Artistas ou adoradores?

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Artistas ou Adoradores ?


"Sede, pois, imitadores (iguais) de Deus..." Ef 5:1-17.

Vivemos dias difíceis dentro das nossas igrejas. Muitos pensam que estamos vivendo um grande avivamento. Na verdade, confundimos avivamento com “movimento” ou “animamento”, ou seja, pensamos que templos cheios, grandes shows e grandes eventos, são sinônimos de grande e poderoso avivamento!

Muitos líderes se preocupam com seus "bolsos", inibindo a Sã Doutrina e “sufocam” a glória de Deus; permitem que pessoas saiam dos cultos vazias sem preparação e unção para enfrentarem as adversidades. Muitos abraçaram a obra de Deus mas não o Deus da obra, conhecem a história de Jesus mas não o Jesus da história. Para manter uma igreja cheia permitem que a adoração ao Senhor seja mesclada com costumes que vão contra a Bíblia. Infelizmente, as nossas igrejas estão cheias sim... de pessoas vazias!

Outros têm trazido para dentro das nossas congregações modelos do mundo, em outras palavras, “saíram do mundo”, mas o mundo não saiu dentro deles! Na área da música, tem sido algo visível, quando muitos dos chamados “músicos cristãos” tem trazido a realidade do mundo e a prática secular para dentro das nossas igrejas, é o comportamento, o estilo de vida, os conceitos, os valores, etc.

O avivamento começa pelo quebrantamento, pelo arrependimento, pela mudança de mente e coração! Precisamos orar, clamar e pedir ao Senhor para que venha sobre nós um verdadeiro avivamento, então seremos transformados! “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Cr 7:14).

"Artistas"... Modelo do mundo

Como mencionei, muitos músicos chamados "cristãos", tem imitado modelos do mundo sem Deus, querem ser conhecidos como “artistas” e “pop stars”! Imitam artistas seculares, são orgulhosos, soberbos, exigentes e egoístas. Buscam plataforma e visibilidade, querem ser reconhecidos, se consideram “estrelas” e querem “brilhar”! Muitos destes músicos deixam seus pastores e líderes cansados e incomodados com suas atitudes e formas orgulhosas de serem. Se nos encaixamos neste modelo, devemos saber o que a Bíblia nos declara: "A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra” (Pv 29:23).

Ao Senhor pertence o louvor e todo o reconhecimento: "... o louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graça, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amém" (Ap 7:12).

"Adoradores"... Modelo de Deus

O Pai está procurando os verdadeiros adoradores (Jo 4:23). O músico que é um verdadeiro adorador não é um "estrela" e também não tem nenhum tipo de compromisso com este tipo de reconhecimento, mas é um salmista, ministro do altar, submisso, servo e homem de Deus. Não tem compromisso com a glória do homem, mas sim com a glória de Deus. É aquele músico que além de executar bem a sua arte, é consagrado a Deus e separado para Ele; e com certeza, sabe a respeito da necessidade que há da unção do Espírito Santo em sua vida, assim como em sua música. É um músico aprovado por Deus e pelos homens, pois os seus frutos o acompanham! “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar...” (II Tm 2:15). Observe o exemplo de Davi no livro de I Sm 16:14-23 – era aprovado por Deus e pelos homens.

Jesus... Modelo de adorador

1- Jesus não buscava reconhecimento e glória. Não buscava seus interesses e benefícios pessoais (Mt 4:8-10).

2- Jesus era obediente a voz do Pai (Fp 2:8).

3- Jesus tinha compaixão pelas pessoas e por isso as resgatava para o reino de Deus (Mt 9:35-36).

Este é o principal desafio para nós, músicos cristãos, sermos imitadores do nosso melhor modelo de adorador que é Jesus! Sejamos imitadores de Cristo!

Deus abençoe!

Autor: Ronaldo Bezerra
Fonte: [
Objetiva SAT ]
Via: [ Bereiano ]

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A Maldição do Homem Moderno

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Por: A. W. Tozer

Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje — a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus.

Embora Jesus Cristo tenha vindo a este mundo, este é o pecado supremo dos incrédulos, o qual levou o homem a não sentir — nem sentirá — a presença dEle que permeia todas as coisas. O homem não pode ver a verdadeira Luz, tampouco pode ouvir a voz do Deus de amor e verdade.

Temos nos tornado uma sociedade “profana” — completamente envolvida em nada mais do que os aspectos físico e material desta vida terrena. Homens e mulheres se gloriam do fato de que são capazes de viver em casas luxuosas, vestir roupas de estilistas famosos e dirigir os melhores carros que o dinheiro pode comprar — coisas que as gerações anteriores nunca puderam ter.

Esta é a maldição que jaz sobre o homem moderno — ele é insensível, cego e surdo em sua prontidão de esquecer que existe um Deus. Aceitou a grande mentira e crença estranha de que o materialismo constitui a boa vida. Mas, querido amigo, você sabe que o seu grande pecado é este: a presença eterna de Deus, que alcança todas as coisas, está aqui, e você não pode senti-Lo de maneira alguma, nem O reconhece no menor grau? Você não está ciente de que existe uma grande e verdadeira Luz que resplandece intensamente e que você não pode vê-la? Você não tem ouvido, em sua consciência e mente, uma Voz amável sussurrando a respeito do valor e importância eterna de sua alma, mas, apesar disso, tem dito: “Não ouço nada?”

Muitos homens imprudentes e inclinados ao secularismo respondem: “Bem, estou disposto a agarrar minhas chances”. Que conversa tola de uma criatura frágil e mortal! Isto é tolice porque os homens não podem se dar ao luxo de agarrar as suas chances — quer sejam salvos e perdoados, quer sejam perdidos. Com certeza, esta é a grande maldição que jaz sobre a humanidade de nossos dias — os homens estão envolvidos de tal modo em seu mundo sem Deus, que recusam a Luz que agora brilha, a Voz que fala e a Presença que permeia e muda os corações.

Por isso, os homens buscam dinheiro, fama, lucro, fortuna, entretenimento permanente ou apego aos prazeres. Buscam qualquer coisa que lhes removam a seriedade do viver e que os impeça de sentir que há uma Presença, que é o caminho, a verdade e a vida.

Eu mesmo fui ignorante até aos 17 anos, quando ouvi, pela primeira vez, a pregação na rua e entrei numa igreja onde ouvi um homem citando uma passagem das Escrituras: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim... e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11. 28,29). Eu era realmente pouco melhor do que um pagão, mas, de repente, fiquei muito perturbado, pois comecei a sentir e reconhecer a graciosa presença de Deus. Ouvi a voz dEle em meu coração falando indistintamente. Discerni que havia uma Luz resplandecendo em minhas trevas.

Novamente, andando pela rua, parei para ouvir um homem que pregava, em um cantinho, e dizia aos ouvintes: “Se vocês não sabem orar, vão para casa, ajoelhem-se e digam: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Isso foi exatamente o que eu fiz. E Deus prometeu perdoar e satisfazer qualquer pessoa que estiver com bastante fome espiritual e muito interessado, a ponto de clamar: “Senhor, salva-me!”

Bem, Ele está aqui agora. A Palavra, o Senhor Jesus Cristo, se tornou carne e habitou entre nós; e ainda está entre nós, disposto e capaz de salvar. A única coisa que alguém precisa fazer é clamar com um coração humilde e necessitado: “ó Cordeiro de Deus, eu venho a Ti; eu venho a Ti!”

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- Texto extraído de www.editorafiel.com.br, e publicado sob autorização dos editores, é vedada a reprodução total ou parcial sem a permissão dos editores.

Fonte: [ Igreja Batista da Graça em SJC ]

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Evangélicos: consumidores chorões?

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Por: Rev. Digão


Gosto de dar minhas filosofadas. Aliás, para mim, filosofia é algo que afeta a vida prática das pessoas, e não é, como alguns queiram deixar entender, a discussão de sexo dos anjos. A maneira como pensamos afeta completamente a maneira como agimos.

Quer um exemplo? Vivemos em um mundo pós-moderno. Neste nosso mundo, há uma verdadeira salada de vertentes de pensamento. Todas são válidas sob o guarda-chuva da pós-modernidade, uma vez que, segundo o relativismo (filhote mais famosinho da pós-modernidade), não há uma verdade única, não há um parâmetro absoluto e estabelecido que possa nos nortear em nossa caminhada de vida. Tudo vale. Diferente da música do Tim Maia, hoje vale até mesmo dançar homem com homem e mulher com mulher. Assim, uma pessoa pode ser advogada do naturalismo e do racionalismo ao mesmo tempo em que possui cristais energéticos e miniaturas de duendes para “atrair energias positivas”. Pode ser uma pessoa que afirma não acreditar em nada daquilo que não possa ser capturado pelos nossos cinco sentidos, mas ser fã de feng-shui e i-ching. Ou, ainda, ser membro de igreja evangélica com uma mentalidade mercantil.

Os evangélicos de hoje em dia (com escassas exceções honrosas) não se portam mais como servos de Deus e irmãos uns dos outros. Portam-se, antes, como clientes vorazes, consumidores eternamente insatisfeitos. Obviamente não reconhecem ser assim, ao menos não no nível consciente e objetivo. Querem estar na “igreja da moda”. Querem se animar com o ânimo alheio – aliás, essa história de “animação” vale escrever um livro! Querem cantar “o que todo mundo canta”, ou seja música “bonitinha” (apesar de ter arranjo paupérrimo, rima indigente e teologia miserável), que dê um “tchan”. Querem uma pregação que não o incomode com essas histórias dos nossos avós, com assuntos ultrapassados como cruz, pecado, renúncia, serviço, amor ao próximo; antes, querem saber como Deus pode intervir em suas vidas somente o estritamente necessário para terem uma vida feliz, próspera, rica e robusta. Querem um culto “pra cima”, de duração não muito longa, para não perderem os gols da rodada do Fantástico ou mesmo uma pizza no fim de noite. Enfim, para esses vale o ditado “o cliente sempre tem razão”. Será?

Os evangélicos de hoje em dia não querem compromisso com Deus. Não querem ser realmente orientados no caminho do Senhor. Acham que são auto-suficientes, como só as crianças e os incapazes pensam. E, como crianças e incapazes, sendo contrariados, batem o pé e fazem beicinho, armando escândalo.

Confesso meu cansaço. Confesso que dá muita tristeza ver a igreja evangélica brasileira no atual estado em que se encontra. Confesso, porém, que há o compromisso de Deus com aqueles que são Seus. A verdadeira igreja, que perpassa a estrutura eclesiástica e vai além dela, ainda é vitoriosa, apesar da imaturidade reinante. Jesus não estava de brincadeira quando disse que as portas do inferno seriam inúteis e impotentes frente à igreja, apesar de Ele não dizer o mesmo quanto à estrutura eclesiástica atual, que carece de nova Reforma, desta vez no campo relacional, como bem disse Francis Schaeffer. Que essa mentalidade mercantil-infantil, que está arruinando a vida de muita gente, possa encontrar seu fim logo, logo, com a volta ao compromisso através de um avivamento real (ou a volta de Jesus, dependendo de sua linha escatológica). Enfim, que Deus tenha (ainda mais) misericórdia de nós!

Autor: Rev. Digão
Fonte: [ Blog do autor ]

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Teólogo ou fofoqueiro?

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Por Julio Zabatiero


Quando se fala em teologia, aqui no Brasil, muitas reações vêm à mente das pessoas. No meio evangélico, encontramos, desde a rejeição total à teologia, até o academicismo teológico que tem matado a Igreja em outros continentes. Eu penso que a principal razão para tantas reações diversas e opostas é a falta de um conceito bíblico do fazer teológico. O que é Teologia? Como se faz a Teologia?

Uma coisa interessante que acontece nas minhas aulas de teologia no seminário, é que os alunos querem que eu defina as coisas. Para eles, no início do curso, o papel do professor é "ensinar", ou seja, eles não sabem nada e o professor sabe quase tudo. Portanto o professor tem de despejar a sua sabedoria sobre a ignorância dos leigos estudantes. Paulo Freire chama isso de "educação bancária". O professor deposita o valor na conta dos estudantes.

Após as primeiras três ou quatro semanas, o pessoal já muda de idéia. Descobrem como é gostoso fazer teologia, e não ouvir teologia.

Teologia é fruto de diálogo. Diálogo é o oposto do monólogo quando um fala outros ouvem. No diálogo, todas as pessoas envolvidas têm vez e voz. Quando se faz teologia há vários parceiros envolvidos num constante diálogo. Há Deus, a Igreja, o Teólogo, o Mundo e há o Desconhecido.

Pensando em todos esses parceiros, podemos tentar definir teologia de uma maneira simples: Teologia é interpretar e comunicar a Palavra de Deus, orientados por Ele a fim de edificar e transformar o mundo.


DIÁLOGO COM DEUS

Quando você fala acerca de alguém sem o conhecer e sem a sua autorização, você está fazendo fofoca. Isso acontece e muito, na teologia. Tem muita coisa por aí que se diz teologia mas que não passa de fofoca. Teologia é falar acerca de Deus. Para falar acerca de Deus você precisa dialogar com Ele. Não basta apenas encarar Deus como um objeto de estudo e reduzir a teologia a uma ciência objetiva. Teologia é fruto de comunhão com Deus.

No diálogo com Deus, o teólogo fala. Fala através da oração, da adoração, da meditação. Até Karl Barth já enfatizou que teologia sem oração não é teologia! (Veja a Introdução à teologia evangélica, Ed. Sinodal). Há um livro em inglês (Doxology, por Geoffrey Weinwrigth), que procura colocar a teologia como um exercício de adoração a Deus. E para os antigos místicos a teologia era decorrente da meditação em Deus.

O teólogo precisa de comunhão e vivência com Deus. "Porque nós não somos falsificadores da Palavra de Deus, como tantos outros, mas é com sinceridade, é da parte de Deus e na presença do próprio Deus que, em Cristo, falamos" (II Cor. 2:17). Um teólogo cristão tem primeiro, de ser cristão em processo de amadurecimento, como Paulo (Filip. 3).

Tem de ter uma vida devocional em ordem, senão, será um grande fofoqueiro. Imagine uma conversa mais ou menos assim, "Você ouviu falar daquela tal da Trindade? Eu fiquei sabendo que. . ."

Sendo diálogo, o teólogo precisa deixar Deus falar. Muita teologia que existe por aí não tem a voz de Deus. Só a voz do teólogo. Quando só o teólogo fala e não deixa Deus falar, não há teologia. O Deus da Bíblia é um Deus que fala. Ele é Palavra (Jo. 1:1). Ele fez a palavra nas Escrituras. Cabe ao teólogo ouvir a voz de Deus - interpretar corretamente a Palavra de Deus que não mudará.

A verdadeira teologia cristã surge da Palavra de Deus. É interpretação e comunicação da revelação divina. Hoje em dia está na moda falar da teologia como fruto da práxis. Isso é perigoso. A práxis, ou seja, a realidade e a vivência da igreja e do teólogo tem muito a dizer na teologia, só que não é a fonte ou raiz da teologia.

Há o risco de se fazer teologia alienada, desvinculada da realidade. Porém a Bíblia não contém uma revelação alienada ou desvinculada da realidade. As perguntas que precisam de resposta na atualidade, podem não ser as mais importantes. Temos de deixar Deus falar quais são as perguntas importantes e cruciais que exigem resposta urgente e certa. Falando como os teólogos de hoje, é preciso permitir que Deus estabeleça a agenda da teologia. O problema é que grande parte da teologia atual tem deixado Deus de fora na hora de fazer a agenda. Quando a gente deixa Deus estabelecer a agenda as surpresas acontecem!


DIÁLOGO COM A IGREJA

Teologia é diálogo com a Igreja. Não é trabalho apenas dos especialistas. Teologia é parte essencial da vida e missão da Igreja. Uma série de fatores tem levado as igrejas evangélicas a relegarem a tarefa teológica para um pequeno número de "gênios loucos" que são sustentados só para fazer teologia. Dizem que a igreja tem muitas tarefas a cumprir e não pode se dar ao luxo de "perder tempo" fazendo teologia. A Igreja é uma das principais culpadas do academicismo teológico. Quando a Igreja relega a tarefa de fazer teologia aos "eruditos", a teologia vira escolasticismo; morre, perde seu poder.

Todos os cristãos são sacerdotes, e todos conhecem a Deus (Heb. 8:10-11). É claro que alguns conhecerão mais que outros e alguns ensinarão melhor que outros. Mas todos têm conhecimento de Deus, todos são sacerdotes e todos fazem teologia. A toda a igreja é dada a ordem "ensinando-vos uns aos outros".

Haverá o teólogo profissional, o especialista. Mas haverá também a igreja unida fazendo teologia, pois todos os cristãos conhecem. A Palavra de Deus não é patrimônio de poucos escolhidos. Foi dada à Igreja e a Igreja tem o dever de interpretá-la, não somente para a prática da vida cristã mas também para o fazer teologia.

É preciso acabar com a idéia de que "leigo" existe. "Leigo" é derivado da palavra "laos", povo. A Igreja é o laos de Deus. Todos somos leigos incluindo o pastor! Todos pertencemos ao povo de Deus.

No diálogo com a Igreja o teólogo procura ouvir a igreja e conhecer as suas necessidades, as suas falhas, os seus anseios. Procura falar com a Igreja, corrigindo, exortando, ensinando, compadecendo-se. No diálogo com a Igreja, a teologia ensina e aprende, edifica e é edificada. Constrói e é construída. Faz e é feita. Quando se faz teologia em diálogo com a Igreja surgirão surpresas, e das mais agradáveis. Haverá também os problemas, alguns não vão querer diálogo. Vão achar perda de tempo. Não importa. A tarefa teológica pertence a todo o laos de Deus. Temos de engajar a Igreja no fazer teologia.


DIÁLOGO COM O MUNDO

O teólogo, agente inicial da teologia, junto com a Igreja, também deve se envolver em diálogo com o mundo. Ora, o povo de Deus não foi tirado do mundo, pelo contrário, foi enviado ao mundo ( João 17:14-18 ). Só que a Igreja tem fugido do mundo. Assumindo uma santidade monosterial e piegas, tem acusado o mundo. É um fato que o mundo jaz sob o maligno, mas é para esse mundo que Jesus foi enviado e agora nos envia. A Igreja é o agente de Deus para a restauração da ordem no cosmos caótico dominado por Satanás. A Igreja não existe para julgar o mundo, e sim para salvar o mundo. (I Pe. 2:10). A teologia tem de participar desta tarefa sem deixar que a Igreja perca sua base na Palavra.

O teólogo interpreta o mundo para a igreja e a igreja para o mundo. Ele não é evangelista, mas, sem ele, o evangelista acabará falando para um mundo que não existe mais. Há muitos crentes evangelizando por aí como se ainda estivéssemos no século dezenove. Isto não comunica ao mundo. As palavras mudam de significado. Fé, pecado, reconciliação, justificação e arrependimento são palavras bíblicas. Mas será que elas dizem hoje o que a Bíblia dizia em sua época? Quando você convida um incrédulo a ter fé em Cristo, como ele entende a palavra? Como? Quem são essas expressões???

Assim a teologia prepara o terreno para a missão da Igreja no mundo. A evangelização e a ação social da Igreja precisam de base teológica, ou serão apenas proselitismo barato. Jesus ouvia as pessoas, procurava entendê-las e compadecia-se de suas necessidades. Assim deve a Igreja se comportar perante o mundo: ouvir, entender, compadecer-se.


DIÁLOGO COM O DESCONHECIDO

Finalmente, há o diálogo com o desconhecido. O desconhecido é formado por muitas coisas: tradição, filosofia, ideologia, cultura, experiência religiosa, reações psicológicas, etc. O desconhecido é formado pelas nossas pressuposições e por nossa própria teologia oculta. O desconhecido é o maior inimigo da teologia exatamente porque é desconhe cido. Só um exemplo: pegue a palavra "alma" e a defina. Você cai na tricotomia ou na dicotomia. Sabe por quê? Porque a visão grega da alma está por detrás do seu pensamento. Faz parte da sua herança cultural como brasileiro. Mas quando você vai até a Bíblia e estuda, uma por uma, as passagens que tratam de alma, você percebe que não dá para encaixar a filosofia dualista grega lá dentro. Na Bíblia, o homem é um todo.

Não é possível deixar de ter pressuposições. O desastre é quando somos cegos às nossas pressuposições. É possível conhecê-las e controlá-las. Teologia tem a tarefa de ouvir e falar com as pressuposições.

O teólogo é o agente desse diálogo. Ele é o pivô nesses diferentes inter-relacionamentos da teologia. O papel do teólogo "profissional" é abrir e manter o diálogo - com Deus, com a Igreja, com o Mundo, com o Desconhecido - e consigo mesmo.

E é exatamente isso que estou fazendo com este artigo, abrindo o diálogo. Falta praticidade nesta discussão, falta maior clareza nas definições, falta muita coisa. E é você, o leitor, que irá completar este artigo. Teologia se faz com diálogo. Eu comecei. Abri a discussão. Espero a sua contribuição.


- Júlio Paulo Tavares Zabatiero é doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia. Atualmente é Professor da Escola Superior de Teologia, em São Leopold-RS. Coordena, na EST, o Núcleo de Pesquisa sobre a História Cultural do Antigo Israel. É pesquisador associado do Centro de Estudos de Filosofia Americana, atuando na área da filosofia da religião, e presidente da Fraternidade Teológica Latino-americana setor Brasil. Autor de diversos artigos.


Fonte: [ Sepal ]
Via: [ Ministério Batista Beréia ]

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Esse arremedo de "evangelho" causa ojeriza...

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Dia 31 de outubro comemora-se o “aniversário” da Reforma Protestante. Há 492, Martinho Lutero pregava suas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas.

Séculos se passaram, e temos observado a igreja "evangélica" brasileira cada vez mais distante do evangelho e dos pilares defendidos pela Reforma: Sola fide (somente a fé), Sola scriptura (somente a Escritura), Solus Christus (somente Cristo), Sola gratia (somente a graça) e Soli Deo gloria (glória somente a Deus).

Vemos enganadores e enganados aos montes. Chavões do tipo "exija seus direitos", "encoste Deus na parede" e "determine a bênção" são ouvidos a todo instante, por pessoas que usam Deus e Seu Santo Nome como mero amuleto. Como palavras mágicas, imaginando ser o equivalente gospel do "abracadabra".

Esse arremedo de evangelho é produzido em grande escala por falsificadores, produtores de um evangelho híbrido que tem se proliferado no meio, sobretudo (mas não só) por telepastores, teleevangelistas e congêneres que, à luz da Bíblia, são uma afronta aos verdadeiros pastores, que prezam pela genuína Palavra e amam a Deus e sua obra acima de todas as coisas. Um insulto aos homens que se preocupam verdadeiramente com o Reino de Deus, e não com seu próprio reino. Religiosos em defesa de doutrinas espúrias e de seus próprios arraiais, e não da Palavra.

Apresentam em sua fala ensinos profundos como uma bacia d'água. Substanciosos como um envelope de "tang" diluído em uma piscina olímpica. No entanto, sob medida para aqueles que querem algo fácil, que querem um evangelho sem renúncia e sem cruz. Discursos que apresentam suas denominações como uma panacéia, ao invés de apregoar que só Jesus salva e dá a vida eterna a todos aqueles que o aceitarem. Ao invés de salvação, libertação e vida eterna, prega-se materialismo e se incentiva o acúmulo de bens terrenos. O “aqui” e o “agora”. A Eternidade, nunca.

Consideram-se “ungidos”, mas “fingidos” é o termo certo, pois apesar de conhecerem o significado bíblico da unção com óleo, gostam de posar de "ungidos de Deus", agindo como se pertencessem a uma classe superior. Os intocáveis, acima do bem e do mal.

Por essas e outras não podemos nos deixar iludir com o tão alardeado crescimento quantitativo dos “evangélicos”, uma vez que o crescimento qualitativo vem ocorrendo de maneira inversamente proporcional.

Onde está a ortodoxia bíblica? Enquanto as doutrinas cardeais do cristianismo parecem não mais encontrarem guarida nos púlpitos, doutrinas estranhas às Escrituras são diuturnamente infiltradas em nosso meio diante de testemunhas que, apesar de conhecerem a Verdade, preferem silenciar. Outros, como verdadeiros camaleões, preferem ser coniventes com o erro a perderem seu lugar ao sol. Protestantes que não protestam. Cristãos que não conhecem a Cristo. Evangélicos que não conhecem o Evangelho. Frequentadores de igrejas, que não pertencem à Igreja.

Cabe a nós continuarmos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos1. Não nos conformarmos2. Não ficar só no "Eis-me aqui": dizer a Deus também "envia-me a mim"3. Não desanimar. E, em hipótese alguma, apartar-se do livro da Lei4.

Deus abençoe a todos, em Nome de Jesus.

Soli Deo Gloria!

Alessandro Cristian
Fonte: [ Blog do autor ]

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Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador! É isso mesmo?

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Podemos aceitar que existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra e fala de amor ao mundo, à humanidade, à sua criação. Como calvinista, não tenho nenhuma dificuldade em aceitar isso. Temos que entender, porém, que no sentido salvífico (a salvação eterna da perdição e condenação do pecado) o amor de Deus é derramado exclusivamente sobre o seu povo e, individualmente, sobre os que ele eficazmente chama para si. Sobre aqueles que responderão, ao chamado eficaz, abraçando a Cristo como único e suficiente Salvador.

A frase "Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador", entretanto, por mais que seja proferida e repetida, é uma forma simplista de expressar uma situação complexa, pois realmente é impossível separar o pecado do pecador, como se o pecado fosse uma entidade com vida independente, que apenas se utiliza do corpo e da mente do praticante.

Tiago (1.12-15) nos ensina que o pecado é gerado dentro das pessoas, partindo da própria concupiscência, externando sua prática em um relacionamento "simbiótico" (de dependência mútua) com o praticante. Sem barreiras e controles, enfim, sem a redenção, leva à morte.

O pecado é algo odioso em suas manifestações. Estas são verificáveis nas pessoas, pecadoras, sem as quais ele é indescritível e amorfo.

Em Romanos 9.11-18 a Bíblia fala do "aborrecimento" (ódio) de Deus contra Esaú, contrastando com o amor derramado sobre Jacó. Mas a Palavra de Deus expressa em outras ocasiões (além desse caso específico, de Esaú e Jacó) o ódio ("aborrecimento") de Deus a pecadores. Isso ocorre, porque ele é tanto JUSTIÇA como AMOR.

Por exemplo, no Salmo 11.5, lemos "O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência". Veja que ele não odeia somente a violência (inexistente, sem o praticante), mas "ao que ama a violência" - uma pessoa, o pecador.

Em Pv. 6.16-18 lemos sobre sete coisas que o senhor abomina (odeia): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos. Quando lemos essa descrição das "coisas" que o Senhor odeia, vemos que elas não são especificamente "coisas", mas são pessoas que realizam certas ações; a descrição é a de pessoas que Deus abomina. Isso fica bem claro nas duas últimas "coisas" - uma pessoa, ou outra, que é: "testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

Não resta dúvida, portanto, que pelo menos nessas instâncias específicas Deus odeia pecadores. Consequentemente, isso deve nos fazer cautelosos de dar uma declaração genérica e abrangente de que ele não odeia pecadores, pois esse ensinamento não pode ser atribuído, dessa maneira, à Bíblia e carece de inúmeras qualificações.


Autor: Solano Portela
Fonte: [ O Tempora, O Mores ]


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Dez coisas que eu amo em você, igreja

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NOTA: Quando me refiro à igreja na lista abaixo, estou pensando na igreja orgânica, invisível aos olhos humanos, aquela que só Deus conhece como Seu único e exclusivo remanescente fiel, a noiva de Cristo, composta dos filhos e súditos do Reino. É essa igreja que amo e sou membro.

Que mais amo em ti?

1. AMO TUA VOCAÇÃO PROFÉTICA. Quando exerces teu papel profético de denunciar o mal e delatar a injustiça e quando desmascaras corajosamente o rosto imundo da corrupção e serves tu mesma de espelho, para o mundo ver Jesus refletido em teu semblante.

2. AMO TUA CORAGEM DESTEMIDA. Quando desfazes os altares da vaidade, desbancas os postes ídolos do abuso de poder, detonas os totens dos falsos profetas e pastores fingidos, esses que amam a popularidade, a fama e o dinheiro e arrastam milhares de incautos à decepção e à tristeza irreversíveis, até que tu venhas e a ser alento e ponto de apoio para voltarem a caminhar, Para depois correrem livres e voarem em direção a uma vida pujante de alegria e liberdade em Cristo, nunca dantes experimentada.

3. AMO TEU AMOR DESMEDIDO. Quando te identificas com as pessoas às quais tu proclamas a verdade do Evangelho, amando-as incondicionalmente, vendo sempre o bem no outro, e incluindo-o como teu semelhante e irmão de caminhada. Se acontecer algum processo de seleção no final, cabe a Deus fazê-lo, como prerrogativa exclusiva Dele.

4. AMO TEU TESTEMUNHO IMPOLUTO. Quando, em alguns pontos luminosos de tua história, e ainda hoje se vê rasgos nítidos de tua original missão de servir de ponte de retorno entre o mundo perdido e o seio do Pai, de ser farol de referência, lucidez e honradez aos que estão à deriva na correnteza do mar da corrupção, e ser rocha firme aos que afundam na areia movediça das certezas relativizadas.

5. AMO TUA HUMILDADE, À SEMELHANÇA DE TEU MESTRE. quando te conscientizas que teu lugar é servir no vale escuro da dor e da rejeição e não no topo do mundo, debaixo dos holofotes e flashes da fácil aceitação.

6. AMO QUANDO TE MOSTRAS MADURA EM TUA PROPOSTA DE SANTIDADE. Quando descobres que o caminho da maturidade rumo à santidade é o da experiência do andar vivencial com Jesus, e não a freqüência compulsória a um culto, e a liberdade consciente como a melhor forma de amadurecimento em direção ao céu.

7. AMO TUA ESTRATÉGIA INTELIGENTE DE CONQUISTAR O MUNDO. Quando adotas a teologia encarnacional da identificação participativa e te imiscuis no meio do mundo de forma sutil, subversiva, sem alarde e autopromoção, e através de recursos didáticos criativos se utilizando da cultura e das artes, consegues mudar os rumos da história.

8. AMO TUA OBJETIVIDADE FULMINANTE. Quando não fazes “cavalo de batalha” com coisas inúteis e irrelevantes para a vida como defender doutrinas humanas, dogmas e tradições de usos e costumes, e por outro lado, enfatizas o que é essencial para a vida aqui e o porvir, como incorporar o Evangelho Simples, amar a Jesus, vivenciar o amor entre os irmãos, reunir com os amigos para conversar, assistir o necessitado, abrigar o sem casa, dar alimento ao faminto e prover uma base sólida de educação aos que não teria nenhum futuro consistente e a chance de poder sobreviver nessa sociedade de lobos vorazes que dilaceram o ânimo doa fracos e despedaçam a esperança dos pequeninos. Mas aguarde com paciência o terrível julgamento que recaíra sobre sobre toda a alcatéia desses predadores insaciávais, por tocarem nesses amados pequeninos do Senhor...

9. AMO TEU SENSO AGUÇADO DE JUSTIÇA E MISERICÓRIDIA. Quando usas sabiamente a disciplina bíblica como elemento de cura e inclusão dos que entre ti fraquejam e tropeçam, levando-os invariavelmente ao retorno feliz, e curados, se levantam para ser referencial de vida a tantos outros que caem e tropeçam na caminhada.

10. AMO TUA MISSÃO BASEADA NA COMUNHÃO VIVENCIAL COM O MUNDO. Quando compreendes claramente que o “ide” não é um imperativo, mas “indo”, um gerúndio de convivência relacional no dia-a-dia, dando idéia de “enquanto vão, preguem”. Isso envolve a necessidade da saída do reduto quentinho e confortável do templo para a convivência despretensiosa lá fora, e sem segundas intenções, encontrar as pessoas em seus habitats, áreas de convivência, trabalho e lazer, e se tornando uma delas, fazer o Evangelho conhecido pelo servir sem nenhuma pretenção, a não ser aquela de gerar grandes amizades com os que compartilham conosco a mesma jornada de vida. Tal qual Jesus faria...

QUANDO AGES ASSIM, VIVES O QUE É SER IGREJA NO MUNDO E ENTENDES QUE SER IGREJA É MUITO MAIS DO QUE VEMOS POR AÍ... APESAR DE SER IMPRESSIONANTE O NÚMERO DOS QUE SE JACTAM PERTENCEREM AS TUAS FILEIRAS.

Autor: Manoel dC
Fonte: [ Blog do autor ]

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Você quer deixar de ser crente?... Fazes bem

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Por: Daniel Clós Cesar

Pois então, quando eu digo que sou cristão escuto um ruído seguido de espanto, surpresa e tanto de desprezo, quase asco: você é crente? Qual o motivo de tanta aversão? Provavelmente o mesmo motivo que hoje me faz ter aversão disso tudo.

Não, eu não sou um ateu, não sou um desviado do caminho nem mesmo estou sofrendo de depressão porque meu “guia religioso” me “colocou” na disciplina... não mesmo, pelo contrário, não há sombra de dúvidas em meu ser em relação a quem eu sirvo, como escravo, não como empregado que espera pelo salário no fim do mês... nunca me senti tão centrado no caminho, mas também nunca me cuidei tanto para não cair... pois não tenho cajado ungido para me firmar nem lâmpada com óleo de Sião para me iluminar o caminho, sobrou-me só a Palavra da Deus, algo pouco usual hoje em dia, afinal, ela mostra o quão necessitado e inútil sou... e por fim, não estou em disciplina... pelo menos ainda não.

Por que então não sou mais crente?

Vejamos. O termo crente, conforme Houaiss, é um termo pejorativo usado no Brasil para, de forma simplória, distinguir católico e protestante... assim, você para se colocar do lado dos que não adoravam imagens dizia ser crente. No entanto, quando perceberam que dentro desse grupo “protestante” (que hoje protesta apenas contra o “mundo espiritual” que pode cerrar as “janelas dos céus” e dificultar a troca de seu carro com 1 ano e meio de uso), existiam diferentes formas de protestar... iniciou-se então uma busca por uma nomenclatura ainda mais específica. Você pode ser protestante/histórico e/ou tradicional ou carismático... mas carismático não pega bem para todo mundo, ainda soa católico demais, então você pode ser evangélico/crente pentecostal... mas aí veio a teologia da prosperidade, pregada como algo cristão apesar de seu teor altamente pagão, místico e demoníaco... mais perverso que o próprio satanismo (se isso é possível)... e criou-se o neo-pentecostalismo... seguido por uma lista sem fim de plaquinhas e jargões de emergentes, independentes, etc... não são cria, mas vieram depois.

Alguém pode dizer... isso é a multiforme graça de Deus... Será mesmo?

Quando a apóstolo Pedro escreve sobre a multiforme graça de Deus, ele diz que ela tem um único propósito, a saber: glorificar a Deus por intermédio de Cristo Jesus.

Responda, mas pense para responder... aqui pensar é um dom de Deus e não uma arma de satanás.

É isso que vemos quando olhamos essa quantidade de crentes sujando as ruas e gritando palavras de ordem (muitas sem nenhum sentido) numa marcha que mais serve para competir com a parada gay e com o desfile militar do 7 de Setembro? É isso que vemos com uma disputa midiática que custa milhões de reais por dia, dinheiro que poderia estar sendo realmente investido para salvar vidas, mas que é usado apenas para se fazer propaganda de feitos humanos? É isso que se prega nos púlpitos, hoje mais assemelhados a palcos do que altares, onde bênçãos são vendidas e não dadas?

Deixar de ser crente hoje não significa juntar-se com aqueles que adoram imagens... afinal, a diferença das imagens do catolicismo para as do protestantismo contemporâneo são apenas na forma e no custo... as evangélicas inflacionaram muito mais nos últimos semestres, está cada dia mais caro comprar uma réplica da arca e o custo da importação do óleo de Jerusalém quase triplicou... mas imagens de gesso da "padroeira-dos-navegantes-perdidos-em-alto-mar" custa o mesmo que em 2003. Deixar de ser crente hoje pode significar abster-se dessa idolatria a mamon, desse desleixo (e até repulsa) com as Sagradas Escrituras e por fim, o libertar-se dessas vergonhas que são muitos dos que se auto-proclamam ministros do evangelho, mas que servem apenas a seu próprio deus e envergonham a cruz de Cristo.

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Autor: Daniel Clós Cesar
Contatos: daniel.clos@gmail.com

Local de encontro para o protesto na Marcha para Jesus

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Estaremos no dia 2 de novembro, segunda-feira, às 9:30h, nas catracas do metrô Tiradentes, vestindo as camisetas com os dizeres da “Marcha pela Ética Evangélica Brasileira – o $how tem que parar”. Para saber como fazer as camisetas, leia o artigo “Como fazer as camisetas para a Marcha para Gezuiz”. Faça também uma faixa, com versículos bíblicos dentro do tema, e se possível confirme sua participação. Esteja em oração e comunique-se com outros irmãos, pois essa é uma verdadeira batalha.

Não sejamos agressivos, nosso protesto é silencioso e exemplar. Estejamos prontos para possíveis reações contrárias, sabendo que estaremos exercendo realmente o “protestantismo”. Ao longo da história, sabemos o que esses protestos podem gerar.

Anotem meu celular: (11) 8267-5929. Qualquer coisa é só me ligar, tá?

Que Deus nos conduza e que Sua vontade seja feita sempre!

Vera e Paulo.


Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]

(*) Para baixar o arquivo com a estampa da camiseta, clique aqui.
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Breve análise do julgamento judaico de Jesus

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Por Daniel Grubba

Aproximadamente um terço dos evangelhos narram os eventos derradeiros da vida de Jesus. De fato, muitas coisas importantes aconteceram neste pequeno espaço de tempo chamado de "Semana da Paixão". Teologicamente podemos dizer que foi um momento crucial no desenvolvimento da história da Redenção.

Um trecho bastante explorado por estes biógrafos autorizados de Jesus trata-se exatamente das acusações e dos julgamentos legais em que o rabi da Galiléia foi submetido pouco antes de ser morto cruelmente. Tudo foi muito rápido: ele foi traído por um "amigo", preso, espancado e acusado de blasfêmia pelas autoridades judaicas, entregue ao poder governamental de Roma e condenado à morte da cruz.

Na verdade, podemos observar dois tribunais de julgamento atuando no controverso caso deste simples judeu de Nazaré: o julgamento judaico e o julgamento romano. Ambos, diga-se, cheios de contradições, engodos, e incoerências. O fato é que um homem justo e inocente foi condenado a uma morte escandalosamente brutal. Vejamos agora somente o primeiro julgamento.

01º erro: Ação investigativa violenta e desmedida contra integridade física e moral de um Inocente desprotegido (ver: Jo 18.12-24 ; Mt. 26.57-68; Mc. 14.53-65)

O pobre Jesus foi tomado a força enquanto orava no jardim do Getsêmani por uma turba violenta, sem nenhuma chance de defesa. O condenado em questão queixou-se da conduta desmedida dos algozes e também da falta de razão legal. Em sua própria defesa ele disse: Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham me prender com espadas e varas? Todos os dias eu estive com vocês, ensinando no templo, e vocês não me prenderam (Mc. 14.48-49). Podemos ver que a conduta de Jesus era típica de um rabino judeu, ele ensinava publicamente a vista de todos, e não havia nada de errado nesta atividade, nem a seus próprios olhos como vimos, nem aos olhos do povo. A violência, portanto, além de gratuita foi desproporcional.


02º erro:
O julgamento do Inocente ocorreu em secreto, desconsiderando os procedimentos legais da época.

A principio não há nenhum erro aqui, nem todos julgamentos são públicos. Porém, a convocação geral das autoridades judaicas (O Sinédrio) para julgamentos de acusados nunca poderia acontecer na alta madrugada, como aconteceu neste caso. O fato do julgamento ocorrer na clandestinidade, revela a perversidade da trama que o Sinédrio envolveu Jesus, com o intuito de calá-lo, condenando-o a morte (Mt 26.3-4). Estes líderes sabiam que o julgamento não poderia ser durante o dia - a vista do povo - pois certamente haveria tumulto e protesto.

03º erro: As incoerências das acusações contra o Inocente.

Marcos, em seu registro, especifica o imbróglio que envolveu o julgamento. Todas acusações não passavam de falsos testemunhos, o que por sinal é condenado veementemente em todo Lei dos judeus, até mesmo no Decálogo (Dez Mandamentos). No capítulo 14 de seu evangelho, dos versículos 55 a 59, ele nos diz que as autoridades judaicas não encontravam nenhuma denuncia que fosse verdadeira. Estava claro, até mesmo para os juízes presentes, que todas as acusações eram incoerentes, falsas, e baseadas em uma compreensão distorcida de uma profecia de Jesus (Jo. 2.19).

04º erro: O Inocente foi condenado por blasfêmia pelas autoridades judaicas.

O rabi nunca blasfemou contra o D´us dos judeus. Nunca ouve alguém tão dedicado ao zelo pela honra do Eterno Adonai. Bastavam algumas testemunhas a favor do mestre para comprovar que a declaração de Jesus diante do Sinédrio (de que ele era o Messias) não era uma ofensa a Deus. Mas as tais, testemunhas a favor, sequer foram convocadas, portanto estamos presenciando um julgamento secreto e macomunado. É bem possível que se elas fossem convocadas para testemunhar a favor do réu, não tivessem muita coisa a dizer. Bastava mostrar ao Sinédrio os leprosos, cegos, paralíticos, possuídos e enfermos; todos curados como evidência cabal de que aquele Inocente em juízo, não poderia nunca, ser um homem comum, ou um impostor.

Fechamento

O Inocente foi bem cedo ao amanhecer, logo após ser condenado pelo Sinédrio, levado ao governador romano Pilatos, para ali ser mais uma vez acusado pelas autoridades judaicas, mas desta vez de “sedição contra César”, o Soberano senhor do mundo antigo. Mas esta parte fica para depois.

Os únicos que poderiam ajudar Jesus eram seus amigos e seguidores. Bom...estes fugiram, morrendo de medo de serem presos e mortos também. As mulheres, mais corajosas, não tinham voz alguma para reverter. O povo que o amava, virou as costas. Sim, o mesmo povo que há uma semana atrás estavam com os ramos nas mãos proclamando na entrada triunfal “bendito o que vem em nome do Senhor” eram exatamente os mesmos que gritavam “crucifica-o”. E Deus?...Deus sabia que este era o Plano Eterno. Jesus também pouco fez em seu favor, ele veio ao mundo para isto mesmo: Morrer em nosso lugar. Ninguém o matou, foi ele mesmo que voluntariamente entregou-se por nós. Jesus disse: Ninguém tira de mim a vida de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai.

Eu não sou o promotor de defesa de Jesus. Ele não precisou de ninguém para defendê-lo. Alias, este evento já estava predito há séculos pelos profetas hebreus (Isaías 53). Nada mudaria o destino de Jesus, que ele mesmo aceitou em adoração ao Pai. Pois mais importante que a justiça cumprida na terra, era a Graça oferecida ao penitentes e algozes que “não sabiam o que estavam fazendo”. Por isto o Compassivo pôde dizer com amor incompreensível aos seus próprios assassinos:

"Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem."


Autor: Daniel Grubba
Fonte: [
Soli Deo Gloria ]
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Conspiração

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Por: Karl Heinz Kienitz

Com excessiva frequência somos confrontados com vigorosos ataques contra a fé cristã e com escândalos morais de toda ordem. A percepção de que há algo errado têm sido expressa nas mais diversas ocasiões. Max Ziegelbauer, por exemplo, bispo (emérito) da diocese católica romana de Augsburg, Alemanha, formulou recentemente1:

“Vivemos numa época de ideologias, frequentemente militantes. Pontos de vista parciais na 'qualidade' de hipóteses são elevados ao todo e absoluto. Um mito qualquer está contra o mistério, uma alegação contra o Evangelho, a instituição de um novo mundo com uma sociedade livre de Deus contra a salvação em Cristo. Temperamentos calmos talvez perguntem: por que tal rispidez, tal pessimismo? A vigilância infelizmente precisa concordar: 'O objetivo estratégico é a erradicação da religião'”. Semelhantemente Kurt Gödel, um dos maiores matemáticos do século 20, externava em 1961 a preocupação de que “noventa por cento dos filósofos contemporâneos consideram que sua principal tarefa é destruir a religião na mente das pessoas”.2

A ligação entre desenvolvimentos nas esferas moral e espiritual permanece muitas vezes subentendida e pode ser paradigmaticamente ilustrada com Bertrand Russell (1872-1970), brilhante matemático, apaixonado defensor do ateísmo, pioneiro do matrimônio aberto (sem compromisso de fidelidade sexual), autor do livro “Por que não sou cristão”, e profundo conhecedor de técnicas de manipulação social. Sobre (parte de) sua motivação o próprio Russell escreveu3:

“Há um ódio feroz em mim, um ódio que é igualmente uma fonte de vida e energia – cessar de odiar não seria realmente bom… eu costumava estar receoso de mim mesmo e do lado escuro de meu instinto, [mas] agora não estou”.

Há muitos que veem em tal estado das coisas um prenúncio do fim dos tempos. Mas a Bíblia menciona ateus debochados e sociedades imorais e injustas desde a Antiguidade. Podemos ainda recordar o pântano moral das fases mais negras do Império Romano; a vida frívola em muitas cortes europeias do passado; ou a Viena de meados do século 19, onde mais da metade dos nascimentos ocorriam fora de casamentos.

É certo que nossa sociedade possui distintivos inéditos, como a invasão facilitada da privacidade pela mídia, por exemplo. Mas a raiz do problema continua sendo a mesma: “o mundo inteiro jaz no maligno”.4 As evidências que se manifestam são mais conspiratórias do que apocalípticas; e sabemos quem é o conspirador. Por incrível que pareça, o próprio Bertrand Russell admite a possibilidade de sua existência, mas afirma não se importar, alegando motivos filosóficos:

“Também não posso provar que Satã seja uma ficção. E o Deus cristão pode existir, assim podem os deuses do Olimpo... Eles estão fora da região de conhecimento provável e por isto não há razão para considerá-los”.5

A essência de posicionamentos deste tipo é questionada por intelectuais de renome como Gödel e Einstein, que sempre relutaram em restringir o que existe àquilo que se pode conhecer usando o método científico.6 A atitude expressa na última frase da citação obviamente é um tiro que no cotidiano tipicamente sairia pela culatra. Mesmo não conhecendo os imprevistos de amanhã, por exemplo, nem sua probabilidade, o ser humano prudente prepara-se de alguma forma: financeiramente, emocionalmente etc. Além disto, escolher nivelar com mitos gregos a revelação de Deus ao longo da história, especialmente a revelação por meio do Jesus da história, só é possível com supressão de evidência. Está configurada, pois, uma questão de vontade e não filosófica. A ela Jesus se refere quando diz aos céticos do primeiro século: “Mas não quereis vir a mim para terdes vida!”.7

Quem observa sucessores de Russell – por exemplo Richard Dawkins, autor do bestseller “Deus, um Delírio” – constata que a estratégia de seduzir a humanidade a “não querer” não mudou: oratória, carisma, plausibilidades, endoutrinamento, deboche, enfim qualquer coisa para desestimular o contato do grande público com o Evangelho. Tudo isto acompanhado de uma avalanche de lixo cultural e moral que apela aos sentidos; tudo para blindar o indivíduo contra o Evangelho. Felizmente este objetivo é inalcançável, pois “não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?”.8 São abundantes as biografias que confirmam isto.

Mesmo assim, às vezes o desânimo com o estado das coisas ameaça se impor. Para estes casos Ruy Barbosa deixou-nos um exemplo de reorientação. Em certa situação escreveu a um amigo:

“Nunca senti pelas vilanias humanas mais enjoos e pela sorte de nossa terra mais desânimo. Felizmente a fé em Deus se me vai acendendo, à medida que se me apaga a confiança nos homens. No meio de tantos desconfortos e iniquidade tenho me entregado estes dias exclusivamente à leitura do Evangelho, a eterna consolação dos malferidos nos grandes naufrágios”.9

Ruy Barbosa apropriou-se de nova perspectiva lendo o Evangelho, onde Jesus diz:

“No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.10

Mais tarde João ensinaria que “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”.11 Esta perspectiva vitoriosa é, pois, a perspectiva cristã conclusiva em qualquer cenário, inclusive no enfrentamento de conspirações fadadas ao fracasso final.

Notas
1. No prefácio para "Wilhelm Overhoff - Welt ohne Gott?" Norderstedt, 2006.
2. Paul Yourgau – "A world without time – the forgotten legacy of Gödel and Einstein", Basic Books, 2005, como citado em P.M.G. Ferreira – "A fé em Deus de grandes cientistas", Loyola, 2009.
3. D. J. Peterson - "Revoking the moral order: the ideology of positivism and the Vienna circle", Lexington Books, 1999.
4. João 5:19
5. D. J. Peterson, id.
6. Paul Yorgau, id.
7. João 5:40
8. Jeremias 23:29
9. Como citado no documento "Discurso no Colégio Anchieta", Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1981.
10. João 16:33
11. João 5:4-5



• Karl Heinz Kienitz é doutor em engenharia elétrica pela Escola Politécnica Federal de Zurique, Suíça, em 1990, e professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. www.freewebs.com/kienitz

Fonte: [ Ultimato ]

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A reforma deformada

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No próximo dia 31 de outubro comemoraremos o dia da Reforma Protestante. Na mesma data outros comemoram o Dia de Todos os Santos e outros ainda festejam o Halloween ou Dia das Bruxas. Cuidado pra não confundir as celebrações.


Segundo Rubem Alves, a igreja católica pagou um alto preço por sua unidade, e os protestantes pagaram outro alto preço pelo livre exame das Escrituras. Trocando em miúdos: Pela unidade, muita gente permanece na igreja mesmo sem concordar com a interpretação de quem está ensinando. Enquanto outros decidem romper com uma comunidade por sentirem que a mesma encontra-se desfigurada, sem a forma original para a qual fora concebida.

O Dia de Todos os Santos vem da tradição católica. Todo dia do ano é o dia de algum dos “santos”. Como tem mais “santo” na Igreja Católica do que dias no ano, há um dia para todos eles, assim tudo se ajeita. Reforma não tem nada a ver com agradar a todos os santos ou crentes. A defesa do livre exame das escrituras, um dos pilares da Reforma, não significa dar direito ao irmão contrariado de sair e fundar outra igreja a seu bel prazer. Alguém já contou quantas denominações compõem esse circo denominacional que temos hoje?

Cremos que o compromisso do movimento protestante é com Deus. É retornar ao padrão bíblico em questões de fé e prática. Isso foi ensinado tanto por Jesus quanto pelos apóstolos que várias vezes corrigiram impropérios, mas sem que isso significasse a divisão da igreja. E a igreja primitiva já sofria com o partidarismo, sectarismo, imoralidade, mundanismo, bem como, com a contaminação da sã doutrina por ensinos de homens e demônios.

Por outro lado, também não confunda reformadores com bruxas. Não são a mesma coisa. No período da Reforma, a mentalidade deformada da Igreja Católica ocidental, defendia que quem criticava seus ensinos anti-bíblicos e suas práticas imorais tinha o mesmo destino das bruxas - a fogueira “santa”. Os apóstolos na igreja primitiva não tinham medo nem de bruxas nem de reformas. As críticas recebidas dos helenistas quanto a falhas na distribuição do pão, onde estavam sendo prejudicadas as viúvas destes foram resolvidas sábia, democrática e racionalmente . Se os próprios apóstolos reconheceram que com a nova realidade da igreja, realmente havia necessidade de reformas naquele sistema de trabalho disfuncional e instituíram o diaconato (At. 6:1–7), não podemos ignorar outro princípio da Reforma: Ecclesia reformata et semper reformanda est, a igreja reformada precisa continuar a ser reformada.

É preciso reconhecer as áreas que temos negligenciado em nossa missão como igreja e retornar à Palavra de Deus mesmo que haja um preço a ser pago por isso, pois não se pode agradar a todos os santos. Comece admitindo que muitas das críticas e reclamações de que somos alvo são razoáveis. Foi isso que os apóstolos disseram: “Irmãos, não é razoável” e resolveram a questão. Já a bruxa que a Igreja Católica tanto temia na era dos reformadores, nada mais era que a perda do poder. E semelhante ao jovem rico da parábola que Jesus contou, a Igreja Católica de então, não quis pagar o preço, pois era dona de muitas riquezas. Viva a reforma!

Sola Gratia, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Fide, Soli Deo Gloria. Amém


Fonte: Professora d EBD
Via ultimato / Emeurgência

Lula: Jesus faria aliança com os "Judas" do congresso

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Grande blasfêmia proferiu o “todo poderoso Presidente”! (Edição 2136 de Veja - página 78)

Se o mandatário maior de nossa república conhecesse realmente os Evangelhos, jamais diria que Cristo se aliaria a Judas para maléficas empreitadas de natureza política.

Todos nós cristãos sabemos, Senhor Presidente, que Judas traiu e abandonou Jesus Cristo para se associar ao deus do dinheiro ilícito, denominado Mamon (do Velho Testamento), que comanda a espúria política de nosso país.

É uma blasfêmia dizer que o Filho de Deus, Aquele que gratuitamente deu a sua Vida para resgatar os pobres pecadores, teria a capacidade de se aliar aos Judas da equipe governamental para fomentar atos ilícitos, como gastos altíssimos para cooptar os grandes, e pratos de lentilhas (bolsa família) para comprar o direito de cidadania dos desvalidos, vítimas do injusto e nefasto esquema político que segrega a sociedade, disseminando a corrupção e o crime.

É profundamente lamentável a analogia de péssimo gosto, realizada pelo Presidente, usando o que é sagrado, de maneira farisaica, a fim de justificar e manter por meios escusos a sua folgada maioria no Congresso.

A minha indignação ante essa banalização do mal é tão grande, que em minha imaginação, pareço ouvir a proposta espúria - "Tudo isso te darei, se prostrado, me adorares" - dirigida a Jesus pelo deus dos conchavos diabólicos de dois mil anos atrás, lá no cume do Templo de Jerusalém.

Que Deus na Sua infinita misericórdia possa te perdoar, Presidente, porque não sabes o que dizes!

Que os pastores evangélicos, nessa suja guerra política pelo poder terreno, que se aproxima, tenham a honradez e a coragem de dizer: “Dai ao imperador do Brasil (Lula) o que é de Lula, e a Deus o que é de Deus”, em analogia ao que Cristo falou a Cesar, também, imperador político de uma grande nação corrompida ─ Roma.


Levi B. Santos
Guarabira, 26 de outubro de 2009



Para assistir a repercussão do ato impensado no nosso Presidente, clique no vídeo abaixo:





Fonte: [ Ensaios & Prosas ]
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Que cristianismo é esse...

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Por: Thiago Azevedo

Que cristianismo é esse...
Que deturpa a mensagem de amor e esperança, trazendo para o ser humano uma carga maior de solidão e sofrimento?

Que cristianismo é esse...
Que tira a infância e o sorriso das crianças impondo-lhes um Deus frígido que só trás traumas?

Que cristianismo é esse...
Que é incapaz de olhar pelos menores deste mundo, mulheres, negros, homossexuais, crianças, deficientes, pobres, mendigos e mendigas?

Que cristianismo é esse...
Que é capaz de levantar a mão para causar dor, para agredir e impor as mãos para invocar demônios para depois tirá-los, porém é incapaz de usar estas mãos para levantar do chão o oprimido, ou o irmão caído?

Que cristianismo é esse...
Que dá mais valor ao rito, ao templo, ao dinheiro, aos bens materiais, do que a solidariedade, a misericórdia e ao amor?

Que cristianismo é esse...
Que cria novas cruzadas, para chacinar a mente e o coração dos que precisam de amor e esperança?

Que cristianismo é esse...
Que se alia à corrupção política, aos atores, ricos e famosos, mas não olha e não se alia àqueles que são marginalizados?

Que cristianismo é esse...
Que investe milhões em catedrais ostentosas, mas não investe um centavo para amenizar o sofrimento dos pobres e descamisados?

Que cristianismo é esse...
Que luta por números de fiéis, mas não é capaz de lutar por uma fé libertadora, simples e que se move através da compaixão e da misericórdia?

Que cristianismo é esse...
Construído com soberbos que humilham os humildes?

Que cristianismo é esse...
Que cria uma imagem deformada de Cristo e a apresenta aos pequenos como se fosse a imagem verdadeira do Jesus do amor?

Que cristianismo é esse...
Que vive pelo dogmatismo e não pelo amor incondicional e sem apologia à lei exterior?

Que cristianismo é esse...
Que coloca no poder políticos para legislar em favor de si mesma e não por uma justiça com equidade para todos?

Que cristianismo é esse...
Que defende um Deus que só abençoa seus fiéis e não ao mundo inteiro?

Que cristianismo é esse...
Que cura somente os que fazem parte de grupos elitizados enquanto muitos sofrem nas camas dos hospitais públicos esperando a misericórdia de Deus para esse caos nas suas vidas?

Que cristianismo é esse...
Que promove guerras e atrocidades em nome de Deus?

Que cristianismo é esse...
Que levanta a bandeira da discriminação e da intolerância religiosa?

Que cristianismo é esse...
Que apedreja, quando deveria abençoar com bem-aventuranças aqueles que não tem esperanças?

Que cristianismo é esse...
Que não luta contra a depredação do meio ambiente, nossa casa, nossa mãe Terra, criação de Deus e que chamou de bom?

Que cristianismo é esse...

Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos. Oséias 6.6

Autor: Thiago Azevedo
Fonte: [ Descanso da alma ]

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O Avivamento Que Precisamos

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Somos abençoados quando nos aproximamos de Deus através da oração. Sentimos tristeza ao perceber que muitas igrejas demonstram tão pouca importância à oração coletiva. De que maneira receberemos alguma bênção, se nos mostramos negligentes em pedi-la? Podemos aguardar um Pentecostes, se jamais nos reunimos uns com os outros, a fim de esperar no Senhor? Irmãos, nossas igrejas nunca serão melhores, enquanto os crentes não estimarem intensamente a reunião de oração. Mas, estando reunidos para oração, de que maneira devemos orar?
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Tenhamos cuidado para não cair no formalismo, pois estaremos mortos, imaginando que possuímos vida. Não duvidemos, motivados por incredulidade, ou estaremos orando em vão. Oh! Que tenhamos fé imensa, para com ela apresentarmos a Deus grandes súplicas! Temos misturado o louvor e a oração como um precioso composto de especiarias, adequado para ser oferecido sobre o altar de incenso por intermédio de Cristo, nosso Senhor. Não poderíamos agora apresentar- Lhe uma súplica especial, de maior alcance? Parece a mim que deveríamos orar em favor de um verdadeiro e puro avivamento em todo o mundo.

UM AVIVAMENTO GENUÍNO E DURADOURO

Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que sejam entusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio de que muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios. Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade. Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que o Senhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual. Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos os crentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que se convertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamos embriagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito. Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta às fervorosas orações de homens piedosos. Não podemos rogar que o Senhor, nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?

ANTIGAS DOUTRINAS

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las. Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

DEVOÇÃO PESSOAL

Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é, sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas. Oh! Que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade! Irmãos, cada um de nós precisa viver, para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana.

ESPIRITUALIDADE NO LAR

Necessitamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos? Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia.

INTENSO E CONSAGRADO PODER

Desejamos um avivamento de intenso e consagrado poder. Tenho suplicado por verdadeira piedade; agora imploro por um de seus mais nobres resultados. Precisamos de santos. Precisamos de mentes graciosas, experimentadas em uma elevada qualidade de vida espiritual resultante de freqüente comunhão com Deus, na quietude. Os santos adquirem nobreza por meio de sua constante permanência no lugar onde se encontram com o Senhor. É aí que adquirem o poder na oração que tanto necessitamos. Oh! Que o Senhor levante na igreja mais homens como John Knox, cujas orações causavam à rainha Maria mais terror do que 10.000 soldados! Oh! Que tenhamos mais homens como Elias, que através de sua fé abriu e fechou as janelas dos céus! Esse poder não surge por meio de um esforço repentino; resulta de uma vida devotada ao Deus de Israel. Se toda a nossa vida for pública, teremos uma existência insignificante, transitória e ineficaz. Entretanto, se mantivermos intensa comunhão com Deus, em secreto, seremos poderosos em fazer o bem. Aquele que é um príncipe com Deus ocupará uma posição nobre entre os homens, de acordo com a verdadeira avaliação de nobreza. Estejamos atentos para não sermos pessoas dependentes de outras; nos esforcemos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação de infeliz e medíocre dependência dos homens! Desejamos ter entre nós crentes firmes e resistentes, assim como as grandes mansões que permanecem, de geração em geração, como pontos de referência de nosso país; não almejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim a edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo.
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Se na igreja tivermos um exército de homens inabaláveis, firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, a glória da graça de Deus será claramente manifestada, não somente neles mesmos, mas também naqueles que vivem ao seu redor. Que o Senhor nos envie um avivamento de poder consagrado e celestial! Pregue por intermédio de suas mãos, se você não pode pregar por meio de seus lábios. Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto. A oração coletiva dos crentes é a primeira parte de um Pentecostes; a conversão dos pecadores, a outra. Começa somente com “uma reunião de oração”, mas termina com um grande batismo de milhares de convertidos. Oh! Que as orações dos crentes se tornem como ímãs para os pecadores! E que o reunir-se de homens piedosos seja uma isca para atrair os homens a Cristo! Venham muitas pessoas a Jesus, porque vêem outros correrem em direção a Ele. “Senhor, afastamos nosso olhar desses pobres e tolos procrastinadores e buscamos a Ti, rogando-Te que os abençoes com o teu onisciente e gracioso Espírito. Senhor, converte-os, e eles serão convertidos! Através de sua conversão, rogamos que um avivamento comece hoje mesmo. Que este avivamento se espalhe por todas as nossas casas e, depois, pela igreja, até que todos os crentes sejam inflamados pelo fogo que desce dos céus!”
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Por: C.H. Spurgeon (O Príncipe dos Pregadores)
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Extraído da revista Fé para Hoje, número 13, Ano 2001, publicada pela Editora FIEL.
Publicado também no Monergismo

Via: [ Orthodoxia ]


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