2 Capacidade criativa ou aberração interpretativa?

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É brincadeira o que alguns pregadores estão fazendo com o texto bíblico, usando e abusando de alegoreses, tudo em nome de uma pseuda revelação espiritual na leitura texto sagrado. São verdadeira aberrações interpretativas, que fazem a própria Bíblia gemer.


Pregadores precisam entender, que como porta vozes de Deus, devem ser fiéis ao que o texto bíblico realmente diz, considerando as questões históricas e gramaticais, para só então fazer a devida aplicação, sem maiores apelações.

É incrível o que alguns conseguem fazer com vasos, panelas, peixe frito, fogueiras, camas, colunas, árvores, cachorros lambendo chagas, túnicas, varas, potes, etc.

Criatividade sem responsabilidade, em termos de interpretação e pregação bíblica, é algo muito sério. Dizer o que Deus não disse na Bíblia, é agressão, deturpação e manipulação textual. É falta de temor.

Longe de demonstrar capacidade criativa, o que os tais pregadores/ensinadores fazem, são, na realidade, aberrações interpretativas.

Esse tipo de alimento não nutre a igreja, só enche barriga.

Leia sobre Interpretação Bíblica em:

A HERMENÊUTICA DE CALVINO (Martorelli Dantas)
A HERMENÊUTICA DE BULTMANN (Esdras Bentho)
HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO CRISTÃ DA BÍBLIA (Monergismo)
INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA Wikipédia)
LUTERO AINDA FALA: UM ENSAIO EM HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO BÍBLICA (Augustus Nicodemus)



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Fonte: [ Pastor Altair Germano ]
Via: [ Genizah ]

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1 Formar pastores ou teólogos?

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Por Lourenço Stélio Rega‏

A discussão superada na década de 90 está voltando. Sem dúvida entendo ser uma questão importante, mas também precisamos considerar alguns detalhes.

(1) Depois de mais de 32 anos de ministério – tanto na igreja local, quanto na educação teológica (neste caso quase 34 anos) como na vida denominacional – tenho aprendido que não adianta nada conhecermos bem Teologia e exegese se não pudermos atender o povo, as ovelhas;

(2) mas tenho aprendido também que, para atender às ovelhas, precisamos de conteúdo – conhecimento teológico, bíblico, psicológico, sociológico, filosófico, etc – senão o ministro não vai conseguir ter fundamentos para fazer com qualidade o que for preciso. Será preciso também interpretar a cultura e ideologia deste mundo para poder preparar as ovelhas a sobreviver na vida cotidiana como verdadeiras testemunhas em palavra e vida transformada;

(3) em outras palavras, aprendi que esta questão é como os dois trilhos da estrada de ferro, onde um pára, a viagem pára;

(4) enfim, precisamos aprender que teoria e prática andam juntas. Precisamos formar líderes que sejam líderes na prática, mas que também pensem teológica e biblicamente;

(5) aqui seguem, para os dois lados, alguns ditados sobre o assunto:

A teoria sem a prática é utopia, a prática sem a teoria é rotina. A teoria sem a prática é estéril e mero jogo intelectual, mas a prática sem a teoria é cega e ingênua. A teoria sem a prática é ideologia; a prática sem a teoria é empirismo cego. A teoria sem a prática vira “verbalismo”, assim como a prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade.
(Paulo Freire)

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Autor: Lourenço Stelio Rega, Mestre em Teologia, Mestre em Teologia, Mestre em Educação, Doutor em Ciências da Religião; diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo

Fonte: [ Soli Deo Gloria ]

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0 Personal Profect - Quando a fé é terceirizada!

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Há alguns meses fui surpreendido por mais uma daquelas tristes novidades que infelizmente acontecem com alguns evangélicos. Confesso que fiquei chocado ao ouvir pela boca de um pastor amigo a mais recente modalidade ministerial e eclesiástica: O “personal profect”.

Pode até parecer loucura mais é isso mesmo que você acabou de ler. Se não bastasse a significativa quantidade de absurdos que percebemos em alguns de nossos arraiais, ultimamente tem surgido em nossos templos pessoas que em nome de uma espiritualidade saudável se auto-intitulam guias e orientadores do rebanho de Cristo. Tais indivíduos fundamentam seus comportamentos no desenvolvimento da sociedade e modernidade, onde em virtude de fatores mais distintos, sentem-se necessitados em contratar especialistas em determinada área no intuito único de satisfazer suas necessidades humanas.

Diante disto, alguns podem até afirmar: para que orar? Pra que me relacionar com Deus se eu tenho alguém que pode fazer isto por mim? Basta solicitar ao meu profeta pessoal a orientação desejada que rapidamente terei as minhas respostas.

O pior amado irmão é que do jeito que a coisa anda daqui a pouco vamos ler nas páginas dos principais jornais o seguinte anuncio: “Ofereço serviço de profeta. Oro por você, leio a bíblia para você e ainda lhe dou a resposta de seus para os seus problemas. Obs: Cobro abaixo da tabela”.

Queridos, a fé, bem como a nossa relação com Cristo, jamais poderá ser terceirizada. Ninguém, absolutamente ninguém, pode se interpor na minha relação com Deus. Jesus Cristo, nosso Senhor, morreu na cruz do calvário para que cada um de nós desfrutasse de momentos de absoluta intimidade com o Pai. Deus não deseja que terceirizemos nossa relação com ele, antes pelo contrario, o que pretende é desenvolver conosco íntima relação, onde a oração, a leitura da Palavra e a comunhão com o Espírito Santo sejam marcas indeléveis de um povo que ama a Deus.

Pense nisso!

Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

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0 Julgamento de Rozângela Justino

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Por Leonardo Gonçalves

Hoje, 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) estará julgando o caso da psicóloga Rozângela Alves Justino. Ela é acusada de oferecer tratamento psicológico às pessoas que desejam abandonar o homossexualismo, o que supostamente contraria a Resolução 1/99 da CRF, a qual considera que a “homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”.


Psicologia ou Filosofia?

Assim como as demais ciências, a psicologia também tem sido permeada pelos pressupostos pós-modernistas, entre os quais está o relativismo, escola filosófica que nega a existência de verdades absolutas. A contradição do relativismo é óbvia, pois ao dizer que não existe verdade absoluta, eles impõem o relativismo como verdade (e absoluta, pois não aceitam opiniões contrárias). Sobre esta intromissão da filosofia no campo da psicologia e suas conseqüências, Rozângela argumenta:

“Assim, no campo intelectual, estas teorias e suas práticas disformes, inconsistentes e inconsequentes vêm pervertendo não somente a ordem social como também os conceitos científicos, o que se reflete no ser humano que se encontra em estado de sofrimento, acrescentando-lhe mais dor, especialmente ao que deseja procurar apoio e não encontra o acolhimento desejado, bem como seus familiares. Este é o reflexo mais perverso desta “impostura intelectual” com finalidades políticas e econômicas”. (1)


Opção ou Determinismo genético?

Apesar de existir uma grande pressão por parte de grupos homossexuais militantes, ainda não está comprovado que o homossexualismo é genético, permanecendo, portanto, a hipótese do homossexualismo como uma opção do indivíduo. Os diversos casos de pessoas que foram homossexuais e em algum momento abandonaram a prática oferece a evidencia necessária para corroborar a hipótese de que o homossexualismo é opcional, e não o produto de um determinismo genético.


Direito constitucional

Para se defender-se das acusações, Rozângela pretende valer-se do artigo 5º da nossa Constituição Federal, que garante a “liberdade de pensamento, liberdade de expressão e liberdade científica”. A opção sexual também é um direito inalienável: Ninguém é obrigado por lei a permanecer homossexual ou heterossexual durante toda vida. Contudo, ao colocar-se entre Rozângela e seus pacientes, o CRF parece pressupor que o homossexualismo é uma condição inalterável (o que comprovadamente não é), além de inverter os papéis, fazendo parecer que Justino obriga seus pacientes a abandonarem a homossexualidade, quando o que acontece é justamente o contrário: São eles que, insatisfeitos com a sua opção sexual, procuram ajuda profissional para mudar esta inclinação.


Uma profissional capacitada...

Valmir Nascimento Milomen (2), jurista, pós-graduado em direito, chama a atenção para o fato de que, “no plano jurídico, a Constituição Federal estabelece que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (art. 5.º, inciso XIII)”. Neste caso, cabe recordar o excelente currículo profissional de Rozângela Justino:

1) Graduada em Psicologia desde 1981;

2) Especialista na área clínica e escolar/educacional (reconhecida pelo próprio Conselho Regional - RJ);

3) Pós- graduada em Psicodrama com a tese “Homossexualidade X Heterossexualidade – uma possibilidade de resgate da heterossexualidade”, pelo Centro de Psicodrama do Rio de Janeiro.

4) Treinamento em EMDR (conhecido como a terapia do estresse pós traumático), pelo EMDR Institute Inc.;


Milomen, ao comentar o Artigo 5º da constituição, acrescenta:

“Temos aqui uma norma constitucional de eficácia contida, a requerer lei ordinária para sua regulamentação, e consequentemente, restringir a atuação profissional. Veja bem. Lei ordinária, e não uma simples resolução do conselho de classe, que no caso em questão, exorbita a sua competência, ferindo, portanto, o principio da legalidade” (3)


Estamos aguardando o resultado deste julgamento, e a qualquer momento estaremos informando nossos leitores sobre a decisão do CRF.


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1. Rozângela Justino, no seu blog
2. Valmir N. Milomen em seu site pessoal.
3. Ibid.

Fonte: [ Púlpito Cristão ]

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1 Como posso livrar-me do vício em entretenimento?

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Eu creio que amo a Cristo de verdade, mas a maior parte do tempo eu prefiro passar o tempo entretendo-me do que gastá-lo na Palavra de Deus. Como eu quebro essa influência que o entretenimento tem sobre o meu coração?

Essa é uma pergunta muito boa. E eu penso que ela é especialmente pertinente porque nós vivemos, eu creio, mais agora do que nunca, em dias em que coisas que entretêm estão imediatamente acessíveis.

Eu estava pensando esses dias na diferença entre nossas tentações e, digamos, as tentações de 250 anos atrás, nos dias de Jonathan Edwards. Edwards escreveria sobre a tolice de pessoas jovens que se juntam para ter "conversações frívolas" ou outras coisas ainda piores. (Uma delas chamava-se "Empacotar": ir juntos para a cama, permanecendo vestidos. Apenas apimentando a vida um pouco. A vida era enfadonha há 250 anos na Nova Inglaterra.)

Hoje nós levamos em nossos bolsos, rádio, televisão, internet e jogos e qualquer coisa que seja excitante e cheia de diversão! E "diversão" é uma palavra que é usada hoje na igreja de forma desenfreada! É um adjetivo, é um substantivo, é um verbo, porque nós exercemos o ministério buscando ajustar-nos a essa mentalidade.

Estou profundamente preocupado com isso. Eu quero defender a seriedade a respeito de Deus, em vez de torná-lo palatável fazendo com que Ele pareça "divertido", transformando-O em mais uma peça de entretenimento.

Assim, a pergunta é: "Como você se livra dessa dependência?"

1. Reconhecer que ela existe é um enorme passo na direção certa.
2. Busque a Deus seriamente sobre isso. Ore como um louco para que Deus abra seus olhos para ver coisas maravilhosas na Sua lei.
3. Aprofunde-se na Bíblia, até mesmo quando você não tem vontade, suplicando a Deus que abra seus olhos para ver o que realmente está lá.
4. Entre em um grupo onde se conversa sobre coisas sérias.
5. Comece a compartilhar sua fé. Uma das razões porque nós não somos movidos por nossa própria fé como deveríamos é porque nós quase nunca conversamos sobre ela com os não-crentes. Nossa fé começa a ficar como um tipo de coisa de estufa e então começa a gerar um sentimento de irrealidade sobre si mesma. E então as forças do entretenimento começam a ter maior influência sobre nossas vidas.

Portanto essas seriam algumas das coisas, mas no final das contas é um presente da graça poder sentir a glória de Deus.

Uma última sugestão: pense em sua morte. Pense muito em sua morte. Pergunte a si mesmo o que você gostaria de estar fazendo no fim da vida, ou nas horas, ou dias, que antecedem o encontro com Cristo. Eu tenho feito muito isso por esses dias. Eu penso no impacto da morte e o que eu gostaria de estar fazendo e como eu me prepararia para encontrá-lo e prestar contas a Ele.

Autor: John Piper
Fonte: [ Mocidade da IPCGYN ]

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3 Autoridade para manipular crentes!

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Postagem originalmente feita para o "Blog dos 30!"

Fiquei feliz em receber o convite para estar escrevendo ao blog dos 30. Com certeza este espaço será ótimo para a nossa reflexão profunda, pois o nível dos artigos estão excelentes. Espero contribuir de alguma forma também.

Hoje gostaria de abordar sobre um assunto que tem me causado inquietações constantes, tamanha gravidade dos fatos.

É notório que, atualmente vivemos em uma crise no meio eclesiástico Brasileiro. Muitas pessoas estão deixando de frequentar à igreja, desiludidas, feridas e desanimadas com o ambiente eclesiástico. Alguns podem afirmar o contrário, tendo em vista as últimas pesquisas que apontam um crescimento na população evangélica Brasileira, ou até mesmo por causa das diversas igrejas existentes em nosso país que possuem suas "super lotações" (MIR, Renascer, Sara Nossa Terra, IURD, igreja Mundial, Fonte da Vida, Luz para os Povos, etc.), porém não podemos esquecer que - no mínimo, na mesma proporção - ocorre também a saída de pessoas de tais igrejas por diversos motivos, tais como: decepções, abusos autoritários, manipulações, distorções bíblicas, ênfase no dinheiro, etc.

Tenho lido muitos artigos na internet que vem sendo divulgados sobre o tema, também existem diversos livros que estão sendo lançados pelo mundo com o objetivo de encontrar explicações para esta crise eclesiástica, tentando apontar algumas soluções para contornar a situação. Atualmente estou lendo o livro "Porque você não quer mais ir à igreja" - de Wayne Jacobsen e Dave Coleman - que trata exatamente sobre este tema.

Creio que é chegado o momento de abordarmos este assunto, com responsabilidade e temor, e começar a analisar alguns aspectos críticos e preocupantes desta problemática.

Em síntese, na minha opinião, o "ponto nefráugico" está exatamente na questão teológica. Os ensinamentos Bíblicos de muitas igrejas são superficiais, indutivos, interesseiros, fragmentados e místicos.

Superficiais, porque falta um preparo teológico hermeneuticamente correto, falta dedicação, falta zelo pela palavra de Deus e falta pregações expositivas, pois é repassado um ensino bíblico "enlatado" e fragmentado em detrimento de uma interpretação exegeticamente honesta e correta. Indutivos e interesseiros, porque visa exclusivamente os interesses particulares de seus líderes. Fragmentados e místicos, porque é pregado passagens fora de seus devidos contextos para que as mesmas sejam alegoricamente colocadas de uma forma mística.

Tudo isso, ao meu ver, se torna o ponto de partida para os "absurdos" que vemos hoje em dia.

Um desses "absurdos" que mais influenciam na saída de pessoas dessas denominações é exatamente o que vou colocar a seguir. Trata-se de um assunto delicado, pois toca diretamente na parte estrutural das denominações. Falarei sobre "autoridades eclesiásticas".

Para quem se afastou da igreja, ou para quem está congregando em alguma, quando escutam esta frase, logo vem em mente à figura da liderança principal da igreja, aquela pessoa eloquente e "ungida" que é supostamente "bem preparada" teologicamente, aquele que foi escolhido por Deus para ser o líder da igreja, a voz que decide tudo sobre a congregação, a palavra final e absoluta - a "cobertura espiritual" da igreja, a “autoridade eclesiástica” de todos os membros da mesma.

É impressionante e assustador a quantidade de casos que já presenciei de líderes que usam e abusam desta suposta "autoridade".

Um exemplo posso citar logo abaixo. Veja o que um conhecido Bispo de uma igreja neopentecostal colocou a respeito de sua "autoridade" perante os demais membros:

Quando você estuda a Bíblia percebe, entre outras coisas, a importância da cobertura espiritual sobre nossas vidas. Cobertura esta manifestada através da Igreja e de suas autoridades delegadas. A cobertura espiritual é o condutor do que a Igreja pode nos oferecer. Como a Igreja é o Corpo do nosso Senhor Jesus, tudo o que o Senhor Jesus pode fazer em nós e através de nós acontece quando estamos sujeitos à cobertura espiritual. [...] Foi Deus que instituiu a cobertura espiritual em nossas vidas, e segundo o Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, ela foi constituída para o nosso bem. Ela é importante para nossa vida, pois demarca limites em nossas vidas. [...] O nosso Deus é um pai bondoso e atencioso. Como bom Pai que é Ele estabelece limites para crescermos saudáveis e através da autoridade espiritual por Ele constituído é que somos edificados para este crescimento. Reconheça a cobertura espiritual de Deus para a sua vida. A cobertura da Igreja, pois com ela você poderá declarar que “nenhuma arma forjada contra você prosperará”, pois este é seu direito como membro coberto da Igreja de Jesus.

Autor: Bispo Fábio Sousa
Fonte: www.fontedavida.com.br



Vejam o quão oportunista é este discurso acima. Posso afirmar com conhecimento de causa - conheço bem esta denominação - que tal colocação é ensinada e repassada à todos os membros desta igreja, os pastores ensinam aos seus discípulos o mesmo conteúdo que aprenderam de sua "cobertura espiritual", e assim por diante. Para todos que começam a frequentar os cultos desta denominação, recebem tais ensinamentos.

A “autoridade” é colocada diretamente nos líderes da denominação, para que ninguém ouse a se levantar com alguma coisa dita, ensinada ou praticada por tais líderes. O famoso discurso de "não toqueis nos ungidos de Deus".

O primeiro argumento que podemos analisar é que, o ensino de cobertura espiritual carece de sustentação exegética.

Frank Viola, em seu livro "Quem é tua cobertura?", com muita propriedade disserta sobre o tema, veja abaixo:


- É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.

Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a autenticidade de uma igreja ou ministério.

Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em outras palavras: “A quem você presta contas?”.

Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos, mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13; 13:17; 1 Ped. 4:5).

Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples: “presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque tantos mal entendidos e falsas acusações.

Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.

Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.

O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.

Consequentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a “cobertura” é apenas um mecanismo protetor.

Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam protegidos do erro.

O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa que tem mais autoridade.

O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na pirâmide eclesiástica.

De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.

Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.

Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?

Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”.

Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a “cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?

Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é impulsionado por um espírito de controle.

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O ensino da cobertura espiritual se encaixa exatamente neste sentido que Frank Viola explicou acima. Seria uma espécie de "proteção espiritual" de líderes para com seus "controlados" membros da igreja. Quem estiver debaixo da cobertura, supostamente estará protegido de ataques do maligno, de doenças, de crises financeiras, etc. Ao contrário, quem ousará ir contra sua própria “cobertura espiritual”, aquele que é “autoridade espiritual” sobre sua própria vida? Vejam só a gravidade do problema, é aí que começa a manipulação eclesiástica que (também) tem contribuído para desistências congregacionais de pessoas.

O referido Bispo erra em afirmar que o crente tem que estar debaixo de uma cobertura para se proteger, pois com isso ele nega a responsabilidade individual de cada um perante seus atos (Rm 14:12), e o pior, condiciona um poder de proteção espiritual para ele próprio, proteção esta que só Jesus pode nos dar. O Bispo afirma que "o agir de Jesus" no crente está condicionado ao mesmo estar debaixo da cobertura deles. Um absurdo! Onde está isso na Bíblia?

Se alguém pecar, não vai ser uma "cobertura" que vai livrar esta pessoa das consequências de seu pecado. E também não vai ser uma "cobertura eclesiástica" que vai livrar o Cristão da "contaminação do mundo". A santificação do Cristão agora depende de cobertura espiritual? Absolutamente não!

Este ensino escraviza e acomoda o Cristão a uma falsa proteção de líderes que, na verdade estão interessados em somente controlar e manipular os membros de suas mega-congregações. É Deus quem nos guarda e protege e não um líder eclesiástico com sua falsa doutrina de "cobertura de controle".

O referido Bispo, abusando de sua teologia distorcida, erra também na afirmação de que nas igrejas existem "autoridades delegadas" que seriam os líderes eclesiásticos. O mesmo cita Romanos 13 para averbar sua colocação de que o Cristão deve se submeter as "autoridades delegadas por Deus".

Claro que temos obrigação de nos submeter às autoridades, conforme esta passagem nos mostra, porém estas autoridades citadas em Romanos de maneira alguma são os líderes eclesiásticos!

Romanos 13, pelo contexto, é direcionado especificamente as “autoridades governamentais e jurídicas”. Não há evidência, nem margem exegética nenhuma para afirmar que “também” é direcionada a “autoridade eclesiástica”. Quem afirmar o contrário estará torcendo o texto sem seguir o contexto, desrespeitando assim as regras de exegese e hermenêutica!

Para se ter uma idéia desta tamanha distorção, Jesus foi bem categórico quando falou sobre este mesmo assunto:

"Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” Mt 20:25-28 (Grifo meu).

Nesta passagem, a Bíblia nos narra quando a mulher de Zebedeu - mãe de Tiago e João - veio até Jesus com seus filhos para pedir que colocasse em seu reino os mesmos em posição de honra e autoridade ao lado direito e esquerdo de Cristo(vs 21). Porém, Jesus foi categórico com eles, como podemos constatar nos versos seguintes.

Será que Paulo em Romanos estaria se contradizendo com JESUS sobre o tema? Será que realmente existem crentes que são “autoridades superiores” perante outros crentes na igreja? Com certeza não! Quem se contradiz são aqueles que afirmam que Rm 13 é direcionado também para a autoridade eclesiástica. Não existe base bíblica neotestamentária para que um crente tenha autoridade espiritual sobre outro crente. Isso é invenção de líderes dominadores que querem manipular e controlar o rebanho da Igreja de Cristo.

A única “autoridade espiritual” que existe na igreja perante os crentes é JESUS. A Bíblia diz em Mt 28:18 “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. (grifo meu)

Jesus é o cabeça do corpo de Cristo, nós todos somos os membros. Nenhum membro do corpo pode exercer superioridade através de autoridade espiritual a outro membro, somente o cabeça (que é Cristo) é que controla todo o corpo. É assim na igreja. Jesus tem autoridade sobre toda a igreja. Todo crente que estiver em Cristo tem a mesma autoridade espiritual que é concedida através de Jesus (1Pe 2:9). O véu foi rasgado, todos nós temos acesso. A unção é a mesma, a autoridade é a mesma, o acesso ao Pai é igual para todos! (Veja 1 Co 12).

A igreja com certeza é uma instituição organizada que foi estabelecida por Cristo, pois sabemos que existem dons e ministérios necessários para a edificação e organização da congregação. Sabemos também que algumas funções têm como objetivo de liderar e coordenar a igreja. Se não fosse assim, teríamos uma verdadeira baderna, e o culto ao a Deus com decência e ordem, não seria possível. Porém, nenhum desses dons autentica o direito de ser “autoridade espiritual” sobre os demais crentes.

É importante colocar que não devemos confundir a “autoridade” de Romanos 13 com a “obediência e submissão” de Hebreus 13:17, vejamos:

Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros”. Hb 13:17 (grifo meu)

Analisando esta passagem:

Obedecei = deixar-se guiar / submeter-se

Submisso (vocábulo "submeter") = grego: hupotaso = sujeição voluntária / obediente / respeitoso / sujeito.

Repare agora na diferença etimológica comparando-se à palavra “autoridade” citada em Rm 13:

Autoridade = poder de mandar / domínio / poder público. (dicionário Aurélio).

Termo grego para autoridade: Exousia = deriva da palavra exestin, que significa uma ação possível e legítima que pode ser levada a cabo sem obstáculo.

Frank Viola comentou sobre esta questão também:

- A autoridade (exousia) relaciona-se com manifestação e comunicação de poder. Mais especificamente, a autoridade é o direito de realizar uma ação particular. A Escritura ensina que Deus é a fonte única de toda autoridade (Rom. 13.1), e esta autoridade foi conferida à Seu Filho (Mat. 28:18; João 3:30-36; 17:2).

Apenas Jesus Cristo tem autoridade. O Senhor Jesus disse claramente, “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra”. Ao mesmo tempo, Deus delegou Sua autoridade aos homens e mulheres deste mundo para propósitos específicos.

Por exemplo, na ordem natural, Deus instituiu diversas esferas onde Sua autoridade deve ser exercida (Efésios 5:22-6:18; Col. 3:18-25). Estabeleceu certas “autoridades oficiais” com o propósito da preservação da ordem sob o sol. Aos oficiais governamentais, como reis, magistrados e juízes, foi dada esta autoridade (João 19:10, 11; Rom. 13:1 ss.; 1 Tim. 2:2; 1 Ped. 2:13-14).

A autoridade oficial é autoridade conferida a um oficio estático. Funciona independente das ações da pessoa que a ocupa. A autoridade oficial é autoridade posicional e fixa. Enquanto a pessoa ocupar o cargo, tem autoridade.

Quando alguém exerce as funções de autoridade, o recipiente chega a ser “uma autoridade” por seu próprio direito. É por esta razão que se exorta aos cristãos que se sujeitem aos líderes governamentais – não importando seu caráter (Rom. 13:1; 1 Ped. 2:13-19).

Nosso Senhor Jesus, assim como Paulo, mostraram espírito de sujeição quando compareceram ante a autoridade oficial (Mat. 26:63-64; Atos 23:2-5). De maneira similar, devemos sempre nos sujeitar a esta autoridade. A ausência de lei e o desprezo pela autoridade são sinais de uma natureza pecadora (2 Ped. 2:10; Judas 8). Ao mesmo tempo, a sujeição e a obediência são duas coisas bem diferentes, e é um erro fatal confundi-las.

Sujeição Versus Obediência.

Em que difere a sujeição da obediência? A sujeição é uma atitude. A obediência é uma ação. A sujeição é absoluta. A obediência é relativa. A sujeição é incondicional. A obediência é condicional. A sujeição é um assunto interior. A obediência é um assunto exterior.

Deus nos convoca a ter um espírito de humilde sujeição diante daqueles que Ele colocou em autoridade sobre nós na ordem natural. Contudo, não podemos obedecer-los se nos mandam fazer o que viola Sua vontade, porque a autoridade de Deus é maior que qualquer autoridade terrena.

Não obstante, você pode desobedecer enquanto se submete. Pode desobedecer a uma autoridade terrena mantendo um espírito de humilde sujeição. Pode desobedecer e ao mesmo tempo manter uma atitude de respeito e reverencia distinto do espírito de rebelião, injuria e subversão (1 Tim. 2:1-2; 2 Ped. 2:10; Judas 8).

A desobediência das parteiras hebréias (Ex. 1:17), os três jovens hebreus (Dn. 3:17-18), Daniel (Dn. 6:8-10), e os apóstolos (Atos 4:18-20; 5:27-29) exemplificam o principio de estar sujeito a uma autoridade oficial ao mesmo tempo em que desobedece quando esta se choca com a vontade de Deus.

Se Deus estabelece autoridade oficial para operar na ordem natural, ele não instituiu este tipo de autoridade na igreja. É por essa razão que os líderes eclesiásticos silenciam diante dos argumentos de Paulo na esfera da autoridade em Efésios 5-6 e Colossenses 3.

Deus dá autoridade (exousia) aos crentes para exercer certos direitos. Entre eles está a autoridade (exousia) de serem feitos filhos de Deus (João 1:12), possuir propriedades (Atos 5:4), decidir casar-se ou não (1 Cor. 7:37), decidir o que comer ou beber (1 Cor. 8:9), curar enfermidades (Mar. 3:15), expulsar demônios (Mat. 10:1; Mar. 6:7; Luc. 9:1; 10:19), edificar a igreja (2 Cor. 10:8; 13:10), receber bênçãos especiais associadas a certos ministérios (1 Cor. 9:4-18; 2 Tes. 3:8-9), ter autoridade sobre as nações e comer da árvore da vida no reino futuro (Ap. 2:26; 22:14).

Mas em nenhuma parte a Bíblia ensina que Deus deu autoridade (exousia) aos crentes sobre outros crentes!

Recordemos a palavra de nosso Senhor em Mateus 20:25-26 e Lucas 22:25-26 onde condena as formas de autoridade tipo exousia entre seus seguidores. Este fato deve ser motivo para uma séria reflexão.

Portanto, sugerir que os líderes na igreja devem exercer o mesmo tipo de autoridade que os dignitários representa logicamente um salto e uma excessiva generalização. Uma vez mais, o NT nunca vincula a exousia aos líderes da igreja, nem estabelece que alguns crentes tenham exousia sobre outros crentes.

Sem dúvida, o AT descreve os profetas, sacerdotes, reis e juízes, como autoridades oficiais. Isto se deve ao fato destes “ofícios” serem sombras da autoridade ministerial do próprio Jesus Cristo. Cristo é o verdadeiro Profeta, Sacerdote, Rei e Juiz. Mas no NT nunca encontramos qualquer passagem que descreva ou represente algum líder enquanto autoridade oficial. Isto inclui os guardiões locais, assim como aos obreiros de fora.

Para ser franco, a noção de que os cristãos têm autoridade sobre outros cristãos é um exemplo de exegese forçada e, como tal, é biblicamente insustentável. Quando os líderes da igreja exercem o mesmo tipo de autoridade que desempenham os oficiais governamentais, tornam-se usurpadores!

Certamente, a autoridade funciona na igreja, mas esta autoridade que funciona na ekklesia é notavelmente diferente da que se exerce na ordem natural. Isto faz sentido na medida em que a igreja não é uma organização humana, mas um organismo espiritual. A autoridade que opera na igreja não é oficial. É orgânica!

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Nós devemos ter os nossos líderes e pastores de uma maneira respeitosa e submissa, no sentido de “deixar os mesmos nos guiar na Palavra e no ensino de Deus”. Devemos confiar com segurança que os mesmos são servos de Deus para cuidar, apascentar e ensinar a Igreja de Cristo e também para coordenar a igreja em sua forma funcional e organizacional. O Pastor merece honra, reconhecimento e respeito de todos da Igreja. Porém o líder também é humano, sujeito a erros e a pecados, bem como a exortação e repreensão.

Mas, jamais devemos ter nossos pastores ou líderes como se fossem superiores aos demais irmãos da igreja, como se os mesmos possuíssem “unção diferenciada” ou “poderes especiais”. Somos co-herdeiros em Cristo, o véu foi rasgado e temos acesso à vida através de Jesus, bem como a unção procede diretamente de Deus para todo o Corpo de Cristo. Temos todos a mesma unção e os mesmos direitos, não precisamos de nenhum “homem mediador” para ter acesso ao pai. O único mediador entre Deus e os homens é JESUS CRISTO!

Após refletir nesse artigo, chego a seguinte conclusão preliminar: porque as pessoas não querem mais ir à igreja? Um dos motivos é por causa dos líderes manipuladores que pregam distorções Bíblicas em benefício próprio.

No próximo artigo, darei continuidade sobre este assunto.

Soli Deo Gloria!

Ruy Marinho
Blog Bereianos

Bibliografia:
- Bíblia de estudo de Genebra
- Quem é a tua cobertura? - Frank Viola
- O Novo comentário da Bíblia – F.Davidson
- Romanos, Introdução e Comentário - F. F. Bruce
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8 Avião profético apostólico: você ainda terá o seu!

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O Falcon 010 pousou em Manaus, trazendo o Ap. Renê em sua primeira viagem.

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Um homem que sonha e realiza seus sonhos. Assim, é o Apóstolo Renê Terra Nova. E hoje, 22 de julho, mais um sonho em sua vida se concretiza. Às 17h45 minutos, desta quarta-feira, pousava no Terminal II, do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, conhecido também como ‘Eduardinho’, o Falcon 010, de prefixo PR – EGB, aeronave adquirida para o deslocamento do Apóstolo Renê em suas jornadas apostólicas pelo Brasil.

Dezenas de discípulos aguardavam ansiosamente no saguão do aeroporto a chegada do avião, o que ocorreu no final da tarde. Ao pisar em solo amazonense, o Apóstolo Renê Terra Nova agradeceu a Deus pela graça alcançada e discorreu um breve discurso de agradecimento. Segundo o seu coração, o avião não é de propriedade dele, mas do Ministério e da Visão Celular, pois facilitará a consolidação de seus discípulos em todo o Brasil. Emocionado, o apóstolo descreveu seu sentimento:

“Hoje, é mais um sonho que se realiza. Deus sabe que esse avião não é pra mim. É de todos. Essa vitória não é só minha, mas de todos que fazem parte desta história. Minha família, a igreja, meus discípulos e a Visão. Este avião é sinal de um milagre, e todos aqui vão receber verdadeiros milagres em sua vida, ministério e família”, disse o Apóstolo Renê Terra Nova.

Cumprimento de profecia – A compra da aeronave é cumprimento da profecia de grandes homens de Deus que declararam que, neste ano, o Apóstolo Renê Terra Nova estaria em seu avião. Campanhas de oração, ofertas voluntárias de todo o Brasil e exterior, além de muitas palavras proféticas davam sinais da realização deste grande sonho. Hoje, é o grande dia do cumprimento.

“A Visão Celular no Modelo dos 12 no Brasil já tem um avião, voando em prol do M12 e em prol unidade do Corpo de Cristo no Brasil. Não pregaremos somente nos Congressos da Visão Celular, mas também em todos os eventos que somos convidados, que contribuam para a benção de estarmos juntos como Corpo de Cristo, numa grande avançada de tomada de território”, são as palavras do Apóstolo Renê Terra Nova, durante o primeiro voo do FALCON 10, no trajeto Goiânia-Manaus, no último dia 22 de Julho. O Apóstolo ainda comentou sobre o primeiro voo oficial do avião: “O sonho se cumpriu e o avião já está na mão da Visão. E hoje começou a rota que estávamos esperando, a primeira rota oficial: Goiânia–Manaus. Acredito que Deus permitiu esta rota porque tem uma chave de avivamento em Goiânia, e tem outra chave de avivamento em Manaus. Acredito que Deus está mostrando que chegou o tempo das asas serem abertas, e começar um voo novo. Assim, o sonho se cumpre. As sementes plantadas frutificaram e agora você fez conosco a primeira viagem oficial da aeronave. Deus te abençoe e te prospere e que as sementes da sua vida, que foram plantadas neste avião, explodam e que dêem frutos a 100 por 1.

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Se antes o sonho de todo pastor era construir uma catedral, agora é adquirir seu próprio avião. Repentinamente, a classe pastoral foi tomada por um complexo de Ícarus.

Ora, se fulano pode, por que eu não?

E assim, cresce a cada dia o número de pastores que desfilam pra baixo e pra cima em suas aeronaves particulares.

O que antes só era visto do lado de cá da linha do Equador (EUA), agora está cada vez mais comum nas terras tupiniquins.

Ter um avião passou a ser sinônimo de estar sob a bênção e a aprovação divinas.

Quanta tolice!

O que pensa o mundo acerca de nossas megalomanias?

Um desses líderes que acaba de adquirir um jato, afirmou em uma mensagem recente:

"Somos [sic] entre os quinhentos homens mais bem-sucedidos do Brasil que possuem um jato. A visão desatou novos líderes e milionários. Pastores e líderes que possuem casa, patrimônio, empresas e templos (como Igreja) acima de milhões, o que fez ministérios e líderes milionários. Sabe por quê? Deixamos de ser tímidos, saímos dos decretos de morte e entramos no decreto de vida. Por isso, estamos ousando conquistar no sobrenatural."

Que credibilidade teremos para pregar o Evangelho da Graça e do Reino de Deus, se nos prostramos ante a Mamom?

Estou corado de vergonha.

Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, almejou tanto luxo. Poderiam ao menos ser discretos. Mas em vez disso, sentem a necessidade de ostentar.

Qual será o próximo sonho de consumo dos mega-pastores? Um transatlântico?

E o que mais me incomoda é saber que a maioria deles prega pra gente muito humilde, que mal consegue adquirir um carro usado. É o dinheiro dessa gente humilde que sustenta a megalomania dos seus líderes.

Enquanto isso, as convenções e seminários em hotéis continuam servindo como feira de vaidade, onde cada qual quer ter mais vantagem pra contar aos seus colegas.

Vale aqui a exortação de Cristo à igreja em Laodicéia:

"Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" (Apocalipse 3:17).

Lembremos que o sonho de Ícarus tornou-se no seu maior pesadelo. Um dia as asas derretem...

O mito de Ícarus encontra paralelo no Oráculo de Deus acerca do Rei da Babilônia:

"Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono (...) Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao Altíssimo. Mas serás levado à cova, ao mais profundo do abismo" (Is.14:13a,14-15).

Que Deus levante em nossos dias uma geração de líderes segundo o Seu coração, que não se corrompam com as ofertas do Mundo, mas que sejam verdadeiros agentes transformadores do Reino.

Autor: Hermes Fernandes
Fonte: [ Blog do autor ]

O Pastor Hermes expressou exatamente o que eu sinto no coração e que iria dizer a respeito. O que mais me impressiona no Sr. René é o fato dele espiritualizar a compra da aeronave, como se fosse uma profecia. Até a rota Manaus-Goiânia é profética também. Me desculpem o termo mas: que falso profeta cara-de-pau!

RM
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1 As três campinas

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Adriano é um irmão humilde e trabalhador de uma igreja batista do interior do Estado de São Paulo. Casado com Divanete, ambos levam a vida típica da gente simples do chamado Brasil profundo, lutando com as dificuldades e sempre buscando uma renda extra para fazer frente aos gastos da família. Adriano tem um trabalho digno e aproveita os dias de folga para fazer alguns bicos e ganhar um dinheirinho honestamente. Um desses bicos é capinar terrenos baldios, algo muito necessário nas cidades do interior. Num dia muito quente, Adriano foi capinar um terreno e, conversando com o pastor da sua igreja, este lhe aconselhou que usasse um chapéu, pois o sol estava muito forte naquele dia, mas Adriano não lhe deu ouvidos. Foi capinar com a cabeça desprotegida e quando estava na metade do serviço, percebeu - tarde demais - que o pastor tinha razão. O sol estava de "rachar mamona", como se diz na roça, e ele já estava se sentindo mal, se expondo aos riscos de uma insolação. Não teve dúvidas: parou o serviço e orou, pedindo a Deus que lhe ajudasse a suportar o calor. Pouco depois, capinando uma moita, viu que atrás dela, no meio do mato, estava um boné novinho em folha, o que o deixou muito feliz. Parou o serviço novamente e deu glórias a Deus por ter respondido a sua oração.

Algum tempo depois, surgiu outro terreno para capinar, cujo proprietário lhe havia pedido urgência, pois precisava começar uma obra no dia seguinte. Já declinando a tarde, a enxada que Adriano usava soltou a cunha, e a gambiarra que ele fez não ajudava muito, já que ele mal conseguia capinar com aquela peça bamba. Recriminou-se por não ter pego uma enxada melhor. Não teve dúvida, parou tudo e orou pedindo ajuda a Deus. Pouco depois, deu uma enxadada numa quiçaça e ali, para sua grata surpresa, tinha uma cunha semi-enterrada, que cabia perfeitamente na sua enxada. Diante do achado, levantou as mãos ao céu e glorificou a Deus efusivamente, o que deve ter assustado a vizinha que via pela janela a cena insólita de um homem cansado, no fim da tarde, agradecendo a Deus por uma cunha. Pelo canto dos olhos, Adriano só teve tempo de ver a cortina se fechando rapidamente.

Passados alguns dias, outra pessoa pediu a Adriano um serviço de urgência, que ele não podia recusar nem fazer num dia só sem a ajuda de outra pessoa. Combinou com o seu irmão, mas este avisou-lhe a tempo que não poderia ir. Chamou um rapaz que às vezes lhe ajudava, mas no dia e hora combinados, ele simplesmente não deu as caras. Lá estava o terrenão enorme pedindo enxada, e só Adriano a lhe encarar. Decidiu-se a fazer o que podia, mas já terminava o dia e ainda faltava muito chão para capinar. Exausto e já próximo do desespero, não teve dúvida: parou tudo e clamou a Deus por socorro. Mal teve tempo de dizer o "amém", quando percebeu uma sombra estranha denunciando um vulto enorme que se aproximava. Era um homem negro, grande, mal encarado, como aquele personagem condenado à morte no filme "À Espera de Um Milagre", o que lhe deixou com um baita medo naquele ermo do sem fim. O homem se aproximou e disse:

- Ei, rapaz, você não quer que eu te ajude? Tem muito terreno ainda e eu posso te ajudar por um trocadinho qualquer...

Adriano combinou o preço com o socorro recém-enviado dos céus - que, segundo ele, era um verdadeiro trator - e terminou o seu dia feliz, levando dinheiro para casa e dando glórias a Deus.

Esta é uma história verídica...

Ouvindo esta história, eu fiquei pensando cá com os meus botões: esta é a fé que Deus honra. Não uma pseudo-fé auto-imputada, arrogante, soberba, que trata Deus como um menino de recados ou um escravo obrigado a "honrar" quem alega segui-lO, de preferência cobrindo-o de bens, mas uma fé simples, inocente, dedicada, que se dispõe e põe a mão no arado e na enxada com vontade de ser feliz, e não tem vergonha da sua condição, nem de pedir auxílio a Deus quando as coisas não saem exatamente como se pensava, e em tudo dando glória a Ele. Simples assim...


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Autor: Hélio
Fonte: [
O Contorno da Sombra ]
Via: [ Genizah ]

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0 Saber ou não saber... eis a questão

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Nos estudos bíblicos – algo que deveria ser uma prática da igreja, mas não há espaço na agenda de shows, congressos e correntes de fé –, percebo que muitas das dúvidas são àquelas que não são possíveis de se responder unicamente com a Palavra mas sim com as invenções, suposições e chutes teológicos. Então o que fazer numa situação como essa? Inventar? Copiar as teologias distorcidas distribuídas por aí? Não. Acredito, pois para mim serve, que um simples: “não sei”, ou ainda, para os que têm um conhecimento mais apurado do texto sagrado: “a Palavra não nos revela nada quanto a isso”, deveria ser o suficiente. Deveria, mas não é, pois sempre tem alguém para dizer: ore bastante e Deus te dará uma revelação quanto a isso.

Por quê? Simples, o ser humano, convertido ou não, é curioso e se encanta com o exterior, que o diga Eva quando viu a fruta. Assim, até é normal que muitas pessoas precisem de algo que os encante pela aparência e beleza das palavras que às vezes até parece algo espiritual (Mt 7.15).

No entanto é aí que às heresias, que vão desde a de Adão com asas voando até a lua até a assunção de Maria, que surgem com dentes de ouro e se concretizam com atos proféticos mirabolantes e maldições que nunca são “quebradas” pois estão incrustadas no DNA humano... Espere aí! Não vamos tão longe assim! Ah... vão sim... A verdade é que uma heresia não começa de forma abrupta, mas sim semelhante à ferrugem, corroendo aos poucos e no fim enfraquecendo o metal e o tornando imprestável.

Algum tempo atrás um irmão perguntou: Mas por que Deus fez coisas que a gente não precisa, como as outras galáxias, por exemplo?

Confesso que pensei em dizer que não sabia o porquê. Mas aí me lembrei de um texto bíblico, que elucida dentro do possível esse caráter egocêntrico de homem de crer que tudo que Deus fez, fez para ele... o apóstolo Paulo escreve o seguinte a igreja de Colossos: Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Cl 1.16

Pode ser um choque para o ser humano, tão glorificador de si, descobrir que Deus não fez as coisas para ele, mas para o Seu Filho, tudo, todas as coisas que existem nos céus e terra, visíveis e invisíveis... tudo, criado por ele e para ele.

No entanto, para aqueles que agora podem ter tido sua “fé” enfraquecida ao descobrirem que Deus não fez o universo em prol dele, afinal, esse é o mesmo Deus que “prometeu” a ele riquezas, terra que mana leite e mel e nações por herança, então, antes de ter sua fé enfraquecida, não esqueça, que aqueles que receberam o Filho e crêem nele, Deus dá o poder de serem chamados filhos de Deus (Jo 1.12), portanto, co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17), na graça e também no padecer, sim, no padecer também...

Desculpe-me, mas não sou pró teologia da prosperidade, desculpe-me, mas não me enquadro nos doutores de II Timóteo (4.3).


Autor: Daniel Clós Cesar
daniel.clos@gmail.com

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2 Hoje vi um milagre

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"Disto me recordarei na minha mente; por isso esperarei. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim." - Lamentações 3.21-22

"E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona. E era trazido um homem que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. O qual, vendo a Pedro e a João que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós. E olhou para eles, esperando receber deles alguma coisa. E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram." - Atos 3.1-7 [ACF]


Hoje vi um milagre. Liguei a televisão bem cedo, como sempre faço, e aconteceu de estar num canal que transmitia um programa da IURD Ltda.

Um jovem rapaz estava com um sério problema na perna. Eu perdi o início da conversa entre o pastor que o estava "curando" e ele, mas, pelo aspecto, parecia que havia estado com pinos na coxa recentemente, devido a uma fratura grave.

O pastor curandeiro pôs a mão na coxa do rapaz e disse que iria curá-lo. Apesar de no final do programa o tal ministrante falar em Jesus, a ênfase que ele deu durante muito tempo foi no próprio poder curativo.

Foi trágico. O pobre rapaz, depois do show de curandeirismo exibido pelo programa, foi instado pelo pastor a caminhar logo após a imposição de mãos. Dava para perceber a dor que o pobre rapaz estava sentindo, e o esforço que fazia para deambular, pois certamente ele estaria em resguardo não houvesse sido seduzido pelas falsas promessas de milagre daquela empreja.

Quando Jesus e os apóstolos curavam, a restauração era completa e imediata. Era incontestável. Entretanto, a cura que o pastor disse que era de Deus em nada melhorou o aspecto das cicatrizes da perna do moço. As marcas dos pinos, a ferida, os hematomas... o rapaz tirou a bandagem que estava grudada na perna e o ferimento quase sangrou! E depois o pastor mandou que ele caminhasse de um lado para o outro mostrando que estava curado. A cara de dor do rapaz ao andar fazia com que até eu sentisse a dor que ele estava sentindo.

O pastor, não podendo negar que não fez nada na perna do rapaz machucado, vendo que tratava-se de mais um caso de curandeirismo barato, que não houve cura alguma, pôs a mão na coxa dele e disse que depois de uma semana (!) ele se sentiria melhor. Pobre rapaz.

Senti pena dele. Senti pena da humanidade. Senti indignação. Apesar desse momento "down" em que vi a fé do rapaz ser explorada, eu vi um milagre. Eu pude ver que lá fora o sol estava brilhando. O sol que Deus fez brilhar sobre mim e sobre ele. E sobre o pastor curandeiro que depois deve ter ido regozijante contar o seu dinheiro sujo. Eu vi um milagre: um novo dia em que Deus renova sobre nós suas misericórdias para que não sejamos consumidos. E a certeza de que ele nos deu uma nova chance de viver corretamente.

E ergui um clamor de coração: "Cadê o Ministério Público que não vê uma coisa dessas?"


Autor: Avelar Jr.
Fonte: [ Não, Obrigado! ]
Via: [ veSHAME gospel ]

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1 Crise ética

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Por Daniel Grubba

O titulo do post dá a entender que vamos falar sobre a podridão do Senado ou algo do tipo, mas não é nada disso. A "crise ética" não é exclusividade do Senado, antes fosse. Ela chegou para valer nas igrejas evangélicas e tem dado muito "pano para manga".

Parece que não temos mais nada para falar, não é mesmo? Acontece que ultimamente temos recebido muitos textos, pesquisas, artigos, matérias e livros, que abordam a crescente decepção dos fiéis em relação as igrejas evangélicas institucionalizadas. E não é aconselhável varrer a sujeira para debaixo do tapete. Temos que mostrar ferida (sim, elas existem!) para depois procurar a cura.

Em particular há dois livros destinados a se tornarem best-seller. O primeiro é Porque você não quer mais ir à igreja? - além de ser um sucesso absoluto de divulgação entre os blogueiros cristãos, também não para de crescer na lista de livros mais vendidos do ranking Veja. O segundo livro, Feridos em nome de Deus, foi escrito pela jornalista Marília de Camargo César, que após ver sua antiga igreja ruir em escândalos, ferindo diversos membros, resolveu abordar delicado tema do "abuso espiritual" (Este livro está dando o que falar. Esgotado em 48 horas, também alvo de interesse da mídia secular).

Também quero destacar a atenção para uma matéria da revista Enfoque escrita por Joel Macedo, onde o jornalista aborda o crescimento do movimento dos "Evangélicos sem igreja" (para ler a matéria completa). Ele escreve:

O crescimento numérico da igreja evangélica tem impressionado a todos. Entretanto, pesquisadores revelam que o grupo que mais tem crescido nos últimos anos é o dos “crentes sem igreja” – pessoas convertidas, mas que, decepcionadas com os rumos da pregação e da instituição, optaram por uma caminhada pessoal, vivida na intimidade, ou então pela formação de pequenos grupos nos lares, reeditando ocristianismo do primeiro século .

Porque será que há tantos decepcionados? Será que o modelo de governo esclesiástico não supre mais os anseios de um mundo pós-moderno? Será que se trata de uma nova reforma?

Bom, são tantas questões e subsequentes repostas que não chegaríamos jamais ao fim do debate. No entanto, gostaria de destacar uma particularidade do movimento evangélico que tem revelado ao mundo, não exatamente o amor de Cristo como ele idealizou (Jo 13.35), mas uma face egoísta, bajuladora e manipuladora - principalmente quando os escândalos financeiros vem a tona e deixam transparecer a " crise ética" em que todos nós estamos envolvidos.

Podemos perguntar: Como algo tão nobre como a religião, a busca de Deus, pode se converter em legitimação de tantos sofrimentos e abusos? O teólogo da libertação Jung Mo Sung nos ajuda a entender:

Geralmente as pessoas que se dedicam exclusivamente à religião - os sacerdortes - não produzem diretamente o necessário à própria sobrevivência. Afinal, eles dedicam integralmente o seu tempo aos assuntos religiosos (...) Assim seu sustento provém de uma parte não consumida pelos próprios produtores. Chama-se a parte excedente. Numa sociedade dividida em classes sociais, o excedente geralmente é controlado pelos "ricos". Isso significa que a construção de grandes templos, as despesas com o culto, a manutenção dos sacerdotes e os outros gastos são cobertos em grande parte pelos "ricos" (...) Ora, essa "aliança" da classe dominante com a classe sacerdotal (...) condiciona drasticamente o discurso religioso ... A dependência econômica, ou o casamento da religião com o poder, é fonte de tentação para a manipulação de Deus e da religião . (Jung Mo Sung em Deus: Ilusão ou realidade? p. 24.)

Marília de Camargo César, autora do livro Feridos em nome de Deus, acredita que parte desta "crise ética" está enraizada na bajulação das ovelhas aos líderes autoritários e o envolvimento financeiro da relação :

Muitos ministros sinceros e usados por Deus para ajudar pessoas combalidas por problemas gravíssimos passam a considerar normal receber bens valiosos, como retribuição. Conheço pastores que foram abençoados com carro importado, jóias, viagens ao exterior, roupas degrife ... A reincidência de tais ações , contudo, pode contaminar o relacionamento entre pastores e ovelhas. E o estatuto das igrejas não contempla limites éticos para essas doações, como fazem, por exemplo, as empresas. Essa cultura de retribuir a homens dádivas obtidas de Deus pode facilmente degenerar para a mais pura bajulação e levar o pastor aadotar atitude tendenciosa no momento de julgar questões entre irmãos de diferentes condições sociais. (Marília de Camargo César, Feridos em nome de Deus, p.36).

Não é segredo para ninguém que a crise ética gira em torno da busca pelo poder-dinheiro, e ficar recebendo mimos - descriteriosamente - é um perigo sutil e eficaz. Tiago, irmão do Senhor, já tinha alertado a igreja quanto a isso em sua pequena carta no capítulo 2, verso 2 a 6, que diz:

Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos, e entrar também algum pobre com sórdido traje, E atentardes para o que traz o traje precioso, e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do meu estrado, Porventura não fizestes distinção entre vós mesmos, e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?

Deus nos livre desta rendição a Mamon (riquezas), deste favorecimento aos ricos em detrenimento dos pobres, senão um dia aparecerá em alguma biboca santa por ai: O último a sair apague a luz. E há quem diga que estará assinado por Jesus. Pois e ele que diz: Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. (Ap 2.5)

Autor: Daniel Grubba
Fonte: [ Soli Deo Gloria ]

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0 O que é o Coronelismo Evangélico?

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por Gutierres Siqueira

Os evangélicos sempre prezaram pelo discurso de “separação do mundo”, ou seja, os cuidados com as práticas mundanas e ímpias, já que somos novas criaturas. Esse discurso é verdadeiro, mas infelizmente pouco praticado. Quando leio as notícias e escândalos envolvendo o nome do senador José Sarney (PMDB-AP) lembro imediatamente de muitos líderes evangélicos que se comportam como coronéis, da mesma forma que o oligarca do Maranhão. Mas o que é coronelismo evangélico e quais as suas características? Quais as características dos coronéis seculares e eclesiásticos?


O que é coronelismo?

Traduzindo, o coronel é uma pessoa influente, que exerce um poder maior do que as instituições que ele representa. Esse tipo de líder normalmente encontra amplo apoio pelas suas práticas “populistas”. Ele fala como o povo, age como o povo, mas na verdade exerce um poder despótico contra o povo. O coronel está acima da instituição, quando deveria ser o contrário.

O coronelismo evangélico é exercido em grandes denominações de todas as vertentes evangélicas, mas principalmente no meio pentecostal (o clássico, inclusive) e neopentecostal. Infelizmente são pessoas que esqueceram que o modelo de liderança de Jesus é o servir e não ser servido: “E ele (Jesus), assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9.35). Coronelismo evangélico é um mundanismo eclesiástico!


Quais as características do coronelismo?

As características do coronelismo são arcaicas, mundanas, símbolo do atraso e da falta de ética. Vejamos:

- Clientelismo

O clientelismo, segundo o Dicionário Houaiss, pode ser definido como uma “prática eleitoreira de certos políticos que consiste em privilegiar uma clientela ('conjunto de indivíduos dependentes') em troca de seus votos; troca de favores entre quem detém o poder e quem vota”. Isso é comum entre políticos ímpios. Agora, verificar isso entre pastores e pastores, ou, entre pastores e políticos... É vergonhoso, asqueroso e perverso. Infelizmente isso existe. O que não podemos é agir com complacência e tolerância diante dessas coisas mundanas. Infelizmente não é dessa forma que alguns grandes cargos eclesiásticos são negociados?

- Nepotismo

Os coronéis sempre querem a perpetuação do poder. Então, o que é melhor do que filhos e netos no mesmo cargo ou em cargos de confiança? Será que todos esses filhos nasceram vocacionadas para tais funções? Coincidência, não é? É claro que um filho de pastor pode ter vocação pastoral, mas então por que essa pessoa assume as melhores funções dentro da jurisdição eclesiástica? Infelizmente o nepotismo nasceu na antiga Igreja Católica medieval e renasce hoje no ambiente evangélico!

- Fisiologismo

Os coronéis confundem o privado com o particular. Não é a toa que os nobres deputados e senadores usam do dinheiro público para fins particulares, como o pagamento de um jantar para a namorada. O fisiologismo é isso, uma “conduta ou prática de certos representantes e servidores públicos que visa à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidários, em detrimento do bem comum” (Dicionário Houaiss). Muitas igrejas insistem em representantes políticos da denominação. Agora vem a pergunta: Por que esses representantes vêm da parentela de importantes líderes? Será que não existe vocacionado político entre pessoas sem parentesco com os líderes-mor?

- Carisma

Os coronéis normalmente são carismáticos (carisma aqui no sentido sociológico e não teológico). Normalmente agem e gostam de destacar que são autoridades constituídas por Deus, cabendo então o máximo de respeito e reverência... O pior, mesmo diante dos erros e equívocos. Muitos usam o bordão “não toqueis nos meus ungidos” e usam tal versículo inadequadamente como uma forma de proteção contra críticas. Os coronéis são necessariamente papistas, pois o que falam apresenta um valor da infalibilidade. Como carismáticos, também espiritualizam sua função, fazendo com que qualquer crítica torna-se demoníaca!

- Populismo

O coronelismo é casado com o populismo. O líder coronel fala o que o povo gosta de ouvir. Não se engane, muitas vezes até um discurso duro e conservador é usado estrategicamente para agradar certos ouvidos. Agora, o coronel na versão gospel não deixará de falar em bênçãos e usar bordões triunfalistas. O coronel é “o cara”, aliás, ele mesmo se acha “o cara”, o salvador da pátria ou da denominação!

- Midiático

Os coronéis gostam muito da mídia. Mas eles gostam desde que essa mídia seja chapa branca, sem esforço de investigação e denúncia. Na verdade, os coronéis gostam de controlar uma ou mais mídias. Todo coronel que se preze precisa de uma mídia ao seu favor. Na versão gospel não é diferente...

Essas e outras características rodam o universo coronelista. Infelizmente essa praga está no nosso meio. Isso é o famoso mundanismo que muitos denunciam, mas esquecem de suas faces variadas. Uma das faces do mundanismo é o coronelismo eclesiástico.


Fonte: [ Teologia Pentecostal ]
Via: [ Emeurgência ]

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10 Vendilhão judaizante em ação

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Gravado em um culto dito de "avivamento" realizado em São José dos Campos-SP, datado dia 17/07/2008, em que pessoas se prostraram diante de uma réplica dizendo ser a "arca de Deus" - aquela do antigo testamento - e fazendo seus pedidos.... isso sendo encorajados a tocar na tal "arca". Isso lembra atitudes pagãs e anti-cristãs... a arca simbolizava a presença de Deus e era uma figura de Jesus Cristo, a nossa verdadeira arca... e não nescessitamos mais de objetos ou qualquer outra figura que represente a real presença de Deus, muito menos p/ se fazer pedidos!!! Jesus Cristo é a "REAL PRESENÇA DE DEUS" pois, ele é o "PRÓPRIO DEUS", e o véu do templo já foi rasgado! Bem, há muito o que dizer mas o vídeo fala si próprio e expressa o porque da minha indignação.

Sarita
via e-mail


Compartilho com a mesma indignação da irmã Sarita que nos enviou o video. Eu confesso que chorei quando vi o mesmo. Olha só o que estão fazendo com o evangelho de Jesus. Quantas pessoas estão sendo enganadas por esses aproveitadores judaizantes. Até crianças estão participando dessas "cerimônias judaizantes" que eles insistem em chamar de evangelho. Aonde que isso é evangelho gente? isso é idolatria, é reviver a lei em detrimento da graça, é anular o sacrifício de Cristo na Cruz, é mistificar amuletos mágicos! Que absurdo!

Para quem não sabe, esse falso profeta do video acima é o famoso Yossef Akiva (José Marcelo para os íntimos), um cara que vem fazendo um estrago tremendo em muitas igrejas que se corromperam para esse evangelho judaizante. Além de comercializar este falso evangelho, ele também vende em seus "cultos proféticos" réplicas dessas arcas pela bagatela de R$6.000,00 (veja aqui).

Mais informações sobre este falso profeta, clique aqui.

Para aqueles que insistem em adorar a arca da aliança e recosturar o véu que a Cruz de Cristo já rasgou, ou para aqueles que querem saber mais sobre este assunto, clique aqui por favor.

RM

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