O que Cristo diz sobre a apatia da igreja?

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Por Pedro Franco


As cartas dirigidas as sete igrejas da Ásia (Ap 2.1 – 3.22) contém ensinamentos valiosíssimos para a igreja brasileira, sobretudo no atual momento. Acredito ser possível estudar especificamente as cartas à Laodicéia, Éfeso e Esmirna e aplicar o conteúdo central da mensagem numa análise dos três tipos de “crentes” que temos hoje, a saber: o crente insensível ao pecado; o crente “cult”; e o crente fiel e verdadeiro. O meu objetivo neste primeiro texto é olhar para a carta à igreja de Laodicéia (Ap 3.14-22) e fazer um paralelo com o crente insensível ao pecado que povoa em abundância nossas igrejas.

Contexto histórico

Em seu livro “Ouça o que o Espírito diz às igrejas” [1] o Rev. Hernandes Dias Lopes comenta que Laodicéia era uma cidade importante por ficar no meio de importantes rotas comerciais da época. Segundo ele, era ainda uma cidade rica e soberba. Um exemplo em especial nos ajuda a ter dimensão de sua riqueza. Em 61 d.C. ela foi devastada por um terremoto, mas foi inteiramente reconstruída pela população, sem a ajuda do imperador. Imagine, por exemplo, que uma cidade seja inteiramente destruída por um terremoto como o que recentemente afetou o Nepal e consiga se reerguer sem nenhuma ajuda do governo nacional ou de agentes internacionais; somente por sua riqueza. Seria um feito considerável, não? Aliás, isso nos ajuda a compreender uma característica do povo da cidade. Era uma nação que se orgulhava demais de sua própria capacidade e riqueza. 

Além disso, o Rev. Hernandes nos conta que lá se produzia uma espécie de lã especial que era mundialmente famosa e dois unguentos para ouvidos e olhos que eram quase milagrosos e contribuíam para Laodicéia ser vista como um centro médico importante. Em suma, a cidade era muito importante e famosa cuja população era bastante rica e capaz.

Todavia, a grande frustração da cidade eram suas águas. Laodicéia ficava entre Colossos e Hierápolis. Colossos possuía águas frias e Hierápolis, águas quentes. Ambas eram terapêuticas, mas as águas mornas de Laodicéia eram intragáveis. 

Análise bíblica

Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo. Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e sentei-me com meu Pai em seu trono. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Apocalipse 3:14-22 (NVI).

Tendo entendido o contexto histórico podemos fazer agora uma análise bíblica mais assertiva. Inicialmente Cristo se apresenta e demonstra que Ele está presente na comunhão dos crentes ao afirmar que conhece as obras da igreja. Como profundo conhecedor o diagnóstico que Cristo faz é preciso e tenebroso. Fazendo menção às águas terapêuticas ele diz à igreja que ela era tão insossa e inútil quanto as águas de sua cidade. A água fria de Colossos servia para  trazer refrigério ao cansado e a quente de Hierápolis, para trazer cura ao doente. Todavia, as águas mornas de Laodicéia não serviam para nada – assim como a própria igreja. 

Então, Cristo faz a crítica de maneira bem direta. A igreja achava que tudo estava bem, que ela tinha tudo de que necessitava, que era rica e abastada. Mas Ele afirma que ela estava cega e, por conta disso, não conseguia enxergar a própria condição. Paulo descreve essa cegueira espiritual em 1Co 2.14 ao dizer que quem não tem o Espírito não consegue discernir as coisas espirituais, pois elas “lhes são loucura” e em 2Co 4.3-4 ao dizer que o pecado cega o entendimento dos incrédulos para que eles não possam ver “a luz do evangelho da glória de Cristo”. É como o perverso citado nos provérbios que caminha orgulhoso para um abismo “sem se dar conta” de que está em um caminho de morte (Pv 9.16-18; 10. 14,16, 23-25). No caso de Laodicéia não era diferente. A igreja estava muito mal. Pela severidade da crítica de Cristo, enxergo um cenário onde não havia diferença entre a moral da igreja e dos demais cidadãos da cidade e onde não havia preocupação pessoal em combater pecados. Pelo contrário, a igreja estava completamente insensível a eles, achando que tudo caminhava muito bem.

Na minha limitada imaginação, penso que tal igreja era somente um local onde todos se reuniam eventualmente. Era um clube social como muitos que temos hoje. Os crentes conversavam sobre seus negócios, a pregação da palavra era insossa – talvez focada somente na ação social como vemos com frequência na Europa – e não havia nenhum tipo de incômodo com o pecado ou nenhum tipo de sofrimento por conta dele. O Rev. Paul Washer em seu livro “O chamado ao evangelho e a verdadeira conversão” diz que “a vida cristã é uma luta titânica do novo homem contra a carne, o mundo e o diabo, mas é justamente essa nossa luta contra o pecado, nosso quebrantamento em meio ao fracasso, e nosso esforço por continuar apesar de nosso desvio, que provam que Deus opera em nós". Não havia nada disso na igreja de Laodicéia e, não por acaso, Cristo não relata nenhum tipo de perseguição à essa igreja. Ela era completamente igual ao mundo, plenamente acomodada com a situação ao seu redor. Por que uma igreja assim haveria de sofrer perseguição?

Olhe para as igrejas brasileiras e veja quantas estão exatamente assim! Olhe para a sociedade brasileira e veja o estado em que nos encontramos! Caminhamos a passos largos para o mundanismo, abraçamos abertamente o relativismo moral, a cada dia aparece uma nova “bizarrice gospel”, cantamos músicas que não falam de Deus, fazemos orações que dão ordens a Deus e tratamos Cristo como um curandeiro espiritual ou um gênio da lâmpada, que só existe para nos curar ou fazer “prosperar” materialmente. Ainda, o pior nisso tudo é que a larga maioria da igreja, ao invés de se posicionar contra esses absurdos e travar o debate público, ou se mostra a favor dessas pautas ou se mostra covarde e incapaz de protestar – o que em termos práticos “dá no mesmo”. É urgente que acordemos para a realidade, despertemos em nossos corações uma sede verdadeira pelo evangelho e passemos a viver como cristãos que dependem única e exclusivamente de Cristo.

Caminhando para o final do texto, vemos que Cristo traz exatamente essa palavra aos crentes de Laodicéia. Ele diz que a verdadeira riqueza está Nele, as vestes mais belas se encontram Nele e o melhor remédio para a cegueira espiritual está Nele. Ainda hoje o conselho de Cristo segue o mesmo: busquem a minha presença e eu os responderei! 

Aplicação e Conclusão

Agora que compreendemos a mensagem de Cristo, precisamos entender o “como”. Como podemos busca-lo mais ao ponto de ter uma vida de total dependência Dele? Como podemos ter uma vida cristã tal que impacte a nossa família, nossa igreja, nosso bairro e nosso país? 

Respondendo à primeira pergunta, entendo que o caminho é fazer o mais simples e óbvio, i.e., dedicar pelo menos 30 min. do seu dia para devocional diária, pautada em oração e estudo bíblico. E, por estudo bíblico, me refiro a ler, entender e escrever um resumo do que absorveu do texto. Por mais que você não consiga ler mais de meio capítulo por dia, se esforce para compreender o que está lendo. Procure o contexto, pois isso o ajudará a entender melhor a mensagem e no final ore novamente agradecendo a Deus pelo ensino, pedindo que ele fortifique o seu relacionamento com Ele. 

E para a segunda pergunta, acredito que a resposta seja esta: após ter uma vida devocional estabelecida e em crescente desenvolvimento, posicione-se contra as pautas imorais que são levantadas na sociedade e até mesmo dentro da igreja. Os cristãos não podem confundir bondade e mansidão com covardia. Não peço a ninguém que fique “batendo boca” e arrumando confusão na rua ou em redes sociais, mas peço sim que não deixem de se posicionar. Uma boa estratégia é defender o oposto do que o mundanismo defende. Por exemplo, é crescente na sociedade a defesa do sexo livre e do aborto. Como podemos lutar contra isso? Podemos defender o sexo dentro do casamento e o direito inegável à vida. Por mais que não seja travado um embate direto, é importante que disseminemos os valores cristãos na sociedade.

Que a mensagem de Cristo à Laodicéia desperte a igreja brasileira. Que tenhamos mais cristãos genuínos que reconhecem a voz do bom pastor, buscam sinceramente a santificação e são agentes transformadores do meio onde estão inseridos!

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Notas: 
1. Hernandes Dias Lopes. Ouça o que o Espírito diz às igrejas, 2010. Editora Hagnos.
2. Paul Washer. O chamado ao evangelho e a verdadeira conversão, 2014. Editora Fiel.

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Sobre o autor: Pedro Franco, 23 anos, é estudante de farmácia pela UFRJ e diácono na Igreja Presbiteriana Adonai (RJ).

Divulgação: Bereianos
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O pecado do adultério segundo John Wenham, e do divórcio segundo eu

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Por Jorge Fernandes Isah


Li, nesta manhã, uma postagem no Facebook, atribuída a John Wenham¹, a qual copiei e colei abaixo. Após, uma pequena reflexão a partir do que o teólogo e pastor Wenham escreveu:

"Hoje em dia, consideramos o adultério como tão natural que deixamos de perceber quão distorcidos se tornaram os nossos valores. Quando um homem rouba um bem valioso de uma outra pessoa, a lei o trata com severidade. Mas quando um homem seduz e rouba a esposa de um outro homem e rouba dos filhos a mãe, provavelmente escapará de qualquer punição. Entretanto, em termos do mal provocado e da destruição da felicidade humana, o primeiro crime é insignificante em comparação com o segundo." - John Wenham

E, nessa linha de pensamento, incluo também o divórcio, pois praticamente ninguém se divorcia para ficar solteiro ou sozinha. Todos, em princípio, já têm um ou uma pretendente nova, se é que já não fez a ele ou ela um "juramento" de romper o seu casamento para viverem finalmente juntos e para sempre (a mesma promessa feita e não cumprida ao primeiro(a) cônjuge. 

O divórcio rouba dos filhos o pai e/ou a mãe, e, em muitos casos, até mesmo os dois; e dos maridos e esposas parte de si mesmo, como afirmou o Senhor Jesus: 

"Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador 'os fez homem e mulher' e disse: 'Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne'? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe" [Mc 19.4-6].

O problema é que muitos alegam não terem feito uma boa escolha, mas, quem garante que não o farão novamente? Se os critérios de escolha fossem a observância da palavra de Deus, em oração e prudência, e não meramente a carnalidade (podendo ser simplesmente o impulso carnal), muita coisa seria diferente; inclusive, o poder para suportarem-se mutuamente nas várias dificuldades que haveriam de surgir.

De outra maneira, há crentes que se aventuram a um risco desnecessário, como se dispusessem a participar de uma "roleta-russa", ao casarem-se com incrédulos apostando na possibilidade de Deus vir a convertê-los um dia [leia 1 Co 7.16]. Conheço o testemunho de muitos irmãos e irmãs que escolheram esse caminho errado e pagaram um preço alto, as vezes resultando no divórcio e em um lar desfeito, em filhos que rejeitam o Evangelho exatamente pelo mau testemunho dos pais divorciados, entre outros tantos problemas². Eventualmente, Deus pode derramar a sua graça sobre o cônjuge incrédulo, convertendo-o, e pode valer a pena dizem, mas deixará para trás, quase sempre, um rastro de destruição e de incredulidade pelo caminho. Porém, não vale o perigo de ser a causa para o endurecimento ainda maior do coração incrédulo; e nada disso aconteceria se o cristão não se rebelasse contra Deus, não se dispusesse a ser independente ou autônomo, esperando que o Senhor "abençoasse" uma união biblicamente reprovável.

O adultério é apenas mais um pecado cometido pelo afastamento da vontade divina, a rebeldia que muitos dizem não ter mas têm-na dissimuladamente, uma forma de se omitir da responsabilidade, a principal causa e origem das outras péssimas escolhas que fazemos.

Infelizmente, o padrão vigente em boa parte da igreja e em boa parte dos cristãos atualmente reflete a sua adequação ao "estilo secular e mundano de vida", e o desprezo a Deus e sua vontade expressamente revelada, a qual finge-se não ler, saber ou existir.

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Notas: 
[1] Não duvido da autoria do texto, de que seja realmente de John Wenham, por conhecer e confiar em quem o citou, o Eric N. de Souza, autor do blog "Outdoor Teológico", apenas não a confirmei.
[2] Tratei da questão do casamento misto na postagem "Pode o Cristão se casar com uma incrédula?"
[3] É claro que, como calvinista, acredito que tudo, inclusive a rebeldia do homem, está dentro do decreto eterno de Deus, mas isso, de maneira alguma, eximi-nos da responsabilidade pelos nossos atos, logo, a desculpa de que Deus quis assim é apenas "furada", e coloca o seu proponente em mais uma categoria, a dos "infantes na fé", senão, dos cínicos. 

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Fonte: Kálamos
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O Dia da Mentira e a Bíblia

image from google

Dia 1º de Abril é denominado no Brasil inteiro como o Dia da Mentira. Historicamente, alguns dizem que esse dia foi designado assim por causa da mudança do calendário gregoriano com Carlos IX na França. No Brasil o dia foi adotado após o pronunciamento de que D. Pedro havia falecido, notícia a qual foi desmentida no dia seguinte. 

Parece que não há nada demais nas brincadeiras feitas nesse dia. Por exemplo, alguns sites ensinam até como enganar (mentir) sem ser prejudicial. Mas, como uma mentira não pode ser prejudicial? 

Para o pragmatismo o que importa não é a verdade, mas se algo, mesmo sendo mentiroso, funciona. Ou seja, se funcionar, mesmo que seja a pior de todas as mentiras, isso deve ser aceito como verdade. 

O outro problema que envolve a mentira é o relativismo. Isaias mostra que tal pensamento é perverso e merece o juízo de Deus: Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is 5.20)

Mas quando olhamos para a primeira mentira descrita na Bíblia, vemos que tal aceitação desta prática não foi nada pragmática e nem relativa, pois Deus disse a Eva que se comesse do fruto certamente morreria, e a serpente disse a ela que “certamente não morrerás” (Gn 3.4). Quando uma mentira é acreditada o estrago pode ser grande, assim como foi na queda de nossos primeiros pais (Adão e Eva), por terem dado ouvidos a voz do Diabo e não a voz de Deus, fez com que toda a humanidade ficasse debaixo da ira de Deus, sendo cada um de nós, desde a nossa concepção, merecedores do fogo eterno. 

Uma das proibições bem claras sobre a mentira é o nono Mandamento, que diz: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx. 20.16). O “falso testemunho” leva em si várias circunstâncias de ocorrências (cf. Lv 6.1-7), mas o que está por volta é a mentira. A mentira em qualquer circunstância é pecado, até quando uma criança, quando acha algo na rua, diz que “achado não é roubado”, a Bíblia responde: [o] que achou o perdido, e o negar com falso juramento [...] Será pois que, como pecou e tornou-se culpado” (Lv 6.3,4). Ou também, com as nossas pegadinhas, ou até mesmo os trotes de faculdade, que são tratados como brincadeiras, a Bíblia responde: Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades. Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira” (Pv 26.18,19). 

A mentira é mostrada como um aspecto que pertence ao velho homem corrupto (Ef 4.22-25) e o mentiroso é tido como filho do Diabo (Jo 8.44), e a ordem bíblica é que aquele que mentia não minta mais, mas fale a verdade com o seu próximo ( Cl 3.9). 

Isto posto, a mentira, o pragmatismo e o relativismo são atos contra a verdade de Deus que acarretam em vários males que prejudicam não somente o autor do ato, mas aqueles que são afetados pela mentira. Portanto, os que amam e praticam a mentira ficarão de fora do reino eterno (Ap 22.15). 

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Autor: Denis Monteiro
Fonte: Bereianos
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As 7 coisas que você não pode fazer como um relativista moral

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Por Greg Koukl


Então, você decidiu se converter num relativista moral? Que bom para você! O que poderia ser melhor do que fazer o que te pareça correto? O que poderia ser pior do que deixar que outro te diga o que deve ou não fazer? Além do mais, esta é uma das cosmovisões mais fáceis de adotar: somente deixa os demais em paz, e lhes pede que façam o mesmo consigo, e você nunca terá que voltar a se preocupar se suas ações são boas ou más. De fato, só há sete coisas que não poderá fazer como um relativista moral. Simplesmente siga a estas regras e você será livre de absolutos para sempre!

Regra#1: Os relativistas não podem acusar os outros de fazerem o que é mal.

O relativismo torna impossível criticar o comportamento dos outros porque, em última instância, nega que exista o que se chama atuar mal. Em outras palavras, se você crê que a moral deve ser definida de forma individual, então, jamais poderá julgar as ações alheias. Os relativistas nem sequer podem objetar o racismo em termos morais. Afinal, em que sentido se pode ter a opinião «é algo mal a discriminação racial» se isto vem de alguém que não crê em categoria absoluta de bondade e maldade ética? Com que justificação poderia intervir? Certamente não com os direitos humanos, pois para ele tal coisa não existe. O relativismo é a máxima postura a favor da livre escolha moral, porque aceita todas as decisões pessoais — mesmo que seja a de ser um racista —.

Regra #2: Os relativistas não podem reclamar do problema do mal.

A realidade do mal no mundo é uma das principais objeções que levantam contra a existência de Deus. O argumento é que, se Deus fosse absolutamente poderoso e em última instância bom, então ele eliminaria o mal. Mas o mal existe, a realidade deve corresponder a um destes três cenários possíveis: (1) Deus é demasiadamente fraco para opor-se ao mal; (2) Deus é demasiadamente indiferente como para preocupar-se com o mal; ou (3) Deus simplesmente não existe. Evidentemente, promover qualquer um destes argumentos implica, também, crer no mal, coisa que um relativista não poderia fazer. De fato, nada pode ser qualificado como mal — nem mesmo o Holocausto — porque fazê-lo equivaleria afirmar que existe alguma espécie de regra moral.

Regra #3: Os relativistas não podem culpar, nem aceitar elogios.

Dentro do relativismo os conceitos de elogio e reprovação carecem completamente de sentido porque não há uma regra moral com que se possa julgar se algo deveria ser aplaudido ou condenado. Sem absolutos, nada é realmente mal, deplorável, trágico, ou digno de reprovação. Tampouco podemos dizer que algo seja realmente bom, honroso, nobre, ou digno de elogio. Tudo se perde numa dimensão desconhecida de um vácuo moral. Quase sempre os que dizem ser relativistas se contradizem neste ponto (evadindo a reprovação, mas aceitando de bom tom o elogio), assim, seja cuidadoso!

Regra #4: Os relativistas não podem afirmar que algo é injusto.

Sob o relativismo a justiça é um conceito que não tem sentido algum. Para começar a própria palavra não significa nada: esta sugere que as pessoas merecem um trato igualitário baseado num padrão externo de que está bem, e como o disse em várias oportunidades, os relativistas não podem crer em algo bom e mal. Em segundo lugar, não existe o que chamamos de culpa. A justiça implica castigar aos culpados, e a culpa supõe ter algo que reprovar — o qual, como demostrei, não existe no relativismo —.

Regra #5: Os relativistas não podem fazer progressos morais.

Com o relativismo é impossível progredir moralmente. Os relativistas podem modificar a sua ética pessoal, isso é seguro, mas nunca poderão se transformar em pessoas morais. Uma reforma moral supõe uma espécie de regra de conduta objetiva que sirva como um padrão que se aspira. Todavia, esta regra é exatamente o que os relativistas negam. Sem um caminho melhor não se pode progredir, e além do mais, tampouco há uma motivação para fazê-lo. O relativismo destrói o impulso moral que leva as pessoas a se superarem, pois não há nada «superior» para se alcançar. Para que mudar o seu ponto de vista moral, se o que você tem favorece o seu próprio interesse e, no momento, faz com você se sinta bem?

Regra #6: Os relativistas não podem sustentar discussões morais significativas.

O relativismo torna impossível falar de moral. Do que se poderia falar? Uma discussão ética implica comparar os méritos de dois pontos de vista diferentes para descobrir qual é melhor. Mas, se a moral é completamente relativa e todas as posturas são igualmente válidas, então nenhuma ideologia é melhor do que outra. Nenhuma postura moral pode ser julgada como adequada, deficiente, irracional, inaceitável, ou mesmo bárbara. De fato, se as discussões éticas só tem sentido quando a moral é objetiva, então só se pode ser um relativista consequente vivendo em silêncio. Nem sequer poderia dizer: «é algo mal impor a sua moral a outros».

Regra #7: Os relativistas não podem promover a obrigação de ser tolerantes.

Finalmente, no relativismo não há tolerância porque a obrigação moral de ser tolerante transgride as regras. O princípio da tolerância é frequentemente considerado como uma das virtudes chaves do relativismo. A moral é pessoal e, portanto, deveríamos tolerar os pontos de vista dos demais abstendo-nos de julgar a sua conduta, ou atitude. Todavia, deveria ser óbvio que este princípio caia numa contradição. Se as regras morais não existem, não pode haver uma regra que exija a tolerância como um princípio moral. E de fato, se não há absolutos morais, por que haveríamos de sequer ser tolerantes? Por que não impor a sua moral a outros se é o que você deseja e sua ética pessoal o permite? Somente tenha certeza de não falar quando não puder suportar.

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Fonte: Acceso Directo
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki
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A ambiguidade da ambivalência pós-moderna

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Por Thomas Magnum


Ao falarmos de pós-modernidade estamos pisando no campo do incerto, da absolutização da relatividade, estamos focando numa tensão de valores e conceitos que estão além da permanência do conceito de dogma; seja no campo cultural, filosófico ou teológico. A pós-modernidade é somente uma questão epistemológica? É somente uma simbiose antitética? Não, é uma questão que envolve verdade. A pós-modernidade põe em jogo a questão da verdade absoluta, a pós-modernidade é a ascensão do relativismo - ético, filosófico, político, religioso. Quem é o maior inimigo do cristianismo, a pós-modernidade ou a modernidade? No leito da modernidade que era antagônico ao cristianismo ainda víamos distinções claras na antítese, a ambivalência aparente, na pós-modernidade a mistura é perniciosa e venenosa à igreja. Da era pós-moderna emerge uma besta fera axiomática ambivalente.

Na era da informação contemplamos o conteúdo, da expressão fotográfica, da vida pública internáutica e do derretimento dos icebergs da moral e da ética. Na discussão de validade de neologismos ideais e neoplatônicos, quem sai perdendo é o conceito, a definição, a delimitação, a verdade. Kant estaria certo juntamente com Schopenhauer, mesmo sendo antagônicos? Ou incluiríamos Friedrich Engels também como portador da verdade relativizada e contrastada com Kant e Schopenhauer?

Ao apontar uma ambiguidade pós-moderna, mostramos o absurdo, o contraditório, o inconsequente. O que mede a ética pós-moderna? Qual é sua fonte de autoridade? O pós-modernismo acusa o cristianismo de dogmatizar, de recorrer a sua fonte de autoridade, a Bíblia. Mas não teria o pós-modernismo uma fonte de autoridade? A nossa é externa, a deles interna, divinizando a autonomia da razão, seu empirismo os arrasta a um abismo semântico, e também ao que Schaeffer chamou de misticismo semântico. Seu salto é no desconstrutivismo de Derrida ou no fundacionismo de Descartes. E o que garante sua autoridade acima da Palavra do Deus eterno?

O pós-moderno diz que Jesus estava certo, mas, que Maomé também. Diz que Nietzche está correto e que Chersterton também. Diz que o Darwin estava certo e Pascal também. O que vale é absorver na esponja do plural, do relativo. No entanto o cristianismo é contracultural e supracultural. Jesus ensinava – Em verdade vos digo, e os Fariseus questionavam essa autoridade autônoma que Ele carregava em seus ensinos, a autonomia pertencente à deidade. Jesus ensinou ser Ele A verdade, O Caminho e A Vida. O cristianismo é exclusivista e não negocia a verdade em partículas contraditórias como o pós-moderno, o cristianismo apregoa a revelação do Deus triúno, o Deus da verdade, e não dilacera seu ensino misturando tudo num liquidificador filosófico/Pluralista/Relativista. O Cristianismo é Cristo, Cristo é a Verdade. Nesse conhecer do conceito de absoluto, está o Deus que tudo criou e que nos deu sua Palavra e somente por meio dela teremos as lentes certas para entender a cultura, as artes, a política, a ciência, a religião. Quem paga o peço da ambivalência dos pós-modernos? Eles mesmos.

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Fonte: Bereianos
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A rejeição da Escritura como fundamento epistemológico e a resultante confusão de termos

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Por Paulo Ribeiro


Como pressuposicionalista eu defendo que, a não ser que o cristianismo, com todas as suas implicações, seja adotado integralmente, o conhecimento não é possível, em qualquer área. Por consequência, nenhum raciocínio lógico poderia ser empregado sem as premissas bíblicas pois só elas possibilitam e justificam a existência da razão, e amparam a ideia de ordem e continuidade no universo e na mente. Com efeito, essas condições para o conhecimento e para a lógica não são percebidas pela avassaladora maioria das pessoas, obviamente. É triste que até mesmo uma grande parcela de cristãos pense diferente ou não concorde com a absoluta necessidade das premissas bíblicas para que qualquer conhecimento seja possível. Entretanto, uma das consequências da rejeição da Bíblia como fundamento epistemológico é mais facilmente identificável, ao menos para os cristãos: a impossibilidade de definirmos muitos termos empregados cotidianamente pela maioria das pessoas. Palavras que portam conceitos densos como "amor", "justiça", "Deus", "ciência" e "mal", por exemplo, tornam-se COMPLETAMENTE desestruturadas, amorfas e desamparadas de sentido quando utilizadas em detrimento da Palavra de Deus.

Nesta reflexão, enfocarei o amor. A Bíblia fala no amor de Deus por ele mesmo (amor ad intra), no amor de Deus pela obra de suas mãos (amor ad extra) e no amor de Deus por seus eleitos, que se enquadra no amor ad extra, porém, de uma forma redentiva. Há também o amor das pessoas umas pelas outras, pela criação divina, bem como há o amor do cristão pelo próximo, por seu inimigo e por Deus. Definitivamente foge aos nossos propósitos, neste momento, investigar o amor na Bíblia empregando análises etimológicas. O que nos interessa é observar, partindo de uma perspectiva ontológica, a definição última de amor, segundo a Escritura nô-la fornece; e a Bíblia diz que "Deus é amor" (1Jo 4.8). Desconsiderando momentaneamente todas as implicações desta afirmação da Escritura, concentremo-nos no simples fato de que a Bíblia nos fornece uma definição de "amor". Na verdade, a Bíblia vai muito além de definir o amor; ela revela a propriedade metafísica do amor. Deus não "tem" amor, ele "é" amor. O significado disso é que tudo o que o ser humano concebe por "amor" (seja como sentimentos, seja como ações, ou seja o que for), não é amor senão como um eco do verdadeiro amor, que integra a natureza divina como uma de suas perfeições, sendo, por isso mesmo, tão eterno quanto à própria divindade. Deixe-me colocar isso de outra forma. Se a Palavra de Deus é eterna como é o próprio Deus (Is 40.28), então tudo deve ter tido origem nele. E se tudo teve origem nele (Gn 1.1), dele somos criação, e empregamos o termo "amor" em nosso vocabulário, então não podemos arrogar para nós mesmos o direito de manipular um termo de autoria divina, e que só tem sentido dentro da definição que o próprio Deus outorgou a ele. Assim, se o amor É uma propriedade de Deus, então ele NÃO É outra coisa e NÃO É o que nós queremos que ele seja. Nós podemos usar o termo "amor" somente nos parâmetros e nas aplicações permitidas pelo que não "tem" amor, mas É amor.

Frequentemente empregamos a palavra amor em nossa vida. Dizemos que amamos nossas esposas, filhos, amigos, animais de estimação etc., mas jamais poderemos entender o amor conforme nossa própria mente o definir pois o amor é eterno ("Deus é amor...") e já era antes que tudo fosse criado. Então, somos encorajados por Deus para que o amemos e para que exercitemos este amor para com próximo. Na verdade, somos chamados até mesmo a amar aos nossos inimigos, conforme pontuei em outro texto. Mas nunca fomos autorizados a alterar a definição de amor! Por exemplo, se eu, na prática, resolvo amar a meu inimigo, eu não posso, com base em suposições fúteis a respeito do que significa amar o inimigo, empreender um esforço para conciliar nossos ideais e valores; ou mesmo tentar "sentir coisas boas" por ele. A Bíblia diz que os cristãos têm a mente de Cristo (1Co 2.16) e que o incrédulo é tolo (Sl 14.1). Não há o que ser conciliado. Sendo assim, eu não devo utilizar a palavra "amor" independentemente de sua definição original, e eu não deveria amar meu inimigo segundo o que EU entendo por "amor ao inimigo". Antes, eu devo definir o amor segundo os usos e definições do que detém sobre ele os direitos autorais.

Este é o ponto. Ao abrirmos mão da Escritura como alicerce para o conhecimento, sujeitamo-nos ao mais pernicioso relativismo: a definição de amor ficaria por nossa própria conta e poderíamos defini-lo da maneira que mais nos agradasse. De fato, poderíamos sustentar inúmeras definições distintas para o amor, caindo, então, na impossibilidade completa de termos qualquer definição e, por extensão, qualquer conhecimento.

Isso parece um cenário terrível, não é? Não obstante, vivemos uma versão deste cenário em nossos tempos. O maciço abandono dos pressupostos bíblicos e a crescente hostilidade às heranças éticas e culturais do cristianismo (como consequências do apelo histérico à "laicidade do Estado" - apenas um nome diferente para REBELDIA) têm produzido, há anos, uma enfática relativização do significado não só do amor, que foi um exemplo, mas de diversas palavras, de modo que as consequências para o Reino de Deus são visíveis. A palavra casamento foi relativizada. O significado de casamento pertence somente a Deus, pois Deus o instituiu e exerceu seu direito de defini-lo conforme a boa determinação de sua vontade (Ef 1.11). Mas no momento em que lançamos mão da Bíblia como fundamento epistemológico, passamos a definir casamento por nós mesmos. Então, o casamento não precisa mais ser casamento. Ele pode ser "união estável" ou qualquer outra besteira, sob qualquer formato e parâmetro que quisermos. Outras palavras foram também roubadas de seu fundamento eterno e mergulhadas no oceano ímpio do relativismo. "Família", "paraíso", "pecado", "homem", "mulher", "bom e mal", "certo e errado" foram igualmente estupradas. A agenda anticristã atualmente estabelecida é, indubitavelmente, um catalisador da relativização dos termos (e conceitos subjacentes) e da aproximação de um estado latente de não-conhecimento.

Entretanto, apesar do evidente cenário relativista em que vivemos, notamos também que o caos não é absoluto. Há ainda uma consciência geral, ainda que tímida e sufocada, acerca dos corretos significados das palavras, ou, mais precisamente, de uma direção que aponta para um sentido mais acurado delas. E isso, mesmo com a rejeição da Palavra de Deus. Tal ordem se deve ao fato de que Deus, em sua grande sabedoria, implantou no homem uma vívida intuição acerca de sua lei, bem como categorias de raciocínio lógico e proposições que as instrumentalizam. Destarte, ainda que o homem, em rebeldia contra seu criador, ouse cerrar os punhos e negar a Palavra de Deus como fundamento de todo o conhecimento, ele ainda PRECISA dos pressupostos bíblicos para viver. O homem natural consegue, por exemplo, concluir que dois mais dois somam quatro; ele só não é capaz de fornecer uma justificativa para este resultado, para a lógica. A não ser que o homem assuma a Bíblia como fundamento de todo o seu conhecimento, ele jamais encontrará justificativas últimas para a existência da lei moral, para a lógica e para a beleza. Mesmo assim, nós sabemos que se a experiência humana levar às últimas consequências sua rejeição da Escritura como único fundamento epistemológico possível, o resultado mais óbvio dessa rejeição será a completa relativização dos termos e, por fim, a imersão em um "limbo" epistemológico. Dirão os homens: "Não podemos conhecer nada; [porém] conhecemos que não podemos conhecer; e não sabemos explicar a razão desta flagrante incoerência! Nada tem sentido, nem mesmo o que eu estou dizendo agora".

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Fonte: Teologia Expressa
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Quem poderá nos defender dos excessos de pastores egocêntricos?

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Por Thiago Oliveira


Lamentavelmente escrevo esse texto sabendo que muitos vão aqui comentar coisas do tipo: “Ele faz isso, mas ganha muitas almas para Jesus, e você o que faz além de julgar?” ou “Ele fez o que de errado? Ora, deixem ele falar do Evangelho.” Daí você se pergunta, quem é ele e o que ele faz/fez. Ok, vou explicar.

O Pr. Lucinho Barreto, da Igreja Batista da Lagoinha pregou no último Sábado (06/12) um sermão intitulado “E agora, quem poderá me defender?” Até aí tudo bem... Sobre a pregação, a intenção era falar sobre depender de Deus. Ótimo! Só que o Lucinho chega no púlpito vestido de Chapolin Colorado (veja aqui) e é ovacionado por isso. Diante dos aplausos ele arremata o bordão do famoso personagem do recém falecido Roberto Bolaños: “Não contavam com minha astúcia!”

No púlpito, o Lucinho conta diversas piadinhas e até faz referência a uma música da funkeira Anita (Pre-pa-ra). Ele grita, se ajoelha, acena, assobia, gargalha... enfim, um típico showman. Seria muito bom para uma empresa tê-lo como palestrante motivacional. Talvez algum programa televisivo fizesse sucesso com um apresentador tão eletrizante quanto ele. Mas para ser um mensageiro bíblico, o Lucinho com a sua personalidade narcisista, está distante do que Deus requer para o ofício de ser porta-voz da Palavra revelada.

Em seu excelente livro, Supremacia de Deus na Pregação, o Pr. John Piper fala que o alvo da pregação deve ser a glória de Deus. Ou é isso, ou de nada vale pregar. A partir do momento que um pastor ou mensageiro da Palavra começa a desfocar desse alvo, deixando de manter a sobriedade, este deixou de glorificar ao seu Senhor e até passa a querer ser o centro das atenções. E muitos em nosso meio costumam associar sobriedade com frieza. Se um pastor conduzir os ouvintes a quietude, muitos acharão que a mensagem foi enfadonha, morosa, lúgubre, etc. Segundo Piper (pág 49), muitos pastores têm se deixado levar por tal pensamento e o resultado disso é:

“...uma atmosfera de pregação e um estilo de pregação contaminados com trivialidades, leviandade, negligência, irreverência e uma sensação generalizada de que nada de proporções eternas e infinitas está sendo feita ou dita aos domingos”.

Obviamente que o pregador não precisa ser engessado ou robótico. Ele deve ser vibrante, entusiasmado, afinal, é do Evangelho que ele fala. E não há nada mais vibrante do que o Evangelho, não é mesmo? Charles Spurgeon, um dos maiores evangelistas da história da Igreja tinha um humor peculiar. O pastor presbiteriano Augustus Nicodemus é, atualmente, um bom exemplo de alguém que faz o bom uso do humor e conta suas anedotas vez ou outra. No entanto, leviandade é diferente de bom humor. Lógico que uma risada é sadia e que a alegria é marca de todo o cristão satisfeito em Cristo Jesus. Mas para tudo existe limite. Transformar um sermão num roteiro de stand-up comedy não é uma ideia sensata. A pregação é a forma que Deus estabeleceu para falar aos pecadores e auxiliar na perseverança dos santos. Se as pregações virarem palhaçada, como alguém dará crédito a esta mensagem?


O próprio Lucinho é exemplo disso. Ele inventou de “cheirar a Bíblia” para dizer que os jovens precisam ser loucos por Jesus. Sua iniciativa, com perdão do termo, abobada, virou matéria de um programa de TV e o apresentador não aguentou e mandou que a matéria deixasse de ser exibida, ao vivo (veja aqui). Um incrédulo censurou o Lucinho, que para a repórter que o entrevistava, disse que fazia essas coisas para atrair os adolescentes, pois estes acham os assuntos sobre Deus (ou religião) muito chatos.

É justamente nesse afã de querer incrementar o Evangelho que as bizarrices começam a se proliferar. Como disse anteriormente, alegria é inerente do cristão e o apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses fala muito sobre alegria (Fl 4.4). Porém, na mesma carta, Paulo chora por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fl 3.18). Ou seja: nem tudo são flores! Se o alvo da mensagem é a glória de Deus, e Ele é glorificado quando chamamos pecadores ao arrependimento, esta mensagem não pode ser trivial. Se vestir de Chapolin é algo tão despojado que fere o caráter sóbrio da pregação que diz “arrependei-vos e convertei-vos”. Não só a sobriedade como também a seriedade desta mensagem, pois a resposta a ela resultará em vida eterna ou morte eterna.

Em 2 Timóteo 4.3 lemos o seguinte Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. Isso é um retrato do que estamos vivendo. Incomodados com a agressão que é a Palavra de Deus (ou você acha que uma espada que penetra na divisão das juntas e medulas não causa dor?), os homens de nosso tempo forjam um pseudo-evangelho que massageia o ego e diz tudo aquilo que queríamos ouvir, e não o que devemos ouvir. Spurgeon, certa feita disse que chegaria um dia em que no lugar dos pastores alimentando as ovelhas haveria palhaços entretendo os bodes. Ele estava muito certo.

O egocentrismo de pastores feito Lucinho e outros que para serem notados e ganharem fama nas redes sociais vestem coisas bizarras (veja aqui) e falam palavrões, são um câncer que vem destruindo a Igreja progressivamente. Aonde estão os homens que pregam a cruz? Aonde estão os pastores que não querem o aplauso dos homens? Aonde estão as pregações que falam que Deus lançará no inferno os pecadores resolutos?

Não desanime, ainda existem homens comprometidos com o Evangelho ao ponto de negarem o aplauso dos seus ouvintes. Duvida? Então, se não conhece, recomendo a você a assistir ao vídeo dessa pregação aqui do Paul Washer. E para terminar, contarei uma anedota que não me lembro onde li ou ouvi, sobre o já citado Charles Spurgeon. Mas ela diz que numa certa conferência na Inglaterra vitoriana, alguns jovens ao verem o pastor do primeiro dia pregar ficaram maravilhados e diziam entre si: “Você viu aquele pregador? Nossa como ele prega bem. Que oratória. Que sermão!”. No segundo dia, Spurgeon foi o preletor e após a conclusão da sua mensagem os jovens, novamente admirados, falavam uns com os outros: “Você viu como Jesus é perfeito? Como Jesus é bom! Como Jesus é admirável! Quão lindo é Jesus”.

Que Deus nos presenteie com pastores segundo o Seu coração! Soli Deo Gloria!

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Fonte: Electus
Divulgação: Bereianos
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A verdade, ou verdades?

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Por Rev. Ewerton B. Tokashiki


A Escritura Sagrada exige que quando possível tenhamos paz com todos os homens, mas nunca em detrimento da verdade (Rm 12:18). No comum e corrente discurso de tolerância, inclusive no meio evangélico, repreender é sinônimo de desamor e arrogância. Não seja ingênuo, isto é resultado da mentalidade cultural predominante! É engraçado como todos reivindicam a verdade dos anunciantes, professores e políticos, e esta independentemente do seu grupo teórico,[1] exige-se que todos sejam correspondentes aos fatos. A inexatidão ou incoerência é um pecado imperdoável quando se afeta o bolso!

Mesmo entre relativistas teóricos, que querem fazer areia da verdade, existem momentos de contradições práticas. Imagine como exemplo o Cristianismo, se ele é verdadeiro, então, todas as demais religiões que o contradiz são necessariamente falsas, e neste caso não é possível existir um meio termo, pois isto seria sincretismo, e conseqüentemente, a negação da fé cristã. Se o relativismo for aplicado ao discernimento da verdade, aceitando a pacífica convivência de inverdades e contradições como sendo apenas meras interpretações diferentes da verdade, então, estaremos negando Àquele que é a fonte da verdade e lançando o fundamento do caos em nossas mentes! Dentro da mesma linha de pensamento, se por hora, deixarmos a epistemologia e, nos voltarmos para a ética, teremos um problema prático ainda maior, porque contradições não são apenas equívocos, ou confusão semântica, de fato são mentiras e dependendo do caso, é puro dolo. Olhe que alguém pode ter que indenizar, ou até ser preso! Por implicação, podemos concluir que, uma falsa idéia sobre a verdade oferece um conceito falso da vida. Por isso Gordon H. Clark reconhece que

não existe uma antítese entre verdade intelectual e moralidade como superficialmente algumas mentes imaginam. Uma mentira, que é a negação da verdade, é imoral. Ela é pecado por pensar incorretamente. (...) Não pode existir tal coisa como moralidade, a menos que existam verdadeiros princípios morais. Moralidade depende da verdade.[2]

Numa reação imprópria os pós-modernistas acusam de orgulho a convicção de uma verdade absoluta. Posturas firmes, inteligentemente bem articuladas, evidenciadas pela pesquisa e de polida argumentação, sofrem a acusação de que a segurança conceitual é mero pedantismo sectário. Que absurdo! O pluralismo acusa a convicção de soberba. É um erro usar a palavra arrogância para se referir à convicção, e a humildade significando dúvida. Perceba que está na moda ser humilde, isto é, ter incertezas até do óbvio. Repete-se o que G.K. Chesterton escreveu há um século. Ele declara que

o que sofremos hoje é de humildade no lugar errado. A modéstia se afastou do setor da ambição e se estabeleceu na área das convicções, o que nunca deveria ter acontecido. Um homem devia mostrar-se duvidoso a respeito de si mesmo, mas não acerca da verdade; isso foi completamente invertido. (...) Existe uma humildade característica de nossa época; acontece, porém, que ela é uma humildade mais venenosa do que as mais severas prostrações dos ascéticos... A velha humildade fazia que o homem duvidasse de seus esforços, e isto, por sua vez, o levaria a trabalhar com mais empenho. Mas a nova humildade torna o homem duvidoso a respeito de seus alvos; e isto o faz parar de trabalhar completamente... Estamos a caminho de produzir uma raça de homens tão mentalmente modestos que serão incapazes de acreditar na tabuada de multiplicação.[3]

É bom esclarecer que quando ataco o pós-modernismo não estou, em contrapartida, aceitando ingenuamente o ultrapassado modernismo. No desdobramento da história, o período anterior ao que vivemos, não foi melhor para o Cristianismo do que o presente. Numa leitura esclarecedora Os Guiness observa que “onde o modernismo era um manifesto de autoconfiança e auto-bajulação humana, o pós-modernismo é uma confissão de modéstia, se não de desespero. Não há verdade nenhuma; somente verdades. Não há nenhuma grande razão; somente razões.”[4] O conhecimento e o discernimento da verdade era considerado como possível no modernismo, e é este ponto de concordância que acentuo.

Numa conferência no Brasil, John MacArthur Jr. declarou que “a heresia vem montada nos lombos da tolerância”![5] De fato, os ventos frios do engano não vêm como tormentas, mas como suaves brisas entre as frestas da janela dos desatentos livres pensadores. O abandono da Escritura, como única fonte e regra de fé e prática, abre para as mais extravagantes possibilidades de desvios.[6] Para ilustrar esta afirmação basta apenas que recordemos do movimento teológico liberal no século XIX. Não esqueçamos que a preocupação destes teólogos era abandonar o Cristianismo clássico e substituí-lo, por um novo sistema de crenças, transformado e adaptado para uma nova realidade, relevante aos reclames de uma sociedade que não queria submeter-se ao senhorio de Cristo, mas, ansiava os benefícios da religião cristã e da filosofia naturalista. Entretanto, ao adulterar o evangelho, o liberalismo teológico perdeu a sua essência cristã, despojando-se dos seus fundamentos. Repudiando a teologia liberal, o neo-ortodoxo H. Richard Niebuhr descreveu a sua essência, afirmando que ela apregoa “um Deus sem ira que levou homens sem pecado a um reino sem julgamento pelo ministério de um Cristo sem cruz.”[7] O discurso liberal de tolerância acompanhava o esforço de adaptar a antiga fé cristã. Apesar de toda linguagem e terminologia da teologia clássica, tanto o liberalismo como a neo-ortodoxia, estão vazios da semântica divina, bem como dos seus resultados sobrenaturais.

O Senhor Jesus é o nosso exemplo de humildade e de vigorosa fidelidade à verdade (Jo 13:14-15). Antecipadamente o profeta Isaías declarou que em Cristo “dolo algum se achou em sua boca” (Is 53:9). O nosso redentor, que é o revelador da verdade, disse que: “se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8:31-32, NVI; veja também Mt 11:27; Hb 1:1-3). Em momento algum, o Filho de Deus foi tolerante com os falsos mestres de seus dias (Mt 23:1-36), nem os apóstolos adotaram esta postura com a mentira e o engano. Mas, infelizmente o evangelicalismo sofre duma crise de infidelidade. Como resultado da influência do pós-modernismo no meio das igrejas evangélicas James M. Boice e Philp G. Ryken constatam que

o que uma vez foi falado das igrejas liberais precisa ser dito das igrejas evangélicas: elas buscam a sabedoria do mundo, crêem na teologia do mundo, seguem a agenda do mundo, e adotam os métodos do mundo. De acordo com os padrões da sabedoria mundana, a Bíblia torna-se incapaz de alimentar as exigências da vida nestes tempos pós-modernos. Por si mesma, a Palavra de Deus seria insuficiente de alcançar pessoas para Cristo, promover crescimento espiritual, prover um guia prático, ou transformar a sociedade. Deste modo, igrejas acrescentam ao simples ensino da Escritura algum tipo de entretenimento, grupo de terapia, ativismo político, sinais e maravilhas - ou, qualquer promessa apelando aos consumidores religiosos. De acordo com a teologia do mundo, pecado é meramente uma disfunção, e salvação significa desfrutar de uma melhor auto-estima. Quando esta teologia adentra a igreja, ela coloca dificuldades em doutrinas essenciais como a propiciação da ira de Deus, substituindo-a com técnicas e práticas de auto-ajuda. A agenda do mundo é a felicidade pessoal, assim, o evangelho é apresentado como um plano para a realização pessoal, em vez de ser a caminhada de um comprometido discipulado. Para terminar, vemos que os métodos do mundo nesta agenda egocêntrica são necessariamente pragmáticos, sendo que as igrejas evangélicas estão se esforçando a todo custo em refletir o modo como elas operam. Este mundanismo tem produzido o ‘novo pragmatismo’ evangélico.[8]

Esta é uma briga que terá continuidade. Entretanto, apenas precisamos permanecer firmes na verdade, ou seja, persistentemente fiéis à Escritura Sagrada (Gl 1:6-9; 2 Ts 2:7-12).

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Notas:
[1] Sugiro a leitura de R.C. Sproul, Defendendo sua Fé (Rio de Janeiro, CPAD, 2007), pp. 31-35. Sem entrarmos em discussão, confesso que adoto a teoria da coerência. Assim, a lei da não-contradição, que é um elemento essencial para esta teoria, diz que não é possível coexistir duas afirmações contrárias no mesmo sentido, ao mesmo tempo, e ainda assim, serem igualmente verdadeiras.
[2] Gordon H. Clark, The Johannine Logos (Unicoi, The Trinity Foundation, 2004), p. 68.
[3] G.K. Chesterton, Orthodoxy (Garden City, Doubleday, 1957), pp. 31-32.
[4] Os Guinnes, Fit Bodies, Fat Minds (London, Hodder & Stoughton, 1994), p. 105.
[5] Peço perdão aos leitores quanto à fonte desta citação, pois ela se encontra numa palestra realizada por Dr. John MacArthur Jr. num dos congressos da Conferência Fiel, que pode ser encontrada no site da Editora Fiel.
[6] Este espírito retorna numa nova roupagem. John MacArthur Jr. observou que “aparentemente o maior medo que o movimento evangélico tem hoje em dia é de ser visto como posicionado em desarmonia com o mundo”, in: Princípios para uma cosmovisão (São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2003), p. 8.
[7] H. Richard Niebuhr, Kingdom of God in America (New York, Harper and Row, 1937), p. 103.
[8] James M. Boice e Philp G. Ryken, The Doctrines of Grace (Wheton, Crossway Books, 2006), pp. 20-21.

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Fonte: E a Bíblia com isso?
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Pastor Lucinho quer "continuar a escrever" Atos!

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Por Wang Jr.


Há apenas 28 capítulos no livro de Atos, mas o 'Lucinho Cheirador de Bíblia', quer escrever o próximo capítulo da história - "nas atitudes, como fizeram os apóstolos".

Ele primeiro deverá compartilhar todos os seus bens. Em seguida, operar milagres e prodígios.

Como todos apóstolos são presos e miraculosamente são libertos no raiar do dia, o 'cheirador de bíblia' deverá continuar essa história. Quando os apóstolos são libertos, eles saem para pregar no templo, onde são novamente detidos e levados para presença do concílio judaico, que manda os açoitarem. 

Açoite no Lucinho!! 

Estevão é apedrejado. 

Pedras no Lucinho!! 

Pedro, em nome de Jesus, ressuscita Dorcas. 

Vai lá Lucinho!! Ressuscita alguém!!

Lá em Atos, teve um falso profeta, chamado Bar-Jesus, que ao tentar impedir uma 'atitude' do apóstolo, foi ferido de cegueira. 

Cega eles Lucinho!!

Logo depois dos apóstolos curarem um aleijado na cidade de Listra, foram recebidos como deuses, mas a alegria durou pouco, pois o povo foi persuadido pela turma do Icônio, e o apedrejamento começou. 

Pedras no Lucinho!!

Depois de expulsarem o demônio de uma jovem adivinha na cidade de Filipos, novamente são presos. 

Cadeia no Lucinho!! 

Mas logo depois, há um terremoto que os soltam, e eles ainda batizam o carcereiro que se converteu. 

Lucinho!! Há um carcereiro lá no complexo de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, que te espera para poder escrever junto o novo capítulo de Atos...

Os apóstolos são espancados violentamente pelos judeus e depois pelas tropas romanas. 

Continua essa história, Lucinho!!

Quarenta homens juram matar o apóstolo Paulo e se amaldiçoam se caso não conseguirem. O governador dá 2 anos de prisão ao apóstolo e depois manda ele para Roma. Na viagem o navio sofre um naufrágio e toda a tripulação, soldados e presos não sofrem dano algum e se refugiam na ilha de Malta. Nesta ilha, Paulo é picado por uma cobra venenosa, mas miraculosamente não morre e ainda ora por várias pessoas da ilha, que são curadas, e isso inclui o pai do governador. 

Lucinho!! A Ilha da Queimada Grande, também conhecida como a 'Ilha das Cobras' está aguardando a tua história de apostolado...

Essa é a parte light do Livro de Atos dos Apóstolos...

Qualquer continuidade é a desaproximação do homem ao verdadeiro Evangelho de Cristo.

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Fonte: Wang Jr. via Facebook


Nota dos editores do blog Bereianos
(acrescentado às 22:06hs, 12/11/2014)

Um breve esclarecimento sobre este artigo:

Se olharmos a frase "Estou vivendo Atos 29", parece convincente, pois é o nosso dever dar continuidade naquilo que os apóstolos fizeram. Mas, primeiro, a frase no site do Pr. Lucinho está assim: "Cada um de nós deve continuar a escrever o livro de Atos, através de nossas atitudes, como fizeram os apóstolos. Nós escrevemos o livro de Atos 29, 30, 31......"

Viver não é escrever. Não cabe uma "figura de linguagem" desta forma em relação ao livro de Atos, pois obviamente ninguém vai "continuar escrevendo" o que já foi fechado! A nossa história aqui na terra como servos de Deus não escreverá nada naquilo que já foi revelado pelo Santo Espirito de Deus. 

O apóstolo Paulo diz que Deus deu para cada um dons com os quais estes devem servir à igreja. Ou seja, ao contrário da afirmação do Pr. Lucinho, ninguém fará nada que um apóstolo fez!

Acreditamos que o Lucinho Barreto se equivocou nos termos. Ambos os verbos - viver e escrever, são distintos, conforme já apontamos acima. Viver é uma coisa, e escrever é outra. Portanto, a afirmação do Lucinho ficou ambígua, a qual gerou muita confusão. Não sabemos ao certo o que ele quis dizer. Se por escrever o livro de Atos o Lucinho quis dizer que o crente pode fazer as mesmas coisas que os apóstolos e as pessoas relacionadas ao grupo apostólico que não eram apóstolos, como Felipe [não o apóstolo] e Estevão, por exemplo, fizeram, como operar sinais e prodígios, exercer o dom da cura, etc, ele está peremptoriamente equivocado. 

Vivemos em outra era da igreja. Deus não muda em sua natureza, mas muda seus métodos de agir. Deus não agiu da mesma forma em vários aspectos no AT no NT. E ele também não age da mesma forma em vários aspectos hoje como agiu na era apostólica. Existe algum relato de a sombra de algum pastor ou irmão piedoso tenha curado alguém, como aconteceu com Pedro? Um pastor ou crente piedoso foi mordido por uma cobra e não precisou ir para o hospital para ser medicado para não morrer pelo veneno, como no caso de Paulo? Existe algum pastor ou crente piedoso que foi transladado como Felipe, o evangelista foi no passado? Não!

Por outro lado, se o Lucinho quis dizer que viver atos 29 é viver a vida cristã e realizar não os mesmos feitos dos apóstolos, mas viver uma vida piedosa, orando pelas pessoas enfermas para ver se Deus responde a oração com a cura, evangelizando e exercendo os dons que Deus dá a cada crente para a edificação da igreja, aí sim ele está certo. Contudo, por conta da ambiguidade de sua argumentação, não podemos saber com precisão o que ele quis dizer, bem como os termos e a forma expressiva utilizada foi um erro. Em nossa opinião, acreditamos que o Lucinho, por não possuir um entendimento correto das Escrituras, da doutrina da salvação e das principais doutrinas da fé cristã, tenha em mente viver Atos 29 no sentido de fazer as mesmas coisas que os apóstolos fizeram. Acreditamos nisso por ele ser neopentecostal, pois todo neopentecostal tem esse entendimento.

Portanto, concordamos com o autor do artigo.

Os editores!
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