Amor e a desumanidade do casamento homossexual

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Mais e mais comentaristas dizem que já passamos do ponto crítico em relação ao casamento homossexual nos Estados Unidos. Quase que diariamente um político ou uma celebridade encara um microfone e declaram seu apoio à causa. Parece que o paradigma mudou, que os valores estão invertidos.

Se o casamento homossexual é politicamente uma realidade indiscutível, eu não sei. O que me preocupa, atualmente, é a tentação entre os cristãos de seguirem a corrente. A premissa é de que a nação não compartilha mais de nossa mesma moralidade e nós não podemos impor nossa visão aos outros ou ultrapassar a linha que divide Estado e Igreja. Além do mais, nós não queremos que nenhuma política impertinente entre no nosso caminho de pregar o evangelho, certo? Então nós também devemos simplesmente engolir essa realidade. E dessa maneira, o pensamento continua.

12 razões pelas quais membresia é importante

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Por Jonathan Leeman


Membresia é bíblico. Jesus estabeleceu a igreja local e todos os apóstolos exerceram o seu ministério por meio dela. A vida cristã no Novo Testamento é a vida da igreja. Os cristãos de hoje deveriam esperar e desejar o mesmo.

A igreja são os seus membros. Ser “uma igreja” no Novo Testamento é ser um de seus membros (leia Atos). E você quer ser parte da igreja porque foi ela que Jesus veio resgatar e reconciliar consigo mesmo.

É um pré-requisito para a Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é uma refeição para a igreja reunida, isto é, para membros (ver 1Co 11.20,33). E você quer tomar a Ceia do Senhor. Ela é o “uniforme” que torna o time da igreja visível às nações.

É como Jesus é oficialmente representado. A membresia é a afirmação da igreja de que você é um cidadão do reino de Cristo e, portanto, um Representante reconhecido de Jesus perante as nações. E você quer ser um Representante oficial de Jesus. Diretamente relacionado a isso...

É como alguém declara a sua mais alta lealdade. A sua membresia no time, que se torna visível quando você veste o “uniforme”, é um testemunho público de que a sua mais alta lealdade pertence a Jesus. Provações e perseguição podem vir, mas as suas únicas palavras são: “Eu estou com Jesus”.

É como as imagens bíblicas são personificadas e experimentadas. É nas estruturas de responsabilidade da igreja local que os cristãos expressam ou personificam o que significa ser o “corpo de Cristo”, o “templo do Espírito”, a “família de Deus”, e assim com todas as demais metáforas bíblicas (ver 1Co 12). E você quer experimentar a interconectividade do seu corpo, a plenitude espiritual do seu templo, e a segurança e intimidade e identidade compartilhada da sua família.

É como alguém serve outros cristãos. A membresia ajuda você a saber quais cristãos no Planeta Terra você está especificamente responsável por amar, servir, admoestar e encorajar. Ela o habilita a cumprir suas responsabilidades bíblicas para com o corpo de Cristo (por exemplo, ver Ef 4.11-16, 25-32).

É como líderes cristãos são seguidos. A membresia ajuda você a saber quais líderes cristãos no Planeta Terra você é chamado a obedecer e seguir. Novamente, ela permite que você cumpra sua responsabilidade bíblica para com eles (ver Hb 13.7, 17).

Ela ajuda os líderes cristãos a liderarem. A membresia possibilita que os líderes cristãos saibam de quais cristãos no Planeta Terra eles haverão de “prestar contas” (At 20.28; 1Pe 5.2).

Ela possibilita a disciplina eclesiástica. Ela fornece o lugar biblicamente prescrito para participar da obra da disciplina eclesiástica de modo responsável, sábio e amoroso (1Co 5).

Ela dá estrutura à vida cristã. Ela põe o chamado dado a cada cristão individual de “obedecer” e “seguir” Jesus em um cenário da vida real, onde a autoridade é de fato exercida sobre nós (ver Jo 14.15; 1Jo 2.19, 4.20-21).

Ela constrói um testemunho e convida as nações. A membresia põe a alternativa do governo de Cristo ante os olhos do universo (ver Mt 5.13; Jo 13.34-35; Ef 3.10; 1Pe 2.9-12). As próprias fronteiras que são postas ao redor da membresia de uma igreja apresentam uma sociedade de pessoas que convida as nações para algo melhor.

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Extraído do próximo livro de Jonathan Leeman, Church Membership: How the World Knows Who Represents Jesus [Membresia de Igreja: Como o Mundo Sabe Quem Representa Jesus], Crossway, 2012.

Fonte: Editora Fiel
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O componente corporativo da conversão

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Por Jonathan Leeman


Se sua doutrina da conversão carece do elemento corporativo, uma parte essencial do todo está faltando. Um cabeça da aliança vem com um povo da aliança.

Vertical em Primeiro Lugar, Horizontal Inseparavelmente em Segundo

Isso não significa dizer que nós deveríamos pôr o elemento corporativo na frente. Alguém poderia pensar na conhecida afirmação de N.T. Wright de que a justificação é "não tanto sobre soteriologia quanto sobre eclesiologia; não tanto sobre a salvação quanto sobre a igreja" (What Saint Paul Really Said, p. 119). Esse é um claro exemplo, na quase tão conhecida afirmação de Douglas Moo, de como colocar em segundo plano o que o Novo Testamento põe em primeiro, e colocar em primeiro plano o que o Novo Testamento põe em segundo (citado em D.A. Carson, "‘Faith’ and ‘Faithfulness’").

Não pode haver verdadeira reconciliação entre humanos até que os pecadores sejam primeiro individualmente reconciliados com Deus. O horizontal necessariamente segue o vertical. A eclesiologia necessariamente segue a soteriologia. O que significa dizer: o elemento corporativo não pode vir primeiro, a fim de que não percamos a coisa toda.

Mas ele deve vir. De fato, o componente corporativo deve integrar a própria estrutura da doutrina da conversão. A nossa unidade corporativa em Cristo não é apenas uma implicação da conversão, é parte da própria coisa. Ser reconciliado com o povo de Deus é algo distinto, mas inseparável de ser reconciliado com Deus.

Às vezes isso é perdido em nossa ênfase na mecânica da conversão, como quando nossas discussões doutrinárias acerca da conversão não ultrapassam a relação entre soberania divina e responsabilidade humana ou a necessidade de arrependimento e fé. Contudo, um entendimento abrangente da conversão deveria também incluir um relato acerca de onde estamos vindo e para onde estamos indo. Ser convertido envolve mover-se da morte para a vida; do domínio das trevas para o domínio da luz. E  envolve mover-se de ser "não-povo" para pertencer a um povo, de ser uma ovelha desgarrada para pertencer ao rebanho, de ser algo desmembrado para tornar-se um membro do corpo.

Observe as afirmações paralelas de Pedro:

"Vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia." (1Pe 2.10)

Alcançar misericórdia (reconciliação vertical) é simultaneamente tornar-se um povo (reconciliação horizontal). Deus tem misericórdia de nós ao perdoar os nossos pecados, e uma necessária consequência disso é a nossa inclusão no seu povo.

A Natureza Corporativa das Alianças

Com efeito, não é preciso olhar além da estrutura pactual da Bíblia para ver o elemento corporativo da nossa conversão. É verdade que todas as alianças do Antigo Testamento encontram o seu cumprimento no descendente (singular) de Abraão. Jesus é o novo Israel. Contudo, é também verdade que todos aqueles que são unidos a Cristo por meio da nova aliança também se tornam o Israel de Deus e os descendentes (plural) de Abraão (Gl 3.29; 6.16).

Em outras palavras, um cabeça da aliança por definição traz consigo um povo da aliança (ver Rm 5.12ss). Pertencer à nova aliança, portanto, é pertencer a um povo.

Não é surpreendente que as promessas do Antigo Testamento acerca de uma nova aliança tenham sido feitas a um povo: "Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei" (Jr 31.34). A nova aliança promete perdão (vertical) assim como promete uma comunidade de irmãos (horizontal).

Vertical e Horizontal em Efésios 2

A história inteira é apresentada de modo maravilhoso em Efésios 2. Os versículos de 1 a 10 explicam o perdão e a nossa reconciliação vertical com Deus: "Pela graça sois salvos". Os versículos de 11 a 20 então apresentam o horizontal: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade" (v. 14).

Observe que a atividade do versículo 14 está no tempo pretérito. Cristo já fez com que judeus e gentios se tornassem um. Não há imperativo aqui. Paulo não está ordenando aos seus leitores que busquem a unidade. Ao invés disso, ele está falando no indicativo. Isso é o que eles são porque Deus o fez, e Deus o fez precisamente no mesmo lugar em que ele efetuou a reconciliação vertical - na cruz de Cristo (veja também a relação entre indicativo e imperativo em Efésios 4.1-6).

Por força da nova aliança em Cristo, a unidade corporativa pertence ao indicativo da conversão. Ser convertido é ser feito um membro do corpo de Cristo. A nossa nova identidade contém um elemento eclesiástico. Cristo nos tornou pessoas eclesiásticas.

Aqui está um modo fácil de ver isso. Quando a mamãe e o papai vão ao orfanato para adotar um filho, eles o trazem para o lar e o põem na mesa de jantar da família com um novo grupo de irmãos e irmãs. Ser um filho não é o mesmo que ser um irmão. E a filiação vem primeiro. Mas a irmandade segue necessariamente.

Aplicação Pessoal: Torne-se Membro de uma Igreja

Qual é a aplicação para as nossas vidas? Simples: torne-se membro de uma igreja!

Você foi feito justo, então seja justo. Você foi feito um membro do seu corpo, então seja membro de um corpo de verdade. Você foi feito um com eles, então seja um com um verdadeiro grupo de cristãos.

Aplicação Corporativa: Entenda a Mecânica Corretamente

O que isso significa para as nossas igrejas? Significa que entender corretamente, em nossa doutrina, a mecânica da conversão mencionada acima é extremamente importante. Nós queremos ter conceitos firmes tanto acerca da soberania divina como da responsabilidade humana; tanto do arrependimento como da fé. Desequilíbrios aqui levarão a uma igreja desequilibrada e bagunçada. O que você colocar na panela da conversão se tornará a sopa da igreja.

Se a sua doutrina da conversão carecer de um conceito firme da soberania de Deus, a sua pregação e o seu evangelismo estarão sob risco de tornarem-se manipulativos e agradáveis aos homens. A sua abordagem da liderança estará mais propensa a tornar-se pragmática. Você arriscará consumir a si mesmo e a sua congregação com uma agenda excessivamente cheia. As suas práticas de membresia se tornarão baseadas em títulos e trocas de vantagens (como num clube social). As suas práticas de acompanhamento e disciplina praticamente desaparecerão. Você porá a santidade em risco. E a lista prossegue.

Se a sua doutrina da conversão carecer de um conceito firme da responsabilidade humana, você estará mais propenso a administrar pobremente os seus próprios dons, assim como os dons do seu povo. Você estará mais propenso a ser tentado pela complacência no evangelismo e na preparação do sermão. Você pode se tornar menos propenso a comunicar amor e compaixão para com aqueles que sofrem. Você pode aparentar para outros ser severo ou rígido. Você pode sofrer de uma vida pobre de oração, e então ser privado de todas as bênçãos que poderiam ser suas. Você porá em risco o amor. E a lista prossegue.

Se a sua doutrina da conversão carecer de um conceito firme do arrependimento, você se tornará rápido em oferecer a segurança da salvação, mas lento em desafiar as pessoas a calcularem o custo de seguir a Cristo. Você estará mais propenso a tolerar o mundanismo e as dissensões na igreja, e os membros da sua igreja poderão tolerar igualmente essas coisas, porque muitos deles permanecerão nos lugares rasos da fé. O nominalismo também será mais comum, porque a graça se tornará barata. Em geral, a igreja gostará de cantar sobre Cristo como Salvador, mas não tanto sobre Cristo como Senhor, e ela não parecerá muito diferente do mundo.

Se a sua doutrina da conversão carecer de um conceito firme da fé, você terá uma igreja cheia de pessoas legalistas, ansiosas, justas aos próprios olhos e que amam agradar os homens. Os membros mais autodisciplinados da igreja enganarão a si mesmos, pensando serem bons o bastante, ao passo que os membros menos disciplinados silenciosamente esconderão o seu pecado oculto e constantemente aprenderão a condenarem-se a si mesmos e a se ressentirem dos outros. A transparência será rara e a hipocrisia, comum. Os de fora e os pródigos não sentirão o calor e a compaixão da verdadeira graça. Preferências culturais serão confundidas com leis. A igreja gostará de cantar sobre as ordens de marcha de Cristo, o Rei, mas não tanto sobre um Cordeiro ensanguentado, um Cordeiro manchado por eles.

Eu estou pintando um retrato grosseiro, é claro. As coisas não chegam a esse ponto nitidamente. Mas a ideia básica em todos esses exemplos explora a estreita conexão entre a conversão e a igreja. Se a conversão necessariamente envolve um elemento corporativo, ou, mais concretamente, se conversões individuais necessariamente produzem um povo unido, então tudo o mais que você adicionar à sua doutrina da conversão irá afetar dramaticamente o tipo de igreja que você terá.

Você deseja uma igreja saudável? Então trabalhe em sua doutrina da conversão, e ensine todas as facetas dela para o seu povo. Assegure-se, além disso, de que as estruturas e programas da sua igreja concordem com essa doutrina poderosa e multifacetada.

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- Sobre o autor: Jonathan Leeman é graduado em Jornalismo, possui mestrado em Divindade pelo Southern Baptist Seminary (EUA) e Ph.D. em Eclesiologia. É diretor de comunicação do Ministério 9Marks.

Fonte: Editora Fiel
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Ouvindo a Palavra de Deus na Igreja

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Por Jonathan Leeman


Se a vida espiritual vem através da Palavra de Deus (Isaías 55:10–11; Romanos 10:17; Tiago 1:21; 1 Pedro 1:23), por que não deixar a igreja para lá, com todos os seus aborrecimentos e apenas dedicar-se ao estudo da Bíblia? Pense no tempo que você pouparia, sem mencionar os problemas relacionais.

Ou, melhor, por que não baixar os podcasts dos três melhores pregadores a cada semana e ouvi-los? As chances são de eles serem melhores pregadores do que o velho pastor João da igreja do fim da rua. Posso ouvir um "amém"?

Suspeito que muitos cristãos devem ter uma vaga ideia de que há algo errado nesse conselho. Mas o fato de que esperamos tão pouco de nossos pregadores em termos de exposição bíblica, o fato de que poucos preciosos segundos são dedicados à verdadeira leitura bíblica em nossas reuniões semanais, o fato de que mal pensamos em não ficar acordados nas noites de sábado para não adormecermos no meio do sermão de domingo, sugerem que nós não compreendemos realmente o vínculo estreito que há entre ouvir a Palavra na igreja e o nosso crescimento cristão individual e coletivo.

Para os iniciantes, a Palavra de Deus cria a igreja, e não cristãos avulsos. Forma um grupo de crentes que estão unidos por uma aliança em um Senhor, uma fé, um batismo, e uma remissão de pecados. "Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas". (Atos 2:38, 41; 4:4; 6:7). A Palavra de Deus na verdade cria as igrejas locais. Nela, você e eu somos unidos a outros cristãos, e a igreja local é o lugar no planeta terra onde demonstramos e praticamos a unidade gerada na Palavra.

Portanto, você verá que o entendimento e a obra viva da Bíblia têm um maior benefício no contexto de membresia da igreja. Seguem sete motivos para que o nosso crescimento esteja centralizado no ouvir a Palavra de Deus no contexto da igreja local:

1. Pela obediência. O autor de Hebreus diz aos seus leitores, "Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima". (Hebreus 10:24–25). Como podemos animar e encorajar outros quando nós nos reunimos? Com a Palavra de Deus. É isso que vemos a igreja primitiva fazer—reuniam-se para ouvir e encorajar: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações". (Atos 2:42).

2. Para receber os dons de Jesus. Paulo nos diz que depois que Jesus ascendeu aos céus, ele deu dons de pastores e mestres para sua igreja (Efésios 4:8– 11). Seus presbíteros são presentes. Eles são melhores do que qualquer presente que você possa encontrar em uma árvore de natal, porque com seus dons eles vão edificar a você e seus irmãos e irmãs em Cristo até que vocês alcancem a maturidade, unidade, e a medida da plenitude de Cristo (vv. 12–14). Pense nisso: Jesus o ama tanto que pegou um monte de homens pelo colarinho, os tirou de suas carreiras, e lhes disse para dedicarem suas vidas para servir você e seus amigos cristãos favoritos através do estudo e do ensino da Bíblia — toda semana. Você não fica maravilhado? E mesmo se o pastor famoso do podcast for um pregador melhor, ele não conhece a sua congregação e ele não está aplicando a Palavra a você como faria o velho pastor João.

3. Pelas ilustrações vivas da palavra. Paulo escreve, "Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós". (Filipenses 3:17; 2 Timóteo 3:10–11). Paulo quer que os cristãos tenham palavras e ilustrem essas palavras. Precisamos de uma comunidade eclesiástica ao nosso redor para nos exemplificar a mensagem. Pastores, em especial, devem vigiar sua "vida e doutrina".

4. Pelas amizades divinas. Imitamos e seguimos os nossos amigos, adotando sua linguagem e padrões de vida. Gastamos dinheiro onde eles gastam dinheiro. Criamos nossos filhos como eles criam seus filhos. Oramos como eles oram. Os amigos de fora da igreja certamente são valiosos, mas as amizades que temos na igreja serão feitas pela mesma ministração da Palavra, dando-lhes a oportunidade de estender aquela ministração com mais atenção um sobre a vida do outro durante a semana.

5. Pelo aprendizado sobre como alinhar nossos corações ao coração de Deus por meio da canção. O cantar é uma atividade na qual a Palavra de Deus agarra nossos corações e alinha as nossas emoções e afetos com as d'Ele. Portanto, as canções de uma igreja devem conter nada mais do que as palavras, paráfrases ou verdades das Escrituras. As igrejas cantam juntas porque isso nos ajuda a ver que os louvores, as confissões e as resoluções do nosso coração são compartilhados. Não estamos sozinhos.

6. Pelo aprendizado da oração. Se Deus alinha nossos afetos e emoções à sua Palavra pela canção, ele nos ensina a alinhar nossas vontades e ambições à sua Palavra através da oração. Aprendemos a orar biblicamente ao ouvir a oração dos santos irmãos mais velhos. As orações do cristão entram em conformidade com as intenções da Palavra de Deus. Assim, vamos adorar, confessar, agradecer e pedir por coisas que a sua Palavra revela.

7. Pelos não cristãos e pelo evangelho. Pergunte a qualquer não cristão o que aconteceu em uma reunião de igreja que ele tenha ido, e (esperamos que) ele ou ela relate que a Palavra de Deus foi discutida, e talvez tenha sido tocada (leia 1 Coríntios 14:24). Paulo lembra os gálatas de que eles receberam o evangelho quando Cristo foi publicamente exposto por meio da pregação como crucificado (Gálatas 3:1). A reunião centralizada na Palavra é onde Deus colocou uma embaixada entre as nações para declarar: "Jesus é o Senhor. Volte-se para Ele".

Portanto, escute com atenção aos domingos. Faça anotações. Depois, discuta a passagem com sua família. Que suas orações sejam guiadas pelos pontos principais da pregação durante o resto da semana. Encoraje seus presbíteros com a oração. E, assim, agradeça a Deus por sua Palavra, sua igreja, e seus ministérios. Que presentes incríveis.

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- Sobre o autor: Jonathan Leeman é o diretor editorial do 9Marks e autor de Reverberation: How God's Word Brings Light, Freedom, and Action to His People (Repercussão: Como a Palavra de Deus Traz Luz, Liberdade e Ação para Seu Povo) e Church Discipline: How the Church Protects the Name of Jesus (Disciplina Eclesiástica: Como a Igreja Protege o Nome de Jesus).

Fonte: Editora Fiel
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