O Jesus real ofende todo mundo!

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A ofensividade de Cristo é um ponto nevrálgico numa época de tanta “sensibilidade” ególatra como a nossa. Se essa ofensividade sempre foi um problema, imagine hoje?

O Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser muito inclusivo. Ao mesmo tempo, o Jesus dos Evangelhos é ofensivo por ser excessivamente exclusivo.

A igreja muitas vezes, os religiosos, os bons cidadãos... são ofendidos por Sua inclusividade, e o mundo e nossa cultura são ofendidos por Sua exclusividade.

Assim, todos ficamos até certo ponto inclinados a enfraquecer a ofensa, seja minimizando Seu chamado inclusivo ou minimizando Suas reivindicações exclusivas. Mas devemos saber com clareza que, sempre que saímos de um lado ou do outro, acabamos com um Jesus à nossa imagem – um ídolo.

Somos chamados a celebrar a inclusividade de Jesus e Sua exclusividade, pois esta é a polaridade que torna Jesus tão irresistivelmente atraente e o evangelho ser evangelho.

Os Evangelhos retratam Jesus como um Messias que constantemente e deliberadamente irritou muitos dos mais religiosos e melhores cidadãos de seus dias. Os mais respeitáveis.

Jesus não se inclina para a elite religiosa. Ele não vai respeitar suas categorias de quem está dentro e quem está fora. Ele não se juntará a eles para condenar” os pecadores comuns enquanto se excluem. Ele come com coletores de impostos, prostitutas... os párias da sociedade. Ele não tem medo de se aproximar deles.

A inclusividade de Jesus choca os líderes religiosos, os melhores cidadãos. Ele abre as portas do reino aos pecadores de todas as raias, e Ele fala duramente contra os religiosos por sua “justiça” auto-declarada de exclusividade pelos seus próprios méritos.

Evangélicos muitas vezes falam sobre como as reivindicações exclusivas de Cristo são ofensivas para nossa cultura hoje, mas às vezes não sentimos como a inclusividade de Cristo era tão ofensiva em seu contexto do primeiro século. E, ao perder essa verdade, é improvável que detectem as formas em que lançamos barreiras e erguemos muros em torno do “evangelho”.

A postura inclusiva de Jesus para com as mulheres (desprezadas naquela cultura), para com os doentes, para com os marginalizados, para com os piores pecadores representa um desafio para a igreja de hoje, tal como aconteceu com os fariseus há dois mil anos.

A prostituta na igreja pode estar mais perto de Deus do que o melhor cidadão de nossa sociedade, escreveu C. S. Lewis, ecoando as palavras de Jesus de que os coletores de impostos e prostitutas estavam entrando no reino na frente dos fariseus. Até que a inclusão radicalmente ofensiva da graça de Deus penetre em nossos ossos, nunca nos uniremos a Jesus nas margens da sociedade, acolhendo e abençoando pecadores ARREPENDIDOS de todos os tipos.

Mas o mesmo Jesus que chama os cansados ​​para virem a Ele para descansar é Aquele que exige que neguemos a nós mesmos – não algumas coisas, mas a nós mesmos, e o sigamos até nossa morte.

Ele diz que Ele é o único caminho para Deus, a Verdade, a Vida. Ninguém vem a Deus senão por meio d'Ele. Percebeu?

Seu caminho é estreito.

A porta é apertada.

Ele é o Pão do Céu, e a menos que você O consuma com fome, deleite e prazer, você perecerá.

Se você está ofendido pela natureza chocante dessas reivindicações exclusivas, então você pode ir embora, assim como as multidões fizeram em João 6.

Você vê? Com uma mão, Jesus está acenando a todos em todos os lugares para irem a Ele. Com a outra mão, Ele está afastando as pessoas. Você contou o custo? A menos que você se arrependa, você perecerá! Você está disposto a desistir de seus direitos e dobrar o joelho agora e para sempre?

Sejamos francos. A exclusividade é ofensiva quando estamos acostumados a ter nossas escolhas, quando pensamos que a tolerância deve significar nos aceitar como nós somos e concordar com o que somos. Jesus parece pensar que Ele é especial, que a graça de Deus vem somente por Ele, e que Ele nada deve a nós – mas que devemos tudo a Ele.

O único coração que pode receber tal graça é o coração que recebe o dom do arrependimento. Arrependimento é a troca de sua agenda, do seu  “reino” pessoal para a agenda do reino de Jesus Cristo, e isso é uma agenda que inclui TODAS as esferas de sua vida - como você vive, como você ama, como você dá, como você adora, como você se comporta sexualmente, como você fala, como você O segue como Senhor.

Não se engane, Jesus é duplamente ofensivo. Jesus disse que Ele veio chamar os pecadores ao arrependimento. Muitos na igreja estão ofendidos que o chamado de Jesus é para os pecadores e que não há diferença – “todos pecaram!”. Ninguém está numa situação melhor e todos dependem da Graça Soberana. O mundo está ofendido que Ele chama pelo arrependimento, negação a si mesmo, abandono do pecado... por isso só o Chamado Eficaz quebra a inimizade a Deus daqueles (todos os homens) que amam as trevas. Pois “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.” - Romanos 8:7

É por isso que o mundo e a cultura minimizam Suas reivindicações exclusivas até que Jesus seja reduzido a um guerreiro da justiça social, contra a pobreza, pela ecologia... e  que afirma as pessoas como elas são. E é por isso que muitos na igreja minimizam Seu chamado soberano inclusivo até que Jesus seja reduzido a um distintivo de honra para os que acreditam, pelos que se diferenciaram dos outro pelo “livre-arbítrio”, humildade... que por sua própria obediência se tornam bons diante de Deus.

A boa notícia é que Jesus pode mudar a todos nós. Por graça soberana, Ele abre o punho fechado do hipócrita religioso, e Ele estreita a visão do pecador de “mente aberta” até que Ele seja o único ponto na vista de todos, a única coisa preciosa. Como? Ao destruir a auto-justiça através de Sua morte e ressurreição.

Você vê, a igreja se auto-justifica quando encontra em si o que a diferenciou do mundo e não vê que só a Graça Soberana fez isso sozinha.  Quando condena o chamado inclusivo e soberano aos pecadores que Deus quiser chamar eficazmente. E o mundo se auto-justifica quando condena o chamado exclusivo ao arrependimento, negação de si mesmo, tomar a Cruz... ao querer ser aceito como é... Mas os Evangelhos nos dão um Jesus que explode a justiça em todas as suas formas quando Ele dá Seu corpo para ser golpeado e ferido e pendurado em uma cruz.

Portanto, não desista do desafio inclusivo ou exclusivo de Jesus. É o que o torna diferente de todos os outros. É o que é tão atraente sobre Ele. É o sinal de que Ele é verdadeiramente Deus, que Ele nos ama o suficiente para não nos deixar sozinhos.

Num dia em que é comum a igreja oferecer um Jesus exclusivo sem Sua inclusividade e o mundo é provável crer em um Jesus inclusivo sem Sua exclusividade (se acomodando ao homem e não o chamando para morrer), eu digo: “Dê-me o Jesus duplamente ofensivo do Novo Testamento, por favor. Deixe Ele ofender a todos nós” – Precisamos do Jesus real.

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Autor: Josemar Bessa
Fonte: Fides Reformata
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Graça invencível

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Por Rev. Ronaldo Mendes


Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,  que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos.”  (2Tm 1.8-9)

Em suas cartas, muitas vezes, o apóstolo Paulo olhava para trás, para a sua própria vida com sentimento de tristeza, mas também maravilhado. Tristeza pelo que ele havia sido no passado: orgulhoso, autoconfiante, arrogante e rejeitava a Cristo. Porém ele olha também extasiado para aquilo que é agora com Cristo: o líder da comunidade cristã, aquele que recebeu a revelação direta de Deus, um plantador de igrejas e acima de tudo, um homem determinado a conhecer o Senhor Jesus.

Com o passar dos anos os cristãos têm debatido muito sobre o processo de conversão. Como se dá? Depende ou não do homem? A Bíblia não nos deixa dúvida que é pela graça de Deus (Ef 2.8). Sem a graça de Deus desde a eternidade passada, não haveria salvação no presente (cf 2Tm. 1.9).

A posição da igreja reformada no decorrer da história da igreja é que a nossa resposta a Deus depende da graça divina, do começo até o fim. Nós não recebemos a influência do Espírito Santo quando cremos, mas para crermos. A realidade que a Bíblia apresenta sobre o homem é que ele é incapacitado de ir a Deus porque está morto em seus pecados: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”(Ef. 2.1 ler: Rm 8.7; Jo 6.44). Essa verdade não é muito aceita por “teólogos psicólogos ” dos dias de hoje.

Se somos incapazes de fazer alguma coisa, como age essa graça maravilhosa para salvação do homem o qual está morto?

Deus escolheu antes da fundação do mundo

E isso  foi de acordo com o propósito de Deus: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef. 1.4-5). A Escritura Sagrada também afirma que Deus nos conheceu de antemão: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.28-30) -  No grego a palavra “antemão” vem de uma raiz que dá origem a palavra “horizonte”(harizo). A constelação de nome Horion tem a mesma raiz e é a constelação que está no limite do olho humano, ou seja, até ali o olho humano enxerga. Com a palavra predestinação, entendemos que desde os tempos eternos Deus nos trouxe para o seu horizonte.

Deus conhece os que são seus – “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” (2Tm 2.19)  Nós acordamos quando Deus nos chamou. Muitos cristãos perdem um bom tempo discutindo sobre predestinação, quando o que Deus tenciona é que desfrutemos dela. Temos que descansar na salvação de Cristo. Deus te escolheu para um propósito assim como escolheu Jeremias (cf Jr. 1.5).

Deus cuida dos escolhidos

Deus conduz a nossa vida para a conversão – Acredito, um pouco por experiência própria, que o Senhor conduz com segurança aqueles que hão de conhecê-lo. É claro que tem casos onde o Senhor se mostra à pessoa que está num estado terminal de saúde, ou vítima de um acidente. Mesmo assim, o Senhor se faz conhecer a ele. O Senhor conduz, e cuida dos Seus eleitos para que eles tenham conhecimento de Sua Palavra. Deus nos prepara para a salvação. Isso também é Graça de Deus. Apesar de tudo que Paulo viveu o Senhor o preservou para que ele tivesse aquele encontro com Cristo que mudaria a sua vida (cf At. 9). O rei Davi disse ao Senhor: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Sl 139.16). Não só presciência de Deus é destacada aqui, mas também o seu controle total sobre a vida de seus eleitos.

Deus chama os escolhidos

Esse é o momento em que dizemos: “agora entendo!”  O apóstolo de Cristo destaca: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8.28). Como acontece esse chamado da Graça? “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou...” (Rm 8.30). O chamado acontece através da Palavra de Deus: “… E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?…”(Rm 10.14). E ainda diz o apóstolo: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”(v.17). John Bunyan, conta em seu livro “graça abundante” que chegando em uma cidade ouviu um grupo de mulheres que estavam conversando e ele achava que elas estavam fofocando. Quando ele chegou perto para ouvir, percebeu que elas estavam falando de Cristo, nunca mais ele esqueceu o que ouviu, e Deus trabalhou em sua vida até leva-lo à salvação.

Aqui precisamos destacar algo muito importante:

A mensagem do Evangelho é para todos, como disse Jesus: “… Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15). Todos devem ouvir sobre Cristo, sua obra e poder! Essa é a chamada externa. Desde o AT que esta verdade é anunciada: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.” (Sl 96.3).

Só o chamado externo é insuficiente para habilitar um pecador a vir a Jesus Cristo. Quem não for eleito, ainda que seja chamado pela Palavra de Deus, jamais virá a Cristo Jesus! Eles jamais aceitarão ao Senhor Jesus Cristo!

Mas a mensagem da Palavra de Deus se torna eficaz para os eleitos – Conhecida como Chamada Eficaz, que é um ato especial do Espírito Santo, o qual opera o novo nascimento. A regeneração é uma experiência que pertence somente aos eleitos. Essa é a chamada “interna” que transforma coração duro como pedra em um de carne, maleável (cf Ez 36.26). A chamada Eficaz é um chamamento tanto “interior” quanto “exterior”.

Conclusão: Como você tem enxergado essa graça em sua vida? Muitos escoram na graça e vivem em pecados, outros vivem indiferentes na igreja não querendo fazer nada porque são salvos, isso é o que importa. Mas nós sabemos que não é bem assim. A graça nos mostra que não somos melhores do que ninguém na igreja; somos todos salvos pela mesma graça; não há lugar para o orgulho e a prepotência. Quem pensa que a predestinação é pretexto pra viver uma vida mundana, não compreendeu o plano de salvação de Deus. Como destacou Pedro: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9). Somos o povo santo de Deus e separado para as boas obras (cf Ef 2.10).

“Tudo é pela graça na vida cristã, do início ao fim” (D M Lloyd-Jones)             

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Fonte: Solus Christus
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Como a Graça Controla o Chamado

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Por Abraham Booth (1734-1806)


O fato de Deus graciosamente escolher um povo para Si, dentre toda a raça humana pecadora, não é inicialmente conhecido pelos que são escolhidos. Eles nada sabem a respeito do assunto antes de se converterem. O Espírito Santo, portanto, precisa realmente chamá-los um por um, ou eles jamais saberão que são filhos de Deus! Esta experiência é conhecida nas Escrituras como "chamados por Deus" (I Cor. 1:9); "chamados pela graça" (Gal. 1:15); "chamados pelo evangelho" (II Tess. 2:14). O Espírito Santo serve-Se do evangelho para efetuar esse chamamento.

Os pecadores estão espiritualmente mortos. Eles aceitam a verdade do evangelho só quando o Espírito Santo os vivifica. "Os mortos ouvirão. . . e os que ouvirem viverão" (Jo. 5:25). O pecador recém-despertado talvez se sinta longe de Deus, porém, o evangelho diz: "... o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (Jo. 6:37). Assim, o pecador espiritualmente vivificado vem a Jesus, confiando na verdade do evangelho. Esta é, em suma, a experiência de quem é chamado pela graça. O fato de qualquer pecador ser chamado deve-se inteiramente à graça divina. "Deus chamou-me por Sua graça", disse Paulo. E nenhum santo jamais alegará outra causa.

Os pecadores, em geral, consideram suas ofensas contra Deus mais como falhas do que como crimes. Eles dormem em seus pecados, sonhando com uma misericórdia geral que, (esperam), lhes seja outorgada. Eles jazem inconscientes de seu perigo, até que o Espírito de Deus os toca e os convence de sua pecaminosidade. Mas quando eles são levantados da morte espiritual pelo Espírito de Deus, aprendem repentinamente que cada um de seus pecados os coloca sob a maldição de Deus. Os deveres negligenciados, as boas dádivas de Deus ingratamente usadas, os atos de rebelião cometidos contra Deus assediam a mente do pecador recém-despertado e perturbam sua alma. A consciência aguça o seu ferrão e a culpa se torna um peso. Ele vê que a santa lei de Deus é justa. A ruína passa a ser vista como inevitável para os pecadores não perdoados.

Daí, pelo Espírito e pela palavra da verdade, os pecadores despertados aprendem que são incapazes de escapar da lei de Deus por qualquer esforço próprio. Esta convicção os torna alarmados por não terem percebido antes sua ignorância e indiferença. Agora eles sabem que as Escrituras são verdadeiras quando atribuem ao homem natural a condição de um "cão que retorna ao seu vômito", a uma "porca lavada que retorna ao espojadouro de lama" (II Ped. 2:22) e a "um sepulcro aberto" (Sal. 5:9). Ao invés de viverem cada momento no ininterrupto e vibrante amor de Deus, como a lei divina exige, eles viveram — oh vergonha! — inteiramente voltados para o amor de si mesmos e para o pecado. Certamente a lei de Deus é justa! "Maldito é todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las" (Gal. 3:10). Uma vez que não permaneceram, eles são de fato malditos.

Ora, deve ser claro que tais pessoas admitirão prontamente que qualquer esperança para elas só será possível se Deus for misericordioso.
A graça, como meio de salvação, está inteiramente à disposição de qualquer um que reconhece seu demérito aos olhos de Deus.

Diante disso, poderíamos pensar que um pecador despertado para sua necessidade correria para receber uma salvação tão graciosa. Verdade maravilhosa! Espantoso favor! Que mais se poderia esperar? No entanto, a observação mostra que os pecadores despertados são, às vezes, muito lentos para receber este conforto. Isso acontece não porque a graça de Deus é deficiente, nem porque a salvação é de algum modo incompleta, e sim porque freqüentemente o pecador acha que ainda não teve bastante consciência do seu pecado, ou porque sente que ainda não deseja Cristo suficientemente. Isso evidencia que ele ainda compreende mal a glória da salvação pela graça.

Nossa convicção de pecado ou o desejo de termos Cristo como nosso Salvador não persuade a Deus a ser gracioso para conosco. São experiências necessárias para nos tornar desejosos de receber a graça, mas não são necessárias para levar Deus a ser gracioso conosco. É a graça que controla o ato de Deus quando Ele nos chama, e não o nosso montante de tristeza por causa dos pecados, nem o quanto desejamos ser salvos. Precisamos cuidar que não desejemos as misérias da incredulidade, a fim de obtermos permissão para crer.

O chamado do evangelho é para pecadores infelizes que, de si mesmos, nada têm em que possam confiar. Aquele que verdadeiramente crê em Cristo precisa confiar nEle como Justificador do ímpio (Rom. 4:5). O pecador que se sente, de algum modo, melhor do que o ímpio, não é encorajado a buscar a Cristo, e sim o pecador que sabe que é tão culpado quanto todos os outros! "Não vim chamar os justos", disse Jesus, "mas os pecadores ao arrependimento" (Mat. 9:13).

A base da esperança do crente e a fonte de sua alegria espiritual não decorrem do pensamento que ele fez alguma coisa para merecer sua própria salvação (chame isso de "crença" ou o que você quiser), mas das verdades de que a salvação é de graça e de que o Salvador "veio salvar o que se tinha perdido" (Mat. 18:11). Um crente depende da graça que não exige mérito, e de um Salvador que supre toda a justiça necessária.

Consciente, então, de que está na mesma situação de culpa de todos os outros ímpios do mundo, o pecador despertado está convencido de que seu chamado se deve exclusivamente ao fato de Deus lhe ter sido gracioso. Ele não conhece outra razão para isso. Ele está plenamente persuadido de que Deus deu o primeiro passo. Quando ele pensa na experiência de ter sido despertado para reconhecer sua necessidade espiritual, ele diz: "Eu fui achado por Aquele a Quem nem amei nem procurei".

Ser chamado por Deus é puramente um ato de Sua graça. Ter consciência de que a graça discriminativa de Deus te particularizou e te chamou, embora você não fosse diferente de todos os outros pecadores, deve encher o teu coração de gratidão cristã. Este fato encherá o teu coração de grande incentivo para piedosa obediência e serviço cristão fervoroso.

Que direi a você que ainda não foi chamado? Se você deixar este mundo no estado em que está, estará perdido para sempre. Só os que são chamados aqui, são glorificados lá. Não suponha que o conhecimento dos fatos do evangelho poderá te salvar, se o teu coração está frio e sem qualquer sentimento de amor a Deus. Que vantagem haverá para você se deixar entre teus amigos a lembrança de um respeitável caráter, e você mesmo for perdido? Queira Deus que este não seja o caso com os meus leitores!


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Fonte: The Reign of Grace
Tradução: Josemar Bessa
Fonte: Josemar Bessa

Ninguém tem direito a salvação!



Por Abraham Booth

Humildade para com os nossos semelhantes, amor e gratidão para com Deus — são estes os frutos de uma compreensão da graça discriminativa de Deus. A eleição, portanto, influencia-nos para nos tornar melhores crentes.

Ao mesmo tempo, por mais cheia de auxílio que esta verdade possa parecer àqueles que já são crentes, será que ela não vai desencorajar os que ainda não o são? Os que buscam tornar-se crentes poderão arguir: "Se eu não estiver entre os eleitos de Deus, então não importa o quanto eu deseje ser salvo, pois jamais o serei".

Este pode parecer um argumento plausível, mas na verdade é um grande erro. Deixe-me ilustrar o que quero dizer. Suponhamos que um alimento é repentinamente apresentado a um homem faminto. Teria sentido ele dizer: "Não sei se Deus pretende que eu seja alimentado por este determinado alimento. Por isso, não importa o quanto eu o deseje, não posso comê-lo". Não seria muito mais sensato dizer: "Tenho um forte apetite. O alimento é o meio de satisfazer o meu apetite. Portanto, eu comerei este alimento".

Ora, Cristo é o pão da vida, o alimento das nossas almas. Este alimento celestial é provido pela graça oferecida no evangelho, e livremente apresentado a todos os que têm fome, sem exceção. Que tem de fazer, então, o pecador espiritualmente despertado senão, sendo habilitado pelo Senhor, tomar, comer e viver para sempre? Os pecadores não são encorajados a crer em Jesus em troca de saberem que são eleitos. Não, as novas da misericórdia de Deus são dirigidas aos pecadores considerados como prontos para perecerem.

Todos, sem exceção, que conhecem sua situação perigosa e sentem sua incapacidade, são convidados, sem demora, a aceitarem as bênçãos espirituais, antes mesmo de pensarem a respeito de sua eleição. Assim, esta verdade não deve aterrorizar um despertado ou qualquer pessoa que tenha consciência de seu pecado. Os que estão indiferentes a respeito de suas almas, ou têm elevada opinião sobre sua própria bondade, de qualquer maneira jamais se incomodarão com a eleição!

No entanto, não poderia alguém dizer: "Se eu estou entre os eleitos, então necessariamente serei salvo, não importa como eu me comporte". Por acaso este ensino das Escrituras referente à graça discriminativa não encoraja o crente a viver descuidadamente?

Às vezes, você pode encontrar pessoas que dizem crer na eleição e cujas vidas são cheias de impiedade. Tais pessoas, porém, estão enganando a si mesmas. A eleição não significa meramente que um certo número de pessoas irá, seguramente, para o céu. A razão da eleição é que o povo de Deus fosse santo e irrepreensível diante dEle (Ef. 1:4), ou seja, a eleição significa que um certo número de santos alcançará o céu.

Deus não indicou apenas o lugar (o céu) para onde os eleitos irão, porém, mostrou também o caminho pelo qual eles chegarão lá, Paulo escreve: "Devemos sempre dar graças a Deus... por vos ter elegido desde o princípio, para a salvação, pela santificação do Espírito, e fé na verdade" (2 Tess. 2:13). Assim, uma parte essencial da experiência espiritual dos eleitos deve ser a "santificação" e a "fé na verdade". Onde estes elementos não estiverem presentes, não há eleição.

Há um outro argumento semelhante a este último, o qual se costuma apresentar contra a verdade da eleição. É o seguinte: qual é a utilidade da pregação, da oração e da auto-negação? Se os eleitos já estão certamente escolhidos, não há necessidade destas coisas. A resposta a este argumento é a mesma que demos ao argumento anterior, ou seja, Deus usa deliberadamente a pregação, a oração e a autonegação para efetuar aquele viver santo para o qual Ele escolheu o Seu povo. Posso mostrar o absurdo desse argumento por meio de outra ilustração.

Vamos concordar que há um Deus que governa todos os nossos negócios humanos por Sua providência. Se Ele planejou tudo aquilo que fará, então a objeção de que "se alguém é eleito, esse alguém não precisa ser santo", também se aplica a todos os negócios da vida diária. Se Deus planejou todos os negócios humanos, então quer com saúde ou doentes, quer bem sucedidos ou falhos em nossos negócios, quer habilidosos ou não na execução de nossas tarefas, tudo é governado pela providência.

Contudo, quem será tão insensato para dizer: "Não importa se eu como, durmo ou estudo, desde que as circunstâncias de minha vida já foram determinadas pela providência!" Uma vez que não raciocinamos tão absurdamente em relação aos afazeres de nossa vida natural, por que o faríamos em relação aos interesses de nossa vida espiritual?

O perfeito conhecimento de Deus inclui todos os detalhes de nossas vidas, tanto quanto o nosso destino final. Não podemos separar os pormenores do fim. Deus prevê que chegarão aos céus somente aqueles que, segundo Sua previsão, se tornam santos por esforço espiritual diário; e ninguém Ele prevê no inferno, exceto aqueles pecadores que diariamente rejeitam Sua verdade.

Alguns, porém, acrescentam o argumento: "Este ensino torna Deus injusto, desde que Ele é misericordioso para com alguns e não para com todos. Deus Se tornou desleal". Eu respondo: a injustiça só pode estar presente quando a recompensa proveniente de um compromisso assumido, deixa de ser dada. Se um magistrado aplica a lei rigorosamente, no caso de um pobre e, indulgentemente, no caso de um rico, ele é injusto. Todavia, se ele como um benfeitor é generoso para com os necessitados entre seus vizinhos, nunca diríamos que é obrigado a ser generoso para com todos os necessitados. Isto seria impertinência de nossa parte!

Se é apenas um problema de doação graciosa, não pode haver injustiça — mesmo que todos não recebam. E isto é ainda mais verdadeiro com relação a Deus, pois Ele é o Criador que tem o direito absoluto de fazer o que quiser com o que é Seu — e Sua natureza perfeita nos assegura que Ele nada faz de errado.

Deixe-me perguntar-te: todos os homens pecaram ou não? Se pecaram, então todos são culpados perante Deus. Se admitimos isso, então mesmo que todos perecessem Deus seria justo. E a eleição de alguns para a salvação não causa dano aos não eleitos. Assim, a "não-eleição" não é uma punição injusta.

Dizer que Deus não pode deixar ninguém perder-se, é dizer que todos têm direito à salvação. No entanto, ninguém tem direito à salvação. Ela é somente pela graça.

A verdade é que o argumento "Deus é injusto ao eleger alguns e não todos", procede da auto-estima que nós, erradamente, temos de nós mesmos e da visão míope que temos de Deus. Será o altíssimo e sublime Deus tão limitado que não possa fazer o que Lhe agrada?

Deixe-me, agora, mostrar-te o valor real e prático da eleição para nós. Primeiro, a verdade tem algo a dizer ao pecador descuidado. Você já viu que todos são culpados aos olhos de Deus, e que Ele escolheu alguns para a salvação, deixando outros sofrerem as justas consequências de seus pecados.

Como você pode saber que este não é o teu caso! Ser rejeitado por Deus é estar perdido para sempre. Você ainda está desinteressado? Ora, você está nas mãos de um Deus ofendido e, contudo, não tem idéia certa daquilo que Ele fará contigo! Se você teme a possibilidade do inferno, deve saber que é exatamente isso que merece. Você tem boas razões para tremer. Medite sobre estes fatos terríveis! Que o Senhor possa ajudar-te a "fugir da ira vindoura" (Mat. 3:7).

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Sobre o autor: Abraham Booth (1734- 1806) nasceu em Blackwell, condado de Derbyshire, Inglaterra. Quando tinha vinte e quatro anos, casou-se com Elizabeth Bowmar, filha de um fazendeiro, e logo após abriu uma escola num subúrbio de Nottingham. A pregação de alguns Batistas levou-o a um senso religioso e, em 1755, ele foi batizado por imersão. Em 1760, Booth tornou-se superintendente da congregação em Kirby-Woodhouse. Até então ele era um arminiano convicto, porém a partir daí ele mudou de posição, passando para as doutrinas sustentadas pelos Batistas Particulares. Sua obra “O reinado da graça” foi escrita em 1768. Logo depois disso a Igreja Batista Particular em Little Prescot Street, Londres, convidou-o a ser seu pastor, e nela foi ordenado em 1769. Booth faleceu em 1806, tendo sido pastor por trinta e cinco anos. Durante seu pastorado, foi fundada uma academia que hoje está em Oxford, conhecida como Regents Park College, destinada ao treinamento ministerial. Seus vários escritos foram coligidos e publicados em três volumes em 1813. A atual Igreja Batista Church Hill em Walthamstow, Londres – descendente direta da igreja em Little Prescot Street – ainda possui placa memorial erigida em homenagem a Booth pelos membros daquela igreja.

Fonte: Igreja Batista Graça e Paz
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Sobre o Propósito de Deus

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Por Thomas Watson


1. O Propósito de Deus é a Causa da Salvação

A terceira e última coisa no texto, a qual eu hei de mencionar apenas brevemente, é a base e a origem do nosso chamado eficaz, nestas palavras: “segundo o seu propósito” (Efésios 1.11). Anselmo a traduz como “segundo a sua boa vontade”. Pedro Mártir a lê como “segundo o seu decreto”. O propósito, ou decreto de Deus, é a nascente das nossas bênçãos espirituais. É a causa motora da nossa vocação, justificação, glorificação. É o elo mais alto na cadeia de ouro da salvação. Qual é a razão pela qual um homem é chamado, e outro não? É por causa do eterno propósito de Deus. O decreto de Deus dá a última palavra na salvação do homem.

Devemos então atribuir toda a obra da graça à satisfação da vontade de Deus. Deus não nos escolheu porque nós éramos dignos, mas, ao nos escolher, Ele nos tornou dignos. Homens orgulhosos estão prontos a pensar muito de si mesmos, do fato de serem participantes da natureza divina. Apesar de muitos clamarem contra o sacrilégio na igreja, eles se tornam, entretanto, culpados de um sacrilégio ainda maior, ao roubarem Deus de Sua glória, à medida que põem a coroa da salvação sobre suas próprias cabeças. Mas nós devemos resumir tudo ao propósito de Deus. Os sinais da salvação estão nos santos, mas a causa da salvação está em Deus.

Se é o propósito de Deus que salva, então não é o livre-arbítrio. Ao contrário, os pelagianos são vigorosos defensores do livre-arbítrio. Eles nos dizem que o homem tem um poder inato de efetuar a sua própria conversão; mas este texto confunde-os. O nosso chamado é “segundo o propósito de Deus”. A Escritura extirpa o livre-arbítrio pela raiz. “Não depende de quem quer” (Romanos 9.16). Tudo depende do propósito de Deus. Quando o prisioneiro está encarcerado, não há possibilidade de salvação, a menos que o rei tenha o propósito de salvá-lo. O propósito de Deus é Sua prerrogativa real.

Se é o propósito de Deus que salva, então não é o mérito. Belarmino sustenta que as boas obras expiam o pecado e tornam um homem merecedor da glória; mas o texto diz que nós somos chamados segundo o propósito de Deus, e há ainda uma passagem paralela na Escritura: “Que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça” (2Timóteo 1.9, ARC). Não existe tal coisa como mérito. Nossas melhores obras têm em si tanto imperfeições como infecções, e, por isso mesmo, não são outra coisa senão pecados maquiados. Portanto, se nós somos chamados e justificados, é o propósito de Deus que faz tudo acontecer.

Objeção. Mas os papistas usam a Escritura para defender o mérito: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2Timóteo 4.8). Esta é a força do seu argumento: se Deus recompensa as nossas obras em justiça, então elas têm mérito na salvação.

Réplica. A isso respondo: Deus recompensa como justo Juiz, não segundo a dignidade das nossas obras, mas segundo a dignidade de Cristo. Deus nos recompensa como justo Juiz, não porque nós o merecemos, mas porque Ele o prometeu. Deus possui dois tribunais, um tribunal de misericórdia e um tribunal de justiça: o Senhor condena no tribunal de justiça aquelas obras que Ele coroa no tribunal da misericórdia. Portanto, o braço que sustenta a nossa salvação é o propósito de Deus.

Novamente, se o propósito de Deus é a nascente da felicidade, então nós não somos salvos pela presciência da fé. É absurdo pensar que alguma coisa em nós pudesse ter a menor influência em nossa eleição. Alguns dizem que Deus previu que tais pessoas iriam crer e, assim, Ele as escolheu; assim eles fazem com que toda a salvação dependa de algo em nós. Acontece que Deus não nos escolhe por causa da fé, mas para a fé. “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Efésios 1.4), não porque nós seríamos santos, mas para que pudéssemos ser santos. Nós somos eleitos para a santidade, não por causa dela. O que Deus poderia antever em nós, senão imundície e rebelião?! Se algum homem há de ser salvo, é segundo o propósito de Deus.

Pergunta. Como podemos saber que Deus tem o propósito de nos salvar?

Resposta. Por meio do chamado eficaz. “Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (2Pedro 1.10). Nós nos certificamos da nossa eleição ao nos certificarmos do nosso chamado. “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação” (2Tessalonicenses 2.13). Através da correnteza, nós chegamos até a fonte. Se nós encontramos a corrente da santificação fluindo em nossa alma, nós podemos assim chegar à nascente da eleição. Mesmo quando um homem não pode olhar para o firmamento, ainda assim ele pode saber que a lua está lá ao vê-la brilhar sobre as águas. Assim também, embora eu não possa olhar para o segredo do propósito de Deus, ainda assim eu posso saber que sou eleito, ao contemplar o brilho da graça santificadora na minha alma. Se um homem encontra a palavra de Deus transcrita e copiada em seu coração, ele pode de modo inegável concluir a sua eleição.

2. O Propósito de Deus é a Base da Segurança

Eis aqui um elixir poderoso, de indizível conforto para aqueles que são chamados de Deus. A sua salvação descansa sobre o propósito de Deus. “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Timóteo 2.19). As nossas graças são imperfeitas, nossos confortos vêm e vão, mas o fundamento de Deus permanece firme. Aqueles que são edificados sobre esta pedra do propósito eterno de Deus não precisam ter medo de se desviarem; pois nem o poder do homem nem a violência da tentação jamais poderão derrubá-los.

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Tradução: voltemosaoevangelho.com

Obs: Este artigo foi extraído do livro "A Divine Cordial", publicado originalmente em 1663 pelo puritano Thomas Watson. O blog Voltemos ao Evangelho disponibilizou a tradução na íntegra de todo o livro, veja aqui.
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