10 princípios para maridos e pais cristãos

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A maioria dos homens cristãos em círculos conservadores abraçam a verdade bíblica de que eles devem liderar suas famílias em Cristo. Embora a maioria abrace essa realidade e esteja convencida da sua necessidade, é igualmente verdade que a maioria de nós não tem certeza de como fazer isso. Poucos de nós cresceram em lares cristãos com pais cristãos fortes e piedosos para nos modelar. Como um marido e pai cristão lidera bem a sua família em Cristo? Eu sugiro que os princípios abaixo são um ponto de partida:

Busque a santidade: essa é a chave para liderar as nossas famílias em Cristo. Um marido e pai cristão não pode liderar onde ele não pisou. Assim como Paulo admoestou Timóteo a respeito do pastorado, “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” (1 Timóteo 4.16), o mesmo se aplica ao “pastor” da casa. Se falta santidade em nossas vidas, então ela também faltará nos membros da nossa família. O maior impulso para o crescimento deles é o nosso próprio crescimento em Cristo.

Reconheça o que você pode e não pode controlar: aquele que pensa que pode controlar o coração dos outros é um tolo. Nós não temos tal capacidade e graças a Deus por isso. Podemos encorajar, exortar e ensinar nossas esposas e filhos na fé, mas não podemos controlar o seu envolvimento e crescimento na fé. Mas é nossa responsabilidade manter nossos próprios corações. Não negligencie o que você tem por responsabilidade enquanto persegue as coisas pelas quais você não é responsável. Maridos e pais servem melhor suas famílias quando estão tentando controlar a sua própria raiva, egoísmo, orgulho e língua. Que saibamos o que somos habilitados a fazer e aquilo que somente o Senhor pode fazer.

Proveja em todos os meios: a maioria dos maridos e pais cristãos reconhece a necessidade de sustentar as suas famílias materialmente. “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5.8). Mesmo que isso seja verdade no reino físico, também o é no reino espiritual. Por favor, traga para casa o bacon! Mas não pare por aí. Pratique um culto familiar consistente e regular; lidere a sua família na leitura das Escrituras, orando e cantando. Alegremente, leve a sua família à igreja a cada semana, envolva a sua família no ministério da Igreja, busque a hospitalidade convidando outras pessoas para sua casa, ore com e por sua esposa e filhos. Não pense que seu trabalho está feito apenas ao garantir um teto sobre suas cabeças, roupas nos seus corpos e comida em seus estômagos. Eles são corpo e alma, eles precisam da sua provisão no reino espiritual.

Pratique a humildade: liderar em Cristo é diferente do que o mundo entende por liderança. O mundo promove um tipo de liderança que exige ser servido. A visão cristã de liderança exige o servir. Caro marido e pai cristão, você é o servo chefe de sua casa. Parabéns! Em Cristo, “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mateus 20.26). Lideramos ao servir e muitas vezes esse serviço é sacrificial (Efésios 5.25).

Persista em alegria e ação de graças: defina o tom da sua casa. Um marido e pai cristão estabelece a cultura de sua casa mais do que ninguém. O adolescente temperamental, a criança exigente ou mesmo a esposa mal-humorada não são os fatores determinantes. Você é. Prossiga na alegria do Senhor e persista em ação de graças a Deus por todas as Suas boas dádivas (Tiago 1.17). Este é um grande ponto de partida para moldar a sua casa.

Seja efusivo no amor: Nenhuma esposa ou filho já disse: “Eu fui amado além da conta!”. Não seja o marido ou pai que é reservado em expressar seu amor. Faça a sua esposa se sentir preciosa. Nutra e a acalente (Efésios 5.29). Honre a sua vida com elogios, flores, presentes e carinho constante. Abrace-a por trás enquanto ela está lavando os pratos, encontre um tempo regular para ela escapar das demandas da casa, incentive-a a buscar amizades femininas piedosas, agradeça o cuidado que ela dá a você e seus filhos, planeje e execute encontros. Que ela nunca duvide que você a estima mais do que todos os outros. Permita que seus filhos vejam esse carinho. Os pequenos olhos de seus filhos devem te ver abraçar sua esposa constantemente. Quanto aos seus filhos, tenha por eles um amor implacável e infalível. Não importa as falhas, fraquezas, ou lutas que eles possam ter, o seu amor vai ser uma constante em suas vidas. Ele é fixo e nada pode roubá-lo. Você não vai ser um pai perfeito, mas banhar os seus filhos em amor é um passo para ser um grande pai.

Viva pela graça: Pedro diz:vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil…” (1 Pedro 3.7). Paulo diz: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4). Modele e pratique a graça em sua casa. Seja sensível ao pecado e ainda mais sensível para estender aos outros a mesma graça que você recebeu. Sua esposa e filhos devem te ver como alguém acessível, amável, gentil e gracioso. Ao ouvirem a palavra graça, ela não deve ser um conceito estranho às suas mentes. Eles devem conhecer e receber isso de você consistentemente.

Proteja e seja forte: Sua esposa e filhos precisam da sua força. Não só eles precisam da sua força, como também precisam saber que você está disposto a usar essa força para o bem deles. Você serve como seu defensor. Você deve defender a sua família com boa vontade e de bom grado, mesmo que isso lhe custe social, profissional, emocional ou mesmo fisicamente.

Glorie-se na fraqueza: mesmo quando você procura ser forte, deve reconhecer a glória em sua própria fraqueza. Sua esposa e filhos devem conhecê-lo como um homem que alegremente depende do Senhor. Quando eles refletirem sobre sua força, devem sempre entendê-la como vinda da parte do Senhor. E você deve se alegrar por eles conhecerem a fonte da sua força. Um marido cristão e pai fiel não vai mergulhar na sua fraqueza, mas glorificará nela. Ele irá continuamente olhar para Cristo e modelar essa virtude cristã suprema em sua família. Ele será um homem de oração, sabendo que grande parte de seu pastoreio ocorre de joelhos. Ele vai liderar o caminho ao pedir perdão em casa, tanto a sua esposa e filhos. Ele será rápido em conceder o perdão quando ofendido, vai refrear-se em ter expectativas muito altas sobre sua esposa e filhos, reconhecendo suas próprias falhas e fraquezas e estenderá a eles a mesma graça de que ele mesmo precisa.

Viva contemplando a Glória de Deus: esteja você no trabalho, descansando ou brincando, procure glorificar o Senhor. Paulo disse: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31). Modele a sua família para viver com propósito. Estamos sempre vivendo à sombra da glória de Deus. Mostre a eles que cada momento é importante, cada pessoa é significativa, cada tarefa é importante. Ria ao brincar com seus filhos, sue ao trabalhar e cante alto ao adorar. Faça todas as coisas contemplando a Glória de Deus e as faça com todo o seu coração e alma, especialmente ao liderar a sua família.

Maridos e pais cristãos, a vocês foi dada a tarefa gloriosa e maravilhosa de liderar suas casas em Cristo. Liderar requer pensamento e intencionalidade. Como você está liderando a sua família no Senhor? Que princípios, práticas e atividades você está empregando para o bem deles e para a glória de nossa Cabeça, Cristo Jesus?

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Autor: Kevin DeYoung

Fonte: The Gospel Coalition
Tradução: Kimberly Anastacio
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Temor de Deus e felicidade no lar

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Por Rev. Felipe Camargo


Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.” (Salmo 128.1)

O Salmo 128 era um dos cânticos cantados pelo povo que caminhava para Jerusalém. Eles tinham a esperança que chegando lá eles poderiam cultuar ao Senhor no templo e receber as bênçãos espirituais. Eles sabiam que o seu lar só seria abençoado se Deus estivesse com eles (Sl 127).

Para uma família ser abençoada por Deus ela precisa ter homens que temem ao Senhor. O homem deve ser o líder do lar, tanto material quanto espiritualmente. Ele é o principal responsável por trazer o mantimento para a sua casa. Mas, principalmente, ele deve guiar sua família no caminho do Senhor. Temer ao Senhor envolve um respeito e obediência que não temos a mais ninguém. Temer ao Senhor envolve adoração e amor completo. Precisamos de maridos e pais que temem ao Senhor.

Uma família abençoada tem mulheres sábias que edificam o seu lar. Isso significa que sua preocupação principal é cuidar de seu marido e de seus filhos. Ela não sente vergonha de servir ao Senhor através dos trabalhos domésticos. Mulheres tementes ao Senhor não devem dar ouvidos ao movimento feminista. Precisamos de esposas e mães que amem suas famílias mais do que seu sucesso profissional. Precisamos de esposas e mães que amem ao Senhor acima de todas as coisas.

A família abençoada possui filhos que honram os seus pais. Isso significa que filhos que temem ao Senhor tem prazer de estar em volta da mesa para ter comunhão com seus pais. Filhos crentes sabem que devem respeitar seus pais como ao Senhor. Isso ocorre porque foram educados nos caminhos de Deus e aprenderam as Palavras da Verdade. Seu amor não está voltado para eles, mas par Deus, acima de tudo. Precisamos de filhos que honrem seus pais por causa do amor que eles têm por Cristo.

Por fim, uma família só é abençoada se estiver com a família da fé. O Salmo 128 termina com a promessa da bênção vinda de Sião. Era lá que todas as famílias se reuniam formando a grande família de Deus e podiam dizer: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”. Famílias só serão abençoadas se tiverem comunhão com o povo de Deus, ou seja, se a sua casa for a Casa de Deus. Precisamos de famílias que estejam presentes na igreja e que possam dizer: “eu e minha casa serviremos ao Senhor”.

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Divulgação: Bereianos
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Pai à pais

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Por Rev. Ericson Martins


E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6:4)

Está mais que comprovado: um dos maiores desafios que enfrentamos na vida é a educação dos nossos filhos, e educá-los para que andem nos caminhos do Senhor! Pais responsáveis não medem esforços para esse fim, no entanto, muitos ainda sofrem a fria dor ao verem os seus filhos crescendo e escolhendo caminhos errados, aqueles que os distanciam da comunhão com Deus. É nesse contexto que reservamos aqui alguns conselhos aos pais, para que ajam de forma justa, firme e amorosa. 

Primeiramente, é preciso entendermos e agirmos preventivamente (Hb 12:9). A prevenção é sempre melhor que o resultado indesejado. Custa, mas não menos que termos de lidar com os resultados da omissão ou da negligência na educação. Naturalmente, a melhor solução é ensinarmos o que é bom aos olhos de Deus e sermos os maiores exemplos do que ensinamos. Eles aprendem mais observando as nossas condutas, do que meramente pela exigência das nossas palavras.

O comportamento desobediente dos filhos aos seus pais tem uma causa natural: o pecado! O filho que resiste andar nos caminhos do Senhor não significa, unicamente, que os seus pais foram péssimos educadores cristãos, pois a rebeldia não é uma herança genética, e nem sempre é resultado do ambiente familiar. E sim, uma conduta interna, orientada pelo pecado, de se opor a autoridade, seja de quem for. Os pais precisam fazer o que lhes cabem na educação, isso inclui orar por seus filhos, suplicando à favor da conversão genuína deles (1 Cr 29:18-19). A conversão não depende do que os pais fazem, mas do que Deus faz (Ef 2:8-9) para neutralizar o pecado no coração, mediante a justificação em Cristo!

É importante também observar a personalidade dos filhos. Os pais podem lidar melhor com eles compreendendo o perfil emocional de cada um. Essa observação é um importante regulador de relacionamento e de disciplina, e ainda ajuda a medir o nível de determinadas exigências na educação. Nesse sentido, ouvi-los e acompanhá-los discretamente, é crucial.

Amá-los requer preveni-los dos maus caminhos, mas nem sempre é possível impedi-los de sofrerem as consequências das escolhas erradas que fazem (Lc 15:11-24). Há lições que só aprenderão na experiência da perda ou da dor. Justificando-se pelo amor, muitos pais tentam impedir que os seus filhos experimentem o sabor amargo da desobediência e acabam criando outros problemas: incentivo ao erro pela impunidade e falsa sensação de segurança. A punição (disciplina), por vezes, se mostra eficaz para a santificação dos nossos filhos (Hb 12:10-11).

Lembrem-se: peçam ajuda! Educar filhos exige ação conjunta do pai e da mãe, mas nem sempre é suficiente. É justamente aí que precisamos do apoio de professores, familiares, pastores conselheiros, e etc, que estejam interessados pelo bem dos nossos filhos e comprometidos com a Palavra de Deus.

Que Deus nos dê sabedoria para honrá-Lo através da educação dos nossos filhos!

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Fonte: Reflexões e Cotidiano



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Por que não delego a educação de meus filhos a uma escolinha

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Por Rev. Ageu Magalhães


"O quê!? Seu filho não está na escolinha???" Eu e minha esposa (mais ela do que eu) ouvimos muito estas palavras, com pequenas variações. Temos três filhos. Um está com 8 anos, a do meio com 4 anos e o mais novo com 2 anos. O mais velho foi para a escola com 4 anos, mas a quantidade de pessoas que ficavam surpresas (e até indignadas) ao vê-lo com 3 anos fora de uma escolinha era grande. Tão grande que, sem muito exercício, fomos colecionando argumentos que, cremos, nos dão cada vez mais certeza de nossa decisão naquela época. Ei-los:

1. Pais devem educar seus filhos, não estranhos. A Bíblia sempre atribui aos pais esta missão. Salomão relata como foi criado: "Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe, então, ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos e vive; adquire a sabedoria, adquire o entendimento e não te esqueças das palavras da minha boca, nem delas te apartes." Pv 4.3-5

2. Pais não devem trocar filhos por carreira profissional. Nosso mundo valoriza mais o "ter" do que o "ser" e os crentes devem ficar atentos para não seguirem o mesmo caminho. Não são poucos os pais que delegam a educação dos filhos a uma creche ou escolinha por causa de um salário. Novamente a advertência da Bíblia: "Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento. Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim." (Ec 2.17,18) Um bom exercício para medir nossa ganância é se lembrar de qual era a renda de nossos pais, quando éramos crianças. Na maioria dos casos, estou certo, vamos perceber que eles ganhavam menos do que nós e, mesmo assim, não trocaram nossa educação por um salário.

3. E quanto ao desenvolvimento que uma escolinha pode oferecer ao seu filho? Será que supera o desenvolvimento que os pais podem oferecer? Você já parou para pensar que a maioria das professoras das chamadas escolinhas são menores de 20 anos e estão no ensino médio? Uma mãe dedicada pode ensinar tudo o que se ensina em uma escolinha e muito mais. Hoje existem dezenas de materiais educativos, para todas as faixas etárias, que podem ajudar nisto, sem falar dos programas infantis educativos da TV. É até irônico encontrar mães com ensino superior, bem preparadas, delegando a educação de seus filhos a gente menos capacitada.

4. A atenção que os pais dão a um ou dois filhos não se compara ao tratamento coletivo dado a uma multidão de pequeninos. Tenho uma prima que, ainda na adolescência, foi contratada para trabalhar em uma escolinha. Logo no início do trabalho, viu uma criança chorando e foi consolá-la pegando-a no colo. Sua superior a repreendeu imediatamente: "Aqui nós não fazemos isto, senão, todas vão querer o mesmo tratamento". Outra parente próxima colocou a filha de 2 anos em uma escolinha e começou a notar a filha perdendo peso. Os pais foram conversar com a direção da escola e foram informados de que não davam leite às crianças, mas chá com bolacha...

5. Por que colocar uma criança na tenra idade em uma escolinha e privá-la dos bons momentos de sua infância? Quando esta criança chegar aos 5, 6 anos, terá de ir obrigatoriamente à escola e entrará em um ritmo que só terminará, com sorte, na aposentadoria. O profeta vislumbrou um futuro para Jerusalém, com crianças fazendo o que lhes é próprio: "As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão." (Zc 8.5) Na parábola de Jesus, as crianças também estão na praça (Mt 11.16).

6. Vírus físicos e espirituais. É sabido que crianças convivendo juntas em uma escolinha ou creche são mais suscetíveis a doenças por causa do ambiente comunitário. Mas, pior que isso é a influência pecaminosa que algumas crianças podem trazer de suas famílias, contaminando os valores que você passou ao seu filho, até matriculá-lo em um lugar assim. A Bíblia é muito clara neste ponto: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes." (1Co 15.33)

7. Infelicidade da mãe e da criança. Um bom número de mães sofre quando termina a licença maternidade e tem de voltar ao serviço. E o que dizer de uma criança que, depois de passar 4 meses ininterruptos com sua mãe, tem que enfrentar várias horas diárias de separação?

8. O crente não deve ceder a pressões. No começo do artigo eu falei da quantidade de pessoas que estranhavam o fato de o nosso filho, com menos de 3 anos, não estar "ainda" em uma escolinha. Creio que esta pressão é geral sobre os pais. Todavia, o crente tem que se acostumar a nadar contra a correnteza. Crente fiel faz a vontade de Deus e não a vontade das pessoas ao seu redor. Isto, fazer a vontade das pessoas, é, em última instância, idolatria. É temer mais aos homens do que a Deus. O crente tem que se manter firme naquilo que Deus lhe ordena e não se conformar aos costumes e tendências pecaminosas e materialistas deste mundo (Rm 12.1,2).

9. A educação prevista na Bíblia, especialmente em Deuteronômio 6, não pode ser delegada. Pergunto: Como inculcar em seu filho o conceito de que nosso Deus é o único Deus (v.4) livrando seu filho de qualquer tipo de idolatria, se você não está ao seu lado? Como ensinar seu filho a amar a Deus de todo o seu coração, alma e força (v.5) em cada minuto do dia, se ele está em uma escolinha? Quando o texto bíblico diz que estes ensinos devem ser inculcados "assentado em sua casa", "andando pelo caminho", "ao deitar-te e ao levantar-te" revelam que a educação cristã acontece em todos os momentos do dia, quando os pais interpretam cada pequeno acontecimento dentro de uma cosmovisão bíblica, formando, assim, nos filhos, uma visão de mundo de acordo com a Palavra de Deus. É possível esperar que uma escolinha faça isto?

Concluo com uma palavra aos pais que sofrem as mesmas pressões que nós sofremos: Aguentem firme! Jesus nunca disse que seria fácil. O mundo nos odeia porque não somos dele (Jo 5.18,19) nem seguimos seu padrão de comportamento. A recompensa de uma educação não delegada a terceiros virá. Pense no testemunho de alguns jovens da Bíblia como José do Egito, Daniel e seus amigos, Davi e imagine o tipo de educação que eles receberam de seus pais. Podemos colher os mesmos frutos, se ficarmos fiéis aos ensinos do Senhor. Que Ele nos abençoe.

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Fonte: Perfil do autor no Facebook
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Deus criou o ser humano homem e mulher: o que significa ser complementarista?

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Por John Piper


Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão. Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra. Disse Deus: Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão. E assim foi. E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia.” - Gênesis 1:26–31

Uma das marcas teológicas dos 30 anos de Bethlehem é a forma como entendemos os propósitos de Deus para que homens e mulheres se relacionam em família e igreja e sociedade. Se você quiser um nome para nomear este entendimento, nós diríamos que somos complementaristas — baseados na palavra “complemento”. Em outras palavras, nós cremos que quando se trata de sexualidade, a maior demonstração da Glória de Deus, e a maior alegria dos relacionamentos humanos, e os maiores frutos no ministério, surgem quando as profundas diferenças entre homem e mulher são aceitas e celebradas como complemento umas das outras. Elas completam e embelezam umas as outras.

O que “complementarismo” significa?

A intenção com a palavra “complementarismo” é a de situar o nosso modo de vida entre dois tipos de erros: De um lado os abusos de mulheres sob a dominação masculina, e de outro lado a negação das diferenças de gênero onde elas possuem uma significado belo. O que significa que, por um lado, complementaristas reconhecem e lamentam o histórico de abusos pessoais e sistemáticos de mulheres, e o presente mal global e local na exploração e degradação de mulheres e meninas. E, por outro lado, complementaristas lamentam os impulsos feministas e igualitários que minimizam as diferenças entre homens e mulheres dadas por Deus e desmantelam a ordem que Deus projetou para o florescimento de nossas vidas em conjunto.

Portanto, complementaristas resistem aos impulsos de uma cultura chauvinista, dominadora, e abusiva, de um lado, e uma cultura que não distingue diferenças entre homem e mulher, niveladora de gêneros, unissex, do outro lado. E nós nos posicionamos entre estes dois tipos de vida não por que é um lugar seguro (que enfaticamente não é), mas porque nós pensamos que este é o plano de Deus na Bíblia para os homens e as mulheres. “Muito bom”, como Ele diz em Gênesis 1.

Na verdade, eu diria que a tentativa pelo feminismo de remediar o abuso do sexo masculino contra as mulheres ao anular diferenças de gênero, sai pela culatra e produz milhares de homens que não poderão ser admirados pelas mulheres por causa de sua falta de masculinidade, ou não poderão ser suportados por elas devido a sua masculinidade distorcida e selvagem. Em outras palavras, se nós não ensinarmos meninos e meninas sobre a verdade e a beleza e o valor de suas diferenças, e como viver com elas, essas diferenças não amadurecerão de maneira saudável — mas de maneira disfuncional. E uma geração de jovens adultos virá a se formar que simplesmente não sabe o que significa ser um homem maduro ou uma mulher madura; e o preço cultural que pagamos por isso é enorme.

O modo pelo qual gostaria de abordar essa questão é indo do genérico para o específico: uma palavra sobre o ser humano, uma ilustração sobre ser homem e mulher, e então um texto específico para mostrar as raízes bíblicas.

Sobre ser humano

Em primeiro lugar, uma palavra sobre ser humano. Em meu primeiro Domingo em Bethlehem, 13 de Julho de 1980 a tarde, preguei uma mensagem intitulada “A Vida Não É Banal.” Nela eu disse:

Todo ser humano de vez em quando gostaria que suas vidas não viessem a ser gastas como as gotas de um torneira que vaza. Todos vocês já provaram o desejo de que o dia-a-dia deva ser mais do que uma série de eventos insignificantes. Isso pode ocorrer quando você está lendo um poema, quando você está ajoelhado em seu quarto, quando você está parado à beira do lago no pôr do sol. Isso acontece muito frequentemente no nascimento e na morte.

Eu citei Moisés, de Deuteronômio 32:46, “Aplicai o vosso coracão a todas as palavras que hoje testifico contra vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Isso não é para vós coisa de menor importância; pois é a vossa vida.”(SBBri) No fundo de cada ser humano criado por Deus, carregando o símbolo da humanidade na imagem de Deus, existe um desejo para que a vida não seja insignificante. Para que não seja banal, fútil, sem importância.

Eu li recentemente essa frase da romancista policial Agatha Christie (1896-1976).

Gosto de viver. Algumas vezes me sinto muito, desesperadamente, loucamente miserável, atormentada pela aflição, mas mesmo diante disso tudo eu compreendo que estar viva é uma coisa grandiosa.

Eu acho que isso é maravilhosamente verdadeiro. Ser um ser humano verdadeiro é uma coisa grandiosa. Vocês todos não têm tido aqueles raros e maravilhosos momentos quando estão parados perto de uma janela, ou porta, ou em qualquer lugar, e de repente, espontaneamente, e poderosamente ocorre o despertar: Eu estou vivo. Eu estou vivo. Não como um árvore ou um coelho, mas como um ser humano. Eu estou pensando, sentindo, desejando, lamentando, chorando. Vivo. Feito na própria imagem de Deus. E isso é uma coisa grandiosa.

É uma coisa grandiosa. E parte dessa grandeza de ser um ser humano vivo criado à imagem de Deus é que você é homem ou mulher. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Ninguém é um ser humano genérico. Não existe tal coisa. Deus nunca pretendeu que houvesse. Deus cria seres humanos do sexo masculino e seres humanos do sexo feminino. E isso é uma coisa grandiosa.

Seria uma distorção dessas naturezas humanas pensar que o único projeto de Deus nessas diferenças era o de fazer e cuidar de bebês. As diferenças são muitas e profundas demais para uma explicação tão superficial. Uma mulher é uma mulher na plenitude de sua humanidade. Um homem é um homem na plenitude de sua humanidade. Essa é um coisa grandiosa. Então, meu primeiro ponto é que Deus fez uma coisa grandiosa ao nos fazer seres masculinos e femininos em Sua imagem. Não deprecie isso. Deleite-se nisso. Glorie-se em estar vivo como o homem ou mulher que você é!

Ilustrando as nossas diferenças

Em segundo lugar, deixe-me criar uma ilustração para retratar algumas das diferenças entre a masculinidade e a feminilidade. Uma imagem pode valer mais que mil palavras — até mesmo a imagem de uma palavra. Suponha que entre jovens adultos no campus no centro da cidade, um rapaz e uma moça — digamos com seus 20 anos de idade — estão conversando entre si antes do culto de adoração. Ele gosta do que ouve e vê, e diz: “Você está sentando com alguém?” Eles sentam-se juntos. Eles observam como cada um interage com Deus durante o louvor.

Quando o culto se encerra, enquanto estão se retirando, ele diz: “Você tem algum plano para o almoço? Eu adoraria te levar para almoçar.” Nesse momento, ela pode indicar que não esta interessada: “Eu tenho sim alguns planos. Mas, obrigada.” Ou ela pode indicar o contrário: “Eu tenho planos, mas deixe-me fazer uma ligação. Eu acho que posso mudá-los. Eu adoraria ir.”

Nenhum deles tem um carro, por isso ele sugere que eles caminhem até o Maria’s Café, descendo a avenida Franklin, que fica cerca de 10 minutos da igreja. Conforme eles vão caminhando, ele descobre que ela é faixa preta em artes marciais, e que ela é uma das melhores do estado. Na Rua 19º dois homens bloqueiam o caminho deles de forma ameaçadora e dizem: “Que bela amiga você tem. Nós queremos a bolsa dela e a sua carteira. Na verdade, ela é tão bonita que nós queremos ela.” O seguinte pensamento passa pela cabeça dele: “Ela pode acabar com esses caras.” Mas, ao invés de ficar atrás dela, ele pega o braço dela, puxa ela para trás dele, e diz: “Se você vai tocá-la, será sobre o meu cadáver.”

Quando eles começam a agir, ele avança contra eles e diz para ela correr. Eles batem nele até que ele fique inconsciente, mas antes de saber o que os atingiu, ela os fez ficarem um de costas pro outro com seus dentes quebrados. E uma pequena multidão surgiu. A polícia e a ambulância aparecem e ela entra na ambulância com o jovem rapaz. Ela tem um único pensamento no caminho pro hospital: Este é o tipo de homem com quem eu quero me casar.

Não é sobre competência

O ponto principal dessa história é ilustrar que as diferenças mais profundas da masculinidade e da feminilidade não são competências superiores ou inferiores. Existem, na verdade, disposições ou inclinações mais profundas escritas no coração, embora muitas vezes distorcidas. Observe três coisas cruciais.

Primeiro, ele tomou a iniciativa e perguntou se poderia se sentar com ela e se ela gostaria de almoçar e sugeriu o lugar e como chegar lá. Ela viu claramente o que ele estava fazendo, e respondeu livremente de acordo com os desejos dela. Ela entrou na dança. Isso não diz nada sobre quem tem competências superiores em planejamento. Deus escreve no coração do homem o impulso da liderança. E a sabedoria para discernir-lo e apreciá-lo no coração de uma mulher.

Segundo, ele disse que queria levá-la para almoçar. Ele está pagando. Isso emite um sinal. “Eu acho que isso faz parte da minha responsabilidade. Neste pequeno drama da vida, eu dou a iniciativa, eu que pago.” Ela entende e aprova. Ela apoia a iniciativa e graciosamente aceita a oferta de que ele pagará para ela. Ela dá o próximo passo na coreografia. E isso não diz nada sobre quem é mais rico ou mais capaz de ganhar. Isso é o que o homem de Deus sente que deve fazer.

Terceiro, é irrelevante à alma masculina que uma mulher com quem ele esteja possua maiores competências sobre a auto-defesa. É o seu profundo impulso masculino, dado por Deus, de protegê-la. Não é uma questão de competência superior. É uma questão de masculinidade. Ela viu isso. Ela não se sente menosprezada por ele, mas honrada, e ela adorou.

No centro da madura masculinidade está o bom senso dado por Deus (disposição, inclinação) de que a responsabilidade primária (não responsabilidade exclusiva) encontra-se com ele quando se trata de liderança vinculada à iniciativa, a provisão, e a proteção. E no cerne da madura feminilidade está o bom senso dado por Deus (disposição, inclinação) que nada disso acarreta em sua inferioridade, mas vai ser uma coisa maravilhosa ver tais atributos atrelados em um homem, o que a levará a alegremente aceitar e receber esse tipo de liderança e provisão e proteção.

O testemunho bíblico

O que nos leva agora a Bíblia. Para aqueles que discordam dessa visão complementarista a provável crítica seria: Isso é tudo culturalmente determinado. Não é inato e não é vindo de Deus. Você está apenas refletindo a casa em qual você cresceu e os preconceitos de sua infância. É possível. Todos trazem pressupostos e preferências a esta questão. A questão é: Deus revela a Sua vontade sobre essas coisas em sua palavra?

Vamos olhar primeiro para um texto que trata do casamento e, em seguida, um lidando muito brevemente com a igreja. Em ambos os textos, homens humildes, amorosos, que se sacrificam e que se parecem com Cristo, devem tomar a responsabilidade primária sobre a liderança, sobre a provisão e sobre a proteção. E as mulheres são chamadas para acompanharem esses homens, apoiar a liderança, e avançar o Reino de Cristo com toda a amplitude de seus dons nos caminhos estabelecidos nas Escrituras.

O Casamento e o Lar

Em primeiro lugar, um texto sobre o casamento e o lar:

As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. [Portanto, citando Gênesis 2:24] Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido.” - Efésios 5:22-33

Quatro Observações deste Texto

O casamento é uma dramatização do relacionamento de Cristo com Sua igreja. Versículo 32: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.

Neste drama, o papel do marido vem de Cristo e o da esposa vem da vontade de Deus para com a igreja. Verso 25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Verso 22: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor. 23 Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja.

Portanto, a principal responsabilidade pela iniciativa e liderança no Lar deve vir do marido que está fazendo sua parte no papel de Cristo, O Cabeça. E está claro que isso não é sobre direitos a poder, mas sobre responsabilidade e sacrifício. Verso 25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” Sem abusos. Sem prepotência. Sem autoritarismo. Sem arrogância. Aqui está um homem cujo orgulho foi quebrado pela sua própria necessidade por um Salvador, e ele está disposto a suportar o fardo da liderança dado a ele pelo seu Mestre, não importa quão seja pesada a carga. Mulheres tementes a Deus observam isso e se alegram.

Essa liderança no Lar envolve o sentido de responsabilidade pela provisão do sustento e a proteção atenciosa. Verso 29: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne (isto é, a sua esposa); antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja.” A palavra “alimenta” implica provisão do sustento. E a palavra “cuida” implica a proteção atenciosa. Isso é o que Cristo fez pela sua noiva. Isso é o que o homem temente a Deus sente ser sua principal responsabilidade para com sua esposa e família.

Então um complementarista conclui que liderança bíblica é o chamado divino do marido para tomar a responsabilidade primária de liderança baseada na servidão conforme foi a de Cristo, uma liderança que provê a proteção e a provisão no lar. E submissão bíblica é o chamado divino da mulher para honrar e confirmar a liderança do seu marido e apoiá-lo de acordo com os seus dons. “Alguém que o auxilie e lhe corresponda”, como diz em Gênesis 2:18.

Aplicação na Igreja

Nós não temos tempo para desenvolver argumentos de como isto se aplica à igreja. Portanto, eu apenas farei alguns comentários resumidos, para que então, vocês possam saber como nós, complementaristas, vemos isso. Em 1 Timóteo 2:12: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem.” No contexto, o versículo significa: A responsabilidade principal pelo governo e ensino na igreja deve ser realizada por homens espirituais. Essas são as duas funções que distinguem os líderes da igreja dos diáconos: Governo (1 Timóteo 5:17) e Ensino (1 Timóteo 3:2). Então, a aplicação mais clara dessa passagem é dizer que os líderes da igreja devem ser homens espirituais.

Em outras palavras, uma vez que a igreja é a família de Deus, as realidades de liderança e submissão que vimos no casamento (Eféios 5:22) tem seus correspondentes na igreja.

“Autoridade” (em 1 Timóteo 2:12) refere-se ao chamado divino de homens espirituais e talentosos para assumir a responsabilidade principal de líderes que possuem uma liderança baseada na servidão semelhante à de Cristo e também a responsabilidade pelo ensino na igreja.

E “submissão” refere-se ao chamado divino do restante da igreja, ambos homens e mulheres, para honrar e apoiar a liderança e o ensino dos líderes, e serem discipulados por eles nas centenas e centenas de ministérios disponíveis para os homens e mulheres no serviço de Cristo.

O último ponto é muito importante. Para os homens e mulheres que possuem um zelo para ministrar — para salvar almas e curar vidas destruídas, e resistir ao mal e suprir às necessidades — existem campos de oportunidade que são simplesmente infinitos. Deus deseja que toda a igreja participe do ministério, o homem e a mulher. Ninguém deve simplesmente ficar em casa assistindo novela e jogos de bola, enquanto o mundo é consumido por chamas.

Concluindo o chamado para os homens

Este é um apelo para que homens e mulheres percebam que é uma coisa grandiosa ser um homem criado à imagem de Deus, e é igualmente grandioso ser uma mulher criada à imagem de Deus. Mas, uma vez que o fardo da responsabilidade principal recais sobre os homens — permita-me principalmente desafiá-los:

Homens, vocês possuem uma visão moral para com sua família, um zelo pela casa do Senhor, um compromisso magnífico pelo o avanço do reino, um sonho articulado pela missão da igreja e um tenacidade compassiva de torná-lo real? Você não pode liderar uma mulher temente a Deus sem isso. Ela é um ser grandioso.

Existem centenas de tais homens na igreja nos dias de hoje. E muito mais são necessários. Quando o Senhor visita Sua igreja e cria um poderoso exército de homens profundamente espirituais, humildes, fortes, semelhantes a Cristo e comprometidos com a Palavra de Deus e a missão da igreja, o vasto exército de mulheres se regozijará com a liderança destes homens e entrará em uma alegre parceria. E isso será uma coisa grandiosa.

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Fonte: DesiringGod
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A Escola Cristã: Por quê?

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Por Rev. Herman Hoeksema


O propósito deste panfleto é explicar o porquê mantemos uma Escola Cristã, e
por que cremos ser necessário para pais cristãos fornecerem uma educação cristã aos seus filhos.

A Escola Cristã não é algo novo. Ela tem uma longa e honrável tradição. O que é novo é a aceitação de pais que confessam a Cristo terem os seus filhos educados em escolas das quais a Palavra de Deus é rigorosamente banida. Durante os séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, a Palavra de Deus era central na instrução que o povo de Deus dava aos seus filhos, como o próprio Deus ordenou em Deuteronômio 6:6-9. A educação fornecida para as crianças da Igreja durante os 1400 anos entre o tempo dos apóstolos e o tempo da Reforma da Igreja, em 1517 d.C., era permeada com a Palavra de Deus. Neste período, as escolas eram intimamente associadas à Igreja.

Após 1517, os Reformadores, entre os quais Martinho Lutero e João Calvino foram notáveis, estavam de acordo no seu zelo para o estabelecimento de escolas nas quais todas as crianças pudessem receber uma educação. A preocupação deles com as escolas era somente superada por sua preocupação com a própria Igreja. Mas eles eram unânimes em sua insistência de que estas escolas deveriam ser fundadas sobre e governadas pela Palavra de Deus, a Bíblia. Aqueles cidadãos antigos do nosso país que fundaram escolhas e universidades que pretendiam ser cristãs continuaram a longa tradição da Escola Cristã.

O que é uma Escola Cristã?

Uma Escola Cristã não deve ser confundida com uma Escola Dominical, ou com
qualquer outra instituição que existe para dar às crianças instrução na Bíblia. A Escola Cristã é uma instituição que tem a função de instruir as crianças nos vários departamentos do conhecimento que também constitui o currículo da escola pública: literatura, história, ciência, matemática e outros assuntos. Ela faz isto sete horas por dia, cinco dias por semana, durante todo o ano escolar. Isto gera a pergunta: Qual é a característica distintiva da Escola Cristã, que garante sua existência como uma instituição educacional separada? A Escola Cristã certamente começa cada dia com uma oração a Deus e com a leitura da Bíblia. Ela faz isto sob a convicção de que nada que o homem faça é proveitoso, a menos que Deus abençoe tal coisa. Tudo deve ser santificado pela palavra de Deus e a oração” (1Timóteo 4:5). Contudo, estas atividades de oração e leitura da Bíblia, embora sejam importantes, não são as principais razões para a existência da Escola Cristã. A característica distintiva da Escola Cristã está expressa na palavra Cristã. Ela é uma escola que é Cristã em tudo.
Ela tem um fundamento cristão; ela tem professores cristãos; ela dá instrução cristã; ela fornece um ambiente moral cristão; ela tem um objetivo cristão. Tudo isto deve ser brevemente explicado.

A Bíblia é a Palavra de Deus

O ponto de partida é nossa firme fé de que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus. A própria Bíblia ensina isto: “Toda a Escritura é inspirada por Deus...” (2Timóteo 3:16). Como a Palavra de Deus escrita, a Bíblia é a autoridade para a nossa fé e nossa vida. Crer e viver de acordo com a Palavra de Deus é a marca de um cristão. Uma Escola Cristã, portanto, é uma escola que é fundamentada sobre e em todo respeito em harmonia com a Escritura, a Palavra escrita de Deus.

Instrução dos Filhos dos Crentes

Deus em sua Palavra chama aqueles que crêem em Jesus Cristo para criar seus filhos na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). A criação ou educação total dos filhos dos crentes deve ser uma criação que tenha Deus como sua fonte, como seu padrão, como seu objetivo e como o seu centro. Ela deve ser uma criação em Jesus Cristo, pois é Jesus quem é o “Senhor”. Ela deve ser cristã. Ao chamar os pais crentes a esta tarefa, o Novo Testamento repete o ensino enfático do Antigo Testamento. Incluso nesta criação piedosa requerida está a educação dos filhos nas escolas. A educação das crianças nas escolas é uma parte importante da criação delas, tanto do ponto de vista da natureza e poder da educação como do ponto de vista da quantia enorme de tempo gasto nesta educação nas vidas das crianças.

A razão do requerimento de Deus para que os filhos dos crentes sejam criados num caminho cristão é a salvação graciosa destas crianças em Cristo. Tanto o Antigo como o Novo Testamento ensina que Deus salva os crentes e os seus filhos. Em Gênesis 17:7, Deus prometeu a Abraão: “para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti” (ARC). Em Atos 2:39, Pedro assegura aos crentes do tempo do Novo Testamento que para vós outros é a promessa, para vossos filhos...”. Os filhos de pais crentes, pelo apontamento gracioso de Deus, pertencem à Igreja de Cristo, e são considerados e tratados como membros da Igreja nas epístolas do Novo Testamento, por exemplo, Efésios 6:13 e Colossenses 3:20.

Como filhos do pacto, os filhos dos crentes pertencem a Jesus Cristo inteiramente, com tudo o que eles são e com todos os talentos e habilidades que possuem. Ele os comprou, corpo e alma, por sua morte na cruz. Portanto, ele pode legalmente reivindicá-los para si mesmo em sua inteireza. Como filhos do pacto, os filhos dos crentes têm como único propósito de suas vidas o conhecimento e louvor de Deus, que é revelado em sua Palavra e em sua criação.

Toda a instrução dada a estas crianças deve servir para este propósito. 

Ensinando a Verdade

A Escola Cristã é estabelecida para dar aos estudantes uma educação sadia em todos os ramos do conhecimento humano. Ela não é satisfeita com algo menos que um treinamento acadêmico absolutamente abrangente. Para este fim, ela contrata professores qualificados (frequentemente, aqueles com graduações em faculdades e universidade autorizadas pelo Estado); ela usa os melhores livros-textos; ela mantém uma disciplina de sala de aula que mais conduza ao alto grau de aprendizagem; e geralmente faz todo esforço possível para promover a instrução das crianças. Isto está diretamente relacionado com o fundamento da escola. A mente, talentos, habilidades e tempo das crianças são de Cristo e devem ser desenvolvidas e usadas até o máximo, por causa de Cristo.

Em toda esta instrução, contudo, a Escola Cristã está preocupada em ensinar a verdade. Embora a Escola Cristã não exista para dar instrução na Bíblia, tudo da instrução que ela dá em todas as áreas de aprendizagem é baseada na Palavra de Deus, é governada pala Palavra de Deus, e está em harmonia com a Palavra de Deus. Em todo assunto, não somente na “religião”, a verdade é Deus. A verdade sobre cada aspecto desta criação, incluindo os homens e seus feitos, é sua relação com Deus, o Criador, Governador e Juiz do mundo. O que ela revela de Deus, que formou os mundos pela sua Palavra (Hebreus 11:3) e fez todas as coisas para anunciar sua glória (Apocalipse 4:11)? Esta é a questão básica em todo assunto. E é a Palavra de Deus, a Bíblia, que lança luz em cada ramo de conhecimento.

A Bíblia não é um livro-texto para ciência, matemática, história ou qualquer outro assunto acadêmico. Todavia, ela é a base essencial para ensinar a verdade de todos os assuntos. Ela é a base essencial para ensinar a verdade na ciência. Ela condena a teoria da evolução. A evolução não é uma descrição correta e exata de como o mundo veio à existência. Mais do que isto, ela não é a verdade, mas antes uma mentira, no sentido de que nega absolutamente Deus e intenta roubá-lo de sua glória devida. A instrução na ciência que é baseada na Escritura é capaz de dar o verdadeiro relato do princípio do mundo nesta criação por Deus em seis dias. A Bíblia também é a base para o ensino da verdade no campo da história. Ela proíbe representar a história como o desenvolvimento lento (evolucionista!) da raça humana a partir de origens inferiores no mundo animal até chegar num destino sublime em alguma sociedade perfeita sobre a terra. A Escritura revela que a história da raça humana deve ser vista como a vida e o labor de homens que caíram em pecado e que são, portanto, inimigos por natureza de Deus e uns dos outros. As guerras e catástrofes que praguejam a humanidade não males lamentáveis que o homem sobrepujará, mas as conseqüências do pecado e os julgamentos de Deus sobre pecadores. Não há esperança para paz, vida e glória, não a partir do próprio homem, mas a partir de Deus em Jesus Cristo, e a partir dele somente.

Estes são princípios fundamentais da educação.

A expulsão da Bíblia das escolas é proibir a verdade. Ter a Bíblia como a base da instrução faz o ensino da verdade possível. Nas escolas também, “o temor do Senhor é o princípio da saber” (Provérbios 1:7, ARA).

O Ambiente Moral da Escola

Sem negar que a responsabilidade de instruir os filhos como eles devem viver moralmente pertence ao lar e à Igreja, a escola inevitavelmente se engajará em algum grau de treinar as crianças em comportamento e conduta. De fato, a escola em sua totalidade possuirá certo ambiente moral no qual as crianças trabalham e brincam. A própria instrução deve tender para influenciar as atitudes e comportamentos éticos das crianças. Quando tudo da instrução é centrado em Deus, o amor e o temor de Deus são provocados nos corações das crianças. Em adição, a Escola Cristã aponta para a criança que em todos os relacionamentos da vida ela é chamada a amar e temer e, portanto, obedecer a Deus. Este é o próprio fundamento da moralidade. Como resultado de amor para com Deus e o seu Cristo, ele honrará seus pais, se submeterá aos seus professores, se sujeitará ao Estado, viverá puramente, amará seus próximos no pátio de recreio, e se dedicará ao máximo em seus estudos. 

Por esta razão, a Escola Cristã não é uma ameaça ao Estado. Ela demonstra, de maneira urgente e consistente, às crianças e aos jovens que eles devem se submeter à autoridade do governo, honrar as autoridades (do presidente ao policial local), e a fazer tudo isto “não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (Romanos 13:5, ARA). A Escola Cristã abomina as revoluções atuais entre os jovens e nas escolas, e não as tolerará. Ela treina os jovens para serem cidadãos que cumpram o seu dever para com o Estado de bom grado.

A Responsabilidade de Educar

Visto que o chamado de Deus chega aos pais para instruir os seus filhos, é a responsabilidade dos pais fornecer a educação dos seus filhos. Em Efésios 6:4, a Palavra de Deus diz: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os (seus filhos) na disciplina e na admoestação do Senhor”. Isto está em harmonia com o fato de que Deus dá os filhos aos pais e o fato de que os filhos pertencem aos pais. 

A Escola Cristã faz justiça a esta responsabilidade paternal, pois a educação dos seus filhos nesta é estabelecida, mantida e governada por uma associação de pais. É esta associação, e assim, os próprios pais, que tem e exerce a autoridade sobre a escola inteira, sua instrução e operações. Os pais são capazes, portanto, de ver pessoalmente que a Escola é e permanece em cada aspecto cristã. Nem este é um assunto incidental. A crise atual nas escolas de nosso país deve-se, em parte, ao fracasso dos pais em cumprir sua responsabilidade, escolhendo, ao invés disso, jogar o dever da educação sobre o Estado e seus instrutores.

Não devemos ver esta tarefa como somente uma responsabilidade. Ela é uma obra e um privilégio prazenteiro.

A Recompensa

Há dificuldades especiais envolvidas na manutenção de Escolas Cristãs. Uma é o fardo financeiro extra. Os pais devem pagar o dobro. Eles pagam o sustento de Escolas não-cristãs do Estado, e eles pagam as Escolas Cristãs. Mas o sacrifício não é digno de ser comparado com a recompensa.

A recompensa está implicada no provérbio: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6). É uma obra prazerosa ser instrumento no treinamento de filhos do pacto, para que eles vivam e trabalhem neste mundo como aqueles que vêem e buscam o Senhor nosso Deus em tudo. É um privilégio se esforçar ao máximo para que as crianças e os jovens não ignorem nem neguem a Deus nas “coisas terrenas”, mas, em e com todas as coisas “terrenas”, confesse o nome de Deus e faça tudo para a sua honra.

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Fonte: PRCA - Protestant Reformed Churches in America
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
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