Casamento misto – vai acabar em pizza?

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Uma das áreas em que o povo de Deus mais ignora o ensino bíblico é no casamento, e isso aparece de diversas formas. Qualquer pastor experiente poderá te afirmar que enorme parte dos aconselhamentos que ele tem de fazer diz respeito a questões de casamento: infidelidade, insubmissão, falta de perdão entre os cônjuges, filhos e escolhas, maridos que não lideram suas famílias e assim vai.

Mas há, é claro, problemas que dizem respeito ao que se passa antes do casamento, e um desses é a escolha do cônjuge. O povo de Deus é terrivelmente mal-informado acerca do que se deve procurar num cônjuge. Na minha ainda pequena experiência, tenho visto que mulheres muitas vezes se satisfazem com o mero combo casamento feliz: “ele não me bate, não me impede de ir à igreja e não leva jeito de que vai me trair”. Isso é se satisfazer com muito pouco. O ideal bíblico para um homem é alguém que esteja na trajetória de se assemelhar cada vez mais a Cristo em amar sua mulher como Cristo ama a igreja. Isso envolve, liderar, servir amorosamente, lutar por sua santificação, amar sacrificialmente, prover e se gastar profundamente em prol dela. Ser Cristo em casa. Meramente não trair está dentro da capacidade de qualquer tonto ali na esquina. Um descrente, por não ser redimido por Cristo, nunca será capaz de se assemelhar a Cristo no cuidado por sua mulher. Pode, no máximo, ser um bom marido de acordo com os padrões desse mundo caído. E, tristemente, é cada vez mais comum ver crentes optando por se casarem com descrentes. Esse é o ponto principal deste artigo. Será que casamento com descrente vai acabar em pizza?

As fatias de pizza da vida

Por que cada vez mais homens e mulheres buscam se tornar uma só carne com alguém que ainda existe na velha carne? Fazer um pacto para a vida inteira com alguém que recusa o pacto com Cristo? Trocar o coração com alguém que tem um coração de pedra? É óbvio que há uma legião de razões. Foquemos em uma. Penso que uma razão é que muitos, por causa da secularização de nosso tempo, veem a religião como apenas uma das áreas diversas da vida. Uma de diversas possíveis opções, mas algo que não influencia demais a vida como um todo. Como fatias de uma pizza que compõe a vida da pessoa.

Explico: tendemos a ver os diversos compartimentos da vida como se fossem um tanto separados, como se fossem as várias fatias que formam a minha pizza. E cada um tem sua pizza individualizada: tenho minhas preferências musicais, escolhas de uso financeiro, minhas peculiaridades na área da saúde, minhas preferências sexuais, ideias sobre criação de filhos, meus hobbys favoritos, e assim por diante. E a decisão de seguir a Cristo muitas vezes é tratada como se fosse só mais uma das fatias da pizza. Assim, quando chega a hora de escolher o marido ou a esposa, basta ver se há suficientes fatias em comum – ainda que não todas.

“Que importa se ele não é crente? Pensamos igual sobre criação de filhos, gostamos dos mesmos programas, não brigamos, ele trata bem minha família… e ainda por cima, na parte em que somos diferentes, ele respeita. E mais, até apoia que eu vá à igreja. E até aparece de vez em quando!” É a mesma ladainha que ouço de moça atrás de moça se enganando enquanto se rebela contra Deus. E vários colegas pastores relatam o mesmo problema. É claro, há variações. E sim, há homens que entram nessa também. Mas parece-me que os rapazes são menos iludidos. Vão atrás de moças descrentes justamente pelas coisas em que são diferentes. É mais malandragem mesmo.

A massa envenenada

Mas será essa uma visão adequada? Se formos seguir a visão pizzaiola da vida, mais apropriado seria dizer que a situação da pessoa diante de Deus, crente ou descrente, é a própria massa da pizza, sobre qual se constroem todos os outros elementos. É o que Jesus nos ensina quando diz, por exemplo, que aquele que não é por ele é contra ele (Mateus 12.30). Não existe neutralidade, não existe a possibilidade de ter áreas da vida em que a rebelião contra Cristo seja inócua. O veneno da impiedade se espalha por toda a vida.

Na fatia do uso do dinheiro, por exemplo. O cristão tem de se dobrar diante da verdade Bíblica profunda de que todo nosso dinheiro pertence a Deus, não somente o que se separa no dízimo. E que cada centavo deve ser gasto em honra a Deus, seja comprando comida, roupa, pagando aluguel ou levando a esposa para passear em Gramado. Mas o descrente não vê assim. Ele vê o dinheiro como uma prerrogativa sua. E cedo ou tarde surgirão conflitos sobre o uso do dinheiro. Apoiar aquela família da igreja que perdeu o emprego? Uma oferta especial de amor a missionários nesse natal? O dízimo? Mas vai além disso. Como o descrente vê a questão da unidade financeira do lar? Do esbanjar? E a idolatria tão comum de fazer com que coisas e status financeiro definam nosso valor? O evangelho tem antídotos para essas coisas todas – mas a esposa descrente não se submete ao evangelho.

E a fatia de pizza da criação de filhos? Como será guiar o filho no caminho do Senhor quando no próprio lar há um pai ou mãe que ativamente rejeita seguir a Jesus? Como modelar a vida cristã se todos os dias há alguém modelando a vida longe do Senhor em casa? A Bíblia tem muito a dizer sobre a tarefa de criar filhos, e vai muito além de moldar cidadãos honestos e produtivos. O objetivo é ensina-los a viver como nada mais nada menos que seres humanos de um novo mundo habitando como sal e luz neste. Como um descrente vai conseguir ajudar nisso? Ainda que não se meta ou atrapalhe, o que julgo ser quase impossível. Mas ainda que ocorresse… A tarefa é difícil demais e precisamos de toda ajuda possível. Meninos precisam de homens que modelem o que é ser um homem cristão tanto quanto meninas precisam do modelo feminino. Aliás, meninas precisam ver em seu pai um modelo do que é Cristo cuidando da igreja, assim direcionando seus afetos tanto para Cristo quanto para o possível futuro marido.

Mas, por certo, a deliciosa fatia da sexualidade seguirá incólume independente do que compõe a massa, não? Não é apenas, digamos, fazer? Também não. A sexualidade humana é um dom criacional de Deus, projetado para ser experimentado dentro da santidade pactual do casamento. E ela não é apenas a conjunção carnal de partes de diferentes; é algo maior e mais profundo. Trata-se da expressão física da profunda unidade de alma. Novamente, um que está morto em delitos e pecados tem em sua alma a marca da rebeldia ferina contra Cristo, detendo a verdade pela injustiça (Romanos 1.18). Alguém que tem o coração de carne dado pela ação do Espírito Santo está aprendendo a interpretar toda a vida por meio das lentes da Escritura, inclusive o que faz ou deixar de fazer na cama. Nisso tudo, a dinâmica bíblica de buscar o interesse do outro – inclusive na sexualidade – vai se mostrar diferente quando o jugo é desigual. E te pergunto: você quer mesmo fazer sexo com um inimigo do teu salvador?

A fatia da pizza do uso do tempo livre também é afetada pela disposição básica do coração. Não é apenas a escolha de gastar tempo em lindas manhãs de Domingo com o povo de Deus na igreja ao invés de na AABB ou no parque da cidade. Vai além de buscar encontrar outros jovens casais no Sábado à noite ao invés de um grupo de descrentes. Essas coisas são importantes, mas vai além disso. Diz respeito a fazer com que cada ato do tempo livre de vocês seja um momento de ação de graças e deleite na bondade de Deus. Seja o cineminha, o jantar a dois, o passeio de caiaque ou a viagem de férias. Diz respeito a fazer tudo para a glória de Deus junto a alguém que faz o mesmo, e não alguém que se recusa a glorificar e agradecer a Deus (Romanos 1.21).

São várias as fatias de pizza que compõem a vida de alguém, e nenhuma delas deixa de ser afetada pela massa, não importa quão apetitosos pareçam o queijo ou seja o que for que vem junto.

Não se contente com pouco

Mas será que não vale a pena? Pois, afinal, a massa dele pode se converter e será uma massa crente! Será que não é justamente por meio de estar comigo que ele(a) vai ouvir e ver o evangelho, vindo então a se converter? É inegável que muitas conversões aconteceram nessa situação, mas penso que o número é superestimado. Não podemos presumir que Deus será gracioso. É como justificar a irresponsabilidade no uso do cinto de segurança pelo fato de que há pessoas que não usam e ainda assim sofrem acidentes sem morrer. E vejo e sei de muitos e muitos casos onde acaba em divórcio, ou simplesmente em décadas de frustração.

Mas o problema é mais básico que isso. No final das contas, veja o tamanho da rebeldia e estultícia: a pessoa está dizendo que sua esperança é que, por meio de seu pecado, o outro seja convertido. Quem sabe por meio de desobedecer a Deus o outro venha a ser obediente a Deus. Quem sabe por meio de rejeitar o claro ensinamento de Cristo o outro venha a se tornar discípulo de Cristo. Quem sabe minha idolatria faça o outro vir a amar o Deus verdadeiro. Isso é tolice.

Não é sábio nem bom seguir por esse caminho. Sim, eu sei que há escassez de homens bons para casar na igreja (por certo estou trabalhando em minha igreja para mudar isso, e sei de muitos outros que fazem o mesmo). Mas, queridas ovelhas de Cristo, parem de se contentar com pouco. Pare de querer pizza velha de boteco quando Deus te chama a uma refeição gourmet com um filho dele. Deus não está querendo te impedir de ser feliz – Ele quer que você tenha uma imagem do próprio relacionamento de Cristo e a Igreja em sua casa.

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Autor: Rev. Emilio Garofalo Neto
Fonte: Reforma 21
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A jovem namorada do pastor

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Creio que a maioria dos seminaristas, tenham o desejo de se casar. Mas como escolher uma moça que saiba o que é ser mulher de pastor? O que a moça precisa avaliar antes do sim?

Obviamente, que existe a palavra "amor" e que tudo pode ser superado, mas o amor deve ser exercido com sabedoria, o amor tem um lado racional que não deve ser negligenciado. Citarei um exemplo radical: "Eu o (a) amo, mas uma pena que não quer saber de trabalhar". Veja bem, por mais que ame esta pessoa, seu lado racional alerta que se o outro não gosta de trabalhar, futuramente poderá ter problemas e será uma pedra no caminho do casamento. Notou o lado racional que não devemos deixar de lado?

O ministério pastoral é algo muito sério, é um chamado de Deus para cuidar de vidas, cuidar daqueles que o Senhor salvou, alimentá-los com um evangelho puro e bíblico. Se você se envolver com a pessoa errada este dom tão lindo poderá cair por terra sem mesmo que perceba. Antes de exercer este dom com excelência, casa-se com excelência. Se um futuro pastor não souber escolher uma esposa verdadeiramente disposta a segui-lo no ministério, como confiaremos que ele fará boas escolhas para a igreja? Lembrando que todos somos falhos, não estamos imunes ao erro, mas cabe o alerta:

Para as Moças

Minha querida, se você está prestes a se casar com um pastor ou futuramente encontre alguém que exercerá este ministério, seja coerente e sábia ao assumir a responsabilidade. A forma bíblica de como amar o esposo é a mesma, seja ele pastor ou não. O que diferencia é o estilo de vida que cada um leva.

A agenda cheia: Você provavelmente é pastoreada, e notou o quanto seu pastor é exigido pelos membros, seja para conselhos, seja para visitação ou algum entretenimento (aniversário e casamentos, por exemplo). Você deverá ser sábia neste sentido, não sendo imatura a ponto de querer competir a atenção do seu marido com os membros da igreja. Os pastores costumam ser chamados para a festa de quase todos os aniversariantes da igreja, assim como casamentos, batizados e ficaria muito chato não comparecerem. Você precisará estar empenhada em acompanhar seu esposo nestes eventos. Ninguém é obrigado ir à lugar algum, mas caberá o bom senso, pois seu marido não é apenas um membro da igreja ele é o pastor daquele povo.

Horários irregulares: Complementando a sua agenda cheia, sempre acontecem imprevistos, e estes imprevistos podem ser de madrugada, de sábado, nas férias...O próprio nome já diz, é imprevisível! Esteja preparada para atender telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite, pode ser algum membro hospitalizado necessitando de oração, um parente deles que tenha falecido ou algum acidente que exija a presença do pastor. Caberá ao seu esposo administrar isso, mas se de fato ele precisar sair correndo para alguma emergência, não aborreça seu esposo, pelo contrário, ore pelo motivo de sua saída.

Viagens e troca de cidades: Acaba sendo normal as viagens pastorais, seja para palestras, retiros, encontros, etc...Porém haverá dias em que a esposa não poderá ir, e novamente você não deve ficar rancorosa por não ter ido. Deverá apoiar seu marido nestas viagens, para que ele não vá com o coração pesado por sua causa. Outro ponto que quero destacar é a transferência de igreja. Conheço alguns pastores que precisaram mudar-se para outros estados sem prévio aviso. Saiba que se isto acontecer, não tem como cada um morar num canto, você deverá estar disposta a mudar às pressas para onde for seu marido.

Ser receptiva: Você gosta de receber pessoas em casa? Lembre-se que quando há visitantes na igreja, como família de outro pastor, ou seminaristas, eles costumam ficar na casa do pastor. No período de "visita" você provavelmente deverá abrir mão da sua rotina para dar-lhes atenção. A preocupação com roupa de cama, almoço e jantar, será sua! Sem dúvidas vai se cansar, atrasará seus compromissos outrora programados, mas essa vai ser sua função, acolher estas pessoas e tratá-las bem.

Carreira e emprego fixo: Algumas mulheres sonham em trabalhar com aquilo que sempre estudou, sonham em seguir uma carreira profissional e estima crescimento. Não quero entrar no mérito se isso é certo ou errado, mas o fato é que isso acontece! Suponhamos que trabalhe numa empresa em que te exija transferência de cidade, como seu esposo largaria a igreja para morar em outro lugar? Consegue notar como é delicado? Se você monta seu estabelecimento e surge aquela transferência inesperada do seu esposo, como vai fechar as portas do dia para a noite? Trabalhar fora não é errado, muitas mulheres precisam ajudar seus maridos, mas isso não pode ser um empecilho para seu esposo exercer o ministério.

Aos Seminaristas

Se você leu acima, o que te cabe é orar pra discernir se sua pretendente tem o dom de exercer estas funções. Não seja superficial na sua escolha, pense no ministério que o Senhor te deu, procure uma esposa que irá te auxiliar nas funções. Não tenha pressa, seja cuidadoso tão quão Cristo é com a Igreja. Não se deixe levar por aparências físicas ou qualquer outra característica "fofa" da moça. Analise friamente as características espirituais, não precisa ser uma teóloga, mas alguém que saiba no crê e não se deixa levar por todo vento de doutrina. Seja sábio, jovem!

Concluindo...

Poderia citar aqui várias outras características da vida de um pastor, mas creio ter conseguido passar a ideia principal, que é: Sejam cautelosos! Meninas, se vocês não tem este dom, não digam "sim", isso lá na frente poderá ser um fardo para você ao invés de benção. Rapazes, não vos coloqueis em jugo desigual, orem e peçam sabedoria para que possam viver com uma mulher que acrescentará no ministério ao invés de atrapalhar. Que o Senhor abençoe cada num nesta escolha.

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NOTA: O que me levou a escrever este artigo é o fato de estar vendo algumas moças, "namorando" pastores, sem mesmo saber o que de fato isso representa. Ao mesmo tempo vendo garotos que já estão ou almejam um ministério pastoral, envolvidos com meninas que ainda não são firmes na fé. 

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Autora: Danieli Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & Teologia

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Crente pode ter um(a) namorado(a) zumbi?

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Por Denis Monteiro


Hoje, dia 12 de Junho, comemora-se nacionalmente o Dia dos Namorados e em todo lugar podemos ver os corações, frases e comerciais de TV que fazem referência a data com um apelo estritamente comercial. Apesar de tudo isso, ainda temos os filmes românticos, ou comédia romântica. Um em especial, lançado em 2013 que faz sucesso entre os adolescentes é o filme "Meu namorado é um zumbi". 

O filme se passa em um cenário pós-apocalíptico, tendo a cidade dividida entre os vivos e os mortos que não estão totalmente mortos (zumbis). Em certa altura do filme, um grupo de amigos vivos tiveram a "brilhante" ideia de ir até o outro lado do muro, onde estão os zumbis, a fim de coletar comida e medicamentos de lojas e casas que ficaram do lado zumbi. Em certo local onde estão os amigos vivos, os zumbis, que estão atrás de comida (cérebro humano), percebem a movimentação de humanos e vão até o local a fim de comer eles.

Dado a cena de ação onde os zumbis entram em confronto com o grupo de amigos, um zumbi chamado "R" não tem o desejo de comer o cérebro da garota Julie. No entanto, "R" defende Julie dos outros zumbis, não permitindo que ela seja devorada pelos zumbis famintos. E, sendo assim, de todo o grupo somente ela permanece viva, só que agora ela deve se fingir de morta (e se esconder) para que os outros zumbis não a devorem. E assim um começa se aproximar do outro com outras intenções.

Só que Julie terá um empecilho, o seu pai, que é o general que comanda as tropas contra os zumbis. Como já é de se pensar, é óbvio que ele vai contra a decisão de sua filha e tenta matar o zumbi. Ao fazer isto, eles percebem que "R", ao ser atingido pelo tiro, teve uma reação diferente dos outros que já foram mortos (definitivamente), pois conta Julie que, quando um zumbi é atingido por um tiro ele não sangra, só que "R" está sangrando dentro da água. 

Após a cara de dúvida do General, a sua filha Julie diz que o que curou "R" foi o verdadeiro amor e que todos os outros zumbis precisam de amor para que possam viver uma vida (quase) normal ao ponto de se recuperarem. 

A história é bonita e engraçada, mas o que podemos aprender com isso? 

Namoro não é evangelismo! 

Se Julie deu o seu amor ao "R" (o zumbi) e esse amor fez com que um morto voltasse a vida, tenha certeza que não é o seu amor que irá fazer com que seu namorado ou namorada venha à Cristo para ser salvo(a). Este filme não é um modelo a ser seguido e aplicado à nossa vida cristã achando que no final o descrente se converterá. 

Há dois trechos no filme que me chamou a atenção:

• Como mostrei acima, após a cena onde "R" leva Julie consigo para outro local, ela teve que se esconder (no avião) e até se comportar como uma morta, para que os outros zumbis não descobrissem que ela estava viva e fosse devorada. A cena é bem cômica quando Julie começa a fazer barulhos estranhos com a garganta, no entanto, você já parou para refletir que as pessoas que namoram descrentes elas nunca agem como crentes e sim como descrentes, pois elas não querem ser tachadas de caretas e, assim, não sofrerá nenhuma represaria por isso. 

Desde o momento que o General, pai de Julie, descobre que sua filha se uniu aos zumbis, ele foi contra. No entanto, no final, após a cena do tiro seu pai aceita o fato e percebe que houve uma mudança em "R". Essa cena parece que irá descer lagrimas do olhos e ascende a chama no coração. Mas já parou para imaginar que mesmo que pela infinita misericórdia de Deus, o seu (ou sua) namorado(a) venha a se converter você ficou todo esse tempo debaixo da desobediência de Deus? 

Mas o que a Bíblia tem a dizer sobre isso? 

Na Lei

Deuteronômio 7.1-4: "Quando o SENHOR, teu Deus, te introduzir na terra a qual passas a possuir, e tiver lançado muitas nações de diante de ti, os heteus, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os ferezeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu; e o SENHOR, teu Deus, as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria."

Nos livros históricos

Esdras 9.1-4: "Acabadas, pois, estas coisas, vieram ter comigo os príncipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com as suas abominações, isto é, dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus, pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão. Ouvindo eu tal coisa, rasguei as minhas vestes e o meu manto, e arranquei os cabelos da cabeça e da barba, e me assentei atônito. Então, se ajuntaram a mim todos os que tremiam das palavras do Deus de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro."

Neemias 13.23-27: "Vi também, naqueles dias, que judeus haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas. Seus filhos falavam meio asdodita e não sabiam falar judaico, mas a língua de seu respectivo povo. Contendi com eles, e os amaldiçoei, e espanquei alguns deles, e lhes arranquei os cabelos, e os conjurei por Deus, dizendo: Não dareis mais vossas filhas a seus filhos e não tomareis mais suas filhas, nem para vossos filhos nem para vós mesmos. Não pecou nisto Salomão, rei de Israel? Todavia, entre muitas nações não havia rei semelhante a ele, e ele era amado do seu Deus, e Deus o constituiu rei sobre todo o Israel. Não obstante isso, as mulheres estrangeiras o fizeram cair no pecado. Dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, prevaricando contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras?" 

Nos profetas

Malaquias 2.10-12: "Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais? Judá tem sido desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do Senhor, o qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho. O Senhor destruirá das tendas de Jacó o homem que fizer isto, o que vela, e o que responde, e o que apresenta uma oferta ao Senhor dos Exércitos."

No Novo Testamento

2 Coríntios 6.14-18: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? 15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? 16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, 18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso."

2 Coríntios 7.1: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus."

Veja que em todas as passagens que proíbe a união mista tem em vista a Lei de Deus e a nossa aliança com Ele. Perceba que o argumento "se eu namorar com um descrente eu posso trazer ele para a igreja" é falho, porque diz a Lei: "não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás suas filhas para teus filho; pois elas fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses" (Dt 7.3,4). Ou seja, Deus alerta o Seu povo de que, quem na verdade é evangelizado é o crente e não o descrente. É mais fácil o crente se desviar da aliança e servir outros deuses do que o descrente servir a Deus. Mesmo que você conheça casos que deram certos de pessoas descrentes que casaram com crentes e depois de um tempo vieram à Cristo, saiba que não foi o seu amor por ela(e) que fez isso, mas a eleição de Deus e Sua misericórdia. No entanto, você se arriscaria a estar em desobediência com Deus por causa deste amor? Obedecer é melhor do que sacrificar. 

Não somente isso, mas as consequências futuras existem. Por exemplo, se uma crente casar-se com um descrente a quem os filhos, que nascerão deste matrimônio, seguirão? Ou seja, como cumprir com o mandamento dado aos pais de instruírem os seus filhos na Lei do Senhor? 

Se você tem um namorado ou namorada não cristã, termine esse relacionamento - mesmo que seja uma decisão difícil -, pois a vontade de quem devemos cumprir é a vontade de Deus. Continue amigo desta pessoa e, ai sim, evangelize-a (sem namorar) e, se Deus converte-la verdadeiramente e o seu amor por ela continuar, casem-se e tenham uma família debaixo da aliança de Deus, fazendo a vontade do Senhor e um santificando o outro.

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Fonte: Bereianos
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O perigo do casamento misto

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Por Rev. Jocarli A. G. Junior


Nosso grande inimigo, Satanás, tem uma ferramenta perigosa usada durante séculos. Ele nunca muda, e sua articulação ainda funciona como um passe de mágica em nossos dias. Ele a usa para causar estragos entre o povo de Deus e para tentar impedir o trabalho do Senhor. Que ferramenta é essa? O casamento misto!

Geralmente quando você questiona um crente que está prestes a se casar com incrédulo, as respostas são sempre as mesmas, observe:

“Eu o amo, e o amor é o que realmente importa”.
“Ele prometeu ir a Igreja comigo e as crianças”.
“Se eu romper com o relacionamento, ele não terá ninguém para conduzi-lo a Cristo. Além disso, tenho certeza de que ele vai se tornar um cristão”.
“Eu orei sobre isso e senti paz em meu coração de que esta é a vontade de Deus”.

No entanto, você precisa saber: essa nunca é a vontade de Deus! Deus deixou bem claro que é pecado para os Seus filhos se casar com pessoas ímpias. Sendo assim, Deus nunca vai desejar que você peque!

Essa é a mensagem de Malaquias 2.10-12. Os sacerdotes não viviam da maneira que Deus havia estabelecido em Sua Palavra e ainda faziam com que muitos tropeçassem (2.8 e 9). Na verdade, eles estavam se divorciando de suas esposas judaicas e se casando com mulheres estrangeiras (Ml 2.13-16). Através do profeta Malaquias, o Senhor adverte ao Seu povo contra o pecado do casamento misto.

I. O Casamento misto é um pecado contra Deus.

Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus?  Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais?” (vs 10)

Nosso texto descreve quatro aspectos deste pecado:

A. É um pecado contra a paternidade de Deus.

Não temos nós todos o mesmo Pai? Não nos criou o mesmo Deus?” (v. 10) – A palavra “Pai” é provavelmente um paralelo a Deus, de modo que “Pai” se refere a Deus (cf. 1.6), não a Abraão, como alguns sugerem.[1] Israel era como filho primogênito de Deus (Êx 4.22; Os 11.1; Am 3.2). Deus criou e formou a nação de Israel (Is 43.1). Ele estabeleceu uma aliança com o povo de Israel, destacando-os de todos os outros povos (Dt 7.7). O profeta Isaías refere-se explicitamente ao Senhor como o pai de Israel: “Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade” (Is 63.16). Assim, como um Pai celestial todo-sábio, Deus tem o direito de dizer ao seu povo com quem eles podem e não podem se casar. Se Judá era o povo escolhido e redimido por um Deus que se dignou a ser o seu Pai, como é que eles poderiam abusar desta aliança?

Se você conhece a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, você não é mais o dono de sua própria vida. Você foi comprado por um alto preço, o sangue de Cristo. Isso significa que você deve obedecer a Sua santa vontade. Ou seja, você só é livre para se casar da maneira que Deus estabeleceu em Sua Palavra. Como veremos mais adiante, Sua vontade é que você se case com alguém comprometido com o Senhor, e não com um incrédulo.

B. É um pecado contra a santidade de Deus.

Judá profanou a aliança do Senhor... e o santuário do SENHOR...” (v. 10 e 11) – Deus é santo, o que significa que Ele é totalmente separado do pecado. Ele chama o Seu povo para ser santo também (Lv 19.2; 1Pe 1.16). Aqui o Senhor declara que Judá havia profanando a aliança (2.10) e o santuário (2.11), literalmente, o lugar santo. Deus havia dito que Ele habitaria no meio deles e eles seriam o seu povo (Lv 26.11-12).

“... e se casou com adoradora de deus estranho” (v. 11) – Ao se casarem com estrangeiras que adoravam a outros deuses, os Judeus haviam contaminado o local da presença de Deus.

A expressão “adoradora de deus estranho” se refere às mulheres pagãs, que adoravam aos deuses falsos. (Se qōḏeš se refere ao “santuário”, então possivelmente a profanação faz referência ao envolvimento dessas mulheres no culto do templo).[2] Judá profanou a aliança de seus pais ao se casar com a “adoradora de um deus estranho” (2.11).

Você pode pensar que se casar com um incrédulo é apenas imprudência, ou talvez um pecado “menor” ou “leve”. Mas Deus declara que eles foram desleais e que este ato foi uma abominação (2.11). A palavra “abominação” (tow ̀ebah, em hebraico) é utilizada em outros lugares para se referir a idolatria, feitiçaria, sacrifício de crianças aos ídolos e para homossexualidade (Dt 13.14; 18.9-12; Lv 18.22).

Além disso, a palavra “casar” usada nesta passagem é baal, a forma substantiva do que significa senhor, mestre, marido.[3] Observe o jogo de palavras: “casou [Baal] com adoradora de um deus estranho” (2.11). Baal era o deus falso adorado pelos Cananeus e Fenícios. Esta não foi a primeira vez que Israel tinha cometido o pecado com as mulheres que adoravam ao deus Baal. Ao longo da história Satanás tem usado o casamento com incrédulos para transformar a devoção do povo de Deus.

Casamento Misto no Antigo Testamento.

Gênesis

“... Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas...” (v. 2) – Em Gênesis 6, Satanás usou casamento ilícito para corromper o ser humano, levando ao julgamento do dilúvio. Em Gênesis 24.1-4, Abraão fez o seu servo jurar pelo Senhor, que ele não iria tomar uma esposa para Isaque dos cananeus. Duas gerações mais tarde, Esaú casou-se com duas esposas incrédulas. Ressalta-se repetidamente que essas mulheres trouxeram tristeza para Isaque e Rebeca (Gn 26.34-35; 27.46; 28.8). Mais tarde (Gn 34) a filha de Jacó, Diná se envolveu com um homem cananeu. Seu povo convidou os filhos de Jacó para se “aparentarem” e se “casarem” com eles e viverem entre eles (Gn 34.9). Em seguida, o filho de Jacó, Judá, se casou com uma mulher cananéia e começou a viver como um cananeu (Gn 38).

Se Israel tivesse continuado a se casar com os cananeus, teria sabotado o plano de Deus de fazer uma grande nação dos descendentes de Abraão, e para abençoar todas as nações através deles. Assim Deus soberanamente permitiu que José fosse vendido como escravo ao Egito, resultando em toda a família de Jacó se mudando para lá, onde eles, eventualmente, serviram como escravos por 400 anos. Este tratamento drástico solidificou as pessoas como uma nação separada e os impediu de casarem com os gentios.

Mais tarde, através de Moisés, Deus advertiu ao povo a não se casarem com os povos da terra (Êx 34.12-16; Dt 7.1-5).

Balaão

Um dos inimigos mais formidáveis ​​que Moisés teve de enfrentar foi Balaão, que aconselhou Balaque, rei de Moabe, contra Israel. Deus impediu Balaão de amaldiçoar Israel. Mas Balaão aconselhou Balaque com um plano insidioso: corromper as pessoas que você não pode amaldiçoar. Levá-los a se casarem com suas mulheres moabitas. O plano trouxe muito danos, até que Finéias tomou medidas ousadas para parar a praga em Isael (Nm 25.1-9).

Sansão, Salomão, Acabe, Josafá e outros

Ao longo da história de Israel, o casamento com mulheres pagãs trouxe muitos problemas. O ministério de Sansão foi anulado através de seu envolvimento com as mulheres dos filisteus (Jz 16.4-22). As mulheres estrangeiras perverteram o coração do rei Salomão e o levaram para longe do Senhor (1Reis 11.1-8). A ímpia Jezabel, uma idólatra estrangeira, estabeleceu a adoração ao deus Baal, durante o reinado do seu fraco marido judeu, Acabe (1Rs 16.29-22.40).

O rei Josafá quase arruinou a nação, unindo seu filho em casamento a Atalia, filha de Acabe e Jezabel (2Cr 18.1). Os efeitos terríveis deste pecado não vieram à tona durante a vida de Josafá. Seu filho, Jeorão, que se casou com Atalia, abateu todos os seus irmãos e levou a nação à idolatria (2Cr 21). Deus o feriu com uma doença e ele morreu depois de oito anos no cargo. Seu filho Acazias se tornou rei e durou um ano antes de ser assassinado.

Em seguida, a ímpia Atalia executou um terrível plano. Ela abateu todos os próprios netos (exceto um, que estava escondido) e governou em maldade durante seis anos (2Cr 22.10-12).

Esdras e Neemias

Depois do cativeiro, quando Esdras ouviu que alguns dos remanescentes tinham se casado com mulheres estrangeiras, ele rasgou suas vestes, puxou alguns dos cabelos de sua cabeça e barba, e se prostrou com o rosto em terra totalmente horrorizado. Isto foi seguido por um tempo de luto nacional e arrependimento (Ed 9 e 10). Apenas alguns anos mais tarde, Neemias descobriu que alguns judeus haviam se casado com mulheres cananéias. Ele argumentou com eles, pronunciou uma maldição sobre eles, atingiu alguns deles, e puxou seus cabelos, chamando suas ações de grande mal (Ne 13.23-29)! Um dos sacerdotes havia se casado com a filha de Sambalate, um dos principais inimigos de Neemias no projeto de reconstrução dos muros de Jerusalém (Ne 4.1-5). O ministério de Malaquias se encaixa no tempo de Neemias.

Casamento misto no Novo Testamento

O Novo Testamento é igualmente claro: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2Co 6.14-16).

Quando Paulo deu instruções àqueles que estavam casados com incrédulos (1Co 7.12-16), ele não estava endossando o casamento misto. Em vez disso, ele estava dando conselhos para aqueles que se tinham tornado crentes depois do casamento, mas cujos cônjuges permaneciam incrédulos.

O conceito de “jugo desigual” vem de Deuteronômio 22.10, “Não lavrarás com junta de boi e jumento”. O boi era um animal limpo para os judeus, mas o burro não era (Dt 14.1-8), e seria errado juntá-los. Além disso, eles têm duas naturezas opostas e nem sequer trabalham bem juntos. Seria cruel uni-los.[4] Da mesma forma, é errado para os crentes se colocar em jugo desigual com os incrédulos.

Deus deseja uma linhagem santa, um povo separado e distinto. Isto se aplica ao compromisso mais solene que você vai assumir na vida, a decisão com quem você vai se casar. Nunca foi a vontade de Deus que os Seus filhos se casassem com incrédulos.

A Confissão de Fé de Westminster declara: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que mantém heresias perniciosas” (Hb 13.4; ITm 4.3; Gn 24.57-58; 1Co 7.39; 2Co 6.14 – Capítulo XXIV – Do Matrimônio e do Divórcio, III).

Tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento não encontramos esteio para o casamento misto. Assim, para um crente se casar com um incrédulo é pecar contra Deus que criou o Seu povo e que os chama para serem santos.

Se o cristão é submisso a Cristo, não procurará começar um lar que desobedece à Palavra de Deus. Se você é solteiro, não case com um incrédulo! Além disso, cuidado com crentes nominais que afirmam conhecer a Cristo, mas que não estejam comprometidos em viver em obediência a Ele.

C. É um pecado contra o amor de Deus.

Judá profanou o santuário do SENHOR, o qual ele ama...” (v. 11) – Lembre-se do tema de Malaquias, “Eu vos amei, diz o Senhor” (1.2). É por causa do Seu amor que Deus estabelece tais padrões rígidos de santidade para o Seu povo. O pecado sempre causa dano. Mas, santidade traz grande alegria.

Muitas vezes esquecemos que o motivo por trás de todas as ações de Deus é o Seu grande amor! Nós somos como crianças rebeldes, que não querem comer alimentos nutritivos, escovar os dentes ou tomar banho. Assim, fugimos de casa, onde podemos comer toda a comida que queremos (lixo) e nunca escovar os dentes.

Satanás sempre tenta você com a promessa de gratificação imediata e a mentira de que Deus realmente não gosta de você ou Ele não iria mantê-lo de todo este prazer. Aqui está como isso funciona: você sabe que Deus não quer que você se case com um incrédulo, mas então aparece alguém tão adorável que convida você para sair e conversar. Você hesita, mas, em seguida, racionaliza, o que pode acontecer? Além disso, ninguém na igreja se interessa por mim! Aliás, não tem ninguém interessante na igreja. Então você diz sim, você aceita o convite para sair com o indivíduo incrédulo. Você planeja testemunhar para ele, mas a oportunidade não surge.

Em seguida, você fica surpreso porque a pessoa não parece com um incrédulo. Ele ou ela é decente, carinhoso, sensível, meigo, educado e inteligente. Assim você aceita sair novamente. Então, surge o primeiro beijo educado na porta. Seus sentimentos crescem mais forte e os beijos se tornam mais apaixonados. Você se sente amado e especial. Logo, você está fisicamente envolvido e a sua consciência o incomoda. Mas você racionaliza novamente, ele vai se tornar um cristão e vou me casar com ele.

No início deste sutil relacionamento está a sua rejeição pelo amor de Deus e Sua santidade. Antes de qualquer relacionamento, você precisa confiar que Deus realmente te ama e sabe o que é melhor para você. Isso inclui o Seu mandamento de não se casar com um incrédulo. Se você não quer ir ao altar com um ímpio, não aceite o primeiro convite para sair.

D. É um pecado sujeito a disciplina de Deus.

O Senhor eliminará das tendas de Jacó o homem que fizer tal, seja quem for, e o que apresenta ofertas ao Senhor dos Exércitos. (vs 12)

Toda desobediência traz consigo o juízo de Deus. Qual foi a consequência que os sacerdotes e o povo colheram ao se casarem com uma mulher estrangeira? “O SENHOR eliminará das tendas de Jacó...” (2.12). O amor de Deus não é incompatível com a sua disciplina. Na verdade, vem dele: quem o Senhor ama, Ele disciplina” (Hb 12.6). Se meus filhos fizerem algo de errado eu vou discipliná-los. Mas, isso não significa que eu não os amo.

Malaquias declara que o homem que cometeu tal ato seria cortado e, possivelmente, a sua família também. Deus muitas vezes nos deixa experimentar as consequências naturais de nossos pecados.

Aqueles que se casaram com mulheres idólatras acreditavam que Deus perdoaria o pecado, inclusive daqueles que apresentavam a oferta (2.12). Aqui vemos a epítome da hipocrisia e insensibilidade.[5] Essa advertência chama a atenção para o julgamento que atingiu o sacerdote Eli. Ele e sua família foram cortados do sacerdócio, porque ele se recusou a disciplinar as práticas perversas de seus dois filhos a respeito de seu serviço Tabernáculo (1Sm 2.29-35).

Isto leva à outra parte da mensagem de Malaquias. Para um crente se casar com um incrédulo não é apenas um pecado contra Deus.

II. O casamento misto é um pecado contra o povo de Deus.

Você pode até pecar em secreto, mas as consequências, muitas vezes, atingirão as pessoas que amamos. Na verdade, nossas ações estão interligadas com a família e a sociedade. Quando pecamos, todo o povo é afetado (2.10). Existem duas maneiras de ferir os outros crentes quando você se casa com um descrente:

A. O Casamento misto fere o povo de Deus porque ele banaliza a aliança do Deus vivo com o Seu povo.

Malaquias pergunta: “Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando a aliança de nossos pais?” (2.10). A palavra “desleal” (bagad, em hebraico) está relacionada com a palavra vestir ou cobrir. A ideia é que a deslealdade envolve engano. Ao se casarem com mulheres estrangeiras, o povo de Israel cobria ou escondia a aliança com Deus.

É por isso que quando um crente se casa com um incrédulo deve ser uma questão de disciplina na Igreja. Se um crente se casa com um incrédulo e não colhe consequências do seu ato, então os crentes solteiros na Igreja vão pensar, “ela parece feliz”, “mas eu ainda estou solteira”. “Nenhum jovem crente está disponível”. “Talvez eu deva me relacionar com algumas pessoas fora da Igreja, como ela fez”. Cuidado! Paulo declarou: “Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” (1Co 5.6).

B. O Casamento misto fere o povo de Deus porque banaliza a aliança do povo com o Deus vivo.

Essa é a implicação do versículo 12. Essas pessoas pensavam que poderiam desobedecer a Deus sobre este assunto mais importante e, em seguida, cobri-lo com alguns sacrifícios e seguir alegremente o seu caminho.

Você não pode se rebelar contra Deus em uma área tão importante como o casamento, em seguida, viver como se nada tivesse acontecido, esperando que Deus o ignore.

O que significa compromisso com Deus se não afeta o relacionamento mais significativo da vida? Além de seu relacionamento com Jesus Cristo, nada mais importa do que a escolha de um parceiro de casamento. Se você vai a Igreja e canta, “Oh, como eu amo Jesus”, mas se casa com um incrédulo, essa atitude diz que o seu compromisso com Cristo não faz nenhuma diferença sobre o seu modo de viver. Diante disto, você destrói o seu testemunho por Cristo diante dos seus amigos e familiares.

O casamento de Olivia L. Langdon com o escritor americano Mark Twain é um caso trágico sobre as consequências de um casamento misto. Olivia Langdon havia sido criada em um lar cristão por pais piedosos. Mas quando Twain, um crítico aberto da religião, a convidou em casamento, ela finalmente aceitou sua proposta, sem dúvida secretamente acalentando a esperança de que ele poderia ser convertido a Cristo pelo seu exemplo. No começo isso parecia estar acontecendo. Albert Biglow Paine em sua biografia abrangente de Twain registra que “sua bondade natural do coração, e, especialmente, o seu amor por sua esposa, o inclinavam aos ensinamentos e costumes de sua fé cristã...” Demorou muito pouco por parte de sua esposa em persuadi-lo e realizar orações familiares em sua casa, a graça antes das refeições, e a leitura devocional de um capítulo da Bíblia. “Um dos amigos de Clemens, que sabia que ele era um grande cético, registrou sua surpresa ao visitar a casa e descobrir Twain orando e participando do culto familiar”.

Infelizmente, Twain começou a expressar o desagrado para com o culto e disse a sua esposa, “Livy, você pode continuar com isso se você quiser, mas devo lhe pedir para me desculpar. Isto está me tornando um hipócrita. Eu não creio na Bíblia, ela contradiz a minha razão. Eu não posso sentar aqui e ouvi-la e deixar de acreditar em tudo o que considero, como você faz, à luz do Evangelho, a Palavra de Deus”.

Isso por si só teria sido uma grande tragédia, que deve ter marcado o fim das esperanças de Olivia para o marido. Mas algo ainda pior aconteceu. A descrença de Mark Twain teve uma influência desastrosa na vida de sua esposa, e Olivia gradualmente caminhou da dúvida para a morte de sua religião. Um dia, quando ela e sua irmã estavam andando pelos campos ela confessou com tristeza que tinha se afastado de suas visões ortodoxas. Ela tinha deixado de acreditar em um Deus pessoal que exercia a supervisão pessoal sobre cada alma humana, disse ela. Anos mais tarde, em um momento de luto, Twain tentou fortalecer sua esposa com as palavras, “Livy, se te conforta a inclinar-se sobre a fé cristã, faça isso”.

Ela respondeu: “Eu não posso, jovem [sua designação favorita para o marido]. Eu não tenho nenhuma”.[6]

Se você desobedecer a Deus e se casar com um não-cristão, não se engane com a crença de que você vai ser a causa da conversão dele. Pela graça de Deus, isso pode, eventualmente, acontecer. Mas, geralmente, não acontece! Casamentos mistos geralmente terminam em grande infelicidade ou divórcio. E mesmo que não seja o caso, você certamente vai sofrer por desobedecer a Deus.

Conclusão:

Se você, como cristão, já se casou com um incrédulo, então você precisa arrepender-se sinceramente perante o Senhor, lamentar o fato que você pecou contra Ele e o seu povo. O verdadeiro sacrifício para Deus é um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17). Então você deve seguir as orientações de 1Coríntios 7.12-16. Paulo instrui aos crentes em casamentos mistos a não iniciar o divórcio. Você deve procurar demonstrar Cristo em casa e sua vida (1Pe 3.1-6), esses são os melhores sermões!

Se você está atualmente envolvido em um relacionamento romântico com um incrédulo, deve quebrá-lo imediatamente, antes que você fique envolvido ainda mais! Você já pisou em areia movediça espiritual. O casamento é difícil o suficiente quando ambos os parceiros estão empenhados em servir a Cristo e a Sua Palavra. Alguém pode indagar: Mas eu sei de casos em que um crente se casou com um incrédulo e tudo acabou bem. Sim, Deus é gracioso, muitas vezes em usar até mesmo os nossos pecados para o bem, quando nos arrependemos. Por exemplo, algumas pessoas tentam se suicidar, mas Deus em Sua graça e misericórdia, não permite a concretização deste ato trágico. Mas isso não significa que Deus vai poupar a vida de todos que desejam se suicidar. Você só está se dirigindo para uma vida de dor ao se casar com um incrédulo.

Se você conhece um cristão que está namorando um incrédulo, compartilhe essa mensagem com ela ou ele. Se você é pai, comece a clamar a Deus pelo casamento dos seus filhos. Ore para que Deus conceda aos seus filhos cônjuges piedosos.

Não caia na arapuca milenar de Satanás. Não despreze o amor de Deus por você!

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Notas:
[1] Walvoord, J. F., Zuck, R. B., & Dallas Theological Seminary. (1985). The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Ml 2.10). Wheaton, IL: Victor Books.
[2] Walvoord, J. F., Zuck, R. B., & Dallas Theological Seminary. (1985). The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Ml 2.11). Wheaton, IL: Victor Books.
[3] Levy, D. M. (1992). Malachi: Messenger of rebuke and renewal. Bellmawr, NJ: Friends of Israel Gospel Ministry.
[4] Wiersbe, W. W. (1996). The Bible exposition commentary (2Co 6.11). Wheaton, IL: Victor Books.
[5] Levy, D. M. (1992). Malachi: Messenger of rebuke and renewal. Bellmawr, NJ: Friends of Israel Gospel Ministry.
[6] Walter A. Maier, For Better, Not for Worse (Saint Louis: Concordia, 1935), 371.

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Sobre o autor: Rev. Jocarli A. G. Junior é Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e Bacharel em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - São Paulo. Mestre em Divindade com ênfase em Pregação pelo Centro de Pós-graduação Andrew-Jumper - SP. Pastor da Igreja Presbiteriana em Tabuazeiro [Vitória/ES] desde 2009.

Fonte: IPB Tabuazeiro
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Dia dos namorados, namorados e a Bíblia

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Por Denis Monteiro


No dia 12 de Junho comemora-se o Dia dos Namorados. Infelizmente, este dia é (quase) sempre motivado por paixões pecadoras. Por exemplo, o dia dos namorados pode ser considerado uma festa pagã. Em Portugal, assim como em outros países da Europa, comemora-se este dia em 14 de Fevereiro, chamando de Dia de São Valentim. Este nome se dá em homenagem ao um Bispo da Igreja Católica – Valentim – o qual fora proibido pelo Imperador Claudio II de realizar cerimônias de casamento para que os solteiros servissem o país na guerra. Este bispo foi preso e sentenciado à morte, pelo fato de realizar casamento as escondidas. Em 14 de Fevereiro de 270 ele foi decapitado. Nesta data, na Roma antiga, também se comemoravam dia da deusa Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e ao deus Pan (deus da natureza), onde que, neste dia fazia-se uma passeata da fertilidade. Nos EUA, desde o séc. XVII este dia é chamado de The Valentine’s Day, mas não se sabe bem ao certo como este dia foi adotado. Mas em 1840, Esther Howland, uma artista, vendeu 5.000 doláres em cartões do dia dos namorados. Desde esse dia teve-se o costume de enviar cartões aos namorados. No Brasil, a data que se comemora, apesar de haver caraterísticas norte-americana, ela está relacionada ao Frei Fernando de Bulhões (Santo Antônio) que em suas homilias ele dava ênfase no amor e no casamento. A data 12 de Junho foi escolhida por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de Junho). Outra possibilidade, no Brasil, para comemorar esta data é por causa de que quando um comerciante paulista, João Dória, trouxe esta ideia do exterior.[1]  

Infelizmente, mais um dia, assim como o dia das mães, o motivo de comemoração é sempre financeiro. A diferença é que este dia (dos namorados) dar-se a entender que também envolve idolatria, o qual é pecado (Êx. 20.3). Outra parte infeliz desta data é a falsidade que o envolve, um dia onde todos são amigos e namorados. Por exemplo, há um episódio do Chaves onde que neste Dia de São Valentim[2], na vila todos são amigos, até a Dona Florinda é amigona do Seu Madruga (O Dia de São Valentim neste seriado é comemorado não só como dia dos namorados, mas entre amigos também). Ou seja, em todo o ano há brigas e discórdias, mas só neste dia há uma mera reconciliação e amizade? Entendemos biblicamente que tais datas: dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados e dia das crianças; não devem ser só lembrados por causa de datas fixas festivas em nosso calendário, pois fazem da criação de Deus uma data mercadológica ao invés de algo que glorifica a Deus. Logo, se o princípio desta comemoração não é glorificar a Deus (1Co 10.31), como o centro de todas as coisas, isso é idolatria. 

Então, devemos entender que o motivo de se comemorar esse dia não pode ser por causa da data fixa no calendário. Por exemplo, o casal não deve somente trocar presentes nesta data como se fosse algo obrigatório, pois obrigatoriedade não expressa amor. Este carinho com o próximo deve existir sempre, baseando-se nas Escrituras. 

1) Então, como comemorar o Dia dos Namorados? 

Provérbios nos dá uma base para isso. O sábio diz: alegra-te com a mulher da tua mocidade. (Pv 5.18); A mulher virtuosa é a coroa do seu marido” (Pv 12.4); a esposa prudente vem do Senhor (Pv. 19.14 – NVI). Em Provérbios 31, o rei Lemuel descreve como é esta mulher virtuosa com seu caráter e ofícios (mulher, trabalhadora, dona de case e mãe). Com todas essas características e vendo de onde ela provém (do Senhor), eu não posso esperar uma data fixa e específica para honrar a minha namorada e/ou esposa, não devo moldar meu amor à minha namorada e/ou esposa por causa de uma data de calendário, mas devo fazer isso todos os dias de minha vida. E assim, a mulher, ao considerar-se sábia e virtuosa, tem de honrar seu futuro esposo e/ou marido no Senhor. 

2) O que a Bíblia diz sobre o namoro? 

A Bíblia não mostra de modo explícito sobre o namoro. Existe uma concepção entre alguns cristãos um movimento chamado de “corte bíblica”, no qual um jovem passa a conhecer uma jovem na companhia da família dela e com um ajuda de um líder, conselheiro espiritual. Este tipo de conhecimento é para que se evite um namoro sem supervisão, para que não deixe que o casal de namorados se leve pela tentação. Temos que entender que a corte não é uma ordenança bíblica, pois temos o caso de Isaque que não cortejou Rebeca. Mas isso não anula a responsabilidade dos pais em “fiscalizar”.

3) Quais as principais características que devem ser vistas para começar um namoro?

3. 1 - A compreensão de que o(a) pretendente tem de Deus e o que Ele requer de nós. 

Existe um mal que ocorre em nossas igrejas que não vem de hoje, estou falando de uniões mistas, namoros mistos.  Este mal vem sendo praticado desde o Antigo Testamento, e todas as vezes que havia estas uniões, Deus se irava e mandava que elas fossem desfeitas. Por quê? O descrente não consegue entender quem é o Deus que nós servimos. Eles não conseguem entender o que a Bíblia requer de nós. A Bíblia trata estas uniões como “jugo desigual” (2Co 6.14). Quando um crente unia-se com pessoas que não eram regeneradas, os crentes passam a participar das obras infrutíferas das trevas. A principal preocupação que o Antigo Testamento mostra com a união mista é a idolatria (Êx. 23.33). E assim, uma pessoa que não é regenerada ela não saberá da vontade de Deus para o casal de namorados. A Bíblia requer santidade no relacionamento e que este relacionamento seja entre dois regenerados, pois namoro com descrente não é um método de evangelismo

O termo “compreensão” não está atrelado à sua concepção teológica e filosófica de quem é Deus. Mas sobre de quem é este Deus de uma forma que se pode ser vista em sua vida no dia a dia. E como essa concepção de Deus pode ajudar e moldar este namoro. 

3.2 - O seu caráter

Nós vimos acima que se o (a) seu (sua) pretendente não professar a fé cristã, não devemos nos unir com ela. Então, nem adianta olhar o caráter que ela possui, pois mesmo sendo uma ótima pessoa, ela é boa sem saber o que a Bíblia fala o que é ser bom e porque tal pessoa faz coisas boas. No entanto, tratarei neste tópico com aqueles que viram no seu (sua) pretendente um ponto positivo segundo o ponto acima. 

Este caráter não pode ser analisado por sua frequência na igreja, por responder as perguntas levantadas na Escola Dominical ou por orar bonito. Mas este caráter deve ser analisado a partir do princípio de como esta pessoa aplica o conhecimento que ela tem de Deus em sua vida. Analisemos Efésios 5.23-29, 33 de como deve ser este caráter, igual ao de Cristo:


Mas alguém poderá perguntar: essas características não se aplicam a marido e mulher? Sim, se aplica. Mas se em um namoro nenhum dos dois não mostra ou nem tenta se esforçar para ter estas características, possivelmente, este namoro, quando virar um casamento, terá sérios problemas. 

4) O que não se pode procurar para começar um namoro.  

4.1 – Etnia

Esta questão de racismo – e o racismo não é somente de branco para com os negros, mas de todos quantos rejeitam à outro que é diferente de você, e usa essa diferença (físicas) para desqualificar o mesmo – não é algo que só afeta o redil dos descrentes, mas também é algo que afeta até a igreja de Cristo. Infelizmente, racismo é algo universal. Em alguns lugares são mais explícitos os índices de racismo. Você já deve ter ouvido ou presenciado pais obrigando seus filhos a terminarem os seus relacionamentos porque namoravam pessoas de outra etnia. Jamais devemos procurar pretendentes exclusivamente que sejam da mesma cor. Cor não define caráter. A Escritura é clara em mostrar de que Deus não faz acepção de pessoas, ou seja, Deus não usa características distintivas para eleger alguém. 

4.2 - Condições financeiras

Este é um “segundo mal” que permeia alguns relacionamentos e/ou o início do mesmo. Em muitos casos acontece o que nós conhecemos popularmente de “golpe do baú”. Este golpe é quando uma pessoa sem nenhum senso moral namora e casa com outra pessoa só por causa do dinheiro, para que após engravidar, faz com que essa gravidez segure o casamento. Na maioria das vezes essa gravidez lhe proporcionará uma renda “fixa” até a criança completar a maioridade. 

Essa atitude envolve pecado. O pecado da avareza, da cobiça e do engano que é falta de amor ao próximo. A avareza, segundo Paulo, é idolatria (Cl 3.5). Justamente o que Cristo mostra ao falar de pessoas que põe o seu coração nas riquezas do que em servir a Deus (Mt 6.19-24). Cobiçar o que é do próximo é desejar o que é do próximo, o qual não é seu. E cobiçar o que é do próximo é transgredir o décimo mandamento “não cobiçarás” (Êx. 20.17). A avareza é um desejo dominante em relação ao dinheiro; a cobiça é o mesmo desejo dominante em relação às posses de outrem. 

Paulo diz aos Efésios que eles deveriam deixar a mentira, e falar a verdade cada um com seu próximo. A falta de temor a Deus e amor faz com que pessoas mintam e vivam uma vida de mentiras para alimentar outros pecados. Então, casar por causa de questões financeiras não é amor, tal relacionamento não provém de Deus. 

4.3 - Estética 

É sabido que todo ser humano tem o seu senso estético das coisas, principalmente quando se trata de atração física entre um homem e uma mulher. Mas o grande problema é que muitos casais que se apaixonam por causa de suas belezas exteriores não consideram que futuramente nem tudo estará no lugar. Agora, quando se trata de amor, “o amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13.4-7). Se um namoro começa sem amor, mas por atração física, este relacionamento não durará por muito tempo. E assim, há uma grande possibilidade que traições aconteçam. Pois, se algum relacionamento começa tendo como base a atração e beleza física, o padrão de escolha será exclusivamente estético, futuramente ambos poderão achar outra pessoa mais bonita e ficar com ela.

Então, podemos entender que se faltar amor conforme o padrão bíblico, este relacionamento não durará muito. 

Portanto, qual é o bom propósito do namoro cristão? Visar o casamento para a glória de Deus, que cumpre com o que Deus ordenou a Adão no Éden de se unir à sua esposa e contrair uma família. 

Por fim, deixo uma explicação. No Catecismo Maior de Westminster, dos deveres exigidos e pecados proibidos do sétimo mandamento:

138. Quais são os deveres exigidos no sétimo mandamento? 
Os deveres exigidos no sétimo mandamento são: castidade no corpo, mente, afeições, palavras e comportamento; e a preservação dela em nós mesmos e nos outros; a vigilância sobre os olhos e todos os sentidos; a temperança, a conservação da sociedade de pessoas castas, a modéstia no vestuário, o casamento daqueles que não têm o dom da continência, o amor conjugal e a coabitação; o trabalho diligente em nossas vocações; o evitar todas as ocasiões de impurezas e resistir às suas tentações.
139. Quais são os pecados proibidos no sétimo mandamento? 
Os pecados proibidos no sétimo mandamento, além da negligência dos deveres exigidos, são: adultério, fornicação, rapto, incesto, sodomia e todas as concupiscências desnaturais; todas as imaginações, pensamentos, propósitos e afetos impuros; todas as comunicações corruptas ou torpes, ou o ouvir as mesmas; os olhares lascivos, o comportamento impudente ou leviano; o vestuário imoderado; a proibição de casamentos lícitos e a permissão de casamentos ilícitos; o permitir, tolerar ou ter bordéis e a frequentação deles; os votos embaraçadores de celibato; a demora indevida de casamento; o ter mais que uma mulher ou mais que um marido ao mesmo tempo; o divórcio ou o abandono injusto; a ociosidade, a glutonaria, a bebedice, a sociedade impura; cânticos, livros, gravuras, danças, espetáculos lascivos e todas as demais provocações à impureza, ou atos de impureza, quer em nós mesmos, quer nos outros.
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Notas:

[1] Cf. Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados). Acessado: 15/05/14 às 01:00
[2] Cf. o Vídeo Aqui ( https://www.youtube.com/watch?v=vzTEhl-XseM )

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Fonte: Bereianos
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