Devemos Julgar?



Por Ruy Marinho
"Procuro alguém pra resolver meu problema, pois não consigo me encaixar nesse esquema, são sempre variações do mesmo tema, meras repetições. a extravagância vem de todos os lados, e faz chover profetas, apaixonados, morrendo em pé, rompendo em fé dos cansados....que ouvem suas canções... estar de bem com a vida é muito mais que renascer....deus já me deu sua palavra..e é por ela que eu ainda guio meu viver! Reconstruindo o que Jesus derrubou.. recosturando o véu que a cruz já rasgou.. ressuscitando a lei, pisando na graça, negociando com deus! No show da fé milagre é tão natural, que até pregar com a mesma voz é normal. nesse evangeliquês universal....se apossando dos céus...estão distante do trono, caçadores de deus ao som de um shofar. E mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar:
É proibido pensar !!!!!"

Gostei muito dessa música do grande João Alexandre, que foi muito feliz em seu novo cd "É Proibido Pensar" em abordar um tema tão necessário para a reflexão do povo de Deus. Recomendo o CD.

Nestes últimos dias o que mais nos deparamos é as heresias que estão sendo pregadas em muitas igrejas por aí. A cada dia ficamos mais indignados com tamanha distorção Bíblica, o Evangelho genuíno está sendo deixado de lado e sendo trocado por uma “teologia popular” voltada ao misticismo, aos modismos, as falsificações bíblicas e fetiches populares. Apóstolos, pai-póstolos, gurus gospel tem surgido por aí trazendo um "outro evangelho". A palavra de Deus em sua essência é trocada por modismos, por hierarquias eclesiásticas, por dinheiro e por interesses particulares destes "super crentes". São tantos "chofás proféticos" que não aguento mais tanta barulheira. É tanto "mantra gospel" que meus ouvidos já estão estourando, é tanto ré-plé-plé que meu senso de racionalidade clama por socorro! Quebra de maldições hereditárias onde o crente nunca se converte de verdade, seções de descarrego, sabonetes de arruda, rosa ungida, sal grosso... é tanto "copo d'agua consagrado" que dá até vontade de ir ao banheiro. Unções especiais, urros, gritos, histerias, regressões, encontros tremendos, pastores poderosos, super apóstolos. 

Diante de tudo isso, muitos Cristãos infelizmente tem se calado para tanta heresia, pois existe um conceito errado de que não devemos julgar nada, que não é o nosso papel estar julgando o que ocorre com estas pessoas, principalmente se vamos falar de algum “líder” que esteja em um comportamento que vai contra as escrituras. Resumindo, querem nos calar mesmo! Já não bastasse a perseguição contra os Cristãos que hoje em dia ocorre em muitos lugares no mundo, inclusive no Brasil, ainda temos que aguentar a distorção bíblica de que jamais deveremos abrir a boca de pastor x, apóstolo y, pois são os "ungidos de Deus". Nestes ninguém fala, até Davi foi repreendido pelo profeta Natan, mas estes líderes contemporâneos não podem ser repreendidos por algum erro ou heresia. É proibido pensar, é proibido julgar! Muitas mentes estão sendo cauterizadas por esta "nova doutrina".

Existem algumas passagens Bíblicas que muitos Cristãos têm interpretado erroneamente a respeito de julgamento. Meu compromisso nesta postagem é desmistificar e esclarecer ao Povo de Deus de que não devemos nos calar jamais, pelo contrário, devemos por obrigação exortar e lutar pelo Evangelho genuíno de Cristo, afinal, quem ama luta pela verdade, pois "O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade". (1 Co 13:6).

A primeira passagem Biblica a ser analisada é talvez a mais usada para afirmar que nunca devemos julgar ninguém que esteja praticando e difundindo um erro ou algo que vai contra as Escrituras. Esta passagem é Mateus 7:1
“Não julgueis, para que não sejais julgados.”

Em primeiro lugar deixo claro que aqui JESUS claramente proíbe o julgamento. Mas a grande questão é se JESUS proíbe qualquer julgamento ou somente certo tipo de julgamento. O versículo 1 por si mesmo não nos dá uma resposta para esta pergunta. Por isso temos que aplicar uma regra fundamental para poder interpretar a Biblia. Analisar sempre o contexto da passagem citada para poder saber de que se trata a mesma, pois sabemos que texto fora de contexto é um pré-texto para formar até mesmo uma heresia.

Aqueles que citam esta passagem isoladamente para dizer que não devemos julgar ninguém e ser tolerante estão gravemente equivocados.

Para sabermos de que tipo de Julgamento JESUS proibiu nesta passagem vamos analisar o contexto:

“Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” Mt 7:2-5

Analisando o contexto podemos ver claramente que JESUS proíbe especificamente o “julgamento hipócrita”. Jesus diz aos judeus no versículo 1 que eles não devem julgar. No versículo 2, ele dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus próprios pecados, enquanto condenando os mesmos pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um “padrão Duplo”, ou seja, julgar hipocritamente.

Não é hipócrita condenar o irmão por uma pequena falta, ou mesmo tentar ajudá-lo a sobrepujá-la, quando você mesmo é culpado de uma falta maior? Esta é a grande questão que JESUS estava colocando diante do povo nesta passagem.

Note que o pecado dos dois pecadores (a pessoa e seu irmão) é o mesmo em dois respeitos. Primeiro, é o mesmo em natureza: em ambos os casos um pedaço de madeira estava no olho da pessoa. Segundo, ambos estão atualmente pecando: o pedaço de madeira estava no olho deles naquele momento. A diferença entre as suas faltas é somente uma de tamanho: um pedaço é pequeno, e o outro é grande. É hipocrisia alguém cujo pecado é maior condenar alguém cujo pecado é menor, sendo em ambos os casos o mesmo tipo de pecado (vs 5). Em outras palavras, uma mulher que está abortando um feto de oito meses não está na posição de repreender um homem que mata um caixa de banco, e o homossexual não está na posição de criticar infidelidades num casamento homossexual!

Mateus 7:1, de acordo com o seu contexto, não proíbe todo julgamento e intolerância, mas somente o julgamento e intolerância hipócrita. De fato, ele requer de nós que, após nos arrependermos dos nossos próprios pecados, condenemos o pecado do irmão como pecado, e ajudemo-lo a se voltar dele.
“tira primeiro a trave do teu olho” , diz Jesus, “e então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Mt 7:5

Jesus ordena uma intolerância genuína, e não hipócrita, do pecado que o irmão comete.

Outra passagem bastante utilizada é João 8:7-11. O contexto é a história da mulher que foi pega no próprio ato de adultério e trazida a Jesus pelos escribas e fariseus. No versículo 7, Jesus diz aos escribas e fariseus: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. No versículo 11 ele fala para a mulher: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Os defensores da tolerância usam estas palavras para argumentar que ninguém deveria condenar outras pessoas, pois não é melhor que elas.

Embora explicaremos o que significa julgar em maior detalhe mais tarde, estendamos por ora que, quando alguém julga, ela dá um veredicto: Culpado ou inocente. Após ser julgada, a pessoa é sentenciada: A pessoa culpada é condenada (sentenciada ao castigo) e a inocente é liberta. O ponto é que julgar e condenar são duas coisas distintas, relacionadas, mas não idênticas.
Tendo isso em mente, note que Jesus de fato julga esta mulher, mas não a condena. Ao dizer-lhe “vai e não peques mais”, Jesus indica que ela tinha pecado. Em si mesma, a acusação dos fariseus estava correta, e Jesus julgou o pecado como sendo pecado. Isto mostra intolerância pela ação pecaminosa! Seguindo o exemplo de Jesus, devemos dizer aos pecadores que mostrem arrependimento genuíno não mais cometendo pecado.

Embora Jesus tenha julgado a mulher, ele não a condenou. Ela pode ir embora: ela não foi executada. O evangelho para o pecador penitente é:
Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”­ ­Rm 8:1
Esta é a mensagem que Jesus dá à mulher; o próprio Jesus foi condenado por ela! Ele suportou o castigo que lhe era devido, para que ela pudesse ser livre!
A resposta de Jesus aos fariseus expõe o julgamento hipócrita deles no assunto (o propósito primário deles, certamente, não tinha nada a ver com a mulher; era pegar Jesus em suas próprias palavras. Todavia, Jesus sabia que os fariseus se orgulhavam da justiça própria deles, e respondeu à luz deste fato).
Os fariseus, Jesus Recorda-os, também eram culpados de pecado, e especificamente de adultério, quer físico ou no coração. Porque também não eram livres de pecado, também eram dignos de morte como ela. Assim, ao desejar saber que julgamento ela deveria ter recebido, eles revelaram sua própria hipocrisia e motivação errônea.
João 8:7 e 11 nos ensinam como tratar com outros que pecam. O versículo 11 nos ensina que devemos desejar o arrependimento do pecador; o versículo 7 nos ensina que não devemos fazer isso hipocritamente, nem com motivos errôneos ou de uma maneira imprópria. Contudo, a passagem não quer dizer que nunca devemos considerar as pessoas responsáveis por seus pecados ( isto é, julgar o pecado como sendo pecado).
Agora gostaria de colocar as passagens Bíblicas que nos ordenam julgar.
João 7:24
Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.
Outras passagens na Escritura nos ordenam positivamente a julgar. Uma passagem que nos diz isso claramente é esta citada acima. Ela se encontra no contexto da discussão de Jesus com os judeus que questionaram sua doutrina, e tinham-no acusado de ter um diabo (Jo 7:20) e de quebrar o dia do Sábado curando um homem (Jo 5:1-16). A eles Jesus diz: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”. Ao dizer “não julgueis”, Jesus não pretende proibir o julgamento como tal, mas proibir certo tipo de julgamento, como a parte positiva deste versículo deixa claro. Podemos julgar, mas quando o fizermos, devemos julgar justamente.
O julgamento exterior e superficial – isto é, julgar simplesmente sobre base do que parece ser o caso, sem conhecer todos os fatos – é um julgamento imprudente, injusto e sem discernimento, que é contrário ao nono mandamento da lei de Deus. Deus odeia tal julgamento. O Julgamento justo é feito usando a lei de Deus como o padrão pelo qual discernimos se o que parece ser é o caso é realmente o caso.
1 Co 5
1 Coríntios 5 é um capítulo importante com respeito ao dever positivo de julgar. Primeiro, no versículo 3 Paulo declara, sob a inspiração do Espírito, que ele tinha julgado um membro da igreja em Corinto que estava vivendo no pecado da fornicação. Seu julgamento foi “seja entregue [tal pessoa] a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus”. Este é um julgamento ousado da sua parte.
Segundo, nos versículos 9-13, Paulo lembra aos santos do seu dever de julgar as pessoas que estão dentro da igreja, quanto a se eles estão obedecendo ou não a lei de Deus. Aqueles que alegam ser cristãos e são membros da igreja, mas que são julgados como sendo impenitentemente desobedientes a qualquer mandamento da lei de Deus (vs 9-10), devem ser excluídos da comunhão da Igreja. Paulo, sob a inspiração do Espírito, diz para a igreja não tolerar pecadores impetinentes.
Outras passagens:
Outras passagens também indicam que é nossa responsabilidade julgar. Jesus pergunta às pessoas em Lucas 12:57: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”. Jesus repreende os escribas e fariseus em Mateus 23:23 e Lucas 11:23, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém fazer essas coisas e não omitir aquelas”. Era o dever deles, de acordo com a lei, julgar – mas eles tinham falhado neste dever. Paulo orou para que o amor do filipenses “aumentasse mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”. (Fl 1:9). Ele diz aos Corintos: “Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo”. (1 Co 1:15).
Os cristãos são solicitados a examinar tudo e reter o bem (1 Ts 5:21). Eles também são obrigados a provar se os espíritos são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora." (1 Jo 4:1)
Mesmo nas reuniões cristãs eles devem "julgar" o que ouvem: "Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem." (1 Co 14:29).
Os Crentes de Corinto receberam ordens para julgar imediatamente a imoralidade existente entre os seus membros (1 Co 5:1-8). Mesmo o estrangeiro de passagem não deve ser hospedado se for verificado que não se trata de uma pessoa alicerçada na verdadeira fé ( 2 Jo 10,11). E um anátema (maldição) deve ser proferido contra aqueles que apresentarem um tipo diferente de evangelho (Gl 1:9).

Conclusão:
Algumas passagens da Escritura parecem proibir o julgamento, enquanto outras claramente exigem isso. Estudando os contextos daquelas que parecem proibir o julgamento, descobrimos que o que é proibido não é realmente o julgamento em si, mas sim um tipo errôneo de julgamento. Deus odeia o julgamento hipócrita! Mas Deus ama o julgamento justo da parte dos seus filhos. Que ele ama isso é claro a partir do fato de ordenar que o pratiquemos, e de ter dado sua lei como um padrão pelo qual podemos cumprir tal mandamento.
Portanto, é dever de todo Cristão Julgar! Mas este "julgar" não significa fazer injúrias, calúnias ou fofocas sobre a pessoa que está no erro. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser alertar, repreender, exortar e conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente. E também é nosso dever estar alertando ao Corpo de Cristo sobre determinadas heresias que porventura continuam a ser pregadas e os autores da mesma não querem dar ouvidos.
“Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1
“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas.” 2 Tm 4:2-3
"Aventura-se algum de vós, tendo questão contra outro, a submetê-lo a juízo perante os injustos e não perante santos? Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, soi, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas desta vida!. Entretanto, vós, quanto tendes a julgar negócios terrenos, constituís um tribunal daqueles que não têm nenhuma aceitação na igreja. Para vergonha vo-lo digo. Não há, porventura, nem ao menos um sábio entre vós, que possa julgar no meio da irmandade?" 1Co 6:1-5
Créditos: alguns textos retirados do livro:
"Julgar, o dever do Cristão" – Rev. Doug Kuiper
Clique aqui para baixar o livro completo.


Fatos e Fotos - Um alerta ao Povo de Deus!


Olá irmãos. Depois de algum tempo navegando na Internet e vendo alguns absurdos no meio do povo Evangélico, resolvi postar as "pérolas" que já encontrei por aí. A princípio é muito engraçado, porém o caso é muito sério. Vejam:


Ajudando a salvar vidas ou ajudando a salvar o comércio gospel??? Que eu saiba o que salva vidas é JESUS, é a pregação do Evangelho, o arrependimento e a confissão. Este é um folheto recolhido por um irmão que foi visitar a Expo Cristã 2007. É triste saber que o Cristianismo está sendo distorcido por"aproveitadores comerciantes" que visam o lucro na venda de seus fetiches, e a verdade da Palavra de Deus fica de lado nisso tudo.



Campanha dos lenços ungidos. Será que era o Apóstolo Paulo distribuia seus lenços para todos na escola de Tirano? Aliás, analisando o texto o povo é que levava peças de Paulo para casa e não o contrário. E outra: Se Deus curou através das peças de Paulo com certeza seria por causa da misericórdia dele com a ignorância do povo. Uma boa exegese vai bem nesta passagem.



Mais uma da Igreja Universal. Quem não conhece a tão famosa "rosa ungida" distribuida por eles. Pegue a rosa e receba a limpeza espiritual em sua vida e em sua casa. Queria ver se algum pastor da Universal poderia me explicar o que tem a ver o Evangelho de Cristo com esta rosa? Eu ein...




Idolatria Gospel... acreditem, existe mesmo, infelizmente.
Olha que ponto chegamos?






Sinceramente... convenhamos que esta frase é uma verdade a ser dita!



Sem comentários!!!




Tropa de Elite, osso duro de roer... pega um pega geral...
também vai pegar você!
Os irmãos pegaram pesado demais nessa aí do lado.
Por falar em pegar... se a moda pega ein... aliás, já está pegando...
já não bastasse o filme Tropa de Elite fazer sucesso,
agora até as igrejas estão adotando o mesmo para marketing.
Cuidado pra não te pegar também viu. V
amos vigiar Igreja.



Olha o que inventaram: Carteira de Couro de "Autoridade Eclesiástica". Como se fossem autoridade Policial ou Governamental. A que ponto chegamos? O pior é o brasão da República "adulterado".
Daqui a pouco vão se achar policiais e vão prender os crentes.



Vai um sabonete de Extrato de Arruda pra espantar o olho gordo, a inveja, etc? Distribuido pela Igreja Universal do Reino de Deus. Macumbaria gospel.




Vai um desencapetamento aí? Se você estiver encapetado,
você precisa receber um "Desencapetamento total".




Adoradores da Arca da Aliança? O que estão fazendo com a Graça?
Onde JESUS fica nisso tudo? Eu ein...

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Bom, paro por aqui. Acho que já podemos pegar isso aí em cima para refletir se estamos vivendo um Cristianismo verdadeiro e jenuíno em nossas vidas, longe do misticismo, dos modismos, das heresias e de tudo que vai contra a palavra de Deus. Seja um Bereiano, defenda a Palavra de Deus!!!


Não sabemos o que é Igreja...



Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.

A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.

Fonte: www.ultimato.com.br

A falácia da maldição dos nomes.

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A falácia da maldição dos nomes
 Uma crítica sobre a superstição em torno da onomatomancia.

Por Elias Soares de Moraes

Já vem de longe a superstição de que o nome pode exercer influência no caráter e no destino da pessoa, ou seja, do seu portador. É bem conhecida de todos a expressão proverbial dos romanos que diz: nomen est omen, isto é , “o nome é um algúrio”.

A importância que os antigos conferiam aos nomes próprios foi, a princípio, muito razoável, porém, degenerou-se bem depressa numa idéia supersticiosa. Persuadidos de que havia um poder misterioso em cada nome e de que os nomes tinham uma influência direta sobre aqueles que os usavam, começaram a ter um grande cuidado para escolher alguns cujas significações fossem de feliz sorte”.

A Igreja Romana, com base nessas superstições, exerceu influência considerável sobre os fiéis no momento em que estes buscavam um nome para impor aos seus filhos: “Ela [a igreja católica] empenhou-se sempre, desde os primeiros tempos, para que seus fiéis tivessem nomes santificados”.

Sobre esse assunto, assim se expressa R. Bluteau: “No sacramento do batismo, a imposição do nome é uma espécie de advertência para a perfeição da vida, à qual os padrinhos devem dispor os afilhados, para que um dia tenham seus nomes escritos no livro da vida e componham o número daqueles citados pelo apóstolo Paulo, cujos nomes estão no livro da vida...”

Infelizmente, essa crendice tem sido amplamente propagada até mesmo no meio evangélico. Muitos cristãos sinceros, por desconhecerem as doutrinas basilares do cristianismo e ignorarem seus textos áureos (2Co 5.17; Gl 3.10-13; Ef 1.3), têm aceitado, passivamente, essa heresia supersticiosa.

Segundo os apologistas dessa “superstição”, existem nomes próprios que trazem prognósticos negativos pelo fato de estarem carregados de maldição. Nomes como Jacó, Mara, Cláudia e Adriana são comumente citados pelos supersticiosos como sinônimo de mau presságio. Crêem que os mesmos trazem consigo um prognóstico negativo para o seu portador, por conta da carga de maldição que carregam. Jacó, justificam, significa “enganador”; Mara, “amarga, amargura”; Cláudia, “coxa, manca”; e Adriana, “deusa das trevas”.

Essas declarações iniciais são bastante significativas para conhecermos melhor essa prática antibíblica, cujas raízes estão nos cultos e crenças do paganismo. É bem verdade que existem alguns nomes que, por causa de sua conotação ridícula, devem ser evitados, a fim de que o seu portador não seja exposto a situações vexatórias, irônicas, depreciativas. Mas evitar um nome por atribuir-lhe um poder misterioso, que lhe anda anexo, capaz de prever o futuro do seu portador, é cair no engano da superstição e mergulhar num mar de conceitos antibíblicos.

O fator etimológico

A palavra “nome” vem do vocábulo hebraico shem e do grego, onoma. E, segundo o Dicionário Aurélio, é oriunda do latim nomen, “vocábulo com que se designa pessoa, animal ou coisa”.

Na opinião de Cícero, “nome é o sinal característico que faz com que se conheçam individualmente as coisas”.

Para Mansur Guérrios, “os antropônimos [nomes próprios de pessoas], quando surgiram, levavam consigo um significado que, em geral, traduzia qualquer realidade condizente com os indivíduos, seus portadores”.

Já Aristóteles, numa abordagem mais filosófica, procurava a verdade das coisas na propriedade dos nomes. Para ele, o nome possuía a capacidade de traduzir o caráter da pessoa ou coisa que o traz.

De acordo com os babilônios, “não ter nome era um sinal de não existir”. De fato, criam os antigos que “o nome é inextricavelmente vinculado com a pessoa do seu portador”. Era tal essa crença na antiguidade que tanto “na Mesopotâmia como no Egito, o conhecimento do nome era tido por sagrado”.

Na lenda de Ísis, no Egito, vemos o deus Rá, mordido por uma serpente, suplicar à deusa — Maga — que o cure. Mas a deusa, em primeiro lugar, exige-lhe que pronuncie o seu nome secreto, o da sua força”. Conforme a crença egípcia, conhecer o nome de um deus era tê-lo à sua disposição.

O fator bíblico-teológico

A Bíblia é radicalmente contra todo e qualquer tipo de adivinhação (Lv 20.27; Dt 18:9-15). E todos os crentes sabem que o ato de prever o destino das pessoas, por meio de seus nomes, é um tipo de adivinhação conhecida como “onomatomancia”, cujo significado é: “adivinhação fundada no nome da pessoa”.

Os nomes bíblicos eram, em sua maioria, impostos ou mudados com o objetivo de espelhar ou traduzir o caráter ou o atributo do seu portador. Um claro exemplo dessa assertiva são os chamados “teónimos”, ou seja, os nomes de Deus. Eles exprimem, de modo singular, um traço do caráter divino. Nomes como: El-Eliom (Deus Altíssimo); El-Shadai (Deus Todo-Poderoso); Jeová – Jiré (O Senhor proverá); etc., falam da transcendência, da onipotência e do cuidado providencial de Deus.

Contudo, ainda mais incisivos são os nomes chamados “teóforos”, isto é, os que trazem consigo um elemento divino (Yeshua, “Jeová é salvação”; Eliyahú ou Eliyah, “Jeová é Deus”; entre outros), pois exprimem confiança filial, gratidão, respeito para com os atributos da divindade, voto ou bênção.

A Bíblia não faz alusão a nenhum personagem cujo caráter ou destino tenha sido alterado por conta da imposição do nome, porque os nomes não eram impostos com essa finalidade. Deus mudou o nome de Abrão, “pai elevado”, para Abraão, “pai de uma multidão”, apenas para reafirmar a promessa feita ao patriarca vinte e quatro anos, aproximadamente, antes dessa mudança (Gn 12.1-3; 17.5).

O nome de Salomão, que quer dizer “pacífico”, por exemplo, foi escolhido por Deus antes mesmo de ele ter nascido. Seu nome prenunciava o caráter do seu reino de paz e prosperidade, assim como prefigurava o reinado messiânico. O nome Ismael, “Deus ouviu”, foi imposto sob a orientação de Deus para exprimir sua atenção à aflição de Agar.

O nome de Isaque, que significa “riso, ele ri”, também foi escolhido pelo próprio Deus para lembrar o riso de Sara, sua mãe.

Já o nome Benoni, “filho da minha dor”, traduzia perfeitamente o sofrimento de Raquel no momento de dar à luz.

Mas de todos esses, o exemplo mais clássico é o de Jesus (forma grega do nome Josué, oriunda do hebraico Yeshua, que significa “Jeová é salvação”). Seu nome foi previamente escolhido por Deus a fim de proclamar a sua graça salvífica a todo aquele que crê.

Entretanto, a despeito de todos esses exemplos, o nome bíblico mais convocado para a defesa daqueles que atribuem poder de maledicência aos nomes é o de Jacó, por isso dedicaremos a esse nome uma consideração especial.

Considerações sobre o significado de alguns nomes bíblicos

Jacó

Jacó recebeu esse nome por conta das circunstâncias do seu nascimento. Logo após o nascimento de Esaú, Jacó aparece segurado ao seu calcanhar, razão pela qual seus pais lhe chamaram Jacó, do hebraico Yaakov (preso à raiz akêb: “calcanhar”), cujo significado é: “o que segura o calcanhar”. Mas, então, de onde nos veio o significado “enganador”, tão comumente conferido ao nome Jacó?

Veio da ira, da mágoa e da revolta de Esaú, seu irmão que, ao ver-se privado das bênçãos da primogenitura, disse: “Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou?” (Gn 27.36).

Nessa expressão de Esaú, o nome Jacó está preso à raiz akob, com o sentido de “enganar”, passando a significar “enganador”. Mas essa etimologia é extremamente suspeita, pois está relacionada à expressão de alguém que ficou irado até a morte (Gn 27.41). Além disso, a acusação de Esaú, ao qualificar seu irmão como enganador, também não é totalmente apropriada, e dependendo do prisma em que se analisa a contenda familiar, pode até mesmo se constituir em uma inversão de papéis. Esaú estava reclamando pelo direito à primogenitura que ele próprio havia vendido para Jacó. Logo, não foi enganado. Ao contrário, vendeu seu direito para Jacó de livre e espontânea vontade (Cf. Hb 12.16,17).

Por outro lado, dizer que Jacó enganava Labão, seu sogro, enquanto trabalhava para ele, e justificar, com isso, sua prosperidade, é excluir o agir de Deus em todo aquele acontecimento (Gn 30.27-43; 31.9-16). Sua prosperidade foi fruto da bênção de Deus que, milagrosamente, interveio na sua causa, porque, muito antes de seu nome ser mudado, a bênção divina já repousava sobre Jacó (Gn 25.19-23; 28.10-15; 27.26-29; 28.1-4).

Um outro equívoco bastante difundido é o de que a bênção de Deus na vida de Jacó surgiu a partir do seu encontro com o anjo do Senhor em Peniel, onde teve o seu nome mudado para Israel. Em verdade, naquele encontro Jacó colheu três significativos resultados. Vejamos:

• Uma deficiência física (Gn 32.25,31).
• A mudança do seu nome de Jacó para Israel, que significa: “campeão com Deus, o que luta ou prevalece com Deus” (Gn 32.28).
• Recebeu a bênção que havia pedido (Gn 32.9-12,29).

Mas em que consistia a bênção que Jacó recebeu?

Em primeiro lugar, tanto as bênçãos espirituais quanto as financeiras Jacó já as havia recebido conforme Deus lhe havia prometido (Gn 27.27-29; 28.1-4,10-14; 30.27-43; 32.9,10; 33.11). Em segundo lugar, Jacó não recebeu a cura física, pois, mesmo depois da mudança do seu nome e de ter recebido a referida bênção, ele continuou manquejando de uma coxa (Gn 32.25,31). Posto isso, resta-nos apenas a última alternativa para ser analisada.

Pois bem. Esaú, logo após Jacó ter tomado a sua bênção, disse: “Vêm próximos os dias de luto por meu pai; então matarei a Jacó, meu irmão” (Gn 27.41). A continuação da narrativa bíblica deixa claro que essa promessa deixou Jacó receoso de tal maneira que, quando soube que Esaú vinha ao seu encontro, “teve medo e se perturbou” (Gn 32.6-11).

Consideremos que Jacó, no seu temor e perturbação, ora ao Senhor Deus, pedindo-lhe livramento da morte pelas mãos de seu irmão, Esaú. E, na primeira oportunidade que teve, de estar frente a frente com Deus, reiterou o seu pedido que, felizmente, foi alcançado (Gn 32.26,29). Após esse acontecimento, recobrou o ânimo e foi ao encontro Esaú (Gn 33.1-3), que o recebeu em paz (Gn 33.4-11).

O que podemos julgar de tudo isso?

Que a bênção que Jacó recebeu em Peniel tinha a ver apenas com aquilo que ele mais ansiava: não morrer pelas mãos de Esaú, seu irmão, a quem tanto temia.

O fato de o patriarca se chamar Jacó ou Israel não causou nenhuma alteração em sua vida. A aliança de Deus com Jacó não estava condicionada a uma mudança de nome, antes, estava condicionada, única e exclusivamente, à inefável graça divina.

Logo, dizer que o nome Jacó pode trazer influências negativas à pessoa do seu portador é fechar os olhos para todas essas verdades espirituais, fundamentadas em provas irrefragáveis, e mergulhar no mais profundo abismo da superstição.

Mara

Por seu turno, o significado do nome Mara, diante de tudo o que é dito pelos onomatomantes, não passa de mera especulação. Em primeiro lugar, o nome Mara é aplicado a uma fonte de águas amargas no deserto de Sur. Depois, a uma pessoa. Então, perguntamos: “Por que razão o nome Mara seria aplicado a alguma fonte? Para que as suas águas se tornassem amargas ou por que elas já eram amargas?”. O texto bíblico responde: “Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara” (Êx 15.23). Essa explicação, por si só, dispensa comentários.

Como nome de pessoa, a única Mara encontrada na Bíblia é a que aparece no texto do livro de Rute. Na verdade, ela não recebeu esse nome de seus pais. Ao contrário, o impôs a si mesma, pelo fato de não entender o plano de Deus para a sua vida e por não conhecer o caráter bondoso e gracioso de Deus, a quem ela atribuiu toda a causa de seu infortúnio.

Disse Mara aos belemitas que, indagando, diziam: “Não é esta Noemi?”. Ao que ela respondeu: “Não me chameis Noemi; chamai-me Mara; porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Cheia parti, porém vazia o Senhor me fez tornar; por que, pois, me chameis Noemi?...” (Rt 1.19-21).

“Bons” nomes e maus comportamentos

Joel, Abias e Zedequias

Os filhos do profeta Samuel chamavam-se Joel (“Jeová é Deus”) e Abias (“Jeová é Pai”). No entanto, não andaram nos caminhos de seu pai e se inclinaram à avareza, aceitaram suborno e perverteram o direito (1Sm 8.1-3).

O nome Zedequias significa: “Jeová é justo ou justiça de Jeová”. Mas, embora possua bons significados, encontramos na Bíblia um personagem com esse nome que era falso profeta. E o pior. Ele se uniu aos profetas de Baal e esbofeteou o profeta Micaías, homem de Deus, praticando a maior injustiça. E outro profeta chamado Zedequias era imoral e mentiroso (1Rs 22.11,12,24,25; Jr 29.21-23).

Absalão, Judas, Alexandre e Tobias

Absalão significa: “Pai da paz”. Todavia, mandou assassinar Amnom, seu irmão (2Sm 13.32). Traiu seu próprio pai, promovendo rebelião, guerra e destruição em Israel. Mas acabou morrendo tragicamente, com o pescoço pendurado no galho de uma árvore (2Sm 15 a 18).

O significado do nome Judas Iscariotes é: “louvor, louvado”, mas nem por isso Judas deixou de trair Jesus.

Quanto ao personagem Alexandre, cujo nome quer dizer: “defensor ou protetor dos homens”, Paulo diz o seguinte: “Causou-me muitos males” (2Tm 4.14). E referindo-se a outro personagem com o mesmo nome, o apóstolo afirma, em 1Timóteo 1.20: “Entre esses encontram-se Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não blasfemar”.

O nome Tobias significa: “Jeová é bom”. Mas, no Antigo Testamento, esse personagem foi opositor de Esdras e Neemias (Ne 2.10,19). Jeroboão, cujo nome significa: “o que aumenta o povo”, dividiu a nação, mergulhando-a na idolatria e conduzindo-a à destruição (1Rs 13.33).

Se por um lado esses personagens, com nomes de significados tão aprazíveis, não viveram de acordo com aquilo que os seus nomes representavam, por outro lado temos pessoas que, apesar de possuírem nomes com significados negativos, viveram de um modo digno da Palavra de Deus.

“Maus” nomes e bons comportamentos

Paulo, Apolo e companheiros

Paulo, por exemplo, significa “pequeno”. Não obstante, foi o maior dos apóstolos, um baluarte da fé, e o maior expoente do pensamento cristão. Foi ele quem lançou as bases doutrinárias da Igreja, difundiu o evangelho em quase todo o mundo conhecido de sua época.

Apolo, apesar de o seu nome ser de um deus da mitologia grega, e significar “destruidor”, foi “poderoso nas Escrituras”, ganhador e edificador de almas, e tido como um grande homem de Deus, ao lado de Paulo e Pedro (At 18.24-26; 1Co 1.12; 3.4-6,22; 4.6).

Entre os companheiros de Paulo, por exemplo, temos:

Hermes - Nome de um deus mitológico. Hermas, nome derivado de Hermes, o intérprete dos deuses do panteão grego.
Herodião - Nome derivado de Herodes que, do siríaco, significa: “dragão em fogo”.
Ninfa - Não obstante possuir o nome de uma deusa da mitologia grega, tinha uma igreja em sua própria casa.
Narciso - Nome de um deus mitológico amante de sua própria beleza.
Nereu - Nome do deus marinho, esposo da deusa Dóris (ninfa marinha e mãe das cinqüenta nereidas).
Febe - Um epíteto de Artemisa, a Diana dos efésios e deusa da Lua.
Epafrodito - Nome derivado de Afrodite, deusa da fertilidade.
Zenas - Derivado de Zeus, o deus supremo do panteão grego.

Todos esses personagens, não obstante seus nomes estarem diretamente ligados aos deuses pagãos, foram homens e mulheres abençoados por Deus. Viveram uma vida pia, santa e justa na presença do Senhor, pois não sofreram as influências negativas das divindades às quais seus nomes estavam ligados. Textos bíblicos que devem ser conferidos: Romanos 16.1; 16.11; 16.14,15; Filipenses 2.25-30; Colossenses 4.15; e Tito 3.13.

Temos, ainda, por exemplo, os quatro jovens hebreus: Daniel, Hananias, Misael e Azarias, que viveram numa corte pagã e tiveram seus nomes mudados por outros ligados às divindades babilônicas. Todavia, não deixaram de ser fiéis ao seu Deus. Pelo contrário, andaram de tal maneira na presença do Senhor que fez que o monarca da Babilônia baixasse um decreto em que todos deviam temer e tremer diante do Deus de Israel (Dn 1.7-21; 2.46-49; 3.1-30; 6.25-28).

Daniel e companheiros

Nome bíblico e o seu significado:

Daniel - Deus é meu juiz
Hananias - Jeová é gracioso
Misael - Quem é o que Deus é?
Azarias - Jeová é auxílio, socorro
Nome pagão e o seu significado
Beltessazar - Bel protege o rei
Sadraque - Amigo do rei
Mesaque - Quem é como Aku (o deus da Lua)
Abednego - Servo de Nego ou Nebo

Um novo e secreto nome

Acreditamos que os depoimentos aqui apresentados são provas incontestáveis de que os nomes em nada podem contribuir com a pessoa do seu portador no sentido de lhe trazer boa ou má sorte, bênção ou maldição. 

Pois, independente dos nomes, qualquer pessoa que estiver vivendo distante da comunhão com Deus estará debaixo de maldição e, ao contrário disso, todo aquele que estiver em Cristo Jesus, mesmo que o significado do seu nome seja “destruição ou maldição”, estará debaixo da bênção, porque a bênção não vem pelo nome que a pessoa possui, mas por meio de Cristo e da sua Palavra (2Co 5.17; Rm 8.1; Ef 1.3; Jo 15.1-5,7).

Finalmente, para coroar nosso raciocínio, evocamos do livro do Apocalipse uma passagem que nos assegura que, seja qual for o nome que venhamos a ter nesta vida, na eternidade receberemos um novo nome, compatível com a nova vida que estaremos vivendo no céu, junto do nosso amado Deus, Senhor e Salvador Jesus Cristo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Ap 2.17).

Notas:
1 BETTENCOURT, Estêvão D. Para entender o Antigo Testamento. São Paulo, 1959.
2 VIEIRA, S. M. da Silva. Os nomes próprios. Lisboa, 1845.
3 NUNES, J.J. Nomes de batismo. Lisboa, 1936.
4 BLUTEAU R. Vocabulário de nomes próprios. Lisboa, 1936.
5 COSTON, Bom de. Noms Propres. Paris, 1867.
6 VIEIRA, S. M. da Silva. Os nomes próprios. Lisboa, 1845.
7 GUÉRRIOS, Rosário Farani Mansur. Nomes e sobrenomes. São Paulo, 1994.
8 Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova São Paulo, 2000.
9 ROPS, Daniel. O povo bíblico. Porto: 1950.
10 VIEIRA, S. M. da Silva. Os nomes próprios. Lisboa, 1845.
11 Dicionário Hebraico - Português, Aramaico – Português. Sinodal: São Leopoldo, 1988.



Fonte: [ ICP ]

Teoria do Bolo de Chocolate!



Suponhamos que você entre em casa e encontre um delicioso bolo de chocolate sobre a mesa. A pergunta é:

- Como surgiu o bolo de chocolate?


Duas teorias podem ser propostas:


Teoria 1 – hipótese criacionista.


Alguém que sabe fazer bolo de chocolate foi na dispensa, pegou ovos, farinha, manteiga, açúcar, leite, fermento e chocolate, pôs em uma forma, os misturou na medida certa, levou ao forno na temperatura de 250 graus celsius, após o tempo necessário retirou o bolo do forno e o pôs propositalmente sobre a mesa.

Teoria 2 – hipótese naturalista.

Segundo os naturalistas ateus, essa teoria é muito singela, muito simples... e porque não dizer, muito obvia:
O caminhão do Supermercado Guanabara estava fazendo entregas, quando foi fechado por uma criança de bicicleta. Tentando desviar da criança, o motorista girou o volante e deu uma freada brusca, o que o fez perder o controle do caminhão, que começou a capotar.

À medida que o caminhão capotava, na carroceria as caixas de ovos se abriram, bem como os sacos de farinha, as caixas de leite, as latas de nescau, os tabletes de manteiga, os fardos de açúcar, as latinhas de fermento em pó e o chocolate granulado. Enquanto o caminhão capotava, esses elementos iam se misturando de forma homogênea.

Dentro da carroceria do caminhão, havia também um cantil, que fora esquecido ali por um dos carregadores. Com o movimento do caminhão, o cantil partiu ao meio, e todos os elementos acima mencionados, mesclados na proporção certa, caíram dentro desse cantil.

Com o acidente, o caminhão explodiu e ao termino de 40 minutos os bombeiros chegaram, conseguiram conter o fogo e abriram a carroceria, e para surpresa deles, estava lá, por obra do acaso, um lindo bolo de chocolate!

Talvez você esteja lendo agora e pensando: Pôxa, essa segunda teoria é tosca demais para eu crer! É verdade; ela é tosca mesmo.

Acontece que o bolo de chocolate possui em média 12 elementos, uma célula possui mais de dois milhões, e nós somos informados de que a célula surgiu espontaneamente, e a surgimento aleatório de um bolo de chocolate nós achamos uma idéia tosca.


Encarando as improbabilidades - o começo do fim do naturalismo científico

Partindo da premissa de que o bolo de chocolate possui 12 elementos, a probabilidade do surgimento aleatório deste bolo pode ser calculada em uma em 479.001.600 (quase quatrocentos e oitenta milhões!).

Ora, se a combinação aleatória de 12 elementos parece impossível, a fortiori, a vida com sua complexidade exige a existência de um criador.


O problema da geração espontânea de uma ameba

Por exemplo: O DNA de uma única ameba possui informação suficiente para encher mais de 1000 vezes toda a enciclopédia britânica (disse o naturalista Richard Dawkins).

- Para calcular a possibilidade do surgimento aleatório do DNA de uma ameba, sugerimos a seguinte experiência:


- “Criando” informação por “acaso”

Pegue uma enciclopédia britânica e arranque todas as páginas. Em seguida, recorte cada letra de cada página, e junte todas essas letras em um saco grande. Em um dia de calmaria, suba ao alto de um prédio e jogue todas as letras recortadas...

- Qual seria a probabilidade das letras caírem na ordem certa, de modo a formar as palavras, as frases e os artigos em ordem alfabética, em todas as páginas da enciclopédia?

Ora, em um cálculo de probabilidade, se as letras caíssem de modo a formar todas as palavras, as frases e os artigos em ordem alfabética, em todas as páginas da enciclopédia, isso seria apenas um milésimo da probabilidade do DNA de uma ameba ter aparecido por conta própria!!!!!

* Nota: A ameba possui o DNA mais simples que nós conhecemos.


Para pensar


- Que tipo de ciência é essa que não encara as impossibilidades de sua teoria?

- Que religião macabra é essa da ciência naturalista, que formula teorias absurdas para justificar o surgimento da vida sem Deus?

O surgimento espontâneo de uma única célula é tão improvável que nem vale a pena continuar falando do tema. Apenas pessoas irracionais e loucas para “não crer” se agarrariam a uma teoria estúpida como essa.

A Letra mata! A marginalização do estudo teológico.

Por que existo? Quem sou? Onde estou? Para onde vou?

Todos os cristãos que já se deteram na reflexão destas simples e inquietantes interrogações, experimentaram, ainda que inconscientemente, momentos de reflexões teológicas, pois a teologia é uma fatalidade inerente a todos os crentes que de forma inevitável contemplam os mistérios e revelações divinas.
Neste sentido estrito, a premissa que já reclamamos é de que todos os membros das nossas igrejas são teólogos, mesmo que ignorem ou até abdiquem desta categorização. Se mergulharmos ainda um pouco mais no assunto, extravasando o perímetro delineado pelo cristianismo, poderíamos dizer que toda pessoa reflexiva, que possua um pensamento formalizado acerca de Deus, independente de seu credo, é um teólogo.

Definindo o termo

Mas o que é teologia, afinal?

Antes de respondermos, tenhamos por base de nosso ensaio sobre o tema a teologia acadêmica cristã, isto é, o conhecimento teológico adquirido por meio da teologia formal. Sob esta perspectiva, uma resposta objetiva e clássica seria "fé em busca de entendimento". Se orientados por esta significação, perceberemos que o genuíno desígnio da teologia acadêmica não seria, portanto, examinar a Bíblia para racionalizá-la indiscriminadamente e como conseqüência disso empenhar artifícios na construção de uma crença, muito pelo contrário, o teólogo cristão estuda a teologia para compreender melhor aquilo que previamente acredita a despeito de seu estudo.

Os assassinos da letra
Não obstante todas estas ponderações, não é dificultoso encontrar os opositores do estudo teológico entre grupos religiosos heterodoxos. A bem da verdade, essa característica é peculiar em muitos deles. Entretanto, lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.

Geralmente, o texto áureo e justificativo desse posicionamento são as conhecidas palavras do apóstolo Paulo, as quais dizem: "O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica" (2Co 3.6). Eis aí a questão que lança os fundamentos para a hostilidade de alguns em relação ao estudo teológico.
Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata, então esse fato é conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa assassina.
O que nos move a ressaltar este ponto é o fato de que essa "tal letra", mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções explicativas prejudiciais à igreja. É bem verdade que a ocorrência desse desvio é advogada por cristãos sinceros, mas que deliberaram marginalizar o estudo teológico acreditando ser esta uma atitude louvada pela Bíblia.
É curioso e paradoxo ao mesmo tempo, mas o fato é que essa tal "letra que mata" vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de "os assassinos da letra". Se porventura, você se identifica como um dos tais, por favor não se ofenda! A grande e infeliz verdade é que essa repulsa não se fundamenta num vácuo argumentativo. Qual seria seu "fundamento"? Por que a teologia é marginalizada? Proponho refletir um pouco mais sobre esta questão e depois retornamos ao "homicídio espiritual causado pela letra", o qual supostamente Paulo teria apregoado.

A marginalização da teologia

Quais seriam os fatores que cultivam esta marginalização?

Antes de qualquer palavra, é fundamental esclarecer que não é nossa finalidade aqui censurar a devoção autentica de nossos irmãos. A sinceridade de sua fé não está em pauta. Aliás, um dos fatores que mais ajuda a alimentar a rejeição da teologia, encontra raízes nos próprios teólogos.
Conversando com uma missionária, algum tempo atrás, fui interpelado com uma questão que de certa forma reflete o julgamento de muitos de nossos membros em relação à teologia. A pergunta questionava o porquê de os teólogos serem apáticos em sua piedade e testemunho cristão. Não quero aqui entrar em méritos como a generalização aparentemente injusta deste juízo ou a relatividade interpretativa que pode estar escondida atrás do conceito de apatia, no entanto, inegavelmente, não se exige muitos esforços para identificar comportamentos teológicos que instigam a rejeição da teologia. É um estereótipo pejorativo que parece ser preservado por alguns poucos teólogos, mas que acabam por macular toda a classe. O orgulho intelectual, a racionalização vazia, as conjecturas e especulações são tidos como alguns dos frutos nocivos da teologia.
Contudo, em detrimento deste comportamento que, sabemos, não atinge os teólogos comprometidos com a Palavra de Deus, existem ainda outras objeções alicerçadas no desconhecimento bíblico.
Logicamente, é muito mais confortável escolher os mitos e as lendas do que cultivar uma fé racional, pois esta vai exigir uma atitude trabalhosa em busca do conhecimento, enquanto que aquelas conservam os fiéis na inércia, fazendo-os concordar sem qualquer exercício mental com tudo o que ouvem. Como disse o grande teólogo Agostinho, "Deus não espera que submetamos nossa fé sem o uso da razão, mas os próprios limites de nossa razão fazem da fé uma necessidade". Eis aqui o matrimônio entre a fé e a razão!
Não há duvidas de que enquanto o estudo teológico acadêmico continuar desiludindo os crentes de fantasias místicas que não coadunam com a Palavra de Deus, enquanto não abraçar cegamente o subjetivismo e o emocionalismo que fragilizam a verdade, enquanto não for simpático às inovações que trazem a brisa das heresias, ele continuará sendo marginalizado.
Há ainda casos em que o estudo teológico é marginalizado porque ele incomoda, é inconveniente. É como que uma pedra no sapato dos manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem mais facilmente serão controladas. Um comportamento que é assumido pelas seitas onde o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil de controle total.

A letra mata?

Retomando esta questão, respeitando seu contexto bíblico, alertamos que a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada com o estudo teológico. Até porque o apóstolo, que era um dos doutores da igreja (At 13.1), jamais poderia se encaixar neste perfil. Acreditamos que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da teologia formal!
Acerca de 2 Coríntios 3.6 Paulo estava falando sobre a superioridade da nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é espiritual, porém é bom salientar que se trata de uma alusão ao código escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita, mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne (3.3). Portanto, como vemos, o texto comentado não fundamenta em qualquer instância a rejeição aos estudos teológicos.Por que teologia?
Os teólogos leigos ainda que inconscientemente se beneficiam da teologia formal. Criticam o estudo teológico, mas lançam mão dele. Todo o legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa do zelo impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de credos, confissões e outras obras. As doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo porque o Espírito Santo se encarregou de inspirar e levantar teólogos comprometidos com a fé! O estudo da teologia formal é um instrumento indispensável para o saudável desenvolvimento da igreja. Todos nós precisamos de teologia! Os teólogos leigos deveriam reconhecer o auxílio que recebem dos teólogos acadêmicos e as duas classes representadas, de mãos dadas, deveriam seguir o conselho de Pedro, um teólogo que não possuía a erudição de Paulo, mas que conseguiu equalizar a questão ordenando o crescimento na graça e no conhecimento concomitantemente (2Pe 3.18). Desta forma, o evangelho só ganhará, cada membro da igreja estará no seu posto, lapidando o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação do corpo de Cristo, segundo o ministério que lhe for confiado por Deus (Ef 4.11,12).
Sobretudo e finalmente, o nosso desejo e oração é para que consigamos aplicar a teologia à nossa vida. Se fracassarmos neste intento a teologia não será mais que mera futilidade. Que o Senhor nos guie ao genuíno conhecimento de suas revelações, pelo seu amor e para a sua glória.

Por: Elvis Brassaroto Aleixo
Elvis Brassaroto Aleixo é amigo do pastor Alexandre Farias e faz parte do Instituo Cristão de Pesquisa
Pr. Alexandre Farias é Consultor Teológico do Instituto Cristão de Pesquisa é Pastor, Palestrante e Conferencista, ministra estudos sobre seitas e heresias, autor da Apostila Bruxaria para crianças - Realidade ou fantasia?
Contato:
restauravida@uol.com.br

Estudo extraído do site:

Calar por amor ou falar por causa da verdade?

Quem se cala diante do pecado, da injustiça e de falsas doutrinas não ama de verdade. A Bíblia diz que o amor “... não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade" (1 Co 13.6). Deveríamos orar muito por sabedoria e, com amor ainda maior, chamar a atenção para a verdade e não tolerar a injustiça.
Ao estar em jogo à verdade, Estevão argumentou, mas sempre em amor a seu povo e com temor diante da verdade em Cristo. O apóstolo Paulo estava disposto a ser considerado maldito por amor ao seu povo, mas não cedia um milímetro quando se tratava da verdade em Cristo. Jesus amou como nenhum outro sobre a terra, mas assim mesmo pronunciou duras palavras de ameaça contra o povo incrédulo, que seguia mais as tradições e as próprias leis do que a Palavra de Deus.

Controvérsias religiosas são desagradáveis!

Já é extremamente difícil vencer o diabo, o mundo e a carne sem ainda enfrentar conflitos internos no próprio arraial. Mas pior do que discutir é tolerar falsas doutrinas sem protesto e sem contestação. A Reforma Protestante só foi vitoriosa porque houve discussões. Se fosse correta a opinião de certas pessoas que amam a paz acima de tudo, nunca teríamos tido a Reforma. Por amor à paz deveríamos adorar a virgem Maria e nos curvar diante de imagens e relíquias até o dia de hoje. O apóstolo Paulo foi a personalidade mais agitadora em todo o livro de Atos, e por isso foi espancado com varas, apedrejado e deixado como morto, acorrentado e lançado na prisão, arrastado diante das autoridades, e só por pouco escapou de uma tentativa de assassinato. Suas convicções eram tão decididas que os judeus incrédulos de Tessalônica se queixaram: "Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui" (At 17.6). Deus tenha misericórdia dos líderes cujo alvo principal é o crescimento das suas organizações e a manutenção da paz e da harmonia. Eles até poderão fugir das polêmicas, mas não escaparão do tribunal de Cristo.

Transcrito (autor desconhecido).
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A Igreja dos meus sonhos...



A igreja de Utópolis – Testemunho

A igreja de Utópolis é extraordinária. Não são tanto os seus membros que o afirmam. O fato é atestado pela comunidade na qual está inserida. No domingo, quem se aproxima do templo, modesto mas acolhedor, entra num ambiente de festa. A cordialidade e a transparência das pessoas é cativante. Quando rompi o espaço que parecia ser um setor de relações públicas e adentrei no santuário, fiquei ainda mais estupefato. Não haviam olhares interrogantes ou apatia. Senti que todos se conheciam, se amavam, se sentiam responsáveis uns pelos outros.

A comunhão que tinham com Deus marcava a comunhão que mantinham entre si. Pude observar que o evangelho funciona e é verdade. A nova humanidade, fruto da redenção, da conversão e da dinâmica do Espírito Santo, ali aparecia com plena exuberância. E como é agradável viver a bênção da reconciliação com intensidade e autenticidade.

Logo que o culto começou, pensei que a atmosfera existente desapareceria na passiva assistência a um culto formal. Qual nada. O que aconteceu jamais me esquecerei. Participei de um louvor que me colocou na presença de Deus. Mas nada de músicas repetitivas e cheia de expressões como “chuva, fogo, noiva ou noivo”. Era um louvor com compromisso. A confissão de pecados chegou a me arrepiar. Consegui me livrar de algumas coisas que já estava carregando a tempos. A intercessão era uma luta com Deus contra o diabo, a dor, a morte. A pregação sem rodeios ou soberba, falava das coisas de Deus e do viver um cristianismo autêntico. A palavra calava no coração. A graça e o Espírito aplicavam-na. O verbo se fazia carne. Senti a transformação de Deus em minha vida. Aliás não conheci o pastor antes do culto porque estivera em oração com outros irmãos. Quando a figura inexpressiva apareceu, fiquei um tanto desalentado. Mas quando o homem – digo melhor, o homem de Deus – liderou o culto, tive que pedir perdão a Deus.

Foi um culto com muita participação. No final, houve um apelo sem nenhuma apelação para aqueles que não haviam recebido a Cristo com Salvador de suas vidas. Grande foi a minha surpresa e alegria quando contemplei dezenas de vidas se entregando a Jesus. Ao perguntar ao pastor como isso era possível, ele relatou-me que toda a igreja evangelizava. Ele só sacudia a árvore e os frutos caiam. Que igreja evangelística!

Ao término do culto havia no ar um sentimento de que o Espírito Santo havia se manifestado e muita alegria entre os presentes. Numa igreja assim eu posso ficar quatro horas sem consultar o relógio. Por isso mesmo, participei da reunião de uma comissão que se chamava “diaconia”, após o culto.

A recessão e o desemprego trouxeram alguns problemas sérios para algumas famílias da vizinhança. No entanto, a igreja não queria se ocupar tanto com o céu, a ponto de se despreocupar com a terra. Quando entrei na sala da reunião diacônica, vi coisas as quais já sonhara, mas nunca vira. É que os irmãos que tinham emprego, traziam arroz, feijão, açúcar, e enlatados. O líder da reunião tinha a lista das famílias desempregadas. Antes de se fazer a distribuição dos alimentos, todos oravam pela necessidade de emprego e justiça social no mundo, mas também pela orientação de Deus para com a distribuição dos alimentos trazidos. Metade dos víveres foi para as famílias necessitadas da igreja. A outra para as famílias pobres da comunidade. O que foi espantoso é que ninguém no culto alardeou este ministério da igreja.

Finalmente encontrei a igreja que eu sempre sonhei!

Então o relógio despertou e eu acordei...

Créditos: Jerry Rodrigues

jerry_acr@yahoo.com.br