Por R.C. Sproul
A Analogia da Fé
Por R.C. Sproul
A Bíblia e o cânon - perspectiva calvinista
Glorificados por Deus
Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou. Rm 8:29-30
Autor: Clóvis Ribeiro
Fonte: [ Cinco Solas ]
Sola Gratia: A Erosão do Evangelho
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.
Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
Extraído do blog: [ Eleitos de Deus ]
Via: [ Fundamentalismo Bíblico Cristão ]
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A suficiência das escrituras
Muitos cristãos alegam afirmar a suficiência da Escritura, mas seu real pensamento e prática negam-na. A doutrina afirma que a Bíblia contém informação suficiente para alguém, não somente para encontrar a salvação em Cristo, mas para, subseqüentemente, receber instrução e direção em todo aspecto da vida e pensamento, seja por declarações explícitas da Escritura, ou por inferências dela necessariamente retiradas.
A Bíblia contém tudo que é necessário para construir uma cosmovisão cristã compreensiva que nos capacite a ter uma verdadeira visão da realidade. 15 A Escritura nos transmite, não somente a vontade de Deus em assuntos gerais da fé e conduta cristãs, mas, ao aplicar preceitos bíblicos, podemos também conhecer sua vontade em nossas decisões específicas e pessoais. Tudo que precisamos saber como cristãos é encontrado na Bíblia, seja no âmbito familiar, do trabalho ou da igreja.
Paulo escreve que a Escritura não é somente divina na origem, mas é também abrangente no escopo:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça. Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3.16-17).
A implicação necessária é que os meios de instrução extra-bíblicos, tais como visões e profecias, são desnecessários, embora Deus possa ainda fornecê-los, quando for de seu agrado.
Os problemas ocorrem quando os cristãos sustentam uma posição que equivale a negar a suficiência da Escritura em fornecer abrangente instrução e direção. Alguns se queixam que na Bíblia falta informação específica que alguém precisa para tomar decisões pessoais; entretanto, à luz das palavras de Paulo, deve-se entender que a falta reside nesses indivíduos, e não no fato de que a Bíblia seja insuficiente.
Aqueles que negam a suficiência da Escritura carecem da informação de que necessitam, por causa da sua imaturidade espiritual e negligência. A Bíblia é deveras suficiente para dirigi-los, mas negligenciam o estudo dela. Alguns também exibem forte rebelião e impiedade. Embora a Bíblia se dirija às suas situações, recusam-se a submeter aos seus mandamentos e instruções. Ou, eles rejeitam aceitar o próprio método de receber direção da Escritura juntamente, e exigem que Deus os dirija através de visões, sonhos e profecias, quando ele lhes deu tudo de que necessitam, através da Bíblia.
Quando Deus não atende às suas demandas ilegítimas por direção extra-bíblica, alguns decidem até mesmo procurá-la através de métodos proibidos, tais como astrologia, adivinhação e outras práticas ocultas. A rebelião deles é tal que, se Deus não fornecer a informação desejada nos moldes prescritos por eles, ficam determinados a obtê-la do diabo.
O conhecimento da vontade de Deus não vem de orientação extra-bíblica, mas de uma compreensão intelectual e de uma aplicação da Escritura. 16 O apóstolo Paulo escreve:
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).
A teologia cristã deve afirmar, sem reservas, a suficiência da Escritura como uma fonte completa de informação, instrução e direção. A Bíblia contém toda a vontade divina, incluindo a informação de que alguém precisa para salvação, desenvolvimento espiritual e direção pessoal. Ela contém informação suficiente, de forma que, se alguém a obedece completamente, estará cumprindo a vontade de Deus em cada detalhe da vida. Mas, ele comete pecado à extensão em que falha em obedecer à Escritura. Embora nossa obediência nunca alcance perfeição nesta vida, todavia, não há nenhuma informação que precisemos para viver uma vida cristã perfeita, que já não esteja na Bíblia.
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Fonte: Teologia Sistemática
Via: [ Eleitos de Deus ]
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Solus Christus: O Nosso Único Mediador
A Reforma foi, mais do que qualquer outra coisa, um assalto à fé na humanidade e uma defesa da idéia de que só Deus revela a Si mesmo e nos salva. Nós não o encontramos; Ele nos encontra. Essa ênfase foi a causa do clamor "Somente Cristo!" Jesus era a única maneira de se saber como Deus realmente é, a única forma de se entrar em um relacionamento com Ele como Pai em vez de juiz, e a única forma de ser salvo da Sua ira.
Hoje, mais uma vez, esta afirmação está em apuros. Segundo o sociólogo James Hunter, da Universidade da Virgínia, 35% dos seminaristas evangélicos negam que a fé em Cristo seja absolutamente necessária. De acordo com George Barna, esse é o mesmo percentual para os Protestantes evangélicos e conservadores na América: "Deus salvará todas as pessoas boas quando morrerem, independentemente de terem confiado em Cristo"; e eles concordaram.
Oitenta e cinco por cento dos adultos norte-americanos acreditam que comparecerão perante Deus para serem julgados. Eles acreditam no inferno, mas apenas 11% acham que podem ir pra lá. R. C. Sproul observou que na mesma medida em que as pessoas acham que são suficientemente boas para serem aprovadas na inspeção divina, e se esquecem da santidade de Deus, nessa mesma medida não vêem Cristo como necessário. É por isso que mais de um quarto dos evangélicos "nascidos de novo" entrevistados, concordaram com uma declaração que deveria levantar uma bandeira vermelha, mesmo entre aqueles que poderiam concordar com uma versão mais sutil desta mesma declaração: "Se uma pessoa é boa ou faz coisas suficientemente boas para os outros durante a vida, ela irá ganhar um lugar no céu". Além disso, quando perguntados se concordavam com a afirmação seguinte: "Os cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e outros, todos oram ao mesmo Deus, embora eles usem nomes diferentes para esse Deus", dois terços dos evangélicos não acharam que essa afirmação fosse questionável. Barna observa "quão pequena é a diferença entre as respostas das pessoas que freqüentam regularmente os cultos e aquelas que estão sem igreja". Um entrevistado, um Fundamentalista independente, disse: "O que é importante, no caso deles, é que eles cumpriram a lei de Deus como eles a conhecem em seus corações."
Mas essa influência cultural para o relativismo não é apenas aparente nas massas; é auto-conscientemente afirmada por muitos dos próprios mestres do evangelicalismo. Clark Pinnock declara, "A Bíblia não ensina que se deve confessar o nome de Jesus Cristo para ser salvo. A questão que Deus leva em conta é direção do coração, não o conteúdo de sua teologia." Para aqueles de nós que têm alguma noção a respeito da direção do seu coração (cf. Jeremias 17:9), isso pode não ser tão reconfortante como Pinnock supõe.
Dizer Solus Christus, não significa que não acreditemos no Pai ou no Espírito, mas isto enfatiza que Cristo é a única auto-revelação encarnada de Deus e redentor da humanidade. O Espírito Santo não chama a atenção para si mesmo, mas nos leva a Cristo, no qual encontramos a nossa paz com Deus.
Michael Horton
Fonte: [ Reformation Essentials - Five Pillars of the Reformation ]
Tradução: Reforma & Razão
Via: [ Reforma & Razão ]






