Programa Academia em Debate - Especial de Natal

.
Por Augustus Nicodemus Lopes

O programa Academia em Debate traz um especial de Natal onde trato destes assuntos: (1) Jesus realmente existiu? (2) Onde ele viveu dos 12 aos 30 anos? (3) Podemos celebrar o natal? (4) Qual o sentido do Natal? Veja agora:



Fonte: Augustus Nicodemus, via Facebook
.

Onde Jesus esteve entre os 13 e 30 anos?

.

Por Augustus Nicodemus Lopes


A revista Aventuras na História da Editora Abril publicou uma matéria onde requenta a velha teoria de que Jesus, dos 13 aos 30 anos, viveu em países estrangeiros aprendendo mágica, filosofia e alquimia, antes de se apresentar em Israel como o esperado Messias dos judeus. Vários evangelhos apócrifos são mencionados como fonte para esta especulação.

A matéria é entediante, além de revelar a mais completa ignorância dos estudos bíblicos e arqueológicos relacionados com a vida de Jesus Cristo. É igual às outras publicações sensacionalistas de fim de ano, que se aproveitam do Natal todo ano para interessar os curiosos e ignorantes tecendo teorias absurdas sobre a vida de Jesus.

A razão pela qual os Evangelhos não nos dizem nada sobre Jesus dos 13 aos 30 anos é por que os Evangelhos não são biografias no sentido moderno do termo, onde se conta toda a história da vida do biografado, desde seu nascimento até a sua morte, dando detalhes da sua infância, adolescência, mocidade, vida adulta e velhice. Os Evangelhos, como o nome já diz, foram escritos para evangelizar, isto é, para anunciar as boas novas da salvação mediante a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Portanto, o que da vida de Jesus interessa aos Evangelhos é seu nascimento sobrenatural, para estabelecer de saída a sua divindade, seu ministério público a partir dos 30 anos, quando fez sinais e prodígios e ensinou às multidões, e sua morte e ressurreição que são a base da salvação que ele oferece. Não há qualquer interesse biográfico na adolescência e mocidade de Jesus, pois nesta época, viveu e cresceu como um rapaz normal.

Assim mesmo, algumas informações dos Evangelhos canônicos - Mateus, Marcos, Lucas e João - nos deixam reconstruir este tempo da vida de Jesus, que passa sem registro direto. Lemos que quando Jesus começou a fazer milagres e a ensinar em sua própria cidade, Nazaré, os moradores estranharam muito pelo fato de que eles conheciam Jesus desde a infância:
 "E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles". (Mat 13:54-58 ARA)
 Percebe-se pela passagem acima que os moradores da cidade conheciam Jesus e toda a sua família. Se Jesus tivesse passado estes 27 anos fora da cidade, certamente não haveria esta reação.

Além do mais, o ensino de Jesus acerca da Lei, dos mandamentos, do Reino de Deus , as suas parábolas e suas ilustrações são todas tiradas do Judaísmo, das Escrituras do Antigo Testamento e das terras da Palestina. Ele está familiarizado com a agricultura, o cuidado de ovelhas, o mercado, o sistema financeiro e legal da Palestina. Estas coisas teriam sido impossíveis se ele tivesse passado todos estes anos recebendo treinamento teológico e místico em outro país, outra cultura, outra religião. Não há absolutamente nada no ensino de Jesus que tenha se originado na religião egípcia, persa, mesopotâmica do da índia, todas elas politeístas, cheias de deuses e totalmente panteístas. O ensino de Jesus, ao contrário é monoteísta e criacionista.

Estas lendas bobas da sua infância são tiradas de "evangelhos" apócrifos e espúrios, cuja análise já fiz e ofereci aos meus leitores aqui. 

É impressionante, todavia, que ainda estão dando importância a este fragmento de um suposto "evangelho da esposa de Jesus" mesmo após autoridades em manuscritologia e papirólogos terem rejeitado sua importância e mesmo sua autenticidade. Escrevi aqui sobre o tal fragmento.

No fundo, a razão para todas estas especulações é a rejeição do quadro simples e claro que os Evangelhos nos pintam acerca de Jesus, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que nasceu, viveu e morreu para que pudéssemos ter o perdão de pecados e a vida eterna.

.

Um Cristão Pode Comemorar o Nascimento de Cristo?

.

Por Vinícius Musselman Pimentel

Todo ano é a mesma coisa: “Um cristão pode celebrar o Natal? Natal é uma festa pagã?” Parece que tova fez que chega dezembro ”está aberta a temporada de caça aos evangélicos que celebram o Natal“. Antes de começarmos, vamos ao básico: eu amo Jesus, você ama Jesus – somos irmãos em Cristo. Espero que lembrá-lo desta gloriosa verdade acalme seus ânimos (e faça você desativar o botão CAPS LOCK).

Além disso, é bom lembrar que quando falo em comorar o Natal estou falando sobre comemorar o Nascimento de Cristo e não comemorar a vinda do legalista Noel (o vídeo de segunda será sobre isso – muito bom). E, sim, concordamos que Cristo provavelmente não nasceu no dia 25 de Dezembro, porque era inverno na região e os pastores não estariam com suas ovelhas ao ar livre.

Argumentos

Enfim, muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são (1) origens pagãs, (2) a influência mercadológica nos dias de hoje e (3) uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para cristãos comemorarem o nascimento de Cristo.

(1) Origens pagãs

Este argumento afirma que por o Natal ter origens pagãs não devemos celebrá-lo. Sobre isso, John Piper escreve:

Eu compreendo aqueles que querem ser rigorosamente e distintamente Cristãos. Que querem ser libertos do mundo e qualquer raiz pagã que possa repousar sob nossa celebração do Natal, mas não me posiciono da mesma maneira nesta questão porque penso que chega um ponto onde as raízes já estão distantes de tal forma que o significado presente não carrega mais nenhuma conotação pagã. Fico mais preocupado com um novo paganismo que se sobreponha a feriados cristãos.
Eis um exemplo que eu uso: Todo idioma tem raízes em algum lugar. A maioria dos nossos dias da semana [em inglês] —se não todos— saíram de nomes pagãos também. Então deveríamos parar de usar a palavra “Sunday” (domingo) porque ela pode ter estado relacionada à adoração ao sol em um tempo distante? No inglês moderno, “Sunday” (domingo) não carrega aquela conotação, e é a própria natureza do idioma. De certa forma, os feriados são como a linguagem cronológica. Leia na íntegra.

Frank Brito postou recentemente algo sobre o assunto, mostrando que até os objetos de culto a Deus no Antigo Testamento foram inventados por uma pessoa pagã:

Isso é verdade. Mas, muitas práticas e costumes pagãos se desenvolveram em torno de tudo, não só do Natal. [...] O pagão Jubal inventou a harpa e o órgão, mas isso não impediu estes instrumentos de serem usados no culto à Deus (Sl 105.4). Não há nada que possamos imaginar de bom no mundo que não haverá alguém usando desta liberdade para dar ocasião à carne (Gl 5.13). Se há paganismo em torno do Natal, tudo o que um cristão precisa fazer é evitá-lo. Leia a íntegra.

Ou seja, não é porque algo começou com um pagão que não podemos usá-lo. Mesmo assim, cabe lembrar que estamos celebrando o nascimento de Cristo e isso, certamente, não tem nada de pagão.

O que nos leva a objeção: mas o problema é o dia 25 de dezembro. Quanto a data provavelmente bater com o dia da festa pagã Saturnália, sendo isso verdade ou não, vamos deixar de ser hipócritas, pois nossos jovens todo carnaval saem em acampamentos. Ou seja, fizemos exatamente o que os cristãos dos primeiros séculos fizeram: substituímos uma festividade pagã por uma festividade cristã. Outro exemplo seria o culto de virada de ano. E não achamos todos que é algo sadio e sábio tirar os cristãos da festividade do mundo lhes oferecendo uma festividade cristã?

Outra questão é a árvore de Natal e toda a decoração. Não há nada na Bíblia que lhe impeça. “Mas isso não é uma decoração pagã e idólatra? Hoje em dia, não, pois até hoje nunca vi ninguém chegar na casa de alguém, ver a árvore de Natal e perguntar: “você também idolatra essa árvore e adora os deuses nórdicos?” A questão é: por que você quer adicionar esses elementos? O que eles simbolizam para você? Lembre-se: nosso alvo é celebrar a Cristo – se isso atrapalha, remova.

(2) Influência mercadológica nos dias de hoje

Certamente a indústria e o comércio aproveitaram (e moldaram) a ocasião, mas eles não fizeram isso só com o Natal. Fizeram como o dia dos pais, das mães, das crianças e a lista continua. Isso torna a comemoração do dia das mães algo proibido para o cristão? Obviamente que não.

Apesar do consumismo ser errado, o outro extremo também o é. Não há nada intrinsecamente errado em presentar alguém no Natal, desde que isso não substitua o foco do precioso presente que o Pai nos deu. Aliás, pense sobre esta ótica: “eu gostaria de presenteá-lo com este pequena lembrança para recordá-lo do maravilhoso Presente que Deus nos deu”.

(3) Suposta violação do princípio regulador do culto.

Este argumento afirma que como a Bíblia não ordena a celebração do Natal, então não devemos/podemos celebrá-lo. John MacArthur atesta que Romanos 14 garante a liberdade cristã no assunto:

As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.
Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:
Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).
De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo. Leia mais sobre isso.

Nós vemos uma ilustração dessa liberdade inclusive no Antigo Testamento com a celebração do Purim, uma festa não ordenada por Deus que celebrava a libertação do podo judeu que se deu no livro de Rute, celebrada inclusive nos tempos de Cristo (leia sobre isso aqui).

Na história da igreja, duas confissões atestam a liberdade cristã de celebrar o Natal:

A SEGUNDA CONFISSÃO HELVÉTICA
As festas de Cristo e dos santos. Ademais, se na liberdade cristã, as igrejas celebram de modo religioso a lembrança do nascimento do Senhor, a circuncisão, a paixão, a ressurreição e sua ascensão ao céu, bem como o envio do Espírito Santo sobre os discípulos, damos-lhes plena aprovação.
SÍNODO DE DORT
“Além do Domingo, as congregações também observarão o Natal, a Páscoa e o Pentecostes”Leia mais sobre isso.

Eu tenho que comemorar o Natal?

Não. Eu tenho a liberdade para comemorar o Natal? Sim. Aliás, você tem a oportunidade de redimir o conceito moderno secularizado do Natal, usando a oportunidade para testemunhar sobre Cristo. Já escrevemos sobre isso em Redimindo o Natal.

Liberdade Cristã

Por fim, quero retomar o texto de Romanos 14:

Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster. Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. (Rm 14:1-7)

Aparentemente, havia um grupo de pessoas que se sentia constrangido a não comer carne e/ou guardar alguns dias por serem mais especiais e outro grupo que entendia que eles tinham a liberdade para comer carne ou não, guardar um dia ou não. De forma similar, hoje, há um grupo que se sente constrangido a não guardar um dia (Natal) e um grupo que afirma ter liberdade de celebrá-lo ou não.

Qual é a resposta de Paulo para o problema:

(1) Não julgue 

“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster.”

Se você entende que é errado comemorar o Natal, simplesmente não comemore. Contudo, no momento que você afirma que quem comemora o Natal é um idólatra você está cometendo um julgando proibido pela Bíblia.

(2) Não despreze

“quem come não despreze o que não come”

Se você afirma pomposamente sua liberdade para celebrar o Natal e despreza quem é, segundo você, “bitolado”, você está caindo no pecado do desprezo pelo próximo.

(3) Ambos fazem para o Senhor

“Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.”

Isso talvez seja o mais difícil de entender porque vai direto contra o nosso orgulho de afirmar “a minha forma é a forma correta de agradar a Deus”. Paulo afirma que em assuntos de liberdade cristã (no caso, alimentação e guarda de dias especiais), nosso alvo deve ser glorificar a Cristo. Tanto aqueles que celebram legitimamente o Natal, quanto aqueles que não, agem desta forma porque amam a Cristo e desejam honrá-lo. Você consegue entender isso? Entender que aqueles que celebram o Natal fazem isso porque amam a Cristo e não porque estão se desviando da fé?

(4) Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.

Paulo, ao afirmar que devemos amar o irmão com o qual discordamos, não diz que devemos ter aquele tipo de amor moderno que diz “tanto faz o que você crê”. Não! O que você crê é fundamental, pois o que não procede de fé é pecado (cf. Rm 14.23). Então, “nas coisas essenciais, unidade; nas não-essenciais, liberdade; em todas elas, amor” – o amor que busca a verdade.

Para que você firme sua opinião em amor, segue uma lista de artigos a favor e contra a celebração:

Argumentos a favor a celebração do Natal

Augustus Nicodemus – Não Sou Totalmente contra o Natal
Josaías C. Ribeiro Jr. – Discutindo o Natal (Novamente)
Solano Portela – Calvino Contra o Natal?
Solano Portela – Porque Celebramos o Natal

Argumentos contra a celebração do Natal

Arthur W. Pink – Natal
Brian Schwertley – O Natal
G. I. Williamson – O Natal é Escriturístico?

.

O Natal e o Nome do Menino

.
Por Augustus Nicodemus Lopes



"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria. Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus".

A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.

A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.

Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.

Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.

Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.

O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.

É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus! Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!

Fonte: [ O Tempora, O Mores! ]