Refutando a “pastora” do aborto

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Neste vídeo o Pr. Yago Martins refuta os argumentos utilizados pela "Pastora" Lusmarina Campos, da Igreja de Confissão Luterana, utilizados na audiência pública do Supremo Tribunal Federal, sobre a questão da descriminalização do aborto, onde ela defendeu que a Bíblia não condena o aborto. Assista: 


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Autor: Pr. Yago Martins
Fonte: Dois Dedos de Teologia
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Meninos anseiam ser homens

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Nossa sociedade não possuiu, para os homens, conceitos como ritos de passagem para a vida adulta, fato este que não se repete com meninas. Elas tem a garantia de duas fases bem marcadas: a menstruação e festa de debutantes, que as apresentam socialmente e emocionalmente para a vida adulta.


Meninos não possuem um correlato, sendo deixados a própria sorte nesse quesito, principalmente por ausência paterna, motivada por excesso de trabalho do pai ou separação do casal, onde a guarda fica primariamente com a mãe.

Nisso, somos uma geração de homens criados por mulheres, e que delas recebem a concepção errônea do que é o masculino. É impossível aprender a ser um homem pelos ensinos de uma mulher.

Os garotos, assim abandonados, criam para si seus próprios "ritos de passagem", onde se juntam para, de forma coletiva e motivados por um desejo subconsciente, "inventar o que seja a masculinidade", daí temos tanto envolvimento de jovens em violência e promiscuidade, os tornando adeptos do conceito errado de ser macho. A ausência de uma figura paterna forte que eles respeitem e imponha limites os tornam esteriótipos, caricaturas do que imaginam ser o masculino, pela sua aplicação errada e falta de direcionamento.

Outra via comumente seguida é os vermos renegando a masculinidade por eles também imaginada, censuram em si mesmos as atitudes erradas do pai. Logo, se o pai traiu a mãe e a deixou (sem entrarmos no mérito da questão), o garoto busca se afastar, seja por decisão consciente ou inconsciente, da expressão sexual com mulheres, seja física ou psicológica. Assim temos meninos efeminados que cultuam em si ideais femininos para redimir em si mesmos as angústias percebidas na figura feminina materna. O que não confere as armas emocionais que poderia os prover com as habilidades no trato social com mulheres. Pois, para eles, a relação com mulheres se dará no nível mulher-mulher, e não homem-mulher. O que nos leva ao motivo de tantas relações fracassadas. Gerando mulheres frustradas pelas decepções amorosas com esses homens ensinando seus filhos mais conceitos errados, retroalimentando o ciclo.

Devemos lembrar que meninos querem ser aceitos em comunidades de homens e, na falta destes, buscarão aceitação naquilo que reconhecem como ideal ou em grupos que os acolham. O que abre as portas para todas as distorções imagináveis, criando uma sociedade doente.

Interessante notarmos que tais "ritos" por eles criados não conseguem efetivamente torna-los homens em suas próprias percepções, eles continuam sendo meninos e por isso a necessidade constante de repetir tais ritos continuamente. Um rito original para a vida adulta é um evento momentâneo e marcado no tempo, tem seu início e fim, que após cumprido não é retornado com o mesmo status. A partir dali temos um homem que se um dia voltar a participar desse rito, será auxiliando um menino (comumente seu filho) em seu momento. O que temos hoje é o inverso disso, eternos meninos presos em ciclos que não se findam em busca de uma sensação de saciedade que nunca virá. São meninos que a todo momento expressam sua frustração.

A função de um homem é formar novos homens, e tal função tem sido preterida pelos homens e usurpada por mulheres que, por militância e ideologias, querem emascular a sociedade. E vemos claramente a vontade de Deus no seguinte texto:

"Porquanto Eu o escolhi, para que instrua seus filhos e todos os seus descendentes acerca de conservarem-se no Caminho do SENHOR, praticando o que é justo e direito" - Gênesis 18:19

Normalmente termino meus textos com a minha visão para a resolução da questão por mim levantada, mas hoje desejo fazer diferente: convido você, homem, a ponderar sobre sua própria concepção de masculinidade e como tem se apresentado ao mundo. A sua função de formar novos homens têm sido realmente posta em prática?

Lembrando que o exercício da masculinidade não é apenas para próprio benefício, ou mesmo restrito apenas a família, mas se da em um contexto comunitário/social, onde o ensino contribui para o caminhar correto de todos.

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Autor: Felippe Chaves
Divulgação: Bereianos
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O papel do filho na família da aliança

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Sempre quando tratamos sobre o papel da família, geralmente, focamos nossos olhares para o pai e a mãe, para a função do esposo e da esposa, mas nunca olhamos diretamente para a função dos filhos. 

Quando se trata de filhos e família sempre analisamos algumas passagens, como Romanos 1.28-32 e 2Timoteo 3.1-5, as quais nos falam que uma das características de uma sociedade perversa e longe de Deus é o fato dos filhos serem desobedientes aos pais.

E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem. Rm 1.28-32 (Negrito acrescentado). 

E, também, como mostra Paulo ao jovem pastor Timóteo:


Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. (2Tm 3.1-5. Negrito  acrescentado). 

Em 2015, no aeroporto de Brasília, um voo atrasou cerca de 45 minutos porque uma criança se recusou a colocar o cinto de segurança. Uma criança, que não é dona do seu próprio nariz, fazer com que centenas de pessoas fiquem “reféns” por causa de uma birra é dar o poder à criança que não lhe pertence.


Há meios que contribuem para que ocorram esses desvios. Por exemplo, alguns métodos de ensino entendem que as crianças são uma tabula rasa as quais não precisam de professores, mas de educadores.

Outro meio que atrapalha na relação de pais e filhos é a intervenção do Estado. Devemos entender uma coisa, quando o Estado decidiu intervir na criação dos pais e filhos, a priori, o Estado estava tentando prevenir que as nossas crianças não sofram com espancamentos. No entanto, a sua intervenção foi além dos limites criando a “lei da palmada”, contrariando assim diversas passagens que falam da correção aplicada aos filhos (Pv. 13.24; 22.15; 23.13, 14; 29.15).

E, por fim, outra maneira que atrapalha o desenvolvimento das crianças é a adultização delas com algumas responsabilidades impostas, nas quais não pertencem a elas. E isso nós podemos ver em alguns filmes infantis. Por exemplo, Caçadores de Trolls. Um seriado fala sobre um garoto (Jim, de 15 anos) que é criado por uma mãe médica solteira que recebe uma convocação para se tornar um guerreiro, um caçador de Trolls. No entanto, mesmo que o filme foque no desenvolvimento heroico do garoto, há cenas claras de uma mãe que trabalha 24 horas por dia, mas quem cuida da casa é o garoto. 

Há uma enorme diferença entre um adolescente ajudar seus pais e um adolescente desenvolver responsabilidades de um adulto, as quais podem atrapalhar em sua vida, em um todo. Se nós prestarmos atenção, nesses últimos anos houve um surgimento de filmes em que os principais atores são crianças e eles carregam a responsabilidade de “salvar o mundo”, como os filmes: Como treinar o seu dragão (uma animação infantil que mostra um adolescente contrariando a vontade do pai – um matador de dragão – que vira amigo de um dragão e ensina ao pai como viver com o diferente e como ser um verdadeiro guerreiro); e o Hotel Transilvânia (outra animação infantil que mostra o Conde Drácula pai de uma adolescente que se apaixona por um humano contrariando a vontade do pai, mas no final a filha mostra como o pai pode viver mesmo com o contrário). 

No entanto, o apóstolo Paulo, indo ao contrário daquilo que o mundo diz, mostra que há um caminho mais do que excelente: A Palavra de Deus. 

Em Efésios 6.1-3 podemos ver o texto assim: A quem o filho deve obedecer (v.1); Como o filho deve obedecer (v.2) e; Por que o filho deve obedecer (v.3).

A quem o filho deve obedecer – 6.1

Parece estranho fazer tal afirmativa – de que os filhos devem obedecer seus pais -, mas não é.

Quando olhamos para a Lei de Deus, vemos que ela pode ser dividida em duas tábuas: A primeira relaciona-se com Deus e a segunda se relaciona com o próximo. E o mandamento que abre a segunda tábua é justamente o que Paulo tem em mente: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” (Êx 20.12). 

Obedecer significa colocar-se debaixo da voz de alguém, dar ouvidos. Mas esse “dar ouvidos” não é como uma obrigação cega, e sim, com respeito a fim de considerá-los e até, no futuro, sustentá-los. Obedecer no Senhor não se aplica somente se o pais são crentes ou não, significa que Deus está ordenando. Em Colossenses 3.20 podemos ver uma explicação a isso: “é grato diante do Senhor”, ou seja, faz parte de nossa devoção a Deus sermos obedientes aos nossos pais. Basta ver Lv 19.2,3a, o texto mostra que a relação de santidade ao Senhor está, também, relacionada ao fato de os filhos obedecerem seus pais.

Portanto, um filho que diz que serve ao Senhor e não obedece a seus pais, ele, na verdade, não ama a Deus e nunca obedecerá a nenhum superior. E ai nós podemos entender o porquê dos filhos viverem em pé de guerra com seus pais, não é porque os pais são quadrados ou retrógrados, mas porque os filhos não vivem em devoção a Deus, possuem uma comunhão prejudicada com o Senhor. 

Como o filho deve obedecer – 6.2


A forma que a Bíblia coloca de como os pais devem ser obedecidos é através de honra (reverência). Enquanto alguns filhos têm rancor, raiva, não perdoam e desonram seus pais, aquele que serve ao Senhor devem honrar e amar a seus pais.

Devemos entender uma coisa, entre os mandamentos qual a diferença de desobedecer a Deus com desonras e idolatrias e o pecado de desonrar os pais? Nenhuma! Filhos que desobedecem aos pais, não obedecem outras pessoas. Filhos que não honram seus pais, não honram a Deus. A palavra “honra” (Êx. 20.12) é a mesma utilizada em algumas passagens para falar da honra que o povo eleito deve dar a Deus (cf. 1Sm 2.30 [honrar]; Sl 22.23 [reverenciar]; Pv 3.9 [honrar]; Is 24.15 [glorificar]). 

É o primeiro mandamento como promessa, pode-se entender a primeira promessa da segunda tábua dos dez mandamentos. Deus promete abençoar aqueles que honram, respeitam e amam a seus pais.

Por que o filho deve obedecer? – 6.3

A promessa para aqueles que honram seus pais é: “Para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Aqui não devemos entender que os filhos que honram e amam seus pais terão vinda longa ou serão bem-sucedidos, mas que a vida em sociedade será bem e longa. Ou seja, uma sociedade bem fundamentada começa com uma família que serve e ama ao Senhor.

Mas podemos entender esse “para que te vá bem, e seja de longa vida sobre terra” de uma outra maneira. Pois, se olharmos para Êx. 20.12 veremos que Paulo não usa o mesmo tom da promessa que Moisés relata: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá” (Êx. 20.12). Veja que o texto se refere à terra que o povo estava prestes a possuir, e Paulo não menciona isso. 

Quando olhamos para um dos temas principais de Efésios - que é o tema da “nova criação” (Ef 2.15; 3.9; 4.13, 24) -, podemos entender que a ideia da nova criação esteja por detrás do pensamento do apóstolo, como mostra Frank S. Thielman: 

“Os filhos cuja obediência aos pais tem origem no compromisso com 'o Senhor' (6.1) viverão eternamente, não numa terra em particular, com fronteiras nacionais, como o antigo Israel, mas numa terra sem fronteiras, como Deus pretendia que fosse ao criá-la.

Ou seja, uma das formas que os filhos podem mostrar publicamente que fazem parte da "nova criação" é obedecendo e honrando aos seus pais. 

Conclusão 

A obediência aos pais não faz, somente, parte de nossa devoção a Deus, mas expressa a realidade da nova criação em Cristo Jesus e uma vida cheia do Espírito Santo.

Aplicação 

Devemos obedecer aos nossos pais em tudo, indistintamente? Não! As ordens que eles nos dão que contrariam a vontade de Deus podem ser desobedecidas com amor (cf. Dt 13.6-8).  

Não copie seus amigos. Basta lembrar do relato que 1Reis nos mostra. No capítulo 12.6-11 o autor relata que Roboão estava com uma dúvida de como ele deveria tratar o povo. Ele pediu conselho aos anciãos sobre como poderia proceder, e eles disseram ao jovem rei que deveria ser amigo do povo (vv. 6,7), no entanto, ele rejeita. Não satisfeito, o texto mostra que ele busca conselhos com os jovens da cidade os quais haviam crescido com ele (vv. 8-10) e o conselho deles fizeram com que Roboão fosse pior que seu pai. O final da história todos nós já sabemos: o povo de Israel se rebelou (vv. 16-19). 

Coloque em ordem o relacionamento com seus pais. Passe mais tempo com eles, pois um dia você terá que sair de casa e esse contato diminuirá. Lave louça com a sua mãe, lave o carro com seu pai, ajude-o consertar as coisas em casa, vá ao mercado com eles. Saia um pouco da rede social e socialize com seus pais. 

Você não conseguirá cumprir tudo isso sem a ajuda do Espírito Santo. Se nós olharmos Efésios 5.18 veremos que é dever do crente ser cheio do Espírito Santo e uma das características deste enchimento é o nosso relacionamento com os nossos pais. Portanto, rogamos ao Pai que Ele nos encha com o Seu Santo Espírito, para que possamos ter uma vida que glorifique o Seu nome e que tenhamos um relacionamento com nossos pais que expresse o nosso relacionamento com Deus. 

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Nota:
1 - THIELMAN, Frank, S. Efésios. In: BEALE, G. K., CARSON, D. A. (org). Comentário do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento. – São Paulo: Vida Nova, 2014, p. 1028

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Autor: Denis Monteiro
Fonte: Bereianos
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Deus esteve em um útero: Por que o aborto é tão perverso

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Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?” (Salmo 6.5)

Jesus, o Senhor da glória (Tiago 2.1), o belo e glorioso (Is 4.2), o resplendor da glória de Deus (Hebreus 1.3), cheio de graça e verdade (João 1.14) é a pessoa por quem Deus faz todas as coisas. Tudo foi criado por Cristo (Colossenses 1.16).

Essa verdade deve ser onde começamos e terminamos qualquer discussão biblicamente fundamentada sobre questões morais.

Em uma recente viagem ao Chile, eu pude almoçar com um candidato à presidência, um senador considerado conservador, sobre a questão do aborto. Nós tivemos uma chance de compartilhar nossas perspectivas sobre aborto, e ele iniciou uma eloquente defesa da posição pró-vida. Agora, era minha vez – o que eu deveria diz que ele já não tivesse ouvido e lido?

O Mais Precioso para Deus

Eu perguntei ao senador: “Qual é a coisa mais preciosa para Deus no universo?”. Em vez de me responder, ele esperou que eu continuasse.

Eu disse: “O Filho de Deus, Jesus, é a coisa mais preciosa para Deus em todo o universo. E onde Deus colocou seu bem mais precioso? Em um útero”.

Deus não enviou seu Filho à terra na forma de um adulto para viver e morrer por nossos pecados. Em vez disso, Deus começou com a concepção no ventre da virgem Maria. O lugar mais seguro do mundo para Jesus era o útero da sua mãe. Deus valoriza tanto o útero que ele colocou seu Filho amado ali.

Talvez, nós falhemos em perceber o quanto essa verdade é incrível. Deus esteve em um útero. É tão chocante quanto o fato de que Deus esteve em uma sepultura (nos dois lugares ele recebeu vida física e espiritual). Matar crianças no útero, portanto, é equivalente a entrar numa zona de segurança criada por Deus e saquear as coisas que ele mais ama.

Roubando o glória de Deus

Deus ama o útero da mulher. Ele criou o útero para que seu Filho habitasse ali no estágio mais vulnerável de sua vida terrena. Por extensão, Deus fez o mesmo para cada um de nós. O útero é o lugar designado por Deus para se ter segurança, mas, agora, tragicamente tornou-se o lugar mais perigoso da terra.

Deus também criou o útero como o lugar a partir do qual ele traria pessoas ao mundo para seu Filho (Colossenses 1.16). Quando um nascituro é morto, não é apenas um pecado contra Deus, mas também um pecado contra a glória de Cristo. Por quê? Porque aquela alma eterna jamais terá a oportunidade de glorificar a Cristo neste mundo.

Cada aborto priva Cristo de um adorador vivo e corpóreo – o tipo que Deus procura para glorificar a si e a seu Filho. Aborto é algo tão errado porque priva Deus de sua prerrogativa maior neste mundo: uma criatura feita à imagem de Cristo que adora Deus pelo Espírito.

Se há algo que deveria nos fazer entristecer sobre o aborto – e há muitas coisas – é que Cristo tem sua glória roubada.

Nós queremos que as crianças tenham vida. Mas, mais que isso, queremos que as crianças tenham vida em Cristo – a vida que ele veio oferecer ao adentrar neste mundo no útero de uma virgem.

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Autor: Mark Jones
Fonte: DesiringGod
Tradução: Josaías Jr
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As Marcas da Masculinidade

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Quando um rapaz se torna homem? A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.

1. Maturidade espiritual suficiente para liderar uma esposa e filhos

A Bíblia é clara a respeito da responsabilidade do homem em exercer maturidade e liderança espiritual. De fato, essa maturidade espiritual demanda tempo para ser desenvolvida, bem como é um dom do Espírito Santo agindo na alma do crente. As disciplinas da vida cristã, incluindo a oração e estudo bíblico sério, estão entre os meios que Deus usa para moldar um rapaz em um homem e trazer maturidade espiritual à vida de alguém que tem a responsabilidade de guiar uma esposa e uma família. Esta liderança espiritual é central à visão cristã sobre o casamento e a família.

A liderança espiritual de um homem não é uma questão de poder ditatorial, e sim uma liderança e influência espiritual, firme e confiável. Um homem tem de estar pronto para liderar sua esposa e filhos de um modo que honre a Deus, demonstre piedade, inculque o caráter cristão e leve sua família a desejar a Cristo e a buscar a glória de Deus. A maturidade espiritual é uma marca da verdadeira masculinidade cristã; um homem espiritualmente imaturo é, pelo menos neste sentido crucial, apenas um rapaz no aspecto espiritual.

2. Maturidade pessoal suficiente para ser um marido e pai responsável

A verdadeira masculinidade não é uma questão de exibir características supostamente masculinas destituídas do contexto de responsabilidade. Na Bíblia, um homem é chamado a cumprir seu papel de marido e pai. A menos que ele tenha o dom de celibato para o serviço do evangelho, o rapaz cristão deve almejar o casamento e a paternidade. Essa é, com certeza, uma afirmação contrária à nossa cultura, mas o papel de marido e pai é essencial à masculinidade. O casamento é incomparável em seus efeitos sobre o homem, visto que canaliza suas energias e direciona suas responsabilidades à consagrada aliança do casamento e à educação amorosa da família. Os rapazes cristãos devem aspirar ser aquele tipo de homem com o qual uma moça cristã se casaria alegremente, a quem os filhos obedeceriam, confiariam e respeitariam.

3. Maturidade econômica suficiente para manter-se num emprego e lidar com o dinheiro

Os publicitários e os empresários sabem a que alvo devem direcionar suas mensagens — diretamente aos rapazes e adolescentes. Esse segmento específico da população é atraído por bens materiais, entretenimento popular, eventos esportivos e outras opções de consumo. O retrato da masculinidade juvenil tornado popular nos meios de comunicação e apresentado como normal por meio de entretenimentos é caracterizado por imprudência econômica, egoísmo e lazer.

Um verdadeiro homem sabe como segurar um emprego, lidar responsavelmente com o dinheiro e atender às necessidades de sua esposa e sua família. Não desenvolver maturidade econômica significa que os rapazes frequentemente pulam de um emprego a outro e levam anos para “se acharem” em termos de carreira e vocação. Novamente, a adolescência prolongada caracteriza grande segmento da população de rapazes em nossos dias. Um homem verdadeiro sabe como ganhar, administrar e respeitar o dinheiro. Um rapaz crente entende o perigo que existe no amor ao dinheiro e cumpre suas responsabilidades como um servo cristão.

4. Maturidade física suficiente para trabalhar e proteger a família

A menos que seja incapacitado ou enfermo, um rapaz precisa desenvolver uma maturidade física que, por meio de estatura e vigor, identificam uma masculinidade reconhecível. É claro que os homens atingem diferentes tamanhos e demonstram diferentes níveis de vigor físico, mas a maturidade é comum a todos os homens, pela qual um homem demonstra sua masculinidade em ações, confiança e força. Um homem tem de estar pronto a usar sua força física para proteger a esposa e os filhos e cumprir as tarefas que Deus lhe designou. Um rapaz tem de ser ensinado a canalizar seu desenvolvimento e porte físico a um compromisso pessoal de responsabilidade, reconhecendo que o vigor adulto tem de ser combinado com a responsabilidade de adulto e a verdadeira maturidade.

5. Maturidade sexual suficiente para casar e cumprir os propósitos de Deus

Mesmo quando a sociedade celebra o sexo em todas as formas e todas as idades, o verdadeiro homem cristão pratica a integridade sexual, evitando pornografia, fornicação e todas as formas de promiscuidade e corrupção sexual. Ele entende o perigo da lascívia, mas se regozija com a capacidade sexual e poder reprodutivo que Deus lhe deu, comprometendo-se com uma moça, ganhando o seu amor, confiança e admiração — e, eventualmente, sua mão em casamento. É crucial que os homens respeitem esse dom inefável e o protejam até que, no contexto de um casamento santo, sejam capazes de satisfazer esse dom, amem sua esposa e almejem os filhos, que são dons de Deus. A sexualidade masculina divorciada do contexto e da integridade do casamento é uma realidade explosiva e perigosa. O rapaz precisa entender, enquanto atravessa a puberdade e o despertamento da sexualidade, que ele é responsável para com Deus pela administração deste importante dom.

6. Maturidade moral suficiente para liderar como um exemplo de retidão

O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso. 

O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus.

7. Maturidade ética suficiente para tomar decisões responsáveis

Ser um homem implica tomar decisões. Um das tarefas mais fundamentais da liderança é decidir. O estado de indecisão de muitos homens contemporâneos é a evidência de uma masculinidade atrofiada. É claro que um homem não se precipita a tomar uma decisão sem refletir, considerar e ter cuidado, mas ele se expõe a um risco, ao tomar uma decisão — e ao torná-la permanente. Isso exige uma responsabilidade moral que se estenda à tomada de decisões éticas e maduras, que glorifiquem a Deus, sejam fiéis à Palavra de Deus e estejam abertas ao escrutínio moral.

Um verdadeiro homem sabe como tomar uma decisão e viver com suas consequências — embora isso signifique que, mais tarde, ele terá de reconhecer que aprendeu por tomar uma decisão errada e por fazer a correção apropriada.

8. Maturidade de percepção do mundo suficiente para entender o que é realmente importante

Uma inversão de valores caracteriza nossa era pós-moderna, e a situação desagradável da masculinidade moderna se torna mais apavorante pelo fato de que muitos homens não têm a capacidade de desenvolver uma percepção de mundo consistente. Para o crente, isso é duplamente trágico, pois nosso discipulado cristão tem de ser demonstrado no desenvolvimento de uma mente cristã. 

O cristão tem de entender como interpretar e avaliar as questões pelo espectro dos campos da política, economia, moralidade, entretenimento, educação e uma lista aparentemente interminável de outros campos. A ausência de um raciocínio bíblico e consistente da percepção do mundo é uma característica fundamental da imaturidade espiritual. Um rapaz tem de aprender como traduzir a verdade cristã em uma maneira de pensar genuinamente cristã. Precisa aprender a defender a verdade bíblica perante seus colegas e em público; e deve adquirir a habilidade de estender sua maneira de pensar bíblica, fundamentada em princípios bíblicos, a todas as áreas da vida.

9. Maturidade relacional suficiente para entender e respeitar os outros

Os psicólogos agora falam sobre a “inteligência emocional” como um fato importante no desenvolvimento pessoal. Embora o mundo tenha dado muita atenção ao QI, a inteligência emocional é tão importante como aquele. Os indivíduos que não têm a habilidade de relacionar-se com os outros estão destinados a fracassarem diante dos mais significativos desafios da vida e não cumprirão algumas de suas mais importantes responsabilidades e papéis. 

Por natureza, muitos rapazes são direcionados por seu interior. Enquanto as moças aprendem a interpretar os sinais emocionais e se conectam, muitos rapazes não possuem essa capacidade e, aparentemente, não entendem a ausência dessa habilidade. Embora o homem tenha de demonstrar força emocional, constância e firmeza, ele tem de aprender a se relacionar com sua esposa, filhos, colegas e muitos outros, de uma maneira que demonstre respeito, entendimento e empatia apropriada. Ele não aprende isso jogando videogames e entrando no mundo pessoal, o que muitos rapazes adolescentes fazem.

10. Maturidade social suficiente para fazer contribuições à sociedade

O lar é o lugar essencial e a ênfase inescapável da responsabilidade de um homem, mas ele é chamado a sair do lar para ir ao mundo, o mundo amplo, como uma testemunha e como alguém que dará uma contribuição ao bem comum. Deus criou os seres humanos como criaturas sociais e, ainda que nossa cidadania final esteja no céu, temos de cumprir nossa cidadania na terra.

Um rapaz tem de aprender a cumprir uma responsabilidade política como cidadão e uma responsabilidade moral como membro de uma comunidade. O homem crente tem uma responsabilidade civilizacional, e os rapazes devem aprender a se verem como formadores da sociedade, visto que a igreja é identificada pelo Senhor como luz e sal. De modo semelhante, um homem crente tem de aprender a se relacionar com os incrédulos, como testemunha e como cidadãos de uma pátria terrestre.

11. Maturidade verbal suficiente para se comunicar e falar como homem

Um homem tem de ser capaz de falar, ser entendido e se comunicar de um modo que honre a Deus e transmita a verdade de Deus aos outros. Além do contexto da conversa, o rapaz deve aprender a falar diante de grandes grupos, vencendo a timidez natural e o temor que resulta de ver um grande número de pessoas e abrindo a boca e projetando palavras. 

Embora nem todos os homens se tornarão oradores públicos, cada homem deveria ter a habilidade de levantar-se, formular suas palavras e argumentar quando a verdade está sob ataque e quando a fé e a convicção têm de ser traduzidas em argumentos.

12. Maturidade de caráter suficiente para demonstrar coragem em meio ao fogo

A literatura sobre masculinidade está repleta de histórias de coragem, bravura e audácia. Pelo menos, é assim que ela costumava ser. Ora, estando a masculinidade tanto banalizada como marginalizada pelas elites culturais, e existindo subversão ideológica e confusão proveniente dos meios de comunicação, temos de recapturar um compromisso com a coragem, compromisso esse que é transportados aos desafios da vida real enfrentados pelo homem cristão.

Às vezes, a qualidade de coragem é demonstrada quando um homem arrisca sua própria vida para defender outros, especialmente sua esposa e filhos, mas também qualquer pessoa que necessita de resgate. Com muita frequência, a coragem é demonstrada em tomar uma posição em meio ao fogo hostil, recusando-se a sucumbir à tentação do silêncio e permanecendo como um exemplo e modelo para os outros, que assim serão encorajados a se manterem firmes em sua própria posição. 

Nestes dias, a masculinidade bíblica exige muita coragem. As ideologias prevalecentes e as cosmovisões desta era são inerentemente hostis à verdade cristã e corrosivas à fidelidade cristã. Um rapaz precisa ter muita coragem para se comprometer com a pureza sexual, e um homem, para se dedicar exclusivamente à sua esposa. É necessário grande coragem para dizer não àquilo que esta cultura insiste serem os prazeres e deleites legítimos da carne. É necessário muita coragem para manter integridade pessoal em um mundo que desvaloriza a verdade, menospreza a Palavra de Deus e promete auto-realização e felicidade somente pela asseveração da absoluta autonomia pessoal. 

A verdadeira confiança de um homem está arraigada nas fontes da coragem, e esta é evidência de caráter. Em última análise, o caráter de um homem é revelado no crisol dos desafios diários. Para a maioria dos homens, a vida também traz momentos em que coragem extraordinária será exigida, se ele tem de permanecer fiel e verdadeiro.

13. Masculinidade bíblica suficiente para exercer algum nível de liderança na igreja

Uma consideração mais atenta de algumas igrejas revelará que um dos problemas centrais é a falta de maturidade bíblica entre os homens da congregação e a falta de conhecimento bíblico, o que torna os homens mal equipados e completamente despreparados para exercer liderança espiritual.

Os rapazes têm de familiarizar-se com o texto bíblico e sentir-se à vontade no estudo da Palavra de Deus. Precisam estar prontos a assumir seu lugar como líderes na igreja local. Deus estabeleceu oficiais específicos para a sua igreja — homens que são dotados e chamados publicamente —, por isso, todo homem crente deveria cumprir alguma responsabilidade de liderança na vida da igreja local. 

Para alguns homens, isso pode significar um papel de liderança menos público do que o de outros. Em qualquer caso, um homem dever ser capaz de ensinar alguém e liderar algum ministério, transformando seu discipulado pessoal na realização de uma vocação santa. Há um papel de liderança para todo homem, em toda igreja, quer seja uma liderança pública ou privada, pequena ou grande, oficial ou extra-oficial. Um homem deve saber como orar diante dos outros, apresentar o evangelho e ocupar um lugar vazio quando a necessidade de liderança é evidente.

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Sobre o autor: Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.
Tradução/via: Ministério Fiel
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O Caráter Único dos Pais Cristãos

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Há algo maravilhosamente único acerca dos pais Cristãos. Pais Cristãos buscam manter uma tendência contracultural, até mesmo enquanto procuramos preparar nossos filhos para serem inseridos na cultura, como adultos plenamente funcionais. Eles buscam preparar seus filhos para a vida na terra, ao mesmo tempo em que procuram prepará-los para a vida no céu. Pais Cristãos enxergam seus filhos como dádivas concedidas, e também compreendem a sua responsabilidade como cuidadores (“mordomos”). Eles são “nossos filhos”, contudo, também reconhecemos que eles pertencem a outro – o seu Pai Celestial. Ser um pai ou uma mãe Cristãos é uma empreitada ímpar e singular, sendo eles um tipo raro. Aqui estão algumas das coisas que tornam os pais Cristãos algo único, neste mundo caído:

1. Pais Cristãos procuram amar seus filhos, mas não adorá-los ou venerá-los.

Eles têm os nossos corações, mas eles não podem dominar as nossas almas. Nós vivemos para Deus, e não para os nossos filhos.

2. Pais Cristãos procuram inculcar princípios morais, e não apenas moralidade aparente ou externa.

Conformidade aparente não é o nosso objetivo. Nós desejamos ver os seus corações mudados e renovados no Senhor.

3. Pais Cristãos procuram encorajar um padrão, e não buscar a perfeição.

Até mesmo quando nós lhes apontamos para a Lei de Deus, nós sabemos que eles irão falhar várias vezes. A graça de Deus transbordou sobre nós, e nós devemos transbordar graça sobre eles.

4. Pais Cristãos almejam ver seus filhos sendo bem sucedidos, mas não de acordo com os padrões estabelecidos pelo mundo.

O sucesso, aos nossos olhos, difere do sucesso aos olhos do mundo. O sucesso que preenche as nossas almas com deleite é espiritual, acima de todos os outros.

5. Pais Cristãos olham para o futuro dos seus filhos, mas não para aquele que é meramente aqui, nesta terra.

Conforme criamos nossos filhos, nós os estamos treinando para a eternidade. Nós temos nossos olhos na eternidade, e estamos buscando ajustar os olhos deles na eternidade.

6. Pais Cristãos desejam que seus filhos sejam felizes, mas não às custas da santidade.

Que bênção é assistir os nossos filhos desfrutarem da vida, mas nós desejamos uma alegria que decorre da santidade e da vida piedosa.

7. Pais Cristãos querem que a vida dos seus filhos seja aliviada, mas não desprovida de provações.

Os cuidados e preocupações do mundo são pesados, e nós gostaríamos, à medida do possível, que os ombros dos nossos filhos fossem aliviados deles, mas não às custas do seu crescimento em Cristo. Nós sabemos que as provações moldam o caráter e estamos dispostos a sofrer, conforme observamos os nossos filhos sofrerem, para que um fim maior seja realizado na nossa vida e na deles.

8. Pais Cristãos esperam que seus filhos se adaptem ao seu mundo, mas que não se sintam confortáveis nele.

Os nossos filhos vivem neste mundo, mas esperamos que apenas como peregrinos e forasteiros. Pela graça de Deus, nós esperamos que eles estejam desconfortáveis aqui, pois eles estão em seu percurso para a cidade celestial.

9. Pais Cristãos encorajam os seus filhos a perseguirem a humildade, até mais do que a autoconfiança.

A autoconfiança é boa, mas não se ela triunfa sobre a humildade. A humildade é boa, até mesmo quando ela triunfa sobre a autoconfiança.

10. Pais Cristãos ensinam os seus filhos a buscarem a resposta fora de si mesmos, ou seja, em Cristo, ao invés de olharem para dentro de si mesmos.

Buscar a Deus, em Cristo, é a sua única esperança.

11. Pais Cristãos encorajam os seus filhos à independência, mas apenas conforme eles crescem na dependência do Senhor.

Nenhum de nós é verdadeiramente independente, e precisamos ensinar esta verdade para os nossos filhos. Conforme eles crescem em independência, em relação aos seus pais, a nossa espectativa é que eles estejam crescendo em uma ardende dependência no Senhor.

12. Pais Cristãos valorizam a vontade de servir mais do que o seu anseio de liderar.

A liderança Cristã revira tudo de cabeça para baixo. Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

13. Pais Cristãos valorizam o caráter mais do que as conquistas.

O valor do caráter prevalece sobre o das conquistas na “economia” de Deus, e portanto também em nossa missão como pais Cristãos.

14. Pais Cristãos aprovam que os seus filhos olhem para o seu Pai no céu mais do que para o seu pai e mãe na terra.

Nós prontamente apontamos para fora de nós mesmos. Eles têm um Pai Celestial mais seguro e fiel do que nós.

15. Pais Cristãos buscam treinar os seus filhos para colocar os outros antes de si mesmos.

Amor sacrificial domina a nossa fé, e nós desejamos que isto também os domine.

16. Pais Cristãos oram por seus filhos.

Ser um pai ou uma mãe Cristãos não é um empreendimento solitário. Se fosse, nós falharíamos. Ao invés disso, nós temos um Pai Celestial que cuida de nós, ouve as nossas orações, e ama conceder boas dádivas aos Seus filhos. Nós erguemos nossos filhos, em oração, na esperança deles serem os Seus filhos, e na espectativa de que Ele irá cuidar deles, assim como Ele cuida de nós.

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Autor: Jason Helopoulos
Fonte: The Christward Collective
Tradução: Os Puritanos
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Minha Família, Família de Deus

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Os tempos atuais trazem consigo as inovações da modernidade. É fato: o dia permanece sendo de vinte e quatro horas, mas no curso dos acontecimentos, valores de caráter espiritual, moral e social sofrem açoites de todos os lados. Assim como um algoz que surra um prisioneiro, os valores básicos do respeito familiar, da honestidade, do caráter, do temor a Deus tem sido surrados. O homem moderno, sem generalizações, negligencia valores que permitiram que a sociedade sobrevivesse apesar das intempéries do caminho. Não acredito que estamos melhorando, apesar das muitas transformações positivas na área da medicina, da educação, da política, da sociedade em geral. É digno de nota: cada novo tempo traz consigo seus próprios desafios, e somos todos frutos do nosso tempo! Não podemos negar esse fato. A maneira como nos vestimos, nos comportamos, nos relacionamos são reflexos das influências que se entrelaçam nesse cenário chamado: presente. O que é interessante em tudo isso é que não fomos, por Jesus, retirados do mundo. Pelo contrário, Ele nos enviou aos mais diversos rincões desse mundo (Mt 28.18-20), para que sob a supervisão do Espírito Santo fôssemos canais de transformações espirituais, morais e sociais. 

As mudanças mais significativas devem acontecer em primeira instância em mim mesmo, mais precisamente na maneira como me relaciono com Deus, comigo e com o meu próximo. Ao pensarmos dessa forma somos desafiados a diagnosticar não os problemas alheios, mas os que trazemos conosco. E se postularmos que a família é a base de sustentação de qualquer sociedade, descobriremos que os problemas manifestados na esfera social são reflexos do que acontece nessa esfera elementar. Logo, na tentativa de ordenar a desordem social devemos começar na base, alcançando a família, pois é daqui que irão sair os futuros profissionais que ocuparão os mais diversos cargos e posições dentro desse corpo político chamado: sociedade civil. A família que deve ser o alvo primário da minha atenção é a minha, sem fechar os olhos para a possibilidade de ajudar o próximo. As mudanças vão começar a surgir quando entendermos que precisamos fazer a nossa parte, a partir de uma transformação pessoal. As grandes mudanças foram precedidas por pequenas transformações. Não mudaremos o mundo, mas podemos contribuir para um mundo melhor, mais civilizado.

O ponto de destaque, ao trilhar os pressupostos bíblicos, é que minha família pertence ao Senhor. Minha família, família de Deus! De forma específica, o esteio central de uma família cristã que se mantém de pé apesar dos percalços da vida não é o dinheiro, não é o amor e o compromisso entre cônjuges, não são os filhos, muito menos o que outros pensam, mas Deus. Precisamos mais de Deus! Não esperemos que as pessoas a nossa volta sejam despertadas para Deus, para depois tomarmos uma iniciativa mais direta. Não! Busquemos alicerçar a família no temor ao Senhor, pois na realidade ninguém muda ninguém. Quantos exemplos de pessoas que receberam ótima educação, vindos de uma família respeitada, mas se extraviaram trilhando caminhos de vergonha. Somente Deus pode mudar verdadeiramente alguém. Ele nos conhece melhor do que nós mesmos. De modo que, o Salmo 37.5 surge como uma aplicação pertinente ao que vem sendo dito: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia n´Ele, e o mais Ele fará”. Faça isso com sua família. Noutras palavras, entregue sua vida e família nas mãos de Deus, confia n´Ele, e aguarde, pois o mais Ele fará. Deus está no controle de tudo!

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Autor: Rev. Marcelo Araújo
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vila Nova (Goiânia/GO)
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O pecado do adultério segundo John Wenham, e do divórcio segundo eu

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Li, nesta manhã, uma postagem no Facebook, atribuída a John Wenham[1], a qual copiei e colei abaixo. Após, uma pequena reflexão a partir do que o teólogo e pastor Wenham escreveu:

"Hoje em dia, consideramos o adultério como tão natural que deixamos de perceber quão distorcidos se tornaram os nossos valores. Quando um homem rouba um bem valioso de uma outra pessoa, a lei o trata com severidade. Mas quando um homem seduz e rouba a esposa de um outro homem e rouba dos filhos a mãe, provavelmente escapará de qualquer punição. Entretanto, em termos do mal provocado e da destruição da felicidade humana, o primeiro crime é insignificante em comparação com o segundo." - John Wenham

E, nessa linha de pensamento, incluo também o divórcio, pois praticamente ninguém se divorcia para ficar solteiro ou sozinha. Todos, em princípio, já têm um ou uma pretendente nova, se é que já não fez a ele ou ela um "juramento" de romper o seu casamento para viverem finalmente juntos e para sempre (a mesma promessa feita e não cumprida ao primeiro(a) cônjuge. 

O divórcio rouba dos filhos o pai e/ou a mãe, e, em muitos casos, até mesmo os dois; e dos maridos e esposas parte de si mesmo, como afirmou o Senhor Jesus:

"Ele respondeu: "Vocês não leram que, no princípio, o Criador 'os fez homem e mulher' e disse: 'Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne'? Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe" [Mt 19.4-6].

O problema é que muitos alegam não terem feito uma boa escolha, mas, quem garante que não o farão novamente? Se os critérios de escolha fossem a observância da palavra de Deus, em oração e prudência, e não meramente a carnalidade (podendo ser simplesmente o impulso carnal), muita coisa seria diferente; inclusive, o poder para suportarem-se mutuamente nas várias dificuldades que haveriam de surgir.

De outra maneira, há crentes que se aventuram a um risco desnecessário, como se dispusessem a participar de uma "roleta-russa", ao casarem-se com incrédulos apostando na possibilidade de Deus vir a convertê-los um dia [leia 1 Co 7.16]. Conheço o testemunho de muitos irmãos e irmãs que escolheram esse caminho errado e pagaram um preço alto, às vezes resultando no divórcio e em um lar desfeito, em filhos que rejeitam o Evangelho exatamente pelo mau testemunho dos pais divorciados, entre outros tantos problemas.[2] Eventualmente, Deus pode derramar a sua graça sobre o cônjuge incrédulo, convertendo-o, e pode valer a pena dizem, mas deixará para trás, quase sempre, um rastro de destruição e de incredulidade pelo caminho. Porém, não vale o perigo de ser a causa para o endurecimento ainda maior do coração incrédulo; e nada disso aconteceria se o cristão não se rebelasse contra Deus, não se dispusesse a ser independente ou autônomo, esperando que o Senhor "abençoasse" uma união biblicamente reprovável.

O adultério é apenas mais um pecado cometido pelo afastamento da vontade divina, a rebeldia que muitos dizem não ter mas têm-na dissimuladamente, uma forma de se omitir da responsabilidade, a principal causa e origem das outras péssimas escolhas que fazemos.[3]

Infelizmente, o padrão vigente em boa parte da igreja e em boa parte dos cristãos atualmente reflete a sua adequação ao "estilo secular e mundano de vida", e o desprezo a Deus e sua vontade expressamente revelada, a qual finge-se não ler, saber ou existir.

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Notas:
[1] Não duvido da autoria do texto, de que seja realmente de John Wenham, por conhecer e confiar em quem o citou, o Eric N. de Souza, autor do blog "Outdoor Teológico", apenas não a confirmei.
[2] Tratei da questão do casamento misto na postagem "Pode o Cristão se casar com uma incrédula?"
[3] É claro que, como calvinista, acredito que tudo, inclusive a rebeldia do homem, está dentro do decreto eterno de Deus, mas isso, de maneira alguma, eximi-nos da responsabilidade pelos nossos atos, logo, a desculpa de que Deus quis assim é apenas "furada", e coloca o seu proponente em mais uma categoria, a dos "infantes na fé", senão, dos cínicos. 

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Autor: Jorge Fernandes Isah
Fonte: Kálamos
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Educar na Disciplina do Senhor

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Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo... E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor. (Efésios 6.1,4)

O filho está debaixo da autoridade dos pais e lhe deve obediência. O filho deve ser obediente aos pais porque Deus mandou e porque é justo. Ser pai, segundo os versos 2 e 3 significa ter o direito a ser honrado, portanto ser pai é um privilégio também. E mais, Deus também prometeu abençoar o filho que honrasse a seus pais.

Há dois ensinamentos claros nesse texto sobre como podemos educar nossos filhos na disciplina do Senhor:

I. NÃO PROVOCAR NOSSOS FILHOS À IRA.

Quando é que provocamos nossos filhos à ira? (1) Exigir mais do que pode fazer. (2) Brigar com eles na frente dos outros. (3) Não reconhecer o seu trabalho quando bem feito. (4) Compará-los com outros, diminuindo-os. (5) Não deixá-los escolher, mas escolher sempre por eles. (6) Desconsiderar as suas opiniões. (7) praticar disciplina com violência humilhante em vez da disciplina bíblica.

II. EDUCÁ-LOS NOS PRINCÍPIOS DE DEUS.

a) Ensinar e aplicar a disciplina.

A disciplina é positiva no ensinamento quando nosso filho é nosso discípulo (aluno) dentro de casa e negativa na aplicação de castigos. O ensino acerca do que é certo e do que se espera precisa vir sempre antes e após o castigo para surtir efeito duradouro. Instruir de como fazer certo e cumprir o discipulado da criança evita o castigo.

Para crianças, o método da disciplina negativa é a vara. Contudo a própria Bíblia nos diz como usa-la a fim de que não haja violência, mas apenas disciplina educativa. “Tu a fustigarás com a vara...”. Fustigar é bater com uma vara fina de forma a doer, mas não a machucar. Mesmo assim, a vara só deve ser usada em casos de desobediência deliberada, da rebeldia e da teimosia. Atos de irresponsabilidade e falta de destreza devem ser tratados de outra maneira.

b) Corrigir segundo a verdade e não por capricho.

Admoestar é trazer à memória da criança o que é certo para voltar a praticar o que é correto e abandonar o que é errado. A Admoestação pressupõe a aplicação de ensino prévio. Não se admoesta sem se ter a consciência de como deveria ter sido feito.

As crianças devem aprender assentadas em casa, andando pelo caminho, quando se deitam e quando se levantam (Dt 6.7). Por isso, devemos ensinar e encorajar nossos filhos a lerem a Bíblia todos os dias. Devemos ensiná-los e encorajá-los a orar sempre. Devemos orar com eles e por eles cotidianamente. Devemos deixar que vejam o nosso exemplo, porque os filhos imitam primeiro os pais. Uma verdade que tem de estar estampada em nossos corações firmemente é: Nossos filhos precisam de Deus porque são pecadores como nós (Sl 51.5).

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Autor: Rev. Hélio de Oliveira Silva
Fonte: Anunciando Todo o Desígnio de Deus
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Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade?

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Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora. Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século. O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio? Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário: o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário. Então, o que o garoto escolhe? Uma boneca da pequena sereia! Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!” Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa! Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem. Ele os amará, não importa o que aconteça. E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade. Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor. Obrigado, Bruce Jenner!

Claro, essa mentalidade já existe por décadas. Mas, nos bons e velhos tempos, esse pai teria sido zombado e chamado de maluco por muitos. Hoje, ele é considerado legal, compassivo, mente-aberta e corajoso – até um homem de verdade. Assim, nele e em sua mensagem, nós temos uma convergência de dois enganos satânicos a respeito da criação de filhos: (1) Que amor significa apoiar todas as decisões dos nossos filhos, e (2) que nossos filhos são inerentemente bons, logo sabem o que é melhor para eles. Vamos analisar esses dois mitos separadamente…

Primeiro, essa geração de pais tende a definir “amor” como nunca ter de dizer “não” para seus filhos. O pior pecado é fazer seu filho infeliz – ou pior, eles não gostarem de nós! Assim, nós deixamos nossos filhos escolherem suas comidas, suas roupas, suas atividades, suas agendas – e agora, sua sexualidade. Quarenta anos atrás, os pais eram ensinados que a maior prioridade era construir a autoestima de seus filhos. Bem, esse conselho equivocado evoluiu e transformou-se no desejo de destruir qualquer obstáculo à felicidade da criança.

Segundo, os pais de hoje parecem ter abraçado de vez a crença de que seus filhos são essencialmente bons. Em vez de considerar a verdade do pecado original e da depravação total, geralmente as crianças recebem diversas desculpas para suas más escolhas e comportamento ruim. Se eu ganhasse um níquel para cada vez que eu ouvisse “ele é basicamente um bom garoto, sabe?” (mesmo entre cristãos), eu teria uma tonelada de níqueis. Assim, se seus filhos são bons e sabem o que é melhor para eles, eles também sabem que forma de sexualidade é a melhor para eles, certo? Afinal, quem pode dizer a alguém quem ou o que ele deve amar? Isso seria quase abuso infantil! Se meu filho quer uma boneca da Pequena Sereia, ótimo para ele, porque ele (não o pai) sabe o que é o melhor.

A propósito, os “mente-aberta” e progressivos entre nós estão prestes a cair num grande dilema lógico.  Por anos, temos sido ensinados que não podemos escolher nossa sexualidade – nós nascemos ou heterossexuais, ou homossexuais ou algo mais. Mas, de repente, as pessoas podem não apenas escolher sua preferência sexual, mas até seu gênero. O que é isso? Se é uma escolha, então nós podemos dizer aos homossexuais que eles podem escolher ser heterossexuais? (Eu sei, eles tentarão sair desse dilema dizendo que só podemos escolher o que nós já somos…)

Eu espero que você entenda que isso é muito maior que apenas dizer aos nossos filhos que eles não deveriam brincar com bonecas. Nós já passamos disso há tempos. Em vez disso, como pais cristãos, devemos ativamente ensinar nossos filhos aquilo que a Palavra de Deus diz sobre gênero e sexualidade. Eles devem aprender que Deus criou homem e mulher à Sua imagem. Eles devem aprender que somente Deus dita quem eles devem amar e casar, assim como os limites do comportamento sexual. Não é suficiente assumir que eles aprenderão tudo isso por conta própria. A cultura está muito saturada com mentiras sobre gênero e sexualidade – e está gritando para eles, em alto e bom tom.

Em última análise, nossos filhos devem ouvir sempre que eles são pecadores com corações tolos. Deixar nossos filhos tomarem suas decisões sobre gênero e sexualidade não é amar – essa é a definição do dicionário para negligência parental. Nossos filhos precisam de pais que amorosamente os ensinarão (assim como oferecerão exemplos) o gracioso propósito de Deus para homens e mulheres!

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Autor: John Kwasny
Fonte: One History Ministries
Tradução: Josaías Jr
Via: Reforma21
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