista e carismático. Caminha no meio dos fiéis, deixa que as pessoas recolham o suor do seu rosto para fins terapêuticos, às vezes é ríspido com os auxiliares. O missionário da Igreja Internacional é simpático e bonachão; parece um pastor à moda antiga. É também polivalente: prega, canta, conta piadas, anuncia produtos e serviços. Controla com rédea curta o seu pequeno império. Todavia, nenhuma dessas igrejas vai tão longe na ruptura de paradigmas quanto a IURD. Dependendo do ângulo de análise, parece protestante ou católica. Seu carro-chefe é a teologia da prosperidade. Defende sem pejo a ética da sociedade de consumo. Seu líder está entrando na lista dos homens mais ricos do país.

Desde o início, o cristianismo tem exibido uma grande variedade de manifestações, algumas bastante inusitadas. Foi o caso do gnosticismo e do marcionismo nos primeiros séculos, das seitas apocalípticas na Idade Média e de alguns grupos resultantes dos reavivamentos nos Estados Unidos do século 19. Porém, nenhum movimento tem sido tão pródigo em termos de quantidade e diversidade de ramificações quanto o pentecostalismo contemporâneo. No atual ambiente pluralista e inclusivista, muitos observadores vêem nessa multiplicidade um sinal de vitalidade, de dinamismo. Todavia, há sinais preocupantes nos ensinos e práticas de certos grupos. Na célebre
Confissão de Fé de Westminster (1647), os puritanos ingleses colocaram a questão em termos de diferentes graus de pureza das igrejas cristãs — cap. 25.4,5 (igrejas mais puras e menos puras). Uma avaliação simpática e honesta das igrejas neopentecostais aponta para alguns aspectos que precisam ser reconsiderados a fim de que elas se tornem genuínos instrumentos do evangelho de Cristo.


O problema hermenêutico
Uma grave deficiência dessas novas igrejas está na maneira como interpretam a Bíblia. Os reformadores protestantes insistiram no valioso, porém arriscado, princípio do “livre exame das Escrituras”, ou seja, de que todo cristão tem o direito e o dever de ler e estudar por si mesmo a Palavra de Deus. Acontece que muitos viram nisso uma licença para a livre interpretação do texto sagrado, o que nunca esteve na mente dos líderes da Reforma. Eles lutaram contra uma abordagem individualista e tendenciosa da Escritura, insistindo na adoção de princípios equilibrados de interpretação que levavam em conta o sentido literal e gramatical do texto, a intenção original do autor, o contexto histórico das passagens e também a tradição exegética da igreja. Por essas razões, eles rejeitaram o antigo método de interpretação alegórica, isto é, a busca de sentidos múltiplos na Escritura, por entenderam que ela obscurecia e distorcia a mensagem bíblica.

Em muitas igrejas neopentecostais nada disso é levado em consideração. A Bíblia se torna um joguete, uma peteca lançada para lá e para cá ao sabor das conveniências. Tomam-se diferentes declarações, episódios e símbolos bíblicos e, sem esforço algum de interpretação, passa-se diretamente para a aplicação, muitas vezes de uma maneira que nada tem a ver com o propósito original da passagem. O que é ainda mais grave, os textos bíblicos são usados de modo mágico, como se fossem amuletos ou talismãs, como se tivessem um poder imanente e intrínseco. A Bíblia é encarada prioritariamente como um livro de promessas, de bênçãos, de fórmulas para a solução de problemas, e não como a revelação especial na qual Deus mostra como as pessoas devem conhecê-lo, relacionar-se com ele e glorificá-lo.


Uma nova linguagem
Na sua releitura da Bíblia, os neopentecostais por vezes criam uma nova terminologia, muito diferente dos conceitos bíblicos tradicionais. Privilegiam-se expressões como “exigir nossos direitos”, “manifestar a fé”, “declarar a bênção”, todos os quais apontam para uma espiritualidade antropocêntrica, ou seja, voltada para as necessidades, desejos e ambições dos seres humanos, e não para a vontade e a glória de Deus. Alguns dos temas bíblicos mais profundos e solenes redescobertos pelos reformadores do século 16 são quase que inteiramente esquecidos. Não mais se fala em pecado, reconciliação, justificação pela fé, santificação, obediência. O evangelho corre o risco de ficar diluído em uma nova modalidade de auto-ajuda psicológica, deixando de ser “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.

O conceito de fé talvez seja aquele que esteja sofrendo as maiores distorções. No discurso de muitas igrejas do pentecostalismo autônomo, a fé se torna uma espécie de poder ou varinha de condão que as pessoas utilizam para obter as bênçãos que desejam. Deus fica essencialmente passivo até que seja acionado pela fé do indivíduo. É verdade que Jesus usou uma linguagem que aparentemente aponta nessa direção (“tudo é possível ao que crê”, “vai, a tua fé te salvou”). Mas o conceito bíblico de fé é muito mais amplo, a ênfase principal estando voltada para um relacionamento especial entre o crente e Deus. Ter fé significa acima de tudo confiar em Deus, depender dele, buscar a sua presença, aceitar como verdadeiras as declarações da sua Palavra. O objeto maior da fé não são coisas, mas uma pessoa — o Deus trino.


Fundamento questionável

A teologia da prosperidade, que serve de base para boa parte da pregação e das práticas neopentecostais, é uma das mais graves distorções do evangelho já vistas na história cristã. Essa abordagem teve início nos Estados Unidos há várias décadas, sob o nome de “health and wealth gospel”, ou seja, evangelho da saúde e da riqueza. No neopentecostalismo, essa se torna a principal chave hermenêutica das Escrituras. Tudo passa a ser visto dessa perspectiva reducionista acerca do relacionamento entre Deus e os seres humanos. O raciocínio é que Cristo, através da sua obra na cruz, veio trazer solução para todos os tipos de problemas humanos. Na prática, acaba se dando maior prioridade às carências materiais e emocionais, em detrimento das morais e espirituais, muito mais importantes.

Tradicionalmente, as maiores bênçãos que o homem podia receber de Deus incluíam o perdão dos pecados, a reconciliação, a paz interior e, num sentido mais amplo, a salvação. Dentro da nova perspectiva teológica, as coisas mais importantes que Deus tem a oferecer são um bom emprego, estabilidade financeira, uma vida confortável, felicidade no amor e coisas do gênero. É uma nova versão da tese do sociólogo alemão Max Weber, segundo o qual os calvinistas buscavam no sucesso econômico a evidência da sua eleição. Os problemas da teologia da prosperidade são diversos: (a) falta de suporte bíblico — a Escritura aponta na direção oposta, mostrando a armadilha em que caem os que se preocupam com as riquezas; (b) empobrecimento da relação com Deus, concebida em termos interesseiros e mercantilistas; (c) incentivo a atitudes de individualismo, egocentrismo e falta de solidariedade; (d) tendência para a alienação quanto aos problemas da sociedade.


Conclusão

O neopentecostalismo representa um grande desafio para as igrejas históricas e mesmo para as pentecostais clássicas. Esse movimento tem encontrado novas formas de atrair as massas que não estão sendo alcançadas pelas igrejas mais antigas. Nem todos os grupos padecem dos males apontados atrás. Muitas igrejas neopentecostais são modestas, evangelizam com autenticidade e não se rendem à tentação dos resultados rápidos, dos projetos megalomaníacos e dos métodos incompatíveis com o evangelho. O grande problema está nas megaigrejas e seus líderes centralizadores, ávidos de fama, poder e dinheiro. Estes precisam arrepender-se e voltar às prioridades da mensagem cristã, buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, para que então as demais coisas lhes sejam acrescentadas.

Alderi Souza de Matos é doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. É autor de A Caminhada Cristã na História e Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil. Contato: asdm@mackenzie.com.br

Fonte: www.ultimato.com.br
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Marcha Pra Jesus! A procissão pseudo-evangélica.


"...Faz os pedidos e marcha em cima né...
é para quebrar mesmo a enfermidade e o mal..."
Frase dita de um participante da Marcha para Jesus.


Ontem aconteceu mais uma vez em São Paulo a Marcha para Jesus, evento organizado pela Igreja Renascer, aquela mesma do apóstolo Estevão Hernandes e Bispa Sônia, conhecidos agora internacionalmente como "casal apostólico", estão atualmente cumprindo pena de prisão nos Estados Unidos por terem entrado no pais com dólares escondidos em seus pertences sem ter declarado os valores.

"apóstolo Estevam Hernandes falou através de um telão,
diretamente da prisão domiciliar em Miami,
ao povo que estava na marcha para Jesus."
Em matéria feita pelo Jornal Nacional da rede Globo, foi mostrado ontem sobre essa Marcha e infelizmente a cada dia que passa testemunhamos, até mesmo na mídia, um povo que se diz "evangélico" ser totalmente entregue aos modismos e heresias que são ensinadas pelos líderes apostólicos contemporâneos. Um verdadeiro festival de atos proféticos esquisitos e anti-bíblicos, fetiches e simpatias gospel, entre outras esquisitices que de longe podemos chamar de o verdadeiro Evangelho ensinado por JESUS e fundamentado pelos apóstolos.

Uma mulher em entrevista ao repórter da Rede Globo mostrou a "simpatia gospel" que ela (e com certeza muitos outros) estava fazendo no evento: Colocou os "pedidos" em um papel dentro do sapato e através da marcha os pedidos seriam atendidos, pois o ato profético de marchar em cima deles iria quebrar as enfermidades e expulsar todo o mal. Ela afirmou:
"...Faz os pedidos e marcha em cima né... é para quebrar mesmo a enfermidade e o mal..."
Veja abaixo o vídeo da reportagem:




Fico pensando na gravidade de tudo isso, pessoas até sinceras em seus sentimentos de busca à Deus, estão se entregando a esta "onda" de modismos e heresias, submetendo-se cegamente ao engano de obedecer inconsientemente aos falsos líderes, sem ao menos verificar biblicamente se tais práticas ensinadas são realmente consistentes com a verdade da Palavra, das quais, na verdade não são.

Quantas vezes já ouvimos frases como;
"o que meu líder falar eu confio de olhos fechados", ou "o que o apóstolo fulano de tal falar é lei"? Infelizmente a realidade entre muitos "evangélicos" é esta. O que esses líderes ensinam é aceito cegamente pelo povo. O estudo aprofundado da Palavra está cada vez mais escasso e um "outro evangelho" está sendo pregado através de uma superficialidade de interpretação mística e distorcida da Bíblia.

Também sabemos que por detrás desta marcha ocorre uma verdadeira manobra de interesses políticos, financeiros e de poder. Só não enxerga quem não quer. Uma perigosa massa de manobra para influenciar e dominar o povo, regado aos mais variados interesses pessoais destes líderes.


Cabe a nós alertar o Corpo de Cristo, exortando, defendendo o Evangelho e mostrando para as pessoas que estas práticas não são nada ortodoxas e não confere com a realidade de uma vida Cristã, uma vida de arrependimento, de renúncia, de busca à Deus com sinceridade e de mudança de caráter. O que a Bíblia ensina não tem nada de semelhante a estes fetiches e simpatias gospel e estes atos proféticos esquisitos que são ensinados por aí. 


Realmente vemos que chegou um tempo em que muitos não suportam mais a sã doutrina, estão realmente com "coceira nos ouvidos".


"prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas." 1 Tm 4:2-4
Ruy Marinho
Blog Bereianos
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Conversas com demônios - as "entrevistas" da IURD.

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Autor: Prof. João Flávio Martinez

A Bíblia é enfática, o Diabo e seus demônios são mentirosos e neles não há verdade (Jo.8:44) e que nos últimos dias esses espíritos falariam e ensinariam mentiras. Por isso qualquer movimento religioso que dá muita ênfase no que dizem os espíritos, é uma religião perigosa e antibíblica.

Leiamos: “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”. (ITm4:1)

“Mas Jesus o repreendeu (o demônio), dizendo: Cala-te, e sai dele”.(Mc.1:25)

Ficar dialogando com demônios não é recomendável e nem neotestamentário. Há sempre o perigo de estarmos sendo vítimas de um engodo maquiavélico. Jesus era pragmático e objetivo nessa questão, Ele compreendia que quanto mais rápido agisse na vida do problemático, melhor. Para o possesso o momento de endemoninhamento é constrangedor e muito sofrível. Devemos nos preocupar com o estado dessa pessoa e usarmos toda nossa fé para auxiliar o indivíduo de maneira simples e objetiva.

Entretanto, a IURD gosta mesmo é de espetáculo com demônios, vejam a Palavra do Bispo: “... costumamos mandar os demônios ficarem de joelhos, de castigo, baterem a cabeça, andarem de costa, olharem para a parede, etc... (Livro “Orixás, Caboclos & Guias”, Ed. 2001, pg. 48)

Ter discernimento nesses casos é valioso, pois muitas vezes o indivíduo não está com um problema espiritual, mas o caso é patológico e de saúde. Quando diagnosticamos o problema de maneira correta podemos ajudar com muito mais eficiência. Se for caso de saúde, pode ser um ataque epilético, a pessoa deve ser encaminhada a um especialista médico da área. Quando o caso for psicológico, um psiquiatra deve ser consultado. É papel da Igreja saber ajudar da melhor maneira cada pessoa.

Com relação ao exorcismo praticado dentro da IURD, o caso é muito triste! Pessoas sendo levadas por corredores enormes e muitas vezes de maneira constrangedora, ajoelhada ou arrastada. Em alguns casos a pessoa passa por um interrogatório aonde o suposto espírito possuidor fala e esbraveja. Nesse período a pessoa fica fragilizada e até machucada pela luta corporal que acontece. O paralelo disso é visto dentro da umbanda, macumba e candomblé, aonde os guias, médiuns ou pais-de-santos trabalham para fazer o membro desenvolver seus guias e espíritos – a pessoa é obrigada a se embriagar, fazer ritos, etc. Algo realmente muito similar com algumas práticas de “libertação” da IURD.

Os ensinamentos de Jesus vão contra tudo isso e mostra que a metodologia do Cristo é rápida e não tem nada disso, pois com o uso de uma singela frase o mal cessa e a peleja é resolvida: “Saia em nome de Jesus” (Mc.16:17) - e pronto. Se a libertação não acontecer nesses termos, não é uma libertação bíblica. Embora, eu entenda que há mesmo é muita mistificação dentro da IURD. Não estou dizendo que possessão não exista, estou dizendo que acho que a IURD faz mais manobras espiritualistas fictícias do que libertação cristológica.

Fico pensando como fica a pessoa autenticamente possessa que passou por todo aquele constrangimento diante da família e dos amigos que vão com ela ou até mesmo assistem pela TV. Tudo isso poderia ser evitado com amor e carinho e sem sensacionalismo.

Muitos, dos que vão até lá, nem vão para ouvir a Palavra de Deus, mas para ver os demônios se manifestarem como se isso fosse um espetáculo. Bom seria se as pessoas fossem a igreja para ver a manifestação da Graça de Deus.



Autor: Prof. João Flávio Martinez
É um dos fundadores do CACP, graduado em história e professor de religiões. Fonte: www.cacp.org.br
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Seu culto é racional ou irracional?

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“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1)

O termo ‘racional’ remete a raciocínio. Parece bastante óbvio. Assim como também, por associação, se entende que somente os seres humanos podem apresentar tal culto, visto que somente eles possuem raciocínio. Os anjos também possuem raciocínio, porém, por natureza não possuem corpo, visto que são espíritos (Hebreus 1:14). Paulo está falando aqui exclusivamente à igreja.

O vocábulo correspondente na versão original o grego “logikên latreian”, ou seja, ‘culto racional’, também pode ser entendido, sem prejuízo, como ‘culto lógico’. De fato, há lógica na racionalidade e vice-versa. Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos.

O que Paulo está querendo dizer à igreja de Cristo?

Por suas colocações vemos que há uma preocupação do apóstolo em mostrar aos irmãos a necessidade de que se realmente entenda a natureza de tudo isso, no caso, a igreja.

Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? São questionamento que todos os crentes deveriam se fazer até que encontrassem respostas racionais para todos eles.

O contrário de culto racional é culto irracional. Ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40) . É impossível que haja qualquer um dos dois componentes pedidos sem que se entenda a natureza de cada um. E é preciso racionalidade para que isso aconteça. Por isso Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes de nosso ato e de nossa missão de adoradores.

O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar. Até na salvação haverá ordem (I Coríntios 15:23).

Esse é o padrão que deve ser perseguido pela igreja de Cristo. Deus se agrada de uma obra organizada.

Em dias atuais podemos identificar como grande adversário desse padrão, o excesso de emocionalismo que tem se alastrado no meio cristão. A busca incessante pelo êxtase e pela experiência sobrenatural extrabíblica, a incorporação de ‘anexos’ doutrinários à Palavra de Deus, como se esta não fosse suficiente e os modismos importados recheados de técnicas mirabolantes de quebra de maldições e encontros obscuros são os componentes deste fim de séc. XX e início de séc. XXI. O que não é uma surpresa, Paulo já alertava que essas coisas fatalmente aconteceriam (I Timóteo 4:1).

Nesse caldeirão doutrinário sem consistência – já que não se sustentam biblicamente – as pessoas estão se dirigindo às igrejas sem saber exatamente o que vão fazer por sua espiritualidade. Vão dançar, cantar, aplaudir, gritar, enfim, sem entrar no mérito dessas questões, quase sempre falta o elemento principal: a Palavra de Deus. Entram e saem alegres e exaustas. O problema é: entenderam a mensagem? A palavra que foi pregada edificou suas vidas? Deus falou com elas através de seu evangelho? Se à maioria dessas perguntas as respostas forem algo como “acho que sim”, algo está fora do lugar.

Cultos de estudo são sempre vistos como ‘enfadonhos’ e ‘entendiantes’. Já pensou, passar quase uma hora apenas consultando referências na Bíblia? Que chato, não? Agora observe Neemias 8:3 “E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.” Estudo bíblico das seis da manhã até o meio-dia. Após isso, inclinaram-se, e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Que lindo, não?

Uma proposta dessas nos dias de hoje seria impensável. Mas se o trabalho for uma celebração com um nome da moda, aí somente um dia inteiro é pouco.

A questão é que não há culto racional sem o entendimento da Palavra. Os ‘avivalistas’ de plantão trocam a bíblia por apostilas preparadas especialmente para direcionar as pessoas para a conclusão que lhes interessa. Seguem o exemplo das testemunhas de Jeová. Alguém já viu um deles evangelizando com uma bíblia em punho? Não, só vão às ruas com exemplares de ‘sentinela’ e ‘despertai’ ou, quando muito, com seus livretos particulares.

Por isso Paulo fala em ‘sacrifício vivo’. Ou seja, sacrifício da vontade da carne para fazer a vontade de Deus. E isso requer dedicação à sua Palavra e não somente àquilo que dá prazer, como por exemplo, ir para um retiro. Requer decência e ordem. Compromisso e organização.

Autor: Missionário Neto Curvina
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
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A fragilidade do apostolado contemporâneo!

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Por: João Rodrigo Weronka

É curioso observar como algumas igrejas evangélicas tem facilidade em aceitar novidades. E é triste verificar a falta de empenho dos cristãos em observar as Escrituras e analisá-las com sensatez e cuidado. Triste também é saber que poucas são as igrejas que motivam seus membros ao estudo sistemático da Bíblia, ao aprofundamento teológico, a formação de grupos de estudo e discussão sobre as doutrinas cristãs e que verifiquem na Bíblia se as coisas realmente são como é pregado. Aliás, não é pecado analisar se os ensinos e a pregação estão em conformidade com as Sagradas Escrituras (Atos 17.10-11).

Dentro desta miscelânea de revelações e novidades que temos observado, é importante expressar-se sobre o caráter das revelações: 1) as revelações nunca deverão ser colocadas acima da Bíblia. A Bíblia é a palavra final e autoridade máxima, já que se trata da inerrante Palavra de Deus; 2) Se a revelação está em desconformidade com a Bíblia, descarte imediatamente tal revelação. Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14.33) As experiências pessoais não podem ser colocadas acima das Escrituras Sagradas, pois estas já contêm a revelação do propósito de Deus ao homem.

Nestes tempos de tantas novidades, algo chama atenção de maneira muito preocupante na história recente da igreja: trata-se do Apostolado Contemporâneo, ou Restauração Apostólica. Muitos têm se levantado como apóstolos nestes dias. Apóstolos ungindo apóstolos e criando uma hierarquia apostólica. Alguns pastores que, talvez por se sentirem menores que seus colegas de ministério que foram ungidos como apóstolos, ungem-se a si mesmos e se auto-proclamam apóstolos. Não há fundamento para o chamado ministério apostólico contemporâneo pelo simples fato do mesmo não possuir respaldo bíblico.


O termo
Segundo o Dicionário Bíblico Universal, o termo apóstolo “significa mais do que um 'mensageiro': a sua significação literal é a de 'enviado', dando a idéia de ser representada a pessoa que manda. O apóstolo é um enviado, um delegado, um embaixador” (Buckland & Willians, p. 35) . A Bíblia de Estudo de Genebra também aplica esta descrição, dizendo que apóstolo “significa 'emissário', 'representante', alguém enviado com a autoridade daquele que o enviou” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).

A frágil sustentação
Aqueles que defendem esta frágil posição, têm se sustentado principalmente na má interpretação do texto de Efésios 4.11 para o uso do ministério apostólico para nossos dias. O texto de Efésios 4.11 diz: “E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”.

A refutação
As regras mais simples de hermenêutica nos ensinam que os textos sagrados nunca devem ser tirados de seu contexto. E no contexto da epístola de Paulo aos Efésios, temos no capitulo 2 o texto que prova que este ministério não mais existe. Antes de citar o texto, é importante refletir: quando um prédio é construído, o que é feito primeiro? As paredes ou a fundação da obra? É obvio que todo alicerce, toda fundação é feita em primeiro lugar. Não é possível construir as paredes e no meio das paredes fazer a fundação. Efésios 2.19-20 diz: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.

Cristo é a pedra angular e os fundamentos foram postos pelos apóstolos e profetas. Os evangelistas, pastores e mestres são os responsáveis pela construção das paredes desta obra. Como bem explica Norman Geisler “De acordo com Efésios 2.20, os membros que formam a igreja estão 'edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas'. Uma vez que o alicerce está pronto, ele não é jamais construído novamente. Constrói-se sobre ele. As Escrituras descrevem o trabalho dos apóstolos e dos profetas, quanto à sua natureza, como um trabalho de base” (Geisler, p. 375).

A Bíblia registra o uso do termo apóstolo a outros personagens. Russel N. Champlin explica que “há também um sentido não técnico, secundário, da palavra ´apóstolo´. Trata-se de uma significação mais lata, em que o termo foi aplicado à muitas outras pessoas, nas páginas do NT. Esse sentido secundário dá a entender essencialmente ´missionários´, enviados dotados de poder e autoridade especiais” (Champlin, p. 288, v. 3). Nesse sentido o Ap. Paulo chamou a alguns irmãos por apóstolos seguindo este termo não técnico:


Personagem

Texto

Tiago, irmão do Senhor

Gálatas 1.19

Epafrodito

Filipenses 2.25

Apolo

1 Coríntios 4.9

Andrônico e Junias

Romanos 16.7



No contexto de Efésios 4.1, Paulo não estava se referindo a estes homens, mas sim aos 12, Matias (que substituiu Judas Iscariotes), e a si mesmo. Estes compunham, juntamente com os profetas, o fundamento da igreja (Efésios 2.19-20).


Existiam duas exigências fundamentais para que um apóstolo fosse reconhecido para tal função:


1) Ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus Cristo (Atos 1:21-22; Atos 1.2-3 cf. 4.33; 1 Coríntios 9.1; 15.7-8);


2) Ser comissionado por Cristo a pregar o Evangelho e estabelecer a igreja (Mateus 10.1-2; Atos 1.26).


Assim como Matias, que passou a integrar o corpo apostólico por ser uma testemunha, Paulo, que se considerava o menor, por ser o último dos apóstolos, contemplou a Cristo no caminho de Damasco (Atos 9.1-9; 26.15-18), onde ocorreu o início de sua conversão. Ou seja, ambos preenchem os pré-requisitos para tal função. No entanto, os que se intitulam apóstolos em nossos dias não se encaixam nos padrões bíblicos que validam o apostolado.


É interessante que, enquanto o Ap. Paulo refere-se a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15.9), os atuais apóstolos tem por característica a fama e a ostentação do título. Tudo é apostólico! A unção é apostólica! Os eventos são apostólicos! As músicas são apostólicas! Nem de longe se assemelham com a humildade dos apóstolos bíblicos. Eventos, cultos e seminários se tornam mais interessantes quando a presença do Apóstolo Fulano é confirmada. É um chamariz: “venha e receba a unção apostólica diretamente do Apóstolo Beltrano”. Tais apóstolos têm se colocado como super-crentes, uma nova e especial classe da igreja, a elite cristã dos tempos modernos. Hoje existe de tudo um pouco neste balcão mercantil da fé: Apóstolo do Brasil, Apóstolo da Santidade, Apóstolo do Avivamento e até mesmo o mais popular apóstolo brasileiro, chamado por muitos por “Paipóstolo”.


Existem hoje ministérios com características apostólicas, no sentido das missões (envio) e no estabelecimento de igrejas. No entanto, isso não faz de ninguém um apóstolo nos padrões bíblicos. A forma como Wayne Grudem explica esse fato é muito esclarecedora: “Embora alguns hoje usem a palavra apóstolo para referir-se a fundadores de igrejas e evangelistas, isso não parece apropriado e proveitoso, porque simplesmente confunde que lê o Novo Testamento e vê a grande autoridade ali atribuída ao ofício de ‘apóstolo’. É digno de nota que nenhum dos grandes nomes na história da igreja – Atanásio, Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley e Whitefield – assumiu o título de ‘apóstolo’ ou permitiu que o chamassem apóstolo. Se alguns, nos tempos modernos, querem atribuir a si o título ‘apóstolo’, logo levantam a suspeita de que são motivados por um orgulho impróprio e por desejos de auto-exaltação, além de excessiva ambição e desejo de ter na igreja mais autoridade do que qualquer outra pessoa deve corretamente ter”. (Grudem, p. 764).


É equivocado aplicar o termo “apóstolo” para ministros contemporâneos. A Bíblia de Estudo de Genebra concluí que “Não há apóstolos hoje, ainda que alguns cristãos realizem ministérios que, de modo particular, são apostólicos em estilo. Nenhuma nova revelação canônica está sendo dada; a autoridade do ensino apostólico reside nas escrituras canônicas” (Bíblia de Estudo de Genebra, p. 1272).


Tamanho o fascínio que os crentes possuem por essa Restauração Apostólica, gera preocupação nas lideranças mais sóbrias. Vale citar as sábias palavras de Augusto Nicodemus Lopes: “Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos auto-nomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira.” (Lopes, cf. blog do autor).


Conclusão

Os ofícios que o Novo Testamento expõem para a igreja, para aqueles que compõem sua liderança, são: Apóstolos, Pastores (ou Presbíteros, ou Bispos – já que todos os termos representam a mesma função/ofício – Tito 1.5-7; Atos 20.17,28) e Diáconos. Esta Restauração Apostólica não encontra subsídio bíblico ou histórico, portanto, levando em conta este contexto, e considerando principalmente que Paulo foi o último apóstolo, conclui-se que não existem apóstolos em nossos dias. Cabe a igreja de nossos dias, exercer suas funções sem invencionices e modismos, seguindo o puro e verdadeiro Evangelho.


Referências:

Buckland, AR. e Willians, L. Dicionário Bíblico Universal. São Paulo: 2001. Editora Vida

Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo: 1999. Editora Cultura Cristã

Geisler, N. e Rhodes, R. Resposta às Seitas. Rio de Janeiro: 2004. CPAD.

Champlin, RN. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, v. 3 e 4. São Paulo: 2002. Hagnos

Grudem, W. Teologia Sistemática. São Paulo: 1999. Edições Vida Nova.

AGIR – Agência de Informações Religiosas – www.agirbrasil.com


Fonte original: www.napec.net

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