Mais que um espectador

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Eu amo ver futebol. Acredite ou não, isso é algo que me dá prazer. E antes que você goze de mim, lembre que bilhões de pessoas no mundo gostam também. Eu amo dizer ao técnico do meu time sobre as decisões erradas que ele está tomando. Eu amo compartilhar minha opinião com o juiz sobre suas habilidades de tomar decisões ou sua necessidade de ir ao oftalmologista o mais rápido possível. É muito difícil para mim ficar calado quando estou vendo meu time jogar. O único problema com isso tudo é que ninguém pode me ouvir. Bem, talvez meus vizinhos possam. Mas aqueles realmente envolvidos no jogo não conseguem. O técnico, os jogadores e o juiz não têm a menor ideia que existe um cara, a milhares de quilômetros de distância, gritando com eles por meio da tela da televisão.

Essa mentalidade de espectador é o que vemos muitas igrejas. Muitas pessoas aparecem pensando que a Igreja está lá para servi-las. Na verdade, se formos honestos, admitiremos que  todos nós pensamos assim naturalmente. Todos nós nascemos achando que o mundo existe por nossa causa. Muitos jovens pastores, como eu, realmente encorajam isso. Eles organizam a igreja para que ela pareça um show de rock, com um mini sermão ali no meio, que dificilmente durará mais que 20 minutos. A Bíblia é deixada de lado e o culto parece ter sido feito para que os não crentes se sentissem bem-vindos e confortáveis.

O autor de Hebreus pensava diferente. Ele estava convencido que ser parte da Igreja significa ser mais que um espectador. Na verdade, ele incentiva que todos os crentes sejam participantes ativos. Em Hebreus 10.24-25, nós achamos uma famosa passagem, a qual nós, usualmente, corremos para ela quando achamos alguém que se diz cristão, porém não frequenta a igreja. Apesar de ela ser, certamente, uma passagem que diz “não falte a igreja”, ela é muito mais. Em apenas dois versos curtos, nós temos cinco mandamentos, os quais podem mudar radicalmente o nosso domingo.

A primeira coisa que devemos fazer é nos PREPARAMOS para o domingo

Consideremos-nos…”

A palavra “considerar”, no verso 24, implica que nossa mente precisa estar engajada no domingo. Isso significa que nossas mentes precisam estar alertas. Isso significa que devemos estar em forma. Não acho que seja exagero dizer que nós não estaremos totalmente alertas no domingo de manhã, se não tivermos uma boa noite de sono. É por isso que dizem que o domingo de manhã começa no sábado à noite. Nós precisamos estar descansados. Não só para sermos bons ouvintes do sermão, mas porque estaremos mais alertas e dispostos a servir e a encorajar os outros. Isso implica que devemos estar preparados para a Igreja. Significa que nós não estamos lutando para que tudo esteja pronto na porta no domingo de manhã. Talvez deixar o almoço pronto, as roupas já escolhidas, as bíblias e computadores já no carro, no sábado à noite podem prevenir o drama de manhã. Outro aspecto chave é manter nossa mente pensando no Senhor e nos outros, em vez de pensar nas coisas mundanas. Fazer uma maratona na Netflix antes de ir para a igreja provavelmente não é uma boa escolha. Nós, provavelmente, iremos ficar pensando no que acontecerá com nossos personagens favoritos, em vez de pensarmos em como podemos servir nossos irmãos e irmãs.

Na palavra “considerar”, também está implicado o fato que não pensaremos no próximo naturalmente. Para isso, é preciso preparação. Precisamos nos lembrar de fazer isso. Devemos treinar nossas mentes a pensar sobre o próximo quando vamos à igreja. Isso significa em sobre como Deus pode nos usar. Enquanto estamos dirigindo para o culto, nós devemos pensar e nos relembrarmos de que estamos prestes a fazer algo muito importante. Talvez a coisa mais importante que devemos fazer. Devemos celebrar a ressurreição de Cristo, nos submeter à pregação da Palavra de Deus e participar do crescimento da igreja local. Você pensa em como você pode abençoar seus irmãos e irmãs, enquanto você se dirige à igreja?

Somos instruídos a constantemente PRATICAR o pensar sobre o próximo

consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras…”

O autor de Hebreus diz que devemos considerar como devemos estimular uns aos outros. A palavra “como” está carregada. Isso não é simplesmente aparecer na igreja e despejar o que aprendemos durante a semana em nosso tempo com o Senhor. É exatamente essa a consideração que nossos amigos precisam. Isso varia de pessoa para pessoa. Nós realmente devemos conhecer as pessoas ao nosso redor e saber como podemos encorajá-los. Quando o meu time de basquete no ensino médio se preparava para um jogo, nós assistíamos a um jogo gravado e tentávamos encontrar o ponto fraco dos outros times. Se eles eram muito rápidos, nós iríamos passar a bola para nossos jogadores altos. Se eles fossem altos, porém devagar, nós iríamos nos por em guarda e ditar o ritmo do jogo. Se eles fossem altos e rápidos, bem, aí seríamos esmagados. Mas você entendeu o ponto. Nós não tratávamos nossos oponentes da mesma forma. Muitas vezes, como cristãos, nós estamos tão focados em nós mesmos que não temos a menor ideia de como incentivar as pessoas em nossa volta à piedade. Tessalonicenses 5.14 capta essa ideia perfeitamente. Além de nos dizer que devemos ser pacientes sempre, ele também nos ensina a tratarmos as pessoas de maneira diferente, baseados em suas necessidades. Nós devemos estar ativamente estudando e cuidado das pessoas ao nosso redor, para que possamos cuidar apropriadamente de suas almas.

Devemos buscar uns aos outros

consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras…”

A palavra “estimular” é normalmente usada no negativo. É algo provocativo. É desafiar alguém a ir a algum lugar onde ele, naturalmente, não quer ir. Na carne, naturalmente nós não fazemos boas obras. Somos todos propensos a vaguear. Nós precisamos procurar uns aos outros e nos incentivarmos a sermos piedosos. Por conta própria, você pode aprender mais sobre Deus, você pode crescer em seu amor por Deus, mas, ao mesmo tempo, você precisa perceber que você não consegue ver tudo sozinho. Todos nós tempos pontos cego. É por isso que ser monge não funciona. Para crescermos na vida cristã, você não deve só gastar tempo com o Senhor, mas, também, estar envolto por crentes. Você precisa deles. E adivinha? Eles precisam de você! Eles precisam que você esteja em forma. Se estamos abrigando pecados em nossas vidas, mesmo em nossas vidas privadas, então, definitivamente, não estamos crescendo em nossa caminhada. E se não estamos crescendo em nossa caminhada, nós não seremos capazes de estimular  o nosso próximo a terem boas obras. Além disso, abrigar pecados faz com que sejamos egoístas e diminuamos as chances de nos apresentarmos prontos para nos reunirmos e servimos uns aos outros.

Somos ordenados a priorizar o encontro

Não deixemos de congregar-nos, como é de costume de alguns…”

Claro, nada disso importa, a não ser que saiamos de nossas camas para irmos à igreja. E parece que a igreja primitiva também lutava com isso. Mas, diferentemente de nós, o impedimento deles não era por besteira, mas por perseguição. Hebreus 10.33-34 nos diz que as pessoas a quem o autor estava escrevendo estavam sofrendo sérias perseguições. Alguns perderam suas casas, outros, a vida. Então a tentação de ficar em casa era algo muito forte. Ainda assim, com esse cenário, o autor de Hebreus os alerta para que não deixem de se congregar. A despeito do fato de estarem sofrendo sérias perseguições, eles eram menos propensos a faltarem a igreja do que a maioria dos americanos! Isso é incompreensível. Devemos lutar por nosso tempo com nossos irmãos e irmãs. É uma loucura faltar a igreja. Você tem um pastor que passou várias horas estudando a passagem da Escritura com o propósito de fazer você mais piedoso! E, espero, você possui vários irmãos indo à igreja considerando as formas pelas quais eles podem estimulá-lo e encorajá-lo a amar e obedecer mais a Cristo! Onde você prefere estar?

Somos chamados a ajudarmos uns aos outros

antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima

É muito interessante como o autor conclui com um chamado a encorajarmos uns aos outros. A palavra “incentivar” não deixa de lado a verdade. Mas ao falar a verdade, faça com mansidão, lembrando-vos uns aos outros sobre as promessas de Deus. É fascinante notar que isso deve crescer com o passar dos dias. É interessante que em Hebreus 10.25 ele conecta isso com a segunda vida. A cada dia que estamos mais perto do dia do retorno do Senhor, devemos crescer no nosso encorajamento mútuo.  O mundo está ficando cada vez mais hostil ao evangelho. A igreja deve ser um oásis para o crente. E nós devemos passar nosso tempo estimulando e exortando uns aos outros a buscarmos Cristo. É interessante como, além de sermos menos propensos a irmos à igreja que os cristãos primitivos, apesar de sofremos menos perseguições, somos menos propensos a pensarmos na volta do Senhor, apesar de estarmos 2 mil anos mais perto disso acontecer. Toda manhã que acordamos, não estamos apenas mais um dia perto de nossa morte, mas, também, estamos um dia mais perto da volta de Cristo.

O autor de Hebreus acredita que pensamos mais no próximo quando vamos à igreja. Ele acredita que se formos fiéis em nossa preparação, prática, busca, priorização e ajuda mútua, seremos fiéis a Cristo e participantes ativos no que Cristo tem feito por meio das igrejas locais de todos os lugares.

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Autor: Jordan Standridge
Fonte: The Cripplegate
Tradução: Victor Bimbato
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O patriotismo que eu queria ver

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Por Rev. Alan Renê Alexandrino Lima


Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria [...] Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hebreus 11.14,16).

A Copa do Mundo FIFA® está chegando ao seu final. E de uma forma que a grande maioria dos brasileiros nem imaginava nem gostaria que ocorresse: melancólica! Independentemente do final, pudemos perceber um arroubo de otimismo durante quase um mês. A maioria dos brasileiros estava eufórica, apoiava a seleção brasileira e, tristemente, voltava-se contra outra parcela da população brasileira que não estava apoiando a seleção pelas mais variadas razões.

O Facebook se tornou uma grande vitrine através da qual as pessoas exibiam seus pensamentos a respeito da seleção brasileira. Alguns desses pensamentos eram feios, vexatórios e vergonhosos. Aqui aproveito para fazer um recorte: Limito-me aos pensamentos daqueles que apoiaram a seleção e se voltaram contra aqueles que não o fizeram. Uma das principais acusações era a de antipatriotismo. Aqueles torcedores brasileiros que estavam torcendo por outras seleções eram acusados de não serem patriotas e não amarem o Brasil. Epítetos os mais variados foram aplicados, como, por exemplo, “coxinha”, “gente sem noção”, “imbecis”, “idiotas” e até mesmo “nojentos”. Testemunhei tal atitude até mesmo entre aqueles que têm “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 5.5). Inversamente, houve até mesmo quem entendesse que usar a camisa oficial da seleção brasileira era sinônimo de patriotismo, honrar a pátria e etc.

Uma dúvida sempre me acompanhou nesse período: é justo, na real acepção do termo, acusar alguém de antipatriotismo por não apoiar a seleção brasileira? E mais: há dignidade em fazer do futebol motivo para beligerância, ofensas, ironias, indiretas sarcásticas até mesmo entre cristãos?

PATRIOTISMO

O termo “patriotismo” tem a sua origem na língua grega. Para os gregos antigos o termo dizia respeito à devoção a uma língua, tradições, símbolos, história, ética e leis comuns a um determinado povo. O filósofo Stephen Nathanson afirma que o termo envolve:

          1. Afeição especial pelo próprio país;
          2. Um sentimento de identificação pessoal com o país;
          3. Preocupação especial pelo bem-estar do país; e
          4. Disposição para se sacrificar para promover o bem do país.

A Stanford Encyclopedia of Philosophy define “patriotismo” como “o amor ao país, a identificação com ele, e a preocupação especial pelo seu bem-estar e o dos compatriotas”. É pertinente observar ainda que, de acordo com a Stanford Encyclopedia, somente uma pessoa cujo amor pelo país não se expressa por meio de nenhum interesse especial é que pode ser considerada como antipatriota. Tomando essa afirmação e juntando-a com o fato de que, muitos dos que vi contrários à seleção brasileira agiam assim motivados por preocupação genuína com a situação do Brasil, chego à conclusão de que dificilmente poderíamos dizer que os mesmos são antipatriotas.

A partir das definições acima não consigo compreender como o não torcer pela seleção brasileira é uma horrível manifestação de falta de amor pelo país, e o torcer pela seleção, uma cristalina manifestação de patriotismo.

Soma-se a isso o fato de que aquela que tem real interesse na conquista da Copa do Mundo é a entidade que é a verdadeira proprietária da seleção: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Trata-se de um órgão privado que não tem nenhum compromisso real com o bem-estar do país. A CBF pugna pelos seus próprios interesses, sendo o maior deles, o lucro.

Por tudo isso, é que estou convicto de que patriota é aquele que vê o atual estado do Brasil (sem educação, sem segurança, sem saúde, sem cuidado para com os seus cidadãos, caminhando rumo a uma ditadura socialista) e se dói por isso. O patriota se preocupa com tudo isso. Ele luta por um país diferente. Ele briga para que uma ideologia autoritária não se instale de vez na nação. O patriota é aquele que possui verdadeira afeição pelos símbolos oficiais do seu país: seu hino, sua bandeira, suas forças armadas. A seleção brasileira não é um símbolo da nação. Ela não luta por melhorias em nossa nação, nem mesmo possui esse objetivo. É verdade que ela usa as cores da nossa bandeira. Ela se posta enfileirada ante a execução do nosso hino, mas ela não luta pela melhoria do Brasil. Ela almeja a sua própria glória e o lucro para a sua entidade mantenedora (o que, necessariamente, não é ruim. Trata-se apenas de um esclarecimento). Assim sendo, é possível não torcer pela seleção e, ainda assim, ser verdadeiramente patriota. Ao mesmo tempo, é possível se imaginar patriota simplesmente por vestir uma camisa da seleção e não o ser de fato.

UM PATRIOTISMO MAIOR

Depois disso tudo, quero me dirigir especialmente aos cristãos evangélicos.

Somos brasileiros? Somos. Devemos ser patriotas? Creio que sim. Não obstante, tem me afligido muito perceber que muitos cristãos têm brigado e escrito palavras vergonhosas motivados por um “prato de lentilhas”. Quem dera fôssemos tão prontos para defender o nome do nosso Senhor Jesus Cristo e denunciar os erros, as heresias e os males que nos assolam, como o somos para trocar farpas por causa de um jogo de futebol!

Vivemos numa nação que, além do caos político, econômico e social, vive o caos espiritual. O fato de os últimos censos registrarem dezenas de milhões de evangélicos não diz absolutamente nada. Vivemos um cristianismo superficial, sem discernimento, sem compromisso verdadeiro com a Palavra de Deus, sem zelo para com aquilo que é do Senhor. Em nome de um patriotismo cego e sem entendimento desonramos a Deus transgredindo o seu santo dia. Quantos já estavam dispostos a deixar de participar do ajuntamento solene, caso o Brasil tivesse chegado à grande final? Ao agirmos assim não estamos menosprezando nossa verdadeira e mais importante cidadania? Não estamos honrando nossa “brasilidade” em detrimento do nosso status como filhos do Deus vivo? Agindo assim não estamos demonstrando que preferimos tesouros terrenos a tesouros celestiais? Mais do que nunca, como crentes, precisamos definir muito claramente as nossas prioridades. Precisamos defender a nossa pátria celestial, o reino de Deus, com o mesmo vigor, a mesma veemência, a mesma paixão com que defendemos nossa seleção brasileira e os nossos clubes do coração. É preciso também que lutemos contra o pecado e contra o erro com a mesma disposição com que denunciamos as falcatruas e a corrupção dos nossos governantes. Até porque somente Jesus Cristo é a solução para todo o caos moral, político, econômico, social e espiritual no qual estamos imersos.

Eu acredito que somos aqueles de quem Hebreus 11.14,16 fala: “Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria [...] Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”. Também o apóstolo Pedro afirma que, porque somos “estrangeiros e peregrinos” devemos nos abster “das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1Pedro 2.11). Dessa forma, tenho a certeza de que nossa “brasilidade” é efêmera, passageira. Este não é o nosso verdadeiro país. Esta não é a nossa verdadeira pátria. Possuímos uma cidadania celestial. Aspiramos por uma pátria superior, que tem o Senhor Deus como o seu Arquiteto e Mantenedor. Um dia não mais possuiremos carteiras de identidade que identifiquem nossa nacionalidade como “brasileiro” ou “brasileira”. Chegará o dia quando em nossa identidade consistirá de “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Apocalipse 2.17). Chegará o dia quando a seleção brasileira não mais nos dividirá, nem mais será o motivo para tanta agressão verbal entre os filhos de Deus. Particularmente, almejo pelo dia quando o futebol, quando mal usado, quando absolutizado, quando tratado como ídolo, deixará de provocar guerras e contendas entre nós (Tiago 4.4).

Enquanto esse dia não chega, que sejamos verdadeiros patriotas: 1) Lutando pelo verdadeiro bem-estar do Brasil; e 2) Batalhando diligentemente pela fé que uma vez por todas nos foi entregue e vivendo a mutualidade da comunhão, como verdadeiros habitantes da Jerusalém celestial, nascidos não da vontade do homem nem da vontade da carne, mas pela graça e pelo poder do Senhor! Isso é ser verdadeiramente patriota!

Que o Senhor nos abençoe!

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Fonte: Cristão Reformado
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Um esclarecimento sobre os jogadores que oram a "Oração do Pai Nosso"



Por Denis Monteiro


É muito comum vermos os jogadores orando em campo diante de uma decisão, quando vão entrar no lugar de outro jogador e/ou quando vai começar o jogo, eles fazem uma roda, falam algumas palavras de incentivo e oram a "Oração do Pai nosso".

O problema em si não é o fato de que cada um exerça a sua fé - bom, sabemos que a fé verdadeira deve ser, totalmente, voltada para Deus em Cristo Jesus - mas por eles orarem a "Oração do Pai nosso" e, por conseguinte, os evangélicos que estão assistindo se alegrarem com isso.

Então, aqui vão algumas considerações sobre a "Oração do Pai nosso"; não é um estudo "sistemático" sobre esta oração, mas uma parte dela, na qual ninguém presta atenção.

A "Oração do Pai nosso" começa justamente com a frase, "Pai nosso...". Por que "Pai nosso"?

A oração se inicia com o sentido de confiança e humildade. Confiança por chamar Deus de Pai, não só como criador, mas como providenciador de nossas necessidades. Mas, acima de tudo, quando O chamamos de Pai, é pelo respeito que devemos ter por Ele. E assim, a nossa humildade de reconhecermos que necessitamos diariamente de um único Pai.

Mas quando O chamamos de Pai, devemos entender esse "Pai" por que Ele é o criador de toda a humanidade, pois a Bíblia chama alguns de filhos por causa da morte expiatória de Cristo, onde que, por esses que Cristo morreu, serão: Eleitos, Chamados, Regenerados, Convertidos, Justificados, Adotados, Santificados, Perseverantes e Glorificados.

Nem todo o mundo pode chamar Deus de "Pai".

• A Bíblia é clara em mostrar que os que são Seus filhos são nascidos de Deus: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." João 1.13.
• Estes que são nascidos de Deus, também foram predestinados para serem adotados: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade," Efésios 1.3.
• E todos aqueles que são nascidos de Deus, predestinados para serem adotados por Cristo Jesus e recebem o Espirito Santo, podem clamar "Aba, Pai", porque recebemos o Espirito de Adoção (Rm 8.15; cf. Gl 4.6).

Calvino, diz:

A primeira regra em toda oração consiste em apresentar-se a Deus em nome de Cristo, pois neste nome ninguém pode ser-lhe desagradável.
Ao chamar a Deus de Pai nosso, já pressupomos o nome de Cristo.
Mais ninguém no mundo é digno de apresentar-se a Deus e de aparecer perante seu rosto. Este bom Pai celestial, para livrar-nos de uma confusão que inevitavelmente nos turbaria, nos deu como mediador e intercessor a seu Filho Jesus. Detrás dos passos de Jesus podemos aproximar-nos a Ele confiadamente, tendo plena certeza de que não será rejeitado nada do que peçamos em nome deste Intercessor, pois o Pai não pode negá-lhe nada.[1]

Então, podemos concluir, de que se alguém não se encaixa da ordem descrita acima e nem Cristo é o centro de sua vida, logo, não deve chamar Deus de Pai. Porque somente por Cristo, como o centro de nossas vidas, podemos nos achegar a Deus e chama-LO de "Pai".

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Nota:
[1] João Calvino, Breve Instrução Cristã.


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Fonte: Bereianos
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É tempo de Copa do Mundo

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Por Rev. Alan Rennê Alexandrino Lima


"Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos" (Efésios 4.17).

Teve início na última quinta-feira um dos períodos que, como brasileiros, mais apreciamos: a Copa do Mundo de Seleções da FIFA. É impressionante como gostamos desse período. A nação praticamente se transforma. Tudo passa a girar em torno da Copa do Mundo. Reunimo-nos com familiares e amigos para nos divertirmos vendo os jogos. É bem verdade que pessoas de outras nações também se empolgam com a Copa do Mundo. No entanto, reconhecidamente, há algo diferente com o brasileiro.

O jornalista americano John Oliver, durante o programa Last Week Tonight, falou do futebol como sendo a religião do brasileiro. Em apoio à sua afirmação ele exibiu o depoimento de algumas pessoas, inclusive brasileiros, confirmando, num tom jocoso, que o futebol é a religião dos brasileiros. Podemos nos apressar e discordar dessa afirmação. Podemos protestar contra ela, dizendo que, não, o futebol não é nem nunca será a religião do brasileiro. No entanto, eu gostaria de ser mais cauteloso nisso.

É bem sabido que qualquer coisa boa e saudável, quando superestimada, quando supervalorizada e absolutizada pode vir a se tornar aquilo que, na teologia, chamamos de "deus funcional", ou mais popularmente, um ídolo do coração. O Pr. Paul Tripp define um ídolo do coração assim: "Um ídolo do coração é qualquer coisa que me governe que não o próprio Deus" (Instrumentos nas Mãos do Redentor. p. 100). Assim, um ídolo do coração é tudo aquilo que dirige nossas emoções, nosso pensar, nosso comportamento, que não o Senhor, segundo a sua Palavra. Quando vista por essa ótica, fica claro que, se não vigiarmos, o futebol e a Copa do Mundo podem acabar se transformando em ídolos.

Nossa luta, então, é não permitir que isso ocorra. Então, como podemos lutar contra isso ao mesmo tempo em que nos divertimos e torcemos pela nossa seleção. Seguem aqui dois conselhos que, creio eu, podem ser úteis:

1. Não permita que tua devoção ao Senhor seja atrapalhada pelos jogos da seleção brasileira e pelos demais jogos. Não negligencie o culto ao Senhor por causa de algum dos jogos, nem mesmo por causa de um jogo da seleção brasileira. Nosso coração se inclina diante daquilo que mais valorizamos. Se for o Senhor, valorizaremos mais o momento do culto do que a seleção. Se for a seleção, então, ela ocupará um lugar que, por direito, pertence ao Senhor. Um bom teste para sabermos o que nos governa será no dia 13/07, na final, caso o Brasil chegue lá.

2. Não permita que a comunhão com os irmãos sofra algum dano por causa dos jogos da seleção. Vivemos um momento em que as afeições dos brasileiros estão divididas quanto a torcer ou não pela seleção brasileira. Assim é que, mesmo em relação a quem tenha uma postura discordante da nossa, devemos evitar que a nossa comunhão sofra alguma ranhura. Por isso, precisamos ter cuidado com xingamentos (Efésios 4.29), provocações e incitação à ira. Lembremos sempre que há algo muito maior que nos une. Portanto, não permitamos que aquilo que é menor nos influencie nesse sentido.

O desejo do meu coração é que nos divirtamos nesse período, mas a minha convicção é que há uma maneira piedosa e cristã de fazermos isso.

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Fonte: Perfil do autor no Facebook
Divulgação: Bereianos
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Torcer pra um time de futebol é coisa do diabo?


Por Renato Vargens

Hoje, logo ao final do jogo entre Vasco e Botafogo recebi o seguinte comentário no meu  Facebook de uma leitora que recriminava meu gosto pelo esporte: -"Pastor peça para o Senhor te mostrar a entidade demoníaca que está a frente dos times de futebol."
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Como é que é? Pensei com meus botões: Demônio do futebol?

Pois é, sinceramente eu não sei mais o que esse povo vai inventar. Infelizmente alguns evangélicos têm promovido ensinamentos absolutamente antagônicos as Sagradas Escrituras. Tais pessoas movidas por uma espiritualidade esquizofrênica atribuem o bem a Deus e o mal a Satanás. Para elas o mundo se divide em duas partes, cujos governantes são Deus e o diabo. Os que creem nisso, ensinam que tanto Deus como o Coisa Ruim, possuem poderes independentes, e como titãs que são, lutam pelo domínio do universo. Para estes, o mundo também foi dividido entre o bem e o mal, cujos ambientes apontam para o domínio e senhorio de Deus ou de satã. Nesta perspectiva, o templo é santo, o teatro pagão, a casa de show lugar de promiscuidade, e o estádio de futebol morada do capeta.

Volta e meio ainda ouço alguém dizer que o esporte tal é o do Capeta e que crente que é crente não se contamina com manjares do cão. Segundo estes, um cristão verdadeiro jamais irá assistir a um jogo de futebol, até porque, aquele lugar é antro de pecado.

Segundo esta perspectiva tudo aquilo que não esteja aparentemente relacionado com o sagrado é espúrio. Em outras palavras, os adeptos do dualismo cristão preferem viver a vida em guetos espirituais, “satanizando” tudo aquilo que Deus nos deu para o prazer.

Caro leitor, praticar futebol, assistir um jogo no estádio, ou torcer por um clube de futebol não é pecado, e nem tampouco ofende ao Criador. As Escrituras nos ensinam que somos seres inteiros e livres, e como tais somos chamados a viver uma devocionalidade equilibrada e saudável. É claro, que não convém no domingo você deixar de ir ao culto de sua igreja para ir ao Maracanã, entretanto, não existe nenhum problema em celebrar a vida, a família e os amigos indo ao estádio torcer pelo seu time do coração em datas alternativas.

Infelizmente o dualismo dos evangélicos “budificou” a existência, transformando qualquer atividade que se faça fora da igreja como pérfida e sem “graça” . Sem que percebamos parte da Igreja de Cristo demonizou todo tipo de lazer, excluindo da agenda da fé qualquer atividade que possa implicar em risos, festas e celebração.

Prezado amigo, Cristo não nos escraviza nem tampouco nos aprisiona em um mundo burrificado onde a festa e a alegria é proíbida. Antes pelo contrário, por sua graça somos livres e não precisamos mais viver manietados a dogmas e conceitos do farisaísmo moderno.

A Ele toda glória!

Fonte: [ Blog do autor
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