Porque não devemos celebrar o Dia de Finados

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ORIGEM E SIGNIFICADO

O Dia de Finados foi instituído no século X por Santo Odílio, abade beneditino de Cluny, na França, para os mosteiros de sua ordem especificamente, até que a igreja católica universalizou a data.

Conforme o Monsenhor Arnaldo Beltrami, o Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o dia do amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá jamais. Para Beltrami, finados é a celebração da vida eterna que não vai terminar nunca, pois a vida cristã é o viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

De acordo com a doutrina romanista, no Dia de Finados, os católicos não festejam a morte, mas a certeza da ressurreição. Em cada sepultura vê-se a imagem da páscoa cristã e a promessa da vida eterna, como vontade e desejo de Deus.

No século IV, já encontramos a memória dos mortos na celebração da missa. Desde o século V, a igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava, até que no século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano pelos mortos.

A partir do século XIII, esse dia anual por todos os mortos passou a ser comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro se realiza a festa de todos os santos. O dia de todos os santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Finados celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração do dia de todos os santos, devendo-se acender uma vela no cemitério para simbolizar a vida eterna do falecido.

Para os católicos, dizer que quando uma pessoa morre acabou não é verdade. Creem que o testemunho de vida daquele que morreu fica como luz acesa no coração de quem continua a peregrinação. Esse é um dos significados da vela que se acendem nos cemitérios: a luz do irmão não se apagou. A luz da fé reacende a chama dos corações. No Dia de Finados, ao acenderem velas, os católicos buscam para si a iluminação interior que, sabemos pala Palavra de Deus, só é encontrada em Cristo Jesus, João 12:46. [1]

REFUTAÇÃO BÍBLICA

Por essas considerações doutrinárias e informações históricas, creio que os verdadeiros cristãos não devem celebrar o Dia de Finados. Não há certeza de ressurreição sem Cristo e não há possibilidade de vida eterna sem que haja fé salvadora no coração enquanto vivos, João 3:16; João 11:25-26.

A Bíblia é clara ao asseverar que após a morte só nos resta o juízo de Deus, Hebreus 9:27; Mateus 25:31-46, alertando para o fato de toda e qualquer decisão por Cristo deve ser tomada em vida. Não há base bíblica para se orar, rezar ou se penitenciar pelos mortos, mas sim um mandamento imperativo de Jesus para se proclamar o evangelho para os vivos, Mateus 28:19-20.

É verdade que o amor pelos entes queridos não cessa com a morte, da mesma forma que é verdadeiro o fato de que o testemunho daqueles que morreram também não cessa com o sepultamento, Hebreus 11:4. Porém, acreditar que os mortos estejam na sepultura, no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação é prova de total desconhecimento da Palavra de Deus. Infelizmente este engodo é fomentado pelo romanismo, bem como por alguns seguimentos ditos evangélicos, mas devemos rejeitá-lo com veemência bíblica.

A Palavra de Deus assevera que a salvação é alcançada a partir do arrependimento, conjugado a fé incondicional em Jesus, Atos 3:19; Romanos 3:21-26, razão pela qual devemos compreender e aceitar a dura realidade da perdição eterna daqueles que amamos, mas que morreram sem Cristo. Se não proclamamos ou se não testemunhamos de Jesus durante a vida de nossos entes queridos, não adianta chorar ou se penitenciar e nem mesmo acender velas ou reformar sepulturas, no Dia de Finados.

Amados irmãos e irmãs, não devemos celebrar o Dia de Finados, mas sim proclamar vida que Jesus deseja oferecer aos nossos entes queridos a partir do nosso testemunho e da pregação do evangelho verdadeiro que vivenciamos em nosso cotidiano.

Assim como Jesus asseverou que cabe aos mortos cuidar e sepultar os seus mortos, Lucas 9:59-60, devemos transformar todos os nossos dias em dias de vida em Jesus. Assim sendo, pela fé e motivados pelo nosso testemunho, nossos familiares e amigos encontrarão vida em Jesus.

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Nota:
[1] Algumas referências de pesquisa sobre a origem do Dia de Finados, segundo os católicos, encontra-se aqui, aqui e aqui.

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Autor: Pr. Fernando Fernandes é Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis/SP, e professor no Seminário Teológico Batista de São Paulo.
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vila Gerti - São Caetano do Sul/SP
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O Pentecostalismo e seus Danos à Igreja de Deus

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A. Os Três Perigos

Ao longo de sua história, a igreja cristã tem enfrentado três graves perigos: o paganismo, o papismo e o pentecostalismo.

O paganismo ameaçou a igreja logo nos primeiros anos de sua existência, especialmente por meio de um misto de religiões, filosofias e fábulas que mais tarde ficou conhecido como gnosticismo. Esse modelo exercia forte atração sobre os cristãos menos preparados porque, além de oferecer experiências místicas, como visões e coisas do tipo (Cl 2.18), também impunha aos seus seguidores normas de conduta que pareciam piedosas — regrinhas como “não pode isso”, “não pode aquilo” (Cl 2.20-23). O maior atrativo do gnosticismo, porém, estava na alegação de que seus adeptos formavam uma elite espiritual detentora de um grau de espiritualidade e conhecimento (gnosis) que outras pessoas eram incapazes de ter.

O papismo, por sua vez, desenvolveu-se em decorrência de processos muito mais longos e complexos, iniciados já no século 2, e que culminaram no surgimento de uma espécie de príncipe eclesiástico com autoridade universal, supostamente dotado de infinitos poderes temporais e espirituais — uma espécie de deus, reconhecido, aliás, como infalível!

Por causa do papismo, a igreja medieval ficou muitas vezes nas mãos de homens inescrupulosos, imorais e corruptos que, em nome de Cristo e em benefício próprio, cometeram atrocidades como as guerras das Cruzadas, os crimes da Inquisição e a exploração impiedosa do povo por meio da venda de relíquias e de indulgências. O caos e a vergonha a que o papismo lançou a igreja deram ensejo à Reforma Protestante do século 16.

O terceiro perigo, o pentecostalismo, é de todos o mais recente e também o mais danoso, posto que abriga elementos dos dois primeiros e, conforme será demonstrado, trouxe prejuízos para o cristianismo que nem mesmo os piores inimigos da fé foram capazes de causar nesses 2 mil anos de história eclesiástica.

O surgimento do movimento pentecostal geralmente é datado de 1906, ano em que William Joseph Seymour, um pregador afro-americano, iniciou reuniões num barracão na Rua Azuza, número 312, em Los Angeles, EUA. Nessas reuniões, a ênfase era a busca do batismo com o Espírito Santo, o que Seymour cria ser uma experiência mística pós-conversão, acompanhada pelo falar em línguas.

Ora, a Bíblia ensina que o batismo do Espírito Santo é dado a todos os crentes, sem que eles precisem se esforçar para obtê-lo (1Co 12.13; Gl 3.2). Também ensina que isso ocorre no momento da conversão (Ef 1.13), sem nenhuma necessidade de ser evidenciado pelo dom de línguas, já que, na Igreja Primitiva, esse dom era dado somente a alguns (1Co 12.30).

Contudo, os seguidores de Seymour criam que o batismo do Espírito Santo era uma espécie de segunda bênção (a primeira bênção seria a conversão) dada por Deus somente a quem a buscasse com orações, jejuns, clamores, lágrimas e vigílias. Por isso, testemunhas oculares relataram que, na Rua Azuza, as pessoas passavam dias e noites gritando, chorando, gemendo, uivando, pulando, girando e se contorcendo, enquanto clamavam pela “bênção”. Já os que eram “batizados” balbuciavam o que criam ser línguas estranhas e, em êxtase, caíam no chão onde ficavam rolando ou se sacudindo, numa manifestação frenética de loucura total. Outros, ainda, desmaiavam e ficavam deitados por horas a fio, inertes como se estivessem mortos.

Tudo isso, pensavam, era necessário e valia a pena, pois o batismo do Espírito Santo, uma vez recebido, elevaria o crente a um novo e mais rico patamar espiritual, tornando-o participante de uma elite de homens santos e fazendo-o desfrutar de uma vida repleta de experiências poderosas e arrebatadoras com Deus.

Foi dito aqui que o primeiro grande perigo que ameaçou a igreja de Cristo foi o paganismo manifesto em doutrinas gnósticas. Pois bem… O pentecostalismo demonstrou ser um dos maiores danos que já sobrevieram à igreja porque, com sua ênfase numa doutrina jamais ensinada nas Escrituras, trouxe de volta para o cristianismo precisamente aquelas velhas noções pagãs, apegando-se ao êxtase, ao frenesi espiritual e, especialmente, ao principal conceito gnóstico da existência de uma elite espiritual que se situa acima dos crentes comuns.

Então, como ocorreu com o gnosticismo nos séculos 1 e 2, a possibilidade de provar emoções novas e de fazer parte de uma elite espiritual fez com que o pentecostalismo atraísse uma imensa massa de pessoas ignorantes, ávidas por experiências místicas e sedentas por conquistar o reconhecimento e a admiração dos seus correligionários.

Conforme dito anteriormente, a segunda maior ameaça sofrida pela igreja ao longo dos séculos foi o papismo. Ora, o pentecostalismo também não deixou de fora os principais elementos desse mal. Com efeito, além de trazer novamente para a igreja de Cristo o velho paganismo combatido pelos pais apostólicos do século 2, o movimento pentecostal trouxe também para a igreja evangélica o velho papismo combatido pelos reformadores do século 16. A diferença é que o papismo pentecostal é um papismo piorado.

De fato, se no romanismo foi acolhida a figura de um papa apenas, no movimento pentecostal ocorreu a diabólica proliferação de um exército de pequenos papas locais, todos reivindicando autoridade divina e infalibilidade absoluta sob os títulos de bispo, apóstolo, profeta ou patriarca.

Com incrível ousadia, todas essas figuras alegam que Deus lhes fala diretamente e, à semelhança dos pontífices medievais, não aceitam que suas opiniões ou condutas sejam questionadas por ninguém e em nenhum grau. Também à semelhança dos papas renascentistas, esses facínoras exploram a boa-fé do povo e juntam tesouros para si, vendendo quinquilharias que dizem ser santas e dotadas de poder. Na verdade, isso acontece hoje numa escala tão grande que é fácil concluir que os papas medievais, em termos de engano e estelionato, teriam muito que aprender com os pequenos papas da atualidade que reinam soberanos nas igrejas pentecostais.

Β. Uma fábrica de seis males

Se o pentecostalismo abriga elementos do paganismo e do papismo, há também outras razões muito mais perceptíveis que comprovam que essa vertente dita evangélica é um risco terrível para a causa cristã. Para expor essas razões, basta descrever o pentecostalismo como uma fábrica de seis males: heresia, superstição, falsos irmãos, hipocrisia, desordem e desilusão. Neste artigo serão expostos somente os dois primeiros males. Os demais serão abordados na parte 3 desta série.

Por que podemos afirmar seguros que o pentecostalismo é uma fábrica de heresias? A resposta é simples e lógica: Crendo que Deus fala diretamente aos seus apóstolos e profetas, bem como àqueles que foram agraciados com a “segunda bênção”, os pentecostais não valorizam o estudo teológico, a exegese ou mesmo as lições mais elementares da hermenêutica bíblica. Para que — dizem eles — se afadigar na análise do texto bíblico, no aprendizado das línguas originais ou na leitura de obras de profundidade doutrinária se Deus nos fala diretamente? Aliás, no afã de ressaltar essa fábula, alguns pastores mais criativos deixam uma cadeira vazia ao seu lado no púlpito, afirmando que aquele lugar é ocupado por um anjo ou pelo próprio Espírito Santo que, pondo-se ao seu lado, sussurra as coisas que ele deve dizer à multidão.

Agravando essa situação, grande parte dos líderes pentecostais se opõe ferozmente ao estudo da teologia, dizendo que “a letra mata” (2Co 3.6). Ora, o fácil contexto dessa citação é suficiente para mostrar que Paulo fala ali da Lei Mosaica (a letra) e seu impacto mortal sobre aqueles que tentam ser justificados através da sua observância. Para os pentecostais, porém, nesse texto, Paulo, justamente o apóstolo mais estudioso do Novo Testamento (At 26.24), reprovava o dedicado estudo da Palavra de Deus!

O resultado dessas proezas é que o pentecostalismo acaba sendo um prato cheio para os que se deleitam na preguiça intelectual e dá ensejo para que homens sem preparo, seguindo as imaginações de seu próprio coração e chamando tudo o que lhes vêm à mente de “revelação”, ensinem aos seus seguidores absurdos que vão desde as tolices mais chocantes até as heresias mais deploráveis e destruidoras. Na verdade, esse fato é tão notável e evidente que qualquer crente com conhecimento teológico básico sabe que é mais fácil encontrar um dente na boca de um torcedor corintiano do que uma frase de alto valor doutrinário na boca de um pastor pentecostal.

De fato, poucas vezes na história do pensamento cristão existiu uma fábrica de heresias tão produtiva como o pentecostalismo. Há algum tempo eu adquiri o grau de mestre (Th.M) em teologia histórica e posso afirmar depois de muitos anos de estudo que nem Márcion, o arqui-herege do século 2, nem os montanistas, nem os defensores da cristologia heterodoxa que ameaçou a igreja nos séculos 4 e 5, nem os cátaros, nem o catolicismo medieval, nem os radicais da época da Reforma, nem as seitas pseudocristãs da atualidade superaram o pentecostalismo na produção de doutrinas blasfemas, desvios teológicos, erros de interpretação, ensinos destruidores, lições vergonhosas e propostas antibíblicas.

Quem duvida, deve estudar esses movimentos e compará-los com as aberrações que dia após dia brotam dos púlpitos pentecostais. Sem dúvida, o crente sincero se sentiria mais à vontade numa missa dirigida pelo Papa Inocêncio III do que num “culto de libertação” realizado por pentecostais. Se bem que, na verdade, o melhor mesmo seria não comparecer em nenhuma das duas reuniões.

O segundo mal que a máquina pentecostal produz incansavelmente é a superstição. Mais uma vez, a noção de que Deus fala diretamente a seus profetas, revelando coisas novas a cada dia, fez com que o pentecostalismo abrisse as portas para o misticismo religioso, repleto de crendices toscas inventadas por pessoas que diziam ter recebido uma “revelação” qualquer.

Os reformadores do século 16 afirmavam que a superstição é filha da ignorância. Assim, sem conhecer a doutrina bíblica e fiando-se nas ilusões de inúmeros sonhadores, os pentecostais passaram a acreditar em frases mágicas (“eu determino”, “tá amarrado”; “eu tomo posse”, “eu não aceito…”), em rituais de quebra de maldição, na força maior de orações feitas de madrugada, no poder de objetos ungidos com óleo de cozinha e até em água milagrosa obtida por meio de um copo deixado sobre o aparelho de TV durante a transmissão de um programa evangélico qualquer.

Percebendo a facilidade com que as massas criam nessas fábulas, homens perversos e impostores foram atraídos para o meio pentecostal onde conquistaram facilmente postos de liderança (para se destacar no meio pentecostal basta gritar, sapatear e rodopiar bastante). Então, movidos pela ganância, esses homens inventaram ainda mais superstições, criaram um amplo comércio de relíquias muito semelhante ao que a igreja católica explorou na Idade Média e enriqueceram vendendo cacarecos ungidos para o povo iludido, prometendo saúde e prosperidade por meio dessas coisas (2Pe 2.1-3).

A massa desesperada seguiu esses golpistas, acreditando que sua vida ia melhorar e, então, os salões pentecostais ficaram lotados. Foi assim que o pentecostalismo fez com que a igreja do Senhor recebesse a fama de um covil de ladrões e a maravilhosa fé cristã, exposta e defendida por gigantes e santos do passado, ficasse com a pecha de uma religião de feiticeiros, muito semelhante à macumba, ao candomblé, ao baixo catolicismo e ao fetichismo de tribos primitivas. Com efeito, nenhuma outra estratégia do diabo foi capaz de emporcalhar tanto o santo nome da igreja de Deus.

O terceiro mal que o pentecostalismo fabrica incessantemente são os falsos irmãos. Infelizmente, ao contrário do que muitos pensam, um número enorme de pentecostais jamais conheceu a salvação anunciada no verdadeiro evangelho. Isso acontece especialmente porque quem se filia a esse movimento geralmente o faz em busca dos milagres de Cristo e não do seu perdão. Porém, outra causa para o grande número de incrédulos dentro dessa vertente evangélica está no fato de que os pentecostais acreditam piamente na heresia arminiana da perda da salvação.

Consequentemente, ainda que afirmem em teoria que a salvação é somente pela fé em Cristo, na prática, os pentecostais vivem tentando se manter salvos por meio da religiosidade aparente, das práticas rituais e da observância de regrinhas inventadas pela igreja. Por incrível que pareça, muitos deles chegam a acreditar que preservam a salvação porque não deixam a barba crescer ou porque nunca vestiram uma bermuda!

Tudo isso mostra que muitos pentecostais jamais entenderam as Boas Novas de Cristo, sendo apenas incrédulos cheios de medo tentando melhorar de vida ou buscando ser salvos pelo esforço próprio.

Obviamente, essa presença enorme de falsos crentes no meio evangélico, produzida especialmente pelo movimento pentecostal, é uma das principais causas do descrédito a que foi lançado o cristianismo nos tempos modernos.

A hipocrisia é o quarto mal que a máquina pentecostal fabrica. A ênfase numa espiritualidade marcantemente exterior, com gritos, pulos e quedas no chão, deu espaço para constantes representações teatrais. Com efeito, simulando o que chamam de “transbordar do Espírito”, muitos pentecostais sapateiam, rodopiam e se contorcem como loucos, tudo para convencer os outros de que são fervorosos espiritualmente. Também a altíssima valorização do falar em línguas impeliu esse povo ao fingimento, levando-os a repetir, por conta própria, três ou quatro sílabas desconexas a fim de dar a impressão de que foram agraciados com o maravilhoso dom descrito em Atos 2 (muitos deles, depois de “falar em línguas de anjos” no domingo, falam a língua dos demônios durante a semana na forma de palavrões!). Buscando ainda status dentro da igreja, muitos pentecostais fingem profetizar, quando, na verdade, somente dizem qualquer coisa que lhes venha à mente e que possa estar relacionada à vida alheia. Naturalmente, todo esse teatro é facilmente percebido por qualquer pessoa normal, o que transforma a fé cristã em motivo de piadas aos olhos dos incrédulos.

O quadro descrito acima desemboca facilmente no quinto mal produzido pelas igrejas pentecostais: a desordem. Nem num hospício, nem num desfile de carnaval, nem na Câmara dos Deputados em Brasília é possível ver e ouvir as loucuras e sandices que se veem e ouvem num culto pentecostal. Ali uns riem, outros uivam; uns correm de lá para cá, outros rolam no chão; uns dançam, outros oram aos gritos… No final, dizem que tudo isso é fervor ou ação do Espírito Santo. Pra piorar, os pentecostais ainda afirmam que a igreja ordeira, centrada no estudo da Palavra, marcada por decência, reverência e santo temor é, na verdade, fria e precisa aprender muito com eles se quiser amadurecer na vida cristã!

Finalmente, o sexto mal que se origina no pentecostalismo é a desilusão. Ouvindo profecias vazias e revelações inventadas, muitas pessoas criam esperanças que jamais se cumprem e que as lançam, enfim, num poço de frustração. Quando isso acontece, para agravar a situação, mestres impostores as atormentam ainda mais, dizendo que as ditas profecias não se cumpriram por causa da falta de fé. Então, além de frustradas, essas pessoas passam a se sentir também culpadas, vivendo infelizes pelo resto da vida.

Outros, seguindo orientações que lhes disseram ter sido reveladas por Deus, tomam decisões ou praticam coisas que acabam por destruir sua família, seu casamento, sua juventude, seu futuro, sua saúde, sua carreira e seu patrimônio. Quando, enfim, despertam para isso, percebem muitas vezes que é tarde demais.

Há ainda aqueles que, numa busca escravizadora pelo que acreditam ser o batismo do Espírito Santo, entregam-se a um rigorismo cruel que os priva do lazer (cinema é pecado!), do conforto (mulher de calça comprida? Nem pensar!), do alegre convívio com os filhos pequenos (ir à praia com eles seria pura carnalidade!) e até dos prazeres do leito conjugal. No fim de tudo, ao descobrirem que nada disso teve qualquer proveito, passam a se lamentar frustrados, percebendo que foram enganados, que a vida passou e que aquilo que perderam não pode mais ser recuperado.

Veem-se, assim, quão horríveis são os males causados pelo pentecostalismo. Como evitá-los? Como fugir deles? Esse será o tema do último artigo desta série.

C. Ressalvas e Opções

Muitas pessoas vão dizer que nesta série de artigos eu faço confusão entre pentecostalismo e neopentecostalismo. Dirão que, na verdade, é somente o neopentecostalismo que realiza os abusos que tenho enumerado, estando o pentecostalismo “clássico” livre disso tudo.

Esse parecer resulta de certas distinções que foram feitas no passado entre o chamado pentecostalismo de “primeira onda” (com ênfase no batismo do Espírito acompanhado de línguas estranhas), o pentecostalismo de “segunda onda” (com ênfase em curas e milagres) e o da “terceira onda” (que adota a teologia da prosperidade). Sem dúvida, essa distinção tem certo valor como forma de classificação que auxilia a análise histórica do movimento. Contudo, a observação do cenário atual mostra que, na prática, a referida diferenciação tornou-se obsoleta, não fazendo mais qualquer sentido.

Com efeito, como acontece em qualquer praia em que uma “onda” logo se mistura com a outra, o mesmo ocorreu com o pentecostalismo. Por isso, hoje é possível perceber que a “primeira”, a “segunda” e a “terceira onda” se mesclaram, viraram uma vaga só, espumando heresias, confusões, fraudes, escândalos e hipocrisias. Assim, a diferença entre pentecostalismo e neopentecostalismo, se houver, poderá talvez ser encontrada na eventual ênfase que cada igreja em particular dá a um erro específico. Na base, porém, todo o movimento se iguala, pois as comunidades que o compõem adotam os mesmos pressupostos, praticam e pregam basicamente as mesmas coisas, afirmando a crença na “segunda bênção”, nas revelações e nos portentos supostamente concedidos por Deus aos seus falsos apóstolos e profetas ilusórios.

Feita essa ressalva, importa agora voltar a atenção para os crentes em Cristo que se encontram nas igrejas pentecostais. Sim, há cristãos de verdade nessas comunidades. Eu conheço muitos deles. Trata-se de irmãos em Cristo que percebem que algo está errado, que sentem a falta de alimento sólido, que observam inconformados aquelas manifestações fingidas de arrebatamento espiritual, que sofrem percebendo a ação de espertalhões e a santidade hipócrita de quem louva a Deus com gritos mas tem a vida suja (Is 29.13).

São irmãos que, à vezes, se sentem culpados, pensando: “Será que o errado sou eu? Será que não tenho fervor? Será que Deus está realmente agindo aqui e só eu não estou vibrando? Por que não sinto vontade de gritar e pular? Por que não consigo falar em línguas? E quanto a essas profecias, curas e orações barulhentas? Será que só eu percebo que são forçadas?”.

Tive contato com muitos irmãos amados que enfrentaram esses dilemas no meio pentecostal e que hoje estão num aprisco bíblico. Outros, porém, geralmente por causa de vínculos sociais e afetivos, ainda vivem nesse meio, mesmo se sentindo incomodados e pouco à vontade. Para esse crentes de verdade, creio haver quatro opções:

1. Permanência com influência: Nessa primeira opção, o crente permanece na igreja em que está, tentando mudar as coisas. Trata-se de uma decisão nobre, mas a experiência mostra que tem poucos resultados. Ademais, essa opção tem se mostrado perigosa, pois, geralmente, com o passar do tempo, os crentes que a adotam ficam indiferentes diante do erro. Aos poucos, sem que percebam, tornam-se menos rígidos em seus julgamentos. A constante e tácita convivência com a mentira faz com que, para eles, o mal se torne normal (e até engraçado). O resultado final é que, sem alimento espiritual e com as faculdades amortecidas, seu testemunho entra em colapso, seu casamento começa e enfrentar crises e seus filhos, quando crescem, correm para o mundo, dizendo que tudo na igreja não passa de representação barata.

2. Ecclesiola in ecclesia: Essa expressão significa “pequena igreja dentro da igreja” e foi usada especialmente pelos puritanos da Inglaterra para se referir a pequenos grupos de crentes verdadeiros que se reuniam para cultuar a Deus de maneira correta, sem, contudo, se desligar da igreja maior, cheia de erros, à qual pertenciam. Essa opção pode ser útil, especialmente porque uma ecclesiola seria um bom lugar para levar o visitante, sem passar vergonha. Além disso, talvez seja uma forma de obter alimento verdadeiro. Porém, essa alternativa é perigosa porque pode gerar orgulho espiritual ou até mesmo uma forma de elitização. Ademais, a liderança da igreja maior se indisporá com grupos assim e os problemas serão inevitáveis.

3. Formação de uma nova igreja por um grupo: A vantagem dessa opção é o surgimento quase imediato de uma igreja séria. Porém, os perigos dessa medida a tornam desaconselhável. Isso porque a nova igreja nascerá com a fama de dissidente, enfrentando a forte oposição da igreja de origem. Esta, em regra, não poupará esforços para caluniá-la, enfraquecê-la e até destruí-la. Ainda que possa sobreviver a tudo isso, o sofrimento decorrente dessas investidas deixará marcas que poderiam ser evitadas caso fosse adotado um modo de agir diferente.

4. Saída individual pacífica: De todas as alternativas, essa é a melhor. Nessa opção, o crente simplesmente se desliga da comunidade maculada em que se encontra e se filia a uma igreja séria, onde poderá nutrir comunhão com seus irmãos e cultuar a Deus longe de escândalos, encenações e badernas. Na igreja que pastoreio tenho várias ovelhas que, pertencendo a comunidades pentecostais no passado, tomaram essa iniciativa e hoje fazem parte do nosso rol de membros. O senso de terem achado finalmente o seu lar, a alegria de aprender a Palavra de Deus a partir da hermenêutica sadia e o alívio de terem se livrado de um ambiente eclesiástico nocivo, repleto de excessos e de maluquices, fazem desses irmãos os mais gratos e vibrantes crentes que há no nosso meio.

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Autor: Pr. Marcos Granconato
Fonte: Igreja Batista Redenção
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Falso profeta sim; ai de quem achar ruim!

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Neste vídeo aqui, o Edir Macedo, que dispensa apresentações, diz com todas as letras que Deus tem a obrigação de abençoar aquele que oferta em "sua obra". Ele se orgulha deste ensino, diz que ninguém verá isso ser dito em outra igreja evangélica. Ele ainda fala que não é para a pessoa orar pelo favor divino, pois isto é falta de fé. O negócio é ofertar e colocar Deus contra a parede dizendo: "ta aqui a oferta agora me dá a resposta". Macedo chega a caçoar dos que oram pedindo pela "misericórdia de Deus". Realmente a sua teologia pode ser resumida na máxima "ou dá ou desce".


Se você assiste a esse vídeo e não sente nojo, então você precisa reavaliar o seu Cristianismo. Pois, o que este homem faz é pregar as teses de Satanás e não a Fé que nos foi transmitida por Cristo e seus apóstolos. A barganha descrita por Edir Macedo é a mesma que Satanás usou com Jesus. Leia Lucas 4.1-13 e veja que os métodos satânicos ao tentar Jesus são os mesmos que usam os falsos profetas dos nossos tempos, dos quais o Macedo é um dos maiores. A nossa vontade terrena clama por ser alimentada e é isso que Satanás propõe logo de cara pedindo para Jesus transformar as pedras em pães. Continuando a sua investida maléfica, Satanás mostra os reinos do mundo e oferece caso Jesus o adore. O Messias diante de todo o esplendor sabia muito bem que, como disse o teólogo Abraham Kuyper, não há um centímetro quadrado do Universo que o Senhor não declare seu. Essa barganha é típica do Inimigo e não pertence a Deus. Por isso que a pregação “toma lá da cá” é herética e obscura. Deus age por graça e misericórdia, quem faz trocas é o Demônio. 

Jesus não cai nas ciladas do inimigo. Nas duas respostas que Cristo deu usou as Escrituras (Deuteronômio 8:3 e 6:13). Satanás ousa guerrear com a “mesma arma” e usa o Salmo 91. Em que consiste o elemento da terceira tentação? Exacerbação da fé. O ato de Jesus se lançar do Templo para que os anjos viessem ao seu favor ao invés de glorificar a Deus O coagiria. O Diabo com isso queria simplesmente que o Filho desafiasse o Pai. Não é exatamente o que o Macedo propôs no vídeo? E quantos e quantos não estão por aí agora colocando “Deus contra a parede” querendo que Ele realize um conveniente milagre? As igrejas neopentecostais, dentre elas a Universal, estão cheias disso. Gente que sobe no púlpito e decreta, declara, determina e diz que se Deus é Deus mesmo ele tem que fazer e ponto. Afinal, quem é servo e quem é senhor? Jesus sabia de sua condição servil e não inverteu a ordem. Seu papel seria obedecer e não ordenar e novamente citando Deuteronômio (6:16) ele faz o diabo partir em retirada. 

Macedo é um falso profeta sim, e ai de quem achar ruim! Não falo isso por mero achismo. O nosso Senhor nos instruiu dizendo que devemos nos precaver e discernir quem são os picaretas da fé pelos seus frutos (Mateus 7:15 e 16). É a Escritura, e não eu, quem afirma que quem prega outro Evangelho, diferente do apostólico, é maldito (Gálatas 1:8). Este lobo e inimigo da Igreja zomba da oração de Jesus, pois foi Cristo quem nos ensinou a orar rogando pela graça de Deus-Pai e quem orava dizendo "seja feita a tua vontade". Será que isso não significa nada para você? 

Saiba que, sobre os impostores do Evangelho, a Bíblia nos dá as seguintes recomendações:


       a) Devemos nota-los e evita-los (Romanos 16:17)
       b) Devemos repreendê-los (Tito 1:9-13)
       c) Devemos nos apartar deles (2Tessalonicenses 3:6)
       d) Não devemos ter comunhão com eles (2João 9-11)
       e) Devemos rejeitá-los (Tito 3:10)


Então não venha com aquele papinho de que só Deus pode julgar. Isso é ser conivente com as heresias que ofendem ao SENHOR. Também não diga que é antiético citar o nome dos heréticos. Balela! Observando os apóstolos veremos: João fala mal (com razão) de Diótrefes (3 João 1:9). Paulo dizendo a Timóteo que entregou a Satanás os blasfemadores Himiteu e Alexandre (1 Timóteo 1:20). Possivelmente, o mesmo Alexandre é citado na segunda carta enviada a Timóteo. Paulo diz que ele foi causador de diversos males e roga para que Deus o julgue segundo as suas obras (2 Timóteo 4:14). Na mesma carta, cita Figelo e Hermógenes como líderes dissidentes da Ásia (2 Timóteo 1:15).

O cerne do Evangelho é a Graça. Nada merecíamos e nem merecemos. Tudo de bom que temos vem do caráter benevolente do SENHOR. Macedo reduz Deus a um capacho do homem. Uma gritante afronta ao Soberano. Muitos ainda o defendem por conta da identidade evangélica e o título de Bispo. Isso não quer dizer absolutamente nada. Vejam o que Paulo diz aos Filipenses:

Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas.” (Filipenses 3:18 e 19)

O apóstolo Paulo é taxativo: o fim desses que se dizem cristãos quando na verdade são inimigos da cruz é a perdição eterna. E o escritor aos Hebreus corrobora dizendo que “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Por isso tome cuidado ao tentar defender lobos como o Edir Macedo. Você pode estar tomando o partido de quem é inimigo da cruz e padecer por isso. Seja bíblico. Seja coerente. Fuja dos falsos profetas!

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Autor: Thiago Oliveira
Fonte: Electus
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Hereges “legais”, "relevantes"... são os piores!

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Por Josemar Bessa


Paulo diz sentir um medo, e esse medo era de heresias vindas de hereges “legais” - “...mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia...”

Os hereges “legais” são os piores. Os hereges que combatem a “teologia da prosperidade” mas ao mesmo tempo semeiam universalismo, liberalismo... são os piores. Piores porque são enganadores mais eficientes, mais sutis... Usam uma capa melhor de respeitabilidade, seriedade, zelo...

Por que foi tão difícil para Paulo e os outros apóstolos combaterem os falsos mestres em seus dias?

Muitas pessoas esperam que aqueles que deturpam e torcem as verdades bíblicas sejam pessoas não amáveis, sem simpatia, sem carisma... Paulo disse aos coríntios: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” - 2 Coríntios 11:14. “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” - 2 Coríntios 11:3

Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis, simpáticos, falavam em amor ao próximo, se empenhavam em caridade... hoje é assim como sempre foi. Podemos ensinar doutrinas antibíblicas enquanto falamos em ajuda aos pobres, missão integral, igreja relevante. Na verdade, todas as religiões podem falar sobre temas simpáticos, agradáveis, caridosos... sendo mesmo assim o oposto da revelação bíblica. Podemos passar horas lendo Confúcio, Budismo... Mas nossa questão aqui são heresias que saem da igreja, de líderes na igreja, simpáticos, caridosos... Paulo quando fala sobre líderes que ensinam doutrinas heréticas e desviam homens da verdade, diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Falsos mestres são simpáticos, amáveis e adoram falar sobre amor. Mas o amor que é proposto é um tipo de amor completamente diferente do que a Bíblia ensina. É um sentimentalismo que põe a verdade de lado em nome do que chamam amor. Qualquer amor que é destrutivo para a verdade total do evangelho (com todo seu lado ofensivo ao homem natural), qualquer amor que ignora a verdade e a vê como um obstáculo, chamando-a de dogmatismo... qualquer amor que é tolerante com o erro ou propaga o erro... tem que ser completamente evitado e combatido... porque isso não está nem próximo da essência daquilo que a Bíblia chama de amor. Toda conversa sobre amor, caridade, missão, união... que põe a verdade de lado é exatamente o trabalho dos falsos mestres, falsos profetas... Como é doce ouvir “paz, paz...” – “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” - Jeremias 6:14. É isso que Paulo enfatiza: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Na história da igreja homens que ensinaram doutrinas terríveis eram homens simpáticos e amáveis. Ário (Arius 256-336) negava a divindade de Cristo. Ele defendia que o Logos e o Pai não eram da mesma essência, que o Filho era uma criação do Pai, que houve um tempo em que o Filho ainda não existia... Era um líder cristão em Alexandria. Mas é dito sobre ele que era um homem simpático, amável... Era descrito como - brilhante, companheiro, atraente... um tipo de cidadão que todos gostariam de ter ao seu lado em causas nobres. Um tipo de homem que todos gostavam de ver ensinando a Bíblia... ele foi imensamente popular nos seus dias... Exatamente o que Paulo disse: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Outro homem que ensinou as mesmas heresias foi Socino (Fausto Socinus 1539-1604) – Seu ensino rejeitou os pontos de vista ortodoxos da teologia cristã no conhecimento de Deus, sobre a doutrina da Trindade,  divindade de Cristo, e na soteriologia... Mas ele em si era um cara legal, simpático e amável... Ele é descrito como um verdadeiro cavaleiro. Sua moral estava acima de qualquer suspeita e era conhecido por sua cortesia infalível. É descrito como muito mais cortês do que os reformadores que viveram na mesma época; Calvino, Lutero... Enfim, Socino é descrito como homem exemplar.

Eis o motivo porque raramente é ou será popular combater e resistir os falsos mestres. Eis o motivo porque Paulo teve grandes problemas para combatê-los em Corinto, na igreja dos Gálatas, e em todas as outras igrejas. Falsos mestres, hereges... são amáveis, falam muito sobre o amor, em ajuda aos necessitados... são simpáticos, falam sobre “paz paz..” – então eles quase sempre são vistos como uma benção para a igreja. Eles sempre tem palavras cativantes. Eles são atenciosos. Eles falam o que muitos querem ouvir. Eles estão prontos a adaptar a verdade. Eles são cavaleiros... Então Paulo diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

“Suaves palavras – a frase significa discurso suave. Eles sabem falar de forma inteligente. O diabo coloca os erros mais devastadores não na boca de hereges óbvios... ele não coloca esses erros na boca de homens que são um desastre para o objetivo dele. Palavra suaves e lisonjas. A palavra é eulogia, como elogio. É a ideia de uma eloquência falsa, mentiras bem escolhidas e que tem um som atraente e enganam o coração dos ingênuos,  é o que Paulo diz. Inteligente, eloquente, polido, de fala suave, elogiando, lisonjeiro, abraçando causas nobres... Ele ganha o ouvido e engana o coração.

Nunca, nunca será popular resistir falsos mestres na igreja, eles são vistos como benção e não tragédia!

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Fonte: Josemar Bessa
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A verdade sobre as "Testemunhas de Jeová"

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Neste vídeo, o Rev. Dorisvan Cunha faz uma breve introdução sobre as "Testemunhas de Jeová", contando algumas verdades sobre esta seita. 

Assista:


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Fonte: Guerra Pela Verdade
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O que vem depois da morte?

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Neste vídeo o Rev. Augustus Nicodemus Lopes, com base em Hebreus 9:27-28, fala a respeito da característica principal que identifica o Evangelho como a verdade de Deus, em comparação com outras vozes que soam no mundo religioso pretendendo vir da parte d'Ele. O que vem depois da morte?

Sermão pregado no último domingo, dia 02/03/2015, na Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia. Assista:




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Fonte: PIPG - Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Morto pode falar com vivo?

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Neste vídeo o Rev. Sérgio Paulo de Lima mostra que para o cristianismo não há qualquer possibilidade de um espírito de uma pessoa morta conseguir manter contato com uma pessoa viva. A morte é decisiva para o destino, ela altera o estado definitivamente, impedindo qualquer diálogo com o mundo anterior, deixando de ser material para ser imaterial. Como alguém imaterial falaria com pulmões e voz, emitindo som? É impossível! Assista:



Assista a aula completa, aqui!

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Fonte: Igreja Presbiteriana de Stº. Amaro/SP
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Pastor Lucinho quer "continuar a escrever" Atos!

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Por Wang Jr.


Há apenas 28 capítulos no livro de Atos, mas o 'Lucinho Cheirador de Bíblia', quer escrever o próximo capítulo da história - "nas atitudes, como fizeram os apóstolos".

Ele primeiro deverá compartilhar todos os seus bens. Em seguida, operar milagres e prodígios.

Como todos apóstolos são presos e miraculosamente são libertos no raiar do dia, o 'cheirador de bíblia' deverá continuar essa história. Quando os apóstolos são libertos, eles saem para pregar no templo, onde são novamente detidos e levados para presença do concílio judaico, que manda os açoitarem. 

Açoite no Lucinho!! 

Estevão é apedrejado. 

Pedras no Lucinho!! 

Pedro, em nome de Jesus, ressuscita Dorcas. 

Vai lá Lucinho!! Ressuscita alguém!!

Lá em Atos, teve um falso profeta, chamado Bar-Jesus, que ao tentar impedir uma 'atitude' do apóstolo, foi ferido de cegueira. 

Cega eles Lucinho!!

Logo depois dos apóstolos curarem um aleijado na cidade de Listra, foram recebidos como deuses, mas a alegria durou pouco, pois o povo foi persuadido pela turma do Icônio, e o apedrejamento começou. 

Pedras no Lucinho!!

Depois de expulsarem o demônio de uma jovem adivinha na cidade de Filipos, novamente são presos. 

Cadeia no Lucinho!! 

Mas logo depois, há um terremoto que os soltam, e eles ainda batizam o carcereiro que se converteu. 

Lucinho!! Há um carcereiro lá no complexo de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, que te espera para poder escrever junto o novo capítulo de Atos...

Os apóstolos são espancados violentamente pelos judeus e depois pelas tropas romanas. 

Continua essa história, Lucinho!!

Quarenta homens juram matar o apóstolo Paulo e se amaldiçoam se caso não conseguirem. O governador dá 2 anos de prisão ao apóstolo e depois manda ele para Roma. Na viagem o navio sofre um naufrágio e toda a tripulação, soldados e presos não sofrem dano algum e se refugiam na ilha de Malta. Nesta ilha, Paulo é picado por uma cobra venenosa, mas miraculosamente não morre e ainda ora por várias pessoas da ilha, que são curadas, e isso inclui o pai do governador. 

Lucinho!! A Ilha da Queimada Grande, também conhecida como a 'Ilha das Cobras' está aguardando a tua história de apostolado...

Essa é a parte light do Livro de Atos dos Apóstolos...

Qualquer continuidade é a desaproximação do homem ao verdadeiro Evangelho de Cristo.

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Fonte: Wang Jr. via Facebook


Nota dos editores do blog Bereianos
(acrescentado às 22:06hs, 12/11/2014)

Um breve esclarecimento sobre este artigo:

Se olharmos a frase "Estou vivendo Atos 29", parece convincente, pois é o nosso dever dar continuidade naquilo que os apóstolos fizeram. Mas, primeiro, a frase no site do Pr. Lucinho está assim: "Cada um de nós deve continuar a escrever o livro de Atos, através de nossas atitudes, como fizeram os apóstolos. Nós escrevemos o livro de Atos 29, 30, 31......"

Viver não é escrever. Não cabe uma "figura de linguagem" desta forma em relação ao livro de Atos, pois obviamente ninguém vai "continuar escrevendo" o que já foi fechado! A nossa história aqui na terra como servos de Deus não escreverá nada naquilo que já foi revelado pelo Santo Espirito de Deus. 

O apóstolo Paulo diz que Deus deu para cada um dons com os quais estes devem servir à igreja. Ou seja, ao contrário da afirmação do Pr. Lucinho, ninguém fará nada que um apóstolo fez!

Acreditamos que o Lucinho Barreto se equivocou nos termos. Ambos os verbos - viver e escrever, são distintos, conforme já apontamos acima. Viver é uma coisa, e escrever é outra. Portanto, a afirmação do Lucinho ficou ambígua, a qual gerou muita confusão. Não sabemos ao certo o que ele quis dizer. Se por escrever o livro de Atos o Lucinho quis dizer que o crente pode fazer as mesmas coisas que os apóstolos e as pessoas relacionadas ao grupo apostólico que não eram apóstolos, como Felipe [não o apóstolo] e Estevão, por exemplo, fizeram, como operar sinais e prodígios, exercer o dom da cura, etc, ele está peremptoriamente equivocado. 

Vivemos em outra era da igreja. Deus não muda em sua natureza, mas muda seus métodos de agir. Deus não agiu da mesma forma em vários aspectos no AT no NT. E ele também não age da mesma forma em vários aspectos hoje como agiu na era apostólica. Existe algum relato de a sombra de algum pastor ou irmão piedoso tenha curado alguém, como aconteceu com Pedro? Um pastor ou crente piedoso foi mordido por uma cobra e não precisou ir para o hospital para ser medicado para não morrer pelo veneno, como no caso de Paulo? Existe algum pastor ou crente piedoso que foi transladado como Felipe, o evangelista foi no passado? Não!

Por outro lado, se o Lucinho quis dizer que viver atos 29 é viver a vida cristã e realizar não os mesmos feitos dos apóstolos, mas viver uma vida piedosa, orando pelas pessoas enfermas para ver se Deus responde a oração com a cura, evangelizando e exercendo os dons que Deus dá a cada crente para a edificação da igreja, aí sim ele está certo. Contudo, por conta da ambiguidade de sua argumentação, não podemos saber com precisão o que ele quis dizer, bem como os termos e a forma expressiva utilizada foi um erro. Em nossa opinião, acreditamos que o Lucinho, por não possuir um entendimento correto das Escrituras, da doutrina da salvação e das principais doutrinas da fé cristã, tenha em mente viver Atos 29 no sentido de fazer as mesmas coisas que os apóstolos fizeram. Acreditamos nisso por ele ser neopentecostal, pois todo neopentecostal tem esse entendimento.

Portanto, concordamos com o autor do artigo.

Os editores!
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O gnosticismo e os pentecostais



Por Michael Horton


O pentecostalismo representa uma dependência ainda maior em relação às tendências gnósticas. "Assim como a fé que cura teve um lugar proeminente entre os gnósticos medievais do sul da França", observa Lee, "também tem sido um elemento significativo nas seitas mais extremas do Protestantismo... O Deus Salvador rivaliza com o Deus natural e, perante milhões de telespectadores o Deus Salvador prevalece". O livro do estudioso católico romano Ronald Knox, Enthusiasm [Entusiasmo] (Oxford, 1950), permanece como sendo um estudo clássico sobre esta matéria e ele cita esses reavivamentos do Gnosticismo em sua própria igreja como nas seitas protestantes.

Em seu recente trabalho, Fire From Heaven [Fogo do Céu], o teólogo de Harvard, Harvey Cox, que simpatiza com muitos dos grupos pentecostais que ele investigou para o seu livro, observa: "Há um ditado favorito entre os pentecostais: 'O homem com uma experiência nunca está à mercê do homem com uma doutrina". Fazendo uma crônica do enorme sucesso do Reavivamento da Rua Azuza em 1907, Cox encontra um grande número de afinidades entre os cultos pentecostais, a mitologia hindu, e a religião popular católica romana - "o realismo mágico", ele o chama. O reavivamento inclui transes, levitação e experiências de êxtase assim como as visões de uns e outros sendo consumidos por bolas de fogo. Assim como Bloom e Lee, Cox nota as afinidades entre a indiferença pentecostal pelos credos e doutrinas e os liberais, o que torna ambos os grupos um solo fértil para tipos distintos de espiritualidade gnóstica.

A aversão gnóstica a mediadores entre o Espírito puro do ser e o Espírito de Deus pode ser visto no pentecostalismo, que frequentemente enfatiza o Espírito Santo ao invés de Cristo como a figura central. "Tem havido persistência, eu creio, porque representa o âmago de toda a convicção pentecostal: que o Espírito de Deus não necessita de mediadores, mas está à disposição de qualquer um, de um modo intenso, imediato e, mesmo, interior". Cox até mesmo chega a notar (e comemorar) uma feminilização inerente da doutrina de Deus no pentecostalismo.

As fases extremas do pentecostalismo são bastante expressivas em suas ênfases gnósticas, como um número de estudos tem mostrado, incluindo The Agony of Deceit [A Agonia do Engano]. Salvação é conhecimento - "Conhecimento da Revelação" (Kenneth Copeland, Kenneth Hagin, Paul Crouch, e outros "professores da fé" usam uma letra maiúscula para distinguir esta da mera revelação escrita). O Verbo que verdadeiramente salva não é o texto escrito das Escrituras, que proclama a Cristo como Redentor, mas o Verbo "Rhema" que é falado diretamente ao espírito humano pelo espírito de Deus.

É difícil encontrar uma forma mais explícita de Gnosticismo nos movimentos religiosos atuais do que no círculo neopentecostal "Palavra da Fé". Não é de se admirar que Bloom escreva: "Paulo estava combatendo os entusiastas ou gnósticos coríntios e, ainda assim, eu tento entender por que suas censuras não têm desencorajado os pentecostais americanos mais do que parece ter acontecido... O pentecostalismo é o shamanismo americano". O autor mesmo, é bom que seja dito, aplaude a tendência gnóstica.

Neste ínterim, os princípios do Gnosticismo da "mente acima da matéria", naturalmente encontrados na Ciência Cristã e em grupos semelhantes, são evidentes em um programa popular da televisão cristã acerca de "segredos" da personalidade do "mundo invisível". Ele afirma que "o visível não se aproxima em poder ao que o invisível possui". A fé "pode colocar o visível sob controle, porque o invisível é infinitamente mais poderoso do que o visível".

Fé na Fé Somente

Deus, ao que parece, não é o soberano e pessoal, "Criador de todas as coisas, visível e invisível" como o Credo diz. De fato, Deus não parece tão necessário nesse esquema, conquanto o principiante conheça os segredos. Um fundador do movimento da fé ilustra a questão descrevendo o que ele afirma ter sido uma visão. Satanás interrompia periodicamente o diálogo dele com Deus. Ao pedir a Deus que silenciasse o diabo, Deus disse que não poderia, assim o "visionário" ordenou a Satanás que se calasse. "Jesus olhou para mim", escreveu ele, "e disse, 'Se você não tivesse feito nada acerca disso, eu não poderia".

Esse livreto do professor é intitulado adequadamente: How to Have Faith in Your Faith [Como Ter Fé em Sua Fé], pois Deus não é o objeto da fé nessa perspectiva gnóstica. Pode-se alcançar a salvação, não tanto pela revelação de Cristo como redentor pelo Seu sangue, mas pela revelação de segredos para o aproveitamento do reino espiritual. Até mesmo a oração não é tanto um meio de comunicar-se com a Divindade que pode mudar as coisas, mas um meio de empregar técnicas que, em si mesmas, asseguram os resultados. Ou, de forma mais sutil, a oração tornou-se mais uma terapia, um diálogo consigo mesmo, do que com um Deus que é distinto daquele que intercede.

Num sistema gnóstico, a fé é um talismã mágico ou uma senha secreta para assegurar a saúde, a riqueza e a felicidade. Em um ditado carismático popular, é a "habilidade de alcançar aquele mundo... além da linha divisória entre o visível e o invisível e trazer à luz milagres do mundo invisível". Um renomado pregador coreano chama este reino invisível de "A Quarta Dimensão", e seu contraparte americano sugere que "Deus quer que vivamos nesse mundo, que focalizemos nossa atenção sobre ele, que possamos entendê-lo".

Não é de se admirar que, após estudar a Igreja do Evangelho Pleno, do pastor coreano em Seul, na Coréia, Cox tenha concluído que havia ali semelhanças marcantes entre o pentecostalismo coreano e o shamanismo asiático. Embora ele mesmo não seja evangélico, e não seja um inimigo do misticismo, Cox adverte o pentecostalismo acerca de "um vazio 'culto da experiência', que excede em manter a celebração contemporânea dos 'sentimentos', e a busca incessante por novas fontes de estímulos e exultação", expressando a preocupação de que "o pentecostalismo venha a desaparecer absorvido pelo crescimento da Nova Era. A popularidade da teologia da prosperidade mostra com que rapidez isso pode acontecer". Seu "culto extático" equivale a "um tipo de misticismo popular".

Enquanto muitos pentecostais preferem a experiência em detrimento da teologia, eles desenvolveram um sistema teológico que compartilha muitas características básicas com o Gnosticismo. De fato, segundo um dos seus autores mais respeitados, na verdade não existe tal coisa chamada matéria. Tudo é espírito, ou o que ele chama de "energia". Seguimos a Jesus porque "ele transbordava fé sobrenatural". Em outras palavras, ele nos mostra, nos ensina os segredos do mundo invisível, bem como nos inicia neles.

Nem mesmo a oração é suficientemente espiritual, visto que ela parece descansar sobre a providência de um Deus pessoal ao invés de na convicção da própria autoridade decretatória. "A maior parte das pessoas pede a Deus por um milagre", diz o mesmo autor, "mas muitos omitem uma exigência-chave - a palavra falada. Deus tem nos dado autoridade sobre o mal, sobre os demônios, sobre as doenças, sobre as tempestades, sobre as finanças. Deve nos declarar essa autoridade em nome de Jesus... Devemos ordenar que o dinheiro venha a nós".

Geddes MacGregor, um profundo conhecedor do Gnosticismo antigo, observa que os gnósticos da Igreja primitiva "afirmavam possuir um tipo especial de conhecimento (gnosis) da química espiritual do universo e uma intuição esotérica em relação às obras da natureza divina. Esses sectários expunham suas perspectivas imensamente especulativas, repletas de fantasias e, algumas vezes, de interpretações grotescas das Escrituras. Alguns chegaram, até mesmo, a combinar fórmulas mágicas com seus ensinamentos". A esse respeito, existe um paralelo com os defensores do "evangelho da prosperidade", sua obsessão com respeito a um conhecimento secreto, que dita o modo como às leis espirituais operam no reino invisível, e sua visão da fé como uma forma de magia.

Um colunista de religião muito conhecido explica que o pentecostalismo "está rapidamente se dirigindo para dentro das sensibilidades religiosas da América assim como o fogo perpassa rapidamente por um arbusto seco... e pela mesma razão. O pentecostalismo é agressivo, extático, humilde, quebrantado, despretensioso, celebrante, ruidoso, alegre, triunfante, multiracial, uma proposição puramente espiritual de Deus como Espírito Santo ativo sobre pessoas físicas e as almas cognitivas dos seus amados...". Nosso eu real - "a porção motivadora do nosso ser" - é Espírito, o colunista assevera. "Até mesmo a mente se confunde diante da grandeza maior do espírito e da esperança que a sua presença evoca".

O crescimento do pentecostalismo como uma força, de acordo com esse escritor, é um indicador-chave para mostrar a direção para a qual a religião está voltada: "Esse lugar está no extático. Esse lugar está no estado elevado e celebrador de percepção em que o ser escapa de seus próprios limites na adoração e une-se a outros como a si mesmo em uma glória universal e inominável". Conquanto o pentecostalismo possa expressar as tendências gnósticas mais explicitamente, estaríamos errados se concluíssemos que este é um caso de "nós contra eles", típico de muitos críticos dos excessos dos carismáticos ou pentecostais. Estamos todos juntos nisso e teremos de nos ajudar mutuamente a nos desembaraçar dos tentáculos das perspectivas não-bíblicas acerca do mundo.
  
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Fonte: Michael Horton. A Face de Deus, Editora Cultura Cristã, páginas 32-35. 
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