Cristianismo e Ciência são opostos?

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"O homem é um ser pensante. Não é nos bens que busco a minha dignidade, mas no controle de minha mente. Eu não teria mais capacidade mental pela simples possessão de mais terras. Por intermédio do espaço, o universo me contém e, de fato, me absorve como a um simples borrão. No entanto, é por meio do pensamento que eu compreendo o universo". - Blaise Pascal; Cientista, filósofo, teólogo e matemático cristão.

"Graças te dou, Criador e Deus, pois tu me concedeste esta alegria em tua criação e me alegro com as obras de tuas mãos. Vê, pois, que completei o trabalho para o qual fui chamado. Nele, usei todos os talentos que tu concedestes ao meu espírito". - Johannes Kepler; Astrônomo.

Quando tratamos de ciência somos remetidos imediatamente e diametralmente a dedução de que a ciência aniquila a fé; em nosso recorte aqui, o cristianismo. Mas seria isso realmente procedente? Será que um verdadeiro cristão não pode fazer ciência? Será que o cristianismo condena a ciência? Perguntas como essas são comuns, principalmente entre jovens cristãos que estão prestes a escolher um curso universitário. Visto vivermos hoje em um contexto utilitarista e niilista, que muitas pessoas não estudam mais para crescerem em vários aspectos espirituais, intelectuais, culturais; o que temos são pessoas, inclusive cristãos, que escolhem determinados cursos universitários apenas pelo dinheiro e, às vezes, por qualquer outro motivo, e até mesmo sem motivo nenhum. A corrida utilitária tem sido mais disputada do que a São Silvestre. O que diz a história sobre o cristianismo e a ciência? Diz muito! Houveram cientistas cristãos famosos? Sim, e muitos! Ninguém disse isso na escola, não é? Mas iremos examinar, ainda que brevemente, alguns pontos fundamentais em relação ao cristianismo e ciência. Claro que minha intenção aqui não é fazer um opúsculo sobre história da ciência, mas, minha intenção é ajudar jovens cristãos a conhecerem um pouco da história, bem como poder fazer ciência sem que isso não contradiga a nossa fé e glorifique a Deus.

O que é a ciência? A palavra ciência vem do termo latino scientia, que significa conhecimento. A ciência moderna é uma mistura de dedução e indução, de racionalismo e empirismo, que surgiu no século XVI e deu origem ao que conhecemos como a era científica. E o que o cristianismo tem haver com a era científica? Francis Schaeffer nos diz:

Tanto Alfred North Whitehead (1861-1947) como J. Robert Oppenheimer (1904-1967) enfatizaram que a ciência moderna surgiu a partir da perspectiva cristã do mundo. Whitehead foi um matemático e filósofo extremamente respeitado, e Oppenheimer, após tornar-se diretor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, em 1947, escreveu sobre uma gama de assuntos relacionados a ciência "[...] Whitehead (em seu livro A ciência e o mundo moderno) disse que o cristianismo é a mãe da ciência, em virtude da 'insistência medieval sobre a racionalidade de Deus".[i]

Não há nada mais falacioso do que dizer que a história nega uma proximidade entre o cristianismo e a ciência, a fé não é antagônica a pesquisa científica. É claro que existirá um antagonismo quando os pressupostos da ciência estão na autonomia da razão, no cientificismo e no historicismo. Nos diz D. James Kennedy: "A religião não foi sempre inimiga da ciência? Não! Além do que, muitos estudiosos concordam que a revolução científica, que teve seu grande momento no século XVII, foi originada em sua maior parte pelo cristianismo reformado".[ii]

No campo científico moderno, diferentemente do que muitos dizem e tocam trombeta nos quatro cantos do planeta, existe uma quantidade considerável de cientistas que acreditam na existência de um Criador.

Em 1916 e 1997 realizaram-se dois estudos famosos que servem de base para essa disputa. O psicólogo americano James Leuda conduziu a primeira pesquisa com cientistas, na qual indagava se eles acreditavam em um Deus que se dispõe a se comunicar com a humanidade, ao menos por meio da oração. Quarenta por cento responderam “sim”, 40% “não” e 20% disseram não ter certeza "[...] Alister McGrath, teólogo, com doutorado em biofísica pela Universidade de Oxford, escreve que a maioria dos vários cientistas incrédulos que conhece são ateus por outros motivos e não por causa da ciência que praticam".[iii]

Ainda colhendo depoimentos sobre a importância do cristianismo no desenvolvimento científico, no excelente livro A Alma da Ciência, Nancy Pearcey e Charles Thaxton nos dizem que:

De acordo com o escritor científico Loren Eiseley, o aspecto curioso do mundo científico em que vivemos é justamente o fato de esse mundo existir. Com frequência, os ocidentais pressupõem, de modo inconsciente, uma doutrina do Progresso Inexorável, como se a simples passagem de tempo conduzisse inevitavelmente a um conhecimento cada vez maior, tão certo como uma noz se transforma numa nogueira. De acordo com Eiseley, Os arqueólogos seriam obrigados a nos dizer, porém, que várias grandes civilizações surgiram e desapareceram sem terem desenvolvido uma filosofia científica. O tipo de pensamento conhecido hoje em dia como científico, com sua ênfase na experimentação e na formulação matemática, surgiu numa cultura específica – a Europa Ocidental – e em nenhuma outra.
Eiseley conclui que a ciência não é, de modo algum, “natural” para a humanidade. A curiosidade sobre o mundo é, de fato, uma atitude natural, mas a ciência institucional é mais do que isso. “Ela possui regras que devem ser aprendidas e práticas e técnicas que devem ser transmitidas de uma geração para outra pelo processo formal do ensino”, observa Eiseley. Em resumo, é “uma instituição cultural inventada, que não se encontra presente em todas as sociedades, e não uma instituição que se pode esperar surgir do instinto humano”. A ciência “exige um tipo de substrato único para se desenvolver”. Sem esse substrato “está tão sujeita à decomposição e à morte quanto qualquer outra atividade humana”. 
Qual é esse substrato singular? Eiseley o identifica, de modo um tanto relutante, como sendo a fé cristã. “Numa dessas estranhas permutações das quais a história oferece raros exemplos ocasionais”, diz ele “foi o mundo cristão que, por fim, deu à luz de maneira clara e sistematizada ao método experimental da ciência propriamente dita.”
Eiseley não é o único a observar que a fé cristã inspirou, de várias formas, o nascimento da ciência moderna. Os historiadores da ciência desenvolveram um respeito renovado pela Idade Média, incluindo uma reverência semelhante pela visão de mundo cristã cultural e intelectualmente predominante ao longo desse período. Nos dias de hoje, os mais diversos estudiosos reconhecem que o cristianismo forneceu, tanto os pressupostos intelectuais, quanto a sansão moral para o desenvolvimento da ciência moderna.[iv]

Somente a cosmovisão do cristianismo poderia propiciar o desenvolvimento da ciência de forma institucionalizada. As demais visões de mundo contrariam e impossibilitavam o surgimento e desenvolvimento da ciência como campo de trabalho do conhecimento, somente uma epistemologia cristã foi capaz de dar ao mundo o que conhecemos hoje como ciência moderna.


Ao pensarmos sobre a questão epistemológica, estamos num campo que concerne à possibilidade do conhecimento, da teoria do conhecimento e da realidade do conhecer e empregar esse saber, esse conhecer é inteiramente ligado ao propósito, ao telos, queira ou não, a ciência tem de ter um viés teleológico, tem de ter uma finalidade. Do contrário, não há propósito nem um motivo para o emprego científico. Ninguém faz ciência por nada, ciência obriga necessariamente a mente para uma finalidade de pesquisa. Essa possibilidade de conhecer, só pode ser defendida a partir de pressupostos cristãos. Se existe uma finalidade, existe uma origem, existe um originador, existe um criador. A ciência só tem sentido se é fundamentada em pressupostos epistemológicos, se não se pode conhecer, por que pesquisar?

Ao dobrar-se sobre a pesquisa científica o pesquisador não deve concluir o inverso sobre a lei e a ordem da natureza. Não deve deduzir que o fato de a natureza possuir leis e ordens, isso aponta para o Deus criador, mas o fato de existir e ser necessário o Deus criador é que gera lei e ordem na natureza. O decreto imutável de Deus não deixa de fora nada em sua criação. Nem as leis da natureza, nem a matemática. Até os resultados de cálculos matemáticos estão sob o decreto de Deus. A verdadeira ciência não contradiz o cristianismo, a verdadeira ciência glorifica o Criador. Mas, como falamos anteriormente, se os pressupostos científicos estão errados, a ciência será má. Se os pressupostos estão corretos, a ciência será boa. A verdadeira ciência exulta: Somente a Deus toda glória!

A Teologia Reformada e a Ciência
           
Como já vimos, a reforma protestante deu grande impulso ao pensamento científico, não é nossa proposta aqui analisar e esquadrinhar historicamente o processo de desenvolvimento e contribuições dadas à ciência a partir da reforma, mas somente pontuar esse fato que é de alta relevância ao nosso argumento. É importante notar que as doutrinas defendidas pela reforma foram de grande valia para o desenvolvimento científico, a exemplo disso temos o conceito de desgraça e caridade em Blaise Pascal que pertenceu a um grupo reformista chamado jansenistas que advogavam conceitos calvinistas em sua doutrina.[v]
            
Tanto a doutrina dos mandatos – espiritual, social e cultural, como a doutrina da depravação total foram importantes no pensamento científico. Podemos frisar o mandato cultural que impele o homem a ler a criação e dominá-la como descrito no Gênesis 1.26-30. A reforma protestante foi uma alavanca para o progresso da pesquisa científica que já tinha considerável expressão na idade média como vimos anteriormente. A proliferação do conhecimento por conta da imprensa e da distribuição de livros que agora estavam sendo distribuídos para o povo, isso inicia-se de forma expressiva com os escritos de Lutero e depois dos demais reformadores, embora já tivéssemos algo expressivo com os pré-reformadores.

As Raízes Cristãs da Ciência

A ciência moderna teve uma força motriz cristã, meu apontamento aqui vai para três grandes pensadores: Johannes Kepler, Blaise Pascal e Isaac Newton, que eram cristãos comprometidos e ninguém em sã consciência no mundo científico pode negar a importância e influência desses três homens no desenvolvimento científico. Johannes Kepler cunhou a frase “Pensando os pensamentos de Deus depois dele” e escreveu: “Uma vez que nós, os astrônomos, somos sacerdotes do grande Deus no que se refere ao livro da natureza, nos será de grande benefício refletirmos, não sobre a glória da nossa mente, mas acima de tudo, sobre a glória de Deus”. Pascal, como já dissemos, foi alguém muito importante e sua epistemologia científica estava baseada na teologia calvinista. Pascal, foi matemático, filósofo e um cientista profícuo. Disse Pascal: “A fé nos diz o que os sentidos não percebem, mas sem contradizer suas percepções. Ela apenas transcende sem contradizer”, ela aponta para o conhecimento de Deus dizendo que:

O Deus dos cristãos não é apenas um Deus autor de verdades matemáticas e da ordem dos elementos. Esta é a noção dos pagãos e dos epicuristas [...] Mas o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, O Deus de Jacó, O Deus dos cristãos é um Deus de amor e consolação.[vi] 

Newton é outro nome que queria mencionar, certa vez ele disse em Principia (Princípios Fundamentais): “O belíssimo sistema do sol, planetas e cometas, só poderia provir da vontade e do controle de um Ser inteligente e Poderoso”.

Outra grande citação de Newton, esta contra o ateísmo dizia o seguinte:

O ateísmo é completamente sem sentido. Quando olho para o sistema solar, vejo a terra na distância correta do sol para receber a quantidade de luz e calor apropriadas. Isso não acontece por acaso.[vii]

E, por fim, Michael Faraday. Ele deu uma das maiores contribuições na área da eletricidade. Faraday descobriu a indução eletromagnética e inventou o gerador. Francis Schaeffer menciona que Faraday pertencia a um grupo de cientistas cuja posição era: “Onde as Escrituras silenciam, nós silenciamos”.[viii]

Chegando ao fim de nosso breve passeio na história da ciência, reproduzo a lista de cientistas criacionistas, descrita por D. James Kennedy em que nos mostra uma pequena parte da influência do ensino bíblico da criação reconhecido na ciência, ainda que não seja regra todo criacionista ser crente na Bíblia, de qualquer forma temos aqui um pressuposto ancorado no Deus Criador.


        Cirurgia anti-séptica – Joseph Lister

        Bacteriologia – Louis Pasteur
        Cálculo e Dinâmica – Isaac Newton
        Mecânica celestial – Johannes Kepler
        Química – Robert Boyle
        Anatomia comparativa – Georges Cuvier
        Ciências da computação – Charles Babbage
        Análise dimensional – Lord Rayleig
        Eletrônica – John Ambrose Fleming
        Eletrodinâmica – James Clerk Maxwell
        Eletromagnetismo – Michael Faradey 
        Energética – Lord Kelvin
        Entomologia de insetos vivos – Henri Fabre
        Teoria de campo – Michael Faraday
        Mecânica dos fluidos – George Stokes
        Astronomia galáctica – William Herschel
        Dinâmica dos gases – Robert Boyle
        Genética – Gregor Mendel
        Geologia glacial – Louis Agassiz
        Ginecologia – James Simpson
        Hidrografia – Matthew Maury
        Hidrostática – Blaise Pascal


Só para citar alguns nomes. Voltamos a pergunta do nosso título – Cristianismo e Ciência são opostos? Não. O cristianismo se opõe a falsa ciência, que baseia-se em falsos pressupostos e, consequentemente, numa epistemologia incoerente com a realidade. Somente o cristianismo pode explicar a realidade, somente a Bíblia pode conduzir o homem à verdade. Por isso, um trabalho científico que desenvolve pesquisa no campo da filosofia natural, precisa ter uma sólida base na revelação especial de Deus, a Bíblia, e dobrar-se ao Deus criador e soberano sobre céus e Terra. Concluo com a famosa frase de um cientista cristão:



"Pensemos os pensamentos de Deus depois dele". - Johannes Kepler


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Notas:

[i] How should we the live?, Old Tamppan: Fleming H. Revell, 1976, p.132.
[ii] E se Jesus não tivesse nascido, São Paulo – SP: Editora Vida, 2001, p.125.
[iii] Fé na era do ceticismo, São Paulo – SP: Editora Vida Nova, 2015, pp. 118,119.
[iv] A alma da ciência, fé cristã e filosofia natural, São Paulo – SP: Editora Cultura Cristã, 2005, pp.15,16.
[v] Havendo interesse da parte do leitor sobre a epistemologia pascaliana, poderá encontrar um excelente estudo sobre o tema no ensaio sobre epistemologia pascaliana do filósofo Luiz Felipe Pondé – Conhecimento na desgraça, editora Edusp.
[vi] Citação extraída do livro E se Jesus não tivesse nascido, São Paulo – SP: Editora Vida, 2001, p.135.
[vii] Ibid., p.136.
[viii] Ibid

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Autor: Thomas Magnum
Fonte: Electus
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Pequeno Excerto da Obra A Doutrina Protestante das Escrituras, de Cornelius Van Til

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PEQUENO EXCERTO DA OBRA THE PROTESTANT DOCTRINE OF SCRIPTURE [A DOUTRINA PROTESTANTE DAS ESCRITURAS], DE CORNELIUS VAN TIL


1. A NECESSIDADE DA REVELAÇÃO NATURAL

A fim de apresentar a inter-relação existente entre a revelação de Deus nas Escrituras e Sua revelação na natureza, devemos primeiramente tratar da necessidade da Revelação Natural. É costume apresentar a necessidade da Revelação Sobrenatural devido ao fato de não existir, em toda a extensão da natureza, nenhum tipo de revelação a respeito da graça. Contudo, é igualmente verdadeiro que a revelação da graça operar-se-ia num vácuo caso não se operasse na natureza, revelando, assim, a Deus. É impossível reconhecer o sobrenatural por aquilo que é, a menos que o natural também o seja: ambos devem ser reconhecidos mediante a luz da revelação sobrenatural de Deus. Tudo aquilo que o homem faz em relação à natureza, ele o faz como uma forma de manutenção ou de transgressão do pacto de graça que Deus estabeleceu com o homem. Dessa forma, tanto o cientista no seu laboratório quanto o filósofo em seu estudo estão lidando com seus materiais, quer como mantenedores do pacto ou como seus transgressores. Todos os atos do homem, todos seus questionamentos, todas suas afirmações – de fato, todas as suas negações em qualquer domínio de seus interesses, são pactualmente condicionadas.

2. A AUTORIDADE DA REVELAÇÃO NATURAL

Naturalmente, se, de fato, todos os atos humanos realizados tanto no que concerne à natureza quanto às Escrituras são pactualmente condicionados, isso se dá porque Cristo se comunica com o homem de forma ubíqua, e Se comunica sempre com absoluta autoridade. O cientista pode ou não reconhecer este fato. Se ele não é um cristão, ele há de argumentar que o fato de Cristo possuir autoridade, uma absoluta autoridade no que diz respeito ao seu procedimento científico, é algo que destrói totalmente a própria ideia de ciência. Ele há de argumentar que a ideia de ciência pressupõe liberdade por parte do cientista para conceber quaisquer hipóteses que julgue se encaixar aos fatos. Qualquer autoridade absoluta – como aquela mencionada anteriormente – também exclui (no raciocínio do cientista) a ideia de que as palavras de Cristo podem e devem ser testadas pelos fatos e pela ordem dos fatos, isto é, pelas leis naturais já conhecidas pelos homens, a partir de seus experimentos e experiências prévias. “Suponha”, o cientista talvez diga, “que eu tenha de trabalhar sob a absoluta restrição da ideia de uma Providência redentora e soberana de Deus, tal como ensinado pela Bíblia – isto seria contra a ideia de um universo absolutamente aberto. Assim, minha hipótese teria que ser de uma natureza tal que esteja em total concordância e mesmo subordinada à ideia dessa Providência soberana. Isso excluiria quaisquer novidades e descobertas na ciência. Tudo já estaria de antemão fixado. Por outro lado, a ideia de uma Providência redentora que abarcasse todas as coisas exigira, de minha parte, a aceitação, de bom grado, da possibilidade de Deus, arbitrariamente, Se manifestar na ‘unidade’ da natureza que a ciência descobriu mediante árduos esforços, e, dessa forma, destruísse essa ‘unidade’ com inserções miraculosas. Teríamos, então, que aceitar que todos os fatos com os quais lidamos são, essencialmente, criações arbitrárias de Deus. Portanto, teríamos que interpretar a ideia de ‘lei’ científica como sendo subserviente àquela lei do relato bíblico acerca do pecado e redenção, a qual é controlada pelo fiat do Deus soberano. Isso não pode ser assim, e, portanto, não aceitaremos tal coisa!

Dito de outro modo, a metodologia científica que não é definitivamente baseada sobre a história redentiva da Bíblia é baseada, na verdade, sobre a suposição de que, de um lado, o universo deve ser totalmente aberto e, de outro, que ele deve ser totalmente fechado. Aludindo a essa ideia, Morris Cohen diz que a ciência necessita tanto da ideia do universo aberto quanto da ideia do universo fechado, mas delas necessita não como elementos constituintes, antes, como conceitos que se limitam reciprocamente.

Caso o homem não possua a autoridade de Cristo no campo da ciência, ele passa a considerar a si mesmo como a autoridade definitiva, como a retaguarda de seu esforço. A controvérsia entre aquele que guarda o pacto e aquele que o quebra nunca se dá, exclusivamente, a respeito de um fato particular ou a respeito de certo número de fatos. É sempre, e ao mesmo tempo, sobre a natureza dos fatos. Além disso, atrás do argumento a respeito da natureza dos fatos, há ainda o argumento sobre a natureza do homem. Por mais restrito que o debate entre o crente e o cético possa ser a qualquer momento, em última análise há sempre duas cosmovisões em desacordo entre si. De um lado, é um homem que vê a si mesmo como incapaz de encontrar uma interpretação inteligível da experiência sem referência a Deus como seu Criador e a Cristo como seu Redentor. De outro lado, é o homem que está certo de que ele não pode encontrar qualquer interpretação desse tipo. Ele supõe que reside junto a ele o poder de fazer um juízo universal negativo acerca da natureza de toda a realidade.

Consequentemente, o cientista que é um cristão possui o dever de mostrar ao seu amigo e colega que não é cristão que, a menos que este último esteja disposto a se posicionar a partir da narrativa cristã com respeito ao mundo que tem sido redimido por meio de Cristo, não há nada para ele, a não ser o fracasso. O labor científico é totalmente ininteligível a não ser que seja francamente baseado sobre a ordem disposta no universo de fatos criados por Cristo, o Redentor.

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Autor: Cornelius Van Til
Fonte: WTSBooks
Tradução: Fabrício Tavares
Divulgação: Bereianos
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Pregue o Evangelho com confiança

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Por Rev. Ericson Martins


Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram.” (Jo 20:29)

Não foram poucas as oportunidades que ouvimos a declaração de que a fé e a ciência são incompatíveis, porque a fé se preocupa com a natureza espiritual do homem enquanto a ciência com a física. Porém, a Bíblia não exige da ciência a abstenção da fé, e da fé a privação da ciência.

Jesus nunca exigiu das pessoas que acreditassem nele negando qualquer evidência natural de que era verdadeiramente o Filho de Deus, o Messias prometido. O que Jesus recusou foi o condicionamento da fé às ciências, por elas serem limitadas à compreensão do homem. Se ele não consegue a total compreensão do universo, quanto mais difícil será entender plenamente a Divindade. E também, porque se a ciência fosse a fonte determinante do conhecimento de Deus, se tornaria maior que o próprio Deus e objeto de devoção. Somente Jesus é a fonte absoluta desse conhecimento (Jo 14:9).

Quando João (Batista) ouviu falar das obras de Cristo, enviou os seus discípulos para perguntar-lhe: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11:3). Então, Jesus deu a seguinte resposta: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11:4-5).

Notemos que Jesus apelou para as evidências naturais daquilo que estavam ouvindo e vendo, quanto a ocorrências consideradas impossíveis de serem alteradas pela ciência, inclusive a morte. Todas elas serviram como provas incontestáveis, de acordo com as profecias (Is 35:1-6, 61:1-3), de que o Operador de tais sinais era o messias e que por ele o reino de Deus havia chegado. Por isso, o anúncio à João carregava a confiança para crer, mesmo impedido, por estar preso, de ouvir com os seus ouvidos e de ver com os seus olhos, de que Jesus era o enviado por Deus para aliviar os “cansados e sobrecarregados” (Mt 11:28) pelo pecado. A fé, nesse sentido, não se opõe à ciência, mas é servida por ela e se encontra em mais elevado nível de excelência.

Os sinais e maravilhas realizados por Jesus diante do povo culminaram em seu sacrifício na cruz e na ressurreição. Esses eventos deveriam ser divulgados em todo o mundo (Mc 16:15-16) para que, ouvindo o Evangelho, cressem em Jesus todos aqueles que foram destinados à salvação (At 13:48, 15:7).

A inigualável e insubstituível prova que possuímos hoje de Jesus e sua missão não é medida pelo grau de prosperidade material, curas ou “revelações”, e sim pelo testemunho da Palavra de Deus, a Bíblia. Esse testemunho necessita ser compartilhado com os nossos familiares, amigos e colegas de profissão, mesmo se recebido com desconfiança, pessimismo, sarcasmo ou incredulidade. Felizes, para sempre, serão todos aqueles que, ouvindo, crerem em Jesus como Redentor e se arrependerem dos seus pecados. Esses serão justificados e receberão gratuitamente de Deus a vida eterna.

Portanto, pregue fielmente o Evangelho, mesmo que seja com simplicidade, na confiança de que o Espírito Santo o assistirá com poder, nessa missão!

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Fonte: PIPG - Boletim Semanal, Ano XIX - Nº 06
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A ciência não sabe onde está um avião, vai saber onde está Deus?

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Por Thiago Azevedo


Em dias de suspense e de intriga, só nos resta fazer uma pergunta, e esta é, cade o avião da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo? Este é só mais um indício de que a ciência é falha, ou melhor, as ciências são falhas. Em meio a um contexto onde a palavra científica é tão importante para que se possa avaliar a existência de algo ou a comprovação de alguma teoria, em meio a uma exacerbada ênfase a ciência que tem como ambiente a teoria de são Tomé (aquela que tem que ver para crer). 

A ciência aérea não consegue precisar onde se meteu este avião. Em entrevista ao programa da jornalista Fátima Bernardes, encontro, na manhã do dia 19 de Março, especialistas opinaram acerca do paradeiro da aeronave. As opiniões foram diversas. Uns acreditavam em sequestro, outros em bomba (terrorismo), outros em pane, e outros não acreditavam em nada. Ou seja, a aeronave está em algum lugar do mundo e que nada catastrófico ocorreu. Não se pode esquecer que foi dito neste programa que a aeronave desaparecida é a mais segura do mundo. Já se ouviu uma história semelhante quando ao invés do ar a via de transporte utilizada fora o mar (Titanic). 

O fato é que existe toda uma logística científica por de traz da aviação mundial, existem aparelhos de última geração como foram citados no referido programa, por exemplo, o Acars (Aircraft Communications Addressing and Reporting System). É um sistema digital de envio de informações entre uma aeronave e as estações terrestres, via rádio ou satélite. Um detalhe importante é que a comunicação não é via voz e sim data link, ou seja, numa espécie de transmissão de dados de forma digital, o computador de bordo manda informações do parâmetro de voo que vai desde latitude até o ângulo de inclinação do avião, e isso em forma digital direto para torre de 15 em 15 minutos. Alguns contatos desta natureza foram realizados durante o referido voo (altíssima tecnologia). Vários centros de controles envolvidos na missão de condução da aeronave até seu suposto destino final (China), em destaque, os centros da Malásia e Vietnã. Outro equipamento de última geração é o Transponder. Este realiza também a função de emitir dados comunicativos da aeronave à torre, segundo especialista entrevistado no programa e piloto, ele alega que este segundo equipamento é mais utilizado que o primeiro, pois este é responsável por uma emissão de dados que identifica quaisquer aeronaves no ambiente aéreo por uma espécie de código. Ou seja, é como se cada aeronave tivesse um nome que a identificasse mesmo que não haja comunicação de voz (pura tecnologia). O vasto ambiente tecnológico da ciência da aviação não para por ai, segundo especialista entrevistado, existe um equipamento chamado Elt que significa Eletronic Localazior Transmissor, este equipamento emite sinal de queda em qualquer superfície, seja sólida ou líquida. Além disso, existem seis satélites no planeta que emitem sinal do Elt para quarenta e três países que desfrutam desta tecnologia.

O fato é que uma aeronave que é tangível, que pode ser contemplada pelos olhos humanos, de repente some e ninguém sabe onde a mesma se encontra. Tudo isso serve para demonstrar o caráter de fragilidade da ciência moderna e de seus mais diversos ramos, esta vive de aparência, se diz sólida e infalível, mas basta algo deste tipo para mostrar que é deficiente. Este é um momento em que todos os ramos da ciência moderna podem e devem auxiliar a ciência da aviação a dar respostas ao mundo. Bem como falou o escritor Ivan Santana, que é especialista em acidentes com aeronaves, no programa mencionado anteriormente. Ele disse a seguinte frase; “A aviação está sofrendo uma ameaça enorme e precisa dar explicações”. Fátima Bernardes também teceu um comentário interessante. Ela expôs o seguinte pensamento; “É uma questão de honra achar esta aeronave”. 

Pois bem, esta é só mais uma questão que demonstra que a ciência não consegue realizar, em certas ocasiões, uma conta exata fechando a equação. Com toda esta tecnologia mencionada alhures, uma aeronave de grande porte desaparece sem explicações e a ciência não dá cabo do paradeiro da mesma. Logo surge uma pergunta em mente: Se a ciência moderna não consegue dizer onde está um avião de grande porte, vai saber onde está Deus? Deus não é um objeto que pode ser levado para laboratório e ser dissecado por completo como fazem com os camundongos. Se isso ocorresse Deus deixaria de ser Deus. O que precisa ser entendido é que muitos mistérios acerca de Deus não podem ser contemplados por nossa mente, a limitação que nos é peculiar é que não nos permite um conhecimento pleno de Deus. Além do mais, Deus se revelou até onde Ele achou necessário se revelar. Ou seja, não temos totais e plenas informações na bíblia da Tri-unidade divina, informações plenas desta junção una. Também se quisermos entender como Jesus sendo Deus veio à morte seria mais uma missão que nossa mente não contempla. Outra questão que esbarra na limitação da mente humana é a harmonia das naturezas divina e humana de cristo, este seria mais um assunto que foge à nossa compreensão. Ou seja, é mais humana do que divina? É mais divina do que humana? É só humana? É só divina? É de igual modo? Enfim, estas e outras, são questões que são de fórum intimo da pessoa divina e que cabe somente a Ele saber por completo. É por conta de querer respostas para tudo, que a maioria das seitas e heresias surgiu. Que o diga Joseph Smith, Castellanos e outros. A limitação da mente humana é a principal causa de não se conhecer todos os mistérios que envolvem a pessoa divina. E como a ciência prova desta mente falha e limitada, nunca poderá conhecer plenamente e cientificamente alguns assunto como, por exemplo, a origem da vida, a origem do universo e o principal, a existência de Deus. Pois se a ciência não pode localizar um mero avião, avalie Deus?!!!

Há um texto no saltério hebreu que bem explica como a ciência e as mentes que a produzem deveriam se portar. O referido texto se encontra no salmo de número 139 verso 6. Por sinal, este salmo é um compêndio de teologia, se enxerga no mesmo desde Soberania à eleição. Encontra-se nele desde graça à misericórdia e tudo refletido num Deus criador. Porém é no verso 6 que o salmista tece alguns adjetivos acerca do conhecimento de Deus. O salmista diz que o conhecimento de Deus é maravilhoso para ele, é tão alto, tão elevado, que não pode alcançar. O salmista deixa a entender nestas linhas um reconhecimento ao poderio deste Deus. E também sabe que por mais que tente compreender ou assimilá-lo plenamente, jamais conseguirá. Pois é muito elevado. O salmista mostra que de fato, o que é limitado, não pode contemplar o que é ilimitado (Deus). Deveria ser esta a postura dos cientistas contemporâneos. Se bem que alguns se portaram como o salmista, por exemplo, Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Louis Pasteur, Francis Collins etc., Deveria ser esta também a postura das ciências atuais. O salmista do salmo mencionado era alguém que possuía intimidade com Deus e reconheceu que não poderia atingi-lo, avalie quem anda na contra mão deste Deus? Estes tornam a situação ainda pior, ou seja, para não admitir suas limitações intelectuais em nome de um status quo, preferem alegar que Deus não existe. É bem mais fácil! 

Contudo, é notório que em muito, a ciência se porta como um juiz que julga causas diversas, as palavras deste juiz são pesadas e taxativas. O que este juiz fala é lei e não se pode questionar. Pode-se atribuir um dito medieval que muito usou Roma na sua história à ciência contemporânea; Scientia locuta finita causa est. Ou seja, Ciência falou fim de causa é. Em outras palavras, a ciência falou ta falado!!! Mas em muitos casos este juiz poderoso e ditador (ciência) que por muito julga e dita o que tem que ser feito, também pode assentar-se no banco dos réus e ao invés de fazer deve responder algumas indagações. Algumas até simples como, por exemplo, onde está a aeronave da Malaysia Airlines desaparecido no dia 8 de março com 239 pessoas a bordo? Neste momento na sala de audiência é possível escutar grilos cantando alegremente. Doravante, se a ciência não pode responder uma indagação simplória como esta, ela jamais terá a resposta para a seguinte indagação: DEUS EXISTE? 

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Divulgação: Bereianos
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Ciência e Fé Cristã podem conversar?

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Por Filipe Fontes


"A glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinha-las." (Provérbios 25.2)

Hoje alguém me perguntou ressabiado se é possível fazer a fé cristã e ciência conversarem. Nada estranho! Afinal, de modo geral, para o nosso tempo, fé em Deus é fé em Deus, e ciência é ciência. Aliás, talvez a maioria das pessoas em nossos dias, contraponha o pensamento cientifico não apenas ao conhecimento de Deus, mas à fé, em geral, como se houvesse uma contradição necessária entre ambos, e uma conversa entre eles fosse algo impossível. Se a pergunta fosse quanto a contradição entre ciência e fé, a resposta voltaria imediatamente em forma de outra pergunta: E quando foi que elas deixaram de se falar? Mas como a pergunta qualificou a fé, o diálogo continua.

Apesar deste status quo contemporâneo, à luz de uma cosmovisão cristã não existe uma contradição necessária entre o conhecimento científico e o conhecimento de Deus, isto é, elas não são necessariamente inimigas. Pelo contrário, de acordo com a revelação bíblica, o mundo foi trazido à existência por Deus, e, portanto, está repleto de traços autorais dele. Nas palavras de Davi: "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos" (Salmo 19.1). E, nas palavras do Apóstolo Paulo: "os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas" (Romanos 1.20). Isto significa que, o verdadeiro conhecimento científico, ao invés de nos afastar de Deus, deveria nos aproximar dEle. Na perspectiva bíblica, ciência e fé cristã deveriam conversar sempre. Aliás, a ciência moderna nasceu em solo cristão. Schaeffer afirma que os primeiros cientistas modernos alimentavam a convicção, em primeiro lugar, de que Deus proporcionou o conhecimento ao homem através da Bíblia – conhecimentos acerca do próprio Criador e também acerca do universo e da história. A afirmação de Schaeffer se confirma, por exemplo, na declaração de Copérnico, de que estava tentando descobrir o mecanismo do universo, feito para nós por um criador supremamente bom e ordeiro. Os primeiros cientistas tinham a percepção de que as regularidades presentes na realidade apontam para um “projeto inteligente”, e criam ser Deus a origem do mesmo. Eles sabiam exatamente da glória de Deus e da glória dos reis.

Então, pergunto: por que tem sido disseminada a ideia de uma contradição necessária entre ciência e fé cristã? Não há espaço nessa pequena reflexão para apontar com a devida abrangência e profundidade todas essas razões; talvez técnicamente até haja, mas poucos leriam até o final. Mas, poderíamos resumir afirmando que isto é uma questão de princípio (cosmovisão). Embora a ciência moderna, cujos princípios estão, de modo geral, ainda vigentes, tenha nascido em solo cristão, ao longo do tempo ela conversou e tornou-se amiga demais de uma cosmovisão materialista, ou naturalista, cuja premissa básica (de fé, diga-se de passagem) é que o mundo material é tudo o que existe, e que qualquer explicação digna do status de “científica” precisa manter-se nos limites da materialidade. Consequentemente, ela passou a excluir qualquer possibilidade de que seja válida uma explicação que considere um ponto de transcendência, isto é, que explique o mundo material, levando em conta algo ou alguém que esteja fora dele. Assim, nasceu a dissociação entre fé cristã e ciência. E, a partir de então, embasada nesta suposta dissociação, e relegando o conhecimento de Deus ao nível de um conhecimento inferior, esta cosmovisão materialista, tem estendido suas asas sobre o conhecimento científico de modo total e abrangente. Em resumo, a irreconciliável inimizade entre ciência e fé cristã não passa de estratégia de batalha, que afasta o inimigo e facilita o domínio territorial.

Eis, portanto, minha resposta: não existe uma contradição necessária entre a ciência e o conhecimento de Deus – existe uma contradição necessária entre a ciência materialista e tal conhecimento. No entanto, substituídos os fundamentos, haverá uma eterna conversa entre ciência e fé cristã, pois será possível redescobrir a verdade de que a glória de Deus é encobrir as coisas, mas a glória dos reis é esquadrinha-las.

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- Sobre o autor: Filipe Fontes é ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil, Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição – validação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; Licenciado em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção; Mestre em Teologia Filosófica pelo CPAJ (Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper); Mestrando em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fonte: Monergismo
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