As línguas estranhas pentecostais são línguas de verdade?

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Por Yago Martins


Quando eu era pentecostal, algo sempre me deixou intrigado com o falar em línguas, quer fossem as minhas línguas estranhas ou a dos outros: se as línguas estranhas são de fato, idiomas, por qual motivo tantos homens só repetem a mesma sequência de sons vez após vez? Que tipo de idioma era este que possuía nada mais que a repetição das mesmas palavras e sons indefinidamente? Em vários estudos em nível de mestrado e doutorado, temos fato comprovado que a dita língua estranha, que deveria ser falada miraculosamente, é nada mais que uma reprodução dos fonemas da língua-mãe do falante, com as mesmas estruturas de cadência, ritmo, respiração, tom e melodia, análogas ao ato de vocalização livre de qualquer não-religioso do mesmo país, provando que não são idiomas coisa alguma, e que são um subproduto da língua do próprio falante. Esta evidência fenomenológica, se não respondida – como eu acredito que permanece –, fornece evidência para nos fazer crer que as línguas estranhas nada mais são que a livre vocalização que é possível a qualquer pessoa, religiosa ou não, e não há qualquer sobrenaturalidade nisto. Você não pode simplesmente dizer que “milagre não se entende” e deixar isso pra lá. Assista:



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Fonte: Dois Dedos de Teologia - Racionalizando #3
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4 comentários

Anônimo mod

A árvore se conhece pelos frutos. Há pilantras em todos os cantos. Há aqueles que posso afirmar que as linguas que falam não vem do reino de DEUS, basta olhar os frutos. Mas também há aqueles que são intimos com DEUS a tal façanha.

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FUI PENTECOSTAL POR MAIS DE 30 ANOS E NUNCA CONSEGUIR FALAR NENHUMA PALAVRA ESTRANHA

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Anônimo mod

Presenciei recentemente um irmão japonês de muitos anos, hospitalizado, recebendo a ceia no Hospital, acontece que o presbítero que o serviu teve dificuldade de falar com ele pelo fato que o irmão Hirosi só estava falando em japonês e ele dizia a sua esposa, a irmã Akemi, que não entendia o que as pessoas diziam, ( os médicos disseram ser devido ao Alzheimer).
No final das contas, eu vi aquele velho presbítero, motorista de caminhão em uma usina de açúcar e minimamente instruído, orar e começar a falar em um perfeito japonês, o casal de velhos, se alegraram diante daquilo que estava acontecendo, o irmão glorificava a Deus em sua língua, e eu não pude conter as lagrimas.
Não se deve reter o poder de Deus, nem limita-lo.
Deus recolheu o saudoso irmão em dezembro do ano passado.

Augusto Lopes Cardoso

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Não é normal Ivapif. Seguramente , não é normal.

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