“Eu sigo Cristo e não religião!” Como assim?

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O ser humano adora clichês – e falar em relacionamento com Cristo e em não ter religião é um dos que mais encontrou eco na nossa geração. Mas esse é um clichê vazio de significado. Na verdade é uma tolice que virou mantra.

A igreja, pastor, cristão... que oferece aos homens “um relacionamento com Cristo” – estão atrasados e fora da realidade.

A palavra religião se tornou completamente pejorativa na boca de muitos pregadores de hoje, e como se era óbvio de esperar, se espalhou pelos bancos das igrejas e redes sociais. Pregadores, bem intencionados ou não – sei lá – se dispuseram a fazer um trabalho duro e muito longo para retratar religião como uma roupa negra de regulamentos e regras. Então, Cristo é apresentado como uma alternativa completamente nova a tudo o que a vilania da religião representa. Então, um clichê quase virou um versículo bíblico: “Cristianismo não é religião, é relacionamento!”

Toda a ideia é um tanto superficial. Você não tem que fazer rituais estranhos, raspar a cabeça, se vestir estranho, usar gravata... para ser “religioso” – Um grupo de pessoas – não importa como eles sejam, abraçando um determinado conjunto de crenças qualifica-se como religião. Na verdade, todas as pessoas são religiosas de alguma maneira.

Ateus, por exemplo, são muito mais religiosos do que supostamente “racionais – em sua fé obstinada de incredulidade em algo, quando abraçam a fé em outras determinadas coisas e pressupostos – insistindo no nada racional – “o nada criou tudo!”

Não se engane, você é religioso quando repete a crença de um grupo que inventou um clichê, e que repete junto que não é religioso, mas que tem um relacionamento. Você é religioso, mesmo quando nega enfaticamente que é religioso. Na verdade, Paulo diz em Romanos 1 que todos os homens estão adorando e cultuando algo.

A questão primordial, na verdade, é se a religião – não importa se agora você odeia o nome – que você abraça é verdadeira ou falsa. Se ela glorifica a Deus ou o ofende. Se lhe dá glória ou “rouba” Sua glória.

A Bíblia lança luz sobre isso o tempo todo – definindo uma religião pura que reflete o correto relacionamento com Deus. A Bíblia não se furta em dizer: “A religião pura e imaculada é esta...

O Cristianismo bíblico, ou a religião divina, é uma questão de tendo sido regenerado e levado a Cristo pelo Espírito, ser levado a uma vida de santa obediência à Palavra de Deus – que é refletida em um enfrentamento com honestidade do que nós somos – moralmente falidos e dependentes da Graça soberana, que chama, regenera, dá o arrependimento, santifica... nosso interesse pela igreja de Cristo e pelo próximo é uma posição espiritual e moral intransigente em relação ao mundo e sua cultura que religiosamente adora a tantos deuses quanto é possível o homem criar.

A religião pura – que Tiago descreve, por exemplo – é o transbordar de um coração humano regenerado e por isso, em correta relação com o Deus único e Verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo. Portando, sendo levado pelo amor que esse novo coração tem pela Nova Aliança, a obediência alegre e cheia de deleite à Sua Palavra.

A ideia de que o cristianismo não é religião, mais um relacionamento – essa frase – não faz nenhum sentido. É vazia.

A religião que um homem pratica (e todo homem pratica) depende, e é um reflexo do nosso relacionamento com o Deus verdadeiro. (E todo homem tem um).

Como dissemos no início, a igreja, pastor, cristão... que oferece aos homens “um relacionamento com Cristo” – estão atrasados demais e fora da realidade.

O ponto claro e evidente que parece que os repetidores de clichês evangélicos perderam, é que todos os homens estão num relacionamento com Deus, com Jesus... A questão apenas é se é um relacionamento bom ou ruim... todas as criaturas estão num relacionamento com Deus para o bem ou para o mal.

No que diz respeito aos homens, a Bíblia define o relacionamento do homem com Deus em duas categorias:
  1. Aqueles que são seu inimigos.
  2. Aqueles que eram inimigos e foram reconciliados por Graça Soberana.

Alguém me perguntou: “Como alguém pode ter um relacionamento com alguém que não conhece?” - Paulo responde: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” - Romanos 1:19-21 - (Deus! Pai, Filho e Espírito Santo!)

A Regeneração, Chamado Eficaz, arrependimento e conversão é a transição entre estar num relacionamento com Ele ou no outro.

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.” - Romanos 5:10,11

Você vê – antes de sermos chamados, não estávamos sem um “relacionamento” com Deus... vivendo uma vida neutra... estávamos nos relacionando com Ele... como inimigos. E sendo religiosos, como todo ser humano, de forma errada – expressando nossa inimizade e desprezo a Ele.

Em Adão todos nascemos rebeldes contra Deus – nos relacionamos com Ele como Caim se relacionava... e todos os homens que já nasceram. Essa relação pessoal era tal, que estávamos debaixo da Ira infinita de Deus. Cada coisa que você fazia em toda a sua vida fora de Cristo se relacionava a Deus e era feita num relacionamento de inimizade contra Ele. Toda a obra de salvação cai num vazio, quando a reduzimos a um convite simplesmente a um “relacionamento”.

O problema humano JAMAIS FOI UMA FALTA DE RELACIONAMENTO COM DEUS! O problema era um relacionamento hostil – de nossa parte, e da parte d'Ele em relação a nós. É isso que torna a Graça Soberana tão surpreendente: “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.” - Efésios 2:3

Então o problema era o tipo de relacionamento pessoal que tínhamos com Ele – inimigos e hostis! – E esse é o estado ainda de todo homem que está fora de Cristo – debaixo da Ira infinita, neste relacionamento inevitável com Deus.

É por isso que a pregação não é descrita como formar um relacionamento, mas como uma mudança de relacionamento. Nosso ministério não é o ministério de relacionamento – pois relacionamento já existe – nosso ministério é “o ministério da reconciliação” ( 2 Co 5.18 ) – Através da expiação e propiciação o status do relacionamento pode ser mudado.

Se você falar que o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento, você criou uma dicotomia totalmente falsa e enganadora. Porque o que você está oferecendo é a escolha entre religião ou um relacionamento. Mas a divisão que existe é entre falsa e verdadeira religião, e um relacionamento reconciliado pela expiação e propiciação e um relacionamento de inimigos debaixo da Ira.

Quando o homem é reconciliado pela obra soberana de Cristo, então a religião pura e imaculada começa.

Essa é a tragédia em andarmos por clichês, eles obscurecem a verdade. Para diferenciar coisas, precisamos de profundas raízes bíblicas e perspicaz discernimento da Palavra. Clichês são “boas ideias” (assim achamos quando os inventamos) – que soa tão bem exatamente por seu distanciamento da verdade – a mente natural logo os começa a reproduzir – enquanto que normalmente acha difícil e não gosta das profundas definições bíblicas.

Os clichês se tornam populares da mesma forma que as falsas promessas de políticos, falsos pregadores, falsos profetas... não são verdade, mas nós já queríamos acreditar naquilo... então acreditamos quando alguém diz o que queríamos que fosse dito.

Precisamos pensar tão somente e claramente em termos bíblicos – Sem novos insights, clichês ou frases de efeito. A Palavra basta. Sola Scriptura!!

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Site do autor
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O Jesus real ofende todo mundo!

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A ofensividade de Cristo é um ponto nevrálgico numa época de tanta “sensibilidade” ególatra como a nossa. Se essa ofensividade sempre foi um problema, imagine hoje?

O Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser muito inclusivo. Ao mesmo tempo, o Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser excessivamente exclusivo.

A igreja muitas vezes, os religiosos, os bons cidadãos... são ofendidos por Sua inclusividade, e o mundo e nossa cultura são ofendidos por Sua exclusividade.

Assim, todos ficamos até certo ponto inclinados a enfraquecer a ofensa, seja minimizando Seu chamado inclusivo ou minimizando Suas reivindicações exclusivas. Mas devemos saber com clareza que, sempre que saímos de um lado ou do outro, acabamos com um Jesus à nossa imagem – um ídolo.

Somos chamados a celebrar a inclusividade de Jesus e Sua exclusividade, pois esta é a polaridade que torna Jesus tão irresistivelmente atraente e o evangelho ser evangelho.

Os Evangelhos retratam Jesus como um Messias que constantemente e deliberadamente irritou muitos dos mais religiosos e melhores cidadãos de seus dias. Os mais respeitáveis.

Jesus não se inclina para a elite religiosa. Ele não vai respeitar suas categorias de quem está dentro e quem está fora. Ele não se juntará a eles para condenar” os pecadores comuns enquanto se excluem. Ele come com coletores de impostos, prostitutas... os párias da sociedade. Ele não tem medo de se aproximar deles.

A inclusividade de Jesus choca os líderes religiosos, os melhores cidadãos. Ele abre as portas do reino aos pecadores de todas as raias, e Ele fala duramente contra os religiosos por sua “justiça” auto-declarada de exclusividade pelos seus próprios méritos.

Evangélicos muitas vezes falam sobre como as reivindicações exclusivas de Cristo são ofensivas para nossa cultura hoje, mas às vezes não sentimos como a inclusividade de Cristo era tão ofensiva em seu contexto do primeiro século. E, ao perder essa verdade, é improvável que detectem as formas em que lançamos barreiras e erguemos muros em torno do “evangelho”.

A postura inclusiva de Jesus para com as mulheres (desprezadas naquela cultura), para com os doentes, para com os marginalizados, para com os piores pecadores representa um desafio para a igreja de hoje, tal como aconteceu com os fariseus há dois mil anos.

A prostituta na igreja pode estar mais perto de Deus do que o melhor cidadão de nossa sociedade, escreveu C. S. Lewis, ecoando as palavras de Jesus de que os coletores de impostos e prostitutas estavam entrando no reino na frente dos fariseus. Até que a inclusão radicalmente ofensiva da graça de Deus penetre em nossos ossos, nunca nos uniremos a Jesus nas margens da sociedade, acolhendo e abençoando pecadores ARREPENDIDOS de todos os tipos.

Mas o mesmo Jesus que chama os cansados ​​para virem a Ele para descansar é Aquele que exige que neguemos a nós mesmos – não algumas coisas, mas a nós mesmos, e o sigamos até nossa morte.

Ele diz que Ele é o único caminho para Deus, a Verdade, a Vida. Ninguém vem a Deus senão por meio d'Ele. Percebeu?

Seu caminho é estreito.

A porta é apertada.

Ele é o Pão do Céu, e a menos que você O consuma com fome, deleite e prazer, você perecerá.

Se você está ofendido pela natureza chocante dessas reivindicações exclusivas, então você pode ir embora, assim como as multidões fizeram em João 6.

Você vê? Com uma mão, Jesus está acenando a todos em todos os lugares para irem a Ele. Com a outra mão, Ele está afastando as pessoas. Você contou o custo? A menos que você se arrependa, você perecerá! Você está disposto a desistir de seus direitos e dobrar o joelho agora e para sempre?

Sejamos francos. A exclusividade é ofensiva quando estamos acostumados a ter nossas escolhas, quando pensamos que a tolerância deve significar nos aceitar como nós somos e concordar com o que somos. Jesus parece pensar que Ele é especial, que a graça de Deus vem somente por Ele, e que Ele nada deve a nós – mas que devemos tudo a Ele.

O único coração que pode receber tal graça é o coração que recebe o dom do arrependimento. Arrependimento é a troca de sua agenda, do seu  “reino” pessoal para a agenda do reino de Jesus Cristo, e isso é uma agenda que inclui TODAS as esferas de sua vida - como você vive, como você ama, como você dá, como você adora, como você se comporta sexualmente, como você fala, como você O segue como Senhor.

Não se engane, Jesus é duplamente ofensivo. Jesus disse que Ele veio chamar os pecadores ao arrependimento. Muitos na igreja estão ofendidos que o chamado de Jesus é para os pecadores e que não há diferença – “todos pecaram!”. Ninguém está numa situação melhor e todos dependem da Graça Soberana. O mundo está ofendido que Ele chama pelo arrependimento, negação a si mesmo, abandono do pecado... por isso só o Chamado Eficaz quebra a inimizade a Deus daqueles (todos os homens) que amam as trevas. Pois “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” - Romanos 8:7

É por isso que o mundo e a cultura minimizam Suas reivindicações exclusivas até que Jesus seja reduzido a um guerreiro da justiça social, contra a pobreza, pela ecologia... e  que afirma as pessoas como elas são. E é por isso que muitos na igreja minimizam Seu chamado soberano inclusivo até que Jesus seja reduzido a um distintivo de honra para os que acreditam, pelos que se diferenciaram dos outro pelo “livre-arbítrio”, humildade... que por sua própria obediência se tornam bons diante de Deus.

A boa notícia é que Jesus pode mudar a todos nós. Por graça soberana, Ele abre o punho fechado do hipócrita religioso, e Ele estreita a visão do pecador de “mente aberta” até que Ele seja o único ponto na vista de todos, a única coisa preciosa. Como? Ao destruir a auto-justiça através de Sua morte e ressurreição.

Você vê, a igreja se auto-justifica quando encontra em si o que a diferenciou do mundo e não vê que só a Graça Soberana fez isso sozinha.  Quando condena o chamado inclusivo e soberano aos pecadores que Deus quiser chamar eficazmente. E o mundo se auto-justifica quando condena o chamado exclusivo ao arrependimento, negação de si mesmo, tomar a Cruz... ao querer ser aceito como é... Mas os Evangelhos nos dão um Jesus que explode a justiça em todas as suas formas quando Ele dá Seu corpo para ser golpeado e ferido e pendurado em uma cruz.

Portanto, não desista do desafio inclusivo ou exclusivo de Jesus. É o que o torna diferente de todos os outros. É o que é tão atraente sobre Ele. É o sinal de que Ele é verdadeiramente Deus, que Ele nos ama o suficiente para não nos deixar sozinhos.

Num dia em que é comum a igreja oferecer um Jesus exclusivo sem Sua inclusividade e o mundo é provável crer em um Jesus inclusivo sem Sua exclusividade (se acomodando ao homem e não o chamando para morrer), eu digo: “Dê-me o Jesus duplamente ofensivo do Novo Testamento, por favor. Deixe Ele ofender a todos nós” – Precisamos do Jesus real.

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Fides Reformata
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A lógica perversa da imoralidade sexual

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Sem uma anatomia do pecado não podemos pregar a graça. Quando nos preocupamos em não ser negativos para agradar o mundo, não podemos dar o primeiro passo para a “boa notícia” do Evangelho.

Paulo começa anunciar o evangelho dando o primeiro passo inevitável, uma anatomia do pecado (Romanos 1.18-32). O pecado é, na sua essência, uma supressão da verdade.

Essa supressão da verdade segue uma progressão lógica: 

A rejeição a Deus: Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lhes manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” - Romanos 1:19-21

A rejeição a Deus leva a adoração da criação: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” - Romanos 1:22-23 – O homem corruptível passou a ser a medida de todas as coisas.

Em seguida vem a degradação sexual: “Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” - Romanos 1:24-27

Um sentimento perverso reina em cada homem pelo desprezo da Verdade: “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade”. - Romanos 1:28-29

A família entra em colapso: “Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães”. - Romanos 1:30

Temos então loucura, infidelidade, crueldade e desumanidade: “Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia”. - Romanos 1:31

Depois, há a supressão definitiva da verdade: a promoção descarada dos pecados cometidos por outros: “Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”. - Romanos 1:32

À primeira vista, porém, essa progressão lógica pode parecer um pouco arbitrária. A imoralidade sexual, por exemplo, realmente leva as pessoas a aprovar a insensibilidade sobre outras pessoas e crueldade?

Essa é uma lógica perversa, o homem finge não vê-la – Muitos defendem a imoralidade sexual e o valor do ser humano – mas isso, na prática, se mostra uma realidade oposta.

Num programa de debates recente, grandes intelectuais da atualidade estavam discutindo as várias revoluções sexuais ocorridas na sociedade ocidental desde o Iluminismo no século XVIII até hoje. Sem perceber, esses intelectuais começaram a dar um tiro no próprio pé do liberalismo sexual que defendiam.

A discussão acabou chegando no ponto em que a “liberdade” sexual geralmente tem um efeito desastroso sobre as crianças. Os intelectuais reconheceram que as crianças sempre são as “vítimas” das revoluções sexuais. Eles afirmaram que as crianças sofrem “emocionalmente” as aventuras sexuais de seus pais, que na verdade, no século XVIII, por exemplo, um grande número de filhos ilegítimos foram expostos a uma existência vil ao serem abandonados para morrer em orfanatos mal equipados onde, sofrimento, abusos, crueldade, morte... eram o comum. Russeau, considerado um dos principais filósofos do iluminismo, encheu esses lugares com um grande número de seus próprios filhos ilegítimos... 

Os próprios intelectuais no debate chegaram a conclusão que as revoluções sexuais sempre machucam incontáveis pessoas, destrói a família, leva a insensibilidade  com a vida, como por exemplo o aborto... E tudo isso deriva de uma noção equivocada ocidental de que o sexo é apenas um assunto de interesse privado do indivíduo.

Mas no fim do debate daqueles intelectuais, houve uma mudança rápida de tom. Isso aconteceu porque eles perceberam que estavam indo contra a liberalidade que eles mesmos defendiam. Contra a evidência que eles mesmos mostraram, foram para o lado oposto. Porque eles, na verdade, tinham o propósito de dizer que “revoluções sexuais” eram coisas boas. Então tiveram que dizer no fim que apesar do grande dano feito a sociedade, aos mais fracos como as crianças, a família, a destruição do tecido social... os “revolucionários” sexuais eram louváveis porque promoviam “mudanças” e “alargavam fronteiras”. Eis a declaração final deles contra a própria conclusão lógica que haviam chegado: “Apesar disso tudo acho que a liberdade sexual é melhor do que a repressão sexual”.

Qual é o resumo dessa lógica absurda? É a “liberdade!” O que mais importa, segundo eles, segundo a mentalidade de nossa sociedade hoje, é que temos liberdade para dar curso aos nossos desejos. Liberdade para fazer o que quisermos. Liberdade das normas sociais, e acima de tudo, liberdade para viver como se Deus não existisse. Isso significa que o sofrimento é o preço que achamos justo. As pessoas mais vulneráveis irão sofrer, outros serão terrivelmente afetados, emocionalmente e de todas as formas possíveis, crianças serão abortadas, crianças crescerão sem lar... nossos filhos carregarão ao longo da vida cicatrizes emocionais, crianças serão abandonadas para morrer, a sociedade terá que arcar com o custo social daquilo que diziam ser algo privado e não da conta de ninguém. Mas, assim seja. Esse é o preço da nossa “liberdade”. 

Agora vemos que a progressão bíblica é real e não arbitrária. A pergunta se a imoralidade sexual, por exemplo, realmente leva as pessoas a aprovar a insensibilidade sobre outras pessoas e a crueldade, está respondida pelos próprios intelectuais modernos defensores das “revoluções sexuais”.

Agora ouça Paulo novamente:

Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem”. - Romanos 1:30-32

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Site do autor
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Amados falsos mestres!

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Falsos mestres com uma língua comum – com heresias óbvias, não são os mais perigosos. O problema está no falso mestre que tem uma língua bifurcada. Ela é capaz de discursos díspares, já que mistura coisas que mostram “amor”, “interesse ao próximo”, “o social”... com os mais sutis e devastadores desvios. Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis... Os teólogos liberais sempre foram diligentes estudantes do espírito da época.

Otimismo e pensamento positivo não é fé!

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Vivemos numa época em que muitos na igreja confundem pensamento positivo e otimismo com fé. Mas é sutil, ao olharmos para os problemas da vida, da sociedade, da igreja... acharmos que o otimismo simplesmente é a chave.

Quem tem menos chance de sobreviver a um campo de prisioneiros de guerra? Provavelmente nenhum de nós experimentou tal situação. Quem tem menos chance de sobreviver?

Um otimista!

Espere antes de discordar. Segundo o general Stockdale, que foi mantido em cativeiro por oito anos durante a Guerra do Vietnã e foi torturado inúmeras vezes antes de finalmente ser liberto e voltar para casa, foi principalmente – quase em sua totalidade – os otimistas que não saíram de lá vivos.

Que explicação ele dá para isso? Ele diz: “Eles foram os únicos que disseram – ‘Nós vamos estar em casa até o Natal’. E o Natal chegava e nada tinha acontecido. Então eles diziam, ‘Nós vamos estar em casa até a Páscoa’. E a Páscoa chagava e nada. ‘Estaremos em casa até o dia de Ações de Graças...’ Nada! E, então, seria no Natal novamente... E eles morreram de um coração partido e desiludido”.

Mero otimismo é completamente diferente do que podemos chamar de fé realista: - “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” -  Romanos 14:8

Em completo contraste com o que podemos chamar de falso otimismo, Stockdale atribui a sua sobrevivência a fé realista. Ele diz: “Você nunca deve confundir a fé que você por fim pode prevalecer sobre aquela situação, com o otimismo que faz esvair toda a disciplina para enfrentar os fatos mais brutais de sua realidade atual, seja o que ela possa ser no momento”. 

Isso que é que podemos chamar de O Paradoxo Stockdale – A fé supera o otimismo! Ou seja, abandonar a ideia que é apenas uma miragem no deserto. Que temos balas de prata para matar o monstro, que tudo simplesmente vai se ajustar, mas que somos chamados a perseverar em meio as aflições – “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência” - Tiago 1:3 – “... e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” - Romanos 5:2-4

Devemos aplicar esse princípio as nossas vidas, nossos ministérios... Muitas vezes tudo que os cristãos fazem é entreter otimismo sem fim na “próxima grande coisa” – na próxima “grande estratégia” – no próximo “grande método” – no próximo “grande avanço”... em suas vidas, igrejas. A consequência é o aumento do número de cristãos, pastores, igrejas... desiludidos. Como disse Stockdale, “morrendo de corações partidos”.

Só podemos evitar isso abandonando todo otimismo centrado na próxima grande coisa, ministério, personalidade... no próximo grande sermão, técnica, estratégia, contextualização, filme, música... achando que isso será o ponto de virada para corrigir nossa vida, igreja. Tudo isso nos tira da realidade e, por fim, explode em nossa cara.

Devemos enfrentar a realidade brutal em nossas vidas, em nossas famílias, em nossas igrejas, em nossa sociedade. Tendo uma fé inabalável na Palavra de Deus. Na Sua promessa que não pode falhar de que ela nos fará perseverar: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” - Judas 1:24 – Irá edificar a Sua igreja: “...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” -  Mateus 16:18 – Fará tudo cooperar para o bem daqueles que Ele chamou soberanamente: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” - Romanos 8:28 – Quer vivamos, quer morramos: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” -  Romanos 14:8

Otimismo não é fé. Mas a fé é otimista.

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Site do autor
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A Bíblia ou nossa geração goma de mascar?

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Uma grande tragédia lentamente foi se apoderando de toda a nossa geração. Vivemos numa era de amigos instantâneos, relações superficiais, namoros superficiais, casamentos que se desfazem com a mesma rapidez que começaram... tudo vira humor descompromissado, tudo leve, tudo sem peso ou importância real, tudo passageiro, pulando de um entretenimento a outro, sucessos musicais instantâneos que rapidamente passam... Você está imune?

No meio disso tudo os cristãos estão perdendo completamente o senso da santidade de Deus. Oramos contra o ruído de fundo da televisão, meditamos na Palavra enquanto conversamos no Facebook, nosso senso de santidade divina é tão fraco que estamos num lugar de culto enquanto nos alongamos e mascamos nosso chiclete. Eu sei, você dirá que isso é normal, mas quando diz isso você expressa a Bíblia ou nossa geração goma de mascar? Até a defesa da verdade é mero humorismo e descontração em nossos dias - tudo por uma boa gargalhada!

Quando Jacó fugiu da casa de seu pai depois de enganá-lo, pegar o que não era seu, ele vai dormir de tão cansado. Eu diria que aquela, para ele, é uma noite profana... comum, como os dias se arrastam em nossa sociedade profana e superficial que tem sido um espelho da relação de nossa geração (na igreja) com Deus. Temor? Senso de santidade divina? Percepção da presença de Deus? Não! Ali está apenas um homem cansado e focado na vida a sua frente. Mas então ele tem um sonho – um sonho que nossa geração não tem sonhado – e por isso age e vive (mesmo os cristãos) sem a percepção de Jacó naquele instante.

Então Jacó acordou do sonho – Acordamos nós também? “E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela; E eis que o SENHOR estava em cima dela, e disse: Eu sou o SENHOR Deus de Abraão...” - Gênesis 28:12-13. Quem dera estivéssemos acordados! Jacó disse: “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.” - Gênesis 28:16-17. Era terrível, não era mais comum. Ele se encheu de temor.

Que percepção, senão esta, devia ser o sentimento constante no coração regenerado? “Quem é como tu, glorificado em santidade? -  Êxodo 15:11. Que denúncia mais terrível poderia ser feita aos “adoradores” de nossos dias do que sua superficialidade que faz comum e não terrível a presença de um Deus santo?

Como pecadores que viram a realidade do pecado podem chegar diante de Deus a não ser com a percepção que Jacó teve? Eu sei, falaremos da Graça, mas a graça não diminui o espanto, o senso da perfeição da santidade de Deus e de nossa indignidade, pelo contrário. Mesmo a alegria dos santos é cheia de tremor: “Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor.” Salmos 2:11. Na graça a nossa salvação é operada nestes termos: “...assim também operai a vossa salvação com temor e tremor” - Filipenses 2:12

Isto deve ser assim, pois Deus é infinitamente santo, transcendentalmente santo, superlativamente santo, imutavelmente santo, gloriosamente santo. Em Cristo somos totalmente santos – como imputação – mas olhamos para as nossas vidas – Ah! O que vemos? Orgulho misturado em nossa humildade, incredulidade misturada em nossa fé, impertinência misturada na doçura, carnalidade misturada a espiritualidade, dureza misturada com ternura.

Se os querubins, serafins, em sua santidade se tapam e clamam: “Santo, santo, santo...” – de onde tiramos “intimidade afetada?”. A santidade de Deus é pura e sem qualquer mistura – “Só Ele é santo!” – Toda santidade, mesmo do céu, é derivada. “Deus é luz e nele não há treva alguma” – 1 João 1.5. Nele está toda luz sem nenhuma escuridão, toda santidade sem qualquer vestígio de mal, toda sabedoria sem nenhuma loucura. Ele é santo em todos os seus caminhos, em todas as suas obras, em todos os seus preceitos e leis, em todas as suas promessas... santo em todas as suas ameaças, santo em toda a sua ira, todo o seu ódio contra o pecado expressam a perfeita santidade. Sua natureza é santa, seus atributos são santos, suas ações são todas santas.

Ele é santo ao exercer misericórdia (não faz isso sem propiciação) – portanto, Ele é santo ao poupar e também santo ao punir eternamente. Ele é santo ao justificar alguns e santo na condenação dos outros, pois “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus!” – Ele é santo ao levar um povo ao céu e santo ao atirar multidões no inferno.

Jacó, ao perceber a verdade sobre o ser de Deus, disse: “Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar!”. Não percebemos mais isso? Deus já estava lá, Jacó é que não tinha a percepção disso – será essa a história de nossa “geração de adoradores?”

Deus é santo em todas as suas palavras, em todos os seus atos, em tudo que Ele põe a mão, em tudo que Ele decide em seu coração. Sua face de desaprovação e ira é santa, seu sorriso é santo.

Quando Ele dá, suas dádivas são santas. Quando Ele tira é sua santidade que está operando. “Eu não sabia!” – disse Jacó. Podemos dizer o mesmo depois da perfeita revelação de Deus em Cristo? Depois da clareza dessa revelação no Novo Testamento? Depois da cruz mostrando que mesmo ao ver o pecado colocado sobre Seu Filho amado e santo, ele teve que derramar sua ira sobre Ele?

Santo, santo, santo é o Senhor Todo-Poderoso! – Isaías 6:3. Sua santidade está além de toda possibilidade de ser sondada por homens como nós, não há medição possível, não há compreensão exaustiva, pois infinito é o mar da santidade que Deus é e que está em Deus. Não podemos concebê-la em sua totalidade. Seria mais fácil apagar o sol, ressuscitar os mortos, fazer um mundo, contar as galáxias, esvaziar o mar com um balde, do que expressar a santidade perfeita e transcendente de Deus.

Sua santidade é simplesmente infinita – sendo assim não pode ser limitada, nem diminuída ou aumentada. Só Ele é fonte de toda santidade e pureza. Toda santidade do céu, dos anjos, dos redimidos é apenas reflexo da Sua santidade infinita. Podemos orar por uma igreja santa, por filhos santos, mas não podemos comunicar santidade. Só Deus é o doador de santidade. Só Ele pode causá-la e só d'Ele ela pode fluir. Só Ele pode infundir santidade no homem.

Não devíamos nós, que somos descritos por Isaías assim: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam”  Isaías 64:6. Falar como Jacó? “Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar!”

Deus é santo! E apenas um Deus totalmente e perfeitamente santo pode iluminar nossa mente, mudar nossa vontade, derreter e quebrantar nossos corações, criar novas afeições, purificar nossas consciências e reformar completamente nossas vidas.

Como eu disse no início, oramos contra o ruído de fundo da televisão, meditamos na Palavra enquanto conversamos no Facebook, nosso senso de santidade divina é tão fraco que estamos num lugar de culto enquanto nos alongamos e mascamos nosso chiclete. Toda essa verdade sobre a santidade de Deus não é a ênfase do que chamamos culto, ela foi esquecida ou não tem qualquer peso sobre nós. Temos sido um espelho de nossa cultura que esqueceu Deus e não um espelho da glória da santidade de Deus.

Está na hora de acordarmos e, como Jacó, dizer: “Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar!

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Site do autor
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Hereges “legais”, "relevantes"... são os piores!

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Por Josemar Bessa


Paulo diz sentir um medo, e esse medo era de heresias vindas de hereges “legais” - “...mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia...”

Os hereges “legais” são os piores. Os hereges que combatem a “teologia da prosperidade” mas ao mesmo tempo semeiam universalismo, liberalismo... são os piores. Piores porque são enganadores mais eficientes, mais sutis... Usam uma capa melhor de respeitabilidade, seriedade, zelo...

Por que foi tão difícil para Paulo e os outros apóstolos combaterem os falsos mestres em seus dias?

Muitas pessoas esperam que aqueles que deturpam e torcem as verdades bíblicas sejam pessoas não amáveis, sem simpatia, sem carisma... Paulo disse aos coríntios: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” - 2 Coríntios 11:14. “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” - 2 Coríntios 11:3

Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis, simpáticos, falavam em amor ao próximo, se empenhavam em caridade... hoje é assim como sempre foi. Podemos ensinar doutrinas antibíblicas enquanto falamos em ajuda aos pobres, missão integral, igreja relevante. Na verdade, todas as religiões podem falar sobre temas simpáticos, agradáveis, caridosos... sendo mesmo assim o oposto da revelação bíblica. Podemos passar horas lendo Confúcio, Budismo... Mas nossa questão aqui são heresias que saem da igreja, de líderes na igreja, simpáticos, caridosos... Paulo quando fala sobre líderes que ensinam doutrinas heréticas e desviam homens da verdade, diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Falsos mestres são simpáticos, amáveis e adoram falar sobre amor. Mas o amor que é proposto é um tipo de amor completamente diferente do que a Bíblia ensina. É um sentimentalismo que põe a verdade de lado em nome do que chamam amor. Qualquer amor que é destrutivo para a verdade total do evangelho (com todo seu lado ofensivo ao homem natural), qualquer amor que ignora a verdade e a vê como um obstáculo, chamando-a de dogmatismo... qualquer amor que é tolerante com o erro ou propaga o erro... tem que ser completamente evitado e combatido... porque isso não está nem próximo da essência daquilo que a Bíblia chama de amor. Toda conversa sobre amor, caridade, missão, união... que põe a verdade de lado é exatamente o trabalho dos falsos mestres, falsos profetas... Como é doce ouvir “paz, paz...” – “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” - Jeremias 6:14. É isso que Paulo enfatiza: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Na história da igreja homens que ensinaram doutrinas terríveis eram homens simpáticos e amáveis. Ário (Arius 256-336) negava a divindade de Cristo. Ele defendia que o Logos e o Pai não eram da mesma essência, que o Filho era uma criação do Pai, que houve um tempo em que o Filho ainda não existia... Era um líder cristão em Alexandria. Mas é dito sobre ele que era um homem simpático, amável... Era descrito como - brilhante, companheiro, atraente... um tipo de cidadão que todos gostariam de ter ao seu lado em causas nobres. Um tipo de homem que todos gostavam de ver ensinando a Bíblia... ele foi imensamente popular nos seus dias... Exatamente o que Paulo disse: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

Outro homem que ensinou as mesmas heresias foi Socino (Fausto Socinus 1539-1604) – Seu ensino rejeitou os pontos de vista ortodoxos da teologia cristã no conhecimento de Deus, sobre a doutrina da Trindade,  divindade de Cristo, e na soteriologia... Mas ele em si era um cara legal, simpático e amável... Ele é descrito como um verdadeiro cavaleiro. Sua moral estava acima de qualquer suspeita e era conhecido por sua cortesia infalível. É descrito como muito mais cortês do que os reformadores que viveram na mesma época; Calvino, Lutero... Enfim, Socino é descrito como homem exemplar.

Eis o motivo porque raramente é ou será popular combater e resistir os falsos mestres. Eis o motivo porque Paulo teve grandes problemas para combatê-los em Corinto, na igreja dos Gálatas, e em todas as outras igrejas. Falsos mestres, hereges... são amáveis, falam muito sobre o amor, em ajuda aos necessitados... são simpáticos, falam sobre “paz paz..” – então eles quase sempre são vistos como uma benção para a igreja. Eles sempre tem palavras cativantes. Eles são atenciosos. Eles falam o que muitos querem ouvir. Eles estão prontos a adaptar a verdade. Eles são cavaleiros... Então Paulo diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

“Suaves palavras – a frase significa discurso suave. Eles sabem falar de forma inteligente. O diabo coloca os erros mais devastadores não na boca de hereges óbvios... ele não coloca esses erros na boca de homens que são um desastre para o objetivo dele. Palavra suaves e lisonjas. A palavra é eulogia, como elogio. É a ideia de uma eloquência falsa, mentiras bem escolhidas e que tem um som atraente e enganam o coração dos ingênuos,  é o que Paulo diz. Inteligente, eloquente, polido, de fala suave, elogiando, lisonjeiro, abraçando causas nobres... Ele ganha o ouvido e engana o coração.

Nunca, nunca será popular resistir falsos mestres na igreja, eles são vistos como benção e não tragédia!

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Fonte: Josemar Bessa
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A "igreja perfeita" e a desculpa de nossa geração

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Por Josemar Bessa


Muitas pessoas, num mundo que prega abertamente o individualismo,  e cada homem como medida do que é bom e correto para si mesmo, tentam encontrar desculpas que racionalizem o problema nascido no Éden, o homem sendo “deus” de si mesmo.

Uma das desculpas é sempre tirar a responsabilidade pessoal pelo meu fracasso e colocá-lo em grupos maiores que não tem uma cara específica. Gostamos e abraçamos como desculpa os pecados institucionais, tão condenados diariamente, e pouco falamos dos pecados pessoais, que em última análise, são o nosso verdadeiro problema.

Muitos falam da imperfeição da igreja apenas como uma desculpa para sua vida vivida em torno de si mesmo.

Por exemplo, a unidade da igreja – A unidade da igreja ( olhe para a igreja local) não significa a ausência de conflitos. Quando Cristo orou pela unidade, ele também orou pela santificação de sua igreja ( João 17.17). A necessidade de santificação pressupõe a presença do pecado, e presença do pecado resulta muitas vezes, como não podia deixar de ser, em desunião.

Cristo sabia disso, ele não ora de forma ingênua, ele orou por igrejas verdadeiras num mundo real e caído, orou por igrejas imaturas, por igrejas perseguidas que lutariam com o medo..., igrejas que teriam problema com o orgulho, igrejas com membros pecadores... Ou seja, igrejas como as que o apóstolo Paulo fundou e dirigiu, e Pedro, e João... e tiveram que escrever cartas, admoestar, repreender... Igrejas como as que Jesus repreende através de João em Apocalipse 1-3. Mas a oração de Jesus ainda é que esses pecadores justificados, regenerados... estejam juntos, se mantenham juntos... Por quê? O plano de muitos hoje seria cada um ficar em sua casa até que todos fossem perfeitos para se juntarem. Mas Jesus os quer juntos e ora para que sejam santificados pela Palavra... pecadores que muitas vezes tem conflitos juntos? Por que? Porque Jesus uso os pecados irritantes dos outros para expor nossos próprios pecados, criando oportunidades de tolerar, desenvolver a paciência, orar por transformação, aprender a perdoar... cumprindo assim uma instrução fundamental: “amar uns aos outros” ( Jo 13.34-35). Como Ele nos amou, como Ele amou os discípulos... se havia algo longe de qualquer perfeição era o grupo de discípulos que andou com Jesus naqueles três anos: Pedro, Tiago e João, Tomé... Quanto orgulho e disputa por primeiro lugar houve entre eles, quanto medo, quanta incredulidade... Tudo isso levou a desunião muitas vezes, mas a contenda que naturalmente leva a desunião traz consigo a possibilidade de refinar a igreja quando o pecado é confrontado, confessado... e o evangelho da graça é aplicado (Mt 18.21-35).

O crescimento na unidade da igreja não depende de faixa etária, música... Você cria tribos, “igrejas tribais” – Em torno da juventude, estilos musicais, vestes... Não é Cristo o ponto focal dessa união – ela é humana e carnal. Sempre é a isso que nossas estratégias levam.

A unidade da igreja depende da Palavra de Deus. Logo antes de Cristo orar pela unidade da igreja nos versos 20, 21 de João 17, ele ora para que Deus santifique o seu povo. A sua oração deixa claro que a unidade tem uma base, a santificação. E ele afirma que a santificação flui da Verdade: “Santifica-os na verdade, a tua Palavra é a verdade!

Apenas quando nos humilhamos de fato sob a Palavra, não sobre partes, mas toda a Palavra, toda a Verdade. Quando abandonamos a ideia de determinar o que é relevante ou não nela, o que sempre é forjado na arrogância de um coração que não ama a Verdade, sempre que nos reunimos em torno de sua mensagem integral, mudanças espirituais verdadeiras produzem unidade espiritual verdadeira.

Unidade construída em qualquer outra base, quer seja a personalidade do líder, o estilo, o ministério específico que se molda ao gosto natural de um grupo... está destinado ao fracasso aos olhos de Deus. Só quando a Palavra é central, os membros podem de fato ser reconciliados uns com os outros, aprender a perdoar uns aos outros, amar uns aos outros... a unidade da igreja depende do empenho de todos juntos crescerem na prática na compreensão da Palavra de Deus: “Santifica-os na Verdade!”

Muitos esperam o que nunca foi prometido por Cristo. Muitos esperam o que nunca foi experimentado por nenhuma das igrejas fundadas por Paulo, Pedro, João... A unidade da igreja não será plenamente realizada neste mundo. Portanto, muitos usam esse tema, como outros, apenas para disfarçarem sua recusa em viver o evangelho e crescer como povo e rebanho de Deus juntos. O que leva a compromisso, obediência, sujeição... e tantas outras coisas que, apesar de ser o claro ensino bíblico, a mente desta geração detesta. Nesta geração um dos deuses mais cultuados é o individualismo. E muitos usam de várias desculpas para cristianizarem esse deus em suas vidas.

Muitos esperam hoje o que não está prometido até a volta de Cristo, o que o torna a pessoa inútil agora, no único tempo que ela tem neste mundo no trabalho de Deus na edificação da Sua igreja. Como Paulo poderia se manter útil e motivado em escrever cartas para as igrejas locais, pessoalmente lutar pela verdade de Deus nelas, pelo crescimento espiritual das pessoas... se pensasse assim?

A esperança do futuro não pode distorcer a percepção do presente. Todos nós devíamos saber, pelo claro ensino bíblico e pela nossa luta pessoal, que vivemos em um momento em que o Espírito e a carne coexistem numa guerra. Que o mundo é um inimigo poderoso, que Satanás engana e trabalha também em nosso meio. Devemos então, de modo realista, como Jesus, orar pela paz e união da igreja, buscar “se possível estar em paz com todos” – ou seja, no que depender de nós. Sermos filhos de Deus, ou seja, pacificadores no meio da igreja (Mt 5.9)... mas não ficarmos surpresos quando a desunião mostrar sua feia face. Devemos em momentos assim avaliar a nossa própria contribuição tanto na quebra da união, como na responsabilidade pela paz. Este é um assunto, como muitos outros, que nós temos o já, e temos também o “ainda não”.

Devemos avaliar a nossa própria contribuição para a luta, é preciso remover o registro do nosso próprio olho, e devemos esperar de novo no evangelho de Jesus Cristo. Sua paz é já, mas ainda não!

Exercer o perdão, a paciência, a longanimidade, a benignidade, a mansidão, o amor... é estar vivendo exatamente isso. Num perfeito ambiente de paz, esses frutos não estariam sendo desenvolvidos. Um dia esse tempo chegará.

Se tua aspiração fixa agora está no que ainda vem no futuro, e com isso a tua desculpa está na imperfeição da igreja, sua motivação não pode ser a mesma dos apóstolos... nem mesmo a de igreja ao orar por sua igreja (João 17), mas não passa disso, desculpa e racionalização. No entanto, paz perfeita está prometida por um Deus soberano que não pode falhar e não falhará. Hoje já estamos em paz com Ele (Rm 5.1). Agora oramos pela união, temos nos tornado pacificadores, estamos sendo santificados pela Palavra... estamos engajados na batalha, e não procurando desculpas para fugir dela.

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Fonte: Josemar Bessa
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Você já fez a oração do inferno?

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Por Josemar Bessa


Antes de falar sobre a oração do inferno, uma pergunta: você ora?

Percebo que há muitos que jamais oram de verdade, comem, bebem, dormem, “defendem” a verdade, escrevem em redes sociais, trabalham, respiram o ar de Deus, andam sobre a terra de Deus, gostam da misericórdia de Deus, seus corpos estão inexoravelmente morrendo... mas orar?

Há muitos outros que oram, mas nada mais é do que mera formalidade, sem pensamentos profundos, sem meditação verdadeira, sem sentido espiritual... apenas frases...

Palavra ditas sem coração são inúteis, palavras ditas sem refletir sobre a Verdade de Deus são inúteis para nossa alma – é como o culto pagão, como os profetas de Baal tocando tambores e retalhando o corpo.

Ninguém pode orar contra o pecado enquanto planeja mergulhar nele. Ninguém pode orar contra o mundanismo se o seu desejo é ser mundano, ser absorvido por ele, ser ocupado por ele... Ninguém pode orar pedindo graça para servir a Deus se não deseja servi-lo em tudo.

Muitos quando estão diante da morte, mesmo tendo falado e ouvido tanto sobre Deus, defendido o ponto de vista de grandes gigantes da fé... porque é perfeitamente possível ser bem versado em apologética de Van Til, no terceiro uso de Calvino da lei... e mesmo assim ser um completo estranho para Deus.

Eu não posso ver seu coração. Eu não sei a sua história particular nas coisas espirituais. Mas pelo que eu vejo na Bíblia e no mundo - Estou certo de que não posso fazer uma pergunta mais necessária do que essa a você - você de fato ora?

Mas você pergunta: Mas e a oração do inferno que você falou? Bem vamos a ela.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” - Lucas 16:27-28

Aqui Cristo nos dá uma visão panorâmica do inferno! É, Jesus não ficava constrangido em falar do inferno, na verdade, ninguém falou mais do inferno do que Jesus. Há um jovem lá (no inferno), ele era rico, ele estava cercado por uma multidão de tudo que o homem acha constituir o valor da vida e pelo qual um homem deve ser medido. Mas agora ele está desprovido de tudo isso, ele não tem mais nada... dinheiro, bens, juventude... nada disso significa mais nada para ele – ele está no inferno. Sua condenação (Apesar dos Rob Bells, Caio Fábios... da vida) é fixa, e fixada para sempre. Ele não pode obter nada para si, estando desprovido da presença misericordiosa de Deus, tendo apenas a presença da sua Justa e Santa ira, ele não pode obter nenhum descanso para si.

Ele acha, na verdade sabe, que agora é inútil tentar pedir favores para si mesmo. Mas ele tem família, tem irmãos. Na verdade tem cinco irmãos. Será que ele pode evitar a vinda deles para o inferno? Ele vai tentar!

Então ele ora. Ele ora para que Deus faça de Lázaro um missionário para sua família, para ser enviado em uma missão de misericórdia para a casa do seu pai. Ouça sua oração: “Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” – "Envie Lázaro a casa de meu pai!” – Ele achava que se sua família visse o milagre de Lázaro voltando dos mortos, iria crer...

Quem esperaria encontrar uma oração no inferno voltada para os outros e não para si? Quem esperaria encontrar preocupação com os outros no inferno? Tenho que admitir que é muito, muito estranho. Mas aqui está ela! Era tarde demais para ser feita, mas aqui está ela. Intercessão pela salvação de outros no inferno. Será que os Cristãos professos podem ser piores do que uma alma perdida no inferno?

Você tem parentes? Você tem amigos? Você tem...? E qual é o estado espiritual deles? Estão caminhando em direção ao inferno? Eles estão vendo um caminhar completamente diferente em você? Um caminhar onde “o viver é Cristo!?” – Como você age em relação a eles? Este miserável no inferno descrito aqui não pode ir a seus irmãos... mas você pode. A preocupação desse miserável no inferno é maior do que a sua? Você irá testemunhar a eles e treme só de pensar neles naquele lugar de tormento? Quando foi que seus amigos, parentes... ouviram de você a respeito? Quando você escreveu a eles por causa disso? Escreveu com um coração partido como nessa oração feita no inferno? Falou com essa paixão? Quando sua voz foi a eles e ao mesmo tempo Deus ouviu seu grande clamor e viu lágrimas... lágrimas diante do único que é capaz de salvá-los da morte? Quando você lhes enviou uma boa literatura, rogando juntamente a Deus para lhes dar vida por Seu poder Soberano e irresistível?

Almas perdidas no inferno desejariam que alguém fosse enviado a seus parentes ímpios – como esse homem rico – para se possível, evitar sua condenação – mas você negligencia seus parentes, amigos, colegas...? Ao contrário disso eles lhe veem como mais mundano e parecido com eles possível? Eles não estão vendo em sua vida que existe um Deus santo e que esse Deus não pode deixar de punir o pecado? Um Deus que se deleita em santidade como expressão do seu próprio ser?

Você ora e vive assim? O amor de Cristo não tem nenhum poder constrangedor em teu coração? A piedade pelas almas perdidas, das pessoas mais próximas, não tem nenhuma influência em seu coração? O inferno é uma fábula? Seus tormentos são uma ninharia?

Como é possível amar, ser constrangido pelo amor de Cristo, seguir seus passos, se Ele desceu do Céu com o propósito de salvar pecadores – sofreu, sangrou e morreu para isso, se você simplesmente os vê sem piedade, preocupação, intenso clamor, pregação, vida santa...?

Nosso zelo pela glória de Deus é real? Vidas assim (perdidas) vivem para o seu desprazer e afrontam diariamente a Sua glória. Onde está o amor e a glória de Deus aos perdidos? Podemos falar como Paulo que podia dizer que, enquanto esteve em Éfeso, por três anos, ele não cessou de advertir a cada um deles com lágrimas?

Onde estão hoje? Onde estão aqueles que muitas vezes ficam acordados nas horas da noite pelo amor a glória de Deus e a salvação das almas? Que choram diariamente sobre almas descuidadas e que ao mesmo tempo em que oram, os advertem a fugirem da ira que está por vir? Quão poucos por pregação, oração, escrita... insistem para que pecadores se reconciliem com Deus, confiando que assim, no chamado geral, o Espírito chamará eficazmente os que hão de serem salvos!

Que sejamos despertos agora, que Deus nos encha de zelo, para que façamos a oração agora, vivamos assim agora... orações no inferno são inúteis. Que sejamos despertados pelo zelo de ver pecadores convertidos. Que para isso preguemos tão somente a verdade que no poder do Espírito regenera a alma. Sem truques, sem estratégias, sem confiar no braço humano e sua mente. Orando para que ao pregar a Verdade, Cristo envie o Consolador, como quando abriu o coração de Lídia em Atos 16.14: “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.” – convença o homem do pecado e vejamos homens salvos para a glória da Graça infinita de Deus.

Que a oração do inferno não tenha sido registrada apenas para a nossa vergonha:

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.” - Lucas 16:27-28

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Fonte: Josemar Bessa
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Quem pode dizer “se Deus é por nós quem será contra nós”?

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Por Josemar Bessa


Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” - Rm 8:33

Justificar é muito mais que absolver. Na justificação há uma resposta adequada para cada acusação, um indenização completa por cada demanda que pesa sobre os filhos (eleitos) de Deus, um recibo para cada dívida mostrando: Quitado! Quão gloriosa é a justificação que temos em Cristo. Mas isto que falamos não compreende tudo o que a justificação significa.

Justificar é muito mais do que perdoar e absolver. Ela dá uma justiça que a absolvição simples não poderia prover. Alguns são absolvidos por falta de provas, outros são honrosamente absolvidos... mas ninguém sai de um tribunal com as honras que Deus concede aos seus eleitos ao justificá-los: “Assim disse Hamã ao rei: Para o homem, de cuja honra o rei se agrada, Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça” ( Ester 6.8).

Viu o que Assuero fez a Mordecai? Quando Deus justifica um homem Ele não apenas o absolve, mas coloca-lhe um manto de justiça, um manto real, no qual ele pode estar diante de Deus como um santo, impecável em obediência – na obediência gloriosa do Seu Filho Amado. Recebem uma coroa de justiça: “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro.” – “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.” (Ap 4.4; 5.9,10).

Que glória há nesta verdade, você e eu, se fomos eleitos, se estamos no Reino, se fomos chamados eficazmente, se fomos regenerados, se cremos no Filho de Deus, se fomos justificados, embora em nós mesmos sejamos criminosos vis e culpados – agora aos olhos de Deus não somos mais apenas “não culpados” – somos vistos debaixo da justiça de Cristo – com uma justiça gloriosa, imaculada, sem ruga...

Como nossas mentes poderiam não se encher com este mistério infinito e gerar eterna e santa admiração parecendo ser nossa justificação algo grande demais para ser verdade? Como não viver cheio de um inesgotável regozijo? Como precisar de qualquer outro estímulo que nos leve a completa adoração?

Um criminoso culpado que mesmo assim recebe perdão, sai do tribunal com a cabeça baixa diante da multidão – com desejo de não encontrar ninguém que esteve naquele tribunal nunca mais – com grande senso de vergonha... Mas ser coberto por um manto de justiça diante dos olhos de um Deus infinitamente Santo é algo inacreditável demais! Se levantar como um filho amado, sem mancha, ruga... isso excede a todo pensamento humano agora e na eternidade. Nem homens, nem anjos podem compreender isso completamente.

Houvesse uma ruga, uma mácula e não poderíamos estar naquele dia diante de Deus – Seus olhos santos não podem descansar sobre qualquer imperfeição. Qualquer imperfeição ou mancha faz acender sua Ira.

Quem os condenará?

A Lei nos condena justamente e nossas próprias consciências nos condenam. Apesar disso o apóstolo Paulo levanta sua voz de maneira inabalável e inamovível e declara: “Quem os condenará?” – Olhe ao seu redor e não será difícil encontrar um mundo de condenação sobre os eleitos de Deus – podem ser condenados por se apegarem a uma doutrina que por não ser antropocêntrica, será taxada como “sem amor” – doutrinas perigosas – intolerantes – preconceituosos – apegados a uma falsa verdade absoluta (acusação feita por um mundo de mentiras e ‘verdades’ pessoais’), por não serem maleáveis, por serem orgulhosos por causa das doutrinas da graça ( quando na verdade elas são ofensivas por humilhar o homem)... Condenados! O Filho de Deus neste mundo foi condenado a morte.

Onde está a mente dos eleitos? A pergunta final é: Será que Deus os condenará? Será que Ele condenaria as Doutrinas que Ele revelou? Condenaria as experiências (regeneração, santificação...) que Ele mesmo operou por meio de Seu Espírito? Condenaria a vida que agora vivem na fé no Seu Filho amado? Por entrarem pela porta estreita que Ele providenciou e o caminho estreito que ele abriu?

Mesmo a condenação de uma Lei Santa e uma consciência sensível não prevalecerá. E por que não? Porque Cristo morreu! Esta é a resposta toda suficiente sobre a vida dos eleitos de Deus. Do começo ao fim o apóstolo fala sobre a cooperação das obras. Ele tem apenas duas respostas – “É Deus quem os Justifica” – Para os que ousam condená-los sua resposta é: “É Cristo que morreu” – Todos os acusadores na corte de Deus, na corte do Universo criado, ficam mudos.

Os eleitos receberam um novo coração para amar e obedecer alegremente a Deus aqui. Se sujeitar como Cristo em tudo se sujeitou ao Pai em obediência até a morte. Serão inevitavelmente santificados, vencerão o mundo, perseverarão até o fim no poder do Espírito, e por fim, serão glorificados. Nenhum desses passos faltará na vida de todos os eleitos de Deus. Todos os filhos de Deus se purificarão assim como ele é puro e buscarão dia e noite a santificação sem a qual ninguém verá a Deus, pois é o Espírito que opera isso neles; tanto o desejar como o efetuar.

Porque Deus justifica seus eleitos só eles podem dizer: “Se Deus é por nós quem será contra nós?” – É estranho como muitos gostam de ao mesmo tempo negar as doutrinas da graça – predestinação, eleição... e ainda assim citar esse verso. Mas não podem – O texto é claro sobre quem diz isto: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” – Por que podem dizer isto? Porque “quem os condenará se é Deus quem os justifica?

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Fonte: Josemar Bessa
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