Refutações para acusações da Biblia



Graça e paz amados.

Durante algum tempo venho me deparado com alguns céticos ateus questionando sobre possíveis contradições na Biblia. É triste como os mesmos sem conhecer fazem tais acusações e, a estratégia é sempre a mesma, geralmente é pego um texto isolado da Biblia para a formulação de tais acusações.

Por isso estarei colocando aqui neste tópico as principais acusações e as refutações das mesmas para defender a Palavra de Deus.

Com certeza poderá ser útil para respondermos com mansidão aos mesmos e provar que eles estão equivocados.

Deveriamos matar?

Ex 20:13 “Não matarás.

Compare com:

Ex. 32:27 “aos quais disse: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um a seu amigo, e cada um a seu vizinho.”

Veja também I Sam 6:19; 15:2,3; Num 15:36

Refutação

Antes de mais nada os “10 mandamentos” foram direcionados para o “povo de Israel” . O nosso Deus não é Deus de confusão (I Coríntios 14:33), entretanto, existem fatores que são compreendidos dentro do contexto moral e ético que envolve a natureza de Deus. Por exemplo, seria Deus contraditório em mandar matar várias pessoas Êxodo 32:27, após ter dado o sexto mandamento de “não matarás”? Não, Deus não é Deus de confusão, mas em tudo teve um propósito segundo sua magnífica sapiência. Deus é justiça também. E o povo de Israel tinha se desviado dos mandamentos de Deus. Qualquer um que ler Êxodo 32 vai saber o motivo da ira de Deus.

Outra coisa: Uma grande confusão tem surgido por causa da incorreta tradução do “sexto mandamento”, que assim dá a entender o que de fato não foi comandado por Deus. A palavra hebraica usada na proibição deste mandamento não é a palavra usual para “matar” ( harag). A palavra usada é o termo específico para “assassinar” (ratsach). Uma tradução mais adequada desde mandamento seria: “não assassinarás”. Ora, Êxodo 21:12 por exemplo, diz que Deus ordenou que os assassinos fossem mortos. Não é um mandamento para que se assassine alguém, mas é um mandamento para se aplicar a pena capital no caso desse crime capital. Não há contradição alguma entre o mandamento que diz que as pessoas não devem cometer o crime do assassinato e o mandamento que diz que as autoridades estabelecidas devem executar a pena capital no caso desse tipo de crime.

Portanto, Deus é um Deus de amor e misericórdia, mas também é um Deus de Justiça. A Bíblia diz que “de Deus não se zomba, aquilo que o homem semear, isto também seifará.” Gl 6:7

Deveriamos dizer mentiras?

Ex 20:16 “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” (Prov 12:22; Apoc 21:8)

Compare com:

I Reis 22:23 “Eis que o Senhor pos o espirito mentiroso na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o que é mau contra ti.” Veja também II Tess 2:11, Jos 2:4-6 com Tiago 2:25.

Refutação

Vários fatores devem ser considerados para entendermos esta situação. 1°: trata-se de uma visão. Como tal, é uma visão de uma cena no céu, que procura explicar a autoridade soberana de Deus com imagens de sua posição como rei. 2°: Toda a encenação disso representa Deus com a ampla autoridade que ele possui, de forma que até mesmo os espíritos malignos aparecem como estando sujeitos ao controle final de Deus. 3°: O Deus da Bíblia, em contraste com o deuses das religiões pagãs, soberanamente está no controle de todas as coisas, inclusive das forças malignas que ele usa para realizar os seus bons propósitos (Jó 1:3). 4°: A Biblia às vezes fala de Deus “endurecer” o coração das pessoas ou ainda enviar-lhes a “operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Ts 2:11). Entretanto, examinando com mais cuidado o texto, descobrimos que Deus agiu assim somente nas pessoas que por si mesmas tinham endurecido o seu coração (Ex 8:15) e que não haviam dado “crédito à verdade” (2 Ts 2:12.

Para resumir: Deus não está “aprovando” a mentira. Ele simplesmente a está “utilizando” para cumprir seus propósitos. Deus não está “promovendo” a mentira, mas “permitindo” que ela venha trazer juízo sobre o mal. Isto significa que o Senhor, visando os seus propósitos de justiça, permitiu que Acabe fosse enganado por um espírito maligno, por meio do qual Deus sabia, segundo a sua onisciência, que a sua soberana e boa vontade acabaria sendo realizada.

Deveriamos roubar?

Ex 20:15 “Não furtarás”

Compare com:

Ex 3:22 “...e despojareis dos Egipcios.” (Ex 12:35-36; Lucas 19: 29-33

Refutação

Primeiro: Afirmar que Deus ordenou que eles despojassem os egípsios é não perceber o bem o que o texto diz. Na verdade, Deus ordenou que os Hebreus “pedissem” aos egípsios diversos bens de valor, e ele lhes daria favor aos olhos dos egípcios. Assim, pedindo aos egípcios, eles não estavam despojando. Despojar ou saquear, nessa situação, significaria tomar as possessões deles por meio da força. Mas por terem os hebreus pedido, e os egípcios dado voluntariamente, sem serem forçados, o efeito seria o mesmo “que se” estes tivessem sido despojados.

Segundo: O termo usado nesta passagem não é a palavra usual para “despojar”, mas indica a entrega de alguma coisa ou de alguém. Esse termo foi usado aqui em sentido figurado. Foi Deus que venceu os egípcios, e agora o seu povo é que despojaria o inimigo derrotado. Entretanto, esse inimigo derrotado se dispôs a entregar o despojo da vitória ao povo hebreu, que se libertava.

Terceiro: Mesmo que fosse tomado de forma literal, os presentes dados aos israelitas não poderiam ser considerados como algo injusto, se for levado em conta que o povo de israel permanecera como escravo por vários séculos. Foi uma pequena compensação pelo tempo de trabalho escravo no Egito.

Deveriamos guardar o Sabado?

Ex 20: 8 “Lembra-te to dia do Sabado, para o santificar.” (Ex 31:15; Num 15:32,36)

Compare com:

Is 1:13 “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as luas novas, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene.” (João 5:16; Mat 12:1-5)

Refutação

Sobre o sábado não vou comentar, e sim sobre a explicação de Isaias 1:13

Novamente cito a necessidade de se analisar o contexto.

Os profetas posteriores à Moisés não repudiaram o sistema de sacrifícios do A.T. - eles só esclareceram que Deus não desejava que eles fossem observados apenas “exteriormente”, mas que houvesse obediência “interior”. Isso é claro em razão de três linhas de evidência:

1°: Deus expressou aprovação aos sacrifícios que foram oferecidos, mesmo durante os períodos em que os versículos acima citados foram escritos, e que erroneamente são entendidos como expressões da desaprovação de Deus aos sacrifícios. Por exemplo, Salomão ofereceu milhares de sacrifícios em holocausto ao Senhor, os quais Deus aceitou, Josias manifestou sua obediência à Lei de Moisés comendo o cordeiro pascal (2 Rs 23:21-23). Outros bons reis ofereceram holocaustos, que foram aceitos por Deus (2 Rs 16:15, 2 Cr 29:18). Mesmo depois do cativeiro, no fim do A.T., sacrifícios eram oferecidos no tempo de Esdras e Neemias, os quais eram aceitos por Deus.

2°: Até mesmo esses profetas que vieram depois de Moisés ofereceram, eles mesmos, sacrifícios e/ou incentivaram outros a faze-lo. (1 Sm 7:9, 1 Rs 18:38, Joel 1:9-13, Sf 3:10, Ez 40:38, Sl 51:19).

3°: Os versículos que parecem falar contra os sacrifícios e as ofertas não os condenam “como tais”, mas somente condenam as “maneiras vãs” pelas quais eles estavam sendo oferecidos. Foi o “ritual não verdadeiro” o que Deus condenou. Eles tinham “forma de piedade, negando-lhe, entretanto o poder” (2 Tm 3:5). É evidente que esse é o significado destes versículos pelos seguintes fatos: (1) Como acabamos de observar, nos mesmos períodos Deus estava aceitando sacrifícios oferecidos de coração. (2) Também, como observado, até mesmo os próprios profetas ofereceram sacrifícios ao Senhor. (3) O profeta Samuel, que foi um dos que se manifestou de forma condenatória (1 Sm 16:2-5) ofereceu um sacrifício ao Senhor logo no capítulo seguinte. (4) As próprias palavras de tais condenações dão a entender que Deus não estava contra os sacrifícios em si. Por exemplo, o profeta Samuel: disse: “Eis que o obedecer é “melhor do que” o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15:22). Está claro que não se trata de uma condenação dos sacrifícios e do sábado, mas dos sacrifícios sem um coração obediente.

Deveriamos fazer imagens de escultura?

Ex 20:4 “Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos cues, nem embaixo da terra, nem nas aguas debaixo da terra.” (Lev 26:1)

Compare com:

Ex 25:18 “Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório.”

Refutação

Essa é bem fácil...qualquer criança sabe disso na Escolinha Bíblica.

A proibição de se fazer imagens de escultura foi especificamente determinada no contexto da “adoração a ídolos”. Há, então, várias razões pelas quais fazer um querubim não conflita com o mandamento de não se curvar diante de imagens esculpidas. 1°: não havia “santos”, já que as pessoas eram “proibidas” de entrar naquele lugar a qualquer tempo. Até mesmo o sumo sacerdote ia ao Santo dos Santos somente uma vez por ano, no Dia da Expiação (Lv 16).

Além disso, a proibição não é de se fazer qualquer imagem de escultura para fins decorativos, mas de fazer imagens para qualquer tipo de “adoração religiosa”. Em outras palavras, a ordem era para não adorar nenhum outro Deus nem imagem de qualquer deus. Aqueles querubins não foram dados a Israel como imagens de Deus, mas de anjos. Nem foram dados para serem adorados. Daí a conclusão de que não já como a ordem de fabricá-los possa violar o mandamento de Êxodo 20.

Finalmente, a proibição em Êxodo 20 não foi contra a arte religiosa como tal, o que inclui coisas no céu (anjos) e na terra (homens e animais). Ela foi “contra” o uso de qualquer imagem como ídolo. Que se pode depreender que o texto tinha em mente a idolatria é evidente, pelo fato de haver a instrução: “não te encurvarás a elas, nem as servirás” (Ex 20:5). A distinção entre o uso não-religioso e o uso religioso de imagens é importante.

Até mesmo a linguagem utilizada para referir-se a Deus na Bíblia contém imagens. Ele tanto é pastor como pai. Mas essas duas imagens qualificam-no de forma apropriada. Deus não é simplesmente um pai qualquer. Ele é o nosso Pai Celestial. De igual modo, Jesus não é um mero pastor, mas o Bom Pastor, que deu a sua vida por suas ovelhas (Jô 10:11). Nenhuma imagem finita, sem qualificação, pode ser aplicada apropriadamente ao Deus infinito. Fazer isso é idolatria. E ídolos são ídolos, quer sejam mentais ou de metais.

Somos salvos pelas obras?

Ef 2:8,9 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie.”

Compare com:

Tiago 2:24 “Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente.” (Mat 19:16-21) (Tiago 2:14-20)

Refutação

Somos salvos pela graça de Deus, a salvação pertence a Deus e não as nossas obras.

Tiago e Paulo estariam em contradição se estivessem falando caso da mesma coisa, mas há várias indicações no texto de que não foi este o caso. Paulo está falando da “justificação perante Deus”, ao passo que Tiago está falando da “justificação perante os homens”. Isso se evidencia pelo fato de que Tiago enfatiza que devemos “mostrar” (2:18) a nossa fé. Tem de ser algo que possa ser visto pelos outros em “obras” (2:18:20).

Tiago reconheceu que Abraão foi justificado perante Deus pela fé, não por obras, ao dizer: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (Tg 2:23). Quando ele acrescenta que Abraão foi justificado “por obras” (vs 21), ele está falando do que Abraão “fez que podia ser visto pelas pessoas”. Ou seja, do oferecimento de seu filho Isaque no altar (Tg 2:21-22).

Paulo, por sua vez, está destacando a “raiz’ da justificação (a fé), enquanto Tiago está destacando o “fruto” da justificação (as obras). Ambos, porém, reconhecem essas duas coisas. Logo depois de afirmar que somos “salvos pela graça, mediante fé” (Ef 2:8-9), Paulo rapidamente acrescenta: “somos feitura dele, criados em Cristo Jesis para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). De igual modo, logo depois de declarar que “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou” (Tt 3:5-7), Paulo compele “os que têm crido em Deus [que] sejam solícitos na prática de boas obras” (Tt 3:8).

As boas obras deveriam ser vistas?

Mat 5:16 “Assim brilhe tambem a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que estas nos ceus.” (I Pedro 2:12)

Compare com:

Mat 6:1-4 “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. Quando, pois deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipocritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém, ao dares a esmola, ignora a tua esquerda o que faz a sua direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai que ve em secreto, te recompensará.” (Mat 23:5)

Refutação

Em Mateus 5:13 Jesus nos diz que nós somos o “sal da terra”, no verso 14 diz que somos “a luz do mundo”. E no verso 16 Jesus diz que pelo fato de sermos sal da terra e luz do mundo, temos que, através de um bom testemunho nas nossas obras possamos “fazer a diferença” e glorificar ao nosso Pai com um procedimento correto, íntegro e Cristão. Esse é a nossa responsabilidade como Cristão, resplandecer a luz perante as pessoas.

Já em Mateus 6 Jesus está dizendo sobre “dar esmolas”. Muitas pessoas, tanto naquela época, como nos dias de hoje gostam de “aparecer” ajudando os pobres, basta ver estes programas que temos na televisão uma vez por ano, criança esperança, teleton, entre outros... muitos “adoram parecer pessoas de coração bom” perante a sociedade, pessoas “orgulhosas de si própria”. Era neste sentido que Jesus estava falando.

Portanto, nenhuma contradição.

Deveriamos possuir escravos?

Lev 25:45-46 “ Quanto aos escravos ou escravas que tiverdes, virão das nações ao vosso derredor; delas comprareis escravos e escravas. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas familias que estiverem convosco, que nasceram na vossa terra; e vos serão por possessão. Deixa-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, deles e das suas familias que estiverem convosco, que nasceram na vossa terra; e vos serão por possessão.” (Gen 9:25; Ex 21:2,7; Joel 3:8; Lucas 12:47; Col 3:22)

Compare com

Isaias 58:6 “ Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?”

Refutação

Levítico 25:45-46 nada tem de ligação com o que está escrito em isaias 58:6

Em isaias a conotação da oração do profeta é “espiritual”.

A escravidão não é ética nem bíblica, Deus não aprova essa degradante forma de tratamento. De fato, foi a aplicação dos princípios bíblicos que acabaram derrotando a escravidão. Alguns fatos de importância deveriam ser observados a respeito disso.

1°: Desde o começo Deus declarou que todos os seres humanos foram feitos à imagem de Deus (Gn 1:27). Somos geração de Deus (At 17:29) e “ de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra” (At 17:26).

2°: A despeito do fato de que a escravidão era sustentada nas culturas semíticas de então, a lei exigia que os escravos um dia fossem postos em liberdade (Ex 21:2, Lv 25:40). De igual forma, os servos deviam ser tratados com respeito (Ex 21:20-26).

3°: Israel, que tinha estado sob escravidão no Egito, constantemente era lembrado disso por Deus (Dt 5:15), e sua emancipação tornou-se o modelo para a libertação de todos os escravos (Lv 25:40.

4°: No N.T., Paulo declarou que no cristianismo “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3:28). Todas as classes sociais deixaram de existir em Cristo, todos somos iguais perante Deus.

5°: O N.T. proíbe explicitamente o sistema maligno deste mundo, que comercializou “corpos e almas humanas” (Ap 18:13). O comércio de escravos é algo tão repugnante para Deus, que ele profere o seu julgamento final sobre o sistema maligno que o perpetrou (Ap 17:18).

Quantos filhos teve Mical, filha de Saul?

II Sam 6:23 “Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte.”

Compare com:

II Sam 21:8 “ Porém tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha tido de Saul, a saber a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos de Mical , filha de Saul, que tivera de Adriel, Filho de Barzilai, meolatita;”

Refutação

Quando é citado através desta tradução “5 filhos de Mical” não é de Mical os filhos e sim de “Merabe”, irmã mais velha de Mical, ambas filhas de Saul. Sabemos que Mical não podia ter filhos. O que ocorre é que algumas versões de traduções houve um pequeno erro de copista, mas nada que comprometa o texto em questão. Até porque a grande esmagadora quantidade de demais traduções da Bíblia está correto esta sentença.

Segue o versículo da maneira correta de 2 Sm 21:8

(Bíblia - Versão Almeida - Revista e Atualizada)

”Porém, tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aia, que tinha tido de Saul, a saber, a Armoni e a Mefibosete, como também os cinco filhos de Merabe, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita”.

(Bíblia - Versão Almeida - Revista e Corrigida)

“Mas tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha da Aiá, que tinha tido de Saul, a Armoni e a Mefibosete; como também os cinco filhos da irmã de Mical, filha de Saul, que tivera de Adriel, filho de Barzilai, meolatita,”

(Bíblia – Original hebraico)

וַיִּקַּח הַמֶּלֶךְ אֶתשְׁ־נֵי בְּנֵי רִצְפָּה בַת־אַיָּה אֲשֶׁר יָלְדָה לְשָׁאוּל אֶת־אַרְמֹנִי וְאֶת־מְפִבֹשֶׁת וְאֶת־חֲמֵשֶׁת בְּנֵי מִיכַל בַּת־שָׁאוּל אֲשֶׁר יָלְדָה לְעַדְרִיאֵל בֶּן־בַּרְזִלַּי הַמְּחֹלָתִֽי׃

(Bíblia – Versão Grega)

Ελαβε δε ο βασιλευς τους δυο υιους της Ρεσφα, θυγατρος του Αια, τους οποιους εγεννησεν εις τον Σαουλ, τον Αρμονει και Μεμφιβοσθε· και τους πεντε υιους της Μιχαλ, θυγατρος του Σαουλ, τους οποιους εγεννησεν εις τον Αδριηλ, υιον του Βαρζελλαι του Μεωλαθιτου·

(Bíblia – versão King James – Inglês)

But the king took the two children of Rizpa, son of Aías, that it has of Saul, namely, the Armoni and the Mefibosete, as well as the five children of Merabe, son of Saul, who it has of Adriel, son of Barzilai, meolatita,

Portanto, não há contradição. Dependendo da tradução pode haver um erro de copista.

Quantos homens Josabe-Bassebete matou?

II Sam 23:8 “São estes os nomes dos valentes de Davi: Josabe-Bassebete, filho de Taquemoni, o principal de tres, este brandiu a sua lança contra oitocentos, e os feriu de um vez.

Compare com:

I Cron 11:11 “Eis a lista dos valentes de Davi: Jasobeão, hacmonita, o principal dos trinta, o qual, brandindo a sua lança contra trezentos, duma vez os feriu.

Refutação

Josabe-Bassebete matou 800 homens, conforme a Bíblia nos diz em 2 Sm 23:8

Jasobeão matou 300 homens, conforme a Bíblia nos diz em 1 Cr 11:11

Como podemos ver, esta acusação diz que em 1 Cr 11:11, quando diz o nome “Jasobeão” se refere à Josabe-Bassebete, ou seja, são a mesma pessoa.

Mas, apesar de ser duas passagens sobre os valentes de Davi, Josabe-Bassebete e Jasobeão são pessoas diferentes, Josabe-Bassebete era filho de Taquemoni (2 Sm 23:8) enquanto Jasobeão era filho de Zabdiel (1 Cr 27:2).

Os mesmos faziam parte dos valentes de Davi e ambos eram “chefe dos capitães”. Vale lembrar que 2 Sm 23:8 e 1 Crônicas 11:11, apesar de citar os valentes de Davi, não é uma descrição idêntica.

Portanto, cai por terra qualquer possibilidade de contradição.

Onde estão estes livros? Por que ele não fazem parte da Biblia?

Livro do Convenio, veja esta Exodus 24:7
Livro das Guerras do Senhor, veja Numeros 21:14
Livro dos Justos, veja Josue 10:13 e II Samuel 1:18
Livro dos Atos de Salomão, veja I Reis 11:41
Livros de Natã e Gade, veja I Cronicas 29:29
Livros de Aias e Ido, veja II Cronicas 9:29
Livro de Semaias, veja II Cronicas 12:15
Livro de Jeú, veja II Cronicas 20:34
Livro de Uzias, veja II Cronicas 26:22
Livro de Hozai, veja II Cronicas 33:19
Uma outra Epistola anterior de Paulo aos Corintios, veja I Corintios 5:9
Uma outra Epistola anterior de Paulo aos Efesios, veja Efesios 3:3
Uma outra Epistola de Paulo em Laodiceia, veja Colossenses 4:16
Profecias de Enoque, veja Judas 14

Resposta

O fato desses livros serem citados na Bíblia não indica que os mesmos “são inspirados”, se não estariam o livro de forma “integral” na Bíblia.

Eles são citados não por serem “inspirados” mas simplesmente “como sendo uma verdade”. Toda verdade é uma verdade de Deus, não importa quem a tenha dito. Caifás, o sumo sacerdote judeu, proferiu uma verdade acerca de Cristo (Jo 11:49).

A Bíblia usa com freqüência fontes “não inspiradas” ( Nm 21:14, Js 10:13, 1 Rs 15:31). Por três vezes Paulo cita pensadores não cristãos (At 17:28, 1 Co 15:33, Tt 1:12). Judas refere-se a verdades encontradas em livros não canônicos (Jd 9:14. A Bíblia, porém, nunca faz tais citações como tendo autoridade da parte de Deus, mas simplesmente por conterem a verdade que é citada.

As frases usuais, tais como “assim disse o Senhor” (Is 7:7, Jr. 2:5) ou “está escrito” (Mt 4:4, 7, 10) nunca são encontradas quando há citações dessas fontes não inspiradas na Bíblia. Não obstante, a verdade é verdade, onde quer que seja encontrada. E não há razão alguma, portanto, para que um autor bíblico, por direção do Espírito Santo, não possa utilizar uma verdade seja de quem for.

Mas, o fato permance, estes Livros não estão disponiveis hoje.

E eram de certa relevância escrituristica, pois profetas e apostolos fizeram menção deles. O que é uma clara indicação de que a Biblia não contém tudo o que Deus revelou ao homem.E Interessante notar que estes são livros que sabemos existir por terem sidos mencionados na Biblia. Quantos outros podem existir, os quais nem temos conhecimento a respeito? João 21:25 apoia este argumento.

Refutação:

Claro que a Bíblia Contém tudo o que Deus revelou ao homem... em se tratando de “palavra de Deus” somente a Bíblia é a Palavra de Deus. Temos argumentos históricos e teológicos sobre a autenticidade da mesma, apesar de várias perseguições que a Bíblia teve no decorrer da história, Deus sempre utilizou meios para preservar os originais.

Se estudarmos mais profundamente “Bibliologia” e “História da Igreja” iremos verificar que desde a igreja primitiva “os originais” foram preservados. Portanto esta possibilidade é descartada. É preciso estudar também sobre os critérios Canônicos para se reconhecer um livro “inspirado por Deus”.

Como já expliquei em uma das refutações acima, vou explicar novamente:

O fato desses livros serem citados na Bíblia não indica que os mesmos “são inspirados”, se não estariam o livro de forma “integral” na Bíblia.

Eles são citados não por serem “inspirados” mas simplesmente “como sendo uma verdade”. Toda verdade é uma verdade de Deus, não importa quem a tenha dito. Caifás, o sumo sacerdote judeu, proferiu uma verdade acerca de Cristo (Jo 11:49).

A Bíblia usa com freqüência fontes “não inspiradas” ( Nm 21:14, Js 10:13, 1 Rs 15:31). Por três vezes Paulo cita pensadores não cristãos (At 17:28, 1 Co 15:33, Tt 1:12). Judas refere-se a verdades encontradas em livros não canônicos (Jd 9:14. A Bíblia, porém, nunca faz tais citações como tendo autoridade da parte de Deus, mas simplesmente por conterem a verdade que é citada.

As frases usuais, tais como “assim disse o Senhor” (Is 7:7, Jr. 2:5) ou “está escrito” (Mt 4:4, 7, 10) nunca são encontradas quando há citações dessas fontes não inspiradas na Bíblia. Não obstante, a verdade é verdade, onde quer que seja encontrada. E não há razão alguma, portanto, para que um autor bíblico, por direção do Espírito Santo, não possa utilizar uma verdade seja de quem for.

Personalidade de Moises

Num 12:3 “Era o varão Moises mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. “

Compare com:

Num 31:14, 17-18 “Agora, pois, matai de entre as crianças todas as do sexo masculino; e matai toda mulher que coabitou com algum homem; deitando-se com ele. Porém todas as meninas, e as jovens que não coabitarem com algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vos outros.“

Refutação

De acordo com o registro dos acontecimentos em números 31, moisés comandou os israelitas para que destruíssem totalmente os midianitas. O versículo 8 declara que eles mataram todo midianita homem. O versículo 9 registra que eles levaram presas as mulheres e as crianças, e o versículo 10 afirma que os israelitas queimaram todas as cidades e acampamentos dos midianitas. Ainda, no versículo 17, Moisés ordenou ao povo que matasse todo menino midianita e toda mulher midianita que tivesse coabitado com algum homem, deixando com vida apenas as meninas e as moças virgens. Como tal destruição pode ser moralmente justificada, já que “Era o varão Moises mui manso” (Nm 12:3) ?

Resposta: Em primeiro lugar, lembremo-nos de que os midianitas foram os que corromperam o povo de Deus, levando-o à idolatria em Baal-Peor, o que resultou na morte de 24.000 Israelitas com a praga que se seguiu (Nm 25:9). Era necessário eliminar totalmente essa má influência sobre Israel.

Além disso, não foi sob a autoridade de Moisés que Israel executou tal destruição. Antes, foi sob o “comando direto de Deus”. O versículo 2 registra a ordem dada por Deus a Moisés para que ele levasse a cabo a vingança do Senhor sobre os Midianitas. A natureza abominável da influência que os midianitas tinham sobre Israel em leva-los à idolatria merecia o juízo destruidor de Deus, que tratou decididamente e com severidade esse câncer.

A justificativa moral para tal ação encontra-se no fato de que Deus tem o direito de dar e de tomar a vida. Como o salário do pecado é a morte, e como os midianitas envolveram-se num terrível pecado, eles apenas colheram as conseqüências da vingança de Deus sobre eles.

Deus se arrepende?

Genesis 6:6: “Entao se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isto lhe pesou no coração.

Compare com:

Numeros 23:19 “Deus não é homem, para que se minta, nem filho do homem para que se arrependa...”

Refutação

Gênesis 6.5 fala da tristeza de Deus quanto à má índole do homem. É uma figura de linguagem chamada antropopática para facilitar o entendimento humano. O que o texto está indicando é que Deus se contristou pela desobediência do homem, e não que Ele, o Senhor, tivesse se arrependido de sua criação, ou, então, que houvesse cometido algum erro. Em Números 23.19, vemos que a palavra de Deus é fiel e, ao contrário da dos homens, se cumpre. Numa terceira passagem, Jeremias 18.7-10, lemos: "se a tal nação... se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe". Não se trata, obviamente, do caso de Deus se arrepender de algum erro que tenha cometido, mas da supressão do castigo anunciado por Ele. Deus não erra, logo, seu "arrependimento" não é como o nosso. O soberano e imutável Deus sabe lidar apropriadamente com as mudanças no comportamento humano. Quando os homens pecam e se arrependem de seus pecados, Deus "muda seu pensamento". O Senhor abençoa ou puni o homem, ou, se for o caso, uma nação inteira, de acordo com a nova situação (Êx 32.12,14; 1Sm 15.11; 2 Sm 24.16; Jr 18.11; Am 7.3-6).

Deus pode ser visto?

'Porque agora vemos como em espelho obscuramente, então veremos FACE A FACE; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido´ (1 Co 13:12)"

Observe os versículos abaixo onde é afirmado que Deus aparece FACE A FACE:

Nm 14:14 - E o dirão aos moradores desta terra, que ouviram que tu, ó SENHOR, estás no meio deste povo, que FACE A FACE, ó SENHOR, lhes apareces, que tua nuvem está sobre eles e que vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia e numa coluna de fogo de noite.

Dt 5:4 - FACE A FACE o SENHOR falou conosco, no monte, do meio do fogo

Dt 34:10 - E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera FACE A FACE;

Ora, aparecer FACE A FACE não significa aparecer frente a frente? Esse versículos não contradizem sua afirmação e outras afirmações da Bíblia? O que vc entende por "aparecer FACE A FACE"?

Resposta:

O rosto de Deus pode ser visto ou não?

Encontramos alguns textos bíblicos que nos dizem que Moisés falou face a face com Deus. Contudo, Deus declarou a Moisés que homem nenhum verá a minha face, e viverá (Êx 33.20). Como conciliar essas duas passagens?

O texto tem sido interpretado também para afirmar que Deus tem corpo físico. É necessário saber o que realmente o texto está desejando transmitir. Falar face a face indica que os dois, Deus e o homem, são físicos ou teria outras implicações? A frase face a face denota intimidade, falar a um amigo, diretamente, sem intermediários. É esta a intenção do texto: demonstrar a familiaridade que Moisés tinha com Deus. Tal familiaridade era fundamental para sua liderança ante o povo israelita. Em outras ocasiões, demonstrava a certeza das promessas divinas, como a referência a Jacó, em Gn 32.30 (1) , onde Deus teria falado face a face com Jacó, o que resultou em sua salvação. Contudo, a essência ou plenitude de Deus jamais pode ser vista pelo homem mortal (1 Tm 6.16). Dizer que ninguém viu a Deus expressa a incapacidade de a criatura humana de conhecer a Deus em sua plena natureza divina. O Senhor Deus é um ser espiritual e infinito. Por outro lado, Deus somente pode ser conhecido por intermédio de seu Filho, Jesus Cristo (Jo 1.18).

Somos deuses iguais à Deus?

Com certeza, Adão e Eva se tornaram conhecedores do bem e do mal e nós todos somos conhecedores do bem e do mal. Assim temos o poder de fazer o bem ou o mal. Leia Gen 3:22 “Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedores do bem e do mal...”

Refutação

Genesis 3:5 – O homem foi feito como Deus ou tornou-se como Deus?

Gênesis 1:27 diz que ”criou Deus...o homem à sua imagem”. Mas em Gênesis 3:22 diz: ”O homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal”. O primeiro versículo dá a entender que o ser humano foi “criado” como Deus é, e o segundo parece afirmar que ele “tornou-se” igual a Deus.

Estas duas passagens estão abordando duas coisas diferentes. Gênesis 1 está falando de uma virtude humana por “criação”, ao passo que Gênesis 3 está se referindo ao que o homem obteve por “aquisição”. A primeira passagem refere-se a Adão e Eva “antes” da queda, e a segunda refere-se a eles depois da queda. A primeira tem que ver com a “natureza” deles e a segunda, com o seu “estado”. Pela criação Adão não era conhecedor do bem e do mal. Uma vez tendo pecado, porém, ele conheceu o bem e o mal. Quando essas diferenças são compreendidas, não há conflito algum, não ocorre nenhuma dificuldade de interpretação destes textos.


Não foi somente Satanás que disse que podemos ser deuses, pois o proprio Cristo disse a mesma coisa.

Veja Salmos 82:6 Em outras palavras, se somos filhos do Altissimo, então podemos ser deuses também. Filhos normalmente se tornam como seus pais. Filho de gato, gato é, filho de leão leão é e filho de Deus, deus é. Ele reiterou o que disse antes em João 10:34

Refutação

João 10:34 - Jesus advogou que o homem pode tornar-se Deus?

Jesus respondeu a um grupo de judeus e disse: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois Deuses?”. Isso quer dizer então que os seres humanos podem tornar-se Deus, tal como as religiões panteístas e da Nova Era ensinam?

Resposta:

O contexto dessa passagem revela que Cristo tinha acabado de se declarar um com o Pai, dizendo: ”Eu e o Pai somos um” Jo 10:30

Os Judeus quiseram apedreja-lo porque pensaram que Jesus estava blasfemando, já que ele estava se fazendo igual a Deus (vs 31-33). Jesus respondeu citando o salmo 82:6, que diz: ”Eu disse: sois deuses”. Esse salmos dirige-se a juízes que estão julgando injustamente. O título de “deuses” não é dirigido a qualquer um, mas somente àqueles juízes a respeito de quem Jesus disse que são aqueles para “quem foi dirigida a palavra de Deus”, conforme o verso 35.

Cristo estava mostrando que se as Escrituras do AT podiam dar algum “status” divino a juízes que tinham sido divinamente assim designados, por que eles teriam de achar incrível que ele se chamasse de o Filho de Deus? Assim, Jesus estava defendendo a sua própria divindade, e não a deificação do homem.



Como eu expliquei antes, a palavra anjo significa mensageiro, e portanto um anjo pode ser um espirito, um mortal, um ser ressuscitado, ou um ser transladado.

Quando os missionarios Mórmons me ensinaram sobre o evangelho de Jesus Cristo, eles foram os anjos enviados por Deus para me ensinar. Portanto esta classe de anjos pode morrer sim, pois são mortais.

Refutação:

Os Mórmons insistem no erro de afirmar que o termo “anjos” na Bíblia se referem à seres humanos!

Anjos, biblicamente falando não são “mensageiros humanos” e sim “mensageiros de Deus”, na forma sobrenatural. Os mesmos podem inclusive se manifestar de uma forma materializada, seria uma “teofania”.

O vocábulo "ANJO" tal qual aparece nas versões correntes, vem de um termo hebraico "MAL' AKH" (malaque), no grego foi traduzido como" ANGELLOS". Em ambos os testamentos o termo " ANGELLOS" tem o significado de “MENSAGEIROS DE DEUS.” O termo anjo aplica-se a todas as ordens dos espíritos criados por Deus (Hb 1.14).

Existem muitas outras citações similares com outros apelativos que expressam o mesmo significado. O termo Anjo expressa todo ser celestial criado por Deus.

Desafio:

Gostaria que os Mórmons provassem na Bíblia aonde o termo “anjos(Malakh)” aparece se referindo para seres humanos?


============== EM CONSTRUÇÃO


Teologia? Por que e para que?


Hoje é comum ouvirmos nas igrejas evangélicas as seguintes frases ou declarações: “Temos é que conhecer a Bíblia e não Teologia”, “Teologia é invenção de homens e eu sigo só a Cristo”, “Não preciso de Teologia, preciso da Bíblia” e afins.

Eu pergunto: precisamos de teologia? Por que precisamos? E se nós precisamos, para que ela serve, para que ela é útil? Ela tem alguma relação com a nossa vida prática como crentes?

Bom, antes de tudo, temos que entender o que dizemos por Teologia. Essa palavra vem do grego (théos = Deus + logos = conhecimento), logos significa conhecimento, estudo no grego. Por isso temos biologia, arqueologia, etc. A teologia então, nada mais é que uma forma de se organizar o estudo sobre Deus, sobre os ensinos bíblicos.

Aí alguém fala: “Eu não gosto de Teologia, prefiro ficar com Jesus e só”! Mas, deixe-me perguntar uma coisa a você: você crê que Cristo é o seu Salvador? Que Ele morreu na cruz por você, pagando todos os seus pecados? Se você responder sim a essas perguntas (o que creio que vá responder), lamento, mas você já faz teologia, e estuda teologia. Porque a resposta a essas questões é o que chamamos de teologia!

Aí tudo bem. Mas aí você pode perguntar: “Bom, está certo. Eu sei que isso é teologia então. Mas por que precisamos dela, para que ela serve e como posso saber onde isso é bom e onde não? Que critérios eu uso?”. É para isso que eu me propus a escrever. E vamos começar a ver alguns critérios para sabermos se o que lemos, cremos, praticamos, vivemos é boa teologia ou invenções humanas. Ok? Me acompanhe nessa empreitada então.

Antes de tudo, vamos entender o porquê de estudarmos teologia. Como eu falava acima, o motivo de tudo isso é para podermos compreender o que cremos. Teologia, doutrina, dogma, credo não são palavras vazias, que só remontariam a um academicismo. Antes estão no nosso dia-a-dia. Veja só: “credo” vem do latim e significa creio. Oras, todos nós cremos, não é? Cremos nas Escrituras, em Jesus Cristo como nosso Senhor, portanto credo não é algo abstrato, é a nossa fé, o que cremos. Doutrina vem de um termo em latim, “docere”, que significa ensinar. E o ensino sempre fez parte do ministério de Jesus e dos apóstolos. Se você prestar atenção, verá que boa parte do NT é dedicada a ensino, ou seja, doutrina. As cartas de Paulo são o melhor exemplo disso. E por fim, dogma vem do grego “dokeo” que significa pensar. E é impossível você falar de uma fé sem crer, sem ensino e sem pensar. Portanto todos nós precisamos de teologia, credo, doutrina e dogma.

Então veja que a teologia não é algo distante da nossa vida, ao contrário. Ela tem que ser unha e carne com a vida que levamos. Como falou Lutero, “A teologia não é nada mais do que a gramática da língua do Espírito Santo”. A nossa vida tem que refletir a nossa fé ou algo estará errado. E para isso, temos que conhecer o que cremos. E aí entra a teologia.

Agora que entendemos o porquê de estudarmos a teologia, vejamos alguns parâmetros para que não tomemos gato por lebre.

Primeiro, a teologia não é algo somente para nossa instrução e prazer pessoal. Não é algo para que fiquemos fazendo elocubrações privadas sobre o que seria verdade ou não, em especulações sem sentido. Mas antes, a teologia tem de ser um instrumento para o crescimento e instrução da igreja. Ela tem que ser posta a serviço dos crentes como um todo. Senão, desvia-se do propósito para o qual ela foi pensada, destinada que é a instrução, o ensino.

Segundo, a teologia parte necessariamente da revelação da Palavra. Ela tem que nascer das Escrituras, se sair da base da Palavra de Deus já não será teologia, mas sim uma teodicéia. Se perdermos as Escrituras como a base da teologia, aí se perde todo o Resto, perde-se a vida. Por que aí sim você correrá o risco de não estar abraçando ensinamentos bíblicos, mas ensinos e doutrinas de homens!

A verdadeira espiritualidade não consiste em revelações espetaculares, atos sobrenaturais, não! A verdadeira espiritualidade é obedecer a Deus.

Agora já que sabemos qual o propósito da teologia, por que precisamos dela e para que ela serve, possamos nós parar com esse preconceito bobo que muitos evangélicos têm como mencionei no início desse texto, e aprendermos mais de tudo o que Deus se revelou a nós nas Escrituras e termos consciência da nossa fé.

Que possamos saber dar a razão da nossa fé a todos quantos perguntarem a nós.

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A Inerrância da Biblia.



Muitos perguntam: Onde é que está escrito na Bíblia a afirmação que ela é a PALAVRA DE DEUS?

Como abordar as dificuldades Bíblicas, por Norman Geisler.

Há ERROS na Bíblia?

Resposta: N - Ã - O!

Os críticos afirmam que a Bíblia está cheia de erros. Alguns falam, até em milhares de erros. A verdade é que não há nem mesmo um só errôneo texto original da Bíblia que tenha sido demonstrado.

Isso não quer dizer que não haja dificuldades em nossas Bíblias. Dificuldades há, e é delas que vamos tratar.
Nosso propósito é mostrar que não há realmente ERROS nas Escrituras. Por quê? Porque a Bíblia É A PALAVRA DE DEUS E DEUS NÃO PODE ERRAR.

Vamos raciocinar. Vamos tratar isto de uma forma lógica examinando as premissas:

a) Deus não pode errar.
b) A Bíblia é a Palavra de Deus.
c) Portanto, a Bíblia está isenta de erros.


Como qualquer estudante de lógica sabe, este é um silogismo (uma forma de raciocínio) válido. Assim, se as premissas são verdadeiras, as conclusões também são verdadeiras.Como vamos mostrar, a Bíblia declara SEM RODEIOS SER A PALAVRA DE DEUS.(*)

Ela nos informa também que Deus não pode errar. A conclusão então, é inevitável: a Bíblia está isenta de ERROS.

Se ela estivesse errada em qualquer coisa que afirma, então Deus teria cometido um erro.

Mas Deus não pode cometer erros.

Deus não pode cometer erros.

As Escrituras declaram enfaticamente que "é impossível que Deus minta" (Hb 6:18).Paulo fala do "Deus que não pode mentir"(Tt1:2).
Ele é um Deus que, mesmo que não sejamos fiéis, "permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2;13).Deus é a verdade (Jo 14:6) e assim também é a Palavra dele.Jesus disse ao Pai:"a tua Palavra é a verdade" (Jo 17:17).O salmista exclamou:"As tuas palavras são em TUDO VERDADE"(Salmo 119:160).

A Bíblia É A PALAVRA DE DEUS.

Jesus referiu-se ao AT como sendo a "Palavra de Deus", que "não pode falhar" (Jo 10:35). Ele disse: "até que o céu e a terra passem, nem um i ou til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra"(Mt 5:18).

Paulo acrescentou: "Toda Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3:16) Ela veio "da boca de Deus"(Mt 4:4).Embora tenham sido homens que escreveram aquelas mensagens, "nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana;entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1:21).(**)

Jesus disse aos líderes religiosos de seus dias que eles vinham "invalidando a palavra de Deus" pela sua própria tradição (Mc 7:13).
Jesus chamou-lhes a atenção para a Palavra de Deus escrita quando repentinamente afirmou: "Está escrito... está escrito... está escrito..." (Mt4:4,7,10).Esta frase aparece mais de noventa vezes no NT.É uma forte indicação da autoridade divina da Palavra de Deus escrita.
Dando ênfase à natureza inerrante da verdade de Deus, o apóstolo Paulo referiu-se às Escrituras como "a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Hb 4:12). Conclusão lógica: A Bíblia está isenta de ERROS.

Sim, Deus falou, e ele não titubeou. O Deus da verdade nos deu a Palavra da Verdade, e ela não contém inverdade alguma. A Bíblia é a inerrante Palavra de Deus.(***)

Pode-se confiar na Bíblia em questões de Ciência e História?

Alguns têm sugerido que as Escrituras sempre podem ser confiáveis em questão de ordem moral, mas que nem sempre são corretas em questões históricas. Eles confiam na Bíblia no campo espiritual, mas não na esfera da ciência.

Se isso fosse verdade, entretanto, negaria a autoridade divina da Bíblia, já que o espiritual, o histórico e o científico estão freqüentemente interligados.

Um cuidadoso exame das Escrituras revela-nos que as verdades científicas (fatuais) e as espirituais são muitas vezes inseparáveis. Por exemplo, não se pode separar a verdade espiritual da ressurreição de Cristo do fato de que seu corpo deixou para sempre vazio o seu túmulo e que depois ele apareceu fisicamente (Mt 28:6;1 Co 15:13-19).

Da mesma forma, se Jesus não tivesse nascido de uma mulher biologicamente virgem, então ele não seria diferente do resto da humanidade, sobre quem recai o estigma do pecado de Adão (Rm 5:12).

Também a morte de Cristo por nossos pecados não pode ser separada do fato de que ele derramou literalmente o seu sangue na cruz, pois "sem derramamento de sangue, não há remissão" (Hb 9:22).

A existência e queda de Adão tampouco podem ser um mito. Se não tivesse havido literalmente um Adão, e se não tivesse havido de fato a queda, então o ensino espiritual quanto ao pecado herdado e quanto à morte física, dele decorrente, estaria errado (Rm 5:12). A realidade histórica e a doutrina teológica juntas permanecem ou juntas caem por terra.

Além disso, a doutrina da encarnação é inseparável da verdade histórica de Jesus de Nazaré (Jo 1:1,14).E ainda, o ensino de caráter moral de Jesus quanto ao casamento baseou-se no que ele ensinou quando disse que Deus juntou literalmente uma Adão e uma Eva em matrimônio (Mt 19:4-5).Em cada um destes casos, o ensino moral e o teológico perdem totalmente o sentido se desconsiderado o evento histórico e fatual.Negando-se que aquele evento ocorreu literalmente no tempo e no espaço, fica-se então sem uma base para crer na doutrina bíblica construída sobre ele. Com freqüência, Jesus comparou eventos do AT diretamente com importantes verdades espirituais. Por exemplo, ele relacionou sua morte e ressurreição com Jonas e o grande peixe (Mt 12:40).Da mesma forma, sua segunda vinda foi comparada com os dias de Noé (Mt 24:37-39).

Tanto as circunstâncias como as características de tais comparações deixam claro que Jesus estava afirmando que aqueles eventos foram fatos históricos, que realmente aconteceram. Defato, Jesus afirmou a Nicodemos: "Se tratando de coisas terrenas não me credes, como crereis se vos falar das celestiais?" (Jo 3:12).

Em resumo, se a Bíblia não falasse com a verdade sobre o mundo físico, então ela não poderia ser digna de confiança ao referir-se ao mundo espiritual. Os dois mundos acham-se intimamente relacionados.

A inspiração inclui não apenas tudo o que a Bíblia explicitamente ensina, mas inclui também tudo a que ela se refere. Isso é verdade quando a Bíblia se reporta à história, à ciência ou à matemática.

Tudo o que a Bíblia declara é verdadeiro - podendo ser tanto um ponto de maior como também de menor importância. A Bíblia é a palavra de Deus, e Ele não se desvia da verdade em nenhum momento.Todas as partes das Escrituras são verdadeiras, assim como o todo que elas formam.

Se é inspirada, é inerrante.

A inerrância é uma decorrência lógica da inspiração. Porque inerrância significa verdade total, sem erros.E o que Deus profere (inspira) tem de ser completamente verdadeiro e sem erros (inerrante).

Contudo, convém especificar com maior clareza o que significa "verdade" e o que constitui um "erro".(****)

Verdade significa aquilo que corresponde à realidade. Um erro, então, é o que não corresponde à realidade.A verdade é dizer o que de fato é. Um erro é não dizer o que é.Conseqüentemente, nenhuma coisa errada pode ser verdadeira, mesmo que o autor pretendesse que o seu erro fosse algo verdadeiro.Um erro é um erro, não simplesmente uma coisa que nos faça errar.De outro modo, toda expressão sincera poderia ser considerada verdadeira ainda que se tratasse de um erro grosseiro.(*****)

Da mesma forma, algo não é verdadeiro simplesmente porque realiza o propósito que havia sido estabelecido, já que muitas mentiras são bem-sucedidas.

A Bíblia vê claramente a verdade como aquilo que corresponde à realidade. O erro é entendido como sendo uma falta de correspondência à realidade.O erro é entendido como se fosse uma falta de correspondência à realidade, não como algo causado intencionalmente.Isso é evidente pelo fato de que a palavra "erro" é usada no caso de erros não-intencionais (Lv 4:2).Na Bíblia inteira está implícita a visão de que a verdade baseia-se numa correspondência entre duas coisas.

Por exemplo, quando os Dez Mandamentos declaram: "Nâo dirás falso testemunho" (Êx 20:6) significa que deturpar fatos está errado. Este mesmo conceito de verdade foi usado quando os judeus foram ao governador falar a respeito de Paulo:"Tu mesmo, examinando-o, poderás tomar conhecimento de todas as coisas de que nós o acusamos".E ao fazer isso, é como se eles estivessem dizendo: "É verdade, tu podes facilmente verificar os fatos" (cf.At. 24:8).

Foi assim que Deus disse?

Naturalmente, toda vez que Deus tornou a verdade bem clara, a estratégia de Satanás foi lançar dúvidas sobre ela. Sempre que Deus falou com autoridade, o diabo desejou solapá-la."Será que Deus disse isso?". ele fala com escárnio (cf.Gn 3:1). Esta confusão, com freqüência, acontece de alguma maneira : A Bíblia é a palavra de Deus, inspirada de alguma forma, mas é também constituída de palavras humanas.Ela teve autores humanos, e "errar é humano". Daí temos de esperar haver alguns erros na Bíblia... Por aí vai esse argumento.Em resumo, a verdade clara e simples de Deus acaba sendo confundida com a mentira de Satanás, o senhor das mentiras (Jo 8:44).

Vamos analisar o que há de errado nessa argumentação. Uma simples analogia nos ajudará.Considere o seguinte raciocínio que, por ser paralelo àquele, é igualmente falho:

1. Jesus era um ser humano.
2. Os seres humanos pecam.
3. Logo, Jesus pecou.

Qualquer estudante da Bíblia sabe de imediato que esta conclusão é falsa. Jesus foi um homem "sem pecado" (Hb 4:15). Ele "não conheceu pecado" (2 Co 5:21).

Ele foi um "cordeiro sem defeito e sem mácula" (1 Pe 1:19). Como João disse a respeito de Jesus:"ele é puro" e "justo" (1 Jo 3:3; 2:1). Mas se Jesus nunca pecou, o que está errado no argumento acima, de que Jesus era humano, de que os seres humanos pecam e de que, portanto Jesus pecou?Onde é que a lógica se perde?

O erro está em se assumir que Jesus era como qualquer outro ser humano. Com certeza, meros seres humanos pecam.Mas Jesus não foi um mero ser humano.Ele foi um ser humano perfeito.De fato, Jesus não era apenas humano, mas ele era também Deus.Da mesma forma a Bíblia não é meramente um livro humano.Ela é também a Palavra de Deus.Como Jesus, ela é tanto divina como humana.E da mesma forma como Jesus era humano, mas não pecou, também a Bíblia é um livro humano, mas sem erros.Tanto a Palavra viva de Deus (Cristo) como a sua Palavra escrita (as Escrituras) são igualmente humanas, mas sem erros.A Palavra viva e a Palavra escrita são também divinas, e não podem conter erros. Não pode haver erros na palavra de Deus escrita, como não houve pecado algum na palavra de Deus viva. É impossível Deus errar e ponto final. HÁ DIFICULDADES NA BÍBLIA? SIM!

Ainda que a Bíblia seja a Palavra de Deus e, como tal, nela não possa haver erro algum, isso não significa que nela não haja dificuldades. Todavia como Agostinho observou com sabedoria:"Se estamos perplexos por causa de qualquer aparente contradição das Escrituras, não nos é permitido dizer que o autor desse livro tenha errado; mas ou o manuscrito utilizado tinha falhas, ou a tradução está errada, ou nós não entendemos o que está escrito" (******)

Os erros não se acham na revelação de Deus, mas nas falhas interpretações dos homens.

A Bíblia é isenta de erros, mas os que a criticam não são. Todas as alegações feitas neste sentido baseiam-se em erros cometidos pelos próprios críticos. Tais erros enquadram-se numa das seguintes categorias:


17 ERROS dos céticos da Bíblia!
17 erros que os céticos cometem ao tentarem achar "contradições" Bíblicas:


1 - Assumir que o que não foi explicado é inexplicável.

Nenhuma pessoa instruída alegaria ser capaz de explicar completamente todas as dificuldades bíblicas. Contudo, é um erro o crítico pressupor que o que não foi ainda explicado nunca o será.

Quando um cientista se depara com uma anomalia da natureza, ele não desiste de fazer cuidadosos exames científicos adicionais. Pelo contrário,ele faz uso daquilo que não foi explicado como uma motivação para descobrir uma explicação.

Nenhum cientista verdadeiro desiste de seu trabalho, em desespero, simplesmente porque não consegue explicar um dado fenômeno.

Ele continua a fazer pesquisas com a confiante expectativa de encontrar uma resposta. E a história da ciência tem revelado que tal fé tem sido recompensada.

Houve épocas em que os cientistas, por exemplo, não tinham explicações para os fenômenos naturais como os meteoros, os eclipses, os tornados, os furacões e os terremotos.

Todos esses mistérios, porém, renderam os seus segredos à inabalável perseverança da ciência. Os cientistas ainda não sabem como a vida pode ocorrer em descargas elétricas nas profundezas do mar, mas nenhum deles se dá por vencido e grita:"é uma contradição!"

Da mesma forma, os eruditos cristãos pressupõem que o que até hoje não foi explicado na Bíblia não é, por isso, inexplicável. Não consideram que discrepâncias sejam contradições.E, quando encontram algo que não podem explicar, continuam pesquisando na certeza de que algum dia encontrarão a resposta.Com efeito, se tivessem uma postura contrária a esta, parariam de estudar.

Por que ir em busca de uma resposta , quando se pressupõe que ela não exista?Tal como o cientista, aquele que estuda a Bíblia tem sido recompensado em sua fé e pesquisa, pois muitas dificuldades para as quais os eruditos não tinham explicação já foram superadas através da história, da arqueologia, da lingüística e de outras disciplinas.

Os críticos, por exemplo, um dia afirmaram que Moisés não poderia ter escrito os primeiros livros da Bíblia porque a escrita não existia na época dele. Agora sabemos que a escrita já existia alguns milhares de anos antes de Moisés.

De igual forma, os críticos um dia acreditaram que a Bíblia estivesse errada ao falar dos hititas (ou heteus), já que este povo era totalmente desconhecido dos historiadores. Sua existência, porém, foi comprovada pela descoberta, na Turquia, de uma biblioteca hitita. Esses fatos nos levam a crer que as dificuldades bíblicas ainda não resolvidas certamente são explicáveis e que, portanto, não há que se presumir que existam erros na Bíblia.

2 - Presumir que a Bíblia é culpada até provar em contrário

Muitos críticos presumem que a Bíblia está errada, até que algo venha provar que ela está certa. Contudo, como acontece com qualquer cidadão acusado de um crime, a Bíblia deve ser tida como "inocente", até que haja a prova da culpa. Isso não é querer dar-lhe nenhum tratamento especial; essa é a forma pela qual todos os relacionamentos humanos são feitos. Se assim não fosse, a vida não seria possível. Por exemplo, se presumíssemos que a sinalização de trânsito nas rodovias ou na cidade não fosse verdadeira, então provavelmente estaríamos mortos antes de poder provar o contrário.

De igual modo, se presumíssemos que os rótulos nas embalagens de alimentos fossem enganosos até prova em contrário, teríamos então de abrir todas as latas e pacotes antes de comprá-los. E o que dizer se presumíssemos que todos os números no nosso dinheiro estivessem errados? E se achássemos que estariam erradas todas as placas nas portas dos sanitários públicos, que indicam o sexo a que se destinam?! Bem, isto já é o bastante.

Temos de presumir que a Bíblia, como qualquer outro livro, está nos dizendo o que os autores disseram e ouviram. As críticas negativas da Bíblia partem de um pressuposto contrário a este. Não é de se admirar, então, que concluam que a Bíblia está crivada de erros.

3 - Confundir as nossas falíveis interpretações com a infalível revelação de Deus.

Jesus afirmou que "a Escritura não pode falhar" (Jo 10:35). Sendo um livro infalível, a Bíblia é também irrevogável. Jesus declarou: "Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5:18, cf. Lc 16:17). As Escrituras têm ainda a autoridade final, sendo a última palavra acerca de tudo que ela aborda. Jesus valeu-se da Bíblia para resistir ao tentador (Mt 4:4, 7, 10); para resolver discussões doutrinárias (Mt 21:42); e para sustentar a sua autoridade (Mc 11:17).

Às vezes um ensinamento bíblico apóia-se num pequeno detalhe histórico (Hb 7:4-10), numa palavra ou numa frase (At 15:13-17), ou mesmo na diferença entre o singular e o plural (Gl 3:16). Mas, conquanto a Bíblia seja infalível, as interpretações humanas não o são. A Bíblia não pode estar errada, mas nós podemos estar errados quanto a alguma coisa dela. O significado da Bíblia nunca muda, mas a nossa compreensão pode mudar.

Os seres humanos são finitos, e seres finitos cometem erros. É por isso que há borrachas para lápis, corretores líquidos para textos datilografados, e uma tecla "apaga" nos computadores. E muito embora a Palavra de Deus seja perfeita (SI 19:7), enquanto existirem seres humanos imperfeitos, haverá erros de interpretação das Escrituras e falsos pontos de vista deles decorrentes.

Em vista disso, não devemos nos apressar em considerar que um determinado preceito científico hoje amplamente aceito seja a palavra final acerca do ponto em questão. Teorias que foram predominantemente aceitas no passado são consideradas incorretas por cientistas do presente. Dessa forma, é de se esperar que haja contradições entre opiniões populares sobre questões científicas e as interpretações da Bíblia amplamente aceitas.

Isso, porém, não consegue provar que há uma real contradição entre o mundo de Deus e a Palavra de Deus, entre a revelação geral de Deus e a sua revelação especial.

Nesse sentido básico, a ciência e as Escrituras não estão em contradição. Somente as opiniões humanas, finitas e falíveis acerca da ciência e das Escrituras é que podem entrar em contradição.

4 - Falhar na compreensão do contexto da passagem.

Talvez o erro mais comum dos críticos seja o de tirar um texto de seu próprio contexto. Como diz o adágio: "um texto fora de contexto é simplesmente um pretexto". Tudo se pode provar, a partir da Bíblia, por meio desse procedimento errôneo. A Bíblia diz: "Não há Deus" (Sl 14:1). É claro, que o contexto é: "Diz o insensato no seu coração: 'Não há Deus"'. Alguém poderá afirmar que Jesus nos advertiu: "não resistais ao perverso" (Mt 5:39), mas o contexto anti-retaliatório em que ele lança esta proposição não deve ser ignorado. Assim também muitos não compreendem corretamente o contexto da afirmativa de Jesus, quando ele disse: "Dá a quem te pede" (Mt 5:42), como se tivéssemos a obrigação de dar uma arma a uma criancinha que nos pedisse, ou de dar armamentos atômicos a Saddam Hussein simplesmente por ele ter pedido.

5 - Basear um ensino numa passagem obscura.

Passagens da Bíblia são difíceis porque o seu significado é obscuro. Isso ocorre geralmente porque uma palavra-chave do texto é empregada uma só vez (ou raramente), e então fica difícil saber o que o autor está dizendo, a menos que seja possível deduzir o sentido pelo contexto. Por exemplo, uma das passagens mais conhecidas da Bíblia contém uma palavra que não aparece em lugar algum, em toda a literatura grega disponível até o tempo em que o NT foi escrito. Esta palavra aparece no que comumente é conhecido como a "Oração do Senhor" (Mt 6:11). Geralmente a tradução que temos é "o pão nosso de cada dia dá-nos hoje". A palavra em questão é a que é traduzida por "de cada dia", ou seja, o vocábulo grego epiousion. Os estudiosos do grego ainda não entraram em acordo quanto à sua origem ou quanto ao seu exato sentido.

Diferentes comentaristas têm tentado estabelecer elos com palavras gregas que são bem conhecidas, e muitas sugestões têm sido propostas quanto ao seu significado. Entre tais sugestões, temos:

"Nosso pão incessante dá-nos hoje."
"Nosso pão sobrenatural (indicando um pão espiritual, do céu) dá-nos hoje."
"O pão para o nosso sustento dá-nos hoje."
"O pão nosso de cada dia (ou, o que necessitamos para hoje) dá-nos hoje."

Cada uma destas propostas tem seus defensores; cada uma faz sentido dentro do contexto, e cada uma é uma possibilidade, tendo-se por base a limitada informação disponível. Parece não haver nenhuma razão que nos force a deixarmos aquela que tem sido a tradução normalmente aceita, mas este exemplo serve muito bem para ilustrar o ponto em questão. Algumas passagens da Bíblia são difíceis de se entender porque uma dada palavra-chave aparece uma só vez, ou com muita raridade.

Outras vezes as palavras podem estar claras, mas o significado não é evidente porque não sabemos ao certo a que elas se referem. Isso se dá em 1 Co 15:29, onde Paulo fala sobre os que se batizavam pelos mortos. Será que ele estava se referindo ao batismo de pessoas vivas, representando pessoas mortas que não tinham sido batizadas, e assim assegurando-lhes a salvação (como dizem os mórmons)? Ou será que ele está se referindo aos que, sendo batizados, entram na igreja para preencher o lugar dos que partiram? Ou ainda, não seria o caso de ele estar referindo-se aos crentes sendo batizados "pelos mortos" no sentido de "suas próprias mortes, sendo enterrados com Cristo"? Ou, quem sabe, poderia estar dizendo alguma outra coisa?

Quando não temos certeza, então temos de ter em mente algumas coisas. Primeiro, não devemos construir uma doutrina com base numa passagem obscura. A regra prática na interpretação bíblica é: "as coisas principais são as coisas claras, e as coisas claras são as coisas principais". Chamamos a isso de perspicuidade (clareza) das Escrituras.

Se algo for importante, isso será ensinado nas Escrituras de forma bem clara, e provavelmente em mais de um lugar.

Segundo, quando uma dada passagem não está clara, não devemos nunca supor que ela esteja ensinando o contrário do que uma outra parte nos ensina com muita clareza. Deus não comete erros na sua Palavra; mas nós podemos cometer erros ao tentarmos interpretá-la.

6 - Esquecer-se de que a Bíblia é um livro humano, com características humanas.

Exceto pequenas seções, tal como os Dez Mandamentos, que foram escritos "pelo dedo de Deus" (Êx 31:18), a Bíblia não foi verbalmente ditada. Seus escritores não foram secretários do Espírito Santo. Eles foram autores humanos, que empregaram estilos literários próprios, com suas próprias idiossincrasias, ou seja, com o seu jeito de ver as coisas. Esses autores humanos às vezes tomaram informações de fontes humanas para o que escreveram (Js 10:13; At 17:28; 1 Co 15:33; Tt 1:12). De fato, cada livro da Bíblia é uma composição feita por um escritor humano; foram cerca de quarenta autores.

A Bíblia evidencia também estilos literários humanos diferentes; da métrica melancólica de Lamentações até a exaltada poesia de Isaías; da gramática elementar de João ao complexo grego do livro de Hebreus. As Escrituras manifestam ainda perspectivas humanas. No Salmo 23, Davi falou do ponto de vista de um pastor. Os livros de Reis foram escritos tendo uma abordagem profética, e Crônicas, a partir de um ponto de vista sacerdotal. Atos manifestam um enfoque histórico, e 2 Timóteo, o coração de um pastor.

Os escritores bíblicos escreveram sob a perspectiva de um observador quando se referiram ao nascer do sol (Js 1:15) ou ao pôr-do-sol. Eles também revelam padrões humanos de pensamento, inclusive lapsos de memória (1 Co 1:14-16), bem como emoções humanas (Gl 4:14). A Bíblia revela interesses humanos específicos. Por exemplo, Oséias possuía um interesse rural, Lucas, uma preocupação médica, e Tiago, um amor pela natureza.

Entre os autores da Bíblia há um legislador (Moisés), um general (Josué), profetas (Samuel, Isaías e outros), reis (Davi e Salomão), um músico (Anafe), um boieiro (Amós), um príncipe e homem de estado (Daniel), um sacerdote (Esdras), um coletor de impostos (Mateus), um médico (Lucas), um erudito (Paulo) e pescadores (Pedro e João). Com tal variedade de ocupações entre os que escreveram a Bíblia, é simplesmente natural que seus interesses e diferenças pessoais possam estar refletidos em seus escritos.

Como Cristo, a Bíblia é completamente humana, mas mesmo assim sem erros. Esquecer-se da humanidade das Escrituras pode levar-nos a impugnar falsamente sua integridade por esperarmos um nível de expressão maior do que é o usual num documento humano. Isso vai ficar mais claro quando abordarmos os próximos erros em que incidem os críticos.

7 - Presumir que um relato parcial seja um relato falso.

Com freqüência, os críticos tiram conclusões precipitadas com respeito a um relato parcial, tomando-o como falso. Entretanto, não é bem assim. Do contrário, quase tudo o que se tenha dito seria falso, já que poucas vezes há tempo e espaço suficientes para uma abordagem completa.

Ocasionalmente, a Bíblia expressa a mesma coisa de diferentes modos, ou pelo menos de diferentes pontos de vista, em tempos distintos. Portanto, a inspiração não exclui diversidade de expressão. Cada um dos quatro autores do Evangelho relata a mesma história de uma maneira diferente, para um grupo diferente de pessoas, e às vezes citam o mesmo incidente com palavras diferentes. Compare, por exemplo, aquela famosa confissão de Pedro no Evangelho segundo:

Mateus: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (16:16).
Marcos: "Tu és o Cristo" (8:29).
Lucas: "És o Cristo de Deus" (9:20).

Até mesmo os Dez Mandamentos, os quais foram escritos "com o dedo de Deus" (Dt 9:10), quando entregues, pela segunda vez, apresentam-se com variações (compare Êx 20:8-11 com Dt 5:12-15). Há muitas diferenças entre os livros de Reis e de Crônicas nas descrições que eles fazem dos mesmos eventos; contudo, não incidem em nenhuma contradição nos acontecimentos que narram. Se expressões assim tão importantes puderam ser feitas de maneiras diferentes, então não há por que o restante das Escrituras ter de expressar a verdade apenas de uma forma literal e inflexível em sua abordagem.

8 - Exigir que as citações do Antigo Testamento feitas no Novo Testamento sejam sempre exatas.

Os críticos com freqüência apontam para as variações ocorridas quando o NT cita passagens do AT, como provas de erro. Entretanto, se esquecem de que uma citação não tem de ser uma repetição exata do que está escrito. Era então, como é hoje, perfeitamente aceitável o estilo literário que dá a essência de uma afirmação ou pensamento, sem que se empregue precisamente as mesmas palavras. Um mesmo significado pode ser transmitido sem o uso das mesmas expressões verbais.

As variações que ocorrem nas citações de textos do AT feitas no NT enquadram-se em diferentes categorias. Às vezes é outra pessoa que está falando. Por exemplo, Zacarias registra que o Senhor está dizendo: "olharão para mim, a quem traspassaram" (Zc 12:10). Quando isto é citado no NT, é João – e não Deus – que está falando: "verão aquele a quem traspassaram" (João 19:37).

Outras vezes os escritores do NT citam apenas uma parte do texto do AT. Jesus fez isso quando esteve na sinagoga da cidade de Nazaré (Lc 4:18-19, citando Is 61:1-2). De fato, ele parou no meio de uma sentença. Se tivesse ido mais além, Jesus não poderia ter dito o que disse em seguida: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (v. 21). É que, precisamente, a continuação daquela frase – "e o dia da vingança do nosso Deus" – é uma referência à sua segunda vinda.

Algumas vezes, o NT parafraseia ou resume um texto do AT (por exemplo, Mt 2:6). Outras vezes, mistura dois textos em um (Mt 27:9-10). Ocasionalmente, uma verdade geral é mencionada sem a citação de um texto específico. Por exemplo, Mateus diz que Jesus mudou-se para Nazaré "para que se cumprisse o que fora dito, por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno" (Mt 2:23). Note que Mateus não cita um determinado profeta, mas sim "profetas" em geral, de modo que seria inútil insistir na procura de um determinado texto do AT em que esta profecia fosse encontrada.

Também há momentos em que o NT aplica um texto de um modo diferente em relação ao AT. Por exemplo, Oséias aplica "do Egito chamei o meu filho" à nação messiânica e Mateus, ao produto daquela nação, o Messias (Mt 2:15 e Os 11:1). Em caso algum, porém, o NT interpreta de forma errada ou não aplica corretamente o AT, nem ainda tira qualquer conclusão do que não esteja presente naquele texto. Em resumo, o NT não comete erros quando cita o AT, como acontece quando os críticos citam o NT.

9 - Assumir que diferentes narrações sejam falsas.

Pelo simples fato de divergirem entre si duas ou mais narrações do mesmo acontecimento, isso não significa que elas sejam mutuamente exclusivas.

Por exemplo, Mateus (26:5) diz que havia um anjo junto ao túmulo de Jesus depois da ressurreição, ao passo que João nos informa que havia dois (20:12).Não há, porém, nenhuma contradição.De fato, há uma infalível regra matemática que facilmente explica este problema: onde quer que haja dois, sempre há um - e nisso não existe erro!Mateus não diz que havia apenas um anjo. È necessário acrescentar a palavra "apenas" no registro dele para fazê-lo entrar em contradição com o de João. Mas se o crítico vem até a Bíblia para mostrar os erros dela, então o erro não está na Bíblia, mas sim no crítico.

De igual forma, Mateus (27:5) nos informa que Judas enforcou-se. Mas Lucas diz que Judas, "precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram"(At 1:18).

Uma vez mais, estes dois relatos diferem entre si, mas não são mutuamente exclusivos. Se Judas enforcou-se numa árvore à beira de um penhasco, e se o seu corpo caiu em pontudas rochas em baixo, então, suas entranhas se derramaram para fora, da maneira como tão bem Lucas descreve.

10 - Presumir que a Bíblia aprova tudo o que ela registra.

É um erro admitir que tudo o que a Bíblia contém seja recomendado por ela. Toda a Bíblia é verdadeira (Jo 17:17), mas ela registra algumas mentiras, como por exemplo as de Satanás (Gn 3:4; conforme Jo 8:44) e a de Raabe (Js.2:4). A inspiração está sobre toda a Bíblia de forma tão completa e abrangente que ela registra com exatidão e verdade até mesmo as mentiras e os erros dos que pecaram. A verdade, na Bíblia, encontra-se no que ela revela, não em tudo que ela registra. Sem que se faça esta distinção, pode-se concluir de maneira errada que a Bíblia ensina imoralidade, porque ela narra o pecado de Davi (2 Sm 11:4); ou que ela promove a poligamia, porque registra o caso de Salomão (1Rs 11:3); ou que ela ensina o ateísmo, por citar o tolo que diz: "não há Deus" (Sl. 14:1).

11 - Esquecer-se que a Bíblia faz uso de uma linguagem comum, não-técnica.

Para que algo seja verdadeiro, não é necessário fazer uso de uma linguagem erudita, técnica ou, assim chamada, "científica". A Bíblia foi escrita por pessoas comuns de todas as gerações, e, portanto, emprega a linguagem comum, do dia a dia. O uso de uma linguagem não-científica, não vai de encontro á ciência, pois ela é anterior à ciência.

As escrituras foram escritas em tempos antigos, com padrões antigos, e seria algo anacrônico impor sobre elas padrões científicos modernos.

Contudo, não é menos científico falar que "o sol se deteve" (Js 10:13) do que se referir ao "nascer do sol" (Js 1:15). Ainda hoje os meteorologistas mencionam todo dia sobre a hora do "nascer" e do "pôr-do-sol".

12 - Considerar que números arredondados sejam errados.

Outro engano algumas vezes cometido pelos críticos é quando eles alegam que há erro em números que foram arredondados. Não é assim. Números arredondados são apenas isso: números arredondados.

Como ocorre no linguajar comum, a Bíblia faz uso de números arredondados (1 Cr 19:18; 21:5).

Por exemplo, quando se referiu ao diâmetro como sendo um terço da circunferência. Do ponto de vista da sociedade tecnológica atual, pode ser impreciso tomar como sendo três o que na realidade é 3,14159265..., o que não é incorreto para um povo antigo, vivendo numa era não tecnológica.Três é o arredondamento do número "PI".Isso é o suficiente para o "mar de fundição" (2 Cr 4:2), na medida de um antigo templo hebreu, embora esta precisão não seja, hoje em dia, suficiente para os cálculos feitos por um computador, num foguete moderno.Mas não temos de esperar encontrar precisão científica numa era pré científica.De fato, isso seria tão anacrônico como usar um relógio de pulso numa peça de Shakespeare.

13 - Não observar que a Bíblia faz uso de diferentes recursos literários.

Um livro inspirado não precisa ser composto num único estilo literário. Foram seres humanos que escreveram os livros da Bíblia, e a linguagem humana não se limita a uma única forma de expressão.Assim,não há por que supor que apenas uma forma de expressão ou apenas um gênero literário tenha de ter sido empregado num livro divinamente inspirado.

A Bíblia revela muitos recursos literários. Vários de seus livros acham-se inteiramente escritos em estilo poético (por exemplo, Jó, Salmos, Provérbios).Os evangelhos sinóticos estão cheios de parábolas. Em Gálatas 4, Paulo faz uso de uma alegoria. No NT acham-se muitas metáforas (por exemplo, 2 Co 3:2-3, Tg 3:6) e comparações (Mt 19:24, 23:24). Figuras de linguagem são comuns por toda a Bíblia.

Não se constitui erro o autor bíblico fazer uso de uma figura de linguagem, mas é errado tomar uma figura de linguagem de forma literal.

Obviamente, quando a Bíblia fala do crente que se acolhe à sombra das "asas" de Deus (Sl 36:7), isso não quer dizer que Deus seja uma ave com bela plumagem. De igual modo, quando a Bíblia fala que Deus "desperta" (Sl 44:23), como se ele estivesse dormindo, trata-se de uma figura de linguagem que indica a inatividade de deus antes de ele ser levado a exercer o juízo pelo pecado humano.Temos de ter todo o cuidado na leitura das figuras de linguagem das Escrituras.

14 - Esquecer-se que somente o texto original é isento de erros, e não qualquer cópia das Escrituras.

Quando os críticos descobrem um genuíno erro numa cópia (manuscrito) cometem outro erro fatal. Eles assumem que o erro se encontra também no texto original das Escrituras, no texto inspirado.Esquecem-se que Deus proferiu o texto original das Escrituras, não as cópias.portanto, somente o texto original é isento de erros. A inspiração não garante que toda cópia do original fique sem erros. Portanto, temos de levar em conta que pequenos erros podem ser encontrados em alguns manuscritos, que são cópias do texto original. Mas, de novo, como Agostinho com sabedoria observou, quando nos depararmos com um, assim chamado, "erro" na Bíblia, temos de admitir uma entre duas alternativas: ou o manuscrito não foi copiado corretamente, ou não entendemos as escrituras direito. O que não podemos pressupor é que deus tenha cometido um erro na inspiração do texto original.

Embora as atuais cópias das Escrituras sejam muito boas, elas também não são isentas de erros. Por exemplo, 2 Reis 8:26 dá a idade de Acazias como sendo 22 anos, ao passo que 2 crônicas 2:22 registra 42 anos.Este segundo número não pode estar correto, pois implicaria que Acazias fosse mais velho que seu pai.Obviamente trata-se de um erro do copista, mas isso não altera a inerrância do original.

Algumas coisas temos de observar com respeito ao erro dos copistas. Em primeiro lugar são erros feitos nas cópias, não no original.Jamais alguém encontrou um original com um erro.Em segundo lugar são erros com menor importância (com freqüência em nomes e números), que não afetam nenhuma doutrina da fé cristã.

Em terceiro lugar, esses erros dos copistas são relativamente em pequeno número.

Em quarto lugar, geralmente pelo contexto ou por outro texto das Escrituras, podemos saber qual passagem incorre em erro. Por exemplo, no caso acima, a idade certa de Acazias é 22 e não 42, já que ele não poderia ser mais velho que seu pai.

Finalmente, muito embora possa haver em erro de cópia, a mensagem inteira ainda assim é perfeitamente entendida. Nesses casos, a validade da mensagem não se altera.por exemplo, se você recebesse uma carta como esta, você não entenderia a mensagem por completo?E você não iria correndo atrás do seu dinheiro?

Você foi contemplado no sorteio tal e tal e é o ganhador da importância de cinco milhões de reais.”.

Mesmo havendo um erro na primeira palavra, a mensagem inteira é compreensível - você possuiu mais cinco milhões! E se no dia seguinte você recebesse mais uma carta, com os dizeres, aí você teria ainda mais certeza:

"Você foi contemplado no sorteio tal e tal e é o ganhador da importância de cinco milhões de reais."

Na verdade, quanto mais erros deste tipo houver (cada um num lugar diferente), tanto mais certo você estará com respeito á mensagem original. É por isso que os erros dos escribas nos manuscritos bíblicos não afetam a mensagem básica da Bíblia.Assim , na prática, por mais imperfeições que haja nos manuscritos utilizados, a Bíblia que temos em nossas mãos transmite a verdade completa da original Palavra de Deus.

15 - Confundir afirmações gerais com universais.

Com freqüência os críticos rapidamente chegam à conclusão de que afirmações que não mencionam restrições não admitem exceções.

Apoderam-se de versículos que apresentam verdades geraise então regozijam-se em mostrar óbvias exceções. Ao fazerem isso, se esquecem de que tais afirmações foram feitas com a intenção de serem generalizações.

O livro de Provérbios é um bom exemplo de casos assim. Dizeres proverbiais, por sua própria natureza, dão-nos apenas uma direção, e não uma certeza aplicável a todos os casos.

São regras para a vida, mas regras que admitem exceções. Provérbios 16:7 é um destes casos.A afirmação é: "Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos".Isto obviamente não tinha a intenção de ser uma verdade universal.Paulo era agradável ao Senhor, e seus inimigos o apedrejaram (At 14:19).Jesus foi agradável ao Senhor e seus inimigos o crucificaram!Não obstante, esta é uma regra geral: aquele que vive de modo a agradar ao Senhor poderá minimizar o antagonismo de seus inimigos.

Outro exemplo de uma verdade geral é Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”. Entretanto, outras passagens da Bíblia nos mostram que nem sempre é verdade.De fato, alguns homens piedosos na Bíblia, inclusive Jó, Eli e Davi) tiveram filhos perversos.Este provérbio não contradiz a experiência, por ser um princípio geral, que se aplica de maneira geral, mas que permite exceções em casos isolados.Os provérbios não têm a característica de ser garantias absolutas.Antes, eles expressam verdades que nos proporcionam conselhos e direções úteis, que cada um de nós deve aplicar à nossa própria vida, a cada dia.

Não passa de um simples erro presumir que a sabedoria de um provérbio seja sempre uma verdade universal. Os provérbios são sabedoria (direções gerais), não leis (imperativos com aplicação universal).Quando a Bíblia declara "...vós sereis santos, porque eu sou santo" (Lv 11:45), então não há exceções.Santidade, bondade, amor, verdade e justiça estão na raiz precisa da natureza de deus, que é imutável e, por isso, não admite exceções.Mas a sabedoria toma as verdades universais de Deus e as aplica a circunstâncias específicas sujeitas a alterações, as quais por sua própria natureza mutável, nem sempre produzirão os mesmos resultados.Não obstante, a sabedoria ainda assim é muito útil como um guia para a vida, mesmo admitindo-se eventuais exceções.

16 - Esquecer-se que uma revelação posterior sobrepõe-se a uma anterior.

Algumas vezes os críticos das Escrituras se esquecem do princípio da revelação progressiva.. Deus não revela tudo de uma só vez, nem determina sempre as mesmas condições para todos os períodos do tempo. Portanto, algumas de suas revelações posteriores vão sobrepor-se a afirmações anteriores.

Os críticos da bíblia às vezes confundem uma mudança na revelação com um erro.

O erro, entretanto é do crítico. Por exemplo, o fato de que mão ou pai de uma criança permita que ela quando bem pequena coma com a mão, para somente mais tarde ensinar-lhe a comer com a colher não é uma contradição.Nem ainda a mãe ou o pai estará se contradizendo quando, mais tarde insistir para que o filho use um garfo, e não mais uma colher, para comer vegetais.Isto é revelação progressiva, sendo cada ordenança adequada á circunstância particular em que a pessoa se encontra.

Houve uma época em que Deus testou a humanidade proibindo-a de comer o fruto de uma determinada árvore no jardim do éden (Gn 2:16-17). Este mandamento do AT não está mais em vigor, mas a revelação posterior não contradiz a anterior. Também houve um período (sob a lei de Moisés) em que Deus ordenou que animais fossem sacrificados pelo pecado do povo. Entretanto, desde que Cristo ofereceu o sacrifício perfeito pelo pecado (Hb 10:11-14), esse mandamento de AT não está mais em vigor.Aqui, de novo, não há contradição entre o mandamento posterior e o anterior.

De igual forma, quando Deus criou a raça humana, ele ordenou que se comessem apenas frutas e vegetais (Gn1:29).Mas depois, quando as condições se alteraram após o dilúvio, Deus ordenou que se comesse também carne (Gn 9:3).Tal mudança de uma condição herbívora para uma carnívora é uma revelação progressiva, mas não se constitui uma contradição.

De fato, todas as subseqüentes revelações são simplesmente mandamentos diferentes para pessoas diferentes em tempos diferentes, dentro de um plano geral de Deus para a redenção.

É certo que Deus não pode alterar mandamentos que têm que ver com a sua natureza imutável (cf. Ml 3:6;Hb 6:18).Por exemplo, sendo Deus amor (1 Jo 4:16), ele não pode ordenar que o odiemos.Nem pode ordenar o que é logicamente impossível, como, por exemplo, oferecer e, ao mesmo tempo e com o mesmo propósito, não oferecer um sacrifício pelo pecado.

Mas apesar desses limites de ordem lógica e moral, Deus pode e revelou-se de forma progressiva e não contraditória. Quando porém, os fatos relativos a sua revelação são tirados do próprio contexto e comparados a outros anteriores, podem parecer uma contradição.Esse contudo, é o mesmo tipo de erro de quem acha que a mãe está se contradizendo ao permitir que o filho, agora mais velho, vá dormir mais tarde.

Depois de quarenta anos de estudo contínuo e cuidadoso da Bíblia, a única conclusão a que se pode chegar com respeito aqueles que pensam ter descoberto um único erro na Bíblia é que eles não sabem muita coisa a respeito dela - na verdade, sabem é muito pouco sobre a Bíblia!

Isso não significa, é claro que entendemos todas as dificuldades existentes nas Escrituras. Mas certamente, isso nos faz crer que Mark Twain tinha razão ao concluir que não era a parte da Bíblia que ele não entendia o que mais o incomodava, mas as partes que ele compreendia, estas, sim, o incomodavam!

17 - Deixar de interpretar passagens difíceis à luz das que são claras.

Algumas passagens das Escrituras são de difícil compreensão. Às vezes a dificuldade é por serem obscuras.Outras vezes a dificuldade está em que uma passagem parece estar ensinando algo contrário ao que em outra parte da escritura ensina com clareza.Por exemplo, Tiago parece estar dizendo que a salvação é pelas obras (Tg 2:14-26), ao passo que Paulo ensinou com toda clareza que é pela graça (Rm 4:5;Tt 3:5-7; Ef 2:8-9). Neste caso, Tiago não deve ser interpretado de maneira a contradizer Paulo. O apóstolo Paulo está falando de justificação perante Deus (o que é pela fé somente), ao passo que Tiago está se referindo à justificação perante os homens (que não têm como ver a nossa fé, mas somente as nossas obras).
Um outro exemplo encontra-se em Filipenses 2;12, em que Paulo diz: "desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor".Aparentemente isto parece estar dizendo que a salvação é pelas obras.Contudo,inúmeras passagens das escrituras claramente contradizem tal idéia, pois afirmam: "salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de deus para que ninguém se glorie"(Ef 2:8-9);"ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça (Rm 4:5);"não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, (é que) ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" (Tt 3:5).

Quando esta frase de difícil compreensão - "desenvolvei a vossa salvação" - é entendida à luz dessas passagens tão claras, podemos ver que, qualquer que seja o significado dela, uma coisa é certa: ela não significa que somos salvos pelas obras. De fato, o seu significado é encontrado principalmente no versículo seguinte.Temos de desenvolvera nossa salvação porque a graça de Deus tem operado em nosso coração.Nas próprias palavras de Paulo:" porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2:13).


SOLA SCRIPTURA!

Alerta Geral 02 !!!


ABAIXO-ASSINADO

e
MANIFESTO À SOCIEDADE BRASILEIRA E AOS PODERES CONSTITUÍDOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
CONTRA O PLC 122/2006(Senado Federal), PL 6418/2005(Câmara dos Deputados)


A Sociedade Brasileira, através dos signatários deste abaixo-assinado, vem perante os Poderes constituídos da República Federativa do Brasil, por meio do presente expediente declarativo e denunciativo, fulcrado no nosso direito constitucional fundamental de livre manifestação do pensamento – art. 5º, IV da Constituição Federal – apresentar-lhes, para reflexão e engajamento nesta causa, nosso Manifesto em Defesa da Liberdade Religiosa e Institucional, da Livre Manifestação do Pensamento e contra a aprovação do Projeto 122/2006, que tramita no Senado Federal, e o Projeto 6418/2005, que tramita Câmara dos Deputados, que visam, a pretexto de combater a homofobia, amordaçar os cidadãos e instituições deste país, tendo em vista as razões adiante explicitadas:

1) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque estes, ao criminalizarem toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferem o direito fundamental que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social. A Constituição Federal garante a todos, como mandamento jurídico inviolável, o direito de se posicionar, a favor ou contrariamente, em relação a qualquer fato social ou comportamento humano. Vivemos sob a égide de um sistema constitucional que estabelece, ainda, como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a construção de uma sociedade livre, justa e plural, sem espaço para qualquer tipo de discriminação, inclusive a religiosa, como fazem os dois PL's.
2) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque estes cerceiam o direito constitucional fundamental que temos de liberdade de consciência, crença e culto. Ao afirmarem que toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo – incluindo aqui sermões e textos bíblicos que se posicionam contra as práticas homossexuais – constitui-se em crime de homofobia – isto é, violência contra os homossexuais – o Projeto está a estabelecer no Brasil o mais terrível tipo de legislação penal, típica de Estados totalitários, os Crimes de Mera Opinião. Repudiamos, veementemente, tal tentativa de censura e limitação das liberdades individuais e coletivas, pois manifestar-se contrariamente – sem violência – a respeito de um comportamento nada mais é do que o exercício constitucional, legítimo e legal do direito de liberdade de consciência e crença.
3) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque a Constituição Federal nos afirma e estabelece que, ao contrário do que se quer realizar – isto é, tornar crime manifestações religiosas, filosóficas, científicas e políticas reprovando as práticas homossexuais – “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política” (CF, art. 5º, VIII).
4) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque tais proposições legislativas, por serem de natureza penal e não simplesmente civil, demonstra-nos que o objetivo não é combater a violência contra os homossexuais, mas sim impor tal condição a todos e torná-la imune de críticas ou de posicionamentos contrários. A idéia das proposições legislativas referidas não é conscientizar ou incluir; a idéia é “colocar na cadeia” qualquer do povo que seja contrário ao homossexualismo e manifesta essa sua posição moral e de consciência. Isso nos resta claro, tendo em vista os projetos de lei serem de natureza criminal. Se assim não o fosse, nós nos solidarizaríamos e apoiaríamos tal iniciativa legislativa, porque também somos contra toda e qualquer tipo de violência.
5) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque entendemos que o nosso Ordenamento Jurídico – seja através da Constituição Federal, seja através das demais leis ordinárias ou complementares deste país, já contemplam as reivindicações de proteção que os adeptos dos PL's buscam implementar. Por exemplo, se qualquer cidadão sofrer contra si um ato de violência, seja ela física, psicológica ou moral, já temos leis penais suficientes para serem usadas num caso como esse. Por qual razão, então, se querer privilegiar, concedendo super-direitos, verdadeiros privilégios, a um grupo específico? Todos são iguais perante a lei! E se há necessidade de maior proteção a um grupo específico que se criem políticas públicas de atendimento e não leis penais que visam colocar o restante da sociedade na cadeia!
6) Ademais, cremos na Bíblia como única regra de fé e prática e, em assim sendo, Deus criou o ser humano a Sua imagem e semelhança como homens e mulheres que se unem, religiosa e legalmente, em casamento para a constituição de uma família fundamentada nos princípios e valores da fé cristã. Para nós, a Bíblia, ao estabelecer como pecado o homossexualismo, fá-lo do mesmo modo como o faz para outros tantos tipos de pecado, tais como, a prostituição, o adultério, a inveja, a idolatria, o homicídio, o incesto, a pedofilia, a mentira, a glutonaria, a maledicência, o roubo e etc. Assim, cremos que toda e qualquer conduta pecaminosa deve ser reprovada, porque o pecado afasta o homem e a sociedade de Deus.
7) Por assim ser, crendo na Bíblia como única regra de fé em prática, sabemos que cada um dará conta de si mesmo a Deus, de modo que, as escolhas e predileções que cada um faz aqui neste mundo acontecem, porque Ele nos deu o livre-arbítrio. Deus, através da sua Palavra, aponta-nos o Caminho, a Verdade e a Vida em que devemos andar. Por isso, pregamos, baseados na Bíblia, contra o pecado e amando o pecador. Mas a mensagem da Palavra de Deus é para os que, voluntariamente, abrem o seu coração para a Salvação em Cristo Jesus. O Cristianismo não é impositivo. Ele dá espaço para que o ser humano faça a sua escolha. É assim que a Igreja atua na sociedade: respeitando a liberdade de cada um, mesmo que esta vá de encontro à Palavra de Deus. Somos, assim, porque o nosso Deus não nos fez seres adestrados, ao contrário, Ele nos deu total liberdade para decidirmos sobre as nossas vidas. Ele não nos quer à força ou sob coação. Para nós, quem nos convence do pecado, é o Espírito Santo de Deus e, por assim ser, nada é por força ou por violência.
8) Assim, conclamamos a Sociedade Brasileira e os Poderes Constituídos da República Federativa do Brasil, especialmente, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, a se unirem contra estes Projetos de Lei (PL 122/2006 e PL 6418/2005), inconstitucionais e ilegítimos, que restringem, de modo absoluto, direitos e garantias fundamentais do ser humano e da sociedade em geral, que foram conquistados, historicamente, a preço de muito sangue, suor e lágrimas. Todos são iguais perante a lei. Que não haja nenhum tipo de discriminação promovida pelo próprio Estado, nem que este queira impor – colocando o aparato policial e o sistema prisional a serviço disso – a toda uma sociedade – que, no nosso caso, é eminentemente cristã – o modo de ser de um grupo específico, seja ele qual for, seja ele minoria ou maioria.

Que Deus abençoe a todos!


Dr. Uziel Santana
Professor de Direito da UFS
Colaborador da VINACC


Fonte: http://www.conscienciacrista.org.br/abaixo-assinado/

Faça a sua parte. No final deste link há instruções de como você poderá proceder.

A importância da Apologia!


Geralmente muitos cristãos nunca ou quase nunca ouviram falar em apologia e uma grande parcela nunca leu nada sobre o assunto.


O que é apologia? Para que serve? Onde emprega-la?

Para sabermos o que é apologia precisamos primeiro saber o que não é.

O Que Não é Apologia:

1. Apologia não é criticar a religião dos outros.
2. Apologia não é menosprezar as demais crenças.
3. Apologia não é declarar guerra aos demais credos.

Etimologia da Palavra.

O dicionário "Aurélio século XXI" define apologia como: "Discurso para justificar, defender ou louvar." A palavra grega nos escritos neotestamentario para "responder" é apologia. Essa palavra aparece em I Pedro 3:15 "antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós".

Portanto, apologia dentro do contexto evangélico-eclesiástico, é a habilidade de responder com provas adequadas e sólidas a fé cristã perante as demais religiões. Já que o cristianismo é uma religião de fatos, ou como bem expressou certo apologista: "é uma religião que apela aos fatos da história", ela se serve de tais meios para fundamentar seus argumentos.A apologia é parte inseparável da teologia, sendo que aquela, serve-se desta, para desenvolver um plano lógico e sistemático nas questões argumentativas concernentes á fé cristã.

O cristianismo é uma religião que por sua natureza exclui quaisquer outros credos como verdadeiros, a não ser ele mesmo. Por isso, ele entra em choque com as demais religiões existentes, que são sem exceções, produtos das idéias dos homens, que na ânsia de sua procura pelo sagrado, por Deus, aliena-se nas suas próprias imaginações, resultado da depravação total da qual está sujeita a humanidade sem Deus.

Enquanto as demais religiões apresentam vários intercessores e deuses e mormente vários caminhos que levam a tais deidades, o cristianismo por sua vez apresenta um só mediador e um só caminho que leva a um único Deus verdadeiro. Neste choque de crenças a apologia se torna indispensável. Ela nasce forçosamente como uma resposta ao ataque á sã doutrina que muitas vezes se apresenta sob diversas faces.

Quase todas as epístolas foram escritas visando à defesa da fé cristã (no sentido de corrigir erros doutrinários) contra os ataques de fora, e muitas vezes de dentro da própria igreja.

Por: Presb. Paulo Cristiano
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O que é Hermenêutica?



Hermenêutica Bíblica

O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus.


A IMPORTÂNCIA DESTE ESTUDO

O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15 e 16).

A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).

As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.

A REGRA FUNDAMENTAL

A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia..

PRIMEIRA REGRA

Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário..

SEGUNDA REGRA

É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase..

Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.

TERCEIRA REGRA

É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.

QUARTA REGRA

É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras..

QUINTA REGRA

É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).

SEXTA REGRA

Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.

SÉTIMA REGRA

Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.

Graça e Paz!


Pr. Ruy Marinho